You are on page 1of 10

1

TTrraadduuççããoo ddee ccoorrtteessiiaa

REFLEXÕES SOBRE O
2006

CRESCIMENTO

-

Número 14 – Outubro

Visitas aos Lares (II) – Contribuindo para uma Cultura Espiritual.
Em maio de 2004, a segunda edição deste noticioso focalizou nas visitas aos lares.
Esta atividade no Plano de Cinco Anos anterior surgiu de um componente prático do Livro
2 do Instituto Ruhi, e então evoluiu para tornar-se um elemento chave tanto para o trabalho
de expansão e como de consolidação em agrupamentos avançados. Desde o nosso enfoque
inicial sobre este assunto em 2004, muitas experiências foram ganhas sobre como realizar
as visitas aos lares. O ambiente familiar de um lar tornou possível compartilhar a
Mensagem de Bahá´u´lláh com amigos e vizinhos, como também tratar de outros temas de
aprofundamento com os crentes recém declarados. Laços de amizade foram criados com
buscadores e bahá´ís mais antigos foram reavivados.
A importância das visitas aos lares na atual estrutura de crescimento chega ao
âmago do que significa construir uma comunidade bahá´í e uma nova civilização. Embora a
criação de uma nova ordem mundial esteja preocupada com governança e outros princípios
sociais, ela consiste, fundamentalmente, da construção de uma sociedade global baseada em
justiça e amor. Seria suficiente convidar as pessoas a uma sede e esperar que compareçam,
ou precisamos visitar uns aos outros e falar sobre assuntos e aspirações espirituais? As
visitas aos lares provaram ser efetivas porque permitem a promoção de uma conversação
bahá´í – a abordagem de assuntos espirituais que fortalecem os laços de amizade, amor e
unidade.
Visitar os amigos é uma prática bem estabelecida na Fé, mas durante o último Plano
assumiu dimensões adicionais e tornou-se um processo mais sistemático. Em um relato de
serviços prestados por um crente, no livro Tributo aos Fiéis, ´Abdu´l-Bahá escreveu: “Ao
longo do caminho em sua viagem com seus dois filhos... ele parou em todas as montanhas,
em todas as planícies, aldeias e povoados para visitar os amigos.” Shoghi Effendi,
repetidamente refere-se a “visitas” como um elemento de consolidação e de
desenvolvimento sistemático de uma comunidade.
Através da guia, ajuda, encorajamento e visitas freqüentes sempre que possível, a
comunidade dos crentes de ... deve ser nutrida e preparada para desincumbir-se
adequadamente de suas sagradas responsabilidades...
Ele (o Guardião) urge que você faça um esforço especial para visitar os amigos em
outros lugares onde você parar, não importa quão curto seja o tempo, porquanto as
notícias sobre o progresso da Fé em geral irão encorajar e acalentar os amigos.
Embora nos primeiros dias da Fé, os instrutores viajantes fossem mais freqüentemente os
crentes que realizavam um programa de visitas, Shoghi Effendi, ao tratar dos desafios do

