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CAPÍTULO 10

PROTEÇÃO DE GERADORES E MOTORES
Prof. José Wilson Resende
Ph.D em Sistemas de Energia Elétrica (University of Aberdeen-Escócia)
Professor titular da Faculdade de Engenharia Elétrica
Universidade Federal de Uberlândia

10.1. Introdução
Os geradores e motores estão sujeitos a diversas condições anormais, tais
como: faltas nos enrolamentos do estator e rotor, sobrecarga, sobreaquecimento
nos enrolamentos e mancais, sobrevelocidade, motorização, perda de excitação,
desbalanço de corrente, sobretensões, etc.
A proteção de um grupo gerador ou motor deve atender a três requisitos
básicos:
1. a minimização do dano ao gerador/motor por falta internas:
2. a minimização dos distúrbios do sistema devido às faltas internas, pelo
rápido desligamento da máquina;
3. proteção do gerador/motor devido ao efeito de faltas sustentadas, cargas
desequilibradas, e condições de fase aberta que possam ocorrer no sistema.

a) Medidas preventivas e dispositivos de proteção contra faltas externas:
• Relés térmicos (contra sobrecargas)
• Relés temporizados, a máximo de corrente (contra curtos)
• Relés a máximo de tensão (contra as elevações de tensão devidas às manobras
normais do sistema).
• Relés sensíveis à corrente de seqüência negativa (para proteção contra
funcionamento de cargas desequilibradas).
• Relés de potência inversa (para impedir o funcionamento do gerador como
motor).

b) Proteção contra defeitos internos:
• Proteção diferencial (contra curtos entre enrolamentos de fases diferentes).
• Proteção contra os defeitos à massa, do estator.
• Proteção contra os defeitos à massa, do rotor.

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• Proteção contra os curtos entre espiras da mesma fase.
• Proteção contra a abertura acidental ou não dos circuitos de excitação
c) Outros Elementos
• Pára-raios, indicadores de circulação de óleo, termostatos, proteção contra
incêndio (atua na extinção do fogo iniciado devido aos arcos voltaicos dos
defeitos), dispositivos de rápida desexcitação, etc.
Os geradores são as peças mais caras (dos equipamentos de sistemas de
potência) e são as mais sujeitas a defeitos. O desejo de protegê-los de todas essas
anormalidades resulta em consideráveis divergências de opinião.
Várias “receitas” podem ser sugeridas para a proteção. Um critério usual é
baseado na potência da máquina.
Em geral, há dois tipos de falta no gerador:
• Falhas no enrolamento (entre espiras, entre fases, entre fase e terra):
causadas por sobretensões, sobreaquecimentos (corrente desequilibrada,
ventilação deficiente) ou a movimentos do condutor (força do curto, perda de
sincronismo).
• Condições anormais de funcionamento: perda de campo, carga
desequilibrada no estator, sobrevelocidade, vibrações, etc.

Algumas das anormalidades que ocorrem nos geradores, e que serão vistas a
seguir:
1. Falhas nos enrolamentos do estator
2. Sobrecarga
3. Falhas nos enrolamentos do rotor
4. Sobreaquecimentos nos enrolamentos e mancais
5. Sobre velocidade
6. Perda de excitação
7. Funcionamento como motor
8. Desbalanço de corrente
9. Sobre e subtensão
10. Perda de sincronismo

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10.2- Proteção contra falhas no enrolamento do Estator
Esta

proteção

é

aplicada

para

detetar

as

seguintes

⎧Curtos - circuitos
⎩circuitos abertos nos enrolamentos

falhas: ⎨

10.2.1. Curtos-Circuitos
Na figura, tem-se um gerador ligado em Y com o neutro aterrado por uma
impedância Zn, com um só enrolamento por fase.

Figura 10.1:

A falha “F” ocorre a “x” pu do neutro. Se a fase “A” gerar E [volts], a
porção “x” gerará xE. Na parte restante tem-se (1 – x)E.

Obs.: Na figura, “ZF” é a impedância no ponto do curto.

10.2.1.1. Curto trifásico
Para este tipo de curto, usa-se apenas o circuito de seqüência (+).

Figura 10.3:

Na análise que se segue, ZF será adotada como nula.
xE E
=
⇒.
A corrente de curto será I F =
xZ1 Z1

a corrente de falta INDEPENDE do ponto onde ocorreu o curto no enrolamento do gerador.1.2. Figura 10. a corrente de falta depende do ponto de curto: Figura 10. os 3 circuitos são ligados em série. quando Zn não é nulo. para Z n = 0 ⎟⎟ x ( Z1 + Z 0 + Z 2 ) + 3Z n ⎝ Z1 + Z 0 + Z 2 ⎠ ∴Para o curto fase-terra. 10.6: .2. Curto Fase-Terra: Para esta análise.4 Para este curto.5: As correntes de sequência serão: xE I a1 = I a 2 = I a 0 = x ( Z1 + Z 2 + Z 0 ) + 3Z n I AF = I a1 + I a 2 + I a 0 = ⎛ ⎞ 3xE 3E ⎜⎜ I AF = . pelo ponto de FALTA.

denominada bobina de operação.7: Esta análise pode ser feita adotando as técnicas do curto fase-terra: IF = 3xE 3E = x ( Z1 + Z 2 + Z 0 ) Z1 + Z 2 + Z 0 Pela equação acima nota-se que a corrente INDEPENDE do ponto “x” do enrolamento. Relé diferencial de alta impedância A figura abaixo ilustra o princípio fundamental de funcionamento dessa proteção por fase.: Pare este tipo de curto.1. O relé diferencial de alta impedância possui somente uma bobina. Curto entre Espiras Figura 10. os relés diferenciais não atuam. Vejamos como proteger o gerador contra estas falhas.5 10. OBS.2.4. Condições normais de funcionamento: Figura 10. 10.3.1.8: .2. em curto. pois a corrente que entra na bobina é a mesma que sai.

