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Março a Maio de 2015

Escola de Servos
Um Novo Capítulo em Nossa
História

Olá Você!
Temos insistentemente falado em nossa igreja sobre uma
relação de amor a Deus. Relacionar-se com o Pai tendo
como base o amor, é a mais extraordinária maneira de
viver. Este cultivar constante de amor a ele traz consigo
uma enorme paz, indescritível liberdade, descanso e
refrigério para a alma.
Uma das mais significativas consequências de amar a
Deus, é o desejo de servi-lo. Quem ama serve! Servir a
Deus é colocar-se a sua disposição para ser usado com os
dons e talentos que ele mesmo nos deu.
Precisamos todos na CPBT aperfeiçoar e desenvolver
nosso serviço a Deus. Como podemos servi-lo melhor? Foi
para responder a esta pergunta que criamos a ESCOLA
DE SERVOS

“Eu desejo servir a Deus não
para retribuir aquilo que ele
me tem dado, nem mesmo
para provoca-lo a me
abençoar mais. Quero dizer
eis-me aqui, somente
porque o amo!”

1

NOSSO CRONOGRAMA MARÇO TEMAS 8 Jesus nosso modelo de serviço 15 Jesus nosso modelo de serviço 22 Dons e ministérios I 29 Dons e ministérios I ABRIL TEMAS 12 Dons e ministérios II 19 História e cultura da CPBT 26 Onde Estamos! MAIO TEMAS 3 Para onde vamos? 10 Oficina prática 1 17 Oficina prática 2 24 Oficina prática 3 31 Oficina prática 4 2 .

Mas há uma forma de encarar essa salvação que. consigo mesmos e com Deus de forma equivocada. Uma das características principais desse estilo de vida de Jesus. Se eu aceitar intelectualmente que Jesus é o Filho de Deus. dispersou todo arrogante e todo orgulhoso. ficaram a ver navios os ricos arrogantes. que nos salvou. Salvou-os de si mesmos. isto é. Nesse tempo Ele ensinou-lhes os seus valores. a saber.1. Esse passaporte é conseguido por meio da fé. Nós também nos relacionamos com os outros. ainda que de forma incompleta em função do nosso pecado. uma forma de viver que traga a vida eterna para essa dimensão da vida. Jesus viveu intensamente essas relações de forma a se colocar como alternativa aos modelos equivocados de seus discípulos e assim também Ele os salvou. sua morte e ressurreição. Ainda que tudo isso seja verdade. terei a vida eterna. O Reino de ponta-cabeça ou a grande inversão Ele estendeu o braço e mostrou que é poderoso. é o fato de que ele se apresenta como 3 . Essa visão concebe que a única preocupação de Deus em Sua relação conosco é nos dar um passaporte para a vida eterna. um dia irei para o céu. que veio ao mundo para morrer por mim e se eu entregar a Ele a minha vida (mesmo não entendendo muito bem o que isso significa e que implicações isso tem para a maneira como devo viver no dia seguinte) serei salvo. o Reino de Deus. Necessitamos da salvação que nos é trazida pelo modelo de Jesus. a pergunta que muitos cristãos passaram a fazer foi: “E o que Jesus tem a dizer sobre como devo viver a minha vida neste mundo”? Faz parte da obra salvadora de Cristo nos libertar das mentiras e das ilusões do nosso mundo e nos propor um estilo de vida. Não foi apenas o que aconteceu na última semana da vida de Jesus. Jesus é nosso Salvador em vários sentidos. salvou-os dos equívocos de seu mundo. salvou-os das mentiras de sua própria cultura. não podemos nos esquecer que Jesus viveu 33 anos e exerceu um ministério com seus discípulos por 3 anos. somente à vida após a morte. apesar de ser verdadeira. um modelo de relacionamentos. entendida aqui como a aceitação intelectual de verdades doutrinárias a respeito de Deus e de nós mesmos. depois. que desembocaria em um novo Reino. desconstruiu a hierarquia de valores que eles tinham em mente e construiu neles uma nova mente. Derrubou do trono os tiranos assoberbados. Eles se relacionavam com as pessoas. sua perseguição final. conosco mesmos e com Deus de forma equivocada. Lucas 1:49-53 – A Mensagem Os cristãos afirmam que Jesus é o salvador do mundo e esta é uma verdade crucial para a fé. restringe nossa relação com Ele a um momento de arrependimento e entrega de nossa vida aqui neste mundo e. por meio do qual passamos a conhecer os valores do Reino de Deus. Ainda que esses acontecimentos tenham um valor incomensurável à fé e sejam base da nossa salvação. Aos pobres e famintos deu um banquete extravagante. e exaltou os simples e humilhados. por seu estilo de vida. uma nova narrativa.

Os valores do Reino de Deus são invertidos em relação aos valores da cultura que nos circunda. que eram extremamente preocupados com o exterior. Se. “Vocês não serão assim”. Nos evangelhos. A sociedade judaica desprezava uma série enorme de profissões. tais pessoas eram desprezadas e tidas como impuras pelos líderes religiosos da época de Jesus. leproso”. pessoas que eram desprezadas pelos outros e que viviam à margem da elite cultural. Outro exemplo é o modo como Jesus se relacionava com as pessoas em sua sociedade. Por isso. Jesus conclamou seus discípulos várias vezes a ser diferentes dos líderes espirituais de sua época. vemos Jesus não apenas se dirigindo aos leprosos. Elas podem criar uma atmosfera de falsa segurança que afasta as pessoas de Deus. Em primeiro lugar. Como toda sociedade permeada pelo pecado humano. A atitude de Jesus é tão espetacular para a sociedade da época que mesmo os seus discípulos custam a crer no que estão vendo. é vista não como objeto de desejo. Chamavam a atenção de todos quando faziam atos caridosos porque sua única intenção era serem vistos e aprovados pelo povo. se um cobrador de impostos se sentasse em uma cadeira e depois um líder religioso se sentasse 4 . para que o outro pudesse guardar a devida distância. era sabido que muitos dos cobradores de impostos ficavam com uma boa parte para si.uma contracultura. do ponto de vista do Reino. Aquilo que é considerado grande e alto na cultura é desprezado no Reino. seja ganhando algum dinheiro sem fazer esforço. as pessoas doentes e especialmente as pessoas acometidas por doenças consideradas impuras. quando fizerem um ato de ajuda a um necessitado. ele deveria gritar: “Leproso. religiosa e política da época. mas tocando em suas feridas. Alguns exemplos podem nos ajudar a entender essa inversão. normalmente tem grande valor no Reino. A cultura da época de Jesus e a nossa também sempre valorizou a riqueza. por um acaso um leproso encontrasse outra pessoa. Certamente não passariam por uma investigação da operação Lava Jato. Essas pessoas trabalhavam para o Império Romano cobrando impostos de seus compatriotas judeus e passando aos romanos. mas podemos exemplificar lembrando apenas de três grupos e comparando o modo como Jesus e os líderes religiosos de sua época se relacionavam com esses grupos. sem acesso ás pessoas. Faz parte do desejo da maior parte das pessoas se tornarem ricas seja por meio do trabalho. Aliás. Os ricos são vistos normalmente como abençoados por Deus e felizes. esse chamado inclui a necessidade de ser diferente de tudo o que está em volta. Assim. É conhecida a maneira como a sociedade tratava os leprosos. Eles deveriam viver separados da comunidade. Outro grupo de pessoas marginalizadas na época de Jesus são os cobradores de impostos. a riqueza. a sociedade de Jesus produzia seus párias. aquilo que é desprezado pela cultura. Desde o início da grande história de Deus com a humanidade. Nessa transação. todas as vezes que Deus chama alguém para fazer parte dessa história. “é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus”. como a lepra. a alegria de serem usados para abençoar uma vida. Pelo contrário. Jesus várias vezes advertiu seus discípulos acerca do perigo das riquezas. façam-no em secreto e seu Pai que vê em secreto dará a maior de todas as recompensas. Essa apresentação de valores alternativos por Jesus é tão enfática que alguns autores a chamam de a grande inversão. mas não cultivavam um coração limpo na presença de Deus. disse Jesus a Seus discípulos. mas como motivo de preocupação.

