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CAPÍTULO 9

COORDENAÇÃO DA PROTEÇÃO DE UM SISTEMA
Prof. José Wilson Resende
Ph.D em Sistemas de Energia Elétrica (University of Aberdeen-Escócia)
Professor titular da Faculdade de Engenharia Elétrica
Universidade Federal de Uberlândia

9.1. Introdução
Este capítulo trata da coordenação de relés de sobrecorrente de tempo
inversos. Esses relés, quando instalados em redes radiais, não atuam
independentemente. Suas características de operação devem guardar entre si uma
determinada relação, de modo que uma anormalidade no sistema possa ser isolada e
removida sem que as outras partes do mesmo sejam afetadas. Nessas condições,
diz-se que os relés devem ser coordenados para operação seletiva.
As principais finalidades da coordenação seriam:
a) Isolar a parte defeituosa do sistema, tão próximo quanto possível de sua origem,
evitando a propagação das conseqüências;
b) Fazer esse isolamento no mais curto tempo, visando a redução dos danos.
Em geral, são usados para isso tanto dispositivos detetores, como os fusíveis, os
religadores e os relés de sobrecorrente.
Um primeiro passo nesse estudo, seria a determinação das condições de
operação (nominais, máxima e mínima, de sobrecarga), de defeito (diversas correntes
de curto-circuito), e mesmo de situações excepcionais como partida de motores,
magnetização dos transformadores, etc. Necessita-se, pois, de um perfeito conjunto
de informações iniciais, obtidas nas placas dos equipamentos, catálogos, medições
diretas no campo ou dadas pelos fabricantes.

9.2. Princípios de Coordenação
a) Correntes de curto:
Para se obter uma completa coordenação entre os dispositivos de proteção, pode
ser necessário o conhecimento de algumas ou de todas as informações relativas às
seguintes correntes de curto:
• Correntes de curto-circuito máximas, do tipo TRIFÁSICA, durante o
primeiro ciclo.
o Este tipo de corrente é necessária para se garantir que os
disjuntores suportarão tais correntes.

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• Correntes de curto-circuito mínimas e máximas, do tipo TRIFÁSICA,
durante a interrupção (por parte dos disjuntores). Isso significa um tempo
em torno de 5 ciclos após o início do curto.
o A corrente de curto máxima, do tipo trifásica, durante a interrupção,
é usada para se coordenar o intervalo entre dois relés.
o A corrente de curto mínima, do tipo trifásica, durante a interrupção,
é usada para se garantir que os relés serão sensibilizados a partir
destas correntes.
• Correntes de curto-circuito mínimas e máximas do tipo FASE-TERRA.
Essas correntes fase-terra são necessárias para os ajustes dos relés
51N.

b) O que é a “coordenação” entre relés:
Dois relés em série estão coordenados se seus ajustes são tais que, ao segundo
dispositivo (o mais próximo da fonte), é permitido eliminar a falta caso o primeiro
(mais próximo do defeito), falhe na atuação.
Denomina-se tempo ou degrau de coordenação o intervalo de tempo que
separa as duas hipóteses anteriores, e que deve cobrir, pelo menos, o tempo próprio
do disjuntor (tipicamente 0, 13s) , mais o tempo próprio do relé (por exemplo, 0,10
s)e uma certa margem de tolerância (por exemplo, 0,17 s). Por exemplo, em sistemas
industriais que tiverem disjuntores de 8 Hz, tal degrau é da ordem de 0,4/0,5 s.
Na busca de uma perfeita coordenação devemos respeitar:
(a) certas diretrizes para ajuste dos dispositivos;
(b) as limitações de coordenação fixadas pelos códigos;
(c) o desempenho térmico e dinâmico dos equipamentos envolvidos; etc.
Isso conduz o projetista a analisar, por vezes, muitos fatores aparentemente
contraditórios, polêmicos mesmo, tendo em vista aspectos de segurança, economia,
simplicidade, previsão de expansão, flexibilidade, facilidade de manutenção e custo,
por exemplo.
Suponha dois relés de sobrecorrente de fase, em série, conforme ilustrado na
figura abaixo. No caso de um curto em F, deseja-se que o relé mais próximo
comande a abertura do disjuntor A (que é o disjuntor mais próximo desta falta F).
Para se obter a desejada seletividade de operação entre os relés que acionam os
disjuntores A e B, é necessário que a curva no plano “tempo x corrente”,
característica do primeiro relé (do disjuntor A) se situe abaixo da curva característica
do segundo relé (associado ao disjuntor B), com uma margem de tempo de 0,4 s. A
figura 9.1 ilustra isso.

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Figura 9.1: Coordenaçção entre doois relés

Consideree, em seguuida, a subbestação da
d figura 9.2.
9 Para uum curto em F, desejjase quee o disjunttor A abraa antes doo que os disjuntores
d
s B. Para este curto
o, a corrennte
total de
d curto-ciircuito sim
métrica no disjuntor A, é de 30.000
3
A, enquanto que, atravvés
de cadda disjuntoor B, será de 15.0000 A.

c ão entre dois d relés eem cascataa Figuura 9.4 0 s para as condiçções da máxima corrrente de curto. c A figura 9. ddigamos.2: Reelés de sobrrecorrente em cascata A seleetividade de d operação dos rellés corresp pondentess a estes ddisjuntoress será obtiida se o espaçamennto entre as a curvas dos d relés em A e B for de. 0.3 illustra issoo.4 Figgura 9.3: Essboço da coordenaç .