10: .6 Com o gerador operando normalmente. Figura 10. Entretanto. para o relé operar. temos a situação acima ⇒ o relé não opera. o relé opera (veja a próxima figura) e a seguinte seqüência de operações ocorre: • O disjuntor principal 52 é aberto • O disjuntor de campo 41 é aberto • O gerador é parado • É injetado CO2 (para evitar incêndio). Se houver contribuição somente do gerador (sistema radial) na bobina do relé circulará a diferença (IS1 – IS2): Figura 10. Existindo uma falha em “F”.9: Se o gerador está interligado. não é necessário que haja contribuições dos dois lados da falta. dentro da região compreendida entre os TC’s. pode existir contribuição do sistema.

nas faltas fase-terra.teremos uma região em que a proteção diferencial não protegerá a Unidade Geradora para curtos fase-terra. Assim. 4. o contato 3A-3D abre o “52” o 4B-4C abre o disjuntor 41. indicativa da sua atuação. também faz com que nele apareça uma bandeirola colorida. a corrente de falta depende do ponto do enrolamento onde ela ocorreu. visto que. Por outro lado. e seu contato 5C-5D fecha.11: IMPORTANTE: Os relés diferenciais necessitam de uma corrente mínima de operação (Im). Assim. a corrente de defeito será menor que a mínima corrente de operação: 3xE Vimos anteriomente que I AF = . Figura 10. colocando “positivo” na bobina do relé auxiliar 87C-X. avisando o operador da ocorrência. x ( Z1 + Z 2 Z 0 ) + 3Z n Mas normalmente Zn>>(Z1+Z2+Z0). xE →. os seus contatos se fecham. Quando o relé 87C-X opera. o relé 87-A “sente” a falha. opera. Por ex. 3. O relé 87C-X opera.:.. nessa parte do enrolamento. Existe a falha em “F” 2. a corrente de falta Fase-Terra será dada por: I AF = Zn Representando isso em um gráfico: .7 Operação da Proteção 1. o 4D-4E atua na parada da máquina e o 4G-4F faz soar o alarme do anunciador.

no primário ⎧I = I mínima de operação do relé Temos ainda que: I AF = I m .1. Zn Essa equação pode ainda ser escrita da seguinte forma: Foi visto que I AF ≅ I AF = x.RTC = 10 3.RTC P→x ∴ P = 100.0 pu 3.V.6.Z n .V neutro.RTC x. Determinação da percentagem do enrolamento que não é protegida pelos relés diferenciais nas faltas FASE-TERRA.I m . A percentagem protegida será: q = 100 – P . para o relé operar: IAF > Im 10.Z n . xE .8 Figura 10.V 3.I m .RTC ⎨ m ⎩RTC = relação dos TC' s Para que o relé opere: 3.Z n Expressando x em “% do enrolamento”: 100% → 1.V . a partir do 10.12: Pela figura.2.10 3 ⇒x= I m .Z n ⎩I AF = corrente de falha.x ⇒ P :Percentagem de enrolamento não PROTEGIDO.103 ⎧V = tensão entre fases no gerador ⎨ 3.

reduzindo-se assim os danos do estator ao mínimo). Zn = ? SOLUÇÃO: a) Zn = x.460 A 10. A corrente de falta a terra em geradores é geralmente limitada pela impedância de aterramento (“Zn”) reduzindo-se. Em certos casos esta corrente é muito pequena e não chega a sensibilizar os relés diferenciais (geralmente é limitada entre 5 e 10A. dependerá do tipo de aterramento usado e da sensibilidade dos relés diferenciais.24pu Icc(A) = (60 MVA 13. P = 60 MVA : U = 13.4 .17 pu = 10. Logo.7. Logo. os danos no núcleo do estator ao mínimo.3 A. temos um pequeno esforço no isolamento próximo ao neutro.17 pu = 2.1.510.E / 3 1.9 Problema no 1 Para o gerador abaixo definido: a) calcular o valor da impedância de aterramento Zn que possa limitar a corrente de curto fase terra. nos terminais deste gerador.4 . a 5 A . assim.8 KV X”d = 0. dando origem a poucas faltas nessa área.2.27 pu X" d 0. b) calcular o valor da corrente de curto trifásica nos terminais deste gerador. 3 ). se a proteção de falta a terra é necessária ou não.13800 / 3 = I cc 5A Zn = 1594Ω b) Icc para curto trifásico: E 1pu Icc = = = 4.24 pu Icc = ? . Proteção Contra Falhas FASE-TERRA O esforço de tensão no isolamento é máximo nos terminais do gerador e nulo na junção do neutro e varia linearmente ao longo do enrolamento. .8kV .

