You are on page 1of 258

Apostila de Matemática Básica

Assunto:

MATEMÁTICA BÁSICA
Coleção Fundamental

i

Sumário
Unidade 1 – Revisão de Tópicos Fundamentais do Ensino Médio ........................................ 04
1.1 Apresentação ................................................................................................................... 04
1.2 Simbologia Matemática mais usual .................................................................................. 04
1.3 Conjuntos Numéricos ....................................................................................................... 05
1.4 Operações com Números Relativos .................................................................................. 07
1.4.1 Soma ou Adição ................................................................................................... 07
1.4.2 Subtração ou Diferença ......................................................................................... 08
1.4.3 Multiplicação........................................................................................................ 09
1.4.4 Divisão ................................................................................................................. 09
1.4.5 Potenciação .......................................................................................................... 10
1.4.6 Radiciação ............................................................................................................ 11
1.4.7 Produto ................................................................................................................. 14
1.4.8 Expoente Nulo ...................................................................................................... 15
1.4.9 Expoente Negativo ............................................................................................... 15
1.4.10 Expoente Fracionário ............................................................................................ 16
1.4.11 Emprego de Potências de Dez para simplificar a representação de certos
números................................................................................................................ 16
1.5 Produtos Notáveis ............................................................................................................ 16
1.5.1 Quadrado de um binômio...................................................................................... 16
1.5.2 Produto da Soma de dois termos pela diferença entre eles ..................................... 17
1.5.3 Cubo de um binômio ............................................................................................ 17
1.6 Equações.......................................................................................................................... 19
1.6.1 Equação do 1.º grau com uma Incógnita ............................................................... 19
1.6.2 Equação do 2.º grau com uma Incógnita ............................................................... 20
1.7 Progressão Aritmética (P. A.) ........................................................................................... 22
1.7.1 Definição .............................................................................................................. 22
1.7.2 Classificação ........................................................................................................ 22
1.7.3 Termo Geral ......................................................................................................... 23
1.7.4 Propriedades ......................................................................................................... 23
1.7.5 Soma dos n primeiros termos de uma P. A. ........................................................... 25
1.8 Progressão Geométrica (P. G.) ......................................................................................... 28
1.8.1 Definição .............................................................................................................. 28
1.8.2 Classificação ........................................................................................................ 29
1.8.3 Termo Geral ......................................................................................................... 29
1.8.4 Propriedades ......................................................................................................... 30
1.8.5 Soma dos n primeiros termos de uma P. G. ........................................................... 32
1.9 Coordenadas Cartesianas no Plano ................................................................................... 35
1.10 Equação reduzida da Reta ................................................................................................ 37
1.11 Noção de Aplicação ......................................................................................................... 42
1.12 Exercícios Propostos ........................................................................................................ 43
1.13 Respostas dos Exercícios Propostos ................................................................................. 46
1.14 Números Complexos ........................................................................................................ 47
1.14.1 Introdução ............................................................................................................ 47
1.14.2 Potências de j........................................................................................................ 50
1.14.3 Representações e Formas de um Número Complexo ............................................. 51
a) Representações ............................................................................................... 51
b) As Fórmulas de Euler e suas decorrências ....................................................... 54
i

c) Formas ............................................................................................................ 55
c.1) Cartesiana ou Retangular ......................................................................... 55
c.2) Trigonométrica ........................................................................................ 55
c.3) Exponencial ou de Euler .......................................................................... 55
c.4) Polar ou de Steinmetz .............................................................................. 55
c.5) Algumas Formas Polares Especiais .......................................................... 60
c.6) Complexo Conjugado .............................................................................. 60
1.14.4 Operações com Números Complexos.................................................................... 62
a) Igualdade ........................................................................................................ 62
b) Adição e Subtração ......................................................................................... 62
c) Multiplicação .................................................................................................. 67
d) Divisão ........................................................................................................... 69
e) Potenciação..................................................................................................... 71
f) Radiciação ...................................................................................................... 74
1.14.5 Desigualdade do Triângulo ................................................................................... 82
1.14.6 Curvas e Regiões no Plano Complexo .................................................................. 84
a) Circunferência ................................................................................................ 84
b) Disco Fechado ................................................................................................ 86
c) Disco Aberto................................................................................................... 87
d) Exterior da Circunferência .............................................................................. 87
e) Coroa Fechada ................................................................................................ 88
f) Coroa Aberta .................................................................................................. 88
g) Circunferência Unitária ................................................................................... 88
h) Reta que une dois pontos ................................................................................ 89
1.15 Exercícios Propostos sobre Números Complexos ............................................................. 90
1.16 Respostas dos Exercícios Propostos sobre Números Complexos ...................................... 97
Unidade 2 – Somatórios, Produtórios e uma Introdução às Medidas de Posição ............... 115
2.1 Introdução aos Somatórios ............................................................................................. 115
2.2 Definição formal de somatório ....................................................................................... 116
2.3 Propriedades dos Somatórios ......................................................................................... 118
2.4 Somatório Duplo ............................................................................................................ 125
2.5 Propriedade dos Somatórios Duplos ............................................................................... 127
2.6 Exercícios Propostos sobre Somatórios .......................................................................... 128
2.7 Respostas dos Exercícios Propostos sobre Somatórios.................................................... 132
2.8 Introdução aos Produtórios ............................................................................................. 134
2.9 Definição Formal de Produtório ..................................................................................... 134
2.10 Propriedades dos Produtórios ......................................................................................... 135
2.11 Exercícios Propostos sobre Produtórios .......................................................................... 137
2.12 Respostas dos Exercícios sobre Produtórios ................................................................... 139
2.13 Introdução às Medidas de Posição .................................................................................. 140
2.14 Média Aritmética – Dados Não-agrupados ..................................................................... 140
2.15 Média Aritmética – Dados Agrupados............................................................................ 141
2.16 Média Geral ................................................................................................................... 143
2.17 Média Geométrica – Dados Não-agrupados ................................................................... 143
2.18 Média Geométrica – Dados Agrupados .......................................................................... 144
2.19 Média Harmônica – Dados Não-agrupados .................................................................... 145
2.20 Média Harmônica – Dados Agrupados ........................................................................... 146
2.21 Exercícios Propostos sobre Medidas de Posição ............................................................. 149

ii

2.22 Exercícios de Revisão sobre Medidas de Posição ........................................................... 151
2.23 Respostas dos Exercícios Propostos sobre Medidas de Posição ...................................... 152
2.24 Respostas dos Exercícios de Revisão sobre Medidas de Posição..................................... 152
Unidade 3 – Matrizes, um primeiro enfoque........................................................................ 153
3.1. Apresentação ................................................................................................................. 153
3.2. Introdução Histórica ....................................................................................................... 153
3.3. Conceitos Fundamentais ................................................................................................ 154
3.4. Matrizes Especiais e Operações com Matrizes................................................................ 160
3.4.1 Matriz Linha ....................................................................................................... 161
3.4.2 Matriz Coluna ..................................................................................................... 161
3.4.3 Matriz Quadrada ................................................................................................. 161
3.4.4 Matriz Triangular ............................................................................................... 164
3.4.5 Matriz Diagonal .................................................................................................. 164
3.4.6 Matriz Escalar .................................................................................................... 165
3.4.7 Matriz Identidade ou Matriz Unidade ................................................................. 165
3.4.8 Matriz Nula ou Matriz Zero ................................................................................ 166
3.4.9 Igualdade de Matrizes ......................................................................................... 166
3.4.10 Transposição de matrizes .................................................................................... 167
3.4.11 Matriz Oposta ..................................................................................................... 168
3.4.12 Matriz Conjugada ............................................................................................... 169
3.4.13 Matriz Simétrica ................................................................................................. 170
3.4.14 Matriz Anti-simétrica ......................................................................................... 171
3.4.15 Matriz Hermitiana .............................................................................................. 173
3.4.16 Matriz Anti-hermitiana ....................................................................................... 173
3.4.17 Soma ou Adição de Matrizes .............................................................................. 174
3.4.18 Subtração ou Diferença de Matrizes .................................................................... 178
3.4.19 Produto de um Número Complexo por uma Matriz ............................................. 179
3.4.20 Produto de Matrizes ............................................................................................ 186
3.4.21 Matriz Periódica ................................................................................................. 204
3.4.22 Matriz Idempotente ............................................................................................ 205
3.4.23 Matriz Nilpotente ou Nulipotente........................................................................ 206
3.4.24 Polinômio de uma Matriz.................................................................................... 206
3.4.25 Matrizes em Blocos ou Partição de Matrizes ....................................................... 207
3.5 Exercícios Propostos ...................................................................................................... 211
3.6 Respostas dos Exercícios Propostos ............................................................................... 218

iii

Unidade 1
Revisão de Tópicos Fundamentais do Ensino Médio

1.1 Apresentação
Esta é a primeira unidade da disciplina Matemática 1 dos cursos da área de Informática da
Universidade Estácio de Sá.
Devido à flagrante heterogeneidade dos alunos, e já tendo tido várias turmas anteriores de
experiência, optamos por apresentar, mesmo que de forma sucinta, alguns assuntos básicos que
entendemos como sendo absolutamente fundamentais para o restante do curso, e esperamos que os
estudantes que estejam fora do “bom combate” há algum tempo, ou há muito tempo, possam
colocar suas idéias de novo em ordem, e os conceitos fundamentais nos seus devidos lugares.

1.2 Simbologia Matemática mais usual
Esperamos que o estudante conheça a seguinte simbologia:
a) =

(igual à)

b) 

(diferente de)

c)  ou



d) 

(pertence à)

e) 

(não pertence à)

f) 

(está contido)

g) 

(não está contido)

(conjunto vazio)

h)  (contém)
i)


 (não contém)

j) 

(existe pelo menos um)

k) 

(não existe)

l) |

(existe e é único)

m) |

(tal que / tais que)

n) 

(ou)

o) 

(e)

p) A B (interseção dos conjuntos A e B)
q) A  B (união dos conjuntos A e B)
4

quais sejam: a) N  0.  2.  . 5 2 3 São exemplos de números irracionais:   3. 1. e  2. b) Z  .71828 (base dos logaritmos neperianos). 154  . 3. q  É o conjunto dos números racionais. recebem nomes especiais. 3  1.  . 0. por definição. 2.  3 .73205.  é o conjunto dos números inteiros. 2. formados por todos os números racionais e irracionais. 3. 1  –3 –2 –1 1 2 2 0 3 1 2 3 2 3 Fig. 9 8 3 São exemplos de números racionais:  . etc. q  Z e q 0. e certos conjuntos numéricos são especialmente importantes devido às propriedades das operações entre seus elementos e.1 Representação gráfica de alguns elementos do conjunto R.  é o conjunto dos números inteiros não-negativos. para a Matemática. é infinita em ambos os sentidos. 4. 1.3 Conjuntos Numéricos É lógico que. 2  1.  p c) Q   x | x   sendo p  Z. d) R é o conjunto dos números reais. qualquer que seja) s)  (implica) t)  (implica e a recíproca é equivalente) u)  (donde se conclui) 1. 1. e costumamos associar tais números aos pontos de uma reta que.41421 .r)  (para todo e qualquer. os conjuntos de maior importância são aqueles formados por números.14159 (pi). etc. portanto. 1.

temos: n) Z   x | x  Z e x  0 é o conjunto dos números inteiros não positivos. 2. estamos indicando que o zero foi excluído do conjunto. y  R e é j   1 . p) R   x | x  R e x  0 é o conjunto dos números reais não positivos.  x | x  N e x  0 é o conjunto dos números naturais. l) Q   x | x  Q e x  0 é o conjunto dos números racionais não negativos m) R   x | x  R e x  0 é o conjunto dos números reais não negativos. 155 . o) Q   x | x  Q e x  0 é o conjuntos dos números racionais não positivos. 4. Assim. Quando incluímos o símbolo * (asterisco). é o conjuntos dos números complexos (voltaremos a tal assunto na seção 1. Assim.e) C  z | z  x  jy. 3. k) Z   x | x  Z e x  0  N é o conjunto dos números inteiros não negativos. Quando acrescentamos o símbolo – (menos) estamos indicando que foram excluídos todos os números positivos do conjunto.14). g) Z *  x | x  Z e x  0 h) Q *  x | x  Q e x  0 i) R*  x | x  R e x  0 j) C*  x | x  C e x  0 Quando incluímos o símbolo + (mais). 5. estamos indicando que foram excluídos todos os números negativos dos conjunto. temos: f) N*  1. sendo x  R.

Devemos notar que o zero é elemento dos conjuntos Z  . e o sinal que prevalece é o deste último. Se excluímos o zero destes conjuntos. Q  . todo número natural é inteiro. Os outros têm nomes semelhantes. quando os sinais são contrários subtraímos o menor do maior.4 Operações com Números Relativos  Ilustração 1.4.1 Soma ou Adição Quando os números têm o mesmo sinal basta conservá-lo e adicionar os números. Z  . 156 . teremos: q) Z *  x | x  Z e x  0 r) Z *  x | x  Z e x  0 s) Q *  x | x  Q e x  0 t) Q *  x | x  Q e x  0 u) R*  x | x  R e x  0 v) R*  x | x  R e x  0 O conjunto R* é chamado conjunto dos números reais estritamente positivos e R* é o conjunto dos números reais estritamente negativos. Notemos a propriedade: N*  Z  Q  R  C isto é. Se não houver nenhum sinal antes do parêntese estará implícito que o sinal será o de mais (+). todo número racional é real e todo número real é também complexo. É bom lembrar também que o sinal mais (+) antes de um parêntese não vai alterar o sinal do número que está entre parênteses. R  .1: Números relativos  3 2 1 0 1 2 3  1. ocorrendo o oposto quando o sinal antes do parêntese for o de (–). Q  . 1. todo número inteiro é racional. R  .

somar os dois números de sinais contrários obtidos. em seguida.3 (5)  (3)  (7)  (3)  (4)   (2)  (7)  (3)  (4)   (5)  (3)  (4)   (2)  (4)  2 Podemos também adicionar separadamente todas as parcelas positivas e todas as negativas e. temos: — soma das parcelas positivas: — (5)  (3)  (4)  12 — soma das parcelas negativas: 157 .  ILUSTRAÇÃO 1. o resultado obtido com o terceiro.  ILUSTRAÇÃO 1.4 Efetuando a soma do exemplo anterior. e assim por diante até a última parcela.2 a) (10)  (2)  10  2  12 b) (10)  (2)  10  2  8 c) (10)  (2)  10  2  8 d) (10)  (2)  10  2  12 Quando devemos somar mais de dois números relativos o resultado é obtido somando o primeiro com o segundo. ILUSTRAÇÃO 1.

4.3 Multiplicação 158 .  ILUSTRAÇÃO 1. enquanto que os de sinais contrários conduzem sempre à resultados negativos”. 1.— (3)  (7)  10 — soma de ambos os resultados: — (12)  (10)  2 1. procedemos como na operação anterior. no mais.2 Subtração ou Diferença Cumpre observar que o sinal de menos (–) antes de um parêntese troca o sinal do número que está entre parênteses e.4.5 a) (10)  (2)  10  2  8 b) (10)  (2)  10  2  12 c) (10)  (2)  10  2  12 d) (10)  (2)  10  2  8 Para as operações de multiplicação e divisão que virão logo a seguir vale a seguinte regra: “Números de mesmo sinal dão sempre resultado positivo.

º de repetições dos fatores iguais) a p base (é o número ou fator em questão) Conforme veremos a seguir. em módulo e em sinal.4. Assim sendo. toda potência de expoente ímpar tem o sinal de base. em uma multiplicação. sendo representada por:  expoente (n. porém.4 Divisão  Ilustração 1.5 Potenciação Quando.7 a) (10)  (2)  5 b) (10)  (2)  5 c) (10)  (2)  5 d) (10)  (2)  5 1. qualquer que seja o sinal da base. toda potência de expoente par é positiva. os fatores são todos iguais. 159 . esta operação recebe o nome de potenciação. a potência de um número é o produto de fatores iguais a este número.4. Ilustração 1.6 a) (10)  (2)  20 b) (10)  (2)  20 c) (10)  (2)  20 d) (10)  (2)  20 1.

º) Digitamos a base (2)  y x (CASIO modelo fx-82LB)  2. a seqüência de operações é simples: (a) Determinar 2 4 : 1. Em algumas calculadoras (CASIO fx 82 – LB. 3.   que depende do modelo da minicalculadora.8 a)  24   2   2 (2)   2  16 b) (2)4   2   2   2   2  16 c)  23   2   2   2  8 d) (2)3   2   2   2  8 Para executar a potenciação de um número relativo em uma minicalculadora.º) Digitamos o expoente (4)   4.º) Pressionamos a tecla exponencial  ou y  x (CASIO modelo fx-6300 G)    . (b) Determinar  2 : 4 Primeiramente digitamos a base (–2).º) Vai aparecer o número 16 no visor da calculadora. por exemplo) digitamos o número 2 e depois apertamos a tecla   para trocar o sinal para menos.º) Pressionamos a tecla exponencial     (CASIO modelo fx – 82LB) ou EXE (CASIO modelo fx – 6300G)   . Ilustração 1. 5. Em outras (CASIO fx – 6300G) apertamos a tecla – e depois 160 .   que depende do modelo da minicalculadora.

ou seja: 22  28  256 3 1. O restante da seqüência de operações é igual a do item a: tecla exponencial.6 Radiciação a) Raiz n-ésima de um número: Dizemos que um número “b” é a raiz n-ésima exata de um número “a” quando a  bn e ela é representada por n a b Denomina-se radiciação a operação pela qual se obtém a raiz n-ésima de um número. 161 .  Ilustração 1.. a radiciação é a operação inversa da potenciação. A esta altura é interessante notar a diferença entre a potenciação seqüencial e a potenciação escalonada.digitamos o número 2.4.9 a) Potenciação Seqüencial: (2)   4  64 . Nas operações exatas. que serão analisadas logo a seguir.. expoente. que também pode ser efetuada diretamente mantendo-se a base 2 3 3 e multiplicando-se os expoentes: 2 23  2 6  64 b) Potenciação Escalonada: 3 2 3 2 2 que pode ser entendida como 2 .

Neste caso não existe nenhum valor do conjunto do números reais que elevado ao índice para seja igual ao radicando. não estará mais garantida e por isso vamos considerar três casos: 1. temos uma raiz no conjunto dos números reais. Neste caso o radical admitirá duas raízes reais e simétricas no conjunto dos números reais. bem como um par complexo conjugado (vide exercício proposto 39.º) Índice ímpar. item f. No entanto.14.15). se este radicando é um número relativo a unicidade.15). da seção 1. b) Valor algébrico dos radicais: Se o radicando é considerado em valor absoluto (módulo).º) Índice par e radicando positivo. a radiciação é uma operação unívoca.O sinal é o radical  Temos então: O número " a" é o radicando O número " n" é o índice do radical  Assim sendo 9  3 porque 32  9 3 8  2 porque 23  8 No caso de n = 2 a raiz se diz quadrada e não é usual escrever este índice no radical. No caso de n = 3 a raiz se diz cúbica. 162 . em alguns casos. mas este índice aparece no radical. Este assunto será abordado na seção 1. item j da seção 1. 2. tendo o mesmo sinal que o radicando.º) Índice para e radicando negativo. 3. Sendo o índice do radical um número ímpar. e (n – 1) raízes no conjunto dos números complexos (vide exercício proposto 38.

e devemos ter em mente que se desejamos o valor algébrico da raiz a resposta completa é  5.º) Pressionamos as teclas 2nd F e y x a fim de convocar a operação x y 3.º caso  tal assunto será abordado na seção 1.º) Pressionamos a tecla  5.10   82  64  64   8 pois      8  64 1.º caso  4 4  625  5 pois  5  625  4   5  625  5  32  2 pois  25  32 2.º) Digitamos o radicando 625 2.º caso 5 5   32  2 pois  2  32   4   j e.14 Observação: pelo que foi exposto. A determinação de raízes através de minicalculadoras é simples: a) Determinar 4 625 : a.º) Digitamos o expoente 4 4. Agora se for pedido o valor algébrico do 9 . a. Ilustração 1. se alguém lhe perguntar qual é o valor de simplesmente 3.1) Utilizando uma CASIO fx-82 LB: 1. conforme já mencionado 3.º) Pressionamos a tecla x 3.º) Digitamos o índice 4 2.2) Utilizando uma CASIO fx-6300 G 1.º) Digitamos o radicando 625 163 . a resposta e 9 teremos então  3.º) O número 5 aparece no visor de calculadora.

º) Digitamos o índice 5 2. b) Para dividir potências de mesma base. 164 .º) Pressionamos a tecla EXE 5.2) Utilizando uma CASIO fx-6300 G 1.º) Digitamos o índice 5 4. 1.4.º) Pressionamos as teclas 2nd F e y x a fim de convocar a operação x y 3.º) Pressionamos a tecla EXE 5. mas de modelos diferentes.4. a. repetimos a base e somamos os expoentes.1) Utilizando um CASIO fx-82 LB 1.º) O valor – 2 aparece no visor. são totalmente diferentes.º) O número 5 aparece no visor b) Determinar 5  32 : a. O que não esperar de modelos de outros fabricantes? Por isso insistimos que cada estudante deve adquirir logo sua própria calculadora.º) Digitamos o valor 32 e pressionamos a tecla   para trocar o seu sinal 2.º) Pressionamos a tecla  5. Observação: Devemos notar que as rotinas para calculadoras do mesmo fabricante (CASIO).º) Pressionamos a tecla  e depois o valor 32 4.º) Pressionamos a tecla x 3.º) O valor – 2 aparece no visor.7 Produto e Divisão de Potências de Mesma Base a) Para multiplicar potências de mesma base. a fim de se familiarizar com o uso da mesma. repetimos a base e subtraímos o expoente do denominador do expoente do numerador.

(1) a 165 . Ilustração 1.12 a0  1 Observação: São exceções 0 0 e  0 . 1. Expoente Nulo Toda potência de expoente nulo é igual à unidade.4. que não têm qualquer significado numérico. e são abordados em Análise Matemática na parte de Limites. Ilustração 1.8.4.11 1 a) a 3  a 2  a 4  a 2  a 3 2 4 1 2 3  a2 b8 b) 5  b85  b3 b c) x2  x 2 5  x 3 5 x d) I3  I 3( 4)  I 7 I 4 1.9 Expoente Negativo Toda potência de expoente negativo equivale a uma fração cujo numerador é a unidade e o 1 n denominador é a potência com o expoente positivo ou seja: a  n . sendo símbolos de indeterminação.

ou seja: p q a  ap q (3) 166 .13 a) 2 4  1 1  4 2 16 b) 3 2  1 1  32 9 Observações: 1ª) Em conseqüência do exposto anteriormente temos: an  1 an (2) 2ª) Agora podemos obter o mesmo resultado do item (d) da ilustração 11 por outro caminho: I3  I3  I4  I7 4 I 1. Ilustração 1.10 Expoente Fracionário Toda potência de expoente fracionário equivale a uma raiz cujo índice é o denominador da fração e cujo radicando é a base elevada a um expoente igual ao numerador.4.

0003  3  104 — 0.025  25  103 (*) Antigamente representava-se 2 e 4 milhões. 1.14 Determinar os valores algébricos das seguintes operações: 2 a) 8 3  3 82  3 64  4 1 b) 16 2  16  4 c) 4  1 2  1 4 1 2  1 1  2 4 1.15 No Brasil: Nos E.5.000 e 4.000.000. Já há alguns anos aboliram-se os pontos separatrizes de classes.4.U.000.5 Produtos Notáveis 1.1 Quadrado de um binômio a) (a  b)2 : (a  b)2  (a  b) (a  b)  a 2  ab  ab  b2  a 2  2ab  b2 ou 167 .000  4  106 c) 0.025  25  103 — 0.000  2  103 b) 4 000 000  4  106 * — 4.0003  3  104 d) 0. respectivamente por 2.A. Ilustração 1. mantendo-se agora um espaço entre as mesmas.: a) 2 000  2  103 * — 2.11 Emprego de Potências de Dez para simplificar a representação de certos Números  Ilustração 1.

3 Cubo de um binômio 168 .5.5.2 Produto da soma de dois termos pela diferença entre eles (a  b) (a  b) : (a  b) (a  b)  a 2  ab  ab  b2  a 2  b2 ou ab ab a 2  ab  ab  b 2 a2  b2 (a  b) (a  b)  a 2  b2 (6) 1.ab ab a 2  ab  ab  b 2 a 2  2ab  b 2 (a  b)2  a 2  2ab  b2 (4) b) (a  b)2 : (a  b)2  (a  b) (a  b)  a 2  ab  ab  b2  a 2  2ab  b2 ou ab ab a 2  ab  ab  b 2 a 2  2ab  b 2 (a  b)2  a 2  2ab  b2 (5) 1.

a) (a  b)3  (a  b)(a  b)2  (a  b)(a 2  2ab  b2 )   a3  2a2b  ab2  a2b  2ab2  b3   a3  3a 2b  3ab2  b3 ou a 2  2ab  b 2 a b a 3  2a 2b  ab 2 a 2b  2ab 2  b3 a 3  3a 2b  3ab 2  b3 (a  b)3  a3  3a 2b  3ab2  b3 (7) b) (a  b)3  (a  b)(a  b)2  (a  b)(a 2  2ab  b2 )   a3  2a2b  ab2  a2b  2ab2  b3   a3  3a2b  3ab2  b3 ou a 2  2ab  b 2 a b a 3  2a 2b  ab 2  a 2b  2ab 2  b3 a 3  3a 2b  3ab 2  b3 a  b3  a3  3a2b  3ab2  b3 (8) 169 .

1 Resolver as seguintes equações do 1º grau: a) 3z  1  7 z  3 b) 5 15  2 x 12 170 . Ilustração 1.16 a  5x2  a 2  2 a5x  5x2  a)  a 2  10ax  25x 2 b) 5x 2     3 y  5x 2  25x  3 y   3 y   2 2 2 2  25x 4  30 x 2 y  9 y 2 c)  d) 2x  3 y 3  2x3  3 2x2 3 y   3 2x3 y 2  3 y 3  x y    x   y  x  y x y  2 2  8x3  36 x 2 y  54 xy 2  27 y3 e) x  2 y 3  x 3  3x 2  2 y   3x2 y 2  2 y 3   x3  6 x 2 y  12 xy 2  8 y3 1.1 Equação do 1º Grau com uma Incógnita Toda equação do 1º grau com uma incógnita pode ser reduzida a forma az  b  0 (9) em que a  0 . Sua solução é: az  b  0  az  b  z b a (10) EXEMPLO 1.6 Equações 1.6.

6.2 Equação do 2º Grau com uma Incógnita A forma geral da equação do 2º grau com uma incógnita é: az 2  bz  c  0 (11) 171 .c) 3 6  y2 4 d) pz  q  0 (sendo p  0) Solução: a) 3z  1  7 z  3  3z  7 z  1  3  4 z  4  z b) 4  4 z 1 5 15   2 x 12 2 x 15  5  12  30 x  60  x c) 60 x  2 30 3 6   y2 4 6 y  2  3  4  6 y  12  12  6 y  24  y 24 y 4 6 d) pz  q  0 pz  q  z q p 1.

.onde a  0 . e três casos podem ocorrer: 1º)   0  teremos duas raízes reais e desiguais. Exemplo 1. onde   b2  4ac .. 2º)   0  teremos duas raízes reais e iguais.. a) Transpondo a constante para o segundo membro. de modo que o primeiro membro seja um quadrado perfeito do tipo indicado na equação (4). teremos: 2az  b2  b2  4ac e) Extraindo as raízes quadradas de ambos os membros.14. 3º)   0  não teremos raízes no conjunto dos números reais. vem: az 2  bz  c b) Multiplicando por 4a .2 Resolver as seguintes equações do 2º grau: a) 2 z 2  5z  3  0 b) 4 z 2  4 z  1  0 172 . e este caso será abordado na seção 1. teremos: 4a 2 z 2  4abz  4ac c) Somando b 2 aos dois membros. resulta: 4a 2 z 2  4abz  b2  b2  4ac d) Verificando que o 1º membro é um quadrado perfeito..(13) é o discriminante da equação. obtemos: 2az  b   b 2  4ac  2az  b  b 2  4ac  z  b  b 2  4ac  b    2a 2a (12) que é a conhecida fórmula da Bhaskara. Vamos então transformar a equação em outra equivalente.

7 Progressão Aritmética (P.1 Definição 173 .) 1. 1.14.c) z 2  4 z  13  0 Solução: a  2  a) 2 z  5 z  3  0  b  5 c  3  2   b2  4ac  52  4  2   3  49 z  b    5  49  5  7   2a 2 2 4 z1  57 2 1   4 4 2 z2   5  7  12   3 4 4 a  4  b) 4 z  4 z  1  0  b  4 c  1  2   b2  4ac   4  4  4  1  0 2 z  b     4  0 4  0   2a 2 4 8 40 1   8 2  raiz dupla 4  0 1 z2   8 2  z1  a  1  c) z  4 z  13  0  b  4 c  13  2   b2  4ac  4  4  1 13  16  52  36  0 2 e esta equação não admite raízes no campo real.7.1 ( z1  2  j3 e z2  2  j3 são as suas raízes).A. Sua solução será apresentada na subseção 1.

 . x  4t .A. a4 .A.: a) ( 2. da seguinte forma: a2  a1  r  a2  a1  r a3  a2  r  a3  a2  r  a4  a3  r  a4  a3  r  an  an 1  r  an  an 1  r  a1  r   r  a1  2r a1  2r   r  a1  3r   a1  n  1r 174 . denominada razão da progressão. a2 . 22 )  a1  2 e r  5 b) ( x. an 1 . 5. 8. a diferença entre um termo qualquer e o seu antecedente é igual a uma quantidade constante r. 1. 12. x  2t . a3 .7.A. 2. 9    a1  7 e r  d)  7. sendo que.A. 5.  .7. 7. an 1 . 2 2 2   e) ( 8. ou seja: a2  a1  a3  a2    an  an 1  an 1  an  r As seguintes seqüências são exemplos de P. decrescente 1. 5.A.3 Termo geral A partir da definição.É uma sucessão de termos ( a1 . 17. podemos escrever os termos da P. )    n termos finita ou infinita. 5.2 Classificação As progressões aritméticas podem ser classificadas de acordo com o valor da razão r: r  0  P. crescente r  0  P. an . . x  6t )  a1  x e r  2t c) ( 5. 5 )  a1  5 e r  0 17 1  15  . a partir do 2º termo inclusive. constante ou estacionária r  0  P.  4 )  a1  8 e r  3 1.

1.A. então podemos escrever: an  an 1  an 1  an ou seja. portanto.Observe que cada termo é obtido adicionando-se ao primeiro um número de razões r igual à posição do termo menos uma unidade. se  an 1 . an  a1  n  1r e an  a1  n  1r (14) que é a mesma equação anteriormente encontrada. pela fórmula a seguir: an  a1  n  1r (14) que pode também ser obtida da seguinte maneira: a2  a1  r a3  a2  r a4  a3  r an  an 1  r Somando membro a membro estas n – 1 igualdades obtemos a expressão do termo de ordem n. an 1  são termos consecutivos de uma P. cada termo. Com efeito. a partir do segundo.A.A.7.4 Propriedades I) Numa P. 2an  an 1  an 1 e 175 . ou seja: a1  r  a1  2  1r a3  a1  2r  a1  3  1r a4  a1  3r  a1  4  1r an  a2    a1  n  1r O termo de ordem n da P.. é dado. an . é a média aritmética entre o termo precedente e o termo seguinte.