2
Plano global, deixou claro que “todo crente, por mais humilde e inexperiente que seja, deve
sentir a obrigação de fazer o seu papel”, e convocava os amigos a apoiarem o trabalho de
ensino “através da freqüência de suas visitas.”
O Guardião enfatizou o ponto de que nenhum sentimento de superioridade deve
transparecer na atitude de um crente quando realiza uma visita com o propósito de
aprofundar um companheiro de fé:
Instrutores viajantes... sua tarefa é encorajar e inspirar os crentes, ampliar e
aprofundar sua visão sobre a tarefa a ser feita. E isso não em virtude de qualquer
direito espiritual inerente, mas em espírito de simples e sincera cooperação.
A citação acima destaca a importância de se cultivar atitudes apropriadas para realizar este
ato de serviço. Este aspecto é tratado em profundidade no Livro 2, que prepara os
participantes para realizarem visitas aos lares com “eficiência e amor.” Não somente é
importante visitar os buscadores e crentes para compartilhar com eles os ensinamentos da
Fé, mas os amigos devem também exemplificar com humildade a alegria que sentem tendo
o privilégio de compartilhar a Mensagem de Deus com os outros.
A experiência dos últimos cinco anos demonstrou que quando os bahá´ís visitam os
lares dos buscadores, os novos crentes ou crentes que atualmente não participam das
atividades comunitárias, freqüentemente outros membros da família e amigos estão
presentes ou se juntam ao grupo e se tornam atraídos à Fé. Muitos deles desejam ingressar
em um curso do instituto. Desta forma, ficou claro que as visitas aos lares têm grande
potencial como um meio de atingir e ampliar nossa comunidade de interesse e para o
trabalho de ensino em geral. Mais e mais crentes que completaram os Livros 4 e 6 tem
percebido que as visitas aos lares lhes oferecem um
ambiente favorável para
compartilharem histórias sobre Bahá´u´lláh ou, por exemplo, o material da “apresentação
de Ana”. Assim, o ato de serviço praticado em conexão com o Livro 2 criou a base para
inúmeras atividades de expansão e consolidação, tanto em áreas urbanas como em áreas
rurais, e em agrupamentos em diferentes estágios de desenvolvimento.
Os relatos de visitas aos lares que se seguem representam uma variedade de
contextos. Algumas visitas foram realizadas para aprofundar novos crentes, outras, para
atrair contatos às atividades centrais, e ainda outras, são componentes dos esforços de
ensino direto em programas intensivos de crescimento.
******
O serviço de compartilhar temas de aprofundamento apresentados no Livro 2 do
Instituto Ruhi tem sido a motivação para muitas visitas aos lares e tem provado ser um
forte componente do trabalho de ensino e consolidação em muitos países. A experiência
mostrou que as visitas aos lares têm sido eficazes mesmo em situações em que os amigos
estavam inicialmente inseguros de sua habilidade de realizar este ato de serviço.

3

Reino Unido
Esta história demonstra que quando os amigos decidem realizar a prática dos
componentes associados com os cursos do instituto e são ajudados por seus facilitadores,
eles ganham confiança e habilidade, e conseguem resultados surpreendentes.
Como muitos facilitadores, quando eu era participante em um círculo de estudo do
Livro 2, não fazíamos as visitas aos lares. Talvez nenhum de nós se dava conta de
quão importante era tal prática, ou talvez porque não sabíamos por onde começar.
Alguns de nós pensavam que não era muito “britânico” se convidar para a casa de
alguém, e muitos de nós não conhecíamos nenhum novo bahá´í para visitar. Assim,
quando fui facilitadora do Livro 2 pela primeira vez, repeti o mesmo padrão com
meus participantes. Falei para eles que visitas aos lares eram uma parte essencial do
curso, mas deixei a cargo deles encontrar e organizar as visitas. Não foi surpresa
que dos dez participantes, nenhum deles realizou a prática.
Com o gradual aprendizado compartilhado através da Inglaterra e da guia amorosa e
paciente oferecida em encontros de facilitadores e em conferências de facilitadores,
ganhei mais confiança quanto às visitas aos lares. A próxima vez que facilitei o
Livro 2, dediquei algum tempo para consultar com os participantes como
funcionariam as visitas aos lares. Juntos, chegamos à conclusão que seria
perfeitamente aceitável na Inglaterra visitar o lar de outra pessoa, mas é usual
esperar, primeiro, por um convite da pessoa. Assim, superando temores de estar
quebrando um costume cultural, eles visitaram uma nova crente e compartilharam
com ela um dos temas de aprofundamento. A nova crente havia sido recentemente
eleita para a Assembléia Espiritual Local e perguntou se os visitantes poderiam
voltar na semana seguinte e ajudá-la a aprofundar-se naquele tópico! Esses mesmos
participantes, ao chegarem ao Livro 4, estavam muito menos hesitantes para tentar o
elemento da prática e dirigiram-se ao lar de um casal recém declarado para
compartilhar a história da vida do Báb. O casal ficou muito entusiasmado com a
apresentação, demonstrando-se ansioso pelo retorno dos visitantes para
compartilhar, então, a história da vida de Bahá´u´lláh.
Como facilitadora, meu papel em tudo isso era prover aos participantes tempo e
espaço para conversarem sobre seus planos e temores, e então lhes assegurar que
identificassem pessoas para visitar e que marcassem a data da visita.
A experiência mais útil que tive com as visitas aos lares, porém, foi com as que eu
mesma fiz. Quando realizava este ato de serviço, achava sempre maravilhoso e
pleno de confirmações. Um exemplo em particular merece destaque. Durante a
recente campanha intensiva de ensino na Grande Londres, consegui arranjar um
tempo e visitei uma amiga que sempre demonstrava razoável interesse na Fé.
Durante vários anos fiz convites a essa amiga para participar de vários eventos
bahá´ís e ela demonstrava interesse, mas nunca aproximou-se da Fé. Desde que o
foco de nossa atividade era visitar lares, fui à sua casa e passei o dia inteiro com ela.
Levara comigo um livro de orações, e sugeri que lêssemos uma oração para seu