o herói dessa história contada por Jesus é o cobrador de impostos e não o fariseu. esse líder religioso teria que passar por um ritual de purificação para ser considerado novamente limpo. de outro. Jesus. corrupto e adúltero. de um lado a sociedade produzia seus párias que eram marginalizados e desprezados. Os que se julgavam sadios. Jesus os acolhia com amor e lhes pregava as boas notícias de que Ele havia vindo como um médico para curar todas as suas enfermidades. qual a base ou a origem do serviço (por que Jesus servia). A conversa de Jesus com a mulher samaritana causou espanto até em seus próprios discípulos que tinham a mente contaminada pela cultura da época. Ele entende seu distanciamento de Deus. O desprezo dos líderes religiosos pelos cobradores de impostos fica claro na famosa parábola contada por Jesus sobre o fariseu e o publicano. se arrepende e volta justificado para casa. O encontro com a mulher na casa de Simão demonstra claramente o desprezo dos fariseus pelas prostitutas e o valor que Jesus deu ao arrependimento da mulher que lavou seus pés com suas lágrimas e os enxugou com seus cabelos. Jesus andou com cobradores de impostos.na mesma cadeira. O fariseu não se aproxima dos outros adoradores e ora em voz alta insinuando que o publicano era ladrão. Ao avaliar o modelo de Jesus sobre o serviço. não precisavam de médico. Assim. Outro grupo desprezado na época de Jesus. aceitou convites para comer com essas pessoas. Ao fazer isso. Jesus foi ainda mais longe e conviveu com prostitutas. para entender a quem Jesus servia. convidou um deles para ser um dos 12 apóstolos e. Espantosamente. A essência do ensino do Reino a respeito do serviço está nesses pontos. Como em nossa sociedade. precisamos levar em conta a quem Jesus servia. mas extremamente valorizado por Ele é o grupo das mulheres. Para isso. as pessoas na época de Jesus também pensavam que serviço era algo que as pessoas de uma classe inferior (os pobres) faziam para alguém de uma classe superior (os ricos e os poderosos). a mulher que perde as dracmas). como contou várias parábolas em que as mulheres eram as personagens principais (o juiz e a viúva. para ira dos líderes religiosos. as pessoas de classes sociais superiores se vangloriavam de serem sempre servidas e. Jesus inverte os valores da sociedade de seu tempo e inaugura um novo tempo de oportunidade para todos. algumas até. Mas. de nunca ter que trabalhar. Um judeu da época de Jesus não falava com uma mulher em público. precisamos compreender a interação entre os grupos sociais de sua época e como Ele reagiu diante dos diferentes grupos. Em primeiro lugar. vamos fazer um exercício de leitura. 5 . não somente fez isso. Dentro desse contexto é que precisamos entender a visão de Jesus sobre a questão do serviço. Assim. Dentro do grupo das mulheres. a ênfase de Jesus no serviço contra a maré da sociedade que ansiava por subir na escala social e como Ele servia.

O princípio dos pássaros da mesma espécie também dá forma à interação grupal. família. jogar bola. Pássaros da mesma espécie Disse um sábio. é agradável estar em companhia daqueles cujos pontos de vista sociais espelham os nossos. Muitos fatores sociais juntam os seres humanos – rendimentos. na maioria dos lugares. o estigma do respeito. Costumamos tomar café. os que pertencem a um grupo e os estranhos. Gostamos das pessoas com quem temos coisas em comum. viajar e nadar com pessoas que pertencem ao nosso próprio quadrado ou a algum quadrado próximo. É fácil conversar com pessoas que têm a mesma ocupação. certa ocasião: “Os pássaros da mesma espécie voam em bandos. educação. a maioria das pessoas se reúne com pássaros da mesma espécie. Tratamos aqueles de nosso quadrado como amigos e vizinhos. raça.” Pessoas similares também costumam juntar-se. Gostamos daqueles que pensam como nós. Se soubermos onde uma pessoa mora. Naturalmente esses padrões têm suas exceções. Criam fronteiras que separam o bem do mal. Talvez até tenhamos que fazer algumas modificações. Buscamos pessoas parecidas conosco para que nos sintamos apoiados e nossas ideias sejam reforçadas. almoçar. E começamos a pensar como as pessoas que respeitamos. política. Alguém pode ser pai. Quando nos faltam padrões objetivos que confirmem nossas ideias. as suas inclinações políticas e a sua educação. Mas nos sentimos desajeitados e deslocados em lugares desconhecidos. Os quadrados e as linhas limitam e definem a interação social. Um tabuleiro de xadrez pode ajudar-nos a visualizar as linhas que organizam a interação social. religião. onde há pessoas vindas de passados formativos estranhos. Quando se trata de crenças. procedência étnica e herança nacional. e pássaros da mesma espécie se atraem. forçando-nos a repensar nossas convicções. Convidamos a nossa casa pessoas de quadrados parecidos ao nosso.Exercício 1 Leia o texto abaixo e responda às questões seguintes. Esses padrões familiares eliminam preocupações sobre como tratar com pessoas esquisitas. Pessoas com passados formativos educacionais ou ocupações profissionais semelhantes com frequência vivem em uma só área. vizinho e 6 . É raro sentirmo-nos íntimos de alguém que pertence a um quadrado do lado oposto do tabuleiro. E a maioria das pessoas ajusta-se a diversos quadrados. Cada quadrado do tabuleiro pode representar um tipo particular de indivíduo. Tanto indivíduos como grupos ocupam quadrados no tabuleiro. O tabuleiro social Quaisquer comunidades humanas traçam limites. Mas isso não elimina o fato que. Ideias estranhas podem ameaçar nossas crenças. professor. Essa conjugação normal de pessoas em quadrados sociais ordena a vida e a torna previsível. o limpo do sujo. marido. de quadrados distantes. os opostos se repelem. Congregações e paróquias também atraem pessoas parecidas umas com as outras. Migramos na direção de pessoas similares e nos sentimos bem quando estamos entre pessoas cuja educação se assemelha à nossa. estilo de vida. na maior parte do tempo. achamos segurança na companhia de amigos com os quais concordamos. os seus rendimentos ou a sua ocupação. sair de férias. muitas vezes podemos predizer a sua raça. ocupação. Podemos até aventurar-nos a calcular seu estilo de vida.