9. 7) Tipos de proteção a serem usadas (relés. durante o primeiro ciclo e durante a interrupção (por parte dos disjuntores). 3) Reatâncias subtransitórias. c5) Os ajustes dos relés da empresa concessionária. Para cada curto calculado (ou “evento”). .3. c4) Corrente máxima suportável em cada ramo do sistema em estudo. 5) Identificação dos alimentadores (bitolas. Isso significa um tempo em torno de 5 ciclos após o início do curto. 2) Condições normais e de emergência da topologia da rede. Sua curva deverá ser alocada bem próximo da margem esquerda do papel log-log. temperaturas de operação). bem como as correntes de curto que passam pelos transformadores. A principal vantagem desse procedimento é a clara visualização do comportamento dos diversos dispositivos. A Geometria da Proteção É assim denominada a superposição. transitórias e síncronas de geradores. O primeiro relé a ser ajustado deverá ser aquele mais distante da fonte. das características do sistema e dos dispositivos de proteção. disjuntores) e faixas de ajuste. c2) Cálculo das correntes de curto: Mínimas e máximas. Para um sistema com transformadores.5 c) Dados requeridos em um estudo de coordenação: c1) Diagrama unifilar. em um mesmo plano tempo-corrente. A escala de corrente deverá ser possível de mostrar a maior corrente de curto calculada. todas as curvas dos relés serão plotadas neste nível de tensão. as escalas de tempo e de corrente. do tipo TRIFÁSICA. todas as correntes envolvidas deverão ser convertidas para o nível de tensão mais baixo. Deverão ser consideradas as hipóteses de curto em cada barra. são em papel log-log. fusíveis. Em geral. deverão ser conhecidas as contribuições oriundas de cada gerador e motor. c3) Os limites térmicos dos equipamentos a serem protegidos. face às condições existentes no sistema. 6) Transformadores de corrente. Assim. com os seguintes dados: 1) Potências e tensões nominais de transformadores (bem como suas impedâncias e os tipos de conexões de cada enrolamento). 4) Reatâncias dos maiores motores de indução.

1 segundo e vale 8In. Pede-se fazer: Os ajustes de TAPE e de tempo (DT) para as unidades 51 dos dois relés. além de proteger os equipamentos contra sobrecargas e curtos. Para os dois ajustes. Ambos os relés possuem as curvas fornecidas em anexo. pata t=0. durante 3 segundos. O máximo valor da corrente simétrica de curto-circuito que o transformador suporta é de 20In. 10. pelo relé R1. • • • TRANSFORMADOR: A corrente de magnetização dura 0. O transformador deve ser protegido pelo relé de sobrecorrente R2 e a carga. para os 2 barramentos. a corrente é de valor 7In e dura 1 segundo. . As correntes de curto trifásicas. As correntes de sobrecarga máximas permitidas no transformador são: • no primário: 44% • no secundário:20%.000A. haja coordenação entre eles. Fazer também os ajustes das duas unidades 50 dos dois relés. 8. • DADOS DOS RELÉS: • • TAPES disponíveis: 4. EXEMPLO PRÁTICO O sistema elétrico abaixo é constituído de um gerador. 12 e 16 A São fornecidas: uma folha com as curvas de ajuste de tempo do relé a ser usado e uma folha para elaborar a coordenação adequada.6 1º. 5. No lado BT do transformador: 6. são: No lado AT do transformador: 923A. de tal forma que. as seguintes informações devem ser respeitadas: • CARGA: A corrente nominal é de 600 A e. na sua energização. um transformador e uma carga.

7 FOLH HAS A SE EREM UT TILIZAD DAS: urvas do relé: r A) Cu .

construida em escalas logarítmicas nos eixos horizontal (corrente) e vertical (tempo). as correntes de curto-circuito na parte inferior. • marcar outras informações (correntes de partida. como a seguir será mostrado. junto à escala de correntes de curto-circuito. Esta folha também é conhecida por “Coordenograma”. etc). religadores e fusíveis fornecem as curvas características de seus dispositivos. . semelhante àquelas em que os fabricantes de relés. Nossa folha costuma-se: • marcar as correntes nominais na parte superior. permitindo o trabalho de superposição direta das mesmas. • traçar no canto superior direito o diagrama unifilar do sistema em estudo.8 B) folha-padrão Trata-se de uma folha transparente. de magnetização. • marcar o nível de tensão referência (o menor. em geral).

9 .

• A corrente de partida é Ip= 7. constitui-se no ponto 4 da folha. cujo transformador possui impedância de 5%.10 Solução: É dado que: • a corrente de carga é IN=600 A (ponto 1 na folha de coordenação). refletido para a BT. Este valor.IN=8.IN = 4. tem-se que sua corrente nominal é: 750.200 A e dura 1s (ponto 2 da folha de coordenação) Com relação ao transformador.1s (ponto 3 na folha).3 In 2 3 4 5 Para o presente exemplo. Tal corrente dura 0. • A corrente máxima que o transformador suporta. Impedância % do transformador 4% 5% 6% 7% Tabela ANSI Icc max simétrico. Tempo admissível. depende da impedância do transformador.6 In 14.040 A.103 = 104 A 3. em múltiplo de In(A) em segundos 25 In 20 In 16.103 • Na baixa tensão: I N = = 902 A 3.4160 750.480 • Na alta tensão: I N = • A corrente de magnetização será: 8. no coordenograma.104 = 832A . em “20 IN em 3s”: • (20 IN em 3 s) será: o Na AT: 20 x 104 A = 2080 A o Na BT: 20 x 902 A = 18. como pelos engenheiros de proteção. Esta corrente. Este valor. . o ponto ANSI será posicionado. normalmente denominado de Ponto ANSI. A tabela abaixo indica os valores normalizados usualmente adotados tanto pelos fabricantes de transformadores. será: 7216 A. juntamente com o tempo de 3s.

