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Reflexões sobre o Crescimento – Número 16, maio 2007

Tradução

REFLEXÕES SOBRE O

C RESCIMENTO

Número 16 – Maio

2007
!
Aprendendo com os Novos Crentes.
Algumas das mais inspiradoras e instrutivas histórias do Plano de Cinco Anos falam das
experiências de novos crentes. Dessas almas recebemos uma impressão de primeira mão sobre o
que os atraiu à melodia da voz de Bahá´u´lláh e o que os motivou a trilharem o caminho do serviço.
Este é um tipo de aprendizado que deveria nos estimular a ampliarmos nosso interação com a
comunidade em geral e nos dá maior confiança em nosso trabalho de ensino. Pois, na realidade,
nosso maior objetivo no Plano é ajudar para que “um número crescente de pessoas do mundo
encontrem o Objeto de sua busca”, como os novos bahá´ís, nos relatos a seguir, foram guiados a
alcançar.
Muitas das histórias neste número provêm de agrupamentos em países do Ocidente, onde
algumas vezes parece que as pessoas são menos receptivas à Fé. As emocionantes respostas dos
novos crentes nessas áreas são testemunhos do fato de que efetivamente existem “almas prontas”
em todas as cidades e que as aflições diárias que estão se abatendo sobre a humanidade estão
preparando os corações para receberem a mensagem de Bahá´u´lláh, se apenas nós a oferecermos
diretamente. Em uma mensagem do Ridván, a Casa Universal de Justiça nos lembra de termos “um
dever sagrado a realizar com cada alma que não esteja consciente do chamado mais recente do
Manifestante de Deus”. Esse dever é ensinar.
Temos agora a instrumentalidade do processo de instituto, de forma que, ao ensinarmos a Fé a
buscadores, estes adquirem percepções, tornando-se comprometidos com a Causa para servi-la com
o melhor de suas capacidades. Conforme se constata das histórias a seguir, um equilíbrio entre
expansão e consolidação está sendo alcançado, mesmo em áreas onde grandes números de
declarações estão ocorrendo. É entusiasmante testemunhar, cada vez mais no trabalho de ensino, o
cumprimento dessas inspiradas palavras da Casa de Justiça, descrevendo a verdadeira natureza e
propósito do processo de ensino.
Ensinar pode ser também comparado com o acender de um fogo, o fogo da Fé, nos corações
humanos. Se um fogo queima apenas enquanto o fósforo se mantém em chama, não pode, na
verdade, ser dito que acendeu inteiramente; para isso precisa continuar a queimar por si mesmo.
Este é o “estado de iluminação” que esperamos seja mantido “pela continuidade das ações no
campo de serviço” por milhares e milhares durante o curso do Plano.
*****
Começando a trilhar a Senda do Serviço. As seguintes histórias ilustram como os novos
crentes começam, de forma natural, a trilhar o caminho do serviço quando sua fé é iluminada e
nutrida através do estudo da Palavra Criativa e decorrente de suas experiências com o processo de
instituto.
Estados Unidos