4
novo bebê. Ela ficou tão feliz, e lemos juntas várias orações. Então me disse estar
muito interessada na Fé, após o que tivemos uma longa conversa a respeito.
Na semana seguinte, visitei-a novamente. Falamos sobre suas dúvidas restantes (eu
tentando responder como “Ana” faria) e então na outra semana ela se declarou
bahá´í! Ela e seu marido participam agora de um círculo de estudo do Livro 1.
Hungria
A história seguinte descreve como os amigos de um círculo de estudos atuaram em
equipes para realizar uma visita a um lar. Oferece também um exemplo inspirador de uma
nova crente que foi aprofundada através das visitas ao lar, seguiu avante e ingressou nos
cursos do Instituto, tornando-se eficiente na apresentação dos temas de aprofundamento
quando ela mesma realizou visitas aos lares.
Tive a alegria de ser facilitador do Livro 2 em um círculo de estudo. Embora ame
esse livro, para ser franco, dei-me conta de que, na realidade, não tínhamos
aprofundado um participante sequer usando todos os temas de aprofundamento.
Como resultado de nossas consultas, uma das participantes de nosso círculo de
estudo contatou uma bahá´í recentemente declarada que fazia o Livro 1 num círculo
de estudo com seu esposo, que ainda não é bahá´í. Para estimular a ambos,
decidimos fazer palestras em duplas.
O marido de uma de nossas participantes, recentemente declarado bahá´í, que
normalmente viaja a serviço, coincidiu de estar em casa. Perguntou se podia trazer a
mãe dele, que é católica mas se sente bem próxima dos bahá´ís. Éramos seis
presentes na visita ao lar, incluindo os dois buscadores. Havíamos combinado que
faríamos as apresentações dos primeiros dois temas de aprofundamento do Livro 2.
Eu falaria sobre “O Convênio Eterno de Deus” e outra amiga falaria sobre a “Vida
de Bahá´u´lláh.” Apoiando-nos, encontrava-se minha esposa (também integrante do
círculo de estudo), que se ofereceu para cuidar de nosso filho de dois anos e de outra
criança presente, possibilitando que todos os adultos ficassem livres para realizar a
visita programada.
A atmosfera era calorosa e amistosa, e o casal que visitamos demonstrou grande
alegria com nossa visita. Após alguns salgados e um delicioso chá verde, fizemos
orações e cantamos algumas canções. Isso elevou realmente a atmosfera. Então,
após algumas palavras sobre o nosso círculo de estudo e as coisas que estamos
aprendendo juntos, comecei com o primeiro tema. Eu não queria apenas ler o texto,
mas falar sobre o mesmo com palavras do fundo do meu coração. Mas certamente
queria ater-me às idéias e pensamentos expressados de forma tão bela no livro
sobre aquele tema de aprofundamento. Quando contemplamos a introdução ao
texto, que exalta ser Deus o Criador de todas as coisas, pensei na oração “Bemaventurado é o lugar....” porquanto menciona tantas coisas que Deus criou, a mais
importante delas o coração humano. Assim, entoamos também essa oração. A mãe,
que era buscadora, ficou muito comovida com as orações e com a beleza e
simplicidade das idéias e analogias contidas no tema de aprofundamento. Durante a

