You are on page 1of 67

III ENCONTRO DA CADEIA

PRODUTIVA DA OLIVICULTURA

6ª ExpoAzeite
11,12,13 e 14 de setembro de 2012
Local: Instituto Agronômico - IAC
Campinas (SP)

Coordenadores
Angelica Prela PANTANO
Edna Ivani BERTONCINI
Juliana Rolim Salomé TERAMOTO

 

*RYHUQRGR(VWDGRGH6mR3DXOR
6HFUHWDULDGH$JULFXOWXUDH$EDVWHFLPHQWR
$JrQFLD3DXOLVWDGH7HFQRORJLDGRV$JURQHJyFLRV
,QVWLWXWR$JURQ{PLFR ,$&

GH&DPSLQDV 

*RYHUQDGRUGR(VWDGRGH6mR3DXOR
*HUDOGR$OFNPLQ 

6HFUHWiULDGH$JULFXOWXUDH$EDVWHFLPHQWR
0{QLND%HUJDPDVFKL 

6HFUHWiULR$GMXQWR
$OEHUWR-RVp0DFHGR)LOKR 

&KHIHGH*DELQHWH
+HQULTXH0DFKDGR-XQLRU 

&RRUGHQDGRUGD$JrQFLD3DXOLVWDGH7HFQRORJLDGRV$JURQHJyFLRV
2UODQGR0HORGH&DVWUR 

'LUHWRU7pFQLFRGH'HSDUWDPHQWRGR,QVWLWXWR$JURQ{PLFR
+DPLOWRQ+XPEHUWR5DPRV 

&DPSLQDV 63

   .

.661         .9$'$ 2/.&8/785$                 ([SR$]HLWH HGHVHWHPEURGH /RFDO..9.(1&21752'$&$'(..$& &DPSLQDV 63.$352'87.QVWLWXWR$JURQ{PLFR.

            &RRUGHQDGRUHV $QJHOLFD3UHOD3$17$12 (GQD.1. -XOLDQD5ROLP6DORPp7(5$0272     'RFXPHQWRV.YDQL%(5721&.$&&DPSLQDVQ .

  

$HYHQWXDOFLWDomRGHSURGXWRVHPDUFDVFRPHUFLDLVQmRH[SUHVVDQHFHVVDULDPHQWHUHFRPHQGDo}HVGR
VHXXVRSHOD,QVWLWXLomR
eSHUPLWLGDDUHSURGXomRGHVGHTXHFLWDGDDIRQWH$UHSURGXomRWRWDOGHSHQGHGHDQXrQFLDH[SUHVVDGR
,QVWLWXWR$JURQ{PLFR 

2FRQWH~GRGRWH[WRpGHLQWHLUD
UHVSRQVDELOLGDGHGRVDXWRUHV  

&RPLWr(GLWRULDOGR,$&
5DIDHO9DVFRQFHORV5LEHLUR(GLWRUFKHIH
'LUFHXGH0DWWRV-~QLRU(GLWRUDVVLVWHQWH
2OLYHLUR*XHUUHLUR)LOKR(GLWRUDVVLVWHQWH  

(TXLSH3DUWLFLSDQWHGHVWD3XEOLFDomR
&RRUGHQDomRGD(GLWRUDomR0DULO]D5LEHLUR$OYHVGH6RX]D
(GLWRUDomRHOHWU{QLFDH&DSD5LWDGH&iVVLD*UHJROH5DTXHO/RSHV   

,QVWLWXWR$JURQ{PLFR
&HQWURGH&RPXQLFDomRH7UDQVIHUrQFLDGR&RQKHFLPHQWR
$Y%DUmRGH,WDSXUD 
&DPSLQDV 63

%5$6,/
)RQH 

)D[ 

 ZZZLDFVSJRYEU .

QVWLWXWR$JURQ{PLFR &DPSLQDV 63.9.9$'$ 2/.$352'87.(1&21752'$&$'(...&8/785$   ([SR$]HLWH HGHVHWHPEURGH /RFDO..

    &RPLVVmR2UJDQL]DGRUD &RRUGHQDGRUHV $QJHOLFD3UHOD3DQWDQR $37$.YDQL%HUWRQFLQL $37$3ROR5HJLRQDO&HQWUR6XO )DEtROD9LOOD 81.7$/&HQWURGH&LrQFLDH4XDOLGDGHGH$OLPHQWRV $QJHOLFD3UHOD3DQWDQR $37$.7$/±&HQWURGH7HFQRORJLDGH)UXWDVH+RUWDOLoDV -XOLDQD5ROLP6DORPp7HUDPRWR $37$.$&&HQWURGH$QiOLVHH3HVTXLVD7HFQROyJLFDGR$JURQHJyFLRGH+RUWLFXOWXUD    &RPLVVmR&LHQWtILFD $QD0DULD5DXHQGH2OLYHLUD0LJXHO $37$.2(67(8QLYHUVLGDGH(VWDGXDOGR2HVWHGR3DUDQi *LVHOH$QQH&DPDUJR $37$±.$&&HQWURGH3HVTXLVDH'HVHQYROYLPHQWRGH(FRILVLRORJLDH%LRItVLFD (GQD.YDQL%HUWRQFLQL $37$3ROR5HJLRQDO&HQWUR6XO -XOLDQD5ROLP6DORPp7HUDPRWR $37$.$&&HQWURGH$QiOLVHH3HVTXLVD7HFQROyJLFDGR$JURQHJyFLRGH +RUWLFXOWXUD .$&&HQWURGH3HVTXLVDH'HVHQYROYLPHQWRGH(FRILVLRORJLDH%LRItVLFD (GQD.

$SRLR    5HDOL]DomR               .

5$ 63.'$'(6 &20 &8/7.9(.=$d­2 &/.9(.&$ '$6 /2&$/.5$6(67$'2'(6­23$8/2 3DQWDQR$3%HUWRQFLQL(.48(.0$7.&DPSDURWWR/%  (67.92'(2/.92 '( 2/.9$'21Ò0(52'(+25$6'()5.680È5.5$612(67$'2'(6­23$8/2 %HUWRQFLQL(.21$6(55$'$0$17.2 5HVXPRV  &8/7.0È7.3DQWDQR$37HUDPRWR-56  /(9$17$0(172 ( &$5$&7(5.

2 6LOYD')0HGHLURV50/9LOOD)  &216(59$6'($=(.6( '26 &20326726 %.$ 9LOOD)9LHLUD1HWR-6LOYD/)22OLYHLUD$)  2&255Ç1&.6'2(67$'2'(6­23$8/2 7|IROL-*'RPLQJXHV5-)HUUDUL-71RJXHLUD(0&%HUWL$-%XHQR6&6  $1È/.$d­2 '( $&.21235(3$52'(&216(59$6'($=(.326.5$125.926(0-$5'.7('(2/.$'('2(1d$6)Ò1*.'­2 3$5$2&8/7.721$635(7$6 0HGHLURV50/9LOOD)6LOYD')  7(25(6'(&/25(72'(6Ï'.721$69(5'(6352&(66$'$6$9$/.75$ 9.721$635(7$612 68/'(0.9(.16&/21$.$'$6¬&8/785$'$2/.'(= 0HGHLURV50/%RUJHV&39LWRULQR$09LOOD)6LOYD')=DPERP&5  .($37.67(0$6'((0%$/$*(0(&216(59$d­2'$48$/.75$9.$*.5$6 3DQWDQR$3%HUWRQFLQL(.9$.7HUDPRWR-56/XVVLFK/)*2  &2&+21./+$6$662&.9$6.6$1'268$3523$*$d­2 325(67$48.9(.92'(2/.2$7.5*(16 3DFHWWD&)  352&(66$0(172'(&216(59$6'( $=(.21 %RWWL/&0$QMRV&$5  (.6 0HGHLURV50/9LOOD)6LOYD')  &216(59$6 '( $=(.1$6*(5$.9(2.926 35(6(17(6 12 $=(.$d­2'(S+(0&216(59$6'($=(.721$69(5'(6 $9$/.&$6(02/.'$'( '( (15$.7<&216(59$7.1*$1'48$/.7( '( 2/.9(.6'(2/.5*(0 25*Æ1./ 3$&.$d­2'(S+ 9LOOD)0HGHLURV50/6LOYD')  $9$/.721$6 0$'85$6 352&(66$'$6 12 68/ '( 0* $9$/.d­2¬/8=(0(0%$/$*(16'($=(.21$/ &DOGDV/%60HGHLURV50/6DQWRV%06RX]D)&&HOHJKLQL506  $=(.=$0(172 '( (67$&$6 '( 2/.&21$&.9(.'$'(2/.2*5$1'('268/ :ROII9566LOYD'&6RX]D*&3DHV&&2OL]&%  '(6(03(1+2 '( 68%675$726 1$ &$3$&.$d­2'(&/25(72'( 6Ï'.7((.5$9.9$ (.5$ 6LOYD')9LOOD)9LHLUD1HWR-0HGHLURV50/  &257(668&(66.

com gastos anuais em torno de 500 milhões de reais (CONAB. 2012). pois o grão de pólen absorve água.4% pela Argentina (Embrapa. Campinas. SAA/APTA Pólo Centro Sul. (iii) aumento de poder aquisitivo de algumas classes sociais. Pesquisadora Científica. cultivos comerciais exigem solos bem aerados e férteis. sendo que 73% destes são provenientes de países da União Européia (COI. Em 2011. Engª. A planta de oliveira caracteriza-se por certa rusticidade. nem regime hídrico especial.1 milhões de toneladas de frutos por ano. respectivamente (Chile Oliva. não exigindo solos muito férteis. 2012). 3 SAA/IAC – Instituto Agronômico. 2012). km 30 – CP 28.ϭ CULTIVO DE OLIVEIRAS NO ESTADO DE SÃO PAULO 1 2 3 Edna Ivani Bertoncini . é muito baixo quando confrontado a países como a Espanha e Itália. e 13. (ii) entrada de produtos no mercado interno com preços mais acessíveis. o consumo per capita do brasileiro.5% pela Comunidade Econômica Européia. e-mail: ebertoncini@apta. 2012). Agrª. a importação brasileira de azeites foi de 63 mil toneladas. O Brasil é totalmente dependente da importação e azeitonas e azeites. 2012) que objetiva eliminar a comercialização de azeites fraudados e/ou com caracterização química e sensorial diferente daquela apresentada no rótulo do produto.2 kg/habitante/ano. A produção da Argentina e Chile está ao redor de 1.3% da produção mundial. têm impulsionado inúmeros investidores no cultivo das oliveiras. 2012). despontando como promissores concorrentes neste mercado.gov. Rodovia SP 127. 0. A produção de oliveiras concentra-se em países de clima mediterrâneo. Piracicaba. que produzem 3. O mercado consumidor aquecido aliado a iniciativas de pesquisa e cultivo de oliveiras em alguns estados. Este aumento deve-se a fatores como: (i) divulgação de benefícios da dieta mediterrânea na saúde. com consumo de 23 kg/habitante/ano (COI. incha e a antera explode antes do momento da fecundação. Angélica Prela-Pantano . Drª Pesquisadora Científica. A necessidade de água anual da cultura é em torno de 600-800 mm. 2012). Juliana Rolim Salomé Teramoto 1 Engª. MSc. 2012). Embora. Drª. SP.sp. Excesso de umidade na época de florescimento prejudica a fecundação das flores. SP.0 e 0. Agrª. sendo o estado de São Paulo responsável por 50% desse volume importado (Embrapa. Na última década.br. CEP 2 13. Engª. e 95% da produção mundial. Agrª. . o Brasil seja o terceiro importador mundial de azeites. SAA/IAC – Instituto Agronômico. Campinas. assim como a regulamentação do registro e comercialização dos azeites importados pela Instrução Normativa Número 1 do Ministério da Agricultura (MAPA.400-970. houve aumento de 476 e 317% no volume de azeites e azeitonas importados pelo Brasil (COI. Pesquisadora Científica. com consumo suprido em 86. Contudo. atrás apenas dos Estados Unidos e União Européia.

que a planta de oliveira é oriunda de regiões mediterrâneas. São necessárias adubações foliares da planta com micronutrientes. 2010). dificultando a centrifugação do azeite. o preparo inicial do solo visando seu aprofundamento.Ϯ Excesso de água na maturação propicia frutos com maior teor de água e menor teor de azeite. e monitorar constantemente o valor de pH do solo. A fosfatagem e gessagem do solo em área total são recomendáveis antes do plantio. o excesso de água. com valores de pH em torno de 6. O cultivo de oliveiras em condições paulistas ocorre em regiões de alta altitude. e azeites de boa qualidade. centenária. a oliveira apresente sistema radicular superficial. se a valores de pH abaixo de 6. com exemplares milenares no mediterrâneo. pode ocorrer indisponibilidade dos elementos às plantas. e calagem em área total. expondo a cultura a fortes ventos. como o cobre. e também aos frutos em formação. melhora o estabelecimento da cultura e resistência a períodos secos. e exposição inclusive do sistema radicular da planta. Embora. não ultrapassando valores maiores que o dobro da necessidade de calagem exigida por outras frutíferas. mas diferenciada das plantas cultivadas em solos sob condições tropicais. Em nossas condições são necessários estudos para observar. A exigência nutricional da oliveira não é elevada. zinco e boro. Observa-se em muitos casos.. Também. . Utilizar calcário dolomítico. Em cultivos paulistas foram observados nos últimos verões. cujo período de colheita inicia-se a fevereiro e prossegue até março/abril. Chuvas de granizo nos meses de junho a outubro têm sido observadas em algumas regiões produtoras paulistas. Recordar que a oliveira é uma planta perene. decorrentes da ocorrência de antracnose (Bertoncini et al. pode favorecer a ocorrência de doenças de fruto como a antracnose (Gloeosporium olivae) causando defeitos no azeite. nesta época.0-6. Prefere solos com textura média e com boa drenagem. recomenda-se preparo profundo do solo. e reduzindo sua qualidade. sendo exigente em cálcio. como se observa nas paisagens das Figuras 1J e 1K.0 ocorre produção de azeitonas. rachaduras profundas no caule de oliveiras cultivadas em terrenos mal drenados e/ou com acúmulo de água no colo da planta. em que os solos apresentam-se naturalmente neutros ou alcalinos.5. a ocorrência de antracnose nos frutos por ocasião de sua maturação é freqüente em olivais paulistas. acima de 900 metros chegando a 1900 metros (Figura 1 C). realmente. de modo a efetuar novas calagens para manutenção da condição de neutralidade do solo. pois em condições de neutralidade do solo. de modo que seja mantido o equilíbrio com outros nutrientes do solo. Antes do plantio. necessitando de um excelente preparo inicial do solo para sua implantação. curvamento das plantas (Figura 1H). Ressalta-se. época de chuvas intensas no estado de São Paulo. Também. causando danos a folhas e caules (Figura 1I).

em que sistema radicular da planta não absorve. 0. de acordo com Alfei & Panelli.20 m. está em torno de 30-50. dados indicam que para a produção de 100 kg de azeitonas. o teor de Ca2+ for menor 0. ocasionando perdas econômicas e ambientais. A aplicação de nitrogênio e potássio no solo deve ser evitada em períodos chuvosos.2 e 1.5 cmolc dm-3 solo. há uma exportação de 0.40 m. procedimentos que concentram o sistema radicular e promove acúmulo de água no colo da planta. como ocorre com o plantio de eucalipto.ϯ Assim. como se faz com outras frutíferas.0 kg de nitrogênio. Ca. a camada 0-0. fósforo e potássio (Pannelli. Efetuar o plantio em sulcos.20-0. 50-100. 2002. e o uso de gesso agrícola quando o teor de Al3+ em subsuperfície (camada 0. A necessidade de N. e se considerarmos a produção média de 25 kg de azeitonas/planta. Há indícios a serem investigados que taxas elevadas de N e K aplicados a solos em nossas condições tenham proporcionado azeites com baixos teores de polifenóis. são medidas que proporcionam o aprofundamento do sistema radicular da planta e seu melhor estabelecimento inicial. que produzem . e acompanhamento constante por meio de análise de solo. e 10-20. especialmente sob condições de clima subtropical e temperado. Evitar taxas elevadas de adubações nitrogenadas (aplicar não mais que 30-60 kg/ha de nitrogênio). reduzindo sua produção. e número de plantas/ha em torno de 300. respectivamente. e MgO. P. escolhendo o ramo mais vigoroso para sua condução é fundamental para a implantação do olival. pois. respectivamente. K2O. K. um tutoramento inicial da planta. deixando o colo da planta em posição mais alta em relação ao terreno. efetuado com madeiras e não realizados com bambus frágeis é fundamental para o estabelecimento da planta. 15-30. Ressalta-se que a dose de gesso agrícola aplicada deve ser calculada por critérios agronômicos. no plantio.40 m) estiver acima de 0. calagem e fosfatagem considerando camadas mais profundas.9. P2O5. e posteriormente ocasiona seu crescimento vegetativo excessivo em detrimento à produção de frutos. em que as chances de perdas dos elementos por lixiviação são grandes em solos paulistas. e alterando a qualidade do azeite. teríamos a reposição em torno de 70. Em olivais em produção.4 cmolc dm-3. não há resposta da planta. ao invés de 0. O preparo do solo em área total. pois pode carrear bases para camadas mais profundas. como por exemplo. 15 e 75 kg ha-1 de N. Taxas maiores de aplicação de fertilizantes podem incorrer no excesso vegetativo da planta. Evitar o plantio em covas e o coroamento da planta. 2012). 35-70. e a saturação por alumínio (m) maior que 30%. em cultivares como a Coratina e Koroneiki. O tutoramento das plantas jovens. exigindo maiores gastos com a operação de poda.

em que o crescimento vegetativo da planta é menor.. para reduzir o sombreamento.0 m (Bertoncini et al. 6 x3 m). A poda de formação é fundamental para o estabelecimento da cultura (Figura 1B).0 x 5. recomenda-se a implantação de pomares com espaçamentos entrelinhas e entre plantas mais conservadores. e do limitado pacote tecnológico disponível para a cultura da oliveira. e especialmente para o estado de São Paulo. o fator mais limitante ao florescimento e a frutificação da oliveira é a reduzida quantidade de . pois é prática.ϰ frutos ricos nestas substâncias. e a reforma do olival se faz necessária após poucas décadas de cultivo. eficaz na redução do sombreamento entre plantas. nos meses de abril a junho. principalmente no inverno. 6. e proporciona iluminação em todas as partes da planta. No Brasil. A técnica de poda do vaso policônico parece ser indicada para nossas condições de cultivo. elevando sua qualidade e valor agregado. necessária para a reestruturação da planta. desfavorece a entrada de luz nas gemas. nos meses após a colheita. econômica. necessitam. a cor e o conteúdo de azeite nos frutos. e recomendada tanto para colheita manual como mecânica (Pannelli & Alfei.0 x 5. necessitando de luz direta para a formação de biomassa. e a poda freqüente das árvores. O espaçamento adensado implantado em países como o Chile. em função das condições de poda. incidindo negativamente sobre a indução floral. A oliveira é uma planta heliófita. além de melhorar o florescimento e desenvolvimento dos frutos. e mecanização que estressam as plantas. induzem o inicio do processo reprodutivo da planta. e evita a poda drástica da planta futuramente (Figura 1G). reduzindo custos de produção. Inúmeros pomares em condições paulistas implantados em espaçamentos adensados (5 x 4. sobre a morfologia floral. que reverte em custos desnecessários ao produtor. 2002). A técnica do vaso policônico reduz a altura e volume desnecessário de biomassa. A implantação do pomar com densidade de plantas adequada. em que se inicia o período seco e frio. arrancar as plantas intermediárias. e sobre o processo de frutificação (Pannelli & Alfei. medida drástica a ser tomada. facilita operações de manejo e colheita.0 m. A poda é realizada sempre em condições repouso desenvolvimento da planta. em condições de clima mais ameno que as condições brasileiras.0 x 6. 2010). A carência sucessiva de luz reduz o peso. no momento. como 6. 2002). caracteriza-se pelo investimento de grandes grupos econômicos. Iluminação escassa dos ramos. que conferem o amargo e picante do azeite.0 m. 5. e pode retardar a entrada do olival em produção. em função das condições climáticas. reduzindo drasticamente sua produção ao longo dos anos. e no interno da copa. Para as condições gerais brasileiras. e produção de frutos. A poda aliada a fatores como falta de água e frio.

