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Política e Plano Municipal

de Saneamento Básico

Capacitação e Apoio
na Elaboração
de Planos Municipais
de Saneamento Básico

Equipe Editorial
Produção
Associação Nacional dos Serviços Municipais
de Saneamento - Assemae

Revisão de conteúdo
Dirceu Scaratti
Glenda Barbosa de Melo

Coordenação geral
Francisco dos Santos Lopes

Coordenação de Assistência Técnica à Gestão
em Saneamento (Coats/FUNASA)
Gelmara Grundemann Paggi

Supervisor de edição
Vivaldo Stephan Junior
Elaboração dos originais
Heliana Kátia Tavares Campos (Autora e
Organizadora)
João Batista Peixoto
Luiz Roberto Santos Moraes
Coordenação do curso de Política e Plano
Municipal de Saneamento Básico
Gelmara Grundemann Paggi

Impressão
Bigráfica Editora
Projeto gráfico e diagramação
Mayor Comunicação & Marketing
Tiragem
1000 exemplares

A presente reimpressão da “Política e Plano Municipal de Saneamento Básico” foi feita para
atender as necessidades do Termo de Cooperação nº16/2012, celebrados entre o Conselho
Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-Minas) e a Fundação Nacional de
Saúde (Funasa). O convênio tem como objeto a capacitação de gestores e técnicos de municípios
com menos de 50.000 habitantes, bem como o apoio na elaboração de Planos Municipais de
Saneamento Básico, em consonância com a Lei Federal n.º 11.445/2007, e Decreto Federal
n.º7.217/2010.

POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO .

compostos por engenheiros. Agradecemos à Funasa a cessão do material elaborado pela Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (Assemae). Para maximizar a utilização dos recursos disponíveis e poder atender um maior número de cidades. partilhando a tecnologia e o conhecimento já consolidado com técnicos que estão no interior de Minas Gerais e contribuindo para uma vida mais digna a toda sociedade. A iniciativa surgiu a partir de constatar a realidade vivida pelos gestores municipais. ministrando oficinas e acompanhando de perto a confecção dos planos de saneamento básico. A partir dessa data. Civil Jobson Andrade Presidente do Crea-Minas .445/2007.Apresentação Como forma de auxiliar os municípios na elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico. o Crea está cumprindo o seu papel. Que o trabalho realizado a partir da leitura deste material seja próspero e de sucesso! Eng. o Crea-Minas firmou um importante convênio junto à Fundação Nacional de Saúde (Funasa) com o propósito de promover cursos de capacitação e apoio técnico aos gestores e técnicos municipais envolvidos no processo. que vão percorrer todo o Estado. os consórcios intermunicipais e as associações de municípios poderão participar. que possuem estruturas deficitárias e não dispõem de equipe técnica adequada. O projeto conta com grupos de consultores. O prazo para elaboração do documento vence no dia 31 de dezembro deste ano. que estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico e determina o município como responsável pela elaboração. Estamos disponibilizando as sedes regionais do Conselho em todas as regiões do Estado como base para as equipes de campo. administradores e cientistas sociais. O convênio prevê o atendimento a 100 cidades mineiras de até 50 mil habitantes. Com isso. as prefeituras que não tiverem elaborado seus planos não poderão acessar repasses federais para a realização de obras nessa área. O plano é uma exigência da Lei Federal 11. que não possuem estrutura técnica de saneamento e de serviços. Esta publicação tem o propósito de orientá-los e prepará-los para a efetiva elaboração dos Planos Municipais.

é uma das instituições do Governo Federal responsável em promover a inclusão social por meio de ações de saneamento para prevenção e controle de doenças. A Funasa reforça. As ações de inclusão social. órgão executivo do Ministério da Saúde. seu compromisso de investir nos municípios com ações voltadas para a promoção da saúde pública. prioritariamente para os municípios com população total de até 50 mil habitantes e consórcios públicos de saneamento básico constituídos e/ou em processo de constituição. remanescentes de quilombos e reservas extrativistas. Redução de Perdas em Sistema de Saneamento. Na área de Engenharia de Saúde Pública. bem como por formular e implementar ações de promoção e proteção à saúde. municípios e instituições públicas prestadoras de serviços de saneamento ambiental. bem como em áreas urbanas e rurais. assim. são realizadas com a prevenção e controle de doenças e agravos ocasionados pela falta ou inadequação nas condições de saneamento básico em áreas de interesse especial. Este programa está direcionado para as unidades federadas. Estruturação e Implementação de Consórcios Públicos de Saneamento e Gestão Econômico-financeira no setor de Saneamento. mediante fortalecimento dos quadros municipais. as ações de capacitação têm ganhado destaque entre as atividades desenvolvidas por esta Fundação. Parte desses objetivos é alcançado por intermédio de ações de natureza técnica. realizadas no âmbito do Programa de Cooperação Técnica. a parceria entre Funasa e Assemae abre novas possibilidades para que milhares de técnicos e gestores públicos participem de capacitações de Política e Plano Municipal de Saneamento Básico. ambientais e sociais. objetivando o controle e a redução da mortalidade infantil.Apresentação A Fundação Nacional de Saúde . a redução da incidência de doenças de veiculação hídrica e a melhoria da qualidade de vida da população.Funasa. a Funasa detém a mais antiga e contínua experiência em ações de saneamento no país e atua com base em indicadores sanitários. Como forma de promover o desenvolvimento institucional dos prestadores públicos de serviços de saneamento. epidemiológicos. Elemento fundamental neste processo. por meio de políticas de saneamento para prevenção e controle de doenças que permitem mudar a realidade de milhares de brasileiros. por meio da saúde. Gilson de Carvalho Queiroz Filho Presidente da Funasa . como assentamentos. oferecendo-lhes melhores condições para uma vida digna.

.........................................................................106 E – Decreto nº 7..........16 4.......Sumário 1....... Manejo de Resíduos Sólidos e Drenagem Urbana ........19 6...................................34 13................Mobilização da população e de controle social ................ Projetos e Ações para alcance do cenário de referência ...........................................16 4........................................................................................................................ Experiências de Planos Municipais de Saneamento Básico ............ Princípios e elementos para a elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico ..................Elementos para a realização do PMSB .......2 ................29 10............................................. Prospectiva e Planejamento Estratégico para o setor de saneamento no município ..........................................................1 – A formação dos grupos de trabalho ........................................................................ Formação dos Grupos de Trabalho – Comitê de Coordenação e Comitê Executivo .............................................................................217.......................................................14 4.....................................................................................................................................41 Anexos: A – Minuta de anteprojeto de Lei Municipal de Saneamento .............................. Esgotamento Sanitário.....................................................1 ................................. de 21 de junho de 2010........................................... Sistema de Informações para auxílio á tomada de decisão .....37 14......................................................... Regulação dos serviços de saneamento ........ Processo de comunicação permanente ........ Política e Plano Municipal de Saneamento Básico ................................................. Diagnóstico técnico-participativo dos quatro componentes do saneamento: Abastecimento de Água..31 12.................................................................................................................................3 ...... Plano de Mobilização Social ............................Princípios para a elaboração do PMSB ..............2 – Assessoria técnica na realização do PMSB ....................27 8............................................................................ Programas....................................12 3........................30 11.................................................................................................9 2...............................121 ........73 D – Lei Nº 11................................................................................................................................................................................................... Indicadores de desempenho do Plano Municipal de Saneamento Básico ..................................................17 5................................................................................13 3........................................................................ Bibliogra a de referência em mídia eletrônica ............................................................... de 5 de janeiro de 2007 ...................................................11 3....................................445................................................................... Plano de Execução ...10 3...........28 9.............24 7........................................................... Introdução .........................................................71 C – Termo de referência para elaboração de planos municipais de saneamento básico ...........................39 15........................................................................11 3......................................................Termo de Referência para a contratação do PMSB e procedimentos relativos a convênio a ser armado com a Funasa .............4 ..........43 B – Endereços eletrônicos de interesse ..........................................................

alcançar a efetividade na prestação participarem de um processo de capacitação dos serviços públicos de saneamento básico permanente neste e em outros cursos/o cinas. profissionais representar maior e ciência. a participação efetiva e dinâmica durante todo o desenvolvimento da o cina. municipais de saneamento básico. Todo o processo de discussão da problemática envolvida na prestação dos serviços públicos de saneamento básico. que pode ser obtida também nas leituras em publicações Para se contratar serviços e acessar de trabalhos técnicos. conforme estabelecido nas diretrizes nacionais e Política Federal de Saneamento Básico – Lei no 11.01 Introdução A superação das desigualdades sociais no acesso aos serviços públicos de saneamento básico é questão fundamental para alavancar a área e cumprir seu objetivo de universalização no atendimento à população. maior e cácia e. A capacitação dos gestores e técnicos municipais pode ser considerada uma tarefa primordial para se alcançar este objetivo.445/2007. Básico. a elaboração dos projetos e o acompanhamento de sua implantação deve se dar com a participação da sociedade representada pelos seus mais diversos segmentos. trocas de informações e cina em mídia eletrônica. os municípios participação em evento específico e artigos em precisam demonstrar que conhecem os diversas mídias da área de saneamento básico. recursos públicos federais. tem como objetivo de propiciar um ampla referência bibliográfica fornecida nesta o espaço de debates. de estudos acadêmicos. autônomos) possam ser estimulados a sobretudo. é tarefa a ser buscada na realização desta o cina que propõe a formulação de soluções É. problemas locais. Esta apostila é material básico para a oficina de Elaboração de Plano Municipal de Saneamento A parceria entre a Assemae e a Funasa. fundamental a capacitação sustentáveis. nanceiro e social. portanto. de conhecimentos por meio das o cinas para a elaboração de Plano Municipal de Saneamento Espera-se com a leitura deste material e com Básico. adequadas a cada realidade e permanente do conhecimento de cada que cumpram com as diretrizes e princípios da profissional envolvido com os serviços Política Federal de Saneamento Básico. que os alunos Encontrar soluções que possam (gestores e técnicos municipais. realizado por meio de uma parceria entre por meio do Convênio de Política e Plano a Assemae e a Funasa e será acompanhada de Municipal. precisam também estudar e apresentar as soluções mais adequadas do ponto de vista técnico. POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 8 . A importância em se trabalhar de forma compartilhada entre vários municípios foi também reconhecida pelo governo federal que prioriza para o acesso aos recursos não onerosos os municípios consorciados e que elaborarem seus planos de saneamento básico e a prestação dos serviços por meio de consórcios públicos.

Os administradores e gestores públicos são. 9º que o titular dos serviços formulará a respectiva Política Municipal de Saneamento Básico e o Plano Municipal de Saneamento Básico PMSB. nos casos e condições previstos em lei e nos documentos contratuais. serão propostos instrumentos que possam vir a facilitar ao município a formulação da Política e a elaboração do referido Plano que são os instrumentos considerados centrais na gestão e prestação dos serviços públicos de saneamento básico. fiscalização e procedimentos de sua atuação.445/2007) instituiu em seu Art. como também na elaboração do Plano desde a concepção dos mesmos. A Lei Federal de Saneamento Básico define a obrigatoriedade da participação da população e o controle social em todo o processo de formulação da Política. os responsáveis pela formulação da Política Pública e pelo desenvolvimento do Plano Municipal de Saneamento Básico. 9 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO . estabelecer sistema de informações sobre os serviços. Nesse sentido. Deverá ainda prestar ou delegar os serviços. xar os direitos e os deveres dos usuários. por meio da leitura e estudo da pertinência ou não de cada artigo. Visando facilitar a atualização sobre os conteúdos do tema Saneamento Básico. Ademais os gestores municipais deverão veri car a possibilidade de inclusão de outros não contemplados neste anteprojeto de Lei. de nir o responsável pela regulação. O modelo jurídico institucional com a de nição clara e objetiva dos direitos e deveres dos cidadãos é função da Política.02 Política e Plano Municipal de Saneamento Básico A Lei Federal de Saneamento Básico (Lei nº 11. adotar parâmetros para o atendimento essencial à saúde pública. dentro de suas prerrogativas constitucionais. as metas e as condições de prestação dos serviços visando a sua universalização. apresenta-se no Anexo B uma relação de endereços eletrônicos relativos ao assunto. enquanto o Plano estabelece os objetivos. por indicação da entidade reguladora. no Anexo A. O objetivo da apresentação desta minuta é facilitar a discussão no nível local. estabelecer mecanismos de controle social. articulado com o Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico e intervir e retomar a operação dos serviços delegados. A partir do capítulo 3 serão apresentados elementos necessários para a elaboração do Plano Municipal de Saneamento e. apresenta-se uma minuta de anteprojeto de Lei Municipal de Saneamento Básico elaborada e gentilmente cedida pelo economista João Batista Peixoto. as diretrizes.

