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idArtigo=140
Introdução

Na aplicação do direito, por vezes, nos deparamos com problemas
que à luz das normas positivadas especificamente dirigidas à
questão, não encontramos solução satisfatória.
Exemplo disto é a questão da eternização das execuções comuns (de
títulos extrajudiciais contra devedor solvente) quando o processo
restar suspenso por ausência de bens passíveis de penhora.
Do ponto de vista da filosofia, a finitude humana contrapõe-se à
existência de um processo eterno.
Todavia, do ponto de vista do Livro II do Código de Processo Civil,
Livro das Execuções, essa contradição existe porquanto, uma vez não
localizados bens passíveis de penhora, a execução fica suspensa sine
die, sem termo ou limite, ao contrário do que ocorre, por exemplo,
nas ações de conhecimento (art. 265, §5º, CPC) e nos executivos
fiscais (art. 40, §§2º e 4º da LEF) em que a suspensão do processo,
nunca será superior a um ano. Para a execução contra devedor
insolvente, também há prazo previsto, contemplando a possibilidade
da verificação da prescrição (art. 777, CPC).
"bem de família" (Lei 8.009/90).
salário é insuscetível de penhora (art. 649, IV, CPC).
Porém, quando miramos o fato de uma ótica orbital ao sistema
jurídico que temos, a partir da Constituição Federal e seus meta
princípios informadores, nos surpreendemos ao perceber que no
Brasil um processo por crime de homicídio (bem jurídico=vida)
prescreve; já um processo de execução de título extrajudicial (bem
jurídico=patrimônio) sem bens passíveis à penhora e desde que
suspenso por isto, jamais prescreverá. Passa a ser eterno. Ganha
status de divindade processual, pois só os deuses seriam eternos.
Oportuno destacar que tanto o Código Civil de 1916 (art. 173) quanto
o NCCB/02 (parágrafo único do art. 202)[12] prevêem a prescrição
intercorrente, estando fora de qualquer dúvida sua existência em
nosso sistema legal.

794. de acordo com a regra do art. III . sendo uma impropriedade técnica emprestar qualquer daqueles fundamentos (art." Assim. deferida pelo juiz." A prescrição do título executivo interrompe-se quando da propositura da ação de execução. por transação ou por qualquer outro meio. Todavia. mas a citação do devedor deve ser feita com observância do disposto no art. é que as causas de extinção do processo numa ação de conhecimento são aquelas previstas nos artigos 267 e 269 do Código de Processo Civil. interrompe a prescrição.Código de Processo de forma subsidiária. 269) para declarar extinto um processo de execução. Extingue-se a execução quando: I . II . 794 do mesmo código. dentre o rol das causas extintivas do processo de execução.o credor renunciar ao crédito.o devedor satisfaz a obrigação." (grifo meu) . as causas de extinção do processo de execução estão previstas no art. consoante regra do art. não encontramos a prescrição . conforme se pode constatar: "Art. 219. 267 ou art. quando presente a hipótese no art.o devedor obtém. 598: "Aplicam-se subsidiariamente à execução as disposições que regem o processo de conhecimento. Pois bem. 794. a remissão total da dívida. 617: "A propositura da execução.até porque não seria a priori necessária -.