e a entrada de material do exterior não é permitida. planta-se um cultivar em cada fileira. também. 20% do cultivar. 2002). Cabe alertar ao produtor que a compra de mudas e material vegetativo deve ser feita apenas em viveiros idôneos e certificados pelo Ministério da Agricultura. além de reduzir riscos de perdas com pragas e doenças. que dão origem aos galhos/ramos e folhas. Para condições de cultivo brasileiras. Picual e Koroneiki que são precoces. A qualidade de um azeite depende em 30% do sistema de extração. e a ausência destas condições tem contribuído para o fracasso da implantação da cultura em locais de clima quente. indicam que cultivares como a Arbequina e Koroneiki. facilitando inclusive a colheita. Os cultivares comerciais Arberquina. e alternância de temperaturas entre o dia e noite de 4 a 18º C (Alfei & Pannelli. A escolha de cultivares é fator relevante na implantação de olivais. 10% do tempo de estocagem. e cujo desenvolvimento vegetativo seja menos vigoroso. pois a época de maturação dos frutos para cada cultivar é diversa (Alfei. e Arbosana. O florescimento da oliveira ocorre por meio da transformação das gemas vegetativas. 2012). observações de campo mostram que cultivares idênticos de oliveira tem florescido e frutificado desde 200 até 1000 horas de temperaturas abaixo de 10º C. 1980). como por exemplo. O plantio de 3-4 cultivares em cada módulo de plantio evitaria tal insucesso. 30% da época da colheita. A diversificação de cultivares no pomar deve ser priorizada. apresenta insucesso no processo de frutificação.ϱ horas de frio que a planta é submetida ao longo do ano. A quantidade exata de horas com temperaturas baixas necessárias para o florescimento de cada cultivar não é bem conhecida. Arbosana e Koroneiki têm sido testados com sucesso no Brasil para extração de azeite. Para que isso ocorra são necessárias temperaturas baixas (5 a 7º C) no período de inverno. pois mesmo o cultivar Arberquina tido como autopolinizante. deve-se escolher cultivares que exijam menores quantidades de horas de frio. em gemas vegetativas ou botões florais. Estudos (Loussert & Brousse. 5% do sistema de transporte e . Frantoio e Grapollo que são tardias. e o cultivar Ascolana para a produção de azeitonas de mesa. uma vez que a oliveira é predominantemente cultivada em regiões em que estas condições são naturais. Recomenda-se realizar o plantio de cada cultivar em fileiras. de modo que se impeça a propagação de pragas e doenças ainda não existentes no Brasil. são menos exigentes em frio. 2002). a não ser que seja via processo de quarentenário. e atividade fotossintética da planta inibi-se a temperaturas superiores a 35º C (Alfei & Pannelli. A cultura. No Brasil. e dados de produtividade da oliveira em regiões mais quentes. Ressalta-se que as fileiras intercaladas devem ser cultivadas com cultivares que apresentem período de florescimento próximo. Arbequina. não tolera invernos muito rigorosos.

que apresenta altitudes variando de 1. Campos do Jordão. seguidas dos processos de centrifugação e filtração. São Paulo. Estados brasileiros com clima mais ameno como Rio Grande do Sul e Santa Catarina apresentam cultivo de oliveira e extração crescente de azeite.ϲ 5% do método de colheita (Alfei & Panelli. 14. em associações ou cooperativas. 13. Natividade da Serra. como é o caso de plantas na Vila Mariana. às vezes com baixa eficiência de extração. e 1-1. apenas por processos mecânicos ou físicos. sendo ambos esmagados para obtenção do azeite (Testa.798 m.5 a 23. Espírito Santo do Pinhal. sem qualquer outro processo químico. Estimativas indicam que para o ano de 2012. nem a quente) que não cause alteração no azeite. Cássia dos Coqueiros.6º C (inverno) observam-se cultivos nas cidades de Silveiras (Figura 1C) e Cunha. que certamente terão que se unir para sua aquisição e uso. o azeite encontra-se armazenado no vacúolo da célula vegetal. com temperaturas médias anuais de 16. São Sebastião da Grama.0º C (verão). a área plantada com oliveiras no Rio Grande do Sul será de 600 ha. Outra opção de cultivo são as regiões com microclimas favoráveis a cultura. 2009).000 a 2. A extração deve ocorrer no prazo máximo de 24 horas após a colheita. e falta de assistência técnica e manutenção. como é o caso da Serra da Mantiqueira. Na azeitona. Na Serra da Bocaína. em teores que variam de 16. Pilar do Sul.5% no caroço. como é o caso de São Roque (Figura 1D). Pedra Bela. Águas da Prata. e iniciam-se cultivos na região de Piedade (Figura 1D). aliado a recursos dos próprios produtores e suas associações. há condições climáticas favoráveis a cultura. Espírito Santo do Pinhal. em condições de temperatura não superiores a 35° C (nem a frio. . 2012).080 metros. com altitudes variando de 1000 a 2. 2012). 2002). No sul do estado de São Paulo. mostrando a importância do processo de extração na produção de azeites de qualidade. Santo Antonio do Pinhal.5 na polpa. e área cultivada de cerca de 750 ha (Oliveira. assim plantios que se iniciam em cidades que já tiveram histórico de cultivo de oliveiras associados à produção de uva. sendo o cultivo apoiado pela Embrapa Clima Temperado e Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Monte Verde. e produção de 20. abrangendo 40 municípios mineiros com apoio e estudos pioneiros da EPAMIG. Há registro de plantas de oliveiras introduzidas em praças públicas. e os municípios paulistas: São Bento do Sapucaí. A extração de azeites no Brasil tem sido realizada com equipamentos importados. A compra de extratoras de azeite nem sempre é viável aos pequenos produtores. capital.000 litros de azeites (AUED.2º C (primavera).

testando cultivares no que concerne à: fertilidade do solo e nutrição da planta. controle do mato.coleta de material vegetal para análise de doenças. levantamento de condições climáticas visando zoneamento climático. 2011). com atribuições de organizar ações conjuntas de pesquisa. 1K).visitas técnicas. criou a Comissão Técnica para Assessoramento Técnico-Científico do Projeto OLIVA SP. . . realização de poda em olivais. e exterior (Figura 1E). detecção e manejo de pragas e doenças. propondo medidas para promover a exploração comercial da cultura da oliveira no Estado de São Paulo (Diário Oficial. orientações a produtores e investidores (Figuras 1B.realização de cursos sobre manejo cultural e análise sensorial de azeites (Figuras 1A. . aperfeiçoamento de análises físicoquímicas de azeites para atender as normas de comercialização e registro de produtos. desenvolvimento e transferência de tecnologias. a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.coleta e interpretação de análise de solo. 1D. 1G. instalação e monitoramento de estações meteorológicas em propriedades olivícolas. identificação e caracterização de produtores paulistas de oliveiras. 1F). e análise sensorial de azeites (Figura 1F). em parceria com Institutos/Universidades de outros estados. . uso de fitoreguladores para indução de florescimento. 1H. Entre as ações do grupo cita-se: . poda das árvores. 1J. Estudos têm sido conduzidos pelo grupo OLIVA SP. O grupo é formado por pesquisadores dos Institutos de Pesquisa de São Paulo.ϳ Em abril de 2011.

outubro/2011.Cursos em Piracicaba e São Bento Sapucaí Visitas técnicas Maria da Fé e São Bento Sapucaí C. Itália. caule Ancona.Olival São Sebastião da Grama K. ĞƉŽŝƐĚĂƉŽĚĂ G.Poda de formação em Piedade (A) e Silveiras (B) SP. Marche.Oliveiras produzindo em Silveiras. J.Curso internacional de poda de oliveiras ŶƚĞƐĚĂƉŽĚĂ F.Poda drástica em planta com idade de 04 anos. Foto de Aníbal Cury.Olival Joanópolis/Monte Verde .  ŶƚĞƐĚĂƉŽĚĂ ĞƉŽŝƐĚĂƉŽĚĂ    B.Plantas (vento) de análise curvadas sensorial de IRachadura (granizo) azeites. janeiro de 2012. E.  D.ϴ A.Cursos ExpoAzeite H.Inicío de cultivos em Piedade (A) e São Roque (B).

com/Artigos/2010_3/ClimaOliva/index.http://www.).R. B. Disponível em: CONAB.olivasdosul. 17 a 20 de janeiro de 2012.S. In: XIII Corso Professionale di Potatura dell´Olivo.htm. 17 a 20 de janeiro de 2012. ALFEI. TERAMOTO. 2010. PANELLI. El olivo.br/publicacoes/catalogo/tipo/sistemas/sistema16_novo/11_mercados_e_comercializac ao. Análises preliminares das condições climáticas do estado de São Paulo para o cultivo de oliveiras. Progettazione e Impianto Olivetto.infobibos. Balança Comercial do Agronegócio.br/olivasp/. Cultivo de Oliveira (Olea europaea L. TERAMOTO. Pecuária e Abastecimento. Instrução Normativa Número 1. BROUSSE.Embrapa Clima Temperado Sistemas de Produção..Agenzia Servizi Settore Agroalimentare. BERTONCINI. E. n.embrapa. G. G.38-42. SP. J..1-22.htm>. Artigo em Hypertexto.ϵ Referências citadas ALFEI. R.agrovalor. de 30 de janeiro de 2012 – Regulamento Técnico do Azeite de Oliva e do Óleo de Bagaço de Oliva. Disponível em: http://www. MAPA – Ministério da Agricultura.pdf – Acesso em 14/04/2012 COI – INTERNATIONAL OLIVE COUNCIL . Acesso em: 12 de abril de 2012. de 31-3-11. Disponível em: http://www. Diário Oficial do Estado de São Paulo. AUED. ALFEI. Acesso em 12 de abril de 2012. U.I. PANNELLI.Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Comissão Técnica para Assessoramento Técnico-Científico do Projeto OLIVA SP.Seção 1. Ancona. Curso realizado em 23/11/2009 na APTA .I. Itália. Portaria APTA nº 230. PRELA-PANTANO Desafios para produção de azeite no Brasil. Minas Gerais se rende ao azeite de oliva. Dez. Artigo em Hypertexto. Disponível em: http://www. ASSAM – Osimo.br/2011/o-olhar-do-criador/3342-minas-gerais-se-rende-ao-azeite-de-oliva. Acesso em: 12/8/2012 Chile Oliva – Asociacion de Productores de Aceite de Oliva. 01/02/2012 .br/hora-de-abrir-a-colheita-das-olivas/. 2010. Balança Comercial do Agronegócio.com. Interventi di tecnica coltorale sul terreno e sulla pianta per uma olivicultura economica e sotenible. Guida alla razionale coltivazione dell´olivo. Disponível em: http://www. 2010. 2002.R. N. Hora de abrir a colheita das olivas. Uma buona illuminazione assicura um ottimo prodotto. Diário Oficial da União. In: XIII Corso Professionale di Potatura dell´Olivo. G.apta. CD-ROM./2011. 121 (61). Madrid: Mundi-Prensa. Itália. Disponível em: http://www. .gov.A. Disponível em: http://www. Brasília. LOUSSERT. EMBRAPA . ASSAM – Osimo. CD-ROM.internationaloliveoil. 1980. PANNELLI. Notícias Agrovalor. 2012.conab.htm.chileoliva. Brasília. B..com/Artigos/2010_4/DesafioOliva/index.gov.infobibos. Acesso em: 12 de abril de 2012.cpact. E. Publicado em 5 de abril de 2012 por Olivas do Sul. J.. Acesso em: 12/8/2012 TESTA.S. p. G. BERTONCINI.php?a=547&ordem=titulo.cl/files/INFORME%20ANUAL%20DEL%20MERCADO%202010. 533p.br/conteudos. Ancona: ASSAM. ISSN 1806-9207 Versão Eletrônica.2.sp. 1º de abril de 2011. Olivo & Olio. PRELA-PANTANO. Disponível em: http://www. J. p.org/news/view/618-year-2011news/137-market-newsletter-april-2011. Acesso em: 12 de abril de 2012.com. CONAB – Companhia Nacional de Abastecimento. Ancona. Informe Anual del Mercado de Aceite de Oliva – 2010. Seção I. 2010. B. Disponível em: http://www. Piracicaba. Introdução a análise sensorial de azeite de oliva. OLIVEIRA. Acesso em: 12 de abril de 2012. 09/04/2012. 239p.Pólo Centro Sul. 16.

Cultivos iniciais têm sido constatados no sul do estado de São Paulo. has not yet flowering and fruiting. Campinas. Edna Ivani Bertoncini e Ludmila Bardin-Camparotto 1 Engª. Agrª. Drªa. (1972). com média máxima de 21°C e média mínima de 14°C. Drª. Contudo. que se caracteriza por região de áreas planas e clima temperado. O objetivo desse estudo foi analisar as condições climáticas das atuais regiões produtoras de azeitonas no estado de São Paulo. climatic conditions.br. condições climáticas. posição geográfica e diferentes influências de massas de ar que proporciona grande diversidade climática. acarretando diferenças significativas . Drª Pesquisadora Científica.. which is characterized by flat areas and temperate climate. Campinas. It was observed that the olive production is located in climate Cwa Cwb. A agricultura paulista reflete essa variabilidade. SAA/IAC – Instituto Agronômico.gov. Verificou-se que a produção de oliveiras. e não apresentaram florescimento e frutificação. devido ao seu relevo acidentado. the plants are still young. low temperatures in the winter months. com temperaturas baixas nos meses de inverno. o próprio tipo e desenvolvimento da agricultura paulista são reflexos desta complexidade. Piracicaba. However. flowering. Keywords: Olea europea L.ϭ LEVANTAMENTO E CARACTERIZAÇÃO CLIMÁTICA DAS LOCALIDADES COM CULTIVO DE OLIVEIRAS ESTADO DE SÃO PAULO Angélica Prela-Pantano.sp. as plantas são ainda juvenis. and average annual rainfall above 1300 mm. com diferenças significativas em potenciais de produtividade agrícola. Engª. in these areas. SP e3 mail: ebertoncini@apta.br. Segundo Pinto et al. frutificação ABSTRACT São Paulo state presents geografical position and influence of air masses that provides great climatic diversity. SAA/IAC – Instituto Agronômico. Amb. posição geográfica e diferentes influências de massas de ar constatam-se grandes diversidades climáticas. fructification INTRODUÇÃO No Estado de São Paulo.sp. e-mail: 2 angelica@iac. sendo complexo seu estudo. Recents olive crops have been found in the southern state of Sao Paulo. Engª. SAA/APTA Pólo Centro Sul. with average maximum of 21 ° C and mean minimum of 14 ° C.gov. em regiões de altas altitudes. SP e-mail: ludmila_bardin@yahoo. in regions of high altitude.. nessas áreas. sempre abaixo de 17°C. The aim of this study was to analyze the climatic conditions for current situation of olive production in São Paulo state.com. ocorre em clima Cwa e Cwb. no estado. Pesquisadora Científica.br RESUMO: O Estado de São Paulo apresenta relevo acidentado. florescimento.SP. and the agricultural activities is a reflection of these natural variability. Palavras-chave: Olea europea L. Agrª. e precipitação média anual acima de 1300 mm. always below 17 ° C.

Setzer (1966) realizou o último mapeamento dos tipos de clima para o Estado de São Paulo usando o Sistema de Classificação Climática de Köppen (ROLIM et al. Segundo Coutinho et al. O objetivo desse estudo foi analisar as condições climáticas de regiões onde já se encontram oliveiras no estado. o que poderá possibilitar a expansão da olivicultura no estado de São Paulo. e verificar a semelhança entre esses locais. mas por . Novos cultivos de oliveiras estão sendo introduzidos no sul do estado de São Paulo. Rio de Janeiro.Ϯ em potenciais de produtividades agrícolas. no Brasil. identificou diversos cultivos no estado de São Paulo e vem acompanhando e desenvolvendo estudos na área com objetivo de identificar áreas aptas ao cultivo bem como manejo adequado de forma a obter-se o produto final. azeite de qualidade satisfatória. Figura 1 . porém com maior freqüência nas regiões sul e sudeste de Minas Gerais. Santa Catarina e Rio Grande do Sul. para futuramente elaborar um zoneamento agroclimático. Centro de Informações Agrometeorológicas na Agricultura. sendo os maiores cultivos atualmente nos estados de Minas Gerais e Rio Grande do Sul. a oliveira foi introduzida há vários séculos e em quase todos os estados. Os dados climáticos (temperatura e chuva) foram adquiridos junto ao Ciiagro.Chave para a classificação climática de Köppen simplificada por SETZER (1966). O grupo de estudos “Oliva SP”. Com base nas coordenadas geográficas elaborou-se o mapa do estado ressaltando as localidades onde já foi identificado o cultivo de oliveiras. do Instituto Agronômico em Campinas. em que as condições climáticas não se caracterizam por altitudes elevadas. Paraná. e a classificação climática basearam-se em Köppen (Figura 1). MATERIAL E MÉTODOS Para identificação dos locais de cultivo de oliveiras. (2009). São Paulo. ligado á Secretaria da Agricultura do estado de São Paulo. modificada para a inclusão do tipo climático “Am” (Tropical Monçônico). 2007). visitas a campo e contato direto com produtores de diversas regiões do estado. foram realizadas pesquisas junto a Casas da Agricultura.

como é caso de cultivos em Campos do Jordão e no município de Silveiras. onde há registro de cultivos a mais de 1800 m de altitude. Contudo. as plantas são ainda juvenis.ϯ condições climáticas típicas de clima temperado. De acordo com a classificação climática de Köppen. sempre acima de 700 m. . o que ocorre apenas em Campos do Jordão e Santo Antônio do Pinhal. com inverno seco. sendo necessário o acompanhamento dos cultivos e estabelecimento de produções para que entrem como caso de sucesso nos futuros estudos de zoneamento climático da cultura.altitude: todos os locais encontram-se a altitude elevada. quando em macrorregiões. Alguns olivais estão a mais de 1500 m de altitude. Nestas localidades foram observadas características climáticas semelhantes (Tabela 1) como: . nessas áreas.temperatura média do mês mais frio: abaixo de 17°C . RESULTADOS E DISCUSSÃO Na Figura 2 observam-se os municípios onde foram identificados cultivos de oliveiras no estado de São Paulo. O clima Cwb. como na Serra da Bocaina. e temperaturas do mês mais quente maior que 22ºC”. e não apresentaram florescimento e frutificação. as localidades produtoras de oliveiras do estado de São Paulo são classificadas como Cwa e Cwb (Figura 1). pois estão em regiões montanhosas e ocorre uma grande variação na altitude. dentre as localidades analisadas. com média máxima de 21°C e média mínima de 14°C. com temperatura do mês mais quente inferior a 22ºC. indica “tropical de altitude”.precipitação média anual – acima de 1300 mm . Localidades de clima tipo Cwa são consideradas “tropical de altitude”.

4 1583.2 22.0 Cwa Cwa 1100 14.8 Cwa Cwa .5 32. do Pinhal São Roque Silveiras Altitude (m) Temp.0 1458.0 22.3 25.0 1249.0 27.6 Cwa Cwa 930 720 15.6 21. Local Águas da Prata Campos do Jordão Cássia dos Coqueiros Cunha Esp. Tabela 1.0 27.0 23.0 1540. Média mês mais frio (ºC) Temp.9 23.8 1510.9 Cwb 780 700 15.6 24.0 33.3 46.0 20.5 1702.7 38.4 16.5 1339.0 Cwb 890 17.0 1546.6 Cwa Cwa 800 880 15.9 22.0 Cwa 860 880 14.9 15.6 38.0 1891.ϰ Figura 2 – Mapa do estado de São Paulo.8 1598.6 23.7 23. no estado de São Paulo.4 Cwa 1597 11.7 17.7 1986.7 31. Média mês mais quente (ºC) Chuva média mês mais seco (mm) Chuva média anual (mm) Classificaçã o Climática (Köppen) 840 17.2 16.0 28. com identificação de localidades com cultivo de oliveiras em 2012.Caracterização climática de localidades com cultivo de Oliveiras.0 22.2 20.4 31. 2012.0 1354.5 17. Santo do Pinhal Joanópolis Natividade da Serra Piedade São Bento do Sapucaí Santo Ant.

