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FACULDADE MAURÍCIO DE NASSAU

DANIELE NUNES
ERIK IVANOV
MARCOS AURÉLIO
MATHEUS PORTELA
MEIRE CRISTIANE

ESTÉTICA NA CONTEPORANEIDADE:
O ESTILO KITSCH

TERESINA
2015

seu significado e as formas de utilização na contemporaneidade. o desenvolvimento do estilo com o passar dos anos e difundindo seu uso nos dias atuais. pois qualifica seus conhecimentos sobre os estilos artísticos estudados e aumenta suas bases de referências para criação de novos projetos. e presente em diversos áreas de expressão estética nas artes. tornando-se referência presente na vidas das pessoas. através do planejamento e execução de peças de design gráfico que serão apresentadas em uma mostra organizada pelos alunos do 3º período do curso de design da Faculdade Maurício de Nassau. Este trabalho objetiva ampliar o conhecimento do estilo. . interiores e gráfico. o conceito de kitsch apresentou-se em uma dimensão que foi além do conceito de arte. evidenciando detalhes de sua origem e conceito. O desenvolvimento e apresentação de peças com referencias ao estilo kitsch proporciona ao designer a melhoria de suas competências enquanto estudante e/ou profissional. Além disso. a apresentação das peças em uma mostra promove a divulgação do estilo kitsch numa perspectiva estética. Quanto aos objetivos específicos.INTRODUÇÃO Com um conceito desenvolvido em mais de um século. através de projetos de design de moda. apresentando os conceitos referências de pesquisa e registros fotográficos da peças de design gráfico criadas para a mostra. destacamos a apresentação em síntese a origem do termo kitsch.

que quer dizer trapacear. uma negação do autêntico. tornando-se presente nas artes plásticas. Este conceito não se associa diretamente ao ao kitsch. encontrado em uma versão da língua inglesa. 09) existe outra possível origen do termo. p. no sentido moderno. como as obras Marilyn Monroe de 1967 e Campbell Soup de 1968. fazer móveis novos com velhos. sociais e culturais. Moles (2001). literatura. é mister desvendar sua origem. por exemplo. em particular. Mesmo que atribuam ao kitsch o conceito de mau gosto. pode-se considerar um objeto kitsch se ele apresentar uma ou mais das seguintes características: imitação de uma obra de arte ou de um outro objeto. Segundo SEGA (2009) de certa forma. Estas características foram destacadas pela autora deste texto em seu livro O kitsch e suas dimensões. é uma expressão bem conhecida. ocupação do espaço errado. por volta de 1860. que hoje são reconhecidas e tem valores inestimáveis dentre as obras contemporâneas. O ESTILO KITSCH NA CONTEPORANEIDADE Ganhando uma amplitude que extrapolou o próprio conceito pertencente a arte. nem sempre esse mau gosto é evidente ao indivíduo que faz uso do kitsch. receptar. que significa esboço. . 10). arquitetura. publicidade. apresenta o seguinte conceito sobre a origem da expressão Kitsch: A palavra Kitsch. ambas de Andy Wahrol. Neste sentido. Apesar de ter mais de um século de existência. Entende-se que uma coisa é brega quando está associado a uma sensação de mau gosto. 2001. quer dizer atravancar e. Vários exemplos estão presentes na mente das pessoas. palavra bem conhecida do alemão do sul: kitschen. observando como o uso desse termo se transformou entre os anos diante das mais diversas expressões artísticas. vender alguma coisa em lugar do que havia sido combinado. como uma garrafa de vinho usada como castiçal. p. culinária.ORIGEM E CONCEITO DO TERMO KITSCH Para entendermos o significado do kitsch. decoração de ambientes. provinda da palavra sketch. o termo kitsch ainda apresenta certa confusão em seu significado. vestuário. exagero na linguagem visual ou na linguagem verbal. sendo em algumas vezes interpretada como um estilo fora de padrão. ou como sinônimo de brega. aparece em Munique. existe um pensamento ético pejorativo. (MOLES. um carrinho de pedreiro usado como jardineira em um canteiro de jardim. principalmente se o objeto em questão for uma réplica do original. Segundo Guimaraens & Cavalcanti (1979. música. verkitschen. e perda da função original do objeto. entre outros. o estilo kitsch percorreu outros caminhos.

