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REFLEXÕES SOBRE O
2005

C RESCIMENTO

Número 9 – Outubro

Ensino-- a Paixão Dominante de Nossas Vidas
Uma carta recentemente escrita em nome da Casa Universal de Justiça para uma
Assembléia Espiritual Nacional enfatiza que os crentes, “tendo dedicado enorme tempo e
energia para estudar uma seqüência de cursos com a finalidade de ajudá-los a levar a cabo
determinados atos de serviço ... deveriam agora se esforçar para aplicar o que aprenderam
no campo de ensino." Este número do Boletim Informativo está repleto de histórias que
vividamente ilustram a confiança, a habilidade e o sucesso no ensino que resulta quando os
crentes traduzem o que aprenderam em prática efetiva de ensino. Os relatos de primeira
mão dos amigos também destacam a importância da oração e de se fazer contato com
pessoas conhecidas para criar oportunidades de encontros significativos de ensino.
Essas experiências ilustrativas são apenas alguns dos estimulantes relatórios, entre
muitos, que exemplificam a maré de atividades de ensino intensivo e sistemático sendo
realizados em agrupamentos avançados em todos os continentes. Demonstrando a coragem,
a perseverança e a certeza das confirmações divinas, os exemplos relatados provêm
percepções valiosas de aprendizado sobre como enfrentar o desafio de “colocar em
movimento um padrão de atividade que integre a iniciativa individual e esforços
comunitários a fim de abarcar um círculo de pessoas cada vez mais amplo e ensinar às
almas receptivas."
CONTATANDO OS VIZINHOS
Visitas aos lares não só estão provando ser efetivo na aplicação do que foi
apreendido na seqüência de cursos, mas, especialmente quando focalizadas no bairro
onde a pessoa reside, resultam em experiências de ensino profundas.
Eslováquia
Uma bahá´í ofereceu estas percepções após uma visita ao lar de uma amiga de
seu esposo.
Falamos sobre diferentes assuntos durante algum tempo e então ela disse, "Bem, e
agora me fale sobre sua Fé. Por muito tempo tenho estado disposta a pertencer a
algum lugar." Meu marido e eu nos revezamos compartilhando informações, e
quando nos pareceu ser um momento apropriado, a convidamos para entrar na Fé de

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uma forma semelhante à mencionada no Livro 6 do Instituto Ruhi, com os
personagens "Ana" e “Emilia." Nós lhe dissemos que a Fé Bahá´í está aqui para
todos e se ela acredita que Bahá´u´lláh é um Mensageiro de Deus e quer viver de
acordo com os Seus Ensinamentos, e espalhar Sua Mensagem, ela pode unir-se à
comunidade a qualquer hora, o que deixará a todos nós muito contentes.
O que me parecia absurdo alguns dias atrás, era agora algo muito natural – convidar
uma pessoa a entrar na Fé, alguém com a qual apenas me encontrara pela segunda
vez em minha vida. Não tinha planejado nada disso, mas minha voz interna deu-me
uma ordem simples e clara: “Faça!" Sentia haver proximidade entre nossas almas
desde o princípio. E você sabe o que ela disse logo depois? “Então eu gostaria de
unir-me a vocês.”
Maryland, Estados Unidos
O relatório de uma campanha intensiva de visitas aos lares na qual resultou em
diversas declarações, revelou que a receptividade mais forte para a Fé veio de pessoas de
um bairro próximo ao dos participantes.
A maior aprendizagem neste segundo ciclo parece ter sido a descoberta dos próprios
bahá´ís de que contatar os vizinhos é algo que podem fazer com prazer. Esta
experiência também nos ensinou que existe necessidade de uma presença muito
maior e contínua no bairro.
Cidades Nórdicas
Uma série de campanhas de visitas aos lares foi levada a cabo, surgindo as
seguintes reflexões dos envolvidos:






"Eu estava nervoso mas provou não ser difícil, e será fácil de agora em diante."
"Sabendo o propósito exato da visita tornou mais fácil realizá-la."
"Eu apenas pensara em realizar uma visita a um lar – mas agora que a fiz, estou
determinado a continuar."
“Sensibilidade e flexibilidade são importantes com relação às necessidades daqueles
que visitamos.”
“O que parecera ser chocante e impossível em nosso país provou ser bastante
possível."
"Pessoas estão esperando ansiosas por tais visitas e estão prontas para ouvir falar de
orações."
"É importante que o propósito seja claramente definido, enfatizando que não se
tratar de uma visita social."