refletido à BT seráá de 13000A. estte valor serrá adotadoo para ajusstar o TAP PE do reléé R2. .76A.2 IN = 10822A.444 IN = 1499..11 • Em seguuida. no primáário (AT)) e secundáriio (BT) do transformador. o Naa AT: 1. calcuulam-se as a correnttes de sobbrecarga. Esste valor. Este valor v seráá adotado como refferência paara ajuustar o TA APE do reléé R1. Estes valores v ddevem serr expresssos refletidoss à BT: o Naa BT: 1.

a corrente primária seria: I ´PRIMÁRIA = RTC1 .TAPE Logo. nesta figura. devem ser colocadas as curvas de DT do relé R1. então o TAPE mais adequado é o de 5A. a corrente primária correspondente aos possíveis TAPEs “candidatos” (aqueles cujas correspondentes correntes no primário mais se aproximam das correntes de sobrecarga calculadas na página anterior). na qual todas as curvas atuarão o relé apenas no tempo infinito.12 O próximo passo será calcular. Ajustando-se o Relé R1 neste TAPE. Esta corrente de 1000A deve ser marcada na parte superior do coordenograma. A curva escolhida será extraída da figura abaixo. a corrente primária seria: I ´PRIMÁRIA = RTC1 . caso Relé R1 esteja ajustado no TAPE=4.TAPE = 1000 . tem-se que a correspondente primária será: I ´PRIMÁRIA = RTC1 . Repare que. correspondentes aos TAPEs “candidatos” podem ser calculadas através da seguinte expressão: I ´PRIMÁRIA = RTC1 .8 = 1600 A 5 Considerando-se que a sobrecarga máxima admitida pelo R1 seja de 1082A (valor calculado na página anterior). .TAPE = 1000 . para cada um dos dois relés. Isso será melhor esclarecido no próximo parágrafo. todas as curvas convergem para uma região. AJUSTE DO RELÉ R1: Assim. as correntes primárias.5 = 1000 A 5 Para o TAPE=8. este relé iniciará a contagem de tempo a partir de 1000A (portanto abaixo do limite de 1082A.4 = 800 A 5 Caso o Relé R1 esteja no TAPE=5.TAPE = 1000 . que representa o comportamento Ix t dos relés R1 e R2. conforme a seguir ilustrado: A partir desta corrente (1000A). para o Relé R1.

13 .

14 Para escolher a curva mais adequada. da seguinte maneira: • A linha de convergência entre todas as curvas deverá ficar exatamente em cima da linha definida pelo TAPE escolhido (TAPE: 5A). . deve-se colocar a figura acima atrás da folha de coordenação (que deve ser transparente).

confforme na ffigura a seguir.3s a 0.4s (fattor de seg gurança) seeja respeitaddo. escolhe-sse a curvaa que passsar imediataamente ACIMA doo ponto dee coordennação (ponnto 2). Isto é. Isso levará à esscolha da curva c DT = 4 .3s a 0. .4s acim ma do pon nto 2.. a curva escolhida e deverá d passsar 0. deesde que um u intervaloo de temppo de aprooximadameente 0.15 • Mantenddo as duaas figuras na posiçãão acima.

nela não está incluída a componente contínua. Ou seja. não será necessário incluir. então a unidade 51. isto é. esta componente contínua. através de filtragem. esta componente contínua já poderá ter sido eliminada. ao entrar na unidade 50. uma vez ajustada esta unidade para atuar em uma determinada corrente. decidiu-se ajustar a unidade 50 para a corrente de 5. filosoficamente. Por outro lado. no ajuste da unidade 50. Estas opções são determinadas. será de 8. caso o relé seja do tipo digital. a atuação da proteção se dará pela ação exclusiva da unidade 50. acima da corrente de ajuste da unidade 50. Neste caso. .000 [A]. que é temporizada. • O passo final deste ajuste é levar este valor (8. Este será o valor ajustado na unidade instantânea do R1.16 O próximo passo será ajustar a unidade instantânea (50) deste relé R1. então esta corrente.6 = 8. Cabe aqui ressaltar que a unidade 50 poderia ser ajustada para um outro valor de corente. Considerando que o TC é de RTC 1000/5.000 A) para o secundário do TC. na entrada do relé. Logo. conforme será comentado em sala de aula. Este é o valor a ser considerado no ajuste da unidade 50. se o relé for do tipo eletromagnético. A verdadeira corrente vista pela unidade 50 é a corrente assimétrica (com a componente contínua incluída). Deve ficar claro que. • Outro cuidado que deve ser tomado pelo projetista: a corrente de curto calculada é “simétrica”. Neste exemplo. pelo projetista.000/200= 40A.000 A.000 x 1. ficará “prejudicada” a partir desta corrente. a verdadeira corrente vista pela unidade 50 é: 5.

17 .