10 Uma das soluções adotadas para se fazer a proteção é colocar no neutro de aterramento do gerador um relé de sobrecorrente com baixo pick-up conforme ilustra a figura a seguir. O grande inconveniente da aplicação de um relé de sobrecorrente nessa proteção é que. Figura 10. a solução usual é a utilização de um relé de sobretensão (59R). notamos que esse relé poderá atuar para uma falta faseterra (F1) fora do trecho (ou “vão”) protegido. haverá uma grande dificuldade de distinção entre as correntes de falta a terra e as corrente de terceiro harmônico. ligado à impedância de aterramento através de um TP: . Logo. Faltas a terra em F2 não causam a atuação do relé. que circulam pelo neutro em condições normais de funcionamento do gerador. Nestas condições. na medida em que aumentamos a impedância de aterramento. pois neste não circulará corrente devido à ligação triângulo-estrela do transformador.13: Proteção para faltas fase-terra com relés de sobrecorrente Pela figura 10.13. existe a necessidade de se fazer a coordenação de tempo com os relés de proteção do vão.

O relé auxiliar 86-1 opera. o 2D-2E atua na parada da máquina e o 1C-1F faz soar o alarme no anunciador. opera. Após a contagem do tempo. Operando o relé 59RX-1. avisando o operador. a finalidade do filtro de terceiro harmônico é discriminar a corrente de terceiro harmônico de 180 Hz. o relé 59RX-1 opera. 2. e seu contato 3E-3G fecha. colocando “positivo” na bobina do relé auxiliar temporizado 59RX-1. da corrente de falta de 60 Hz. em F: uma tensão de 60 Hz é aplicada em Zn. 5. evitando operação incorreta do relé. o filtro oferece uma alta impedância para correntes de 180 Hz e baixa impedância para correntes de 60 Hz. 4. ou seja. Operação deste relé de sobretensão: 1. O relé 59R “sente” a falha. o seu contato 1G-2G fecha. Existe a falha à terra. Figura 10. o 2B-2C abre o disjuntor 41. colocando “positivo” na bobina do relé auxiliar 86-1.14: Proteção para faltas fase-terra com relés de sobretensão No esquema da figura acima. nele surgirá uma bandeirola colorida indicativa. os seus contatos se fecham: o contato 1A-1D abre o disjuntor 52.11 Figura 10.15: A máxima tensão que poderá ser aplicada em Zn é aquela causada quando de uma falha à terra no extremo do enrolamento do gerador (quando Icc é máxima): . 3.

Consequentemente. esses relés podem operar para falhas à terra que ocorrerem fora do gerador.10 3 [V] {V : Tensão entre linhas. teremos as curvas abaixo⇒ em quase 1/2 ciclo.: e = 0.10 3 ′ = [V] No secundário do TP ligado a “Zn” tem-se Vmáx 3. 10.RTC • O ajuste do relé 59R poderá ser feito a partir de 5% do valor de V’máx protegendo-se assim 95% do enrolamento. • Devemos usar o relé auxiliar 59RX-1 temporizado para que a máquina seja retirada somente em casos de falha e não durante distúrbios transitórios.17: . é necessário que haja coordenação de tempo com os outros relés envolvidos.2. nominal do gerador Vmáx = 3 V. o fluxo φ é constante.1. a componente DC da corrente de curto pode saturar completamente o TC. Figura 10.m.8. IMPORTANTE: Tal como para os relés de sobrecorrente instalados no neutro. a indutância “Zexc” torna-se NULA (o secundário do TC ficará em curto).e.16: Inicialmente será analisado a hipótese em que o TC é saturado pelo efeito de uma falha que cause elevadas correntes no seu primário. Ocorrendo a falha citada.12 V. Nesta situação. a f. ou seja. Assim. Saturação dos TC’s da Malha Diferencial devido a Falha Externa nos Terminais do Gerador Figura 10.

VR = IS2(Rc+ RS) Substituindo-se Is2 obtido em (b) na equação acima: VR = (I’F – Iex1 .2. Figura 10. é aquela que surge quando um TC é completamente saturado e o outro não (esta é a condição mais desfavorável). IR: corrente no relé IF: corrente de falha primário I I′F = F : corrente de falha. para não operar incorretamente. VR para que não haja operação incorreta devido a falhas externas do gerador. Para a figura acima: RS : resistência do secundário dos TC’s (de cada um): Rc : resistência dos cabos entre os TC’s e o relé RR : resistência do relé VR: tensão mínima na qual o relé deve ser ajustado. devido a FALHAS EXTERNAS.IR)(Rc+ RS) Considerando que: RR >> (RC + RS) Então⇒ IS1 >> IR Ainda temos: IS2 = IS1 – IR ⇒ desprezando “IR”: IS2 = IS1 (c) .18: O perfil das tensões mostra que a maior tensão nos terminais do relé. no secundário RTC Iex1 : corrente de excitação secundário no TC IS1 e IS2 : correntes na malha secundário ⎧I S1 = I′F − I ex1 (a) Da mesma figura tira-se: ⎨ ⎩I R = I S1 − I S 2 ⇒ I S 2 = I S1 − I R (b) Substituindo-se (a) em (b): IS2 = I’F – Iex1 .1.8) Cálculo dos Ajustes de Relé “87”: Nesta seção será determinada a “tensão de ajuste”.13 10.IR Por outro lado.