O quadro 1 extraído da publicação da Rede Nacional de Capacitação e Extensão Tecnológica em Saneamento Ambiental – ReCESA. em prazo não superior a quatro anos. apresenta os princípios das ações. proteção do meio ambiente. As ações e os serviços públicos de saneamento básico devem ser promovidos de forma integral. o acesso aos serviços de saneamento básico deve ser garantido a todos os cidadãos mediante tecnologias apropriadas à realidade so-cioeconômica. Quadro 1 – Princípios de uma Política de Saneamento Princípio Universalidade As ações e serviços públicos de saneamento básico. considera-se que todos os cidadãos têm direitos iguais no acesso a serviços públicos de saneamento básico de boa qualidade. • Promoção da saúde pública. esgotamento sanitário. segurança. qualidade e regularidade de uma Política de Saneamento Básico. o manejo de águas pluviais. • Gestão com transparência baseada em sistemas de informações.Lei Federal de Saneamento Básico de ne como funções essenciais da gestão dos serviços públicos de saneamento básico o planejamento. fundamentalmente. principalmente. são também essenciais à vida. independentemente de etnia. as metas. ou seja. cultural e ambiental. considerando à capacidade de pagamento dos usuários. de saúde pública e de proteção ambiental. processos decisórios institucionalizados e controle social. em face da grande inter-relação entre os seus diversos componentes. proteção ambiental e interesse social. e elaborado pelo Núcleo Regional • Universalização do acesso com integralidade Nordeste – NURENE. • Promoção da eficiência e sustentabilidade econômica. contemplando os modelos de gestão. situação socioeconômica. a regulação. às • Uso de soluções graduais e progressivas e integração com a gestão e ciente de recursos hídricos. • Adoção de tecnologias apropriadas peculiaridades locais e regionais. Muitas vezes. credo. • Articulação com as políticas de desenvolvimento urbano.Princípios para a elaboração do PMSB A Lei nº 11. O PMSB é o documento básico do planejamento. Assim. saúde. Igualdade A igualdade diz respeito a direitos iguais. o manejo de resíduos sólidos e o controle ambiental de vetores e reservatórios de doenças. um direito social básico e dever do Estado. segurança da vida e do patrimônio. drenagem e manejo de águas pluviais urbanas e limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos 3. anteriormente à elaboração do Plano Plurianual Municipal.445/2007 . o Integralidade das abastecimento de água. o esgotamento sanitário. os projetos e as respectivas tecnologias. a prestação e a scalização dos serviços e o controle social.1 . São eles: na prestação dos serviços. além de serem. POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 10 . ações tência dos outros componentes. as estimativas dos custos dos serviços e deverá ser elaborado considerando os princípios previstos na Lei.03 Príncipios e Elementos para a Elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico O Plano Municipal de Saneamento Básico – PMSB deve ser elaborado obrigatoriamente pelo titular dos serviços municipais de saneamento básico e é instrumento fundamental para que os gestores públicos possam contratar ou conceder os serviços de abastecimento de água. O plano de saneamento básico será revisto periodicamente.

promovidas de forma fragmentada no âmbito da estrutura governamental. Gestão pública Os serviços públicos de saneamento básico são. no âmbito de seu território.2– Termo de Referência para a contratação do PMSB e procedimentos relativos a convênio a ser firmado com a Funasa Para efeito de de nição dos procedimentos relativos aos convênios de cooperação técnica e nanceira da Fundação Nacional de Saúde – Funasa foi elaborado uma minuta de Termo de Referência – TR para a elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico (Funasa. apresenta os procedimentos relativos ao convênio de cooperação técnica e financeira para a referida ação para todo município brasileiro. a gestão dos serviços deve ser de responsabilidade do Poder Público. 11 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO . públicos. e busca cumprir a universalização dos serviços aliada à sustentabilidade das ações. associado com outros municípios ou não. Sendo um direito social e uma medida de saúde pública. Esses serviços com o Art. Essa participação pode ocorrer com o uso de diversos instrumentos. no planejamento das ações. A conjugação de esforços dos diversos organismos que atuam nessas áreas oferece um grande potencial para a melhoria da qualidade de vida da população. presente no TR elaborado pela direcionado à criação de mecanismos de gestão Funasa. Tal prática Articulação ou integração institucional A articulação e integração institucional representam importantes mecanismos de uma política pública de saneamento básico. A área de saneamento básico tem interface com as de saúde. Uma política de saneamento básico deve partir do pressuposto de que o Município tem autonomia e competência para organizar. ilustra os direcionamentos obrigatórios pública da infraestrutura relacionada aos quatro para a elaboração do Plano.4º são indispensáveis para a elevação da qualidade de vida das populações urbanas e rurais. qualquer que seja a natureza dos prestadores. como conferências e conselhos. podendo fazê-lo diretamente ou sob regime de concessão ou permissão. em face da sua capacidade de promover a saúde pública e o controle ambiental. habitação. tendo como objetivo maior promover serviços de saneamento básico justo do ponto de vista social. no acompanhamento da sua execução e na sua avaliação constitui-se um ponto fundamental para democratizar o processo de decisão e implementação das ações de saneamento básico. controlar e promover a realização dos serviços de saneamento básico de natureza local. As ações dos diferentes componentes e instituições da área de saneamento básico são. Contribuem também para o desenvolvimento social e econômico. A gestão municipal deve se basear no exercício pleno da titularidade e da competência municipal na implementação de instâncias e instrumentos de participação e controle social sobre a prestação dos serviços em âmbito local. desenvolvimento urbano e rural. A figura 1. o Município é o titular do serviço. por sua natureza. uma vez que permitem compatibilizar e racionalizar a exeuma política. O TR tem como balizador a participação efetiva da população por meio de seus canais de representação. 3. respeitando as condições gerais estabelecidas na legislação nacional sobre o assunto. meio ambiente e recursos hídricos. O TR ademais de fornecer os instrumentos com os requisitos mínimos para a contratação do PMSB. 2012). O documento apresenta ainda os principais direcionamentos para a elaboração do O Termo de Referência foi desenvolvido de PMSB dentro de todo o arcabouço legal. regular. essenciais e vitais para a vida humana. tal forma a oferecer recomendações e diretrizes para o Município de até 50 mil habitantes. prestados sob regime de monopólio.Participação e controle social amento básico. dentre outras. geralmente. componentes do saneamento básico. Titularidade Municipal Uma vez que os serviços públicos de saneamento básico são de interesse local e o poder local tem a competência para organizá-los e prestá-los.

Os planos deverão conter pelo menos um diagnóstico. e ao Decreto nº 6.3. condições ambientais. do Conselho Nacional das Cidades que estabelece orientações relativas à Política de Saneamento Básico. legal e jurídica. levando-se em conta as especi cidades locais. o desempenho e a capacidade na prestação dos serviços nas suas dimensões: administrativa. gênero e étnico-raciais. • A caracterização da oferta e do déficit indicando as condições de acesso e a qualidade da prestação • Contribuir com o desenvolvimento sustentável. de renda.4º de ne os conteúdos mínimos para a elaboração dos Planos de Saneamento Básico. à Portaria Interministerial nº 127. impacto nas condições de vida da população. limpeza urbana e que o PMSB deverá: manejo de resíduos sólidos. de cada um dos serviços considerando o perfil populacional. com ênfase nas desigualdades • Assegurar a correta aplicação dos recursos sociais e territoriais em especial nos aspectos financeiros. • A estimativa da demanda e das necessidades de investimentos para a universalização do acesso a cada um dos serviços públicos de saneamento básico nas diferentes divisões do município ou região. programas. projeções e análise do desenvolvimento da área de saneamento básico. adensadas e dispersas Revisão a cada 4 anos A Resolução Recomendada n° 75. a saber: abastecimento de Ademais. de 15 de janeiro de 1997. de 29 de maio de 2008. O diagnóstico integrado da situação local deverá abranger os quatro componentes do Fonte: Funasa/2012 saneamento básico.3 – Elementos para a realização do PMSB Participação social efetiva em todas as fases Planejamento integrado dos 4 eixos do setor de saneamento Compatível e integrada com todas as políticas e planos do município Planejamento para 20 anos Toda a área do município: localidades urbanas e rurais. o referido TR (Anexo C). em seu Art. tecnológica. O diagnóstico deve • Promover a organização. ações de emergência e contingência e mecanismos e procedimentos para a avaliação sistemática da e ciência e e cácia das ações programadas. orienta água. O documento apresenta ainda em seu capítulo II os procedimentos a serem adotados pelos municípios para se rmar convênios de cooperação técnica e nanceira com a Funasa. Figura 1 – Orientações para a elaboração do PMSB • Utilizar indicadores de saneamento básico na • As condições de salubridade ambiental. Deverá abordar necessariamente: • Promover o aperfeiçoamento institucional e tecnológico. o planejamento e o conter dados atualizados. esgotamento sanitário. • As condições. econômico-financeira. elaboração e acompanhamento da implantação considerando o quadro epidemiológico e do PMSB. objetivos e metas de curto. A celebração do convênio deve atender a Instrução Normativa STN Nº 1. operacional. de 25 de julho de 2007 e suas alterações (Anexo C). político-institucional.170. médio e longo prazo. POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 12 . projetos e ações necessárias para atingir os objetivos e metas. drenagem e manejo de águas pluviais urbanas. de 02 de julho de 2008.

de planejamento e de pagamento dos usuários e a gestão participativa avaliação relacionados aos serviços públicos dos serviços. à proteção do meio ambiente e à redução das desigualdades sociais. 13 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO . como estratégia de ação permanente para o fortalecimento da participação e controle • Soluções sanitárias e ambientais apropriadas social. • A definição de parâmetros para a adoção de taxa e tarifa social. considerando a capacidade de formulação de políticas. em particular dos recursos hídricos. e para assegurar a Todo esse desenvolvimento deverá ser sustentabilidade da prestação dos serviços feito com a participação da população e o controle deverão contemplar: social tal como de nido na Lei nº 11. valorizando mecanismos e procedimentos que garantem a e ciência. com integralidade. inclusive mediante a utilização de soluções • O acesso à água potável e à água em condições compatíveis com suas características sociais e adequadas para outros usos. respeitados as peculiaridades locais tecnologicamente para a limpeza urbana e o e.3). parte inicial do processo urbanização e regularização fundiária dos de planejamento. • A melhoria contínua do gerenciamento. assegurando-se os recursos e condições manejo dos resíduos sólidos. 3. representações ambiental das ações. em seu inciso IV. 2007. qualidade e prestados de forma adequada à saúde pública. No estabelecimento de mecanismos de gestão apropriados. • A prevenção de situações de risco. da prestação e da sustentabilidade dos serviços. de saneamento básico (BRASIL. programas. a sustentabilidade socioeconômica e à sociedade informações. • A visão integrada e a articulação dos quatro componentes dos serviços públicos de saneamento básico nos seus aspectos técnico. emergência ou desastre. culturais. de habitação. médio e longo prazo para a universalização do acesso aos serviços públicos de saneamento básico no território. quando implantado no município. legal e econômico. o plano deverá contemplar: assentamentos precários. art. Portanto. população desde a fase de elaboração do meio ambiente e de educação ambiental. técnicos e operacionais. • A disponibilidade de serviços de drenagem e • A articulação com o Plano de Segurança da manejo de águas pluviais urbanas adequados Água. do meio ambiente e do patrimônio. o processo de mobilização social deverá ser o primeiro passo a ser dado quando da elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico. para o cumprimento dos objetivos e metas. institucional. a utilização de tecnologias técnicas e participações nos processos de apropriadas. de diagnóstico integrado. Na definição de objetivos e metas municipais ou regionais de curto.4 – Mobilização da população e controle social projetos e ações. • O atendimento da população rural dispersa. • A interface cooperação e a integração isto porque deverá haver participação da com os programas de saúde. bem como as de melhorias habitacionais e de instalações hidráulico-sanitárias prediais. para que haja o controle social. • A integração com a gestão eficiente dos recursos naturais. 3º como se segue: • O desenvolvimento institucional para a prestação dos serviços de qualidade.445/2007. à segurança da vida. nos aspectos Controle social: conjunto de gerenciais. p. • Soluções sanitárias e ambientais apropriadas • A educação ambiental e mobilização social tecnologicamente para o esgotamento sanitário. necessários para sua viabilização. bem como.

POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 14 . O controle social é. discuta um plano para a universalização dos serviços públicos de saneamento básico e de na as prioridades em função das demandas existentes para suprir o dé cit dos serviços. portanto fundamental que a população conheça e reconheça esta realidade. elemento estratégico na elaboração do PMSB e uma das mais transparentes formas de se praticar a democracia e exercitar a igualdade de direitos na defesa do interesse público. portanto. É. A desigualdade social existente no seio a sociedade brasileira re ete na desigualdade na prestação dos serviços públicos de saneamento básico.

comprometimento com os pactos estabelecidos. de procedimentos e normas para que que clara e objetiva a forma que ela deverá ocorrer. e discutindo de forma democrática processos. e de que se estabeleça um processo efetivamente oportunizar um sentimento de pertencimento democrático de discussão. Os diversos participantes É.1 – A formação dos grupos de trabalho exibilidade e abertura de diálogo e. para que seja assegurado resultados equilibrados. como: educação. portanto. Nos casos onde não existam canais permanentes de participação devem ser criadas Representa também di culdades comuns oportunidades de diálogo e de troca de saberes no processo democrático de debate de ideias. Durante O GT formado pelos titulares dos órgãos a realização dos eventos devem ser criados será o Comitê Coordenador. as oportunidade política. coletivo na elaboração de estudos e projetos de interesse público. descentralização do poder. enquanto que o instrumentos que garantam o exercício pleno de formado pelos seus suplentes será o Comitê cidadania ativa e crítica. de integração dos diversos alternativas e as formas de participação para segmentos representativos da sociedade. saúde. sugestões e priorização de ações. o por meio da realização de eventos públicos que justifica a necessidade do estabelecimento que podem ser o cinas de trabalho. e a se comunicar com a clareza necessária à obtenção dos melhores resultados. tecnologias e critérios de priorização de implantação das atividades podem favorecer a necessidade de participação. conhecimentos e interesses diversos requer muita habilidade na condução do processo para a troca e aproveitamento de ideias. e orçamento municipal. A discussão de tema tão relevante. crítico e independente. devem-se criar instrumentos que permitam a distribuição de funções. inclusive em outros temas. promovendo a educação sanitária e ambiental. Executivo. audiências das regras claras e objetivas para se garantir públicas e seminários. mobilidade urbana. A criação coletiva que reúne pessoas com experiências. sobretudo. Ambos deverão ter suas agendas 15 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO . o primeiro pelos titulares e o segundo pelos suplentes dos órgãos responsáveis diretos e Deverá haver a divulgação ampla das indiretos pela prestação dos serviços públicos questões que serão tratadas e da importância de saneamento básico. métodos. informando e levantando dados atualizados para melhor conhecer e compreender a realidade. da participação de todos por meio de um processo ativo. representativas dos diversos dois Grupos de Trabalho – GT assim compostos: segmentos sociais. o pleno conhecimento do que se pretende discutir e estimulada a participação do maior número Sugere-se inicialmente a formação de de pessoas. Visando a realização de um processo que possa garantir a participação individual e coletiva. A participação de um grande número de pessoas em um processo construtivo requer uma atenção no saber ouvir e falar. A participação representa transparência no processo.04 Formação dos Grupos de Trabalho – Comitê de Coordenação e Comitê Executivo e Estudo da Necessidade de Assessoria Técnica O processo de elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico oferece uma grande oportunidade para se implantar no município um modelo de mobilização da população em torno das questões de interesse público. 4. entre outros. um momento de grande devem ter conhecimento sobre o tema.

bem definidas em cronograma previamente aprovação ou desaprovação (Funasa, 2012,
determinado pelos dois comitês.
p.14).

Os componentes do Comitê Executivo
devem se manifestar representando seus órgãos
de origem com poder decisório e possibilidade
de contato direto com o titular do órgão em
caso de dúvidas. Estes dois comitês terão a
responsabilidade de mobilização da sociedade
em seus diversos segmentos e conduzir o
processo do ponto de vista político, técnico e
operacional.

No Termo de Referência para a
contratação do PMSB elaborado pela Funasa
(Anexo C) sugere-se para os municípios com
até 50 mil habitantes a formação dos grupos de
trabalho com a participação de outros órgãos
além dos municipais.

O Comitê de Coordenação será a
instância consultiva e deliberativa, formalmente
institucionalizada, responsável pela condução
da elaboração do PMSB para discutir, avaliar
e aprovar o trabalho produzido pelo Comitê
Executivo, promovendo a integração das ações
de saneamento básico, inclusive do ponto
de vista de viabilidade técnica, operacional,
financeira e ambiental.

Este comitê deverá ser formado por
representantes (autoridades ou técnicos) das
instituições do poder público municipal, estadual
e federal relacionadas com o saneamento
básico (prestadores de serviços de saneamento,
secretarias de saúde, obras, infraestrutura
e outras), bem como por representantes de
organizações da sociedade civil (entidades
pro fissionais, empresariais, movimentos
sociais, ONGs e outros). Recomenda-se ainda
a inclusão de representantes dos conselhos
municipais, Câmara de Vereadores, Ministério
Público e outros. O Núcleo Intersetorial de
Cooperação Técnica – NICT da Funasa terá
representação assegurada no Comitê de
Coordenação, devendo ser considerado no
ato público do Poder Executivo (decreto ou
portaria, por exemplo) de criação deste Comitê.
As atribuições do representante do NICT nas
reuniões do Comitê de Coordenação serão
restritas ao acompanhamento em caráter
orientativo, não estando apto a votos de

Para a operacionalização técnica da
execução do Plano, o documento sugere a
implantação do Comitê Executivo para executar
todas as atividades previstas no TR submetendoos à avaliação do comitê de coordenação e
observar os prazos previstos na sua execução.

Este comitê deve ser formado por equipe
multidisciplinar e incluir técnicos dos órgãos e
entidades municipais da área de saneamento
básico, das Secretarias de Serviços Públicos,
Obras e Urbanismo, de Saúde, de Planejamento,
Desenvolvimento Econômico, Meio Ambiente e
de Educação da Prefeitura Municipal. Ele será
formado, em regra, pelos pro ssionais constantes
no Anexo II, que poderão ser contratados
caso a administração municipal não disponha
de técnicos quali cados em todas as áreas
disciplinares e/ou em número su ciente para
compor o Comitê. Esses pro ssionais também
poderão ser disponibilizados, com a nalidade de
compor o comitê, por órgãos da administração
direta e indireta de outros entes da federação.
Também é desejável a participação ou o
acompanhamento do comitê por representantes
dos Conselhos, dos prestadores de serviços e
das organizações da Sociedade Civil (Funasa,
2012, p.15).

Sugere ainda a Funasa que, caso
necessário, ao Comitê Executivo poderão
ser incorporados profissionais especialistas
ou mesmo consultores contratados, devendo
sua coordenação permanecer com servidor
da Prefeitura. Recomenda ainda que haja a
participação na elaboração dos estudos de
pelo menos um engenheiro ambiental, civil
ou sanitarista na coordenação do Plano, pro
ssional na área de ciências sociais e humanas,
estagiários (as) de engenharia ambiental, civil ou
sanitária, de sociologia, pedagogia ou ciências
humanas, de informática e secretário(a).
4.2. Assessoria técnica para a elaboração do
PMSB

Grande parte dos municípios brasileiros
não possui em seus quadros permanentes
profissionais com conhecimento e disponibilidade
POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO BÁSICO

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de tempo suficiente para a elaboração dos
estudos e projetos necessários à realização do
PMSB.


A formulação do PMSB é de
responsabilidade dos gestores municipais, que
poderão contratar para a realização dos estudos e
projetos que o compõem consultorias individuais
ou de empresa especializada que conte em
seus quadros com pro ssionais com formação
nas diferentes áreas do conhecimento inerentes
ao saneamento básico. Considerando ainda
a diversidade de temas dos componentes do
saneamento básico, pode o município contratar
uma ou mais empresas com experiências em
suas diversas áreas para abranger toda a gama
de conhecimentos necessária.

• Elaboração do(s) Termo(s) de Referência,
contendo todo o escopo dos estudos a serem
contratados.
• Estudo da possibilidade ou não de
consorciamento entre empresas, em especial
em função da diversidade de conteúdos de cada
um dos componentes do saneamento básico.
• Definição da qualificação dos profi ssionais
que estarão envolvidos nos estudos pela(s)
empresa(s) a ser(em) contratadas, levandose em conta a formação profissional, o tempo
de experiência na área, estudos e projetos
correlatos elaborados anteriormente.

• Ponderação no edital entre os percentuais da
proposta técnica e de preço, buscando valoração
maior para a proposta técnica e quali cação da

No entanto, para a contratação de estudos equipe de pro ssionais a serem envolvidos nos
por meio de consultoria(s) deve se ter em mente estudos.
que o processo é trabalhoso, demanda profundo
conhecimento técnico, institucional, jurídico • Cronograma das atividades a partir da assinatura
e obrigatoriamente passa pelos seguintes do contrato, contando o tempo real necessário
procedimentos:
para o desenvolvimento dos estudos técnicos
e da mobilização e participação da sociedade
• Elaboração do escopo dos estudos necessários nas diversas etapas do processo. Somente de
para os diversos componentes do saneamento posse destes instrumentos será possível abrir o
básico.
processo de contratação da empresa, rmar o
contrato, acompanhar o trabalho da consultoria,
• Definição dos tipos de estudos que serão aprovar ou não os produtos entregues, veri car
realizados pelo pessoal técnico da prefeitura e a inserção das contribuições dos representantes
aqueles que carão sob a responsabilidade da dos diversos segmentos sociais no projeto com
consultoria.
as devidas compatibilizações e ainda proceder
ao aceite nal do projeto e efetuar os devidos
pagamentos pelos serviços prestados.

17

POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO BÁSICO

05

Plano de
Mobilização Social

Para que seja implantado um processo
democrático e se possa contar com a efetiva
participação da população na elaboração do
Plano Municipal de Saneamento Básico, deverá
ser elaborado e implantado um plano de
mobilização e participação social que rejeita
este interesse e ainda atenda a obrigatoriedade
prevista na Lei no 11.445/2007.

Demonstra unidade, organização e pode
evitar possíveis problemas de informações con
itantes durante o processo de desenvolvimento
dos estudos do Plano.

Para facilitar o trabalho do Comitê
Executivo na discussão dos diferentes
componentes do saneamento básico, este pode
ser instituído formalmente como tal ou então
O primeiro passo para a elaboração como um núcleo setorial. No ato de sua criação
do Plano de Mobilização Social é promover poderá inclusive ser estabelecida a existência
uma reunião entre o Comitê Coordenador e o de subgrupos para a discussão de temas
Executivo para elaborar o modelo de plano a ser específicos dentro do PMSB.
elaborado.

Esta formalização facilita na de nição

Os membros dos dois comitês deverão das normas de funcionamento, do objetivo,
conhecer os princípios, os objetivos e as metas das responsabilidades, da composição, da
do processo participativo de elaboração do definição e indicação de titular e suplente por
Plano e receber informações sobre os quatro secretaria participante, o período do mandato
componentes do saneamento básico que dos seus membros, a rotatividade dos locais e
requererão o controle social.
a periodicidade das reuniões, entre outras. Esta
dinâmica institucionalizada faz com que haja

Há que se construir um nivelamento geral, a necessidade da participação da Secretaria
com os dados e a situação dos serviços, visando de Governo e/ou do Gabinete do(a) Prefeito(a)
homogeneizar as informações do Poder Público que têm um papel coordenador quando há a
de tal forma que qualquer representante dos necessidade de integração de diversos órgãos
dois comitês possa falar em nome da prefeitura com o mesmo nível hierárquico.
durante o processo de elaboração do Plano.

A representação de cada secretaria

Para a composição destes dois comitês deve ser baseada nas principais preocupações
deverá ser estudada a possibilidade da e atividades identi cadas pela mesma e os
participação, entre outros dos seguintes órgãos representantes devem ter autorização para
municipais: as secretarias, autarquias, empresas responder pela secretaria nos assuntos de
ou outras instituições responsáveis diretamente responsabilidade do Plano e recorrer ao titular
pela prestação dos serviços públicos de da pasta sempre que necessário.
Saneamento Básico, Meio Ambiente, Educação,
Saúde, Habitação, Comunicação, entre outros.
O segundo passo para a elaboração do
Plano de Mobilização Social é a definição da

Esta ação conjunta para a discussão estratégia, do prazo para o desenvolvimento
interna na Prefeitura poderá criar um espaço dos estudos, sua conclusão e elaboração do
propício para aprofundar as articulações entre cronograma das atividades.
os diversos programas existentes nas sub-áreas
que compõem a área de saneamento básico.