Londres, Inglaterra
Testemunhos de participantes de instituto em campanhas intensivas de ensino
expressam a confiança que surge da aplicação do que aprenderam no campo de ensino.

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"Parece tão orgânico. Está ficando normal compartilhar orações com os amigos -- é
muito poderoso e eleva o espírito, e eu não me sinto mais acanhado nem me
desculpo para oferecer compartilhar uma oração."
“Aprendi que quando convido as pessoas e elas não aceitam, não é o fim do mundo.
Eles continuam sendo meus amigos!"

ATRAINDO CONFIRMAÇÕES ATRAVÉS DA AUDÁCIA E CRIATIVIDADE
O processo de instituto está ajudando os participantes a aproveitarem
oportunidades de ensino, as quais, de outra forma, poderiam não ter reconhecido ou não
ter tido a confiança para fazê-lo .
Jaipur, Índia
Um crente decidiu contatar seus estudantes de um centro de treinamento técnico
depois de sentir-se inspirado em uma conferência realizada para promover o processo de
instituto na área em que vivia. Nunca antes pensara em envolver seus alunos na Fé.
Começou apresentando-lhes as orações e depois a idéia dos círculos de estudo.
Inicialmente, cinco estudantes começaram um círculo de estudo do Livro 1 realizado após o
horário regular da escola, durante duas horas por dia. No segundo dia o número subiu para
doze. Seis completaram a seqüência completa de cursos e dois já estão facilitando círculos
de estudo para dezenove outros estudantes diariamente.
Londres, Inglaterra
Um jovem casal, esperando um bebê, anunciou a seus colegas de pré-natal que
eram bahá´ís e que realizavam reuniões de oração em sua casa, para as quais convidavam
seus amigos. Convidaram toda a turma para uma reunião de oração dedicada às crianças
que estavam para nascer e para as novas mães.
Havia 10 casais, e a reação deles (como também a reação da parteira) foi
surpreendente. Mostraram-se super emocionados! Vivemos a cinco minutos do
hospital e a maioria dos casais parece viver ao redor daquela área também. Assim,
estamos esperançosos que vão se unir a nós, se Deus quiser!
Este mesmo novo pai continua seu comentário: “A atmosfera à nossa volta parece
ser diferente agora. Muitas coisas estão acontecendo que normalmente não aconteciam;
pessoas com as quais cruzamos duas a três vezes por dia, em diferentes partes de Londres
(como se Bahá´u´lláh os estivesse empurrando para nós!); pessoas que se sentam próximas
de nós no ônibus e perguntam se somos religiosos."
Outra mãe no mesmo agrupamento não pôde participar na primeira semana do
programa intensivo de crescimento, mas estava determinada a fazer mais a partir da
segunda semana. Fez três visitas aos lares, uma para o seu professor de ioga, quem, então,
trouxe oito pessoas à reunião devocional na casa dela. Visitou uma família de Sri Lanka

