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CARTA GEOLÓGICA

Folha SE.24-Y-A-II - ATALÉIA
Escala 1:100.000 - CPRM - 1996

GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
PROGRAMA LEVANTAMENTOS GEOLÓGICOS BÁSICOS DO BRASIL
CARTA GEOLÓGICA - ESCALA 1:100.000 - ANEXO I

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TERCIÁRIO /
QUATERNÁRIO QUATERNÁRIO

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Formação Tumiritinga

Gnaisse Kinzigítico

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Córr

Aluvião : Depósitos sedimentares inconsolidados de cascalho, areia, silte e argila
Cobertura detrito-laterítica : formação superficial areno-argilosa com concreções ferruginosas e
laterita.
PALEOZÓICO
GRANITOS PÓS-TECTÔNICOS
Granito Frei Gaspar : muscovita-biotita granito, cinza claro, fino a médio, isotrópico a levemente foliado.
Granito Jaceguá : biotita alcali-feldspato granito, marrom claro, cinza claro e amarelo claro, granulação
fina a média, isotrópico a levemente orientado.

COMPLEXO GNÁISSICO KINZIGÍTICO
Nkz Gnaisse Kinzigítico : sillimanita-granada-cordierita-biotita gnaisse cinza, granulação fina a média,
foliado a bandado, com intercalações de rocha calcissilicática. Transiciona a granitóides peraluminosos.

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GRUPO RIO DOCE

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COMPLEXO GNÁISSICO
KINZIGÍTICO

GRUPO RIO DOCE
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Formação Tumiritinga : (sillimanita)-(granada)-cordierita-biotita xisto cinza escuro, granulação fina a
média, transicionando a porções gnaissificadas (granada-cordierita-sillimanita-biotita gnaisse), com
intercalações de rocha calcissilicática.

7972

Vila Prata

iro

A Folha Ataléia foi dividida em três domínios estruturais denominados: oriental, ocidental, e dos Granitos. O primeiro engloba os gnaisses
kinzigíticos, Granito Ataléia e Leucogranito Carlos Chagas. O segundo, a Formação Tumiritinga, Tonalito Galiléia e o Tonalito São Vítor. O
terceiro, os granitos tardi-a-pós-tectônicos. Observam-se que o metamorfismo da área cresce gradativamente de oeste para leste, fato que
coincide com o aumento da deformação. Através da análise de estereogramas, observa-se, nos dois primeiros domínios, foliações com
direções muito semelhantes, diferindo, no entanto, o sentido de seus mergulhos. O primeiro domínio possui, predominantemente,
mergulhos de baixo ângulo para leste (NS/14E), à exceção dos gnaisses kinzigíticos que mostram máximo em N56W/42SW. O segundo
domínio apresenta mergulhos mais elevados para oeste (N14W/55SW). A disposição das foliações com mergulhos opostos parece refletir a
influência das intrusões batolíticas posicionadas na parte central da área. As lineações de estiramento ficam em torno de N80E/17,
indicando um sentido de transporte tectônico de leste para oeste, observado também através de indicadores cinemáticos. Quanto ao
terceiro domínio, mostra uma foliação incipiente principalmente nas bordas dos batólitos, e uma lineação de fluxo desorganizada
compatível com o processo intrusivo. Através de imagens de satélite, notou-se grandes feições estruturais (fraturas e/ou falhas),
principalmente nas direções NE e NW, sendo as primeiras cortadas pelas segundas e observando-se um pequeno rejeito entre os dois
sistemas. Através do mapa magnetométrico (derivada vertical), observa-se, na direção N25E uma feição linear (fratura e/ou falha) de
grande extensão que atravessa toda a folha e coincide no extremo NE da quadrícula, próximo ao córrego Lajedão (nordeste de Ataléia),
com uma zona de cisalhamento de atitude N25E/70NW contendo porfiroclastos orientados de feldspato. Esta estrutura encontra-se cortada
por shear bands dextrais de direção N60E.

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Córr.

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A

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Coruja

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12 25

GEOLOGIA ESTRUTURAL

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Aluvião - Ocorre ao longo dos principais cursos d'água, principalmente nos trechos orientados na direção nordeste e controlados por
sistemas de fraturas e/ou falhas. Está representada por detritos aluvionares inconsolidados, recentes, com predomínio da fração areia.