2.2. Nas falhas internas do GERADOR. RR RT = 10.20: VR = Resistência do relé + resistor = R R + R s ⇒ R S = RT − R R (I R ) OBS: Se passar uma corrente I’R > IR ⇒ 0 relé diferencial “87” operará incorretamente. Para a fase “A”. um resistor.1. a corrente através do relé não deve causar sua operação. causando sua operação: VR ( real ) = (I′F − I ex1 − I R ) (R C + R S ) é MENOR QUE VR = I′F (R C + R S ) 10.: Os “arredondamentos” efetuados darão maior margem de segurança no que se refere a aberturas indevidas.10.1. deve ser escolhido de tal forma que o valor da tensão nos seus terminais não exceda de VR ⇒ (tensão de ajuste do 87).21: .9 Resistor Estabilizador RS No caso de falhas externas. (Isto poderia acontecer antes da instalação do resistor RS. as conexões serão: Figura 10. desprezando IR e ainda desprezando Iexc1: I VR = I′F (R C + R S ou VR = F (R C + R S ) RTC OBS. Proteção Diferencial de Geradores Ligados em ∆ Os princípios anteriormente abordados são aplicáveis para o caso.14 Levando (c) na expressão de VR isto é. Figura 10. pois a V corrente seria I′R = R ). a tensão no relé será maior que “VR”. Para tanto. chamado estabilizador.

será na ocasião em que um dos TC’s satura: IR 10460A (R c + R s ) = (0.35) = 34. os dados do fabricante com relação a vários relés deste tipo. o indicado para o caso. Rs (resistência interna dos TC’s ) = 1.2. Como já visto. • Ligações corretas da fiação secundária.1.11. VR = b) Cálculo da corrente Ip (primária mínima de operação) para o relé escolhido em “a” . com relé diferencial ASEA. tipo RYDHA. devido a faltas externas.15 10.5 mA b) Calcular a corrente Ip (primária mínima de operação) para o relé escolhido em b.643 + 1. teoricamente não deve circular corrente.35 RTC : 600/1 Imínima de operações dos relés = 16. nas bobinas de operação dos relés. protegida por este relé diferencial.643 Ω. Problema no 2 Proteger o gerador do exercício 1 contra FALTAS NO ESTATOR. desde que a falta seja FORA da zona protegida. de preferência. • Relés convenientemente ajustados. no caso de uma falha FASE TERRA.Precauções básicas para evitar operações incorretas da Proteção Diferencial Deve-se ter: • TC’s com a mesma relação e. mesmo para a maior corrente de curto. Caso se adote um fator de segurança de 50% →ajuste de 50 V.74V RTC 600 Poderá ser usado o relé com um ajuste de 40V. sabendo-se que: Rc (resistência do cabo entre o relé e os TC’s) = 0. a) Escolher entre os relés disponíveis. SOLUÇÃO: CONDIÇÃO DE “PARTIDA”: o relé não deve atuar. iguais. ou escolhidos conforme indicação do fabricante. a maior tensão Vr que surgirá no relé. em condições normais. Ver na página 131 do livro texto. c) Calcular a porção de enrolamento do gerador. entre TC’s e relés observando a polaridade e que.

600 = −98% 13. 5A < 21A → logo. . Problema no.5) x 10-3 A = 21A c) Cálculo da porção de enrolamento do gerador.RTC % protegida = q = 100% .5 = 18.5 mA Assim: Ip = 600 (16. por fase. 3Zn. na tensão de ajuste VR.Ir.1594. Isto porque na pior condição de falha FASETERRA (falha no terminal do estator).16 Ip = RTC (IR + ΣIexc) IR = corrente de operação do relé: 16. V = 13.2 A e possui um consumo de 2. protegida por este relé diferencial. no caso de uma falha FASE TERRA. Zn = 1594 OHMS.5 mA ΣIexc = 11 + 7.5 + 18.16.8 KV. Calcular o valor de um resistor estabilizador para que o relé não opere incorretamente no caso de falhas externas.5 mA ΣIexc = soma das correntes de excitação dos TC’s. passará uma corrente de 5A apenas.10 −3.5 mA.5.00 − ) 10.8x10 CONCLUSÃO: NÃO HAVERÁ NENHUMA PROTEÇÃO Já era de se esperar este resultado.V(KV) IR = 16. If-t = 5A q% = 100% - 3. o relé não “sentirá” esta falha.p = (1. Dos dados do fabricante do relé: TC1 → Iexc = 11 mA TC2 → Iexc = 7. Ora.0 VA (BURDEN). 4 O relé diferencial de um gerador opera com 100V e 0.