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que tem parentes bahá´ís e pôde utilizar parte da apresentação de “Ana”. Também
compartilhou orações com outras mães e convidou-as para sua reunião devocional. Disse
estar aprendendo tanto, que fora realmente sua primeira experiência de ensino. "Foi
simplesmente fantástico, estou maravilhada com tudo isso" Fez até mesmo um panfleto
para explicar e convidar as mães das crianças em sua escola para participarem do círculo
de estudo do Livro 1. Isto realmente exigiu coragem. E ela comentou sobre sua ansiedade,
“não dormi a noite inteira. Esta são nossas próprias fraquezas, mas não devemos impedir os
outros por causa de nosso nervosismo." Três mães participaram da primeira sessão de
estudo e várias outras têm se mostrado interessadas em participar também.
Sussex, Inglaterra
Os excertos seguintes demonstram como a confiança alcançada no processo de
instituto atrai almas receptivas à Fé.
Eu me virei de repente e notei uma senhora sentada sozinha na mesa atrás de mim,
lendo um livro. Fiquei curioso para saber o que estava lendo; assim, inclinei um
pouco minha cabeça e li: "Passos para um Equilíbrio Espiritual Interior". Ria
comigo mesmo pensando que grande confirmação Bahá´u´lláh estava me dando.
Imaginei que passo dar a seguir para não parecer um bobo ou louco. Então respirei
fundo e me virei perguntando a ela o que estava lendo. A conversação acabou
levando a mencionar e falar sobre a Fé por mais de uma hora, até que um amigo
dela chegou. Convidei-os a uma reunião devocional e a um fire-side em minha casa
naquele fim de semana, o que será seguido por um outro convite, o de participarem
de um círculo de estudo do Livro 1.
A segunda história reflete uma experiência muito valiosa de aprendizagem.
"Eu realmente gostaria de saber mais sobre a Fé Bahá´í , "foram as exatas palavras
de uma estudante japonesa que havia expressado um interesse muito direto na Fé
quando eu a encontrei por acaso em um ponto de ônibus, antes do programa
intensivo de crescimento. Com esta receptividade surpreendente e com uma
verdadeira radiância brilhando em torno dela, fomos tomar um café, e logo depois
chegaram alguns outros bahá´ís. Falamos sobre a deprimente condição do mundo
nos dias atuais, e então ela me perguntou como conhecíamos uns aos outros.
Expliquei que também eram bahá´ís, e que procediam de diferentes origens
religiosas. A face dela se iluminou com esta resposta, dizendo: “Então, eu também
posso me tornar bahá´í logo!" Este foi um ponto muito importante de aprendizagem
para todos nós, que as pessoas não deveriam pensar que a Fé Bahá´í era um clube
exclusivo. As pessoas deveriam sentir que a Fé realmente está aberta a todos. Então
lhe perguntamos se gostaria de ouvir a apresentação de “Ana” e ela alegremente
concordou. Depois da apresentação, que cobriu todos os pontos principais, falamos
sobre os livros do Instituto Ruhi, informando tratar-se de um curso espiritual
estudado por muitas pessoas em muitos países ao redor do mundo. Aí lhe perguntei
se gostaria de participar de um círculo de estudo do Livro 1. Ela sorriu e concordou
em participar do curso, e disse que tinha outros amigos japoneses que também
poderiam estar interessados.

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Uvira, República Democrática do Congo
O espírito intrépido dos crentes está atraindo outros à Fé. Em Uvira, a última
reunião de reflexão foi realizada a 15 quilômetros do centro da cidade. A localidade fica em
uma montanha e a única forma de chegar até lá é viajando a pé de três a cinco horas. Um
grupo de soldados viu os amigos caminhando para a reunião de reflexão, perguntaram
quem eles eram e quem era uma determinada senhora do grupo, um membro do Corpo
Auxiliar, de Bukavu. Ela parecia muito cansada com a caminhada. Os amigos disseram
aos soldados, em tom de brincadeira, que se eles soubessem para onde estavam indo, os
soldados se juntariam a eles. Os soldados ficaram surpresos ao ver que uma senhora de
Bukavu, que fica a 120 quilômetros de Uvira, viajara tudo aquilo para só para participar
uma reunião.
Quando os amigos voltaram da reunião, encontraram os mesmos soldados, que
pediram alguns livros. Depois de alguns dias os amigos foram visitar os soldados, deramlhes vários livros e lhes ensinaram a Fé. O resultado desta iniciativa de ensino foi a
declaração de 11 pessoas - uma família inteira e vários soldados.
COLOCANDO EM PRÁTICA AS LIÇÕES DA SEQÜÊNCIA DE CURSOS
Muitas das histórias mencionam a aplicação das habilidades aprendidas com o
estudo dos cursos de instituto, especialmente o Livro 6.
Londres, Inglaterra
Um crente relatou este exemplo sobre como compartilhar a apresentação de “Ana”
com um amigo.
Perguntamos à nossa amiga, que já era próxima da Fé, se poderíamos lhe fazer uma
visita ao seu lar no sábado de manhã. Como ela não se sentia muito a vontade com
as suas companheiras de residência, perguntamos se ela poderia vir à nossa casa.
Planejamos fazer a apresentação de “Ana” com ela, preparando-nos para isso na
noite anterior. Ficamos atentos também ao fato de que ela certamente teria
perguntas a nos fazer. Quando chegou, aconteceu que, sem querer, começamos a
falar de imediato sobre a Fé e, embora não tivéssemos seguido exatamente a mesma
seqüência do Livro 6, pudemos mencionar todo o conteúdo da apresentação de
“Ana”, e muito mais. Tudo transcorreu de forma muito natural, entremeado por seus
comentários e perguntas. Ficamos realmente surpresos ao ver quão facilmente a
pessoa pode cobrir toda a apresentação de “Ana” em alguns horas. Nossa amiga
mostrou-se muito contente com a conversa que estávamos tendo. Mostrou-se
ansiosa para estudar o Livro 1 e concordou em perguntar a algumas de suas amigas
se não estariam interessadas também!
Dois outros crentes compartilharam a história da vida de Bahá´u´lláh, do Livro 4,
com uma senhora durante uma visita ao seu lar. A visita revelou-se ser especialmente