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Ribeirão

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30

Leucogranito
Carlos Chagas

NEOPROTEROZÓICO
GRANITOS SIN- A TARDITECTÔNICOS
Na
Granito Ataléia : (cordierita)-(sillimanita)-granada-biotita granito, cinza claro, granulação média a
grossa, foliado, rico em granada, podendo ou não conter megacristais de feldspato. Mostra restos de
biotita gnaisse, calcissilicática e porções charnockíticas.
Ncc Leucogranito Carlos Chagas : sillimanita-granada-biotita granito, branco a bege, com granulação fina a
grossa, fortemente foliado. Subordinadamente leucogranito porfirítico e intercalações de rocha
calcissilicática.
SUÍTE INTRUSIVA GALILÉIA
Ng Tonalito Galiléia : biotita granodiorito e hornblenda-biotita tonalito metaluminoso, cinza, granulação
média a grossa, foliado. Transiciona ao Tonalito São Vitor. Abundantes autólitos máficos.
Nsv Tonalito São Vitor : biotita tonalito, metaluminoso, cinza claro, granulação fina a média, foliação
incipiente a marcante, podendo ou não conter granada.

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56

65

Granito Frei Gaspar - Ocorre como "stock" a oeste da cidade de Frei Gaspar, intrusivo em xistos da Formação Tumiritinga. Destaca-se na
topografia como morros altos e pães-de-açúcar. O litótipo dominante é um muscovita-biotita granito cinza claro, granular hipidiomórfico, fino
a médio, isotrópico a levemente orientado. A muscovita tem feições sugestivas de origem magmática. Observam-se porções mais escuras,
de dimensões centimétricas a decimétricas, onde há maior concentração de biotita e ligeiro acréscimo de plagioclásio, à semelhança de
autólitos.

Granito
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Tonalito
São Vitor

GRANITOS TARDI- A PÓS-TECTONICOS
Granito Pedra Pontuda : hornblenda-biotita granito cinza com tonalidade rósea, granulação média a
grossa e foliação incipiente.
SUITE INTRUSIVA AIMORÉS
Granito Caladão : granito porfirítico cinza com tonalidade rósea, rico em fenocristais de K-feldspato de 2
a 7cm, matriz grossa, isotrópico a levemente orientado.
Charnockito Padre Paraiso : biotita charnockito porfirítico cinza escuro esverdeado, rico em fenocristais
de feldspato de 2 a 7cm, matriz grossa, isotrópico a levemente orientado. Abundância em plagioclásio e
presença de hiperstênio.

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62

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Jabuticaba

Tonalito
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20

Granito Jaceguá - Ocorre como "stocks" no quadrante sudeste da folha, nas proximidades de Santa Luzia do Córrego Azul, Fazenda
Balança, Peixe Branco e Pau-de-Letra (norte de Tipiti e nordeste de Novo Horizonte, respectivamente), intrusivo no Granito Ataléia e
Granito Caladão, conformando morros altos e pães-de-açúcar. O litótipo dominante é um biotita alcali-feldspato granito marrom claro a
cinza claro, podendo chegar a amarelo claro quando em processo de intemperismo. A granulação varia de fina a média, é isotrópico a
levemente orientado, rico em fenocristais de feldspato com até 1 cm de comprimento por 1-2 mm de largura (média), eventualmente
maiores. É formado de quartzo, plagioclásio, microclina, ortoclásio e biotita. A textura é hipidiomórfica granular, porfirítica e a composição
varia de granítica a sienítica.

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PALEOZÓICO
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UNIDADES LITOESTRATIGRÁFICAS
CENOZÓICO

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Granito Pedra Pontuda - Surge em duas áreas distintas, a primeira a norte de Fidelândia e a segunda no extremo-nordeste da folha. A
morfologia varia de áreas arrasadas, morros alongados e expressivos a pães-de-açúcar. O contato com o Granito Ataléia é brusco. O litótipo
dominante é um hornblenda-biotita granito porfirítico cinza, com tonalidade rósea devido ao K-feldspato, granulação média a grossa,
foliação incipiente, contendo fenocristais de feldspato com até 5 cm distribuídos esparsa e aleatoriamente. Observa-se enclaves
geralmente centimétricos a decimétricos de rocha cinza escuro, granulação fina, rica em biotita, , com uma tendência a alinharem-se em
uma direção preferencial. A mineralogia essencial é constituída de quartzo, plagioclásio, microclina/ortoclásio, biotita e hornblenda. A
textura é hipidiomórfica granular. A composição varia de granítica a sienítica. A presença de hornblenda e a menor quantidade de
fenocristais parecem ser as principais diferenças em relação ao Granito Caladão