Esse processo participativo instituído

para a discussão do PMSB poderá também
ser articulado e integrado a outros processos
POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO BÁSICO

18

identificada para participar do processo o 19 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO . • Disseminando o assunto no desenvolvimento de suas atividades (culto. Poderão fazer parte do processo do Orçamento Participativo. fazendo contribuições de conteúdos nos eventos para a realização do plano ou em outras formas Em um segundo contato com a instituição de participação. banners. no orçamento participação de representantes da instituição participativo). • Utilizando espaço interno da instituição para a divulgação de informações fixando cartazes. é muito importante a obtenção dos endereços eletrônicos. Quadro 2 – Registros das visitas aos potenciais parceiros considerados prioritários Nº Instituição Referências (nome. serão sugeridas algumas atividades que podem ser realizadas pela instituição que estiver envolvida no processo de elaboração do plano. órgão responsável pelos quatro componentes do saneamento básico. o contato outros atores sociais. dos registrar cada visita realizada. telefones xos e celulares. simpósios em caso de escolas nos diferentes níveis).democráticos de participação existentes no município. possibilidade de formalização é conveniente direção das associações de bairros. conferências do meio ambiente. fóruns e conselhos municipais. com qual conselhos profissionais especializados. missa. Outro aspecto relevante com o registro das visitas realizadas são as anotações sobre o que se discutiu e o que se vislumbrou de atividades correlatas para o apoio ao desenvolvimento do PMSB. entre instituição. em função da maior ou menor proximidade e assim estabelecer uma ordem de priorização para os contatos. e-mails). Ao se manter contato com uma instituição parceira. tal. no processo de priorização dos mesmos poder-se-á proceder a visitas Além de se promover a mobilização dos àqueles considerados essenciais. congressos para discussão de temas relevantes ao município. faixas. ou potencialmente elencada para o convite à participação do processo participativo na elaboração do plano e eventual formalização de uma parceria. São elas: • Participação do processo divulgando os temas debatidos relacionados ao mesmo para seus servidores e interlocutores. diferentes segmentos sociais do município. seminários. (apresentação da proposta com o processo poderá se dar por meio da nos conselhos municipais. entre outros. (endereços físicos. quando for uma instituição religiosa). as pessoas de referência. devem ser identi cadas as Estes registros serão utilizados como instituições parceiras ou com possibilidade para base de dados para a elaboração da mala direta. cargo) Contatos (endereços) um dos principais instrumentos de comunicação a ser utilizado. Data Temas dados abor- Desdobramentos A título de exemplo. (audiências públicas no caso da Este apoio ou o real comprometimento Câmara Municipal). Considerando que existem parceiros estratégicos para o sucesso de algumas das atividades do plano. entre outras formas. telefônicos e físicos para se iniciar um processo de comunicação continuada. os temas abordados e as possibilidades Em função do tipo de atividade de cada de desdobramentos (Quadro 2). deverá ser buscada preferencialmente a Para efeito de registro e de ser dado participação das lideranças desses segmentos prosseguimento às parcerias inclusive com a como representantes dos movimentos sociais. (aulas.

a Câmara Municipal. como hábitos. deverá conter o papel realização dos eventos. com os órgãos de imprensa pode-se elaborar campanhas conjuntas com elementos de Aquelas parcerias que poderão se mobilização da população para a mudança de tornar muito estratégicas no processo. a coordenação das associações de bairros. evitando assim perder oportunidades surgidas por descontinuidade do processo de articulação de parcerias. habitações para a infiltração das águas das chuvas. O titular do órgão que efetuar a visita e a reunião com os interlocutores externos deverá • Consumo consciente e a separação na fonte repassar as informações ao comitê executivo geradora de resíduos secos para a coleta que deverá dar prosseguimento ao processo de seletiva e resíduos sólidos urbanos para a coleta construção coletiva das atividades. tarifas e preços públicos das cidades. Esta mudança de atitude do cidadão com relação ao adequado uso das instalações de saneamento básico. dá sequência a processo já iniciado. Quando existente a Comissão de Meio Ambiente instituída pode-se propor uma audiência pública em conjunto com a mesma. comprometimento e para a amarração política da estratégia e para demonstrar ao interlocutor • Utilização de elementos permeáveis dos externo à prefeitura. Deverá ser dada especial atenção à mobilização dos representantes da população nas câmaras municipais com audiências ou mobilizações naqueles espaços públicos. ademais das saneamento básico. consorciar com municípios vizinhos para a formação de consórcio público. entre A seguir são apresentados alguns outros. desempenhado pelo interlocutor dentro da instituição (diretor. a necessidade de se POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 20 . principalmente. o adequado Tanto o processo de elaboração do Plano acondicionamento dos resíduos sólidos e sua como o de formulação da Política precisam apresentação para a coleta nos dias e horários ser bem compreendidos pelos legisladores previstos. Os órgãos de imprensa local merecem também uma especial atenção e uma visita para analisar a possibilidade de cobertura dos eventos e das chamadas para a participação da população no processo de desenvolvimento do PMSB formando uma parceria com debate Estes registros sobre os contatos devem público sobre os temas relacionados ao alimentar a mala direta que. são essenciais para a e ciência e municipais. convencional. • Ligação das instalações sanitárias à rede coletora de esgotamento sanitário. Isto evita o retrabalho e desencontro de informações e. dos serviços prestados. os órgãos de imprensa. deverão receber visitas de um ou mais exemplos de campanhas que podem ser titulares dos órgãos prestadores de serviços veiculadas na mídia local como. as leis que de nem pela se espera à saúde pública. etc. telefones. superintendentes. • Redução do desperdício de água e o reparo de Essas visitas podem servir para um maior vazamentos nas instalações hidráulicas. professor. pastor. entre outras. que eventualmente analisarão e eficácia da prestação dos serviços públicos votarão o anteprojeto da Política Municipal de desaneamento básico causando o impacto que Saneamento Básico. higiene e estética implantação de taxas. a importância dada ao terrenos intramuros e calçadas fronteiriças às processo pela Administração Pública municipal. da informação para além dos espaços de eletrônico. Como desdobramento da parceria padre.). ampliando a disseminação informações rotineiras como endereço físico. • Manutenção da limpeza da cidade. entre outras. por exemplo: públicos de saneamento básico.interlocutor da Prefeitura deverá se informar de todas as discussões e encaminhamentos propostos anteriormente.

• Instituições de ensino e pesquisas. • Rede bancária. Outras parceiras consideradas relevantes • Câmara Municipal. devem ser identi cadas as relações existentes anteriormente entre as secretarias e órgãos municipais com os diversos • Órgãos públicos federais e estaduais. entre outras. Todos os potenciais parceiros nesta construção coletiva do PMSB devem estar representados no processo. na adequação das atividades e na campanha de esclarecimento pública são com as empresas da • Associações comerciais e industriais. o comportamento adequado do cidadão no manejo dos resíduos. possibilidade de construção da melhor forma para a aproximação. • ONGs e institutos que trabalham o tema do saneamento e meio ambiente. • Centros e conselhos comunitários. construção civil. • Organizações de catadores de materiais recicláveis. • Associações de moradores dos bairros. ou para as instalações de reciclagem quando houver. tanto na divulgação quanto na participação no processo. O correto e adequado uso dos materiais de construção. mesma. a utilização dos tapumes da construção com mensagens educativas e esclarecedoras sobre • Pontos de cultura. apresenta-se a seguir instituições que poderão ter papel relevante junto às lideranças sociais. contribuição ao processo de elaboração e implantação do PMSB. Neste caso. As associações de bairros são consideradas estratégicas. aeroportuário e materiais de demolição gerados na obras os (quando houver). • Centros e conselhos comunitários. inclusive para a mobilização da população e discussão dos principais problemas e carências a serem levantados no período do diagnóstico para serem considerados no prognóstico e na elaboração dos programas. • Associações de classe. São elas: Pode-se identificar dentro da prefeitura qual o órgão ou secretaria possui relações mais estreitas com cada uma das instituições a serem convidadas para facilitar os primeiros contatos. projetos e ações necessários à meta de universalização gradual da prestação dos serviços públicos de saneamento básico. segmentos sociais e os seus responsáveis. o destino correto dos entulhos • Setores hoteleiro. A título de sugestão. articulação e participação • Representações comerciais. pode ser uma excelente • Bibliotecas públicas. incentivando-a a participar do processo de elaboração do PMSB em todas as suas etapas. • Instituições religiosas. gastronômico. • Associação dos supermercados. 21 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO . os históricos de sucessos e insucessos • Empresas prestadoras de serviços públicos de dessas relações anteriores e seja buscada a saneamento básico. • Clubes de serviços. Deverá haver uma mobilização da população em geral. • Espaços culturais. encaminhando para aterro de inertes. Em cada uma delas deverá ser dado destaque e publicidade aos temas discutidos e aos resultados dos debates estimulando a participação permanente da população em todo o processo. empresariais e no processo de elaboração do PMSB com a industriais.

estes podem vir a ser estratégicos no repasse de informações e ensinamentos sobre o uso adequado dos serviços públicos de saneamento básico prestados. Os debates serem quanti cadas pelo Comitê Executivo poderão ser realizados por temas. agentes municipais de saúde. poder-se-á utilizar diversas oportunidades eventualmente oferecidas pela própria prefeitura como Orçamento Participativo. O anúncio do início da elaboração do a saber: Anúncio público da decisão de se PMSB deverá vir acompanhado do convite para elaborar o plano de forma democrática e que os diversos segmentos sociais participem participativa. Deverá ser divulgado o cronograma • Discussão do pré-diagnóstico e incorporação e locais dos eventos. com uma antecedência das contribuições dos participantes do evento mínima que seja su ciente para que os para o fechamento do diagnóstico. públicos municipais. servidores dos órgãos mais diretamente envolvidos com o saneamento básico. Registram-se a seguir alguns momentos fundamentais na participação da sociedade de forma coletiva e organizada em eventos públicos. interessados. carros de som. de forma organizada e planejada da elaboração do mesmo. possível com o registro fotográ co das mesmas. da cidade e do município. interessados se organizem e programem sua participação. internet. A linguagem deverá ser acessível a todos e o conteúdo transmitido deverá estimular a participação dos cidadãos. deverá ser buscada oportunidade para que haja diversidade na representação • Discussões setorizadas e regionalizadas a dos diferentes segmentos sociais. discussão da estratégia de implantação e eleição de Comissão de No que diz respeito aos servidores Acompanhamento da sua execução. será muito importante fazer uma mobilização interna visando a sua Todas estas atividades deverão participação. assim como divulgação por meio de cartazes em próprios públicos. e deverão se dar em dias e horários que possam facilitar o acesso ao • Apresentação do Plano Municipal de maior número de pessoas. como unidades de saúde. Saneamento Básico. • Discussão do pré-prognóstico e das prioridades a serem complementadas e hierarquizadas com Para uma participação efetiva de todos os a participação das representações sociais. por regiões ouvindo as lideranças sociais. eventos culturais. como rádio. TV. órgãos de comunicação deverão ser diretamente convidados devido a sua função institucional e o contato mais direto com a população. POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 22 . as conclusões e encaminhamentos Alguns servidores como agentes a serem divulgadas aos presentes e sempre que ambientais. postos de atendimentos ao público e mídias de comunicação de massa. escolas. Para o processo de divulgação e mobilização da população. entre outras. Nos casos dos agentes de saúde que realizam visitas domiciliares. ser registradas em relatórios contendo as discussões.

conforme previsto na Resolução Recomendada nº 75 do Conselho Nacional das Cidades. Abastecimento de Água. encontra-se o relevo e tipo de urbanização da cidade (verticalizada. morros e dados sobre a densidade demográ ca podem influenciar nas soluções a serem dadas. Barreiras físicas como linhas férreas. etc. para aprofundamento dos temas e com isso estimular a contribuição do maior número de pessoas. o qual abrangerá no mínimo o diagnóstico da situação e de seus impactos nas condições de vida da população. Manejo de Resíduos Sólidos e Drenagem Urbana Quando da realização do diagnóstico dos serviços públicos de saneamento básico do município. Da mesma forma. drenagem urbana. Esgotamento Sanitário. a disponibilidade ou não de áreas livres para a implantação de instalações de tratamento de água. ambientais e socioeconômicos e apontando as causas das deficiências detectadas entre outros. criticado e complementado. Dentre estas informações necessárias aos estudos e projetos. da população. a necessidade da integração dos diversos serviços para a racionalidade da sua prestação.445/2007. O processo de complementação e de alteração dos estudos inicialmente apresentados deverá ocorrer. cursos d’água. constrói-se um diagnóstico efetivamente participativo. conter os a coordenação pelo menos de um representante dados. O Diagnóstico deverá conter um panorama de cada um dos quatro componentes do Cada grupo de trabalho deve contar com saneamento básico no município. Em um segundo momento. utilizando sistema de indicadores sanitários. O Diagnóstico sobre a prestação dos serviços públicos de saneamento básico poderá ser especí co para cada serviço. 19 da Lei no 11. os do Comitê Executivo e um ou dois relatores principais problemas e seus impactos na saúde que poderão ser escolhidos entre os presentes. Sugere-se que o evento de apresentação do pré diagnóstico seja feito em um mesmo espaço onde todos os participantes possam se reunir para discutirem os procedimentos previstos no processo. os participantes do evento de discussão do diagnóstico poderão ser divididos em grupos de trabalho para trabalharem em diferentes espaços. que condicionam pressão na rede de água. fluxo dos caminhões coletores de lixo ou carroças. em grupos menores visando facilitar as manifestações dos participantes. portanto. rodovias. para ser discutido. assim como para implantação de piscinões para retenção de água de chuva são informações fundamentais para a tomada de decisões. Para a elaboração do diagnóstico do PMSB são importantes as informações físicas e sociopolíticas referentes ao município que dizem respeito a vários dos componentes do saneamento básico e que podem ter in uência sobre o tipo de solução técnica a ser adotada. e ter conhecimento sobre os dados levantados. é fundamental que o Comitê Executivo elabore um estudo (pré-diagnóstico) a ser apresentado durante o evento com participação dos representantes da sociedade.06 Diagnóstico Técnico-Participativo dos quatro setores do Saneamento. epidemiológicos. esgotos sanitários e resíduos sólidos. a situação da prestação dos serviços. escoamento do esgotos sanitários. é fundamental que na reunião de discussão do diagnóstico sejam apresentados estudos preliminares para que se possa ter um documento base para discussão de forma sistematizada e orientada. horizontalizada). Dessa forma. No entanto. conforme definido no Art. 23 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO . por componente do saneamento básico ou outra forma julgada mais produtiva pelos organizadores do evento.

