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REFLEXÕES SOBRE O

C RESCIMENTO

–Número 10 – Dezembro

2005

O IMPACTO DO CRESCIMENTO NOS PROCESSOS DA ADMINISTRAÇÃO
O dramático progresso alcançado em todos os continentes no curso do Plano de 5 Anos se
refletiu em muitos aspectos na vida da comunidade bahá’í. O processo do instituto de capacitação
continuou a intensificar a capacidade de aumentar o número de crentes a promoverem os processos
de expansão e consolidação. O crescente senso de posse e entusiasmo, que desta forma foi gerado,
refletido em um aumento marcante na iniciativa individual, se tornou especialmente evidente em
agrupamentos avançados, onde os amigos direcionaram o renovado fervor pelo ensino para os
programas intensivos de crescimento.
Um dos resultados bem-vindos desta nova vibração é que há um crescente contingente de
crentes envolvidos no trabalho da Causa, servindo em diversos âmbitos dentro da estrutura do
Plano. Enquanto isto, uma comunidade de interesse em expansão está desafiando a comunidade
bahá’í a re-conceituar suas fronteiras e cuidar dos requisitos de um corpo em constante expansão de
indivíduos trilhando juntos o caminho em direção a Bahá’u’lláh. O progresso feito tem sido
reforçado pelo surgimento de uma nova cultura de crescimento na comunidade.
Enquanto estes progressos têm continuado em um ritmo acelerado, várias comunidades
nacionais deram passos para re-estruturar seus arranjos administrativos, a fim de alinhá-los com as
novas necessidades. Abaixo, apresentamos uma análise de alguns dos aspectos mais relevantes dos
avanços que têm impactado na administração dos processos de crescimento. Esta análise reflete as
experiências das comunidades na vanguarda destes processos. Enquanto que em alguns casos as
mudanças foram relativamente pequenas e os ajustes facilmente feitos, em outros foi necessária
uma maior reconsideração de estruturas e práticas.
Administrando o Processo de Crescimento no Nível do Agrupamento
Com a divisão dos países em pequenas áreas geográficas, o conceito de agrupamento criou
uma nova arena dentro da qual o trabalho de ensino pode ser organizado numa escala gerenciável.
A expansão em larga escala provou no passado ser difícil de ser sustentada. Enquanto isto se devia
principalmente a uma falta de um processo sistemático de levantamento de recursos humanos,
havia também uma experiência limitada em administrar o processo de crescimento nas raízes. Neste
contexto, o aprendizado que tem sido adquirido sobre a administração do crescimento no nível do
agrupamento constitui uma das maiores conquistas no Plano atual.
Em sua carta de 9 de janeiro de 2001, a Casa Universal de Justiça colocou a
responsabilidade do trabalho de planejamento do agrupamento sobre três entidades no nível do
agrupamento: "A implementação de tal programa exigirá uma estreita colaboração do instituto, dos
membros do Corpo Auxiliar e seus ajudantes, e de um comitê de ensino de área.” Em agrupamentos
avançados estas entidades estão diretamente focadas no planejamento e execução de planos de
ensino, assegurando que as vitórias sejam imediatamente consolidadas, a aprendizagem conquistada
e os ajustes necessários rapidamente implementados. Juntas, as três agências constituem uma infra-

