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PROC. N.º TRT - 0001462-49.2011.5.06.

0281(RO)
Órgão Julgador
: 2ª Turma
Relatora
: Desembargadora Dione Nunes Furtado da Silva
Recorrente
: DAVID MARCOS DA SILVA
Recorrido
: COMPANHIA GERAL DE MELHORAMENTO
PERNAMBUCO E OUTRO(2)
Advogados
: Mônica Fabiana da Silva e Bruno Moury Fernandes
Procedência
: 1ª Vara do Trabalho de Barreiros - PE
EMENTA:

EM

DIFERENÇA SALARIAL. ÔNUS DA PROVA. Cabia
ao demandante a comprovação de que o salário
percebido não correspondia à real função por ele
desempenhada. Entrementes, a testemunha não
logrou comprovar as assertivas constantes da peça
inicial no que tange ao desempenho da função de
Mecânico, desde o início do contrato de trabalho,
uma vez que não soube informar, ao certo, em que
ano teria ocorrido a mudança de função.

Vistos etc.
Recurso ordinário interposto por DAVID MARCOS DA SILVA, de
decisão proferida pela 1ª Vara do Trabalho de Barreiros - PE, que julgou
procedentes, em parte, os pedidos formulados na reclamatória trabalhista
proposta contra COMPANHIA GERAL DE MELHORAMENTO EM
PERNAMBUCO e OUTRO (2), conforme fundamentação de fls. 183/194.
Em suas razões recursais (fls. 196/205), insurge-se o autor contra
a sentença de primeiro grau, aduzindo que faz jus as diferenças das horas
extras, comprovadas na fase de instrução processual. Assevera que o
ordenamento jurídico impõe uma limitação na duração da jornada, tendo em
vista o desgaste sofrido. Diz que nos turnos ininterruptos de revezamento, as
horas trabalhadas que ultrapassarem a 6ª (sexta) hora deve ser remunerada
como extra. Salienta que a reclamada não apresentou defesa sobre o assunto e,
mesmo assim, tal pleito foi julgado improcedente. Pontua que comprovou o
funcionamento da empresa de forma ininterrupta (24h). Destaca que o seu
pedido restringe-se à redução e reconhecimento do turno ininterrupto de
revezamento e conversão da jornada 12x36 para 6 (seis) diárias e as demais
como extras. Busca a reforma da sentença atinente ao desvio de função,
afirmando que embora tenha retificado a exordial sobre o tema, o magistrado
sentenciante deixou de reconhecer o pedido. Alega que desde o início do
contrato de trabalho sempre exerceu a mesma função, que foi corrigida, pela
empresa, anos depois. Destaca que a demandada não se defendeu sobre o
assunto. Sobreleva que comprovou o fato de ter desempenhado função diversa
daquela anotada na CTPS e que a remuneração era menor. Pretende ver

