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EXERCÍCIOS ESPIRITUAIS DE STO.

INÁCIO
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SANTO INÁCIO DE LOIOLA
1491 – 1556
EXERCÍCIOS ESPIRITUAIS
Tradução do autógrafo espanhol
Tradução por Vital Cordeiro Dias Pereira, S.J.
Organização e Notas por F. de Sales Baptista, S.J.
3ª edição, 1999
LIVRARIA A. I. – BRAGA
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LIVRARIA APOSTOLADO DA IMPRENSA
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(Uma cortesia da Editorial AO)
NB. Aqui só poderá ler a tradução do texto de Santo de Inácio.
Se estiver intressado(a) em ler também as notas e comentários, copie o(os)
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Primeira parte
[Anotações Orientadoras]

JHS
1 – Anotações
para tomar alguma inteligência
dos exercícios espirituais que se seguem,
e para ajudar,
assim, o que os há-de dar
como o que os há-de receber
Primeira Anotação. Por este nome, exercícios espirituais, entende-se todo o modo
de examinar a consciência, de meditar, de contemplar, de orar vocal e
mentalmente, e de outras operações espirituais, conforme adiante se dirá. Porque,

assim como passear, caminhar e correr são exercícios corporais, da mesma maneira
todo o modo de preparar e dispor a alma, para tirar de si todas as afeições
desordenadas e, depois de tiradas, buscar e achar a vontade divina na disposição
da sua vida para a salvação da alma, se chamam exercícios espirituais.
2 – Segunda. A pessoa que dá a outrem modo e ordem para meditar ou
contemplar, deve narrar fielmente a história dessa contemplação ou meditação,
discorrendo somente pelos pontos, com breve ou sumária explicação. Porque,
quando a pessoa que contempla toma o fundamento verdadeiro da história,
discorre e raciocina por si mesma, e acha alguma coisa que faça declarar um pouco
mais ou sentir a história, quer pelo próprio raciocínio quer porque o entendimento
é iluminado pela força divina, é-lhe de mais gosto e fruto espiritual do que se quem
dá os exercícios explicasse e desenvolvesse muito o sentido da história; porque não
é o muito saber que sacia e satisfaz a alma, mas o sentir e gostar as coisas
internamente.
3 – Terceira. Como em todos os exercícios espirituais seguintes usamos dos actos
do entendimento, quando discorremos, e dos da vontade, quando excitamos os
afectos [50,6], advirtamos que, nos actos da vontade, quando falamos vocal ou
mentalmente com Deus nosso Senhor, ou com os seus santos, se requer, da nossa
parte, maior reverência do que quando usamos do entendimento para entender.
4 – Quarta. Dado que para os exercícios seguintes se tomam quatro semanas, para
corresponder às quatro partes em que se dividem os Exercícios, a saber: a
primeira, que é a consideração e contemplação dos pecados; a segunda, a vida de
Cristo nosso Senhor até ao dia de Ramos, inclusive; a terceira, a Paixão de Cristo
nosso Senhor; a quarta, a Ressurreição e Ascensão, a que se juntam três modos de
orar; contudo não se entenda que cada semana tenha, necessariamente, sete ou
oito dias. Porque, como acontece que, na primeira semana, alguns são mais lentos
para achar o que buscam, a saber, contrição, dor, lágrimas por seus pecados; assim
também, como uns são mais diligentes que outros, e mais agitados e provados de
diversos espíritos, requere-se, algumas vezes, encurtar a semana e, outras vezes,
prolongá-la, e assim em todas as outras semanas seguintes, buscando as coisas
segundo a matéria proposta. Mas [os Exercícios] concluir-se-ão, pouco mais ou
menos, em trinta dias.
5 – Quinta. Muito aproveita, ao que recebe os exercícios, entrar neles com grande
ânimo e liberalidade para com o seu Criador e Senhor, oferecendo-lhe todo o seu
querer e liberdade, para que sua divina majestade, assim de sua pessoa como de
tudo o que tem, se sirva conforme a sua santíssima vontade.
6 – Sexta. Quando, o que dá os exercícios, advertir que não vêm à alma do
exercitante algumas moções espirituais, tais como consolações ou desolações, nem
é agitado de vários espíritos, muito o deve interrogar acerca dos exercícios, se os
faz nos seus devidos tempos e como; e também acerca das adições, se as faz com
diligência, pedindo conta de cada uma destas coisas em particular. Fala-se de
consolação e desolação em [316-324], de adições em [73-90].
7 – Sétima. Se o que dá os exercícios vê que o que os recebe está desolado e
tentado, não se mostre com ele duro nem desabrido, mas brando e suave. dandolhe ânimo e forças para ir adiante, descobrindo-lhe as astúcias do inimigo da
natureza humana, e fazendo-o preparar e dispor para a consolação que há-de vir.
8 – Oitava. O que dá os exercícios, segundo a necessidade que notar naquele que
os recebe acerca das desolações e astúcias do inimigo e também das consolações,

poderá expor-lhe as regras da primeira e segunda semana que são para conhecer
os vários espíritos: [313-327] e [328-336].
9 – Nona. É de advertir que, quando o exercitante anda nos exercícios da primeira
semana, se é pessoa que não tenha sido versada em coisas espirituais, e se é
tentada grosseira e abertamente, mostrando, por exemplo, impedimentos em
prosseguir no serviço de Deus nosso Senhor, tais como trabalhos, vergonha e temor
pela honra do mundo, etc.; o que dá os Exercícios não lhe deve explicar as regras
dos vários espíritos da segunda semana, porque, sendo-lhe proveitosas as da
primeira semana, o prejudicariam as da segunda, por serem matéria mais subtil e
demasiado elevada para que a possa compreender.
10 – Décima. Quando o que dá os exercícios pressente que aquele que os recebe é
combatido e tentado sob aparência de bem, então é o momento próprio para lhe
falar das regras da segunda semana já referidas. Porque, comumente, o inimigo da
natureza humana tenta mais sob aparência de bem, quando a pessoa se exercita
na vida iluminativa que corresponde aos exercícios da segunda semana, e não tanto
na vida purgativa que corresponde aos exercícios da primeira semana.
11 – Undécima. Ao que toma os exercícios na primeira semana, é-lhe proveitoso
não saber coisa alguma do que há-de fazer na segunda semana; mas que trabalhe
de tal modo na primeira, para alcançar aquilo que busca, como se, na segunda,
nenhuma coisa boa esperasse achar.
12 – Duodécima. O que dá os Exercícios há-de advertir muito ao que os recebe
que, uma vez que em cada um dos cinco exercícios ou contemplações, que se farão
cada dia, há-de estar durante uma hora, procure, por isso, sempre que o espírito
fique satisfeito em pensar que esteve uma hora inteira no exercício, e antes mais
que menos. Porque o inimigo costuma, não pouco, tentar fazer que se encurte a
hora da contemplação, meditação ou oração.
13 – Décima terceira. É também de advertir que, como no tempo da consolação é
fácil e leve estar na contemplação a hora inteira, assim no tempo da desolação é
muito difícil completá-la. Portanto, a pessoa que se exercita, para agir contra a
desolação e vencer as tentações, deve sempre estar alguma coisa mais além da
hora completa, para que não só se habitue a resistir ao adversário, mas ainda a
derrotá-lo.
14 – Décima quarta. Se o que dá os [Exercícios] vê que quem os recebe anda
consolado e com muito fervor, deve-o prevenir que não faça promessa nem voto
algum inconsiderado e precipitado; e quanto mais o conhecer de carácter ligeiro,
tanto mais o deve prevenir e admoestar. Porque, ainda que justamente alguém
possa mover a outrem a entrar na vida religiosa, na qual se supõe fazer voto de
obediência, pobreza e castidade; e embora uma boa obra que se faz com voto, seja
mais meritória que a que se faz sem ele, deve-se atender muito ao carácter e à
capacidade da pessoa, e a quanta ajuda ou estorvo poderá encontrar no
cumprimento daquilo que quisesse prometer.
15 – Décima quinta. O que dá os Exercícios não deve mover ao que os recebe mais
a pobreza nem a promessa dela do que a seus contrários, nem a um estado ou
modo de viver mais que a outro. Porque, embora fora dos Exercícios, lícita e
meritoriamente possamos mover todas as pessoas, que provavelmente tenham
capacidade, a escolher continência, virgindade, vida religiosa ou qualquer outro
modo de perfeição evangélica; contudo, nos Exercícios Espirituais, é mais
conveniente e muito melhor, enquanto busca a divina vontade, que o mesmo
Criador e Senhor se comunique à alma a Ele devotada, abraçando-a no seu amor e

louvor, e dispondo-a a seguir pelo caminho em que melhor o pode servir no futuro.
De maneira que, quem dá os [Exercícios] não propenda nem se incline a uma parte
nem a outra; mas, estando no meio, como o fiel da balança, deixe agir o Criador
imediatamente com a criatura, e a criatura com o seu Criador e Senhor.
16 – Décima sexta. Para isso, a saber, para que o Criador e Senhor opere mais
seguramente na sua criatura, se por ventura essa alma está afeiçoada e inclinada
desordenadamente a uma coisa, é muito conveniente que, empregando todas as
suas forças, se motive ao contrário daquilo a que se sente mal afeiçoada; e assim,
se está inclinada a buscar e a ter um ofício ou benefício, não pela honra e glória de
Deus nosso Senhor, nem pela salvação espiritual das almas, mas por seus proveitos
próprios e interesses temporais, deve inclinar-se ao contrário, instando em orações
e outros exercícios espirituais e pedindo a Deus nosso Senhor o contrário, a saber,
que não quere esse ofício ou benefício nem outra coisa qualquer, se sua divina
majestade, ordenando seus desejos, não lhe mudar a sua afeição anterior; de
maneira que o motivo de desejar ou ter uma coisa ou outra seja só o serviço, a
honra e a glória de sua divina majestade.
17 – Décima sétima. É muito proveitoso que o que dá os Exercícios, sem querer
perguntar nem saber os pensamentos pessoais ou pecados de quem os recebe, seja
informado fielmente das várias agitações e pensamentos que os vários espíritos lhe
trazem; porque, segundo o maior ou menor aproveitamento, lhe pode dar alguns
exercícios espirituais convenientes e conformes à necessidade da tal alma assim
agitada.
18 – Décima oitava. Segundo a disposição das pessoas que querem fazer exercícios
espirituais, a saber, conforme a idade, letras ou engenho que têm, se hão de aplicar
tais exercícios; para que não se dêem a quem é rude ou de compleição delicada,
coisas que não possa descansadamente levar e com elas aproveitar. Do mesmo
modo, conforme quiserem dispor-se, assim se devem dar a cada um, para que mais
se possa ajudar e aproveitar. Portanto àquele que se quer ajudar para se instruir e
chegar a certo grau de contentar a sua alma, pode dar-se-lhe o exame particular
[24-31] e, depois, o exame geral [32-43] e, juntamente, durante meia hora, pela
manhã, o modo de orar sobre os mandamentos, pecados mortais, etc. [238-248],
recomendando-lhe também a confissão de seus pecados, de oito em oito dias, e, se
puder, tomar o sacramento [da eucaristia] de quinze em quinze dias, e, se o
deseja, melhor de oito em oito dias. Esta maneira é mais própria para pessoas mais
rudes ou sem letras. Declare-se-lhes cada mandamento e também os pecados
mortais, os preceitos da Igreja, os cinco sentidos, e as obras de misericórdia. Assim
mesmo, se o que dá os exercícios vir que quem os recebe é de débil compleição ou
de pouca capacidade natural, de quem não se espera muito fruto, é mais
conveniente dar-lhe alguns destes exercícios leves, até que se confesse de seus
pecados; e, depois, dar-lhe alguns exames de consciência e maneira de se
confessar mais amiúde do que costumava, para se conservar no que conseguiu.
Não avance com matérias de eleição nem quaisquer outros exercícios dos que estão
fora da primeira semana; sobretudo quando com outras pessoas se pode obter
maior proveito, e falta tempo para fazer tudo.
19 – Décima nona. Quem estiver ocupado em cargos públicos ou negócios de que
convém ocupar-se, se é instruído ou inteligente, tome uma hora e meia para se
exercitar, exponha-se-lhe para que é criado o homem. Pode dar-se-lhe também,
por espaço de meia hora, o exame particular e depois o exame geral e o modo de
se confessar e de receber o sacramento [da eucaristia]. Faça, durante três dias, em
cada manhã, por espaço de uma hora, a meditação do primeiro, segundo e terceiro
pecado [45-53]; depois, durante outros três dias, à mesma hora, a meditação do
processo dos pecados [55-61]; depois, outros três dias, à mesma hora, faça a das
penas que correspondem aos pecados [65-72]. Dêem-se-lhe, em todas as três

meditações, as dez adições [73-90]; para os mistérios de Cristo nosso Senhor, sigase o mesmo processo que mais adiante e amplamente nos próprios exercícios se
declara.
20 – Vigésima. A quem está mais desembaraçado e deseja aproveitar em tudo o
possível, dêem-se-lhe todos os exercícios espirituais, pela mesma ordem que
seguem; neles, por via de regra, tanto mais se aproveitará quanto mais se apartar
de todos os amigos e conhecidos, e de qualquer preocupação terrena, mudando-se,
por exemplo, da casa onde morava e tomando outra casa ou quarto, para aí habitar
o mais secretamente que puder; de maneira que esteja em sua mão ir cada dia à
missa e a vésperas, sem temor de que os seus conhecidos lhe sejam causa de
impedimento. Desta separação seguem-se, além de outros muitos, três proveitos
principais: O primeiro é que, ao apartar-se uma pessoa de muitos amigos e
conhecidos assim como de muitos negócios não bem ordenados, para servir e
louvar a Deus nosso Senhor, não pouco merece diante de sua divina majestade; o
segundo é que, estando assim apartado, e não tendo o espírito repartido por
muitas coisas, mas pondo todo o cuidado numa só coisa, a saber, em servir a seu
Criador e aproveitar à sua própria alma, usa das suas potências naturais mais
livremente, para buscar com diligência o que tanto deseja; o terceiro é que, quanto
mais a nossa alma se acha só e apartada, tanto mais apta se torna para se
aproximar e unir a seu Criador e Senhor. E quanto mais assim se une, mais se
dispõe para receber graças e dons da sua divina e suma bondade.

Segunda parte
Exercícios Espirituais

21 – EXERCÍCIOS ESPIRITUAIS
PARA SE VENCER A SI MESMO
E ORDENAR A SUA VIDA
SEM SE DETERMINAR
POR AFEIÇÃO ALGUMA
QUE SEJA DESORDENADA

22 – Pressuposto
Para que tanto o que dá os Exercícios Espirituais, como o que os recebe, mais se
ajudem e aproveitem, se há de pressupor que todo o bom cristão deve estar mais
pronto a salvar a proposição do próximo que a condená-la; se a não pode salvar,
inquira como a entende, e, se a entende mal, corrija-o com amor; e se não basta,
busque todos os meios convenientes, para que, entendendo-a bem, se salve.

PRIMEIRA SEMANA
[A. PRINCÍPIO E FUNDAMENTO DE TODOS OS EXERCÍCIOS ESPIRITUAIS]

em tudo o que é concedido à liberdade do nosso livre arbítrio. 30 – Quarta adição. riqueza que pobreza. Donde se segue que o homem tanto há-de usar delas quanto o ajudam para o seu fim. de tal maneira que. começando desde a hora em que se levantou até à hora e momento do presente exame. e consequentemente em tudo o mais. Em seguida. e verificar se se emendou. [B. emendar-se até ao segundo exame que fará. e as outras coisas sobre a face da terra são criadas para o homem. faça o primeiro exame. 26 – Terceiro tempo. veja. o que se pode fazer mesmo diante de muitas pessoas. percorrendo hora por hora ou tempo por tempo. daquele pecado particular ou defeito que se quer corrigir e emendar. também de hora em hora. na semana presente. 29 – Terceira [adição]. Compreende três tempos e examinar-se duas vezes Primeiro tempo. mas somente desejemos e escolhamos o que mais nos conduz para o fim para que somos criados. Cada vez que a pessoa cair naquele pecado ou defeito particular. ponha a mão no peito. . se há emenda. e fará. PRIMEIROS «RUDIMENTOS»DE CONFRONTO COM O PF] 24 – Exame Particular e quotidiano. e faça. doendo-se de ter caído. Pela manhã. a saber: do primeiro exame para o segundo. 25 – Segundo tempo. pedindo conta à sua alma daquele ponto particular proposto de que se quer corrigir e emendar. vida longa que vida curta. fará o segundo exame. logo ao levantar. a saber: os dois exames do dia presente com os outros dois exames do dia passado. de novo. Conferir o segundo dia com o primeiro. e tanto deve deixar-se delas. não queiramos mais saúde que doença. de um dia para o outro. Depois da refeição da noite. Depois da refeição do meio-dia. para que o ajudem a conseguir o fim para que é criado. é necessário fazer-nos indiferentes a todas as coisas criadas. quanto disso o impedem. a saber. honra que desonra.23 – Princípio e Fundamento O homem é criado para louvar. 28 – Segunda [adição]. salvar a sua alma. deve propor guardar-se. Pelo que. e verificar se. e não lhe está proibido. 27 – Seguem-se quatro adições para mais depressa tirar aquele pecado ou defeito particular Primeira adição. e depois. Conferir uma semana com a outra. da nossa parte. Como a primeira linha do g= significa o primeiro exame e a segunda linha o segundo. se emendou. pedir a Deus nosso Senhor o que se quer. à noite. na segunda linha do mesmo g= tantos pontos quantas as vezes que tenha incorrido naquele pecado particular ou defeito. mediante isto. começando desde o primeiro exame até ao segundo. prestar reverência e servir a Deus nosso Senhor e. na primeira linha do g = tantos pontos quantas forem as vezes que tenha incorrido naquele pecado particular ou defeito. da primeira linha para a segunda. em comparação com a semana passada. graça para se recordar de quantas vezes caiu naquele pecado particular ou defeito e para se emendar no futuro. com diligência. proponha. sem que notem o que faz.

e eu resisto sempre. quando ao pronunciar o nome do seu Criador e Senhor. Não jurar. como ao querermos nomear o Senhor e Criador de . com verdade. e torna-me a vir. quando vem o mesmo pensamento de pecar mortalmente. a não ser com verdade. vem. nem pelo Criador nem pela criatura. Há duas maneiras de merecer no mau pensamento que vem de fora. pela criatura que pelo Criador. mas quando é de alguma importância para o proveito da alma ou do corpo ou de bens temporais. e a pessoa lhe dá atenção. por exemplo. ou para o executar se pudesse. a terceira. um pensamento de cometer um pecado mortal. 37 – A segunda maneira de pecar mortalmente é quando se põe em acto aquele pecado. para o pôr logo em prática conforme consentiu. a saber: um que é propriamente meu. Note-se que o primeiro g= grande que se segue significa o domingo. e assim sucessivamente. Quando queremos jurar por alguma criatura. 39 – É de advertir que. Primeira. com consideração. o terceiro. que sai da minha pura liberdade e querer. 35 – Peca-se venialmente. o segundo mais pequeno. ou havendo alguma negligência em rejeitar o tal pensamento. o facto de querer nomear a criatura não nos faz estar tão atentos nem advertidos para dizer a verdade ou para afirmá-la com necessidade. pela maior intensidade. pelo maior dano das duas pessoas. é mais difícil jurar devidamente. demorando-se um pouco nele. e é maior por três razões: a primeira. não quando se afirma com juramento qualquer verdade. até que o pensamento se vai vencido. a segunda. G g g g g g g 32 – Exame Geral de Consciênciapara se purificar e para melhor se confessar [a) Elementos de discernimento] Pressuponho haver em mim três pensamentos. Resisto-lhe prontamente. necessidade e reverência. 34 – A Segunda maneira de merecer é quando me vem aquele mesmo mau pensamento e eu lhe resisto. a terça-feira. 36 – Há duas maneiras de pecar mortalmente: A primeira é quando se dá consentimento ao mau pensamento. a segunda-feira. ou recebendo alguma deleitação sensual. uma e outra vez. 33 – PENSAMENTOS. Esta segunda maneira é de mais merecimento que a primeira. se lhe tributa a honra e reverência devidas. Necessidade entendo. 38 – PALAVRAS. ainda que no juramento em vão. necessidade e reverência. e fica vencido.31 – Nota. Reverência entendo. pelas razões seguintes: Primeira. e outros dois que vêm de fora: um que vem do bom espírito e o outro do mau. pecamos mais jurando pelo Criador que pela criatura. pelo maior espaço de tempo.