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estrutura forte, tornando possível que muitas decisões, relacionadas ao processo de crescimento,
sejam tomadas por aqueles que estão mais intimamente envolvidos em sua execução.
Conforme as responsabilidades específicas das agências operantes no nível do agrupamento
foram definidas pela Casa de Justiça, em diversos países documentos detalhados que delineiam o
esquema de coordenação que envolve estas agências e seus braços auxiliares foram desenvolvidos.
Freqüentemente, baseados no primeiro documento desenvolvido na Índia, tais documentos têm
ajudado a esclarecer papéis e remover ambigüidades. Estes documentos também formaram, nestes
países, a base do treinamento e orientação para os membros destas agências, indispensável num
processo em marcha que continua a ser refinado à luz da experiência.
Um exemplo do treinamento requerido pelo comitê de ensino de área ocorreu em um
agrupamento avançado na Mongólia. Lá, o rápido aumento de novos crentes e a complexidade de
administrar o conseqüente crescimento nas atividades de consolidação realçaram a urgente
necessidade de treinar os membros do comitê bem como os membros das assembléias espirituais
locais no agrupamento. O treinamento incluía uma gama importante de capacidades organizacionais
– coleta e análise de dados, construção de equipe, e habilidades de informática. A colaboração entre
Comitê, coordenadores de instituto, e os membros do Corpo Auxiliar permitiu a este agrupamento
atingir progressos extraordinários no que se refere à expansão, consolidação, e desenvolvimento de
recursos humanos.
Um aspecto crítico importante que não pode ser adiado é o significativo investimento de
tempo requerido pelas agências do agrupamento, em particular do coordenador do instituto de
capacitação e do(a) secretário(a) do comitê de ensino de área – ocasionalmente referido como o
facilitador do desenvolvimento do agrupamento. A experiência tem demonstrado que onde o
número de atividades básicas, as várias campanhas relacionadas ao trabalho do ensino, e as tarefas
relacionadas à coleta de dados, entre outras responsabilidades, alcançam um certo nível de
complexidade, trabalhadores em tempo parcial ou eventualmente integral são necessários. Nestes
casos, coordenadores de instituto e facilitadores de desenvolvimento (secretário do comitê),
funcionando com crescente efetividade, têm demonstrado serem indispensáveis para uma maior
mobilização das fileiras dos crentes e para a continuidade dos esforços de ensino e consolidação.
A questão não é inicialmente relacionada a se tais pessoas são remuneradas – em muitos
agrupamentos os serviços de voluntários nestes postos tem sido efetivamente aproveitados. Mais
propriamente, a questão é de reconhecer que a administração dos processos de crescimento requer
esforço intensivo da parte de uma equipe dedicada de indivíduos funcionando em esferas
claramente definidas nas raízes. Conseqüentemente, é claro, que não será possível que o trabalho
seja levado adiante simplesmente em bases voluntárias e, com o tempo, indivíduos precisarão ser
contratados. Onde remuneração é necessária, surgem novos desafios relacionados ao uso dos
fundos, e a forma com que eles serão gerados dentro do agrupamento e ampliados externamente se
necessário. Outro desafio é garantir que uma abordagem flexível seja adotada, de forma que permita
diferentes arranjos de posições de trabalho.
Outra consideração importante é que o crescimento relativamente grande da comunidade de
interesse está provendo um estímulo aos amigos e instituições para adotarem abordagens que
minimizem a demarcação entre bahá’ís e não-bahá’ís. Conforme as atividades básicas atraem um
número crescente de participantes, o desafio é atender suas necessidades fazendo com que eles se
sintam em casa dentro de um ambiente bahá’í. Para administrar este novo elemento da comunidade
se requer um conhecimento íntimo de suas necessidades e da aplicação de atenção sistemática.
Envolve comunicação regular com eles, engajá-los em um discurso único, utilizar imediatamente
seus serviços e aprender como guiá-los a um comprometimento sempre crescente com a Causa.