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Estes relatos dos Estados Unidos representam duas áreas bem diferentes do país – Easley, na
Carolina do Sul, e São Francisco, Califórnia. No entanto, em ambos os casos, a atenção amorosa
dos amigos e a experiência transformadora dos círculos de estudo despertaram nos buscadores o
desejo de se levantar e servir, tão logo abraçaram a Fé.
Califórnia. O caminho no qual me encontrei nestes últimos seis meses é glorioso,
começando com uma busca e culminando em fé. Tinha visto lampejos da luz da Fé Bahá´í
durante toda a minha vida e fui abençoado ao conhecer minha amiga Mona, quem se veste com
a beleza da religião bahá´í como a jóia preciosa que esta é. Ensinou-me muito sobre a Fé e, ao
mudar para a área de São Francisco, decidi pesquisar mais profundamente sobre a Fé e sua
comunidade passou a ser prioridade máxima para mim. A lembrança de minha primeira visita
ao Centro Bahá´í de São Francisco jamais será esquecida. Entrei não conhecendo ninguém e sai
sentindo-me imersa e parte integrante de uma comunidade aberta e calorosa. Dentro de um
semana já estava registrada para participar do primeiro do que tornar-se-iam muitos círculos de
estudo. Este círculo de estudo, particularmente, foi estruturado em torno do Livro 1, Reflexões
sobre a Vida do Espírito. Conforme constatei através de minha participação no programa Ruhí,
cada livro foi concebido para prover a seus leitores com um entendimento mais lúcido e
concreto da própria Fé, começando com os contatos com alguns excertos dos escritos da
Revelação de Bahá´u´lláh e continuando com perguntas penetrantes e investigativas sobre os
conceitos dentro da revelação bahá’í. No círculo de estudo do Livro 1 do Instituto Ruhí, tive a
oportunidade de entender a natureza da religião bahá´í e, também, da comunidade bahá´í. Dois
maravilhosos facilitadores conduziram nossas aulas semanais, ambos exercendo uma função
formadora para o meu entendimento da beleza e profundidade da Fé. Sua capacidade de
responder às minhas intermináveis indagações, com paciência e sabedoria, jamais deixaram de
me supreender, e espero que um dia eu adquira também a habilidade de ensinar como eles
ensinaram.
Após a conclusão do Livro 1, declarei-me bahá´í, pois este era meu caminho para trilhar.
Algo incrível é que a pessoa não precisa ser bahá´í para se sentir como se fosse parte da
comunidade. Senti-me tão bem recebida no primeiro dia, quando passei no primeiro dia pelas
portas do Centro, como na noite de minha declaração. São portas e corações abertos que
Bahá´u´lláh nos convoca a compartilharmos uns com os outros, e eu, como recepiente de tais
favores, posso tão somente, esperar dar, da mesma forma que me deram.
*****
Carolina do Sul. A história de uma amiga, Melanie, começou quando ela e eu nos
encontramos numa biblioteca na hora da história. Ambas estávamos grávidas de nossas filhas,
agora com 5 anos de idade. Como novas amigas, mantivemos contato e, de vez em quando, nos
encontrávamos para almoçar e juntas irmos ao cinema. Era verão. Dois anos atrás, ao
conversamos por telefone sobre instrução no lar (que Melanie realiza com suas filhas), o
assunto da Fé Bahá´í surgiu casualmente. Melanie vira a placa bahá´í na estrada em Easley e
decidira telefonar no dia seguinte, mas ainda não o fizera. Agi imediatamente, levei livros e
informações para Melanie no outro dia, convidando-a para trazer seus filhos às aulas de
crianças. Melanie com prazer veio com seus três filhos.
As oportunidades de ensinar Melanie fluíram naturalmente. Praticamente todas as semanas
meu filho e eu íamos à casa de Melanie, bem próxima de onde minhas filhas tinham aulas de
ginástica. As visitas ajudaram a consolidar uma amizade, possibilitando a Melanie a
oportunidade de fazer mais perguntas ou compartilhar o que ela estava aprendendo. Melanie foi
convidada para participar de um círculo de estudo do Livro 1 em Easley, ao qual aderiu também