de uma sentença dada em juízo. porque os perfeitos. 41 – Não dizer palavras para difamar ou murmurar. assim. venialmente. Por palavra ociosa entendo a que não me aproveita a mim nem a outrem. será maior ou menor pecado. com sua graça. pela mesma ordem que se disse no exame particular ?25?. De sorte que falar de tudo o que é proveitoso ou com intenção de aproveitar à alma própria ou alheia. a Deus nosso Senhor. Segunda. 42 – OBRAS. ou ao agir nós contra tão piedosas exortações e disposições de nossos superiores. confessando-se e tomando o Santíssimo Sacramento.todas as coisas. Consta de cinco pontos O Primeiro ponto é dar graças a Deus nosso Senhor pelos benefícios recebidos. das faltas. contudo. ao jurar pela criatura. segundo a sua própria essência. como se um religioso falasse de guerras e comércio. presença e potência. Quarto. concede-se mais aos perfeitos que aos imperfeitos jurar pela criatura. Portanto. Pai Nosso . ao jurarem pela criatura. e depois das obras. ou de um erro público que infecciona as almas com quem conversa. [b) Método] 43 – MODO DE FAZER O EXAME GERAL. bulas de cruzadas e outras indulgências. traz consigo mais acatamento e reverência que o querer nomear uma coisa criada. porque não pouco se peca então. nunca é ocioso. como. ao corpo ou a bens temporais. Quando o pecado oculto se descobre a alguma pessoa para que ajude a levantar a que está em pecado. Tomando por objecto [de exame] os dez mandamentos e os preceitos da Igreja e as disposições dos Superiores. de duas maneiras se pode falar do pecado ou falta de outrem. desde a hora em que se levantou até ao exame presente. se há-de temer mais a idolatria nos imperfeitos que nos perfeitos. e pecado quando se dirigem a mau fim ou se fala inutilmente. Terceira. se um pecado venial. nem o falar alguém de coisas que estão fora do seu estado. ao ser causa de outros agirem. Entendo por disposições dos Superiores. porque se descubro um pecado mortal que não seja público. de uma meretriz pública. Segundo. porque o facto de querer nomear a Deus nosso Senhor. pedir graça para conhecer os pecados. Primeira. Segunda. meditam e contemplam mais estar Deus nosso Senhor em cada criatura. se um defeito. É que. primeiro. propor emenda. algumas conjecturas ou razões prováveis de que a poderá ajudar. peco mortalmente. tudo o que se põe em prática contra alguma destas três partes. não é tão fácil prestar reverência e acatamento ao Criador. É que na frequência do jurar pela criatura. em tudo o que se disse. hora por hora ou período por período. como as que se concedem em ordem a obter a paz. Quinto. e libertar-se deles. e. nem se ordena a tal intenção. quando o pecado é público. há mérito quando as palavras se ordenam a bom fim. dos pensamentos. pela assídua contemplação e iluminação do entendimento. estão mais aptos e dispostos para prestar acatamento e reverência a seu Criador e Senhor do que os imperfeitos. por exemplo. pedir perdão. Terceiro. como quando se jura pelo mesmo Criador e Senhor e se profere o seu nome. Mas sendo recta a intenção. e. Mas. por exemplo. mostro o meu próprio defeito. depois das palavras. 40 – Não dizer palavra ociosa. tendo. e. consideram. conforme a sua maior ou menor importância. pedir conta à alma.

pedir gozo com Cristo gozoso.44 – Confissão Geral com a Comunhão Na confissão geral. assim como contemplar a Cristo nosso Senhor. Como nos exercícios espirituais se conhecem mais interiormente os pecados e a malícia deles que no tempo em que se não dava assim às coisas interiores. Primeiro. 47 – O Primeiro preâmbulo é composição. 49 – Nota. Segundo. assim como um templo ou monte onde se acha Jesus Cristo ou Nossa Senhora. 48 – O Segundo [preâmbulo] é pedir a Deus nosso Senhor o que quero e desejo. se acha mais apto e mais preparado para receber o Santíssimo Sacramento. a composição será ver. o entendimento discorrendo. se a contemplação é de ressurreição. depois. com a vista imagi-nativa e considerar estar a minha alma encarcerada neste corpo corruptível e todo o composto neste vale. vendo quantos foram condenados por um só pecado mortal. entre brutos animais. entre outros muitos proveitos. terá maior proveito e mérito. alcançando agora mais conhecimento e dor deles. pela maior dor actual de todos os pecados e faltas deliberadas de toda a sua vida. fazendo-a. sobre o mesmo. o qual é visível. sem se mudar. Esta confissão geral se fará melhor imediatamente depois dos exercícios da primeira semana. estando mais bem confessado e disposto. três pontos principais e um colóquio 46 – A Oração preparatória é pedir graça a Deus nosso Senhor para que todas as minhas intenções. vendo o lugar. O pedido deve ser conforme a matéria proposta. mas ainda a conservar-se em aumento de graça. lágrimas e tormento com Cristo atormentado ?203?. segundo a matéria proposta. depois de uma oração preparatória e dois preâmbulos. e quantas vezes eu mereceria ser condenado para sempre por tantos pecados meus. a vontade. Antes de todas as contemplações ou meditações. que foi o dos anjos. SEGUNDO E TERCEIRO PECADO. algumas vezes. consequentemente. Compreende. terá maior proveito e mérito do que antes teria. Aqui será pedir vergonha e confusão de mim mesmo. como é aqui a dos pecados. e os dois preâmbulos já ditos. mudando-os. Na invisível. pedir pena. a composição será ver. com a vista da imaginação. 50 – O Primeiro ponto será exercitar a memória sobre o primeiro pecado. Digo o lugar material. cuja recepção ajuda não somente a não cair em pecado. se é de Paixão. «CONSIDERAÇÃO E CONTEMPLAÇÃO DO PECADO»] 45 – O PRIMEIRO EXERCÍCIO É MEDITAÇÃO COM AS TRÊS POTÊNCIAS SOBRE O PRIMEIRO. como desterrado. [C. É que. devem-se fazer sempre a oração preparatória. . a saber. querendo recordar e entender tudo isto para mais me envergonhar e confundir. Terceiro. acções e operações sejam puramente ordenadas para serviço e louvor de sua divina majestade. Digo todo o composto de alma e corpo. na contemplação ou meditação visível. conforme o que quero contemplar. e logo. o lugar material onde se acha aquilo que quero contemplar. se acharão três. fazendo-a aqui. para quem voluntariamente a quiser fazer. Embora quem se confessa cada ano não esteja obrigado a fazer confissão geral. Aqui é de notar que.

depois. vestidos de túnicas de peles e expulsos do paraíso. e assim. passaram da graça à perversidade e foram lançados do céu ao inferno. o de nossos primeiros pais: como. assim em colóquio. foram para o inferno. e como. fazer outro tanto. E dizer um Pai Nosso.trazendo em comparação de um pecado dos anjos. depois da oração preparatória e dois preâmbulos. Imaginando a Cristo nosso Senhor diante de mim e pregado na cruz. 52 – Terceiro [ponto]. depois. o que devo fazer por Cristo. discorrer com o entendimento como. discorrer pelo que se me oferecer. ou um servo a seu senhor: ora pedindo alguma graça. fazer um colóquio: como de Criador veio a fazer-se homem. assim como um amigo fala a outro. e acabar com a vontade. fizeram tanto tempo penitência. depois que Adão foi criado no campo damasceno e posto no paraíso terreal. Digo fazer outro tanto sobre o terceiro pecado particular. e que Eva foi criada da sua costela. tantos pecados meus. a saber. viveram. a convivência que tive com outros. sem a justiça original que tinham perdido. E. propriamente. fazer outro tanto sobre o terceiro pecado. pelo tal pecado. Digo trazer à memória o pecado dos anjos: como sendo eles criados em graça. e. sendo-lhes proibido que comessem da árvore da ciência. caindo em soberba. a segunda. indo tanta gente para o inferno. a saber. 53 – Colóquio. por um pecado. em pecar e agir contra a bondade infinita. tal pessoa foi justamente condenada para sempre. que para lá foram por menos pecados do que eu. 55 – SEGUNDO EXERCÍCIO É MEDITAÇÃO DOS PECADOS e compreende. ora comunicando as suas coisas e querendo conselho nelas. do mesmo modo. o que faço por Cristo. trazendo à memória como. e assim a morrer por meus pecados. e de vida eterna a morte temporal. exercitar as três potências sobre o pecado de Adão e Eva. Digo trazer à memória o segundo pecado. usando também da vontade como está dito. cinco pontos e um colóquio A Oração preparatória seja a mesma [46. e como eles. sem conta. discorrer com o entendimento mais em particular. e quanta corrupção veio ao género humano. sendo tantas as vezes que eu o mereci por tantos mais. O Segundo [preâmbulo] é pedir o que quero: será aqui pedir acrescida e intensa dor e lágrimas por meus pecados. 54 – O colóquio faz-se. como está dito. o pecado particular de cada um que por um pecado mortal tenha ido para o inferno. 51 – Segundo [ponto]. e vendo-o a Ele em tal estado e assim pendente na cruz. ou período por período. O Primeiro preâmbulo será a mesma composição [47]. depois. não querendo servir-se da sua liberdade para prestar reverência e obediência a seu Criador e Senhor. 56 – O Primeiro ponto é o processo dos pecados. e o de muitos outros. 49]. ora confessando-se culpado por algum mal feito. a terceira. o ofício em que vivi. toda a sua vida em muitos trabalhos e muita penitência. eles comeram e por isso pecaram. depois. falando. interrogar-me a mim mesmo: o que tenho feito por Cristo. para o que aproveitam três coisas: – a primeira. considerar o lugar e a casa onde habitei. trazendo à memória a gravidade e malícia do pecado contra o seu Criador e Senhor. trazer à memória todos os pecados da vida. discorrer mais em particular com o entendimento e. mover mais os afectos com a vontade. considerando ano por ano. .

Depois disto. Alma de Cristo. criando novos infernos para sempre penar neles. comparando-os aos seus contrários em mim: a sua sapiência à minha ignorância. que coisa são os homens. aves. Segundo [colóquio]. estrelas e elementos. exclamação admirativa. a terceira. 60 – Quinto [ponto]. discorrendo por todas as criaturas. Quinto. a sua justiça à minha iniquidade. propondo emenda. peixes e animais. como não se abriu para me tragar. considerar quem é Deus. Depois disto. para que. um Pai Nosso. os santos. notando e fazendo pausa nos pontos em que tenha sentido maior consolação ou desolação ou maior sentimento espiritual. considerar-me como uma chaga e um abcesso. 58 – Terceiro [ponto]. segundo os seus atributos. buscando razões e dando graças a Deus nosso Senhor porque me deu vida até agora. para que eu sinta interno conhecimento dos meus pecados e aborrecimento deles. me emende e me ordene. fazendo três colóquios Depois da oração preparatória e dois preâmbulos. será repetir o primeiro e segundo exercício. da maneira que se segue: 63 – Primeiro colóquio a Nossa Senhora. uma Avé-Maria. os anjos. considerar toda a minha corrupção e fealdade corporal. quanto sou eu em comparação com todos os homens. diminuindo-me por exemplos: Primeiro. outro tanto ao Filho. Depois disto. Pai Nosso 62 – O TERCEIRO EXERCÍCIO É A REPETIÇÃO DO PRIMEIRO E SEGUNDO. para que sinta a desordem das minhas operações. a sua bondade à minha malícia. a sua omnipotência à minha fraqueza. a segunda. para o futuro. em comparação com todos os anjos e santos do paraíso. considerar quem sou eu. para que me alcance graça de seu Filho e Senhor para três coisas: a primeira. aborrecendo-a. Depois do que. para que mo alcance do Pai. como me têm deixado com vida e conservado nela. e os céus. em comparação com Deus: pois eu só. guardado e rogado por mim. pedir conhecimento do mundo. 59 – Quarto [ponto]. para que. considerando a fealdade e a malícia que cada pecado mortal cometido tem em si.57 – Segundo ?ponto?. donde saíram tantos pecados. aborrecendo-o. farei três colóquios. outro tanto ao Pai. frutos. Segundo. Terceiro. que sendo a espada da justiça divina. Acabar com um colóquio sobre a misericórdia. e a terra. 61 – [Colóquio]. como têm estado a interceder e rogar por mim. para que o mesmo Senhor eterno mo conceda. 64 – O QUARTO EXERCÍCIO FAZ-SE RESUMINDO ESTE MESMO TERCEIRO . sol. aparte de mim as coisas mundanas e vãs. Terceiro [colóquio]. considerar que coisa é tudo o criado. como me têm suportado. mesmo que não fosse proibido. com a sua graça. contra quem pequei. lua. ponderar os pecados. que posso ser? Quarto. com acrescido afecto. tantas maldades e peçonha tão repugnante.

pedir o quero: será aqui pedir interno sentimento da pena que padecem os condenados. é aqui ver. gostar. o segundo. o segundo.Disse «resumindo». 70 – Quinto [ponto]. 69 – Quarto [ponto]. as almas. ao menos o temor das penas me ajude a não cair em pecado. fumo. 71 – Fazendo um colóquio a Cristo nosso Senhor. o terceiro. com o tacto. a saber: como os fogos tocam e abrasam as almas. como até agora tem tido sempre de mim tanta piedade e misericórdia. como que em corpos incandescentes. 66 – Primeiro ponto será ver. assim como lágrimas. O primeiro exercício se fará. o quarto. e fazendo os mesmos três colóquios. blasfémias contra Cristo nosso Senhor e contra todos os seus Santos. pouco mais ou menos. não agiram segundo os seus mandamentos. cinco pontos e um colóquio A oração preparatória seja a costumada [46]. os grandes fogos e. que seja antes do almoço. acreditando. assim. Compreende. E. com o olfacto. umas porque não acreditaram na sua vinda. depois da sua vida neste mundo. pondo fim a minha vida. logo ao levantarse. Acabar com um Pai Nosso. uma hora antes do jantar. disposição e temperamento ajudem a pessoa que se exercita para fazer os cinco exercícios ou menos. com o gosto. depois da oração preparatória e dois preâmbulos. ouvir. para que o entendimento. porque não me deixou cair em nenhum destes grupos. com a vista da imaginação. Esta distribuição de horas. durante a sua vida. [INDICAÇÕES TÉCNICAS] [a. em suma. sentina e coisas em putrefacção. à hora de Vésperas. sem divagar. 67 – Segundo [ponto]. prantos. Escalonamento da oração diária] 72 – Nota. coisas amargas. Fazer três grupos: o primeiro. o quinto. a composição. o terceiro. com os ouvidos. sempre a entendo em todas as quatro semanas. por minhas faltas. para que. outras. Depois disto. Segundo ?preâmbulo?. discorra assiduamente pela reminiscência das coisas contempladas nos exercícios passados. trazer à memória as almas que estão no inferno. pela manhã. antes ou depois da missa. tocar. enxofre. se do amor do Senhor eterno me esquecer. tristeza e o verme da consciência. conforme a idade. antes da vinda [de Cristo]. gritos. largura e profundidade do inferno. dar-lhe graças. Primeiro preâmbulo. à meia-noite. cheirar. [b. o comprimento. 65 – O QUINTO EXERCÍCIO É A MEDITAÇÃO DO INFERNO. Ambientação da oração] . com a vista da imaginação. alaridos. 68 – Terceiro [ponto].

a qual se divide em interna e externa. A interna é doer-se de seus pecados. não querer pensar em coisas de prazer ou alegria. outra vez. E assim mesmo. 78 – Sexta. 82 – Décima adição é sobre a penitência. etc. reconhecer-me um grande pecador e que vou. sem ter ânsia de passar adiante. ora de joelhos. pensar. E. até que me satisfaça [254].73 – Adições para melhor fazer os exercícios e para melhor achar o que deseja A Primeira adição é: depois de deitado. dor e lágrimas pelos nossos pecados. mas Ter antes em mente o querer sentir dor e pena. darei graças a Deus nosso Senhor e farei. levantado o espírito ao alto. da mesma maneira. e fazer uma reverência ou uma genuflexão. ou fruto da primeira. que no ponto em que achar o que quero. pôr-me de pé. não dando lugar a outros pensamentos. o impede qualquer consideração de gozo e alegria. como de glória. ora sentado. ou sentado ou passeando. para me emendar daí em diante. Advertiremos em duas coisas: – A primeira é que se acho o que quero. é castigo dos pecados cometidos. se mal. porque. lembrando para exemplo. E. – A segunda. arrepender-me-ei. examinarei a causa donde procede. isto é. antes de adormecer. de três maneiras. envergonhado e confundido de muito ter ofendido aquele de quem antes recebeu muitos dons e muitas mercês. depois de acabado o exercício. a um passo ou dois do lugar onde tenho de meditar ou contemplar. 75 – Terceira. resumindo o exercício que tenho de fazer. E. ora prostrado em terra. 76 – Quarta. principalmente. e uma vez descoberta. 81 – Nona. não rir nem dizer coisa que provoque o riso. de joelhos. ou com outros. por espaço de um quarto de hora. o tempo que estiver no quarto. excepto ao receber ou despedir a pessoa com quem falar. e se prostrado. andando sempre a buscar o que quero. excitando-me a confusão de tantos pecados meus. 74 – Segunda. conforme a matéria proposta. ora de pé. trazendo mais na memória a morte e o juízo. . com estes pensamentos. para sentir pena. considerando como Deus nosso Senhor me olha. comparecem ante seu juiz temporal. a que hora tenho de me levantar e para quê. E. refrear a vista. fechando janelas e portas. e já merecedores de morte. observarei como me correram as coisas na contemplação ou meditação. para o mesmo fim. vestir-me. no segundo exercício. a não ser para rezar. A externa. 79 – Sétima. aí repousarei. com firme propósito de não cometer esses nem quaisquer outros. entrar na contemplação. etc. advertir logo no que vou contemplar no primeiro exercício da meia noite. preso com cadeias. se bem. do mesmo modo. quando despertar. como os encarcerados e algemados. propondo exemplos: como se um cavaleiro se achasse diante de seu rei e de toda a sua corte. por espaço de uma Avé-Maria. etc. pratica-se. ora deitado de rosto para cima. por espaço de um Pai-Nosso. ressurreição. privar-me de toda a claridade. 80 – Oitava. ler e comer. não passarei adiante. comparecer diante do sumo e eterno Juiz. 77 – Quinta. algemado.

contando que não se arruine a pessoa. E. a saber: quando tiramos o supérfluo. para vencer-se a si mesmo. a qual se dá. diante doutras pessoas. e outros dois ou três. SEGUNDA SEMANA . tenha hábito vicioso de dormir demasiado. nem se siga enfermidade notável. – terceiro. E também não é penitência tirar o supérfluo de coisas delicadas ou moles. ou chorar muito sobre eles ou sobre as penas e dores que Cristo nosso Senhor passava na sua Paixão. O que parece mais prático e mais seguro na penitência é que a dor seja sensível na carne. por exemplo. dando-lhe dor sensível. 87 – A primeira nota é que as penitências exteriores se fazem principalmente para três efeitos: – primeiro. não. muitas vezes é proveitoso fazer mudança no comer. dois ou três dias. para satisfação dos pecados passados. muitas vezes. fazendo. Mas é penitência quando no modo [de dormir] se tira do conveniente. de maneira que cause dor e não enfermidade. etc.83 – A primeira [maneira] é sobre o comer. penitência. nas tais mudanças. e não para os que se farão noutros tempos. 84 – A segunda [maneira] é sobre o modo de dormir. como por exemplo em casa. 89 – A terceira [nota] é que. para chegar à justa medida. a não ser que. e. pensando que o corpo a possa suportar. 86 – Nota. mas que não penetre nos ossos.. – segundo. nem se siga enfermidade notável. consolações. e noutros modos de fazer penitência. ou para solução de alguma dúvida em que a pessoa se acha. dá a sentir a cada um o que lhe convém. flagelando-se ou ferindo-se e outras formas de aspereza. mas em particular. e também porque. pelo contrário. a saber. contanto que não se arruine a pessoa. como lágrimas. de maneira que nos mudemos. maior e melhor. e. e o mesmo se diga na segunda. terceira e quarta semana. a saber. Pelo que. deixamos de fazer penitência. e a quarta adição nunca se fará na igreja. nem muito menos se tire do sono conveniente. como. como Deus nosso Senhor conhece infinitamente melhor a nossa natureza. etc. e não doutra maneira que cause enfermidade notável por dentro. e quanto mais e mais. por ventura. parece que é mais conveniente flagelar-se com cordas delgadas que dão dor por fora. por amor dos sentidos e por juízo erróneo de que a pessoa não a poderá tolerar sem notável enfermidade. no dormir. trazendo cilícios ou cordas ou barras de ferro sobre a carne. 88 – A segunda [nota] é para advertir que a primeira e segunda adição se hão de fazer para os exercícios da meia noite e da manhã. para que a sensualidade obedeça à razão e todas as partes inferiores estejam mais sujeitas às superiores. quanto mais e mais. quando a pessoa que se exercita ainda não acha o que deseja. fazemos demasiada. 90 – A quarta [nota] é que o exame particular se faça para tirar defeitos e negligências nos exercícios e adições. penitência é quando tiramos do conveniente. não é penitência. muitas vezes. outras vezes. mas temperança. porque a alguns convém fazer mais penitência e a outros menos. 85 – A terceira [maneira] é castigar a carne. melhor. para buscar e achar alguma graça ou dom que a pessoa quer e deseja. se deseja ter interna contrição de seus pecados.