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abençoada porque a filha da senhora, que devia estar na universidade naquele dia,
encontrava-se em casa e participou das conversas. A mãe chorou quando contaram sobre os
sofrimentos da Abençoada Beleza e, ao final, mãe e filha expressaram o desejo de
participar de um círculo de estudo.
Um terceiro relatório descreveu o impacto benéfico dos materiais do instituto no
processo de um fire-side.
Havia tal calor e hospitalidade que os novos amigos convidados sentiram-se muito à
vontade e bem-vindos. Havia seis bahá´ís e aproximadamente sete contatos
presentes. Começamos com uma bela parte devocional. Então, dois dos amigos
compartilharam os tópicos da primeira parte da apresentação de “Ana”, de um
modo muito simples. A conversa foi realmente inspiradora. Todos participavam e
tinham algo útil para contribuir. Longe de ser uma reunião de perguntas e respostas,
foi uma troca sincera de idéias. Os contatos, até então, não haviam participado de
uma reunião bahá´í, mas estavam totalmente envolvidos na conversa. O que
realmente me impressionou foi como os bahá´ís ensinavam. Demonstravam muito
amor e todos escutavam com atenção a contribuição de cada um, os baha'is nunca
expressavam diretamente suas opiniões pessoais, nem falavam que “os bahá´ís
acreditam” ou que “os bahá´ís fazem isso”, ao contrário, compartilhavam idéias
profundas com belas citações dos Escritos Sagrados, falando de forma clara e
direta sobre Bahá´u´lláh e sobre a Sua missão para unir a humanidade.
APRENDENDO COMO ENSINAR EM EQUIPES.
Piarco, Trinidad e Tobago
A juventude desta comunidade, inflamada pelo processo de instituto, decidiu
levantar o chamado de Bahá´u´lláh. Deram início a uma campanha de ensino direto
visitando seus vizinhos, convidando-os para uma reunião devocional e fire-side. A resposta
foi muito positiva. Até encontraram uma jovem senhora que já havia participado de aulas
bahá´ís quando criança mas que perdera contato com a Fé desde então. Dentro de algumas
semanas, devido aos esforços dos jovens, houve três declarações. Começaram também
aulas para crianças na casa de um família não bahá´í, levando 12 das crianças a uma escola
bahá´í de verão com a duração de uma semana. Foi relatado que “as atividades desses
jovens estão dando uma nova vida à comunidade bahá´í."
Nice, França
Esta história confirma que até mesmo quando um grupo não pode estar junto, suas
orações conjuntas para o sucesso de seus esforços de ensino têm efeito.
Faço parte de um grupo de ensino em Nice, e meu plano pessoal consistiu em visitar
uma família de contatos, um casal e sua pequena filha. A mãe é uma pessoa devota
e está bem próxima da Fé; o pai diz ser ateu. A primeira reunião teve que ser
cancelada, e, desapontado mas confiante, nosso grupo rezou por esta família e

