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REFLEXÕES SOBRE O CRESCIMENTO – Número 28 – Dezembro 2011

Programas de Crescimento: Movendo-se para o primeiro marco e “a
multiplicidade de maneiras pelas quais pode ser alcançado”
No decorrer do ultimo ano, os crentes têm estudado zelosamente a mensagem de 28 de
dezembro da Casa Universal de Justiça e agido com base em sua guia, de acordo com as
circunstâncias de seus agrupamentos. Já são muitas as histórias inspiradoras sobre como os amigos
“sob uma grande diversidade de condições”, estão lutando para nutrir um programa de crescimento
nascente em seus agrupamentos e vivenciando, em primeira mão, sua “natureza fundamentalmente
orgânica”.
Nesta edição do boletim, os relatos de diferentes realidades sociais notavelmente diferentes
apresentam um retrato de como os amigos estão aproveitando as “oportunidades oferecidas pelas
(suas) circunstâncias pessoais” e buscando aqueles que estão “ávidos de melhorar as condições
espirituais e materiais” * em suas comunidades. Embora as histórias ilustrem as diferentes maneiras
em que foi iniciado o processo de crescimento e o seu desdobramento nesses agrupamentos,
também têm em comum um elemento crítico – elas sublinham a observação da Casa Universal de
Justiça de que os amigos estão crescendo em sua capacidade de “interagir com pessoas com pessoas
de todas as esferas da vida e conversar com elas sobre a Pessoa de Baha'u'lláh e Sua Revelaçao .”
*
*****
Iniciar o um Programa de Crescimento com o Auxílio de Pioneiros de Frente Interna: A
localização estratégica de pioneiros, muitas vezes vindos de agrupamentos avançados, que tenham
experiência no processo de instituto, representa uma das maneiras de estimular um processo de
crescimento em um agrupamento emergente.
Estados Unidos
Um membro do Corpo Auxiliar encorajou dois ajudantes a se mudarem como pioneiros para um
agrupamento, para ajudar a iniciar um processo de crescimento e movê-lo em um contínuo em
direção ao primeiro marco. Quando começaram a buscar contato com outras pessoas, eles
descobriram que a vida em uma cidade pequena oferecia possibilidades inesperadas.
Tendo nos mudado recentemente para uma cidadezinha no Colorado com pouquíssimos
Afro-Americanos, não tínhamos certeza de como seríamos recebidos, e saíamos com
relutância para comer ou fazer compras na cidade, preferindo frequentar lugares em uma
cidade maior a seis milhas de distância. Uma manhã, decidimos: CHEGA de nos isolarmos!
Era hora de nos livrarmos das limitações auto impostas e conhecermos pessoas na
comunidade.
Decidimos começar visitando a feira local de agricultores e, em seguida, realizar algumas
tarefas enquanto estávamos na cidade. A caminho de encontrar o outro pioneiro em uma loja
de consertos de computadores, percebi um carro com a logomarca da loja e um adesivo em
que estava escrito “Coexist Religions” (Religiões Coexistam). Na loja, falei com a dona do
carro e lhe contei sobre as reuniões devocionais inter-religiosas que estávamos planejando.
Ela disse que gostaria de receber informações sobre a data e hora, assim que começássemos
a realiza-las.
Então vimos um centro de saúde e decidimos ver o que encontrávamos lá. Conhecemos
uma mulher maravilhosa que disse que tinha estado doente por vários dias e, durante suas
meditações e orações, havia pedido um grupo espiritual para participar. Acontecia que ela
tinha tido uma colega de apartamento, na faculdade, que era bahá’í! Ela está muito
interessada em vir e nos convidou para uma cerimônia Japonesa do chá em sua casa. Ela e
uma colega nos convidaram para almoçar e nos apresentaram a várias pessoas, enquanto
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andávamos duas quadras até um café. Enquanto o meu colega bahá’í estava falando sobre a
Fé Bahá’í com um homem que havia acabado de se juntar a nós, um colega disse, “Eu tenho
estudado o Baghavad Gita” e “eu acredito nas mesmas coisas que ele está dizendo. Posso ir
a uma reunião?” Que confirmações!