quem quiser vir comigo. conforme aos três pontos expostos. em particular. com a vista imaginativa. durante a noite. etc. Considerar o que devem responder os bons súbditos a rei tão liberal e tão humano. como a teve nos trabalhos. 96 – Segundo [ponto]: Considerar que todos os que tiverem juízo e razão oferecerão todas as suas pessoas ao trabalho. não somente oferecerão suas pessoas ao trabalho. 92 – Primeiro ponto. sinagogas. se consideramos tal apelo do rei temporal a seus súbditos. ao qual e a cada homem. e. rei eterno. portanto. contanto que seja vosso maior serviço e louvor. quanto é coisa mais digna de consideração ver a Cristo nosso Senhor. a saber.. se Vossa Santíssima Majestade me quiser escolher e receber em tal vida e estado. diante da vossa infinita bondade. chama e diz: Minha vontade é conquistar todo o mundo e todos os inimigos. para que seguindo-me na pena. E quanto ao primeiro ponto. eleito pela mão de Deus nosso Senhor. que eu quero e desejo e é minha determinação deliberada. quão digno seria de ser vituperado por todo o mundo e tido por perverso cavaleiro. 95 – A Segunda Parte deste exercício consiste em aplicar o exemplo precedente do rei temporal a Cristo nosso Senhor. mas ainda. me siga também na glória. eu faço a minha oblação.. vilas e aldeias por onde Cristo nosso Senhor pregava. durante o dia. Será aqui ver. Será aqui pedir graça a nosso Senhor para que não seja surdo ao seu chamamento.[A. quem quiser vir comigo. para que. etc. dizendo: Minha vontade é conquistar toda a terra de infiéis. PARÁBOLA DE INTRODUÇÃ AO SEGUIMENTO DE CRISTO] 91 – O Chamamento do Rei Temporal ajuda a contemplar a vida do Rei Eterno Oração preparatória seja a costumada [46]. . dizendo: 98 – Eterno Senhor de todas as coisas. e assim entrar na glória de meu Pai. e diante dele todo o mundo universal. há-de trabalhar comigo. e vigiar. depois tenha parte comigo na vitória. 93 – Segundo [ponto]. assim. e assim com beber e vestir. agindo contra a sua própria sensualidade e contra o seu amor carnal e mundano. mas pronto e diligente em cumprir sua santíssima vontade. Este exercício se fará duas vezes ao dia. Pôr diante de mim um rei humano. Segundo [preâmbulo] é pedir a graça que quero. 99 – Primeira nota. Reparar como este rei fala a todos os seus. 97 – Terceiro [ponto]: Os que mais se quiserem afeiçoar e assinalar em todo o serviço de seu rei eterno e senhor universal. a quem prestam reverência e obedecem todos os príncipes e todos os homens cristãos. pela manhã ao levantar e uma hora antes de almoçar ou jantar. farão oblações de maior estima e valor. háde contentar-se com comer como eu. 94 – Terceiro [ponto]. portanto. imitar-vos em passar todas as injúrias e todo o desprezo e toda a pobreza. do mesmo modo há-de trabalhar comigo. com vosso favor e ajuda. vendo o lugar. se algum não aceitasse a petição de tal rei. Primeiro preâmbulo é a composição. e diante da vossa Mãe gloriosa e de todos os santos e santas da corte celestial. assim actual como espiritual. por conseguinte.

como falam umas com as outras. primeiro. e como. depois. etc. umas e outras. como ferir. E. muito aproveita ler. etc. ver e considerar as três pessoas divinas. E. particularmente. uns em paz e outros em guerra. Composição. em tanta diversidade. como observam toda a face e redondeza da terra. na província de Galileia. as da face da terra. CONTEMPLAÇÃO DA VIDA FAMILIAR DE JESUS] 101 – Primeiro Dia A PRIMEIRA CONTEMPLAÇÃO É DA ENCARNAÇÃO. por mim. ver nossa Senhora e o anjo que a saúda. Consta da oração preparatória. Aqui será ver a grande extensão e redondeza do mundo. chegada a plenitude dos tempos. uns sãos e outros enfermos. assim como os mesmos três preâmbulos se hão-de fazer nesta semana e nas outras seguintes. a casa e aposentos de nossa Senhora. a saber. 107 – Segundo [ponto]: ouvir o que dizem as pessoas sobre a face da terra. as palavras do anjo e de nossa Senhora. como [que] no seu assento real ou trono da sua divina majestade. depois. observar o que fazem as pessoas sobre a face da terra. Assim mesmo. uns chorando e outros rindo. 103 – Segundo [preâmbulo]. na cidade de Nazaré. E reflectir. no qual estão tantas e tão diversas gentes. assim em trajes como em gestos: uns brancos e outros negros. os livros da Imitação de Cristo ou dos Evangelhos e de vidas de santos. vendo que todos desciam ao inferno. terceiro. e também daqui por diante. o que fazem as pessoas divinas. etc. para tirar proveito de suas palavras. como juram e blasfemam. será aqui pedir conhecimento interno do Senhor que. etc. 106 – Primeiro ponto é ver as pessoas. sem a mudar. 105 – Nota. a saber: «Façamos a redenção do género humano. mudando [nestes] a forma segundo a matéria proposta. Pedir o que quero. segundo. como está dito no princípio [46. se fez homem. Convém aqui notar que esta mesma oração preparatória. 102 – Primeiro preâmbulo é recordar a história do assunto que tenho de contemplar. e todas as gentes em tanta cegueira. Para a segunda semana. Assim mesmo. para que mais o ame e o siga. realizar a santíssima Encarnação.100 – Segunda [nota]. a saber. o que dizem as pessoas divinas. assim mesmo. e como morrem e descem ao inferno. etc. se determina. E reflectir para tirar proveito de tal vista. por breves momentos. 104 – Terceiro [preâmbulo]. ir para o inferno. para salvar o género humano. o anjo cumprindo o seu ofício de . o que fazem o anjo e nossa Senhora.» E. E. 108 – Terceiro [ponto]: depois. a saber. depois.49]. uns nascendo e outros morrendo. que a segunda pessoa se faça homem. a costumada [46]. assim. três preâmbulos e três pontos e um colóquio Oração preparatória. é enviado o anjo S. matar. cheia de homens. vendo o lugar. na sua eternidade. [B. que é aqui como as três pessoas divinas observavam toda a planície ou redondeza de todo o mundo.Assim mesmo. Gabriel a nossa Senhora [262].

com a vista imaginativa. 114 – Primeiro ponto é ver as pessoas. e tudo isto por mim. 112 – Segundo [preâmbulo]. depois. reflectindo em mim mesmo. 109 – Ao fim. dizendo um Pai nosso. como na contemplação precedente. e. o caminho desde Nazaré a Belém. 113 – Terceiro [preâmbulo] será o mesmo e da mesma forma que na contemplação precedente. composição vendo o lugar. de injúrias e afrontas. para ir a Belém pagar o tributo que César impôs em todas aquelas terras [264]. e como estava preparado. com todo o acatamento e reverência possível. e será aqui como desde Nazaré saíram nossa Senhora. notando sempre algumas passagens mais importantes. de sede. 117 – Acabar com um colóquio. 116 – Terceiro [ponto]: observar e considerar o que fazem. se há-de fazer um colóquio. consolação ou desolação. 118 – A TERCEIRA CONTEMPLAÇÃO SERÁ A REPETIÇÃO do primeiro e do segundo exercício Depois da oração preparatória e dos três preâmbulos. e José e uma serva. reflectindo. 110 – A SEGUNDA CONTEMPLAÇÃO É DO NASCIMENTO Oração preparatória. 111 – Primeiro preâmbulo é a história. a habitual [46]. e se tal caminho era plano ou se por vales ou encostas. para morrer na cruz. de calor e de frio. ver nossa Senhora e José e a serva. depois. para que o Senhor venha a nascer em suma pobreza e. e com um Pai nosso. como se presente me achasse. será aqui ver. Assim mesmo. se fará a repetição do primeiro e segundo exercício. como é caminhar e trabalhar. se era grande. pensando o que devo dizer às três Pessoas divinas ou ao Verbo eterno encarnado. e [rezando] um Pai nosso [62].legado. tirar algum proveito espiritual. advertir e contemplar o que falam. ao cabo de tantos trabalhos de fome. considerando o comprimento. assim recémencarnado. grávida quase de nove meses. os contempla e os serve em suas necessidades. e. fazendo também um colóquio. tirar algum proveito. alto. a saber. fazendo-me eu um pobrezinho e escravozito indigno que os observa. como se pode piamente meditar. ao fim. . para tirar algum proveito de cada uma destas coisas. a largura. 115 – Segundo [ponto]: observar. e o Menino Jesus depois de já ter nascido. depois. conforme em si sentir. E. assentada numa jumenta. onde a pessoa tenha sentido algum conhecimento. baixo. pequeno. pedindo. e nossa Senhora humilhando-se e dando graças à divina Majestade. reflectir em mim mesmo para tirar algum proveito. reflectir. levando um boi. ou à Mãe e Senhora nossa. para mais seguir e imitar a nosso Senhor. observar o lugar ou gruta do nascimento.

faça. que só tenho de ler o mistério da contemplação que imediatamente tenho de fazer. da maneira seguinte: 122 – Primeiro ponto é ver as pessoas. tirar disso algum proveito. e com um Pai nosso. O primeiro exercício da Encarnação se fará à meia noite. com o olfacto e com o gosto. o segundo. e o quinto. e outra à hora da . ao menos algumas vezes. como na primeira e segunda contemplação [109. e tirando algum proveito desta vista. [INDICAÇÕES TÉCNICAS] 127 – Primeira nota. é melhor que. nesta Segunda semana. 72. 123 – Segundo [ponto]: ouvir. ainda que forte. a infinita suavidade e doçura da divindade. Reflectir em si mesmo e tirar proveito disso. 148.119 – Nota. estando. para que a consideração de um mistério não estorve à consideração do outro [11]. 117]. em cada um dos cinco exercícios [12. ao amanhecer. não se levantando à meia-noite. da alma e das suas virtudes e de tudo. Escalonamento da oração] 128 – Segunda [nota]. abraçar e beijar os lugares que essas pessoas pisam e onde se sentam. reflectindo em si mesmo. se a pessoa que faz os Exercícios é idosa ou débil. o quarto. meditando e contemplando em particular as suas circunstâncias. mudando a matéria e conservando-se a forma. por exemplo. 124 – Terceiro [ponto]: aspirar e saborear. de maneira que. ou se. por então. Nesta repetição e em todas as seguintes. com a vista imaginativa. o terceiro. antes da hora de jantar. 126 – Acabar-se-á com um colóquio. e a mesma ordem se terá em tudo o que vai seguir. ficou de alguma maneira debilitada da primeira semana. 129 – Terceira [nota]. 159]. É de advertir que. à hora da missa. pela manhã. com o ouvido. se observará a mesma ordem de proceder que nas repetições da primeira semana. para toda esta semana e as outras seguintes. 125 – Quarto [ponto]: tocar. aproveita passar os cinco sentidos da imaginação pela primeira e segunda contemplação. por espaço de uma hora. o que falam ou podem falar. conforme a pessoa que se contempla. e. sempre procurando tirar proveito disso. É de advertir. à hora de vésperas. não leia nenhum mistério que naquele dia ou naquela hora não haja de fazer. com o tacto. 133. [a. 120 – A QUARTA CONTEMPLAÇÃO SERÁ [OUTRA] REPETIÇÃO da primeira e da Segunda da mesma maneira que se fez na repetição anterior 121 – A QUINTA [CONTEMPLAÇÃO] SERÁ APLICAR OS CINCO SENTIDOS sobre a primeira e segunda contemplação Depois da oração preparatória e dos três preâmbulos. uma contemplação.

134 – Terceiro Dia. uma repetição à hora de vésperas. em seguida. entrarei no exercício. fazer as DUAS REPETIÇÕES e a APLICAÇÃO DOS CINCO SENTIDOS. . Nesta segunda semana.missa. e aplicar os sentidos. e. De maneira que se façam todas as dez adições. ainda que o que se exercita esteja robusto e disposto. tomando só uma contemplação. com muito cuidado. E a sétima será que a pessoa que se exercita tanto se deve guardar de ter obscuridade ou claridade. quanto sentir que [isso] lhe pode aproveitar e ajudar para achar o que deseja. e outra antes de almoçar. à hora da vésperas. depois. COMO O MENINO JESUS ERA OBEDIENTE A SEUS PAIS EM NAZARÉ [271]. desejando conhecer mais o Verbo eterno encarnado para mais o servir e seguir. o que se exercita deve haver-se conforme os mistérios que contempla. [b. e outra. 79. porei diante mim aonde vou e diante de quem. e sobre estas duas contemplações se farão DUAS REPETIÇÕES e a APLICAÇÃO DOS CINCO SENTIDOS. da maneira que se segue: logo que me recorde que é hora do exercício que tenho de fazer. e depois COMO O ACHARAM NO TEMPLO [272]. se tomará o equivalente da segunda adição [74]. desde este segundo dia até ao quarto inclusive. à hora da missa. a vida e mistérios de Cristo nosso Senhor. E na décima adição. E a sexta será: trazer à memória. ao amanhecer. fazendo a terceira adição. para melhor achar o que deseja. 82]. 133 – Nota. excepto no da meia noite e no da manhã. Na segunda será: logo ao despertar. e a FUGA COMO EM DESTERRO PARA O EGIPTO [269]. Tomar por PRIMEIRA E SEGUNDA CONTEMPLAÇÃO A APRESENTAÇÃO NO TEMPLO [268]. da mesma maneira que se fez no dia precedente. Algumas vezes aproveita. antes de ir a ele. a sexta. sobre elas. 131 – Quinta nota. começando da sua Encarnação até ao lugar ou mistério que vou contemplando. mudar. a sétima e a décima [74. Ambientação da oração] 130 – Quarta [nota]. e repetir sobre elas. pôr diante de mim a contemplação que tenho de fazer. porque alguns pedem penitência e outros não. frequentemente. e depois a aplicação de sentidos antes de jantar. e assim. 78. se hão de mudar a segunda. antes de jantar. em todas as dez adições que se expuseram na primeira semana. usar de boas temperaturas ou diversas. 132 – Segundo Dia. resumindo um pouco o exercício que tenho de fazer e. Em todos os exercícios.

a do inimigo da natureza humana. ao contrário. 139 – Terceiro [preâmbulo]. debaixo da sua. que é de perfeição evangélica. a habitual [46]. que consiste na guarda dos mandamentos. e destes três escalões induz a todos os outros vícios. como que numa grande cátedra de fogo e fumo. para chegar à perfeição em qualquer estado ou vida que Deus nosso Senhor nos der a escolher. E assim. o terceiro de soberba. a grande soberba. para se entregar a puro serviço de seu Pai eternal. para alguma introdução a isso. uma. veremos a intenção de Cristo nosso Senhor e. como costuma. e graça para o imitar. De maneira que o primeiro escalão seja de riquezas. a de Lúcifer. vendo o lugar. vivendo ele em obediência a seus pais. Considerar o sermão que lhes faz e como os admoesta a lançar redes e cadeias. Pedir o que quero. e assim por todo o mundo. . Será aqui como Cristo chama e quer a todos debaixo de sua bandeira. quando ficou no templo. Oração preparatória. sumo capitão e Senhor nosso. em contrário. 143 – Assim. e conhecimento da vida verdadeira que mostra o sumo e verdadeiro capitão. no primeiro exercício seguinte. deixando a seu pai adoptivo e a sua mãe natural. 138 – Segundo [preâmbulo]. a maior parte das vezes. pelo contrário. outra. lugares. 140 – Primeiro ponto. onde o caudilho dos inimigos é Lúcifer. para que mais facilmente venham a vã honra do mundo e. onde o sumo capitão general dos bons é Cristo nosso Senhor.[C. o segundo de honra. assim como também para o segundo. em figura horrível e espantosa. estados nem pessoas algumas em particular. outro campo na região de Babilónia. e como nos devemos dispor. a uns numa cidade e a outros noutra. se há de imaginar do sumo e verdadeiro capitão. que é Cristo nosso Senhor. INTRODUÇÃO AO DISCERNIMENTO DE APELOS] 135 – Preâmbulo para considerar estados Considerado já o exemplo que Cristo nosso Senhor nos deu para o primeiro estado. juntamente com a contemplação da sua vida. 136 – Quarto dia. 137 – Primeiro preâmbulo é a história. não deixando províncias. e será aqui pedir conhecimento dos enganos do mau caudilho. e ajuda para deles me guardar. a de Cristo. Será aqui ver um grande campo de toda aquela região de Jerusalém. composição. MEDITAÇÃO [DA PARÁBOLA] DE DUAS BANDEIRAS. Imaginar assim como se se assentasse o caudilho de todos os inimigos naquele grande campo de Babilónia. 142 – Terceiro [ponto]. Considerar como faz chamamento de inumeráveis demónios e como os espalha. começaremos agora a investigar e a pedir em que vida ou estado de nós se quer servir Sua Divina Majestade. que primeiro hão-de tentar com cobiça de riquezas. 141 – Segundo [ponto]. e Lúcifer. mortal inimigo da nossa natureza humana. depois.

opróbrio ou desprezo contra a honra mundana. e. o terceiro. como estou diante de Deus nosso Senhor e de todos os seus santos. e destes três escalões induzam a todas as outras virtudes. 150 – Primeiro preâmbulo é a história de três binários de homens: cada um deles adquiriu dez mil ducados. 147 – Um colóquio a nossa Senhora para que me alcance graça de seu Filho e Senhor. considerar como Cristo nosso Senhor se apresenta num grande campo daquela região de Jerusalém. e. 149 – No mesmo Quarto Dia. Segundo colóquio. e primeiro em suma pobreza espiritual. à hora antes de jantar. à hora da missa e à hora de vésperas. contanto que as possa passar sem pecado de nenhuma pessoa nem desprazer de sua divina majestade. faça-se a MEDITAÇÃO [DA PARÁBOLA] DE TRÊS BINÁRIOS DE HOMENS. pobreza contra riqueza. se sua divina majestade for servida e os quiser escolher. a habitual [46] . Pedir o mesmo ao Pai. para que ele mo conceda. 146 – Terceiro [ponto]. ESTE EXERCÍCIO se fará à meia noite. de maneira que sejam três os escalões: o primeiro. e depois. e. se farão DUAS REPETIÇÕES. formoso e gracioso. ao Filho e ao Pai. 145 – Segundo [ponto]. não menos à pobreza actual. Oração preparatória. para isso. Pedir o mesmo ao Filho. depois disto. e. etc. discípulos. pela manhã. e querem todos salvar-se e achar em paz a Deus nosso Senhor.144 –Primeiro ponto. primeiro a suma pobreza espiritual. que envia a esta expedição. para que eu seja recebido debaixo de sua bandeira. 151– Segundo [preâmbulo]. a Nossa Senhora. ao desejo de opróbrios e desprezos. porque destas duas coisas se segue a humildade. e os envia por todo o mundo a espalhar a sua sagrada doutrina por todos os estados e condições de pessoas. composição. em lugar humilde. E o dos BINÁRIOS. para desejar e conhecer o que seja mais grato à sua divina bondade. o segundo. 148 – Nota. considerar como o Senhor de todo o mundo escolhe tantas pessoas. . segundo. que se segue. não pura ou devidamente por amor de Deus. vendo o lugar: será aqui ver-me a mim mesmo. uma Avé Maria. para abraçar o melhor. dizer Alma de Cristo. tirando de si o peso e impedimento que têm. humildade contra a soberba. 152 – Terceiro [preâmbulo].. para mais nelas o imitar. não menos na pobreza actual. acabando sempre com os três colóquios. apóstolos. pedir o que quero. Aqui será pedir graça para escolher o que for mais para glória de sua divina majestade e salvação de minha alma. para que mo alcance do Pai. segundo. Terceiro colóquio. na afeição à coisa adquirida. em passar opróbrios e injúrias. se sua divina majestade for servido e me quiser escolher e receber. e dizer um Pai nosso. outra vez. e. encomendando-lhes que queiram ajudar e trazer a todos. deste mesmo. considerar o sermão que Cristo nosso Senhor faz a todos os seus servos e amigos. depois disto.