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Letra

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GRANITOS SIN- A TARDITECTÔNICOS

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DOMÍNIO ORIENTAL

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Granito Pedra
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Charnockito Padre
Paraíso

SUITE INTRUSIVA GALILÉIA

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SUITE INTRUSIVA AIMORÉS

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GRANITOS TARDI- A PÓS-TECTÔNICOS

GRANITOS SIN- A TARDITECTÔNICOS

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Cotaché

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Granito Jaceguá

Granito Frei Gaspar

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Cobertura detrito-laterítica

DOMÍNIO OCIDENTAL

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FAIXA MÓVEL

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Granito Caladão

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Rio

Áreas cratônicas, em parte
retrabalhadas no Brasiliano

São

28

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- Faixa Móvel
Domínio Oriental
C

Áreas transamazônicas com
rejuvenescimento brasiliano

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Metassedimentos de médio
e alto grau, brasilianos

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VITÓRIA

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- Faixa Móvel
Domínio Ocidental
B

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Granitóides brasilianos

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GRANITOS PÓS-TECTÔNICOS

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de Guanhães
Grupo Bambuí

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PROTEROZÓICO

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A - Núcleo Antigo

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Coberturas proterozóicas

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EOCAMBRIANO

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CENOZÓICO

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Coberturas fanerozóicas

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14º

Modificado de Almeida et al. (1978), Schobbenhaus et al. (1984), Delgado e Pedreira (1995).

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SALVADOR

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OURO VERDE
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Granito Caladão - Aflora sob a forma de dois maciços batolíticos na faixa central da folha, adentrando às folhas Mucuri e Itabirinha de
Mantena. A topografia é geralmente montanhosa com abundantes pães-de-açúcar. O litótipo dominante é um biotita-granito porfirítico cinza
com tonalidade rósea, rico em fenocristais de feldspato de 2 a 7 cm de comprimento, chegando a predominar largamente sobre a matriz.
São geralmente bem formados, muitos com tendência a se alinharem preferencialmente, chegando a entelhamento de cristais, outros
distribuídos aleatoriamente em uma matriz média a grossa, biotítica, isotrópica a discretamente orientada. Observam-se autólitos com
dimensões centimétricas a decimétricas, geralmente quartzo-dioríticos com tendência a se orientarem preferencialmente, e xenólitos de
biotita gnaisse com dimensões decimétricas a métricas, sempre nas bordas dos corpos. O granito é formado por quartzo, microclina,
plagioclásio, biotita e allanita (rara), com textura geralmente hipidiomórfica granular porfirítica.

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18º 30'
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CONVENÇÕES CARTOGRÁFICAS
Drenagem
Represa, lagoa
18º 30'
41º 00'

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252

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244km E

Camilão

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Feição linear obtida por magnetometria
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Boa União

Lineação de estirmento com caimento medido

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Lineação mineral com caimento medido
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Lineação B com caimento medido
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Foliação vertical

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Foliação com mergulho medido

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Fotolineamentos estruturais: traços de superfícies "S"
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Mina em atividade

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Lavra rudimentar/garimpo em atividade