5
apresentação, ela compartilhou muitas experiências de sua vida, inclusive sobre o
falecimento de seu esposo. Naquele momento, fizemos uma reflexão sobre o
significado do sofrimento dos Manifestantes de Deus, e todos sentimos a potência
das Palavras de Bahá´u´lláh.
Após a primeira palestra, nossa querida amiga, uma bahá´í recém declarada, fez a
sua apresentação sobre a “Vida de Bahá´u´lláh.” Antes, ela falou que estava
nervosa, pois era a primeira vez que falaria sobre a Fé, embora estivesse bem
preparada e tivesse reunido algumas citações dos Escritos de Bahá´u´lláh e uma
descrição, em Suas próprias palavras, dos dias que passou no Siháh-Chál. No
momento em que começou a falar, seu nervosismo desapareceu completamente. Foi
realmente maravilhoso. Ela falou do coração mas com coerência e clareza cristalina.
Ouvindo-a fala, era como estar vendo um filme, tão vívida foi a forma como
referiu-se aos eventos inspiradores da vida do Manifestante de Deus para o nosso
dia e época. Aqui, encontrava-se alguém que ficara tão emocionada com a
majestade da vida de Bahá´u´lláh que ela extraiu as aplavras, internalizou, tomou-as
para si e, então, compartilhou conosco o mais significativo dos temas de uma forma
sincera, envolvente e natural. Tanto quanto sei, ela é uma das primeiras amigas da
Hungria que recebeu visitas aos lares após ter se tornado bahá´í, incluíndo alguns
temas de aprofundamento do Livro 2. Agora, ela alcançou o Livro 2 e faz
apresentações em visitas a outros lares, usando os mesmos materiais.
Estamos planejando a próxima visita à casa desse mesmo casal e também a outros
lares. Tendo passado por essa experiência, nosso nível de energia é muito elevado.
Não importa qual seja a experiência de outra pessoa, por fim, sente-se que o
coração humano está sedento e buscando a verdade, a beleza e o conhecimento.
Uma visita a um lar é uma arena na qual o coração pode reconhecer e receber a
verdade quando esta é compartilhada de uma forma bondosa, radiante e com pureza
de intenção. Nossos esforços estão longe da perfeição e precisamos fazer essas
coisas muitas e muitas vezes, mas à medida que “fazemos”, e não apenas falamos
em fazer, as confirmações do alto vêm, nossos olhos se abrem a novas realidades e
crescemos em confiança, entendimento e efetividade.
Cidades Nórdicas
Uma série de campanhas de visitas aos lares em alguns países da Europa foi
realizada, revelando as seguintes reflexões daqueles que delas participaram:





“Eu estava nervoso, mas acabei comprovando não ser difícil e doravante será fácil.”
“Conhecer o exato propósito da realização da visita tornou fácil.”
“Estava pensando em fazer uma visita ao lar – agora que fiz, estou determinado a
continuar.”
“Sensibilidade e flexibilidade são importantes com relação às necessidades daqueles
que visitamos.”
“O que parecia ser algo chocante e impossível em nosso país provou ser inteiramente
possível.”
“As pessoas estão anelando tais visitas e prontas para conversar sobre orações.”

6

“É importante que o propósito da visita seja claramente definido, enfatizando que não
se trata de uma visita social.”