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seu esposo, Steve. Os bahá´ís locais trabalharam juntos para nutrir e apoiar Melanie. Muitas
orações foram feitas a Bahá´u´lláh para guiá-la e ajudá-la. Melanie declarou sua fé em
Bahá´u´lláh em maio de 2005.
Ela continua com muito entusiasmo participando de círculos de estudo, indo às Festas e
apoiando as aulas de crianças e, até mesmo, uniu-se a outra bahá´í para começarem um grupo
de orações de visita aos lares. Juntas, com os filhos (10, 8 e 4 anos de idade, respectivamente)
Melanie visita os bahá´ís isolados ou doentes, fazendo orações junto com eles.
Melanie está também ensinando! Um desafio para ela tem sido as respostas que precisa dar
a amigas da instrução no lar nesta área conhecida como Cinturão Bíblico. Melanie tem
permanecido firme, compartilha sua fé com os outros e continua a aprofundar seu conhecimento
da Bíblia e seu cumprimento na Fé Bahá´í.
Austrália
Tudo aconteceu cerca de quatro anos atrás. Foi numa manhã de um sábado ensolarado. Eu
tinha um compromisso marcado para pintar meu cabelo. Estava sentada ao lado de uma senhora
cuja visão da vida era tão refrescante e elevada que me fizeram sentir espiritualizada. E assim
começou minha jornada rumo a Bahá´u´lláh e à Fé.
Como resultado desse encontro (e alguns deliciosos chás matinais com outros amigos), fui
convidada a participar de um círculo de estudo. Não estava segura sobre o que isso significava,
mas achei a idéia cativante.
Meus novos amigos me apresentaram conceitos religiosos que até então eu desconhecia. A
liberdade de comentar, em um ambiente seguro, era encorajada e valorizada, e esta premissa foi
o início de meu despertar.
Através de um contato contínuo com as Palavras de Bahá´u´lláh, do Báb e de ´Abdu´lBahá, meu conhecimento sobre outras religiões mundiais e sua evolução começou a se tornar
bem claro. Foi a coisa mais emocionante que jamais me aconteceu, pois estes eram, de fato, os
questionamentos que vinham levantano durante toda a minha vida. Finalmente, encontrava-me
em um ambiente que não somente possuía o conhecimento que eu buscava, como também,
havia aqueles que estavam preparados para discutir e responder a todas as minhas indagações.
Estar exposta regularmente às orações começou a enriquecer e mudar minha vida. As
passagens semanais e suas traduções foram um deslumbramento constante para mim, e comecei
a observar uma mudança em minha visão de relacionamentos, trabalho, na minha vida e em
meus atos.
O grupo não somente preenchia as lacunas, mas oferecia também um aprofundamento ao
meu espírito através da dinâmica das consultas. Era algo que eu não podia alcançar sozinha.
Participei de educação à distância durante sete anos, por isso posso falar por experiência
própria. Estudar sozinha, não é o mesmo tipo de aprofundamento necessário para se alcançar
todas as riquezas da Fé! A excelência das idéias colocadas pelo grupo de estudo, o entusiasmo
por trás de cada resposta ou pergunta, foram por si sós uma aceleração para meu crescimento
espiritual e me forneciam uma riqueza de conteúdo para considerar e meditar, até meu próximo
encontro com o grupo dentro de uma semana.

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Uma das coisas que me deslumbrava era os amigos com os quais me reunia no círculo de
estudo. Essas pessoas eu chamaria de “evoluídas”. Encantava-me que, finalmente, depois de
algum tempo no planeta, eu encontrava pessoas afins, que estavam preparadas para discutir
assuntos sobre os quais eu apenas imaginava.
Como resultado do estudo do Livro 1, fui capaz de realizar minha primeira reunião
devocional. Estava insegura sobre o que representava tal reunião de orações, mas recebi
algumas idéias em apoio. A coisa maravilhosa sobre o processo devocional é que ele me deu a
oportunidade de convidar pessoas para virem ao meu lar, pessoas que se mostravam curiosas
sobre as mudanças que haviam observado em minha pessoa, e que, por isso, estavam
interessadas em conhecer meus novos amigos.
Descobri que isso despertava interesse e tornava mais fácil conseguir reunir algumas
pessoas para participarem no Livro 1 – Reflexões sobre a Vida do Espírito. Isto me permitiu
compartilhar e apoiar sua jornada espiritual, assim como, usufruir do progresso de todos nós
estarmos unidos, trabalhando juntos.

Novos crentes tornando-se servos ativos da Causa. Nunca devemos subestimar a
capacidade dos novos crentes em assumir tarefas de expansão e consolidação tão logo
entrem na Fé. De fato, muitos buscadores são motivados a realizar suas atividades quando
ainda participando de um círculo de estudo e, frequentemente, esses atos de serviço os
levam a uma maior convicção e a uma declaração de fé.
Índia
Um dos visitantes da Casa de Adoração próxima à Nova Déli ficou muito interessado em
estudar a Fé após ter visitado o Centro de Informações nas dependências do Templo Bahá´í. Ele e
um de seus amigos começaram a participar regularmente de um círculo de estudo que se realizava
às 7 horas da manhã, quando terminavam sua jornada noturna de trabalho. Após completar o estudo
desse livro, ambos se declararam bahá´ís e continuaram com o estudo a fim de completar o Livro 2
do Instituto Ruhí.
Ao completar o segundo curso, o novo crente prometeu ensinar uma pessoa a cada dia; porém,
logo após ter tomado tal decisão, seu trabalho o levou por alguns meses a um outro lugar, onde não
tinha condições de cumprir com sua promessa. Quando regressou ao seu lar, estava determinado a
recuperar o tempo perdido e começou a fazer três a quatro visitas por dia para ensinar a Fé a seus
amigos. Durante um mês, visitou 90 lares. Seu trabalho de ensino levou 16 de seus amigos a
abraçarem a Causa. Fazendo uso do que aprendeu no processo de instituto, continuou a visitar esses
novos crentes e os acompanhava à Casa de Adoração para as orações matinais. Está, também,
procurando engajar a todos na seqüência dos cursos.
França
A história abaixo ilustra de forma brilhante o poder espiritual e a forte influência das crianças
quando aceitam servir a Bahá´u´lláh.
Luc, um menino francês, uma gracinha de olhos azuis, tem sido o melhor amigo de meu
filho desde que nos mudamos há cinco anos para a cidade onde hoje residimos. Luc tem agora
10 anos de idade. Decidi organizar uma aula de crianças em nosso lar. Os pais de Luc se