nos termos do disposto no art. levando em consideração os valores a receber a título de desvio de função. VOTO: Da preliminar de não conhecimento das contrarrazões da reclamada no que tange ao pedido de reconhecimento como produtora rural e pagamento diferenciado das alíquotas previdenciárias. Atuação de ofício. porquanto não se vislumbra interesse público no presente litígio (art. 13º salário. para impugnar o que foi matéria de recurso interposto pelo ex adverso.reformado o comando decisório quanto ao reconhecimento da rescisão indireta. pede o provimento do recurso. vindicando o reconhecimento e qualificação como produtora rural e. devendo incidir nos valores referentes ao salário. Realça que o recolhimento incorreto do FGTS consiste no descumprimento de cláusula contratual imprescindível à manutenção. Requer o pagamento da verba honorária. manejar o recurso próprio à obtenção da pretensa reforma do julgado. a ensejar a ruptura contratual. presta-se. obter a reforma do julgado. porque incabível. evidenciando a gravidade do descumprimento contratual por parte da reclamada. a. horas extras. à sobrevivência e à dignidade do trabalhador. Do não conhecimento do pedido referente à contribuição . 210/224. aviso prévio e outras garantias. férias e acréscimo. Roga. diante da rescisão indireta. Não o fazendo. 895. Contrarrazões apresentadas pelas demandadas. É o relatório. Cabia à demandada. e não para fazer requerimentos. através de contrarrazões. DSR. revela-se inviável o acolhimento do pleito. argumentando que na fase de impugnação aos documentos consignou que “foi induzido a assinar “ o pedido de demissão. Ao final. ou. Expõe que sobre todas as verbas que deixou de receber e receberá por força da condenação caberá o desconto da contribuição especial. A contrariedade ao apelo. o pagamento diferenciado das alíquotas previdenciárias. bem como o FGTS +40%. Enfatiza que faz jus ao reconhecimento da rescisão indireta e o pedido de multa de 40% do FGTS. tão somente. com fulcro na regra constante no art. Desnecessária remessa dos autos à Procuradoria Regional do Trabalho. Pretende a reclamada. 500.49 do Regimento Interno deste Sexto Regional). tendo em vista a sua natureza alimentar. pelo pagamento do aviso prévio além dos reflexos e integrações. do CPC. em sede de contrarrazões. da CLT. por conseguinte. como o próprio nome diz. ainda. às fls.

na decisão vergastada. pois. encontra-se vazada (fl. 514. sequer menciona sobre o que seria a “contribuição especial”.352/01”. o recorrente terá de consignar. também esclarecem: “Em atenção ao princípio da dialeticidade dos recursos. pelo Colendo TST. sobre as parcelas.Principio da Dialeticidade dos Recursos -. nítida violação ao que preconiza o artigo 514. portanto. assim. ART. I.previdenciária. Atuação de ofício Constata-se da peça recursal que. circunstância que impede a devolução da matéria ao órgão julgador de segundo grau. (Conversão da Orientação Jurisprudencial nº 90 da SDI-II . limitou-se o recorrente ao aduzir que “ caberá o desconto devido da contribuição especial“ (fl. ao processo do trabalho. A respeito do tema foi editada a Súmula 442. Fica autorizada a retenção da cota do empregado. II do CPC. diferente daquele consignado nos fundamentos da sentença primária e. caput.2005). pela ausência do requisito de admissibilidade inscrito no art.DJ 22. inciso II. à luz do artigo 769. que.Res. os Mestres em Direito Eduardo Arruda Alvim e Cristiano Zanin Martins. publicado no livro “Aspectos Polêmicos e Atuais dos Recursos”. 137/2005 . 205). Consolidado). calculadas mês a mês. APELO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO RECORRIDA. os motivos pelos . haja vista que é imprescindível o ataque aos fundamentos da decisão que se pretende reformar. da Lei nº 8. 514. in “Apontamentos sobre o sistema recursal vigente no direito processual civil brasileiro à luz da lei 10. nos termos em que fora proposta. na forma do artigo 28. Vê-se. e § 9º. no tocante à matéria previdenciária. coordenado por Nelson Nery Júnior e Tereza Arruda Alvim Wanbier. quando as razões do recorrente não impugnam os fundamentos da decisão recorrida. in verbis: “RECURSO. do Código de Processo Civil (aplicado. respeitado o limite do salário de contribuição (Súmula nº 368/TST)”. que o apelante deixa de explanar sobre como deveria ser realizado esse desconto.” Discorrendo sobre o assunto . sem traçar nenhuma linha de argumentação atacando os fundamentos adotados pelo Juízo a quo. NÃO CONHECIMENTO.08. Eis o teor da aludida súmula. sob pena de não se conhecer do recurso. 194): “A reclamada deverá comprovar o recolhimento das contribuições previdenciárias. Não se conhece de recurso ordinário para o TST. ainda. do CPC. II. Há. por ofensa ao princípio da dialeticidade.212/1991. subsidiariamente. em suas razões recursais.