'Realizamos a nossa primeira reunião devocional com a presença de dois buscadores e
juntou-se a nós um bahá’í de outra comunidade. Os dois buscadores sugeriram outras
pessoas que talvez se interessassem e nos convidaram para uma casa aberta em um café
local na noite seguinte. É claro que nós fomos! Nossa anfitriã nos apresentou a quase todos
os presentes e os convidou para as nossas devoções. Ela tinha ficado tão tocada com a leitura
de “Bem aventurado é o lugar”, a qual havia encerrado a nossa reunião na noite anterior, que
começou a recitar o que lembrava para os outros. Nós a surpreendemos com uma cópia
emoldurada de “Bem aventurado é o lugar” e ela leu em voz alta para os que estavam em
volta.
Continuamos a fazer contatos maravilhosos! Eu estava explicando em um pouco mais de
detalhe, para uma mulher no café, sobre as devoções e ela comentou, “Isso parece Bahá’í”.
Ficamos espantados, no mínimo! Descobrimos que ela era cabeleireira que havia vivido em
Colorado Springs há cerca de cinco anos e havia recebido materiais bahá’ís de um de seus
clientes. Ela ficou felicíssima aos nos conhecer, disse que ainda tem as orações e pensava
que nunca conheceria um bahá’í depois de se mudar para essa cidadezinha. Falamos sobre
nossas reuniões devocionais e concordamos em nos encontrar para conversar sobre a Fé
Bahá’í.
As ligações espirituais continuaram a acelerar em velocidade fenomenal! Após a nossa
próxima visita à feira de agricultores, partimos com calafrios, literalmente. Uma mulher
aproximou-se de nós e disse que sabia tudo a nosso respeito. Ela disse que havia nos visto na
primeira semana no mercado e se perguntado quem eram esses dois que pareciam estar
“andando no ar”. Ela disse que gostaria de vir para as nossas reuniões (antes mesmo de as
mencionarmos).
Na nossa segunda reunião devocional o número de buscadores aumentou para três e a
terceira chegou a quatro. Eu acabei de receber uma ligação de uma das buscadoras dizendo
que trará outra amiga para as devoções da semana que vem. É ótimo ter buscadores tão
receptivos que estão buscando outras almas receptivas na cidade! Tanto interesse foi
demonstrado, do nas reuniões devocionais, em aprender mais sobre a Fé Bahá’í, que
distribuímos literatura Bahá’í e reservamos as quintas à noite, a cada 15 dias, para os que
gostariam de aprender mais. Pretendemos começar com uma reunião de amigos (fireside) e
então oferecer um círculo de estudo do Livro 1.
Estamos começando a obter um vislumbre do poder dos relacionamentos espirituais e da
significância das conversas de teor espiritual na construção de uma comunidade.
Ao descrever como emerge um programa de crescimento, a Casa Universal de Justiça
escreve que "equipes visitantes podem ser chamadas para dar impulso ao incipiente
conjunto de atividades." Uma vez que os pioneiros de frente interna tenham desenvolvido
relacionamentos com as pessoas da localidade e algumas atividades estejam em andamento,
uma equipe de amigos das redondezas pode prover apoio e encorajamento bem vindos.
Índia
Um membro do Corpo Auxiliar relata sobre como os amigos em um agrupamento avançado estão
auxiliando um agrupamento vizinho em seus esforços para iniciar um programa de crescimento e
ultrapassar o primeiro marco.
Foi decidido na nossa primeira reunião em Nashik que uma equipe visitaria o agrupamento
de Surgana para auxiliar dois rapazes dedicados que haviam ido lá como pioneiros há cerca
de três meses .Formamos uma equipe de cinco – três homens e duas mulheres – e fomos a
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Surgana, para podermos ajudar com algumas visitas naquela noite.
Tivemos uma conversa maravilhosa com os pioneiros sobre as atividades atuais, a visão
apresentada na mensagem de 28 de dezembro, e como realiza-la. Senti que essas duas almas
haviam evoluído muito nos últimos três meses de pioneirismo, pois haviam alcançado tal
clareza de pensamento. Também expressaram amor pelo seu posto de pioneirismo e pelas
pessoas, e um pioneiro disse, “eu não me importaria se meus ossos fossem enterrados aqui”.
Fizemos um plano para as visitas aos lares e o ensino e então saímos para visitar famílias em
Surgana. No total, fizemos seis visitas aos lares, e as famílias eram todas grandes, instruídas
e muito receptivas s à Fé. Tenho certeza que, no futuro próximo, todos terão um grande
papel na construção dessa comunidade. Eles amam os pioneiros, o que demonstra que os
jovens têm servido da maneira certa e, certamente, eles logo se juntarão nos esforços da Fé.