1. a qual será eliminada pela atuação da proteção diferencial ou da proteção de falha à terra do estator. i1 ≠ i2. Quando o gerador possuir mais de um enrolamento por fase.2 2 10.2.12. de fase dividida. usa-se o relé 61. IR = 0 Ocorrendo um curto entre espiras: IP1 ≠ IP2. .17 RT(resistência do relé + Resistor) = Rr = VR 100 = = 500Ω I R 0. Nesses casos. IR = i1 – i2 ≠ 0 ⇒ 0 Relé 61 operará.22 Estando o gerador em operação normal: IP1 = IP2 . torna-se necessário uma proteção. que é ligado nos TC’s de tal forma que normalmente não há corrente na sua bobina: Figura 10.2 W 2 = = 50Ω ∴ Rs = R T − Rr = 500 − 50 = 450Ω 2 (I R ) 0.Proteção Contra Curtos entre Espiras de uma mesma Fase Normalmente esta proteção é desnecessária pois esta falta rapidamente se transforma em falha à terra. i1 = i2.

colocará parte do enrolamento do campo em curto e surgirão desbanços e vibrações. Entretanto.1 p. quando opera com potência e fator de potência nominais e com 5% de sobretensão.2. tornando-se difícil a coordenação da proteção de retaguarda com relés de sobrecorrente.2. ou seja.Um deles adota a corrente alternada e o outro. rotor. Deve-se notar que esse tipo de anormalidade só é notada pelos relés de Fase Dividida em estágios adiantados. Circuitos Abertos nos Enrolamentos Normalmente os geradores não são especificamente protegidos contra esta falta. o gerador deve ser capaz de suportar. o qual opera quando a tensão atinge valores abaixo de um valor préfixado. IMPORTANTE: Quando a impedância síncrona do gerador (Xd) é igual ou maior do que 1. como veremos posteriormente. Segundo a norma AIEE. que podem destruir. para proteção contra desbalanço de corrente de fases. 10.3 – Sobre-Carga A proteção de sobre-carga é mais usada como proteção de retaguarda do que para proteger o gerador propriamente. operando-o. sem danos.. o que deixará a máquina em reparos por extenso período. um curto trifásico nos seus terminais por 30 segundos. o surgimento de uma 2a falta. é aconselhável o uso de um relé de sobrecorrente com restrição por tensão. pois quando há o rompimento de um dos enrolamentos (desde que haja mais de um enrolamento por fase) a corrente se torna nula e toda corrente do(s) outro(s) enrolamento(s) passa a circular na bobina do relé 61. os relés de fase dividida protegem os enrolamentos nestes casos também. na figura anterior. se i2 = 0. a corrente contínua como informação básica para o relé. .18 10. uma primeira falta não provoca dano. Há dois métodos para a detecção dessas falhas. a mancais. o relé 61 somente verá essa anormalidade quando já existir danos consideráveis. Nesse caso. quando já existem danificações consideráveis na Unidade Geradora. fazendo soar um alarme indicativo da anormalidade. Por exemplo. poderão proteger o gerador. 10. no relé teremos IR = i1.u.4 – Falhas nos Enrolamentos do Rotor Como o circuito de campo opera não aterrado. Entretanto. inclusive. Relés de Seqüência Negativa. Entretanto. a corrente de curto sustentada é igual ou menor do que a corrente máxima de carga.

a qual produz circulação de corrente de fuga através da capacitância dos enrolamentos do campo. aquecem e I) danificam sua superfície.8 KV.. Figura 10.5 mmA . A corrente de falha sensibiliza o relé 64F.23 Operação da Proteção: 1. O relé 64F opera. Nesta figura.19 a) Método da Corrente Alternada A figura 10. Dados reais ilustrativos: Para um gerador de 60 MVA e 13. é alimentado por uma fonte de CA. Inicialmente há a falta a terra (--------) 2. a proteção não atua. Desvantagens do método: As correntes de fuga (_____). observamos que o relé 64F. que deteta faltas a terra no rotor. II) Evidentemente que a corrente de fuga não deve sensibilizar o relé 64F. Perdendo-se a fonte AC.23 auxiliará no entendimento deste método. fazendo-o operar incorretamente. a corrente de fuga medida foi de: Ifuga : 4. fecha seu contato 5G-5E e faz soar um alarme no anunciador. circulando através dos mancais. 3.

• Neste método não surgem as indesejáveis correntes de fuga.5. através de um resistor limitador e do relé 64F. • O polo (+) DC da ponte é aterrado e o seu negativo. há dois métodos de proteção: 10. principalmente. • A ponte retificadora é alimentada por uma fonte AC. no caso de interrupções bruscas de carga. devido à inércia dos reguladores de velocidade. Método Elétrico Um gerador de imã permanente (GIP) é colocado no eixo do gerador. ao fato de que o gerador poderá atingir altas velocidades. Nos terminais de saída do GIP está conectado um relé de sobrefreqüência (81): . é conectado ao (+) da excitatriz do campo do gerador.5 – Sobrevelocidade Esta proteção deve-se. b) Método da Corrente Contínua O princípio de operação é similar ao do “método AC”.1. Figura 10.20 Neste caso. a corrente de ajuste do 64F adotada foi de 10 mA e a tensão da fonte AC foi de 130V. Para os geradores movidos por turbina hidráulica.24 10.

