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Tradução

REFLEXÕES SOBRE O

C RESCIMENTO

–Número

15 – Fevereiro

2007

Programas Intensivos de Crescimento -- O Caminho para a Sustentabilidade
Ao final do Plano de Cinco Anos, programas intensivos de crescimento haviam sido lançados em
aproximadamente 300 agrupamentos em todos os cinco continentes. Os ciclos de atividade que os
amigos realizaram seguiram um padrão similar, mas os resultados variaram de acordo com o tipo de
agrupamento, a natureza do planejamento, o grau de envolvimento dos crentes, a eficácia do
trabalho de ensino, e a proximidade de colaboração entre as instituições no agrupamento. Todas
essas variáveis afetam o potencial de um programa dessa natureza para alcançar um número
significativo de novas declarações. Além disso, o desafio não é somente trazer novos crentes, mas
também chegar a um índice de crescimento que gradualmente se acelere e efetivar um processo
sistemático através do qual novos amigos sejam continuamente consolidados. Esta dinâmica garante
a sustentabilidade, que é o objetivo de um programa intensivo de crescimento.
Uma apreciação dos programas intensivos de crescimento em andamento revela padrões de
progresso que envolvem sucessos e reveses, fortalezas e fraquezas relativas e graus diferentes de
expansão. Como poderia ser de outra forma em um processo orgânico que é baseado na
aprendizagem? Os crentes têm enfrentado os desafios de lutar pela sustentabilidade de várias
maneira. Como sempre, a experiência alcançada nos agrupamentos mais avançados,
especificamente aqueles cujos programas de crescimento já completaram diversos ciclos de
atividade, provêm o aprendizado mais valioso de como superar determinados obstáculos, quando
modificar os enfoques e que elementos reforçar.
Esta edição do noticioso será é a primeira de uma série, que ao longo do tempo irá explorar
alguns dos discernimentos obtidos em muitos dos agrupamentos com relação aos fatores que
contribuem para a sustentação dos programas intensivos de crescimento. Neste noticioso, iremos
focalizar quatro itens críticos: 1) o desafio e o benefício da descentralização; 2) a necessidade de
equipes de ensino mais efecientes; 3) a importância de um forte e contínuo processo de instituto e;
4) a necessidade do envolvimento da juventude.
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Descentralização: Focalizando nos Bairros. Administrar atividades que envolvem centenas de
pessoas espalhadas sobre uma vasta área geográfica exige uma organização e supervisão
cuidadosas. Os amigos estão experimentando enfoques que envolvem a descentralização do
trabalho e distribuição de responsabilidades de maneiras mais ampla. O bairro têm provado ser
uma arena natural de atividades num agrupamento.
Estados Unidos
No agrupamento Cidade de Nova York, durante os dois últimos ciclos do programa intensivo de
crescimento, as Festas de Dezenove Dias realizadas nos bairros tem sido utilizadas para promover a
descentralização das atividades centrais e para encorajar a comunidade a focalizar no ensino. A
Assembléia Espiritual Local e o Comitê de Ensino de Área (CEA) colaboraram para assegurar que