todos do CPC.g. tendo em vista o desgaste sofrido. Não atende o princípio ora examinado. Diz que nos turnos ininterruptos de revezamento. a seis horas diárias (CF. 161-162) (grifei) Assim. pela nova Carta Política. também. MÉRITO Das diferenças de horas extras Pretende o autor a reforma da sentença a fim de serem deferidas diferenças de horas extras. Destaca que o seu pedido restringe-se à redução e reconhecimento do turno ininterrupto de revezamento e conversão da jornada 12x36 para 6 (seis) diárias e as demais como extras. 524. pois. II. O principio em tela. cuja jornada foi limitada. instalando o contraditório com a amplitude que lhe garante o Texto Constitucional. deflui. II e 541. art. por ofensa ao princípio da dialeticidade. Faz-se necessário destacar que o principio ora examinado exige correspondência entre os temas decididos (ou não decididos) pela decisão recorrida e as razões recursais. Vejamos.g. Salienta que a reclamada não apresentou defesa sobre o assunto e. ciente dos motivos pelos quais o recorrente se insurge contra a decisão recorrida”. XIV). Assevera que o ordenamento jurídico impõe uma limitação na duração da jornada. os arts. não conheço do recurso quanto ao pedido de contribuição previdenciária. mesmo assim.. além de encontrar guarida em diversos dispositivos legais. sobretudo aquelas ‘padronizadas’. dos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa.. alegando que faz jus às diferenças dessas horas. O trabalho. Pontua que comprovou o funcionamento da empresa de forma ininterrupta (24h). tal pleito foi julgado improcedente. os fundamentos do decisum vergastado não terão sido impugnados pela recorrente. 7º.quais a decisão impugnada deverá ser reformada ou cassada pelo órgão ad quem. Da mesma forma não atendem ao principio em questão as razões recursais genericamente aduzidas. em turnos ininterruptos de revezamento. 514. (pág. pois o recorrido somente poderá apresentar suas contra-razões recursais. nessa hipótese. comprovadas na fase de instrução processual. supõe . as horas trabalhadas que ultrapassarem a 6ª (sexta) hora deve ser remunerada como extra. o recurso de apelação interposto contra sentença que tenha extinto o feito sem julgamento de mérito que trate apenas do mérito da demanda. III. que não observam as peculiaridades do caso concreto. v. v.

Sobreleva que comprovou o fato de a empresa ter desempenhado função diversa daquela anotada na CTPS e que a remuneração era menor. Destaca que a demandada não se defendeu sobre o assunto. a mudança frequente de turnos de trabalho acarreta prejuízos à saúde física e mental do trabalhador.a mudança contínua de turnos de trabalho. não há como deferir a pretensão autoral. semanal. pela empresa. de diferenças dessas horas de sobrelabor. diante da ausência de comprovação. a modificar. em decorrência das alterações constantes em seus horários de repouso. Vejamos. em quase todos os contracheques e. na contestação. que foi corrigida. quando existe. lazer. assim como fundamentou o Juízo a quo. Assim. não prevalecem os argumentos quanto à ausência de defesa. com variações tãosomente em relação ao seu período de saída. considerando a jornada dos controles de horário e o não reconhecimento do turno ininterrupto de revezamento (horas extraordinárias acima da 6ª hora diária). etc. desajustando o seu relógio biológico. realizado em audiência (fl. os cartões de ponto. Ocorre que. No aditamento à inicial. alimentação. 22). demonstram que não havia essa mudança de turnos. o magistrado sentenciante deixou de reconhecer o pedido. Ora. pois. anos depois. ainda. ou apontamento por parte do demandante. Alega que desde o início do contrato de trabalho sempre exerceu a mesma função. Do desvio de função Busca o demandante a reforma da sentença atinente ao desvio de função. restando evidente que o reclamante não laborava em turno ininterrupto de revezamento. Ademais. para menos ou mais. considerados válidos diante da declaração testemunhal. asseverou o . havendo pagamento de horas extras a 50%. impugnação específica sobre o tema. de forma contínua. pois permaneceu no mesmo turno. a jornada reduzida de seis horas diárias visa a minimizar os desgastes sofridos pelo empregado com a alternância de turnos de trabalho. das 7 às 17h30/18. sendo a jornada do autor. na maioria do contrato de trabalho. que pode ser diária. Outrossim. quinzenal ou mensal. horas de domingos e feriados a 100% e adicional noturno. com mudanças apenas no seu horário final. Nada. afirmando que embora tenha retificado a exordial sobre o tema.