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Tudo isso é grandemente facilitado ao ter agências que funcionam no nível do agrupamento, pois
isto é a ponta de lança do aprendizado em relação a todos os aspectos do processo de crescimento.
As agências do agrupamento podem alocar os elementos necessários, tais como a criação de um
informativo especial visando a comunidade de interesse, o envolvimento desses novos amigos no
trabalho do agrupamento ou a ajuda às assembléias espirituais locais, a fim de executarem sua parte
neste contexto.
Envolvimento das Assembléias Espirituais Locais
O papel da Assembléia Espiritual Local é, como de todas as outras instituições, evolutivo, e
será desenvolvido na relação com os processos de crescimento. Apesar das observações nesta área
serem ainda preliminares, certas conclusões gerais já são perceptíveis. Nos lugares onde as
Assembléias Locais alcançaram a nova visão de crescimento e se ajustaram às necessidades de
funcionamento dentro do contexto do agrupamento, elas intensificaram fortemente o trabalho de
ensino. Por outro lado, onde houve resistência às novas realidades, o processo de crescimento foi
negativamente afetado.
É instrutivo notar o papel efetivo que as Assembléias Espirituais locais tem desempenhado
em muitos agrupamentos. Em muitos países onde as assembléias tinham um baixo nível de
funcionamento, foi observado um significativo renascimento das assembléias em agrupamentos
avançados. Os crentes estão assumindo responsabilidade na eleição de sua Assembléia e, uma vez
formada, a Assembléia está assumindo uma responsabilidade maior do que antes pelos assuntos da
Causa.
Em outras situações, particularmente no contexto de programas intensivos de crescimento,
Assembléias Locais com um alto nível de funcionamento estão se levantando para os desafios
criados pelo programa. Tais Assembléias têm efetivamente reforçado o plano do agrupamento
preparado pelas agências do agrupamento e assumiram a responsabilidade por certos elementos do
empreendimento dentro de sua própria área. Uma vez que o escopo geográfico do planejamento
envolvido freqüentemente se estende a diversas localidades, uma prática útil nos estágios iniciais de
desenvolvimento tem sido que as agências do agrupamento compartilhem o plano proposto com as
Assembléias Espirituais Locais da área. Esta abordagem pode melhorar a habilidade das
Assembléias de dar seu apoio ao programa, e as encoraja a dar passos para reforçar o plano em suas
localidades. Um exemplo de onde isto está acontecendo de muitas formas é os Estados Unidos.
Conforme os esforços de ensino e as atividades básicas se multiplicaram, as Assembléias
Locais se emocionaram ao ver as oportunidades de serviço criadas para a população em geral. Por
exemplo, uma Assembléia em cuja área as aulas de crianças se multiplicaram em várias
vizinhanças, está encantada em saber que a comunidade responsável é capaz de gerenciar um
número maior de crianças da localidade do que foi possível antes. Além da capacidade aumentada
de ampliar suas fronteiras, o efeito positivo na qualidade da vida comunitária bahá’í também tem
sido relatado e se reflete na qualidade crescente de seus processos internos.
Estas conclusões foram obtidas, em parte, da pesquisa conduzida pelo Centro Internacional
de Ensino em cerca de 50 agrupamentos avançados espalhados no mundo. O estudo que avaliou o
impacto do processo de crescimento em diferentes aspectos da vida da comunidade bahá’í
identificou que em 90% dos agrupamentos pesquisados experimentaram melhorias nas Festas de 19
Dias, com cerca de dois terços delas ainda registrando um aumento nos níveis de participação. As
percepções ganhas na condução de reuniões devocionais estão refletindo crescentemente no
programa espiritual da Festa. De acordo com a pesquisa, mesmo os processos consultivos em todos
os níveis da comunidade – incluindo reuniões de Assembléias – têm melhorado em eficácia,

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tornando-se mais significativas, unidas, e focadas. Tem também sido observado que em muitas
situações as contribuições ao Fundo Bahá’í têm sido impactadas positivamente conforme os níveis
de comprometimento e consciência sobre seu significado espiritual têm aumentado. Estes sucessos
se devem ao efeito do processo de instituto que, nutrindo uma profunda transformação espiritual,
tem provado ser mais eficaz para lidar com grandes números de pessoas do que a maioria dos
esforços para o desenvolvimento da comunidade e da Assembléia Espiritual.
A pesquisa indicou que a contribuição inicial mais significativa de Assembléias Locais aos
processos de crescimento foi a de prover encorajamento aos crentes. Isto foi particularmente
efetivo quando uma expansão de visão resultou da participação dos membros da Assembléia no
processo de instituto, bem como do estudo dos documentos do Plano de 5 Anos. As interações com
as agências do agrupamento também foram identificadas como meios que possibilitam às
Assembléias a fazerem contribuições efetivas. Tais interações, freqüentemente, ocorrem no nível do
agrupamento no contexto de planos específicos de ação. Outra estratégia efetiva de construir
unidade de visão e ação tem sido a realização de conferências para membros das assembléias locais.
Esta estratégia tem sido empregada no Canadá onde tais encontros realizados no nível regional ou
de agrupamento, pelos conselhos regionais bahá’ís, têm ajudado muito às assembléias locais a realinharem seus processos e prioridades administrativos.
Além destas considerações, o papel de liderança das Assembléias Espirituais – sejam elas
nacionais ou locais – é de profunda importância. Tem sido observado, em muitos agrupamentos,
que os processos de crescimento são grandemente intensificados onde este papel de liderança é
exercido através do esforço constante das Assembléias em manter a visão de crescimento diante dos
crentes, permitindo que os dois movimentos essenciais impactem as prioridades, evitando distrações
desnecessárias, provendo os recursos necessários, e reforçando os planos e iniciativas no nível do
agrupamento. Além disso, é imperativa a força dinâmica do exemplo individual através do
envolvimento pessoal dos próprios membros das assembléias nas atividades do agrupamento,
apoiando ativamente os esforços das agências do agrupamento.
Descentralização e Conselhos Regionais Bahá’ís
Citados os desenvolvimentos de longo alcance ocorridos no nível do agrupamento e
conforme mais e mais novos programas intensivos de crescimento estão sendo lançados, a
descentralização dos processos administrativos se torna cada vez mais importante. Da mesma
forma, o fortalecimento dos conselhos regionais bahá’ís, onde eles existem, ganha um novo
significado. A principal consideração está relacionada à devolução do processo de tomada de
decisão ao nível apropriado da administração bahá’í. Na prática, este princípio se aplica tanto à
devolução da tomada de decisão das assembléias nacionais para o nível regional, e do conselho
regional para o nível do agrupamento. É cada vez mais evidente que onde a estrutura do Plano de 5
Anos tem sido bem compreendida pelos conselhos regionais, ao desincumbirem-se dos processos
de expansão e consolidação em suas regiões, o objetivo de um avanço significativo no processo de
entrada em tropas estará se realizando.
Uma abordagem para a questão da descentralização seria focar no relacionamento dos
Conselhos com os Conselheiros, com a Assembléias Nacional, Comitês Nacionais, e escritórios da
Sede Nacional, observando-se a hierarquia das diversas entidades envolvidas. Entretanto, mais
relevante para a relação entre a descentralização e o objetivo de avançar o processo de entrada em
tropas seria considerar se as estruturas administrativas são consistentes com e conduzem ao
crescimento no nível do agrupamento, particularmente ao crescimento em larga escala. O que
muitos países estão aprendendo é a construir a visão dos processos administrativos que afetam o