154 – O Segundo [binário] quer tirar o afecto. e a si lhe parecer melhor para serviço e louvor de sua divina majestade.153 – O Primeiro binário quereria tirar o afecto que tem à coisa adquirida. aplicar sobre ela OS CINCO SENTIDOS. conforme Deus nosso Senhor lhe puser na vontade. de maneira que o desejo de melhor poder servir a Deus nosso Senhor o mova a tomar a coisa ou a deixá-la. 160 – Segunda nota. . contanto que seja para serviço e louvor da sua divina bondade [16]. antes de jantar. entretanto. 159 – Primeira nota. mas de tal modo o quer tirar que fique com a coisa adquirida. conforme sobre tudo isto está declarado na contemplação da Encarnação e do Nascimento. [D . de maneira que venha Deus ali aonde ele quer. esforçando-se por não querer aquilo nem nenhuma outra coisa.147]. CONTEMPLAÇÃO DA VIDA PÚBLICA DE JESUS] 158 – Quinto Dia. à hora de Missa e de Vésperas. mas somente deseja querê-la ou não a querer. 157 – Nota. ESTA CONTEMPLAÇÃO se fará uma vez à meia-noite. antepor a habitual oração preparatória [101] e os três preâmbulos [102-104]. para extinguir o tal afecto desordenado. quando não somos indiferentes a pobreza ou riqueza. e sobre ela DUAS REPETIÇÕES. e. se fará sobre as faltas e negligências tidas nos exercícios e adições deste dia. ainda que este fosse o melhor estado para ele. INCLUSIVE [274]. se não o mover somente o serviço de Deus nosso Senhor. depois do almoço e depois do jantar. É de notar que. quer fazer de conta que tudo deixa afectivamente. O exame particular. E COMO FOI BAPTIZADO [273]. pede e suplica. e não se determina a deixá-la para ir a Deus. 161 – Sexto Dia. seguindo em tudo a mesma forma do quinto [dia]. CONTEMPLAÇÃO COMO CRISTO NOSSO SENHOR FOI DESDE O RIO JORDÃO AO DESERTO. e assim também nos dias que se seguem. CONTEMPLAÇÃO SOBRE A PARTIDA DE CRISTO NOSSO SENHOR DESDE NAZARÉ AO RIO JORDÃO. e. para achar em paz a Deus nosso Senhor e saber-se salvar. e outra vez pela manhã. antes de cada um destes cinco exercícios. e que ele assim o quer. pedir nos colóquios (ainda que seja contra a carne) que o Senhor o escolha para a pobreza actual. mas de tal modo o quer tirar que também não tem afeição a ter a coisa adquirida ou não a ter. e acabar com os três colóquios dos Três Binários [156. ou segundo a nota que vem depois dos Binários [157]. 155 – O Terceiro [binário] quer tirar o afecto. quando nós sentimos afecto ou repugnância contra a pobreza actual. muito aproveita. e não põe os meios até à hora da morte. 156 – Fazer os mesmos três colóquios que se fizeram na contemplação precedente das Duas Bandeiras [147].

Se prolongar. considerando sobre elas. tome os mistérios da Visitação de nossa Senhora a santa Isabel. e também fazendo os colóquios.Sétimo Dia. a circuncisão do Menino Jesus. desde a contemplação de Nazaré ao Jordão. a saber: que assim me abata e assim me humilhe. conforme cada um quiser dispor do tempo ou conforme lhe aproveitar. melhor e mais completamente contemplar. Momento de a iniciar] 163 – Segunda nota. COMO SANTO ANDRÉ E OUTROS SEGUIRAM A CRISTO NOSSO SENHOR [275]. Antes de entrar nas eleições. [b. como adiante se dirá [168]. Nono Dia. se abreviar. depois. A matéria das eleições começará. nem pela própria vida . os Pastores. de tal sorte que. 165 – A Primeira maneira de humildade é necessária para a salvação eterna. aos poucos. que é o quinto dia. A RESSURREIÇÃO DE LÁZARO [285]. Princípio e fundamento de «humildade»] 164 – Terceira nota. Porque isto é [só] dar uma introdução e modo para. inclusive. [E. para que em tudo obedeça à lei de Deus nosso Senhor. Décimo Dia. tirar mesmo dos que estão propostos. quanto em mim seja possível. aproveita muito considerar e advertir nas seguintes TRÊS MANEIRAS DE HUMILDADE. para a pessoa se afeiçoar à verdadeira doutrina de Cristo nosso Senhor. E. nem que me fizessem senhor de todas as coisas criadas neste mundo. O SERMÃO DA MONTANHA. durante todo o dia. QUE É SOBRE AS OITO BEM-AVENTURANÇAS [278]. COMO O SENHOR PREGAVA NO TEMPLO [288]. e os três Reis. Nas contemplações desta segunda semana. pode prolongar ou abreviar. O DIA DE RAMOS [287]. COMO CRISTO NOSSO SENHOR APARECEU AOS SEUS DISCÍPULOS SOBRE AS ONDAS DO MAR [280]. e também outros. ELEIÇÃO DE OPÇÕES A TOMAR] [a. Oitavo Dia. Undécimo Dia. Duodécimo Dia. conforme se declara adiante (169189). 162 – Primeira nota.

pedindo que nosso Senhor o queira escolher para esta terceira maior e melhor humildade. o olhar da nossa intenção deve ser simples. quando servir a Deus é fim. depois. eu não esteja a deliberar se hei-de cometer um pecado venial. fazem do fim meio e do meio fim. por conseguinte. Assim também. e. a querer honra que desonra. nenhuma coisa me deve mover a tomar os tais meios ou a privar-me deles. mas querem que Deus venha direito às suas afeições desordenadas e. de sorte que o que haviam de pôr primeiro. e em segundo lugar. para imitar e parecer-me mais actualmente com Cristo nosso Senhor. Há umas coisas que caem sob o âmbito de eleição imutável. mas o meio ao fim. a saber. primeiro. desprezos com Cristo cheio deles que honras. Assim. como são o sacerdócio. há outras que caem sob o . Porque. o que é meio. 170 – [Preâmbulo] para tomar conhecimento de que coisas se deve fazer eleição e compreende quatro pontos e uma nota Primeiro ponto. muito aproveita fazer os três colóquios dos Binários. servir a Deus nosso Senhor no casamento. acontece que muitos elegem primeiro casar-se. eu quero e escolho antes pobreza com Cristo pobre que riqueza. para mais o imitar e servir. servir a Deus neles [cf. havemos de propor como objectivo querer servir a Deus. já mencionados [156. que por sábio ou prudente neste mundo. 168 – Nota. se mais me convém. tendo somente em vista o fim para que sou criado. a saber: quando. incluindo a primeira e a segunda. 157]. Assim. nem que me tirassem a vida. e não sejam más nem contrárias a ela.temporal. para louvor de Deus nosso Senhor e salvação da minha alma. que é o meio para o fim. senão somente o serviço e louvor de Deus nosso Senhor e a salvação eterna de minha alma. em segundo lugar. tomar um benefício ou casar-me. a tal ponto que. qualquer coisa que eu eleger deve ser para que me ajude para o fim para que sou criado. não subordinando nem fazendo vir o fim ao meio. a desejar vida longa que curta. 167 – A Terceira [maneira de humildade] é [uma] humildade perfeitíssima. nem por tudo o criado. para quem deseja alcançar esta terceira humildade. É necessário que todas as coisas das quais queremos fazer eleição sejam indiferentes ou boas em si mesmas e que militem dentro da Santa Mãe Igreja hierárquica. que me obrigue a pecado mortal. sendo igual serviço de Deus nosso Senhor e salvação da minha alma. [c) Preâmbulos de abordagem] 169 – Preâmbulo para fazer eleição Em toda a boa eleição. e desejo mais ser tido por insensato e louco por Cristo que primeiro foi tido por tal. quanto é da nossa parte. a saber: se eu me acho em tal ponto que não quero nem me apego mais a ter riqueza que pobreza. 147]. Assim. há outros que. e assim. o matrimónio. sendo igual louvor e glória da divina majestade. 171 – Segundo [ponto]. quer divino quer humano. eu nem esteja a deliberar se hei-de infringir um mandamento. que é o fim [179] e. põem por último. etc. 166 – A Segunda [maneira de humildade] é [uma] humildade mais perfeita que a primeira. se for igual ou maior serviço e louvor para sua divina majestade. 16. primeiro querem ter benefícios e. De maneira que estes não vão direitos a Deus.

quanto puder. essa eleição não parece que seja vocação divina. escolhe. O Primeiro modo para fazer sã e boa eleição compreende seis pontos: O primeiro ponto é propor diante de mim a coisa sobre a qual quero fazer eleição. quando a alma não é agitada por vários espíritos e usa de suas potências naturais. como o tomar benefícios ou deixá-los. não há motivo para. mas sim aperfeiçoar-se naquela que fez. aproveita em fazer a eleição devidamente. 173 – Quarto [ponto]. quem tiver desejo que de si saiam frutos notáveis e muito agradáveis a Deus nosso Senhor. e não condescendeu com a carne nem com o mundo. Se alguém fez. etc. de novo. porque toda a vocação divina é sempre pura e límpida. a alma devota segue o que lhe é mostrado. sem duvidar nem poder duvidar. uma vida ou estado dos que a Igreja aprova. seguem-se dois modos para a fazer neste TERCEIRO TEMPO [177]. 177 – O terceiro tempo é tranquilo. para louvar a Deus nosso Senhor e salvar a sua alma. o sacerdócio. Eleição de estado de vida] [«Tempos» ou estados de alma] 175 – Três tempos para fazer sã e boa eleição em cada um deles O primeiro tempo é quando Deus nosso Senhor move e atrai a vontade de tal modo que. e. Disse tempo tranquilo. Mateus. Paulo e S. sem afeições desordenadas. um ofício ou benefício a tomar ou deixar. como meio. como é o matrimónio. S. devida e ordenadamente. a saber. fazendo de oblíqua ou de má eleição vocação divina. 178 – Se no primeiro ou segundo tempo não se faz eleição. eleição de coisas que estão no âmbito de eleição mudável. não há mais que eleger. por exemplo. então. por ser eleição desordenada e oblíqua.âmbito de eleição mudável. se não se fez a eleição devida e ordenadamente. arrependendo-se. [1. afim de ser ajudado no serviço de seu Senhor e salvação de sua alma. 176 – O segundo [tempo é] quando se recebe suficiente clareza e conhecimento por experiência de consolações e desolações e por experiência de discernimento de vários espíritos. sem mistura vinda da carne nem de outra afeição alguma desordenada. se essa eleição mudável não se fez sincera e bem ordenada. livre e tranquilamente. 172 – Terceiro [ponto]. procure fazer boa vida na sua eleição. desejando isto. considerando primeiro para que nasceu o homem. Assim fizeram. ao seguirem a Cristo nosso Senhor. porque não se pode desatar. muitos nisto erram. Com efeito. Só é de atender a que. 174 – Nota. . Na eleição imutável. ou qualquer outra coisa compreendida no âmbito de eleição mudável. É de advertir que. como. uma vez feita a eleição. por exemplo. fazer eleição. o tomar bens temporais ou renunciar-lhes.

É preciso ter como objectivo o fim para que sou criado. se deve fazer a deliberação sobre o assunto proposto. ver para onde a razão mais se inclina. Depois de assim ter discorrido e reflectido. com ter o cargo ou benefício proposto. ver as vantagens e proveitos em o não ter. de forma que quem elege. a regra que então quereria ter tido. 188 – Nota. e. Feita a eleição ou deliberação. afim de seguir aquilo que julgar ser para mais glória e louvor de Deus nosso Senhor e salvação de minha alma [169]. e. atendendo e considerando como me acharei no dia do juízo. deve a pessoa que a fez.179 – Segundo [ponto]. sobre todos os aspectos do assunto proposto. achar-me indiferente [23]. raciocinando. os inconvenientes e perigos em o não ter. e não conforme moção alguma da sensibilidade. quantas vantagens ou proveitos para mim se seguem. pelo contrário. e escolhendo conforme a sua santíssima e beneplácita vontade. quanto à coisa proposta. e desejando-lhe eu toda a sua perfeição. com muita diligência. para que então me ache com inteiro prazer e gozo. em tudo. para que sua divina majestade a queira receber e confirmar. como se estivesse em artigo de morte. e. de maneira que não esteja mais inclinado nem afeiçoado a tomar a coisa proposta do que a deixá-la. do amor de Deus. com o meu entendimento. só para louvor de Deus nosso Senhor e salvação de minha alma. fazendo eu da mesma maneira. ir. sinta primeiro em si. sem afeição alguma desordenada. e. que é para louvar a Deus nosso Senhor e salvar a minha alma. 186 – A Terceira [regra] é considerar. conforme a maior moção racional. nem mais a deixá-la que a tomá-la . 187 – A Quarta [regra] é. e. discorrendo bem e fielmente. e também. mas que esteja no meio. 181 – Quarto [ponto]. 183 – Sexto [ponto]. como o fiel da balança. pensar como então quereria ter deliberado sobre o assunto presente. 184 – O Segundo modo para fazer sã e boa eleição compreende quatro regras e uma nota [338-341] A Primeira [regra] é que aquele amor que me move e me faz eleger tal coisa desça do alto. a saber. tomá-la agora. Pedir a Deus nosso Senhor queira mover a minha vontade e pôr em minha alma o que devo fazer. que o amor maior ou menor que tem à coisa que elege é unicamente por seu Criador e Senhor. à oração diante de Deus nosso Senhor. se for para seu maior serviço e louvor. e. faça a minha determinação. Fazer o mesmo na segunda parte. guardarei a regra que para o outro proponho. Considerar. considerar o que eu lhe diria que fizesse e elegesse para maior glória de Deus nosso Senhor e maior perfeição de sua alma. assim. a forma e a norma de proceder que então quereria ter tido. 182 -Quinto [ponto]. 185 – A Segunda [regra] é imaginar um homem a quem nunca tenha visto nem conhecido. farei a minha eleição e oblação a Deus nosso Senhor. no modo de fazer a presente eleição. que mais seja para seu louvor e glória. 180 – Terceiro [ponto]. além disso. e oferecer-lhe essa eleição. conforme ao sexto ponto do . regulando-me por ela. considerar também os inconvenientes e perigos que há em tê-lo. Tomadas as regras sobreditas para minha salvação e quietude eterna.

Assim mesmo o lugar da ceia. lhes lavou os pés e deu seu Sacratíssimo Corpo e Precioso Sangue a seus discípulos. se duma maneira ou se doutra. maior louvor e glória de Deus nosso Senhor. que é aqui como Cristo nosso Senhor. depois. 191 – Primeiro preâmbulo é recordar a história. em lugar de fazer eleição. não querendo nem buscando nenhuma outra coisa senão. é COMO CRISTO NOSSO SENHOR FOI DESDE BETÂNIA A JERUSALÉM ATÉ A ÚLTIMA CEIA. para os que estão constituídos em prelatura ou em matrimónio (quer abundem muito em bens temporais quer não). Para vir e chegar a este fim. Eleição de outras opções para a santidade de vida dentro do seu estado] 189 – Para emendar e reformar a própria vida e estado É de advertir que. com a palavra e com o exemplo. [2. aproveita muito. a preparar a ceia e. se plano. em tudo e por tudo. vida e estado. etc. e quanto para despender com os pobres e com outras obras pias [337-344]. quanta casa e família deve ter. quanto sair de seu próprio amor. se era largo. a habitual [46. depois de ter comido o cordeiro pascal e ter ceado. e lhes fez um sermão. 192 – Segundo [preâmbulo]: composição. será aqui dor. como a deve ensinar. seis pontos e um colóquio Oração preparatória. ele mesmo foi a ela com os outros discípulos. CONTEMPLAÇÃO DA PAIXÃO PASSO A PASSO] 190 – Primeiro Dia. e como. se pequeno. três preâmbulos. conforme está declarado [164-188]. sentimento e confusão. se estreito. a saber: ordenando o seu mundo. deve considerar e ruminar muito. será aqui considerar o caminho desde Betânia a Jerusalém. INCLUSIVE [289]. se era grande. como a deve reger e governar. de seus bens. 193 – Terceiro [preâmbulo]: pedir o que quero. Porque pense cada um que tanto aproveitará em todas as coisas espirituais. A PRIMEIRA CONTEMPLAÇÃO. à meia noite. desde Betânia. quanto deve tomar para sua família e casa. vendo o lugar. por meio dos exercícios e modos de eleger. para glória e louvor de Deus nosso Senhor e salvação de sua alma. dar forma e modo para emendar e reformar a própria vida e estado de cada um.49]. TERCEIRA SEMANA [Seguimento de Cristo no Mistério Pascal] [A. porque por meus pecados vai o Senhor à Paixão. compreende a oração preparatória. . quando não há lugar ou muito pronta vontade para fazer eleição das coisas que caem sob eleição mudável [170172].primeiro modo de fazer eleição [183]. depois que Judas foi vender o seu Senhor. querer e interesse. enviou dois discípulos a Jerusalém. do mesmo modo.

e despertou os seus três discípulos. e. e em parte. sua um suor como gotas de sangue. e Cristo a pôs em seu lugar. etc. desde o monte Sião. que nos colóquios devemos argumentar e pedir. e depois pela encosta acima para a casa de Anás. e será aqui como Cristo nosso Senhor desceu com os seus onze discípulos. 203 – Terceiro [preâmbulo] é pedir o que quero. pena interna de tanta pena que Cristo passou por mim. tirar algum proveito. será DESDE A CEIA AO HORTO. o que é próprio pedir na Paixão: dor com Cristo doloroso. conforme quero dispor de mim a uma ou a outra parte. se era largo. reflectindo em mim mesmo. 195 – Quarto [ponto]: considerar o que Cristo nosso Senhor padece na humanidade ou quer padecer. Terceiro [ponto]: observar o que fazem. desde o monte Sião ao vale de Josafat. e depois que. um à Mãe. 198 – Terminar com um colóquio a Cristo nosso Senhor e. pela mesma forma que está dito na segunda semana. 199 – Nota. na meditação das Duas Bandeiras [147] com a nota que se segue aos Binários [157]. a saber. a habitual [46]. finalmente pedindo aquilo que mais eficazmente desejo acerca de algumas coisas particulares. se de uma maneira. Segundo [ponto]: ouvir o que falam. pondo-se em oração. se de outra. aqui será considerar o caminho. começar com muita força e esforçar-me por me condoer. de igual modo. segundo a matéria proposta. . e os outros três noutra parte do horto. 202 – Segundo [preâmbulo] é ver o lugar. caíram os inimigos. e trabalhar assim nos outros pontos que se seguem. outro ao Pai. onde celebrou a ceia. à sua voz. conforme quero sentir dor ou gozo da coisa que contemplo. 196 – Quinto [ponto]: considerar como a divindade se esconde. segundo o passo que se contempla. outro ao Filho. e tirar também algum proveito. e Judas lhe deu a paz. conforme me acho tentado ou consolado. com um Pai nosso. e S. É de advertir. desta maneira. quebranto com Cristo quebrantado [48. entristecer e chorar. 201 – Primeiro preâmbulo é a história. para o vale de Josafat. se a matéria ou a devoção o move. pode fazer três colóquios. INCLUSIVE [290] Oração preparatória. está declarado [54]. e. 200 – SEGUNDA CONTEMPLAÇÃO. e. e conforme desejo ter uma virtude ou outra. e que devo eu fazer e padecer por ele. deixando oito deles numa parte do vale. a saber. e assim mesmo o horto. e como deixa padecer a sacratíssima humanidade tão crudelissimamente. e depois que.3]. e. pode fazer um só colóquio a Cristo. como antes. e. 197 – Sexto [ponto]: considerar como tudo isto padece por meus pecados. ou. aqui. sendo preso como malfeitor. o levam pelo vale a baixo. pela manhã. procurar tirar algum proveito delas. como poderia destruir os seus inimigos e não o faz. três vezes. lágrimas. Pedro cortou a orelha a Malco.194 – Primeiro ponto é ver as pessoas da ceia.. ao fim. nosso Senhor. se comprido. fez oração ao Pai.