no todo ou em parte. o digno relator do primeiro aresto. oportuno emprestar a feliz observação de Sua Excelência. . I a III. III .nas hipóteses previstas no art.não dá azo à fluição do prazo prescricional de modo a caracterizar a chamada prescrição intercorrente. 265. em não havendo cessação dessa suspensividade. Mas este é um enfoque apenas patrimonialista do instituto da prescrição enquanto que sua natureza jurídica possui raízes bem mais profundas e cujo escopo é o de por fim a pendengas que de outra forma.O problema se instala quando ocorre a condição suspensiva nos feitos de execução comum. 791.hipótese mais corrente . "Execuções eternas e imprescritíveis". A propósito. do STJ." Se instala o problema porque no rito de execução estabelecido no Livro II do Código de Processo Civil não há previsão legal quanto à cessação dessa suspensividade. ns. tal como ocorre na Lei de Execução Fiscal (Lei 6. o Superior Tribunal de Justiça vem entendendo que a paralisação da ação de execução por ausência de bens penhoráveis . seriam eternas. 40 e §§)[13]. Assim. Ministro Castro Meira quando afirma magistralmente que a prescrição intercorrente (nos executivos fiscais) visa "impedir a existência de execuções eternas e imprescritíveis".quando o devedor não possuir bens penhoráveis.830/80. porque não seria isto imputável à parte como ato de inércia. Suspende-se a execução: I . II . 739-A). quando recebidos com efeito suspensivo os embargos à execução (art. por qualquer de suas causas elencadas no art. aqui citado. 791: "Art. art.

e depois do qual terá . Pondere-se acerca do absurdo gerado: . está fadado à eternidade! Sem termo final. o Judiciário não poderá impor o decreto de prescrição intercorrente utilizando a inércia do credor (titular do direito) como fundamento legal porque na hipótese de ausência de bens à penhora realmente ela não se caracteriza.Este é o verdadeiro escopo da prescrição intercorrente: fazer cessar esse efeito odioso de uma sanção que nunca cessa.um réu de crime de homicídio obtém a prescrição da pretensão punitiva de seu crime ao cabo de vinte anos. vislumbro uma segunda via pela qual o Judiciário poderá decretar a prescrição intercorrente nas execuções regidas pelo direito privado. portanto. razão pela qual o Judiciário pode e deve intervir para impedir a concretização desse absurdo. Temos o exemplo da lei 6. enquanto não vier reforma legislativa que dê trato à questão. Doutrina acerca desse fenômeno O mais correto seria. o que poderia terminar com a discussão a respeito da consumação da prescrição intercorrente durante a suspensão. Um processo que nunca acabe. Essa segunda via tem assento em princípios de ordem Constitucional. os quais bastam para autorizar a solução dessa omissão do legislador processual. Entretanto. Certamente o legislador não desejou tamanho contra-senso. qual o bem jurídico de maior valor? A vida ou a dívida? Obviamente que é o bem da vida e essa inversão fere o princípio da razoabilidade. um posicionamento legislativo determinando um prazo limite máximo para a suspensão processual. se a prescrição não mais volta a percorrer seu curso enquanto paralisado o processo por ausência de bens à penhora.830/80. que estipulou o prazo de 1 (um) ano. Claro. Mas o que fazer se não se caracteriza a inércia do credor? De fato. pois. 2. como adiante se verá. continuará devendo para além desse tempo se residir como executado em alguma execução suspensa por falta de bens penhoráveis!! Ora. Uma sanção perpétua. pois vai de encontro à lógica do razoável. todavia.