Tal como para o relé R1.300A!). o tape deste relé deve ser ajustado para atuar a partir da sobrecarga do lado AT (44%): Na AT: 1.44 IN = 149.080 A (valor muito acima de 1. 5 480V Assim. Para o Relé R2. Assim. para o TAPE DE 4A. .300A). Ou seja.040 A 5 480V Assim.76A.300 A (valor que coincide com a corrente de sobrecarga 5 480V máxima pretendida. . .5 A = 1. em seguida. conforme a seguir ilustrado: . TAPE=5A. que é a tensão na qual o coordenograma foi construído. será adotado para o Relé R2. na tensão de 480V é: I PRIMÁRIA = 150 4160V . deve-se calcular a corrente primária correspondente aos possíveis TAPEs “candidatos” (aqueles cujas correspondentes correntes no primário mais se aproximam das correntes de sobrecarga). Este valor será adotado para ajustar o TAPE do relé R2. U2 .8 A = 2. que é de 1.TAPE 480V O motivo desta expressão ser diferente daquela adotada para o Relé R1 é o fato de que este relé está alocado no lado de 4160V. Este valor. deve ser usada a seguinte expressão: I PRIMÁRIA = RTC2 . Para o TAPE=8A: I PRIMÁRIA = 150 4160V . devem ser calculados os valores de correntes no primário que correspondem a alguns TAPES “candidatos”: Para o TAPE=5A: I PRIMÁRIA = 150 4160V .18 AJUSTE DO RELÉ R2: TAPE: conforme já mencionado antes. as correntes primárias devem ser levadas para o lado de 480V. refletido à BT será de 1300A.4 A = 1. Esta corrente de 1300A deve ser marcada na parte superior do coordenograma. a correspondente corrente primária. Em seguida.

superpõee-se as figguras do cooordenogrrama e a das d curvass do relé. O resultadoo final esttá na figurra abaixo. A curva eescolhida é DT =5: .4s acima do cruzaamento daa curva 4 (da unidade 51 do relé r R1) ccom a retaa da unidaade 50 do relé R1. a esccolhe-se a curva quee passar 0.. A linha de d converrgência en ntre todas as curvass do relé deverá ficcar exatam mente em cima da liinha definnida pelo TAPE T escoolhido (TA APE: 5A))..19 DT: A partir deesta corrennte (1300A A). Mantendoo as duas figuras f naa posição acima. devem m ser coloocadas as curvas dee DT do reelé R2: Taal como feito fe para o relé R1.

é de 923 [A A]. eeste relé será s ajustaado para a corrente de curto de d 8. Se o ajuste for feiito para um u valor menor m do que este.000 [A]. então o relé r 50 iriia atuar seempre quee o transfoormador for f energizzado! Assim. no o lado BT do trafo (480V). [ Ou seeja. [ que é a correntte de inrussh do transsformadorr. A unidade 50 doo relé 2 deeverá ser ajustada a paara um vaalor acima de 7212 [A]. Esta coorrente. ( coorrespondee a 8.000A A. por op pção do prrojetista. a uniddade 50 doo relé 2 attuará a parrtir .20 AJUS STE DA UNIDADE U E 50 DO RELÉ R R2: A corrente de curto trifáásica no laado AT.

1) Características do sistema Conforme já mencionado antes. 9.4. utilizando relés de sobrecorrente tipo IAC-51. se torna: 8. a qual intercepta a curva 5do relé 51.33A. da General Electric.800A. esta corrente ainda deverá ser repassada para o secundário do TC. de autoria do prof. • relação de transformação e carga dos transformadores de instrumento. Desta forma. esta corrente. Porém. deve-se incluir a componente contínua (fator 1. Este será o ajuste da unidade instantânea do relé R2. Para isso. Seja o sistema dado pelo diagrama unifilar da figura 9.4 – Esquema unifilar do sistema. Este valor. Na figura a seguir este ajuste está representado por uma reta que parte de 10. O coordenograma final será mostrado em sala de aula.400A (ponto 5). no relé). Exemplo prático: (este exemplo foi retirado do livro Proteção de Sistemas Elétricos. A partir daí. a corrente de 8. o relé R2 terá a curva DT= 5 prevalecendo até que a mesma encontre o valor de 10.16kV será: 12. cuja RTC é 150/5: 1. Figura 9.6) neste ajuste. Amadeu Casal Caminha). Além disso. ainda em 480V.400A.000 x 1. devese obter previamente outras informações como: • tipo. prevalece a unidade instantânea. Assim.160V.480/(150/5) = 49. . tensões.400A. o primeiro passo na seleção dos ajustes de dispositivos de proteção é o cálculo das correntes de curto-circuito. ---------------------------------------------------------------------------------------------------2º. impedâncias dos motores e transformadores.800 x (480/4160) = 1. • potência.000 A deverá ser acrescida da componente continua. O ajuste da unidade 50 do relé 2 será feito com a corrente acima.6 = 12. Para fazer o ajuste da unidade instantânea (portanto.4 para o qual pretendese ajustar a proteção de fase. deverá ser transferida para o lado de 4.21 de 8. transportado para o lado de 4. comprimento e bitola dos condutores.480A.000 x 1.3 = 10.