 . com n termos. a soma de dois termos eqüidistantes dos extremos é constante e igual à soma dos próprios extremos. conforme ilustrado a seguir: ( a1 . an )    p termos p termos 176 .an  an 1  an 1 2 (15) II) Em qualquer P. an 1 . A . e A e B os termos eqüidistantes dos extremos. a2 . Seja pois a P.A.  .  . limitada.A. B . razão r. limitada.

B . Neste caso temos: ( a1 .A.Q.  .D.A. A . an n  p termos temos pela fórmula de termo geral. an  B   p  1r (17) Subtraindo (17) de (16) resulta: A  an  a1  B o que nos conduz a A  B  a1  an (18) C. an 1 . M . an )    termos termos p p  P. A  a1   p  1r (16) Considerando agora a progressão B . a 1 .  . 177 .Q. o termo médio é a média aritmética dos extremos.5 Soma dos n primeiros termos de uma P.  .Pela fórmula do termo geral.A.D III) Em uma P. a2 . M a1  an 2 (19) C.7. 1. com n  2 p 1 termos Pelas propriedades I e II temos: M A B 2 e A  B  a1  an Logo. limitada cujo número de termos é ímpar.

Poremos: lim S n    n   ou S n    quando n    2) No caso de uma progressão decrescente. an  2 . teremos as seguintes condições: lim S n    178 . temos S n  N . ilimitada.: ( a1 . ilimitada.A. a2 . a3 . Sn  an  an 1  an  2    a3  a2  a1 (21) Somando (20) e (21) membro a membro obtemos: 2Sn  a1  an   a2  an 1   a3  an  2     an  2  a3   an 1  a2   an  a1  . sendo N um número arbitrariamente grande. 2S n  a1  an n e Sn  a1  an n 2 (22) Observações: 1) Se a progressão for crescente. pela propriedade II todos os parênteses são iguais a a1  an .  )  n termos podemos escrever: Sn  a1  a2  a3    an  2  an 1  an (20) ou. an 1 . No entanto.Com relação a P. an . invertendo-se a ordem das parcelas. onde temos n parênteses. an 1 . Logo.  .

Solução: Temos então: ( 1.n   ou S n    quando n    Exemplo 1. 3.  ) Solução: Temos que: a1  3 e r  5 Logo. ) Donde.4 Calcule a soma dos doze primeiros números ímpares. logo a12  a1  12  1r  a1  11r  1  11 2  23 S12  a1  a12 12  1  2312  144 2 2 Exemplo 1. 5.3 Calcule o 17: termo da P. 8. 13. a17  a1  17  1r  a1  16r  3  16  5  83 Exemplo 1.A. a1  1 e r  2 .5 179 . ( 3.

conforme ilustrado na figura. 3. Assim sendo. 342  n 2  n.  ) onde. Sabemos que: Sn  a1  a n n a1  a1  n  1r n 2a1  n  1 r n 2  2  2 Substituindo valores. representada por ( 1. 2 342  2  n  1n. 342  1  nn. Quantas dessas filas seriam necessárias para empilhar 171 dessas caixas? Fig. n 2  n  342  0 que é uma equação do 2º grau para a qual a  1 . 1. 180 .2 Solução: Temos uma P. a1  1 e r  1 Desejamos saber o n para o qual temos Sn  171 . 2. costuma-se empilhar as caixas de um determinado equipamento em filas horizontais superpostas.No depósito de uma firma de informática.A. 171  2  1  n  1  1n . b  1 e c  342 .

xt 2 . )  a1  7 e q  1 e) (  4 .G. )  a1  4 e q  2 1. 32 .  .1 Definição É uma sucessão de termos ( a1 . xt 4 . 4 . ou seja: a2 a3 a a     n  n 1  q a1 a2 an 1 an As seqüências a seguir são exemplos de P. 8 . 1.G. an 1 . 16 . xt 6 . . )  a1  1 e q  4 b) (x . 7 . an . a4 . a3 . a partir do 2º termo inclusive. b  b 2  4ac  1  12  4  1   342 n   2a 2 1  1  1369  1  37    2 2 n '  18 n"  19 Como não existe número de fileiras negativo.) 1. denominada razão da progressão. 2 .8.2 Classificação a1  0 e q  1   ou   P. 1 1 1 . 7 . an 1 .G.  . a razão entre um termo qualquer e o seu antecedente é igual a uma quantidade constante q. )    n termos finita ou infinita.8 Progressão Geométrica (P.G. só a 1ª raiz tem significado físico. decrescente a1  0 e 0  q  1 181 . )  a1  x e q  t 2 c) (8 .8. a2 .: a) (1 . 7 .  16 . )  a1  8 e q  2 8 4 d) (7 . sendo que . crescente a1  0 e 0  q  1 a1  0 e q  1   ou   P. 64 .

da seguinte forma: a2  q  a2  a1q a1 a3  q  a3  a2q  a1q q  a1q 2 a2 a4  q  a4  a3q  a1q 2 q  a1q3 a3  an  q  an  an 1q    a1q n 1 an 1 Observe que cada termo é obtido multiplicando-se o primeiro por uma potência cuja base é a razão.3 Termo geral A partir da definição.G. alternante a1 e q  0  P.a1 e q  0  P. Note que o expoente da razão é igual à posição do termo menos uma unidade. constante ou estacionária 1.G. ou seja: a2  a1q  a1q 2 1 a3  a1q 2  a1q31 a4  a1q3  a1q 41  an    a1q n 1 O termo de ordem n da P. pela fórmula a seguir: an  a1q n 1 (23) que pode também ser obtida da seguinte maneira: 182 .G. podemos escrever os termos da P. portanto.G.8. é dado.

II) Numa P.D.4 Propriedades I) Numa P. Realmente.Q. se an 1 . Onde os sinais (+) ou (–) são usados de acordo com as características da P. 1. limitada. é a média geométrica entre o termo precedente e o termo seguinte. obtemos: an  q n 1 a1 o que nos leva a an  a1q n 1 (23) conforme há havia sido deduzido anteriormente.G. 183 . cada termo.G. an 1  são termos consecutivos de uma P. a partir do segundo.8. an2  an 1  an 1 e an   an 1  an 1 .a2 a1 a3 a2 a4 a3 an a n 1   q   q  Multiplicando membro a membro estas n  1 igualdades  obtemos a expressão do termo de ordem n  q    q  a a2 a3 a4     n  q n1 a1 a2 a3 an 1 Fazendo os cancelamentos.G.G. o produto de dois termos eqüidistantes dos extremos é igual ao produto dos extremos. então podemos escrever: an a  n 1 an 1 an ou seja. an . (24) C..

G.D.5 Soma dos n primeiros termos de uma P. an 1 . B .  .Seja então a P. Neste caso temos: ( a1 . A  a1q p 1 .  . M   a1  an .8. 184 . (26) Dividindo as igualdades (25) e (26) membros a membro resulta: A a1  an B o que nos leva a: AB  a1  an . (27) C. Com relação a P.G.D.Q.Q. A . e A e B os termos eqüidistantes dos extremos. B . limitada. an )    p termos p termos Pela fórmula do termo geral. a 1 . an n  p termos temos pela fórmula do termo geral. III) Em uma P. conforme mostrado logo a seguir: ( a1 . limitada cujo número de termos é ímpar.G.  . com n  2 p 1 termos Pelas propriedades I e II temos: M  AB e AB  a1  an logo.G. A .  . an )    termos termos p p  P. o termo médio é a média geométrica dos extremos.G. an 1 . com n termos. a2 . (28) C.  .  . (25) Considerando agora a progressão B . 1. razão q. M . a2 . an  Bq p 1 .

ª) Se a progressão for crescente.ª) Na hipótese da progressão decrescente q  1 . Poremos. )  n termos podemos escrever: Sn  a1  a2  a3    an  2  an 1  an . an 1 . sendo N um número arbitrariamente grande. q  1 1 q (31) Observações: 1. a3 . an  2 . an .  . Sn (1  q)  a1  a1q n e a1 1  q n  Sn  .  .( a1 . Sn  a1 1  q n  a a qn  1  1 1 q 1 q 1 q 185 . lim S n    n   ou S n    quando n    2. a2 . (29) Multiplicando ambos os membros por q resulta: qSn  a1q  a2q  a3q    an  2q  an 1q  an q o que é equivalente a qSn  a2  a3  a4    an 1  an  an 1 (30) Subtraindo (30) de (29) temos: Sn  qSn  a1  an 1 ou já que an 1  a1q n . ilimitada. temos Sn  N . an 1 .

6 Determine o 10º termo da P. ) Solução: a1  1 e q  2 Logo.   1 1  220 a1 1  q 20 S 20  4  1 q 1 2    262 143. ( 22 . 4 . se admitirmos que n   (cresça cada vez mais). ) Solução: Temos: a1  2 2 21 1 1 e q   2  21  2   21 2  2  2  2 2 4 Logo.G.7 Determine a soma dos vinte primeiros termos da P.G. a primeira parcela. 2 . a10  a1q101  a1q9  12  512 9 Exemplo 1. enquanto que a segunda pode ser tomada tão próxima de zero quanto quisermos. 21 . não sofre qualquer 1 q modificação.75 186 . 20 . (1 . Poremos: lim n Sn  a1 1 q (32) Exemplo 1.a1 .

Exemplo 1.8
Um barco patrulha está distante 65 milhas de um navio carregado de contrabando de armas
pesadas. Sabendo-se que ambas as embarcações estão seguindo o mesmo rumo (movimentos na
mesma direção e mesmo sentido) e que a velocidade do barco patrulha é o dobro da velocidade do
navio, pede-se calcular a distância que o barco deve percorrer para alcançar o navio.

Solução:
v
v

2

x

0

65 mi
Fig. 1.3

Quando o barco patrulha tiver percorrido as 65 milhas iniciais, o navio terá percorrido

65
2

milhas, uma vez que sua velocidade é a metade da do barco. Assim o barco terá que percorrer
65
65
também
milhas. Quando o barco tiver percorrido estas últimas
milhas, o navio terá
2
2
65
percorrido
milhas, e assim por diante, de modo que a distância total a ser percorrida pelo barco
4
é:
xb  65 mi 

65
65
mi  mi   .
2
4

Temos pois uma P.G. decrescente ilimitada, para qual a a1  65 mi e q 

xb 

1
. Logo,
2

a1
65 mi

 130 mi.
1 q 1 1
2

Claro, o estudante deve estar se perguntando: o problema não poderia ter sido pelos
métodos da Cinemática aprendidos na Física do 2º grau?
Sim, é claro! Senão vejamos:

187

As equações horárias dos movimentos são:
Barco  xb  vt
v
Navio  xn  65  t
2

No encontro xb  xn
e
v
vt  65  t ,
2

vt 

vt
 65 ,
2

vt
 65
2

e o tempo de encontro é:
t

130
.
v

Voltando à equação do barco, temos então:
xb  vt  v 

130
 130 mi
v

e concluímos, mais uma vez, que o barco deve percorrer 130 mi para alcançar o navio.
Aí cabe uma outra pergunta: Por quê não termos utilizados diretamente o segundo método?
A resposta é simples: esta foi apenas uma ilustração de soma de parcelas, que são termos
de uma P.G., as quais vão se tornando cada vez menores.

1.9 Coordenadas Cartesianas no Plano

188

Este nome é em homenagem ao grande matemático francês René Descartes (Renatus
Cartesius em Latim).
Aqui em nosso curso vamos utilizar apenas as coordenadas cartesianas planas (duas
dimensões) e ortogonais, e isto nos leva a um sistema de eixos x e y, perpendiculares, que têm a
mesma origem comum, conforme ilustrado a seguir:

y

2º quadrante

1º quadrante

( )

y

P  x, y 

x

y
0

x

()

( )x

Plano  
3º quadrante

()

4º quadrante

Fig. 1.4

A localização de um ponto P qualquer de uma plano   genérico, fica então perfeitamente
determinada através de suas coordenadas x (abscissa) e y (ordenada), e a representação genérica é
Px, y  . No caso presente o ponto genérico foi representado no 1º quadrante, onde x  0 e y  0
mas, de um modo geral temos:
 x  0 e y  0  1º quadrante
 x  0 e y  0  2º quadrante


 x  0 e y  0  3º quadrante
 x  0 e y  0  4º quadrante

i)

x  0  ponto situado no eixo y

ii)

y  0  ponto situado no eixo x

iii)

x  y  0  ponto situado origem

Temos também que se

189

Exemplo 9
Marcar em um diagrama cartesiano as localizações dos pontos a seguir:

P1 4,3 ; P2  2,5 ; P3  3,4 ; P4 2,6 ; P5 5,0 ; P6 0,4

Solução:
P2  2, 5

y
5
P6 0, 4 

4

P1 4, 3

3
2
1

0
3

 2 1
1

1

2

3

4

5

P5 5, 0 

x

 2

3
4
P3  3,  4 

5
6

P4 2,  6 

Fig. 1.5

1.10

Equação Reduzida da Reta

Em Geometria Analítica demonstra-se que toda equação do primeiro grau em x e y
representa, no plano, uma reta, ou seja:
y  mx  p

(33)

onde m  tgα é coeficiente angular da reta, isto é, a tangente do ângulo que a mesma forma com a
direção horizontal (paralela ao eixo x), e p é o coeficiente linear, sendo igual à ordenada do ponto
onde a reta corta o eixo y. Por esta convenção teremos sempre 0   < 180º.

190

Analisemos então algumas situações mostradas na figura 1.6. São evidentes as seguintes
propriedades:
1ª) Se  é agudo, então m é positivo, pois a tangente de um ângulo é sempre positiva no 1º
quadrante.
2ª) Se  é obtuso, então m é negativo, pois a tangente de uma ângulo do 2º quadrante é negativa.
3ª) Se  é nulo, então m é nulo, pois a tg de 0 é nula e, neste caso, a equação da reta se reduz a
y  constante , uma vez que ela é paralela ao eixo x.
4ª) Se  é reto, então m não é definido, pois tg 90º   , e neste caso a equação da reta tem a forma
x  constante, uma vez que ela é paralela ao eixo y.
y

y
 é um
ângulo
obtuso


 é um

90 º    180 º 

ângulo agudo
0    90 º 

x

0

x

0

y

y
 0

 é um
ângulo

 reto
 90 º 
  90 º
0

x

0

x

Fig. 1.6

É também oportuno, baseados no que se viu até então, listarmos algumas situações na
figura 1.7, lembrando que, se p = 0, a reta passa pela origem, e sua equação é da forma y = mx.

191

em outras 192 . para as retas R1 .10 Representar graficamente as seguintes retas: a) R1 : y  2 x  1 x b) R2 : y    1 2 c) R3 : y  2 x d) R4 : y  4 e) R5 : x  5 Solução: As representações das retas R4 e R5 são imediatas. Bastaria um par de pontos para determinar cada reta. por dois pontos do plano passa tão somente uma reta ou. R2 e R3 vamos construir as tabelas a seguir onde os valores assumidos para x.R4 m  0 e p  0 y  R1m  0 e p  0  R5m  0 e p  0 p  R2 m  0 e p  0  R3 m  0 e p  0 R6 m  0 e p  0 x 0   Fig. 1. ao serem substituídos nas equações conduzem aos valores de y correspondentes.7 Exemplo 1. Entretanto. uma vez que.

os três pontos estão alinhados ao longo de uma mesma direção.11 Uma firma de projeto A cobra R$ 1000.º grau em x e y representa uma reta.palavras: dois pontos determinam uma reta. a fim de que o estudante possa verificar. ou seja. e concluir que. que uma equação do 1.00 fixos mais R$ 800. R3 R2 R1 X y x y x y 0 1 0 1 0 0 1 3 1 1 1 2 2 5 2 0 2 4 y R1 2 R3 5 4 R4 3 2 R5 1 1 2 0 1 2 4 3 5 x R2 Fig.00 fixos mais R$ 600.00 por dia de trabalho e uma firma B cobra R$ 400. em cada caso. na prática. optamos por eleger três pontos para cada uma delas.8 Exemplo 1. No entanto. 1. pertencem a uma mesma reta.00 por dia. 193 .

00/dia d  R$ 400. Determinemos pois as coordenadas do ponto de intersecção: CA  CB  R$ 600. e as retas vão se interceptar. No entanto.00 e CB  R$ 400. Isto significa que tgB > tgA . ambas tenham a mesma competência. Solução: a) Do enunciado vem que: Custo de A: C A  R$ 600.00 Custo de B: CB  R$ 800.00  R$ 800.00 em que C A e CB representam.00/dia d  R$ 600. portanto.00 R$ 1000. ou seja B > A .a) Representar em um mesmo diagrama cartesiano os custos dos serviços de ambas as empresas. Temos então as seguintes correspondências: xd y C Tratam-se.00 podemos traçar as retas de custos.00/dia d  R$ 600. o coeficiente angular de B (mB = 800) é maior do que o coeficiente angular de A (mA = 600).00/dia d  R$ 1000. sob o ponto de vista financeiro. admitindo que.00 Lembrando também que para d  0 temos C A  R$ 1000.00  R$ 800. Assim sendo: 194 .00/dia d  R$1000. das equações de duas retas e a reta A começa em um ponto de ordenada mais baixa (pA = 400) e a reta B em um ponto de ordenada mais alta (pB = 1000).00  R$ 400.00/dia d  d  3 dias  CA  CB  R$ 2800. respectivamente.00/dia d  R$ 400.00  R$ 200. os custos dos serviços das empresas e d os dias trabalhados. hipoteticamente. b) Estabelecer um critério para a escolha da melhor firma pelo usuário.

00 R$ 1000.ª) d = 3 dias  o custo é o mesmo. 3.00 0 1 2 3 d dias  Fig. 195 . CB custos  B A R$ 2800.ª) d < 3 dias  B é mais econômica. denominamos aplicação de A em B a toda correspondência em que a cada elemento x  A temos associado um único y  B.00 R$ 400.ª) d > 3 dias  A é mais econômica.9 b) Uma rápida análise dos gráficos nos conduzem às seguintes conclusões: 1. 1.11 Noção de Aplicação Dados dois conjuntos A e B. 2.C A . 1.

g). h).Por exemplo: dados os conjuntos A = {5. (6. a aplicação é o conjunto de pares ordenados. Deste modo a correspondência 196 . j. Assim sendo. (6. i). l)} e na parte (c) {(5. i).10 A flecha indica a correspondência entre os elementos de A e B. i). h. (8. (7. 8} e B = {g. 6. j). l} vamos apresentar a seguir algumas aplicações de A em B: 5 g 6 h 7 i 8 5 l g (a) 6 h 7 i 5 8 j (b) l g 6 h 7 i 8 j l (c) Fig. j)} na parte (b) {(5. 1. l)}. g). do mesmo elemento x  A não podem partir duas ou mais flechas. (7. g). (6. Devemos ressaltar que cada elemento de A é unido pela flecha a um só elemento de B. (7. Na parte (a). (8. g). i. {(5. 7. (8.

7   0. j  e não h . é denominado imagem de x. Devemos notar que f(A) é uma sucessão. 1. j.7 c)  1. Elemento de A Imagem 5  g 6  h 7  i 8  j O conjunto das imagens de uma aplicação f de A em B denomina-se imagem da aplicação e será representado por f(A). No exemplo (a) da figura 1. um conjunto ordenado.9 temos: f  A  g .72   0. Para o exemplo (a) da figura 1. g .9 temos.28 d)  2   7   4   2   5   3 197 . i. h.5 g 6 h 7 8 i 5 l g 6 h 7 i 5 8 j l g 6 h 7 i 8 j l Fig.12 Exercícios Propostos 1) Calcular as seguintes expressões: a)  5   12 b)  3. i    ordem incorreta 1. O conjunto A é denominado domínio da aplicação e o elemento y.11 não é uma aplicação. correspondente de x. ou seja.

e)  9   6   2   1   5   7 2) Calcular as seguintes expressões: a)  4   2 b)  10   4 c)  9   3 d)  7   5 e)  6   2 3) Calcular as seguintes expressões: a)  4   5 b)  4   5 c)  2   1 d)  4  1  3  2  5 e)  2   3  1   4  5 4) Calcular as seguintes expressões: a)  12   3 b)  15   3 c)  36   4 d)  42   6 e)  81   9 5) Calcular as seguintes potências: a)  25 b)  33 c)  23 d)  73 e)  104 6) Calcular os valores algébricos das seguintes raízes: 198 .

199 7 .º grau: a) z 2  8z  15  0 b) 6 z 2  5z 1  1  0 c) z z  1 6 7 d) z 2  4 z  4  0 e) z 2  z  1 0 3 10) Calcular a13 na progressão aritmética : 1 .  11) Calcular a1 em uma progressão aritmética. sabendo-se que r  4 e a8  31 .º grau: a) x 5 2 b) 5z  3  4z  2  31  2 z   2 c) 6  2y  5 y 5 9) Resolver as seguintes equações do 2. 2 . 9 . 12) Somar os 15 primeiros termos da progressão aritmética : 3 . 4. 5 .a) 4 625 b) 3 8 c) 4 81 d) 3  27 e) 5 32 7) Efetuar os seguintes produtos notáveis: a) 2m y 3 4  5b3m 3  2 b)  a 2  x5  4  3 c)  2 2 5  a 2 5  a 2  8) Resolver as seguintes equações do 1.

x2  2 c) y1  7 . d)  343 . calcular os limites das expressões a seguir quando o número de radicais cresce indefinidamente. Voltaremos a esse assunto após 1 3 1 3 estudar a seção 1. sabemos que a4  128 e q  4 . 9) a) z1  3 . z2    j ). d)  3 . d)  120 e)  120 4) a)  4 . e)  9 5) a)  32 . admitindo-se que apenas bata as horas? 14) Calcular o 5. z 2  5 b) z  4 . d)  2 e)  8 3) a)  20 .44 .º termos da progressão geométrica :: 2 . 4. b)  5 .13) Quantas vezes bate um relógio em 24 horas. b)  27 . c)  3 . b)  20 . a) x x x x  b) x y x y c) x x x x  1. e)  10.13 Respostas dos Exercícios Propostos 1) a)  7 .  15) Em uma progressão geométrica. Achar a1 .000 6) a)  5 . c) y  5 b) x1  3 . c)  12 . 2 6 2 6 200 . d)  1 e)  2 2) a)  2 . b)  6 .0 . c)  8 . c)  9 . y 2  6 d) z = 2 e) Não admite raízes no conjunto dos números reais. b)  2 . c)  2 .14 (suas raízes são: z1    j . c)  1. b)  3. e)  2 7) a) 4m 6 y 8  20b 3 m 4 y 4  25b 6 m 2 b) 4 4 9 a  a 2 x 5  x10 9 16 c) 25  2a 2 8) a) x  10 . d)  7 . 16) Sendo x e y positivos.º e 8.

a8  256 15) a1  2 16) a) x. 2 3 1 3 b) x y  3 x 2 y c) 1  1  4x 2 201 .10) a13  49 11) a1  3 12) S15  195 2 13) 156 14) a5  32 .

414 . também a impossibilidade da determinação de raízes de índice par de um número negativo levou à noção de número imaginário. 202 . Em contrapartida. Matrizes. Assim sendo optamos por j minúscula em negrita e itálica para representar a unidade imaginária. então duas raízes reais e desiguais quando o discriminante é positivo e uma raiz real dupla se ele for nulo. (b) Os números positivos e negativos recebem.6.ex.: 2  1. No entanto. se tentarmos resolver a equação 2 z + 4z + 1 3 = 0 que já havia sido abordada no Exemplo 2. 2 az + bz + c = 0 são dadas pela conhecida fórmula z  b  b 2  4ac .14. Por exemplo. em conjunto. somos conduzidos a:  4  4 2  4  1  13  4   36 z  2 1 2 que não representa nenhum número real. na Unidade 3. teremos: 5 1 Os matemáticos usam i no lugar do j e os eletricistas preferem a letra j minúscula normal.2. (c) Conforme já vimos na subseção 1. item c. a fórmula (12) não conduz a nenhuma raiz real e o 2 trinômio az + bz + c = 0 é sempre diferente de zero qualquer que seja o valor real que se atribua à z. as raízes de uma equação do 2º grau. Quando o discriminante é negativo. 2a (12) Obtemos.732  ). 3  1. o nome de números reais. se operarmos normalmente como se fosse um número. na qual x e y são números reais e j   1 é a unidade imaginária.1. Por outro lado. denomina-se número imaginário ou número complexo à toda expressão de forma x + jy 5. já que estes últimos usam a letra i para representar a corrente.1 Introdução (a) Do mesmo modo que a generalização da noção de raiz de índice qualquer para um número positivo exigiu a introdução do conceito de número irracional (p.14 Números Complexos 1. é quase que universal a notação a ij para representar o elemento genérico.

Conforme já mencionado ele deve ter a propriedade de que j 2  1 . x e y são reais e j   1 . lembrando inclusive que o seu quadrado é:   2  1  1 . Temos então os números complexos da forma x  jy onde. Utilizando tal notação. e deve operar ao lado dos números reais com as mesmas leis que regem formalmente tais números. 2 j 9 7 onde o novo elemento j   1 é denominado unidade imaginária. tais como: 4  j6 . 3 3 j 3 4 . as raízes da equação que acabamos de resolver assumem as formas seguintes: z1  2  j3 203 . conforme já mencionado. 1  j2 . Ao procedermos desta forma devemos encarar o símbolo  1 como se ele fosse mesmo um número em especial. se operarmos com o símbolo j   1 como se fosse um número.z  4  36 1 2   4  6 1  2  3  1 2 ou seja z1  2  3  1 e z1  2  3  1 Vamos substituir tais “números” na equação original a fim de verificar se eles são realmente raízes. Temos então: z1 2  4 z1  13   2  3  2    1  4  2  3  1  13   4  12  1  9  8  12  1  13  0 e z2 2  4 z2  13   2  3    2  1  4  2  3  1  13   4  12  1  9  8  12  1  13  0 A partir de tais considerações conclui-se ser possível resolver a equação do 2º grau mesmo quando temos b2  4ac  0 .

que têm a mesma representação gráfica a menos de uma defasagem de 90º. Quando y = 0 o número complexo reduz-se à sua parte real x.4 Fig. inclusive.14. (d) Uma vez que os números complexos não pertencem ao corpo dos números reais.3. Podemos.12 que é bem conhecida do pessoal da área da Eletricidade. que é um número complexo. alguns “desavisados de plantão” podem pensar que tais soluções são meramente fictícias e não representam nenhum fenômeno físico real. usar as notações Re(z ) e Im(z ) para representar tais partes. 2. reservando-se o nome número complexo para o caso geral. hospitais e residências.3 veremos por que tais raízes constituem um par complexo conjugado. Acontece que o equacionamento de circuitos elétricos sob excitação harmônica (senoidal) é bem mais simples no domínio da freqüência. ou seja: x  Re(z ) (35) e y  Im(z ) (36) Em particular quando x  0 temos a expressão jy que será denominada número imaginário puro ou simplesmente imaginário. é representada por funções senoidais ou cossenoidais. A fim de relacionarmos o domínio da freqüência com o domínio do tempo é utilizada a relação i  it   Re Ie jt  Im     Im 0   t corrente alternada 2. 1.1 Temos então de forma geral: z  x  jy (34) onde as grandezas reais x e y são denominadas as partes real e imaginária de z.e z2  2  j3 e no final da subseção 1. a corrente alternada senoidal do tipo it   I m cost   tem existência física real (qualquer dúvida é só tocar com um dedo no terminal 204 . Ora. no qual a solução para a corrente é dada por um “fasor” I . respectivamente. Para estes é bom mencionar que a corrente alternada que chega às indústrias.

Solução: Para ele ser um número imaginário puro devemos ter parte real nula. j 5   1 j   j 205 . j 3   j  j   j 2  1 j 7  j 3 .da fase de uma tomada energizada!). j 2   1 1  1 j 5  j 2 . Exemplo 1. nascidos no problema primordial de lidar com raízes de índices pares de números negativos. ou seja: j 0  1 j1  j j2    1  1 2 j3  j 2. é bem verdade. j 3   1 j   j j 6  j 3. j   j j 4  j 2 . Assim sendo. as soluções complexas ou imaginárias (sendo este último termo um tanto impróprio pois pode levar à conclusões erradas) estão bem longe de serem fictícias sendo. artifícios engenhosos. ou seja:   x  0 2 5 x  7 x  0  x5 x  7   0   ou x  7 5  1.2 Potências de j As potências sucessivas de j reproduzem-se periodicamente de quatro em quatro. j 4   1 1  1 j 9  j 4 .14. j 4   j  1   j j 8  j 4 .12   Determine x  R para que o número complexo 5x 2  7 x  j 7 seja imaginário puro.

.............14..13 Efetuar as seguintes potências: a) j 7 .......... Solução: a) 7 4 3 1 b) 5 '1' 3' 11 33 1 4 128  j 513  j c) 1'9'9'8' 4 39 499 38 2  j1998  j 2  1 d) 5'0'0' 10 20 0  j500  j0  1  4 125 j7  j3   j 1........ 3 Exemplo 1............... b) j 513 .. c) j1998. Podemos escrever em geral:   j4 p  j4 p 1   j 4 p1  j 4 p j j   p j 2  1   p j3   j j 4 p2  j 4 j 4 p 3  j 4 Regra geral: para determinar o valor de uma potência de j qualquer............. basta dividir o expoente da potência por 4 e elevar j à potência determinada pelo resto da divisão.3 Representações e Formas de um Número Complexo: a) Representações: 206 d) j 500 .

207 .16 o símbolo | z | significa o comprimento do segmento orientado que representa z. por meio das regras comumente usadas para a adição e subtração de vetores. conforme na próxima figura. e é denominado módulo. já que tanto as grandezas complexas quanto os vetores podem ser representados por intermédio de segmentos orientados. é a distância da origem até o ponto representado pelo complexo z. conforme mostrado a seguir: Eixo imaginário ( y ) Plano Complexo z  x  jy y Eixo real ( x ) x 0 Fig. Na figura 1. conforme ilustração nas partes (a) e (b) da figura 1. Eixo imaginário ( y ) y 0 z  x  jy Eixo real ( x) x Fig. 1. é feita por um segmento orientado. 1.Um número complexo pode ser geometricamente representado por um ponto no plano complexo ou plano de Argand-Gauss. da origem ao ponto z  x  jy .14 Assim a adição ou subtração de duas grandezas complexas pode ser realizada graficamente.15. norma ou valor absoluto de z. ou seja.13 Uma representação geométrica equivalente.