De acordo com a recomendação da Casa Universal de Justiça às Assembléias Espirituais
Nacionais, as visitas aos lares têm provado serem eficazes para reavivar amizades com
bahá´ís que não são vistos há algum tempo e para reacender sua fé.
Kênia
O coordenador do Instituto nacional relatou que no agrupamento de
Ndivisi
Webuye, as visitas aos lares foram realizadas para compartilhar os temas de
aprofundamento sobre o “Convênio Eterno” e sobre a “Festa de Dezenove Dias” com
crentes menos ativos. Três comunidades locais que haviam sido desativadas foram
reavivadas, uma aula para crianças e dois grupos de pré-jovens formados, e ensinados 20
membros da comunidade de interesse. Dez deles foram recrutados para participar de
círculos de estudo e agora estão estudando o Livro 3. Outros foram convidados para
firesides, para ensino adicional. Dez dos bahá´ís estão agora participando integralmente
das atividades centrais após as visitas feitas aos seus lares.
O relatório também descreve o impacto das visitas aos lares no agrupamento Bumula,
onde três Assembléias Espirituais Locais foram eleitas no último ano. Depois das visitas
aos lares, cinco Assembléias Espirituais Locais foram eleitas este ano. O coordenador
acrescenta: “uma campanha de instituto [foi] estabelecida e agora os crentes [estão]
seguindo inteiramente a seqüência.” Cinco aulas de crianças foram também formadas como
resultado das visitas aos lares, e três buscadores ingressaram num curso do instituto. O
coordenador do instituto conclui:
As visitas aos lares estão servindo como um meio de reunir e unir os bahá´ís e um
meio para atingir o mundo externo... A visita ao lar, para mim, é uma forma de
despertar os bahá´ís adormecidos e também um caminho para ensinar às massas que
estão a espera.
Ilhas Marshall
Existe um espírito renovado em ação no agrupamento de Majuro. Durante algum
tempo, o progresso das atividades centrais tinha sido moderadamente lento e o padrão de
círculos de estudo de alguma forma irregular. Porém, os eventos começaram a mudar com a
introdução do conceito de visita aos lares. Na reunião do agrupamento, as consultas
resultaram em um plano de visita aos lares que focalizou primeiro a visita aos bahá´ís que
estavam inativos há algum tempo. A resposta deles às visitas aos seus lares foi de
entusiasmo. Em vários casos, membros não-bahá´ís das famílias bahá´ís participaram das
conversações e, também, se envolveram, desta forma expandindo a comunidade de
interesse. Algumas das comunidades deram prosseguimento a este sucesso, iniciando
círculos de estudo, outras deram início a aulas para as crianças, e ainda outras
desenvolveram ambas as atividades, além das reuniões devocionais. Era comum encontrar
cinco ou seis círculos de estudo em andamento numa única noite.

7

Na comunidade de Rairok, o sucesso das visitas aos lares produziu vários resultados
significativos. Trouxe ao processo de instituto a participação de um número relativamente
grande de pessoas, incluindo adultos, jovens e crianças, quase que dobrando o número de
crentes ativos na comunidade. Do novo grupo de crentes surgiu um coral que escreveu e
interpretou suas próprias músicas e canções baseadas nos Escritos Sagrados constantes dos
livros do Instituto Ruhi. Um resultado adicional das visitas aos lares foi a descoberta de
receptividade entre o grupo minoritário do povo de I-Kiribati que vive nas Ilhas Marshall.
Outro resultado alentador foi que cinco dos crentes que não eram ativos foram reavivados e
agora participam regularmente das Festas de Dezenove Dias, dos Dias Sagrados e das
reuniões devocionais.
As visitas aos lares proporcionaram um ambiente confortável para ampliar os convites
aos amigos, famílias, vizinhos e colegas de trabalho para participarem das atividades
centrais.
Azerbaijan
A meio caminho do terceiro ciclo de seu programa intensivo de crescimento, os
amigos do agrupamento de Baku começaram uma campanha de visita aos lares com a meta
de visitar 80 lares. O relatório inicial após somente seis dias de atividades revelou que 18
equipes tinham visitado 28 lares, resultando em três novos círculos de estudo.
Romenia
A fase de expansão de duas semanas do primeiro ciclo do programa intensivo de
crescimento em Bucareste concentrou-se principalmente em visita aos lares. Mais de 91
lares foram visitados por 13 equipes de ensino, levando de imediato a um aumento na
comunidade de interesse de 31 pessoas, o começo de 6 novos círculos de estudo, e a outros
25 buscadores que ingressaram em atividades centrais um pouco mais tarde no ciclo,
elevando o número da comunidade de interesse para 56.
Muitos dos relatórios agora recebidos sobre as visitas aos lares descrevem as visitas
realizadas em conexão com os projetos de ensino. Os crentes estão demonstrando a
confiança e as habilidades ganhas ao terem completado o estudo dos Livros 2 e 6.
Colômbia
Um relatório chegou, provindo de uma área predominantemente rural, que
demonstrou receptividade especial à Fé por muitos anos e que tem 49 Assembléias
Espirituais Locais. Ao final de três semanas de ensino intensivo no agrupamento do Norte
de Cauca, foi relatado que 94 instrutores tinham visitado 530 pessoas e 292 novos crentes
abraçaram a Causa. Essas realizações foram o resultado de esforços em cinco comunidades.
Uma comunidade havia superado suas próprias metas em dois dias e meio da fase de
expansão.