5 kV 51. para este transformador. a) Ponto ANSI A tabela abaixo indica os valores correspondentes aos máximos valores de corrente simétrica de curto-circuito que os transformadores podem suportar durante certo tempo.6 82. Assim.4 kV (que é o nível de tensão mais baixo do sistema ora em estudo): Tabela 9. obtém-se as seguintes correntes trifásicas de curto-circuito. Tabela 9.400 A 13.500 A 2.5 = 252A E sua impedância (fornecida) é de 6%.2 – Tabela ANSI Impedância % Icc max simétrico. Tempo admissível.6 577. curvas tempo-corrente dos relés (no caso do relé de sobrecorrente IAC-51: figura 9. Além disso. escolhendo-se as bases de 1500 MVA e 2.500 A 1. Pela tabela 9.4.4.3 In 5 7% a1) Ponto ANSI do transformador de 15 MVA: Sua corrente nominal é: In = P 3U = 15000 3 x 34. Esses valores são determinados pelas Normas Técnicas ANSI (antiga ASA).4 kV 9. a proteção não deverá atuar para as correntes de magnetização dos transformadores.160 A e não deve durar mais que 4 s .6 In 4 6% 14. todas já adaptadas ao nível de tensão de 2. tapes disponíveis.3) Localização dos transformadores no plano I x t A proteção deverá fazer com que os transformadores possam operar abaixo dos seus limites de sobrecarga e de curto. do em múltiplo de In(A) em segundos transformador 25 In 2 4% 20 In 3 5% 16.5).6 = 4.1 Barra Icc simétrica Fator Icc assimétrica 361.020 1.8 kV 9.000 A 34.2 tem-se que. a máxima corrente permissível (Z% = 6%) é 16. Para o sistema da figura 9.4 KV.6 In = 252 x 16. esses limites devem ser alocados no plano I x t.5 13.22 • modelo.000 A 1.

1 Figurra 9.23 Tabela a 9. .5 – Curvvas tempo corrente c do relé IAC 511.

24 Figgura 9.6 Verrificação grráfica de selletividade. .

160 x 34.3 In x 3.8 = 18.810 A x 0.3 1.25 Tal como ocorreu para as correntes de curto (tabela 9.000 3 x 34. então. com Z% = 5.5 = 60. dá: 2016 x 34.800 A.5%. esses valores das correntes de magnetização nos pontos de coordenadas (28. a corrente acima deve ser convertida para o nível de tensão de 2.5 s. para o transformador de 2.5 = 28.4 kV: 843 x = 4.5 MVA.representativo do transformador. Desta forma. 2.4 Este ponto (60.1 s). a2) Ponto ANSI do transformador de 2.500 13. será possível desenhar a curva do relé correspondente à proteção deste transformador e garantir que o relé não permitirá que o transformador atinja este indesejável ponto de operação. fornece: 13.800 A x 0.4 kV (menor tensão de barra).900 A x 3. referido à tensão de 2. tem-se: 20 + 16. 2. que. em 2. usaremos a tensão 2. correspondente (ver na figura 9.1 s) e (4. Na falta de dados do fabricante.3 x 105 = 1.900 A. fazendo-se as interpolações.920 x 2.4 KV. para representar as correntes na folha-padrão. b) Correntes de magnetização É preciso que os relés não atuem na energização dos transformadores. Logo: 18.6). A curva do relé protetor de cada transformador (relé 5 para o transformador de 15 MVA e o relé 3 para o transformador de 2. loca-se este ponto (10. ou.8 = 843 A.6 3+ 4 In x s. 2.920 A. referido a 2. que.5 MVA: 8 In x 2. vamos admitir que a corrente de magnetização seja de 8 In com duração de 0.810 A. • Para o transformador de 15 MVA: 8 In = 8 x 15.5s).4 Da mesma forma que para o outro transformador. 2 2 ou seja 18.4 3 x 13.8 Locam-se.1 s.4 KV.1).5 = 2016 A. na folha padrão.4 KV. .4 • Para o transformador de 2.500 3 x 13. bastante representativo do transformador.8 = 10. resultando para esse transformador a seguinte conversão: 4.000A x 4s).5 MVA: Igualmente.000A 2. deverá ser alocado na folha padrão (figura 9.6).5 MVA) deve-se localizar acima do ponto de magnetização e abaixo do ponto ANSI.

