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Tradução

REFLEXÕES SOBRE O

C RESCIMENTO –

Número 23 – Fevereiro 2009

“Que não subestimem o poder inerente ao sistema...”
O significado daquelas palavras da mensagem da Casa Universal de Justiça,
datada de 20 de outubro de 2008, foi enfaticamente demonstrado nas apresentações das 41
conferências regionais pelos crentes que relataram suas experiências pessoais ao
implementar a estrutura do Plano de Cinco Anos. Para muitos dos que estavam assistindo,
esta parte do programa foi o segmento mais inspirador – ao mesmo tempo comovente e
confortador – e os amigos entenderam que se eles seguissem o caminho desses amigos
bahá’ís, seus esforços, também, dariam frutos maravilhosos.
A experiência das conferencias regionais teve um impacto eletrizante e
galvanizador sobre milhares de milhares de crentes em todos os continentes. Estamos
felizes em compartilhar com vocês uma pequena amostra dos relatos pessoais
apresentados nas conferências. Eles estão organizados de acordo com os três tópicos do
primeiro dia das conferências, que estão relacionados com o esclarecimento dos conceitos
centrais: o processo do instituto como o motor do crescimento, os elementos de um
padrão saudável de crescimento, e programas intensivos de crescimento. Sem dúvida,
essas histórias, cada uma delas e todas, testificam “o poder inerente ao sistema que [os
bahá’ís] estão implantando para a propagação de Sua Fé.”
******
I.

O Processo do Instituto como Motor do Crescimento

Estados Unidos
Vários dos crentes que fizeram uso da palavra nas conferencias eram recentes
bahá’ís e eram frutos tangíveis do processo de instituto e da estrutura para a ação. Por
exemplo, uma senhora falou aos mais de 2200 amigos reunidos na conferencia regional
realizada em Dallas, Texas, e relatou como ela se tornou uma crente ativa através dos
cursos do instituto. Na época da conferencia, ela já estava servindo no Comitê de Ensino
de Área de seu agrupamento.
Uma de minhas amigas ouviu sobre a Fé Bahá’í na televisão. Como ela nunca
havia ouvido antes, ela entrou na internet e começou a pesquisá-la. Ela gostou do
que leu e compartilhou conosco no trabalho. Nós descobrimos que havia uma Sede
bahá’í em Plano. Ninguém tinha coragem o suficiente para ir lá conferir, exceto
eu.
Eu realmente gostei do que ouvi e fiquei especialmente impressionada com a
amizade e o amor dos bahá’ís que conheci. Quando eu comecei o Livro 1 do
Instituto Ruhi, era como se eu tivesse começado a me apaixonar por Deus
novamente. Veja, eu havia desistido de Deus e estava muito brava com Ele. Eu

tinha tido uma experiência muito ruim com a Igreja que eu freqüentava já por
muitos anos. O Livro 1 conectou meu coração a Bahá’u’lláh e a Deus.
Eu não conseguia me saciar o suficiente das Escrituras! Eu estou muito feliz por
ter conhecido a Fé Bahá’í, não apenas por mim, mas pelos meus dois filhos. O
maior presente que eu posso dar a meus filhos é criá-los dentro dos ensinamentos
e padrões bahá’ís. Eu apenas sinto por não ter encontrado a Fé antes. Meu
conselho aos amigos é que, por favor, abram suas bocas e falem para as pessoas
sobre Bahá’u’lláh. Há muitas pessoas como eu lá fora que estão esperando para
encontrá-Lo.
Malásia
Mais de 3.300 amigos que participaram da conferencia regional realizada em
Kuala Lumpur se emocionaram com a história de um senhor de 70 anos de uma
cidadezinha na Malásia Peninsular, que se inspirou em ser um facilitador através do seu
estudo do Livro 4. Ele decidiu visitar uma cidade vizinha a 20 km com a intenção de
iniciar um círculo de estudo. Como ele não conhecia ninguém na cidade, ele se sentou na
beira da estrada e orou por ajuda e assistência. Pouco depois, um antigo conhecido veio e
o convidou até sua casa. Através deste encontro fortuito o bahá’í pode encontrar outros
cidadãos e iniciar um círculo de estudos com quatro participantes. Assim que ele iniciou
seu serviço como um facilitador, esse crente idoso não se esqueceu das palavras de seu
próprio facilitador, que havia lhe dito que um facilitador deveria conduzir seu grupo por
todo o caminho até o livro 7. Sua visita à cidade vizinha aconteceu dois anos antes da
conferência. Quando ele participou naquele encontro, a comunidade bahá’í na cidade
aumentou de 2 para 50 crentes em 14 famílias! A cidade tem agora uma Assembléia
Espiritual Local, e ele ainda está servindo como facilitador de um círculo de estudo do
livro 6.
India
Os mais de 1.500 amigos reunidos na conferencia regional de Bangalore na Índia
ouviram breves relatos de um grupo de crentes que haviam participado de uma campanha
de instituto de 45 dias conduzida pelo instituto de capacitação para Maharashtra e Goa em
um residencial. Depois de passar pelos cursos do instituto e fazer as práticas, os
participantes da campanha de instituto retornaram a seus lares como novas pessoas.
Durante a capacitação intensiva, eles adquiriram capacidades que agora os levaram a
transformar o agrupamento onde residiam.
Duas jovens, parentes próximas, relataram aos amigos na conferência como o
instituto de capacitação teve efeito sobre elas e como elas eram agora capazes de
contribuir para um desenvolvimento sistemático de seu agrupamento.
Nós duas participamos no curso intensivo de 45 dias em Panchgani durante o mês
de julho e agosto de 2008. Nós fomos treinadas nos livros de 1 a 7, incluindo o
livro 3-A e os materiais de empoderamento espiritual de pré-jovens. O estudo dos
livros inspirou uma grande transformação espiritual em nós duas. Nós realizamos
as práticas do componente de serviço dos livros nas vilas nos arredores de
Panchgani, e esta experiência trouxe a alegria do serviço para nós. Fizemos todas