portanto. quando a reclamada corrigiu a função. apenas passando a exercer a função de Mecânico de Veículos em 1 de agosto de 2008. In casu. inciso <http://www. uma vez que não soube informar.br/legislacao/91735/códigoprocesso-civil-lei-5869-73>.jusbrasil. portanto. desde o início do contrato de trabalho. o desvio de função representa modificação.com. demonstram que essa alteração ocorreu em agosto de 2008. o que acabou por corroborar com a tese de defesa de que a mudança foi realizada em 2008 e não desde a admissão. Da rescisão indireta Persegue a reforma do comando decisório quanto ao reconhecimento da rescisão indireta. destinando-lhe atribuições em geral afetas a outra função existente na estrutura empresarial.autor que exercia a função de mecânico. desempenhava a função de Ajudante de Mecânico e que a alteração para Mecânico teria ocorrido em 2007 ou 2008.com. pelo empregador. 818 <http://www. também.com.br/legislacao/91735/código-processo-civil-lei-586973>.jusbrasil.br/legislacao/91896/consolidação-das-leis-do-trabalhodecreto-lei-5452-43> e art. 333 <http://www.br/legislacao/91896/consolidação-das-leis-do-trabalhodecreto-lei-5452-43> da CLT <http://www. argumentando que na fase de impugnação aos documentos consignou que “foi induzido a assinar “ o pedido de demissão. As provas documentais. afirmando. em 25/07/2005. alegou a reclamada que o acionante foi contratado para exercer a função de Auxiliar de Mecânico de Veículos. Digo mais. ao certo.jusbrasil. recebendo corretamente de acordo com a função desempenhada. Mantém-se. sem a correspondente paga.jusbrasil. a assertiva de que não houve impugnação específica por parte da empresa. o próprio depoente afirmou que quando iniciou seu labor na empresa.jusbrasil. cabia ao demandante a comprovação de que o salário percebido não correspondia à real função por ele desempenhada. das funções que originalmente foram conferidas ao empregado. mas era classificado como ajudante de mecânico. incólume a sentença primária.com. afastando.br/legislacao/91735/código-processo-civillei-5869-73>. Entrementes. em que ano teria ocorrido a mudança de função. a testemunha não logrou comprovar as assertivas constantes da peça inicial no que tange ao desempenho da função de Mecânico. . do CPC <http://www. ainda.com. Conceitualmente. que esse fato perdurou desde sua contratação até o dia 01/08/2008. a teor do art. Rechaçando o pedido inicial. como pretendia ver reconhecido o demandante.