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crescimento à partir do agrupamento, questionando a cada estágio que arranjos irão melhor avançar
o processo de entrada em tropas nesta nova arena de ação.
O que tem sido aprendido, então, é que uma administração efetiva com vista ao trabalho de
ensino é aquela que busca liberar o poder da iniciativa individual, provendo o fluxo de recursos e
liberdade de operação às estruturas que coordenam no nível do agrupamento. De fato, uma
comunidade nacional que está implementando uma revisão abrangente de seus processos
administrativos, Índia, começou considerando a realidade no nível do agrupamento, e considerou
quais processos seriam mais efetivos para garantir a promoção do crescimento. Para este propósito,
a administração foi conceituada como constituindo os canais que facilitam uma série de fluxos
necessários – fluxo de guia, direção, encorajamento, recursos humanos, literatura, e informação,
incluindo estatísticas.
O desafio de colher estatísticas precisas tem sido tratado, em muitos países, através da
aplicação do Statistical Report Programme –SRP (Programa de Relatórios Estatísticos) concebido
pelo Departamento de Estatísticas do Centro Mundial Bahá’í. O que este programa facilita é a
coleta e análise dos dados principais, o que possibilita que um retrato preciso e adequado do
desenvolvimento da comunidade seja construído. Para reunir as informações nos níveis de
agrupamentos, regiões e países, SRP provê uma importante ferramenta para as instituições bahá’ís
em seus processos de tomada de decisão, possibilitando a priorização de recursos e linhas de ação
em cada nível da administração. Apesar de, a princípio, o programa requerer o investimento de um
certo esforço para treinar alguns indivíduos utilizar e alimentar o banco de dados, uma vez em
marcha, está provando ser uma ajuda valiosa ao processo de descentralização. Os países onde já
estão implementando o pacote SRP, incluem alguns com um número significativo de crentes como
Brasil, Colômbia, Malásia e Zâmbia.
O Impacto no Processo Administrativo no Nível Nacional
O avanço do processo de descentralização exigido pelo Plano de 5 Anos traz consigo
profundas implicações para a administração nos níveis nacional e regional. À medida que as
comunidades nacionais revêem suas estruturas administrativas, é encorajador notar que em muitos
casos o fazem em antecipação para quando a comunidade aumentar grandemente seu tamanho. Tal
perspectiva necessita de uma mudança significativa nos recursos dos níveis regional e de
agrupamento, bem como, mudanças concomitantes inevitáveis no tamanho e estrutura da Sede
Nacional.
Conforme mencionado acima, na vanguarda desta revisão administrativa está a Índia onde
as instituições têm, com o encorajamento da Casa de Justiça, começado a repensar e modificar a
administração nacional daquele país, para se tornarem mais bem equipados a fim de sustentar e
aumentar o notável crescimento que tem sido alcançado. O desafio tem sido abraçado
entusiasticamente e já trouxe consigo a reorganização do escritório da tesouraria nacional, uma reestruturação de algumas das agências nacionais, e um aperfeiçoamento do fluxo de informações,
incluindo as estatísticas.
Uma área que tem requerido uma nova perspectiva, em muitos países, é como o orçamento
nacional reflete e reforça as prioridades do Plano: desenvolvimento de recursos humanos e o avanço
dos agrupamentos. Onde o trabalho de expansão e consolidação recai, de fato, sobre os Conselhos,
em algumas comunidades uma transferência substancial de fundos a estes corpos tem ocorrido, bem
como a avaliação dos recursos necessários para sustentar programas intensivos de crescimento no
nível do agrupamento. Novas análises e formulações de orçamento têm levado em consideração a