as atividades centrais com a nossa família anfitriã. Organizamos reuniões
devocionais, fizemos visitas aos lares para compartilhar temas de aprofundamento,
conduzimos aulas para as crianças, iniciamos um grupo de pré-jovens e ajudamos
no ensino na vizinhança de nossa família anfitriã. Pudemos sentir a capacidade se
desenvolvendo dentro de nós mesmas. Nosso poder de compreensão e expressão
cresceu. Bahá’u’lláh estava confirmando nossos serviços à Sua Causa.
Ao voltarmos para casa, nosso entusiasmo não nos deixou descansar. Iniciamos 2
classes de crianças em nosso vilarejo com cerca de 40 crianças e um grupo pré
juvenil com 17 pré-jovens. Começamos a ensinar os membros de nossa família,
parentes e amigos, o que resultou em 16 declarações. Nossa alegria não conhecia
limites. Começamos um círculo de estudos do livro 1, no qual 5 dos novos crentes
completaram seu estudo e começaram a realizar reuniões devocionais.
Começamos o livro 2, o qual três amigos puderam completar. No momento,
estamos fazendo um círculo de estudo do livro 1. Participamos de uma campanha
de ensino coletiva durante a primeira fase de expansão do ciclo de atividades do
nosso agrupamento. Agora nosso agrupamento tem um programa intensivo de
crescimento. Estamos felizes em ser participantes ativas do crescimento de nosso
agrupamento.
Austrália
Um jovem de Sidney, Austrália, relatou como a aplicação do aprendizado e das
percepções adquiridas em um curso do instituto podem levar a transformação de um
bairro.
Aprendemos em Sidney que a construção de uma comunidade não começa a partir
de um outro país, cidade ou subúrbio, começa no nível do bairro. Nossa
experiência começou com uma visita a um lar que levou a uma amizade, a qual,
por sua vez, levou ao estabelecimento de uma aula de crianças.
Tivemos uma aula de criança que era realizada uma vez por semana, mas havia
algo que não parecia estar bem. Através da reflexão, percebemos que não
estávamos conduzindo as aulas na maneira descrita pelo livro 3; então, refletimos
mais uma vez para garantir que estivéssemos conduzindo-a exatamente de acordo
com o livro 3 – seguindo os planos de aula, passamos a anotar o progresso das
crianças e trabalhar com os pais, a fim de garantir que juntos desenvolvêssemos
as qualidades espirituais das crianças.
Como aconselhado no livro 3, iniciamos a acompanhar o progresso das crianças,
incluindo o que elas estavam memorizando e como seu caráter estava sendo
modificado. Estendemos isso para ver o quão bem elas conseguiam expressar e
entender conceitos espirituais profundos, o que havíamos subestimado no começo.
Após interagirmos com os pais e encorajá-los a trabalhar com suas crianças em
casa, vimos a influência que isso teve não apenas nas crianças, mas também na
vida familiar. Nós também começamos a ver uma comunidade sendo construída, e
a razão para isso foi que nós intensificamos as aulas, passando de uma vez por
semana para aulas diárias. À medida que nós focalizamos na qualidade das aulas, a