Ele cruzou as linhas divisórias. Pensamos que os carismáticos vivem tentando fazer as outras pessoas falarem em línguas. Percorrendo o tabuleiro social de Seus dias. Elas são brancas.escritor. judeu. político ou viciado em drogas. privilégios e obrigações. Além de selecionar assim as pessoas. E os nossos pais foram muito rígidos. eles prefaciaram as suas perguntas manhosas com certa lisonja: “. Consideremos um uniforme de polícia. boa praça. Estereotipamos. não olhas a 7 . Os judeus são pouco generosos. nós mesmos os escolhemos – profissão. Talvez evitemos pessoas porque os rótulos que lhes damos dizem: surdo. Quando nos encontramos com as pessoas.. sexo e nacionalidade. não de fatos. separamo-las em quadrados ou compartimentos sociais. transpôs as fronteiras e tratou com a pessoa real. enfermeiras ou motoristas de ônibus. ou “Não entre”. como avaliamos a nós mesmos e como pensamos que os outros reagem diante de nós. Ele retirou as pessoas de seus compartimentos estigmatizados e elevouos a uma posição de pessoas verdadeiras e dignas. Os fundamentalistas não se importam com a justiça social. Mesmo que um estereótipo seja veraz. Nossas generalizações acerca do comportamento alheio por muitas vezes derivam-se de mitos. Cada quadrado inclui certos direitos. As mulheres são emocionais. religião. Ele deu muito pouca atenção a tabuletas como “Não ultrapassar”. Os ricos são indiferentes e insensíveis. Os adolescentes são irresponsáveis. ideias políticas e educação. generalizamos acerca do comportamento que esperamos da parte daqueles que estejam em algum compartimento em particular. liberal. Basta o uniforme para lembrar os que o vestem para que se conduzam em consonância com a sua profissão. Relacionamo-nos com outras pessoas de acordo com os nossos rótulos. incapacitado. Quando os herodianos e os fariseus tentaram pegar Jesus no ardil da pergunta sobre os impostos pagos. prostituta. uma pessoa em particular pode destacar-se dentre os padrões sociais associados ao seu compartimento. Ou então as rotulamos como fundamentalista. Faltandonos detalhes personalizados. Os teólogos liberais não acreditam no nascimento virginal de Jesus. o quando e o onde da interação social. Essa divisão em compartimentos algumas vezes tem trágicos efeitos. sinais esses que vivem pendurados no pescoço de muita gente. Quanto a outros. Supomos que uma pessoa em particular comporta-se como pensamos que devem se comportar pessoas dentro daquele mesmo compartimento. ex-detento. Ele zombou das regras que governavam o tabuleiro de xadrez na Palestina. de acordo com a sua aparência externa.. E o rótulo de cada quadrado diz àqueles que não vivem ali como devem relacionar-se com os ocupantes deste ou daquele quadrado. orientais. A definição social de um quadrado determina. homossexual. Mas podemos cometer erros sérios quando jogamos o xadrez social. Jesus ignorou as normas sociais que especificavam o quem. ao invés de avaliá-las como pessoas reais. Alguns desses quadrados nós herdamos sem poder fazer escolha – raça. Jesus traçou para nós maneiras criativas de penetrarmos nesses compartimentos. É impossível organizarmos rapidamente dados sobre cada nova pessoa que conhecemos. em Seu reino incomum. Os vendedores são falastrões cheios de truques. Mas os oficiais da polícia também esperam que os cidadãos se relacionem com eles com respeito. Em nossa mente carregamos um tabuleiro de xadrez social. em grande parte. simplesmente selecionamos as pessoas em compartimentos. Ele atravessou barricadas erigidas entre adversários. quando estão uniformizados. Com facilidade metemos as pessoas em compartimentos errados.

Adaptado do livro “O Reino de Ponta-Cabeça”. 203-206 Questões 1) De que maneiras o princípio dos “pássaros da mesma espécie” funciona em sua própria vida? 2) Considerando as pessoas com as quais você de fato convive. 4) Pelo conhecimento que você tem dos evangelhos. Kraybill.A escada social 8 . quantas vieram de compartimentos sociais diferentes do seu próprio? 3) Identifique os quadrados do tabuleiro social que estão mais distantes do seu quadrado. Como o modelo de Jesus nos inspira a tratar as pessoas em nosso tabuleiro do século XXI? 5) Que tipos de compartimentos existem dentro de sua comunidade local? Como esses compartimentos precisam ser desmantelados? O baixo é alto . quais são os principais compartimentos sociais da época de Jesus e como Ele interagiu com cada um deles. de Donald B. Jesus ignorava os nossos compartimentos sociais. Em outras palavras. escolha um desses quadrados distantes e estabeleça um plano para começar a interagir com as pessoas desse quadrado. págs. antes segundo a verdade ensinas o caminho de Deus” (Mc 12:14).aparência dos homens.

Estudamos mais. a capacidade de fazer coisas acontecerem. Valorizamos as pessoas de acordo com a sua habilidade de realizar alguma tarefa em particular. Não importa o degrau em que nasci. Nossos salários destacam esse fato brutal. E isso é uma boa notícia. O trabalho se torna não um meio de exercer os dons que o indivíduo recebeu para servir a seu próximo. Isso significa que. Isso influencia se experimentaremos desnutrição. Capturamos essa dimensão vertical da vida quando falamos sobre as ordens de hierarquia e as escadas ou escalas sociais. As pessoas não são iguais. 9 . isso é maravilhoso. entretanto. Você ficaria ali pelo resto da vida. Poder é a capacidade de afetar a vida social. A vida passa a se resumir a uma corrida para subir os degraus da escada social. Alguns compartimentos são consideravelmente mais elevados do que outros. seu destino social estava traçado. A estratificação não é um fenômeno exclusivo do mundo moderno. A sociedade não pode ser comparada a um lugar plano. Mas há um corolário perverso nessa afirmação moderna que provoca a neurose em que muitos de nós vivemos hoje em dia. Nações. médicos e administradores são valorizados. dinheiro e posição) podem fazer coisas acontecerem com mais facilidade do que aqueles que não os possuem. Que notícia maravilhosa descobrir que existem meios de subir os degraus da escada social. mortalidade infantil. tudo com essa intenção. a mobilidade social era mínima. Estratificação é o termo técnico usado para indicar essa hierarquia social. Tenho que continuar lutando para subir. Aqueles que controlam recursos (conhecimento. não é plana. O que importa na vida moderna é subir na escada social. Nas sociedades muito antigas. importa que usei os talentos e os recursos que me foram doados para subir a degraus mais elevados. igrejas. lavadores de pratos e balconistas. A classificação social minimiza o valor de algumas pessoas e expande o valor de outras. mas um instrumento de ascensão social. Algumas são mais importantes e mais distinguidas do que outras. A diferença fundamental do mundo moderno em relação às sociedades antigas é a forma e a facilidade com que as pessoas conseguem mover-se na escala social. De fato. o tabuleiro social mantém-se em uma posição vertical e seus compartimentos mais se parecem com as caixas de correio em nossos blocos de apartamento. profissões e indivíduos são classificados e estratificados em nossa mente. trabalhamos mais. Sob um determinado ponto de vista.A vida social. grupos étnicos. O quanto ganhamos faz-nos lembrar quanto valemos. Ordens hierárquicas surgem em todas as sociedades. de forma transparente ou implícita. Somos pagos de acordo com valores socialmente determinados. Não importa se o degrau onde estou já é muito elevado. A altura de nosso degrau na escada social tem um imenso impacto sobre nossas oportunidades na vida. investimos mais. estudos superiores ou prisão prematura. O mundo moderno nos afirma que pelo trabalho e pelo esforço nós podemos chegar aos degraus mais altos da escada social. mas sempre com esse objetivo. O poder social eleva-se ou decai juntamente com o nível relativo dos degraus da escada social. uma vez nascido em um determinado compartimento. Engraxates. nem tanto. Presidentes.