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consideravam ateus, mas quando propusemos que Luc participasse de nossa aula, eles aceitaram
prontamente.
Pouco a pouco, os pais notaram que Luc estava mudando; estava mais educado e calmo, e
bastante interessado em recitar orações. Depois de alguns meses, sua mãe, Anne, disse-nos que
Luc tinha uma pergunta que ela não sabia como responder, sugeriu então, que ele a fizesse a
mim. Ele parecia bem sério. Jamais poderia imaginar que sua pergunta seria: “Diga-me,
Roxana, como posso ser bahá´í?”
Foi um dos dias mais felizes de minha vida! Seus lindos olhos brilhavam e ele se mostrava
ansioso, esperando por minha resposta. Assim, comecei explicando a ele o que significava ser
bahá´í, no que isso implicava e que seus pais precisavam ter conhecimento de sua decisão. Sua
mãe afirmou que ela concordava inteiramente com sua decisão porque seu filho jamais fôra tão
feliz como agora, desde que encontrou a Fé Bahá´í. E que ela iria, até mesmo, trazê-lo às Festas
e viria buscá-lo ao final.
Desde aquele tempo, todos nós o consideramos como membro de nossa comunidade. Pouco
a pouco Anne foi transformada também; ela comprou uma foto de ´Abdu´l-Bahá e a colocou na
sala. Já fez o Livro 1, organizou uma reunião devocional em seu lar, afirmou acreditar em Deus
e recita orações bahá´ís todos os dias. A primeira palavra que ensinou à sua pequena filha foi:
“Alláh´u´Abhá!”. E ainda, ajudou-me nas aulas de crianças, estudou o Livro 3 e sentiu que
também poderia ser uma professora.
No último Naw-Rúz, dois anos depois da declaração de Luc, Anne aceitou a Fé durante
uma aula de crianças. Seu filho reagiu em voz alta: “Oh! Graças a Deus, por fim você se
declarou!” Ela sempre dizia que foi seu filho quem a levou à fé e à Fé.
A declaração de sua mãe ajudou Luc a adquirir uma identidade bahá´í ainda mais forte. No
dia seguinte, disse a seus amigos na escola que ele era bahá´í e desejava usar o símbolo do
Máximo Nome. “Este símbolo irá me proteger para sempre”, disse aos seus colegas.
Anne foi designada minha ajudante. Fiz tudo o que me foi possível para acompanhá-la em
seu entendimento do Plano e em suas atividades. Sua tarefa específica era acompanhar as aulas
de crianças.
Na última semana, Luc organizou, com a ajuda da mãe, uma reunião de orações em sua
casa para as crianças de ambas as aulas bahá´ís. Cerca de 12 crianças participaram. Todos
voltaram às suas casas com uma cópia das orações e uma explicação por escrito sobre a
revelação progressiva. Como estávamos nos dias de Ayyám-i-Há, Luc disse à sua mãe que
deviam ir visitar sua bisavó, que reside numa casa de repouso, e realizar uma reunião de
orações para ela.
Posso atestar que Anne e Luc estão entre os bahá´ís mais ativos do agrupamento. Agora
Anne está acompanhando outros bahá´ís na organização de suas próprias aulas de crianças em
suas vizinhanças. Na semana passada, seu marido perguntou-lhe sobre todas as atividades que
ela realizava. Ela simplesmente explicou a ele que os bahá´ís têm um plano com quatro
atividades específicas para espiritualizar a humanidade. Ele disse: “OK, continue. Estou
orgulhoso de você e Luc.”
Austrália