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parte da consulta da Festa fosse dedicada à uma discussão sobre crescimento, às vezes com um
tema específico. O Comitê de Ensino de Área designou indivíduos, em cada bairro, que facilitam
aquela discussão em suas respectivas Festas. Os amigos são encorajados a falar sobre o significado
do estágio do ciclo em andamento de seu programa intensivo de crescimento, refletem sobre as
estatísticas da cidade como um todo e do bairro, que foram coletadas desde a última Festa. Os
indivíduos são também encorajados a compartilharem suas experiências e relatos de ensino das
atividades das equipes de ensino. As atividades centrais que terão início são anunciadas de forma a
que outros amigos possam transmitir esta informação aos buscadores no bairro. Embora esta
iniciativa de usar as Festas descentralizadas para promover um foco maior no crescimento nos
bairros seja recente, os resultados têm sido positivos em termos de criar uma consciência maior
quanto ao progresso do programa intensivo de crescimento e nutrir um aumento das atividades
centrais e do ensino.
Índia
No agrupamento Bihar Sharif, os coordenadores de instituto a tempo integral e o secretário do
Comitê de Ensino de Área (chamado de facilitador de área) trabalham muito próximos e viajam
constantemente pelo agrupamento visitando os amigos. As estradas são precárias e eles têm de
caminhar ou viajar de bicicleta – muitas vezes percorrendo 20 quilômetros por dia. Cada
comunidade no agrupamento é visitada pelo menos uma vez por semana. Os coordenadores e
facilitadores compartilham informações semanalmente e não traçam linhas rígidas entre suas
responsabilidades prescritas. Assim, por exemplo, o facilitador de área pode visitar os círculos de
estudo do Livro 1 do Instituto Ruhi para encorajar os participantes a iniciarem reuniões devocionais
regulares, e os coordenadores podem comunicar-se com as equipes de ensino para assegurar que os
novos crentes e os buscadores sejam apresentados ao processo de instituto. Esta colaboração e
constante atenção às necessidades do agrupamento têm resultado num contínuo crescimento no
número de amigos que completam a seqüência dos cursos, como também o ingresso de centenas de
novos crentes.
As agências de Bihar Sharif desenvolveram também um método sistemático de descentralização e
promoção do processo de crescimento dentro do agrupamento. Quando uma área tem dois ou três
bahá´ís residentes, as agências do agrupamento ajudam esses crentes a planejarem uma reunião para
a qual eles podem convidar seus amigos, vizinhos, parentes e outras pessoas interessadas. Os
crentes de outras áreas do agrupamento ajudam os amigos residentes a realizarem tal atividade. Esta
reunião serve como um fireside introdutório e normalmente resulta no estabelecimento de uma nova
aula bahá´í para crianças, e talvez outras atividades centrais. Através deste enfoque simples e
planejado o processo se inicia, e com o tempo e com a ajuda amorosa das agências do
agrupamento, buscadores se declaram e a área se transforma em um forte e participativo segmento
do agrupamento. Até agora, tal enfoque foi aplicado em sete áreas, gerando grupos bahá´ís ativos
em quatro deles.
Mongólia
O agrupamento Murun (Khuvsgul) cobre uma vasta área rural que tem um grande número de
crentes, contando com três coordenadores de instituto a tempo integral. Foi constatado que as
distâncias dentro do agrupamento e a falta de um bom sistema de comunicação tornou difícil a
qualquer um dos coordenadores a supervisionarem uma determinada atividade central no
agrupamento inteiro. Desta forma, os amigos encontraram um enfoque diferente para organizar o
trabalho dos coordenadores. Ao invés de cada um coordenar uma única atividade central, suas
tarefas são divididas entre eles geograficamente. O agrupamento está agora dividido em nove
comunidades e cada coordenador supervisiona todas as atividades centrais em três comunidades.