é notado por  ou arg z. 1. 1.16 Da última figura depreende-se que: x  z cos   z (37) y  z sen   z (38) z  x2  y 2  y θ  arc tg   x (39) (40) Observações: (1ª) Nos livros de origem americana encontra-se.15 O ângulo do segmento orientado. argumento ou fase de z. a notação tg 1 ao invés de 208 . medido positivamente no sentido anti-horário e negativamente no sentido horário. Eixo imaginário ( y ) z  x  jy y z  0 Eixo real ( x ) x Fig. muitas vezes. a partir do semi-eixo real positivo. sendo chamado de ângulo polar.Eixo imaginário ( y ) Eixo imaginário ( y) z1 z 2 z2 z2 z1 z1 Eixo real ( x) 0 Eixo real ( x) 0 z1  z 2  z2 Fig.

e notado por  0 nas equações acima. - ângulos no 3º e 4º quadrantes  180    0 serão sempre negativos e orientados no sentido horário a partir do semi-eixo real positivo. o ângulo (argumento)  é determinado a menos de múltiplos inteiros de 360º ( 2 rad ). salvo observação em contrário. ou seja. 209 . Isto também ocorre nas calculadoras eletrônicas. (3ª) Levando em conta tais convenções e limites. k  0 . ou    0  2k rad .  1 . . . k  0 . estaremos sempre trabalhando com o argumento principal. O valor de  que existe no intervalo 180º    180º   rad     rad  é chamado de valor principal do argumento de z. teremos: - ângulos no 1º e 2º quadrantes 0    180º  serão sempre positivos e orientados no sentido anti-horário a partir do semi-eixo real positivo.  1 .  2 . uma vez que o valor  180º não está incluído no intervalo 180º    180º . . concluímos que quando z for um número real negativo o seu argumento principal será  rad180º  ao invés de   rad 180 . .  2 . (2ª) Para um dado z  0 .arc tg para a função inversa da tangente.    0  k 360º . Na prática. Face às orientações de ângulos já mencionadas e levando-se em conta os intervalos entre os limites  180º e 180º.

F x   F 0  xF 0  x2 x3 x n 1 n 1      F 0  F 0    F 0   n  1! 2! 3! em que a função e todas as suas derivadas existem para x  0 .b) As Fórmulas de Euler e suas decorrências: Antes de passarmos às diversas formas de um número complexo vamos instituir as fórmulas de Euler. cos  e e j em potências de  pela série de McLaruin temos: 3 5 7 sen        3! 5! 7! cos   1  2 4 6    2! 4! 6! 2 3  4 5  6 7 e  1  j   j   j   j   2! 3! 4! 5! 6! 7! j Reagrupando os termos de e j . Admitindo que uma função F x  pode ser representada por uma série de potências de x. 3! 5! 7!   Assim sendo temos: e j  cos   j sen  (41) e e j  cos   j sen  (42) conhecidas como fórmula de Euler. Desenvolvendo sen  . essa série deve ser da forma de McLaurin. que são de importância capital para o prosseguimento de nosso estudo. temos: e j  2 4 6   1       2! 4! 6!     3 5 7 j        cos   j sen  . bem como suas decorrências: e j  e  j cos   2 (43) e j  e  j j2 (44) sen   210 .

uma notação abreviada para e j . c) Formas c. (34) c. 211 .3) Exponencial ou de Euler Pela equações (41) e (45) temos que: z  z e j (46) que é a forma exponencial ou de Euler. c.2) Trigonométrica Substituindo (37) e (38) em (34) temos: z  x  jy  z cos   j z sen  o que implica em z  z cos   j sen  (45) que é forma trigonométrica.que são de grande utilidade no trato com os números complexos de um modo geral. na equação (34). muito utilizada pelas pessoas da área de Eletricidade em geral. ou seja: z  x  jy .4) Polar ou de Steinmetz A equação (46) pode também ser colocada na forma polar ou de Steinmetz: z z  (47) Na realidade o símbolo  é.1) Cartesiana ou Retangular É a que já foi apresentada no início da presente seção. c. simplesmente.

e orientados no sentido anti-horário a partir do semi-eixo real positivo. a não ser que a calculadora em uso já tenha as rotinas REC  POL e POL  REC. Na prática. Acontece que quando esta última equação é utilizada. c) 2e j 5 6 5 a) 20e j  4  20 b) 10e  j c) 2e j 5 6 2 3  5  20 45 2  10 2 4 6 Solução: 3  10 120  2 150 212 . e orientados no sentido horário a partir do semi-eixo real positivo. o ângulo é muitas vezes apresentado em graus (lembrar que 1 grau = 1º   radiano   rad). A notação e j com  expresso em graus é. as calculadoras científicas mais sofisticadas fornecem diretamente z e  0 (argumento principal). a determinação do quadrante onde se situa o complexo z  x  jy pode ser feita pela inspeção dos sinais de x e y. que já fazem as transformações diretamente. 2ª) Cumpre ressaltar que no caso da transformação acima citada.14. - Ângulos no 3º e 4º quadrantes (  180º    0 ou   rad    0 ) sempre negativos. normalmente. Exemplo 1. seguindo para este último as regras de orientação de ângulos já descritas na 2ª observação da subseção 1. mas escrever  com  em graus é bastante usual.a: - ângulos no 1º e 2º quadrantes ( 0    180º ou 0     rad ) sempre positivos.É importante notar que uma interpretação correta do fator e j necessita que o ângulo  seja expresso em radianos. mas toda vez que houver chance de confusão 180 180 no emprego das equações (41) a (47). o ângulo  deverá ser convertido de graus para radianos. considerada uma prática inadequada. devemos utilizar as equações (39) e (40). Observações: 1ª) Ao passarmos um complexo da forma retangular (cartesiana) para a forma polar.14 4 Exprimir cada um dos seguintes números complexos na forma polar: j  4 a) 20e .3. b) 10e j 2 3 .

(37) e (38) temos que: a) 53.15 7 Passar os seguintes números complexos da forma polar para a forma retangular: a) 53.8  j18.0 160  53.0 160 b) 0.050  20  0.6 Exemplo 1. 213 . 8 Solução: Pelas equações (34). você deve tomar cuidado com os sinais das partes real e imaginária dos complexos.050 cos 20º   j 0. a fim de identificar com acerto o quadrante onde estão situados os números.0 cos160º  j53.156 170 Observação: se a sua calculadora tem as rotinas RET  POL e POL  RET você pode e deve fazer as transformações diretamente.017 c) 0. e depois voltar à forma original a fim de checar seus resultados.156 cos170º   j 0.156 170  0.154  j 0.027 Exemplo 1.16 9 Converter os seguintes números complexos da forma retangular para a polar: a) 3  j 4 b)  3  j 4 c)  3  j 4 10 Solução: Se a sua calculadora não possuir as rotinas REC  POL e POL  REC.050 sen 20º   0.050  20 c) 0.047  j 0.0 sen160º  49.1 b) 0. A figura seguinte é de grande utilidade.156 sen170º   0.

17 a) Pelas equações (39) e (40) temos que: z1  32  42  5 1  arc tg 4 3 A tangente é positiva no 1º e 3º quadrantes. 1  53. 1 pertence ao 1º quadrante (vide figura 1. 1.17).y z 2  3  j 4 z1  3  j 4 4 3 5 2  0 3 5 1  2 1  5 2 1 3 1 1 2 3 x 2 3 4 z3  3  j 4 Fig.1º Temos então: z1  53.1 b) z2   32  4 2 2  arc tg 5 4 3 214 . Uma vez que x  0 e y  0 .

logo 3 é do 3º quadrante.9 c) z3   32   42  3  arc tg 5 4 3 Temos x  0 e y  0 .9 (que é a resposta da calculadora CASIO fx-82LB). Da figura 1.1º e 2  180º 53. tg  4 3 donde   53. o que nos leva então a escrever z3  5  126.1 . Vamos a seguir apresentar as rotinas de operações para as transformações RET  POL e POL  RET para duas minicalculadoras usuais no mercado 1. que não é uma forma usual.1º e 3  180º   233.9º .1º o que implica em z3  5 233.1º  126. em módulo.º) CASIO fx-82LB a) RET  POL: (convocamos a transformação para polares  r ) 215 . visto que o argumento principal deve estar entre os valores 180º    180º .16 temos. Então. Da mesma figura tiramos: tg  4 3 logo   53. Sendo x  0 e y  0 .  2 pertence ao 2º quadrante. z2  5 126.A tangente é negativa no 2º e 4º quadrantes.

|z| SHIFT (  ) EXE x ALFA ) EXE y entrada s (*) Em Português  Retangular (RET) Em Inglês  Rectangular (REC) c. (46) e (47) conduzem a uma nova interpretação para o número  imaginário puro j. anteriormente definido como sendo j   1 ou j 2  1 . de modo que j é um número complexo com módulo unitário e fase igual a 90º. Se   rad nas 2  referidas equações. x SHIFT ( y ) EXE |z| ALFA ) EXE  entrada s saída b) POL  RET: convocamos a transformação REC* ( SHIFT  convocamo convocamos s J a . ou seja: j  e j 2  1 90 π (48) por outro lado. e j 2  j . j 1   2   j  e  j 2  1 90 j j (49) 216 .a x y b 2nd F a |z| entrada s  b saída b) POL  RET: |z| (convocamos a transformação para retangular  xy) a b  b 2nd F b x y entrada s saída 2.º) CASIO fx-6300 G a) RET  POL: convocamos a transformação POL ( SHIFT  convocamo convocamos s J a .5) Algumas Formas Polares Especiais saída As equações (41).

6 * Alguns autores preferem usar z ao invés de z para representar o complexo conjugado porém.18 c-6) Complexo Conjugado: O complexo conjugado de z  x  jy é definido.Finalmente. na forma retangular. 1  1 0 (50) e  1  1 180 (51) y j 1 1 180 º 90 º 0 1 1  90 º x j Fig. 217 . 1. a parte imaginária é simétrica. por 6 : z *  x  jy (52) e tem a mesma parte real que o complexo z. na área da * Eletricidade a notação z é uma unanimidade. porém.

Assim sendo. temos também que: z *  z e  j z*  z z   z * * (53)  (54) (55)  Ilustração 1.   z*  x 2   y 2  x2  y 2  z e da definição de fase fica claro que o ângulo de fase é simétrico.17 a) z1  3  j 4  z1*  3  j 4 b) z2  10e j 3  z2*  10e c) z3  5 30  z3*  5 j 3 30 d) z4  2  z4*  2 218 .Eixo imaginário z  x  jy y  x Eixo real ( x )  0 y z *  x  jy Fig. 1.19 Pela definição de módulo.

A partir das equações (56) e (57) decorre então que: 219 . respectivamente. z1  z2  x1  x2   j  y1  y2  (56) z1  z2  x1  x2   j  y1  y2  (57) e A figura 1. pelos complexos z1 e z 2 . e somente se x1  x2 e y1  y2 ou.14. equivalentemente. z1  z2 e 1  2 . logo a seguir. ilustra as operações realizadas graficamente.1 constituem um par complexo conjugado. b) Adição e Subtração: A adição e a subtração são facilmente efetuadas se os números estiverem na forma retangular. Na parte (b) da mesma é fácil verificar que z1  z2  z2  z1 é a distância entre os pontos do plano complexo definidos. e ainda darem a opção de obter o resultado final em uma forma ou outra.Fica agora fácil entender que as raízes z1  2  j3 e z 2  2  j3 da equação resolvida na subseção 1.4 Operações com Números Complexos a) Igualdade: Dois números complexos z1  x1  jy1  z1 e j1  z1 1 e z 2  x 2  jy 2  z 2 e j2  z 2 2 são iguais se. embora as calculadoras mais sofisticadas (HP48GX por exemplo) sejam capazes de efetuarem tais operações quer os números estejam na forma polar ou na retangular. Na forma retangular.20. 1.14. z1  z2  x1  jy1   x2  jy2   x1  jy1  x2  jy2   x1  x2   j  y1  y2  e z1  z2  x1  jy1   x2  jy2   x1  jy1  x2  jy2   x1  x2   j  y1  y2  ou seja.

y y y1  y2 y1 y2 z1  z2 z1 z1  z2 x1 yz21 x z2 0 z1  z2 z1  z2 y1 x1  x2 x2 z2 0 x1  x2 x  z2 (a) (b) Fig. z  z *  2 x  2 Rez  (58a)  x z  z* 2 (58b) e z  z *  j 2 y  j 2 Imz  (59a)  x  z  z* j2 (59b) Temos também que: z1  z2 *  x1  x2   j y1  y2   x1  jy1   x2  jy2  ou seja: z1  z2 *  z1*  z2* (60) 220 .21.20 ou seja.z  z *  x  jy   x  jy   2 x e z  z *  x  jy   x  jy   j 2 y ilustradas na figura 1. 1.

o que significa que o conjugado da soma é a soma dos conjugados. 1. e comparar os resultados.17 Somar os complexos a seguir tanto de forma analítica quanto gráfica. 10.1 11.1 Similarmente.3 221 . é fácil também mostrar que z1  z2 *  z1*  z2* (61) y y 2y  z* z  x  jy y y x 2x x 0 y y x x x 0 z  x  jy z  x  jy * (a) z*  x  jy (b) Fig.1.1. a) z1  2  j3 e z 2  3  j 4 b) z3  2 30 e z4  5 70 Solução: a) z1  z2  2  3  j 3  4  5  j = 5.21 11 12 Exemplo 1.

698  θ  arc tg   58.6982 x 5.698 Temos também que: z3  z 4  3. z3  2 cos 30º  j 2 sen 30º  1.732  1.710  j 1.000  4.732  j1.657  5.y z1 3 2 1 1 2 4 3 5  11.698   3.698 z3  z 4  1. 1.22 b) Passando inicialmente os números para a forma retangular.442  j 5.4422  5.710  j 4.1  6.000 z 4  5 cos 70º  j 5 sen 70º  1.9º  3.3º 0 1 z1  z2 2 3 Valores obtidos do gráfico 4 z2 Fig.442  222 .

1 Exemplo 1.z3  z 4 z4 y 6.14.18 Resolva a equação e jθ  1  2 para       e verifique a solução geometricamente3 Solução: Temos que: e jθ  1  2 (*) onde z1  e jθ  cos   j sen  e z2  1 donde.6.7 Valoresobtidos  do gráfico 5 59º 702 º 30º z3 0 x Fig. 1. 223 .23 12. cos   j sen   1  2  cos   1  j sen   2  cos   12  sen 2   2 cos   12  sen 2   2  cos 2   2 cos   1  sen 2   2  =1 3 A verificação geométrica da solução talvez seja melhor apreciada após o estudo da subseção 1.

e o lugar geométrico representado por z1 . temos que z1  1 . 1. A verificação gráfica é imediata. é uma circunferência de raio unitário centrada na origem. x2  jy2   x1 x2  j 2 y1 y2  j x1 y2  x2 y1  Lembramos que j 2  1 segue-se que: 224 .z2  x1  jy1  . Sendo z 2  1.2  2 cos   2   2 cos   0    0 cos   0     rad Substituindo na equação (*). verificamos que somente o valor    rad é compatível.24 É fácil verificar que teremos z1  z 2  2 quando  assumir o valor  rad . quando  varia ao longo do intervalo       . c) Multiplicação A multiplicação de grandezas na forma retangular é dada por:   z1. Sendo z1  e jθ . a situação é a representada na figura a seguir: y z1  e j z1  z 2  z2  1 0 1 x Fig. visto que z1  z2 é a distância entre os pontos definidos pelos complexos z1 e z2 .

z2 (64) e  z1 .z 2  z1 z 2 e j 1   2   z1 z 2 1   2 (63) Conclusões: 1.z1. z.z2  z1 . z2  1   2 (65) 2.2 Exemplo 1.z *  z 2 (66) 3.ª) Também não é difícil mostrar que z1 z2 *  z1* z2* (67) 12.z2  x1 x2  y1 y2   j x1 y2  x2 y1  (62) Já na forma exponencial.19 Multiplicar os seguintes números complexos: 225 .ª) Da equação (63) temos que: z1.ª) Para z  x  jy  z e j e z *  x  jy  z e  j vale então estabelecer a seguinte equação: z. z2 e j2  z1 z2 e j 1 2  o que nos permite então escrever: z1. z1.z *  z e j . z e  j ou seja.z2  z1 e j1 .

z2  2  j3 1  j3  7  j9  b) z3 .20 para as formas polar e cartesiana. A forma cartesiana é facilmente obtida à partir da forma polar. qual seja um numero com módulo negativo. Solução: Este é uma excelente exemplo.a) z1  2  j3 e z2  1  j3 b) z3  5e j 3 e z4  2e  j  c) z5  2  6 30 e z6  5  45 Solução: a) z1. pois. Acontece que aí não existe módulo negativo. mas sim uma “multiplicação implícita”. lembrando a forma exponencial de um complexo. ou seja: z2  30º  2 cos 30º   j 2 sen 30º   226 . parece que estamos diante de um absurdo.z4  5e j c) z5 .z6  2  3 2e   10e  j6 30  5 j6  45   10 15 13 Passar o número complexo  2e j 5 6 Exemplo 1. conforme veremos a seguir:  2e j 5 6  2  1 180º 2 5 6  2 150º   12 150º 150º   2 330º  2  30º   não é usual      pois devemos   ter 180º  180º    que é a forma polar. z  z e j .

o software da calculadora entende que isto não é simplesmente módulo. é definida como z1  z2 . pois. quando se entra com z  2 . z3  z1 .000 Observação: As calculadoras eletrônicas estão em um estágio de desenvolvimento tão elevado que. 1. assimilariam a transformação  2 150º diretamente para a forma cartesiana. Está duvidando? Pois então pegue uma e execute a operação! d) Divisão A divisão de duas grandezas complexas. z1  x1 x2  y1 y2    z2  x22  y22  x y x y  j 2 21 12 2   x2  y2  (68) e na forma exponencial. z1 e j1 z z1   1 e j 1 2  j 2 z2 z2 e z2 o que nos conduz a z1 z1 j 1 2  z1  e  z2 z2 z2 1   2 (69) Conclusões: 1ª) Da equação (69) concluímos que: z z1  1 z2 z2 (70) 227 .732  j1. z2 Em coordenadas retangulares temos: z1 x1  jy1  x1  jy1  x2  jy2      z2 x2  jy2  x2  jy2  x2  jy2  onde o processo de racionalização foi efetuado utilizando-se o complexo conjugado do denominador. Finalmente. aquelas que tem as rotinas RET  POL e POL  RET.z3 se z2  0 . e que existe uma multiplicação implícita.

z2  z1.z3 (77) z1  z2 . não alteramos o seu módulo. 5ª) Similarmente. a multiplicação por j gira o segmento orientado de  j 90º no sentido anti-horário. ou seja.z2 . a menos que. o segmento orientado é agora girado de 90º no sentido horário.z3  z1. sendo z2  0 z2  z2  (72) 3ª) Fica então evidente que a multiplicação e a divisão de grandezas complexas são mais facilmente efetuadas na forma polar. há uma subtração de 90º na fase. a multiplicação por  j  e 2  1 90 também não altera o módulo da grandeza mas. 6ª) Das propriedades e definições vistas até então resultam as leis comutativa.e  z1  1   2 .z3 (78) 228 . (71) z2 2ª) Não é difícil mostrar que *  z1  z*    1* . neste caso. De modo análogo. se tenha uma calculadora eletrônica mais sofisticada.z3   z1.z2 .z3 (75) z1  z2  z3   z1  z2   z3 (76) z1. Se a multiplicação for por e j  1   o giro será no sentido horário.z2  z3   z1. apenas acrescentamos  ao seu ângulo de fase ou. j 4ª) É importante notar que multiplicar uma grandeza complexa por j  e 2  1 90 não altera o seu módulo. em outras palavras: giramos o segmento orientado que representa o complexo de um ângulo  no sentido anti-horário. Raciocinando em termos da representação por meio de segmento orientado no plano complexo. se multiplicarmos um número complexo por e j  1  . associativa e distributiva usuais: z1 z2  z2 z1 (73) z1  z2  z2  z1 (74) z1.z3  z2 . conforme já dito anteriormente. mas soma 90º ao seu ângulo de fase.

4 24.5  594.Exemplo 1.1º   406.9  5.22 Determinar o resultado da expressão z 5002000  30º  250 30º 1000  500  2000  30º 250 30º  1000 Solução: Temos então: z 1 000 000  30º 250 000 30º   500  1 732  j1 000 216.3  j 41.6  j83.1º 1 222.9º  204.5  j125  1 000  1 000 000  30º 250 000 30º   2 232  j1 000 1 216.21 14 Dividir os seguintes números complexos: a) z1  4  j5 e z 2  1  j 2 b) z3  4e c) z5  8 j 3 e z4  2e j 6  30º e z6  2  60º 15 a) Solução: z1 4  j5  4  j5  1  j 2   6  j13 6 13         j z2 1  j 2  1  j 2  1  j 2  5 5 5 j j z 4e 3 b) 3  j  2e 6 z4 2e 6 c) z5 8  30º  4 z 6 2  60º 30 16 Exemplo 1.9 5.9º  408.8  24.5   593.7  j 42  186.5  j125  1 000 000  30º 250 000 30º   2 445.8 4º 229 .

Temos então:  z n  z e j    z cos   j sen  n n Assim sendo vem que: z n  z e jn  z n n cos   j sen  n porém.ª fórmula de De Moivre. concluímos também que: cos   j sen n  cos n  j sen n (83). também conhecida como 1. da identidade de Euler. zn . e jn  cos n  j sen n o que nos permite escrever z n  z e jn  z cos n  j sen n  z cos   j sen     n n n n (79) *  Daí concluímos que se z  z e j  z   z cos   j sen  podemos exprimir a potência nas seguintes formas: z n  z e jn (80) zn  z (81) n n n z n  z cos n  j sen n n (82). que é reconhecida como sendo a identidade de De Moivre. um número complexo genérico z  z e j  z cos   j sen  Procedamos agora a potenciação deste número. inicialmente. Considerando a parte assinalada com asterisco na equação (79). 230 .e) Potenciação Consideremos. ou seja.

ª fórmula de De Moivre.24 utilizando (a) a forma exponencial e (b) a 1.    j   27 e j  e 6         128cos   j sen  cos  j sen   6 6  7 3 j 2 7j 7 6     3 1  128  j   64 3  j 2  2  z 2  b)     6 rad  3 j  7   7 7  5  5     2 7 cos  j sen   128cos 2    j sen 2    6 6 6  6         5  3 1  5   128cos    j sen    128   j   2  6    6   2   64 3  j  17 Calcular  2 j 2  10 Exemplo 1. 231 . Assim sendo.   j  3  j  2e 6 .ª fórmula de De Moivre.16. Solução: a) Temos que:   2  z  3 1  2   1   30º  rad   arc tg 6 3  Logo.23 Calcular  3 j  7 utilizando (a) a forma exponencial e (b) a 1.1 Exemplo 1.

Solução: a) Temos que:     2 2  2  2 2 z      arc tg 1  45º  rad 4  Logo. Solução: Inicialmente vamos passar cada um dos fatores para a forma polar: 232 .25 j1001  j 2 tanto na forma polar quanto na  3  j 4 1  j  2 Determinar o resultado da expressão z  retangular. 2  j 2  2e j  4 Assim sendo.  2 j 2  10  210 e j 10 4  210 e j 5 2  j   210 e j 2   e 2             1024cos 2  j sen 2cos   j sen    2   2  1024 j z 2  b)     4 rad  2 j 2  10 10 10    210  cos  j sen  4 4     2  2     1024cos 2    j sen 2    4  4         1024 cos  j sen   1024 j 2 2  17.1 Exemplo 1.

separadamente.7  62  j 34 Solução Alternativa: Vamos manter os fatores na forma retangular e racionalizar a fração resultante:   j100 1  21 j 2   j 2   3 1   3 j    j 4 1   j 4 j  j1001  j 4  4 j100 3  j 4    3  j3  j 4  4 7 j z   2 1004  j 3 1004  j 3 7    7 j  7  j  7  10031  j17   62  j 34 49  1 2 j  j  f) Radiciação: Diz-se que um número w é a raiz n-ésima de um número complexo z se wn z  z 1 n que é equivalente a wn  z . a equação z n  n assume a seguinte forma: w cos n  j sen n  z cos   j sen  .8   z 5 126.4   100 90 5  126. também em forma trigonométrica.9  2  135  5 126.9  2  135  2  70. n Uma vez que a igualdade dos números complexos requer a igualdade das partes reais e das partes imaginárias. a raiz que desejamos encontrar: w  w cos   j sen  . Utilizando a 1. devemos ter: 233 .100 90  5  63.ª fórmula de De Moivre.9  28. Para determinar as n raízes distintas do número z vamos considerá-lo em sua forma trigonométrica z  z cos   j sen  e representemos.

... conforme ilustrado a seguir: 234 n z . . . todas com o mesmo módulo e com argumentos k    2k 0  k 360º  . wn1 . 1.. n n que estão situadas sobre a circunferência centrada na origem e com raio um polígono regular de n lados. w2 . 1. w n z e     2k n k  0. 2... 1. 1. k = 0. 2.. w1 . 2.. n  1 Seque-se então a expressão conhecida como 2ª fórmula de De Moivre: w z  n n    2 k   n  j     2k     2k  n z cos   j sen   z e   n    n  n z   2k n (84a) sendo k = 0. Que também pode ser expressa para o argumento em graus.w cos n  z cos  n e w sen n  z sen  n Tais equações... Esta fórmula produz n raízes distintas w0 . 2. n – 1. por sua vez. 1.. sendo os vértices de . n – 1. 2.   º  k 360º   º k 360º  n w  n z  n z cos   j sen   z n n        k 360 n (84b) sendo k=0. . n 1 n    2k ou seja.. são equivalentes a w  z n e k  0. n – 1.

2. e utilizando a identidade de De Moivre.25 Casos particulares: 1º) Raízes da unidade: Quando z = 1. n-1 Considerando 2 2   cos  j sen e n n j 2 n .. 1.y w2 w1 w3   w0   0 n x  wn 1 wn  2  2  360 º  n n Fig.. 1. o ângulo  assume o valor zero e a fórmula (84) reduz-se a : 2k 2k   w   cos  j sen  e n n    2k  j   n  1 2k n 1 k 360º n (85) sendo k= 0. vemos que as n-ésimas raízes da unidade são dadas por: 235 .

26 ilustra as raízes no caso n = 6.  2 .5  j 0. .1.5  j 0.866     cos    e j  1  e j 4    e j 5    0. 1.866  e j 3      j 2 3 *  e  0.866    0.26 2º) Raízes quadradas: 236 x .5  j 0.866    y   3 0 1 4 5 Fig. . onde 2 2    j sen  cos  j sen  0.5  j 0.  n 1 A figura 1.

707  j 0. b) 3 8 j .707  j 0.707 237 . c) 8 1 d)  1 1 j 3 2  e represente-as no plano complexo. Solução: a) j Temos que z  j  e j 2  z 1   e     90º 2  Pela expressão (86): w0  1 45  1 45 = cos 45º  j sen 45º  0.26 Determine os valores das seguintes raízes: a) j.707 w1  1 180  45  1 225  1 135 = cos135º   j sen135º   0.w0  j2 z e z w1  z e   z 2  º z 2 (86) j    2   z 3 z    z 180  3 z    360  3 3 3 z    720   2 º 2 3º) Raízes cúbicas: w0  3 z e 3 z j 3 3 3 z w1  3 z e j   2   3 3 z    2  w2  3 z e j   4   3 3 z    4  18 º 3 3 (87) 3 Exemplo 1.

707 1  0.866  j 0.732  j 238 .732  j w1  3 8  90  360 / 3  2 90  2cos 90º  j sen 90  2 j w2  3 8  90  720  / 3 2 210  2 150  2cos 150  j sen 150  2 0.707 45º 0.866  j0.707 0 x  135º  0.5  1. w0  3 8  30  2cos 30  j sen 30  20.707 w1 Fig. 1.y w0 0.27 b) 3 8j Temos que z  8 j  8 e  j 2 z 8   e      90º 2  Pela expressão (87).5  1.

707 w2  1 90  cos 90º  j sen 90º  j w3  1 135  cos 135º  j sen 135º  0.y w1 2  1..707 w4  1 180  cos180º  j sen180º  1 w5  1 255  1 135  cos135º   j sen135º   0.. 1.28 c) 8 1: Temos que z = 1 e. w  1  1 k 45 sendo k = 0.707  j 0. 7 no presente caso.732 1.732 0 x  30º  150º w2 2 1 w0 Fig.707  j 0.707 239 k 360  8 .707  j 0. com n = 8. pela expressão (85). . 1. w0  1 0  cos 0º  j sen 0º  1 w1  1 45  cos 45º  j sen 45º  0. 2. Assim sendo.707 w6  1 270  1  90  cos 90º   j sen 90º    j w7  1 315  1  45  cos 45º   j sen 45º   0. .707  j 0.

707  45 º 0  0.866  j 0.29 d)   1 1 j 3 : 2  1 3  z   12 2  Temos que z   j  2 2     3  60º   3 2 2  1 1 Pela expressão (86).y 1 w2 0.866  j 0. w0  1 30  cos 30º  j sen 30º  0.707 w4 1 0.707 w3 w1 1 45º  0. 1.707 w5 1 1 w0 x w7 w6 Fig.5 240 .5 w1  1 180  30  1 210  1 150  cos 150º   j sen 150º   0.

w0  2  2 2  45  2 cos 45º  j sen 45º   2   2  j 2   1 j   241 .1 Temos: w4  4  0  w4  4  w  4  4 isto significa que devemos calcular as raízes quartas de z = – 4. 1. 3 no presente caso. sendo k 4 4      = 0.866 x  0. Assim sendo. com n = 4.27 Determinar o conjunto-solução em C da equação w 4  4  0 .30 Exemplo 1.5 Fig.y w0 0 .5  0. Solução: 18. w  4 z cos   j sen  . 2.866 30º 0  150º w1 0. 1. Temos então: z  4 z  4  4e j       180º   180º  k 360º   180º  k 360º  Utilizando a expressão (84).

é apresentada uma demonstração para ela baseada puramente em uma propriedade geométrica dos triângulos. z 2 e z1  z2 . 1  j 1. pelo que optamos por aguardar um maior amadurecimento do estudante com relação aos vários conceitos básicos. que     z1  z2  z1  z2 z1  z2   z1  z2  z *1  z *2  z1 z1*  z1 z2*  z2 z1*  z2 z2* 2 * porém   z2 z1*  z1* z2  z1 z2* * 242 . este é um item que aparece logo no começo. baseados nas expressões que envolvem complexos conjugados. e um lado não pode exceder a soma dos outros dois. visto que. conforme apresentado na figura 1. 2 2   1  j w1  2 135  2 cos135º  j sen135º   2   j  2 2   w2  2 255  2  2 2   1  j j 135   2 cos 135º   j sen 135º   2   2   2 w3  2 315  2   45  2 cos 45º   j sen 45º   2   2  j 2  1 j    2 2 Logo o conjunto solução é: S  1  j. É também interessante notar que a desigualdade se torna uma igualdade quando os pontos 0.  1  j. no mais das vezes. e z2 são colineares.20. z1 . Nesta oportunidade. Vamos então considerar dois pontos do plano complexo associados aos números z1 e z 2 . z1 . Para demonstrar a desigualdade algebricamente vamos escrever. e z1  z2 são os vértices de um triângulo de lados z1 . vamos também apresentar uma demonstração analítica .  1  j.13. Temos então: z1  z2  z1  z2 (88) A demonstração geométrica segue o fato de que os pontos 0.5 A Desigualdade do Triângulo Em alguns trabalhos sobre números complexos.