Seria necessária a configuração de uma falta grave que inviabilizasse a continuação do vínculo de emprego para que fosse autorizada a rescisão indireta. Pois bem. A decisão reformou entendimento da Quinta Turma do TST. bem como o FGTS +40%.Realça que o recolhimento incorreto do FGTS consiste no descumprimento de cláusula contratual imprescindível à manutenção.situação em que o trabalhador pede a dispensa por falta grave do empregador. evidenciando a gravidade do descumprimento contratual por parte da reclamada. ao sonegar ao trabalhador a certeza de que poderá vir a precisar dos valores depositados para os fins autorizados em lei. embora tenha em outra oportunidade me posicionado de modo diferente. a ensejar a ruptura contratual. e tem direito a todas as verbas rescisórias. Roga. Em seu .planalto.2012. O entendimento da Turma foi o de que o recolhimento irregular do FGTS não seria motivo suficiente para autorizar a rescisão direta. in verbis: “SDI-1 admite rescisão indireta de contrato por não recolhimento de FGTS A Subseção 1 Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho decidiu. a gravidade do ato. deixando de adimplir o pagamento de salários diferidos. assim. a respeito de decisão proferida pela SDI-1. tendo em vista a sua natureza alimentar. passei a entender que a irregularidade no recolhimento do FGTS constitui motivo para a rescisão indireta do contrato de trabalho. por considerar que a não efetivação dos depósitos na conta do FGTS renova-se mês a mês (imediaticidade) e. sem o quê impossível se torna o seu reconhecimento. pelo pagamento do aviso prévio além dos reflexos e integrações. Nessa linha de entendimento. alínea "d". que indeferira os pedidos feitos por um ex-professor da Sociedade Educacional Tuiuti Ltda. que a ausência regular de recolhimento de FGTS constitui motivo para a rescisão indireta de contrato de trabalho .htm>. diante da rescisão indireta. a atualidade. à sobrevivência e à dignidade do trabalhador.gov. por maioria. É de curial sabença que para a configuração da justa causa resilitória (de ambas as partes) necessário a presença dos requisitos essenciais à sua efetivação.08. foi publicada notícia no site do C. em 06. da CLT <http://www. (SET). ocasiona prejuízo imediatos (gravidade e atualidade do ato). ainda. que a falta da empresa. TST.br/ccivil_03/Decreto-lei/Del5452compilado. a proporcionalidade e a relação causa-efeito. a relação de causa-efeito. quais sejam. com sede no Paraná (PR). Com efeito. a imediaticidade. demonstrando. prevista no artigo 483.

segundo o Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR). nos autos.09 <https://aplicacao5. No caso analisado. que não é o caso dos autos. somente é cabível nos termos da Lei 5.tst. vencido o ministro João Batista Brito Pereira.5. Enfatiza que faz jus ao reconhecimento da rescisão indireta e o pedido de multa de 40% do FGTS. ainda. Do FGTS Persegue a reforma no que tange ao FGTS. Diante do não provimento dos pleitos em epígrafe.2007. ou seja. à sobrevivência e à dignidade do trabalhador". a rescisão indireta. Dos honorários advocatícios A verba honorária. ministro Renato de Lacerda Paiva.br/consultaProcessual/consultaTstNumUnica. por consequência. . é "cláusula contratual imprescindível à manutenção. considerou evidente a gravidade do descumprimento contratual por parte da sociedade educacional. por ter natureza alimentar. configura falta grave. 13º salário. o recolhimento do FGTS foi insuficiente. horas extras. Não lhe assiste razão. autorizando. pelo descumprimento de obrigações contratuais. aviso prévio e outras garantias. Dessa forma. total ou parcialmente. porquanto o vindicante não veio a juízo assistido por advogado credenciado junto ao sindicato. Dessa forma. a seção deu provimento ao recurso de embargos para reconhecer a rescisão indireta do contrato de trabalho do professor. por parte da empresa. o professor argumentou que o não recolhimento do FGTS. integração do contrato de trabalho e reflexos legais e. multa de 40% do FGTS. férias e acréscimo.do>” Desse modo. a saber.584/70. Logo. restaram presentes. entendeu que o recolhimento do FGTS.jus. Nada a deferir. DSR. Renato Paiva chamou a atenção para o fato de que o reconhecimento da rescisão indireta supõe a ocorrência de "justa causa patronal" grave o suficiente para a ruptura do contrato de trabalho. não há que se falar no recolhimento do FGTS sobre as verbas mencionadas.recurso de embargos à SDI-1. recolhimento irregular dos depósitos fundiários. levando em consideração os valores a receber a título de desvio de função. deferindo a ele os pedidos rescisórios formulados na inicial. O relator dos embargos. devendo incidir nos valores referentes ao salário. na Justiça do Trabalho. (Dirceu Arcoverde/CF) Processo: RR-3389200-67. os requisitos necessários à caracterização da rescisão indireta. acolho o pedido de declaração da rescisão indireta e defiro os pedidos de pagamento do aviso prévio para todos os efeitos.