2. A seguir.8 KV. Método Mecânico É colocado um dispositivo mecânico (12) centrífugo no eixo do gerador que. Os fabricantes da turbina e gerador nos fornecem geralmente esses ajustes.31 Operação da Proteção: 1. .8 kV. 13. em sobrevelocidades. já mencionada acima: Dispositivo mecânico 12: Ajustado em 152% da velocidade nominal. atua no mecanismo de parada e faz soar o anunciador. • Para uma máquina de 174 MVA. O contato K1 – K2 energiza o relé auxiliar 86. que abrirá os disjuntores 52 (principal) e 41 (de campo). 10. fecha um contato. retirando o gerador do sistema. usados na mesma Unidade Geradora de 174 MVA – 13. Há sobrevelocidade no gerador 2. 3.21 Figura 10. Estes dois métodos podem ser aplicados juntos num mesmo gerador. damos os ajustes do dispositivo mecânico 12. como ilustração.5. fabricação ASEA. ASEA (a turbina hidráulica): o relé 81 é ajustado em 145% a 148% da velocidade nominal. O relé 81 opera. • Em turbinas a vapor: AJUSTES em 110% (aproximadamente). fechando sue contato K1 – K2.

no entanto: • O gerador passará a absorver reativo do sistema • Haverá queda de tensão nos seus terminais. ou por relés de distância direcionais olhando para dentro do gerador. o rotor irá se sobreaquecer rapidamente e. poderão haver sérios danos. Curtos no campo Mal contato nas escovas da excitatriz Falhas no relé 41 Erros de operação b) Conseqüências de Perda de Excitação • O gerador passa a funcionar como gerador de indução.6 – Perda de Excitação em Geradores a) Principais Motivos da Perda de Excitação • • • • • • Perda do campo da excitatriz principal Aberturas acidentais do disjuntor de campo. Ao perder a excitação. A condição de perda de excitação é. • Geradores de polos salientes (que possuem enrolamentos amortecedores): não estão sujeitos a altos aquecimentos. Desprezando qualquer oscilação de potência ativa devido ao fluxo no rotor. • O estator de qualquer tipo de gerador síncrono está sujeito a sobreaquecimento enquanto funcionar como gerador de indução e as correntes do estator poderão atingir 2 a 4 vezes o valor da corrente nominal. • Instantes antes da perda de excitação. O choque para o sistema. a partir de seus terminais. detectada por relés de subcorrente ou subtensão no circuito de campo. já que o nível do fluxo no rotor do gerador (ou tensão interna da Unidade Geradora) será baixo. o gerador está fornecendo uma certa quantidade do reativo ao sistema. o fluxo de eixo direto do rotor decresce. quando a Unidade Geradora sai de sincronismo não será severo. . em dois ou três minutos. geralmente. Em decorrência.32. como indicado na figura 10.22 10. A operação dos relés de corrente e tensão no circuito de campo é praticamente óbvia e a operação do relé de distância pode ser mais facilmente visualizada pelo uso do diagrama R-X. a Unidade Geradora fará a transição de gerador síncrono para gerador de indução. Esses fatos podem provocar a perda de estabilidade (dependendo dos reguladores de tensão e da capacidade do gerador em relação ao sistema). a Unidade Geradora se acelera e sai de sincronismo com o resto do sistema. constante potência ativa de saída. Quando o campo do gerador é perdido. • Nos Geradores de polos lisos: não possuem enrolamentos amortecedores que possam suportar as correntes induzidas no rotor quando funcionam como gerador de indução. girando acima da velocidade síncrona. incluindo um período de aumento na velocidade do rotor com aproximadamente.

como essas abaixo: Figura 10.23 Durante a transição. . A figura abaixo indica o percurso que seria descrito por um gerador de 100 MVA operando.33 Curva 1: Gerador com curto no campo. Curvas reais podem ser obtidas através de medições. contudo. nas condições nominais e para as quais é perdida a excitação. a saída de reativo decrescerá até zero e tornar-se-á negativa. Figura 10. funcionando com carga inicial de 100% e ligado a um sistema pequeno. para um valor de 2 a 4 vezes a saída nominal de reativo da Unidade Geradora. inicialmente.32– Características da perda de campo e do relé de proteção.

• Deve ser observado que o relé não deve operar incorretamente nos casos de oscilações e de perda de sincronismo.6.2. Desta forma. da plena carga e ligado a um sistema grande.34 Os geradores são protegidos contra perda de excitação através do “relé MHO com característica INVERTIDA”.24 Curva 2: gerador com curto no campo com carga inicial de 100% e ligado a um sistema grande. Curva 4: gerador com curto circuito no campo. Curva 3: gerador com campo aberto. com carga de 29. . • A pior condição é aquela em que o gerador está ligado a um sistema infinito (representado por uma impedância nula). Sob o ponto de vista de proteção: a curva 5 indica o final de todos os lugares geométricos dos pontos finais destas curvas. quando da perda de excitação. fazendo-o operar e retirando o gerador do sistema: Figura 10. a impedância equivalente do sistema penetrará a característica deste relé MHO. carga inicial de 100% e ligado a um sistema grande. Proteção Contra Perdas de Excitação com Relé MHO Figura 10. 10.35 a) Determinação da posição da característica do relé MHO em relação ao eixo dos “R” – (OFF-SET).4%.