1. A desigualdade (89) traduz o fato de que o comprimento de um todo de um triângulo não pode ser menor que a diferença dos comprimentos dos outros dois lados.logo z1  z2  z1 z1*  [ z1 z2*  ( z1 z2* )* ]  z2 z2*  z1  [ z1 z2*  ( z1 z2* )* ]  z2 2 2 2 porém     * z1 z2*  z1 z2*  2 Re z1 z2*  2 z1z*2  2 z1 z2 de modo que z1  z2  z1  2 z1 z2  z2 2 2 2 ou z1  z2   z1  z2  2 2 18. o que nos leva a z1  z2  z1  z2 (90) que é a desigualdade (89) quando z1  z2 . basta trocar z1 e z 2 na desigualdade (90) para obter z1  z2   z1  z2  que é o resultado desejado. Podemos também obter formas alternativas úteis para as desigualdades (88) e (89) trocando z 2 por  z2 : z1  z2  z1  z2 (91) 243 .1 Uma conseqüência imediata da desigualdade do triângulo é que z1  z2  z1  z2 (89) que pode ser demonstrada a partir de z1  z1  z2    z2   z1  z2   z2 . Se tivermos z1  z2 .

12 z1  z 2  2.73 e está verificada a desigualdade. Segue-se então que uma circunferência C de raio  com centro em um ponto a (fig.z1  z2  z1  z2 18.1.82 z1  2  j 3  z1  2 2   3  13  3. a) Circunferência Conforme já visto em 1. 1.31) pode ser representada sob a forma za  (93) 244 . a distância entre os pontos do plano definidos pelos complexos z1 e z 2 é z1  z2 .1 (92) Exemplo 1.14. Solução: Temos que: z1  z 2  2  4  j 3  1  2  j 2  z1  z 2   22   22 2 2  2.6 Curvas e Regiões no Plano Complexo Vamos considerar agora alguns tipos importantes de curvas e regiões no plano complexo e suas representações por meio de equações e desigualdades.82  z1  z 2  7.b.1.4.14.61 2 z 2  4  j  z 2   42  12  17  4.28 Verificar a desigualdade do triângulo para z1  2  j3 e z2  4  j . 1.

31 Onde z é um ponto qualquer da circunferência. 245 .32 Trata-se pois de uma circunferência centrada em a0.1. 1.29 Identificar o lugar geométrico representado por (a) z  j  3 .1 e raio 3. 1. 18. (b) z  2  j3  4 .1.y  z a x 0 Fig. a  0  j  a0. 1 a 3 0 x Fig.2 Exemplo 1.1 a)    3 y 0.

33 Temos então uma circunferência centrada em a 2.3 e raio 4. 1. b) Disco Fechado Em conseqüência do que foi visto em (a).3 b)    4 y 4 a 2. para um disco fechado de raio  e centro em a temos: za  (94) 246 .3 3 2 1 2 1 0 x Fig.a  2  j3  a 2.

 y a z 0 x Fig.1.30 Identificar o lugar geométrico representado por z  3  j  2 .34 18.1    2 y 3 2 1 0 1 a 2 Fig. 1. a  3  j  a 3.35 c) Disco Aberto Para o disco aberto temos: 247 x . 1.3 Exemplo 1.1.

za  (95) y  a z 0 x 18. 1.2 Fig. y  a z 0 x Fig. 1.37 248 .36 d) Exterior da Circunferência Semelhantemente a desigualdade z a  (96) Representa o exterior da circunferência de raio  centrada em a.

38 f) Coroa Aberta Temos então:   z  a   (98) y 2 a 1 z 0 x Fig.e) Coroa Fechada A região entre duas circunferências concêntricas de raios 1 e   .39 g) Circunferência Unitária 249 . pode ser representada por: 1  z  a   (97) y 2 1 a z 0 x Fig. 1. 1. sendo 2   .

que representa papel importante na seqüência do estudo de variáveis complexas.41 250 . a circunferência de raio 1 e centro na origem. 1. 1.40 h) Reta que une dois pontos y P1 P1 P2  z2  z1 P1 P P z1 P2 z z2 0 x Fig.A equação z 1 (99) representa a chamada circunferência unitária. y 1 0 x Fig. ou seja.

Sejam z1  x1  jy1 e z2  x2  jy2 os complexos representando dois pontos quaisquer P1 e P2 do plano.15.41. se queremos representar apenas os pontos do segmento que une os pontos P1 e P2 devemos ter 0  k  1 . Da figura em questão percebe-se que: z  z1  AP Sendo AP e AB segmentos orientados paralelos temos: AP = kAB o que nos permite escrever: z  z1 + kAB No entanto. 4 3. 2. AB  z 2  z1 o que nos conduz a: z  z1  k z2  z1  (100a) z  1  k z1  kz2 (100a) Se queremos representar qualquer ponto da reta devemos ter    k   mas. Determine os valores reais de a para os quais a  j  é um número real. conforme aparece na figura 1. Efetuar as seguintes potências: a) j12 b)  j 76 c) j 77 251 . Exercícios Propostos sobre Números Complexos 1. Determine x  R para que o número complexo 3x  2  j x  1 seja real. 1. e z o complexo representando um ponto P qualquer da reta que passa pelos dois pontos inicialmente mencionados.

Calcular j 0 . Escrever na forma trigonométrica os seguintes números complexos e representá-los no plano de Argand-Gauss: a) 1  j b)  5 c)  2  j 2 252 . Exprimir cada um dos seguintes números complexos na forma polar: a) 15e j  b) 5e  j 2 c) 10e  3  j 5 6 7. j1. j 2 .3 30 b) 25  45 c) 86 115 8. Passar os seguintes números complexos da forma polar para a forma retangular: a) 12. j 3  j 30 . d) j 2 n n  N *      e) j 4n3 n  N * f) j 2 n1 n  N * 4. 5. Calcule o módulo e o argumento dos seguintes números complexos: a) z1  1  j b) z 2  j 2 c) z3  3 d) z4  1  j 3 e) z 5   j3 f) z6  3  j 6.

z2 . Sendo z  10  40 calcular z.  2 14. 10. Calcular os seguintes produtos: a) 3 b) 23. 17. Calcule o valor de n sabendo-se que 2 j   1  j   16 j . Sendo z  2. Expressar na forma polar os seguintes complexos: a)  4e j 5  b)  18e j 3 2 253 . 11.11 20  2  45 15. Determinar x e y  R de modo que 2 x  j 4 y   x  jy   7  j10 . n 2n 12. Determine x e y  R tais que j 250  j104  2 j 37  x  jy .53  j 2. Se z1  5e j e z2  2e  j 4 calcular z1.5  j8. 2  j 4 b) 2  j3  5  j3 1  2  c)   j     j3   j 3  j 2 2  3  d) 1  j  3 e)  4 f)  3  j4 2 j 3   3 j  2 j 3  g) j 3  j5 h) 7  j81  j  13.9. 16. Calcular a) 1  j32  1  j .z * .554.z * .5e  j    calcular z.

Calcular: a) 1 j j  j 1 j b) 2 1 j c) 1 j 1 j d) 4 j 2 2 j 2 e) 8 j 3  j5 f) 1 j j  j 1 j g) 3  j 26  j 4  1  j3 j 2 h) 3  j 3  j2  2 j 3 j 19. Determine o número complexo z tal que z 2  2 zj .95 e z2  5  j15. Determine a  R para que  9  ja seja imaginário puro. 2 z1  z2  5  j 24. Calcule o argumento do complexo 1  j   1  j  .z2 sendo z1  10  j3. 254 . resolver o sistema  1 2 .       25. z1  z2 z  z  4  j 23. 21.7 .z2 .z2 apresentando o resultado   2 2   na forma trigonométrica. 20. Determinar o resultado da expressão z  z1. Determinar o número real x tal que o produto z1.18. Sendo z1 e z 2 dois números complexos. 2  j3 22. Sendo z1  2 cos  j sen  e z2  3 cos  j sen  calcular z1. onde z1  4  j3 e z2  x  j 6 . seja também um número real.

29. Os ângulos agudos de um triângulo retângulo são  e . Calcule o valor do produto cos   j sen cos   j sen  . 1  j 20 255 . Calcular 1 . z2  2  j e z3  3  j 4 .26. 7 1 3  .z2 d) z1.z1* 28.z1*  z2* 27.z2 b) z1. Calcular   j  2 2   32. 8 30. Calcular 1  j  .z2 * e) z12 f) z 22 g) z1. calcular: a) z1  z2 b) z1  z2 c) z1*  z 2* z3* d) z1  z2 z1  z3  e) z1.z2*  z2 . 31.z2* c) z1* . Dado o número complexo z  1  j calcular z 20 . Dados z1  1 3 e z2 1  j determine: j 2 2 a) z1. Dados z1  1  j 2 .

Calcular as seguintes raízes e representá-las no plano complexo: 8  j6 a) b) 3 j c) 4 1  25 d) e) 4 1 f) 7  128 g) 6 1 1 j 3 h) i) 3 1 j 39.33. Dados os complexos u   n é um imaginário puro. com a  2 e    34. Achar o conjugado do complexo z 2 onde z  acos   j sen  .  . j  5  j12 e v  1  j calcule o valor de u  v 8 . 1  j 49 15 j  .  1  j 100. 5  j12 38. Calcular o menor valor natural n para o qual  3  j 35.1  j 50 . Calcule o resultado de  1 37. Determinar o conjunto-solução em C para cada uma das seguintes equações: a) w2  1  0 b) w3  1  0 c) w4  1  0 d) w2  j  0 e) w2  w  1  0 256  rad . Calcule o valor da expressão 1 36. 1  j 101.

por indução matemática. 3. a desigualdade seguinte. z1  z2    zn  z1  z2    zn n  2.f) w2  4w  53  0 g) w2   j  2w  3  j   0 h) w4  3w2  2  0 i) w4  3w2  4  0 j) w4  16  0 40. identificar e traçar os gráficos dos lugares geométricos representados por: a) z 3 3 b) z  j4  2 c) 2  z  2  4 d) z  z*  2 e) z  z 2  z f) 2 z  z*  j g) Imz   2   h) Im z 2  2   i) Re z 2  1 j) arg z  45º k)  5  Rez   1 l) 1 1 z m) z  2  z  j 2 257 . 41. Demonstre. e interprete o resultado graficamente. Estabelecer as equações cartesianas.

1 e  1 3. 258 .n) z 1 2 z 1 o) z  j2 3 z  j2 p) z j 1 z j q) z 1 1 z 1 r) z  j6 1 z2 s) Rez  3  0 t) Im jz  j   0 1 u) Re   1 z v) z 1  z 1  3 1 w) 0  Im   1 z x) z  j 4  z  j 4  10   2 y) z 2  z*  2 z) z  z1  z2 . c) j. d) 1 para n par e  1 para n ímpar. b) 1.16. 1. e)  j .  e  reais e não negativos e     . f) j par n par e  j para n ímpar. Resposta dos Exercícios Propostos sobre Números Complexos: 1. sendo z1 e z2 números complexos quaisquer. a) 1. 0. x  1 2.

65  j 6. b) 5 120 . f) 2 e – 30º. d) 2 e 60º. j 5. a) 10. 6.414 e 45º. e) 3 e – 90º. b) 2 e 90º. b) 17.4.7 .9    8. a) 15 45 .15 .7  j17.3  j 77. c)  36. a) z  2  cos  j sen  4 4  y 1 j 1 0  4 rad 1 x b) z  5cos   j sen  y rad 0 5 c) z  2  j 2 259 x . a) 1. c) 10 150 7. c) 3 e 0.

x = 8 20. e) – 1. 100 17.  90 b) 1– j.17 41. d)  2  j 2 . n = 3 12. c) 2.39  j 4. b) 124. y = 2 10. f) 1.117. x = 0. 6 cos  j sen      260 .5.5 – j0. g) – 3. a = 6 22. a) 4  30 . x = 7. b) 18 18.414. a) 6  25 .   rad  3 3   25. 0 e j2 21.9 + j1.5 – j1. y = 2 11. e) – 16.y  2  j2 2 1 3 4 rad 2 1 0 x 9.5.5  j10. g) – 5 + j3. z1  3 e z2  1  j 24. a) 1. b) 7.86  125  5 15.25 16. 19. h) 15 – j 13.3  5. 6. 7.5 – j0.5.167  j3 . d) 1 + j1. h) 2. c) j.73 23. 10e j  4 14.176 – j0. f) 5.3 . a)  6  j12 .

866 31.366 + j0. n = 3 34.828 33. w1  3  j 261 .366 + j1.366 e) – 0.366 b) 1. j 28. 17 37.366 c) 1.366 – j1.26. – 1024 30.472.325. 0.  1 1024 32. a) – 0.366 d) – 0. a)1. c) 0.366 – j0. 16 29.849.5 + j0. e) 8 27. b) 4.828  j 2.5  j 0 .866 f) j2 g) 2 – j 26. – 2 35. d) 6. 2. a) w0  3  j .414. – j 36.

w1  0.y w0 1 3 1 8.866  j 0. w3  1 . w2  j .866  j 0. w2   j y w0 w1 150º 0 30º x w2 c) w0  1 .5 .15 7º 1 w1 b) w0  0. w4   j 262 .5 .4 3º 0 3 x 1 6 .

707  j 0.707  j 0.y w11 1 w2 1 x 0 w0 1 w3 d) y w0  5 0 w1 x 5 e) w0  0. w2  0.707 . w1  0.707 263 .707  j 0.707 .707  j 0. w3  0.707 .

y 0.950 .247  j1. w2  1. w4  1. w6  1.707 w1 w0 135º  45 º  0.43º w3 w0 25. w1  0. w5  0. w3  2 .802  j 0.868 y w1 w2 51.564 .707 45º 0.71º x 0 w6 w4 w5 264 .445  j1.868 .707 w0  1.802  j 0.564.950 .247  j1.445  j1.707 x 0  135 º w2 f) w3  0.

866 0 w3  30º  0.866  j 0. w1  j .5 .5 w4 1 h) w0  1.866 w5 x .225  j 0.5 . w4   j .866  j 0 .866  j 0 .5 y w1 1 w2 0.707 .225  j 0.5 . w1  1.866  j 0. w5  0.707 265 0.5 w0 60º 30º  0.g) w0  0. w2  0. w3  0.

864 .316 .316  j1. w1  0.181 y w1 1.864  j 0.122 w0 135º 15º 0  105º w2 266 x . w2  0.181  j 0.y w1 2 150º 0 x  30º w0 i) w0  1.

0.5  j0. 2  j7  0. –j2} 41. 1. f) 2  j7.707.5  j0.707. 0. 0  3 2 1 267 0 x . 1 . b) 0.  0.707  j0.j 2 h)  1.  j 2 2.5  j 0.707  j0.866. j 2.707  0.707  j 0. 1. j.707  j0.  i) 1.866 g) 1  j.707 e)  0. 0 e raio 3.707.5  j0. j2. 2  j) {2. a) x  32  y 2  9  circunferência centrada em  3.866. – 2. y 3  3.707  j0. a)  j. d)  0. 0.866 c) 0.39.  1.707.707  j0.

4 e raio 2. 2 y 0. 2 268 . 4 4 3 2 1 x 0 c) 4  x  2  y 2  16  coroa fechada centrada em 2. 0 . raio interno 2 e raio externo 4.b) x 2   y  4  4  disco fechado centrado em 0.

0  0 1 x 2 d) x = 1  reta que passa pelo ponto (1. y 0 x 1 269 . 0) e é paralela ao eixo y.y 4 2 2 .

1 2  e é paralela ao eixo x. y 1.e) x  12  y 2  1  circunferência centrada em (1. 2 y 1 2 0 x g) y  2  semiplano situado acima da reta y = 2 e incluindo a mesma. 270 . 0  0 f) y x 1 1  reta que passa pelo ponto 0. 0) e raio 1.

y 2 1 0 x h) xy  1  região delimitada pela hipérbole equilátera xy = 1 conforme aparece na figura a seguir y 1. 271 .1  0 i) x x 2  y 2  1  região entre os ramos da hipérbole x 2  y 2  1 incluindo tais ramos.

0  B B 0. 0 . 0 . F   2 .y A1. A 1. 1. B  1.0 x  . 0  45 º 45 º F  A A 0 B 272 F F    2 .

º quadrantes.º e 4. 273 x . y 45 º 0 x  45 º k) y  5 l) 1 0 x 2  y 2  1  região exterior à circunferência x 2  y 2  1 .j)  45º   45º  região entre as retas y   x e y = x no 1.

º quadrantes. . 0 e raio 3  3 274 4 3 .º e 3. y y  x 45 º 0 2 x 2 5  4 n)  x    y 2     circunferência de centro a5 3 .y 1 0 x m) Reta bissetriz do 1.

0 275 x .y a 0 4 3 5 3 .

276 x .2 2 5  3 o) x   y       circunferência de centro a0. y a 0. 5 2  e raio 2  2 2 3 2 . y 0 q) x = 0  eixos dos y. 5 2  3 2 0 x p) y = 0  eixos dos x.

y 8  83 s) x 0 x  3  que inclui o semiplano e a reta r assinalados na figura.y 0 r) x x  3 y  8  0  que inclui o semiplano e a reta(r) assinalados na figura. 277 r .

y x 3 0 r 278 .

y 1 0 2 1 x 2 279 .t) x  1  que representa o semiplano assinalado. y 0 2 1 x 2 1  1 u)  x    y 2     disco aberto de centro a 1 2 . 0 e raio 2  2 1 2 .

0  5 2  F   1.  5 2 A  3 2 .0  x  2 2 1  1 w) As equações que definem o lugar geométrico são y < 0 e x   y      . e dist ância fo cal = 2. Logo temos 2  2 o todo semiplano a esquerda do eixo y = 0 a menos da parte do disco fechado de centro 1 1  a 0. eixo menor = 9 5 4 4 5 . A  3 2 .   e raio situada nesta região. 0  F 1. y  B 0. co m eixo maior = 3. 0  0 B 0 . 2 2  2 280 .v) x2 y2   1  elipse cent rada na or igem.

y

0

x

1

1

2

2

x2 y2
x)

 1  elipse centrada na origem, com eixo maior = 10, eixo menor = 6, e distância
9 25
focal = 8.

y
A  0 ,5 

F

B   3 ,0 

0 , 4 

B 3 , 0  x

0
F

A

0 ,  4 
0 ,  5 

y) x 2  y 2  1  que é uma hipérbole equilátera, centrada na origem, cujo eixo real = 2, e eixo
imaginário = 2, e a distância focal = 2 2 .

281

y

A1,0 , A 1,0 
B 0,1, B  1,0 
F

B

F

 

2 ,0 , F   2 ,0

F

45 º

45 º

x

0
B

z) z  z1  z 2  sendo     1 , representa o segmento que une os pontos determinados
por z1 e z 2 .

282

19

Unidade 2

Somatórios, Produtórios e uma Introdução às Medidas de Posição:
2.1. Introdução aos Somatórios
Muitas vezes precisamos escrever expressões que envolvem somas com um grande número
de parcelas e, para facilitar, vamos intoduzir o conceito de somatório ou, como preferem alguns
autores, a notação sigma. Tal notação envolve o uso do símbolo , que é a letra sigma maiúscula do
alfabeto grego, e corresponde ao nosso S, que é a primeira letra da palavra “Soma”,é claro!
Tal notação é bastante útil para o Cálculo Integral, Estatística, Telecomunicações,
Informática7, etc.
Por exemplo, a soma
a1  a2  a3    an

com n termos (parcelas), pode ser sintetizada por meio do conceito de somatório.
Simbolizaremos por a i o i-ésimo termo da soma, pois, a1 é o primeiro termo, a2 é o segundo, a3 ,
o terceiro, e daí por diante até chegarmos a a n . Temos então:
i n

n

i 1

i 1

a1  a 2    a n   a i   a i

e convém ressaltar as seguintes partes:

n

a instrução
para somar

 ai

o último elemento dos
termos a serem somados
termo geral do somatório

i 1
o primeiro elemento dos
termos a serem somados

i é uma observação
individual da série

19.1.1.1.1.1 Fig. 2.1

Temos também que i = 1 é o limite inferior, i = n é o limite superior, sendo “i” o índice do
somatório, e lê-se: “Somatório de ai , para i variando de 1 a n”.
Não é absolutamente necessário, conforme veremos nos exemplos subsequentes, que i se
restrinja sempre ao intervalo 1  i  n (ilustração 1-a). Na realidade podemos ter –  < i < +
 (ilustração 1-b), mas i deve assumir sempre valores inteiros e variar de um em um no sentido
crescente.
7

Vide seção 2.1 (Base Teórica da Comunicação de Dados), equação 2.1 do livro Redes de Computadores, de Andrew
S. Tanenbaun, publicado pela Editora Campus.

283


1

2

ILUSTRAÇÃO 2.1
3

 


i

n

4

sentido
crescente





 43

 2 01 1

32

sentido
 crescente
 

(a)

 i

4




(b)

Convém também ressaltar que i é um “símbolo mudo”, pois qualquer outra letra pode ser
usada para este propósito. Alguns exemplos da notação sigma são dados na ilustração a seguir:
 ILUSTRAÇÃO 2.2
6

(a)

i

2

 12  22  32  42  52  62

i 1

3

(b)

 (3i  2)  3 2  2  3 1  2  30  2 

i  2

 31  2  32  2  [3(3)  2]   4   1  2  5  8  11
n

(c)

j

3

 13  23  33    n3

j 1

8

(d)

1

1

1

1

1

1

1

1

k  2  3  4  5  6  7  8
k 2

2.2. Definição Formal de Somatório
Expandindo as considerações iniciais temos então :
n

 F (i )  F (m)  F (m  1)  F (m  2)    F (n  1)  F (n)

(1)

i m

onde F( i ) , que é a função geradora do somatório, é uma função da variável i ( ou de outra
que seja escolhida ), m e n são números inteiros, sendo m  n , e i varia de um em um, desde o
valor m até o valor n.
O lado direito de (1) consiste na soma de n  m  1 termos , o primeiro dos mesmos sendo
obtido substituindo-se i por m em F( i ) , o segundo substituindo-se i por m  1 em F(i), e assim
sucessivamente, até que o último termo seja obtido substituindo-se i por n em F( i ). É fácil de se
concluir que o número m é o limite inferior da soma, n é o limite superior, e a função F( i ) é o
termo geral, sendo i sua variável. Embora já tenha sido dito, e a ilustração (2) seja bem clara, nunca

284

é demais relembrar que i é um "símbolo mudo", pois qualquer outra letra pode ser empregada
para este fim.
Por exemplo,
6

i

2

2

2

2

2

 2 3 4 5 6

2

i 2

é equivalente a
6

k

2

2

2

2

2

 2 3 4 5 6

2

k 2

A ilustração seguinte evidencia mais algumas aplicações do conceito de somatório :

 ILUSTRAÇÃO 2.3
50

(a)

x
i 1

i

 x1  x2  x3    x50

k

yk  x2 y2  x3 y3  x4 y4  x5 y5  x6 y6

6

(b)

x
k 2

500

(c)

(x
j 1

2

j

2

2

 x )  ( x1  x )  ( x2  x )    ( x500  x )

2

,sendo x =constante

20

(d)

 i  (5)  (4)  (3)  (2)  (1)  0  1  2    20

i  5

2k  1 1 3 5
  
3
3 3 3
k 0
2

(e)


6

(f)

2

2

2

2

2

i
3
4
5
6
9 16 25 36




 



3 1 4 1 5 1 6 1 4 5
6
7
i 3 i  1

e de modo inverso,
(g)

1001

1000

1002

i 1

i 0

i 2

2  4  6    2002   (2i ) ou

 (2i  2) ou

285

 (2i  2)

porém a ilustração 4 a seguir ajudará a sedimentar tal fato. (c) 2 3 a1b  a2b    anb n 1 n   a jb j 1 j 1 2.50 (h) 1  3  5    101   (2i  1) ou i 0 51 52  (2i  1) ou  (2i  3) i 1 i 2 Também já vimos que os termos da soma podem envolver subíndices.4 10 (a)  kb k k 4  4b4  5b5    10b10 n (b)  f ( x )x i i 1 i  f ( x1 )x1  f ( x2 )x2    f ( xn )xn e também de modo inverso. Propriedades dos Somatórios Propriedade (a): distributiva com relação à adição n n n i 1 i 1 i 1  F (i )  G(i )   F (i )   G(i ) (2) Demonstração: n  F (i )  G (i )  F (1)  G (1)  F (2)  G (2)    i 1  F (n)  G (n)  F (1)  F (2)    F (n)  n n i 1 i 1  G (1)  G (2)    G (n)   F (i )   G (i ) Esta propriedade pode ser estendida à soma de um número qualquer de funções. 286 .3. até porque podemos ter também expoentes.  ILUSTRAÇÃO 2.

sendo K = constante (4) Demonstração : n  KF (i )  KF (1)  KF (2)    KF (n)  i 1 n  K F (1)  F (2)    F (n)  K  F (i ) i 1 Propriedade (d): n  K  nK . ou seja: 287 .Propriedade (b): distributiva com relação à subtração n n n i 1 i 1 i 1 F (i )  G(i )   F (i )  G(i ) (3) A demonstração é análoga à anterior. Propriedade (c): n n i 1 i 1  KF (i )  K  F (i ) . sendo K = constante (5) i 1 Demonstração: Temos que : n 1)  F (2)    F (n)  F (i )  F(   i 1 n termos Fazendo F(i) = K obtemos: F (1)  F (2)    F (n)  K e n n i 1 i 1 K  K   K  nK  F (i )   K    n termos A propriedade (d) pode ser estendida para o caso do limite inferior não ser necessariamente 1.

m 1 termos A seguir continuaremos a apresentar uma série de propriedades cujas demonstrações ficarão a cargo do estudante como forma de exercitação. Propriedade (f): 2 n n  F (i )2 F ( i )     i 1  i 1  (7) Propriedade (g): n n n i 1 i 1 i 1  F (i ) G(i )   F (i )G(i ) (8) Propriedade (h): n n F (i )   i 1 G ( i )  F (i ) i 1 n (9)  G (i ) i 1 288 .Propriedade (e): n  K  (n  m  1) K . sendo K = constante (6) i m Demonstração: Fazendo F( i ) = K em (1) obtemos: F (m)  F (m  1)    F (n)  K e n n i m i m K  K   K  (n  m  1) K  F (i )   K    n .

o valor acima poderia ter sido obtido sem que fosse necessário somar todas as parcelas. 2 5  13 5  45 S5  2 Uma alternativa de solução é utilizando.1 5 Escreva os termos de  (2i  3) e ache a soma.2 19. bastando observar que as mesmas constituem uma progressão aritmética.1.1. i 1 Solução: Temos que: 5  9 11  13  45  (2i  3)  57  i 1 progressãoaritmética de razão 2 e 5 termos Aliás. e que para tal a  a n tipo de sucessão a soma dos termos é dada pela fórmula: S n  1 n . primeiramente.1.3 EXEMPLO 2.1.Propriedade (i): se n é um inteiro positivo então n i  i 1 n i 2 nn  1 2  i 1 (10) nn  12n  1 6 (11) n n  1 i   4 i 1 n n 2 2 3 i  4 i 1 (12) 3 2 n(n  1)(6n  9n  n  1) 30 (13) 19. a propriedade (a): 5 5 5 i 1 i 1 i 1  (2i  3)  2 i   3  289 .1.1. Logo.

4 (a) 4 i .1. e a segunda pode ser determinada por meio propriedade (d). Verificar os resultados por meio das equações de ( 10 ) a ( 13 ). 4 i  i 1 4 4(4  1) (4  5)   10 2 2 (b)  i  1  2  3  4  30 2 2 2 2 2 i 1 Da fórmula (11) . 6 } calcular x i 1 i .4 EXEMPLO 2.1. com n = 4.1. com n = 4 . 5. de razão 1) 19. (b) i 1 4 i .1.3 Calcule os somatórios a seguir escrevendo as parcelas e determinando a soma.1.1. 3.5 EXEMPLO 2. 290 . 3 i 1 4 (d) i 4 i 1 Solução: 4 (a)  i  1  2  3  4  10 i 1 Da fórmula (10). Solução: 5 x i 1 i  x1  x2  x3  x4  x5  7  3  9  5  6  30 19.A.2 5 Sendo x = { 7. 9. 2 (c) i 1 i .A primeira parcela é trivial. ou seja :  2 1  2  3  4  5  5  3  30  15  45   1 5 5 2 (P.

com n = 4.4 n Calcule  (12i 2  2i  5) i 1 Solução: Pela propriedade (a) temos: n n n n i 1 i 1  (12i  2i  5)  12i   2i   5  2 i 1 2 i 1 Pela propriedade (c). 12n(n  1)(2n  1) 2n(n  1)   5n  6 2  4n 3  6n 2  2n  n 2  n  5n    4n 3  5n 2  6n EXEMPLO 2.4 i 2  i 1 4 (c) i 3 3 3 3 4(4  1)(8  1) 4  5  9   30 6 6 3  1  2  3  4  100 i 1 Da fórmula (12) .6 EXEMPLO 2. n n n i 1 i 1  12 i  2 i   5  2 i 1 Utilizando as equações (11) e (10) e a propriedade (d).5 291 . com n = 4 3 2 4(4  1)(6  4  9  4  4  1) 4  5  531 i    354  30 30 i 1 4 4 19.1. 2 2 4 (4  1) 16  25 i    100  4 4 i 1 4 4 (d) i 4 4 4 4 3 4  1  2  3  4  354 i 1 Da fórmula (13).1.1.

temos :  1 300 n 2 2 (50n)  3  (n  i  1  2ni  2n  2i )  n n i 1 Aplicando mais uma vez a propriedade (a) segue-se que :  50  n 2 300  n 2 n  i  ( 2 n  2 ) i  (n  2n  1)    3  i 1 i 1  n  i 1 Aplicando a propriedade (c) ao segundo somatório e a propriedade (d) ao terceiro. a propriedade (c) ao segundo somatório e desenvolvendo no mesmo o quadrado. obtemos : 1 n 300 n n  i  1 50     2 n i 1 n i 1 n 2  Aplicando a propriedade (d) as primeiro somatório.Simplifique o seguinte somatório: 2 1  i 1     50  3001   n    i 1 n   n Solução: Aplicando as propriedades (a) e (c) e rearranjando o que está dentro do parênteses. vem que:  50  n 2 300  n 2  i  ( 2 n  2 ) i  (n  2n  1)n   3  i 1  n  i 1 Aplicando a fórmula (11) ao primeiro somatório. a fórmula (10) ao segundo. temos: 292 .

1.1. x1  x70  700  680  20 Assim sendo.6 70 Sabendo-se que x i 1 i  700 e que 69 x i 2 i  680 . 10% de ( x1  x70 ) = 10% de 20 = 2 19.7 n Determine o valor do "n" inteiro para que  (3i  1)  3150 . calcular 10 % de ( x1  x70 ) .8 EXEMPLO 2.1.1.7 EXEMPLO 2. 50  2 300  n(n  1)(2n  1) 2(n  1)n(n  1)    (n  2n  1)n  3  6 2  n  3 2  3 3 2 300  2n  3n  n  50  3   n  n  n  2n  n   6  n  300  7 3 3 2 1  450 50  50  3  n  n  n  50  700   2  3 2 6 n   n n  750  450 50  2 n n 19. x1  680  x70  700 donde.1.1. Solução: Temos que : 70 x i 1 i  x1  x2    x69  x70  700  69  xi 680 i 2 e então. i 1 Solução: Temos que : 293 .

amn i  m 3 294 n 1 2 . etc. o emprego de tabelas de dupla entrada.. Seja então a ij um elemento genérico pertinente à i-ésima linha e à j-ésima coluna da tabela a seguir : j 1 2 3 . Assim. a3 n a m1 am 2 am 3 . segue-se: 2 (4  3n  1)n  3150 2 Desenvolvendo obtemos: 3n2  5n  6300  0 Lembrando que para a equação an 2  bn  c  0 . a indicação da soma dos elementos das tabelas de dupla entrada pode ser feita mediante o emprego do somatório duplo.. casado.. obtemos: 2a n' 45 e n' '   140 3 Uma vez que o número de termos deve ser inteiro e positivo temos: n  45 2.1. Somatório Duplo Acontece com freqüência.. na apresentação de dados estatísticos . mais uma vez. nas quais os valores são expressos em função de duas variáveis: uma variável linha e uma variável coluna. 19. componentes  modelos . outros) x sexo (masculino e feminino). n   b  b 2  4ac . Desta maneira podemos representar: estado civil (solteiro.1. a2n 3 a31 a32 a33 ....n  10    (3n  1)  3150  (3i  1)  47     i 1 progressãoaritmética de razão 3 e n termos Lembrando. que para tal progressão S n  a1  an n ..2 1 a11 a12 a13 . a1n 2 a 21 a 22 a 23 ..4. faixas etárias  rendas ..