Visitamos então um vilarejo no agrupamento, Wadpara, onde vive uma família Bahá’í. No
vilarejo, alguns jovens haviam participado em uma campanha de instituto e completado os
livros 1 a 3. Eles sabiam que estávamos vindos e estavam nos esperando ansiosamente. Dos
14 participantes na campanha, dois eram pré-jovens e o restante tinha mais de 15 anos.
Como não havia eletricidade, sentamos na luz fraca das lâmpadas de querosene, mas
podíamos ver claramente a luz da fé em seus olhos. Um dos pioneiros disse que era hora de
fazer orações. Foi inacreditável quantas orações, em seis línguas diferentes, foram entoadas
sem um momento de hesitação, uma após a outra! Ver esses jovens tão alegres e recitando
orações, algumas longas e difíceis, com reverência, trouxe lágrimas aos nossos olhos. Foi
uma experiência impressionante e fomos lembrados do que a Casa de Justiça escreveu sobre
o potencial existente nos vilarejos.
Perguntei então a um dos pioneiros se ele havia pensado em convidar esses jovens a
juntarem-se à Fé e tornarem-se parte desse grande trabalho que estamos realizando. Ele disse
que não havia pensado nisso, então perguntei se ele queria faze-lo naquela noite porque, por
coincidência, eu tinha muitos cartões de declaração comigo. Após alguma conversa, 12 dos
jovens alegremente declararam a sua fé. Todos eles irão para a próxima campanha do
instituto a fim de continuar a sequencia dos cursos.
O agrupamento tem grande potencial. Eu sei que os pés de consagrados tem trilhado esse
caminho, mas tenho certeza que o crescimento sistemático que está ocorrendo agora é graças
aos esforços sinceros e sistemáticos dos pioneiros de frente interna e também ao apoio dos
amigos de Nashik.
Iniciar um Programa de Crescimento em um agrupamento em que já residem alguns Bahá’ís:
Em muitos agrupamentos identificados para programas de crescimento, pode ser que residam
alguns Bahá’ís, mas a atividade tenha sido limitada e o processo de instituto não tenha firmado
raízes. Várias histórias de diferentes partes do mundo descrevem a resposta entusiasmada recebida
pelos membros das instituições quando visitam tais comunidades e compartilham com os amigos
uma visão do crescimento que pode se desdobrar em seus agrupamentos.
Venezuela
A Conselheira relata que as visitas aos amigos que vivem em agrupamentos onde esforços estão
sendo feitos para estabelecer novos programas de crescimento estão trazendo “grande alegria para
todos”. ”Sinto que este é um momento de colher o que foi plantado por instrutores devotados há
alguns anos.” Ela compartilha uma história de um ajudante de um membro do Corpo Auxiliar sobre
uma visita fecunda a um agrupamento no oeste da Venezuela. O planejamento das visitas para os
agrupamentos meta havia sido feito em um encontro para ajudantes dos membros do Corpo
Auxiliar.
Em nossa primeira visita a Villa del Rosario em Setembro, chegamos à casa de uma família
Bahá’í às 11 da manhã. É difícil descrever a alegria gerada pela visita. Falamos sobre as
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atividades que estavam sendo realizadas na região e lembramos histórias e indivíduos que
haviam deixado sua marca neste lindo agrupamento. Também estudamos a mensagem da
Casa Universal de Justiça datada de 1 de janeiro de 2011, que nos ajudou a focar toda a
atenção na importância de retomar as atividades.
Durante a nossa consulta, foi dito que não tinha havido visitas ou atividades neste
agrupamento há aproximadamente 18 meses. Os amigos disseram que gostariam de
continuar a sequencia dos cursos do instituto. Eles haviam estudado até o Livro 3 há muito
tempo, então concordamos em marcar um curso de reciclagem do Livro 1 no início de
outubro. Durante aqueles dias, também visitamos os amigos que haviam participado de
atividades em que temas de aprofundamento eram compartilhados com eles a continuar com
os cursos do instituto e participar em consultas sobre desenvolver um programa de
crescimento.
A família Bahá’í que havíamos visitado em setembro já havia se oferecido para ser anfitriã
de uma reunião devocional semanal sem casa, para a qual convidariam vários amigos da
comunidade. Gostaríamos de conseguir descrever, sem a limitação das palavras, o amor e
entusiasmo que esta família derramou sobre nós, por contata-los e encoraja-los a retomar
suas atividades e servir sua comunidade.