5 a 4Ω (em degraus de 0. X’d = 0. Para que a característica do relé envolva completamente a curva 5. O K ≈ 2 b) Determinação do diâmetro da característica do relé MHO. o diâmetro do seu círculo na figura anterior deve ser: KL = OL – OK EXEMPLO: Para o gerador abaixo. na figura acima. Dados do fabricante do gerador: NG = 160 MVA. • Para que o relé OPERE corretamente. U = 15 KV. faz-se. através dos taps de 1-100%. 1. fazer os ajustes do relé CEH (da GE) de característica MHO deslocada. . contra perda de excitação.82 pu.29. sem alteração do OFF-SET.5Ω) sem que o diâmetro da característica (KL) varie: 2. OFF-SET (X’d/2) – pode ser variado de 0. Diâmetro da característica (TAP de restrição): pode ser variado.25 Quando existe uma oscilação entre o gerador e este grande sistema. a impedância equivalente do sistema será apenas a impedância transitória do gerador (X’d). Xd = 0. X' d .

5 = 11.50Ω RTP 125 / 1 X’d(em Ω) = X’d (pu) . Solução: a) Cálculo do OFF SET: OF SET = X’d/2 2 2 Zb = Vb /Nb = 15 /160 = 1.29 x 13.9575 Ω O OFF SET mais próximo é 2Ω (acima do valor calculado).07 = 55. b) Cálculo do diâmetro da característica: D = Xdsec – OFF SET Xdsec = 0. 6000 / 5 RTC = 1.26 O tap para o diâmetro (d) desejado é dado por: TAP% = 500/d Onde d = Xdsec – OFF SET 3.07 – 2 = 9. diâmetro “d” e o valor do TAP (+) para o diâmetro “d” escolhido).406 = 13.19% Adota-se 55% (a ser ajustado no relé) .406 Zb visto pelo relé → Z ' b = Zb. Zb’ (Ω) = 0. e que deverá ser ajustado no relé. 13.82 .915 Ω OFF SET = X’d/2 = 1.07 Ω D = 11. RTC: 6000/5 RTP: 125/1 (15000/ 3 /120000/ 3 ) Regular o relé (OFF SET.07 Ω c) Cálculo do TAPE: TAPE = 500/d = 500/9.5 = 3.

t ≤ K ⎨K : depende do tipo de máquina : ⎪ K = 7 . Em geral o fabricante fornece a curva K = (I2)2 t do gerador.60 (para turbina hidráulica) Se: • K < (I2)2 t < 2K → o gerador poderá ser danificado • (I2)2 t > 2K → o gerador ficará seriamente danificado. que não é prontamente eliminada pelos relés de proteção indicados. • Uma falha desbalanceada próxima da máquina. c) A Constante “K” O tempo que o rotor pode suportar este desbalanço é inversamente proporcional ao quadro da corrente de seqüência (-). correntes de freqüência dupla.27 10. Estas correntes sobreaquecem o rotor e produzem vibrações. isto é: ⎧t : tempo de duração da falha ⎪I : corrente de seqüência (-) ⎪⎪ 2 2 (I 2 ) . b) Causas Existência de correntes de seqüência (-) no estator. • Uma falha no enrolamento do estator.7 – Proteção Contra Desbalanços de Correntes no Estator a) Motivos dos Balanços • Uma fase aberta numa linha ou um contato aberto de seu disjuntor. .30 (para turbina a vapor) ⎪ ⎪⎩ K = 40 . O fluxo destas correntes gera. nas ranhuras do rotor. permitindo ajustar a característica do relé de tempo inverso (alimentado por filtro de seqüência (-) imediatamente abaixo daquela curva.

causando a degradação do isolamento. pára-raios a uma excessiva corrente fundamental.37 10. transformadores e geradores a esforços dielétricos excessivos aquecimento do núcleo. . • Curvas Características do Gerador e Relé 46 Figura 10.1 – Proteção contra desbalanços. insensível a variação de freqüência. O esquema da figura abaixo ilustra a proteção de sobretensão.8 – Proteção Contra sobretensões: As sobretensões podem sujeitar as linhas de transmissão a arcos.7.36 • Neste tipo de relé haverá tensão (e somente de seqüência (-)).28 10. apenas por ocasião dos desequilíbrios. com Relé de Seqüência Negativa – 46 ASA Figura 10. Proteção contra sobretensão pode consistir em relés de sobretensão com ajuste temporizado para atuar de 5 a 10% acima da tensão nominal.

5 a 3% da potência nominal e temporizados até minutos (de acordo com o fabricante). monofásicos. na hidráulica. a cavitação) ou indesejável carga para a rede. após os quais pode haver sérios riscos para a turbina (por exemplo.9 – Proteção Contra Motorização É feita com vistas à turbina e não ao gerador. desligar secções de linhas ou atuarem no campo dos geradores para se diminuir a corrente de campo. resultante do fato de o gerador operar como motor e tracionando o conjunto gerador-turbina. A proteção é feita com relés direcionais de potência inversa.29 Figura 10. regulados para cerca de 0. O fabricante indica tempos críticos de operação. se o fluxo de água (turbina hidráulica) for paralisado. .39 Essa proteção pode desligar os geradores. 10.