1.5 (a) a11  a12    a1n  a21  a22    a2 n  a31  a32    a3n  m n  am1  am 2    amn   aij i 1 j 1 (soma de todos os termos interiores ao retângulo 1) (b) m n a33  a34    a3n    am 3    amn   aij 2 2 2 2 2 2 i 3 j 3 (soma dos quadrados dos termos interiores ao retângulo 2) (c) m a13  a23  a33    am 3   a i 3 i 1 (soma dos termos interiores ao retângulo 3) 19. ILUSTRAÇÃO 2.8 Temos que a ij representa o elemento sujeito à i-ésima linha e à j-ésima coluna da tabela: j 1 2 3 4 1 6 -3 0 -1 2 2 1 5 3 3 1 4 2 5 i 295 .1.1 EXEMPLO 2.2.

Calcular: 3 (a) 4  a i 1 j 1 ij  a11  a12  a13  a14  a21  a22  a23  a24  a31  a32  a33  a34   6  (3)  0  (1)  2  1  5  3  1  4  2  5  25 4 (b) a j 1 3j  a31  a32  a33  a34  1  4  2  5  12 i4  a14  a24  a34  (1)  3  5  7 3 (c) a i 1 3 (d) 4  a i  2 j 3 (e) 3 3 ij 3 3 3 3 3 3 3 3  a23  a24  a33  a34  5  3  2  5  285 4 3 4  (aij  1) 2   (aij2  2aij  1)  i 1 j 1 3 i 1 j 1 4 3 4 3 4   aij2  2 aij  1  i 1 j 1 i 1 j 1 i 1 j 1 2 2 2 2  a  a  a  a  a  a22  a23  a24  a31  2 11 2 12 2 13 2 14 2 21 2 2 2  a32  a33  a34  2(a11  a12  a13  a14  a21  a22   a23  a24  a31  a32  a33  a34 )  (3)(4)(1)   6 2  (3) 2  0 2  (1) 2  2 2  12  52  32  12  4 2  2 2  52  26  (3)  0  (1)  2  1  5  3  1  4  2  5  12   131  2(25)  12  93 2. Propriedade dos Somatórios Duplos m n m n i 1 j 1  F (i )G( j)   F (i ) G( j) i 1 j 1 Demonstração: 296 (14) .5.

2 3  (2i )(3  j)  a i 1 j 1 11  a12  a13  a 21  a 22  a 23  8  10  12  16  20  24  90 Alternativamente.2 EXEMPLO 2.1.2.1.m n m  F (i )G ( j )   F (i )G (1)  F (i )G (2)    F (i )G (n)  i 1 j 1 i 1 m   F (i )G (1)  G (2)    G (n)  i 1  F (1)  F (2)    F (m )G (1)  G (2)    G (n)  m n i 1 j 1   F ( i ) G ( j ) 19. i 1 j 1 Solução: j 1 2 3 a11  2  4  a12  2  5  a13  2  6  8  10  12 a21  4  4  a22  4  5  a23  4  6   16  20  24 i 1 2 Assim sendo. aplicando-se a propriedade dos somatórios duplos obtemos: 297 .9 2 Calcular o somatório 3  (2i )(3  j) .

é claro! 2.2 3 i 1 j 1  (2i ) (3  j)  (2  4)(4  5  6)  6 15  90 o que é bem mais fácil. 4 (f) a0b  a1b  a2b    anb ( x1  2)  ( x 2  2)  ( x3  2)  ( x 4  2) 2 (h) 2 2 m1 ( y1  b)  m2 ( y2  b)    m10 ( y10  b) 2 x p  x2 p2    xn pn (d) 1 1 x1  x2    xn x  x  x  (i)  1  4    2  4      15  4   y1   y2   y15  (e) 6  9  12    300 (j) (4 x1  2 y1 )  (4 x2  2 y2 )    (4 xn  2 yn ) 3 3 (2) Desenvolva os somatórios e efetue as simplificações: 6 (a)  (3i  1) 3 (g) i 2  (3i  2) 1 i  (c)    i 1  2  7 (d)  (i  1) 2  i     i 2  i  1    1  i  (1) k 1   (i)    k  k 1   4 3 (j) i 1  k    k  3  k  2 11 5 (e)  1  2   i 0 3 (h) i 1 4 i i  2 6 (b) 2 (l)  K . sendo K = constante j 2 298 3 .6. Exercícios Propostos sobre Somatórios (1) Escreva as somas abaixo utilizando a notação de somatório: (a) x1 p1  x2 p2    xn pn (b) ( x1  x)  ( x2  x)    ( xk  x) . 2 3 (c) 1 1 1    y1 y2 y30 n 2 2 2 sendo (g) 2 x = constante.

 2     j  3  j ( j  2)  6 (f) n (m)  (a i 1  ai 1 ) i 100 100 i 3 i 5 i  i (n) (3) Sendo x = {7. 3} e y = {15. 12. 6. 3. 2} verifique a expressão (7). 3. i 5 (9) Sendo x = {7. 8. 3. 299 . 2. 7} e K = 3 verifique a expressão (4). 4} verifique a expressão (2). 5. 8. 4} verifique a expressão (3). (6) Sendo x = {4. 1} calcular: 5 (a) 5  yi (x (h) i 1 5 (b) i 1 5  xi 2 (i) i 1 (x i 1 i 5 5 (c) y i 1 2 i  4) (y i  4) i 1 5 i 1  xi yi (l) i 1 5 (e) (x i 1 i ( xi  4) i 1 i  4) (y 5  2) (m) (x i 1 5 5 (f) 2 5 5 (d)  2)  (x (j) i  1)( y i  3) i  ( x i  yi ) (n) 5 5 (g)  ( xi  2) (o) i yi x i 1 i 1  yi ) xi y i 1 i 1 i i (4) Sendo x = {10. 15. calcule K sendo K = 2. 10. 1. 7} e y = {2. 2. calcule  K sendo K = 10 i 1 11 (8) Utilizando a expressão (6). 9. 9. 7. 6} e y = {3. 1. 5. 5 (7) Utilizando a expressão (5). 9. (5) Sendo x = {13. 10.

i 1 (16) Seja aij um elemento genérico sujeito à i-ésima linha à j-ésima coluna da tabela a seguir: j 1 2 3 1 4 1 -1 2 3 2 -2 3 -1 4 0 4 0 3 4 i 300 . 1. 5. i 1 n  (3i  1)  5550 .(10) Sendo x = {3. calcular 20% de x1  x80 . 8. determinar i 1 (15) Determinar o valor do inteiro “n” para que 20  3F (i)  2 . 20 (14) Sabendo-se que 2 i 1 2 (13) Sabendo-se que  ( 4i n  2i (i  1) 20  i  5) i 1 25 (d) 3 i 1 i 1 (c)  (i  2F (i)  30 . 8. 7} verifique a expressão (9). 4. 7. 5. (11) Sendo x = {6. 14} e y = {3. 10. 9} e y = {2. 10} verifique a expressão (8). (12) Calcule os seguintes somatórios: 30 (a) n  (i  3i  1) 2 (e) i 1 40 (b) n  (2i  4i  1) 2 (f) (g)  3i (i  2) (h) i 1  3i  5)  4i 2 (i  2)  2i (1  i n i 1 i 1 80  xi  800 e que i 1 79 x i 2 i 2 )    780 .

a31 . Idade (anos) Rendas (R$ mil) 1 2 3 4 5 18 |— 24 24 |— 30 30 |— 36 36 |— 42 42 |— 48 1 8 |— 18 18 10 5 4 1 2 18 |— 28 12 8 4 3 5 3 28 |— 38 10 9 8 7 8 4 38 |— 48 7 7 10 15 10 5 48 |— 58 5 8 13 12 15 6 58 |— 128 3 10 15 18 20 (A) Calcular: 6 (a) 5  a i 1 j 1 6 (d) (e) i 3 j  2   (g)  aij   i 1 j 1   (a i 1 2 6 (h) (c) i3 6  aij 5 a i 1 5 6 5 6 (b) ij i4 a j 1  1) 5 (f)  2a j 1 5  (aij  2) i 1 j 1 301 2j 3j   5 aij  (i)    j15   i 1  4 2     . a 43 ? (B) Calcular: 4 (a) 3 4  aij (b) i 1 j 1 4  ai 3 (e) (g) (c) 3 3  (a i 1 j 1 ij  2) 2 (h) 2 (f) i 1 j 1  (a i 1 3  3a 2j 4  aij 4 a j 1 i 1 j 1 i 1 4 3  aij i 2 j 2 4 (d) 3 4 (i) ij i2  1) 3  (a i 1 j 1 ij 2  4) (17) O elemento aij representa o número de pessoas que estão sujeitas à i-ésima faixa etária e à jésima faixa de renda. a13 .2 (A) Quais são os elementos a 22 . a32 .

96 24 302 i 2 .08 12 7 (i)  0.43 7 1481  2.(B) (a) Escreva simbolicamente a soma dos elementos com renda maior ou igual a R$28000. (c) Escreva simbolicamente a soma dos elementos que estão na faixa etária 36 |— 42.75 4 (d) 203 9 (h)  1.58 12 (n) 7 (b) 51 17 (f)  1. (18) Calcular 5 (a) 2  i 2 2 n j (b) i 1 j 1 n  ij i 1 j 1 (19) Sendo x = {2.13 15 81 (j)   1.35 60 (c) 7 63 (g)  15. Respostas dos Exercícios Propostos sobre Somatórios n n (1) (a) k x p i 1 i (b) i (x i 1  x) i 30 (c)  i 1 x 1 yi (d) i 1 n i x i 1 pi i 100 (e)  3i ou n i 2 99 (f)  (3i  3)  ai b i 2 4 (g) i 0  ( xi  2) 2 i 1 10 (h)  m ( y  b) i 1 i i 1 x  (i)   i  4  i 1  y i  15 3 n (j)  (4 x i 1 i  2 yi ) (2) (a) 55 73 (e)  6. (b) Escreva simbolicamente a soma dos elementos com renda na faixa 48 |— 58. 9} verifique a expressão (14). 3} e j = {4. 2.62 420 (d) 110 (h) 20 (m) 15 (i) 340 (n) 383  15. 7.00 e que tenham idade maior ou igual a 30 anos.7.8 5 (l) 10K (m) an  a0 (3) (a) 15 (e) 40 (b) 200 (f) 45 10 (j)  1.35 (o) 630 (c) 79 (g) 20 3201 (l)  7.

5 (4) (x i 1 (x i 1 i 1 4 4 i 1 i 1  yi )   xi   yi  2  Kx i 1 i 1 i 5 (6) 5  y i )   x i   y i  70 4 (5) 5 i 5 i  K  xi  63 i 1 (7) 50 (8) 14 2 3 2 3  (9)  xi   225   xi  89 i 1  i 1  (10) 4 4 4 i 1 i 1 i 1  xi  yi  504   xi yi  157 303 .

(f) 84. (i) 13.  a (e) 77. 6 .4 4 x (11)  i  8  i 1 y i x i y i i 1 4 i 1 2 (12) (a) 10. (b) 55.880 (d) 133.798 5 5 ij . (17) (A) (a) 280. (g) 193. (b) a j 1 5j (e) 53. 4 3n 4  2n 3  9n 2  4n . 3 2 8n  3n  35n (f) .400 4 3 2 4 3 2 3 n  2n  3n  22n (e) . (b) 11. (c) 32. 6 n  2n  3n  2n (h) 2 (13) 4 (14) 85 (15) 60 (16) (A) 2.560 (g) (b) 41. (c) 3. -1. 4.400. (d) 185.040 (c) 10. (h) 51. (g) 78. (f) 54. 5 i 3 j 3 (18) (a) 330.  (1  n)n  (b)    2  304 (c) a j 1 2 i4 (i) 65 . 6 (B) (a) (d) 1. -1. 16 (B) (a) 17. (h) 340.

2 (19) 3 2 3  x y  x  y i 1 j 1 i i i 1 i j 1 i 100 305 .

Introdução aos Produtórios Analogamente ao que foi visto no somatório.2 306 . Temos então: n a1  a2  a3   an   ai i 1 e é interessante ressaltar as partes principais: n a instrução para multiplicar  ai o último elemento dos termos a serem multiplicados termo geral do produtório i 1 o primeiro elemento dos termos a serem multiplicados i é uma observação individual da série Fig.8. 2. o qual representa a soma de termos. pode se fazer necessária a representação do produto de termos de uma sucessão. O produto a1  a 2  a 3    a n com n termos (fatores) pode ser sintetizado por meio do conceito de produtório.2.

O símbolo  é a letra grega pi maiúscula. 307 . m e n são números inteiros. sendo esta a primeira letra da palavra PRODUTO. do mesmo modo que no somatório.  ILUSTRAÇÃO 2. sendo m  n . não é necessário que o índice inferior seja 1.9.6 21 (a) 2  4  6  8 10   42   (2i ) ou i 1 50 (b) 1 2  3  4  5   50   k ou k 1 (c) (10)  (9)  (8)   70  71  20  (2i  2) ou i 0 51  (k  1) ou k 2 71  j ou j  10 22  (2i  2) i 2 49  (k  1) k 0 72  ( j  1) ou j  9 70  ( j  1) j  11 e devemos reparar que. desde o valor m até o valor n. e corresponde ao nosso P. 2. e i varia de um em um. Definição Formal de Produtório Dando seqüência aos conceitos podemos escrever: n  F (i )  F (m)  F (m  1)  F (m  2)  F (n 1)  F (n) (15) i m onde F(i) é uma função da variável i (ou de outra que seja escolhida).

e assim por diante.O lado direito de (15) consiste no produto de n  m  1 termos. até obter-se o último termo substituindo-se i por n em F(i). Logicamente F(i) é o termo geral. sendo K = constante n i 1 (16) i 1 Demonstração: n KF (1)  KF (2)   KF (n)   KF (i )      i 1 n termos  K F (1)  F (2)   F (n)  K n n n  F (i ) i 1 308 . o segundo substituindo-se i por m  1 em F(i). o primeiro dos mesmos sendo obtido substituindo-se i por m em F(i). Propriedades dos Produtórios Propriedade (a): n n  KF (i)  K  F (i) . sendo i a variável escolhida. 2. que pode ser também qualquer outra conforme aparece na ilustração 6.10.

sendo K = constante (17) Demonstração: n KF (m)  KF (m  1)    KF (n)   KF (i)      i m K n . ou seja: Propriedade (b): n n i m i m  KF (i)  K nm1  F (i) .Esta propriedade pode ser estendida para o caso do limite inferior não ser necessariamente 1. sendo K = constante i 1 309 (18) .m 1 termos n  m 1 F (m)  F (m  1)    F (n)  n  K n  m 1  F (i ) i m Propriedade (c): n K  K n .

Propriedade (d): n K  K n  m 1 .Demonstração: Temos que: n 1)  F (2)   F (n)  F (i )  F(    i 1 n . sendo K = constante i m Demonstração: Fazendo F (i)  K em (15) obtemos: 310 (19) .m  1 termos Fazendo F (i )  K obtemos: F (1)  F (2)    F (n)  K e n n i 1 i 1 K K  KK  F (i )   K      n n termos Esta propriedade também pode ser estendida para o caso do limite inferior não ser 1.

2.4 Exemplo 2.1.3 EXEMPLO 2. k 1 311 .10 Desenvolver os seguintes produtórios: 10 (a)  (i  1) i 0 6 (b) ( j j 2 ) j 2 Solução: 10 (a)  (i  1)  1 2  3  4  5  6  7  8  9 10 11 i 0 6 (b) ( j j 2 0 1 2 3 )  2 3  4 5 6 4 j 2 19.2.F (m)  F (m  1)    F (n)  K e n n i m i m K K  KK  F (i )   K       n  m 1 n  m 1 termos Propriedade (e):      F (i )  G(i )   F (i )   G(i ) n n n  i 1 i 1   i 1  (20) Demonstração: n  F (i)  G(i)  F (1)  G(1)  F (2)  G(2) F (n)  G(n)  i 1  F (1)  F (2)   F (n) G (1)  G (2)   G (n)   n   n    F (i )   G (i )  i 1   i 1  19.1.1.1.11 5 Calcular o produtório  (k 2  k  1) .

11. Exercícios Propostos sobre Produtórios (1) Escreva os seguintes produtos sob a forma de produtório: (a) 2  4  8 16  512 (b) 3  6  9 12  63 (c) 1 3  5  7  33 (d) y  y  y  y  y (produto de n fatores iguais) 1 2 3 4 (e) 1  2  3  4  n n (f) z1  z2  z3  z8 (g) a1 x1  a2 x2  a3 x3  an xn f1 fp f3 f2 (h) x1  x2  x3  x p (i) a a1 a2 a3     20 b1 b2 b3 b20 1 1 1 1 (j) a1b1  a2b2  a3b3  a20b20 3 3 3 3 (l) a1  a2  a3  an1 (2) Desenvolver os seguintes produtórios: 6 (a)  (2 y  1) y 1 10 (b)  (5t ) t 1 5 (c)  (5k  3) k 1 312 .Solução: 5  (k 2  k  1)  3  7 13  21 31  177.723 k 1 2.

i 1 i i 1 (j) 17  (2i  1) . i 1 (l) n 1  (a i 1 3 i ) ou (2) (a) 1 3  5  7  9 11. i (b) i 1 (e) n  (i ) . (b) 1 106 560. (d) (3 1 )  (3  2 )  (3  3 )  (3  4 )  (3  5 ) (e) x1 j  x2 j  x3 j  x pj (3) (a) 101 500. 20  (a b i 1 1 i i (d) n  (a x ) .12. i 1 bi n y. i 1 i  (3i ) . (h) i i 1 20 a )  ( i ) . (b) 5 10 15  50 . (f) (g) 8  zi . 1 2 3 4 5 (c) 8 1318  23  28 . Respostas dos Exercícios Propostos sobre Produtórios (1) (a) 9  (2 ) .5 (d)  (3i ) i i 1 p (e) x ij i 1 (3) Calcular os seguintes produtórios: 4 (a)  (3i 2  2) i 1 6 (b)  (3 j  1) j 0 5 (c) 3 k 1 2. (c) 243 313 n  (a 3 i 1 i 2 ) . i 1 i 1 i 1 (i) (c) 21 p (x fi i ). i 20 ai (b ) .

(b) 3. é definida por: n x x1  x2  x3  n  xn  x i 1 i n onde n é o número de elementos da amostra de dados. A média aritmética simples de x. Introdução às Medidas de Posição Nesta seção vamos aprender o cálculo de medidas que viabilizem a representação de um conjunto de dados relativos à observação de determinando fenômeno de maneira resumida. representada por x . 8. 1.2.8 5 5 19. 2.14. 5.2. Média Aritmética – Dados Não-agrupados Sejam x1 . Trata-se das medidas de posição ou medidas de tendência central. 8.1.1. 7. 4.12 Determinar a média aritmética dos seguintes valores: (a) 3.1. em torno dos quais tendem a se concentrar os dados.6 EXEMPLO 2.5 EXEMPLO 2. 7.2.3 7 7 (b) x  x1  x2  x3  x4  x5 3  7  8  10  11   7. uma vez que representam os fenômenos pelos seus valores médios.13. x3 . e xn valores da variável x.13 314 (21) . 19.. x 2 . 11 Solução: (a) x  x1  x2  x3  x4  x5  x6  x7 3  4  1  8  2  5  7   4.1. 2. 10.

º 3. ou os pesos.5)  0 Com isto podemos observar que o somatório dos desvios com relação à média aritmética é zero.7 EXEMPLO 2. x3 . x 2 .5 4 4  x)  ( x1  x)  ( x2  x)  ( x3  x)  ( x4  x)   (1  2.2.15.. 2. são os “fatores de ponderação”.1. Para uma generalização do presente exemplo vide exercício proposto n. ou pesos.1. Solução: x 4  (x i 1 i x1  x2  x3  x4 1  3  4  2   2. e xn “ponderados” pelas respectivas freqüências. e Fn . F2 .14 Dada a seguinte distribuição amostral: xi 2 3 5 4 Fi 1 4 6 2 determinar a média aritmética. calcularemos a média aritmética dos valores x1 . As freqüências. calcular 4 (x i 1 i  x) . é claro. Média Aritmética – Dados Agrupados (Média Aritmética Ponderada) Quando os dados se agruparem numa distribuição de freqüência (dados diversos repetidos ou dados genéricos não repetidos mas com “pesos” diferentes). x3  4 e x4  2 .. Temos então: n x F  x 2 F2  x 3 f 3    x n Fn x 1 1  N x F i 1 n i i (22) F i 1 i n onde F  N i 1 i 19. x2  3 .5)  (3  2.5)  (4  2. 315 .5)  (2  2.Dados x1  1. F1 .

0 7.Solução: No exemplo em questão o dado x1  2 aparece uma vez.60 1. pede-se calcular sua média no período. A fim de facilitar a solução vamos compor a tabela a seguir: xi 2 3 5 4  Fi 1 4 6 2 13 xi Fi 2 12 30 8 52 4 x F x i 1 4 i i F 52 4 13  i i 1 19.9 EXEMPLO 2.70 1.80 1.65 1.0 .8 EXEMPLO 2.5 6.50 1.1.1. As duas primeiras notas têm peso 1.45 1. por ser a prova parcial e incluir toda a matéria do período.5 e 6.5 13.0 7.9 4  i 19. 316 . Solução: Temos então: xi 7.45 3 1.5 3 x F x i 1 3 i i F i 1 27. x2  3 quatro vezes.5 .40 1. e a terceira peso 2. Solução: Neste caso as alturas nos diversos intervalos são representadas pelos seus pontos médios.60 58 1.55 15 1. P2 e P3 .2.70 27 1.º de Alunos 1.55 1.2.0 27. respectivamente. graus: 7.1.1. x3  5 seis vezes e x4  4 duas vezes. formou-se a distribuição de freqüência a seguir: Alturas (m) N.75 1.5  6.85 6 Calcular a altura média.15 Em uma determinada escola a média de cada disciplina ao longo de um período é calculada a partir dos graus obtidos em 3 provas: P1 . 7.50 12 1.80 9 1.65 40 1.5  Fi 1 1 2 4 x i Fi 7.75 30 1.16 Dadas as alturas de 200 alunos. Sabendo-se que um aluno obteve em Matemática.

Média Geral Sejam x1 .55 1.975 1. 5 onde n2  5 e x2  3 3.475 12 17.65 1.45 1. respectivamente.75 1.ª) 1.) (m) Fi x i Fi 1. as médias aritméticas de “p” séries e n1 . 12 onde n1  7 e x1  9 2.1  1. x 2 . 7.675 27 45..M. n p . os números de termos destas séries.35 1.ª) 6.ª) 13. 18. 21 onde n3  9 e x3  17 A média geral é: p xG  n x i 1 p i n i 1 i  n1 x1  n2 x2  n3 x3 7  9  5  3  9 17   11 n1  n2  n3 759 i 2.95 325. 3. Média Geométrica – Dados Não-agrupados 317 . 15. 14. 2. 11.1 (m)  9 x x F i 1 9 i i F i 1  325.Alturas x i (P.50 1.50 1.60 1. x p .75 1.60 1.17 Sejam as séries: 1.65 1.825 6 200 10.626 m 200 i 2.625 40 65 1.70 1. 9.575 58 91.80 1.275 1.725 30 51. 4. 17.40 1. 20.7 1.525 15 22.775 9 15.70 1. A média aritmética formada pelos termos das séries é dada por: p xG  n x i 1 p i n i 1 i  n1 x1  n2 x2    n p x p n1  n2    n p (23) i EXEMPLO 2.17.45 1.55 1..875 1. 16.16.80 1.425 3 4. 10.75 1. 19.225 1.85 1. n2 . 8.

586.1..1.2.1. x3 .1. Média Geométrica – Dados Agrupados (Média Geométrica Ponderada) Analogamente ao que ocorre com a média aritmética.18 Calcular a média geométrica dos seguintes valores: 3. 12.19 Calcular a média geométrica para a seguinte distribuição amostral: xi 1.471.2. x 2 . A média geométrica simples de x.12 EXEMPLO 2. é definida por: xg  n x1  x2  x3   xn  n n x i 1 (24) i onde n é o número de elementos da amostra de dados. n valores da variável x.1. quando os dados se agruparem em uma distribuição de freqüência. 19.10 EXEMPLO 2.471. 96 e 192. teremos: xg  x  x F1 1 N F2 2  x   x F3 3 Fn n  n N x Fi i i 1 (25) n onde F i i 1 N 19.Sejam x1 . e xn . representada por x g .11 19.1. 6. 24.18.586.5 2 3 5 Fi 8 6 5 3 Solução: 318 . Solução: Temos que: 1 x g  7 3  6 12  24  48  96 192  7 4.424)  24 7 2.2. 48.424  (4.

G.10 para 0.(26) .2.º Consumo (caixas) 200 100 300 Preço (R$) 20.75  (49 822 593. e depois para 0.13 EXEMPLO 2.1.77 Observação: Optamos diretamente pelos expoentes fracionários pois o número sob o radical é muito grande e extrapola a capacidade de armazenamento das calculadoras. conforme pode ocorrer com os preços em um período de inflação galopante. a média harmônica é definida como sendo o inverso de média aritmética dos inversos. Calcular o preço médio ao longo do trimestre. ou seja: xh  19. embora os aumentos não sejam constantes.. 2381 Observação: A média geométrica deve ser utilizada quando os dados crescem geometricamente.1.00 150.2. 19.20 Em um período inflacionário o preço de um certo produto e o seu respectivo consumo estão descritos a seguir. Meses 1.75) 1 22  2.5)8  26  35  53  22 49 822 593. não necessariamente com uma razão constante como em uma P.xg  22 (1.00 20. justificam o uso da média geométrica..20 . 2. Média Harmônica – Dados Não-agrupados Para n valores da variável x.º 3. Assim.50 e..14 1 n n   n 1 1 1 1 1 1 1 1 1        x1 x2 x3 xn x1 x2 x3 xn i 1 xi n EXEMPLO 2.1. 200 100 300 xg  600 20 200  20100 150300  20 600  20 600 150 600  54.19.º 2.21 319 .00 Solução: Repare que o preço por caixa passa de 0.1.

Determinar a velocidade média de toda a viagem. 0.91 1 1 1   3 6 9 (b) 0.. etc.   10 2 9 3 xh  3  0.333. 320 . Média Harmônica – Dados Agrupados (Média Harmônica Ponderada): Temos então.5 e 0. como é o caso do cálculo da velocidade média.Calcular a média harmônica dos seguintes conjuntos de valores: (a) 3. Solução: (a) xh  3  4. n N xh   F1 F2 F3 Fn    x1 x2 x3 xn F i 1 n i Fi x i 1 i (27) n onde F  N i 1 i Observação: A média harmônica é útil quando temos séries de valores inversamente proporcionais.22 Um carro se desloca de uma cidade A para uma cidade B com uma velocidade média de 60km/h e retorna com uma velocidade média de 80km/h... EXEMPLO 2. 6 e 9 (b) 1.5 1 1 1   1 12 13 2. do tempo médio de escoamento de estoques.5  5 1 3 1  .20.333. 0.. do custo médio de bens adquiridos por uma quantia fixa.

Solução: Sendo  s a distância entre as duas cidades temos que o tempo de ida é: t AB  s AB s .15 EXEMPLO 2. 19.2.1.  v AB 60 e o tempo de volta é: t BA  s BA s  v BA 80 Logo o tempo total da viagem é: t total  t AB  t BA  s s  60 80 Pela definição de velocidade média temos: v total  s total 2s  t total s s  60 80 Repare que cancelando a grandeza s obtemos: v total  2 1 1  60 80  68.57km / h que é obviamente a média harmônica entre os valores 60km/h e 80 km/h.23 Calcular a velocidade média para o seguinte trajeto: v AB  50 km / h A 90km B v BC  70 km / h 80km 60km D 321 C v CD  90 km / h .1.

Dias 12/14 14/16 16/18 18/20 N.Fig.1.1. 2.2. obtivemos os resultados a seguir. Solução: th  estoque total 100  200   3.25 Em uma pesquisa sobre a duração de um certo sabonete junto a 55 famílias com o mesmo número de pessoas e a mesma classe social.17 EXEMPLO 2.7km / h t total 90 80 60   50 70 90 e vemos que se as distâncias percorridas não são iguais.16 19.1. Calcular a duração média do sabonete.1.3 Solução: O tempo total é dado por: t total  90 80 60 A   50 70 90 A velocidade média é: v total  s total 90  80  60   63. Determinar o tempo médio de escoamento de ambos os estoques.º famílias 9 13 21 12 Solução: 322 Duração Média 13 15 17 19 . devemos calcular a média harmônica ponderada onde os fatores de ponderação serão as respectivas distâncias. 19.24 A Casa & Vídeo possui um estoque de 100 televisores na filial Méier e de 200 televisores na filial Copacabana.2.33 meses demanda total 100 200  2 5 Exemplo 2. O primeiro esgota-se em 2 meses e o segundo em 5 meses.

1.00  R$5. Solução: Para determinarmos o custo médio devemos lembrar que: custo médio por quilograma  custo total quantidade total adquirida 1.1 dias 9 13 21 12    13 15 17 19 19.00 R$60.00/kg R$7.00 R$60.00/kg)  (15kg) (R$ 5.00 e R$7.00/kg  R$ 5.33/kg 3 2.06/kg R$60. R$5.00   R$4.00/kg  R$ 5.00) em cada um dos meses.00 por quilograma respectivamente.26 Um consumidor comprou em três meses consecutivos carne aos seguintes preços: R$4. Assim sendo: custo médio por  (15kg) (R$ 4.1.00.ª hipótese: Vamos considerar que a pessoa tenha gasto a mesma quantia (por exemplo R$60.th  9  13  21  12  16. custo médio por quilograma  R$180.0/kg que corresponde à média harmônica dos preços: 323 .00/kg R$5.00/kg)  R$ 5.00/kg  R$ 7.33/kg quilograma 45kg sendo interessante verificar que este valor corresponde à média aritmética dos preços por quilograma: x R$ 4.00/kg)  (15kg) (R$ 7. Determinar o custo médio por quinzena em todo o trimestre.ª hipótese: Vamos considerar que o consumidor adquiriu o mesmo número de quilogramas (por exemplo 15kg) a cada mês.18 EXEMPLO 2.2.