Com essa finalidade. sobrinhos – eles existem. 5:30. frequentam determinados tipos de restaurante. áreas “gourmet”. Elas eram as beneficiárias de Seu poder. Tudo isso tem um preço. Seu Pai lhe havia dado o direito de falar acerca do Reino de Deus. a falar várias línguas. piscinas. Normalmente. espaço para cinema. mas não fazem parte da nossa vida como antes) e das amizades verdadeiras. as pessoas também usam determinados tipos de carro. Ele não tinha qualquer passado político nem o treinamento necessário para ser um escriba. Nesse degrau. somos estimulados a exibir as imagens próprias dos compartimentos sociais que alcançamos. a ter mais de um emprego. 7:16. academias de ginástica. Jesus usava sua autoridade para servir e ajudar a outras pessoas. Por outro lado. E toda essa corrida social tem uma linguagem. tios. A palavra autoridade aparece com frequência nos lábios de Jesus. Líderes autonomeados apontam para si mesmos. o desaparecimento da família ampliada (avós. primos. sugerindo que Ele ocupa o ponto mais alto da escada. Jesus via a Si mesmo como direto mordomo do poder de Deus. embora Ele não se apresentasse diante do povo munido dos sinais tradicionais de autoridade. Isso é fundamental. a fazer mais de um MBA. (Jo 5:26-27. O preço é a ausência de uma relação de qualidade com a família. seu clube privado (quadras esportivas. a ausência do cultivo de uma relação de amizade com o cônjuge. Embora Sua ordenação não fosse documentada pelos canais apropriados. 12:49). seus inimigos lhe perguntaram de quem Ele tinha aprendido e de onde vinha Sua autoridade. No Evangelho de João. frequentam teatros e eventos esportivos e tem amigos que fazem as mesmas coisas. Jesus estava cônscio das realidades da hierarquia social.As pessoas são estimuladas a procurar os trabalhos que pagam os melhores salários. Pare de subir 10 . Uma linguagem estratificada salpica os Evangelhos. etc. Deus é quem Lhe dava o direito de falar. Quem fala em favor de outro orienta os ouvintes na direção desse outro. a falta de atenção e cuidado com os filhos. as multidões sentiam a autenticidade de Sua mensagem. viajam para certos lugares em busca de lazer e entretenimento. o preço é a pobreza das relações fundamentais da vida. tudo isso precisa ser comunicado socialmente. e isso Lhe fornecia base de sustentação.) e segurança. Mas Ele tinha o cuidado de usar sua liderança de forma tal que isso não redundava em Seu prestígio pessoal. O título “Altíssimo” é usado nas Escrituras como outro nome de Deus. Alguém que está em determinado degrau deve morar em determinadas casas ou apartamentos que devem ter a metragem adequada. Jesus esclareceu a origem de Sua autoridade: Ele agia em lugar de Deus. Suas palavras e Seus atos refletiam os desejos de Deus. Várias vezes.

Mateus informa que a mãe dos dois participou do pedido feito ao Mestre. Cor da pele. Só aprendem as táticas do poder quando crescem. A reação de Jesus à sede de poder de seus discípulos está registrada em diferentes partes dos Evangelhos. 11 . para ali obter um exemplo ilustrativo? A posição das crianças. nacionalidade.34). como eu estou fazendo. mas tinha-os como modelos dos cidadãos do Reino (Mc10:14. Ainda não aprenderam a demonstrar preconceitos étnicos e racistas. Exibem a maior confiança nas pessoas. queremos que nos concedas o que te vamos pedir” (Mc 10:35).Por todos os Evangelhos. aquelas crianças eram nulidades sociais. Ele ficou furioso com o jogo de poder deles (Mc 10:13. quando Seu Reino fosse inaugurado. Lc 20:46) e títulos e saudações especiais (Mt 23:8-10). recebe-me também. que me enviou. Lc 20:46). Mc 12:39. Buscar desesperadamente subir de posição não era problema somente dos fariseus. Tiago e João arrastaram Jesus para um lado e Lhe rogaram: “Mestre. Não poderiam ajudar em nada a causa de Cristo. eles impediram crianças que queriam tocar Jesus. Em Sua crítica contra aqueles que tinham sede de prestígio. tomando uma criança nos braços. Havia três modos pelos quais os líderes religiosos ostentavam os lugares mais eminentes da escadaria judaica: vestes ostentosas (Mt 23:5. recebe o próprio Deus. Mais do que isso. quanto a status social e ao poder. Para os discípulos. cada um a um lado de Jesus. Isso também servia de ardil para os discípulos de Cristo. Eles não têm qualquer senso de hierarquias e estruturas burocráticas. Jesus deveria passar Seu tempo com indivíduos importantes. Os primeiros ministros do novo governo. Por que Jesus usou uma criança para simbolizar a vida no Reino de Deus? Em que as crianças poderiam ensinar algo aos discípulos do Reino? Por que Jesus desceu até ao fundo da escada social.14). Jesus minimizou a fome de posição social que serve de mola impulsionadora em tantas facetas da vida social. Ainda não aprenderam a jogar de acordo com as regras sociais dos adultos. “Quem recebe uma dessas crianças. Ele não somente passava tempo com os pequeninos. Não tinham qualquer posição proeminente. Mc 12:38.15). quando os discípulos estavam fazendo o selecionamento de visitantes. títulos e sexo são compartimentos que pouco significam para os pequenos. Em outra ocasião. lugares especiais na sinagoga e nos banquetes (Mt 23:6. os vice-presidentes na nova organização. Jesus repreendeu os líderes que se esforçavam por subir por seus próprios esforços. As crianças fazem bem poucas distinções sociais. é bem baixa. eles começaram a discutir quem deles seria o maior (Mc 9:33. 1) Sejam como as crianças – Mc 9:33-37 Jesus repreendeu o clamor de Seus discípulos por posição e poder. Vamos selecionar algumas que podem nos dar o fundamento da resposta de Jesus a eles. Certo dia. Mas para Jesus. elas eram tão importantes quanto os adultos. Eles queriam sentar-se nos dois primeiros lugares.” Logo depois. Elas não prendem pessoas em compartimentos até serem ensinadas a agir assim. elas só dão despesas. Totalmente dependente de outras pessoas.