Com tal manobra processual. como ad .02. 219 do Código de Processo Civil: "§5º O juiz pronunciará. [.início a fluência do prazo prescricional. "As matérias tratadas pelos incisos IV. 267 do CPC consideram-se como de ordem pública. No entanto.06 que trouxe a seguinte redação ao §5º do art. na medida em que podem não se caracterizar como questões de ordem pública. desviaremos dessa hipótese. 3.de requerer a insolvência do devedor sem bens penhoráveis até o final do prazo de prescrição do título exeqüendo . Em sendo matéria de ordem pública e identificada a omissão da lei processual no tocante à execução comum (contra devedor solvente) quanto ao termo a quo da retomada do prazo prescricional. (destaques meus). segundo escólio de Fredie Didier Jr.".. principalmente a partir da reforma processual trazida pela Lei nº 11. encaminhando o processo para uma nova etapa. embora também possam ser alegadas a qualquer tempo. Tal solução poderia ser acolhida pelo Código de Processo Civil na tentativa de pacificar as discussões e esclarecer de maneira terminativa todas as dúvidas a respeito da fluência do prazo prescricional durante a suspensão processual. Solução possível De fato. de ofício. a prescrição ganhou status de matéria de ordem pública e não mais como antes. De fato. Assim. V e VI do art. a da insolvência para a qual existe previsão expressa de termo prescritivo. em que se tratava de direito privativo da parte a quem interessasse argui-lo. a solução não é de fácil sustentação. Com isto.configuraria inércia? Parece que sim. Disso surge uma indagação: caso o credor não exerça esse direito . se observado apenas desse plano (infra Constitucional). podem ser examinadas ex officio e a qualquer tempo ou grau de jurisdição. a prescrição. distinguem-se daquelas. mas é possível de ser considerada.280 de 16. o credor estaria inclusive elastecendo o tempo de residência em juízo contra o devedor para até cinco (5) anos após o trânsito em julgado da sentença de encerramento desse procedimento. porém.. à luz do Código de Processo. lícita. A propósito. como é o caso da prescrição e da decadência convencional. por não ser esta a rota da solução aqui proposta. o credor poderá requerer a insolvência do devedor[20].] A prescrição e a decadência."[21] (itálico meu).

além da analogia sugerida. assim como ocorre para os processos das ações de conhecimento e nos executivos fiscais (art. se a lei é omissa. São eles: . (destaques meus) Dentre todos os princípios existentes. . 5º. 598 do mesmo Codex. podemos elencar alguns que particularmente emprestam proveito e eficácia à solução proposta. foi previsto para o devedor insolvente no art.princípio da razoável duração do processo. nos termos da Súmula 150 do STF. Com efeito. art. lícito parece supri-la por meio da analogia.". 4º Quando a lei for omissa. cabe a regra do art. a solução para essa paradoxalidade encontra amparo em alguns princípios Constitucionais aos quais o próprio sistema deve obediência por se tratar de direitos e garantias fundamentais. a própria Constituição Federal é claríssima ao dispor expressamente nos parágrafos do inciso LXXVIII do art. 777 do Código de Processo Civil. consagrados em nossa própria Constituição Federal. no âmbito judicial e administrativo. 40. Este raciocínio é fortemente sustentável a partir de uma interpretação sistemática segundo a qual. 265. reiniciando a contagem do prazo prescricional. Assim.. são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade . ainda do CPC. 4º da Lei de Introdução ao Código Civil: "Art. com as regras gerais do processo previstas no §5º do art. encontramos respaldo também nos princípios gerais de direito. 5º que: "§1º As normas definidoras dos fundamentais têm aplicação imediata. §§2º e 4º). os costumes e os princípios gerais de direito. fazendo ponte pelo art. direitos e garantias §2º Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípio por ela adotados. a partir de então." De fato.. LXXVIII: "a todos. para considerar que o prazo máximo de suspensão de um processo de execução seria de um (01) ano.exemplum. o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia.