quantidade cresceu. Vimos melhoras dramáticas em todos os aspectos da vida
comunitária. Por exemplo, no parque onde nós tínhamos aulas, no início éramos
apenas nós e um violão e uma esteira e agora há pessoas andando ao redor,
sentindo o perfume das flores, fazendo piqueniques e conversando uns com os
outros. As aulas, na verdade, começaram a mudar os padrões da vida comunitária.
Então, uma visita ao lar levou a uma amizade, o que levou a uma aula de crianças
e, então, a um grupo de pré-jovens e a um círculo de estudos, e também levou a
freqüentes firesides, que aconteciam simultaneamente com as aulas de crianças. O
que estamos vendo é que essas aulas de crianças são centros de atração que
fortaleceram as raízes da Fé nesta comunidade.
II.

Elementos de um Padrão Saudável de Crescimento

México
Um novo crente de Colima e sua esposa foram inspirados pelo estudo da
seqüência de cursos. Após completar o livro 3 e iniciar o livro 5, eles compreenderam a
importância de trabalhar com crianças e pré-jovens. Como todos bons pais, eles estavam
preocupados com seus próprios filhos. No entanto, por eles estarem ansiosos em
estabelecer tais aulas, foi organizado para eles apoio de um grupo de jovens que eram de
sua própria cidade e de outras partes do país. Estes jovens os acompanharam, enquanto
iam de porta em porta em sua vizinhança, conversando com outros pais e convidando seus
filhos a participarem nas aulas bahá’ís. A esposa é agora uma professora de aulas de
crianças e o marido um monitor de pré-jovens, e eles estão agradecidos aos jovens pela
ajuda que deram nos primeiros passos. O marido concluiu, “Tem sido empolgante para
nós que outras pessoas observam as mudanças nas crianças.”
Uma nova crente de Ensenada também falou sobre abrir aulas de crianças. Ela se
tornou bahá’í depois de iniciar o livro 1, cerca de 2 anos atrás. No entanto, ela tinha
diversos receios com relação a ensinar a Fé. “O que os vizinhos iriam dizer?” Finalmente,
ela decidiu assumir o compromisso de iniciar uma aula de crianças. O coordenador de
aulas de crianças no seu agrupamento a convidou para sua própria aula de crianças, a fim
de que ela pudesse praticar e se acostumar a trabalhar com crianças. Após este período de
prática, elas foram juntas convidar as crianças de sua própria vizinhança a participarem
em uma nova aula. A nova bahá’í disse, “Nós nos colocamos nas mãos de Deus.” Sua
aula tem agora 12 participantes e ela acrescenta, “Qualquer um que tenha uma aula de
criança se torna criança novamente. É muito divertido!”
Zâmbia
Quando a comunidade da Zâmbia mudou sua ênfase de ensino em áreas rurais
para ensino em distritos mais densamente povoados, rapidamente foi descoberto que as
comunidades urbanas eram ricas em pré-jovens. Tornou-se, então, imperativo que um
programa bahá’í para pré-jovens fosse estabelecido o mais rápido possível. A resposta ao
primeiro grupo que teve início no distrito de Chamboli, no agrupamento de Kitwe, foi tão
grande que foi decidido estabelecer outro grupo no setor de Dacecurse, onde um grupo
central de 4 jovens viviam e poderiam se tornar monitores capazes. Estes 4 foram