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Além disso, o agrupamento conta com um secretário, membro do Comitê de Crescimento do
Agrupamento, a tempo integral e um ajudante.
Quênia
Um exemplo de um agrupamento bem administrado é o Tiriki West, na área rural do Quênia.
Cobrindo 92 quilômetros quadrados e com 42 Assembléias Espirituais Locais funcionando, a tarefa
de acompanhar mais de 2.500 crentes é uma tarefa formidável. O coordenador de instituto do
agrupamento viaja de bicicleta de vilarejo em vilarejo para acompanhar os círculos de estudo,
apoiar os facilitadores e prover a orientação necessária e o encorajamento a outros crentes chaves.
Este constante monitoramento e ajuda é um fator muito importante no sucesso do agrupamento. É
parte de um enfoque sistemático e descentralizado para o monitoramento do processo de instituto,
que inclui todos os níveis do instituto.
O processo começa com uma íntima interação entre o coordenador de instituto e os facilitadores
dos círculos de estudo. Quando um tutor começa a facilitar um novo círculo de estudo, ele, ou ela, é
solicitado(a) a informar ao coordenador de instituto a data do início do curso e a data prevista para
seu término, de forma a evitar o problema dos círculos de estudos demorarem demasiadamente no
estudo de um livro e os participantes perderem o interesse. O coordenador de instituto faz uma
visita a uma das reuniões do novo círculo de estudo e garante que ele tenha todos os materiais de
que necessita. Tais visitas possibilitam ao coordenador de instituto trabalhar com os facilitadores,
ajudando-os a se aprimorarem. Reuniões de reflexão trimestrais de facilitadores são, então,
promovidas a nível de agrupamento, as quais servem também para aperfeiçoar suas habilidades. No
nível seguinte, os coordenadores do agrupamento encontram-se também a cada três meses com o
coordenador nacional de instituto, a fim de assegurar a evolução contínua de sua compreensão sobre
o processo de instituto e um crescente desenvolvimento de suas capacidades.
Este enfoque eficiente e sistemático está produzindo uma abundante colheita em Tiriki West.
Em outubro de 2006, o agrupamento contava com 116 aulas para crianças, servindo a 696 crianças;
30 grupos de pré-jovens, com um total de 362 participantes, 215 reuniões devocionais regulares
com a participação de 1.310 pessoas. O número daqueles ativamente engajados em atividades de
ensino, 210, é quase o dobro do número daqueles que concluíram o estudo do Livro 7. O trabalho
de ensino foi também descentralizado e os líderes de cada equipe de ensino vivem nos bairros
servidos por suas equipes. Mais de 400 visitas aos lares foram realizadas durante o sexto ciclo no
agrupamento Tiriki West, e entre o Ridván de 2005 ao Ridván de 2006 ocorreram 164 declarações,
89 delas foram rapidamente integradas nas atividades centrais.
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Melhorando a eficácia das Equipes de Ensino. Os amigos em diversos agrupamentos
urbanos descobriram que as equipes de ensino mais eficazes são aquelas que atuam em bairros
com populações receptivas. Outras lições foram também aprendidas sobre equipes de ensino.
Normalmente, descobriu-se através da experiência que as equipes que são grandes demais são
difíceis de se administrar. Equipes menores são mais provaveis a reunir e realizar o trabalho de
ensino.
Azerbaijão
Os crentes no agrupamento de Baku, que alcançou a distinção de estabelecer o primeiro
programa intensivo de crescimento durante o último Plano de Cinco Anos, completou recentemente
seu oitavo ciclo. Os resultados refletiram um marcante crescimento no impulso, quando comparado