8
Reino Unido
Um relatório sobre o programa intensivo de crescimento em Londres compartilhou
este testemunho de uma bahá´í:
Perguntamos a uma amiga, que se encontrava já bem próxima da Fé, se podíamos
lhe fazer uma visita no sábado de manhã. Como ela não se sente muito confortável
com suas colegas de apartamento, perguntamos se não preferia vir à nossa casa.
Planejamos seguir o modelo da “Apresentação de Ana” com ela e nos preparamos
para isso na noite anterior. Estávamos conscientes de que ela iria nos fazer algumas
perguntas de seu interesse. Quando ela chegou, algo aconteceu que começamos a
falar da Fé de imediato e, embora não tenhamos seguido exatamente o padrão da
seqüência como está no Livro 6, pudemos mencionar todo o texto da “Apresentação
de Ana” e muito mais. Foi tudo muito natural e entremados com seus comentários e
perguntas. Foi extraordinário para nós vermos como alguém pode tão facilmente
cobrir toda a “apresentação de Ana” em poucas horas. Nossa amiga ficou muito
feliz com nossa conversa. Está ansiosa para fazer o Livro 1 conosco e concordou em
perguntar a algumas de suas amigas se teriam interesse em participar.
Tanzânia
Membros de uma família bahá´í de origem hindu que se tornou bahá´í recentemente,
estavam estudando o Livro 2 quando desejaram realizar um ato de serviço em apoio ao
programa intensivo de crescimento de seu agrupamento. Sentaram juntos e fizeram uma
lista com nomes de pessoas que podiam visitar e compartilhar com elas alguns temas sobre
a Fé. Os nomes eram de pessoas que já haviam convidado para reuniões devocionais e que
demonstraram algum interesse. Antes de realizarem as visitas, a família se reuniu e orou
pedindo ajuda divina. Das três famílias que visitaram, uma delas – o marido, a esposa e o
filho – mostraram-se especialmente atraídos pela beleza dos ensinamentos e fizeram muitas
perguntas. Trataram dos temas do “Convênio de Deus”, e “Deus e Seus Manifestantes”.
Como a família que visitavam era também de origem indiana, levaram consigo fotos do
Templo do Lótus na Índia. Na visita seguinte, os bahá´ís convidaram outros amigos para
irem juntos. Toda a família, incluindo um filho de 14 anos, tornou-se bahá´í. Os pais
começaram o estudo do Livro 1 e o filho está freqüentando uma aula para jovens. Agora
que a fase de consolidação do programa intensivo de crescimento começou, a família que
está estudando o Livro 2 já marcou outra visita à família recém-declarada para compartilhar
outros temas espirituais.
Os seguintes relatos sobre dois programas intensivos de crescimento mostra exemplos de
quando as visitas aos lares são utilizadas como parte da fase de consolidação após uma
campanha de ensino. Neste enfoque, os amigos compartilharam com os novos crentes os
temas de aprofundamento apresentados no Livro 2, os quais, então, mostraram-se
inspirados a também participar dos cursos de Instituto.