Em alguns agrupamentos, um programa de crescimento nascente pode ser fomentado através dos
esforços de uma família Bahá’í que seja inspirada pela visão do crescimento e encorajada a
aproveitar as “oportunidades oferecidas pelas [suas] circunstâncias pessoais.”
Bielorrússia
Uma Conselheira compartilha a história de uma família que vive em um agrupamento que não tem
recebido atenção prioritária nos últimos cinco anos, mas que agora se tornaram “acesos” e “focados
na visão do Plano”. Ela escreve que até a filha de 10 anos do casal é uma trabalhadora ativa: “Ela
convida outras crianças para as aulas Bahá’ís e, ás vezes, explica sobre a aula para os pais”.
A família vive em uma vizinhança muito promissora em Brest. Nele, há um grande pátio
com um parque, em torno do qual há vários prédios altos de apartamentos, uma escola com
um estádio e um dormitório de faculdade. Após serem anfitriões de reuniões devocionais
regulares por um tempo e ter tentado reunir crianças de famílias Bahá’ís para uma aula de
crianças, a esposa decidiu começar uma aula com seus dois filhos, enquanto procurava
ativamente contatos a quem ensinar a Fé. Ela encontrou uma buscadora que se incorporou
em um círculo de estudo do Livro 1 e, ao mesmo tempo, trouxe seu filho para a aula de
crianças. Agora a buscadora está ensinando a Fé e já participou de uma reunião de reflexão.
Como recursos chaves em um agrupamento meta, está família foi convidada a participar na
reunião institucional regional em Moldova. Galvanizados por essa experiência, decidiram
realizar atividades para crianças no pátio e contataram muitas outras crianças na área. Agora
há nove crianças participando regularmente da aula.
Alguns dos contatados por eles através dessas atividades são pré-jovens, e eles veem um
potencial ainda maior para grupos de pré-jovens. O marido estava muito disposto a ser
treinado para tornar-se um animador. Já que essa época da vida foi difícil para ele, ele sente
que entende muito bem os pré-jovens. Havia um plano de eles irem para o curso do Livro 5,
na Moldávia, em julho. Entretanto, eles sentiram que não poderiam esperar tanto, já que já
haviam começado um relacionamento inicial com os jovens e eles queriam dar logo
continuidade a isso, para que pudessem formar um grupo de pré-jovens naquela vizinhança
em algumas semanas. Portanto, foi feito um plano durante a reunião para eles fazerem o
Livro 5 em ritmo intensivo. O membro do Corpo Auxiliar foi convidado a passar duas
semanas em Brest para atuar como tutor do círculo de estudo do Livro 5, ajudar a formar o
grupo de pré-jovens e acompanhar essa família e outros amigos do agrupamento em seus
esforços de ensino.
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A Conselheira escreve: “Sinto que há enorme potencial naquela família e naquela vizinhança. A
esposa busca e aproveita todas as oportunidades com agilidade, entusiasmo e um espírito positivo.”
Em áreas altamente receptivas, uma campanha de ensino seguida por cursos intensivos do
instituto pode estabelecer uma base para um programa de crescimento sobre o qual os Bahá’ís
locais possam construir.
Moçambique
Na última semana de julho, ocorreu um evento histórico no agrupamento de Dondo. Um
encontro reuniu o núcleo central de Moçambique para consultar sobre o caminho futuro para
implementar o Plano atual e recapturar o espírito do ensino em Moçambique. O programa
começou com a chegada de 37 amigos dos agrupamentos Maputo, Quelimane, Xai-Xai,
Chimoio, Dondo e Beira em Moçambique, dois amigos de Angola e quatro pioneiros, sendo
dois da Espanha e dois de Zimbabwe. Para esses dois últimos amigos que haviam chegado
recentemente, esta reunião os ajudou a entrar em contato com os crentes em Moçambique,
incluindo os da Província de Manica, onde irão residir.
O membro do Corpo Auxiliar estava muito ativo preparando a campanha de ensino, mas
participou durante alguns dias. Os primeiros dois dias foram dedicados ao estudo da guia da
Casa Universal de Justiça e da introdução à Fé com base no Livro 6.