Proteção de motores de indução menores que 1500 HP 27 – Subtensão 49/50 – Térmico e sobrecorrente instantâneo 50GS – Sensor de terra 48 – Partida incompleta 47 – Subtensão + Seqüência de fase (3∅) a) Proteção contra perda de tensão ou sub tensão (27): É obtido pelo relé monofásico da subtensão (27) nos casos em que os motores são alimentados por fusíveis. 10.1. que geralmente como benefício promove a proteção contra seqüência de fase reversa.Motores de Indução 10. Dada a quantidade de relés possíveis de utilização. pode-se usar proteção de subtensão para verificar as três fases. devem guiar a escolha dos relés.1. a experiência.Motores de Indução Menores que 1500 HP. todavia sempre o custo/benefício.`Proteção de Motores de média tensão: Os motores de média tensão industrial variam de algumas centenas de HP a alguns milhares de HP. .30 10. Neste caso pode-se usar o relé (47).10. e o bom senso.10. muitos especialistas preferem definir critérios de aplicação em função da potência dos motores. Existe um grande número de funções de proteções que podem ser usadas para proteger os motores. caracterizando como motores menores que 1500 HP e motores de 1500 HP e acima.10.1.

10.1.6 a 2. se adapte à característica térmica do motor. c) Proteção contra curto (50GS): De modo a obter sensibilidade e velocidade para faltas a terra. para prevenir operação dos equipamentos com tensão reduzida. não devendo ser sensibilizado na partida. Neste caso sugere-se a instalação do relé 48.31 b) Proteção contra sobrecarga/Rotor travado e curto circuito (49/50): É obtida pelo relé 49/50 . Relés de sobrecorrente temporizado podem ser usados para executar a função 49.10.É importante que o rele temporizado (49) escolhido.0 da corrente de rotor travado.Motores de Indução de 1500 HP e acima: Proteção de Motores de Indução de 1500 HP e acima Na figura identificamos as seguintes proteções: .2. A unidade instantânea (50) deve ser ajustada para 1. d) Proteção contra seqüência de partida incompleta (48): Sistemas de partida de motores que promovem a elevação gradual da tensão podem apresentar problemas e o motor ser solicitado a operar com tensão reduzida. que trabalha com a componente de seqüência zero. pode-se usar o rele 50 GS.

fornece proteção conta curtos entre fases e fase-terra. que é instalado no estator da maquina.Instantâneo fase/terra 50 GS (ground sensor). d) Proteção contra sub-tensão – 27: A unidade 47 pode substituir a 27. onde as três fases passam dentro do núcleo do TC produzindo 3I0. pois além de possuir subtensão ela detecta inversão na seqüência de fase. a variações rápidas na temperatura. Esse tipo de proteção é preferível do que a térmica (49S) que somente se baseia na corrente do estator como indica do na figura 2.49 (Térmico): O relé 49 opera com um detector (resistor dependente em temperatura). b) Relé de Sobrecarga . e) Proteção contra seqüência de fase reversa f) Proteção contra curto 50 e 50 GS: .Instantâneo de fase 50 .87 (Diferencial): O relé diferencial 87 .32 a) Relé de desbalanço de corrente – 46: Fornece proteção para evitar que o motor fique conectado sob alimentação monofásica com falta de fase. c) Proteção contra curto . uma vez que o (49S) não responde.48 . g) Proteção contra seqüência de partida incompleta . que poderiam acontecer em algumas condições de rotor travado.

10. sensível a freqüência. 27 .Instantâneo 55 .2. Esse relé normalmente tem sua característica do tipo tempo inversa (I × t).Motores Síncronos para acionamentos 10.Relé de fator de potência. Durante a partida.1 .Seqüência de partida incompleta 49/50 .10. abaixo de 1500 HP 26 – Elemento Térmico: Fornece proteção devido ao aquecimento que o enrolamento amortecedor apresenta durante a partida.2. a freqüência de corrente induzida no rotor é baixa e aumenta ao valor da freqüência do sistema a medida que o motor acelera. Assim o relé possui sua característica de operação alterada de modo que o tempo para o relé operar é maior quando a freqüência é menor (durante a partida). para acomodar as partidas do motor.Motores Síncronos para Acionamentos menores que 1500 HP Motor síncrono usado em acionamentos.Subtensão 47 .Térmico e instantâneo 50 GS .Subtensão e seqüência de fase reversa 48 .Ground sensor . .33 10.

instantâneo 55 .Diferencial.Seqüência de. Motor síncrono usado em acionamentos. de e acima de 1500 HP No esquema tem-se a presença dos seguintes relés: 26 .2. 50 GS .Elemento térmico (conectado no enrolamento de campo) para proteger o enrolamento de campo na partida. 50 .Subtensão 46 .34 10.2 .Térmico com resistor dependente de temperatura instalado no estator. partida incompleta. 27 .Relé de desbalanço de corrente 47 .Instantâneo para curto circuito.Motor Síncrono para Acionamento maior ou Igual a 1500 HP.Subtensão e seqüência de fase (opcional ao 27) 48 . 49 .Fator de Potência 87 . .10.Sensor de terra .