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a ciclos anteriores, onde o nível de participação no ensino havia diminuído a apenas algumas
equipes ativas. O maior catalisador desta mudança foi um esforço consciente para descentralizar a
formação de equipes de ensino para o nivel do bairro ao invés do nivel de agrupamento. As
agências do agrupamento chegaram à conclusão que quando as equipes de ensino eram formadas
entre os crentes de todo o agrupamento, ficava difícil para eles reunirem-se e colaborarem
efetivamente. O enfoque de organizar as equipes de acordo com os bairros gerou entusiasmo e
levou à formação de 15 equipes de ensino, 12 das quais permaneceram ativas. Estas são formadas
em sua maioria de famílias jovens.
Um exemplo foi de uma equipe de ensino composta de uma mãe e suas duas filhas que são
jovens. Os esforços da equipe começaram com a visita a um parque local onde a família é
conhecida, e iniciando um grupo de pré-jovens. Isto levou a um círculo de estudo que as filhas
conduziram, principalmente com os irmãos mais velhos daqueles no grupo de pré-jovens, o qual,
por sua vez, proporcionou uma oportunidade natural para que a mãe estabelecesse um círculo de
estudo com os pais tanto dos pré-jovens como daqueles irmãos mais velhos. Neste caso, as equipes
de ensino estenderam seus esforços para a fase de consolidação de três meses. O desenvolvimento
comunitário foi também realçado através de reuniões devocionais e com as Festas de Dezenove
Dias nos bairros, que substituíram muitas das atividades que antes abrangiam toda a comunidade
nesta grande área metropolitana. O resultado tem sido um crescimento na participação dos amigos
nas atividades.
Enquanto os dois ciclos anteriores haviam resultado em um total de 4 declarações e 75
buscadores envolvidos nas atividades centrais, os frutos resultantes deste oitavo ciclo incluíram 19
declarações e 113 buscadores ativos.
Malawi
Cada uma das equipes de ensino no agrupamento Mulanje conta com participantes que
completaram o estudo do Livro 2, e outros amigos, que completaram o Livro 6. Quando possível,
eles tentam também assegurar que um facilitador – alguém que tenha completado a seqüência –
integre a equipe e esteja disponível para servir como facilitador. Até o sétimo ciclo, que começou
em setembro de 2006, as equipes eram grandes, com cerca de 12 até 20 membros, mas ficou
comprovado que muitos desses amigos não participavam ativamente. O tamanho das equipes foi
então reduzido para três ou quatro amigos. A maioria dos integrantes das equipes são jovens. O que
provou eficás no sétimo ciclo para a metade das equipes foi realizar ensino de porta-a-porta à
famílias nas novas áreas, enquanto as outras equipes faziam visitas aos lares em áreas onde já
haviam ocorrido atividades de ensino em ciclos anteriores. Estas últimas equipes puderam dar
seguimento com aqueles indivíduos que haviam expressado interesse anteriormente, mas que não
haviam se declarado ou participado das atividades centrais.
República Democrática do Congo
Lubumbashi é um agrupamento urbano com 11 Assembléias Espirituais Locais e está
localizado na parte sul do país. Seu programa intensivo de crescimento está atualmente em seu
oitavo ciclo. Nos ciclos anteriores as equipes eram formadas por bahá´ís de uma mesma Assembléia
Espiritual Local, os quais ensinavam dentro da área de jurisdição de sua Assembléia. O fluxo de
informações era pobre, e o Comitê de Crescimento do Agrupamento tinha dificuldade em
acompanhar o que estava ocorrendo. Em um esforço para melhorar o ritmo de crescimento, para o
sexto ciclo o Comitê fez diversas modificações nas equipes de ensino: eram agora compostas de