DA CASA DE ANÁS À CASA DE CAIFÁS INCLUSIVE [292]. 130]. e. DE CASA DE CAIFÁS A PILATOS INCLUSIVE [293]. Ambientação da oração] 206 – Terceira nota. DE PILATOS A HERODES INCLUSIVE [294]. e. fadigas e dores que Cristo nosso Senhor passou. 207 – Quarta nota. O exame particular sobre os exercícios e adições presentes se fará como na semana passada [160]. conforme for o mistério [74]. como os de ressurreição e de glória. A sexta adição se mudará. de manhã. [b. depois de feita a oração preparatória com os três preâmbulos já mencionados. cada dia. Nesta SEGUNDA CONTEMPLAÇÃO. à meia-noite. e à hora da Missa e à das Vésperas. a segunda e a sexta adição [74. e depois. ao presente. antepondo sempre a oração preparatória e os três preâmbulos. enquanto me levanto e visto. as REPETIÇÕES . Escalonamento da oração] 204 – Primeira nota. conforme está já dito [204]. desde o momento em que nasceu até ao mistério da Paixão em que. à meia noite. ter-se-á a mesma forma de proceder. AS DUAS REPETIÇÕES e a APLICAÇÃO DE SENTIDOS. me encontro [78. ainda que bons e santos. em parte. depois. se APLICARÃO OS SENTIDOS sobre as duas sobreditas contemplações. nos pontos e no colóquio. se farão DUAS REPETIÇÕES sobre a primeira e segunda contemplação. induzir-me a mim mesmo a dor e a pena e abatimento. trazendo frequentemente à memória os trabalhos. 78. a contemplação que quero fazer.[INDICAÇÕES TÉCNICAS] [a. Terceiro Dia. conforme a matéria exposta. resumindo. A segunda adição será: logo ao despertar. por me entristecer e me condoer de tanta dor e de tanto padecer de Cristo nosso Senhor. antes de jantar. um pouco. Nesta terceira semana. a contemplação será DESDE O HORTO À CASA DE ANÁS INCLUSIVE [291]. os cinco exercícios ou menos. Segundo a idade. 130]. de manhã. e. disposição e temperamento ajudem à pessoa que se exercita. depois. pôr diante de mim aonde vou e a quê. mas antes. 208 – Segundo Dia. da mesma forma que está dito e declarado na segunda semana [119. esforçando-me. 72]. 205 – Segunda nota. cfr. que se teve na PRIMEIRA CONTEMPLAÇÃO DA CEIA. procurando não fomentar pensamentos alegres. cf. se mudarão. fará. 159. e.

depois de sepultado seu Filho. OS OUTROS MISTÉRIOS QUE FICARAM DA MESMA CASA. na terceira. à meia-noite. na quarta. na segunda. na primeira contemplação. 162]. Considere-se assim mesmo. somente a Ceia. Quinto Dia. e. fazendo a contemplação dos mistérios até metade dos da mesma casa de Pilatos. e onde e como ficou sepultado. É de notar que. o sermão que Cristo fez [aos discípulos]. menos mistérios [cf. DESDE QUE FOI LEVANTADO NA CRUZ ATÉ QUE EXPIROU [297]. todo aquele dia. a saber. e. e. as duas REPETIÇÕES e [a APLICAÇÃO DE] SENTIDOS [204]. considerar. CONTEMPLAÇÃO DE TODA A PAIXÃO JUNTA. com tanta dor e aflição. o dom do Sacramento [da Eucaristia]. no exercício da manhã. o mais frequentemente que puder. Quarto Dia. DESDE O SEPULCRO INCLUSIVE ATÉ À CASA PARA ONDE NOSSA SENHORA FOI. a dos discípulos. por outra parte. DESDE O DESCIMENTO DA CRUZ ATÉ AO SEPULCRO INCLUSIVE [298]. DA CASA DE PILATOS ATÉ SER PREGADO NA CRUZ [296]. CONTEMPLAÇÃO DE TODA A PAIXÃO POR JUNTO] Sétimo Dia. e as REPETIÇÕES e [a APLICAÇÃO DE] SENTIDOS. em cada contemplação. [B. à meia-noite. depois. depois de acabada a . quem se quiser alongar mais na Paixão. em lugar das DUAS REPETIÇÕES e [da APLICAÇÃO] DE SENTIDOS.Assim mesmo. há-de tomar. a soledade de nossa Senhora. depois. no exercício da meia noite e da manhã. o lava-pés. pela mesma forma que já está dito [204]. e assim nas outras contemplações e mistérios. depois. Sexto Dia. de manhã. 209 – Nota.e [a APLICAÇÃO DOS] SENTIDOS. como o corpo sacratíssimo de Cristo nosso Senhor ficou desatado e apartado da alma. à meia-noite. DE HERODES A PILATOS [295]. de manhã. como está dito [204]. e.

quanto mais uma pessoa tirar do conveniente. portanto deve reparar-se muito no que traz proveito para o admitir. Porque. e. ou de alguma piedosa consideração. estando a atenção fixa em tais coisas. um dia inteiro. outro dia. De maneira que a parte principal do entendimento se ocupe na consideração de nosso Senhor. ou da vida de santos. faça. pode fazer. Guarde-se sobretudo de que não esteja todo o seu espírito posto no que come. consolações e divinas inspirações. não fazendo repetições nem a aplicação de sentidos. Enquanto a pessoa come. e procure imitá-lo. e como fala. para o rejeitar. num exercício ou em diversos. e a menor na sustento corporal. mas seja senhor de si. cada dia. à meia-noite. 215 – Sexta [regra]. facilmente virá a julgar o que mais convém ao seu sustento corporal. para evitar desordem. a segunda. tomará menos deleitação e menos sentido no alimento corporal. toda a Paixão junta. No beber parece mais conveniente a abstinência do que no comer pão. em pequena quantidade. ou de algum assunto espiritual que tenha de tratar. e assim a abstinência nos alimentos. quem quiser abreviar mais a Paixão. assim na maneira de comer como na quantidade que come. e depois de acabada assim toda a Paixão. toda a Paixão. Pelo contrário. na hora antes do jantar. pode tomar outra consideração. [C. à hora de vésperas. a mostrar-lhe a justa medida que lhe convém. pode ter-se de duas maneiras: uma. tomando estes meios e dispondo-se assim. a outra metade. . se vê sem tanta força corporal nem [tanta] disposição para os exercícios espirituais. e como olha. como mais lhe parecer que poderá aproveitarse. 216 – Sétima [regra]. e no terceiro dia. na tal abstinência. cinco exercícios distintos. no segundo dia. e como bebe. 213 – Quarta [regra]. em cada um dos exercícios. o horto. a casa de Anás. habituando-se a comer alimentos ordinários. a outra. e no que traz dano. tratando-se de delicados. mais depressa alcançará a justa medida que deve ter em seu comer e beber. porque. enquanto come. por duas razões: a primeira. Outras vezes. de maneira que. de manhã. considere que vê a Cristo nosso Senhor comer com seus apóstolos. a casa de Pilatos. para que assim alcance maior equilíbrio e ordem sobre a maneira de se haver e governar [à mesa]. Nos alimentos deve ter-se a maior e mais inteira abstinência. a Ceia. a casa de Caifás. [porque] se a pessoa. distinto mistério de Cristo nosso Senhor. nem ao comer vá apressado pelo apetite.Paixão. e. porque não é alimento sobre o qual o apetite se costuma tanto desordenar. metade de toda a Paixão. muitas vezes sentirá mais as luzes interiores. à hora da missa. 214 – Quinta [regra]. tome. ou em que a tentação insista como a outros manjares. ACHEGAS PARA A «REFORMA» DE VIDA] 210 – Regras para se ordenar doravante no comer Primeira regra é que do pão convém menos abster-se. 212 – Terceira [regra]. tome. 211 – Segunda [regra]. Guardando-se de não cair em enfermidade. porque assim o apetite em desordenar-se como a tentação em instigar são mais prontos nesta parte.

e será aqui pedir graça para me alegrar e gozar intensamente de tanta glória e gozo de Cristo nosso Senhor. ou noutra hora em que não sinta apetite de comer. em particular.217 – Oitava [regra]. 221 – Terceiro [preâmbulo]: pedir o que quero. assim como o quarto. a alma bem-aventurada desceu aos infernos. 222 – O primeiro. depois do almoço ou depois do jantar. em toda a semana da Ressurreição. mas antes. para o almoço ou para o jantar seguintes. depois que Cristo expirou na cruz. [INDICAÇÕES TÉCNICAS] 226 – Primeira nota. se regule quanto aos preâmbulos. os mesmos que tivemos na Ceia de Cristo nosso Senhor [194]. conforme a matéria proposta. que será aqui. 225 – Terminar com um colóquio ou colóquios. vendo o lugar. siga-se e tenha-se. no restante. para mais vencer qualquer apetite desordenado e tentação do inimigo. 219 – Primeiro preâmbulo é a história. sejam os mesmos. ver a disposição do santo sepulcro e o lugar ou casa de nossa Senhora. . 224 – Quinto [ponto]. que é aqui como. determine consigo. também unida com a divindade. e veio ao sepulcro. tão miraculosamente. e. e o corpo ficou separado da alma e com ele sempre unida a divindade. a quantidade que convém que coma. reparar no ofício de consolar que Cristo nosso Senhor traz e compará-lo com o modo como os amigos se costumam consolar uns aos outros [54]. De sorte que. que parecia esconder-se na Paixão. em corpo e alma. COMO CRISTO NOSSO SENHOR APARECEU A NOSSA SENHORA [299] Oração preparatória. CONTEMPLAÇÃO DA RESSURREIÇÃO APARIÇÃO POR APARIÇÃO] 218 – PRIMEIRA CONTEMPLAÇÃO. oratório. etc. assim sucessivamente. observando as suas diversas partes. segundo e terceiro pontos sejam os habituais. coma menos. 3-4]. e as adições. segundo a matéria proposta. e um Pai nosso. ressuscitado. a habitual [46]. que estão abaixo. de onde tirou as almas justas. na santíssima Ressurreição. QUARTA SEMANA [A. da maneira que abaixo se segue [226. apareceu a Sua bendita Mãe. 223 – Quarto [ponto]. e. muito aproveita que. Para tirar desordem. e não ultrapasse esta. considerar como a divindade. aparece e se mostra agora. por nenhum apetite nem tentação. Nas contemplações seguintes proceda-se em todos os mistérios da Ressurreição até à Ascensão inclusive [299-312]. cada dia. pelos verdadeiros e santíssimos efeitos dela. sejam as mesmas [229]. a mesma forma e maneira de proceder que se observou em toda a semana da Paixão. e quanto aos cinco pontos. por esta primeira contemplação da Ressurreição. se é tentado a comer mais. 220 – Segundo [preâmbulo]: composição.

A sexta. A sétima. 227 – Segunda nota. [aplicações dos] cinco sentidos. preveja e determine. Ainda que em todas as contemplações se deram pontos em número determinado. e do mesmo modo quanto a honras ou riquezas. 208-209]. por exemplo três ou cinco. vice-versa. usar de claridade e de temperaturas agradáveis. logo ao levantar. se mudarão a segunda. O primeiro. dos anjos. é mais conveniente que nas outras três passadas. de frescura. [B. em lugar da primeira repetição. antes de entrar na contemplação. 231 – A segunda é que o amor consiste na comunicação reciproca. por exemplo nas repetições. a sexta. para que eu. em todas as dez adições. Oração habitual [46]. a dê ao que a não tem. e dos santos a intercederem por mim. em dar e comunicar a pessoa que ama à pessoa amada o que tem ou do que tem ou pode.2. e. de sol ou de calor. será aqui pedir conhecimento interno de tanto bem recebido. a não ser em preceitos de jejuns ou abstinências que a Igreja mande. amar e servir a sua divina majestade. na medida em que a alma pensa ou conjectura que isso a pode ajudar. alegria e gozo espiritual. o segundo. a pessoa que é amada à pessoa que ama. Para o que muito aproveita que. pôr diante de mim a contemplação que tenho de fazer. A primeira é que o amor se deve pôr mais nas obras que nas palavras. aplicando os cinco sentidos sobre os três exercícios do mesmo dia. 228 – Terceira nota. pode regular-se pela maneira de fazer da semana da Paixão. como. em tudo. para se alegrar em seu Criador e Redentor. como. em vez da penitência. reconhecendo-o inteiramente. a pessoa que contempla pode tomar mais ou menos pontos. porque estes sempre se hão-de cumprir.. à hora da Missa ou antes do almoço. em lugar da segunda repetição. nesta quarta semana. observe a temperança e a justa medida em tudo. a sétima e a décima. [204. convém atender a duas coisas. encurtar ou alargar os mistérios. A décima. logo ao despertar. CONTEMPLAÇÃO GLOBAL EM CHAVE DE AMOR] 230 – Contemplação para alcançar amor Nota: primeiro. se um tem ciência.E assim. Nesta quarta semana. a glória. de maneira que. 205. possa. um ao outro. o terceiro. . fazer quatro exercícios e não cinco. Geralmente. 233 – Segundo [preâmbulo]: pedir o que quero. o quarto antes do jantar. como melhor achar. etc. e no inverno. em número certo. etc. em tudo o que resta [227]. por exemplo. os pontos que há-de tomar. a saber. A segunda será. e assim em tudo reciprocamente. querendo-me sensibilizar e alegrar por tanto gozo e alegria de Cristo nosso Senhor [221]. 232 – Primeiro preâmbulo é a composição. à hora de Vésperas. pela manhã. 229 – Quarta nota. se não houver justo impedimento. trazer à memória e pensar em coisas que causem prazer. que é aqui ver como estou diante de Deus nosso Senhor. no verão. notando e fazendo pausa nas partes mais importantes e onde haja sentido maiores moções e gostos espirituais.

tudo o que tenho e possuo. como está dito. o espírito. dando-lhes ser. como quem oferece. a bondade. nos homens o entender. e bem assim. e recebei toda a minha liberdade. que esta me basta. consequentemente. pelo modo que está dito no primeiro ponto. da fonte as águas. [etc. a minha memória. Depois. acabar. disponde de tudo. ou por outro que julgar melhor. e os cinco sentidos corporais.. o restituo. repouse.] A primeira maneira de orar é sobre os dez mandamentos e os sete pecados mortais [=capitais].. etc. assentando-se ou passeando. segundo seu desígnio divino. sendo eu criado à semelhança e imagem de sua divina majestade. 236 – Terceiro [ponto]. conservação. a saber. em quanto pode. E esta mesma adição se fará ao princípio de todos os modos de orar [250. de minha parte. por exemplo. depois disto. como melhor lhe parecer. tal como do sol descem os raios.2. 130. redenção e os dons particulares. faça-se o equivalente à segunda adição da segunda semana [131. 258].234 – Primeiro ponto é trazer à memória os benefícios recebidos de criação. 235 – Segundo [ponto]. Vós mo destes. nos frutos. 75]. oferecer e dar a sua divina majestade. a piedade. com muita razão e justiça. reflectindo em mim mesmo. Esta maneira de orar consiste mais em dar forma. Senhor. nos animais o sentir. atender como todos os bens e dons descem do alto. o meu entendimento e toda a minha vontade. em mim dando-me ser. nos animais. etc. reflectir em mim mesmo. a justiça. um pouco. considerando aonde vou e a quê. isto é. modo e exercícios com que a alma se prepare e tire proveito deles e para que a oração seja aceite do que dar uma forma ou maneira de fazer oração. nos céus. todas as minhas coisas e a mim mesmo com elas. Tudo é vosso. considerando. com muito afecto. E também como faz de mim seu templo. Senhor. com muito afecto: Tomai. sentidos e fazendo-me entender. à vossa inteira vontade. reflectir em mim mesmo. a Vós. as três potências da alma. 239 – Primeiramente. Reflectir igualmente em mim mesmo. assim. ponderando. antes de entrar na oração. como o meu limitado poder vem do sumo e infinito poder do alto. procede à semelhança de quem trabalhasse. a misericórdia. nas plantas. nas plantas o vegetar. Dai-me o vosso amor e graça. considerar como Deus trabalha e opera por mim em todas as coisas criadas sobre a face da terra. considerar como Deus habita nas criaturas: nos elementos dando-lhes o ser. Terminar com um colóquio e um Pai nosso [ACHEGAS PARA A REFORMA DE VIDA] 238 – Três Modos de Orar PRIMEIRO [MODO DE ORAR] sobre mandamentos. o mesmo Senhor deseja dar-se-me. E. quanto tem feito Deus nosso Senhor por mim e quanto me tem dado do que tem e. vida. . a saber. Da mesma maneira se fará sobre cada ponto que segue. nos elementos. e. vegetação e sensação. o que eu devo. Por exemplo. 237 – Quarto [ponto]. etc. Depois. etc.

a Cristo nosso Senhor. no uso dos sentidos. 241 – Para o primeiro modo de orar. conforme a matéria proposta [257]. a nossa Senhora. sobre as potências da alma. Depois de terminar a reflexão. far-se-á conforme a pessoa a quem se dirige a oração. sobre os cinco sentidos corporais. pela maneira já indicada [240]. e. 242 – [Primeira nota]. assim. 247 – Quarto. Sobre os sete pecados mortais [238]. proponha e procure a pessoa. com santos exercícios. se fará neste segundo. conforme a pessoa acha que tropeça mais ou menos num mandamento. pedir vénia e perdão delas. adquirir e ter as sete virtudes a eles contrárias. 243 – Segunda nota. e dizer um Pai Nosso. também pedir graça e ajuda para doravante me emendar. desta mesma maneira se faça em cada um de todos os dez Mandamentos. E o mesmo se observe nos pecados mortais. Mas. acho faltas minhas. 251 – A oração preparatória [240]. Para melhor conhecer as faltas cometidas nos pecados mortais. mudando só a matéria que aqui é de pecados que se hão-de evitar. no primeiro mandamento. convém considerar e pensar. pedindo perfeita inteligência deles. depois da adição [239]. Modo. diga uma Ave Maria. na oração preparatória encomende-se a ela. Quem quer imitar. e quem quiser imitar. É de notar que. 246 – Terceiro. 244 – Segundo. depois de ter considerado em cada sentido. sobre todos os Mandamentos. a oração preparatória e o colóquio [239-243]. 245 – [Nota]. para melhor evitá-los. 249 – SEGUNDO MODO DE ORAR é contemplar a significação de cada palavra da oração 250 – A mesma adição que se fez no primeiro modo [239].240 – Uma oração preparatória: como por exemplo. fazendo a adição. mudando-se a matéria. E. para que possa conhecer no que faltei aos dez mandamentos. tendo como norma demorar nesta consideração o tempo de quem reza três Pai-Nossos e três AvéMarias. . para que lhe alcance graça de seu Filho e Senhor para isso e. Guarde-se igualmente a ordem e a regra já indicadas e o colóquio [241-243]. quando uma pessoa vier a pensar num mandamento no qual acha que não tem hábito nenhum de pecar. 248 – Nota. Nos cinco sentidos corporais ter-se-á sempre a mesma ordem. como o tenho guardado e em que tenho faltado. Modo. no uso de seus sentidos. E. E se. encomende-se na oração preparatória a sua divina majestade e. pedir graça a Deus nosso Senhor. considerem-se os seus contrários. como já se disse. acusando-se neles e pedindo graça e ajuda para se emendar no futuro. há-de acabar-se com um colóquio a Deus nosso Senhor. Nas três potências da alma. faça-se a oração preparatória. diga uma Avé-Maria ou um Pai-Nosso. depois de ter considerado em cada sentido. para melhor os guardar e para maior glória e louvor de sua divina Majestade. observe-se a mesma ordem e regra que nos mandamentos. não é necessário que se detenha tanto tempo. e antes era de mandamentos que se hão-de guardar. sobre os pecados mortais [= capitais]. neste tempo. assim deve deter-se mais ou menos na consideração e exame dele.

tendo os olhos fechados ou fixos num lugar. vocal ou mentalmente. quando quiser voltar à oração.252 – O segundo modo de orar é que a pessoa. como está explicado [258]. E faça da mesma maneira em cada palavra do Pai nosso ou de qualquer outra oração que desta maneira quiser orar. 260 – A Segunda [regra] é que. dirigindo-se. à pessoa a quem orou. não se preocupe com passar adiante. diga: Pai. uma hora em todo o Pai Nosso. com as outras orações. ou à diferença entre tanta alteza e tanta baixeza própria. como costuma. e as outras orações. segundo a maneira habitual. estando de joelhos ou sentada. diga a palavra ou palavras já oradas. Acabado este. e assim sucessivamente proceda nas outras orações. comece a contemplar na palavra que se lhe segue imediatamente. ou noutra hora que deseje orar. da maneira já dita. diga a Avé Maria por compasso. e. 255 – A terceira [regra] é que. se há-de fazer o mesmo com a Avé Maria e. se a pessoa que contempla o Pai Nosso achar. 259 – A primeira regra é que no dia seguinte. se atenda principalmente à significação dessa palavra. Terminada esta. em poucas palavras. 256 – Primeira nota. a cada alento ou respiração. um Credo. O terceiro modo de orar é que. 250]. Avé Maria. depois. 258 – TERCEIRO MODO DE ORAR será por compasso [de respiração] A adição será a mesma que no primeiro e segundo modo de orar [239. como se disse na segunda regra [254]. uma Alma de Cristo e uma Salve Rainha. a saber. ou à baixeza de si mesmo. durante o tempo duma respiração à outra. num ou em muitos dias. de forma que. Credo e Salvé Rainha. se numa palavra ou duas do Pai Nosso se detiver durante uma hora inteira. as rezará como costuma. ou à pessoa a quem reza. sempre se exercite numa delas. se há de orar mentalmente. 257 – Segunda nota é que. numa palavra ou em duas. tanto tempo quanto ache significações. É de advertir que acabado o Pai Nosso. noutro dia.3]. dirá uma Avé Maria. dirá o resto do Pai Nosso da maneira habitual. pode dizer todas as orações sobreditas ou parte delas. por um certo tempo. comparações. E esteja na consideração desta palavra. e. gostos e consolação em considerações pertinentes a essa palavra. ainda que se acabe a hora naquilo que acha [76. sem andar vagueando com eles. 240]. com a mesma forma e regra procederá nas outras palavras do Pai Nosso. 254 – A segunda regra é que. A oração preparatória será como no segundo modo de orar [251. conforme costuma. lhe peça as virtudes ou graças de que julga ter mais necessidade. quem quiser deter-se mais na oração por compasso. de maneira que se diga uma só palavra entre uma respiração e outra. e as outras orações. dizendo uma palavra do Pai Nosso ou doutra oração que se reze. boa matéria para pensar e gosto e consolação. Terceira parte . 253 – A primeira regra é que estará. conforme ache melhor disposição e encontre mais devoção. seguindo a mesma maneira da respiração por compasso. Alma de Cristo. acabada a oração.