2010). Crítica à atuação do órgão Crítica e sugestões ao setor Informações básicas cutadas. assim como considerados novos elementos pelos representantes da sociedade que vivenciam a realidade e devem ser sistematizados. básico. as condições institucionais dos órgãos responsáveis pelos mesmos e as formas ou mecanismos de participação e controle social. médio e longo prazo. Fonte: Adaptado de Ministério das Cidades. outros). POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 24 . O pré-diagnóstico deve ser realizado pelo Comitê Executivo formado pelos gestores e técnicos municipais e poderá para isso ter auxílio de empresa de consultoria contratada para esta nalidade. Ainda de acordo com a mesma Resolução. operacionais. Os levantamentos devem ser realizados de tal forma a se obter parâmetros que permitam sua hierarquização para o enfrentamento dos problemas em função de sua gravidade e extensão.financeiros e sociais. 2005). que deverão ser tratados pelo grupo de trabalho responsável pela realização do Diagnóstico (MCidades. Tabela 1 – Temas a serem tratados no Diagnóstico do Plano de Saneamento Básico Tema / Assunto Atuação e estruturação dos órgãos Orçamento e recursos Projetos e normas Objetivos municipais de saneamento básico. curriculares das escolas. A Tabela 1 adaptada do Guia para a Elaboração de Planos Municipais de Saneamento Básico do Ministério das Cidades orienta sobre os conteúdos. Concluído o levantamento das informações previstas para o Diagnóstico. etc. co (taxas..) disponíveis no órgão e a frequência de coleta e atualização dessas informações básicas. esgoto sanitário. utilizados pelos órgãos responsáveis pela prestação dos serviços públicos de saneamento básico. deverão ser priorizados os estudos a serem realizados e definir a ordem para as intervenções a curto. tarifas. em cada um dos componentes dos serviços públicos de saneamento básico. econômico. levando-se em consideração aspectos técnicos. mas poderiam vir a sê-lo. Localizar as regiões com maiores demandas e carências dos serviços presta-dos. instalações de tratamento de água. dentro de cada tema/assunto. Ouvir sugestões dos responsáveis pela prestação dos serviços públicos de saneamento básico para melhorar a organização institucional e a estruturação funcional/operacional da área. piscinões. 2009 (adaptado de ROSA et al. resíduos. o Diagnóstico deve identi car a cobertura da prestação dos serviços com o percentual de atendimento à população em cada região da cidade. as localidades onde há precariedade ou mesmo ausência dos serviços e os respectivos impactos ambientais e sociais. complementados ou excluídos. Posteriormente quando da participação da população no evento de discussão do Diagnóstico. preços públicos. conforme descrito anteriormente. os dados devem ser corrigidos.

Esta definição é função da hierarquização
dos problemas e das carências observadas.
Poder-se-á, portanto, para facilitar a comparação
das necessidades dos diferentes componentes
do saneamento básico, levantar os indicadores e
as metas a serem alcançadas para que a partir
do cumprimento de uma primeira se busque
alcançar uma segunda e assim por diante.

ciências e potencialidades de cada componente
do saneamento básico.

Na hierarquização dos problemas deve
ser avaliada a importância de cada um deles em
conjunto com a sociedade. Na compatibilização
das soluções deve-se buscar dar coerência na
hierarquização compatibilizando as prioridades
para cada um dos componentes do saneamento

Na metodologia para realização do básico.
Diagnóstico, proposta pela empresa Espaço
Urbano, nesta fase deverão constar três
Na avaliação da solução mais e caz para
ações, a saber: a realização dos diagnósticos cada problema/desa o, busca-se aquelas cujos
setoriais, a hierarquização dos problemas, uma custos sejam mínimos e os benefícios máximos.
compatibilização das soluções ou diretrizes
propostas entre si e uma avaliação da solução
A partir daí deverá ser feita uma
mais eficaz (Espaço Urbano, 2010).
prospectiva e planejamento estratégico para a
área de saneamento básico do município.

O Diagnóstico deverá ser feito de forma
setorial, e considerar as condicionantes, de

25

POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO BÁSICO

07

Prospectiva e Planejamento
Estratégico para o Setor de
Saneamento no Município

Da mesma forma que para a realização
do Diagnóstico, para a segunda etapa do
PMSB, na elaboração da Prospectiva deverão
ser realizados estudos sobre o prognóstico,
as necessidades presentes e futuras a serem
apresentados em um evento com a participação
da população e de representantes da comunidade.
Deverão, portanto, ser elaborados e submetidos
às discussões uma gama de proposições
elaboradas pelo Comitê Executivo e se for pela
consultoria, para servir como base da discussão.
Estes estudos deverão ser aprovados pelo
Comitê Coordenador e após discutido deverá
receber as contribuições dos representantes dos
diversos segmentos sociais presentes no evento
de discussão do prognóstico.

Em função da dimensão do município
pode-se considerar a possibilidade de realização
de reuniões regionais para con rmação
da estratégia proposta no prognóstico e
sistematização das informações por meio de
um planejamento estratégico coordenado pelo
Comitê Executivo e pela consultoria (se for o
caso).

Para a realização do planejamento
estratégico, ademais da coordenação do Comitê
Executivo e do aval do Comitê Coordenador,
deverá ser avaliada a possibilidade de tratar de
forma separada os diferentes componentes do
saneamento básico. Isso facilitará o processo de
discussão com a participação de representantes
da sociedade que melhor possam dar suas

Este evento, a exemplo do anterior de contribuições.
discussão do Diagnóstico, poderá se dar em
Ademais, para a realização do
dois momentos; um geral com a participação de planejamento estratégico deverão ser detalhadas
todos onde são apresentadas as justificativas as atividades de componente do saneamento
para o pré-prognóstico em consonância com a básico que podem ser explicitados com grupos
hierarquização feita anteriormente e um segundo de interesse direto em cada assunto.
momento com trabalhos em grupos com as
contribuições setoriais, regionais em função da
Neste planejamento deverá ser definido de
decisão local.
forma clara e objetiva as atividades necessárias
ao cumprimento das metas dos projetos, como

A organização deste evento requer muita realizá-las, o responsável por cada uma delas e
habilidade para permitir a participação o prazo previsto para a sua realização. Somente
democrática e efetiva, mas mantendo as linhas assim se terá um documento que possa permitir
já aprovadas em eventos anteriores como as o acompanhamento pelas lideranças sociais e
prioridades das atividades e programas para a pela própria população, desde a sua implantação
construção das propostas a curto, médio e longo no e com o exercício do controle social previsto
prazos.
para todas as etapas do processo. Para tanto,
assim como no caso da conclusão do PMSB,

Considerando a complexidade na deve ser dada publicidade ao resultado do
definição da situação mais eficiente e eficaz para planejamento estratégico, que poderá ser
a elaboração dos programas, projetos e ações, consultado por qualquer interessado.
deverá ser realizado pelo Comitê Executivo com
a participação de representantes da sociedade
indicados pelo conjunto dos participantes um
planejamento estratégico das atividades do
prognóstico.

POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO BÁSICO

26

08

Programas, Projetos e Ações
para alcance do
cenário de referência

Concluído o prognóstico e elaborado o
planejamento estratégico, torna-se necessário
evidenciar os programas existentes e os novos
propostos, elaborar os projetos e as respectivas
ações que darão conta do cumprimento das
metas estabelecidas no cenário de referência
definido.

Para tanto, deverão ser identi cados
os programas que abrangem mais de um
dos componentes dos serviços públicos de
saneamento básico, como por exemplo, a
educação ambiental, o sistema de cobrança pelos
serviços, para se trabalhar de forma articulada e
integrada. Deverão ainda ser verificados aqueles
inexistentes a serem implantados, os existentes
a serem implementados e elencar a priorização
a curto e médio prazos.

Deverá ainda constar do PMSB ações
para emergências e contingências. Estas ações
podem ser previstas considerando eventuais
problemas já observados na prestação
adequada dos serviços nos quatro componentes
do saneamento básico, assim como prever
possíveis desastres em função da observação e
avaliação dos técnicos peritos.

Entre alguns problemas que necessitam
soluções
emergenciais
pode-se
citar:
interrupção de adutoras, rompimento de redes
de água, entupimento de redes de esgotamento
sanitário, deslizamento de resíduos no aterro,
enchentes, entre outras, assim como, analisada
a possibilidade de outras ocorrências.

Deverão ser previstas as diretrizes, as
competências e as responsabilidades de cada

Para o atendimento aos objetivos de cada órgão, inclusive da Defesa Civil e do Corpo de
programa serão de nidos os projetos a serem Bombeiros tanto na prevenção destes desastres
elaborados e as respectivas atividades e ações como no atendimento a ocorrências indesejáveis.
para a sua consecução.


Serão então avaliadas a necessidade

Considerando que o PMSB deverá ser e a disponibilidade de recursos humanos,
revisto periodicamente, em prazo não superior a equipamentos e identi cada a sua existência em
quatro anos e esta revisão deverá ocorrer cada órgão público municipal, sua quantidade,
anteriormente à elaboração do Plano Plurianual, no caso de equipamentos de seu estado de
os projetos previstos para a implantação dentro conservação e vista a possibilidade de uso em
deste período necessitam ser desenvolvidos cada situação de emergência e contingência com
inicialmente e aqueles a serem implantados a identificação dos responsáveis pela operação
em longo prazo após quatro anos poderão ser dos mesmos.
indicados para o posterior desenvolvimento.

Portanto, das ações de emergências e

No processo de revisão do plano poderá contingências devem constar de forma atualizada
haver alterações em alguns projetos propostos
o registro dos endereços e contatos telefônicos
em função do desempenho dos serviços pelos responsáveis por cada ação e pela
implantados
e
dos
resultados
das operação dos respectivos equipamentos
correspondentes adesões pelos cidadãos aos operacionais. Deverá ainda ser de nido(a) o(a)
projetos, como por exemplo, da coleta seletiva coordenador(a) de cada ação e de seu eventual
de resíduos secos, de resíduos orgânicos ou substituto(a).
óleos de cozinha grandes geradores.

27

POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO BÁSICO

entre outras soluções encontradas em cada município. POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 28 . A forma de implantação e de implementação do Plano deverá ser definida pelo planejamento estratégico e se ter bem claro o que fazer. é o acompanhamento da execução do mesmo com controle social. as responsabilidades e prazos. a revisão pública em formato de papel.09 Plano de Execução Tão importante quanto elaborar o PMSB de forma democrática e participativa. como fazer. do meio ambiente. momento da execução da tarefa. portanto. deixados se for o caso e a atualização do planejamento da nas unidades municipais responsáveis pela execução do plano. em meio eletrônico no sítio eletrônico da prefeitura. Eventualmente um PMSB bem elaborado com critérios técnicos. de saneamento. Deverá ser instalado. comparativamente a outros municípios brasileiros. implantação do Plano. acompanhamento da evolução da cobertura e da qualidade dos serviços é fundamental. Para este acompanhamento deverá ser instituído um mecanismo público que poderá Uma das estratégias fundamentais que se dar por meio dos conselhos municipais da permite a obtenção de dados atualizados sobre cidade. Este acompanhamento permitirão a continuidade do processo de controle pode também ser descentralizado por meio da social durante todo o período e principalmente realização de o cinas regionalizadas periódicas durante a sua revisão prevista para um prazo de discussão do tema no orçamento participativo. máximo de quatro anos. com representantes implantar o sistema de registro dos dados no de lideranças de associações de bairros. não previstas originalmente e fazer a complementação dos dados sempre que necessário. Este será o instrumento mais legítimo de controle social. Levando-se em conta a necessidade legal de fornecimento de dados e informações municipais para o Sistema Nacional de Informações em Saneamento – SINISA e para o Sistema Nacional de Informações em Resíduos Sólidos – SNIR este acompanhamento pode se dar analisando a evolução destes dados e indicadores. Estes dados dos conselhos pro ssionais especializados. e sempre que O levantamento periódico de dados possível por meio da divulgação das atividades que permitam calcular os indicadores para o realizadas na mídia local. Este deverá ter caráter portanto devem estar disponíveis para consulta permanente para o acompanhamento. Da análise da evolução dos indicadores poder-se-á promover ações complementares. a prestação dos serviços de saneamento a no eu diz respeito aos resíduos pelos fóruns qualquer tempo e a qualquer hora é a de se municipais Lixo e Cidadania. devem ser acessados por qualquer cidadão e. com a participação efetiva de representantes da sociedade que não tenha instrumento para acompanhamento de sua implantação perde a sua característica principal de transparência. econômicos e sociais. um mecanismo para o monitoramento e avaliação O acompanhamento da implantação e das ações e atividades que permita um constante ainda das medidas dos seus resultados por meio estado de atenção para o cumprimento do que cou dos indicadores a serem calculados anualmente estabelecido no PMSB. entreoutros atores sociais.

assim • Plano Municipal de Saneamento Básico de como Penápolis em São Paulo e Belo Horizonte Joaçaba no Estado de Santa Catarina. 2011. apresentadas em documentos anexos a esta apostila em meio eletrônico contendo os resumos dos processos de elaboração dos planos de alguns municípios. em Minas Gerais. recomenda-se a leitura de alguns exemplos de experiências de municípios na realização de seu PMSB. Assim. todos na Bahia. do Ministério das Cidades. é importante conhecer a experiência de outros municípios que já o fizeram. em dois arquivos. das pré. mais especificamente na segunda edição da publicação “Política e Plano Municipal de Saneamento Ambiental: Experiências e recomendações”. Salvador e Vitória da Conquista. encontram-se disponibilizados por meio eletrônico os relatos sobre as seguintes experiências de elaboração de planos: • Plano Diretor de Resíduos Sólidos de Guarulhos no estado de São Paulo. • Plano Municipal de Saneamento Básico de São apresentadas informações sobre Votorantim no Estado de São Paulo. a organização das Conferências. Barra do Choça. Alagoinhas. visando facilitar esta tarefa. as di culdades e as soluções encontradas para enfrentá-las. Ainda assim. o São contempladas as experiências de Relatório de Mobilização e articulação social e o elaboração de PMSB os seguintes municípios: Plano Diretor Técnico. os resultados alcançados. Pintadas. visando conhecer a estratégia adotada.10 Experiências de Planos Municipais de Saneamento Básico Para o município que vai elaborar um Plano Municipal de Saneamento Básico ou de seus componentes. temáticas e das conferências municipais de saneamento ambiental. Todo este material está disponível na bibliografia de referência. Conferências Regionais. pré-conferências 29 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO .

11

Processo de
Comunicação Permanente

Visando um processo contínuo e
sistemático de comunicação apresenta-se a
seguir as diretrizes e a abrangência do que deverá
vir a ser um Plano de Comunicação para estímulo
e ampliação da participação da população no
acompanhamento do desenvolvimento e da
implantação do PMSB.

saudáveis, modernas, conscientes, atuais.

Para se alcançar os atores sociais
representativos dos diversos segmentos e toda a
população do município, deverão estar previstas
a realização das seguintes atividades:
• Anúncio público da decisão de se elaborar o
plano de forma democrática e participativa lançamento do início da elaboração do PMSB.

O mesmo deverá ser desenvolvido pela
área de comunicação da prefeitura com o
apoio do Comitê Executivo constituído com a
finalidade de desenvolver e implantar o PMSB. • Discussão do PMSB de forma organizada com
Visando obter uma identidade do Plano, poderá os diversos segmentos sociais.
ser criada uma identi cação que simbolize todas
as atividades que dizem respeito ao PMSB.
• Chamamento de reuniões setoriais para melhor
compreensão das ações e atividades por elas

A identificação deverá conter uma marca desenvolvidas.
visual que identi que a proposta, uma música,
um texto com ilustrações que induzam à
Para se realizar as informações
mudança de comportamento para a participação necessárias e a mobilização dos diversos atores
da população no processo. Esta marca deverá sociais poderão ser programados:
abranger os diversos programas dos serviços
públicos de saneamento básico, podendo ser, • Eventos setoriais.
portanto uma marca “Guarda-chuva” com a identi
ficação cuidadosa dos projetos componentes de • Eventos gerais com a participação dos diversos
todos os programas. Esta marca deverá estar segmentos.
em consonância com as atividades políticas e
as prioridades que marcam e marcarão a gestão • Formalização das parcerias.
pública municipal.
• Processo de comunicação periódica.

Ela deve conter um incentivo, um chamado
para alterações comportamentais a favor • Reconhecimento público das parcerias bem
do uso racional da água, da ligação na sucedidas com efetividade.
rede de esgotamento sanitário, ao correto
acondicionamento dos resíduos sólidos, ao zelo • Denúncias sobre o comportamento inadequado
pela limpeza das áreas públicas e ao cuidado de instituições e cidadãos.
para não impermeabilizar em demasia o solo.
Poderá, portanto, estar correlacionada a temas • Promoção da discussão do tema nos diferentes
midiáticos da atualidade visando uma ligação eventos promovidos pela Administração Pública
com o pensar global e o fazer local. Ela deverá onde for pertinente, a exemplo do Orçamento
simbolizar o desenvolvimento sustentável, a Participativo, entre outros.
preservação ambiental, o respeito do cidadão pela
comunidade. Estará carregada de simbologia e
O processo de comunicação periódica tem
deve ser criteriosamente utilizada visando a sua como objetivo deixar o tema sempre em pauta. É
preservação, estimulando a adoção de atitudes possível promover a sistematização e divulgação
POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO BÁSICO

30

de informações relevantes, interessantes e
que além de incentivar a mudança de hábitos
promova as ações realizadas pelas diversas
parcerias em prol do alcance do objetivo comum
do PMSB.

• População em geral. Os métodos de
comunicação deverão ser os mais diversos
possíveis e os instrumentos a serem utilizados
poderão ser:
• Prédios públicos municipais.

Para tanto poderão ser utilizadas as seguintes
estratégias:

• Outdoors.

• Produção e distribuição de material gráfico • Envelopamento dos caminhões da coleta de
(banners, folders, cartilhas, panfletos, etc.).
lixo.
• Produção e veiculação de boletim virtual.

• Uniformes dos servidores dos serviços públicos
de saneamento básico.

• Produção de notícias das atividades em
desenvolvimento para divulgação em veículos • Envelopamento de caminhões da coleta
de comunicação da Prefeitura como o Diário O seletiva.
cial, sítio eletrônico o cial do governo, Agenda
Cultural, etc.
• Debates e propostas para os canais de TV.
• Produção de material a ser veiculado com • Publicações nos jornais de circulação nas
mensagens nos caminhões de coleta de lixo.
comunidades.
• Produção de material a ser pintado nos
tapumes da construção civil.

• Rádios comunitárias.

• Diário Oficial.
• Produção de material de divulgação nas
instituições públicas, nos museus, bibliotecas, • Sítio eletrônico da prefeitura.
teatros, cinemas, exposições, shopping centers,
aeroporto, pontos de cultura, etc.
• Mala direta da prefeitura.
• Produção de atividades de interesse para • Boletim eletrônico.
imprensa local (TVs, Rádios, Jornais, Revistas),
etc.
• Front light iluminados.
• Produção de cartazes a serem veiculados nos • Utilização do busdoor.
coletivos municipais e intermunicipais.
• Bótons e adesivos para geladeiras (parcerias).
• Produção de mensagens que componham o
convite para participação dos eventos em carros • Tapumes da construção civil.
de som.
• Sacolas de supermercados e comércio local.
O processo de comunicação e mobilização
deverá se dar nos seguintes âmbitos:
• Mensagens na papelaria da prefeitura.
• Técnicos das secretarias participantes do
Comitê Executivo.

• Nas assinaturas eletrônicas das mensagens
dos servidores da prefeitura e das instituições
parceiras, entre outros.

• Funcionários da prefeitura.
• Funcionários das instituições parceiras.

31

POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO BÁSICO

Como sugestão de mobilização dos
alunos da rede de ensino, apresenta-se a seguir
algumas propostas a serem discutidas com o

corpo de professores e os diretores das escolas
públicas municipais para o envolvimento dos
alunos:
• Atividades de redação.

Materiais de divulgação podem, portanto,
ser distribuídos por estes trabalhadores nas
suas atividades de trabalho diária considerando
os diversos enfoques das áreas de saúde,
saneamento básico, melhorias urbanas, meio
ambiente, higiene nas residências, etc.

• Atividades de desenhos e pinturas.
• Atividades de fotografia.
• Feiras de ciências.
• Atividades culturais ligadas ao tema.

Artistas locais que produzem arte ligada
ao tema do meio ambiente ou do saneamento
básico com a utilização de materiais provenientes
da reciclagem ou que abordem o tema deverão
ser incentivados e divulgados nos espaços onde
for possível.

• Produção de vídeo sobre o tema.

É também importante construir parcerias
com a mídia o cial do município (Diário Oficial)
• Levantamento da situação do saneamento e a mídia local (rádio, jornal, etc.) com vistas
básico no entorno da unidade de ensino.
à repercussão dos trabalhos, de eventuais
polêmicas, divulgação dos resultados do

Como fator de mobilização dos moradores processo de discussão dos temas, incentivo à
em suas residências torna-se necessária sua ampliação da participação da população e
proposta de trabalho integrado entre os agentes os desdobramentos propostos.
de saúde, os scais, os técnicos das ONGs que
têm contato direto com os moradores, inclusive
por meio de visitas domiciliares.

POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO BÁSICO

32

os programas de investimentos previstos. de esgotamento sanitário e de resíduos sólidos. permitir e facilitar o monitoramento e avaliação da e ciência e da eficácia da prestação dos serviços públicos de saneamento básico. Ele conta com um banco de dados composto pelos vários componentes da área. (ii) orientação da aplicação de recursos. a regulação. indicadores e outras informações procedimentos. O SINISA conterá em seus subsistemas informações sobre a prestação dos serviços públicos de saneamento básico. O momento de elaboração do PMSB pode ser uma excelente oportunidade para se obter os dados necessários aos sistemas de informação dos diversos componentes do saneamento básico e de capacitar a equipe técnica da Com o Art. e alocação de recursos federais orientando a elaboração dos programas e ações de Governo. (iii) avaliação de desempenho dos serviços.SNIS. bem como da qualidade dos serviços. em função. enquanto os de resíduos sólidos correspondem a outro. social. os gastos públicos. disponibilizar trabalho que possam pro ssionalizar os diversos estatísticas. (iv) aperfeiçoamento da gestão. Dentre os objetivos do SNIS destacamse: (i) planejamento e execução de políticas públicas. Os dados e informações sobre o abastecimento de água e esgotamento sanitário compõem um estudo. A caracterização da demanda e oferta dos serviços.445/2007 fica prefeitura para o registro das informações de instituído o SINISA. scalização e controle social. Fica instituído nos parágrafos 1º e 2º do referido artigo que as informações do SINISA são públicas e acessíveis a todos. da sua série histórica ininterrupta. entre outras informações. o cumprimento do requisito de elaboração dos planos municipais e a adesão a consórcios públicos em saneamento básico. 53 da Lei no 11. pode hoje ser considerado um dos mais importantes sistemas de informação da área do saneamento básico brasileiro.12 Sistema de Informações para auxílio à tomada de decisão Pela Lei Federal de Saneamento Básico foi criado o Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico . como o controle e monitoramento das metas para a atualização e revisão dos investimentos. principalmente. com dados de caráter gerencial. Esta rotina dá transparência relevantes para a caracterização da demanda e às ações que devem ser disponibilizadas e da oferta de serviços públicos de saneamento publicizadas para os pares e para o público 33 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO . que substituirá o SNIS e que forma rotineira. Ainda não existe um sistema de informação no âmbito do SNIS para a drenagem urbana. operacional. bem como o planejamento. O SNIS. devendo ser publicadas por meio da internet e que a União apoiará os titulares dos serviços a organizar sistemas de informação em saneamento básico. Com estas informações poder-se-á realizar o cruzamento das informações e dados recebidos e dar continuidade à criação de indicadores para a avaliação do desempenho das políticas públicas. elevando os níveis de e ciência e e cácia. de scalização e de controle social (SNIS.SINISA que deverá ser o sucessor do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento . Estes dados são fornecidos ao governo federal pelos representantes dos órgãos públicos municipais responsáveis pela prestação dos serviços públicos de abastecimento de água. nanceiro. 2009). coletar e sistematizar dados na mudança de hábitos e comportamento das relativos às condições de prestação dos serviços equipes e implantação de sistemáticas de públicos de saneamento básico. É o momento mais importante tem por objetivo. básico. e (v) orientação de atividades regulatórias.

para se calcular as atividades e ações necessárias para o cumprimento das Isso demonstra a importância dos metas no período previsto. ável. no acompanhamento da evolução e na tomada de decisão para os Ademais. e checagem destes dados com as médias nacionais identi cadas pelo SNIS com vista a se Outra questão relevante é comparar a compreender a necessidade de investimento em forma em que a informação está disponível e infra-estrutura. do registro e da análise da informação Ela é que vai auxiliar na elaboração do visando identi car o que pode ter ocorrido. portanto muito útil a verificação esperada. em aquela que é necessária para a efetiva análise modernização administrativa. registro estudar o que deve e o que não deve ser alterado e divulgação podendo assim atestar a con na prestação dos serviços. órgãos e instituições federais e planos anuais e para a revisão prevista para no estaduais possuem informações secundárias mínimo a cada quatro anos. sobre o município e estas podem e devem ser comparadas e atualizadas para evitar conflitos Os gestores municipais responsáveis pela de informações sobre um mesmo fato gerador. e cácia e efetividade da ação. É. POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 34 . Os dados devem profissionais do setor participarem do ser coletados dentro das mesmas condições processo de elaboração do PMSB e com isso para se evitar a comparação de informações compreenderem a necessidade de registro e indicadores com fatores intervenientes que dos dados e informações de maneira con alterem os seus resultados. a forma encontrada não esteja de acordo com a desejada faz-se necessário buscar outros O hábito de se implantar um relatório métodos de coleta de informação utilizando-se mensal de atividades com a definição de prazos de outros instrumentos ademais dos existentes. Caso e automação das atividades. em capacitação. “Entende-se por abilidade das mesmas. diagnóstico. em pessoal. apropriados. prestação dos serviços públicos de saneamento básico têm um importante papel na checagem O uso de indicadores de desempenho da coleta dos dados e das informações em sua é muito relevante para se avaliar os pontos de origem. Isto permite ao Poder Público adotar as estrangulamento. para que cada responsável pelo registro da informação o apresente à coordenação geral de A continuidade e a periodicidade de coleta planejamento dentro do formulário adequado dos dados são fundamentais para se obter uma num prazo estipulado é muito saudável para série histórica e verificar a efetiva variação dos assegurar a efetiva implantação da rotina. a qual expressa o nível atingido em adequada no registro das informações devem relação a determinado objetivo. no prognóstico. a instituição de uma rotina para as anotações e o registro das mesmas de forma O SNIS possui em seus relatórios uma tempestiva. proporcionando ser padronizados os instrumentos de coleta de uma avaliação direta da e ciência e da eficácia dados por meio da elaboração de formulários da prestação dos serviços” (Funasa. dados no tempo. indicador de e ciência uma medida quantitativa de um aspecto particular da prestação dos Para a implantação de uma rotina serviços. A análise comparativa mensal dos definição de indicadores de referência e as suas mesmos permite a identi cação de eventuais médias podem ser analisadas em função do erros ou mesmo compreender o que pode ter porte populacional dos municípios e das regiões causado alguma alteração não prevista ou do Brasil. Fica demonstrado na construção do Plano e da proposta de sua revisão periódica Para checar a delidade das informações que a informação é o elemento base para se é importante compará-las ainda com as de acompanhar. muito grandes fazer um estudo da forma da coleta. 2010).externo. em mecanização da e ciência. entre outras. os pontos fortes e fracos e se formas mais e cazes para a sua coleta. avaliar e tomar as decisões no outros municípios e localidades com situações sentido de cumprir os objetivos e metas traçados similares e caso sejam identi cados variações para o município.

. 35 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO Ademais a participação do município no grupo de municípios que fornecem informações anuais ao SNIS. considerando que outros órgãos. A divulgação do relatório. futuro SINISA. ou setores possam utilizar tais informações e cobrar por eventuais interrupções na sua divulgação. por meio impresso e mídia eletrônica acessível ao maior número de pessoas pode ajudar a manter a sua continuidade. é uma excelente forma de facilitar o acesso aos programas federais para ações de saneamento básico.

capacitação como também do controle social. de Para o acompanhamento da implantação discussão com as diversas representações do PMSB. de produção. fundamental a adesão municípios a estes sistemas visando: dos • A uniformização do processo de coleta de informações e dos dados e de avaliação das informações. tanto do ponto de vista do planejamento. O SNIS implantado sob a coordenação do Ministério das Cidades e que será substituído pelo Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico-SINISA e o Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos-SNIR atualmente em elaboração sob a coordenação do Ministério do Meio Ambiente são os principais sistemas existentes para a coleta. e dos modelos implantados. Não é o caso de apenas nos momentos de realização de estudos e projetos ou mesmo de responder a formulários dos órgãos federais sobre a prestação dos serviços. coleta e análise das informações para efeito de planejamento das ações. como também para o envio dos dados aos princípios e as diretrizes da Lei Federal e das informações aos organismos federais e de Saneamento Básico é necessário que o estaduais (quando for o caso) responsáveis município tenha implantado um sistema de pela sistematização dos dados e cálculo dos informações dos serviços públicos dos quatro indicadores do sistema nacional de informações componentes do saneamento básico. prestação dos serviços. deverão ser eleitos indicadores de qualidade da prestação dos serviços que atendam aos princípios e às diretrizes definidas para o Plano de acordo com o determinado pela Lei Federal de Saneamento Básico. Para tanto. sistematização de dados e avaliação da evolução da qualidade da Estes procedimentos devem obrigatoriamente fazer parte da rotina da prestação dos serviços. • A padronização dos indicadores favorecendo a comparação dos serviços em diversos municípios em função dos portes municipais. scalização.nanceiros e de controle social. fazer a coleta de dados para estas nalidades específicas. • A frequência anual das informações. médio e longo prazos da prestação dos serviços públicos de todos os componentes do saneamento básico. operação.13 Indicadores de Desempenho do Plano Municipal de Saneamento Básico Para a avaliação da qualidade dos serviços e o acompanhamento dos mecanismos e procedimentos para a avaliação da e ciência do PMSB e de suas ações. É. comparando serviços prestados por região em função do Deverão ser priorizados os indicadores poder econômico da localidade. em saneamento básico. deverão ser implantados sistemas de monitoramento e avaliação com acompanhamento sistemático do cumprimento dos objetivos e metas a curto. regulação. definidos os indicadores técnicos. O POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 36 . econômico. que acompanham as metas de acesso e da qualidade da prestação dos serviços. da • A regularidade da coleta dos dados e do cálculo regularidade e frequência dos mesmos. operacionais. Estes podem ser acompanhados por Quando do processo de elaboração do meio das ações desenvolvidas por conselhos e PMSB deverá ser estruturada a sistemática fóruns municipais. portanto. do cumprimento das metas atendendo sociais. Serão dos indicadores. • A estratificação populacional.

atividade básica e obrigatória e dependerá da capacitação dos servidores em suas diversas posições desde as cheias gerenciais até os coordenadores de atividades operacionais em campo. tarefa não muito simples de ser com os servidores demonstrando a utilidade realizada e incorporada à rotina de trabalho. Visando demonstrar a importância da dos objetivos maiores do correto uso dos dados coleta el dos dados em todas as atividades e das informações causa desmobilização e realizadas. portanto. na definição do quantitativo ideal de 37 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO . daquelas informações no planejamento das atividades. da necessidade ou não de recursos nanceiros. tarefa não muito simples de ser realizada e incorporada à rotina de trabalho. econômica e financeira da prestação dos serviços públicos de saneamento básico. Esta rotina de registro de dados e informações é. na revisão das estratégias adotadas para garantir a sustentabilidade técnica. deverá haver regularmente encontros desestímulo. pessoal para cada atividade. a não compreensão dos objetivos maiores do correto uso dos dados e das informações causa desmobilização e desestímulo.importante é apostar na rotina de registro diário dos dados que comporão os relatórios mensais e os anuais de prestação dos serviços públicos dos componentes do saneamento básico. Do contrário.

explicitan-do. 21° da Lei no 11. subsídios tarifários e não tarifários. pelo menos. Estas. orçamentária e nanceira da entidade reguladora. As normas deixarão prazo para os prestadores de serviços comunicarem aos usuários as providências adotadas em face Segundo o Art.22° da referida Lei. da concorrência. inclusive racionamento. bem como os procedimentos e prazos de sua xação. a juízo do interessado. prevenir e reprimir o abuso do as reclamações que. os titulares mecanismos que induzam a eficiência e e cácia poderão adotar os mesmos critérios econômicos. plano de contas e mecanismos de informação. ter transparência. e definir tarifas que assegurem tanto o equilíbrio econômico e nanceiro dos Para o caso de gestão associada ou contratos como a modicidade tarifária. avaliação da eficiência e e cácia dos serviços prestados. mediante prestação regionalizada dos serviços. incluindo autonomia administrativa. a forma de atuação e a abrangência das atividades a serem desempenhadas pelas partes envolvidas.445/2007. reajuste e revisão. Outra importante função da entidade reguladora é a edição de normas relativas às dimensões técnica. na forma das normas legais. os prestadores de serviços públicos de saneamento básico deverão fornecer à entidade reguladora todos os dados e informações necessários para o desempenho de suas atividades. padrões de atendimento ao público e mecanismos de participação e informação. abrangerão. A previsão de elaboração dessas normas demonstra o papel fundamental da regulação para o processo democrático de prestação dos serviços públicos de saneamento básico. medição. O exercício da função de regulação deverá atender aos princípios da independência decisória. os de queixas ou de reclamações relativas aos objetivos da regulação são o de estabelecer serviços. celeridade e objetividade das decisões de acordo com o Art. auditoria e certi cação. faturamento e cobrança de Ainda de acordo com a Lei no 11.445/2007. de acordo com o Art. os seguintes aspectos: padrões e indicadores de qualidade da prestação dos serviços. serviços. regime. as metas progressivas de expansão e de qualidade dos serviços e os respectivos prazos.14 Regulação dos Serviços de Saneamento A regulação dos serviços públicos de saneamento básico poderá ser delegada pelos titulares a qualquer entidade reguladora constituída dentro dos limites do respectivo estado. dos serviços e que permitam a apropriação sociais e técnicos da regulação em toda a área social dos ganhos de produtividade. As entidades scalizadoras deverão garantir o cumprimento das condições e metas receber e se manifestar conclusivamente sobre estabelecidas. monitoramento dos custos. medidas de contingências e de emergências. requisitos operacionais e de manutenção dos sistemas. a POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 38 . padrões e normas para a adequada prestação dos serviços e para a satisfação dos usuários. de abrangência da associação ou da prestação. bem como aos direitos e deveres dos usuários e prestadores. regulamentares e contratuais.23°. não poder econômico ressalvada a competência dos tenham sido su cientemente atendidas pelos órgãos integrantes do sistema nacional de defesa prestadores dos serviços. econômica e social de prestação dos serviços. estudos. Deverão ainda assegurar a publicidade aos relatórios. decisões e instrumentos equivalentes que se refiram à regulação ou à scalização dos serviços. tecnicidade. estrutura e níveis tarifários. no ato de delegação da regulação.

na forma das normas legais.internet. elaborado pelo prestador e aprovado pela respectiva entidade de Os usuários dos serviços públicos de regulação. prévio conhecimento dos seus direitos e deveres e das penalidades a que podem estar sujeitos. preferencialmente.eles podendo ter acesso qualquer do povo. regulamentares e contratuais terão amplo acesso 39 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO . a informações sobre os serviços prestados. independentemente da existência de interesse direto e deverá se efetivar. além de acesso a relatório periódico saneamento básico. acesso a manual de prestação do serviço e de atendimento ao usuário. sobre a qualidade da prestação dos serviços. por meio de sítio mantido na rede mundial de computadores .

Relatório de Mobilização e Articulação Guia para Oficina sobre Elaboração de Planos Social para a execução do Plano Diretor de Municipais de Saneamento Básico. Brasília.445/2007 – Diretrizes Nacionais para o Saneamento Básico e Política Federal de Cartaz. 2009. M. BANCO DO BRASIL. Diretrizes Conselho Nacional das Cidades – Mobilização e para a definição da Política e Elaboração de participação social. Sólidos MORAES. L. 2. A Informação no Contexto dos Planos de Saneamento Básico. Lei no 12.C. 2009. FUNASA. 2011. Elaborado por BORJA. Guia de Consórcios Ambiental .Elabore o Plano de Saneamento de sua cidade e contribua para melhorar a saúde e o meio ambiente do local onde você vive. assim como as referências bibliográficas aqui listadas. SAMPAIO. Brasília.P. 2011. Mobilização Social em Saneamento.. ASSEMAE.K. Folder Plano de Saneamento Básico Participativo.017/2007. Brasília. 2009.).G. Planos Municipais e Regionais de Saneamento Básico. Cartilha do Plano de Saneamento Básico Participativo . Brasília. P. Brasília.107/2005 – Consórcios Públicos e Decreto no 6. 2011. P. Participativo. Públicos.C.217/2010. N. Municipais de Saneamento Básico. Brasília.ed. Elaborado 2. 2011. Resolução Recomendada no 25 do MINISTÉRIO DAS CIDADES.404/2010. Brasília. 2010.R.S.R.305/2010 – Política Nacional de Resíduos Sólidos e Decreto no 7. (org. Re-CESA/NURENE. Resolução Recomendada no 75 do Conselho Nacional das Cidades – Conteúdos Política e Plano Municipal de Saneamento Mínimos do PSB. Plano de Saneamento Básico Saneamento Básico e Decreto no 7.15 Bibliografia de referência em mídia eletrônica O texto da apostila. Elaborado por BERNARDES. BORJA. estão incluídas na mídia eletrônica distribuída aos participantes da oficina. C..B.S. por CAMPOS.T. Salvador: Resíduos Sólidos de Guarulhos. 2010.. BORJA. G. Brasília. Brasília. FUNASA.Experiências e recomendações. Elaborado por MORAES. SOBRINHO. 2009.. Peças Técnicas para Elaboração de Plano Municipal de Saneamento Básico.A.ed. CAIXA. Elaborado por JÚNIOR A. Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos Urbanos e fontes de Guia Para a Elaboração de Planos financiamentos. R. (org.C.S. 2012. ARCE. Plano Diretor de Resíduos Urbanos de Guarulhos. POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 40 .C. Metodologia para Elaboração de Plano Municipal de Saneamento Cartilha Educação Ambiental e Básico. 2010. Brasília. 2011. Lei no 11. P.. Estruturação e CAMPANE. Implantação de Consórcios Públicos. H. Lei no 11. L. 2008. Brasília. SCÁRDUA.. 2011. Espaço Urbano.C.).