treinados no livro 5 sem terem passado inicialmente pelos primeiros livros, a fim de
rapidamente estabelecerem um grupo de pré-jovens. Eles imediatamente começaram seu
serviço com a ajuda de amigos do instituto de capacitação. Os grupos começaram a
crescer nas duas primeiras semanas, com um dos grupos atraindo 28 participantes. Com
tamanho interesse gerado por estes grupos de pré-jovens, era aparente que o setor tinha
uma necessidade crítica de recursos humanos adicionais.
Um facilitador itinerante foi enviado ao setor de Dacecurse para conduzir círculos
de estudo para os 4 monitores, a fim de conduzi-los através da seqüência de cursos, assim
como para conduzir círculos de estudos para os novos crentes na vizinhança onde os
grupos pré-juvenis estavam funcionando. Atenção especial foi dada àquelas pessoas que
pareciam ser capazes tornarem-se facilitadores ou monitores. Com a necessidade
particularmente gritante de monitores, indivíduos que não eram bahá’ís, mas que eram
conhecidos e que demonstraram interesse em ombrear aquele serviço, foram convidados
para o treinamento do livro 5. Cinco deles completaram o curso e começaram a conduzir
grupos pré-juvenis, incluindo um grupo especialmente de sucesso, que continua com
aproximadamente 25 participantes, agora por cerca de 2 anos!
Um crente da Zambia ao relembrar este processo contou aos mais de 800 amigos
presentes na conferencia regional de Lusaka como as aulas de pré-jovens evoluíram a
círculos de estudos para a seqüência de cursos.
Sentamos novamente com o grupo coordenador e membro do Corpo Auxiliar para
discutir um plano com o intuito de incluir em círculos de estudo os jovens se
aproximando aos 15 anos. Honestamente falando, quando os pré-jovens chegam
aos 15 anos, eles desejam continuar em grupos de outro tipo. Por exemplo, quando
5 membros do meu grupo concluíram, eles me perguntaram o que vinha na
seqüência, já que eles tinham agora 15 anos. Então, com um sorriso e rosto
radiante, eu lhes disse que há outro programa para vocês – um círculo de estudo.
“Vocês irão estudar os materiais do Instituto Ruhi com monitores não bahá’ís,” eu
disse. A próxima pergunta foi, “O que nós precisamos para nos tornarmos
monitores?” Então, calmamente eu respondi: “Vocês precisam passar por
treinamento para ganhar as habilidades e confiança para este ato de serviço.” Eu
podia ver a alegria em suas faces. Nós organizamos o treinamento para eles e após
alguns meses servindo como monitores, todos eles se declararam bahá’ís.
Atualmente o agrupamento de Kitwe tem 15 grupos pré-juvenis e 18 monitores
treinados.
Canada
Uma história inspiradora contada aos mais de 4000 participantes da conferencia
regional de Toronto veio de uma jovem de origem Tamil que tem sido ativa em servir
crianças com necessidades especiais num centro comunitário, como voluntária. Uma
bahá’í a recrutou para ajudar com um grupo pré-juvenil , o que mudou sua vida e a levou
à Fé.
A primeira vez que eu fui a um grupo pré-juvenil, eu realmente me senti confusa e
não conseguia entender o que estava acontecendo. Eu me senti mais como uma
pré-jovem do que como uma monitora. Após a primeira lição do livro Brisas de

Confirmação, eu compreendi que este programa era realmente diferente, pois em
todos os programas que eu voluntariei antes não envolvia lições com livros. A
princípio eu pensei que o programa não seria tão efetivo, pois os pré-jovens
pensariam que livros são para a escola, mas com o passar do tempo eu compreendi
que o livro dá propósito ao programa.
Quando no início eu vim para o programa de pré-jovens, eu tinha a visão de que os
monitores decidiam pelos pré-jovens. Quando nós planejamos o primeiro projeto
de serviço, eu compreendi que era exatamente o contrário, pois foram os préjovens que decidiram limpar o parque. Os pré-jovens decidiram e os monitores
estavam ali apenas para guiá-los. Eu não pensava que isso iria funcionar, mas
quando se tornou um sucesso, eu fiquei muito surpresa e foi aí que eu me conectei
ao programa.
Quando estou co-monitorando um grupo pré-juvenil, eu descubro que eles são
muito dinâmicos e cheios de energia. O entusiasmo e energia dos pré-jovens são
incríveis! Eles tem menos pré concepções do mundo, são capazes de aceitar
mudanças mais facilmente, e estão prontos para crescer se lhes dada a
oportunidade. Este programa nos dá a oportunidade de moldar a próxima geração
de líderes – pessoas que saberão como tomar decisões que beneficiarão não
somente eles mesmos, mas também aqueles que estão ao seu redor.
Eles ficam muito entusiasmados quando chegam os projetos de serviço. Fizemos
uma lista de projetos de serviço e já realizamos 3 ou 4: limpamos o parque,
realizamos um show de talentos, organizamos um jantar comunitário e encenamos
uma peça sobre o Brisas. Eles estão sempre pensando grande. Eles queriam ir de
bicicleta para Montreal, a fim de levantar fundos para caridade; então, tivemos de
ajudá-los a pensar no nível da vizinhança. Eles têm grandes corações!
Índia
Uma bahá’í na conferência regional de Nova Deli contou como seus simples atos
de serviço dentro da estrutura para a ação se tornou uma fagulha, que incendiou sua
própria vizinhança e estabeleceu o alicerce para um padrão de crescimento saudável.
Eu me tornei bahá’í em 1998 e por muitos anos eu era a única bahá’í em minha
área, em Deli. Depois de completar o livro 3, iniciei uma aula de crianças em
minha vizinhança. Já que sou médica, fico muito ocupada durante o dia, mas as
crianças gostaram tanto da aula que elas vêm à minha casa às 6h:00 da manhã.
Logo eles imploraram que eu fizesse as aulas diariamente! Então, todas as manhãs
eu realizei a aula com eles.
Em 2005 um círculo de estudo do livro 1 foi adicionado e durante a primeira
campanha de ensino direto daquele ano, 8 das 12 jovens participantes no círculo
de estudos aceitaram a Fé! Todos os jovens que completaram o livro 1 começaram
a organizar reuniões devocionais em seus lares e por eu ser a única bahá’í
experiente, eu precisava ficar ligando para a Sede Bahá’í de Deli, dizendo, “Esta
semana nós teremos 4 reuniões devocionais. Vocês poderiam mandar alguns
amigos?” Na semana seguinte havia 6 reuniões devocionais.