263 – VISITAÇÃO DE NOSSA SENHORA A ISABEL Diz São Lucas no capítulo primeiro. Segundo: confirma o anjo o que disse a Nossa Senhora. João Baptista. saudando a nossa Senhora. Nª. e bendito seja o fruto do teu ventre». Senhora e seu esposo José vão de Nazaré a Belém: «Subiu José. «Deu à luz seu Filho primogénito e envolveu-o com panos e pô-lo no presépio». 26-38 [Lc 1. saudou-a dizendo-lhe: Avé. depois.4-5/ 7/ 13-14] Primeiro. cheia de graça. Senhora alegrou-se o menino no seu seio. «Ao ouvir Isabel a saudação de Nª. Isabel exclamou com um grande brado e disse : Bendita sejas tu entre as mulheres. Segundo. 39-56 [Lc 1. «Maria ficou com Isabel quase três meses e. e. «Apareceu uma multidão do exército celestial que dizia: Glória a Deus nas alturas». dizendo: «A minha alma engrandece o Senhor». 1-14 [Lc 2. conceberás em teu ventre e darás à luz um filho».41-42/ 46-55/ 56] Primeiro. João Baptista. concebeu um filho em sua velhice». estando no ventre de sua mãe. Senhora. MISTÉRIOS DA VIDA DE CRISTO] 261 – Mistérios da vida de Cristo Nosso Senhor Nota. Terceiro. se acharão três pontos. Escreve São Lucas no capítulo primeiro. 262 – ANUNCIAÇÃO A NOSSA SENHORA. «Entrando o anjo onde estava Maria. regressou a sua casa». cumprase tudo em mim segundo a tua palavra». lhe anunciou a concepção de Cristo nosso Senhor. para reconhecer sujeição a César. sua esposa e mulher já grávida». e não as que estão fora. dando como sinal a concepção de S. tua parenta. S.[Elementos complementares] [A. são do próprio Evangelho. sentiu a visita que fez Nª. em todos os mistérios seguintes. e. Senhora canta o cântico. Gabriel. 264 – NASCIMENTO DE CRISTO NOSSO SENHOR Diz São Lucas no capítulo segundo. Terceiro: Respondeu ao anjo nossa Senhora: «Eis aqui a serva do Senhor. com Maria. que todas as palavras que estão inclusas em parêntesis [aspas]. . Nª. dizendo-lhe: «E olha que Isabel. Senhora visitou Isabel. para neles se meditar e contemplar com maior facilidade. de Galileia a Belém. É de advertir. Quando Nª. Terceiro.28.31/ 36/ 38] O primeiro ponto é que o anjo S. a maior parte das vezes. em cada mistério. Segundo. cheia do Espírito Santo.

22-24/ 27-29/ 38] Primeiro. «Regressaram os pastores. partiu para o Egipto». Simeão. e oferecem por ele «um par de rolas ou dois pombinhos». 266 – A CIRCUNCISÃO Escreve São Lucas no capítulo segundo. Segundo. Circuncidaram o Menino Jesus. Senhor. aclamava o Senhor e falava dele a todos os que esperavam a redenção de Israel». e. 15-20 [Lc 2. Terceiro.21-40 [Lc 2. Terceiro. 21] Primeiro. 10-11/ 16/ 20] Primeiro. Segundo. Segundo. 1-12 [Mt 2. Segundo. Segundo. Herodes queria matar ao Menino Jesus. 269 – A FUGA PARA O EGIPTO Escreve São Mateus no capítulo segundo. Restituem o Menino a sua Mãe que sentia compaixão pelo sangue que de seu filho saía. guiando-se pela estrela. e antes da morte deles. levantando-se.21 [Lc 2. receberam aviso que não voltassem a Herodes.2b/ 11bc/ 12] Primeiro. vieram adorar a Jesus. como lhe tinha chamado o Anjo. 268 – PURIFICAÇÃO DE NOSSA SENHORA E APRESENTAÇÃO DO MENINO JESUS Escreve São Lucas no capítulo segundo. glorificando e louvando ao Senhor». avisou o anjo a José que fugisse para o Egipto: «Levanta-te e toma o Menino e a sua Mãe. para ser apresentado ao Senhor como primogénito. incenso e mirra». ele. Os pastores vão a Belém: «Vieram com pressa e acharam Maria. O nascimento de Cristo nosso Senhor manifesta-se aos pastores pelo anjo: «Anuncio-vos uma grande alegria. Adoraram-no e ofereceram-lhe presentes: «Prostrando-se por terra. Os três reis magos. antes que fosse concebido no ventre materno». . Esteve lá até à morte de Herodes.265 – OS PASTORES Escreve São Lucas no capítulo segundo. Terceiro. e foge para o Egipto». de noite. vindo ao Templo. dizendo: «Agora. Ana. porque hoje nasceu o Salvador do mundo». «Foi-lhe posto o nome de Jesus. deixa [partir] o teu servo em paz». 13-18 [Mt 2.16. «Enquanto dormiam. adoraram-no e ofereceram-lhe presentes: oiro. «vindo depois. Partiu para o Egipto: «e. por outro caminho. «tomou-o em seus braços». e assim matou os inocentes. regressaram à sua região». Terceiro.13/ 14/ 15] Primeiro. Trazem o Menino Jesus ao templo. José e o Menino posto no presépio». 267 – OS TRÊS REIS MAGOS Escreve São Mateus no capítulo segundo. dizendo: «Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo». Terceiro.

do qual estou muito satisfeito». deita-te daqui abaixo. Passados três dias. disse-lhe Cristo: «Faz isto. 19-23 [Mt 2. O anjo avisa José para que volte a Israel: «Levanta-te e toma o Menino e sua Mãe e vai para a terra de Israel». disputando no templo. Segundo. 2b-3] Primeiro. Levantando-se. «Progredia em sabedoria.42/ 43b/ 46. Cristo. respondeu: «Não sabeis que me convém estar nas coisas que são de meu Pai?». Cristo nosso Senhor ficou em Jerusalém e não o souberam seus pais.». foi ao deserto. Terceiro.14-15/ Mt 3. Era obediente a seus pais. Cristo nosso Senhor. reputando-se indigno de o baptizar. Segundo. onde estava S. tudo isto que vês te darei se. Marcos no capítulo sexto: «Porventura não é este o carpinteiro?». filho de Herodes. QUANDO TINHA 12 ANOS Escreve São Lucas no capítulo segundo. como parece indicar S. João baptizou a Cristo nosso Senhor. reinava na Judeia.51-52/ Mc 6.6.1-2/ Lc 4. e querendo-se escusar. Terceiro. 50-52 [Lc 2. Parece que exercia a arte de carpinteiro. por agora. idade e graça».10-11] Primeiro.9b-Mt 3. João Baptista. 274 – COMO CRISTO FOI TENTADO Escreve São Lucas no capítulo quarto. 41-50 [Lc 2. veio para a terra de Israel. 272 – A VINDA DE CRISTO AO TEMPLO. quarenta dias e quarenta noites. nosso Senhor. 273 – COMO CRISTO FOI BAPTIZADO Escreve São Mateus no capítulo terceiro.19b-20/ 21/ 22-23] Primeiro. Segundo. Segundo.9-Mt 3.9/ Mt 4. Foi tentado pelo inimigo.13-17 [Mc 1.1-2b-Mt 4. perguntando-lhe seus pais onde tinha estado.270 – COMO CRISTO NOSSO SENHOR VOLTOU DO EGIPTO Escreve São Mateus no capítulo segundo.16-17-Mc 1. veio desde Nazaré ao rio Jordão. Porque Arquelau. depois de haver-se despedido de sua bendita Mãe.13/ Mc 1.48.11b] Primeiro. de doze anos de idade.49b] Primeiro. me . Terceiro. «Veio o Espirito Santo e a voz do Pai desde o céu. prostrado em terra. e. 1-11 [Lc 4. subiu de Nazaré a Jerusalém. acharam-no. S.1-13 e Mateus no capítulo quarto. manda que estas pedras se tornem em pão. Depois de ter sido baptizado. afirmando: «Este é meu Filho amado. retirou-se para Nazaré. e sentado no meio dos doutores. Segundo.3-Mt 4. porque assim é necessário que cumpramos toda a justiça. três vezes: «Chegando-se a ele o tentador disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus. 271 – A VIDA DE CRISTO NOSSO SENHOR DESDE OS DOZE ANOS ATÉ AOS TRINTA Escreve São Lucas no capítulo segundo. onde jejuou.

e creram nele seus discípulos». casa de comércio». e manifestou a sua glória.5/ 7-8. mansamente disse: «Tirai estas coisas daqui e não queirais fazer da minha casa. 9]. Derrubou as mesas e dinheiros dos banqueiros ricos que estavam no templo. como o próprio diz no capítulo nono [Mt 9. 18-20] e S.11] Primeiro. Segundo. A terceira. 16-20]. os mansos. a terceira.27] Primeiro.2/ 3. das oito bem-aventuranças: “Bem-aventurados os pobres em espírito. os dons e graças pelos quais foram elevados acima de todos os Padres do Novo e Antigo Testamento. 277 – COMO CRISTO LANÇOU FORA DO TEMPLO OS QUE VENDIAM Escreve São João no capítulo segundo. «Converteu a água em vinho. Terceiro. 1-11. dizendo: «não têm vinho». Mateus no capítulo quarto [Mt 4. Terceiro. Foi convidado Cristo nosso Senhor com seus discípulos para as bodas. 278 – O SERMÃO QUE FEZ CRISTO NO MONTE Escreve São Mateus no capítulo quinto. Lucas no capítulo quinto [Lc 5. 275 – O CHAMAMENTO DOS APÓSTOLOS [Vita Christi/ Jo 1. Chamou aos outros apóstolos. Aos pobres que vendiam pombas. a seguirem para sempre a Cristo nosso Senhor: S. a dignidade à qual foram tão suavemente chamados. 13-25 [Jo 2. 1-48 [Mt 5. os que choram. O que consta por S. os pacíficos . como os apóstolos eram de rude e baixa condição. A seus amados discípulos fala.8-10/ Mt 5. Marcos no primeiro [1. 1-12 [Jo 2. Terceiro. 276 – O PRIMEIRO MILAGRE [DE JESUS] REALIZADO NAS BODAS DE CANÁ [DA] GALILEIA Escreve São João no capítulo segundo. com um açoite feito de cordas. e mandou aos serventes : «Fazei tudo o que ele vos disser». Lançou fora do templo todos os que vendiam. André. 35-42]. 27-32]. A segunda a seguirem dalguma forma a Cristo.21. os que passam fome e sede pela justiça.27. E também três outras coisas se hão de considerar: A primeira.9/ Vita Christi] Primeiro. como diz S.16/ Mt 5. 43-44] e a Mateus.adorares». com intenção de voltarem a possuir o que tinham deixado. Terceiro.3-6.43– Mt 9. Três vezes parece que foram chamados S. Pedro e S. os limpos de coração.34-lc 6. Segundo. A Mãe declara ao Filho a falta de vinho. A primeira a um certo conhecimento de Jesus. a segunda. Segundo. de cuja vocação especial não faz menção o evangelho. como está no primeiro capítulo de S. à parte. João [Jo 1.33. João no capítulo primeiro [Io 1.15/ 15b/ 16] Primeiro. «Vieram os anjos e serviram-no». os misericordiosos.17. Chamou a Filipe.

e os que padecem perseguições». levantou-se uma grande tempestade. pela pouca fé que tinham. Chama Cristo a seus amados discípulos e dá-lhes poder de expulsar os demónios dos corpos humanos e curar todas as enfermidades. 282 – A CONVERSÃO DA MADALENA Escreve São Lucas no capítulo sétimo. despertaram-no os seus discípulos. A barca era batida pelas ondas. não temais». foi ter com ele. mas cumpridor. Jesus dirigiu-se para ela. dizendo: «Quem é este a quem o vento e o mar obedecem?» 280 – COMO CRISTO ANDAVA SOBRE O MAR Escreve São Mateus no capítulo 14. Estando Cristo nosso Senhor dormindo no mar. Entra a Madalena. 1-15 [Mt 10. declarando o preceito de não matar. Terceiro. Segundo. por sua ordem. Exorta-os a que usem bem de seus talentos: «Assim brilhe a vossa luz diante dos homens. Atemorizados. o que recebestes gratuitamente. acalmando. 22-23/ 24-26/ 27-32] Primeiro. Ensina-lhes a prudência e a paciência: «Olhai que vos envio como ovelhas para o meio de lobos. aos quais repreende. duvidando. andando sobre a água. Segundo. dai-o gratuitamente». 281 – COMO OS APÓSTOLOS FORAM ENVIADOS A PREGAR Escreve São Mateus no capítulo décimo.24/ 25-26/ 26b-27] Primeiro. se fez o mar tranquilo. . depois. trazendo um vaso de alabastro cheio de unguento.37/ 38/ 39ss. mas Cristo nosso Senhor salvou-o e repreendeu-o pela sua pouca fé e. Terceiro. andando sobre as águas. e. Segundo. S. Ensina-lhes o modo como hão de ir: «Não queirais possuir ouro nem prata. homens de pouca fé?» Terceiro. Segundo. não fornicar. Pedro. cessou o vento. pregareis. dizendo: Já está próximo o reino dos céus». 24-33 [Mt 14. portanto. Estando Cristo nosso Senhor no monte. Terceiro. Dizendo-lhes Cristo: «Sou eu. começou a afundar-se.1/ 16/ 8c-9. em casa do fariseu onde está Cristo nosso Senhor. assim. 36-50 [Lc 7. sede prudentes como serpentes e simples como pombas».47. despedida a turba. sentado à mesa. mandou que seus discípulos fossem para a barca e.7] Primeiro. Mandou aos ventos e ao mar que acalmassem e. dizendo-lhes: «Porque temeis. E deu-lhes a matéria da pregação: «Quando fordes. do que se maravilharam os homens. 23-27 [Mt 8. entrando na barca. e os discípulos pensavam que fosse um fantasma. Mostra-se não transgressor da lei. não perjurar e de amar os inimigos: «Eu vos digo que ameis a vossos inimigos e façais bem aos que vos odeiam» 279 – COMO CRISTO NOSSO SENHOR FEZ ACALMAR A TEMPESTADE DO MAR Escreve São Mateus no capítulo oitavo. para que vejam vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus».50] Primeiro. começou a fazer oração sozinho.

com medo. com os cabelos de sua cabeça. Terceiro. 284 – A TRANSFIGURAÇÃO DE CRISTO Escreve São Mateus no capítulo 17. Segundo. mandou que lhe trouxessem pães. O Senhor ceia em casa de Simão. Judas murmura. e a maneira de o ressuscitar foi ordenando: «Lázaro. dizendo: «Para quê este desperdício de perfume ?" Mas Jesus defende. capítulo 26 [Mt 26.4-Mt 26. Marta e Maria fazem saber. a ninguém digais esta visão. 285 – A RESSURREIÇÃO DE LÁZARO João. e os beijava. dizendo: «Eu sou a ressurreição e a vida. outra vez. porque amou muito». e os seus vestidos como a neve. e com perfume os ungia. Terceiro. capítulo 11. Pedro que fizessem três tendas. depois de ter chorado e feito oração. Cristo. dizendo: «Porque molestais esta mulher por ela Ter feito uma boa obra para comigo ? ». 13-23 [Mt 14. 286 – A CEIA EM BETÂNIA Mateus. Falava com Moisés e Elias. fala Cristo em sua defesa. Maria derrama o perfume sobre a cabeça de Cristo.7/ Jo 12. e a sua face resplandecia como o sol. rogam a Cristo que despeça a multidão de homens que com ele estavam. Terceiro. Tiago e João. e Cristo nosso Senhor tocouos e disse-lhes: «Levantai-vos e não temais. vai-te em paz». a enfermidade de Lázaro. Segundo. os enxugava.15/ 18-19/ 20] Primeiro.43] Primeiro. o leproso. «Comeram e fartaram-se e sobraram doze cestos». ainda que esteja morto. Tomando em sua companhia Cristo nosso Senhor a seus amados discípulos Pedro. Ressuscita-o. dizendo: «Muitos pecados lhe são perdoados. transfigurou-se. ouvi-o». caíram. 1-13 [Mt 17. E disse à mulher: «a tua fé te salvou. e ordenou que se sentassem à mesa. Ao ouvirem esta voz. Terceiro.3-4/ 25/ 35. Segundo. deteve-se [Jesus] ainda dois dias. Madalena. até que o Filho do Homem ressuscite [dos mortos]». O que crê em mim. e os discípulos à multidão. Como o fariseu acusasse Madalena.6-Jo 12. soou uma voz do céu que dizia: «Este é o meu filho muito amado. Antes de o ressuscitar. Os discípulos. Segundo. como já se fizesse tarde. juntamente com Lázaro. mesmo a seus pés. com lágrimas os começou a banhar e.1-44 [Jo 11. viverá». nosso Senhor.1/ Mt 26.Segundo.41-42. com as faces em terra. e abençoou e partiu e deu a seus discípulos os pães. 283 – COMO CRISTO NOSSO SENHOR DEU DE COMER A CINCO MIL HOMENS Escreve São Mateus no capítulo 14. para que o milagre fosse mais evidente. pede a uma e a outra que creiam. os discípulos. a Cristo nosso Senhor.8.10] Primeiro. Terceiro. Depois de o ter sabido. .1-2/ 3/ 4-9] Primeiro. vem para fora». Dizendo S. Estando detrás do Senhor.