No primeiro dia da campanha de ensino, 46 indivíduos se declararam. No final do dia, os
amigos refletiram sobre continuar seus esforços de ensino ou parar para começar um
processo de consolidação, já que a meta havia sido ultrapassada. Embora todos
concordassem que era hora de começar o processo de consolidação, decidiram continuar
com o segundo dia de ensino, mas, para não exceder a capacidade dos recursos humanos em
Dondo, as equipes apenas voltariam a ensinar nas casas que haviam prometido revisitar.
Nesse dia, 21 novas almas se declararam e foram iniciadas mais algumas atividades centrais.
Antes de realizar atividades de consolidação, foi sugerido que todos os novos Bahá’ís
fossem reunidos para travar e aprofundar o conhecimento mútuo como crentes. Isso ocorreu
conforme o planejado e cerca de 40 dos 67 novos crentes estiveram presentes na reunião.
Vários já se conheciam da vizinhança e ficaram alegremente surpresos ao se conhecerem
como Bahá’ís. Três círculos de estudo, quatro aulas de crianças e um grupo de pré-jovens
iniciaram!
No dia seguinte, foi organizado um curso de reciclagem para tutores, professores de aulas de
crianças e animadores de pré-jovens, para intensificar as atividades que estavam iniciando
em Dondo. As pessoas de outros agrupamentos também foram convidadas para esse curso
de reciclagem, para poderem começar programas de crescimento em suas áreas. Uma festa
de dezenove dias foi organizada na casa de um dos novos crentes, e todos os novos amigos
foram convidados a participar. Mais tarde, os participantes de cada agrupamento reuniramse e fizeram planos sobre o que fazer quando voltassem para seus próprios agrupamentos
com o objetivo de estabelecer programas de crescimento.
Foi espantoso verificar, a partir de seus planos, como os amigos estavam focados após
estudar a guia e participar em uma campanha de ensino, a maioria pela primeira vez. Para
muitos dos amigos reunidos, foi também a primeira vez que ouviram falar das mensagens da
Casa Universal de Justiça ou entenderam as instituições e agências em Moçambique..
A partir dessa experiência, sabemos que, com a combinação de uma população altamente
receptiva com multidões ansiando para juntar-se ao abrigo dos seguidores da Abençoada
Beleza, e o enorme entusiasmo gerado entre os participantes nesta campanha de ensino,
coisas grandiosas e maravilhosas podem ser realizadas em Moçambique e os resultados
virão com trabalho duro e confirmações de Bahá’u’lláh.
Iniciar o Programa de Crescimento – Qualquer Atividade Central “pode servir como um estímulo
para o crescimento”: Em agrupamentos em que os crentes estão lutando para por em marcha
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programas de crescimento, buscando contato com vizinhos e outros amigos, estão recebendo
confirmações da rapidez na qual as atividades centrais criam um padrão de atividade que conduz
ao crescimento.
Canadá
Uma crente de Port Albertini, um agrupamento em British Columbia, Canadá, nos conta como seu
pequeno agrupamento passou de tentativas esporádicas para envolver outras pessoas no processo de
crescimento para uma abordagem sistemática que está dando frutos.
Eu me casei recentemente e me mudei de um agrupamento com um programa intensivo de
crescimento para um que ainda não atingiu o primeiro marco. Eu havia sido membro das
agências do agrupamento em meu agrupamento anterior. Meu marido estava pensando em
começar uma aula de crianças em seu bairro, mas sentia que, como um homem solteiro, ele
estaria em uma posição delicada para aproximar-se dos vizinhos. Ele orou por uma parceira
para ajuda-lo, mas não sabia que a parceira viria em forma de esposa! De qualquer maneira,
algumas semanas após o casamento e a mudança, consultamos juntos, fizemos brochuras e
planejamos a aula de crianças. Ambos tínhamos experiência como professores de aulas de
crianças no passado. Procuramos nossos vizinhos e colegas e agora temos uma aula semanal
com quatro crianças e três pais que vêm toda semana. Nossa meta é começar um Livro 1
com os pais. Nós já falamos um pouco com eles sobre o propósito as atividades centrais e
todos os três adultos parecem muito receptivos à Fé.