Todos estavam gostando de realizar as reuniões devocionais em seus lares.
Alguns meses mais tarde um grupo pré-juvenil teve início. Três meses depois,
com a ajuda dos pré-jovens e membros do círculo de estudo, nós convidamos
todos os membros de nossas famílias, vizinhos e amigos para uma grande reunião
devocional seguida pela “Apresentação de Ana.” Naquela noite, 25 dos
convidados se tornaram bahá’ís. O mesmo padrão foi seguido durante as fases de
expansão seguintes; cada vez nós tivemos entre 25 e 30 novos crentes.
Agora há 167 crentes na minha vizinhança, com 3 aulas de crianças e um grupo
pré-juvenil. A cada mês realizamos entre 6 a 10 reuniões devocionais. Como
vivemos perto da Casa de Adoração, um grande número de crentes vão às orações
matinais no Templo cada domingo pela manhã. Muitos de nossos jovens
participaram em campanhas de instituto. Desde julho de 2007 temos realizado
nossa própria Festa de 19 Dias na vizinhança, e também contribuímos
regularmente ao Fundo.
Tudo começou com um bahá’í e agora somos uma grande comunidade.
III.

Programas Intensivos de Crescimento

Kazaquistão
Os mais de 700 amigos que participaram da conferencia regional de Almaty, no
Kazaquistão, foram inspirados pela seguinte história de dois pioneiros de curta-duração
que serviram em um agrupamento “C” - Kokshetau, Kazaquistão. Depois de participarem
em um seminário de orientação para pessoas recurso em Almaty, o centro de
aprendizagem da região, os pioneiros dedicaram dois meses ajudando a desenvolver o
agrupamento de forma que avançasse em direção ao estagio de lançamento de um
programa intensivo de crescimento.
Depois de participar em uma orientação de 18 dias para pessoas recurso em Kokkeinar, Almaty, Kazaquistão, nós chegamos em Koshetau onde ficamos na casa de
um dos amigos. Primeiro estudamos as estatísticas da comunidade bahá’í de
Kokshetau recebidas do secretário da Assembléia Espiritual Local. Naquela época
apenas duas pessoas tinham completado os cursos do Instituto Ruhi. Nenhum
deles estava ativo. Três meses antes de nossa chegada, um indivíduo tinha um
círculo de estudo e uma aula de crianças. Planejamos visitas aos bahá’ís de
Kokshetau e pudemos encontrar quase todos eles, com a ajuda de alguns bahá’ís
ativos de comunidade local.
Durante os dois meses de nossa visita, realizamos as seguintes atividades: 28
reuniões devocionais; 9 círculos de estudo com 21 participantes; 1 aula de
crianças; e 24 firesides com 55 participantes, dos quais 44 tinham entre 16 e 27
anos. Completamos os livros 5, 6 e 7 com dois amigos, os quais agora estão
prontos para levar avante a estrutura para a ação em Kokshetau. Participamos
também de 3 Festas de 19 Dias. Um resultado dessas atividades foram 9
declarações! Estava claro para nós que as pessoas em Kokshetau são receptivas à
Fé, particularmente os jovens.