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Uma mãe de dois filhos, solteira, renomada artista local, ficou interessada na Fé como resultado
da participação de seus filhos no programa das Escolas Estaduais de Educação Bahá´í (BESS). Seu
interesse a motivou a participar de um círculo de estudo do Livro 1. Ao terminar, decidiu dar
continuidade, fazendo também o Livro 2. Durante suas investigações sobre a Fé, começou a ajudar
nas aulas da BESS, na escola onde seus filhos estudavam. A demanda pelas aulas crescera a um
ponto tal que foi necessário dividir as classes em grupos menores, mas, então, o problema agora era
encontrar professores, pois havia uma exigência legal que somente bahá´ís poderiam lecionar, sem a
ajuda de outro professor. Esta mãe, reconhecendo essa necessidade, percebeu que seria tanto um
desafio como uma responsabilidade e decidiu não adiar o dia de sua declaração como bahá´í. Ela é
agora um membro pleno do grupo de professores bahá´ís na escola.
À medida que novos crentes entram na Causa através de um projeto de ensino em uma área
receptiva, o desafio é consolidá-los e mobilizá-los para o serviço ativo. A experiência decorrente de
projetos de ensino em dois agrupamentos urbanos principais demonstrou que o processo de
instituto é a chave para atingir essa meta.
Índia
Os seguintes relatos são de novos crentes em Nova Déli, que entraram na Fé após um projeto
de ensino direto nos bairros onde viviam. É claro que entenderam seu comprometimento com a Fé
recém-assumida e estão ansiosos para adquirir as capacidades para servir à Causa.
Tive a oportunidade de visitar a Casa de Adoração Bahá´í com minha família. Gostei tanto
da atmosfera que decidi saber mais. Depois de alguns meses, visitei novamente o Templo e,
então, sempre que tinha a oportunidade costumava visitá-lo e adorava passar meu tempo lá.
Agora estou trabalhando próximo dele e posso, com mais freqüência, visitar meu lugar favorito
e me nutrir de uma edificante espiritualidade. Então, comecei a ir ao Templo todos os
domingos, recebendo informações, primeiro através de folhetos e, em seguida, na biblioteca,
onde podia ler livros bahá´ís e outros livros religiosos.
Adorava participar das sessões de orações no Templo. Depois de algum tempo tive a
oportunidade de visitar o centro de informações. Lá, uma senhora voluntária, me ajudou e me
deu todas as informações que precisava. Fiquei sabendo dos círculos de estudo em Déli e em
minha área, onde aderi a um deles. Após concluir três quartas partes do Livro Ruhi 1, senti que
minha vida havia mudado totalmente. Tentei viver de acordo com o Livro Ruhi 1; me senti
muito calmo e aprendi como harmonizar com minha família, meus vizinhos, parentes, amigos e
colegas de trabalho.
Recentemente, em abril, entrei na comunidade bahá´í e meu sonho agora é concluir todos os
livros do Instituto Ruhi com a adequada compreensão e servir à Fé e à humanidade como um
todo.
*****
Depois que o sr. Mukherjee aceitou a Fé em outubro de 2006, imediatamente entrou no
processo de instituto. Durante a fase de expansão dois meses mais tarde, realizou um pequeno
fireside em seu lar, convidando seus amigos mais íntimos a participarem. Cinco pessoas se
declararam em sua casa. Ele também se ofereceu para promover em sua área uma reunião
devocional em larga escala que foi seguida por uma apresentação de ensino direto. Esta foi a
primeira atividade central em sua área. E como conhecia muitas pessoas em sua vizinhança, estava
confiante de que poderia convidar um grande número de buscadores. Após o ensino direto naquela