Mc 11. disse: «Sentai-vos aqui. respondei que o Senhor precisa deles. Acabada a ceia. estando em agonia. Pedro. capítulo 14 [Mt 26. cada dia. contudo não se faça a minha vontade. ensinando no templo. João 13. enquanto eu vou ali orar». orava mais longamente. orou três vezes.2-3 / 7 / 8-9] Primeiro. cheios de medo e.37. como grandíssimo sinal do seu amor. Acompanhado de S. e por isso disse: «Eu dei-vos o exemplo.34. mas S.11b-19. O Senhor.30. estendendo sobre o caminho os seus vestidos e ramos de árvores.44] Primeiro. Pedro não sabia que naquilo dava [Jesus] exemplo de humildade.17. João. O Senhor manda buscar a jumenta e o jumentinho. para que façais como eu fiz». deixando os oito em Getsemani. Acabada a pregação. Tiago e S.47. capítulo 21. não querendo consentir.1b.32 / Mt 26. Jo 13. Segundo. começando por S.44 / Mt 26. capítulo 19 [Vita Christi. capítulo 26 e Marcos. e.1-17 [Mt 26. Liturgia. Terceiro. se se pode fazer. Comeu o cordeiro pascal com os seus doze apóstolos. Lucas: «Seu suor era como gotas de sangue que corriam em terra».1-11 [Mt 21. voltava a Betânea. Montou sobre a jumenta. Lc 22.26-28. Terceiro. 289 – A CEIA Mateus 26. Saem a recebê-lo. e logo os deixará». Segundo. 26. até os de Judas. passe de mim este cálice. aos quais predisse a sua morte: «Em verdade vos digo que um de vós me há-de vender». se alguém vos disser alguma coisa. Mt 26.38. Pedro. Terceiro. Lavou os pés aos discípulos. considerando a majestade do Senhor e a sua própria baixeza. Lc 19. Estava. 290 – MISTÉRIOS PASSADOS DESDE A CEIA ATÉ AO HORTO INCLUSIVE Mateus. o que já supõe seus vestidos estarem cheios de sangue.27] Primeiro. Mc 14. dizendo: «Tomai e comei». Salva-nos no mais alto dos Céus»! 288 – A PREGAÇÃO NO TEMPLO Lucas.37] Primeiro. Mt 21. mas a tua». coberta com os vestidos dos apóstolos. Filho de David! Bendito o que vem em nome do Senhor.287 – DOMINGO DE RAMOS Mateus.36. tu lavas-me a mim os pés ?». S. . E. 21. Este. Lc 22. Chegou a tanto temor que dizia: «Triste está a minha alma até à morte». Instituiu o sacratíssimo Sacrifício da Eucaristia. E suou sangue tão copiosamente que diz S. Mc 14. Segundo.18/ Jo 13. Segundo. dizendo: «Desatai-os e trazei-mos. dizendo: «Pai. porque não havia quem o recebesse em Jerusalém.39b. dizia: «Senhor.1-15/ Jo 13.21. ao Senhor. acabada a ceia e cantando o hino. Judas sai para vender a Cristo nosso Senhor. Mc 14. dizendo: «Salva-nos. foi para o monte das Oliveiras com os seus discípulos.

67. Mc 14. a Herodes. dizendo: «Encontrámos a este que deitava a perder o nosso povo e proibia pagar tributo a César».2. O Senhor deixa-se beijar por Judas. ensinando. Herodes. Mc 14.22] Primeiro. e batiam-lhe. olhado pelo Senhor. quando. e davam-lhe bofetadas.15 [Mt 26. Além disso. tetrarca da Galileia Segundo. e cobriam-lhe a cara. 26. com a sua guarda. foi levado a Anás. Terceiro. ainda que os escribas e os sacerdotes o acusavam constantemente. mas o manso Senhor disse-lhe: «Mete a tua espada no seu lugar». caíram em terra os inimigos. e perguntavam-lhe: «Profetiza-nos quem é o que te bateu». 294 – MISTÉRIOS PASSADOS DESDE A CASA DE PILATOS ATÉ À DE HERODES. uma e outra vez. Foi-lhe preferido Barrabás. atado. Herodes.38b.50.26-27. 23.45. Segundo.24.51 / Mt 26. Marcos. interrogou-o longamente. toda aquela noite.7 / 8-10 / 11] Primeiro. e não prendestes». um ladrão: «Gritaram todos dizendo: Não soltes a este. Lc 22. [Lc 23. dizendo: «A quem buscais?». examinado. Esteve Jesus. os que o tinham preso burlavam dele. Lc 22.17. onde S.49. e a Cristo deram uma bofetada.56. Lc 22. INCLUSIVE Mateus. saiu para fora e chorou amargamente. Lc 23.1. Mc 14. E. com paus e armas. cada dia.65. 26. . Segundo. Pedro feriu um servo do Pontífice.52. Terceiro.4-6 / Jo 18. E blasfemavam contra ele. Jo 18. Segundo. dizendo coisas semelhantes. curioso.68. Mt 26. Depois de Pilatos o ter.4 / Jo 18. Marcos. e prender como um ladrão. Levam-no atado desde a casa de Anás à casa de Caifás. galileu. 292 – MISTÉRIOS PASSADOS DESDE A CASA DE ANÁS ATÉ À CASA DE CAIFÁS INCLUSIVE [Jo 18. desprezou-o. Lucas. Terceiro. Pilatos disse: «Eu não acho culpa nenhuma». e ele nenhuma coisa lhe respondia. eu estava convosco no templo.61-62 / – / Lc 22.64-65] Primeiro.48-49. Lucas 22.2 / Jo 18. Mt 27. 293 – MISTÉRIOS PASSADOS DESDE A CASA DE CAIFÁS ATÉ À DE PILATOS INCLUSIVE Mateus. onde S. Lc 23. que o tinha seguido de longe.40] Primeiro. mas a Barrabás». 15 [Lc 23.13. vestindo-o com uma veste branca. Toda a multidão dos Judeus o leva a Pilatos e diante dele o acusa. dizendolhe: «É assim que respondes ao Pontífice ?». Pedro o negou duas vezes e. Desamparado dos seus discípulos.63-64. Terceiro. e sarou a ferida do servo. Pedro. S. Aos que o prendiam. o negou uma vez. Mt 26.291 – MISTÉRIOS PASSADOS DESDE O HORTO ATÉ A CASA DE ANÁS. disse: «Saístes para prender-me como a um ladrão.55.10-11. Pilatos enviou Jesus. Jo 18.

Levava a cruz às costas. Mt 27. e davam-lhe bofetadas. 19.1-3 / Jo 19.19] Primeiro. Terceiro. Jo 19. João. Lucas. E. disse: «Pai em tuas encomendo o meu espírito». Lc 22. Mt 27.18. foi constrangido Simão Cirineu para que a levasse atrás de Jesus. 23-27 [Lc 23. Jo 19. dizendo: «Tu que destróis o templo de Deus.28. 23. 298 – MISTÉRIOS PASSADOS DESDE A CRUZ ATÉ AO SEPULCRO INCLUSIVE No mesmo capítulo [Jo 19. sentado como juiz. dizendo «Não temos outro rei senão César».46. Jo 19. para que o crucificassem. João. pois antes eram inimigos. Tomou Pilatos a Jesus e açoitou-o. depois de os Judeus o haverem negado por seu rei. João.11b-12 / Jo 19.26-27. em presença de sua Mãe dolorosa.5-6a] Primeiro. Segundo.21. rei dos Judeus».51-52. Crucificaram-no no meio de dois ladrões e puseram esta inscrição: «Jesus Nazareno.35.46. E disse-lhes Pilatos: "Eis aqui o homem». Mc 15. Segundo. baixa da cruz». Blasfemavam contra ele. as pedras quebradas. foram divididos os seus vestidos. Lc 23. os Pontífices davam gritos. 19 [Lc 23. dizendo: «Crucifica-O. pelo que se fizeram amigos.32. entregou-lhes Jesus. 296 – MISTÉRIOS PASSADOS DESDE A CASA DE PILATOS ATÉ À CRUZ INCLUSIVE João 19 [Jo 19. Trouxe-o para fora à presença de todos: «Saiu pois Jesus fora. disse com voz alta: «Tenho sede». coroado de espinhos e ves-tido de púrpura. João a sua Mãe.45 / Mt 27. Lc 23.33-36. disse que estava desamparado.295 – MISTÉRIOS PASSADOS DESDE A CASA DE HERODES À DE PILATOS Mateus. crucifica-O». e não a podendo levar. Foi tirado da cruz por José e Nicodemos. o véu do templo rasgado em duas partes de cima abaixo. e à Mãe a S.30.40-42 / Mt 27. rei dos Judeus». Jo 19.34] Primeiro. logo que o viram. Disse sete palavras na cruz: Rogou pelos que o crucificavam.26 / Lc 23. 297 – MISTÉRIOS PASSADOS NA CRUZ.38.33b. Pilatos. 15. disse: «Tudo está consumado». Mc 15. ferido com a lança o seu lado. Mc 15. Marcos.43. 26. encomendou a S.23-24-Mt 27. e os soldados fizeram uma coroa de espinhos e puseram-lha sobre a cabeça e vestiram-no de púrpura e aproximavamse dele e diziam: «Deus te salve. Segundo. Terceiro.39-40-Mc 15. Jo 19.38-39 / Jo 19. as sepulturas abertas.13-16 / Mt 27. Terceiro.51-52 / Mt 27. e deram-lhe fel e vinagre.34. O sol ficou escurecido.34. manou água e sangue. . Herodes torna-o a enviar a Pilatos.65-66] Primeiro. perdoou ao ladrão.

Maria. Lc 24. Cristo nosso Senhor apareceu-lhes. até que.11-18] Primeiro. detém-se ali. ao dar-lhes a . e esteve com eles. Terceiro. último capítulo [Vita Christi. 299 – A RESSURREIÇÃO DE CRISTO NOSSO SENHOR. Lucas.13-24 / 25-26 / 29-33. Aparece aos discípulos que iam para Emaús. 301 – TERCEIRA APARIÇÃO São Mateus. viu só os panos com que fora coberto o corpo de Cristo nosso Senhor. No último capítulo de São Lucas [Vita Christi. Jesus disse-lhes: «Não temais. Mc 16. Tendo ouvido das mulheres que Cristo estava ressuscitado.8 / Mt 28.4. Mt 28. Pensando S. no caminho. A pedido deles. depois de idas as outras. Segundo. último capítulo [Vita Christi. e apareceu a Simão». Jo 20.9-12. querendo anunciar aos discípulos a ressurreição do Senhor. falando de Cristo. dizendo-lhes: «Deus vos salve». Pedro depressa ao sepulcro. ide e dizei a meus irmãos que vão para a Galileia.1-3 / Mc 16. não está aqui». mãe de Tiago e Salomé ao sepulcro. Lc 24. 300 – SEGUNDA APARIÇÃO. SUA PRIMEIRA APARIÇÃO [Vita Christi] Primeiro. foi S.Segundo. Foi levado o corpo ao sepulcro e ungido e sepultado. porque ali me verão». Repreende-os. Segundo.10] Primeiro. apareceu-lhe Cristo e por isso os apóstolos diziam: «Verdadeiramente o Senhor ressuscitou. se tem como dito.34. dizendo: «Quem nos levantará a pedra da porta do sepulcro?» Segundo. Entrando no sepulcro. muito de manhã.9 / Mt 28. 1-11 [Vita Christi . Apareceu a Maria que ficou perto do sepulcro. Apareceu à Virgem Maria. já ressuscitou. Terceiro. 302 – QUARTA APARIÇÃO. 303 – QUINTA APARIÇÃO. como está escrito: «Também vós estais sem entendimento?». ainda que se não diga na Escritura. e elas aproximaram-se. ao dizer que apareceu a tantos outros. o que. Segundo.6b / Mc 16. Vão. Saem as Marias do sepulcro. e mais nada. com temor e grande gozo. Foram postos guardas. Marcos. mostrando pelas Escrituras que Cristo tinha de morrer e ressuscitar: «Ó ignorantes e tardos de coração para crer tudo o que disseram os profetas! Não era necessário que Cristo padecesse e assim entrasse na sua glória?» Terceiro.9-Jo 20.35] Primeiro. Pedro nestas coisas. Terceiro. prostraram-se a seus pés e adoraram-no.1-10] Primeiro. capítulo 16. Vêem a pedra levantada e o anjo que diz: «Buscais Jesus de Nazaré. porque a Escritura supõe que temos entendimento. Maria Madalena. Terceiro.

19 / 22-23] Primeiro. dizendo-lhes: «Recebei o Espírito Santo. estando as portas fechadas. 304 – SEXTA APARIÇÃO João. «não podiam tirá-la. porque estava ausente na aparição precedente. Terceiro. 308 – DÉCIMA APARIÇÃO Primeira epístola aos Coríntios. disse: «A paz esteja convosco». dizendo: «Meu Senhor e meu Deus». 305 – SÉTIMA APARIÇÃO João. Tomé acreditou. sobre a caridade. excepto Tomé. E eles. .6a] «Depois foi visto por mais de quinhentos irmãos juntos». São Tomé. Apareceu-lhes Jesus. por ordem do Senhor. não tinham apanhado nada.16 / 17. Cristo aparece-lhes e diz: «Foi-me dado todo o poder na céu e na terra». Pedro deitou-se ao mar. Segundo. Segundo. e não queiras ser incrédulo. Tomé: «Mete aqui o teu dedo e vê a verdade. 20. João reconheceu Jesus. Enviou-os por todo o mundo a pregar. os quais. capítulo 15. ser-lhes-ão perdoados». estando no meio deles. 307 – NONA APARIÇÃO Mateus. disseram aos discípulos como o tinham conhecido na comunhão. Os discípulos. três vezes. Os discípulos estavam reunidos «por medo dos Judeus». disse: «Se não o vir não acreditarei». Disse-lhe Cristo: «Bem-aventurados os que não viram e creram». vão ao monte Tabor. desapareceu. Deu-lhes a comer parte de um peixe assado. e veio ter com Cristo. Aparece-lhes Jesus.comunhão. examinando-o. Segundo.24-25 / 26-27 / 28-29] Primeiro. mas fiel». Dá-lhes o Espírito Santo. por toda a noite. estando as portas fechadas. primeiro. último capítulo [Vita Christi.6 [1Cor 15. cf. por ordem de Jesus. Jesus aparece a sete dos seus discípulos que estavam pescando. pela grande quantidade de peixes». e encomendou as ovelhas a S. Terceiro. Pedro. Mt 28. e um favo de mel.33ss / Jo 20. capítulo 20 [Vita Christi. Pedro: «É o Senhor». dizendo: «Ide e ensinai todas as gentes. Segundo. Lc 24. 306 – OITAVA APARIÇÃO João. S. último capítulo [Vita Christi. regressando. Jo 21.15-17] Primeiro. incrédulo.18 / 19] Primeiro. àqueles a quem perdoardes os pecados.12-13. S.24-29 [Vita Christi. e diz a S. Por este milagre. e disse a S. e lançando a rede. Terceiro.1-6 / 7 / 9-10. Jo 20. daí a oito dias. e. Terceiro. e disse-lhe: «apascenta as minhas ovelhas». baptizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo».

apareceu.309 – UNDÉCIMA APARIÇÃO Primeira epístola aos Coríntios. 315 – Segunda [regra]. como piamente se medita e se lê na vida dos Santos. depois de os ter de lá tirado. Nas pessoas que se vão intensamente purificando de seus pecados. o modo de agir é contrário ao da primeira regra.50-Act 1. de vossos olhos é levado para o céu. inquietando com falsas razões. [B.7a] «Apareceu depois a São Tiago».8/ Credo / 1Cor 15. e uma nuvem fê-lo desaparecer aos seus olhos. Nas pessoas que vão de pecado mortal em pecado mortal. capítulo 15. mandou-lhes que em Jerusalém esperassem o Espírito Santo prometido.9 / Act 1. 1. para que . Act 1. Com estas pessoas o bom espírito usa um modo contrário: punge-lhes e remorde-lhes a consciência pelo instinto da razão. Segundo. 314 – Primeira Regra. Levou-os ao monte das Oliveiras e. Estando eles a olhar para o céu. e subindo de bem em melhor no serviço de Deus nosso Senhor. dizem-lhes os anjos: «Homens da Galileia. durante quarenta dias.11] Primeiro. 312 – ASCENSÃO DE CRISTO NOSSO SENHOR Actos. entristecer e pôr impedimentos.3-4-Lc 24. aos discípulos e conversava com eles. capítulo 15. em presença deles. dando-lhes muitas provas e sinais e falando-lhes do Reino de Deus. fazendo-lhes imaginar deleitações e prazeres sensuais. porque estais a olhar para o céu? Este Jesus que. depois da Ascensão: «Finalmente apareceu-me a mim como a um aborto». REGRAS PARA VÁRIOS DISCERNIMENTOS] 313 – Regras para de alguma maneira sentir e conhecer as várias moções que se causam na alma: as boas para as aceitar e as más para as rejeitar. 310 – DUODÉCIMA APARIÇÃO [Vita Christi] Apareceu a José de Arimateia. para mais as conservar e fazer crescer em seus vícios e pecados. virá do mesmo modo que o vistes ir ao céu». Porque então é próprio do mau espírito morder. Terceiro. Paulo. e. e tornado a tomar o seu corpo. muitas vezes.1-12 [Vita Christi. 311 – DÉCIMA TERCEIRA APARIÇÃO Primeira epístola aos Coríntios.10.7 [1Cor 15. Apareceu também em alma aos Santos Padres do Limbo. elevou-se. Depois de ter aparecido aos seus Apóstolos.7] Apareceu a S.8 [1Cor 15. e são mais próprias para a Primeira Semana. costuma ordinariamente o inimigo propor-lhes prazeres aparentes.49 / Lc 24.

ou na determinação em que estava na consolação antecedente. . O que está em desolação considere como o Senhor o deixou em prova. para nos mostrar de quanto somos capazes e até onde nos alargamos no seu serviço e louvor. se afasta de nós a consolação espiritual. consequentemente. e pense que será depressa consolado. facilitando e tirando todos os impedimentos. Porque. 320 – Sétima [regra]. chamo consolação todo o aumento de esperança. quando na alma se produz alguma moção interior. quando derrama lágrimas que a movem ao amor do seu Senhor. da mesma maneira os pensamentos que provêm da consolação são contrários aos pensamentos que provêm da desolação. amor intenso. nos guia e aconselha mais o bom espírito. ainda que o não sinta claramente. pois pode [fazê-lo] com o auxílio divino. A terceira. na meditação. assim como. 316 – Terceira [regra]. 322 – Nona [regra]. inclinação a coisas baixas e terrenas. mas estar firme e constante nos propósitos e determinação em que estava. quer por outras coisas directamente ordenadas a seu serviço e louvor. quer seja pela dor se seus pecados ou da Paixão de Cristo nosso Senhor. e quando. 317 – Quarta [regra]. sem tanto dispêndio de consolações e grandes graças. na desolação. para que resista às várias agitações e tentações do inimigo. com a qual vem a alma a inflamar-se no amor de seu Criador e Senhor. o grande amor e a graça intensa. de esperança e de amor. fé e caridade e toda a alegria interior que chama e atrai às coisas celestiais e à salvação de sua própria alma. como se disse na Sexta regra. na consolação. lágrimas nem nenhuma outra consolação espiritual. no dia anterior a essa desolação. assim. A segunda. com que sintamos internamente que não depende de nós fazer vir ou conservar devoção grande. lágrimas. Uma vez que no tempo de desolação não devemos mudar as resoluções anteriores. mas que tudo é dom e graça de Deus nosso Senhor. preguiçosos ou negligentes em nossos exercícios espirituais. ficando-lhe contudo graça suficiente para a salvação eterna. Desolação espiritual. aquietando-a e pacificando-a em seu Criador e Senhor. por exemplo insistindo mais na oração. Três são as causas principais por que nos achamos desolados: A primeira é por sermos tíbios. em examinar-se muito e em alargar-nos nalgum modo conveniente de fazer penitência. Em tempo de desolação. aproveita muito reagir intensamente contra a mesma desolação. 318 – Quinta [regra]. Finalmente. Consolação espiritual. consolações. achando-se [a alma] toda preguiçosa. como obscuridade da alma. por nossas faltas. inspirações e quietude. e como que separada de seu Criador e Senhor. para nos dar verdadeira informação e conhecimento. perturbação. Chamo consolação. tíbia. inquietação proveniente de várias agitações e tentações que levam a falta de fé. [nos guia e aconselha] o mau. Porque assim como a consolação é contrária à desolação. se puser as diligências contra essa desolação. 321 – Oitava [regra]. E assim. porque o Senhor lhe subtraiu o seu muito fervor. E para que não façamos ninho em propriedade alheia.não se vá para a frente. nunca fazer mudança. a não ser no Criador de todas elas. O que está em desolação trabalhe por manter-se na paciência que é contrária às vexações que lhe advêm. nenhuma coisa criada sobre a face da terra pode amar em si mesma. com cujos conselhos não podemos tomar caminho para acertar. triste. 319 – Sexta [regra]. que sempre lhe fica. E é próprio do bom [espírito] dar ânimo e forças. Chamo desolação a todo o contrário da terceira regra. nas suas potências naturais. para que ande para diante na prática do bem. E também.