Estados Unidos
Os participantes da conferencia regional de Dallas ouviram uma história
inspiradora de como o agrupamento do Condado de Harris (Houston) alcançou um
padrão saudável de atividade em seu programa intensivo de crescimento através de ação e
reflexão sistemáticas. O agrupamento de Condado de Harris cobre 4.604 quilômetros
quadrados e tem cerca de 700 bahá’ís, mais de 50 círculos de estudo, 13 aulas de crianças
e mais de 100 amigos que terminaram os livros 6 e 7. O secretário do Comitê de Ensino
de Área relatou o progresso do agrupamento.
Nós iniciamos, cerca de um ano atrás, a aprender sobre como aprender. Nós
queríamos ser estudantes do Plano de 5 Anos, estudando a guia e constantemente
atuando, refletindo, consultando e depois agindo novamente dentro da estrutura do
Plano que a Casa Universal de Justiça nos deixou. A única maneira de aprender
era sair e fazer. Temos um mapa, então, vamos sair, agir e ver o que acontece.
Faremos alguns erros e a partir deles aprenderemos para o próximo ciclo.
A primeira campanha há um ano atrás, na verdade, foi uma campanha para
convidar os amigos para as atividades centrais e não para ensinar diretamente a Fé.
Ela provou ser ineficiente, e nós aprendemos rapidamente que precisávamos
encontrar uma população receptiva e lhes expor a “Apresentação de Ana”. Então,
na próxima campanha de ensino coletiva, encontramos uma área receptiva e
obtivemos mais de 10 declarações. No ciclo seguinte, nós tivemos 15 declarações.
No último ciclo, houve só 4 declarações. Este foi um ponto de aprendizagem. Por
que apenas 4 declarações? Bem, após reflexão, havíamos focalizado apenas na
campanha de ensino coletiva e não havíamos integrado os outros componentes do
Plano. Então, o Comitê de Ensino de Área, em consulta com o membro do Corpo
Auxiliar e os coordenadores de instituto do agrupamento, voltaram a planejar e se
asseguraram de integrar todos os componentes do Plano.
Como resultado, na reunião de reflexão no dia 14 de novembro, os amigos foram
solicitados a comprometer esforços individuais para ensinar a Fé de diversas
maneiras e não se apoiar apenas na campanha de ensino coletivo para gerar
buscadores. Os amigos se comprometeram a realizar reuniões devocionais e
firesides, buscar almas receptivas, conduzir aulas de crianças e grupos de préjovens e iniciar o livro 1 com buscadores e terminar a seqüência de cursos em 6
meses.
No atual ciclo tivemos 10 declarações até agora! Nossa meta é 20, então, não
vamos nos relaxar!
Reino Unido
Um destaque da conferência regional em Londres para uma audiência de 3,200
amigos do noroeste da Europa e da Groelândia foi o relato de um dos primeiros projetos
de ensino na região focalizado num bairro específico. A seguir está a história dos crentes
do agrupamento West Midlands, onde realizaram um projeto de ensino em Hillfields

durante a fase de expansão de seu 12º ciclo e o rico aprendizado por eles ganho.
Nossa experiência no bairro de Hillfields tem sido uma tentativa modesta e
simples de implementar os conceitos de crescimento sistemático, iniciando com
uma atividade central, à qual gradualmente são adicionados os outros
componentes da estrutura para a ação. Nesta jornada as confirmações de
Bahá’u’lláh são sempre tão precisas, proveram a real energia e ímpeto para o
progresso.
Os esforços começaram com uma série de reuniões devocionais, nas quais cinco
buscadores participaram. Esta é talvez a mais simples das atividades centrais, mas
esta pode ter um efeito muito profundo. Enquanto sentávamos na sala,
simplesmente compartilhávamos orações relacionadas aos problemas e
preocupações que afligiam nossas almas. Gradualmente era possível ver os
corações dos buscadores se elevando à medida que começavam a experimentar
uma sensação de calma e paz e uma nova perspectiva, conforme começavam a
aprender a volver seus corações para Deus.
Gradualmente os conceitos do livro 1 foram introduzidos a eles, e num curto
espaço de tempo, três dos participantes começaram o livro e declararam sua fé ao
final do estudo. Mas seguindo a guia da Casa e Justiça, reconhecemos a
necessidade de desenvolver a capacidade desses três novos crentes; portanto,
concordamos em completar a seqüência juntos. Agora, aquele grupo original
progrediu até o livro 6.
Durante esse processo de treinamento nós encorajamos esses novos crentes a
convidar seus amigos para uma série de reuniões devocionais – o mesmo portal
pelo qual eles mesmos haviam entrado. Sete pessoas começaram a participar
regularmente, e isso foi uma clara indicação de o quão confortáveis estavam os
novos crentes em adotar as atividades centrais e como era simples para eles fazêlo. Estes sete agora estão envolvidos com o livro 1 e alguns já se declararam.
Mas o processo de crescimento ganhou uma nova energia e impulso quando o
Comitê de Ensino de Área decidiu realizar dois projetos de ensino direto no bairro.
De repente uma nova onda de aulas de pré-jovens e crianças foi estabelecida, e eu
tive a sorte de poder apoiá-las com uma pioneira de frente interna no bairro. No
mês seguinte tivemos 3 declarações adicionais, as quais agora estão participando
de um outro círculo de estudos do livro 1.
O que também surgiu naturalmente destes passos foi um projeto simples de
desenvolvimento social visando servir a comunidade local. Este ganhou a forma
de uma aula de línguas, que junto com as aulas de crianças e grupos pré-juvenis,
agora atraem cerca de 30 crianças e pré-jovens como participantes regulares.
Este processo tem sido orgânico, crescendo firmemente e sem um plano
grandioso. A simples reunião devocional, apoiada pelo processo de capacitação do
instituto, no nosso caso, foi a semente para 9 declarações, 12 buscadores
empoderados, que estão servindo ao nosso lado e 30 famílias da comunidade mais
ampla, as quais estão envolvidas nas atividades bahá’ís.