Falha ou zona de cisalhamento aproximada

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Contato aproximado

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Contato definido

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Foram cadastrados 44 jazimentos minerais, sendo os bens de maior interesse econômico os relacionados a pegmatitos como água
marinha, quartzo róseo e turmalina, além de rocha ornamental, pedra de talhe, brita e sulfeto. Água Marinha : extraída por processo de
garimpagem em pegmatitos geralmente de pequena possança (os maiores estão no garimpo do Avião, a NW de Ataléia, encaixados em
granitos e gnaisses). Quartzo Róseo : extraído das aluviões do córrego São Fidelis (sul de Ouro Verde de Minas). Tem aplicação na
confecção de esculturas diversas. Turmalina : extraída através de lavra subterrânea de pegmatito localizado próximo a Nova União,
encaixado em granitóide. Rocha Ornamental : é lavrado um biotita charnockito porfirítico (Charnockito Padre Paraíso) que ocorre sob a
forma de matacões, de onde são extraídos blocos com dimensões de 2,90x1,70x2,30m, em duas minas na Baixada do Rio Preto (NE de
3
Nova Belém), com produção mensal em torno de 150m /mina, com 4 a 5 operários/mina. Pedra de Talhe : produzida em vários lugares,
porém com maior volume nas proximidades de Fidelândia, onde são extraídos blocos utilizados como meio-fio e pisos em geral. A rocha é
um biotita-quartzo sienito com hornblenda. Brita : extraída em várias pedreiras, com utilização local. Na saída de Ataléia para a BR-418
3
(rodovia do Boi), uma pedreira fornece brita para Ataléia e adjacências, com produção mensal em torno de 60m . Sulfeto: ocorrem níveis
sulfetados em um biotita-granada-cordierita xisto da Formação Tumiritinga, próximo à localidade de Nossa Senhora Aparecida (nordeste de
São José do Divino).

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RECURSOS MINERAIS

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LOCALIZAÇÃO DA FOLHA EM RELAÇÃO AOS DOMÍNIOS
TECTÔNICOS DEFINIDOS NO PROJETO LESTE - MG - ETAPA I

10º

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LOCALIZAÇÃO DO PROJETO LESTE-MG - ETAPA I EM RELAÇÃO
À FAIXA ARAÇUAI E DEMAIS ELEMENTOS GEOTECTÔNICOS

41º 00'
18º 00'

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Tonalito São Vítor - Ocorre na porção oeste da folha, em uma faixa de direção aproximada norte-sul, adentrando às folhas Mucuri,
Itabirinha de Mantena e Itambacuri. A morfologia é bastante variável desde áreas arrasadas a onduladas, até morros alongados e pães-deaçúcar. O contato com as rochas da Formação Tumiritinga é transicional; tectônico com o Granito Ataléia; com o Tonalito Galiléia não é
claro. Na região de contato com as rochas da Formação Tumiritinga, existe uma interação entre essas duas unidades (contato aproximado).
O litótipo dominante é um biotita tonalito com variação para granodiorito cinza-claro, de granulação fina a média, foliação incipiente a
marcante, com "restitos" ou lentes de biotita gnaisse, mica xisto e calcissilicática. Localmente mostra porções porfiríticas, onde os
megacristais de feldspato chegam a medir até 3 cm de comprimento. É formado por: quartzo, plagioclásio, ortoclásio, microclina, biotita e
granada, que pode estar presente ou não. A textura varia de granoblástica a hipidiomórfica granular.

Cobertura Detrito-Laterítica - Observada em uma pequena área na serra da Pratinha (a sudoeste de Ouro Verde de Minas), a 1075m de
altitude, onde está localizada a torre da TELEMIG. Conforma uma superfície aplainada que, em fotografias aéreas, mostra uma textura lisa
de cor cinza claro, desenvolvida sobre um biotita granito porfirítico rico em K-feldspato. Trata-se de um material areno-argiloso, rico em
concreções ferruginosas, onde é comum a presença de blocos centimétricos a decimétricos de laterita ferruginosa de cor avermelhada,,
contendo grãos de feldspato caulinizado.

ama

No

Santa

36

Formação Tumiritinga - Situa-se no extremo oeste da folha, em três áreas distintas: A primeira a noroeste de São José do Divino, a
segunda nos arredores de Frei Gaspar, e a terceira em Nossa Senhora Aparecida, geralmente em terrenos arrasados, e em menor
freqüência como morros de pequenos desníveis, quase sempre abaulados, às vezes alongados. O contato com o Tonalito São Vítor é
geralmente marcado por injeções de granito no xisto e gnaissificação (registrado como aproximado), e brusco com o Granito Frei Gaspar.
Com o Granito Ataléia é interpretado como tectônico. O litótipo dominante é um (granada)-cordierita-biotita-feldspato xisto com sillimanita,
com porções gnaissificadas de composição granodiorítica a tonalitica, que evoluem a granitóides peraluminosos. Intercalações
centimétricas a decimétricas de rocha calcissilicática. Possui cor cinza escuro, matriz fina, rica em biotita, granulação fina a média, foliação
proeminente. As porções gnaissificadas e graníticas assumem aspecto de migmatito de textura nebulítica. O metamorfismo é da fácies
anfibolito.