323 – Décima [regra]. fazendo o diametralmente oposto. perder ânimo e pôr-se em fuga. o combate pela parte mais fraca. cardiais e morais. solicita a filha dum bom pai ou a mulher dum bom marido. nem com uma tão grande malícia. 327 – Décima Quarta [regra]. fazendo a sua ronda. sem essa graça ou consolação. Porta-se também como um namorado frívolo. da mesma maneira o inimigo da natureza humana. Porque. quando a pessoa que se exercita nas coisas espirituais enfrenta. e. e por onde nos acha mais fracos e mais necessitados para a nossa salvação eterna. 326 – Décima Terceira [regra]. quer que as suas palavras e insinuações fiquem secretas. quando a filha descobre ao pai. quando o inimigo da natureza humana vem com as suas astúcias e sugestões à alma justa. Pelo contrário.elevando o nosso entendimento a alguma soberba ou vanglória. em campanha. Porque assim como é próprio da mulher. as tentações do inimigo. a vingança e a ferocidade da mulher é muito grande e se torna desmedida. falando com má intenção. porque conclui que não poderá levar a cabo a maldade começada. dando em fuga com suas tentações. mas pesa-lhe muito. examina todas as nossas virtudes teologais. E. atribuindo a nós a devoção ou as outras formas de consolação espiritual. se o homem começa a fugir e perde a coragem. e são mais convenientes para a Segunda Semana 329 – Primeira [regra]. não há besta tão feroz sobre a face da terra. 325 – Duodécima [regra]. ou a mulher ao marido. e forte. O que está consolado procure humilhar-se e abater-se quanto puder. em suas moções. se a pessoa que se exercita começa a ter temor e a perder ânimo em sofrer as tentações. pelo contrário. 328 – Regras para o mesmo efeito com maior discernimento de espíritos. assim como um homem frívolo. pelo contrário. por aí nos ataca e procura tomar-nos. e tome novas forças para então. dar verdadeira alegria e gozo espiritual. pelo contrário. quer e deseja que sejam recebidas e tidas em segredo. que. O que está em consolação pense como se haverá na desolação que depois virá. Da mesma maneira. muito lhe desagrada. é próprio do inimigo enfraquecer e perder ânimo. ante a condescendência. querendo ficar no segredo e não ser descoberto. na prossecução de sua perversa intenção. quando briga com um homem. e tome forças no seu Criador e Senhor. Da mesma maneira. quando o homem lhe mostra rosto firme. porque facilmente deduz que não poderá realizar a empresa começada. Comporta-se também como um chefe militar para vencer e roubar o que deseja. a ira. quando a alma as descobre ao seu bom confessor ou a outra pessoa espiritual que conheça seus enganos e maldades. Porque. no tempo da desolação. O inimigo porta-se como uma mulher: fraco ante a resistência. ao serem descobertos seus evidentes enganos. suas palavras frívolas e sua intenção depravada. sem medo. como o inimigo da natureza humana. o que está em desolação pense que pode muito com a graça suficiente para resistir a todos os seus inimigos. É próprio de Deus e dos seus anjos. tirando toda a tristeza e perturbação que o . pensando para quão pouco é. e. assim como um capitão e chefe dum exército. depois de assentar arraiais e examinar as forças ou a disposição dum castelo. 324 – Undécima [regra].

procurar sair-se. Porque. até trazê-la à sua intenção depravada. por provir só de Deus nosso Senhor. sair. muitas vezes. e o mau [anjo] toca agudamente. tranquilidade e quietude que antes tinha. e quando é semelhante. 335 – Sétima [regra]). que se disfarça em anjo de luz. Porque. inclinando a tudo bem. pode consolar a alma. a quem Deus dá essa consolação. 331 – Terceira [regra]. por seu próprio raciocínio [feito] de relações e deduções de conceitos e juízos. pouco a pouco. 332 – Quarta [regra]. Naqueles que progridem de bem em melhor. produzir moção na alma. quando é contrária. subtilezas e contínuas falácias. com ruído e agitação. e para ulteriormente trazêla à sua perversa intenção e maldade. forma diversas resoluções e opiniões que não são dadas imediatamente por Deus nosso Senhor. entram silenciosamente. o bom anjo toca-lhes a alma doce. ou a enfraquece. A causa desta diversidade está na disposição da alma ser contrária ou semelhante à dos ditos anjos. . verificar logo o decurso dos pensamentos que ele lhe trouxe. e o princípio deles. e aos que vão de mal em pior. é claro sinal que procede do mau espírito. Deste é próprio lutar contra a alegria e consolação espiritual. para fins contrários: o bom anjo para proveito da alma. Quando a consolação é sem causa. mediante seus actos de entendimento e vontade. É próprio do anjo mau. os mesmos espíritos tocam-nos de modo oposto. de maneira perceptível. em que a alma fica quente e favorecida com o favor e os restos da consolação passada. 336 – Oitava [regra]. conhecida e notada. assim o anjo bom como o mau. Só a Deus nosso Senhor pertence dar consolação à alma sem causa precedente. como quando a gota de água cai sobre a pedra. antes de se lhes dar pleno crédito e de se porem em prática. 334 – Sexta [regra]. é necessário examiná-las muito bem. trazendo-a toda ao amor de sua divina majestade. afim de que cresça e suba de bem em melhor. como dissemos [330]. sem nenhum prévio sentimento ou conhecimento de algum objecto pelo qual venha essa consolação. de porta aberta. e como. trazendo a alma aos seus enganos encobertos e perversas intenções. como em casa própria. isto é. neste segundo tempo. leve e suavemente. Digo: sem causa. ou pelo bom espírito ou pelo mau. Quando o inimigo da natureza humana for sentido e conhecido pela sua cauda serpentina e pelo mau fim a que induz. e o mau anjo para o contrário. com muita vigilância e atenção. contudo a pessoa espiritual. acaba nalguma coisa má. daí por diante. deve observar e distinguir. é sinal do bom anjo. procurou fazê-la descer da suavidade e gozo espiritual em que estava. embora nela não haja engano. Mas se o decurso dos pensamentos que traz. se guarde.inimigo suscita. entrar com o que se acomoda à alma devota e sair com o que lhe convém a si. ou inquieta. E. como gota de água que penetra numa esponja. 330 – Segunda [regra]. Se o princípio. entram com ruído e comoção. ou perturba. trazer pensamentos bons e santos. [isto é]. o tempo próprio dessa consolação do tempo que se lhe segue. aproveita à pessoa que por ele foi tentada. Com causa. Para que. ou distractiva. e. meio e fim são inteiramente bons. com tal experiência. acomodados a essa alma justa. Devemos estar muito atentos ao decurso dos pensamentos. pouco a pouco. portanto. 333 – Quinta [regra]. ou menos boa que aquela que a alma antes propusera fazer. apresentando razões aparentes. Porque é próprio do Criador entrar. depois. de seus habituais enganos. inimigo do nosso proveito e salvação eterna. tirando-lhe a sua paz.

examinando e verificando. em todos os estados de vida. A primeira é que o amor que me move e me faz dar a esmola. em parte. Quando alguém se sente inclinado ou afeiçoado a algumas pessoas às quais quer distribuir esmolas. nem mais nem menos. e. Quero considerar. restringir e reduzir. Conforme a isto. a primeira davam aos pobres. Considerando como me acharei no dia de Juízo. contudo no cálculo e quantidade do que há-de tomar e aplicar a si mesmo do que tem para dar a outros. 340 – Terceira [regra]. pelas regras acima mencionadas. Quero imaginar um homem a quem nunca tenha visto nem conhecido. na sua maneira de distribuir esmolas. detenha-se e reflicta bem sobre as quatro regras precedentes [184-187]. como se estivesse em artigo de morte. tenha totalmente tirado e afastado a sua afeição desordenada. desça do alto. procedendo eu assim. nível social e estado das pessoas. guardando as proporções e tendo em conta a condição. pensar bem como então quereria ter usado deste ofício e cargode distribuir esmolas. conforme a essas regras. A regra que então desejaria ter tido. e tomavam a terceira para sustento de si mesmos e de sua família. não dê a esmola. quando a pessoa é chamada por nosso Deus e Senhor. no cargo e estado que tem. 342 – Quinta [regra]. no cargo da minha administração. e que na causa por que as amo. 345 – As Notas seguintes ajudam a discernir e compreender . Joaquim e S. que é Cristo nosso Senhor. modelo e regra nossa. e regulando-me por ela. desejando-lhe eu toda a perfeição. Agostinho) determina e manda que a mobília do bispo seja comum e pobre. deverei atender a quatro coisas das quais se falou. para este ministério. a sua afeição. transpareça Deus. o terceiro Concílio Cartaginês (no qual esteve S. Assim. de forma que eu sinta primeiro em mim que o amor maior ou menor que tenho a essas pessoas é por Deus. 341 – Quarta [regra].337 – No ministério de distribuir esmolas devem-se guardar as regras seguintes 338 – Primeira [regra]. e. 344 – Sétima [regra]. para a maior glória de Deus nosso Senhor e maior perfeição de sua alma. Pelas razões já expostas e por muitas outras. 343 – Sexta [regra]. no estado matrimonial. 339 – Segunda [regra]. no que se refere às despesas pessoais e domésticas. é sempre melhor e mais seguro. há lugar para dúvida de culpa e excesso. que procedimento desejaria eu que ele seguisse. A mesma consideração se deve fazer. para os distribuir. a forma e medida que quereria então ter seguido. Por isso pode reformar-se no que se refere à sua vida e estado. E. segui-la-ei nos actos da minha distribuição [186]. Ainda que não há culpa em tomar os bens de Deus nosso Senhor. guardarei a mesma regra e a medida que desejaria que ele seguisse e que julgo ser a melhor [185]. Se eu faço a distribuição a parentes ou amigos ou a pessoas a quem tenho afeição. até que. tê-la agora [187]. e conformar-se quanto puder com o nosso Sumo Pontífice. o mais possível. ao tratar da eleição [184-187]. à luz delas. do amor de Deus nosso Senhor. a segunda ao ministério e serviço do templo. temos o exemplo de S. Ana que dividiam os seus bens em três partes.

depois de ter pisado casualmente uma cruz de palha. separando-a muito de toda a aparência de pecado. o inimigo procura engrossá-la mais. 350 – Quinta [nota]. por exemplo. não é de pouco proveito para a alma que se dá a exercícios espirituais. trazendo-lhe razões aparentes de vanglória ou de outra coisa. e como S. acontece que alguém. Contudo sinto nisto perturbação. então o inimigo. Depois de ter pisado aquela cruz. 351].. isto é propriamente um juízo erróneo e não propriamente um escrúpulo. O primeiro escrúpulo. O inimigo observa muito se a alma é grosseira ou delicada. enquanto por um lado duvido e por outro não duvido. vem-me de fora um pensamento de que pequei e. para totalmente se tranquilizar. que pecou. quando vê que não a pode fazer cair em coisa que pareça pecado. 351 – Sexta [nota]. que é a nossa santa Mãe a Igreja hierárquica. o da primeira nota. Deposto todo o juízo próprio. imagina. procurará que faça pouco dos mortais. durante algum tempo.351] 348 – Terceira [nota]. por outro lado. e se algum caso fazia antes. numa palavra ou pensamento sem importância. a saber: se o inimigo quer embotá-la. etc. [170] . deve sempre proceder de maneira contrária à do inimigo [319. ou ao menos não lhe é contrária. então deve elevar o pensamento para o seu Criador e Senhor. o da segunda nota. Pelo contrário. procura torná-la ainda mais delicada. [32. em grande maneira. porque é um verdadeiro erro. a saber. e também se o inimigo procura afiná-la. e se vê que [essa palavra ou acção] é para seu devido serviço. Bernardo responder ao inimigo: «nem o comecei por ti. mas o segundo. por exemplo. deve muito aborrecer-se. por exemplo: se antes não fazia caso dos pecados veniais. 349 – Quarta [nota]. Isto é que é propriamente um escrúpulo e uma tentação que o inimigo me sugere. Assim. 347 – Segunda [nota]. ou depois de ter pensado ou dito ou feito qualquer outra coisa. e com as tradições dos nossos maiores. guardem-se as regras seguintes 353 – Primeira [regra]. para mais a perturbar e arruinar. deve agir de maneira diametralmente oposta a essa tentação. purifica e limpa essa alma. Se é delicada. até ao extremo. a alma procure consolidar-se no meio termo. a saber: quando eu livremente imagino que é pecado aquilo que não é pecado. devemos ter o espírito preparado e pronto para obedecer em tudo à verdadeira Esposa de Cristo. em conformidade com a Igreja. procura fazê-la imaginar pecado onde não há pecado. nem por ti o acabarei». como. que seja para glória de Deus nosso Senhor. para a levar ao excesso. procurará que muito menos ou nenhum faça agora. por exemplo. Quando essa boa alma quere dizer ou fazer alguma coisa. Se a alma é grosseira. nosso Senhor. 352 – Para o verdadeiro sentido que devemos ter na igreja militante. A alma que deseja progredir na vida espiritual.os escrúpulos e as insinuações do nosso inimigo 346 – Primeira [nota]. a alma deve procurar tornar-se mais delicada. se vê que uma alma não consente em pecado mortal nem venial nem sequer em aparência de pecado deliberado. conforme a palavra de S. parece-me a mim que não pequei. Chama-se vulgarmente escrúpulo o que provem do nosso próprio juízo e liberdade. e lhe vem de fora um pensamento ou tentação para não dizer nem fazer essa coisa. Gregório: «É próprio das almas boas ver falta onde não há nenhuma». por seu próprio juízo.

Louvar as relíquias dos Santos. Louvar a confissão ao sacerdote e a recepção do Santíssimo Sacramento. mas também externas. quando dizemos. Louvar a assistência frequente à missa. pobreza e castidade e de outras perfeições de superrogação. das quatro têmporas. na sua ausência. com as condições requeridas e devidas. etc.15] 357 – Quinta [regra]. 362 – [Décima regra]. na presença de simples fiéis. Boaventura e o Mestre das Sentenças. sexta e sábado. não somente internas. e refutar e explicar mais todos os erros e todos os sofismas. Louvar muito a vida religiosa. uma vez no ano. e muito melhor. Louvar os ornamentos e os edifícios das igrejas e também as imagens e venerá-las pelo que representam. tais como S. mesmo que a conduta de alguns não fosse tal [como deveria ser] . venerando-as a elas e rezando-lhes a eles. Porque não pouco nos enganamos neste ponto. E assim. Porque. é . como os votos se fazem sobre coisas que se aproximam mais da perfeição evangélica. para em tudo amar e servir a Deus. quer temporais quer espirituais. de modo nenhum para os criticar. Tomás. Agostinho e S. [82] 360 – [Oitava regra]. e. Louvar finalmente todos os preceitos da Igreja. mas ainda iluminados e esclarecidos pela graça divina. [41] 363 – [Undécima regra]. tendo prontidão de espírito para buscar razões para os defender. É de notar que. cânones e constituições da nossa Santa Mãe Igreja. porque assim como é mais próprio dos doutores positivos. 358 – [Sexta regra]. e também a determinação de horas destinadas para todo o ofício divino e para toda a oração e todas as horas canónicas. 364 – [Duodécima regra]. 361 – [Nona regra]. [14. [18] 355 – Terceira [regra]. S. Gregório. como as da quaresma. de obediência. Louvar os votos religiosos. Jerónimo. ou em pregações públicas ou em conversas. e muito mais. mover os afectos. Devemos evitar fazer comparações entre os que estamos vivos e os bem aventurados de outrora. originaria mais críticas e escândalo do que proveito. em cada mês. e não louvar tanto o matrimónio como nenhuma destas. não só se aproveitam da exacta inteligência da Sagrada Escritura e dos Santos Doutores positivos. bulas da cruzada e velas acesas nas igrejas. por exemplo: «Este sabe mais que Santo Agostinho. assim pode ser proveitoso falar da sua má conduta às pessoas que lhes podem dar remédio. indulgências. de oito em oito dias.. e igualmente cantos. salmos e longas orações. falar contra ela. as coisas necessárias à salvação eterna. Louvar estações. Porque os doutores escolásticos. peregrinações. nosso Senhor. Louvar a doutrina positiva e escolástica. como são mais modernos. Devemos ser mais prontos para aprovar e louvar tanto as directrizes e recomendações como o comportamento dos nossos Superiores [do que para os criticar]. 359 – [Sétima regra]. diante do povo humilde. definir ou explicar para os nossos tempos [369]. vigílias. assim é mais próprio dos escolásticos. tais como S. De maneira que assim como é prejudicial falar mal dos Superiores. o povo viria a irritar-se contra os seus superiores. etc. 356 – Quarta [regra]. Louvar constituições sobre jejuns e abstinências. na igreja e fora dela. S.354 – Segunda [regra]. como de ser comerciante ou de casar-se. não se devem fazer de coisas que nos apartam dessa perfeição. a virgindade e a continência. e também as penitências. jubileus. ajudam-se também dos concílios. etc.

Habitualmente não devemos falar muito de predestinação. devemos acautelar-nos de que. Porque é pelo mesmo Espírito e Senhor nosso. Embora devamos estimar sobretudo o serviço intenso de Deus. mas se. devemos contudo louvar muito o temor de sua divina Majestade [65]. faça-se de maneira que o povo simples não venha a cair nalgum erro. 366 – [Décima quarta regra]. como acontece. se falar. se a Igreja hierárquica assim o determina. [2] 365 – [Décima terceira regra]. e com muita insistência. Embora seja muito verdade que ninguém se pode salvar sem ser predestinado. sua esposa. acreditar que é negro. quer antes da fé ser informada pela caridade quer depois. E. sobretudo nos nossos tempos tão perigosos. Também não devemos falar tão abundantemente nem com tanta insistência. ao falar muito da fé. E assim relaxam-se e descuidam as obras que conduzem à salvação e ao proveito espiritual de suas almas. é outro São Paulo. esposo. contudo deve-se ter muito cuidado no modo de falar e de se expressar sobre todas estas coisas. com ajuda da graça divina. quando outra coisa melhor e mais útil não se pode conseguir. e sem ter a fé e a graça. Da mesma forma. e não é por eu fazer bem ou mal que pode acontecer outra coisa. que eu vejo. em santidade. ajuda muito a sair do pecado mortal. sem alguma distinção e explicação. já está determinado. nosso Senhor. por ser inseparável do amor divino. para maior louvor de sua divina majestade.outro ou mais que São Francisco. ao dizer: «se tenho de me salvar ou condenar. 369 – [Décima sétima regra]. Porque creio que entre Cristo. nosso Senhor. algumas vezes. FIM ALMA DE CRISTO Alma de Cristo santificai-me Corpo de Cristo salvai-me Sangue de Cristo inebriai-me Água do lado de Cristo lavai-me Paixão de Cristo confortai-me Ó Bom Jesus ouvi-me Nas vossas chagas escondei-me . Para em tudo acertar. devemos estar sempre dispostos a que o branco. por puro amor. que nos deu os dez mandamentos que é dirigida e governada a nossa Santa Mãe Igreja. em bondade. mas não de tal forma e com tais modos. facilmente se chega ao temor filial que é totalmente aceite e agradável a Deus. etc». não demos ao povo ocasião de ser desleixado e preguiçoso nas obras. da graça que se gere o veneno de suprimir a liberdade. quanto seja possível. 370 – [Décima oitava regra]. que as obras e o livre arbítrio sofram algum prejuízo ou sejam tidos por coisa de nenhuma importância. e a Igreja. nosso Senhor. de alguma maneira e algumas vezes. mas mesmo o temor servil. 367 – [Décima Quinta regra]. 368 – [Décima sexta regra]. De maneira que da fé e da graça pode falar-se. uma vez que se sai dele. Porque não somente o temor filial é coisa piedosa e santíssima. não há senão um mesmo Espírito que nos governa e dirige para a salvação das nossas almas.

NO MÊS DE JUNHO DO ANO DA GRAÇA DE 1999 . Amém.Não permitais que me separe de Vós Do inimigo maligno defendei-me Na hora da minha morte chamai-me E mandai-me ir para Vós Para que vos louve com os vossos Santos Por todos os séculos dos séculos. – BRAGA E IMPRESSO NA ENCANOR – LOMAR – BRAGA PARA A LIVRARIA A. EXERCÍCIOS ESPIRITUAIS FOI COMPOSTO NA EDITORIAL A. I. O.