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descentralização necessária para cumprir o propósito singularmente importante de um avanço
significativo no processo de entrada em tropas.
No Reino Unido, a Assembléia Nacional, respondendo às demandas do Plano, repensou a
situação de seus funcionários no nível nacional e fez uma re-organização de funções e consolidação
de posições, assim conseguiu liberar os fundos necessários para aumentar substancialmente o apoio
financeiro às instituições regionais. Esta ação, iniciada em 2002, tornou possível indicar o primeiro
coordenador de instituto a tempo integral, e mais tarde criar uma segunda posição, bem como
prover apoio financeiro para posições no nível do agrupamento conforme estes foram se tornando
necessários – medidas que estão tendo um impacto direto e decisivo no impressionante
desenvolvimento do processo de crescimento naquele país.
A declaração no documento Gerando Força Propulsora: Uma Abordagem Coerente para o
Crescimento, acerca do re-exame das abordagens administrativas, levou muitas comunidades
nacionais a implementar um processo de reflexão à luz das realidades e necessidades de promover
uma cultura de crescimento. Em vários casos, o número de comitês nacionais foi radicalmente
reduzido e fim de garantir que os processos de crescimento recebessem a prioridade apropriada e
que o maior número possível de crentes sejam liberados para focar no trabalho de ensino. Quênia e
Alemanha são exemplos notáveis.
Em muitos países, os mandatos de comitês cujas funções diretamente impactam sobre os
processos de crescimento – tais como o Comitê Nacional de Ensino, Comitê Nacional de Educação
de Crianças e o Comitê Nacional de Juventude – foram cuidadosamente revistos não só para
garantir alinhamento com os objetivos do Plano, mas, também, para examinar se alguns elementos
já eram cobertos por outras agências, evitando assim a duplicidade de esforços. Em alguns casos
estes comitês, anteriormente considerados obrigatórios, foram desativados, onde se tornou claro que
os aspectos essenciais de seu trabalho já estavam sendo conduzidos por outras agências, tais como
conselhos regionais bahá’ís ou institutos de capacitação. Na Austrália, o aumento da capacidade
nas raízes da comunidade, tornou possível que as responsabilidades do Comitê Nacional de
Educação de Crianças fossem transferidas com sucesso aos conselhos regionais bahá´’is.
Claramente, questões relacionadas ao papel de qualquer comitê em particular, devem ser
decididas caso a caso, e nenhuma receita pode ser dada que possa servir em todas as eventualidades.
Todavia, o princípio que as novas circunstâncias criadas pelo Plano de Cinco Anos necessitam uma
reconsideração dos arranjos administrativos no nível nacional está sendo crescentemente
reconhecido em muitos países.

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A experiência emergente no mundo bahá’í, refletida nas observações acima, é um fruto
impressionante da forma de aprendizado crescentemente evidente em cada departamento da vida da
comunidade. À medida que os processos de crescimento ganham velocidade, há toda expectativa de
que os processos e estruturas administrativas continuarão a evoluir em resposta às exigências
particulares de cada novo estágio.
Preparado sob os auspícios do Centro Internacional de Ensino para a instituição dos Conselheiros. Em seu todo ou em
partes, esta publicação pode ser reproduzida ou distribuída dentro da comunidade bahá´í sem autorização prévia do Centro
Internacional de Ensino.