ao passo que processos por crimes contra a vida. também o réu tem direito a um processo de duração razoável. pois quando observado o texto Constitucional. se por um lado. por outro o Judiciário não pode manter a venda sob seus olhos para não enxergar a situação de um réu que por força de qualquer circunstância judicial. fica obrigado a carregar por toda a sua (miserável. muita vez) existência. Como diz Nalini. a aceitação de um processo de execução de dívida que tenha uma longevidade infinita. tolerável por certo intervalo de tempo. Foge ao razoável. nessa formulação genérica e lacunosa. Fere também o princípio da proporcionalidade vislumbrar essa inversão de valores que certamente não foi desejada pelo legislador . apenas como um estorvo ao seu exercício pleno de cidadania. Portanto.de sua tramitação. E não é sem fundamento que esse direito subsiste. Obviamente. pois. principalmente aquele que lhe empreste significado de oposição ou obstrução ao pleno exercício de sua cidadania. .princípio da razoabilidade e proporcionalidade. ressalta que é "a todos" que a norma se dirige. o réu se insere nesse contexto.[24] Isto também vale para o réu. mas o réu do processo. Uma das maneiras pelas quais procura desvencilhar-se do cipoal burocrático e do espinheiro recursal é invocar o direito a uma duração razoável do processo. sem qualquer resultado prático vislumbrável. são adotados pela Carta Federal. Agora custa a encontrar a saída da Justiça. de pronto. os quais ainda que não expressos. tem em mira não o autor. encontram finitude em prazos bem definidos. tem o cidadão autor. mas insuportável enquanto supressor da chance de recomeçar ou retomar sua vida. de 2004). já ao começo. um processo fadado a absolutamente nada." (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45. Com efeito. Este princípio Constitucional é aqui empregado às avessas do que costumeiramente o faz a doutrina. conforme a unanimidade da doutrina especializada. "A sociedade brasileira encontrou o acesso à Justiça com certa facilidade. assegurada a razoável duração do processo.

. deverá conter essa característica. dos quais a fortuna nem os caracteriza como insolventes. ao final. "caput"). mas que por um vacilo qualquer. art.Princípio da dignidade humana. lançando-os num limbo processual de insuportável e eternal incerteza. 777. 40. pelas restrições que sua existência acarreta. inadmissível um processo sem data para acabar e cuja subsistência tenha mera conotação de castigo. tende a torná-lo eterno para martírio daqueles cidadãos endividados. o excelente posicionamento de Sua Excelência Ministro Gilmar Ferreira Mendes do Supremo Tribunal Federal acerca do tema para. CPC) .princípio que veda expressamente a existência de sanções de caráter perpétuo[25] [9]. 5º. é evidente que o princípio que se encerra nessa norma é o de que nenhuma sanção. é o que distingue a civilização da barbárie. 5º.com o processo de execução comum (devedor solvente). De oportuna menção. . . Vale citar trecho de interesse: . nesse sentido. LEF) e de execução para o devedor insolvente (art. Portanto. concluir que a observância a esses princípios (que determinam a finitude dos processos) numa determinada sociedade. seja ela civil ou penal. cuja ausência de regra (expressa) semelhante. Em que pese o texto Constitucional estar direcionado especificamente para a pena de natureza criminal.. A ofensa a este princípio é resultante da somatória de todas as demais ofensas que se possam anotar. "b": "Não haverá penas: (. Ocorre afronta a esse princípio na medida em que cria uma distinção odiosa entre os processos de execução fiscal (art.".. XLVII.princípio da isonomia (art.processual. nem os liberam pelo fato de não possuírem bens penhoráveis.) de caráter perpétuo.ambos com previsão expressa de termo a quo para o curso da prescrição intercorrente . estampou-se em nosso sistema de modo a reclamar uma correção por parte do Poder Judiciário a tamanha injustiça social.