Pouco depois do meu casamento e da mudança para o novo agrupamento, nosso membro do
Corpo Auxiliar me enviou um e-mail e sugeriu os nomes de dois amigos que talvez
quisessem formar uma equipe comigo. Ela sugeriu que nós estudássemos algumas guias,
estabelecêssemos metas e então refletíssemos sobre o andamento a cada semana. Eu contatei
essas pessoas e agora estamos nos reunindo regularmente, estabelecendo metas para o
ensino individual, e já estamos vendo resultados – um círculo do Livro 1 voltou a se reunir,
parece que outro Livro 1 provavelmente começará logo e também está iniciando um Livro
4. É impressionante o que pode acontecer quando apenas duas ou três pessoas estudam as
guias, consultam, agem e refletem em conjunto, com constância e propósito. A guia da carta
de 28 de dezembro de 2010 da Casa Universal de Justiça tem sido particularmente
inspiradora.
Além de se tornarem mais sistemáticos em sua abordagem, os amigos em agrupamentos-meta estão
aprendendo com outros que ganharam experiência útil durante o último Plano.
Estados Unidos
Um Conselheiro relatou uma reunião de membros de uma comunidade de três agrupamentos
semirrurais próximo a St. Luis, Missouri, que se reuniram para discutir como poderiam fazer
esforços neste Plano de Cinco Anos para por em marcha programas de crescimento. A conversa foi
aberta com a leitura da mensagem de primeiro de Janeiro de 2011, refletindo-se sobre ela através da
ótica de seu próprio agrupamento e comentando sobre o que havia sido aprendido e realizado no
Plano anterior.
Os amigos de um dos agrupamentos, em particular, tinham feito esforços constantes no
último Plano e têm visto um movimento inicial entre a população local. Eles compartilharam
a história de como se iniciaram seus esforços há alguns anos, quando um casal do
agrupamento participou de uma campanha de instituto em Saint Luis. Eles voltaram para a
sua comunidade e convidaram outros a começar o estudo dos cursos do instituto de
treinamento em conjunto. À medida que esses poucos amigos progrediram através da
sequencia de cursos, foram encorajados pelo exemplo e espírito de seus tutores e se
perceberam aproveitando mais oportunidades para compartilhar a Fé Bahá’í com outros e
travar conversas mais profundas.
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Uma reunião devocional ofereceu o estimulo inicial ao movimento. Gradualmente, um
círculo de estudo foi formado com alguns dos participantes da reunião devocional. Após
alguns meses, os amigos começaram uma aula de crianças e envolveram residentes locais
como professores. A aula continua há dois anos e os amigos da Fé que são professores de
aulas de crianças refletem em conjunto com os pais regularmente. Um grupo de pré-jovens
e uma segunda aula de crianças começaram nos últimos dois ciclos. Famílias inteiras estão
discutindo os ensinamentos Bahá’ís e orando em conjunto. Esses esforços constantes têm
continuado com visitas ocasionais de um membro do Corpo Auxiliar e um ajudante, e de um
membro do Conselho Regional Bahá’í que vive nas proximidades. Quando visitam, eles se
juntam aos Bahá’ís locais em seus esforços de ensino – de visitas aos lares a reuniões de
amigos – ou participam em círculos de estudo.
Amigos de outros dois agrupamentos semirrurais, que estão mais no início do processo,
compartilharam parte de suas experiências e desafios, e fizeram perguntas. “Vocês não
ficaram desencorajados pelo seu pequeno número no começo? “Como a Assembleia Local
de vocês fez mudanças em sua maneira de administrar a comunidade”?” Respondendo a
essas perguntas, os amigos descreveram como tentaram ser pacientes, continuar fazendo
esforços, aprofundar relacionamentos com indivíduos e atrair mais pessoas para as
atividades. O espírito de otimismo, a fé na capacidade crescente dos novos colaboradores,
assim como o exemplo de confiança na oração, inspiraram a todos. Quando o grupo
considerou o que poderia ser o fruto de mais cinco anos de esforço, com cada vez mais
pessoas contribuindo, nas muitas cidadezinhas e vilarejos nesses agrupamentos, o silêncio
tomou conta da sala. Havia uma consciência do caráter sagrado desse processo, e de como
cada vez mais lugares estão sendo tocados pela luz do amor de Deus.
Taiwan
Embora este pioneiro de frente interna relate uma experiência que começou no Plano anterior,
oferece uma percepção de como se desdobrou o processo de crescimento no decorrer de um período
de dois anos, em um agrupamento quase virgem, e de como o pioneiro entendeu bem a dinâmica da
construção de capacidades.