Charnockito Padre Paraíso - Aparece sob a forma de maciços plutônicos de formas e dimensões variadas, até batolíticas, relacionados ao
Granito Caladão. O contato com as encaixantes é brusco e com o Granito Caladão é transicional, derivado ao surgimento de hiperstênio,
preservando-se a textura e estrutura. Conforma uma topografia montanhosa entre terrenos arrasados a ondulados dessa mesma unidade.
O charnockito é uma rocha cinza escura esverdeada, marrom a caremelada quando intemperisada, porfirítica, com fenocristais de feldspato
de dimensões médias entre 2 a 7 cm de comprimento, com superfícies ligeiramente encurvadas, em parte euédricos, alguns alinhados, mas
de uma maneira geral distribuídos aleatoriamente em uma matriz média a grossa, rica em biotita, isotrópica a levemente orientada. É
formado por quartzo, plagioclásio, ortoclásio, microclina, hornblenda, biotita e hiperstênio, com textura geralmente hipidiomórfica granular,
porfirítica. É comum observar esse litótipo sob a forma de matacões métricos, alguns exibindo esfoliação esferoidal.

Ri o

Cruz

Granito Ataléia - Surge em uma grande área, sem forma preferencial, no centro leste da folha, penetrado pelos batólitos intrusivos da Suíte
Intrusiva Aimorés. Adentra as folhas Mucuri, Ecoporanga e Itabirinha de Mantena. A morfologia é bastante variável, desde áreas arrasadas,
onduladas, morros expressivos a pães-de-açúcar. O contato é transicional com os gnaisses kinzigíticos, tectônico com o Leucogranito
Carlos Chagas, Tonalito São Vitor e a Formação Tumiritinga, e brusco com os maciços intrusivos mais jovens. O litótipo dominante é
granada-biotita granito, com variações a granodiorito e tonalito, cinza-claro, granulação média a grossa, foliado a gnáissico, rico em
granada, podendo conter ou não megacristais de feldspato com dimensões centimétricas. É formado por quantidades variadas de quartzo,
ortoclásio, microclina, plagioclásio, biotita, granada, podendo conter ou não cordierita e sillimanita. A textura varia de hipidiomórfica granular
a granoblástica. Nas porções porfiríticas a granulação é muito grossa, e os cristais de feldspato chegam a 5 cm de comprimento, geralmente
orientados ou estirados segundo a foliação, formando estruturas tipo Augen , onde a foliação se torna proeminente e ressaltada pela
orientação da biotita; os megacristais também podem ser euédricos e transversais à foliação. São observados "bolsões" ricos em muscovita
e salbandas de biotita com grandes concentrações de granada. Mostram "fantasmas" e enclaves de biotita gnaisse, "restos" de
calcissilicática e porções de rocha charnockítica (jotunito).

Tonalito Galiléia - Ocorre no extremo sudoeste da folha, em faixa NS com 9 km de largura, que se estreita para norte até desaparecer. A
morfologia é bastante variável e se desenvolve de acordo com a composição da rocha. Onde há o domínio das rochas de composição
tonalítica, a topografia é bastante arrasada (São José do Divino) tornando-se mais alçada, com porções onduladas a morros e serras
expressivas, onde a composição é geralmente granodiorítica, como na faixa de transição para o Tonalito São Vítor. O contato é transicional
entre suas duas fácies (tonalítica/granodiorítica), aproximado e tectônico com o Tonalito São Vítor. É brusco com os granitos tardi- a póstectônicos (Suíte Intrusiva Aimorés). O litótipo dominante na porção leste da faixa é um biotita tonalito (com granodiorito subordinado), cinza
claro, granulação média a grossa, com quartzo, plagioclásio (oligoclásio-andesina), microclina, ortoclásio e biotita, de textura geralmente
granular hipidiomórfica, a discretamente foliado. O litótipo dominante na porção oeste da faixa é um biotita granodiorito a granito de
granulação média a grossa, com quartzo, plagioclásio (oligoclásio-andesina), microclina e biotita, de textura dominante granular
hipidiomórfica, com discreta foliação. Subordinadamente ocorre hornblenda-biotita tonalito de granulação grossa, foliado, com restos mais
escuros de biotita gnaisse e/ou xisto, de dimensões centimétricas a decimétricas, preferencialmente alinhados na direção NE. É
característico na unidade a presença de autólitos máficos, centimétricos ou maiores.