No presente caso. em função da relação do transformador de corrente (RTC).4.720 A 5 2.4 Procedendo como acima para todos os taps de todos os relés. O limite esquerdo da folha padrão será a corrente nominal deste motor. Para tal. atuar para a corrente nominal.600 5.300 2.600 5. deve ser conhecido o valor da corrente de partida do motor.200 11. 12 e 16A. Embora não seja obrigatório.840 2. Prosseguindo. Para isso. quando se fizer o ajuste do relé.26 9.200 11.4 x x 4 = 320 A 5 2.680 200/5 13.560 800/5 2. pois isso facilitará a escolha do tape mais adequado. obviamente. Este ponto (1. 8. e que ficarão à direita dos mesmos.600 1. será considerado Ip = 1. 9. para o tape 4 A do relé no 1: 4 e para o tape 16 A do relé no 4: K 16 = K 14 = 400 2.400 400/5 34.150 1.280 400/5 2. Consultando-se o catálogo do fabricante do motor.900 9. ou realizando oscilografias.280 1. Nestes caso.500 13. 5.520 7.4 KV). Neste caso. Todos esses pontos são convenientemente alocados na folha-padrão. é usual fazer-se a coordenação para o ramal que contém a maior carga.4) Localização do motor no plano I x t Quando houver mais de um ramal no sistema. Tabela 9.8 4 4. começam-se os ajustes pelo relé mais distante da fonte.4 1 640 800 960 1.760 3. obtém-se os valores médios correspondentes à partida do motor (corrente e tempo).380 1. 240 A. verifica-se que há os seguintes tapes disponíveis: 4. recomenda-se organizar previamente uma tabela de cálculo.4 KV) Tape \ 4A 5A 6A 8A 10 A 12 A 16 A RTC V Relé 320 400 480 640 800 960 1.4 2 920 1. deverá ser traçada uma vertical.8 3 3. Em cada ramal.440A. tal prática se resume em se iniciar pelo motor.3.750 6. tem-se a tabela tabela 9. com duração de tp = 1s. com apenas um ramal. deverá ser traçada uma outra vertical. 10. para cada tape.360 9. Na folha-padrão.8 x x 16 = 14. Vb x tape Por exemplo.800 18.5) Localização dos tapes dos relés no plano I x t No catálogo do relé IAC-51. da tensão da barra em apreço (V) e da tensão da barra de referência escolhida (Vb = 2. que descerá até a base da folha-padrão.440 A.4.3 – Tabela de conversão de tapes (Vb = 2. Essas duas verticais são as referências para o traçado sucessivo das curvas tempo-corrente dos relés 1 a 5. o mesmo não deverá.920 2.040 14. usa-se a seguinte expressão: K = RTC x V . 6.5 5 . Esta é obtida.680 4.4 800 13. O motivo é similar ao anterior: não se deseja que o relé atue quando da partida do motor. 1s) deverá ser alocado na folha-padrão.720 800/5 13. Isso deve ser feito porque. é útil locá-los na folha-padrão. a partir de 240 A. A partir deste ponto.

000 420 1. Neste projeto será adotado que os transformadores podem permitir uma sobrecarga de até 133%.4 Há dispositivo protetor de sobrecorrente no secundário? Sim O dispositivo primário de sobrecorrente ajusta-se para: < 4 In1 se Z% = 6 a 10% < 6 In1 se Z% < 6% Não < 2.: 150% ao invés de 133%).820 805 250% 400% 600% In1 630 252 1. Ou seja. para 2. que é um valor de sobrecarga muito utilizado.0 InT para cada transformador e alocar esses pontos na folha-padrão. A tabela 9.5. 4. Diante disso.4 KV) 4. caso o dispositivo de proteção esteja no ramal secundário do transformador.600 3. Eles são apenas e tão somente os limites extremos.5 MVA (13.6) Localização das correntes de sobrecarga dos transformadores A proteção de sobrecorrente dos transformadores deve ser ajustada para atuar a partir de uma sobrecarga. iremos calcular os valores 1.400 2.500 630 252 105 9. Caso o dispositivo de proteção esteja no lado do primário do transformador.5 Percentagem da sobrecarga 133% \ Transformador 335 15 MVA (34.5 KV) 140 2. Devido ao fato deste ser um exemplo didático. NÃO devem ser entendidos como sendo os valores recomendáveis para os ajustes dos transformadores.630 600 . ele deverá ser regulado.620 3.5 In1 Deve ficar claro que esses limites superiores.33.5 sumariza esses números: Tabela 9.0 e 6. as Normas Técnicas já prescrevem os limites máximos que os ajustes de proteção de um transformador podem atingir.410 21. se o fabricante do transformador informar a sobrecarga máxima permitida (para um determinado tempo x em segundos). Considerando que os ajustes dos TAPES dos relés de sobrecorrente não são feitos de forma contínua.8 KV) 15 MVA (2.5 In2.4 KV) 2.445 14. no máximo. mas sim em degraus. em muitos ajustes. este é o valor a ser respeitado. o transformador fica submetido a um valor de sobrecarga acima do valor inicialmente pretendido (Ex. 2.4.27 9. seus limites são os seguintes: Tabela 9.5 MVA (2.050 1. Neste sentido.

sua curva deve ficar acima do ponto correspondente às condições de partida (Ip x tp).28 9. o relé no 1 fica assim ajustado: Tape 12 A.40 s Então. a curva do relé deverá passar à direita dos pontos 133% e de coordenação no 1 (PC-1). Neste caso. aproximadamente. Em seguida.17 s ≈ 0.10 s ≈ 0. DT = 1 ¼. basta adotar t = 0. tal que ajustando as linhas verticais e horizontais. Em seguida colocamos a folha virgem sobre a folha de curvas (I x t) do relé. com alguma margem. como o relé do motor não tem que esperar nenhum dispositivo à jusante operar. sobre a folha virgem uma curva de DT que passe imediatamente acima do primeiro ponto de coordenação. Logo. basta decalcar. Ora. A verdadeira corrente para a qual o relé deve ter sua unidade instantânea ajustada será: Ipas/RTC = 2. pela prumada de 133% do transformador de 2.2).5 por ser a barra de tensão inferior a 5 KV). Acrescentando-se ainda um fator de segurança.440 A = 2.5 x Ip = 1. será considerada a corrente do motor. então o tape de 10 A deveria ser o escolhido. 10 + 0. obtendo-se o primeiro ponto de coordenação PC-1.4 s entre os relés em cascata. Observa-se agora que. Isso equivale.13 s ≈ 0.5 MVA admite sobrecarga de 133%. Para o traçado da curva do relé no 1.5 MVA serviriam apenas os tapes 10-ou 12 A. da figura 9.5 x 1. A unidade instantânea do relé é sempre ajustada em função da corrente assimétrica da corrente de curto ou da corrente de partida do motor eventualmente próximo do relé. Assim. a lápis.3. Na folha padrão traça-se uma vertical a partir deste valor até cortar a curva de DT já traçada. a corrente de partida assimétrica com a qual a unidade instantânea do relé 1 deverá ser ajustada será Ipas = 2. Ou seja.4.7) Localização das curvas dos relés a) Relé no 1 Trata-se do relé de sobrecorrente protetor do motor.17 = 0. o múltiplo 1 da folha do relé fique exatamente por baixo da prumada correspondente ao tape 12 A. Vamos admitir que neste estudo estabeleçamos o degrau de temporização de 0. I = 30 A .160 (fator 1.400 ÷ 400/5 = 30 A. cerca de 1. esta corrente NÃO é aquela que passa pelo relé (devido ao TC de RTC 400/5A).27 s acima das coordenadas de partida. No caso deste relé.400A. como o transformador de 2. DT = 1 ¼. lançamos mão das mesmas dimensões que a folha padrão (figura 9. se o limite de 133% de sobrecarga não puder ser ultrapassado. (O relé tem disponibilidade de ajuste entre 20-80 A). ao seguinte: tempos do disjuntor de 8 Hz e relé tolerância de fabricação segurança do projetista Total ≈ 0. Por outro lado. Neste projeto foi adotado o tape no 12. No entanto.