Bragantia. D.66.C. Caderno 23). p. J. B. LITERATURA CITADA COUTINHO. ALFONSI.L. (Ciências da Terra. Atlas climático e Ecológico do Estado de São Paulo. F. G. Cultivo de Oliveira (olea europaea L. caracterizam-se por regiões de elevadas altitudes. T. sempre abaixo de 17°C. RIBDEIRO. ORTOLANI. CAPPELLARO.711-720.R. R.F. MORAES..) Pelotas: Embrapa Clima Temperado. v.S. PINTO. n.E. .As atuais regiões de cultivo de oliveira no estado de São Paulo. CAMARGO. 61p. H.S. M.G.ϱ CONCLUSÕES . ROLIM. 1972.A. 2007 SETZER. 2009. com médias anuais de precipitação acima de 1300 mm e com temperaturas baixas nos meses de inverno. P.. de clima Cwa e Cwb. Classificação Climática de Köppen e de Thornthwaite e sua Aplicabilidade na determinação de zonas agroclimáticas para o estado de São Paulo. Estimativa das temperaturas médias mensais do Estado de São Paulo em função de altitude e latitude. Campinas. 20p. 1996.. Comissão Interestadual da Bacia Paraná-Uruguai. A. F. São Paulo: IG/USP.4.H.. LIMA... J.

permitindo .SP e-mail: ebertoncini@apta.gov.com.br.. Engª.sp. altas altitudes. Drª Pesquisadora Científica.SP e-mail: 2 angelica@iac. There was great spacial climatic variability in the Mountain region. e caracterizam-se como locais de produção de azeitonas no estado de São Paulo. SAA/IAC – Instituto Agronômico. For places like Campos do Jordao. Hotelaria .Integrante voluntária do projeto Oliva SP. flowering. Palavras-chave: Olea europaea L.ϭ ESTIMATIVA DO NÚMERO DE HORAS DE FRIO NA SERRA DA MANTIQUEIRA (SP) E APTIDÃO PARA O CULTIVO DE OLIVEIRAS Angélica Prela-Pantano1.br. Agrª.. places above 800 m of altitude.gov.MSc. Agrª. Santo Antonio do Pinhal and São Bento do Sapucaí. Campinas. Campinas. Agrª.SP e-mail: juliana@iac. Drª. florescimento. tem exigências em baixas temperaturas. foram estimadas número de horas de frio acima de 500. and these sites have flowering and olive production. Pesquisadora Científica. temperaturas de inverno ABSTRACT It was estimated the number of hours with temperatures below 13 ° C for locations as the Mantiqueira Mountains located in São Paulo State. que lhes condicionam repouso. Pesquisadora Científica. chilling requirement INTRODUÇÃO Algumas espécies agrícolas perenes como as frutas de clima temperado. e-mail: auralussich@uol.sp. Juliana Rolim Salomé Teramoto3 Laura Fernanda Gonçalves de Oliveira Lussich4 1 Engª. 3 Piracicaba. e nem todas as localidades que pertencem a essa macrorregião possuem condições ideais para o cultivo e desenvolvimento de oliveiras Para as localidades como Campos do Jordão.br. Key words: Olea europea L. Edna Ivani Bertoncini2. Engª. Santo Antônio do Pinhal e São Bento do Sapucaí. high altitude. 4 SAA/IAC – Instituto Agronômico. were estimated number of hours with temperatures below 13º C.. na região pertencente ao estado de São Paulo. over 500 hours. Verificou-se grande variabilidade climática na Serra da Mantiqueira.gov. SAA/APTA Pólo Centro Sul. and not all sites that belong to this macro-region presented ideal conditions for the olive cultivation.sp. que estão em altitude acima de 800 m.br RESUMO Foi estimado o número de horas de frio com temperaturas abaixo de 13ºC para localidades da Serra da Mantiqueira.

Apesar da modernização no monitoramento climático e coleta de dados meteorológicos. o que estimula a dormência. e ocorrer danos definitivos quando abaixo de 10ºC. Segundo Navarro e Parra (2008). No estado de São Paulo o cultivo de oliveiras é recente. Diante disso.5 ºC (TAPIA et al. O objetivo desse estudo é estimar o número de horas de frio para localidades da Serra da Mantiqueira. caso a temperatura permaneça entre 0 e 5ºC. Essa exigência térmica pode ser quantificada pelo número de horas de frio (NHF). No caso das oliveiras essa temperatura foi definida como 12. Os relatos de cultivo das oliveiras mais antigos que se tem na literatura. indicam a regiões de clima mediterrâneo. sendo que em muitas localidades a coleta ainda é mecânica e se faz em escala diária. et al. definido como o total de horas em que a temperatura do ar permanece abaixo de determinada temperatura.Ϯ florescimento e frutificação. sem queimaduras. com temperaturas acima de 35ºC (COUTINHO et al. alguns pesquisadores desenvolveram equações de regressão que auxiliam na estimação da quantificação do número de horas de frio de determinado local (PEDRO Jr et al. mas ocorre um aumento gradual de tolerância provocada pela ocorrência de baixas temperaturas no outono. a planta é sensível ao frio. MATERIAL E MÉTODOS As localidades escolhidas fazem parte da região da Serra da Mantiqueira (Tabela 1). sendo a Serra da Mantiqueira a região em que concentra-se maior número de áreas cultivadas. e vem se expandindo rapidamente em áreas vizinhas ao estado de Minas Gerais. Assim. Diante dessa dificuldade. para coleta de dados em escala horária. presumi-se que as temperaturas adequadas para frutificação não devem ser superiores a 35ºC. Foram consideradas como temperatura basal 13ºC para a contabilização do NHF. porém a atividade fotossintética já começa a ser inibida. no estado de São Paulo averiguando a possibilidade de cultivo de oliveiras nessa região. 2010). 1991 e BARDIN et al. 1979). ainda é considerado insuficiente para determinar com precisão o numero de horas de frio de um determinado local. em um curto período de tempo. Porém podem ocorrer lesões em brotos e ramos novos. a planta resiste a temperaturas até inferiores a 0ºC. normalmente após inverno (ANGELOCCI et al. 1979). 2003). No verão podem suportar temperaturas próximas a 40ºC. o número de postos meteorológicos instalados no estado de São Paulo. 2007). como é o caso das oliveiras (PEDRO Jr. podendo ser irreversível e levar a planta à morte. por ser um valor considerado máximo de temperatura necessárias na fase de dormência para frutas de clima temperado. Foram utilizados . pois para isso o monitoramento deve contar especificamente com estações meteorológicas automáticas.

7 14.4 18.9 – 231.8 15. apresentam as menores médias de temperatura.5ºC em Campos de Jordão a 18. variando de 11. Mesmo estando dentro de uma macrorregião. . observou-se uma grande variação no parâmetro altitude variando desde 514 m. Nessa região já existe o cultivo de oliveiras em Campos do Jordão. Santo Antonio do Pinhal e Campos do Jordão. Santo Antonio do Pinhal e São Bento do Sapucaí. Os municípios de Monteiro Lobato.52 45. por meio do banco de dados do Instituto Agronômico (IAC). e os demais dados da equação são fixos.58 22. Para isso adotou-se a seguinte equação: NHF <13 = 4482. anual.5 18. SP.12 44. com os coeficientes determinados por Pedro Jr.ϯ dados de temperatura média mensal. Além da altitude.3 16.8ºC em Queluz (Tabela 1). da rede do Ciiagro.2 18. a temperatura média mensal foi estimada a partir do método das coordenadas geográficas. Para os locais onde não havia série histórica ou posto meteorológico. São Bento do Sapucaí.6 17. também.55 22.10 22.47 45.44 22.41 45. As temperaturas nos meses de inverno.35 44.49 45.32 22.54 45.9 18. sendo evidente a diversidade de cada microrregião.2 * Tjulho Em que: T a temperatura média do mês de julho.9 RESULTADOS E DISCUSSÃO Dentre as 13 localidades inclusas na Serra da Mantiqueira. além de estarem localizados na parte mais alta da serra.0 17. em Cruzeiro a outras com altitude acima de 1000 m. Tabela 1: Localização geográfica das localidades pertencentes a Serra da Mantiqueira. (julho) para a estimativa de NHF abaixo de 13ºC.10 Campos do Jordão Cruzeiro Guaratinguetá Lavrinha Lorena Monteiro Lobato Piquete Pindamonhangaba Queluz São Bento do Sapucaí São José dos Campos Santo Antônio do Pinhal Taubaté Long (W) 45.37 22. como Santo Antonio do Pinhal a 1180 m e Campos do Jordão a 1597 m de altitude e ainda São Bento do Sapucaí com 900 m.8 45.45 45. para o estado de São Paulo.5 17.35 22.40 23. nem todos os municípios da Serra da Mantiqueira apresentam as mesmas condições climáticas. observa-se. e a temperatura média histórica de julho.49 22.55 45.50 23. et al. o qual se baseia na temperatura média do mês mais frio do ano.44 22.34 Tmédia (jul) 11.34 22.11 45. (1991).9 17. Local Altitude Lat (S) 1597 514 527 508 524 774 636 560 471 900 569 1180 554 22.27 44. variação nas temperaturas médias.5 18.

. para um monitoramento das condições climáticas e desempenho da cultura.B. SP. São Bento do Sapucaí. Pinhal 1245 Taubaté 343 Campos Jordão 2586 São José 390 Campos Considerando regiões aptas ao cultivo de oliveiras localidades com NHF acima de 500. do Sapucaí 806 Guaratinguetá 254 Santo Ant. e talvez localidades consideradas “marginas”. (1991) para a Serra da Mantiqueira.38. No entanto é necessário que sejam acompanhados cultivos instalados ou que possam ser instalados em outras localidades dessa região. CAMARGO. Local NHF Local NHF Queluz 135 Piquete 412 Lavrinha 205 Pindamonhangaba 413 Cruzeiro 228 Monteiro Lobato 667 Lorena 251 São B. com NHF próximo a 500.A. et al. A.P. também possuam tenham condições para o cultivo..1. Estimativa do total de horas abaixo de determinada temperatura-base através das medidas diárias da temperatura do ar. Santo Antonio Pinhal e Campos do Jordão. M. pois não se conhece exatamente a necessidade de horas de frio necessárias a cultura.B. .. nessa região destaca-se: Monteiro Lobato. L. Bragantia. PEDRO JR. ALFONSI. R.É necessária a implantação e acompanhamento do desenvolvimento da cultura em localidades consideradas marginais.ϰ Tabela 2: Número de horas de frio com temperaturas abaixo de 13ºC. p.123-130. que poderia ser considerada ideal para o cultivo de oliveiras.O estudo. . apresentam NHF acima de 500. v. Ainda não se sabe com certeza. 1979. n. ou seja. qual é a exigência em NHF para a frutificação de oliveiras no estado de São Paulo. . mostrou a variabilidade climática que há na Serra da Mantiqueira. São Bento do Sapucaí. estimadas pelo Método de Pedro Jr. Campinas. assim como sua adaptabilidade nas diferentes condições.As localidades de Monteiro Lobato..M. J. ORTOLANI. Santo Antonio Pinhal e Campos do Jordão.. CONCLUSÕES . como Piquete (412) e Pindamonhangaba (413).R. e que nem todas as localidades que pertencem a essa macrorregião possuem condições ideais para o cultivo e desenvolvimento de oliveiras. LITERATURA CITADA ANGELOCCI.

v.38. ALFONSI.188-238. M. Estimativa das temperaturas médias mensais. D. SENTELHAS.. FERNADEZESCOBAR. Madri: Mundi-Prensa. R. 2010. M. La Cerena: INIA.. 128p. v. C. COUTINHO. PARRA. A. 1979. 11 p. Risco Climático de ocorrência de doenças fúngicas na Videira ‘Niagara Rosada’ na região do Pólo Turístico do Circuito das frutas do estado de São Paulo. A cultura da oliveira.J. Pelotas: Embrapa Clima Temperado.ϱ BARDIN. J. R.. A. p. MELLO. 1991. Boletim Técnico IAC. ALFONSI. 6. R.123130. . 69. et al. C. M. Campinas.. n. Campinas.. A.F. M. MORAES.. RIGITANO.F..A. In: BARRANCO. NAVARRO. PEDRO JÚNIOR. R. A.L. BRUNINI.A. Estimativa de horas de frio abaixo de 7 e de 13ºC para regionalização da fruticultura de clima temperado no Estado de São Paulo. p1019-1026. 4.R. p. ORTOLANI. ed. O. PEDRO JR. M. Campinas. (INIA. das máximas e das mínimas para o Estado de São Paulo. Bragantia. 101). n. H. Manual del cultivo del olivo. 143 p. PEDRO JÚNIOR. Plantación. PINTO.. P. Bragantia. O.. ORTOLANI. 2008. TAPIA. L. 2007.. 2003. El cultivo del olivo.. 142. H.S. E. Boletim.

in Rio Grande do Sul. que dificulta a fotossíntese depreciando a árvore. Encruzilhada do Sul. aurantii in olive. In Brazil it is the first record of A. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. . (Oleaceae). C. Acutaspis paulista (Hempel) e Aonidiella aurantii (Maskell) de Diaspididae. Até o momento. foram realizadas amostragens em Caçapava do Sul. Veranópolis e Viamão. G. Acutaspis paulista (Hempel) and Aonidiella aurantii (Maskell) from Diaspididae. em alguns cultivos de Olea europaea L. Encruzilhada do Sul and Viamão. in some cultures of Olea europaea L. . coffeae Walker da família Coccidae. Foram identificadas: Saissetia oleae (Olivier) e S. insect pests. D. 7712. . insetos-praga. Em 2012 foi iniciada uma pesquisa para realizar o levantamento e a identificação das cochonilhas e dos parasitoides a elas associados no Estado. CEP. e com perfurações provocadas pela emergência de parasitoides. Cachoeira do Sul. RS. E-mail: gabycsouza@gmail.com RESUMO: A presença de cochonilhas (Hemiptera. Avenida Bento Gonçalves. aurantii em oliveira. com ovos e ninfas. coffeae Walker family Coccidae. PALAVRAS CHAVE: Coccidae. parasitóides. samples taken in Caçapava do Sul. 1 * Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária. Além do dano pela sucção da seiva. INTRODUÇÃO A produção de mudas e o desenvolvimento das plantas podem ser afetadas pela infestação de cochonilhas. R. as cochonilhas excretam grande quantidade de substância açucarada. Diaspididae. Cacequi. Oliz. Brazil In 2012 a study was initiated to survey and identification of scale insects and parasitoids associated with them in the State. Souza. Cachoeira do Sul. parasitoids. que atrai formigas e favorece o desenvolvimento da fumagina. Coccoidea) foi verificada em amostragens ocasionais realizadas em 2010 e 2011. (Oleaceae). Paes. Were identified: Saissetia oleae (Olivier) and S.* . V. with eggs and nymphs. indicating some natural control of these populations. no Rio Grande do Sul. 2 E-mail: vera-wolff@fepagro. Diaspididae. Olea europaea. C.gov. C. indicando algum controle natural destas populações. C. So far.: 90130-060.rs. Pós-graduação Fitotecnia. Foram observadas cochonilhas na fase reprodutiva. Silva. Porto Alegre.ϭ COCHONILHAS ASSOCIADAS À CULTURA DA OLIVEIRA NO RIO GRANDE DO SUL 1 1 2 1 1 Wolff. CEP 91540-000. 570. C. Coccoidea) was detected in occasional samples taken in 2010 and 2011. ABSTRACT: The presence of scale insects (Hemiptera. and perforations caused by the emergence of parasitoids. . Olea europaea. diminuindo a brotação e a produção (Coutinho et al. 2009). RS. Porto Alegre. No Brasil é o primeiro registro de A. Cacequi. KEY WORDS: Coccidae.br . Scale insects were observed in the reproductive phase. Rua Gonçalves Dias. B.. S.

por data de amostragem. ‘Arbequina’. ‘Coratina’. Na identificação das cochonilhas utilizaram-se chaves sistemáticas e bibliografia especializada (Ferris. dois ramos de 20 a 30 cm com folhas. H. nas coleções de oliveiras. e um ramo direcionado com cochonilhas. em Caçapava do Sul (pomar 1: 30º 56' 31'' S . pomar 2: 30º 33' 30'' S. 53º 40' 36'' W. seguindo método adaptado por Claps & DeHaro (1995). com o método da parcela ao acaso em 10 oliveiras (Arbequina). Claps & Wolff. onde mensalmente realizou-se contagem das cochonilhas identificadas. 2003). estado de desenvolvimento e localização na planta. em Porto Alegre. um interno e outro externo na copa. ‘Manzanilla’. As amostragens deverão continuar pelo menos durante um ano para que os dados sejam submetidos à análise estatística. No Centro de Pesquisa da FEPAGRO Serra do Sudeste. foram cortados com tesoura de poda. Os ramos foram individualizados em sacos com etiquetas de identificação e transportados ao laboratório de Entomologia da FEPAGRO. 53º 24' 09'' W). 2012). as espécies Coccus hesperidum Linnaeus. com 10 cultivares (‘Alfafara’. As informações sobre as espécies de cochonilhas que ocorrem em oliveira no Rio Grande do Sul foram obtidas em amostragens casuais. ‘Koroneiki’. MATERIAL E MÉTODOS Amostragens mensais foram realizadas em dois pomares comerciais. . avaliar a riqueza.Ϯ No Brasil são conhecidas em oliveira. ‘Cipressino’. Acutaspis paulista (Hempel). da família Coccidae. para exame em microscópio óptico. Amostragens ocasionais foram realizadas em outras regiões do Rio Grande do Sul para ampliação da diversidade e distribuição das cochonilhas em oliveiras no Estado. Saissetia coffeae (Walker). e de Diaspididae. rapax (Comstock). Hemiberlesia lataniae (Signoret). Objetivou-se inventariar e identificar as cochonilhas associadas às oliveiras nas principais regiões de cultivo comercial no Rio Grande do Sul. Parlatoria oleae (Colvée)(Claps & Wolff. de cada um. Foram preparadas lâminas com fêmeas adultas de cochonilhas. ao acaso. possibilitando indicar a melhor época de realizar o controle destas espécies nas oliveiras. Selecionou-se uma planta de cada cultivar. 1942. S. Aspidiotus nerii Bouché. para triagem. oleae (Olivier). ‘Leccino’. ‘Picual’). De cada quadrante das árvores. sendo marcado um ramo infestado. ‘Arbosana’. A intensidade de ataque de cochonilhas será estimada com base no número de indivíduos presentes (jovens e adultos) nas porções de ramos coletados ou observados. em Encruzilhada do Sul e no Centro de Pesquisa em Viamão foram realizadas observações mensais. a diversidade a dominância e o desenvolvimento das espécies de cochonilhas ao longo de um ano.. Ben-Dov et al. 2003. ‘Frantoio’.

20. 2003)..barc. Pelotas. Cochinillas Diaspididae (Hemiptera: Coccoidea) frecuentes en plantas de importancia económica de la Argentina y Brasil. Stanford. Aonidiella aurantii ocorre em 256 espécies de plantas hospedeiras no mundo. CAPPELLARO..1-59. FERRIS. 1942. Stanford Univ. aurantii. os quais devem ser preservados. San Miguel de Tucumán. CLAPS. Familia Diaspididae (Insecta: Homoptera). F. incluindo a oliveira (Ben-Dov et al. C. E. V. com ovos e ninfas. R. e o primeiro registro de A. não havendo registros em oliveiras (Claps & Wolff.exe?family=oleaceae&scalefamily=All&gen us=olea&scalegenus=&species=europaea>. MILLER. Serie IV. e. 243p. no Rio Grande do Sul. 1-21. porém no Brasil ocorre em mais de 20 plantas hospedeiras.ed. De HARO. Disponível em: <http://www. Esta cochonilha tem registro em oliveira na Argentina. Morfologia y biologia.3. coffeae... 1. 125p. Conociendo nuestra fauna IV. Em todas elas foram encontrados indivíduos na fase reprodutiva. paulista e Aonidiella aurantii (Maskell) de Diaspididae. E. A.sel. R. 2003. GIBSON. San Miguel de Tucuman. CONCLUSÕES Foram confirmadas as ocorrências de S. bem como perfurações provocadas pela emergência de parasitoides. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BEN-DOV. 1995. paulista. CLAPS. S... Os vestígios de parasitismo indicam a ação de inimigos naturais.gov/scalecgi/scaleson. WOLFF. oleae. P. F. RIBEIRO.).. A presença de ninfas caracteriza a fase em que as cochonilhas estão mais vulneráveis. Y. 2012). Acesso em: 04 junho 2012.). RS. v. L. natural enemies and associates of a scale query results. p. p. v. S. . Cultivo de Oliveira (Olea europaea L.ϯ RESULTADOS E DISCUSSÃO Foram identificadas S. E. Serie Monografica y Didactica Facultad de Ciencias Naturales e Instituto Miguel Lillo UNT. COUTINHO. 2009. L. G. ScaleNet. (Ed. D. F. Atlas of the Scale Insects of North America.usda. A. em oliveira no Brasil. scales on a host. T. Revista de La Sociedad Entomológica Argentina. E. H. A. Coffeae da família Coccidae. podendo indicar a melhor época de realizar o controle destas espécies nas oliveiras. oleae e S. M. G.

. We used the sand and perlite substrates and ten cultivars distributed in three blocks of 20 semi-hardwood cuttings. 1777. A olivicultura vem cada vez mais ganhando espaço no Brasil.1  DESEMPENHO DE SUBSTRATOS NA CAPACIDADE DE ENRAIZAMENTO DE ESTACAS DE OLIVEIRA 1 2 3 4 Silva. CEP. a auxina é um fator limitante para o enraizamento. Maria da Fé. PR.M. SC. PR. 3 Marechal Cândido Rondon. podendo ser enraizadas estacas semilenhosas com o auxilio de reguladores de crescimento em substituição as estacas lenhosas de 60 cm enraizadas diretamente no local de plantio. Villa. but is still very small number of producers of information and seedlings of the species to the climatic conditions of Brazil. Vieira Neto. Rooting occurred in a greenhouse for a period of 70 days and the best results for ‘Alto D’ouro’. . plant propagation. O trabalho objetivou avaliar substratos para o enraizamento de estacas de oliveira pelo método de estaquia. Graduando em Ciências Biológicas. Pesquisadora. que demandam muito material vegetal (CABALLERO & DEL RIO. Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG). propagação vegetal. Foram utilizados os substratos areias e perlita e dez cultivares distribuídas em três blocos de 20 estacas semilenhosas.: 85960-000.Sc. ‘Galega’. Centro. MG.br. D. ..* . Professora Adjunto. Pesquisador. O enraizamento de estacas semilenhosas varia entre cultivares.Sc.com. Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE). D. ‘Galega’. olivicultura. O enraizamento ocorreu em casa de vegetação por um período de 70 dias e os melhores resultados foram para ‘Alto D’ouro’. PALAVRAS-CHAVE: Olea europea. F. Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE). 2 E-mail: daniel_eafi@yahoo. 2004). Medeiros.Sc. ‘JB1’ e ‘Penafiel’ enraizadas em areia. olive INTRODUÇÃO A estaquia é o método mais utilizado na propagação de oliveira. contudo ainda é muito pequeno o numero de informações e produtores de mudas da espécie para as condições climáticas do Brasil. J. Empresa de Pesquisa Agropecuária (EPAGRI). D. Em oliveira. Rua Pernambuco.F. R. 4 Caixa Postal 121. ‘JB1’ e ‘Penafiel’ rooted in the sand.L. azeitona ABSTRACT: The achievement of good quality seedlings is the first step to having a successful orchard. The study evaluated substrates for rooting of olive by grafting method. . Centro de Ciências Agrárias (CCA). sendo o ácido indolbutírico a auxina mais utilizada. The olive is increasingly gaining ground in Brazil. D. RESUMO: A obtenção de mudas de boa qualidade é o primeiro passo para se ter um pomar de sucesso.. Ituporanga. KEYWORDS: Olea europea. Cascavel.

Diante do exposto. não houve interação significativa entre as cvs. de oliveira em dois tipos de substratos e acondicionado em dois tipos de casa de vegetação. em Maria da Fé. ‘Penafiel SP’. As quatro cvs. sendo também realizado tratamento com oxicloreto de cobre. se comparado a outros substratos com características desejáveis. 2011). MG. ‘Frantoio’. Para instalação do experimento.2  Outros fatores internos e externos podem afetar o enraizamento. ‘Cornicabra’. ‘Galega’. e tratadas por 5 segundos com 3000 mg L-1 de AIB. sendo a comparação de médias feita pelo teste Tukey. o presente trabalho foi conduzido com o objetivo de estudar o enraizamento de estacas semilenhosas de 10 cvs. ‘Galega’ e ‘Penafiel’ mostraram-se superiores (Tabela 2). Em relação ao número de raízes emitidas pode-se observar que ‘Alto D’Ouro’. na EPAMIG. como perlita. Vários substratos podem ser utilizados. 2004). onde a perlita agrícola apresenta-se como melhor substrato para enraizamento de oliveira. e canteiros preenchidos com areia lavada. As avaliações foram realizadas 70 dias após o plantio das estacas. Houve uma grande variação no número de estacas com calos no substrato areia com destaque para a cv. ‘JB2’. número e comprimento médio de raízes. estacas semilenhosas. RESULTADOS E DISCUSSÃO Pode-se verificar resultados significativos para o enraizamento das cvs. Estes resultados demonstram que variedades específicas demandam tempo de enraizamento específico conforme a variedade e as características do substrato de enraizamento (CABALLERO & del RÍO. Foram utilizados dois tipos de leito: bancas elevadas preenchidas com perlita e com circulação de água aquecida por tubulação de cobre. a 5% de significância. areia. Avaliaram-se a porcentagem de estacas com calos e enraizadas. ‘Galega’. Este resultado destoa aos obtidos por Oliveira et al. sendo colhidas destas. FERREIRA. ‘JB2’. Que apresentaram melhor desempenho foram ‘Alto D’ouro’. ‘JB1’. MATERIAL E MÉTODOS O experimento foi instalado em casa de vegetação. ‘Mission’. ‘Picual’ e ‘Santa Catalina’). de oliveira estudadas somente no substrato areia. As estacas foram preparadas com aproximadamente 12 cm de comprimento e quatro folhas. (2008). Ambos foram mantidos sob sistema de nebulização intermitente e umidade de 80%. ‘JB1’ e ‘Penafiel’ (Tabela 1). dentre eles o substrato utilizado. que deve apresentar algumas características desejáveis para o sucesso dessa etapa. para os níveis dos fatores qualitativos. Quanto aol comprimento de raiz. foram utilizadas plantas de dez cultivares cujos frutos são utilizados tanto para mesa quanto para azeite (‘Alto D’ouro’. Os substratos de enraizamento (areia e perlita) foram irrigados antes do plantio das estacas. vermiculita ou mistura. . Os dados coletados foram analisados estatisticamente (Sisvar.

Lavras.465cA 1. del RÍO. .3  Tabela 1. M. pode-se inferir a enxertia. 2004.129aA Mission 1. Madrid: MundiPrensa/Sevilla: Consejería de Agricultura y Pesca de la Junta de Andalúcia. In.252aA 1. Sisvar: a computer statistical analysis system. F.217cA 1.218bA 2.689aB 0.159aA 1.456aA 1. Número de estacas enraizadas e calejadas de cvs. 5. MG. Belo Horizonte. Métodos de multiplicación.. onde maior enraizamento foi verificado nas cvs.450b *Médias seguidas de mesma letra minúscula na coluna não diferem entre si pelo teste de Scott-Knott. E./dez.739aB 0. Maria da Fé. BARRANCO.978bA 1. FERNANDÉZ-ESCOBAR.507cA 2. Pelo baixo índice de enraizamento das cvs. Aspectos técnicos da cultura da oliveira.110a* 2.D. Ciência & Agrotecnologia.599aA* 2.377a 2. C. ‘Alto D’Ouro’. VIEIRA NETO. Número médio de raízes por estacas de cvs.184aA 1..804b 1. GONÇALVES. 1039-1042. H. J. FERREIRA. Cultivares Alto D’Ouro Galega Penafiel JB1 Cornicabra Frantoio JB2 Santa Catalina Picual Mission Número de raízes 3.034aA Cornicabra 2.919bA 1.346aB 1. ‘Frantoio’ e ‘Mission’. 2011.633cA 1.218bA 1.117b 1. Boletim Técnico. A. havendo grande variação quanto ao número de estacas calejadas em areia. CONCLUSÕES A areia mostrou-se superior à perlita. R.. apresentaram estacas enraizadas..652cA 1.. ‘Galega’ e ‘Penafiel’. F.786a 2. J. EPAMIG. nov. L. A. de oliveira.707dA 1. a 5% de probabilidade.798aA 3. ‘JB2’. n.076aA Picual 1. EPAMIG. MESQUITA. D. 35. p.435cA 0. OLIVEIRA. de oliveira.707bA Santa Catalina 2.217aA 1.518bA 1. 2008.. RALLO.344bB JB1 3.184bA Galega 3.635aA JB2 1. A.. n. ALVARENGA.570b 1. Todas as cvs.) El cultivo del olivo. (Ed. D. 6.662b 1. Maria da Fé. Tabela 2.656b 1.353aB 2.643aA *Médias seguidas de mesma letra minúscula na coluna e maiúscula na linha não diferem entre si pelo teste de Scott-Knott.689aA 1.931aB Frantoio 1.966bA 2.207bA 2.926bA 0.134bA 1.076aA 1. Substratos Areia Perlita Areia Perlita Cultivares Número estacas enraizadas Número estacas calejadas Alto D’Ouro 3.966bA Penafiel SP 2. MG. a 5% de probabilidade. A. LITERATURA CITADA CABALLERO.88. ed.184aA 2.178b 2. v.

ABSTRACT: The work was aiming to evaluate the performance of clonal olive tree gardens in successive cuts at its propagation by cutting. A.Sc. J. . Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE). Porém esta técnica requer atenção para determinados fatores que influenciam no enraizamento.. Os cortes sucessivos podem se estender por um período superior a três anos. Lavras. Silva. . MG. The successive cuts may be extended for a period exceeding three years. A implantação de jardins clonais com o objetivo de fornecer material propagativo torna-se vantajoso. yield of cutting number and total green mass accumulated. PALAVRAS CHAVE: Produção de mudas. RESUMO: O trabalho teve por objetivo avaliar o desempenho de jardins clonais de oliveira em cortes sucessivos visando sua propagação por estaquia. Were evaluated two cvs. Marechal Cândido Rondon. Professora Adjunta. CEP. Em todas as características avaliadas. MG. (Ascolano 315 e Arbequina) e três anos de cortes. There were evaluated the plants height. Pesquisador. Centro de Ciências Agrárias (CCA). *D. MG. better results were observed in the ‘Ascolano 315’.. 3 D. O estudo foi conduzido na EPAMIG de Maria da Fé. O delineamento utilizado foi blocos ao acaso com parcelas subdivididas no tempo e cinco repetições. Foram avaliadas duas cvs. Oliveira. Ascolano 315. KEY WORDS: Production of seedlings. diâmetro do tronco. Lavras. Olea europaea L. comprimento médio de ramos. SC. Pesquisador. Empresa de Pesquisa Agropecuária (EPAGRI). Mestrando em Fitotecnia. propagação vegetativa. Vieira Neto. PR. Olea europaea L.: 85960-000. pois além de permitir a coleta de ramos durante todo o ano. L.Sc. In all feature evaluated. F. Universidade Federal de Lavras (UFLA). The study was conducted in the EPAMIG of Maria da Fé.Sc. rendimento de estacas e massa verde total acumulada. Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG). (Ascolano 315 e Arbequina) and cuts in three years. 1 D. Ituporanga. F. 1777. F. vegetative propagation. E-mail: fvilla2003@hotmail. average length of branches. torso diameter.com. Rua Pernambuco. Departamento de Agricultura (DAG).1 CORTES SUCESSIVOS EM JARDINS CLONAIS DE OLIVEIRA VISANDO SUA PROPAGAÇÃO POR ESTAQUIA 1 2 3 Villa. Centro. The design was randomized blocks with split plots in time and five replicates. Avaliaram-se altura da planta. podem apresentar . como disponibilidade e tipo de material vegetativo a ser utilizado. melhores resultados foram observados na cv. INTRODUÇÃO A estaquia é o método de propagação mais utilizado na produção de mudas de oliveira.*. 2 Caixa Postal 121. Brazil. O..

2 características favoráveis ao enraizamento (CABALLERO & DEL RIO. Maria da Fé. MG. com três plantas em cada linha. . altura da planta (m). objetivou-se avaliar o desempenho de jardins clonais de oliveira visando sua propagação por estaquia. 1997). ϭϲϬ ϭϯϲ͕ϴϲĂ ϭϰϬ ϭϮϬ ϵϵ͕ϵĂ ϭϬϬ ϴϬ ϲϬ ϲϬ͕ϯϰď ϰϳ͕ϱϮď ϯϰ͕ϭϵď ϰϬ ϮϬ Ϭ ƐĐŽůĂŶŽϯϭϱ ƌďĞƋƵŝŶĂ sĂƌŝĞĚĂĚĞ ϭ Ϯ ϯ ŽƌƚĞƐƐƵĐĞƐƐŝǀŽƐ Figura 1. 0. A altura das plantas também foi influenciada pelo número de cortes. Os dados coletados foram analisados estatisticamente (EMBRAPA. As parcelas experimentais foram constituídas de três linhas de um metro de comprimento. Diante do exposto. comprimento médio de ramos (m) e rendimento em número de estacas. de oliveira ‘Ascolano 315’ e ‘Arbequina’. Rendimento do número de estacas (RNE) para cvs. *Médias não seguidas da mesma letra diferem entre si pelo teste de Tukey a 5%. sendo avaliados. interferindo diretamente no planejamento de produção de mudas (Tabela 1). 2006). Os plantios foram realizados a partir de mudas oriundas de estacas enraizadas. MATERIAL E MÉTODOS O trabalho foi conduzido na Fazenda Experimental da EPAMIG.5 m uma da outra. Maria da Fé.1 vezes maior que o número de estacas de ‘Arbequina’ (Figura 1). totalizando nove plantas por parcela. as três plantas foram podadas a 20 cm de altura do solo. Esta variável é um importante índice técnico. EPAMIG. Quanto ao comprimento ZĞŶĚŝŵĞŶƚŽĚŽ ŶƷŵĞƌŽĚĞĞƐƚĂĐĂƐ dos ramos. foi 2. Avaliaram-se as cvs. O delineamento estatístico utilizado foi blocos ao acaso com parcelas subdivididas com 5 repetições e subparcelas no tempo (cortes). em área previamente corrigida de acordo com análise de solo. Esta diferença se deve ao fato da Ascolano apresentar. a cada 12 meses de cultivo. sob cortes sucessivos em intervalos de 12 meses de cultivo. Para avaliação. de oliveira e cortes sucessivos. Os jardins clonais foram instalados em março de 2006. caracteristicamente. hábito de crescimento mais intenso. em sulcos com 40 cm de profundidade. RESULTADOS E DISCUSSÃO A quantidade de estacas de ‘Ascolano 315’. O terceiro corte proporcionou maior número de estacas para as duas cvs. observou-se resultado mais acentuado na ‘Ascolano 315’ (Tabela 2). e 3 cortes sucessivos (março de 2007/2008/2009). MG.

25 b 3 2. Propagação da Oliveira por enraizamento de estacas semilenhosas sob nebulização. p. C. n. Tabela 2. EPAMIG.23 a CV 14.2. 258p. Belo Horizonte: Azeitona e azeite de oliva -tecnologias de produção. Comprimento dos ramos (m) para cvs. EPAMIG.2953 bA CV 17. MG. Altura média da planta para cortes sucessivos. Campinas: EMBRAPA/CNPTIA. v. Ambos os materiais são importantes na implantação comercial da olivicultura no sul de MG. Maria da Fé.8913 aA Arbequina 0. Com isso.33-38. DEL RÍO. mar/abr. Centro Nacional de Pesquisa Tecnológica em Informática para a Agricultura. Cortes sucessivos Altura média (m) 1 1. pretende-se empregar esta técnica em plantios comerciais brasileiros..4760 aB 1. EMBRAPA. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CABALLERO. 1997. e cortes. 2006.7820 aB 0. . Cortes sucessivos Cultivares 1 2 3 Ascolano 315 0. Maria da Fé.77 % * Médias não seguidas da mesma letra diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro.0433 aAB 1.231.2: Manual do usuário .97 a 2 1. Ambiente de software NTIA.3 Tabela 1. CONCLUSÕES ‘Ascolano 315’ apresentou melhores resultados do que ‘Arbequina’ em todas as características agronômicas avaliadas. J. O comportamento das cvs.9553 aB 1. Os cortes sucessivos podem se estender por período superior a três anos. estudadas diz respeito às características intrínsecas aos genótipos. Informe Agropecuário. versão 4. M. MG.Ferramental Estatístico.60 % * Médias não seguidas da mesma letra minúscula na vertical e maiúscula na horizontal diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro.27.

septoriose (Septoria spp. Silveiras. ABSTRACT The aim of this study was to identify fungal diseases present in olive groves in São Paulo in the period November of 2011 to April of 2012.gov.). Atualmente a cultura encontra-se instalada em mais de 15 municípios... azeitona. anthracnose (Colletotrichum spp. J. As doenças afetam diretamente o rendimento.J.T.C.G. Berti.) The paper presents the symptoms.M.SP . S. fungi. E. Nogueira. As doenças detectadas nesse levantamento foram mancha olho de pavão (Fusicladium oleagineum). INTRODUÇÃO A olivicultura é uma nova alternativa para a agricultura paulista. Palavras-Chave: controle.S. Espírito Santo do Pinhal e Águas da Prata.J. Domingues. conservas. Ferrari. as condições favoráveis para ocorrência e as medidas recomendadas para o manejo dessas doenças. Olea europea. olive. 2010). O alto potencial econômico dessa cadeia produtiva nas áreas de extração de azeite. 2008). 04014-002.) e podridão de frutos (Alternaria alternata.sp. contando com mais de 50. A. O trabalho descreve a sintomatologia. em algumas situações. Keywords: control. São Paulo . Núcleo de Produção de Mudas de São Bento do Sapucaí. Olea europea. The diseases observed in this survey were peacock spot (Fusicladium oleagineum) “cercosporiose” (Pseudocercospora cladosporioides). Cons. A oliveira pode ser afetada por inúmeras doenças das mais variadas etiologias (Trapero & Blanco.). fungos. RESUMO O objetivo desse estudo foi identificar as doenças fúngicas presentes em olivais paulistas no período de novembro de 2011 a abril de 2012. Natividade da Serra. favorable conditions and recommended measures to control these diseases. Cladosporium sp. Bueno. septoriose (Septoria spp.. Lorena. . CEP 12.ϭ  Ocorrência de doenças fúngicas em olivais do estado de São Paulo. As doenças fúngicas estão entre as mais importantes dessa cultura. com destaque para São Bento do Sapucaí. Cladosporium sp. Av.490-000. a queda e o apodrecimento de frutos e. J.C. Rodrigues Alves 1252.. a qualidade e o resultado econômico da atividade.. cercosporiose (Pseudocercospora cladosporioides). R. Campos do Jordão. Caixa Postal 22.)..) and fruit rot (Alternaria alternata. a morte das plantas. podendo causar a desfolha. antracnose (Colletotrichum spp.br.000 plantas (Teramoto et al. fitomedicamentos e cosmésticos tem incentivado empreendimentos no estado. 1 2 Instituto Biológico. tofoli@biologico. 1 1 1 1 2 2 Töfoli*.

Braun 2003). Verdial. troncos e raízes das cultivares Grapolo. As amostras foram observadas ao microscópio estereoscópico para observação da presença de sintomas e estruturas fúngicas. As técnicas utilizadas para identificação da etiologia da doença foram a câmara úmida. de onde foram coletadas amostras com sintomas e sinais da presença de fungos para análises laboratoriais. excesso de adubação nitrogenada e carência de cálcio e potássio. açudes. com coloração marrom. As amostras foram mantidas em BOD à 25º C. essas se tornam escuras e apresentam o centro claro. causando o seu enfraquecimento e a queda da produção. 2) Cercosporiose (Pseudocercospora cladosporioides (Sacc. Nas folhas. Esse trabalho teve o objetivo de identificar e caracterizar as doenças existentes em olivais no estado de São Paulo. relativamente recente em São Paulo. amarelo ou verde. RESULTADOS E DISCUSSÃO As principais doenças fúngicas observadas nesse estudo foram: 1) Olho de Pavão (Fusicladium oleagineum (Castagne) Ritschel & U. visando estudos futuros de manejo integrado. frutos. neblina e orvalho). e o isolamento do patógeno em meio de cultura batata-dextrose-ágar (BDA). lagos). concêntricas.) U. pelo período de 7 a 10 dias. Esta doença é considerada uma das mais importantes e destrutivas da oliveira em condições de temperaturas amenas (10 a 20˚ C) e alta umidade (chuvas. Entre os fatores que podem favorecer a doença destacam-se baixa incidência de sol. Sapucaí Mirim e Piedade. São Roque e São Paulo. A identificação dos fungos foi feita com auxílio de microscópio óptico e também com auxílio da literatura internacional. os sintomas iniciais são lesões circulares. baixa circulação de ar entre as plantas. enviadas para análise para o Instituto Biológico. Braun 1993) . irrigações excessivas. plantios em áreas de baixada. para favorecer a exteriorização de sinais dos patógenos. Nesse estudo também foram consideradas amostras provenientes dos municípios de Espírito Santo do Pinhal. podas insuficientes. não há relatos e nem estudos sobre a ocorrência de doenças no estado. ramos. Ao evoluir. Foram coletadas amostras de folhas. A doença pode causar intensa desfolha das plantas afetadas. Frantoio. plantios próximos a fontes de água (rios. Arbequina e Arbosana.Ϯ  Sendo o cultivo comercial da oliveira. MATERIAL E MÉTODOS No período de novembro de 2011 a abril de 2012 foram realizadas visitas técnicas a olivais instalados nos municípios paulistas de São Bento do Sapucaí.

. tais como evitar o plantio adensado em áreas favoráveis à doença e sujeitas ao acúmulo de umidade. Com passar do tempo essas se tornam amareladas. saprófitasque penetram nos frutos maduros.ϯ  Inicialmente as folhas atacadas não se distinguem das normais. em alguns casos. as lesões são castanhas. podendo apresentar necroses pardas irregulares. Simmonds 1968 e Colletotrichum gloeosporioides (Penz. De maneira geral. Cladosporium sp. marrom-acinzentadas e apresentam tamanhos e formato variável.) Nas folhas a doença causa lesões circulares ou irregulares com centro claro e bordos bem definidos. porém no Brasil ainda não existem produtos registrados para a cultura da oliveira. A doença é favorecida por temperaturas entre 23 e 28° C e alta umidade. Desfolhas e queda de frutos são frequentes em ataques severos dessa doença. Em condições de alta severidade a doença pode causar a queda de folhas. em processo de maturação ou danificados. as lesões são deprimidas. circulares ou irregulares recobertas por uma massa rósea ou alaranjada composta por conídios do fungo. depressivas. plantio de cultivares com algum nível de resistência. redução do rendimento graxo e são muito ácidas. as azeitonas atacadas apresentam queda de peso. afetando seu rendimento graxo e a qualidade do azeite. 1884) Nos frutos. A cercosporiose é favorecida por alta umidade e temperaturas na faixa de 22 a 28˚ C. a antracnose causa lesões escuras. Para o manejo dessas doenças recomendam-se medidas integradas de controle. : Fr. Etapas futuras desse estudo pretendem definir os danos causados por essas doenças e programas de manejo que viabilizem a sustentabilidade da olivicultura no estado de São Paulo. O fungo pode causar intensa desfolha das plantas e a queda de frutos atacados. Os frutos afetados por Alternaria alternata apresentam lesões secas e negras. Em alguns casos. eliminação e destruição de folhas e frutos e frutos doentes/mumificados. Nos frutos. pode ocorrer associada ao olho de pavão. enquanto que os infectados por Cladosporium sp.) Penz. & Sacc.H. poda correta das plantas de forma a favorecer a circulação de ar e penetração de luz no interior da copa. apresentam um mofo esverdeado. 3) Antracnose (Colletotrichum acutatum J. e podem curvar-se. sendo mais frequente próximo ao amadurecimento dos frutos. colheita antecipada dos frutos. Nas folhas. 1912. O uso de fungicidas é uma prática amplamente utilizada em outros países produtores. A doença é favorecida por temperaturas amenas (20 a 24˚ C) e alta umidade. adubação equilibrada. 4) Septoriose (Septoria spp.) Keissl.) As podridões são causadas por patógenos secundários e. circulares ou irregulares. 5) Podridão em frutos (Alternaria alternata (Fr.

M.htm>. p.I. L. E. A. 595-656.A. Acesso em: 25/6/2012 TRAPERO. Enfermedades.. Disponível em: <http://www. BERTONCINI.com/Artigos/2010_4/HistoricoOliveira/index.infobibos.R.ϰ  LITERATURA CITADA TERAMOTO. In: BARRANCO D. 2008.. 2010. R. J. BLANCO.S. .. Mundi-Prensa. RALLO. Artigo em Hypertexto.. PRELA-PANTANO Histórico da introdução da cultura da oliveira no Brasil. FERNANDEZ-ESCOBAR.

The Santa Maria’s Olive Trees. estão de acordo com os resultados encontrados na literatura para azeites de olivas extra virgem. torna-se necessário e importante. O Įtocoferol. esqualeno (149. Os compostos bioativos presentes na fração insaponificável do azeite de oliva virgem. Rua Washington Alvarenga Viglione s/nº. Considering the situation. O Olival Santa Maria. R. EPAMIG. Dentre estes compostos.UNICAMP.M. F.C. PALAVRAS-CHAVE: clorofila. Minas Gerais. Medeiros. fenóis totais. produced the first harvest of organic olive oil.04 mg/kg). situado no Vale do Gamarra em MG. esqualeno. Santos. São Paulo. Among these compounds.34 mg/Kg). Diante dessa situação.L. 1 1* Faculdade de Engenharia de Alimentos. protegem o organismo contra agentes externos e do desenvolvimento de doenças.unicamp. Faculdade de São Lourenço Rua Madame Schimidt 90. situated in Gamarra Valey in MG. Souza. A concentração de clorofila (21. . produziram a primeira safra de azeite orgânico. L. in a partnership with EMATER and EPAMIG. O objetivo deste trabalho foi avaliar os compostos bioativos (Clorofila. em parcerias com a Emater e a Epamig. Celeghini.33 mg/100g) e fenóis Totais (154. Brazil. compostos fenólicos. . o esqualeno tem sido apontado como um fator para a menor incidência de câncer nas populações mediterrânicas. R. The Į-tocopherol.br RESUMO Pesquisas demonstraram que o consumo regular de azeite de oliva ajuda a prevenir doenças e retarda o envelhecimento. it is important and necessary to study the characteristics of this national olive oil in relation to compounds of the unsaponifiable ϭ  . B. 2 13083-862 Campinas. Maria 3 da Fé. Brazil. 35517-000. . Į-Tocoferol (25. squalene has been appointed as a factor for the lower incidence of cancer among mediterranean populations. Minas Gerais.S. B.12 mg/100g).celeghin@fea.M. Universidade de Campinas . The bioactive compounds present in the unsaponifiable fraction of virgin olive oil protect the body against external agents and diseases. α-tocoferol. S. a clorofila e os compostos fenólicos são potentes antioxidantes e seqüestradores de radicais livres. chlorophyll and phenolic compounds are potent antioxidants and free radical scavengers. estudar as características deste azeite nacional em relação aos compostos da fração insaponificável. orgânico ANALYSIS OF BIOACTIVE COMPOUNDS PRESENT IN THE BRAZILIAN ORGANIC EXTRA VIRGIN OLIVE OIL ABSTRACT Researches have shown that regular consumption of olive oil helps preventing disease and the premature aging. Brazil.ANÁLISE DOS COMPOSTOS BIOATIVOS PRESENTES NO AZEITE DE OLIVA EXTRA VIRGEM ORGÂNICO NACIONAL 1 2 3 1 Caldas. 37470-000. Į-Tocoferol e esqualeno) presentes na fração insaponificável. São Lourenço. .M. Rua Monteiro Lobato 80. presentes no azeite de oliva extra virgem orgânico nacional.

1993). tocoferois. sem uma produção própria de azeitonas e azeite de oliva. produziram a primeira safra de azeite orgânico.. esqualeno. as diferenças no tamanho. que são responsáveis pelo sabor. squalene (149.62mg/100g). Į-tocopherol (25. Tornando-se dependente da importação para abastecimento interno. total phenols. torna-se necessário e importante estudar as características deste azeite nacional através da avaliação dos Ϯ  . O azeite de oliva contém também quantidades variáveis de substâncias fenólicas. fenóis. o azeite de oliva é um dos mais importantes e antigos. 2004). entre outros. A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) iniciou um trabalho de cultivo e propagação de oliveiras na fazenda Experimental de Maria da Fé no sul de Minas Gerais. Atualmente. Os tocoferois tem significado especial devido a sua atividade vitamínica (vitamina E) e por serem antioxidantes naturais. A presença de clorofila nos óleos tem um significado importante no processo de auto-oxidação. α-tocopherol and squalene) presents in the unsaponifiable fraction.. organic INTRODUÇÃO Dentre os óleos vegetais comestíveis comercializados mundialmente. A oliveira tem muitas variedades que apresentam maiores ou menores diferenças fenotípicas e genéticas. procedentes de oliveiras sadias. na presença de luz. teor de óleo. 1985). o Brasil apostou no desenvolvimento de trabalhos de pesquisa e cultivo de oliveiras. 2005). estabilidade e propriedades nutricionais do azeite de oliva (Saba et al. A fração insaponificável do azeite de oliva virgem representa de 1-2% do azeite em massa. total phenols.. Diante dessa situação. cor. esteróis. KEYWORDS: chlorophyll. The concentration of chlorophyll (21. composição de ácidos graxos e outras propriedades são verificadas como características de origem dos principais países que cultivam oliveiras (Fourati et al.. pigmentos. The purpose of this job was to evaluate bioactive compounds (chlorophyll.fraction.. Consiste em vários componentes. O Olival Santa Maria.800 m de altitude com clima tropical e temperatura anual média de 20. situado no Vale do Gamarra em MG a 1. O azeite de oliva é o produto obtido de azeitonas maduras.6ºC. em parcerias com a Emater e a Epamig. 2002). α-tocopherol. potentes antioxidantes que apresentam importante papel na estabilidade oxidativa dos azeites (Murkovic et al. podendo ser um sensibilizador do oxigênio. cujo processamento tenha sido realizado com frutos frescos evitando qualquer tratamento que altere a natureza química de seus componentes (Goodacre et al.33 mg/100g) and total phenols (152.34 mg/Kg). tais como: compostos orgânicos voláteis.5 mg/Kg) presents in the national organic olive oil are conformed with the standards shown in the literature for extra virgin olive oil. e na ausência de luz atuar como antioxidante (Endo et al. squalene. agindo como prooxidante.

50 mg/kg) encontrado neste experimento.20 mg/Kg) está de acordo com a faixa de 98 a 370 mg/kg obtida de 90 amostras de azeites analisadas por Psomiadou et al. O resultado foi expresso em mg de pigmentos totais de clorofila por quilograma de azeite. Após a extração o azeite foi envasado em vidros previamente esterilizados e mantidos a -18ºC. As azeitonas foram trituradas na máquina extratora de azeite e batidas por cerca de 50 minutos.compostos da fração insaponificável que contêm micronutrientes como o α-tocoferol.Concentrações de compostos bioativos presentes na amostra de azeite de oliva extra virgem orgânico nacional Compostos Biativos Concentração Clorofila (mg feofitina a/kg) 21. situado no Vale do Gamarra (Baependi-MG). na EPAMIG de Maria da Fé (MG) em parceria com a Associação dos Olivicultores dos contrafortes da Mantiqueira. A quantificação do Į-Tocoferol foi realizada de acordo com o método Ce 8-89 (AOCS. RESULTADOS E DISCUSSÃO A Tabela 1 apresenta os resultados dos compostos bioativos analisados na amostra de azeite de oliva extra virgem orgânico nacional. selecionadas. sanitizadas e enxaguadas em água corrente. segundo Psomiadou e Tsimidou (2001). Métodos de análises: A análise de clorofila foi realizada através de análises espectrofotométricas pelo método Ch 4-91 (AOCS. Os mesmos autores. O teor de Įtocoferol encontrado na amostra deste experimento (256.33 ± 0. para liberação do óleo da pasta. 2004) por cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE). Tabela 1. foram processadas logo após a colheita. Quanto ao teor de clorofila. As azeitonas foram colhidas manualmente. o que está de acordo com o resultado (152. da água e dos resíduos. produzidas no olival Santa Maria. clorofila e compostos fenólicos que protegem o organismo contra agentes externos e o desenvolvimento de doenças.12 ± 0.34 ± 0. através da agricultura orgânica.04 ± 2. uma ampla faixa de teor de compostos fenólicos totais tem sido relatada. o azeite de oliva virgem contém até 40 mg/kg. MATERIAL E MÉTODOS Extração: A extração do azeite de oliva extra virgem foi realizada no Núcleo Tecnológico de Azeitona e Azeite (NTAA).66 Fenóis totais(mg ác. As azeitonas da variedade Alberquina. (2000). 2004). ao analisarem ϯ  .28 Esqualeno (mg/100g) 149.74 Segundo Tsimidou (1998). mas os valores são geralmente entre 100 e 300 mg/kg cultivar.08 Į-Tocoferol(mg/100g) 25.gálico/kg) 154. A pasta de azeitona foi transferida para a centrífuga onde ocorreu a separação do óleo. A análise de fenóis totais foi adaptada do método proposto por GUTFINGER (1981) e a quantificação do esqualeno foi realizada de acordo com o método proposto por Nenadis e Tsimidou (2002). expresso em feofitina a.

v. 1993. BIANCHI..8 mg/100g de esqualeno em amostras de azeite Grego. encontraram valores que variaram de 9.M. Rapid assessment of the adulteration of virgin olive oils by other seed oils using pyrolysis mass spectrometry and artificial neural networks.. Identification of 9(E).61. Grigoriadou et al.79. M.AOCS. KATZOGIANNOS. p. 2007. 781-784.1770–1775. R. B.. quantificaram 171. BOSKOU D. A. PSOMIADOU. Classification of Olive Trees According to Fruit and Oil Characterisation.3. KANEDA. A. v.48. antiga para várias regiões do mundo. D. SABA. α-Tocopherol content of Greek virgin olive oils. Através destes resultados.. E.34 mg de feofitina a/kg encontrado no azeite usado neste experimento está de acordo com o obtido pelos autores citados. Determination of squalene in olive oil using fractional crystallization for sample preparation. Acta Horticulturae. KARRA. F. 2004. podemos concluir que o Brasil é um país capaz de produzir azeites de excelente qualidade.S.. 5 ed. E. importante no combate aos radicais livres no organismo humano.A.586. principalmente pelo seu caráter antioxidante. Journal of Agricultural Food Chemistry. v.33 mg/100g. GRIGORIADOU. USUKI. P. B. R. v. Analysis of minor components in olive oil..155–160. Biophys.1 a 23 mg feofitina a/kg... A. v. LECHNERA. O valor de 21.. Journal of American Oil Chemists’ Society. MAZZINI.141-145. v. p. CONCLUSÕES Foi possível quantificar a presença de compostos funcionais em níveis consideráveis na amostra de azeite de oliva nacional. 2000. PSOMIADOU. TSIMIDOU. Prooxidant activities of chlorophylls and their decomposition products on the photooxidation of methyl linoleate. Methods. 2004. Champain: AOCS. mas nova para o Brasil. Y. Estes valores estão próximos ao encontrado na amostra de azeite de oliva extra virgem orgânico nacional que foi de 149.640–647. AGRADECIMENTOS: FAPESP e CNPq BIBLIOGRAFIA AMERICAN OIL CHEMISTS SOCIETY . (2007). N. J.. v. RAFFAELLI. M. M. PIETZKAA. 2001.quatro diferentes amostras de azeite extra virgem gregos. a possible marker for adulteration by addition of ϰ  .61. 2002. FOURATI.. TSIMIDOU. p. T. p.. TSIMIDOU.1984... p. 2002. BRATACOS. Official Methods and Recommended Practices of the American Oil Chemist´s Society. com condições favoráveis para introdução deste tipo de cultura. G. D. E. MURKOVIC. Journal of the Science of Food and Agriculture.297–307.63. MATTEI. TSIMIDOU. COSSENTINI. SALVADORI. Pigments in Greek virgin olive oils: Occurrence and levels. ANDROULAKI.105.257-259. ENDO. n. caracterizando-se como um alimento funcional. p. Solid phase extraction in the analysis of squalene and tocopherols in olive oil. KEL. 11(E)-18:2 fatty acid methyl ester at trace level in thermal stressed olive oils by GC coupled to acetonitrile CI-MS and CI-MS/MS. M.. Journal of the American Oil Chemists’ Society. PSOMIADOU.675–680. Biochem. NENADIS. A. H.81. GOODACRE.Z... v. B. E. M. p.. Food Chemistry. Journal of the Science of Food and Agriculture.

Journal of Agricultural and Food Chemistry. 2005. v. ϱ  .4867-4872. p.53.deodorized olive oil.12. n.

R 1 e mail: laurafea@fea. In this study a review was made on the influence and the main characteristics of the packaging system of OO in order to maintain quality of the packaged product..ϭ Azeite de oliva: sistemas de embalagem e conservação da qualidade Olive oil: packaging and quality conservation 1 Botti. Assim. vidro ABSTRACT Following the trends of healthful. The use of appropriate packaging in addition to enhance the product commercially is to preserve color. 2007). São Paulo. Palavras-chave: azeite. glass 1. flavor and nutrients in OO. visa à preservação da cor.M* . vida de prateleira. L. 2008). 13083-862 Campinas. Trichopoulos & Lagiou. 2007.. visa à preservação da cor. E que as condições de estocagem dos AO na maioria dos pontos de venda não são as mais indicadas para a preservação da qualidade do produto. do sabor e dos nutrientes presentes no azeite. do sabor e dos nutrientes (Cecchi et al. A vida de prateleira do AO é limitada pela foto oxidação. O uso de uma embalagem adequada.. além de valorizar o produto comercialmente. Estes se decompõem em inúmeros outros compostos incluindo aldeídos. umidade e oxigênio que levam à formação de hidroperóxidos. cetonas. PET.br 1 Faculdade de Engenharia de Alimentos-FEA – UNICAMP Rua Monteiro Lobato 80. estabilidade e elevado teor de compostos antioxidantes diversos estudos relacionam o consumo de AO à redução dos riscos de doenças coronarianas. Brazil RESUMO Acompanhando as tendências de saudabilidade. And that the OO storage conditions in supermarkets are not the most suitable for the preservation of product quality. indústria e comércio do AO. industry and commerce of the OO.C. concern about health and wellness consumption of olive oil (OO) has grown worldwide. prevenção de tumores e redução de doenças inflamatórias (Bendini et al. It is concluded that there is need for greater interaction between the sectors linked to research. oxidation. preocupação com a saúde e bem estar o consumo de azeite de oliva (AO) tem crescido no mundo todo. luz.A. álcoois e hidrocarbonetos (Araújo. oxidação. Servili et al. 2010). 2004. Nesse sentido o uso de uma embalagem adequada. INTRODUÇÃO Cada vez mais novos consumidores têm inserido o azeite de oliva (AO) em suas refeições diárias. Devido à composição química. Em se tratando de embalagens para óleos e gorduras. PET. segundo Santosa (2010) os motivos seriam: benefícios à saúde e sabor característico. uma das características mais .unicamp. C. shelf life. Keywords: oil.. neste estudo foi feita uma revisão sobre a influência e as principais características do sistema de embalagem de AO visando à manutenção da qualidade do produto envasado. auto oxidação e lipólise. Durante o processo de degradação do azeite ocorre uma série de reações químicas envolvendo ácidos graxos insaturados. Anjos. Conclui-se que há necessidade de uma maior interação entre os setores ligados a pesquisa. além de valorizar o produto comercialmente.

Assim como em outros países importadores. o AO é comumente encontrado em embalagens de vidro. e ainda. os consumidores não são expostos às características sensoriais do produto e suas escolhas se baseiam em fatores extrínsecos como o material da embalagem. o objetivo deste trabalho é avaliar resultados obtidos em estudos científicos com relação a influencia do sistema de embalagem sobre os índices de qualidade de AO e relacioná-los com o que se tem disponível no mercado brasileiro de embalagens para AO. Nesse sentido. pois permitem a ação da luz e do oxigênio induzindo a rápida deterioração . que vem crescendo. seguindo tendências do mercado. Entretanto. Uma pequena parcela ainda permanece em latas e outra parte. O vidro e as latas são impermeáveis a gases. Estudos de Méndez & Falqué (2007) compararam os índices de qualidade de AOEV acondicionados em cinco diferentes tipos de embalagem de 330 mL. apesar de proteger o azeite contra a luz se mostrou bastante permeável ao oxigênio tal qual a tradicional permitindo que as reações oxidativas se iniciassem e consequentemente degradassem o alimento. Observou-se também que as perdas de qualidade acontecem mais rapidamente nos três primeiros meses de estocagem e posteriormente as reações ocorrem de forma mais lenta. o tipo de fechamento. Dessa maneira. inquebrável e de fácil manuseio (Cocineiro. Há variações na coloração do vidro. a população brasileira em sua maioria. Sacchi et al. Concomitantemente tem sido feito estudos com AO nos mais diversos centros de pesquisa espalhados pelo mundo. A embalagem plástica e opaca. As garrafas de plástico transparente seriam as menos aconselháveis. observa-se a crescente redução da espessura das embalagens. em contrapartida o vidro e o PET possuem baixa barreira a luz. 2008). Encontra-se disponível também a embalagem plástica de PET de coloração escura: prática. recentemente as prateleiras foram tomadas por versões especiais de azeite de oliva extra virgem (AOEV) acondicionados em garrafas de vidro pigmentado. as latas não apresentam um bom sistema de fechamento após abertas. o rótulo e o design (Delgado & Guinard. DESCRIÇÃO DO ASSUNTO Atualmente no Brasil. se conclui que as embalagens tradicionalmente disponíveis nos supermercados são inadequadas para conservação do AOEV. 2011). agora é acondicionada em garrafas de polietileno tereftalato (PET).Ϯ importantes é a propriedade de barreira contra agentes pró-oxidantes (Faria. 2. tradicionalmente compra o AO em supermercados (Delgado & Guinard. e uma quantidade limitada de latas de folha de flandres de 250 e 500 mL das marcas mais tradicionais. Por fim. Cada marca utiliza ainda algum tipo de dosador para facilitar o uso do produto. o aumento do tempo de vida de prateleira dos alimentos e a substituição de materiais de embalagem até então considerados tradicionais.. No mercado há predomínio de embalagens de vidro transparente de 500 e 250 mL com tampa rosqueável de metal e lacre. 2012). 2004. 2011).

E outra sugestão dos pesquisadores seria a produção de garrafas plásticas com maiores barreiras tanto à luz como ao oxigênio para conservar melhor o AOEV. químicas e funcionais desejáveis. o azeite. Neste estudo as latas e as embalagens cartonadas se mostraram as embalagens mais apropriadas e indicadas para o acondicionamento de AOEV considerando um período de 6 meses. a adição de absorvedores de oxigênio pode representar uma alternativa. aprofundaram seus estudos nos processos de difusão de oxigênio através da embalagem e suas possíveis conseqüências para o produto final. Em relação a influência da transmissão de luz foram utilizadas garrafas de PET transparente. mas após este período não ocorreu alteração nos parâmetros de qualidade.ϯ do azeite. As equações preditas indicam que logo após o envase as reações de oxidação dos lipídios dependem principalmente da quantidade de oxigênio dissolvido no azeite. Os autores sugerem o aprofundamento em estudos comparando garrafas de vidro com as de PET adicionadas de absorvedores de gás para acondicionamento de AOEV. o material da embalagem e a temperatura de armazenamento do azeite após o envase. Basearam seus estudos em embalagens de PET tradicional e PET com absorvedor de oxigênio. mais recentemente Cecchi et al (2010) avaliaram o efeito sobre a preservação da qualidade de AOEV acondicionado em embalagens de PET tradicional e PET adicionado de absorvedor de oxigênio durante 13 meses. Apesar de não se considerar as reações de fotooxidação. Desta maneira simularam a cinética das reações de oxidação. Com o objetivo de se avaliar o efeito da permeabilidade dos materiais sobre os índices de qualidade do AOEV Pristouri et al (2010) utilizaram embalagens de 500 mL transparente de PET. os autores sugerem que o tempo de vida de prateleira do AO deve ser estimado através de estudos mais detalhados e que considerem o tipo de design. Normalmente associadas a produtos de alta qualidade. Sacchi et al (2008) observaram que o uso de absorvedores de oxigênio em garrafas de PET para acondicionamento de AOEV foi significativo apenas no primeiro mês. Nesse mesmo sentido. PET com bloqueador de radiação ultravioleta (UV) e PET coberto com . Inicialmente os valores de oxigênio dissolvido foram reduzidos. variando o volume e o headspace dos recipientes. polipropileno (PP) e vidro armazenadas no escuro a 22ºC. Em relação às propriedades dos materiais de garrafas de azeite de oliva virgem (AOV). Com o passar do tempo este oxigênio vai sendo consumido e então começa a ser substituído pelo oxigênio que permeia através do material da embalagem. Contrapondo-se a estes estudos. Assim. Nas embalagens com absorvedores houve redução da perda de carotenóides e dos níveis de oxidação primário e secundário. Del Nobile et al (2002). as garrafas de vidro transparente também não foram capazes de manter os atributos desejáveis no produto final. Indicando que este tipo de material pode ser utilizado em garrafas de AOEV a fim de se preservar as características sensoriais. uma vez que estes retardariam a cinética da oxidação ao dificultar a permeabilidade de oxigênio e ainda consumir o gás dissolvido no azeite.

T. n 8. A. Health and sensory properties of virgin olive oil hydrophilic phenols: Agronomic and technological aspects of production that affect their occurrence in the oil. p 269–277. A. 2004. temperature and storage time on quality characteristics of extra virgin olive oil Food Control v 21. Nota-se ainda a relevância do assunto e a necessidade de interação entre a indústria de embalagens. C. PADUANO. PASSAMONTI. PIGA. M.ϰ folha de alumínio.br/home. Analysis of sensory and non-sensory factors mitigating consumer behavior: A case study with extra virgin olive oil. Changes during storage of quality parameters and in vitro antioxidant activity of extra virgin olive oils obtained with two extraction Technologies Food Chemistry v 134. Química de Alimentos . A. p 949–951. Study of the quality of extra virgin olive oil stored in PET bottles with or without na oxygen scavenger Food Chemistry v 120. Os bloqueadores de UV não foram efetivos em relação à manutenção da qualidade do azeite. A. v 12. R. J. FARIA. R.com.. Packag. p 213-225. p 730-735.Azeite Cocineiro . P. 2007. S.. P. antioxidant activity and analytical methods. BOVE. ARCA. KONTOMINAS. 4. 2011. Technol. SEGURACARRETERO.n 7.cocinero. Shelf Life of Vegetable Oils Bottled in Different Scavenging Polyethyleneterephthalate Containers. Dissertação.. Sci. MOROZZI.. SANTOSA. TATICCHI.. MONTEDORO.. Davis. X. G Effect of packaging material Headspace. D. 2007. Phenolic molecules in virgin. olive oils: A survey of their sensory properties.. Por fim.. E. 3. p 412–418. FERNANDEZ-GUTIERREZ. p 1542-1548. Influence of packaging geometry and material properties on the oxidation kinetic of bottled virgin olive oil Journal of Food Engineering v 57. MÉNDEZ.. oxygen and light transmission. LA NOTE. A. BENDINI. P. A. I. DEL CARO.. 2012.html. SANGUINETTI. CECCHI.Teoria e prática Ed UFV 4ª edição 2008. os estudos de Fadda et al (2012) com AOEV indicam que o uso de garrafas escuras (pigmentadas). PRISTOURI. 2008. p 521-529. v 21. Campinas: FEA – UNICAMP. A. A. SELVAGGINI. 2010. Literatura Citada ARAÚJO. ambiente com pouca luminosidade. 2010... As embalagens foram expostas à luz intermitente simulando as condições dos supermercados. SACCHI.. J. 2004. 2007. M. L. . Universidade da California. A. Effect of storage time and container type on the quality of extra virgin olive oil Food Control v 18. DELGADO. Acesso em 15 de junho de 2012... 2010.. o material mais adequado foi o vidro seguido do PET ambos com pigmentação escura sob condições de pouca luminosidade e temperaturas inferiores à 22ºC. FADA.. AMBROSINO. p 189-197. L. DEL NOBILE. Mediterranean diet and overall mortalitydifferences in the European Union. FALQUÉ. V.. BADEKA. An overview of the last decade. A. Public Health Nutrition.. M. P. G.. ESPOSTO. A. DEL REGNO. 2003. CARRASCO-PANCORBO. S. Recipientes de vidro para embalagem.. v 7. Conclusão Após a revisão do assunto.. M. M... headspace mínimo e temperatura em torno de 20ºC são adequadas para se preservar as características desejáveis do AOEV e manter os índices de qualidade dentro dos limites da legislação.. LAGIOU... A. Journal of Chromatography A. M. 13p. TRICHOPOULOS.P.. URGEGHE. G. A. TERMINIELLO. F. M. VACCA. 1679–1719. Molecules. percebe-se claramente que as condições de estocagem e exposição dos AOs nos supermercados não é a mais indicada e que muitas das embalagens disponíveis também não são consideradas adequadas para este tipo de alimento. P.. os envasadores e vendedores de AO e os centros de pesquisa. R. A. GOMEZ-CARAVACA. How do consumer hedonic ratings for extra virgin olive oil relate to quality ratings by experts and descriptive analysis ratings? Food Quality and Preference v 22. G. SACCHI. COCINEIRO . E. A. M. C.P. J.. GUINARD. CERRETANI. A. 1054(1–2). Após 12 meses de estudos concluiu-se que materiais com alta taxa de permeabilidade ao oxigênio como o PP e o PE não são adequados para o acondicionamento de AO. Em resumo.. R. M.disponível em: http://www. SAVARESE. CECCHI. p113–127. SERVILI. Estudou-se ainda o efeito do headspace e da temperatura. health effects..

SP. C. . It was demonstrated as well that the most exposed to light oils had a shorter shelf life and after at most seven months. KEY WORDS: extra virgin olive oil. unlike that were stored in bottles with thermal black paint Light Blocking®. e após no máximo sete meses. PALAVRAS CHAVE: azeite extra virgem.01 nm. ao contrário dos que foram armazenados em garrafas com pintura térmica preta Light Blocking®.pacetta@usp. It was found that oil bottles kept in the green and amber coloration had a higher exposition to light. reproducing the conditions of supermarket shelf. Pirassununga. Pacetta. A espessura de cada embalagem foi determinada na área de incidência do feixe luminoso. luminosidade. estes foram dispostos nas embalagens e divididos em duas séries: uma armazenada no escuro e outra sob luz difusa. Demonstrou-se assim. We used to sample extra virgin olive harvest 2001/-2002 factory traditional stone mill and hydraulic press. utilizou-se amostragem de azeites extra virgens expostos no mercado. E-mail: cosmo. Para tanto. Universidade de São Paulo (USP). Verificou-se que os azeites originalmente mantidos em garrafas nas colorações verde e âmbar possuíam maior exposição à luminosidade. durability. reproduzindo as condições de prateleira de supermercado. utilizando-se um micrômetro digital com resolução de 0. que os azeites expostos à maior luminosidade possuíam menor vida útil.br RESUMO: Objetivou-se com o presente trabalho estudar a influência da exposição à luz sobre a qualidade e vida útil de azeites extra virgens.* 1 Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (ZEA). não mais podendo ser classificados como extra virgens. durabilidade. F. ABSTRACT: The objective of this work was to study the influence of light exposure on the quality and shelf life of extra virgin olive oil.ϭ  EXPOSIÇÃO À LUZ EM EMBALAGENS DE AZEITE EXTRA VIRGENS. A transmissão de luz foi determinada com varredura ao longo da faixa do comprimento de onda de 200 a 700 nm. After collection of oils. Após coleta dos azeites. armazenados em garrafas de coloração âmbar. brightness. these were placed in containers and divided into two series: one-another in the dark and stored in diffuse light. no longer be considered as extra virgin. verde e com pintura térmica e atóxica Light Blocking®.

RESULTADOS E DISCUSSÃO De acordo com os resultados obtidos. analisou-se uma amostra específica para a constatação da influência da luminosidade sobre a vida útil e qualidade desse tipo de azeite. Diante do exposto. pôde-se observar que as garrafas ‘âmbar’ e ‘verde’ apresentaram valores máximos de transmissão de luz próximos a 60% para a faixa do comprimento de onda da luz visível (400 a 700 nm) e valores de transmissão abaixo de 20% para a região de radiação ultravioleta (<400 nm). objetivou-se ainda com o presente trabalho. e Exp. A espessura de cada corpo-de-prova foi determinada na área de incidência do feixe luminoso. Mitutoyo. O experimento foi realizado com 02 repetições cada tratamento. daí a atenção dada pelo referido trabalho a tal prática. Assim. garrafa verde (Azeite La Cassuela). sobre o embalo e armazenamento do azeite. para determinação da transmissão de luz: garrafa âmbar (Azeite Azal). demonstrar que vários tipos de filmes e recipientes de metal também podem ser utilizados para embalar o azeite. enviadas pela Folhas de Oliva Produtos Naturais Imp. através de metodologia para verificação de transmissão de luz proposta por Jaime & Dantas (2009) e de análises de Caponio et al. no período de 08 a 21 de novembro de 2011. conforme metodologia de Jaime & Dantas (2009). (2005). sediada em Estiva Gerbi/SP. apresentou valor de transmissão de luz inferior a 1%. efetuando-se uma varredura ao longo da faixa do comprimento de onda de 200 a 700 nm. modelo Specord 210). pode-se dizer que a garrafa com pintura .Ϯ  INTRODUÇÃO Partindo-se do pressuposto que o azeite de oliva extra virgem exige condições especiais de produção e armazenamento. Ltda. que foram colhidas em supermercados da cidade de Mogi Guaçu. mas que as garrafas de vidro de diferentes cores e formas são as mais comuns. SP. utilizando-se um micrômetro digital. de garrafas de vidro para azeite de oliva extra virgem. MATERIAL E MÉTODOS Foram analisadas três amostras de azeite. A transmissão de luz foi determinada. com o objetivo de demonstrar que a conservação do produto fica prejudicada consideravelmente quando o mesmo é exposto a condições de luminosidade intensa e até mesmo moderada.01 nm.. Para a determinação da transmissão de luz. com resolução de 0. independente da região analisada (ultravioleta ou visível). A garrafa com pintura térmica e atóxica Light Blocking®. garrafa com pintura térmica e atóxica Light Blocking® (Azeite Folhas de Oliva®). utilizou-se um espectrofotômetro UVvisível (marca Analytikjena. com diferentes colorações/recobrimento.

. 12.5% a transmissão de luz. Cap. B. 2003. 2005. M. T. Campinas: CETEA/ITAL. JAIME. S. 2009. F. In: KAREL. (2005). M. determinaram a necessidade de embalagem de vidro com melhoria nas características de transmissão de luz. Na análise da amostra do presente trabalho. comprometendo sobremaneira a vida de prateleira do azeite extra virgem (em 7 meses aproximadamente). B. .. European Food Research Technology. 215. 2003). 2nd ed.ϯ  térmica e atóxica apresentou melhor propriedade de barreira à luz. recebe em sua costura uma solda de estanho e camada de verniz que em função da acidez do azeite ou mesmo pelo rompimento da película ou solda. DANTAS. portanto. 223p.. Physical principles of food preservation. D. analisadas. bem como o shelf life do produto. Protective packaging. as embalagens coloridas de vidro absorveram até 60% de luminosidade interna. KAREL.. que garantem as propriedades dos compostos graxos e pigmentares do azeite e. LUND. M. A embalagem com pintura térmica atóxica Light Blocking® foi a única que impediu em 99. H. v. PASQUALONE. Estudos de Caponio et al. de 12 a 24 meses. F. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CAPONIO. comparativamente às garrafas âmbar e verde. CONCLUSÕES A melhor forma de armazenamento do azeite de oliva extra virgem são garrafas com pintura térmica e atóxica Light Blocking®. Embalagens de vidro para alimentos e bebidas: propriedades e requisitos de qualidade. A. embora não absorva luminosidade. diminuindo significativamente a vida útil do produto em prateleira (em média de 5 meses). p. GOMES.. A embalagem metalizada. D. pode liberar metais pesados e princípios químicos de verniz no produto (KAREL & LUND. conseqüentemente tempo maior de validade para o consumo. dependendo das condições de armazenamento em termos de temperatura. New York: Marcel Dekker. LUND. Influence os the exposure to light on extra virgin olive oil quality during storage. sob pena do comprometimento oxidativo e hidrolítico do azeite.114117. sendo a embalagem adequada para a preservação dos compostos graxos do azeite e seus pigmentos.