Nor te

Rio

37

Gnaisse Kinzigítico - Ocorre em pequenas exposições nas proximidades de Atalaia e Fidelândia, em corpos estreitos e alongados, e a
sudeste de Tipiti, geralmente em áreas arrasadas e em morros alongados com o topo aplainado. Os contatos com as demais unidades são
geralmente transicionais (registrados como aproximados), exceto com os maciços intrusivos tardi- a pós-tectônicos onde são bruscos. O
litótipo dominante é um sillimanita-granada-cordierita-biotita gnaisse. Possui cor cinza, marrom avermelhado quando intemperisado,
granulação fina a média, foliado, às vezes exibindo um bandamento composicional proeminente, onde são observadas alternâncias de
bandas descontínuas félsicas e máficas de dimensões milimétricas a centimétricas. As félsicas são ricas em mobilizados
quartzo/feldspáticos, enquanto nas máficas domina a biotita que pode estar ou não associada a sillimanita. Transiciona a granitóides
peraluminosos. Intercalam-se lentes centimétricas a decimétricas de rocha calcissilicática. O metamorfismo é da fácies anfibolito alto a
granulito .

Leucogranito Carlos Chagas - Aparece no extremo leste da folha, adentrando a sul a Folha Itabirinha de Mantena. Geralmente mostra
uma morfologia rebaixada onde se destacam morros expressivos. O contato com o Granito Ataléia é tectônico e brusco com o maciço Suíte
Intrusiva Aimorés. O litótipo dominante é um leucogranito com biotita, granada e sillimanita, de cor branca a bege, granulação fina a grossa,
textura variando de lepidoblástica a granoblástica, fortemente foliado, rico em porfiroclastos de quartzo/feldspato milimétricos a
centimétricos, estirados segundo uma foliação de baixo ângulo que é ressaltada também pela biotita. Subordinadamente ocorrem corpos
de leucogranito porfirítico de matriz fina a média, rico em megacristais de feldspato com até 5 cm de comprimento, com raras intercalações
de rocha calcissilicática. A mineralogia é compatível com paragênese metamórfica da fácies anfibolito alto. Estas rochas ocorrem com
grande expressão na Folha Carlos Chagas, onde possuem as melhores exposições, nos arredores da cidade homônima.

do
enb

a
Córr. d

ESTRATIGRAFIA

35

acos
Mac
dos
rr.

O Projeto Leste ocupa a região entre os paralelos 16º S e 20º S, desde a Serra do Espinhaço à divisa com os estados do Espírito Santo e Bahia. Situa-se na Faixa Móvel neoproterozóica Araçuaí. Na área do Projeto, o cinturão foi dividido, com base em critérios
petrológicos, estruturais e metamórficos, nos domínios: Núcleo Antigo Retrabalhado de Guanhães e Faixa Móvel Ocidental e Oriental.
Naquele núcleo afloram rochas do Paleoproterozóico/Arqueano representadas por ortognaisses, granitóides e seqüências vulcanosedimentares (anfibolito, formação ferrífera, quartzito e xisto). Nos domínios Oriental e Ocidental da Faixa Móvel, estão representadas
rochas ortognáissicas paleoproterozóicas/arqueanas (gnaisses TTG) retrabalhadas, e rochas neoproterozóicas (xistos e gnaisses
paraderivados), granitos meta e peraluminosos pré- a tarditectônicos, brasilianos. Granitos pós-tectônicos ocorrem nesses domínios, em
corpos alinhados aproximadamente segundo N-S. Nessa primeira etapa do projeto foram mapeadas 12 folhas na escala 1:100.000 e
cadastrados 614 jazimentos minerais, dos quais 133 de rochas e minerais industriais e 481 de gemas em pegmatitos ou em depósitos
secundários.