6. 9. 80.0. 3.5.0.5 e 3.00.75.13. n (3) sabendo-se que x  x i 1 n i n . 2.00/kg R$ 5.00/kg xh  É importante notar que ambos os métodos utilizados para o cálculo do custo médio por quilograma estão certos.00/kg R$ 7. deveremos utilizar a média aritmética ponderada. 4.3  R$ 5.21. tendo sido cada um deles referido à uma situação diferente de consumo. 10. 75. se a quantia disponível variar de mês para mês.5. perguntamos se ele foi ou não aprovado.75 (d) 1. 82. 5. 9. deveremos usar a média harmônica ponderada. 4. 0. 4.20.5 (2) A média mínima para aprovação em determinada matéria é 5. 12 (b) 70. Exercícios Propostos sobre Medidas de Posição (1) Determinar a média aritmética dos seguintes valores: (a) 6.0 nas diversas avaliações de desempenho ao longo do período letivo. 5.06/kg 1 1 1   R$ 4.00.0. Devemos também observar que se o número de quilogramas adquiridos variar de mês para mês. 1. 0.5. 2. 83.0. 1. mostrar que (x i 1 i  x)  0 (4) Calcular a média aritmética para cada uma das distribuições de freqüência a seguir: (a) (c) xi 3 4 7 8 12 Fi 2 5 8 4 3 xi 2 3 4 5 6 (b) 324 xi 85 87 88 89 90 Fi 5 1 10 3 5 . porém. 8. 76. 3. 90 (c) 3. Se um estudante obteve os graus 6.5.

7.3 (9) Calcular a média harmônica para as séries (a) 5. R$50. R$20.00 para comprar o mesmo produto a um preço unitário de R$6.0 a das meninas. 15. Em setembro gastamos R$1200.00 para comprar um produto que custou R$5. sendo 6.00 e R$500. 8. R$800.00.00 e R$70. Determinar o custo médio unitário do produto nesses dois meses. Sabendo-se que os salários médios pagos aos empregados especializados e não-especializados são. para comprar determinado artigo que custou nos meses de setembro. 15 (b) xi 2 3 4 5 6 Fi 3 4 6 5 2 (10) Tivemos R$200. Qual o número de meninos e meninas na turma? (7) O salário médio pago aos empregados de uma indústria é R$710.00 a unidade. pede-se determinar os percentuais de empregados especializados e não-especializados. 16 (b) 3.0 a média dos meninos e 7.º de famílias (6) A nota média de uma turma de 50 alunos foi 6.00. outubro. 7.Fi 3 9 19 25 28 (5) Determinar a renda média da distribuição populacional a seguir: Renda Familiar (R$) 200 400 400 600 600 800 800 1000 5 10 14 7 N. mensalmente. 20.1. 12. 6. 4. e novembro.00. 8 (c) 3. (8) Calcular a média geométrica para os seguintes conjuntos de valores: (a) 9.5. respectivamente.00 disponíveis. 325 .00.2. 10. 7. Qual foi o custo médio unitário do artigo nesses 3 meses? (11) Gastamos em agosto R$500.2.00 por unidade. 15.4. respectivamente.

Qual foi a porcentagem média de crescimento por dia? (3) Em 1960 a população de uma certa cidade era de 5000 habitantes.13.5 (2) x = 4. nos últimos três meses.31%.31. em 6 meses.0 e a média geométrica é 7. na loja B. (2) Durante um surto de gripe em uma certa localidade o número de casos aumentou de 500 para 2000 em três dias.22. e na loja D.79 (5) R$627. Qual o aumento médio percentual por ano? (4) Encontrar dois números cuja média aritmética é 9.42% e 115. 135. 2. os seguintes resultados: 119. (c) 3. Determinar qual foi o aumento médio percentual ao longo do período. 2 (6) Encontrar dois números cuja média aritmética é 50 e a média harmônica é 32. na loja C. 2. C e D). Respostas dos Exercícios Propostos sobre Medidas de Posição (1) (a) 9.0 logo ele não foi aprovado (4) (a) 6.(12) Uma firma de eletrodomésticos tem um mesmo estoque de fogões em quatro lojas diferentes (A.2.32%.09 326 . (b) 87. Em 1970 a população já era de 15000 habitantes. (b) 79. (b) 5. B. (c) 9. Na loja A o estoque se esgota em 8 meses. (5) Encontrar dois números cuja média aritmética é 51 e a média geométrica é 12. em 15 meses. (d) 1.80 (6) 45 meninos e 5 meninas (7) 70% especializados e 30% não-especializados (8) (a) 12.9 < 5.23.82.88.4. em 20 meses. (c) 4. Exercícios de Revisão sobre Medidas de Posição (1) Em uma certa empresa a evolução das vendas apresentou. Determinar o tempo médio de escoamento de todos os estoques da firma.26.

12.67/unidade (12) 9.53 (10) R$35.35% (2) 58.59/unidade (11) R$5. (b) 3.24.61% (4) 3. Respostas dos Exercícios de Revisão sobre Medidas de Posição (1) 23.4 (5) 3 e 48 (6) 20 e 80 327 .74% (3) 11.(9) (a) 8.6 e 14.8 meses 2.

3. e o que é mais interessante: na mesma época. em associação com outros assuntos tais como determinantes e sistemas lineares. um primeiro enfoque 3. em lugares diferentes – Laibniz na Alemanha e Newton na Inglaterra e de forma independente. totalmente intangível a nossa falha compreensão humana. justificar a expressão “um primeiro enfoque” do título do trabalho. ao invés de nos métodos analíticos.2. Só para formar 328 . e um dos maiores responsáveis por esta reviravolta foi Arthur Cayley. que preferem utilizar i =  1 . Os modernos aplicativos para PC’s tais como o MATLAB. terminou havendo uma reação e os ingleses acabaram voltando ao primeiro escalão no século 19. pode ter inspirado Isaac Newton e Gottfried Wilhem Leibniz a “criarem” algo tão fantástico e poderoso para o desenvolvimento das ciências exatas quanto o Cálculo Diferencial e Integral. Face a uma quase universalidade nas notações aij. inicialmente. No século 20 acharam-se inúmeras aplicações para este poderosos e compactador instrumento matemático. No entanto. bjk. Nesta oportunidade apresentaremos a parte básica das matrizes: conceitos fundamentais. nos cem anos subseqüentes ao episódio. as conseqüências foram desastrosas para a ciência britânica pois. com preferência para a primeira. fiéis ao seu mais eminente cientista. já aceitam ambas as notações i =  1 e j =  1 para a unidade imaginária. Introdução Histórica Somente uma canalização de energia superior. e por abordarmos também matrizes com números complexos. Embora o lado de Newton tivesse levado vantagem na disputa. por exemplo. que são bem mais produtivos. preferidos de Newton. onde tivemos nossa formação primordial. Gerou-se então uma grande polêmica entre os discípulos desses dois sábios pela reivindicação da primazia na criação do Cálculo. Uma vez que os demais matemáticos da Europa Continental exploravam tais métodos de modo eficaz. a matemática inglesa acabou ficando para trás no citado período. tipos especiais e operações. diferentemente dos textos de matemática pura. visto que em eletricidade a letra “i” é reservada para a corrente elétrica. até porque os métodos de abordagem foram diferentes. optamos pela notação j (em negrito e itálico) para representar a unidade imaginária. a fim de atender sem “prioridades” a todos os usuários. concentraram-se nos métodos geométricos puros. os matemáticos ingleses. cik. para elementos genéricos de matrizes. que entre suas muitas criações originais consta a das matrizes em 1855. Apresentação Esta é a terceira unidade de um curso que temos ministrado no Instituto Politécnico da Universidade Estácio de Sá e vamos.1. A nossa notação é a mesma empregada pelo pessoal da área da eletricidade. ou seja j =  1 . No seguimento de nossos estudos as matrizes serão novamente abordadas.Unidade 3 20 Matrizes.

E o que os engenheiros que cuidam da operacionabilidade e estabilidade de tais sistemas fariam sem as matrizes para mapeá-los? A resposta é uma só: nada! Face às dimensões de tais sistemas nos dias atuais seriam impossíveis os cálculos de fluxo de carga e de curto-circuito sem o emprego do Cálculo Matricial às matrizes do tipo impedância de barra Z barra  e admitância de barra Ybarra  . enquanto o desenvolvimento de fontes alternativas geradoras de energia elétrica não atingir um estágio de aplicação mais ampla. por exemplo. enquanto que x1.idéias perguntamos: você conseguiria imaginar o mundo atual sem energia elétrica? Pois bem. Conceitos Fundamentais O conceito de matriz surge associado às relações lineares tais como transformações lineares e sistemas de equações lineares. Não.3. a21 e a22 são números dados. a12. 3. a transformação linear  y1  a11x1  a12 x2   y2  a21x1  a22 x2 onde a11. A propósito: as planilhas geradas no Excel também são exemplos de matrizes. As matrizes são úteis porque elas nos permitem considerar uma tabela (quadro) de muitos números como sendo apenas um único objeto. curvas de ajustamento em Estatística. cálculos estruturais de grande porte. é uma correspondência em que 329 . continuaremos a depender dos atuais sistemas: usinas geradoras. etc. Por exemplo: as coordenadas de um ponto no plano xy em dois sistemas de referência distintos. Existem inúmeras aplicações em outros campos. Ampliando a definição podemos dizer que denomina-se matriz retangular ou simplesmente matriz m  n toda aplicação f de I  J em C. subestações abaixadoras e linhas de distribuição. como sistemas de referência em Mecânica. subestações elevadores. bem como y1. denotado por um símbolo simples. por exemplo. linhas de transmissão. Dispondo os coeficientes da maneira pela qual eles ocorrem na transformação e encerrando-os entre colchetes. obtemos a tabela  a11 a12  a   21 a22  que é um exemplo de matriz. Consideremos. y2 são grandezas variáveis. x2. não é só em Engenharia Elétrica que esta ferramenta matemática é fundamental. ou seja. e executar cálculos com estes símbolos de forma bem compacta.

sendo que o número aij é denominado imagem do par (i.. tipo ou ordem10 m  n (lê-se m por n). 2) (1. por intermédio de uma tabela.. (m. Por exemplo: a 2. 1) C a12 é uma imagem do par (1.....associamos ao elemento (i. com m  n elementos......1 Assim sendo a imagem de aplicação 9 f:IJC é o conjunto de números a11. a13. tamanho... onde os elementos aij são distribuídos por m linhas e n colunas.11 da Unidade 1.. o mais freqüente é tipo. e os elementos deste conjunto são justamente os elementos da matriz.. porém. Por exemplo: IJ a11 é uma imagem do par (1.ª linha da matriz é: 8 De um modo geral uma matriz é uma tabela formada por números complexos. 3... n) amn Fig. j)  I  J um único elemento aij pertencente ao conjunto C dos números complexos8. Representamos então uma matriz A retangular.  . 3) a13 . 2.... sendo que o elemento genérico aij situa-se na interseção da linha de ordem i (i-ésima linha) com a coluna de ordem j (j-ésima coluna).. n) (1... 2) a12 amn é uma imagem do par (m. 3. a12.... podemos dizer que uma matriz é formada por números reais e/ou complexos 9 Para o conceito de aplicação volte à seção 1. A linha de ordem i é o conjunto dos elementos aij em que i é fixo e j varre todo o conjunto J = 1. 10 Os três termos são utilizados. j).. n . 330 ..  . 1) a11  (1. amn  pertencente ao corpo dos números complexos C.. Lembrando que o conjunto dos números reais está incluído no conjunto dos números complexos.

2 Elemento Genérico: i  ordem da linha à qual pertence o elemento. as linhas são numeradas  aij cima para baixo de 1 até m. a23.  . m. de 1 até n.  . A coluna de ordem j é o conjunto dos elementos aij em que j é fixo e i varre todo o conjunto I = 1. 331 . a2 n  conforme pode-se ver também na Fig.ª linha m n n.ª col.  j  ordem da coluna à qual pertence 1  i  m o elemento.ª coluna da matriz é: a13. a22.ª linha    am1 am 2 am3  amn     1.ª linha a21 a22 a23  a2 n  2. as colunas são numeradas 1jn  da esquerda para a direita. 3. 3. a m3  colunas linhas A   a1n a11 a12 a13 a21 a22 a23  a2 n a31 a32 a33  a3n    am1 am 2 am3  amn  m linhas  m n n colunas A  a11 a12 a13  a1n  1.ª col.ª col Fig. 3.ª col.a 21.  . 2. 2. a23.ª linha a31 a32 a33  a3n  3. 3.2. a33. Por exemplo: a 3.    m.

1 Sejam as tabelas a seguir: 3 a)  0 5 4 3  2 é matriz tipo 2  3. 3.1.3 Ilustração 3.1.1. d)  6  j 2     2   5 e)  3 f)  2  é matriz tipo 2  2.2 Uma tabela contendo informações sobre os moradores de uma determinada vila de casas do tipo Número da Casa 20. 3  3   2  j6  b)  4 5  j 6  é matriz tipo 3  2. 3  2 1 4 é matriz tipo 1  5. 1 2 é matriz tipo 1  1.  Ilustração 3.1 Número de Renda Familiar (R$) Tempo de Residência (anos) Canal Favorito de TV Residentes 1 4 2000 1 4 2 3 1800 4 4 3 6 3200 7 11 332 .1.20.1. e j =  1  j 3 2  c) 0  1 é o número imaginário puro.1  Fig.  5   4   é matriz tipo 4  1. e trata-se de um caso bem particular. ou matriz de um único elemento.

2 Belém São Paulo Belo Horizonte Manaus 150 1200 800 700 Porto Alegre 5 300 20 100 Recife 10 150 5 20 Rio 60 1500 500 100 20.1.4 5 2000 2 9 5 2 800 9 11 6 7 2500 8 6 7 1 800 5 11 pode ser colocada sob forma matricial 1 2  3  4 5  6 7  4 2000 1 3 1800 4 6 3200 7 5 2000 2 2 800 9 7 2500 8 1 800 5 4 4  11  9 11  6 11 e as informações passadas adiante sob forma mais compacta. Destino 20.  Ilustração 3.1.1. partindo de uma determinada cidade.1 Orige m Brasília Temos então: 150 1200 800 700  5 300 20 100   A   10 150 5 20     60 1500 500 100  333 . Por exemplo.1. é necessário que quem vai recebê-las saiba exatamente o papel representado por cada linha e por cada coluna.1. porém. dirigem-se a uma outra.3 Um outro exemplo bem usual é a bem conhecida matriz origem-destino de passageiros. Uma matriz desta natureza é construída a partir de uma tabela listando o número de passageiros que.1.1.1.

1. 3.1. a32  7. a22  5. . 3. 2. 2.2. a13  4  A  3 5 9  a21  3.1.5 2 1  4 a11  2. m e j  1.    am1 am 2 am3  amn i  1. a33  3 Além da forma padrão já apresentada  a11 a  21 A   a 31   a m1 a12 a13 a 22 a 23 a 32 a 33   a m2 a m3  a1n   a 2 n   a 3n      a mn  são também possíveis as seguintes representações:  a11   a21  A   a31  a  m1 a12 a13 a22 a23 a32 a33   am 2 am 3  a1n    a2 n   a3n  .  . a23  9  8  7  3  a31  8.4 20. n 334   A  aij . a12  1.     amn   a1n a11 a12 a13 a21 a22 a23  a2 n A  a31 a32 a33  a3n .  .1 Venda diária Produto Loja 1 Loja 2 Loja 3 Loja4 Computadores 20 15 12 25 Impressoras 18 20 10 13 Periféricos 9 10 12 6 20 15 12 25 A  18 20 10 13  9 10 12 6   Ilustração 3. Ilustração 3.

20. Solução: a) Da definição de elemento genérico e do enunciado vem que 335 . a12 = 3  1 – 2 = 1. 1 3 A   2  9 4 6 1 0 4 2 5 1 8  3 2 7 a) Quantas unidades do material 3 serão empregadas para confeccionar uma roupa do tipo 4? b) Calcule o total de unidades do material 4 que serão necessárias para fabricar 3 roupas do tipo 1.2 Uma confecção vai fabricar 4 tipos de roupa utilizando também 4 tipos de material diferentes. a13 = 3  1 – 3 = 0 a21 = 3  2 – 1 = 5. a22 = 3  2 – 2 = 4. a33 = 3  3 – 3 = 6 Logo. a23 = 3  2 – 3 = 3 a31 = 3  3 – 1 = 8.2 EXEMPLO 3. 21  2 1 0 A  5 4 3 8 7 6 22 EXEMPLO 3. a32 = 3  3 – 2 = 7.1 Indique claramente os elementos da matriz A  aij 33 tal que aij = 3i – j. Seja a matriz A  aij 44 onde aij representa quantas unidades do material j serão empregadas para produzir uma roupa do tipo i. 2 roupas do tipo 3 e 4 roupas do tipo 4. Solução: a11 = 3  1 – 1 = 2.ou simplesmente A  aij mn . 5 roupas do tipo 2.

ou seja. 2 unidades. Os conceitos que envolvem tais matrizes estão tão intimamente interligados com as operações matriciais que não há como apresentar todo um assunto primeiro e depois o outro.4. 3  a14  1 = 3 5  a 24  2 = 10 2  a34  8 = 16 4  a 44  7 = 28 57 e o total procurado é 57 unidades. j = 4.6 Temos a seguir uma matriz linha 1  5: 336 . 3 e 4. 2. que possui somente uma linha.i  linha e tipo de roupa aij   j  coluna e tipo de material Se i = 4 e j = 3 o elemento em questão é a43. Matriz Linha Uma matriz a11 a12  a1n  do tipo 1  n. cujo valor é 2. Logo. 3. Matrizes Especiais e Operações com Matrizes Há matrizes que por apresentarem certas peculiaridades recebem nomes especiais. i = 1. é chamada matriz em linha ou um vetor em linha.1. Optamos então por intercalá-los em uma ordem que a nossa experiência didática nos mostrou ser a mais eficiente. sem com isso querermos afirmar ser a nossa a única seqüência possível e válida. b) Neste caso. 3.4.  Ilustração 3.

2. usamos apenas ordem. e o número de linhas é igual a sua ordem11.4.  Ilustração 3. conforme na matriz retangular. Matriz Quadrada (A) Definição: A matriz que possui o mesmo número de linha e colunas é chamada matriz quadrada. denomina-se matriz em coluna ou um vetor em coluna.3.A  1  5 7 4 2 3. que tem apenas uma coluna. Seja então A  aij nn uma matriz quadrada de ordem n.7 A matriz a seguir é uma matriz coluna 6  1: 2  j 3  3     4  A     8   1      j 7  3.4. 337 . com n  n = n2 elementos: 11 No caso da matriz quadrada não utilizamos as expressões tamanho e tipo. Matriz Coluna Uma matriz  a11  a  A   21       a m1  do tipo m  1.

ann  (C) Diagonal Secundária: É o conjunto dos n elementos aij para os quais i + j = n + 1. n. ou seja: a ij | i  j  n  1 = a1n . (B) Diagonal Principal: É o conjunto dos n elementos aij para os quais i = j.º de elementos da diagonal principal (n) – n.º elem n/d = n – 2n (1) (ii) n ímpar: existe um elemento comum a ambas as diagonais.º elementos não-diagonais = n.º total de elementos – n. n – 2 .  . a2.º de elementos da diagonal secundária (n) = n2  n  n  n2  2n 2 n. a11 a12 a  21 a22 A  a31 a32    an1 an 2 a13  a1n  a23  a2 n  a33  a3n      an 3  ann  Nesta matriz devemos destacar dois conjuntos de elementos: a diagonal principal e a diagonal secundária. isto é: a ij | i  j = a11 .  . n.º elementos não-diagonais = n. a33 . sendo n situados na diagonal principal e n na secundária. Para determinar o número de elementos situados fora de ambas as diagonais devemos levar em conta dois casos: (i) n par: não existe elemento comum a ambas as diagonais. pois o elemento comum a ambas já foi computado na principal) = n 2  n  n  1  n 2  2n  1.º de elementos da diagonal principal (n) – n. 338 .º de elementos da diagonal secundária (n – 1. a3. n – 1 .º total de elementos – n. an1 (D) Elementos Não-Diagnonais: Resumindo a situação: temos então que uma matriz quadrada de ordem n tem ao todo n2 elementos. a22 .

Solução: 339 . 23 24 EXEMPLO 3. e temos 4 elementos fora de ambas as diagonais 3 2   2  3  1  4 . 5 . Sua diagonal principal é 8 . que são 5 .º elem n/d = n 2  2n  1 (2) (E) Traço O traço de uma matriz quadrada é definido como sendo a soma dos elementos de sua diagonal principal.8 Consideremos as seguintes matrizes:  8 4 2 a) A matriz A   5 7  3  é quadrada de ordem 3. – 1.n. 5.  1 9  10 sua diagonal secundária é  2 . 7. 5 8 6  1 1  j 3 1 5 7  b) A matriz B    é quadrada de ordem 4. e temos 8 elementos fora de   ambas as diagonais 42  2  4  8 . Sua diagonal principal  3 2  j2 4 9   7 2  6  4 é 1 .7. 4. –7. que são 4 . 9. 9. Seu traço é tr A = 8 + 7 – 10 = 5. 8.  10 . – 3. 2. 2 + j2. ou seja: n tr A  a11  a22  a33    ann   aii (3) i 1  Ilustração 3.  6. sua diagonal secundária é 6 .3 2i  3 j se i  j Dada a matriz A  aij 44 tal que aij   . 7. 4.  1. calcular a diferença entre o 1 se i  j produto dos elementos da diagonal principal e da diagonal secundária. 1– j 3 . Seu traço é tr  A  1  1  4  6  2 .

4. a11 0  0    0 a12 a 22 0  0  a11 0 a  21 a22 a31 a32    an1 an 2 a13  a1n  a 23  a 2 n  a 33  a 3n  é triangular superior e     0  a nn  0  0  a33    an 3  0 0  0  é triangular inferior.Matriz Triangular Uma matriz quadrada A . enquanto que aquela cujos elementos aij = 0.9 340 .868 3. é chamada triangular inferior.   ann   Ilustração 3. cujos elementos aij = 0. Assim sendo.4. para i < j. para i > j é chamada triangular superior.Diagonal principal: a11  2  1  3  1  5  a22  2  2  3  2  10   a33  2  3  3  3  15  a44  2  4  3  4  20  a | i  j a | i  j  n  1  4  1  5 ij Diagonal secundária: a14  1   a23  1   a32  2  3  3  2  12 a41  2  4  3 1  11  ij Assim sendo temos: 5  10  15  20 – 1  1  12  11 = 14.

4.11 As seguintes matrizes são escalares: 341 . ela é chamada de matriz escalar. Matriz Diagonal 0  0 a11 0 0 a 0  0  22  A matriz A   0 0 a33  0  cujos elementos aij são nulos para i  j          0 0 0  ann  que é ao mesmo tempo triangular superior e triangular inferior é chamada de matriz diagonal.10 As seguintes matrizes são diagonais:   1 0 0 a) A   0 2 0  0 0 5 2 0 b) B    0  0 0 4 0 0 0  1  j 6 0  0 0 9 0 0 3.4. Matriz Escalar Se na matriz diagonal tivermos a11 = a22 = a33 =  = ann = k.6. Ela também pode ser representada por A = diag a11.4  2  3 5 0 7  6  20  b)  0 0 1 14    0 9  0 0  1 0 0 a)  3 4 0    5 0 2 (triangular inferior) (triangular superior) 3. a22. a33.5.  Ilustração 3. ann   Ilustração 3.  .

 . isto é: ij = 1 se i = j com i. dizemos que ela é uma matriz identidade de ordem n. j  1.  . n  Ilustração 3. 2. indicada por I n  . Matriz Identidade ou Matriz Unidade Se na matriz diagonal tivermos a11 = a22 = a33 =  = ann = 1. n ij = 1 se i  j com i. 3.4.7.0 0  8 0  0 8 0 0  b) B    0 0 8 0    0 0  8 0 2 0 0 a) A  0 2 0   0 0 2 (k = 2) (k = – 8) 3. Uma outra maneira de se indicar a matriz identidade é I n    ij  sendo ij o símbolo de Kronecker ou delta de Kronecker. j  1. 3. 2.12 Temos as seguintes matrizes identidades: a) matriz identidade de ordem 1  I1   1 1 0 b) matriz identidade de ordem 2  I 2     0 1  1 0 0 c) matriz identidade de ordem 3  I 3   0 1 0 0 0 1 1 0 0  0 0 1 0  0   d) matriz identidade de ordem n  I n    0 0 1  0          0 0 0  1  342 .

 Ilustração 3. 0 0 0 0 0  b)    0 22 é matriz nula de ordem 2. quando a ij = b ij  i  1.  .3.9.4.8. n .13 0 0 0 a)    0 23 é matriz nula do tipo 2  3. 3. 2.  2  4 0  2  4 0 1  3 1  3 b)    pois a22  b22 o que evidencia o fato de que basta apenas dois 7  4 7  5 elementos correspondentes não serem iguais para que não se verifique a igualdade de duas matrizes.  Ilustração 3. Matriz Nula ou Matriz Zero É toda matriz cujos elementos em sua totalidade são nulos. 2. 0 0  c) 0 0 0 0 0  0 15 é matriz nula do tipo 1  5. ou seja.4 Determine x e y de modo que se tenha x  y  5  1  3 1   x  y   5  1 343 . 3. 3. m e  j  1.14  3  2 3  3  2 3  a)  1 7 1   1 7 1 pois todos os elementos correspondentes são iguais. 25 26 EXEMPLO 3.  .4. Igualdade de Matrizes Duas matrizes A  aij mn e B  bij mn são iguais quando apresentarem todos os elementos correspo ndentes iguais.

a21  . a 1n . t  Ilustração 3. valendo dizer que a 1. m e  j  1. obtemos: 2x = 2  x = 1 Substituindo o valor de x em uma das equações encontramos y = 2.ª linha de A .  . iguais às linhas de A . 2. .  . Isto significa que. por exemplo a11  . 3. a 12 .  . an 1 são respectivamente iguais a a 1 1 .Solução: Devemos ter: x  y  3   x  y  1 Somando membro as equações. Repetindo o raciocínio chegaríamos a conclusão t de que as colunas de A são. 2.  i  1. ordenadamente. a 13 .15 Temos as matrizes a seguir e suas respectivas transpostas:  2 3  2 4 0 t a) A  4 1  A     3 1 6 0 6 1  3 t b) B   1  3 4 8  B     4   8 344 .4. Transposição de Matrizes (A) Definição: t Chama-se matriz transposta de A  aij mn a matriz A  aji nm tal que aji  aij  . 3. 3. n .ª a31 coluna de A é igual a 1.10.

visto que o termo simétrica será guardado para uma próxima aplicação. dizemos que B  é matriz oposta de A se todos os elementos de B  são os opostos12 dos elementos correspondentes de A .0  4 3   1 2 1 t c) C    4 6 1  j 2   C    2 6  1    3  1 3  j 4  0 1  j 2 3  j 4 (B) Propriedade: A   A t t Demonstração: A t  aji  aij A   a  a  a t t ij ji ij  A   A t t Observação: No decorrer da apresentação de outros assuntos serão apresentadas outras propriedades envolvendo a transposição de matrizes.  .4. 3.11. 345 . n  Ilustração 3. utilizamos o termo oposta para indicar oposição de sinais. 2. ou seja: B   A  bij = – aij  i  1. Por exemplo: 2 e – 2. – 5 e 5. Em matrizes.  . 3. 3. etc.16 Temos as matrizes a seguir e suas respectivas opostas: 1  4 4   1      B   A   7  3  3  7   a) A   b) C   1 2  j3 0   5  D  C    1  2  j3 0  5 12  Em Álgebra dizemos que dois números são opostos ou simétricos quando eles têm mesmo módulo mas sinais contrários. 2. m e  j  1. Matriz Oposta Dadas duas matrizes A  aij mn e B  bij mn .

e deve-se notar que se t Ilustração 3.4.12.  a) para a transposta conjugada de A .3.17 2  j8 5  j 3 4  j 7  2  j8 5  j 3 4  j 7  *  A     1  j 4 3  j 2  j6   j6 1  j 4 3  j 2 A   346 . Matriz Conjugada (A) Definição:   Chama-se matriz conjugada de A  aij mn a matriz A  aij* * aij* é o conjugado do elemento correspondente na matriz A . m n em que cada elemento (B) Propriedade: A   A  t * * t Demonstração: Temos que A t  aji = aij = x +jy A   a  a  t * ji * ji  aij*  x  jy (1) A*  aij  aij*  x  jy A   a  a  a t t ji ij * ij  x  jy (2) De (1) (e) vem que A   A  t * * t (C) Notação Especial: Use-se a notação especial A A é uma matriz real então A H H  A .

b) B  3 2  j5 4  j8  B  3 2  j5 4  j8 * 27 28 EXEMPLO 3.2 os elementos de uma matriz podem ser números reais e ou complexos. n isto é os elementos simetricamente dispostos em relação à diagonal principal são iguais. se A t  A decorrendo da definição que se A  aij  é uma matriz simétrica.  . 2. Se todos os elementos da matriz são reais.4.  6  j j 5  Solução: Sabemos que A  H A A  t * logo. 347 . ela é dita real.13. 3.  i. isto é. 2  j3* 2  j 3  4  6  j    * j5  5  j8 3  j 7 5  j8 * H  4*  6  j *    3  j 7*  j5*  2  j 3  4  6  j    5  j8 3  j 7  j 5  3.5  2  j 3 5  j 8 H Dada a matriz A    4 3  j 7 determinar A .  j  1. temos: aij = aji. Matriz Simétrica Conforme já mencionado na seção 3. A matriz quadrada real é dita simétrica se ela é igual a sua transposta.

1.1. os elementos simetricamente dispostos em relação à diagonal principal são opostos.14.4.18 São simétricas as seguintes matrizes: a)  3   3 4  A   1 1 2 4  b) B   2 5 6 4 6 3 a b c) C   b d   c e c e  f  3. temos: aij = – aji. e os elementos dessa diagonal são nulos.  i.28.1 Ilustração 3.1.19 São anti-simétricas as seguintes matrizes: a) A   1    1 0 0  0 1 4  0  5 b) B    1  4 5 0  a b  0  c) C    a 0 c    b  c 0 348 . pois para i = j temos aii = – aii.1. o que só é possível se aii = 0  i.  . Matriz Anti-Simétrica Denomina-se matriz anti-simétrica toda matriz quadrada real A tal que A t  A decorrendo da definição que se A  aij  é uma matriz anti-simétrica. 2. n ou seja.  Ilustração 3.  j  1. 3.

6 Determinar x. y e z para que a matriz 2  0  4  A   x 0 1  z   y 2 z 0  seja anti-simétrica. 2  a      1 A    a b    3  b  c c  4  Solução: Da definição de matriz anti-simétrica temos: 2  a  0  a  2  1 1 b   0  b  3  3 c  4  0  c  4  349 .7 Determinar os elementos incógnitos da matriz a seguir sabendo-se que a mesma é antisimétrica.a  0  a 0 d) D     b  d   c  e b d 0 f c e  f  0 29 EXEMPLO 3. Solução: Da definição de matriz anti-simétrica vem x  4   y  2 2 z  1  z  2 z  z  1 z  1  30 EXEMPLO 3.