do cinema e da publicidade. Representavam. Com raízes no dadaísmo de Marcel Duchamp. após estudar os símbolos e produtos do mundo da propaganda nos Estados Unidos. Segundo NETO (2011). 2011. sobretudo os que eram provenientes dos Estados Unidos. sugestivo. para designar os produtos da cultura popular da civilização ocidental. 6) Com base nessa escolha. assim. foram pesquisadas imagens que poderiam auxiliar na construção das peças para a mostra a ser organizada.O ESTILO KITSCH COMO REFERÊNCIA CRIATIVA Segundo SEGA (2009). p. Por ser alternativo. sua denominação foi empregada pela primeira vez em 1954. Sua iconografia era a da televisão. (NETO. pelo crítico inglês Lawrence Alloway. Era a volta a uma arte figurativa. de poderosa influência na vida cotidiana na segunda metade do século XX. o Pop Art começou a tomar forma no final da década de 1950. proporcionando diversas soluções a uma situação ou problema em questão. o grupo desenvolveu peças utilizando como base as características do Pop Art. econômico. o Por Art: Movimento principalmente americano e britânico. O POP ART COMO FONTE DE INSPIRAÇÃO Dentre as várias inspirações. os componentes mais ostensivos da cultura popular. passaram a transformá-los em tema de suas obras. quando alguns artistas. oportuno e funcional. dos quadrinhos. o kitsch pode ser criativo por várias razões. Figura 1: Referência Pop Art Fonte: Acervo do autor . possibilitando ao profissional criativo uma gama de opções no proceso criativo de desenvolvimento de produtos relacionados a esse estilo artístico. da fotografia. em oposição ao expressionismo abstrato que dominava a cena estética desde o final da segunda guerra.

br Figura 3: Baleia Fonte: Acervo do autor Figura 4: Marilyn Monroe. Andy Wahrol.Figura 2: Bancos Fonte: www.zerozenrio. 1967 Fonte: Acervo do autor .com.

A seguir as peças criadas: Figura 6: Quadro de Daniele Nunes Fonte: Acervo do autor Figura 7: Quadro de Matheus Portela . moda e gráfico. em Teresina. decorações.UMA MOSTRA SOBRE O ESTILO KITSCH Em uma mostra organizada pelos alunos do 3º período do curso de Design da Faculdade Maurício de Nassau. Piauí. a saber. Figura 5: Processo de desenvolvimento das peças para a mostra Fonte: Acervo do autor O grupo que elabora este projeto ficou responsável por elaborar quadros artísticos para a composição do ambiente da mostra. foram apresentadas peças elaboradas por três campos criativos.

Fonte: Acervo do autor Figura 8: Quadro de Meire Cristiane Fonte: Acervo do autor Figura 9: Quadro de Marcos Aurélio .

Fonte: Acervo do autor Figura 10: Valeska PopArtzuda. 2015 Fonte: Acervo do autor . Erik Ivanov.

Figura 11: Espaço Kitsch Fonte: Acervo do autor CONCLUSÃO .

Após o processo de pesquisa sobre o kitsch e desenvolvimento das peças para a mostra. REFERÊNCIAS . Porém. apesar de concluído o desafio de apresentar o estilo kitsch em uma mostra as peças construídas. conclui-se que a utilização dos conceitos estéticos como base para o desenvolvimento das peças auxilia na amplitude de opções criativas a serem desenvolvidas. aproveitando suas especificidades nas peças construídas. bem como. devido a alguns desencontros de informações e participação de equipe. montagem da estrutura e apresentação dos itens não pode ser viabilizada como planejada. pode-se compreender o verdadeiro significado e aplicabilidade do estilo kitsch.

Tradução de Sergio Miceli. Rio de Janeiro: FUNARTE. e CAVALCANTI.GUIMARAENS. NETO. 1-3 abr. O Kitsch: a arte da felicidade. Isaac Veloso. Arquitetura e kitsch. no XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. Christina Maria Pedrazza. 2-6 set. et al. D. Abraham. 2009 . São Paulo/SP. Recife/PE. MOLES. 2001. O consumo da cultura Kitsch: Trabalho apresentado no II Colóquio Binacional Brasil-México de Ciências da Comunicação. 1979. L. São Paulo: Editora Perspectiva. 2011 SÊGA. O Kitsch artístico na campanha da KitchenAid: Trabalho apresentado à INTERCOM – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação.