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FENOLOGIA, PRODUÇÃO E TEOR DE ANTOCIANINAS DE CULTIVARES DE
MORANGUEIRO EM AMBIENTE PROTEGIDO1
EUNICE OLIVEIRA CALVETE2, FRANCIELE MARIANI3, CRISTIANE DE LIMA WESP4,
ALEXANDRE AUGUSTO NIENOW5, TATIANA CASTILHOS6, DILETA CECCHETTI7
RESUMO - A diversidade de cultivares de morangueiro exige estudos quanto à adaptação no local de cultivo. Por sua vez, a maior
exigência do consumidor por produtos mais saudáveis requer informações a respeito das características nutracêuticas dos produtos.
Este trabalho objetivou determinar as cultivares com maior adaptação ao cultivo protegido na região do Planalto Médio do Rio Grande
do Sul, os teores de antocianinas, bem como a época de plantio que proporcionam maior produtividade. O experimento foi conduzido
em um ambiente protegido de 280 m2, coberto com filme de polietileno de baixa densidade (PEBD), de 150 μm, com aditivo anti UV. O
delineamento foi em blocos ao acaso, com três repetições, e os tratamentos em parcelas subdivididas, sendo as épocas de plantio das
mudas (28 de abril e 13 de maio) as parcelas principais, e as cultivares (Dover, Tudla, Comander, Oso Grande, Campinas, Chandler,
Serrano e Camarosa), as subparcelas. Foram avaliadas características fenológicas e componentes do rendimento. Os teores de
antocianinas foram determinados por espectrofotometria, com comprimento de onda de 528 nm. Não houve interação entre cultivares
e épocas de plantio sobre as características avaliadas. A maior produtividade foi do morangueiro cultivado precocemente, em abril. As
cultivares Camarosa, Dover, Oso Grande e Tudla são as mais indicadas, pelo maior rendimento e escalonamento da produção, e a
cultivar Serrano, pelo maior teor de antocianinas.
Termos para indexação: Fragaria x ananassa Duch., época de plantio, valor nutracêutico.

PHENOLOGY, PRODUCTION AND CONTENT OF STRAWBERRY CROPS CULTIVARS
ANTHOCYANINS PRODUCED UNDER PROTECTED ENVIRONMENT
ABSTRACT – The diversification of strawberry cultivars demands studies about their adaptation in the cultivation place and, the
increase of the consumer’s requirement for healthier products require studies about the products nutraceutica characteristics. In such
a way, this work aimed to determine the cultivars with higher adaptation under protected environment in Rio Grande do Sul, Planalto
Médio region, the contents of anthocyanins, as well as the period that provides more productivity. The experiment was conduced in
an inside structure of 280 m2 covered with PEBD film, with 150 μm and anti UV additive. The designs were arranged in split plots with
3 repetitions, the treatments in subdivided portions, and the period for planting seedlings (April 28th and May 13th) the main plots, and
the cultivars (Dover, Tudla, Comander, Oso Grande, Campinas, Chandler, Serrano e Camarosa), the sub-plots. Phenological characteristics
and yield components were evaluated. The content of anthocyanins was determinated by using a specterphotometer with wave
length of 528 nm. There was no interaction between cultivars and planting periods about the evaluated characteristics. The higher
productivity was the earlier planting strawberry crop in April. The cultivars Camarosa, Dover, Oso Grande and Tudla are the most
recommended for their greater productivities and range of production periods, and “Serrano” cultivar for higher antocianin levels.
Index terms: Fragaria x ananassa Duch., plantation period, nutraceutic value.

INTRODUÇÃO
O morangueiro atualmente cultivado (Fragaria x
ananassa Duch., Rosaceae), originou-se do cruzamento entre
Fragaria chiloensis e F. virginiana, ocorrido espontaneamente
na França, por volta de 1750 (Santos, 1999). É uma planta herbácea,
rasteira e, embora tenha características de cultura perene, é
cultivada como anual.

1

A produção brasileira de morangos é de cerca de 90.000 t
ano-1, colocando o Brasil em posição de destaque entre os
principais produtores mundiais, embora distante dos Estados
Unidos, com mais de 700.000 t (Assis, 2004). A produção
concentra-se nos Estados de Minas Gerais (41,4%), Rio Grande
do Sul (25,6%), São Paulo (15,4%), Paraná (4,7%) e Distrito Federal
(4%). O cultivo destina-se a atender ao mercado in natura e à
industrialização na forma de geléias, sucos e polpa, para adição
em outros alimentos (Pagot & Hoffmann, 2003).

(Trabalho159-07). Recebido em: 21-06-2007. Aceito para publicação em : 19-12-2007. Projeto financiado pela Secretaria de Ciência e Tecnologia do
Rio Grande do Sul.
2
Enga.-Agra., Dra., profa. de Olericultura da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária (FAMV) da Universidade de Passo Fundo (UPF), Campus I,
Passo Fundo, RS, Cx. Postal 611, CEP 99001-970, calveteu@upf.br.
3
Acadêmica de Agronomia da FAMV/UPF e Bolsista Probic II/FAPERGS. francielemariani@bol.com.br.
4
Acadêmica de Agronomia da FAMV/UPF e Bolsista FAPERGS. cristianewesp@yahoo.com.br.
5
Eng.-Agr., Dr., prof. de Fruticultura da FAMV/UPF, Campus I, Passo Fundo, RS, Cx. Postal 611, CEP 99001-970, alexandre@upf.br.
6
Farmacêutica, Ms., profa. de Farmacognosia I e II da UPF. tcastilhos@bol.com.br.
7
Matemática, Ms., profa. de Estatística da UPF. cecchetti@upf.br.
Rev. Bras. Frutic., Jaboticabal - SP, v. 30, n. 2, p. 396-401, Junho 2008

entre outras) tem sido elevada. o ambiente protegido proporcionou melhores condições ao desenvolvimento da planta e aumento da frutificação e da produção comercial. coberta com filme de polietileno de baixa densidade (PEBD). De maneira geral. Após o estabelecimento das mudas. Os produtores rurais.396-401. existem cultivares que florescem continuamente. a uva tinta e o morango são as principais espécies em conteúdo de flavonóides. e as temperaturas inferiores a 15°C. Tudla e Oso Grande. ou acima de 28ºC (Santos.IAC (Campinas) (Brahm et al. Duarte Filho et al.. comparadas pelo teste de Tukey. A irrigação foi por gotejamento. A utilização do ambiente protegido na cultura do morangueiro proporciona uma série de vantagens. comparadas com o cultivo a campo. a atração dos consumidores pelas denominadas “pequenas frutas” (morango. amora-preta. para o contole de oídio e ácaro rajado. Oso Grande e Sweet Charlie). na 397 maioria das vezes. 1999). utilizando um termoigrógrafo de registro semanal. chuvas. 2005). respectivamente. Em ambiente protegido. baixas temperaturas e do ataque de pragas e doenças..3 m x 0. do ambiente protegido. as subparcelas. 1997). Em épocas com condições diferentes ocorre a emissão dos estolhos. (2004). doenças e deformações. Foram considerados frutos comerciais aqueles com mais de 6 g. 30. Com relação aos componentes do rendimento.. framboesa. Oso Grande. 2003). 2003) No entanto. com produtividade de 44 t ha -1 e 31 t ha -1 . Dover e Serrano). Conforme Liu (2006). número. massa fresca (g planta-1) e porcentagem de frutos comerciais por planta (%). destacandose a proteção da cultura contra ventos. a partir de três amostras com massa de 15 g (cerca de dois frutos). ligado à redução da maioria das doenças crônicas de risco. (2003). os teores dessas substâncias.. com 280 m2. Tudla.foram monitoradas a temperatura e a umidade relativa do ar (Figura 1). principalmente as degenerativas (Henriques et al. O teor de antocianinas foi determinado por espectrofotometria. Os tratamentos fitossanitários foram realizados quando necessário. cereais e leguminosas. em cultivares utilizadas nas diferentes regiões de produção. representado em porcentagem (%) de cianidina-3-glicosídeo (Henriques et al. A extração foi feita com etanol 95%. em Pelotas-RS. PRODUÇÃO E TEOR DE ANTOCIANINAS DE CULTIVARES DE MORANGUEIRO As principais cultivares de morangueiro no Brasil provêm dos Estados Unidos (Aromas. Nos últimos anos. v. flores e frutos (Simões et al. Camarosa. em virtude do alto valor do produto no mercado. Com base neste contexto. Foram estudadas. Cidaly e Cigoulette). florescem quando o comprimento do dia se torna menor que 14 horas. o Cranberry (fruta da mesma espécie do mirtilo).8 m2 de canteiro. em dias transcorridos após o plantio. Os resultados de rendimento e teores de antocianinas foram submetidos à análise de variância. sendo divididos em subgrupos.SP.3 m. em duas épocas de plantio (28 de abril e 13 de maio de 2005). desprovidos de injúrias. Os valores médios diários foram obtidos pelas seguintes expressões: Tmédia = [T (9) + 2 x T (21) + Tmáx + Tmín] / 5 e URmédia = [UR (9) + UR (15) + 2 x UR (21)] / 4 (Nienow. com comprimento de ondas de 528 nm. Chandler. No ambiente interno. e as diferenças entre médias. A estrutura é de madeira. a floração cessa com temperaturas iguais ou abaixo de 10ºC. como as flavonas e flavonóis. Jaboticabal .. ou seja. com três repetições. a 5% de significância. sendo denominadas cultivares neutras. hortaliças. Os compostos fenólicos são um grupo com atividade antioxidante. testando nove cultivares em ambiente protegido. apresentando também frutos de melhor qualidade. O delineamento experimental foi em blocos ao acaso. em ambiente protegido. Os dados de fenologia foram comparados pela média mais ou menos um desvio-padrão. p. com seis plantas úteis. foram avaliados: número e massa fresca de frutos por planta (g planta-1). Bras. Dover. compreendendo 1. sendo um dos mais importantes grupos de pigmentos das plantas. Rev. sob agitação. entre outros (Simões et al. em MG. Quanto à fenologia. Cigaline. pelo valor nutracêutico. verificaram melhor adaptação das cvs. têm ampliado gradativamente as áreas de cultivo. Calvete et al. constataram evidente superioridade no rendimento e qualidade dos frutos das cvs. responsáveis pelas colorações das pétalas. dispostas no espaçamento de 0. Nestes casos. juntamente com as betaínas e os carotenóides. derivados dos hidroflavonóis. com os tratamentos arranjados em parcelas subdivididas. instalada no sentido nordeste-sudoeste. Cireine. conferindo maior proteção aos frutos e diminuindo a ocorrência de frutos danificados. Santa Clara e Vila Nova) e do Instituto Agronômico de Campinas . 2. avaliaram-se o início da floração e o início e final da colheita. longitude de 52º24’45’’ O e altitude de 709 m. oito cultivares de morangueiro (Comander. que possuem variada estrutura química. Rio Grande do Sul. da Espanha (Milsei-Tudla) e dos programas de melhoramento genético da Embrapa Clima Temperado (Bürkley. com aditivo antiultravioleta e espessura de 150 mm. Verdial (2004) relata que a maioria das cultivares de morangueiro plantadas no Brasil são de fotoperíodo de dias curtos. teto semicircular. As antocianinas são flavonóides solúveis em água. foi colocado mulching preto. combatendo os radicais livres. constituindo as parcelas principais as épocas de plantio e as cultivares. não são conhecidos. Schwengber et al. MATERIAL E MÉTODOS O trabalho foi conduzido em ambiente protegido. este trabalho objetivou determinar a fenologia. 2004).5 m. identificado em frutas. na Região de Passo Fundo-RS. mirtilo e fisalis. Cada parcela constou de 12 plantas. o potencial produtivo e o teor de antocianinas de oito cultivares de morangueiro plantadas em duas diferentes épocas.. a maçã.FENOLOGIA. com mangueiras fixas e gotejadores a cada 0. (1996). observaram que o cultivo protegido favoreceu a precocidade de diferentes cultivares (Campinas. Camarosa. Frutic. Entretanto. as flavanas e os isoflavonóides. independentemente do fotoperíodo. os flavonóides C-heterosídeos. n. por sua vez. Campinas. 2004). localizado no Câmpus da Universidade de Passo Fundo. geadas. situada na latitude de 28º15’41’’ S. granizo. Junho 2008 . retiradas aleatoriamente no experimento. Chandler e Sequóia.

Dover (54. e também Oso Grande. O início da floração variou entre as cultivares. Guarani. morangos da cv. Duarte Filho et al. O início da colheita foi mais tardio nas cvs. não diferindo estatisticamente de Comander. Além da variação do teor de antocianinas entre cultivares. 396-401. 2. Camarosa é confirmado pelos resultados de Duarte Filho et al. a porcentagem de frutos comerciais foi baixa (55%). Dover e Oso Grande (Tabela 2). refletindo. não diferindo de Campinas.O. que relatam que a mesma vem sendo cultivada na maioria dos países produtores de morango. seguida por ‘Sweet Charlie’. Na comparação entre épocas de plantio. Tudla. utilizando serragem como cobertura da superfície dos canteiros e irrigação por microaspersão. (2003). e conseqüente redução acentuada da formação de flores e frutos. Na época 2 de plantio.SP. como Bueno et al. Souza et al. As cvs. enquanto os frutos da ‘Chandler’ possuem o teor mais baixo. Campinas e Chandler. e ‘Aleluia’ os menores teores. não diferindo de Camarosa. (2002) e Antunes et al. quando plantadas mais precocemente. Comander e Campinas produziram o menor número de frutos total e comerciais por planta. destacaram-se. após o plantio em 28 de abril (época 1). induzido pelo aumento da temperatura (Figura 1). Guimarães et al. RESULTADOS E DISCUSSÃO O conhecimento da fenologia das cultivares é importante para definir o escalonamento da produção e. os resultados obtidos mostram que. (2004) constataram variações nos teores de antocianinas em uvas e mirtilo. concentrações estas inferiores às obtidas no presente experimento. Henriques et al. (2006) encontraram maiores teores de antocianina e flavonóis na ‘Dover’. quando plantadas na época 1. . Em Minas Gerais.. Maro et al. que possuem muitas ramificações. Chandler e Oso Grande. Oso Grande produzidos em ambiente protegido apresentavam maior concentração de flavonóides (30 mg 100 g1 ) em relação aos do campo (11 mg 100 g-1). Camarosa. Bras. sendo a cv. (2006) verificaram o teor de antocianinas e flavonóis em morangos cultivados em sistema orgânico. com isso. Dover e Oso Grande. com excelente valor comercial. A determinação de encerrar a colheita em 27 de dezembro foi devido ao incremento na emissão de estolões. Apesar do maior número de frutos produzidos pela cv. houve incremento no número e massa fresca total e de frutos comerciais de morangueiro por planta. os relatos comprovam que ocorrem diferenças entre os ambientes e as cultivares utilizadas. Da mesma forma. em Pelotas-RS. evidenciando a sua potencialidade e perspectivas de obtenção de ganhos consideráveis por parte de produtores de morango. A cv. enquanto Dover (14. As cvs. Considerando apenas os frutos com padrão comercial. também observaram superioridade das cvs. Oso Grande e Tudla para número de frutos. Campinas e Princesa Isabel. apresentou frutos de elevada massa média (11. não apresentando frutos a serem colhidos. ampliar o período de safra. (2003). v. observaram produção de 570 g planta -1 . em relação às demais cultivares.398 E. 30. a cv. dos fatores isoladamente. influenciando no teor de antocianos e flavonóides em frutas e hortaliças. (2004). Serrano e Camarosa. no sistema de cultivo orgânico a campo. devido às características de suas inflorescências. comparado com as cvs. novamente a cv. possibilitando vantagens na comercialização.5 mg 100 g-1). mas inferior ao proporcionado por essa mesma cultivar no presente trabalho. Em relação ao início da colheita. Oso Grande e Tudla destacaram-se pela maior porcentagem de frutos comerciais. n. as cvs. A cv. de 38 a 54 dias. sim. a grande vantagem é a maior precocidade. para as características estudadas (Tabela 2). na massa de frutos por planta. testando nove cultivares em Bauru.SP. A ‘Dover’ apresentou a maior concentração de antocianinas. Dover a mais precoce. Apenas a cv. Dover e Comander foram as mais precoces. Junho 2008 comercial. os menores teores. Serrano e Comander destacaramse pelas maiores concentrações. as cvs. p. Porém. Por exemplo. em MG. Campinas de fato finalizou o ciclo produtivo mais cedo (25 de dezembro). Dover apresentou o maior número de frutos por planta (Tabela 2).3 g). O bom desempenho da cv.3 mg 100 g-1) e Sweet Charlie (13. Frutic. Também Oliveira & Scivittaro (2006). com o plantio em 13 de maio (época 2) (Tabela 1). especialmente. além da produtividade. estendendo o ciclo produtivo e o rendimento. ou sobre NãoTecido® Agrícola.9 frutos planta-1). não diferindo da ‘Campinas’ (44%). A precocidade da ‘Dover’ é confirmada por outros autores. A maior massa fresca total e comercial de frutos foi proporcionada pela cv. mas. em outro trabalho conduzido em Passo Fundo. Campinas. principalmente. (2003) observaram que o problema da ‘Dover’ é a grande produção de frutos com tamanho e massa abaixo do padrão Rev. em produção de morangos sem agrotóxicos. e de 41 a 48 dias. iniciaram a colheita mais tarde. pois possui boa adaptação. O teor de antocianina poderá apresentar-se como um critério de escolha de cultivares. Jaboticabal . trabalhando em Viçosa-MG. também obtiveram maior número de frutos na cv. (2006). (2003). embora não tenha se destacado pela produção em número e massa de frutos por planta. Também em Minas Gerais. o sistema de cultivo também pode influenciar. Dover e Sweet Charlie. Castro et al. Pallamin et al. Esses dados indicam a possibilidade de antecipar a época de plantio para a região do Planalto Médio do RS. A cv. Campinas. quando plantado mais precocemente. Não houve efeito significativo da interação épocas de plantio x cultivares. Camarosa. Dover (Tabela 2).3 mg 100 g-1). Em relação ao total de frutos produzidos. bem como o sistema de cultivo. em razão dos benefícios à saúde. Dessa forma. CALVETE et al. observaram diferenças ao comparar os teores fenólicos totais dos frutos de morango das cvs. com irrigação por gotejamento. Guarani apresentou o maior teor de antocianina (19. as cvs. seguida das cvs.

6 ab 46.1 a 366 b 297 b - Camarosa 69. p. e da umidade relativa do ar no interior do ambiente protegido.98 12.5 13/maio 41 (-) 44 46 48 (+) 47 46 48 (+) 45 45.6 67. FAMV/UPF. TABELA 1 – Dias transcorridos desde o plantio.5 235. b (%) 24.80 4. n. v.V. porcentagem de frutos comerciais e teor de antocianinas de oito cultivares de morangueiro. de oito cultivares de morangueiro.V.49 20.35 30.FENOLOGIA.0 abc 58.45 19.0 ab 421 abc 363 abc 56 a Comander 33.1 c 18. FAMV/UPF.38 32.Média das temperaturas médias.0 abc 607 a 517 a 40 b Dover 78.1 5.7 c 23.3 (-) precoces (+) tardias TABELA 2 – Número e massa fresca total e de frutos comerciais por planta. Junho 2008 .0 cd 549 ab 423 ab 38 b Oso Grande 53.3 Início da colheita (dias após o plantio) Datas de plantio 28/abril 13/maio 61 (-) 62 67 62 61 (-) 68 67 77 (+) 78 (+) 81 (+) 67 68 78 (+) 62 67 62 68. 2005 Início da floração Cultivares Dover Camarosa Comander Oso Grande Campinas Serrano Chandler Tudla Média desvio-padrão 28/abril 38 (-) 41 47 46 49 42 52 (+) 54 (+) 46. em ambiente protegido.3 6. Jaboticabal . em duas épocas.1 5.69 10. no período de junho a dezembro de 2005. pelo teste de Tukey. ao início da floração e início/final da colheita.25 C.0 ab 323 bc 284 bc 54 a Campinas 41.0 a 536 ab 415 ab 30 bc Cultivares Tudla 47.6 2.396-401. Passo Fundo-RS. Passo Fundo-RS.1 abc 34.4 abc 41.. 30.SP.3 abc 71. em ambiente protegido.0 a 443 abc 388 abc 39 b Chandler 59.1 c 44.0 bc 432 abc 338 abc 21 cd Serrano 47. Rev.4 a 66. Frutic.8 abc 69. desprovidos de injúria.8 bc 69.5 ab 78. PRODUÇÃO E TEOR DE ANTOCIANINAS DE CULTIVARES DE MORANGUEIRO 399 FIGURA 1 .0 a 43.97 27.8 Final da colheita 28/abril 237 237 237 237 222 (-) 237 237 237 7.9 bc 32.5 b 29. doenças e deformados.0 b 61.0 a 39.5 a 55.4 a 65.3 13/maio 222 222 222 222 207 (-) 222 222 222 220.7 bc 34.7 a 530 a 439 a - Época 2 (13-05) 47. Passo Fundo-RS.3 d 232 c 158 c 25 c C. máximas e mínimas. a ( %) 22. a 5% de significância.89 17.22 Médias seguidas da mesma letra nas colunas não diferem entre si. 2005. FAMV/UPF.1 5. Nº total de Épocas de plantio *Nº de *Frutos Massa fresca Massa fresca Teor de frutos por frutos comerciais total de frutos de frutos antocianinas planta comerciais (%) (g planta –1) comerciais (mg 100g –1) –1 por planta (g planta ) Época 1 (28-04) 60. em duas épocas de plantio. * Frutos com massa superior a 6 g. 2. Bras.

PAGOT.2. 2004.L. T. 19. recomenda-se o plantio mais precoce do morangueiro. CD-ROM.271-282. CARVALHO. 124). CECCHETTI.4. J. . p. DUARTE FILHO. 3-Para produtores que buscam especializar-se em produzir cultivares com maior teor de antocianinas.C. C.2. submetidos à épocas de poda de renovação após a colheita na região de Jaboticabal.. CD-ROM. Serrano é a mais indicada. 2006. 2006.. 2-As cultivares Camarosa.. v... n..E.21. Bras. C. Avaliação da produtividade de nove cultivares de morango na região de Bauru–SP. CANUTO. Anais. PALLAMIN. 2003. B. Teor de antocianina e flavonóis em morangos cultivados na região norte de Minas Gerais. BORDIGNON. .A.. L. n. Belém..A. R.SP. 2002.. v. FUMIS. frutificação e maturação de frutos de morangueiro cultivados em ambiente protegido. MARO. A produção de pequenas frutas no Brasil.. ASSIS..24-29. ANTUNES. GA3 e Paclobutrazol no florescimento e na produção de frutos em duas cultivares de morangueiro. A.L.. Jaboticabal. SILVA.E. p.O. FERNANDES. J. ENCONTRO DE PEQUENAS FRUTAS E FRUTAS NATIVAS. TESSARIOLI NETO. Bento Gonçalves: Embrapa Uva e Vinho. Anais.9-18. BASSANI. Jaboticabal. MARTINS. Cabo Frio. In: SIMPÓSIO NACIONAL DO MORANGO. 2003. v.C. SANTOS. Palestras e resumos. 2. NIENOW.. SP. Melhoramento genético do morangueiro... Comportamento de dez cultivares de morangueiro em cultivo orgânico. n. FERNANDES. Anais. J..E. ENCONTRO DE PEQUENAS FRUTAS E FRUTAS NATIVAS. J.219221.28. para obtenção de maior produtividade.L.N...C. 2004.G. p. R.. Rio de Janeiro: SBF/ UENF/UFRuralRJ. Horticultura Brasileira. Reação de cultivares de morangueiro ao oídio sob condições de casa de vegetação.F. p. 1997.T. 2006.N. M.. 2006. 