o qual possui dispositivo de proteção no secundário (o relé 2). há apenas um trecho de cabo. na figura 9. Como o relé no 2 deve “ver” qualquer curto-circuito na barra de 2. que então deveria ser ajustado para um tape menor. verifica-se que seria possível usar os tapes 6-8-10-12 A (o tape de 16 A já estaria acima de 600% In). para cabo 250 MCM de seção). Como verificação. ficará bloqueada já que a impedância existente entre os relés 1 e 2 é insuficiente para uma discriminação segura de tempo de funcionamento entre eles. então deve-se reiniciar os ajustes dos relés. De acordo com a tabela 14. Para achar o segundo ponto de coordenação (PC2). com este tape. Cabe aqui observar que. Fazendo novamente a superposição e o decalque. Deve ficar bem claro que. c) Relé no 3 Este relé está no primário do transformador.5% (portanto Z% < 6%).400 A. inclusive Isim = 9. o relé 3 somente começará a contar tempo a partir de um valor de sobrecarga 320% In do transformador! Tal como já . a partir de um valor em torno de 200% In do transformador! Se isso não puder ocorrer. basta marcar 0. traça-se essa prumada até encontrar a curva de DT = 2. pois. a partir do relé 1. pois. e. o ajuste em tape 8 A e DT = 2. Isso permitirá que o relé 2 possa ser ajustado em um tape menor que 8 A. Logo. pois.3. de baixa impedância (por exemplo cerca de 0. Escolhemos o tape 8 A. Verifica-se que satisfazem apenas os tapes do relé 2 inferiores a 8 (pois estão à esquerda da prumada de 2. A tabela 14.4 s acima da intercessão de DT = 1 ¼ e Ipas = 2.5 In do transformador).2 sob a prumada do tape de PC2. resulta DT = 3. obtendo-se o terceiro ponto de coordenação (PC3).29 o b) Relé n 2 O relé no 2 está no secundário do transformador de 2. colocando o múltiplo 1 da figura 9. Quanto à unidade instantânea do relé no 2. a curva do relé 2 (já ajustada) e os tapes do relé no 3.4 apenas informa que o limite de 600% In não deve ser ultrapassado em nenhuma hipótese. Isso não significa que o transformador em questão suporta esta sobrecarga (a sobrecarga máxima de um transformador deve ser obtida para cada equipamento). sua curva deve passar entre os correspondentes pontos de magnetização e ANSI já locados. a curva do relé no 2 está entre os correspondentes pontos de magnetização e ANSI do T 2. desprezível face à impedância representada pelo motor. Observando-se.4 s. a partir daí marca-se o degrau de temporização de 0. considerando que Z% = 5.5 MVA.2 Ω/Km. o tape 8 A.4e. No entanto. Em seguida. e fazendo novamente a superposição das curvas. o ajuste do dispositivo de sobrecorrente no secundário do transformador não deve ultrapassar 2. Fixa-se.5 In.020 A. seu ajuste deve ser inferior a 600% In.4 KV. não servem os tapes inferiores a 6 (para não ultrapassar os limites da curva já escolhida para o relé 1). como foi dito anteriormente. o relé 2 somente iniciará a contagem de tempo relativamente a sobrecargas. com este tape escolhido (8A).5 MVA. Resulta. No caso.