disse Ele. entre vocês. Ele servia aos “menores” que não podem recompensar. No Reino invertido de Deus. senhor. último. atender nossas necessidades e desenvolver-nos. porém. Jesus redefiniu a ideia de grandeza. afirmou: “Não é assim entre vocês. a despeito de sua posição e função sociais. Jesus criou outra equação: Grandeza = Extremo inferior. embora isso pusesse em risco a sua própria vida. não como o patrão. Nossos pressupostos acerca da grandeza podem ser sumariados na seguinte equação: Grandeza = Extremo superior. A atitude de Jesus em busca de servir culminou no Calvário. vendo todas as outras pessoas como igualmente importantes. que dá precedência aos direitos. Pois. convidou os cidadãos do Reino a regredir ao estado da primeira infância. Ao invés de perguntar como podemos prosseguir avante. O serviço prestado ao próximo é a medida de nossa importância dentro do novo Reino. Mas não no Reino de Jesus. os reis dominadores se assenhoreiam de seus súditos e desenvolvem hierarquias de poder. discutindo entre si quem era o maior entre eles. Jesus incentivava uma humilde disposição para servir. O método de Jesus olha de baixo para cima e pergunta como se pode servir. poderoso. O estilo do serviço prestado por Jesus não produzia nem ganho financeiro e nem prestígio social. Entre os pagãos. Ajo como um servo. o CEO de uma organização multinacional ou a pessoa que serve o cafezinho nas reuniões da Diretoria dessa mesma organização? Qualquer um sabe que o CEO é mais importante que alguém cujas qualificações o levam a servir o cafezinho. primeiro. escravo. Uma vez mais Jesus fez nosso mundo social virar de cabeça para baixo. não é aquilatado de acordo com o degrau que ocupamos na escada social. governante. conforme fazem as crianças. Ele se dispôs a servir às necessidades dos enfermos mesmo em dias de Sábado. um verdadeiro discípulo cristão pergunta como podemos servir melhor ao próximo. Quem é maior.” No Reino de ponta cabeça de Deus a grandeza não é medida pela autoridade que exercemos sobre outras pessoas. não um individualismo assertivo. em todas essas áreas. servir não significava lisonjear os que eram capazes de pagar altos preços. a grandeza é determinada pela nossa disposição em servir. Mas o que isso significa? Como o menor entre nós é o maior em Seu Reino? 12 . Jesus. Nos versos 43 a 45 Ele redefine a noção de grandeza. pois. de acordo com esses valores invertidos. Ao invés de procurarem ocupar a posição mais privilegiada. que negligenciam as diferenças de posição social. eles deveriam tentar ignorar a hierarquia. Tal postura reduz a zero o individualismo moderno. adulto. revertendo nossos pressupostos e nossas expectativas.Jesus. acima de quaisquer outros fatores. Para Jesus. 2) Jesus reformulou o significado da grandeza – Mc 10:41-45 Os discípulos continuavam perplexos. servo. aos privilégios e à auto realização do indivíduo. Eu sou como quem serve o cafezinho. como um escravo. criança. O prestígio.

de uma vez por todas. Nessa família. 3) A política da bacia – João 13 Os reinos exibem bandeiras. como uma entre muitas influências sobre o nosso destino. Eles amam a Deus e ao próximo como a si mesmos. Antes. porém. Motivos pessoais fazem diferença. O individualismo gera um orgulho infundado nas realizações “pessoais” de um indivíduo. os maiores são aqueles que ensinam e cumprem os mandamentos de Deus. É uma arrogância quando as pessoas pensam que elas mesmas “se fizeram”. Pois isso pode ser devido a fatores que estão fora de seu controle. os valores do serviço e da compaixão substituem domínio e comando. Isso põe em perspectiva o valor da iniciativa pessoal. O culto do individualismo altivo lança a crédito do indivíduo todas as suas realizações. Olhar pela escada abaixo é algo que impele os seguidores de Jesus à compaixão. Uma apreensão realista de como chegamos a diferentes degraus da escada social varre para longe a arrogância e propele o povo de Deus a uma compreensão simpática acerca de outras pessoas. mas fatores sociais e econômicos por muitas vezes servem de obstáculo àqueles que estão abaixo deles. desarmou a autoridade das hierarquias. além de levá-lo a desprezar outros que estejam em camadas inferiores à dele. As bandeiras representam a identidade coletiva do reino. As bandeiras de 13 . onde todos tem o mesmo nível social. Mas de forma contrária ao individualismo moderno. Jesus. negligenciando as vantagens e desvantagens fixas. Isso não quer dizer que somos meros autômatos dirigidos por forças misteriosas. Eles também percebem que não a preguiça. Nesse Reino. A influência relativa e a mistura de vários fatores determinam a posição que ocupamos na escada social. Muitos fatores formativos de nosso lugar da vida simplesmente estão fora de nosso controle. Escolhas e decisões amoldam nossos destinos. de modo que os que ocupam as menores posições nos reinos desse mundo passassem a ocupar as maiores em Seu Reino? Não. Elas não são os símbolos que tipicamente representam os reinos de cabeça para cima. Um pouco de reflexão deixa óbvio que não escolhemos nossos pais. para que não mais ajam como divindades. as circunstâncias de nosso nascimento. Ele entendia que as hierarquias com grande facilidade começam a funcionar como se fossem divindades. Os seres humanos prostram-se. O trabalho árduo tem grande importância. Jesus estava dizendo que em Seu Reino não existem pessoas pequenas. Mas. que também desempenham um papel decisivo. a ambição não é o único fator que conta. Ele. Esses compreendem que se acham onde estão somente pela graça de Deus. As bandeiras do reino invertido são bandeiras invertidas. simplesmente por terem trabalhado duramente. adoram e obedecem a essas hierarquias.Estaria Jesus propondo uma inversão na hierarquia social de nosso mundo. conclamou-nos para que participemos de um Reino de um único degrau. na qual todos são iguais. ainda despertam lealdades emocionais e nos impulsionam à ação. a nossa comunidade e a nossa cultura. achatou todas as hierarquias. Meros pedaços de tecido. na verdade.

João informa que Jesus sabia que era chegado o tempo de deixar este mundo e ir para o Pai. antes de narrar o lava-pés. assim como aconteceu com o Mestre. Ao invés de demandar serviço. Antes de nos aventurarmos a servir alguém. Ele serviu. diante da face cruel do mal. Como senhor de Seus discípulos. um estábulo. No primeiro verso. Através dos séculos. os espinhos. O texto de João continua afirmando que Ele “tirou a vestimenta de cima e. tomando uma toalha. 14 . A cruz tornou-se o emblema proeminente da igreja cristã. um fundamento que a definia e lhe dava sustentação. Ao invés dos símbolos reais da espada. Mas três símbolos invertidos fluem juntos no relato do Evangelho: a bacia. do carro de guerra e do cavalo branco. Ele sabia que estava no comando porque o Pai havia determinado assim). A cruz era um símbolo romano. desistiu de tal privilégio. Era costume na cultura da Palestina que um escravo doméstico lavasse os pés dos convidados. A bacia. o túmulo vazio tem servido de sinal de que Deus derrotará as forças do mal. quando Seu ministério terreno estava prestes a encerrar-se. No entanto. enquanto comiam. O Rei cujos valores são invertidos usava os instrumentos de um escravo. O serviço prestado se baseava na relação que Ele tinha com o Pai. No verso 3. João inicia mostrando que Jesus sabia muito bem o que estava fazendo e porque estava fazendo isso. É essa relação que nos capacita ao serviço. Ela representa o sacrifício expiatório do amado Filho de Deus pelos pecados do mundo. Jesus também sabia de onde havia vindo e para onde estava indo. João deixa isso claro na introdução do capítulo 13. Pedro não acredita no que está acontecendo. Não nos enganemos. é o símbolo máximo do cristão. o mais incomum dos monarcas. um instrumento de morte. é preciso que tenhamos uma relação de amor com o Pai.nosso reino celeste são uma manjedoura. Jesus recolheu do chão os Seus instrumentos de serviço. estando estes reclinados em divãs baixos. Jesus tinha o direito tradicional de esperar que eles Lhe lavassem os pés. Um Rei gentil e pacífico. coroas de ouro e o aplauso internacional. realmente. Somente após informar que Jesus sabia de tudo isso é que João inicia a narrativa da instituição da política da bacia. Isso fica claro quando Jesus se aproxima de Pedro e este pergunta ao Mestre: “Tu. Os poderosos governantes usaram a cruz. deitou água na bacia e passou a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com a toalha com que estava cingido”. João afirma que Jesus sabia que o Pai havia colocado todas as coisas debaixo do Seu poder (em outras palavras. A base para o serviço de Jesus era Sua relação com o Pai. O próprio Jesus usou deliberadamente uma bacia para representar Seu ministério. A bandeira do serviço tinha uma base. um jumento. E o túmulo vazio foi a palavra final de Deus. a cruz e o túmulo vazio. cingiu-se com ela. Esses não são emblemas de reis bem sucedidos. lavarás os meus pés?”. a cruz e o túmulo vazio. Também simboliza os métodos de não resistência de Jesus. Os sinais distintivos desses últimos são limousines blindadas. representadas pela bacia. Jesus ergueu a bandeira de Seu Reino de ponta cabeça. Jesus é o Rei. (Jo 13:4-5). No contexto da última ceia. de forma ainda mais explícita. um sinal do poder do estado para executar criminosos. Depois. para responder às iniciativas próprias de um servo. E assim também será conosco. Ele viera do Pai e estava no caminho de volta ao Pai. A bacia e a toalha são instrumentos usados por um escravo. uma bacia.