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amigos de áreas de diversas Assembléias Locais; o ensino foi focalizado nos bairros receptivos
escolhidos pelo Comitê, em vez de abranger toda as áreas das Assembléias Locais; o número de
pessoas em cada equipe aumentou a partir dos dois ou três participantes que já existiam
anteriormente em cada equipe; e o Comitê de Crescimento do Agrupamento começou a organizar
reuniões de consulta com todos os instrutores antes dos mesmos começarem seu trabalho na fase de
expansão. Todos esses passos contribuíram para um aumento na eficácia do trabalho das equipes.
Índia
As aulas de crianças e os grupos de pré-jovens demonstraram ser excelentes portais na Índia
para conseguir novos participantes nos círculos de estudo, pois provêem uma oportunidade para se
alcançar novas famílias. Isto está bem ilustrado na recente fase de expansão do programa intensivo
de crescimento na capital Nova Delhi. Em maio de 2006, após diversos ciclos com apenas poucos
resultados, a comunidade decidiu realizar um esforço intensivo e consistente para a realização de
aulas de crianças, aulas para pré-jovens e círculos de estudo. Identificaram seis bairros e começaram
a estabelecer as aulas para crianças e pré-jovens, principalmente com crianças de famílias nãobahá´ís. Os bahá´ís trabalharam intensamente para manter regularidade nas aulas de crianças e
seguir o currículo prescrito. Este enfoque cuidadoso criou um forte laço entre os professores das
aulas para crianças, os monitores de pré-jovens e os facilitadores em cada um dos seis bairros.
Naturalmente, um componente essencial das aulas era o serviço. Conforme os pais testemunharam a
transformação ocorrida em seus filhos e eram impressionados com seus atos de serviço, tornaram-se
mais abertos à Fé. Durante a fase de expansão do sétimo ciclo (em janeiro de 2007), grandes
reuniões devocionais foram realizadas em cada um dos seis bairros. As crianças e os pré-jovens
entoaram orações, apresentaram esquetes, deram palestras sobre o que haviam aprendido. As
palestras dos pré-jovens particularmente comoveram os corações dos pais e de outros presentes.
Após o oferecimento de refrescos para as crianças, elas foram liberadas; os adultos em cada reunião
foram divididos em pequenos grupos de cinco ou seis pessoas, com um instrutor em cada grupo. Os
instrutores começaram a ensinar a Fé diretamente a seus pequenos grupos. Um participante relatou
o que aconteceu:
Foi algo sem precedente para a comunidade de Delhi. Não tínhamos experiência em fazêlo. Porém, havíamos decidido – e o fizemos com muitas, muitas orações e toda a coragem
e audácia que pudemos reunir. Os adultos foram divididos em pequenos grupos, e cada
grupo contava com um bahá´í que ensinava diretamente a Fé com a ajuda do “álbum de
ensino.” Descobrimos que o álbum era uma ferramenta efetiva de ensino. Ele impedia que
perdêssemos nosso foco e nos possibilitava apresentar a Fé em uma seqüência lógica e a
citar textos dos Escritos de Bahá´u´lláh.
Em nossos ciclos de atividades anteriores realizávamos reuniões devocionais em larga
escala; porém, elas não eram seguidas de ensino direto em pequenos grupos. Dávamos
palestras – e o enfoque era mais “impessoal” – então, esses eventos resultaram apenas em
um aumento de nossa comunidade de interesse. Nesta fase de expansão, o ensino direto
em pequenos grupos permitia um contato mais pessoal e uma atmosfera mais intima. O
instrutor sentava-se ao lado de cinco ou seis pessoas e mantinha um contato olhos-nosolhos com eles. Os buscadores sentiam-se mais confortáveis em um pequeno grupo para
fazer perguntas, e se sentiam à vontade quando lhes era perguntado se eles gostariam de se
registrar como bahá´ís.
Como resultado deste enfoque de ensino direto em bairros, durante a fase de expansão de
duas semanas do sétimo ciclo, 206 pessoas se declararam bahá´ís em Nova Delhi. Durante os quatro
ciclos do ano anterior, este agrupamento tivera um total de 100 declarações. A maioria dos novos