Tudo aconteceu há cerca de dois anos, quando toda a minha família mudou-se para a
segunda maior cidade de Taiwan, Kao-hsiung, como pioneiros de frente interna. Embora
fique apenas a uma hora de distância da minha cidade natal, por trem de alta velocidade, é
uma área estranha para mim, devido às diferenças culturais e linguísticas em relação à minha
parte de Taiwan. Assim que chegamos a Kao-hsiung, começamos visitando a lista de
Bahá’ís que nos havia sido dada pela Assembleia Espiritual Nacional. Conhecemos dois
Bahá’ís que haviam completado dois cursos do instituto há muito tempo e eles mostraram
interesse em atividades. Portanto, decidimos que precisávamos voltar ao início.
Assim que percebemos que o ambiente cultural era diferente em Kao-hsiung, não nos
apressamos em ensinar a Fé, mas tentamos aprender e entender a cultura local. Fomos aos
parques e a grupos ou associações para ouvir o que eles diziam e perceber como agiam.
Então decidimos que deveríamos nos integrar na cultura e prestar serviços para ganhar a
confiança do povo local.
Voluntariamos como membros do comitê no edifício onde morávamos. Esse é um serviço
voluntário, mas nos deu acesso fácil para conhecer todos os inquilinos no edifício. Após três
meses, conversamos com o comitê sobre realizar um encontro para apresentar a ideia de
círculos de estudo Bahá’ís para todos os inquilinos. Apenas dois de nossos vizinhos vieram
para a reunião e, embora expressassem interesse no curso, disseram que não tinham tempo.
Não nos sentimos desencorajados, e oramos pela ajuda de Deus. Em alguns dias, uma das
vizinhas ligou para nos dizer que na escola onde ela trabalhava haveria uma reunião dos
voluntários, à qual ela me convidou para apresentar os nossos cursos. Após a apresentação, a
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maioria das mães não reagiu, mas notei que havia duas mães que pareciam interessadas. Eu
disse a elas: “Se vocês quiserem realizar este curso, tentem encontrar mais alguns amigos
para formar um círculo de estudo”. Se vocês não souberem apresentar o curso para os seus
amigos, tudo bem, vocês só precisam reuni-los e eu faço a apresentação. Desse modo, foi
formado o nosso círculo de estudo.
Esse processo nos permitiu entender que, devido à alienação entre as pessoas nas cidades,
para ensinarmos precisamos passar tempo com as pessoas para ganhar a sua confiança. Se
dependermos de procurar pessoas para ensinar, isso não só leva tempo, mas também é
limitado. Mas se fizermos isso através de cada participante que vem para um círculo de
estudo, então as possibilidades são ilimitadas, porque cada participante tem um grupo.
Eles se conhecem bem e já têm confiança entre si. Além disso, podem acompanhar
facilmente uns aos outros e a consolidação se torna mais efetiva. Então, sempre que eles
vêm estudar, desde o primeiro dia, os preparamos para se tornarem instrutores da Fé e a sua
própria transformação é o elemento mais importante para o sucesso do ensino.
O estudo das mensagens da Casa Universal de Justiça foi importante para o
desenvolvimento deste agrupamento, especialmente a de 28 de dezembro de 2010. Quando
eu li, “uma ou duas centenas estejam facilitando a participação de um ou dois milhares”,
percebi que o desenvolvimento da comunidade não pode depender somente da nossa família.
Então, sempre que realizo algum tipo de serviço, sempre levo em consideração quem vai
assumir a tarefa da próxima vez. Tento olhar os serviços necessários e dividi-los em vários
outros menores, selecionando então amigos para realiza-los e os apoiando e educando até
que possam trabalhar independentemente. Dessa maneira, cada pessoa tem a bênção de
servir a Fé e receber confirmação divina por si mesma.
Ao final dos dois anos, esse agrupamento não apenas havia ultrapassado o primeiro marco, mas
havia ultrapassado o segundo, com dezenas de novos crentes, uma Assembleia Espiritual Local,
Festas de Dezenove Dias e Dias Sagrados, e reuniões de reflexão.
“Preparado sob os auspícios do Centro Internacional de Ensino para a Instituição dos
Conselheiros. Trechos dos relatórios citados podem ser revisados e modificados em termos de
gramática, clareza, ou tamanho. Esta publicação, ou partes dela, podem ser reproduzidas ou
distribuídas dentro da comunidade Bahá’í sem permissão prévia do Centro Internacional de
Ensino.”
*: Tradução provisória

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