entretanto. ACORDAM os Componentes da Segunda Turma do Tribunal . não conheço das contrarrazões da reclamada no que tange ao pedido de reconhecimento como produtora rural e pagamento diferenciado das alíquotas previdenciárias. preliminarmente. ou seja. quando se mostrem compatíveis com os princípios do Direito Processual do Trabalho.584/70. ambas do C. declarar a rescisão indireta. reafirmam o entendimento de que mesmo após a promulgação da Carta Magna de 1988. a aplicação subsidiária das regras atinentes ao processo civil só ocorrerá nas hipóteses em que houver omissão.000. no mérito. por outro lado. verifica-se que o autor não está assistido por seu sindicato. Conclusão Ante o exposto.00 (cem reais).00 (cinco mil reais) e custas complementares. TST. As Súmulas nºs 219 e 329. condenando a reclamada a pagar ao autor aviso prévio para todos os efeitos. o que já afasta a incidência do artigo 20 do Código de Processo Civil. multa de 40% do FGTS. ainda assim. na Justiça do Trabalho os honorários de advogado não decorrem apenas da sucumbência. Ao acréscimo condenatório. arbitro o valor de R$ 5. integração do contrato de trabalho e reflexos legais e. por haver norma específica disciplinando a matéria. devendo a parte estar assistida por sindicato da categoria profissional e alegar miserabilidade. para fazer jus a esse direito. o que já afasta o direito ao pagamento de honorários advocatícios. ainda. não é demais salientar. de R$ 100.Assim. já se encontra sedimentado pelo C. embora tenha alçado a advocacia a uma das funções essenciais da Justiça. não conheço do pedido recursal quanto à contribuição. não se tratando de regra auto-aplicável. na hipótese em apreço. no importe. através da edição dos verbetes supra citados. sem prejuízo do próprio sustento ou da respectiva família. O artigo 133 da Constituição Federal. Com tais considerações. a teor do que dispõe o artigo 769 da CLT. no sentido de que não pode arcar com as despesas processuais. porque incabível. Na esfera trabalhista. cujo entendimento. por ofensa ao princípio da dialeticidade e. o que faz permanecer em vigor o jus postulandi e todas as regras previstas na Lei nº 5. e. a condenação em honorários advocatícios pressupõe assistência sindical e percepção de salário inferior ao dobro do mínimo legal ou declaração do estado de miserabilidade do empregado. o fez com respeito e observância dos "limites da lei". TST. dou provimento parcial ao apelo para reformando a sentença. Nada a reformar. portanto.

reformando a sentença. condenando a reclamada a pagar ao autor aviso prévio para todos os efeitos.00 (cinco mil reais) e custas complementares. dar provimento parcial ao apelo para.Regional do Trabalho da Sexta Região. multa de 40% do FGTS. não conhecer do pedido recursal quanto à contribuição. ainda. 10 de setembro de 2012. (firmado por assinatura eletrônica) DIONE NUNES FURTADO DA SILVA Desembargadora do Trabalho . arbitra-se o valor de R$ 5. ou seja. preliminarmente. integração do contrato de trabalho e reflexos legais e. Ao acréscimo condenatório. no mérito.00 (cem reais). porque incabível. por ofensa ao princípio da dialeticidade e. no importe. de R$ 100. declarar a rescisão indireta. Recife.000. não conhecer das contrarrazões da reclamada no que tange ao pedido de reconhecimento como produtora rural e pagamento diferenciado das alíquotas previdenciárias. por unanimidade.