Medeiros. E-mail: rosamlm@globo. 1 2 D.. PALAVRAS CHAVE: Olea europaea. acidez total e determinação de cloretos).F. Centro. it maked objective with the work to carry through the processing and analysis physicochemical of the conserves of green olives of the five cv. sodium hydroxide (NaOH) 2%. elaboração. Professora Adjunto. As cultivares ‘Santa Catalina’ e ‘Ascolano 315’ mostraram-se mais propícias a produção de conserva artesanal de azeitonas verdes.M. Villa. The application of whitening favors the absorption of NaCl. Cascavel. Diante do exposto. em 2010. Centro de Ciências Agrárias (CCA). As azeitonas verdes foram colhidas manualmente e as conservas foram submetidas a dez tratamentos: (sal marinho a 5. There was realized analysis physicochemical of the samples (pH. Ao final do experimento analisaram-se físico-químicas das amostras (pH. 7 e 9%.: 85960-000. Maiores teores de NaCl foram encontrados em azeitonas tratadas com branqueamento térmico e descanso a 9%. 1777.Sc. CEP. Ahead of the displayed one. Maria da Fé. RESUMO: O aproveitamento dos frutos de oliveira é uma alternativa de produção para o pequeno produtor mineiro.1 PROCESSAMENTO DE CONSERVAS DE AZEITONAS VERDES: AVALIAÇÃO DE CLORETO DE SÓDIO 1 Silva. PR. A aplicação do branqueamento favorece a absorção de NaCl. azeitona de mesa ABSTRACT: The use of olive fruits is an alternative of production for the small mining producer. KEY WORDS: Olea europaea. Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE). R. com banho e sem banho de água quente antes da adição do sal e branqueamento). PR. sal grosso 7%. total acidity and chloride determination).*. EPAMIG. Rua Pernambuco.. elaboration. with bath and without hot water bath before the addition of the salt and bleaching).Sc. table olive. The green olives had been harvested manually and the preserved had been submitted the ten treatments (marine salt the 5. 2 * Graduando em Ciências Biológicas.com. . Pesquisadora. O tipo de sal não influenciou na absorção do mesmo. The cultivars 'Santa Catalina' and 'Ascolano 315' were more conducive to the production of artisanal preserves green olives. D. objetivou-se com o trabalho realizar o processamento e análise físico-química das conservas de azeitonas verdes de cinco cultivares. Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE).L. in the South of MG. coarse salt 7%. F. The type of salt did not influence the absorption and use of the same. 2010. D. 7 and 9%. The largest concentrations of NaCl were found in olives treated with thermal bleaching and rest to 9%. no Sul de MG. MG. .. Marechal Cândido Rondon. com/sem soda 2%.

soda 2%. por diferentes processos físico-químicos (GARRIDO-FERNÁNDEZ et al. as azeitonas foram lavadas e sanitizadas em solução de NaOH 200 mg L-1 por 30 minutos. contendo 3 potes por repetição.2 INTRODUÇÃO As azeitonas.. 2007). O tratamento com branqueamento térmico apresentou teor de NaCl . ‘Santa Catalina’. avaliando-se a qualidade do produto processado por meio de análises físico-químicas (NaCl). apresentam-se extremamente amargas. ‘Ascolano 315’. Posteriormente foram selecionadas 900 g de amostras e divididas nos tratamentos (sal marinho a 5. sendo todas as análises realizadas em triplicata. observou-se interação significativa para o tratamento com soda. MG. 7 e 9%. devido à presença de oleuropeína. pois. não são apropriadas ao consumo logo após a colheita. As análises de cloreto de sódio foram determinadas no Laboratório de Bromatologia da Fundação de Ensino e Pesquisa de Itajubá (FEPI). Para tanto. A seguir. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado.1.5% e peróxido de hidrogênio 0. 2002). estimulando o estudo de novos tratamentos para a elaboração desse produto. RESULTADOS E DISCUSSÃO De acordo com os resultados obtidos. realizadas em triplicata. com banho e sem banho de água quente a 5. ‘Tafahi 391’ e ‘Grappolo 556’) colhidas manualmente.5%. segundo normas do INSTITUTO ADOLFO LUTZ (2005).0 (MORETTIN. Os programas para análise estatística utilizados foram Minitab 15. no período de fevereiro-junho de 2010 com azeitonas verdes de cinco cultivares (‘Ascolano USA’. Santa Catalina no processamento de conservas de azeitonas verdes no Sul de MG. O branqueamento foi realizado pela metodologia convencional e o tempo determinado pelo teste de adequacidade com a utilização de solução alcoólica de guaiacol a 0. verdes ou pretas. As concentrações da salmoura variam de 6% a 14% para as conservas de azeitonas. sal grosso 7%. No Brasil. MATERIAL E MÉTODOS O trabalho foi conduzido na Fazenda Experimental da EPAMIG. Foram utilizados potes de vidro de 250 mL vedados com tampas metálicas previamente esterilizados. Diante do exposto. em Itajubá. no processamento das conservas. destinadas à mesa.1.. MG. 2012). A salga causa uma diminuição acentuada do sabor amargo do fruto (GONÇALVES et al. devem ser “adoçadas” ou “curtidas”.0 e Bioestat 5. Maria da Fé. neste estado. Preparou-se a salmoura com água filtrada e fervida por 10 minutos. 7 e 9%. objetivou-se estudar diversos tratamentos para a cv. há uma escassez de estudos para o processamento de conservas de azeitonas maduras. antes da adição do sal e branqueamento térmico).

São Paulo: Saraiva. 134-206. 5ª ed. BUSSAB. W. 2002.J. Verificaram-se maiores teores de cloreto de sódio para as cultivares ‘Santa Catalina’/com soda (2. A. In: OLIVEIRA. KROLOW. Normas Analíticas do Instituto Adolfo Lutz. ‘Ascolano 315’ e ‘Ascolano USA’. como também. Maiores teores de cloreto de sódio foram verificados no tratamento com descanso a 9%. L. R. Chapman & Hall. A. R. 7 e 9%) e cultivares separadamente. D. M.58. VIZZOTTO. 2. observaram-se maiores teores de NaCl em conservas preparadas de azeitonas ‘Santa Catalina’. O tipo de sal não influenciou na absorção do mesmo e a utilização de soda desfavoreceu o acúmulo de Nacl. M. M.. CONCLUSÕES A aplicação do branqueamento favorece a absorção de NaCl. Maiores teores de NaCl foram encontrados em azeitonas tratadas com branqueamento térmico e descanso a 9%. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS GARRIDO-FERNÁNDEZ.D. Para aproveitar os frutos de oliveira produzidos tanto na EPAMIG...3 igual a 7. A. ou seja. comprometendo o processo de conservação e a fermentação. 2005. o que pode favorecer reações indesejáveis. p. GONÇALVES. London. o que pode ser justificado pelo amolecimento do endocarpo causado pelo branqueamento.05 ao passo que sem branqueamento o valor foi de 4. p. a penetração da solução na polpa do fruto de cada cultivar é diferente. Não se verificou significância para tratamento com sal grosso e sal marinho. Elaboração de azeitonas de mesa de qualidade. São Paulo. 4ª ed. ‘Ascolano 315’ sem soda (2. P.. ultrapassando o ponto ideal.. FERNÁNDEZ. sugere-se a continuidade de pesquisas em novos métodos de processamento de azeitonas de mesa. Observou-se significância para os tratamentos (sem/com descanso a 5. IAL. ed. Table Olives: production and processing. MORETTIN. como na agricultura familiar. para as cvs. ou seja. As cultivares ‘Santa Catalina’ e ‘Ascolano 315’ mostraramse mais propícias a produção de conserva artesanal de azeitonas verdes. e amaciamento exagerado do fruto. 526p. análises microbiológicas e sensoriais. ADAMS. estudadas. E. F.O. 1997. (Ed. Estatística básica..R. Em relação às cultivares estudadas.593-628. MEDEIROS. Consequentemente observou-se o rompimento da polpa do fruto. 2012.A.). ponto este que deveria atingir de 2/3 até 3/4 de distância entre a epiderme e o caroço. com maior facilidade.31) e.42).a. M. Isto se deve pelo tempo de exposição à soda. INSTITUTO ADOLFO LUTZ. C. pode-se empregar ambos no preparo das conservas. .

As conservas foram submetidas a dez tratamentos: (sal marinho a 5. E-mail: rosamlm@globo. RESUMO: O aproveitamento dos frutos de oliveira é uma alternativa de produção para o pequeno produtor mineiro. Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE).com. objetivou-se com o trabalho realizar o processamento e análise físico-química das conservas de azeitonas verdes de cinco cultivares. sodium hydroxide (NaOH) 2%. Posteriormente foram selecionadas. Centro de Ciências 1 Agrárias (CCA). table olive. The conserves had been submitted the ten treatments (marine salt the 5. PALAVRAS CHAVE: Olea europaea. Professora Adjunto. Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE).. Diante do exposto. Cascavel. The green olives had been harvested manually. Medeiros. azeitona de mesa ABSTRACT: The use of olive fruits is an alternative of production for the small mining producer. . F. A aplicação de soda não foi significativa. Silva. O sal grosso permitiu melhor pH para azeitonas verdes. PR. Treatment with rest and 9% NaCl was obtained the most appropriate pH to preserve green olives. PR. R. EPAMIG. lavadas e higienizadas com hipoclorito de sódio a 200 mg L-1. soda 2%. in the South of MG. washed and sanitized with sodium hypochlorite of the 200 mg L-1. 7 and 9%.0. Rua Pernambuco. Ahead of the displayed one. MG. All samples remained in the ideal range of 4.. O tratamento com descanso e 9% de NaCl obteve pH mais adequado a conserva de azeitonas verdes. KEY WORDS: Olea europaea. Todas amostras permaneceram na faixa ideal de 4.L. 2 Pesquisadora. As azeitonas verdes foram colhidas manualmente. processing of fruits. Graduando em Ciências Biológicas. Marechal Cândido Rondon. 2 * D.M. coarse salt 7%. . The application of bleaching conditioned to cultivate olives processed. Ao final do experimento.5 a 5. 1777.1 CONSERVAS DE AZEITONAS VERDES PROCESSADAS: AVALIAÇÃO DE pH 1 Villa. Later they had been selected.*. 7 e 9%.F.0. D. analisou-se as amostras (pH. com banho e sem banho de água quente antes da adição do sal e branqueamento).Sc. Tafahi 391’ e ‘Santa Catalina’.5 to 5. sal grosso 7%. sendo positivamente empregado para as cvs. acidez total e determinação de cloretos). it maked objective with the work to carry through the processing and analysis physicochemical of the conserves of green olives of five cultivars. D. ‘Tafahi 391' and 'Santa Catalina'. Maria da Fé.Sc. Centro. being positively used for cvs. no Sul de MG.: 85960-000. A aplicação do branqueamento esta condicionada a cultivar de azeitona processada. CEP. The coarse salt provided better pH for green olives. with bath and without hot water bath before the addition of the salt and bleaching). The use of sodium hydroxide was not significant. processamento de frutos.

em Itajubá. apresentam-se extremamente amargas. 2003). Azeitonas verdes de cinco cultivares (‘Ascolano USA’. por diferentes processos físico-químicos (GONÇALVES et al.79). 2012).29 e 4. sendo todas as análises realizadas em triplicata. 2002). pouco antes do início da completa maturação. verificou-se interação significativa para branqueamento térmico e as cultivares estudadas. no período de fevereiro-junho. destinadas à mesa. sendo o branqueamento melhor para as cultivares ‘Tafahi 391’ e ‘Santa Catalina’ (4. considera-se para conservas de azeitonas verdes. Maria da Fé. ‘Ascolano 315’. Para tanto. neste estado. contendo 3 potes por repetição. No Brasil. pois. Posteriormente foram selecionadas 900 g de amostras e divididas nos tratamentos (sal marinho a 5. objetivou-se estudar diversos tratamentos para cinco cultivares no processamento de conservas de azeitonas verdes. ‘Tafahi 391’. realizada em triplicata. Preparou-se a salmoura com água filtrada e fervida por 10 minutos. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado.1. 7 e 9%. com banho e sem banho de água quente antes da adição do sal e branqueamento térmico).. previamente esterilizados. estimulando o estudo de novos tratamentos para a elaboração desse produto. há uma escassez de estudos para o processamento de conservas de azeitonas maduras. devido à presença de oleuropeína. através de análises físico-químicas (pH). soda 2%. As análises de pH foram determinadas no Laboratório de Bromatologia da Fundação de Ensino e Pesquisa de Itajubá (FEPI). A seguir.0 e Bioestat 5. O tratamento com . MG. RESULTADOS E DISCUSSÃO De acordo com os resultados obtidos. sal grosso 7%.78 e 4. as azeitonas foram lavadas e sanitizadas em solução de NaOH 200 mg L-1 por 30 minutos. Foram utilizados potes de vidro de 250 mL vedados com tampas metálicas.1.0 (MORETTIN. Diante do exposto. devem ser “adoçadas” ou “curtidas”. Os programas para análise estatística utilizados foram Minitab 15. MG. no processamento das conservas. verdes ou pretas.16). Após fermentação. MATERIAL E MÉTODOS O trabalho foi conduzido na Fazenda Experimental da EPAMIG. não são apropriadas ao consumo logo após a colheita. ‘Grappolo 556’ e ‘Santa Catalina’) foram colhidas manualmente. segundo normas do INSTITUTO ADOLFO LUTZ (2005).2 INTRODUÇÃO As azeitonas. Para as cultivares ‘Ascolano USA’ e ‘Grappolo 556’ o melhor tratamento foi sem branqueamento (4.0 (UNAL & NERGIZ. valores ideais de pH entre 4.5 e 5.

). 2012). F. The effect of table olive preparing methods and storage on the composition and nutritive value of olives.. M. São Paulo: Saraiva.71-76. valores significativos de pH foram observados em conservas preparadas de ‘Ascolano 315’ e ‘Tafahi 391’.63. Quality evaluation of different typical table olive preparations (cv Nocellara del Belice). REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS GONÇALVES. 526p.5 foi observado com a adição de sal grosso à conserva ao passo que o sal marinho obteve pH igual a 4. NERGIZB. 2012.1. 7 e 9%. MINCIONE..3 soda não foi significativo. n. UNALA.0. n.1925. A utilização de soda não foi significativa. VIZZOTTO. São Paulo.0. ed. POIANA. L. p.. Em relação ás cultivares. A. D..63. 2003. In: OLIVEIRA. IAL. R. na faixa ideal de 4. como na agricultura familiar. Todas amostras permaneceram na faixa ideal de 4. Tafahi 391’ e ‘Santa Catalina’. 4ª ed. M. 2012. C. PISCOPO. respectivamente. Grasas y Aceites. valores de 4. ROMEO. 5ª ed. INSTITUTO ADOLFO LUTZ.1. MEDEIROS.. A utilização de descanso com concentração de NaCl a 9% apresentou pH mais adequado a conserva de azeitonas. C.7 e 4. O. Esta faixa ácida evita a proliferação de microrganismos maléficos à saúde humana (ROMEO et al. A. R. A.593-628. v. O pH medido em todas as conservas de azeitonas verdes ficou dentro do permitido. sendo positivamente empregado para as cvs. Observou-se interação significativa para o tratamento sem/com descanso a 5.50 foram obtidos para as cultivares ‘Ascolano 315’ e ‘Grappolo 556’ e 4. P.5 a 5. Normas Analíticas do Instituto Adolfo Lutz. p.7.5 a 5. A. A. Elaboração de azeitonas de mesa de qualidade.. p. K. BUSSAB. 2005. W. .. v. sugere-se a continuidade de pesquisas em novos métodos de processamento de azeitonas de mesa. Grasas y Aceites. 2. A utilização de sal grosso no preparo das conversas mostrou-se superior para os tratamentos e cultivares separadamente. KROLOW. V.. 2002. M. MORETTIN. CONCLUSÔES A aplicação do branqueamento esta condicionada a cultivar de azeitona processada. ‘Santa Catalina’ e ‘Ascolano USA’.75 foram verificados em conservas preparadas de ‘Tafahi 391’. 4. como também. Estatística básica.. F. Após desdobramento dos tratamentos. E. análises microbiológicas e sensoriais. Valor significativo de pH de 4. O tratamento com descanso e 9% de NaCl obteve pH mais adequado a conserva de azeitonas verdes.a. A utilização de sal grosso permitiu melhor pH para azeitonas verdes. Para aproveitar os frutos de oliveira produzidos tanto na EPAMIG. (Ed.54.

Os 12 tratamentos utilizados na elaboração das conservas foram: com e sem soda na salmoura a 7%. Professora Adjunto. For the evaluation of the conserves the pH was carried through. tratamento. Melhores tratamentos na preparação de conservas de azeitonas maduras foram sem branqueamento.: 85960-000. restless concentrations 5%. Centro de Ciências Agrárias (CCA). Este estudo foi conduzido para desenvolver tratamentos para processar azeitonas maduras embaladas de uma maneira natural. R. de oliveira. conservas ABSTRACT: this work encompasses the processing and evaluation of the acidity of canned black olives naturally produced in the Experimental Farm EPAMIG. Villa.. RESUMO: Este trabalho abrange o processamento e avaliação da acidez das azeitonas pretas produzidas naturalmente na Fazenda Experimental da EPAMIG. of olive.1 AVALIAÇÃO DE pH EM CONSERVAS DE AZEITONAS PRETAS 1 2 Medeiros.L.Sc. with/without rest in pickling brine 5%. in the times of 30 days after-processing. D. Silva.com. D. The 10 treatments used in the elaboration of the conserves had been: with and without soda water in the pickling brine 7%.. This study was conducted to develop treatments for processing of canned ripe olives in a natural way. MG. 7% e 9% e a utilização de soda e o tipo de sal utilizado não interferiram significativamente no pH devido pouca variação de acidez entre eles. com/sem descanso em salmoura a 5%. com sal grosso na salmoura a 7%. 7% and 9% and the sodium hydroxide use and type of salt did not alter significantly in the pH due to small variation in acidity between them.F. 1777. CEP. with marine salt in the pickling brine 7%. Foram utilizados no experimento 5 cvs. Pesquisadora. Rua Pernambuco. Graduando em Ciências Biológicas. Better treatments in the preparation of conserves of ripened olives were preserved without bleaching. Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE). Cascavel. Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE). 7% and 9%. sem descanso nas concentrações 5%. treatment. Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG). PR.* . Marechal 2 Cândido Rondon.*. with thick salt in the pickling brine 7%. KEY WORDS: Olea europaea. Para a avaliação das conservas foi realizada avaliação de pH das conservas 30 dias pós-processamento. F. PR. They had been used in experiment 5 cvs. 1 E-mail: rosamlm@globo. 7% e 9%. Centro.Sc. with and without bleaching in the pickling brine 7%. com e sem branqueamento na salmoura a 7%. com sal marinho na salmoura a 7%. * D. conserves .M. Maria da Fé. PALAVRAS CHAVE: Olea europaea.

As concentrações da salmoura variam de 6% a 14% para as conservas de azeitonas. alcançando. As azeitonas. observou-se que o tratamento com . JB1. onde foram realizados os tratamentos. Foram utilizados potes de vidro de 250 mL vedados com tampas metálicas. há uma escassez de estudos para o processamento de conservas de azeitonas maduras. As azeitonas pretas naturais são feitos a partir do fruto maduro de de cor violeta intensa a preta (BIBILONI & RADIC 2006). JB2. com e sem branqueamento a 7%.0 e Bioestat 5. de azeitonas pretas (Galega. destinadas à mesa. A seguir. A salmoura foi preparada com água filtrada e fervida por 10 minutos. Após o esfriamento da salmoura. com descanso a 5%. devendo ser “adoçadas” ou “curtidas” por diferentes processos. as azeitonas foram lavadas e sanitizadas com NaClO a 200 mg L-1 por 30 minutos. Após a colheita são colocadas imediatamente em salmoura (VIEIRA NETO et al.2 INTRODUÇÃO As azeitonas de mesa são.1. estimulando o estudo de novos tratamentos para a elaboração desse produto. Posteriormente as amostras foram pesadas em 300 g de cada cultivar por tratamento. sem dúvida.000 de toneladas. Neste estado. MG. 7% e 9%. 7% e 9%. As análises de pH foram determinadas no Laboratório de Bromatologia da Fundação de Ensino e Pesquisa de Itajubá (FEPI).000. coletando-se manualmente 2 kg de frutos de cada cultivar. Após a colheita foram imediatamente transferidas para as instalações da EPAMIG. uma produção anual de mais de 1. sem descanso a 5%. apresentam-se extremamente amargas.1. o produto vegetal fermentado mais importante do mundo ocidental. no processamento das conservas. 2002). avaliando seu pH.0 (MORETTIN. com sal marinho a 7%. Maria da Fé (MG). na Fazenda Experimental da EPAMIG. Negroa e Mission). divididas em 3 potes. RESULTADOS E DISCUSSÃO De acordo com os resultados obtidos. em Itajubá. não são apropriadas ao consumo logo após a colheita. previamente esterilizados. segundo normas do INSTITUTO ADOLFO LUTZ (2008). Portanto deve-se fazer o preparo da azeitona para o consumo.. 2008). No Brasil são colhidas manualmente para evitar danos no fruto e no produto final. Os programas para análise estatística utilizados foram Minitab 15. com sal grosso a 7%. Diante do exposto. A salga causa uma diminuição acentuada do sabor amargo do fruto. prepararam-se os 10 tratamentos: com e sem soda na salmoura a 7%. objetivou-se estudar diversos tratamentos para cinco cultivares de azeitona no preparo de conservas de azeitonas maduras. no início da década de 90. MATERIAL E MÉTODOS Foram utilizadas 5 cvs. realizada em triplicata. No Brasil.