Eu gostaria apenas de compartilhar com vocês alguns pontos de aprendizado que
começaram a surgir:



Amizade é a base. Nós tivemos um vislumbre através dos conselhos nas
Escrituras sobre a necessidade de amor e bondade genuínos por todos
aqueles que cruzarem o nosso caminho. Encontrar tempo para as pessoas é
uma expressão prática de nosso amor pelos outros.
Em toda comunidade existe pessoas de capacidade. Em toda população
receptiva num bairro há pessoas que são respeitadas, que podem
influenciar outras e que podem mobilizá-las.
Projetos de ensino direto são empoderadores. Eles criam coragem
naqueles envolvidos no projeto do bairro e estabelece a presença da Fé na
localidade.
Pioneiros de frente interna apóiam o esquema de crescimento dentro do
agrupamento. Incontáveis bênçãos podem chegar a uma pessoa, quando
ela se levanta como pioneiro em seu próprio agrupamento. Ser pioneiro
num bairro receptivo e viver lado a lado com os novos crentes criam laços
fortes de conexão com estas almas e ajuda a sustentar o processo de
crescimento e a construção da comunidade.
Uma visão holística de engajar a família inteira é crítica. A primeira
tentativa para estabelecer aulas de crianças e pré-jovens provou ser
insustentável, pois nossa visão só abraçava os jovens participantes. Depois,
foi proporcionada aos pais uma compreensão dos programas e sua
capacidade de influenciar positivamente seus filhos. Agora os níveis de
participação não só são sustentáveis, mas crescentes.
Os próprios buscadores são capazes e desejam ombrear
responsabilidades. Para que nossos recursos “estejam em sincronia” com o
crescimento, estamos aprendendo a convidar e, então, acompanhar desde o
início os novos crentes – e até mesmo os buscadores – a nos ajudarem a
sustentar as atividades. O que isto requer é uma crença fundamental na
capacidade das outras almas.

Estados Unidos
O agrupamento da cidade de Oklahoma, um dos muitos a lançar no Ridván de
2008, proveu um excelente exemplo aos amigos na conferência regional de Dallas sobre
quais são os passos que devem ser tomados para se alcançar um programa intensivo de
crescimento de sucesso.
O agrupamento da cidade de Oklahoma foi solicitado a se tornar um agrupamento
“A” até o Ridván de 2008. O agrupamento aceitou o desafio sem hesitação, e as
coisas começaram a acontecer rapidamente. Nós estávamos felizes e confortáveis
em ser um agrupamento “B”, até que os membros do Corpo Auxiliar tocaram fogo
em nós. Assim que começamos, já não tinha mais volta.
A equipe central se reunia freqüentemente, mas as reuniões mudaram; tornamosnos mais focalizados e sentíamos que tínhamos um propósito. Eu sequer consigo
me lembrar sobre o que falávamos antes quando nos encontrávamos. Rapidamente