Matriz Hermitiana A  Denomina-se matriz hermitiana a toda matriz quadrada complexa A tal que  A . t * A  A t   A H * Decorre então da definição que se A  aij  é uma matriz hermitiana. conforme já havíamos afirmado na subseção 3. H  t * Ilustração 3. pois para i = j devemos ter a ii  aii* .  i.4. n * ou seja.12.3. temos: aij  a ji  . que é igual a sua transposta conjugada.   Observação: A notação A  A .20 As seguintes matrizes são hermitianas: 2  j 3 1  j 6  1  3 0  a) A  2  j 3 1  j 6 0 5  1  j 2 4  j 7  3  4  j 2  b) B   1  j 2 4  j 7 j2 2  350 . 3.3. e os elementos dessa diagonal devem ser reais. os elementos simetricamente dispostos em relação à diagonal principal são conjugados.15. Neste caso a matriz recebe uma notação especial.  j  1. No exemplo 5 temos H uma situação na qual A  A .  . já vista subseção 3.12. não significa que a matriz em questão seja necessariamente hermitiana.Temos também que: a12  a  2  1 a13  b   3  a  c  4 23  3. ou seja. 2. o que nos leva a concluir que aquele exemplo a matriz A não é hermitiana. o que só é possível se aii  R  i.

Matriz Anti-Hermitiana Denomina-se matriz anti-hermitiana toda matriz quadrada complexa A tal que A   A. os elementos simetricamente dispostos em relação à diagonal principal são opostos conjugados.4. o que só é possível se aii = 0 ou aii = jy (imaginário puro) i.  j  1. e os elementos dessa diagonal devem ser nulos ou imaginários puros. n ou seja. 1 1  j 2 c) C   1  j 3 j    2  j 0 3. temos aii  aii  .17. pois. e podemos escrever t * A  A t  *  A H Da definição temos pois que se A  aij  é uma matriz anti-hermitiana devemos ter:   aij   a *ji . Isto equivale a dizer que a soma de duas matrizes A e 351 .  i.  .  Ilustração 3.21 São anti-hermitianas as seguintes matrizes: a) 2  j5 0   2  j 5 A   0  3  j2 j4   0  b) B   3  j 2 0  j 5  j 4  j5 0  1  j 2 2  j  j3 j  c) C    1  j 2   2 j 0 3. que é igual à oposta de sua transposta conjugada. para i * = j . ou seja.4.  i. Soma ou Adição de Matrizes (A) Definição: Dadas duas matrizes A  aij mn e B  bij mn denomina-se soma A + B  a matriz C   cij mn tal que cij = aij + bij .  j. 2.16. 3.

em que cada elemento é a soma dos elementos correspondentes em A e B . C  e 0 são matrizes do tipo m  n.  Ilustração 3. Assim.  . B  . 2. Estas propriedades são conseqüências de propriedades análogas da adição no conjunto dos números complexos. m e  j  1.ª) Comutativa: A  B  B  A (2.ª) Elemento Neutro: A  0  A (4. 2. 3.ª) Associativa: A  B  C   A  B C  (3.  i  1.ª) Elemento Oposto: A   A  0 (5. n .  .ª) Transposição:  A  B t  A t  B t onde A .22 6  11  1 13 17 2 4 6  3 9 11 2   3 4  9 a)       2   8 7  1   5  6 8  0 2 7   5  8 1   0  5  5   0   50   5   11   2 11   2  9    b)         34   1   34  1   74           9  8    9  8   1 3  j 2  4  j8  2  j5   j 2 3   4  j8 2  j 5    3  j 9   1  3  j 4 1  j  3  j9   3  j 4 1  1  j    c) 2  j 7  1  j8  2  j    j5 (B) Propriedades: A adição de matrizes possui as seguintes propriedades: (1.ª)    xij  yij  X   Y  Y   B  A  yij  bij  aij  352 .B do tipo m  n é uma matriz C  do mesmo tipo. 3. Demonstrações: X   A  B  xij  aij  bij  (1.

X   A   B  C    xij  aij  bij  cij 
(2.ª) 
  xij  yij  X   Y 
Y    A  B   C   xij  aij  bij   cij 

(3.ª)

X   A  0  xij  aij  0  aij  X   A

(4.ª)

X   A   A  xij  aij  aij  0  X   0

Devido à propriedade associativa, a definição de adição pode ser generalizada para n  2
matrizes. Por exemplo, temos:

A  B  C  D  X   X    A  B    C  D 
já definidas

Sendo A  aij mn , A  aji nm , B  bij mn , B  bji nm ,
t

5.ª)

t

A  B  cij mn e  A  B t  cji nm
temos que:

t
t
t
cji  cij  cji  aij  bij  cji  aji  bji   A  B   A  B

Ilustração 3.23

Sejam
1  3
2 8 
,


B


6 4
2 7 

A  

Temos então:

A  B  

5
3 8 
t
  A  B   


8 11
5 11
3

 A  Bt  A t  B t

Logo,
2 

 3 7 A t  B  t  3 8 

5 11
2 6 
t


B    
8 4  

A t  

1

353

31
32

EXEMPLO 3.8

Determinar , ,  e  de modo a que se tenha
 1 3   5 1 
 1 2  0  4    

 
 

Solução:
Devemos ter:

+3=5=2
1 +  =1  = 0
1+0= =1
2 – 4 =   = –2
33

EXEMPLO 3.9

Determine x e y de modo que se tenha
 y3
 2
y

3 x   y

4 x  2 y

x 2   1 1   5 1 



x 2   2 2 10  1

Solução:
Devemos por definição satisfazer ao sistema:
13
3
3
 y  y 1  5  y  y  6  0
 2
2
 y  2 y  2  10  y  2 y  8  0

y=2
y
13

 2  4  32  2  6  y  4


2
2  y  2 (*)
3

A solução da equação cúbica y – y – 6 = 0 está além do nível deste curso, mas existe uma alternativa: calcular as
2
raízes da equação seguinte, y + 2y – 8 = 0, que são y = 2 e y = 4 e, voltando na equação cúbica, verificar que apenas a
raiz y = 2 verifica ambas as equações.
Ao estudante interessado, que pretenda aprofundar seus estudos, adiantamos que as raízes da equação cúbica em
questão são: 2, – 1 + j 2 e – 1 – j 2 .

354


x  0
2
2
3x  x  1  1  x  3x  0  xx  3  0

 x  3
4 x  x 2  2  1  x 2  4 x  3  0

x=–3

x

 4  16  12  4  2  x  3


2
2  x  1

34 EXEMPLO 3.10
Uma fábrica produz um certo refrigerante. Os custos relativos à compra e transporte de
quantidades específicas dos ingredientes necessários para a sua produção, adquiridas em duas
localidades (fornecedoras) distintas são dadas respectivamente pelas seguintes matrizes:
34.1.1.1.1.1 Ingredientes

a
34.1.1.1.1.4 b

c

34.1.1.1.1.6 Ingredientes

34.1.1.1.1.2 Preço de Compra

34.1.1.1.1.9 b

12
4   A
3 

8

34.1.1.1.1.5 14

 3

34.1.1.1.1.7 Preço de Compra

a
34.1.1.1.1.10

c

34.1.1.1.1.3 Custo de Transporte

6
17

 4

34.1.1.1.1.8 Custo de Transporte

11
5   B 
2 

Determinar a matriz que representa os custos totais de compra e de transporte dos
ingredientes a, b e c.

Solução:
 8  6 12  11 14 23
C   A  B  14  17 4  5   31 9 
 3  4
3  2   7 5 

3.4.18. Subtração ou Diferença de Matrizes
Definição:
355

Dadas duas matrizes

A  aij mn

e B  bij mn , denomina-se diferença

A  B

a

matriz C   cij mn tal que cij = aij – bij, i e j. Isto equivale a dizer que a diferença entre duas

matrizes A e B  do tipo m  n é uma matriz C  do mesmo tipo, em que cada elemento é a
diferença dos elementos correspondentes em A e B  .

Ilustração 3.24

a) 2 1 3  9 5 2  7  8
4 8  7 6   3 4 1  5 

 

2  5 1  2 3   7   9   8  3  1 10  1


6   5   1
4  8 11 
4  3 8  4  7  1

b) 2  j 3 4  j 7   4  j8 3  j11
1  j 5  2  j 4   2  j 2 5  j 3  

 

2  j 3   4  j8

 1  j 5  2  j 2

4  j 7   3  j11  6  j11

2  j 2  5  j3   1  j3

1 j4 
 3  j 

EXEMPLO 3.11
5 4
  3 2
5  1 
Calcular A  B  C  sabendo-se que A  
, B   
e C   



3 2
  1 0
 2  4

Solução:
5   3  5 4  2   1 13 1 


3   1  2 2  0   4  6  2

A  B  C   

3.4.19. Produto de um Número Complexo por uma Matriz
(A) Definição:
Dada a matriz A  aij mn e o número complexo z, chama-se produto de z por A , que

se indica por z A , a matriz B  bij mn cujos elementos são iguais aos elementos correspondentes
de A multiplicados por z. Em símbolos:

356

B = z A  bij = zaij, i  1, 2, 3,  , m e j  1, 2, 3,  , n

Ilustração 3.25

3  3  6 9 
2 3  3  2
a) 3




1  4  3 1 3   4 3  12

2 0  12  4
1 4
b)

2  2  6 8  12   2

1
2

1
2

2

  6

1
2
1
2

 0  2
1 0


 8  1  3 4

1  j 2  2 1  j 2  2  j 4
c)  2  3     2  3    6 
 4    2 4    8 

d)

3  j 2  1  j  2  j3 3  j 2

0   2  j3 5
 5

2  j3

2  j3  1  j   j13

2  j3 0  10  j15

1  j5
0 

(os cálculos intermediários deste item da ilustração vêm logo a seguir)

É claro que os números complexos podem ser multiplicados tanto na forma retangular
quanto na polar, embora tal operação nesta última forma seja mais fácil. A menos que o estudante
possua uma calculadora HP apropriada, que executa o produto, diretamente, tanto em uma forma
quanto em outra. Uma calculadora dessa natureza admite até que cada número esteja em uma
forma, e dá a opção de resposta em ambas as formas.
No entanto, vamos partir do pressuposto que poucos possuam uma calculadora com tais
recursos, e que a disponível faça, no máximo, as conversões polar  retangular e retangular
 polar.
Temos então duas opções:
1.ª)

Trabalhar na forma retangular e converter a forma polar no final:
3 + j2
2 + j3
6 + j4
6 + j9 – 6
6 +j13 = 13 90º

–1–j
– 2 + j3
– 2 – j2
– 2 – j3 + 3

2 + j3
2+5
10 + j15 = 18,0280 56,31º

– 1 – j5 = 5,0990 – 78,69º

e o resultado do produto é:
1  j5 
13 90º
5,0990  78,69º 
 j13

10  j15


0  18,0280 56,31º
0

357

6056 33.31º  3.31º = 10 + j15 Finalmente.ª) z1 z2 A  z1 z2 A 2.69º = 1 – j5 3.69º  = 13 90º = j13 3.ª) 1A  A 5. Estas propriedades também são conseqüências de propriedades análogas da multiplicação no corpo complexo.6056 56.31º  1.ª) z1 A  B  z1A  z1B 3. 358 . 13 90º 5. e depois voltar à forma retangular: 2 + j3 = 3.6056 33.31º  0 0    10  j15 (B) Propriedades: O produto de um número complexo por uma matriz goza das seguintes propriedades: 1.0990  78.31º .ª) Converter os números para a forma polar.69º – 1 – j = 1.0990 –78.6056 56. efetuar as multiplicações. Suas demonstrações são imediatas.6056 56.0280 56. 5 = 5 0º 3 + j2 = 3.4142  135º  = 5.0990 –78.2.0280 56.ª) z1A   z1A t t onde A e B  são matrizes do tipo m × n e z1 e z2 são números complexos.69º   j13 1  j5   18.6056 56.4142 – 135º 1 – j5 = 5.69º Efetuando os produtos obtemos: 3.ª) z1  z2 A  z1A  z2 A 4.31º  5 0º  = 18.

12 Resolver a equação matricial X    5 6 7 0 4 5 2      7 9  1  1  3  1  1 0  4 1 3 Solução: Temos que: X    0   4 5 2  1 3 5      1  3  1  1 0  4 7 9  1 6 7 ou seja.  7   7  12 4  X    1 1 36 EXEMPLO 3.35 EXEMPLO 3. B    1 2   7 1 2 4  5 2 e C    7 3   3 11 1 1 2  3 359 .13 Resolver a equação matricial X   C  2A  3B sendo dadas: 1 3 A   0   1 4 1  1 5 . 6  4 1 X    753 025    1   1  7  3  0  9  1   4   1 Finalmente.

8  6 1   2 8  3 6  4 1  2  3  4  6 10 3 6  5 1  6  3  5 10  6  1     X     0 4  3 9  7 2  0  3  7 492          2 14 3 9 11 3  2  3  11 14  9  3         2 A  3B  C  Finalmente.  1  4 X    4   10 13  15  11  20 37 EXEMPLO 3.14 Resolver o sistema de equações matriciais X   Y   2A  3B  X   Y   4A  B sendo dadas as matrizes 3 7   2 4 A  4 2 e B   1 5  3 7 1 9 Solução: Somando membro a membro as equações do sistema. temos: 2X   6A  2B  X   3A  B 360 .Solução: Temos então: X   2A 3B C  ou seja.

 9 21  2 4 11 25 X   12 6    1 5  11 11  3 27  3 7  6 34      3 A   B   4 8   3 7   1 1  4 8   3 7   1 1       Y    2 10  4 2   6 8 Y    2 10  4 2   6 8  6 14 1 9  5 5  6 14 1 9  5 5        2B   2B   A  38  A  EXEMPLO 3. b) Se A é anti-simétrica temos A  A o que implica em aij = – aji . b) Se A é uma matriz anti-simétrica e k é um escalar. 2. 3.  j  1. o que evidencia o fato de k A ser também simétrica.15 a) Se A é uma matriz simétrica e k é um escalar. demonstre que k A também é uma matriz anti-simétrica.  . demonstre que k A também é uma matriz simétrica. temos: 2Y   2A  4B  Y   2B  A Assim sendo.  .  i. n t Temos que k A é de tal forma que aij  kaij e aji  ka ji Uma vez que aij = aji temos também que aij  aji . Demonstração: a) Se A é simétrica temos A  A o que implica em aij = aji . n t Temos que k A é de tal forma que 361 .Subtraindo membro a membro as equações do sistema.  i. 2.  j  1. 3.

A  A t é uma matriz anti- 2 3 c) Escreva a matriz A    como a soma de uma matriz simétrica B  e uma anti-simétrica 7 8 C  . t t t   A   A  A t  e está demonstrado que A  A é anti-simétrica. t b) Sabendo-se que A é uma matriz quadrada demonstre que simétrica. o que evidencia o fato de que k A ser também anti-simétrica. t b) Se A  A for simétrica então devemos ter t Determinação t t A  A  : A  A   A t t A  A   A  A . Solução: a) Se A  A for simétrica então devemos ter t Determinação de A  A   A  A t t t A  A  : t t A  A   A  A  A  A t t t t e está demonstrado que A  A é simétrica. logo: t A  A t   2 3 2 7  4 10    7 8 3 8 10 16 362 t .16 a) Sabendo-se que A é uma matriz quadrada demonstre que A  A é uma matriz simétrica. 39 EXEMPLO 3.aij  kaij e aji  ka ji Uma vez que aij = – aji temos também que aij  a ji . t c) Do item (a) sabemos que A  A é uma matriz simétrica.

17 a) Sabendo-se que A é uma matriz quadrada complexa demonstre que A  hermitiana. Solução: a) Se A  A  t *  for hermitiana devemos ter     Determinação de  A   A  A     A A    : t * t *  363 t * t * . logo t t A  1 A  A t  1 A  A t  2  2          B  C  Finalmente: B  1  10 2 5  2 10 16 5 8 4 e 0  4  0  2  2 4 0  2 0  C   1  40 EXEMPLO 3. t * 2  j 6 5  j 3  c) Escreva a matriz A    como a soma de uma matriz hermitiana B  e uma anti 9  j 4  j 2 hermitiana C  . de modo que: t 2 3 2 7 0  4    7 8 3 8 4 0  A  A t   Somando A  A + A  A obtemos 2 A .De forma semelhante (pelo item (b)) sabemos que A  A é uma matriz anti-simétrica. A  é uma matriz   é uma matriz t * b) Sabendo-se que A é uma matriz quadrada complexa demonstre que A  A anti-hermitiana.

   A   A     A t t * *  A t  e está demonstrado que A    b) Se A  A t * t * A  t * t * é hermitiana. de 2  j 6 5  j 3 2  j 6* 9  j *  A  A     * *  9  j 4  j 2  5  j 3 4  j 2  2  j 6 5  j 3 2  j 6 9  j   j12  4  j 2     j 4   9  j 4  j 2  5  j 3 4  j 2  4  j 2   t * Somando A  A  + A  A  obtemos 2 A .   for anti-hermitiana devemos ter  A     Determinação de  A   A  A    A   t * t  *     A   A   t * A    : * t t *    A   A  A  A   Do item (a) sabemos que A  A  é uma matriz hermitiana. logo:    c)   A   A  A  A  * * t t * *  A t  A * * t * t * t * 2  j 6 5  j 3 2  j 6* 9  j *  A  A     * *  9  j 4  j 2  5  j3 4  j 2  14  j 4 2  j 6 5  j 3  2  j 6 9  j   4      8   9  j 4  j 2  5  j 3 4  j 2 14  j 4   t *   De forma semelhante (pelo item (b)) sabemos que A  A modo que: t * é uma matriz anti-hermitiana. de modo que t * t * 1    A  A   2  2        2   A  1 A  A t *  1 A  A t  A  1 A  At  * * 2   B  B  C  Finalmente: 14  j 4  2 7  j 2   8  7  j 2 4  2 14  j 4 B  1  4 364 t * C  .

pois C  = A B  é do tipo m × p. m e todo k= 1. p.1.º) A matriz produto tem o número de linhas da matriz A e o número de colunas da matriz B  . (B) Da presente definição concluímos que: 1. 2. por exemplo.4. 2.  .20. 3. ou seja: A é do tipo m × n e B é do tipo n × p 2. Produto de Matrizes: (A) Definição: dadas duas matrizes A B a matriz C   cik m p A  aij mn e B  b jk n p .  . m×n B = n×p 1.ª obs 40.3 Assim.1 Fig. Tais observações podem ser resumidas e melhor compreendida através do esquema a seguir: A . 3. 4  j 2  j 6  2  j    j 4  2  j  j 2  2 4  j 2 C   1  j12 3.ª obs 2.º) O produto A B  existe tão somente se o número de colunas da matriz A for igual ao número de linhas da matriz B  . existem os produtos de matrizes a) B   A C   AB    3 2 por 2  4  3  4 365 C  m×p . chama-se produto tal que: n cik  ai1b1k  ai 2b2 k  ai 3b3k    ainbnk   aij b jk j 1 para todo i = 1. 3.

n colunas e a k-ésima coluna da matriz B  b1k  b2 k   b3k  com n elementos. concluímos que foram utilizadas na sua obtenção a i-ésima linha da matriz A . e depois uma soma. pois B  é do tipo n  p tendo. ou seja: 366 . A e B forem da mesma ordem. e somente se. Por exemplo: a)  A B  C   AB    2  2 por 2  2  2  2 b) 5×5 por 5×5  5×5 (C) Algoritmos de Obtenção da Matriz Produto: Observando a expressão do elemento genérico cik  ai1b1k  ai 2b2k  ai 3b3k    ainbnk que foi apresentada na definição. pois A é do tipo mn tendo. ai1 a ai 3  ain i 2    com n elementos. a qual será também a ordem de C  . portanto. a matriz C  = A B  existirá se. n linhas    bnk  Concluímos também que houve uma multiplicação entre elementos correspondentes. portanto.º) Se A e B  forem matrizes quadradas.b) 5×3 por 3×6  5×6 c) 4×1 por 1×3  4×3 d) 8×9 por 9×1  8×1 porém não são definidos produtos tais como: e) C   AB   A B     2  5 por 4  3  f) 3×4 por 6×8   3.

A figura a seguir ilustra o processo. se pretendemos calcular todos os elementos C  é conveniente seguir a seqüência abaixo: 1. 3.º passo: com as duas matrizes A e B  lado a lado selecionamos a i-ésima linha da matriz A e a k-ésima coluna da matriz B  .ª linha de A e a 1. sem nenhuma ordenação pré-estabelecida.º passo: somamos estes n produtos obtendo o elemento cik da matriz produto.º) selecionamos a 1.ai1  b1k ai 2  b2 k ai 3  b3k  ain  bnk ai1b1k  ai 2b2 k  ai 3b3k    ainbnk Tal fato nos sugere os algoritmos a seguir Algoritmo 1: 1. 367 . 4. 2.º passo: calculamos os n produtos dos elementos correspondentes (que ficam uns sobre os outros). 3. correspondentes ao elemento cik . No entanto.ª coluna de B  . i-ésima linha b1k b2k b3k  bnk ai1  bik+ ai 2  b2+k ai 3  b3 k++ ain  ank       ai1 ai 2 ai 3  ain     n elementos       m n A    b1k  b   2k  n elementos b3k      bnk  k-ésima  coluna  B     =     n p          cik          m p  C  Fig.4 Este processo é interessante pois permite calcular qualquer elemento de C  .º passo: transportamos a k-ésima coluna da matriz B  para uma posição horizontal sobre a matriz A .

agora.ª coluna de C  .º) somamos estes produtos e determinamos c11.ª coluna de C  . 8. 9.ª coluna de B  para uma posição horizontal sobre a matriz A .ª coluna de B  já está re-posicionada sobre A e selecionamos. 7.º) aproveitamos que a 1. a matriz C  estará completa. em conseqüência.º) transportamos a 1.º) transpomos agora a 2.º) continuamos com a 1.º) efetuamos os produtos dos elementos correspondentes.º) somamos estes produtos e determinamos c21. a 2.º) efetuamos os produtos dos elementos correspondentes. 3. 10º) o processo continua até que a última coluna de B  tenha varrido todas as linhas de A quando. deste modo. 6.ª coluna de B  até que havíamos varrido todas as linhas de A e. 5. 4.2.ª coluna de B  e com a mesma varremos todas as linhas de A obtendo. então. a 2.ª linha de A . 368 . obtido toda a 1.

por enquanto.26 a) Determinar o elemento c23 do produto matricial a seguir:  A     1  1 2 2    3 4  B    1 2 3 4  5 1   2 × 3 3 × 2 Pelo esquema acima concluímos que o produto matricial é possível. logo: c23 3.ª linha de A (×)   1 (+) 2 (×) c23  2  3  2 1  8 2 b) Determinar todos os elementos do produto matricial C  = A B  indicado no item a. No entanto estamos interessados. e vai resultar em uma matriz 3 × 3.ª) (1. Vamos posicionar as colunas da matriz B  sobre a matriz A e seguir seqüência já mencionada: 3 1 2 5 (3.ª) 1  1   1  4  1 2   1  5  1 3   11   1  4  3   25  7  3 1  2  1  1   2  2  2   5  2  3  2 1   1 2 3  2  1  2  4  2  = 2    4  10  6  62 8  4  5 1   2  8  10   3 4  3 1  4  4  3  2  4   5  3  3  4 1       3  16  19  6  20  14  9  4  13  1 4 (2. Ilustração 3. no elemento c 23.ª) O resultado final é: 2  3 7  C    10  6 8   19  14 13 Com o tempo o estudante não vai mais precisar escrever as colunas de B  em 369 .ª coluna 3  de B que deve ser posicionada sobre a 2.

selecionamos a iésima linha de A e a k-ésima coluna de B  .º passo: somamos estes n produtos obtendo o elemento genérico cik da matriz produto.º passo: efetuamos os n produtos dos elementos correspondentes. isto já vai ser feito mentalmente. 2.. Você duvida? Então é hora de você. Algoritmo 2: 1. 3. k-ésima coluna B     b    1k    b2 k     b3k n elementos         bnk n× p b1k ai1 ai 2 () () () i-ésima linha b2 k b3k bnk ai 3  ain     a i1 a i 2 a i 3  a in        n elementos     m × n ()  A         c ik        m × p C  p colunas       k-ésima coluna    n linhas      B      m linhas    soma  i-ésima linha cik C   AB A 370    m linhas    .posições horizontais sobre A . e hoje consegue bater sem olhar para o teclado. Não. que não sabia digitação. A comparação é a mesma.º passo: com as três matrizes A . se lembrar de como começou a digitar dados no computador. B  e C  nas posições indicadas a seguir.

3. 371 .27 Vamos agora calcular alguns elementos do produto matricial da ilustração anterior utilizando este segundo algoritmo.ª) Este segundo algoritmo apresenta algumas vantagens sobre o primeiro.5  Ilustração 3. a) Se for mantido um espaçamento constante entre elementos adjacentes das matrizes A e B .                              n colunas p colunas Fig. 1 2 3 4 –5 1 1 () 1 2 () 2 (– 1) () 4 1 –1 2 () (– 5) 2 2 3 4 1 1+(– 1)  4= =1– 4=– 3 2 2+ 2 (– 5)= =4– 10=– 6 = Observação: 1. a própria montagem do algoritmo já garante a obtenção da matriz produto com as dimensões apropriadas.

1. 40. 4 7   2 3   22 a) 0 1  1 0   22 b)  2 3 4 7    22 1 4 7 0 0 1    1 2 0 33 372 . pelo nosso ponto de vista.1. 2.1.1 EXEMPLO 3.18 Calcular os seguintes produtos matriciais: 0 1 1  1 4 7  b) 2 2 0 0 0 1  .b) A própria disposição física do algoritmo já indica para cada elemento de C  qual a linha de A e a coluna de B  que devem ser utilizadas.1. 1  1  1  1  1 5 2  c)  2 3  .    1 4 7   3 0    1  e)  2 3 1 1 2  3 Solução: Vamos utilizar apenas o segundo algoritmo que é.1. 0 3 4 1 2 0 0 1   4 7  a)    .1.ª) Antes de prosseguirmos é bom não esquecer nunca que a matriz A entra com as linhas e a matriz B  com as colunas. o mais imediato.1. 1 0 2 3 1  1 5 0  d)   2 3 7 1 1 2  3  1 1 1 .

ª linha de A e a 5. a fim de obter a matriz C  = A B  . Uma vez que desejamos determinar o elemento c35.1 2 1  2 8 16   4 8 3  33 0 1 1  2 2 0   0 3 4 33  1  1 2 3    3 0  3 2 c)  1 5 2  1 4 7    2 3  5 14  14 13   2 2 1 2  3  1 d) 1  1 5 0 2 3 7 1   2 4 3 e) 1  2   3 31 1 1 1  1 4 2 14 5  30 13   2 2 1 1 2 14 3 1 1 2 6 2 2 4    9 3 3 6 34 41 EXEMPLO 3. determine o elemento c35 da matriz C  = A B  .19 Considere as matrizes A  aij 34 e B  b jk 45 tais que aij = 2i + 3j e bjk = 3j – 4k.ª coluna de B  : 373 . Solução: Já sabemos que A entra com as linhas e B  com as colunas. devemos utilizar a 3.

(custo da porção de arroz) + 374 . a33  2  3  3  3  .a32  2  3  3  2  . carne e salada usados na composição dos pratos P1. =9 =12 =15 =18 c35  9   17  12   14  15   11   18   8  630 Sendo a matriz  A do tipo 3  4. P2 e P3. carne e salada usados em um restaurante: Custos 1 Arroz C   porções  custos  3 Carne 2 Salada A matriz P  fornece o número de porções de arroz. cada coluna deve ter 4 elementos b15  3 1  4  5  17 b25  3  2  4  5  14 b35  3  3  4  5  11 b45  3  4  4  5  8 a31  2  3  3 1  . em reais.º de porções de arroz) .a34  2  3  3  4  . Arroz 2 P  pratos porções  1 2 Carne Salada 1 2 2 1 Prato P1 1 Prato P2 0 Prato P3 Ache a matriz que fornece. o custo das porções de arroz. P2 e P3 desse restaurante. cada linha deve ter 4 elementos 42 EXEMPLO 3. em reais.20 A matriz C  fornece. os custos de produção dos pratos P1. Solução: Para calcularmos o custo de produção de um determinado prato poderíamos usar a seguinte fórmula: + (n.Uma vez que a matriz B é do tipo 4  5.

º de porções de salada) . porções  custos = pratos custos Custos 2 1 1 1 7 Prato P1     pratos custos  1 2 1 3  9 Prato P2 2 2 0 33 2 31 8 Prato P3 O exemplo a seguir demonstra utilidade semelhante para o produto matricial. 3 + 1 . 1 + 1 . por exemplo. (custo da porção de salada) O custo de produção do prato P1. 2 = 7 No entanto é mais elegante e operacional trabalharmos com matrizes onde o custo de cada prato será interpretado como o produto da respectiva linha da matriz pratos porções pela matriz coluna porções custos .+ (n. 375 . ou seja: pratos porções . é: custo P1 = 2 .º de porções de carne) . (custo da porção de carne) + + (n.

21 Uma indústria de informática produz computadores X e Y nas versões Pentium II. Pentium III e Pentium IV.1. Solução: 4 3 a) [componentes  computadores] = 3 5 6 2 2 4 3 b) [computadores  versões] =   3 2 5 c) [componentes  computadores] . b) computadores  versões.43 EXEMPLO 3.1.1.1.1. c) componentes  versões.1. B e C são utilizados na montagem desses computadores.1. Componentes A.1. Para um certo plano de montagem são dadas as seguintes informações: Computadores 43.1. [computadores  versões] = [componentes  versões] 376 .1.1.1.2 Computadores Pentium II Pentium III Pentium IV X 2 4 3 Y 3 2 5 Determine as seguintes matrizes: a) componentes  computadores.1 Componentes X Y A 4 3 B 3 5 C 6 2 Versões 43.

4 3 17 22 27 2 4 3     [componentes  versões] = 3 5  =   3 2 5 21 22 34   18 28 28 6 2    44 EXEMPLO 3. pede-se determinar V n .5  j 2 j 0.5 90º 1  60º   0. em conseqüência.5 30º  0.5 j 0. 2 Solução: 377 . e que I a + I b + I c = 0.22 Ao se estudar um sistema de energias elétrica obteve-se a seguinte equação matricial para as correntes nas fases a. Solução: Aplicando um dos algoritmos anteriores. a 2 = 1 240º = 1 – 120º . Ib e Ic.5 30º  0.5 j  a   60º  3   a 2    2.51  60º   0. obtemos: I a   j 0. e que.25 45 EXEMPLO 3.23 Para um determinado sistema de energia elétrica obteve-se a seguinte equação matricial:  I a  1 1  I   1 a 2  b   I c  1 a  1   j  60º  jVn   1 3   2.25 I b   j 21  60º   2  90º 1  60º   2  150  1.5 j 0.51  60º   0.5 j  180º   3  Sabendo-se que a = 1 120º .433  j 0.5  I    j 0.732  j I c   j 0. b e c:  I a   j 2 j 0.433  j 0. 1 + a + a = 0.5  b    I c   j 0.5  j 2  0  1  60º     0  Pode-se determinar as expressões de Ia .