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manteve contato com ela. E agora, apenas há uma semana, a mãe me ligou e nos
convidou para jantar. Infelizmente, os outros membros do grupo não puderam ir.
Achava impossível eu ir sozinho. Mas com a permissão de meus anfitriões, propus a
um jovem que passava pela Cote d´Azur para me acompanhar, e ele aceitou com
alegria. Assim, fomos, os dois, quarta-feira à noite, muito nervosos, ele não
conhecendo a família, e eu, que não conhecia o pai. Eu havia pedido aos outros
integrantes da equipe, que não puderam ir, para fazerem orações pelo sucesso desta
reunião. O propósito desta primeira reunião era fortalecer nossos laços de amizade
e nos conhecermos mais intimamente. Tivemos um noite fantástica com eles em
uma atmosfera inteiramente à vontade. Todos os nossos temores desapareceram
assim que chegamos. E então chegou o momento de falarmos sobre espiritualidade
e sobre religiões em geral. Para nossa surpresa, o pai, que não quis dizer que não
acreditava em Deus, e, embora cético quanto a religião, expressou que a única força
que poderia unir a humanidade era a religião. De acordo com ele, a religião da qual
se sentia mais próximo e que lhe parecia ser a mais saudável e mais capaz de
cumprir este objetivo era a Fé Bahá´í!
Sussex, Inglaterra
Uma equipe de ensino no agrupamento sentiu o efeito galvanizante de orar juntos,
assumindo a responsabilidade de ensinar diariamente, e levando a cabo uma diversidade
de ações. Um integrante da equipe relatou suas experiências pessoais durante a
campanha.
Durante a segunda semana do programa intensivo de crescimento, acordei uma
manhã e de repente percebi não ter nenhum plano de ensino para aquele dia. Tempo
precioso ia ser desperdiçado, parecendo-me ser muito tarde para fazer qualquer
coisa para encontrar uma solução.
Rezei e meditei, mas nada me veio à mente. Assim, decidi sair de casa e confiar na
ajuda de Bahá´u´lláh. Ao caminhar pela rua, e ainda suplicando por guia, alguém
olhou diretamente para mim, sorriu e me disse “oi”. Começamos a conversar, e vi
que aquela era a oportunidade de falar sobre a Fé Bahá´í. Esta pessoa já sabia algo
a respeito da Fé e também conhecera outro bahá´í anteriormente. Deu-me o número
de seu telefone e mostrou interesse em logo participar de uma reunião devocional.
Mais tarde, naquele mesmo dia, enquanto fazia compras, um homem estava parado
próximo de mim há apenas alguns segundos, quando nos dissemos “oi” e
começamos a conversar. De alguma maneira, a conversação nos levou a falar de
reuniões de oração e sobre a Fé Bahá´í. Conversamos durante algum tempo, tendo
a pessoa feito várias perguntas. Tinha um cartão de oração comigo, o qual mostrei
a ele. Essa alma especial escutou com toda atenção tudo o que dissemos e ao
término da conversação comentou que Bahá´u´lláh havia reunido tudo o que havia
de bom e espiritual de todas as outras religiões e ainda mais, para que o mundo
pudesse ser unido. Assim, partimos, mas dissemos que nos encontraríamos
novamente o mais breve possível.

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Que dia maravilhoso foi esse para mim! Quão precioso é receber as confirmações,
como saber que Bahá´u´lláh responde a todas as nossas orações e, também, tão
rapidamente.
Quiribati
Durante a fase de ensino intensivo do último ciclo de crescimento em Tarawa do
Sul, um grupo de ensino formado por mulheres em Betio saiu para encontrar pessoas e
ensinar a Fé. Em determinada ocasião, encontraram um homem muito conhecido na aldeia
como um alcoólatra sem esperança. Este homem fora rejeitado pela própria família, que são
membros proeminentes de sua igreja, e vivia sem um lar por mais de trinta anos. Para seu
grande crédito, as mulheres bahá´ís não se deixavam abalar por sua aparência pela situação
degradante. Começaram a conversar com ele sobre os ensinamentos bahá´ís, convencendoo a entrar num círculo de estudo do Livro 1. Logo se declarou bahá´í, avançou através de
todos os livros da seqüência, abriu um círculo de estudo com não bahá´ís, começando a
atrair pessoas à Fé. Tudo isso aconteceu antes do fim de um ciclo de quatro meses. O
homem, completamente transformado em modos e aparência, estava presente à reunião de
reflexão do agrupamento na qual foi lançado um ciclo subseqüente de crescimento, e a
contribuição dele nas consultas foi uma fonte de grande encorajamento e inspiração.
CONVIDANDO PESSOAS A INGRESSAREM NA FÉ
Estas últimas histórias realçam a necessidade de se estar sempre consciente das
muitos almas receptivas que estão esperando para serem convidadas a ingressarem na
Fé.
Londres, Inglaterra
Uma amiga minha declarou-se recentemente. Com ela, o esforço foi gradual. Seus
outros amigos bahá´ís e eu sempre a mantivemos em mente quando sabíamos que
havia algo em que ela gostaria de participar. Penso que o momento decisivo foi
ajudá-la a entrar no Livro 1. Depois disso, foi apenas uma questão de “quando” em
vez de “se”. Assim, é claro que, durante a campanha, mantivemos ela em nossas
mentes e orações. Outro momento decisivo, durante a campanha, foi pedir a ela para
prestar algum serviço para Bahá´u´lláh. Estou certa de que aquele sentimento de ser
útil de alguma forma a Bahá´u´lláh foi um grande alimento para a sua alma.Ela
preparou uma apresentação para a parte introdutória de um fire-side. Àquela altura,
eu lhe disse, “Eu já sabia que você era bahá´í, não preciso lhe perguntar, nem lhe
ensinar a Fé. Olhe para você - você está ensinando outras pessoas!" Ela concordou
com o que eu dissera, e então adicionei, “Você sabe que tem de preencher o cartão
de registro, já que é bahá´í.”, e expliquei como poderia fazer isto. Ela quis conhecer
a Sede Nacional, então concordamos em visitar juntas a Sede dois dias depois.
Disse-lhe que, enquanto isso, eu rezaria por ela e talvez ela também pudesse fazer o
mesmo e pensar na decisão de seu registro na Fé. Quando a vi novamente, ela
afirmou, “Sim, decidi tornar-me bahá´í. Mas não me registrarei agora." E daquele
momento em diante, quando perguntada, ela respondia ser bahá´í. Perguntei-lhe se