A cruz foi um instrumento violento dos poderosos que tentavam esmagar o ministério que usava a bacia. inclinou-se e fez aquele trabalho sujo. Um comportamento de bacia e toalha tinha caracterizado toda a Sua missão. Jesus.Isso era trabalho próprio de um escravo. voluntariamente. A cruz foi a reação social natural das forças do mal. A vida no Reino envolve o cumprimento dos interesses de Deus como um todo. A bacia e a toalha têm sido chamadas de instrumentos e agentes da paz. Jesus está nos convidando a seguirmos o Seu exemplo mediante vidas de serviço. O que eu fiz. Nesse ato simples. Esses não são símbolos vazios. A bacia e a toalha são instrumentos usados por escravos. A cruz não caiu miraculosamente do céu. não de santos que se assentam sobre uma cadeira de balanço a ponderar o mistério da salvação de Deus. em presença da bacia. todos nos tornamos. se não tivesse reunido uma comunidade de seguidores. O Rei Jesus vinha lavando pés a Sua vida inteira. Esses instrumentos nos situam em uma posição inferior. e estão certos. Foi o Seu trabalho com a bacia que armou o palco para a cena da cruz. Jesus virou de ponta cabeça nossas antigas hierarquias sociais. Sem bacia não teria havido cruz.” (Jo 13:112-17 – A Mensagem). se eu. Se vocês entendem o que estou dizendo. Ele nos acolhe de braços abertos para que nos unamos a Ele na atividade com a bacia. Jesus poderia tê-la evitado. Ele nos chama para participarmos de um Reino de pessoas que usam uma bacia como seu instrumento. façam também. Dispôs-se a receber ordens. O poder do Reino de ponta cabeça jaz na vida coletiva de seus cidadãos. substituindo-as por outros valores. simultaneamente. Em Jesus Cristo. A Palavra tornou-se carne e passou a viver entre nós. Estou apenas destacando o óbvio. As palavras de Jesus sobre as riquezas. O empregado não está acima do patrão. o empregado não dá ordens a seu empregador. Ele mesmo resolveu servir. E quando todos nos tornamos servos uns dos outros. façam o que digo – e vivam uma vida abençoada. palavra e acontecimento são uma coisa só. Jesus convidou-os a seguirem o Seu exemplo: “Vocês entendem o que eu fiz? Vocês me chamam de Mestre e Senhor. Quando nos tornamos servos e lavamos os pés uns dos outros. Jesus amplia o seu convite a nós. Palavras desacompanhadas de ação são inúteis. É o que eu sou. lavei os pés de vocês. Jesus não teria parecido tão ameaçador. Após ter lavado os pés dos discípulos. Os instrumentos que usamos definem a nossa atividade. São os meios através dos quais alguma coisa é realmente feita. os maiores no Reino. de perdão e de purificação de outros conforme Ele nos for purificando. Estabeleci um padrão aqui. Nossos atos autenticam nossas palavras. Ninguém O forçou a isso. desaparece a distinção entre senhor e servo. O Mestre e o Senhor. Então. no cenáculo. o poder. Encarnamos a Palavra ao agir em nome de Cristo. Ele nos convida a mais do que um rito cerimonial periódico. Os Evangelhos deixam claro que o Mestre nos chama para realizar o trabalho do Seu Reino. o amor e a compaixão pressupõem que o Seu povo compartilha de uma vida coletiva. Ele nos ordena que nos arrependamos e que nos 15 . lavem também os pés uns dos outros. Contudo.

no seio da Igreja Primitiva. Deixando para trás nossas ambições. E. 16 . com seu próprio conjunto de valores diferentes. Criar uma vida coletiva com base nos valores do Reino é a tarefa crítica para cada geração de discípulos. nós. criar uma comunidade distinta. O caráter distintivo dessa nova comunidade irrompeu com alegria. incorporamos o Reino de Deus. os cidadãos do Reino. Quando a igreja se mostra fiel à sua missão – estar no mundo. quando irá realizá-la e com quem irá fazê-lo. grupo esse que se caracteriza pela interdependência espiritual. para a destruição e para a violência. um distinto conjunto de valores. Eles prometem lealdade a um Rei diferente. ocasionalmente. mas não pertencer ao mundo – ela é uma poderosa minoria profética. no dia de Pentecoste. Pense em atitudes modernas que sejam similares à atitude serviçal de Jesus de lavar os pés dos discípulos. que transmite vida em meio a culturas que pendem para a morte. Essa é a revolução original. Os membros do novo Reino tem uma visão diferente. Sendo nós uma comunidade encarnacional. emocional e econômica. usamos nossos dons a fim de adornar e enriquecer o corpo de Cristo. essa lealdade significa que eles velejam contra os ventos sociais predominantes. uma subcultura alternativa. Você poderia escolher uma dessas atitudes modernas e realizá-la nessa semana. Tenha o cuidado de escolher a atitude. Exercício 2 Reflita na cena em que Jesus usa a bacia e a toalha para lavar os pés de Seus discípulos.unamos ao grupo de discípulos.