os ajustees já realiizados noss relés 1 e 2 devem m ser revistos e alterrados paraa tapes men nores. marcaando 0. Proced dendo. f estte relé 3 taambém veerá este cuurto (fase--terra). paara um currto do na barrra de 2.55s) 58% para p a esqquerda. Os resulltados finais para este relé seerão: tapee = 6 A DT = 4 I = 80A . chegarr-se-ia aos ajustes: DT tap pe = 6A T=3 I = bloqueado. a corrennte de curtto que passa no alim mentador primário p d transforrmador.5 x 9. em pu u.4 kV.9000 = 6. tem-se que q uma falta fasee-terra no lado estreela (secunndário). poois.8 Então. Para o ajjuste da unidade u innstantâneaa. I = 70 A do transsformadorr de 2.900 A x 3.4 s acima. no o secundárrio deste rrelé.588 x 10. inttercepta a curva dee DT = 3 do relé 3. A prumaada sobre I = 16. se isso não pudeer ocorrer. o ajuste do d relé no 3 será: tape t = 8A. seu ajustee é semelhante ao do relé 3.4 kV)).020 = 13. Na realid dade. 0. A correntte de 16.500 A. desta forma. é vista v no laado primárrio. Quanto ao a relé 5. Os ddemais pro ocedimenttos o são semelhante s es aos usados u noo ajuste do relé n 2. A A título de fator de d segurannça. r . A correspondente corrente assimétric a a será: Ias = 1. po ois. DT = 3.500 A.8 kV)-estrel k a(2.000 2.4 − 70A x 200 / 5 13.0000 A.11 este vallor é de 9020 A.30 comenntado antees. d) Locaalização daas curvas do relé nos 4 e 5 O ajuste do relé 4 inicia-se a partir do o ponto PC P 4. e fazer f a veerificação de enquaddramento. Dee acordo com a Tabela T 9. é preeciso desllocar o po onto ANS SI calculaddo (10..0000 A ressultará.5 Consideraando-se que a conexão c 5 MVA é triânguulo(13.. obbtém-se PC C 4. com vaalor de apeenas 58% daquela: d Diante diisso. deve seer adotadda como referência.4 kV V) e cujo TC possui RTC de d 200/5 na corrennte de: I= 2 ~ 16. semelhhantementte. que está em um u alimenntador de 13.8 kV (e não de d 2. Este vaalor (veja na folha-p padrão) aiinda está aacima da curva c do reelé o n 3.0000 A. dispensand d do maiorees preocuppações. o ajusste será feito para a corrente assimétric a ca de 16.

0.00 pu (fase 1). um relé de sobrecorrente instalado na linha.0 pu.87 Icc3F. tem-se. as correntes ali serão de valores 0. da teoria de curtos assimétricos. enquanto que. consideremos agora a figura 9.7 mostra um transformador estrela-delta. o valor será de 0. ocorrendo um curto entre as fases 1 e 2. Ou . que.5 pu (fase 3).87Icc3F.7.8. conforme ilustrado na figura 9. se as correntes devido a um curto fase-fase no lado estrela.86 pu). o relé B verá 0. em uma das fases. o relé B deverá ser deslocado para a direita (de 16%: 1/0. no lado delta.6 Ajuste \ Tape (A) DT Instantâneo (A) Relé 12 11/4 30 1 8 2 Bloqueado 2 8 3 70 3 6 3 Bloqueado 4 6 4 80 5 Cuidados com transformadores estrela-delta quando de curtos fase-fase: A figura 9. Ocorrendo um curto fase-fase em F (lado Y do transformador). conforme ilustrado na figura abaixo.5 pu.87 pu (fase 2) e 0 pu (fase 3).87 x correntes de curto trifásicos. do lado delta do transformador. para se determinar o espaçamento mínimo de 0. então as correspondentes correntes. nestas condições.7: efeitos da conexão estrela-delta de transformadores na coordenação da proteção Para esclarecer melhor isso. Vamos supor que a relação de espiras seja de 1:1. Ou seja. serão 1. (e não 0. enquanto que o relé A.87). 0. verá 1. nas outras duas fases. Figura 9. verá. forem de valores 0. o valor desta corrente será de valor 0. uma corrente de 1. Assim.5 pu (fase 2) e 0.4 seg (ou outro valor que se queira) entre as duas curvas características dos relés.0Icc3F.31 Resumo dos ajustes Tabela 9. Assim. Por outro lado.87 pu (fase 1). no lado estrela. Nessas condições.

desde que.10). um fusível se encontra em série com um relé de sobrecorrente.9). • O fusível está situado entre a fonte e o relé (figura 9. o espaçamento deve ser considerado entre os pontos L e M.5) Coordenação de fusíveis com relés Quando em um sistema industrial. será obtida esta seletividade desde que o relé faça o disjuntor abrir antes que o fusível se queime. dois casos podem ocorrer: • O relé está localizado entre a fonte alimentadora e o fusível (figura 9. No segundo caso. ilustrados na figura abaixo. Figura 9 8: deslocando a característica do relé A 14. No primeiro caso. o fusível se queime antes que o relé acione a abertura do disjuntor. . haverá uma operação seletiva entre os dois dispositivos de proteção. e não entre os pontos K e M). para um curto em F.32 seja.

33 Figura 9.9: Relé entrre fonte e fuusível Figura 9.10: Fusível entre fonte e relé .

0. o fusível poderá aguardar a retirada da falta por parte da atuação do relé e do disjuntor correspondente. 8 ciclos. 4. No segundo caso. 5.34 No primeiro caso.). acrescida do tempo de interrupção do disjuntor (2. a operação coordenada e seletiva dos dois dispositivos de sobrecorrente (relé e fusível) ocorrerá desde que a curva “tempo curta duração” do fusível se situe imediatamente acima da curva característica do relé.2 seg da curva “tempo total para extinção do arco” do fusível. . Desta forma. 3. no plano I x t. a operação coordenada e seletiva do fusível e do relé poderá ser obtida desde que a curva característica do relé seja de tal forma selecionada que fique espaçada de. no mínimo. etc.