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tinha em mente alguma data especial para fazer seu registro. Ela tinha uma data em
mente e manteve seu prazo.
Kiev, Ucrânia
Quando estudamos a mensagem do Ridván em nossa reunião de agrupamento, um
dos bahá´ís perguntou, “O que significa ser um ´buscador´? Um dos contatos
presentes disse: “Sou eu. Que desejo participar de um círculo de estudo por que eu
vejo como minha filha, que é bahá´í, está se comportando. Ela tem nove anos e
estou muito orgulhosa dela. Certa vez, caminhando ao seu lado, perguntei se queria
ser famosa. Pensou um pouco e respondeu com confiança, “Sim." Perguntei por
que. Respondeu que se ficar famosa, poderá falar ainda mais com as pessoas sobre
Deus. Havia dez outras crianças perto de nós, que ouviam nossa conversa, e minha
filha de forma alguma se sentiu envergonhada." Mais tarde soube que essa senhora,
como a filha de nove anos de idade, também abraçou a Causa.
Sussex, Inglaterra
Para finalizar, um crente descreve o processo de ajudar um buscador, neste caso,
alguém que tinha sido encaminhado por outro buscador para reconhecer e confirmar sua
fé em Bahá´u´lláh.
Apresentei-me, dizendo-lhe que seu nome me fora indicado por um amigo seu em
Gales, que mencionou estar ela interessada em aprender sobre a Fé. Ela
imediatamente concordou em me ver. Sugeri quinta-feira, lembrando,
egoisticamente, de todos os compromissos que tinha para hoje e amanhã. Ela
sugeriu hoje, e eu concordei, pois sabia que não devia ir contra a vontade de
Bahá´u´lláh; deixe fluir e deixe que Ele cuide de todos os seus compromissos.
Convidei um amigo bahá’í para ir comigo. Recitamos a Epístola de Ahmad e outras
orações e epseramos ansiosos. Às 12:20 vi uma senhora chegando de bicicleta,
olhando um pedaço de papel, e vi que era ela. Ela entrou e durante a próxima hora
fizemos a apresentação de “Ana”. Mostramos fotos da Terra Santa em um grande
livro bahá´í, explicando-lhe sobre a Ordem Administrativa. Fizemos duas orações e
lemos alguns textos sagrados ao longo da apresentação. Notei estar ela sorridente,
recostada em sua cadeira mais relaxada do que antes, e em silêncio. Quis saber no
que estava pensando e assim lhe perguntei: “Você já é bahá´í há algum tempo, mas
não admitia, não é?” Ela respondeu: “Suponho que sim!” Adicionei, então: “Bem,
se você reconhece que Bahá´u´lláh é o Manifestante de Deus para hoje, então você é
bahá´í.” Ela respondeu, “Sim." Perguntei novamente, “Você reconhece Bahá´u´lláh
como Manifestante de Deus?" Ela respondeu afirmativamente. Disse-lhe, então,
“Sim, você é bahá´í; posso registrá-la hoje como bahá´í?" Ela concordou.
Levantamo-nos e nos abraçamos felizes.

Preparado sob os auspícios do Centro Internacional de Ensino para a Instituição dos Conselheiros. Extratos dos relatórios citados podem
ser editados para melhor correção gramatical, clareza ou extensão do texto. Sua reprodução, total ou parcial, pode ser distribuída dentro
da comunidade baha'i sem permissão prévia do Centro Internacional de Ensino.