veremos tal dom em ação. a reputação de rebelde. A seguir. beberrão e sexualmente promíscuo. 10:25-37): o modelo de serviço em Jesus. uma reflexão sobre dons e talentos no contexto das parábolas do Mestre (Mt. 13 e 14. I Coríntios 12:1 – A Mensagem Este material se propõe a ser uma continuação do estudo anterior acerca do Modelo de Servo em Jesus Cristo. Inicialmente abordaremos. jamais devemos esquecê-lo. os jogos atléticos (Jogos Ístmicos) só perdiam em importância para os Jogos Olímpicos. A cidade ostentava um teatro ao ar livre com capacidade para 20.000 pessoas. agir como um coríntio) adquiriu o sentido de “cometer imoralidades sexuais”. romanos e orientais e exibia. sua pedagogia e. INTRODUÇÃO 1 APROUCH ÀS CARTAS DE PAULO As epístolas que Paulo nos deixou são escritos ocasionais. Na segunda e derradeira parte. o templo de Afrodite com suas 1000 prostitutas cultuais.. O povo de Corinto tinha. Por fim. entendendo o dom maior como AMOR. Isso será a primeira parte do tema. nos ensinos de Jesus. Assim. através da Parábola do Bom Samaritano (Lc. no mundo antigo.APRESENTAÇÃO Quero agora falar sobre as várias maneiras pelas quais o Espírito de Deus se manifesta em nossa vida. em uma visão geral. Corinto era uma cidade portuária e um rico centro comercial. para além deles. não são nem ‘cartas’ meramente particulares. conforme a divisão proposta por Paulo nos capítulos 12. as Cartas de Paulo. 25:14-30). mas explanações que Paulo destina a leitores concretos e. a todos os fieis em Cristo.” Quando Paulo chegou com o 17 . falaremos sobre os Dons com os quais Deus nos capacita para seguirmos tal modelo de serviço. de volta às palavras do Cristo. o contexto imediato da Igreja em Corinto. Veremos também a lista de dons presente no Novo Testamento. trataremos sobre o DOM e os DONS. nem ‘epístolas’ puramente literárias. falaremos sobre os DONS. Firmados nos princípios ali postos. Verdadeiras cartas que se inspiram no formulário então em uso. mas respostas a situações concretas. Não são tratados de teologia. com orgulho. o que são e como se aplica a cada discípulo. A condição imoral de Corinto é vividamente percebida no fato de que o termo grego “korintianizomai” (lit. mais especificamente. Corinto possuía uma população que incluía gregos. 2 A IGREJA EM CORINTO Localizada no estreito istmo entre os mares Egeu e Adriático.

longe. PARTE 1 : O DOM Mas agora quero apresentar a vocês um caminho muito melhor.Evangelho. Daí porque não se poder amar em teoria. sendo comum ataques como este sofrido pelo viajante da Parábola. impedido de cumprir com seus ritos sacerdotais. teológica ou mesmo filosófica. os ensinos rabínicos. Havia uma grande possibilidade de ele já estar morto. Nessa passagem. no que eu creia ou o que eu faça: sem amor estou falido. Não importa o que eu diga. era uma estrada muito perigosa a seu tempo. Um caminho sobremodo excelente. Portanto. de pessoas reais. no dia a dia. O exercício do amor requer vivência. ao tocar em um cadáver. muitos deles se converteram. Antes de discorrer sobre qualquer outro dom. sendo portanto um cadáver. “mas levaram aquela reputação para a igreja. a estrada de Jericó. Este deveria ser motivação de servir e de fazer uso de qualquer outra capacitação do Espírito. Ali ele responde à pergunta “quem é meu próximo?” não com divagações e elucubrações sobre a lei. Ele é nosso modelo de amor.. Voar se aprende voando tanto quanto amar se aprende amando.. sinuoso. muito propenso a ladrões e salteadores. De volta ao texto. De fato. 18 . I Coríntios 12:31 – A Mensagem Paulo apresenta o amor como um dom e como um caminho muito melhor. Ou se ama de verdade. ou nunca se amou. mas através de um caminho real. com atos. A estrada de Jericó para Jerusalém era um caminho íngreme. o sacerdote estaria contaminado. Daí também porque ensinar a amar através de uma aula teórica é como ensinar a pilotar um avião apenas com instruções no solo. vemos Jesus responder a uma questão intelectual. deslocando o discurso do interlocutor desde o campo das ideias para as estradas da vida. atitudes e palavras. tomemos a parábola do Bom Samaritano (Lucas 10:25-37) para aprofundarmos tal princípio. A base de tudo. O sacerdote tinha todas as escusas da lei para não ajudar ao pobre infeliz. Assim. E. Por isso ele passa de largo. Literalmente. ele apresenta o dom: O AMOR.I Coríntios 13:7 – A Mensagem Vimos nas aulas anteriores que Jesus é nosso modelo de serviço. em uma situação real. a tradição. Isso porque.

Os elementos de que se utiliza são deveras sugestivos: óleo e vinho. Amar é dar de si mesmo sem a espera de recompensa outra senão o bem da pessoa amada. Se um sacerdote. nos expõe ao erro. um simples levita. Ele entra na cidade com o ferido. nas curvas e esquinas deste mundo. Apenas seguiu seu exemplo. Sobretudo pelas autoridades religiosas de seu tempo. São elementos ritualísticos e sacrificiais. impensável! O fato é que o samaritano se dispôs a correr os riscos que o resgate do ferido implicava. nada fez. toca o ferido. um escândalo. Mas. dispõe-se a pagar por toda a despesa e se compromete a voltar para saber do próximo. Costumo dizer: o amor que aprendeu matemática. Lembre-se que seu interlocutor era um mestre da lei. Apresentar um samaritano como padrão de conduta. homem da lei e superior a mim. passou pelo outro lado”. 19 .O levita não tinha tal impedimento legal ou ritualístico. não pelo sacerdote ou levita (BAILEY. “considerado pelos judeus como piores que os estrangeiros”. risco de ser incompreendido. E ele leva até as últimas consequências sua compaixão e seu cuidado pelo pobre homem. amar é transgredir o senso comum. por que eu. Sua atitude de amor o fez vulnerável. o levita e o samaritano de hoje? 2) Qual a mensagem que a música “Velas Içadas” de Ivan Lins quer nos passar? Qual a relação disso com a Parábola em estudo? 3) Faça uma relação de pessoas próximas a você que podem ser alvo de ações de amor suas nesta semana. é o amor que desaprendeu a amar. hospeda-o numa estalagem. nas estradas da existência. deveria fazer algo? (BAILEY. 1995) Os samaritanos eram um povo marginalizado pelos ouvintes de Jesus. nos fragiliza. O amor nos torna vulneráveis. a semelhança do sacerdote. Risco de ser assaltado. O amor não faz cálculos de risco. Com efeito. risco de gastar muito dinheiro. o rito que agrada a Deus. 1995). foi executado pelo Samaritano. Quem seriam o sacerdote. Apresentar um samaritano nessa história era um susto e tanto para essa gente. Apresentar um samaritano que faz o que um sacerdote e um levita não ousaram fazer. Talvez porque soubesse qual havia sido o comportamento do sacerdote que o precedera. A mensagem de Jesus é direta: o verdadeiro sacrifício. EXERCÍCIOS 1 1) Faça uma paráfrase da Parábola do Bom Samaritano para os dias atuais. Ele se aproxima. A verdadeira adoração ocorre nas quebradas da vida. “quando o viu. Ele se expôs ao dano. pensa-lhes as feridas.