9
India
No estado de Tamil Nadu na Índia, os amigos que haviam completado o Livro 2
foram sistematicamente alocados para realizar visitas aos lares, sendo excelentes os
resultados alcançados:
Durante o recente ciclo de crescimento nos agrupamentos de Sivakasi e
Thiruvannamalai, observou-se haver ainda um bom número de novos crentes que
tinha que ser matriculado nos cursos de Instituto, e sentimos a necessidade de
sistematizar campanhas de visitas aos lares. As seguintes medidas foram então
adotadas: (1) Compilar as listas de novos crentes moradores em vilas que deviam
ainda ingressar nos cursos do Instituto; (2) Compilar uma lista dos que haviam
concluído o Livro 2 do Instituto Ruhi nas áreas onde residiam os novos crentes; e
(3) Organizar um programa para estudar novamente os sete temas de
aprofundamento com esses graduados, seguido de um planejamento detalhado de
quem poderia visitar quais novos crentes, as datas das visitas e como compartilhar
cada um dos temas de aprofundamento.
Em Ramalingapuram (Sivakasi), um crente que atuava como facilitador em um
círculo de estudo do Livro 2 em uma vila próxima, levou os participantes com ele
para visitarem quatro novos crentes e compartilhar com eles o tema de
aprofundamento sobre o Convênio e parte do segundo tema sobre a Vida de
Bahá´u´lláh. Isso resultou em que todos os quatro crentes inscreveram-se para fazer
o Livro 1. Da mesma forma, dois outros amigos levaram três dos que haviam
concluído o Livro 2 para visitar oito crentes e compartilhar com eles o primeiro dos
temas de aprofundamento. Todos os oito crentes expressaram pronto interesse em
começar o estudo do Livro 1 e esses amigos irão em breve estabelecer um círculo de
estudo para eles. Em outra parte de Sivakasi, Almarathupatti, três amigos
compartilharam o primeiro tema de aprofundamento sobre o Convênio com 12
novos crentes, os quais se mostraram muitos felizes e interessados. Enquanto sete
deles iniciaram o estudo do Livro 1, cinco outros começaram a participar de
reuniões devocionais.
Um programa similar de visita aos lares foi organizado no agrupamento de
Thiruvannamalai durante a recente fase de consolidação de seu programa intensivo
de crescimento. Seguindo-se a um curso de revisão dos primeiros três temas de
aprofundamento do Livro 2, oito pessoas que concluíram este livro criaram um
plano para visitar 60 novos crentes da vila de Pandithapattu, cada um deles
planejando visitar quatro a nove novos crentes com os quais compartilhariam os
primeiros três temas de aprofundamento durante três visitas. Até agora visitaram 40
novos crentes e estudaram junto com eles os temas de aprofundamento. Vinte e
cinco desses novos crentes estão agora prontos para estudar o Livro 1 e seus nomes
foram dados ao coordenador do instituto. Igualmente, na vila de Nallavanpalayam,
cinco pessoas que concluíram o Livro 2 se reuniram com 25 crentes e até agora
compartilharam com eles três temas de aprofundamento. Agora, quinze desses
novos crentes estão prontos para o Livro 1.

10
Mongólia
Ao final da fase de ensino intensivo do primeiro ciclo do programa intensivo de
crescimento no agrupamento Murum, a Fé havia sido ensinada a 780 pessoas. Desses, 140
adultos se declararam e 60 jovens e pré-jovens expressaram o desejo de fazer parte da
comunidade. Esforços foram feitos para começar imediatamente o aprofundamento desses
200 novos crentes e integrá-los nas atividades centrais.
Durante as semanas seguintes da fase de consolidação, atenção particular foi dada à
visita aos lares. Durante um período de 21 dias, 19 grupos de ensino visitaram 59 lares,
compartilhando temas de aprofundamento com 247 pessoas. Isso provou ser um meio
eficaz de gradualmente levar estes novos amigos ao processo de Instituto.

Preaparado sob os auspícios do Centro Internaional de Ensino para a Instituição dos Conselheiros. Extratos dos
relatórios citados podem ser editados para melhor correção gramatical, clareza ou extensão do texto. Sua reprodução,
total ou parcial, pode ser distribuída dentro da comunidade bahá’í sem permissão prévia do Centro Internacional de
Ensino.