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noite, 13 pessoas se declararam. Aconteceu também que, depois que o grupo de ensino deixou a
reunião, chegaram quatro amigos do sr. Mukherjee. Ele não queria perder a oportunidade e então
telefonou a alguns dos amigos do grupo de ensino pedindo para ensinarem a Fé por telefone a seus
amigos recém-chegados. O membro do Corpo Auxiliar, que era também seu facilitador, disse ao sr.
Mukherjee que ele ouvira várias vezes nos últimos meses a apresentação de Ana e que devia recitar
uma oração e ir adiante com confiança. O membro do Corpo Auxiliar em questão disse a ele para
confiar em Bahá´u´lláh e ensinar seus amigos com base no conhecimento que já adquirira. O que
aconteceu foi o seguinte, o sr. Mukherjee telefonou de volta meia hora depois para dizer que seus
quatro amigos também haviam se declarado. Este novo crente ajudou a conduzir 17 almas à Causa.
Estados Unidos
Frank, de 83 anos de idade, foi a primeira pessoa a se declarar durante o projeto de ensino no
College Park em Atlanta, Georgia. “Jamais esquecerei de quando me tornei bahá´í. Foi o dia mais
glorioso da minha vida!” disse Frank quando ele e seis outros membros da Assembléia Espiritual
Local de College Park participavam de uma conferência de assembléias recentemente realizada pelo
membro do Corpo Auxiliar.
Lembro-me quando, em um determinado dia estava sentado na varanda, ouvindo música,
quando chegaram dois crentes ao meu apartamento e explicaram-me sobre a Fé. A palavra que
mais me impressionou foi ‘unidade’. Deram-me alguma literatura para ler e o endereço das
reuniões devocionais onde poderia ir. É claro que, alguns dias depois, eu fui. Estava realmente
maravilhado. Nunca vira tantos rostos diferentes e felizes. Desde então, comecei a investigar a
Fé, vindo a declarar-me bahá´í.
Frank fez o Livro 1 duas vezes e então o Livro 2, e 18 meses mais tarde foi eleito para a
Assembléia Espiritual Local. Ele tem realizado reuniões devocionais para buscadores, servindo-lhes
comidas preparadas por ele. Para sua mais recente reunião, não somente gastou tempo para fazer os
preparativos, mas, também, visitou vários amigos para convidá-los. Oito buscadores participaram.
Frank há muito deseja fazer uma peregrinação ao Centro Mundial Bahá´í. Como não conseguia
esperar até chegar a sua vez, decidiu ir por três dias. Para realizar esse sonho e a despeito da falta de
recursos e de transporte, fez duas viagens ao Alabama para buscar seu registro de nascimento e
obter um passaporte. Quando alguém pergunta a Frank sobre a Fé, sua resposta é sempre a mesma:
“Tem sido uma jornada gloriosa!”
Aqui estão alguns outros breves exemplos de novos crentes que se levantaram para servir e
colocar em ação suas recém-adquiridas habilidades.

El Salvador. Uma jovem que participou de um grupo bahá´í de pré-jovens se declarou e agora
é professora de aulas para crianças, ajudando também um monitor de um grupo de pré-jovens.
Seu desejo de ensinar outras pessoas fez com que sua mãe também se declarasse bahá´í e seu
entusiasmo e exemplo de vida têm inspirado outros jovens na área onde reside.

Mauricius. Depois que um novo bahá´í participou de uma reunião de reflexão, deu-se conta
da importância de iniciar, ele também, alguma das atividades centrais. Visitou seus vizinhos, a
família e amigos, convidando-os para uma reunião devocional em sua casa. Noventa e seis (96)
pessoas têm participado em suas reuniões devocionais. Como fruto de seus contatos com cerca
de 500 pessoas, quatro novos círculos de estudo foram formados e o número de crianças não
bahá’ís nas aulas aumentou de 9 para 35.

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Reino Unido. Um novo crente mergulhou na seqüência dos cursos logo após ter se declarado
bahá´í e concluiu a seqüência em alguns meses. Depois disso, saiu como pioneiro para a
Colômbia onde está servindo como coordenador de instituto do agrupamento para o Instituto
Ruhi.