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crentes são os pais das crianças e dos pré-jovens que participam das aulas bahá’ís, e agora eles
aumentaram o número daqueles que estão iniciando o Livro 1. Devido às estreitas relações de
trabalho desenvolvidas entre os professores de aulas de crianças, os monitores das atividades de
pré-jovens e os facilitadores, círculos de estudo foram formados com os novos crentes nos seis
bairros meta com relativa facilidade.
A Tarefa de Construir uma Pirâmide de Recursos Humanos Sempre em Expansão. As
comunidades estão enfrentando desafios à medida que se esforçam para expandir continuamente o
processo de instituto, um elemento essencial para o crescimento sustentável. Vários desafios
precisam ser enfrentados. Por exemplo, algumas comunidades esgotaram suas reservas de crentes
e por isso precisam dedicar-se mais para atrair uma comunidade mais ampla, mas ainda não
sabem como conseguir isso. Outros, têm dificuldade para estimular os participantes a avançarem
de um curso para o próximo. Finalmente, numerosas comunidades verificam que um número
significativo daqueles que completaram toda a seqüência dos cursos mostram-se inseguros para
facilitarem novos círculos de estudo.
Nova Zelândia
Encontrar novas pessoas para passarem por toda a seqüência é o primeiro desafio. No
agrupamento Aukcland foi descoberto que quando as atividades centrais se concentram mais em
bairros, torna-se mais fácil encontrar novos participantes para o processo de instituto e aumentam os
níveis de participação. Em particular, o foco em bairros tornou mais fácil envolver crentes menos
ativos.
Colômbia
Levar um constante fluxo de amigos através da seqüência de cursos é um desafio adicional.
O agrupamento Norte de Bolívar começou a ter facilitadores que dão uma visão geral do processo
de instituto e da inteira seqüência dos cursos quando um novo círculo de estudo do livro 1 se inicia.
Isso dá aos participantes uma visão daquilo no qual estão embarcando, isto é, que eles estão aptos a
se envolverem em uma série de cursos e não apenas estudar só um livro. Ao prover uma visão geral
do conhecimento e das habilidades que irão adquirir, os facilitadores também explicam como os
participantes estarão realizando os atos de serviço em cada curso. Ainda mais, os amigos neste
agrupamento estão desenvolvendo grande flexibilidade. Por exemplo, se os participantes de um
círculo de estudo precisam de algum tempo entre o término de um curso e o início do seguinte, o
coordenador do instituto planeja paa atender a esta necessidade.
Kiribati
Levantar-se para realizar atos de serviço associados com os cursos do instituto é uma
questão de motivação. Em uma reunião de reflexão no agrupamento South Tarawa, a importância
de se levantar para servir como facilitador foi enfatizada. O coordenador de instituto no
agrupamento falou sobre como os facilitadores são “a chave para o crescimento.” Compartilhou o
exemplo de uma comunidade num vilarejo do agrupamento que era muito fraca até que os
facilitadores foram convocados e utilizados; agora existe muito entusiasmo e os amigos daquela
comunidade estão começando a atingir suas metas. Dois crentes relataram suas próprias
experiências na esperança de motivar os outros:

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Primeiro facilitador: ... “a coisa necessária é ter devoção de todo coração para servir e amar à
Fé e a Bahá´u´lláh. Não sou um facilitador (inteiramente capacitado), pois não completei
ainda a seqüência dos cursos. Fiz apenas os primeiros Livros, mas a despeito disso tentei
fazer o que podia com os jovens e vi que o trabalho que fiz foi frutífero, pois os jovens se
levantaram para servir...”
Segundo facilitador:... “fui inspirado a estabelecer um círculo de estudo após a última reunião
do agrupamento em Marakei Mwaneaba, em Betio. Naquela reunião os crentes de Bonriki
solicitaram um facilitador para ajudá-los... Pensei muito sobre seu pedido e decidi atender
àquela necessidade... Sou deficiente fisico... mas por causa do meu desejo de ajudar a
cumprir a necessidade apresentada e porque havia recebido um pequeno treinamento como
facilitador... tudo isso me motivou a levantar-me e deixar meu lar para ir viver em Bonriki e
estabelecer um círculo de estudo...”
Falando de forma prática, motivar os amigos já capacitados como facilitadores significa
acompanhá-los até que eles tenham confiança em si mesmos e a capacidade de realizar as práticas
dos Livros para que possam, por sua vez, ajudar outros a fazerem o mesmo. Em Kiribati o foco
está sendo colocado em acompanhar os jovens a se tornarem facilitadores efetivos. Quando
estiverem motivados e confiantes, os jovens demonstram a energia e o entusiasmo para servirem
como facilitadores, atuando também como professores de aulas de crianças e monitores de préjovens.
Turquia
Os Conselheiros e os membros do Corpo Auxiliar servindo na Turquia recentemente
promoveram o conceito de reuniões de “atualização ativa”. Isto ajuda os amigos a fazer um curso de
atualização para identificarem os obstáculos que estão lhes impedindo de realizar algum ato de
serviço específico e encontrar soluções para superar tais impedimentos. Eles então, imediatamente
no mesmo final de semana, colocam em prática o treinamento de atualização. O seguinte
depoimento de primeira mão, do agrupamento Istanbul Anatolia, demonstra quão eficaz esse
enfoque pode ser:
Implementamos os métodos que havíamos aprendido no dia anterior de nosso Conselheiro
durante a atividade preparatória que chamamos de “atualização ativa”. Começamos tentando
determinar os obstáculos. Inicialmente, foi perguntado aos participantes se era problema para
eles fazer visita aos lares ou conseguir agendar uma visita. A resposta foi que não existia tal
problema. A próxima pergunta foi se havia alguma dificuldade de levar os temas a um nível
espiritual durante as visitas. Isso também não era problema. A pergunta seguinte foi se
tinham dificuldades em convidar participantes para o Livro 1, e a resposta então foi “sim”.
Decidimos trabalhar sobre como convidar pessoas para os cursos de instituto e para a Fé.
Estudamos o segundo parágrafo do noticioso “Reflexões sobre Crescimento n° 14”.
Aprendemos, então, o significado da expressão “construção de uma comunidade global
baseada na justiça e no amor” e decidimos explicar esse conceito ao convidarmos as pessoas
para os cursos do Ruhi.
No dia seguinte, os amigos imediatamente começaram a organizar as visitas aos lares para
praticarem as habilidades que haviam aprendido no curso de atualização. Eles não somente
registraram mais participantes para os cursos de instituto como também conseguiram novas
declarações.

