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UNIVERSIDADE TIRADENTES

DIREITO 2015.1

José Raphael Passos Matos

RESENHA CRÍTICA
DIREITO SUBJETIVO

Estância
2015

unida à exigibilidade de uma prestação ou de um ato de outrem que consiste na possibilidade de agir e de exigir aquilo que as normas de direito atribuem a alguém como próprio. pode ser definido como a possibilidade de uma pretensão. numa situação que ocorreu. o cumprimento da norma infringida ou a reparação do mal sofrido. entre as quais destacam-se: . Para esse autor o Direito Subjetivo é o Direito vigente tomado pelo seu aspecto subjetivo. direito faculdade sendo o poder que tem o homem de exigir garantias para a realização de seus interesses. do instituto dos advogados brasileiros e da academia valenciana de letras. por meio dos órgãos competentes do poder público ou através dos processos legais. em caso de prejuízo causado por violação de norma. Direito Subjetivo. é a norma perdendo o seu caráter teórico e se projetando numa relação jurídica concreta. O direito subjetivo consiste.RESENHA CRÍTICA SOBRE DIREITO SUBJETIVO INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO DE PAULO NADER Credenciais do autor: Professor emérito da universidade federal de juiz de fora Membro titular da academia brasileira de letras jurídicas Juiz de direito aposentado do estado do rio de janeiro Membro da association internacionale de methodologie juridique Especialista de notório saber pela universidade do estado do rio de janeiro Membro do instituto brasileiro de filosofia. para fazer ou não fazer alguma coisa. Ainda que a autorização para exigir. Sobre a natureza do direito subjetivo há varias concepções. É o direito personalizado. dada por meio da norma jurídica válida. assim. para ter ou não ter algo. São as possibilidades ou poderes de agir que uma ordem jurídica ou um contrato garante a alguém de exigir de outra pessoa uma conduta ou uma omissão. quando estes se conformam com o interesse social é segundo a expressão de Ihering "o direito juridicamente protegido" que é a permissão. na possibilidade de agir e de exigir aquilo que as normas de Direito atribuem a alguém como próprio.

não é uma vontade psíquica. 3. Teoria Eclética: Georg Jellinek: não é só o interesse. há situações em que a pessoa não tem nenhum interesse em ser titular de um direito. 1. É um modo de ser da norma jurídica. O que existem são situações de fato de natureza subjetiva. principais e acessórios. afirmando que a vontade. como divisão maior. 4. Para ele. Os primeiros possuem valor de ordem material. de petição e direitos políticos. reflete o que é devido por alguém em virtude de uma regra de direito. a norma jurídica é a capa que reveste o interesse. Dividem-se em absolutos e relativos. Os problemas detectados são que há casos que o direito subjetivo existe a despeito da vontade do titular. podendo ser apreciados pecuniariamente. 2. obrigacionais. “Direito subjetivo é o interesse protegido enquanto atribui a alguém um poder de querer”. A primeira classificação sobre o direito subjetivo refere-se ao seu conteúdo. figurando. Os patrimoniais subdividem-se em reais. o que não sucede com os não-patrimoniais. há casos que o direito subjetivo existe mesmo sem a pessoa ter vontade e finalmente. A segunda classificação dos direitos subjetivos refere-se à sua eficácia. ou seja. Léon Duguit: direito subjetivo não existe. Diante dessas críticas. mas seu titular desconhece. a relativa do Direito Público e Direito Privado.Teoria da vontade: Windscheid : “direito subjetivo é a vontade juridicamente protegida”. de ação.Teoria do interesse: Ihering : “direito subjetivo é o interesse qualquer que seja juridicamente protegido”. nem só a vontade que representa o direito subjetivo. os direitos subjetivos privados dividem-se em patrimoniais e não-patrimoniais. Direitos Subjetivos Públicos: divide-se em direito de liberdade. Hans Kelsen: direito subjetivo é a expressão do dever jurídico. Os problemas detectados são que a amplitude do que é interesse. Windscheid se manifesta. são situações fáticas juridicamente garantidas. transmissíveis e não transmissíveis. há casos que o direito subjetivo existe mesmo contra a vontade do titular. muitas vezes o que interessa não é juridicamente protegido. há casos que o direito subjetivo existe.1. mas a conjugação desses dois elementos. O problema detectado é não supera as críticas feitas às outras teorias. mas “o poder jurídico de querer”. renunciáveis e não renunciáveis. Direitos Subjetivos Privados: Sob o aspecto econômico. de natureza apenas moral. sucessórios e intelectuais. . 2. 5.

1. na qual a subjetiva ocorre por mudança do titular do direito ou do dever jurídico. alienação. 2. Direitos renunciáveis e não renunciáveis: Os direitos renunciáveis são aqueles que o sujeito ativo. a titulo gratuito ou oneroso. mas se manifesta automamente com o seu titular. Já a modificação objetiva é a transformação que alcança o objeto. Renúncia é quando consiste no ato espontâneo pelo qual alguém se abdica de um direito. 4. Alienação é a transferência do direito. principais e acessórios. A aquisição do direito subjetivo para Paulo Nader pode ocorrer por dois motivos: originário e derivado. 3. enquanto que os direitos acessórios estão na dependência do principal. Direitos principais e acessórios: Os primeiros são independentes. Perecimento do objeto é quando o direito recai sobre a coisa e esta perde as suas qualidades essenciais ou o valor econômico. Direitos absolutos e relativos: Nos direitos absolutos a coletividade figura como sujeito passivo da relação. o que não ocorre com os não-transmissíveis. renunciáveis e não renunciáveis. Dividem-se em absolutos e relativos. Já na aquisição derivada ocorre apenas mudança ou transferência de titularidade do direito. não possuindo existência autônoma. . São direitos que podem ser exigidos contra todos os membros da coletividade. pode deixar a condição de titular do direito sem a intenção de transferi-lo a outrem. O direito subjetivo pode extinguir-se com o perecimento do objeto. Na aquisição originaria o direito não decorre de uma transmissão. por ato de vontade. renuncia. Direitos transmissíveis e não-transmissíveis: Como os nomes indicam. A modificação de um direito subjetivo pode ser por subjetiva e objetiva. transmissíveis e não transmissíveis. que pode operar-se por ato “ inter vivos ou mortis causa ”. autônomos. enquanto que nos irrenunciáveis tal fato é impraticável. os primeiros são aqueles direitos subjetivos que podem passar de um titular para outro. seja por absoluta impossibilidade de fato ou por impossibilidade legal. prescrição e decadência. como se dá com os direitos personalíssimos.A segunda classificação dos direitos subjetivos refere-se à sua eficácia.

Decadência é uma figura que se assemelha à prescrição.Prescrição é a perda do direito de ação pelo decurso do tempo. mas que produz efeitos distintos. .