segundo os desígnios e a graça de Deus para o bem comum do Corpo de Cristo. Deus. ao modo como cada um usa sua energia (agitado. etc). eu poderia dizer que pessoalmente tenho uma paixão por música. um privilégio e uma responsabilidade. que mostre como Deus é: todos ganham. (I Cor. Numa carta com dezesseis capítulos. o apóstolo Paulo demonstra sua preocupação em que a questão dos dons espirituais fosse compreendida corretamente. chegamos à seguinte definição: Dons espirituais são capacitações divinas distribuídas pelo Espírito Santo a todo cristão. Uma vez que os dons espirituais não são concedidos para o próprio benefício daqueles que os recebem. o uso dos mesmos para o serviço e edificação de outros passa a ser uma responsabilidade.PARTE 2: OS DONS Os dons variados de Deus são distribuídos por toda parte. todos são beneficiados. três deles são dedicados ao tema (capítulos 12 a 14). estilo pessoal e função ministerial. Como ilustração. na medida em que estes presentes de Deus são recebidos. Dons espirituais são presentes de Deus para aqueles que se tornam discípulos de Jesus. Por fim. conselheiro. 12: 4 . dinâmico. ou não uso dos mesmos. No entanto. 1 PRESENTES DE UM DEUS GENEROSO E CRIATIVO 1. Mas minha paixão não necessariamente significa boa voz para cantar. Já o estilo pessoal está muito ligado ao temperamento individual. através de seu Espírito. Privilégio porque os mesmos são fruto de uma grande dádiva. aqueles que os recebem tornam-se responsáveis pelo uso. mas todos têm origem no Espírito de Deus. equilibrado. Não são distribuídos por mérito. etc). Estes presentes são. mestre. (I Cor. enquanto os dons são a resposta ao “como faço?”. calmo. Portanto. simplesmente os dá graciosamente. ao mesmo tempo. 20 .1 O que são os dons espirituais? Escrevendo aos discípulos de Jesus que se encontravam na cidade de Corinto. passivo.A Mensagem) De início. administrador.A Mensagem) A cada cristão é dado algo a fazer. é importante que se estabeleça a diferença entre dons espirituais. a função ministerial diz respeito ao trabalho desenvolvido dentro do corpo (pastor. 12:7 . É a resposta a “o que faço?”. paixão.

Por sua vez. nosso dom fluirá e ganhará visibilidade para nós e para outros que nos cercam. eu posso até resolver servir minha comunidade local cantando uma música solo. Dificilmente ganharemos consciência de nosso(s) dom(ns) se nos restringimos a orar e esperar.Por isso mesmo. através desta capacitação proporcionada pelos dons espirituais. quando um discípulo de Jesus se dedica ao serviço e à edificação de outros. 1. E assim uma rede de serviço e edificação vai sendo desenvolvida numa comunidade cristã. estas pessoas possuem dons em áreas que nós carecemos de ajuda. ele o faz. poderei notar o que faço que gera edificação para a vida do outro e o que não gera. será que eu tenho algum dom? Todo aquele que é um genuíno discípulo de Jesus. mas isso não quer dizer que ela não os tenha. quando elas nos servem somos também edificados pela graça de Deus que se move através de suas vidas. mas tenho minhas dúvidas se edificarei os que me escutam. isso gera. O serviço a outros Não existe melhor forma de descobrirmos o nosso dom espiritual do que através da disposição em servirmos outras pessoas. quando ensino a palavra de Deus. No contexto de uma comunidade local. o apóstolo Pedro nos adverte em I Pedro 4:10: Cada um exerça o dom que recebeu para servir os outros. tenho consciência de que pessoas são abençoadas. uma rede de interdependência. Nem tudo que faço necessariamente edifica os outros.2 Mas. Por exemplo. Pois cada um de nós possui certos dons que. consciente ou inconscientemente. Por isso. sem qualquer exceção. gradativamente. b. Sendo assim. c. A edificação do outro Na medida em que me disponho ao serviço de outros. tornam-se canais do amor e da bênção de Deus para com elas. Uma pessoa pode não ter consciência do dom ou dons que possui. A alegria de coração 21 . possui dons espirituais. podemos dizer que dons espirituais são potencialidades concedidas graciosamente por Deus aos discípulos de Jesus para o desempenho de atividades relacionadas ao serviço e edificação de outros. quando colocados a serviço de outras pessoas. Na medida em que procurarmos servir. Assim. No entanto. administrando fielmente a graça de Deus em suas múltiplas formas. A consciência para com os dons que possuímos pode se desenvolver na medida em que atentamos para: a.

ou se a orelha está em competição com a boca. Tempos depois. Para tal. Sendo assim. Isso não significa que sempre seremos movidos por esta alegria e que não existirão dias que teremos que fazer algo por responsabilidade. Instrui-os para aplicarem tais recursos de modo a aumentarem os investimentos. alegria. Todos são importantes. ou perna? Cada um tem seu papel. Dois deles devolvem os recursos com lucro. com muita frequência. sua função e sua capacidade. Mas nossa atuação em áreas que possuímos dons gera. prazer e desejo de dedicação cada vez mais intensa. um senhor distribui recursos entre três de seus empregados. conforme a capacidade de cada um. contribui a um só tempo para o bem individual e coletivo. 12: 14-27). 4 E AGORA É COMIGO Por fim. seu lugar. a Igreja. Ele compara o Corpo de Cristo. 25:14-30). eficaz ilustração deste modelo é apresentada pelo Apóstolo Paulo na Carta aos Coríntios (I Cor. tratando de mais uma de suas parábolas: a Parábola dos Talentos (Mt. Assim que não há falar se uma mão é mais importante que um olho. voltemos às palavras de Jesus. Nessa Parábola. ao meu sentir. O terceiro. Imaginem o que ocorreria se todos tentassem ser pé. ao corpo humano. é válido observar a lista de dons apresentada no Novo Testamento. ficamos atentos para verificar o quanto os abençoamos através do que fazemos e somos tomados pela satisfação e alegria de coração ao servirmos daquela forma.Quando servimos pessoas através de atividades relacionadas aos dons espirituais que possuímos somos tomados pela alegria e satisfação. no qual cada integrante é uma parte constituinte e harmônica desse todo. ou braço. 2 O MODELO DO CORPO Uma bela e. cada parte tem seu valor. escusando-se em 22 . consulte o anexo A. 3 LISTA DE DONS NO NT Isso posto. podemos ganhar maior consciência dos dons que possuímos quando nos dispomos ao serviço de outros. conjunta e harmonicamente. apesar de nossos sentimentos. o senhor retorna e chama os empregados para prestarem contas de sua administração. a um organismo vivo. ou cabeça. Cada um desempenha um papel distinto e importante que.

2 .medo e no perfil do senhor. de tirar do cofre os dons. Outro importante ponto é a motivação para utilizá-los. Não adianta possuir muitos talentos caso não os utilize bem. É hora.O serviço hoje. devolve a mesma quantia inicial. 3) Durante a semana. bem utilizou seus dons espirituais a serviço do próximo e da comunidade. 3 . O ensino aqui posto deixa claro que a questão é menos sobre quantos dons tenho e mais sobre como eu uso tais dons. meditar e escrever sobre: 1 . medite. ore e escreva: COMO EU ME ENCAIXO NISSO? QUAIS SÃO OS MEUS DONS ESPIRITUAIS? 23 .A Igreja hoje. portanto. 4 .Uma lista de DONS HOJE. 2) Compartilhe com o grupo sobre alguém que. I Coríntios 13:7 – A Mensagem EXERCÍCIOS 2 1) Divididos em pequenos grupos. vamos discutir. a seu ver. a qual foi guardada num cofre e ali ficou sempre.O mundo hoje. Repito o apóstolo Paulo: Não importa o que eu diga. no que eu creia ou o que eu faça: sem AMOR estou falido. O terceiro servo trancafiou seus talentos movido pelo MEDO a seu senhor. de desenterrar.