afirma Günther Dürig que a submissão do homem a um processo judicial indefinido e sua degradação como objeto do processo estatal atentam contra o princípio da proteção judicial efetiva (rechtlitches Gehör) e ferem o princípio da dignidade humana ["Eine Auslieferung des Menschen na ein staatliches Verfahren und eine Degradierung zum Objekt dieses Verfahrens wäre die Verweigerung des rechtlichen Gehörs"] [Maunz-Düring. 4. 1º da Constituição alemã. onde o conflito entre particulares fica acondicionado sob a tutela do Estado indefinidamente. Preponderando tudo o que foi exposto até o presente momento. München: Verlag C. da LEF. Além de transformar o Poder Judiciário em um imenso depósito abarrotado de processos sem viabilidade de sanar o crédito do credor com a constrição de bens do devedor. 1l 18. princípio Constitucional igualmente invocável -.reconhecimento da prescrição intercorrente como tributo à dignidade da pessoa humana. seja por impor ao devedor executado uma sanção civil de caráter perpétuo ou pelo próprio desvirtuamento do processo legal. tem-se que a duração do processo sine die afronta os preceitos fundamentais da nossa Magna Carta. Ocorrerá apenas a perda da ação de execução já fadada ao insucesso pela ausência de bens do devedor que pudessem ser convertidos em . não fere de modo integral o direito do credor. ad exemplum da regra do §2º. Band I. razoável e lógica a aplicação de forma subsidiária do disposto no §5º do art."A propósito.H. com o intuito de manter o processo de execução suspenso por no máximo um ano. Grundgesetz Kommentar. 1990. decretando-se a prescrição intercorrente da ação de execução.] Assim. Não. Findo este período sem a localização de bens passíveis de penhora. do CPC. Constitucional. do art. Da existência de segunda chance também ao credor. nos exatos termos da súmula 150 do STF: "Prescreve a execução no mesmo prazo de prescrição da ação". Oportuno frisar que esse benefício ao devedor . em comentários ao art. Beck. do mesmo Codex). 598. 265. 40. (alcançado pela disposição do art. o prazo prescricional deve se reiniciar até que alcance o seu termo ad quem.

102. manejar uma ação monitória (art. a manutenção dessa lacuna do Livro II (Das Execuções) do Código de Processo Civil acerca da ausência de limite ao prazo de suspensão do processo de execução contra devedor (supostamente) solvente. de modo a estabelecer uma finitude do processo em tempo razoável.pagamento da obrigação em face da prescrição do título de crédito excutido. a possibilidade de. o devedor. Com isto. Vale dizer. nem se retira do credor a possibilidade de. então.. suponhamos. Sem dúvida. em especial por ausência de bens suscetíveis de penhora. mudança positiva na fortuna daquele. As letras prescrevem em três (03) anos. em especial os meta princípios Constitucionais aplicáveis ao processo de execução. por exemplo. tem-se que não prestigia a harmonia do sistema. o credor terá ainda diante de si. seja contemplado por um prêmio lotérico ou receba uma herança. Ora. nem se condena o devedor semi-insolvente a responder a uma execução eterna. dentro dos cinco anos seguintes (inciso I. especialmente aquele de patrimônio mínimo. segundo a LUG. com base naquele documento (não mais um título executivo). perderá esta condição passando a ser mero documento sem eficácia de título executivo. conforme as leis de regência de cada um. não retirando do credor a perspectiva de receber o seu crédito. mas também não condenando o devedor. 206 do NCCB/02)[28]. tentar reaver seu crédito caso haja nesse interregno. do §5º do art. 1. Todavia. a um processo eterno apesar de inútil. suficientes para o pagamento daquele crédito. urgindo que se proceda ao suprimento dela por meio da analogia e dos princípios gerais de direito. ainda que decretada a prescrição. Nessa hipótese. aquela letra que era por força de lei considerado como um "título executivo extrajudicial". Considerações Finais De tudo o que foi posto. CPC)[29] e reaver seu crédito.a. o que se perde é a executoriedade do título que já não mais ostentará a condição de "executivo". nos cinco anos que se seguirem ao decreto de prescrição intercorrente. por não poder oferecer a desejada efetividade ao credor por razões externas a . essa solução consagra melhor justiça. que depois de decretada a prescrição da execução nos termos aqui propostos.

. E assim deve ser. as pessoas. aliadas a um questionável (exagerado) apelo de consumo. razões essas mais ligadas à má distribuição das riquezas no país e à falta de critério nas concessões de crédito. E como mortal é o homem. os seres humanos. continuam simples e meros mortais. A eternização desse processo de execução atenta contra a dignidade humana. os cidadãos e jurisdicionados. finito deve ser o processo. foi guindado à condição de "divindade processual".ele (processo). como bem disse Protágoras em seu discurso sobre a verdade. pois se por um vacilo do legislador. "o homem é a medida de todas as coisas". pois afinal de contas.