Receptividade dos buscadores. São inúmeras as histórias de bahá´ís que estão se dando conta
de que seus conhecidos são mais abertos à Fé do que eles pensavam e que tal receptividade existe
mesmo entre grupos onde eles não esperavam. Devemos nos supreender com o fato de que o poder
da Palavra Criativa de Deus é nosso maior instrumento no trabalho de ensino? Os amigos estão
também aprendendo que as almas receptivas precisam ser calorosamente convidadas a
ingressarem na Fé.
Bélgica
Um facilitador mantinha um relacionamento muito afetuoso com os participantes de seu círculo
de estudo, visitando-os freqüentemente. Costumava contar a eles episódios da vida de Bahá´u´lláh e
de ´Abdu´l-Bahá, a fim de trazer as Figuras Centrais da Fé mais próximas de seus corações.
Quando seu círculo de estudo do Livro 1 estava chegando ao final do estudo, ele decidiu
dedicar uma sessão inteira sobre as quatro últimas perguntas do Livro 1, que tratam do
reconhecimento da posição de Bahá´u´lláh. Fez a cada um dos participantes quatro perguntas,
separadamente, às quais a maioria deles respondeu com um “sim”. Perguntou-lhes, então, quais
conclusões tiravam de suas respostas. Alguns, segundo o relato do facilitador, estavam assustados
ou tímidos para admitir o óbvio, mas, delicadamente, o facilitador insistia em perguntar: “Se seu
coração responde “sim” a todas essas perguntas, não podemos considerar que você foi tocado pelos
Escritos de Bahá´u´lláh? Poderíamos dizer que seu coração foi iluminado pelo amor à Sua
Mensagem? Isso não significa que podemos lhe considerar como bahá´í?” Três dos participantes
daquele círculo de estudo se declararam bahá´ís.
Austrália
Um membro de um círculo de estudo (Chris) tinha um amigo em seu escritório que era persa
como ele e de origem muçulmana. Ele veio do Canadá e havia dito a Chris que, no Canadá, ele
também tinha um amigo bahá´í, mas que este não iria lhe falar muito da Fé. Assim, Chris decidiu
que esta era a oportunidade certa, agora que os bahá´ís são estimulados a ensinar a amigos
muçulmanos confiáveis. Chris explicou estar fazendo um curso e que desejava compartilhar com
ele algumas palavras de ´Abdu´l-Bahá. Explicou quem era ´Abdu´l-Bahá e começou a trocar idéias
sobre o texto que selecionara. A passagem discorre sobre como devemos tratar uns aos outros.
O amigo do escritório ficou bem impressionado e achou que isso era certamente algo que ele
também acreditava. Ficou grato quando Chris mencionou que o belo texto impresso dos Escritos
era um presente para ele. No dia seguinte, sentindo-se desanimado depois de um dia de trabalho
estressante, Chris encontrou seu amigo muçulmano no corredor do escritório. Ficou reanimado
quando o amigo lhe disse que achara a citação dos Escritos Bahá´ís muito bela e relevante. E
continuou dizendo que havia amado tanto a passagem que fizera fotocópias, compartilhando-as
com a maioria de seus colegas do escritório e perguntou se Chris se importava. Naquele momento,
outro colega do escritório passou por eles, este de origem judáica, e mencionou sua alegria ao
receber a citação e descreveu sua relevância.

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Pareceu-lhe como se ´Abdu´l-Bahá tivesse aberto um jornal, lido as chocantes notícias do dia e
prescrito um remédio para os males que encontrara.

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Reino Unido
Um dos exercícios do Livro 4 envolve a memorização de uma longa passagem dos Escritos
do Báb. Um participante do círculo de estudo do Livro 4 decidiu que precisava de ajuda e, assim,
pediu a uma colega de trabalho para ser sua “companheira de estudo”. Essa amiga dedicou de 10 a
15 minutos por dia durante vários meses ajudando o bahá´í a memorizar e recitar as palavras do
Texto Sagrado. O contato diário com a Palavra Criativa tocou o coração da amiga, que decidiu
participar também de um círculo de estudo do Livro 1. Ao concluir o estudo desse Livro, declarouse bahá´í. Três meses depois, concluía o estudo do Livro 2. Sua meta declarada é servir a Causa,
tornando-se facilitadora e professora de aulas de crianças.
Indonésia
Certo dia, uma jovem senhora contatou um grupo de bahá´ís e afirmou que gostaria de ser
registrada na Fé. Os crentes ficaram muitos supresos porque a jovem senhora jamais fora vista
numa reunião bahá´í. Ela explicou que havia ouvido sobre a Fé através da parede de sua casa, onde,
ao lado, realizava-se um círculo de estudo, e por isso desejava também ser bahá´í.

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Preparado sob os auspícios do Centro Internaional de Ensino para a Instituição dos Conselheiros. Extratos
dos relatórios citados podem ser editados para melhor correção gramatical, clareza ou extensão do texto.
Sua reprodução, total ou parcial, pode ser distribuída dentro da comunidade bahá’í sem permissão prévia do
Centro Internacional de Ensino.