B  é do tipo n  p e m  p: Amn e Bn p e   Bn p   A B  = C m p Amn   B  A (D2) Temos casos em que existem A B  e B  A .   j  60º   3 jVn  60º 1  a  a 2   3  3  0 pelo enunciado    2. mas são no entanto matrizes de tipos diferentes e.5 j  1  I a  I b  I c  3. para duas matrizes quaisquer A e B  .5 j j  60º  jVn  60º   180º 3 3 3 Ib   1 2.289 3 (D) Cumpre notar que a multiplicação de matrizes não é comutativa. (D1) Temos casos em que existe A B  e não existe B  A . B  é do tipo n  m e m  n: 378 . Isto acontece quando A é do tipo m  n.Efetuando-se a multiplicação matricial.5 j 2. obtemos: Ia   1 2.5 j j  60º  jVn  a 2 60º a  180º 3 3 3 Ic   1 2. temos:   2. isto é.5 j 2. nem sempre A B  = B  A .5 j  180º 1  a  a 2   0    3 (pelo enunciado) 0 (pelo enunciado) Assim sendo.5 j j  60º  jVn  a 60º a 2  180º 3 3 3 Somando-se as três equações membro a membro.167  j 0.5 j 2. 1  60º 3Vn  j  0 o que implica em Vn  1  60º  0. A B   B  A . Isto acontece quando A é do tipo m  n. em decorrência.

Devemos notar que uma condição necessária.  A B = – B  A . dizemos que elas são anti- Ilustração 3. dizemos que A e B  comutam ou então que são comutativas. para que A e B  sejam comutativas é que elas sejam quadradas e de mesma ordem.Amn e Bnm e   Bnm   A B  = C mm Amn   B  A = Dnn (D3) Mesmo nos casos em que A B  e B  A são do mesmo tipo – o que ocorre quando A e B são quadradas e de mesma ordem – temos quase sempre A B  B A . mas não suficiente.29 a b    c d  AB   B A  a b  a)  c d  1 0  B      A  e  B  são comutativa s 0 1   A   a b    c d  AC   C A  0 0 b)  0 0  0 0   C       A  e  C  são comutativa s 0 0   A   a b    0   c d  AD  DA  ad  bc c)   d  b   bc   0ad              D     A  e D  são comutativas  c a    A   379 .28 22 58 38 54 (E) Quando A e B  são tais que A B  = B  A .  1 2  18  AB     3 5  47  4 6 22 B     BA   7 8    31 A   Ilustração 3. Quando A e B  são tais que comutativas.

B = 0 ou A = B = 0 não é válida no caso de matrizes. Temos então: AD   1  1 0  0 2  1 0 0 1 DA     1 0 0 0   1 0    0  2 0  AD   DA  1 0 0    2  1  1   1  1 5  0 2  0 5 2 1 E A     0 3  0 2 5  1    3 0 6   AE   E A  1 5  1   A e E  comutam  2  0 6    AE    (F) É também importante notar que a implicação A B  A = 0. uma vez que é possível haver duas matrizes não nulas cujo produto seja a matriz nula. o que já exclui as matrizes B  e C  . 380 . qual das matrizes a seguir comuta com A  0 2  B   2   3 C    1 3 2  4 5 1  D   0 0  1 0 E    5 2  0 3  Solução: Para que duas matrizes comutem é necessário que elas sejam quadradas e de mesma ordem.comutativas 46 EXEMPLO 3.24 0  1 Sendo A    .1  1    3 2     E F     2 3  2  1     E F   F E  d)   1 1    3  2  F     F E   2  3  4  1     E    E  e F  são anti.

conforme já vimos nos exemplos 15 e 16.  Ilustração 3. Ilustração 3. Entretanto.º) AI n   A (2.º) I m A  A Demonstração: 381 . A B  não é necessariamente simétrica.31 Sejam  1 2     5  10 A    2 3  k A    10  15    k  5   k  A  é simétrica A e B   são simétricas  3 5 3 B   2     A  B      3  8 5  5             AB  é simétrica  1 2 2 3   8  13  2 3 3  8 13  18   AB    AB  não é simétrica (H) Se A  aij mn então temos que: (1.30 1 0   0 0 AB   1 0 0 0  0 0  0 0  0 1   0 0  0 0      B     0 1   A   (G) Se A e B  são matrizes simétricas temos também que A + B  e k A são simétricas.

0 = aij o que permite escrever: AI n   A   (2. a1j + 0 . B  b jk n p e C   ckl pr . a3j +  + 1 . aij +  + 0 . B  bij mn e C   c jk n p . 382 . 1 +  + ain . 0 + ai3 . amj = aij o que nos leva a: I m A  A (I) A multiplicação de matrizes goza das seguintes propriedades: (1. (2.  (1. Amn I n nn  B  bij mn e I n   c pj nn temos: bij = ai1 c1j + ai2 c2j + ai3 c3j+  + aij cjj +  + ain cnj de onde se obtem: bij = ai1 . 0 +  + aij .ª) Distributiva à direita:  A  B C  AC   BC  quaisquer que sejam as matrizes A  aij mn . a2j + 0 .º) Sendo A  aij mn .ª) Associativa:  AB C   A BC   quaisquer que sejam as matrizes A  aij mn . I m mm Amn  B  bij mn e I m   cip mm temos: bij = ci1 a1j + ci2 a2j + ci3 a3j+  + cii aij +  + cim amj de onde se tiramos: bij = 0 . 0 + ai2 .º) Sendo A  aij mn .

(3.ª) Distributiva à esquerda: C  A  B   C A  C B
quaisquer que sejam as matrizes A  aij mn , B  bij mn e C   cki pm ;

(4.ª)

 z A   A z B   z  AB 
onde z é um número complexo e A  aij mn e B  b jk n p duas matrizes genéricas.

(5.ª)

 AB t  B t A t

sendo A  aij mn e B  b jk n p duas matrizes genéricas.

Demonstração
(1.ª)

Sejam

A  aij mn , B  b jk n p , C   ckl pr ,
D  AB  d ik m p , E   AB C   eil mr
onde temos:
1  i  m , 1  j  n , 1  k  p e 1  l  r.
Temos então:
 n

eil   d ik ckl     aij b jk ckl 
k 1
k 1  j 1

p

p

 n
 n  p


    aij b jk ckl    aij   b jk ckl  
k 1  j 1

 j 1  k 1
p

n

  aij f jl
j 1

de modo que,

 AB C   A BC  

383

e

F   BC    f jl nr

Sejam A  aij mn , B  bij mn , C   c jk n p e

(2.ª)

D   A  B C   d ik m p
onde temos:

1  i  m , 1  j  n e 1  k  p.
Temos então:
d ik   a ij  bij  c jk   a ij c jk  bij c jk  
n

n

j 1

j 1

n

n

j 1

j 1

  a ij c jk   bij c jk

de modo que,

 A  B C   AC   BC

(3.ª)

A demonstração é semelhante à 2.ª

(4.ª)

Sejam

A  aij mn , B  b jk n p , C   zA  cij mn ,

D  zB  d jk n p , E   AB  eik m p
onde temos:
1  i  m , 1  j  n e 1  k  p.
Temos então:

384

e z = x + jy

n

c b
j 1

ij

jk

  zaij b jk  z  aij b jk
n

n

j 1

j 1

e
n

a d
j 1

ij

jk

  aij zb jk   z  aij b ji
n

n

j 1

j 1

de modo que,

 z A   A z B   z  AB 

Sejam A  aij mn , B  b jk n p , AB  cik m p e

(5.ª)

onde temos:
1  i  m , 1  j  n e 1  k  p.
Temos que:
Pela definição de produto,
n

cik   aij b jk
j 1

pela definição de matriz transposta,

cki  cik
o que nos permite escrever:
n

cki   aij b jk
j 1

385

 AB t  cki pm

mas, pela propriedade comutativa dos números complexos,
aij bjk = bjk aij
logo,
n

cki   b jk aij
j 1

No entanto, temos também que:

A t  aji nm  aji  aij
e

B t  bkj   bkj  bjk
o que nos leva a colocar então,
n

cki   bkj aji
j 1

e concluir que:

 AB t  B t A t

3.4.21. Matriz Periódica
Uma matriz quadrada A é periódica se A

menor inteiro para o qual A

k 1

k 1

 A , onde k é um inteiro positivo. Se k é o

 A dizemos que o período de A é k.

Ilustração 3.32

386

 1  2  6
A   3 2 9 
 2
0  3

A

2

 1  2  6  1  2  6   5  6  6
  3 2
9   3 2
9    9 10 9 
 2
0  3  2
0  3  4  4  3
  
 A

A 

A 3  A  k = 2 (menor inteiro)

A k 1  A 
Assim A é periódica de período 2.

3.4.22. Matriz Idempotente
Se na matriz periódica tivermos k = 1, teremos que A = A , e dizemos que A é
idempotente.
2

Ilustração 3.33

 2  2  4
a) A   1 3
4 
 1  2  3

b)

A

2

 2  2  4  2  2  4  2  2  4
  3 3
4   3 3
4    3 3
4   A
 1  2  3  1  2  3  1  2  3
 
 A

 A

387

4. No entanto temos A =0  Ilustração 3.I n  2  I n  1 0 0  0 1 0 0  0 1 0 0  0 0 1 0  00 1 0  0 0 1 0  0       0 0 1  00 0 1  0  0 0 1  0                       0 0 0  1   0 0 0  1   0 0 0  1  Logo a matriz identidade de ordem n é idempotente. 3. Se p é menor inteiro positivo tal que A = 0.23. dizemos que A é nilpotente de p–1 índice ou classe p.4. Matriz Nilpotente ou Nulipotente Dizemos que uma matriz A é nilpotente ou nulipotente se existir um número positivo p p p tal que A = 0. Polinômio de uma Matriz A operação polinômio de uma matriz quadrada A é definida para qualquer polinômio f x   a0  a1 x  a2 x 2    an x n 388 . 3.34 1 3 1  A   5 2 6   2  1  3 A 2 1 3  1 1 3 0 0 0 1       5 2 6  5 2 6 3 3 9   2  1  3  2  1  3  1  1  3    A  A 0  1 1 3  0 0 0  0 0    A   3 3 9   5 2 6   0 0 0  1  1  3  2  1  3 0 0 0    3  A 2  A Logo A é nilpotente de índice 3.24.

Se f  A for igual a matriz nula. como por exemplo: 4  2  3 5 8 4  2  3 5 8 4  2  3 5 8 4 1     5 0 9   4 1 5 0 9   4 1 5 0 9   7  6  2 10  11 7  6  2 10  11 7  6  2 10  11 389 .onde os coeficientes são escalares. Logicamente que uma matriz A pode ser dividida em blocos de várias maneiras.4. 3  4 Solução: 2 1 0 1 2  1 2  f  A  5   3    0 1 3  4 3  4 5 0   3  6 1 2  1 2      2   0 5  9 12  3  4 3  4  2  6  7  6  2  6  14  12    2     9 17   9 22   9 17   18 44   16  18    27 61  3.25 1 2  2 Sendo f x  = 5 – 3x + 2x e A    calcular f  A . f  A é a matriz f  A  a0 I k   a1A  a2 A    an A 2 n sendo I k  a matriz identidade de mesma ordem k que a matriz A . chamadas blocos ou células de A . por meio de linhas tracejadas horizontais e verticais. Matrizes em Blocos ou Partição de Matrizes Uma matriz A pode ser particionada em matrizes menores.25. Note-se que f  A é obtida de f x  substituindo a variável x pela matriz A e o escalar a0 pela matriz a0 I k . 47 EXEMPLO 3. a matriz A é chamada zero ou raiz do polinômio f x  .

390 . mesmo em computadores de grande porte. Quando as matrizes são muito grandes para serem armazenadas na memória de um computador. os elementos das matrizes. elas são particionadas. transformadores. Em conseqüência. Algumas matrizes. efetivamente. cada elemento de A ficará multiplicado por z. 14 Sistemas de potência = Sistemas de energia elétrica: geradores. Seja então A uma matriz genérica particionada em blocos. etc. cargas. estaremos somando os elementos correspondestes de A e B  . devem ser particionadas. linhas de transmissão. como as relativas a grandes Sistemas de Potência14. ou seja:  zA11  zA12   z A  z A  22  21 A   zA31  zA32       zAm1  zAm 2  zA13   zA23   zA33     zAm3   zA1n  zA2 n  zA3n     zAmn  Consideremos agora um matriz B  que tenha sido particionada da mesma maneira que A . a seguir.A vantagem da partição em blocos é que o resultado das operações sobre matrizes particionadas pode ser obtido trabalhando-se com os blocos tal como se fossem.  A11  A   21 A   A31    Am1  A12  A13  A22  A23  A32  A33       Am 2  Am3  A1n  A2n  A3n      Amn   Se multiplicarmos cada bloco por um número complexo z. conforme ilustrado a seguir:  B11   B   21 B   B31     Bm1  B12  B13  B22  B23  B32  B33    Bm 2  Bm3     B1n  B2n  B3n      Bmn   Se os blocos correspondentes de A e B  tiverem o mesmo tamanho e somarmos estes blocos. permitindo que o computador opere apenas com duas ou três submatrizes de cada vez.

com 1 2 1 1 2 3 1   A  3 4 0 e B  4 5 6 1 0 0 2 0 0 0 1 Solução: O produto matricial A B  é dado por: 391 .26 Calcule A B  utilizando multiplicação em bloco. Sejam pois as matrizes A e B  particionadas em blocos conforme a seguir:  A11  A   21   A    Ai1     Am1  B11 B   21 B  B31    B p1  A12  A13  A22  A23       Ai 2  Ai 3      Am 2  Am3  B12  B22  B32   A  A  1p 2p    Aip     Amp       B1k  B2k  B3k      p2  pk    B    B     B1n  B2n  B3n     B pn    de tal modo que o número de colunas de cada bloco Aij seja igual ao número de linhas de cada bloco Bjk. A11   B11   A   B  21  21 A   A31   B31     Am1   Bm1  A12   B12  A13   B13  A22   B22  A23   B23  A32   B32  A33   B33    Am 2   Bm 2  Am3   Bm3   A1n   B1n   A2n   B2n  A3n   B3n         Amn   Bmn  A multiplicação matricial é menos óbvia. mas mesmo assim é possível. Então temos: Cik   Ai1 B1k   Ai 2 B2k  Ai3 B3k    Aip Bpk  EXEMPLO 3.

 9 12 15 4  9 12 15 4 AB  19 26 33 7  19 26 33 7  0 0 0 2  0 0 0 2 EXEMPLO 3.A11  A12  B11  B12  AB     A21  A22  B 21  B 22   A11 B11   A12 B 21   A21 B11   A22 B 21  A11 B12   A12 B22   A21 B12   A22 B22  1 2 1 2 3 1  A11 B11   A12 B 21         0 0  3 4 4 5 6 0  9 12 15   19 26 33 1 2 1 1 3 1 4 A11 B12   A12 B22          1          3 4 1 0 7  0  7  1 2 3 A21 B11   A22 B21   0 0    20 0 0   4 5 6  0 0 0  0 0 0  0 0 0 A21 B12   A22 B22   0 1 0    21  0  2  2 1 Finalmente. sendo 2   3    2  1 1 0  2   1  2 C   1 3 0 2 1  e D   1 4    0  2 4 5  1  2 1   5 2  Solução: 392 .27 Calcule C  D utilizando multiplicação em bloco.

 2 6   2 6  C D   1 0    1 0   9 23  9 23 3.5. Exercícios Propostos: 393 .Preparando as partições de C  e D  para que a multiplicação em blocos seja possível temos:  2  1 1 0  2 C  C   1 3 0 2 1    11 C  0  2 4 5  1  21 C12  C 22  e 2   3   1  2   D  D   1 4    11    D21   2 1    5 2  Logo o produto matricial C  D  é dado por: C  C12  D11  C11D11  C12 D21 C D   11    C21 C22  D21 C21D11  C22 D21 2 3 2  1 1    0  2   2 1   C11D11  C12 D21    1  2    2 1   5 2 1 3 0   1     4  8 10   10  4  2 6    4   1 0 0  4   1 2 3  2 1  C21D11  C22 D21  0  2 4  1  2  5  1   5 2   1 4   6 20   15 3   9 23 Finalmente.

respectivamente. II e III. 2) Quantos elementos possui a matriz: (a) 3  2 (b) 4  4 (c) p  q (d) linha de 3 colunas (e) quadrada de ordem 3 (f) coluna de 4 linhas 3) Uma matriz possui 6 elementos.1) Uma indústria possui 3 fábricas I. Quais os seus possíveis tipos 4) Escreva explicitamente as seguintes matrizes: (a)  A   aij  44 onde aij = i + j (b) B  bij 13 onde bij = 3i + 2j 1 se i  j (c) C   cij 44 onde cij =  0 se i  j 2i  j  1 se i  j (d) D  dij 23 onde dij =  se i  j  0 1 se i  j (e) E   eij 22 onde eij =  2 se i  j 5) Quantos elementos não pertencem à diagonal principal de uma matriz quadrada de ordem 10 6) Quantos elementos não pertencem às diagonais de uma matriz quadrada de ordem 2k – 1 onde K  N* e K  2 7) Quantos elementos estão situados abaixo da diagonal principal de uma matriz quadrada de ordem n 8) Um conjunto de dados são todos os elementos de uma matriz quadrada de ordem 101. 20 e 10 unidades do produto B.70 por dado tabulado qual será o custo desta tabulação para este usuário 394 . que produzem por mês 30. Forme a matriz fábricas  produtos e indique o tipo dessa matriz. 40 e 60 unidades. Sabendose que um usuário deseja uma tabulação contendo todos os dados (elementos da matriz) situados fora de ambas as diagonais e que deverá pagar R$ 0. do produto A e 15.

coluna j de cada matriz). através da matriz 18 15  A  20  18 19 17 18 17 16 18 18 19 20 21 22 20 20 18 12 14 21 18 20 22 21 18  14 14 22  18 22 23 20 17 18  Cada elemento aij dessa matriz é o número de pontos marcados pelo jogador de número i no jogo j.  21  9 10 11 12 25    13 14 15 16 29 20 33   22 23 24 .   26 27 28   30 31 32  18 19               Determine a linha e a coluna em que se encontra o número 1955. As matrizes a seguir resumem quantos chopes cada um consumiu e como a despesa foi dividida:  4 1 4  5 5 3   S   0 2 0 e D  0 3 0 3 1 5 2 1 3 S  refere-se às despesas de sábado e D às de domingo. Bernardo e Cláudio saíram para tomar chope. tanto no sábado quanto no domingo. de bar em bar. Bernardo o número 2 e Cláudio o número 3 (aij representa o elemento da linha i. i  j se i  j 11) O técnico de um time de basquetebol descreveu o desempenho dos titulares de sua equipe. Cada elemento aij nos dá o número de chopes que i pagou para j. em seus jogos.9) Os números inteiros positivos são dispostos em matrizes seqüênciais da seguinte forma: 1 2 3 4 17 5 6 7 8    . 395 . i  j se i  j 10) Calcular o traço da matriz quadrada A  aij 33 definida por aij =  . sendo Antônio o número 1. Pergunta-se: (a) Quantos pontos marcou o jogador de número 3 no jogo 5 (b) Quantos pontos marcou a equipe no jogo 4 (c) Quantos pontos marcou o jogador de número 2 em todos os jogos 12) Antônio.

1 chope de Bernardo e 4 de Cláudio (primeira linha da matriz S  ). onde aij = distância (i . Pergunta-se: qual é a figura de vértices 1. (a) Quem bebeu mais chope no fim de semana (b) Quantos chopes Cláudio ficou devendo a Antônio 13) Um conglomerado é composto por cinco lojas numeradas de 1 a 5. 3 e 4 1 0 1  1 1 0 15) De que tipo é a transposta de uma matriz coluna 16) Quantos elementos possui a transposta de uma matriz 5  7 17) Dada uma matriz A qualquer.Assim. 2. (a) Qual foi o faturamento da loja 3 no dia 2 (b) Qual foi o faturamento de todas as lojas no dia 3 (c) Qual foi o faturamento da loja 1 nos 4 dias 14) Uma figura geométrica tem 4 vértices 1. obter o elemento b23 da matriz B  bij  transposta de A. de sorte que 0 1 A   1  1 1 1 1 0 1 1 . 396 . j) para 1  i  4 e 1  j  4. Forma-se a matriz A  aij 44 . 2.  3  6  19) Dada a matriz A  aij 32 tal que aij = i + j. O que se obtêm ao calcular A   t t  i   j  18) Ache a transposta da matriz A  aij 22 tal que aij  sen   cos . A matriz a seguir apresenta o faturamento em dólares de cada loja nos quatro primeiros dias de janeiro: 1950 1500  A  3010  2500 1800 2030 1800 1950  1820 1740 1680  2800 2700 3050  2420 2300 2680 2020 2040 1950  Cada elemento aij dessa matriz é o faturamento da loja i no dia j. no sábado Antônio pagou 4 chopes que ele próprio bebeu. 3 e 4.

a13 e a23).    y z  3 2  1 2 y  21) Sabendo-se que a matriz A   x 0 z  1 é simétrica.  y  4 3 4  3 x 2 28) Determinar x. z e w para que se tenha  4 2x 5 y  x x 3   . b e c de modo que a matriz a seguir seja anti-simétrica. y. z e w para que se tenha   . y e z tais que as matrizes a seguir sejam hermitianas: x  j2 jy   3  x  jy 3  (a) A   .  z  w x  y  10 2 2 x 3 y   x  1 2 y  27) Determinar x e y de modo que tenhamos  .   4  a  A   a b  2    b c 2c  8 23) Calcule a. w 2   z 5w w 1   4   29) Se A  4 e B   7 . 4 3 2  22) Sabendo-se que a matriz a seguir é anti-simétrica. y. pede-se determinar os elementos incógnitos (a12 . pede-se calcular x + y + z. a  1 c  1 b   2c A   2  j 3  j5 4  j8 24) Achar a conjugada da matriz A     6  j 2  j 9 5  j 6 25) achar x. y e z para que a matriz A   2 7  4 seja simétrica.1 x 5  20) Determinar x. 7  8  397 . (c) B   3  j 2 0 1  jz    3  jz 0  jy 1  jx  1   x  y z  w  4 6 26) Encontrar x. calcular A  B e A  B.

 2 3 31) Se A    .  4 2 32) Utilizando as matrizes A . calcular as matrizes 2A . 34) Calcular os seguintes produtos matriciais: 1 (a) 2  1 4 3 5 3 2 1 5   (f)    1 4  1 3  2      3 2 4  1 1  (b)  5 2    2 3 0  1 1     2 (g) 1 1  5 2 4 4  1  4 5 (c)     2 5    6 2  2  2 1 1 (h)     2 2  1 1  4 1 3 6  (d)     2 3 1  2  5 2 1 1 2  3 (i)  3 1 7 0  2 4   0 1 2 1  3 1  5 3  2  3 (e) 2 4  1 4   1 7  2  3 4  2 2 1  2  3 1 0 2 (j)  2  1 2  2 2 1 2 35) Calcular os seguintes produtos matriciais: 398 . 3A e  5A . calcular  1 2 0  0 3 A t   B . resolver o seguinte sistema de equações: X   Y   A  B  C   X   Y   A  C  1 3   0 1 2 33) Dadas as matrizes A  2 4 e B   . B   3 2 e C   2 3       4 5 0 6 7 2 resolver a equação matricial X   A  B  C  . B  e C  do problema 30.1 3  2 1  1 4      30) Se A  2 0 .

AB  BA 1 2 3 0 (a) A   e B      1 1 1 0  3   1 2  3 (b) A   e B    2   2 7 9   5    1 3  2 1 (c) A   e B       3 1   1 2 1 0 1 2 0 0   (d) A  0  4 0 e B   0 4 0 0 0 2 0 0 3 38) c1 1 a1 1 b1 2 1 4 c2 a2 2 2 b2 1 2 Fig. se existirem. 3 1 2 3   (a)   1 1 0 4 5 6 1 1 2   1 2 1 1 1 0 3  (b)  2 3     2 1 2 1 0 3 4   36) Em cada caso determinar AB e. A e B  : 2 2 1 1 0  1 (a) A   e B      3 1 2 3  1 3 0  1 2   (b) A  2 0 0 e B   1 2   1  1 1 1 2  2 (c) A  1 1 2 e B   0 3 1   3 2 5 (d) A   e B   2   4 5 7 1  37) Em quais dos casos abaixo é válida a propriedade comutativa da multiplicação. BA . isto é.6 399 c3 c4 . 3.

1 1 39) Encontre as matrizes quadradas de ordem 2 que comutam com A   . 2  x1  a b 43) Calcule o produto AX  sabendo-se que A   e   X  x  . 0 1   0  j   j 0  45) Mostre que as matrizes  . 0 0 a  42) Determinar uma matriz A . 2 e k = 1. b e c cujos aeroportos são denotados por ai . se A e B  são matrizes quadradas de ordem n. 1 0  j 0  0  j  46) Para um determinado sistema de energia elétrica obteve-se a seguinte equação matricial para as correntes nas fases a.6 mostra um diagrama esquematizado das intercomunicação entre os aeroportos em três países diferentes a. onde i. então A e B  comutam se. 3.5 3   30 º 2  3 400 . 0 1 1 1 0 40) Encontre as matrizes quadradas de ordem 3 que comutam com A  0 1 1 . o número 2 ao lado da conexão a1 – b1 indica que duas companhias de aviação voam ao longo dessa rota. tal que A  0 . de ordem 2 e não nula.A figura 3. pede-se montar o quadro que dá o número de escolhas de rotas entre os aeroportos dos países a e c. porém utilizando tais tabelas. e somente se. 0 0 1 a 1 0  41) Determine as matrizes quadradas de ordem 3 que comutam com A  0 a 1  . 2.5 2    3 30º  3   2. b e c:  I a  1  I   1  b   I c  1 1 1 1 2 2 0   13  150º   3   2. j = 1.6. bj e ck .   e   são anti-comutativas duas a duas. respectivamente. Por exemplo.  b c   2 44) Demonstre que. A informação pode ser expressa nas seguintes tabelas: b1 b2 a1 a2  2 2 4 0  A   b1 b2 c1 c2 c3 c4 1 2  1 1 0 0 1  B 2 Sem utilizar a figura 3. Os números ao lado das linhas de união indicam o número de possíveis escolhas de linhas aéreas para cada trajeto. 4. A  k I  e B  k I  comutam para cada escalar K.

obteve-se a seguinte equação matricial para as correntes nas fases a. mostre que A q  0 para q > p. 50) Se A é idempotente. Ib e Ic. 51) Mostre que a matriz a seguir é nilpotente de índice 2.5  j 2 j 0. q 2 2  2 54) Sendo g(x) = – 8 – x + x e A    .  2  3  5 (a) A   1 4 5   1  3  4 5  1 3 (b) B    1  3  5  1 3 5  49) Mostre que.5  1 60º    n  b    I c   j 0.  I a   j 2 j 0. mostre que A I   A   A .5 j 0. determine g(A). para qualquer inteiro positivo n.  1  3  4 A   1 3 4   1  3  4 52) Se A é nilpotente de índice 2. pede-se determinar n.5     n   I    j 0. 3  1 55) Calcule AB utilizando multiplicação em bloco. então A e B  são idempotentes.5  j 2    n  Sabendo-se que Ia + Ib + Ic = 0. 47) Ao se estudar um sistema de energia elétrica. b e c. 48) Mostre que as matrizes a seguir são idempotentes. mostre que B  I   A é idempotente e que AB  BA  0 . se AB  A e BA  B.Pede-se determinar as expressões de Ia. com 1 3 A   0  0 0 3  2 0 2 0 0 0 2 4 0 0   4 0 0 0 e B   0 0 1 2 0 5 1 2   0 0 2  3   0 3 4 1 0 0  4 1  401 . n 53) Seja A nilpotente de índice p. mas A  0 se q < p.5 j 0.

(b) Cláudio ficou devendo 2 chopes a Antônio (c) 7730 14) uma vez que a distância entre dois vértices distintos é sempre igual a 1 a figura é um tetraedro. (b) 16 . 15) matriz linha 16) 35 402 . 13) (a) 2800 . (f) 4 3) 2  3 .580 .00 9) 1. 5 6 7  6 7 8 0 5 6 (d) D    . 3  2 . 6 0 8 (b) B  1  1  3 . (b) 90 . (e) 9 .3.ª coluna 10) 12 11) (a)14 .000. (c) 128 12) (a) Cláudio bebeu mais chope . (b) 10. q . Respostas dos Exercícios Propostos 30 15  1) 40 20   60 10  23 2) (a) 6 . 1  6 2 3 4) (a) A   4  5 3 4 5 4 5 6 .6. 1 0 (c) C    0  0 0 0 0 1 0 0 . (c) p . (d) 3 . 6  1 . 0 1 0  0 0 1 1 1 (e) E     2 1 5) 90 6) (2k – 2) 2 7) (n2 – 2n)/2 8) R$ 7.ª linha e 3.

y=0 28) x = 0 .º real qualquer. w=1  5   3 29) 11 . a23 = 4 c=  b=0. w=–2 z=3. z=–4 21) 5 22) a12 = 4 . 27) x = 1 . y=0 e z=0 z=3 z=8. (b) x = 3 . y=5. a13 = 2 . 26) x = 3 . 1 3 2  j 3  j5 4  j8 24)   6  j 2  j9 5  j 6 25) (a) x é um n. y=0. y=3. 23) a = 1 . y=1.  3 15   1 2 2 30) 3 5 3 3 4 6 31) 2A    8 4 403 .17) A (a própria matriz original)  3 18)  3  1   2 3  3  1  2  19) 5 20) x = 2 .

1 2 (c) AB  8 . 2  A . 19  16 7  (b)   . 2 0   4 8  (b) AB   2 4 . 3 3 6  BA . 6 (d) AB     .  B 404  B 2  B 2  2  3 7  6 B 2   2 . 2  8 6  1 0 0 (j) 0 1 0 0 0 1 14 21 (b)   24 35 4 2  3  1 .  9 10  22 18  (c)   . 15 (f)   . Y    3 2    0  3 6   1  3  1 2 1 1  2 33)   4 2 3  34) (a) 19 . BA     . 0 2 1  A . 6 4 11 5     A 2   A 2 7 3 0   2 6 0 . 21 0 84 105  2 2 36) (a) AB    . 2  BA .  2 2 4 BA  0 0 0 . 4  20 8 11 0 44 55  35) (a)   .  3  18 13  3 (e)  8 10   9 25  3  6 6  (i) 4  29 20  . 0 0   13 22  (d)   . 21 0 0  (h)   .  22 20 2  10 4 (g) 1  5 2 . 6 9 3A    12 6   10  15  5A     20  10  1 1 2  1   32) X   3 2  2 .

b .25 3  j 0.5 30º I b   3  j  2 – 150º I c  0. a matriz produto AB ) a b  39)   a .25  0. simplesmente. c  C    0 0 a  p 41)  0  0 a 42)   a 2  b q p 0 r q  p .25  0.25 3  j 0. q . r  C p  b  a . b  C – {0}  a  ax  bx 2  43)  1  bx1  cx 2  46) I a  0.5 30º 47)  n  1 – 60º 3 48) Basta verificar que (a) A  A e (b) B  B 2 2 51) Basta verificar que A  033 2 405 . b  C 0 a  a b c  40)  0 a b  a .37) (c) e (d) 38) a1 a2 c1 c2 c3 c4 6 4  2 2 4 4 6 4 (Isto é.

0 0 54) g  A    0 0 0 7 6 0 17 10 0 0   55) AB    0 0 1 9     0 0 7  5 406 .