passamos de “ser” para “fazer”. As coisas começaram a se mover rapidamente, e
no início nós não sabíamos o que estávamos fazendo ou como conseguiríamos ter
o trabalho realizado; tudo que sabíamos era que tínhamos a meta de nos tornarmos
“A” até o Ridván, e tínhamos que atingir esta meta. No início cometemos uma
porção de erros, porque começamos a nos comparar com comunidades maiores,
que já haviam se tornado agrupamentos “A”, em vez de realmente trabalhar nossa
capacidade e nossos próprios recursos humanos e pararmos de comparar nosso
agrupamento com o dos outros. Precisávamos ser realistas em nossas metas, e ao
mesmo tempo deveríamos aprender nos esforçar para sair da nossa zona de
conforto.
E como nos esforçamos!!! Começamos planejando nosso primeiro projeto de
ensino coletivo onde formamos equipes de ensino e escolhemos um bairro.
Começamos a analisar os nossos recursos humanos e a área escolhida. Nossa
primeira campanha coletiva de ensino usou uma estratégia de convites.
Compreendemos que havíamos cometido o erro de voltar aos métodos de ensino
antigos de bater de porta em porta e convidar as pessoas para um evento. Logo se
tornou óbvio que eventos não é o que atrairia as pessoas. As pessoas eram gentis,
mas a resposta não produziu o resultado desejado. Relutantemente, nós
compreendemos que deveríamos fazer o que nos foi solicitado fazer: praticar,
praticar, praticar a “Apresentação de Ana”, até que nos sentíssemos confortáveis
com ela e saíssemos para apresentá-la. Nossa coordenadora de instituto do
agrupamento fez um trabalho impressionante oferecendo revisões do livro 6, a
qual incluía a prática constante da “Apresentação de Ana”.
Não era só a “Apresentação de Ana” que tínhamos que praticar. Nós tínhamos de
praticar realizar reuniões devocionais efetivas, firesides, aulas de crianças, e
visitas aos lares para compartilhar temas de aprofundamento em preparação às
campanhas de ensino. Tínhamos também firesides marcados durante a semana, e
eles eram realizados próximos às áreas onde estávamos ensinando. Quanto mais
ensinávamos, mais compreendíamos que uma parte importante do ensino são as
avaliações coletivas finais. As equipes de ensino se reuniam após o ensino e
falavam sobre as lições aprendidas. Analisávamos os sucessos e fracassos das
equipes, refinávamos e redefiníamos métodos. Alguns métodos foram mantidos,
enquanto outros foram descartados rapidamente. Nós tínhamos que aprender a ser
flexíveis e as estratégias eram modificadas quando as condições exigiam.
Após o primeiro projeto de ensino coletivo, começamos a planejar novos projetos
de ensino com mais e mais participantes. Começamos com 10 indivíduos, o que
cresceu rapidamente quando começamos a ter sucesso, e houve ocasiões em que
tínhamos cerca de 35. Os jovens adultos, jovens e pré-jovens eram elementoschave. Nos finais de semana você poderia esperar que os jovens fossem ficar com
seus amigos, mas eles estavam ali com as equipes, e eles eram freqüentemente os
que faziam a “Apresentação de Ana”. Amigos persas com capacidade limitada
para fazer a apresentação em inglês se tornaram recursos tremendos, sendo eles os
que ficavam ali orando silenciosamente, enquanto a mensagem era dada.
Conforme o ensino prosseguiu, as pessoas começaram a superar seus medos e
tornaram-se entusiasmadas para vir para os projetos de ensino. Uma vez que saiam
e viam a resposta, elas se tornavam ansiosas para sair novamente.

Todos começaram a encontrar seu próprio papel no plano. Amigos traziam a
comida, ofereciam suas casas para firesides e reuniões devocionais, oravam pelo
sucesso do agrupamento, e mais pessoas começaram a se engajar nos livros do
instituto Ruhi. A participação de não bahá’ís nos círculos de estudo também
cresceu o que resultou em declarações. Conforme nossos recursos humanos
cresceram, nós tivemos que refinar ainda mais nossa estratégia.
A equipe central compreendeu que as reuniões de reflexão eram nosso salva-vidas
para reabastecer nosso espírito, nosso entusiasmo, e os recursos humanos. Elas são
também uma oportunidade para manter o agrupamento atualizado em relação às
metas, os sucessos, o aprendizado e os próximos planos.
Outro componente que é chave para o sucesso de um programa intensivo de
crescimento é a oração. Compreendemos que nunca as orações são bastante.
Orávamos antes de sair para ensinar, quando voltávamos e ao andar pelos bairros.
Os indivíduos que ficavam em suas casas, usadas como pontos de encontro,
oravam enquanto os demais saiam e ensinavam.
Tivemos diversas campanhas de ensino, mas tivemos apenas duas declarações. No
entanto, realizar diversas campanhas de ensino coletivo enquanto éramos um
agrupamento “B” foi o que nos levou a nos tornarmos agrupamento “A”. Nunca
pensem que é tarde demais ou cedo demais para lançar uma campanha coletiva de
ensino. As campanhas permitiram ao agrupamento experimentar o aprendizado, as
emoções, a alegria, os desafios, e a prática nos levou a iniciar o nosso programa
intensivo de crescimento como um agrupamento “A”, no qual tivemos 16
declarações! Nosso agrupamento está para lançar seu terceiro ciclo e eu posso
dizer-lhes que ainda estamos aprendendo, ainda cometendo erros e ainda, por
vezes, nos sentindo desafiados.

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Preparado sob os auspícios do Centro Internaional de Ensino para a Instituição dos Conselheiros. Extratos dos relatórios citados
podem ser editados para melhor correção gramatical, clareza ou extensão do texto. Sua reprodução, total ou parcial, pode ser
distribuída dentro da comunidade bahá’í sem permissão prévia do Centro Internacional de Ensino.