3 branqueamento causou uma elevação do pH para 5. Também pode ter favorecido a proliferação de microrganismos responsáveis fermentadores. M.O. 534p. Uma maior concentração de sal. J. As cvs. aumentando a acidez. OLIVEIRA. A utilização de grandes quantidades de sal tornam o meio impróprio para o desenvolvimento de microrganismos o que favorece a manutenção das propriedades iniciais de alimentos. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BIBILONI. Tal valor atingido após o branqueamento pode ter favorecido o desenvolvimento de microrganismos fermentadores aumentando a acidez. tanto nos tratamentos com descanso. . CONCLUSÕES Os tratamentos sem branqueamento.. São Paulo.65-75. p. W.. 526p. VIEIRA NETO.A. São Paulo: Saraiva. 2008. quanto no stratamentos sem descanso. possivelmente por eliminarem oleuropeína mais facilmente na solução devido as suas características físicas. 4° edição. n. L. BUSSAB.. A maioria dos microrganismos se desenvolve melhor em uma faixa entre 5 a 7 de pH. A. V. MORETTIN. n. RADIC.1. ocasionaram um pH mais baixo.C. ‘Galega’ e ‘Mission’ demonstraram maior valor de pH. 7% e 9% apresentaram melhor acidez para conservas de azeitonas maduras.. SILVA. De maneira geral o descanso em água favoreceu a diminuição do pH possivelmente por propiciar uma maior eliminação de oleuropeína para o meio externo. El color en las aceitunas negras naturales de mesa. desta forma tratamentos com 9%de NaCl apresentaramse melhores para conservas de azeitonas maduras. INSTITUTO ADOLFO LUTZ. J. GONÇALVES.88. E.. Normas Analíticas do Instituto Adolfo Lutz. 5ª ed.38. 2006.64 e consequentemente uma diminuição da acidez . N. Métodos Químicos e Físicos para Análise de Alimentos. Também pode ter ocorrido uma maior retirada de ar do interior dos frutos proporcionada pelo branqueamento. 2002. o que pode aumentar a acidez e diminui o pH. Estatística básica. os tratamentos só foram significativos para cultivar.D. favorecendo o desenvolvimento de microrganismos anaeróbios fermentadores.5.O. Quanto ao tipo de sal utilizado em conservas de azeitonas maduras. Revista de la Facultad de Ciencias Agrarias. EPAMIG: Boletim Técnico. 2008.D. sem descanso nas concentrações 5%. Aspectos técnicos da cultura da oliveira. C.F. P.. H. A utilização de soda e o tipo de sal utilizado não interferiram significativamente no pH. v. A. aumentando o teor de acidez da conserva. mantendo a acidez mais elevada em torno de 4. nueva técnica de mensura digitalizada para optimizar el método de oscurecimiento natural. 56p.

E-mail: rosamlm@globo. observou-se que a cultivar Mission tem uma média de teor de cloreto de sódio maior em relação às outras cultivares. with rest in pickling brine 5%. Centro de Ciências Agrárias (CCA). treatment. RESUMO: Este trabalho abrange o processamento e avaliação do cloreto de sódio de azeitonas pretas produzidas naturalmente na Fazenda Experimental da EPAMIG. Treatment with rest to 9%. was conducted to develop treatments for processing of canned ripe olives. Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE). com sal marinho na salmoura a 7%. 3 1777. Graduando em Ciências Biológicas. 7% e 9%. Professora Adjunto. D. com sal grosso na salmoura a 7%. lisa e . . PR.Sc..Sc. com e sem branqueamento na salmoura a 7%. De acordo com os resultados obtidos. sendo conduzido para desenvolver tratamentos para processar azeitonas maduras.TEORES DE CLORETO DE SÓDIO NO PREPARO DE CONSERVAS DE AZEITONAS PRETAS NO SUL DE MINAS GERAIS 1 2 3 Medeiros.com. sem descanso na salmoura a 5%. . without bleaching and the addition of sea salt favored the increase of NaCl content. PALAVRAS CHAVE: Olea europaea. 7% and 9%. Silva. conserves INTRODUÇÃO Conserva de azeitonas pretas naturais em salmoura tem frutos de pele fina. Foram utilizadas 5 cvs. 7% e 9%. *. F. PR. R. e adição de sal marinho favoreceram o aumento do teor de NaCl. Cascavel. D. Pesquisadora. 7% and 9%..: 85960-000. F. with and without bleaching in the pickling brine 7%. of olive and 10 treatments in the elaboration of the conserves: with and without soda water in the pickling brine 7%. with thick salt in the pickling brine 7%. with marine salt in the pickling brine 7%. Mission has an average content of sodium chloride bigger in relation to the other cvs. was observed that cv. Marechal Cândido Rondon. CEP. com descanso em salmoura a 5%. Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE). They had been used 5 cvs. Os tratamentos com descanso a 9%. sem branqueamento. According to results obtained. MG. M. EPAMIG. 1 2 D. conservas ABSTRACT: this work encompasses the processing and evaluation of the acidity of canned black olives naturally produced in the Experimental Farm EPAMIG. Maria da Fé. Villa. Rua Pernambuco. tratamento. KEY WORDS: Olea europaea. Centro. L. de oliveira e 12 tratamentos na elaboração das conservas: com e sem soda na salmoura a 7%. without rest in the pickling brine 5%.

depressões leves em suas superfícies.. têm um sabor frutado mais pronunciado. MATERIAL E MÉTODOS No estudo colheram-se manualmente 3 kg de frutos maduros de cinco cultivares (‘Galega’. com sal marinho a 7%. No Brasil. No Brasil são colhidas manualmente para evitar danos no fruto e no produto final. 7% e 9%. Maiores valores de cloreto de sódio nas conservas de cultivares de azeitonas. divididas em 3 potes do 100 gramas compondo a triplicata para análise dos parâmetros. As concentrações da salmoura variam de 6% a 14% para as conservas de azeitonas. 2012). 2012). sem . objetivou-se estudar diversos tratamentos para cada cultivar no processamento de conservas de azeitonas maduras no Sul de MG.L-1 por 30 minutos.. Utilizaram-se potes de vidro de 250 mL vedados com tampas metálicas. conferindo ao fruto suas características organolépiticas (GARCIA & OLDAN. devido à sua preparação. Sua conservação é realizada por fermentação natural. A seguir. portanto deve-se fazer o preparo da azeitona para o consumo. devendo ser “adoçadas” ou “curtidas” por diferentes processos. RESULTADOS E DISCUSSÃO Pode-se observar uma interação significativa para os tratamentos x cultivares nas conservas de azeitonas maduras com/sem branqueamento. na Fazenda Experimental da EPAMIG. 2002). estimulando o estudo de novos tratamentos para a elaboração desse produto. no processamento das conservas. com e sem branqueamento a 7%. previamente esterilizados. avaliando o resultado destes tratamentos pelo teor de cloreto de sódio final apresentado conservas. Posteriormente as amostras foram pesadas em 300 g de cada cultivar por tratamento. com sal grosso a 7%. 7 e 9%. MG. apresentam-se extremamente amargas. ‘Negroa’ e ‘Mission’). As azeitonas. Maria da Fé. Diante do exposto. não são apropriadas ao consumo logo após a colheita. com descanso a 5%. as azeitonas foram lavadas e sanitizadas com NaClO a 200 mg. mantendo ligeira amargor. onde foram realizados os tratamentos. As análises do teor de cloreto de sódio foram determinadas. ‘JB1’. e com/sem descanso a 5.brilhante e podem apresentar. Após o esfriamento da salmoura. Após a colheita foram imediatamente transferidas para as instalações da EPAMIG. São colocadas diretamente em salmoura. O programa para análise estatística utilizado foi o Bioestat 5. Após a colheita são colocadas imediatamente em salmoura (GONÇALVES et al. ‘JB2’.0 (MORETTIN. prepararam-se os 12 tratamentos: com e sem soda na salmoura a 7%. 7% e 9%. Neste estado. A salga causa uma diminuição acentuada do sabor amargo do fruto (LÓPEZ et al. sem descanso a 5%. A salmoura foi preparada com água filtrada e fervida por 10 minutos. segundo normas do INSTITUTO ADOLFO LUTZ (2005). 1985). há uma escassez de estudos para o processamento de conservas de azeitonas maduras. destinadas à mesa.

. Elaboração de azeitonas de mesa de qualidade. OLDAN.branqueamento. 2. p. GARCÍA. A. São Paulo. A. N. P. O. L..593-628. ‘JB1’ e ‘JB2’. J. Com uma granulometria maior o poder de penetração do sal é mais lento nas azeitonas e consequentemente aumenta o tempo de reação da mesma. J. quando comparado ao tratamento com sal grosso. 1985. GONÇALVES.. S. F.). F. Embora este teor seja fator relevante na fabricação de conservas.a. Instituto de La Grasa y Sus Derivados. R.. 2002. Para ‘Mission’.. BUSSAB. VIZZOTTO. 189-201. M.. ou seja. F. ed. Madrid. C. não diferindo estatisticamente entre si. A. Com relação ao tratamento com a soda. GÓMEZ. G.. V. In: Handbook of Plant-Based Fermented Food and Beverage Technology. ocasionando desta forma um acidez mais baixa. As cultivares ‘Negroa’ e ‘Galega’ mostraram-se mais propícias a produção de conserva artesanal de azeitonas maduras. A. F. KROLOW. GALLEGO. R. Estatística básica. A. um aumento na vida de prateleira do produto durante o processo de fermentação. E. 534p. Normas Analíticas do Instituto Adolfo Lutz. G.... GIL. M. O. podendo desta forma promover um incremento no tempo de conservação. a composição das olivas frescas é um dos importantes fatores que podem alterar a qualidade do produto final. provavelmente pelas características físico-químicas.. INSTITUTO ADOLFO LUTZ. Fermentation of olive fruit. 5ª ed. Conservas das cultivares Negroa e Mission obtiveram maiores valores de cloreto de sódio. (Ed. LÓPEZ.. sal grosso e sem descanso. FERNÁNDEZ. 2005. MEDEIROS. São Paulo: Saraiva. Observou-se significância apenas para os tipos de sal e as cultivares separadamente. Y. maiores estudos se fazem necessários para melhoria da qualidade final do produto. p. LÓPEZ. G. HUI. A diferença no teor de NaCl entre as cultivares estudadas pode estar atribuída às suas características físico-químicas. R. A. DÍAZ. H. maiores valores de NaCl foram verificados. Métodos Químicos e Físicos para Análise de Alimentos. 2012. M. Biotecnologia de la aceituna de mesa. R. pois.. R. Esta diferença pode estar relacionada à granulometria dos sais. J. próprias de cada cultivar. p. Sevilla. não se observou significância para as cultivares estudadas. B. D. BAQUERO. CONCLUSÕES Menores teores de NaCl foram encontrados em azeitonas tratadas com branqueamento. 2.307-326. Maiores valores de NaCl foram observados com a adição de sal marinho à conserva. P. EVRANUZ. E. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS GARCIA. 526p. 2012. ed. W. L. MORETTIN. 4° edição. .a. In: OLIVEIRA. P. quando aplicado o tratamento descanso 9%..

Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG). Pesquisadora. with marine salt in the pickling brine 7%. without bleaching. . acidez entre 1. F. Better treatments in the preparation of conserves of mature olives had been with sodium hidroxide.2 Graduação em Farmácia.M.*.com. Marechal Cândido Rondon. D. had to little variation of acidity between them. MG.Sc. of olive.R.M. PR. marine salt and thick salt. Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE).P. com sal marinho na salmoura a 7%. Vitorino. Rua Pernambuco. This study was conducted to develop treatments for processing of canned ripe olives in a natural way. com sal grosso na salmoura a 7%. 7% e 9%. R. MG. Este estudo foi conduzido para desenvolver tratamentos para processar azeitonas maduras embaladas de uma maneira natural. D. C. PR. with rest in pickling brine 5%.Sc. with and without bleaching in the pickling brine 7%. tratamento. Silva. Maria da Fé. PALAVRAS CHAVE: Olea europea.. de oliveira. MG. sem descanso na salmoura a 5%. 4 Graduando em Ciências Biológicas. For the evaluation of the conserves the test of acidity for titulometric was carried through. Cascavel. 3 Itajubá. 7% e 9%. Villa. Para a avaliação das conservas foi realizado o teste de acidez por titulometria. without rest in the pickling brine 5%. A. Professora Adjunta.. C. Fundação de Ensino e Pesquisa de Itajubá (FEPI). The 12 treatments used in the elaboration of the conserves had been: with and without soda water in the pickling brine 7%. CEP.: 85960-000. with thick salt in the pickling brine 7%. .F. They had been used in experiment 5 cvs. sem branqueamento.* . Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG). . Melhores tratamentos na preparação de conservas de azeitonas maduras foram com soda.5%-2%. sal marinho e sal grosso. * D. conserves . KEY WORDS: Olea europea. com descanso em salmoura a 5%. Borges. 7% and 9%. 5 Bolsista. Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE). 1777.5%-2%. Centro. acidity between 1.CONSERVAS DE AZEITONAS MADURAS PROCESSADAS NO SUL DE MG: AVALIAÇÃO DE ACIDEZ 1 2 3 4 5 Medeiros. Zambom. com e sem branqueamento na salmoura a 7%. E-mail: rosamlm@globo. devido a pouca variação de acidez entre eles. 1. conservas ABSTRACT: this work encompasses the processing and evaluation of the acidity of canned black olives naturally produced in the Experimental Farm EPAMIG. RESUMO: Este trabalho abrange o processamento e avaliação da acidez das azeitonas pretas produzidas naturalmente na Fazenda Experimental da EPAMIG.L. Maria da Fé. Os 12 tratamentos utilizados na elaboração das conservas foram: com e sem soda na salmoura a 7%. Foram utilizados no experimento 5 cvs. 7% and 9%. Centro de Ciências Agrárias (CCA). treatment.

Neste estado. As concentrações da salmoura variam de 6% a 14% para as conservas de azeitonas. apresentam-se extremamente amargas. objetivou-se estudar diversos tratamentos para cada cultivar no processamento de conservas de azeitonas maduras no Sul de MG. 2002). MG. destinadas à mesa. Posteriormente as amostras foram pesadas em 300 g de cada cultivar por tratamento. avaliando sua acidez. há uma escassez de estudos para o processamento de conservas de azeitonas maduras. onde foram realizados os tratamentos.1. previamente esterilizados.0 (MORETTIN.. de oliveira. 2008). no processamento das conservas.INTRODUÇÃO Denomina-se azeitona de mesa o fruto sadio de determinadas cvs. com sal grosso a 7%. as azeitonas foram lavadas e sanitizadas com NaClO a 200 mg L-1 por 30 minutos.1. No Brasil são colhidas manualmente para evitar danos no fruto e no produto final. em Itajubá. divididas em 3 potes. Após a colheita foram imediatamente transferidas para as instalações da EPAMIG. com sal marinho a 7%. com descanso (repouso em água trocada a cada 12 horas durante 2 dias) a 5%. segundo normas do INSTITUTO ADOLFO LUTZ (2008). 7% e 9%. JB2. Maria da Fé (MG). com e sem branqueamento a 7% (tempo pré-estabelecido). 7% e 9%. Diante do exposto. Após a colheita são colocadas imediatamente em salmoura (VIEIRA NETO et al. A salga causa uma diminuição acentuada do sabor amargo do fruto (VIEIRA NETO et al. Os programas para análise estatística utilizados foram Minitab 15. Após o esfriamento da salmoura. A seguir. coletando-se manualmente 4 kg de frutos de cada cultivar. JB1. de azeitonas pretas: Galega.. submetido a processo adequado de elaboração. Foram utilizados potes de vidro de 250 mL vedados com tampas metálicas. No Brasil. realizada em triplicata. proporciona um produto de boa conservação pronto para consumo (BARRANCO et al.0 e Bioestat 5. 2008). na Fazenda Experimental da EPAMIG. Negroa e Mission. estimulando o estudo de novos tratamentos para a elaboração desse produto. Portanto deve-se fazer o preparo da azeitona para o consumo. devendo ser “adoçadas” ou “curtidas” por diferentes processos. não são apropriadas ao consumo logo após a colheita. 2008). A salmoura foi preparada com água filtrada e fervida por 10 minutos.. MATERIAL E MÉTODOS Foram utilizadas 5 cvs. sem descanso a 5%. As azeitonas. As análises de acidez foram determinadas no Laboratório de Bromatologia da Fundação de Ensino e Pesquisa de Itajubá (FEPI). RESULTADOS E DISCUSSÃO . prepararam-se os 10 tratamentos: com e sem soda na salmoura a 7%. colhida em estado de maturação próprio e de qualidade tal que.

INSTITUTO ADOLFO LUTZ.. n. VIEIRA NETO. Métodos Químicos e Físicos para Análise de Alimentos.O. 1998. Embora a soda tenha sido utilizada para retirar o amargo do fruto. permitindo uma permeabilidade maior em concentrações mais altas de NaCl e maior eliminação de oleuropeína no meio.D.. D. SILVA. Sevilla: Consejeria de Agricultura y Pesca de la junta de Andalucía/Madrid: Mundi . 4° edição. CONCLUSÕES Os tratamentos com branqueamento e com descanso nas concentrações 5%. ..C. podendo assim liberar a oleuropeína. Os tratamentos com descanso obtiveram maior média de acidez quando comparado aos outros tratamentos.35-60. não diferindo estatisticamente dos tratamentos com 7% de sal nos tratamentos sem descanso. Tal resultado pode ser explicado pelo amolecimento do endocarpo causado pelo branqueamento. Nos tratamentos sem descanso. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BARRANCO... observou-se que a cultivar JB2 tem uma média de acidez maior em relação às outras cultivares. p. 2ª ed. O descanso em água. 534p. (Ed. L. BUSSAB. porém diferenciando-se nessas duas concentrações nos tratamentos com descanso. sem branqueamento. observou-se que o tratamento com soda obteve menor média de acidez em relação aos outros tratamentos de forma significativa. A concentração de 9% de sal foi a que apresentou valores de acidez mais baixo. MORETTIN. N. 526p. 2008. substância de caráter ácido presente no fruto. O tratamento com branqueamento atingiu uma maior média de acidez quando comparado com o tratamento sem branqueamento... o que pode aumentar a acidez. menor acidez foi apresentada no tratamento a 9%.A. H. EPAMIG: Boletim Técnico.De acordo com os resultados obtidos. São Paulo. E. 2008.D. Pouca variação na acidez foi verificada nos tratamentos com soda. A. a mesma pode ter causando uma queda no valor da acidez. P. 56p.O. GONÇALVES. FERNÁNDEZ-ESCOBAR. 2002. RALLO. OLIVEIRA.Prensa. 5ª ed. Essa maior acidez pode ter ocorrido porque as azeitonas ficaram submersas em água.F. também.88. R. Estatística básica. Normas Analíticas do Instituto Adolfo Lutz. El cultivo del olivo. Analisando a acidez dos tratamentos. Aspectos técnicos da cultura da oliveira. J. São Paulo: Saraiva. W. sal marinho e sal grosso. pode ter favorecido a proliferação de microrganismos responsáveis pela fermentação. 7% e 9% apresentaram maior acidez nas conservas de azeitonas maduras.).