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Envolvendo os jovens no processo. – Universalmente está sendo relatado que os jovens
são uma das mais receptivas de todas as populações alvo, e que são melhor atraídos à Fé através
dos esforços de outros jovens. Nos agrupamentos mais avançados, foram os jovens que
inicialmente abraçaram o processo de instituto. Além do mais, em muitos dos programas intensivos
de crescimento, os jovens são os instrutores mais ativos durante a fase de expansão.
Austrália
Em Perth, um estudante universitário iniciou um círculo de estudo intensivo do Livro 7,
durante o período de férias escolares, para outros estudantes do ensino médio e universitários que
desejavam completar a seqüência dos cursos. Tirando proveito deste intervalo no calendário
acadêmico resultou em 14 novos entusiastas facilitadores – todos jovens.
Cambódia
No Cambódia, ênfase especial foi dada ao levantamento de jovens ativos como servos da
Causa. Concentrando-se sistematicamente sobre crianças e pré-jovens, em um tempo relativamente
curto, esses jovens cresceram e se tornaram capazes a assumirem tarefas de expansão e
consolidação. No agrupamento Battambang, assim que os adolescentes se tornaram jovens, foram
treinados para ensinar seus companheiros mais jovens – e agora o agrupamento conta com um
crescente e bem capacitado grupo de jovens adultos. Este enfoque também facilita o movimento
ininterrupto de pré-jovens para a seqüência principal dos cursos do instituto, pois quando eles vêem
como os jovens mais velhos estão assumindo responsabilidades como professores de aulas de
crianças e monitores de grupos de pré-jovens – eles desejam emular seus exemplos e buscam
completar a seqüência dos Livros.
Vanuatu
Durante os períodos de férias escolares acampamentos de pré-jovens tem sido frequentemente
organizados no agrupamento Efate, os quais são coordenados por jovens bahá´ís mais velhos.
Agora acampamentos especiais estão sendo realizados para aqueles que já completaram 15 anos de
idade, ou estão para completar, a fim de serem apresentados ao Livro 1. Estes acampamentos e
aulas para pré-jovens, não somente atrairam com sucesso aquela faixa etária e os integram para
continuar o processo de instituto, mas também têm provido aos jovens mais velhos um papel
valioso de serviço à comunidade e para o avanço do Plano de Cinco Anos. A maioria dos 16 novos
crentes registrados durante o ciclo mais recente em Efate foram participantes do programa de préjovens.
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Preparado sob os auspícios do Centro Internaional de Ensino para a Instituição dos Conselheiros. Extratos
dos relatórios citados podem ser editados para melhor correção gramatical, clareza ou extensão do texto.
Sua reprodução, total ou parcial, pode ser distribuída dentro da comunidade bahá’í sem permissão prévia do
Centro Internacional de Ensino.