2005. .. Pelotas. 2003. S. Comportamento morfológico. M. SAMPAIO. Vacaria.198. DIAS.A. L. O. 19. CALVETE.P. v.M. BARRELLA. V.27. T. L. A. M. de. LANZA. J.426-430.202-205. E. Cabo Frio.. 1999.L. CALVETE et al. n. 30. PÁDUA.). HOFFMANN..O. CASTRO. n. Brasília.. M. Florescimento de 17 cultivares de morangueiro (Fragaria x ananassa Duch. T. n. L. 2004. v. v.. WESP. 1. F. Pelotas. A. Horticultura Brasileira.S. 2006.. R. p.2. ANTUNES. 2006. 2004. Brasília.D. RASEIRA..S.G. v. OLIVEIRA... 2. em ambiente protegido. p.. HENRIQUES..C... ROCHA. Health benefits of fruits: implications for disease prevention and health promotion.H. Brasília. Dover. F..B.O.21.S. MAIA.P.In: CONGRESSO BRASILEIRO DE FRUTICULTURA. SCIVITTARO. BUENO. Universidade Estadual Paulista. Antocianos e capacidade antioxidante de frutas.C. 396-401. 2004. Suplemento. L. (Documentos. dos. Desempenho produtivo de mudas nacionais e importadas de morangueiro. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE FRUTICULTURA. GUIMARÃES. CASALI. 400 CONCLUSÕES 1-No Planalto Médio do Rio Grande do Sul. Revista Brasileira de Fruticultura.21.. L. A. a cv.227-230. v. D. . J.C..C.P. BRAHM..21.O. R.. R.U.S. F.. 2004. n.. Oso Grande e Tudla são as mais indicadas pelo maior rendimento e escalonamento da produção. Brasília.M. CD-ROM.3. Jaboticabal . Horticultura Brasileira. p. v.E. REFERÊNCIAS ANTUNES. DIAS. Batsch). SANTOS. M. 18..36-44. p. 1997.. de.D.. Belém: SBF. Junho 2008 Horticultura Brasileira.. v. W. R.C.22.W. Introdução e avaliação de cultivares de morangueiro no Sul de Minas Gerais. J. n. 2004.N. CALVETE. Tese (Doutorado em Agronomia/Produção Vegetal) – Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias.J. OLIVEIRA.M. E. OLIVEIRA. Pelotas: Embrapa Clima Temperado. M.. 2003. em São Bento do Sapucaí – São Paulo. Suplemento. Desempenho de cultivares de morangueiro em ambiente protegido. Frutic. Brasília.A. Informe Agropecuário. n. Brasília. LIU. Produção de matrizes e mudas de morangueiro no Brasil.27.520-522.C. Floração. p. Teor de antocianinas e flavonóis em morangos cultivados no sistema orgânico na região norte de Minas Gerais. 17. Rev. (Documentos. E. Pelotas: Embrapa Clima Temperado. 124).H.. (Documentos.S. A..448. 2003.B. SANTOS. . p. Florianópolis.C. DUARTE FILHO. M. 2003. Palestras e resumos. R. 2. R. Horticultura Brasileira. Revista Brasileira de Fruticultura. Jaboticabal. Florianópolis: SBF/EPAGRI/UFSC. n. 37). In: SIMPÓSIO NACIONAL DO MORANGO.A. 1.. . Anais. Belo Horizonte. L. A.. fenológico e produtivo de cultivares de pessegueiro (Prunus persica L.24. Rio de Janeiro: SBF/UENF/UFRuralRJ.B. do C.2. Horticultura Brasileira. p. CRUZ. 170 f. H.2. Anais. em final de abril. PÁDUA. CD ROM NIENOW. 1.45-50. MARO. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE FRUTICULTURA. In: SEMINÁRIO BRASILEIRO SOBRE PEQUENAS FRUTAS.. ZUANAZZI. Suplemento CDROM. UENO..H. V. ... p.. MARIANI. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE FRUTICULTURA. Produção do ano de 2005..2.O.

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