268

260

252

244

41º 30' W. GREENWICH
18º 00'

284

236
INTRODUÇÃO

276

O

SINOPSE GEOLÓGICA

NEOPROTERÓZOICO

COMPANHIA MINERADORA DE MINAS GERAIS

FA
IXA

SECRETARIA DE MINAS E ENERGIA

CPRM - SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL

CRÁTO N
DO

SECRETARIA DE MINAS E METALURGIA
FOLHA SE.24-Y-A-II - ATALÉIA

FANEROZÓICO

MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA

Área urbana

Estrada sem pavimentação

Limite Interestadual

SEÇÃO GEOLÓGICA ESQUEMÁTICA
W
E

A

Rib. São Jorge

Rib. São José do Divino

Córr. São Brás

Córr. Novo

Córr. Pedra Riscada

1000
(m)
0

Córr. Lajoeiro

Rib. Peixe Branco

Rib. Sto. Agostinho

B

QHa

Nt

Nt

Nsv

Na

Na

DOMÍNIO OCIDENTAL

Na

Na

Ncc

DOMÍNIO ORIENTAL

PROJETO LESTE

LOCALIZAÇÃO DA FOLHA NO ESTADO
Base planimétrica gerada a partir da digitalização da
folha SE.24-Y-A-II, Ataléia, escala 1:100.000, 1979,
da FIBGE. Atualização efetuada com base em dados
de campo fornecidos pelas equipes técnicas da
CPRM.
Editoração cartográfica executada na GERIDE/
CPRM/BH, sob a supervisão geral do Gerente de
Relações Institucionais e Desenvolvimento-GERIDE,
geólogo Nelson Baptista de O. Resende Costa, com a
coordenação da geógrafa Rosângela G. Bastos de
Souza.
Digitalização: Terezinha I. de Carvalho Pereira/CPRM
e SIGeo/UFV.
Editoração e arte-final: ANDINA - Serviços de
Informática e Elizabeth de Almeida Cadête Costa.
Revisão da arte-final: geólogo Wilson Luís Féboli e
Elizabeth de Almeida Cadête Costa.

Córr. Bonfim

ARTICULAÇÃO DA FOLHA
42º00'
17º30'

ESCALA 1: 100.000
48º

41º30'

41º00'

40º30'
17º30'

42º
BA

2

DF

0

2

4

TEÓFILO
OTONI
SE.24-V-C-IV

6km

16º

MUCURI
SE.24-V-C-V

CARLOS
CHAGAS
SE.24-V-C-VI
18º00'

18º00'

GO
ITAMBACURI
SE.24-Y-A-I

ES

MS

SP

ATALÉIA
SE.24-Y-A-II

ECOPORANGA
SE.24-Y-A-III

PROJEÇÃO UNIVERSAL TRANSVERSA DE MERCATOR
20º

DATUM VERTICAL: Marégrafo de Imbituba - Santa Catarina
DATUM HORIZONTAL:SAD-69
Origem da quilometragem UTM: “Equador e Meridiano 39º W.Gr.”,
acrescidas as constantes: 10.000km e 500km, respectivamente.

RJ

A CPRM agradece a gentileza de comunicação de falhas
ou omissões verificadas nesta Folha.

Reimpressão 2000

18º30'

18º30'

GOVERNADOR ITABIRINHA DE BARRA DE SÃO
MANTENA
VALADARES
FRANCISCO
SE.24-Y-A-IV
SE.24-Y-A-V
SE.24-Y-A-VI
19º00'
42º00'

41º30'

41º00'

19º00'
40º30'

Autor: Geólogo MANOEL PEDRO TULLER
Supervisor: Geólogo João Bosco Viana Drumond.
Projeto integrante do Programa Levantamentos
Geológicos Básicos do Brasil - PLGB, que é executado
pela CPRM - Serviço Geológico do Brasil, através de
suas Unidades Regionais sob a coordenação do
Departamento de Geologia- DEGEO, chefiado pelo
geólogo Sabino Orlando C. Loguércio. Este Projeto foi
executado na Superintendência Regional de Belo
Horizonte- SUREG/BH, em convênio com a Secretaria
de Minas e Energia do Governo do Estado de Minas
Gerais- SEME e Companhia Mineradora de Minas
Gerais- COMIG, sob a coordenação regional do
Gerente de Geologia e Recursos Minerais- GEREMI,
geólogo Claiton Piva Pinto e a coordenação nacional
do geólogo Inácio de Medeiros Delgado, da Divisão de
Geologia Básica- DIGEOB.
Representantes no Projeto: SEME - José F. Coura
COMIG - Marcelo A. Nassif
CPRM - Claiton Piva Pinto

Estrada pavimentada