Minuta de Anteprojeto da Lei Municipal de Saneamento Elaborado por João Batista Peixoto .

IX.. II. ao qual a lei tenha atribuído competência de prestar serviço público. / 2011 meio de decreto e outros instrumentos jurídicoadministrativos e as editadas por meio de (Pode ser Lei Complementar. decreta e sentido de garantir o cumprimento de normas eu sanciono a seguinte Lei: e regulamentos editados pelo poder público e a utilização.. direitos e obrigações dos usuários e dos responsáveis por sua oferta ou prestação. Esta Lei institui a Política Municipal direito público.. incluindo suas características. por seus representantes. por meio das quais o serviço público deve ser prestado ou colocado à disposição dos cidadãos de forma adequada.planejamento: as atividades atinentes à identificação. IV. DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES V. autoridade regulatória..fiscalização: atividades de acompanhamento.órgão ou entidade de regulação ou regulador: CAPÍTULO I autarquia ou agência reguladora. inclusive empresa: a) do Município. inclusive organismo colegiado de Saneamento Básico. representações técnicas e participação nos processos de formulação de políticas.(nome do VI. I. Estão sujeitos às federação que possua competências próprias de disposições desta Lei todos os órgãos e natureza regulatória.. controle ou avaliação. independência decisória e entidades do Município.titular dos serviços públicos de saneamento básico: o Município de . ou contratada para esta nalidade dentro dos limites da unidade da Parágrafo único. revisão e reajuste do valor de taxas e tarifas e outros preços públicos. ente regulador. serviços e ações de saneamento básico no âmbito do território do Município de . quantificação. Para os efeitos desta Lei. padrões de qualidade. instituído pelo Município.Anexo A III. se quiser resolução por órgão ou entidade de regulação menos exibilidade de alteração) Institui a Política do Município ou a que este tenha delegado Municipal de Saneamento Básico e dá outras competências para esse m. efetiva ou potencial. ou POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 42 . do serviço TÍTULO I público. providências.. 2º. inclusive as condições e processos para a taxação. VIII. bem como a política de cobrança pela prestação ou disposição do serviço..controle social: conjunto de mecanismos e procedimentos que garantem à sociedade informações. no Município). consideram-se: legislação. acompanhada ou não de execução de obra. O Povo do Município de (nome do monitoramento. ou qualquer outro órgão ou entidade de Art.1º. quali cação. de planejamento e de avaliação relacionados aos serviços públicos de saneamento básico.. VII.prestação de serviço público de saneamento Município). organização e orientação de todas as ações. planejamento ou regulação.(nome do Município).. com objetivo de permitir CAPÍTULO II aos usuários acesso a serviço público de DAS DEFINIÇÕES saneamento básico com características e padrões de qualidade determinados pela Art..normas administrativas de regulação: as instituídas pelo Chefe do Poder Executivo por PROJETO DE LEI Nº. impacto socioambiental.prestador de serviço público: o órgão ou entidade.. consórcio DO OBJETO E DO ÂMBITO DE APLICAÇÃO público.regulação: todo e qualquer ato que discipline ou organize determinado serviço público. públicas e privadas. Estado de (nome do Estado). básico: atividade. bem como os demais não acumule funções de prestador dos serviços agentes públicos ou privados que desenvolvam regulados.

241 regional. conjunto dos serviços públicos de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos. de 16 de dezembro de 1964. veiculação em mídia impressa ou eletrônica. inclusive de sua remuneração. conforme disposto no art. em que um único por meio de subvenções.gestão associada: associação voluntária de gerados ou vinculados aos respectivos serviços.591.aviso: informação dirigida a usuário serviços.b) a que o titular tenha delegado a prestação dos XVIII. de caráter não transitório destinada a abrigar qualquer atividade humana ou econômica. responsabilidade e risco. diretamente por consórcio público.ligação predial: ramal de interligação prestador do serviço público. comprovação de recebimento. até o ponto de entrada da processam internamente ao sistema de cobrança instalação predial. de recursos X.universalização: ampliação progressiva estabelecido pelas normas do Ministério da do acesso ao saneamento básico de todos os Saúde. de coleta de esgotos ou de drenagem pluvial. incluídas as respectivas infraestruturas e instalações operacionais vinculadas a cada um XXIII. e com determinado pelo prestador dos serviços.subsídios: instrumento econômico de saneamento básico que atendam a apenas política social para viabilizar manutenção e um usuário. físicos e químicos atendam ao padrão de potabilidade XIII. com compatibilidade de planejamento.serviços públicos de saneamento básico: interesse. XXIVsoluções individuais: quaisquer soluções alternativas aos serviços públicos de XIV.comunicação: informação dirigida a de água.subsídios entre localidades: aqueles serviços por meio de contrato. da Constituição Federal. entes federados.subsídios tarifários: quando integrarem a XI. inclusive entre titulares do serviço.subsídios internos: aqueles que se de sua localização. com uniformidade de scalização e regulação dos XXI. independente XVII. inclusive por meio de drenagem e manejo de águas pluviais urbanas. XIX.subsídios fiscais: quando decorrerem da público. que se processam mediante transferências ou compensações entre localidades. ou por meio de convênio de cooperação alocação de recursos orçamentários. XV. domicílios e edi cações urbanas permanentes onde houver atividades humanas continuadas. que tenha como objetivo noti car qualquer ocorrência de seu XII.subsídios diretos: quando destinados XXV. 43 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO .delegação onerosa de serviço público: a titular. desde que especialmente para populações e localidades implantadas e operadas diretamente ou sob sua de baixa renda.prestação regionalizada: a realizada estrutura tarifária. XVI.água potável: água para consumo humano destes serviços. por convênio de cooperação ou nas hipóteses de gestão associada e prestação consórcio público. por meio de delegação coletiva outorgada por consórcio XX.subsídios indiretos: quando destinados indistintamente aos usuários por meio do XXVI. de universalizar acesso ao saneamento básico. com ônus sobre a prestação do serviço público. e pela prestação ou disposição dos serviços de saneamento básico no âmbito territorial de cada XXVII. da rede de distribuição de água. de abastecimento XXII. de esgotamento sanitário e de usuários e ao regulador. cujos parâmetros microbiológicos. que inclui qualquer modalidade ou espécie de pagamento ou de benefício econômico ao titular. prestador atende a dois ou mais titulares. inclusive condomínio privado continuidade de serviço público com objetivo constituído conforme a Lei federal nº 4.edificação permanente urbana: construção diretamente a determinados usuários.

São considerados serviços públicos e cam sujeitos às disposições desta Lei. dos serviços de forma racional e quantitativa autorizadas ou contratadas para a execução e qualitativamente adequada. em bairros isolados da sede. sem qualquer tipo o prestador não esteja autorizado ou obrigado de discriminação ou restrição de caráter social a atuar. §2º. salvo os que visem priorizar o apresentem custos de operação e manutenção atendimento da população de menor renda ou incompatíveis com a capacidade de pagamento em situação de riscos sanitários ou ambientais. titulares do domínio útil ou possuidores a qualquer título de imóveis urbanos. entendida como a garantia de na sede do mesmo. fruição em igual nível de qualidade dos benefícios em distritos ou em vilas e povoados rurais. processamento e comercialização necessidades dos usuários e com a imposição POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 44 . Não constituem serviço público: I. o Município autorizar para cooperativas ou associações organizadas por usuários sediados III. dos usuários.as ações e serviços de saneamento básico de responsabilidade privada. CAPÍTULO I DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS Art.a fossa séptica e outras soluções individuais dos serviços. Art.os serviços de saneamento básico. compreendendo a prestação como catadores de materiais recicláveis.equidade. desde que o usuário não dependa compulsoriamente de terceiros para operar os serviços. sem prejuízo do cumprimento das normas sanitárias e ambientais pertinentes. competindo ao Poder Público Municipal o seu provimento integral e a garantia do acesso universal a todos os cidadãos. propiciando à população o acesso I. concretizada pela prestação II.regularidade. consideram. cuja operação esteja regulação e outras normas aplicáveis. inclusive as que tratam da qualidade da água para consumo humano.salvo nas hipóteses previstas nas normas de se também prestadoras do serviço público de regulação e nos instrumentos contratuais. 4º. ou na conformidade de suas necessidades e atividades a eles vinculadas. formadas por pessoas físicas de baixa renda reconhecidas pelo Poder Público VI. BÁSICO §1º.as ações de saneamento básico executadas por meio de soluções individuais. independente de suas condições sociais e capacidade econômica. A Política Municipal de Saneamento Básico observará os seguintes princípios: I. Os serviços públicos de saneamento básico possuem caráter essencial. onde pretendidos ou ofertados. sempre de acordo com a respectiva de esgotamento sanitário. compreendida como o conjunto dos componentes em todas as atividades de cada um dos diversos serviços de saneamento básico. incluído o manejo de resíduos de responsabilidade do gerador e o manejo de águas pluviais de responsabilidade dos proprietários. de seus regulamentos e das normas de regulação: II. e IV. reversíveis a ele vinculadas.integralidade. nos manejo de resíduos sólidos as associações ou casos de serviços delegados a terceiros. 3º. Para os ns do inciso IX do caput.pela outorga do direito de sua exploração de resíduos sólidos urbanos recicláveis ou econômica ou pelo uso de bens e instalações reutilizáveis. consistente na obrigação de prestar os serviços públicos sem interrupções. sob a responsabilidade do prestador deste serviço público.eficiência. §3º. conforme as da coleta. exceto no caso de ressarcimento ou assunção de eventuais TÍTULO II obrigações de responsabilidade do titular. V. ou onde outras formas de prestação ou econômico.universalização do acesso aos serviços no menor prazo possível e garantia de sua permanência. cooperativas.continuidade. cuja prestação maximizando a e cácia das ações e resultados. e II. DA POLÍTICA MUNICIPAL DE SANEAMENTO contraídas em função do serviço.

institucionalizados. a redução IX. às diversidades locais e regionais relevante. preços públicos cujos valores sejam limitados observadas as normas do Sistema Único de aos efetivos custos da prestação ou disposição Saúde (SUS). de combate à pobreza execução dos serviços com as exigências e de sua erradicação.cooperação com os demais entes da Federação mediante participação em soluções de gestão associada de serviços de saneamento básico e a promoção de ações que contribuam para a melhoria das condições de salubridade ambiental. XVIX. a capacidade de pagamento dos usuários e a adoção de soluções graduais e progressivas. compreendendo a modernidade das técnicas. de promoção da saúde e no plano diretor. nos aspectos jurídico-institucionais. mecanismos de do trabalhador nas atividades relacionadas aos 45 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO . scalização e avaliação da prestação dos serviços por meio de instrumentos e mecanismos de controle social.795. tarifas e outros dos serviços públicos de saneamento básico. ambientais. fundamentais de ordenação da cidade expressas de recursos hídricos.participação da sociedade na formulação e implementação das políticas e no planejamento. adequado e disposição de todas as informações de 27 de abril de 1999. os trabalhadores que os prestam e à população em geral. XIV. mediante ações orientadas para XI.modicidade dos custos para os usuários. XVI. dos serviços em condições de máxima e ciência econômica.cortesia. quando necessário. XVII. VIII. observadas as normas ambientais e a eficácia duradoura das ações de saneamento de recursos hídricos e as disposições do plano básico. de proteção ambiental. administrativos que se situa o Município. outras de relevante interesse social. traduzida no atendimento aos de desperdícios e a correta utilização dos cidadãos de forma correta e educada. voltadas para a melhoria da qualidade de vida. e operacionais. fomentando os hábitos higiênicos. sociais. de habitação. XV. referentes aos serviços de interesse dos usuários e da coletividade.intersetorialidade. de recursos hídricos da bacia hidrográfica em econômicos.do menor encargo socioambiental e econômico participação social e processos decisórios possível. o uso sustentável dos recursos naturais. mediante articulação com as políticas de desenvolvimento urbano e XX.eficiência e sustentabilidade.conformidade do planejamento e da regional. observadas a racionalidade e e ciência econômica. consistente na garantia de que os serviços sejam prestados dentro dos padrões de qualidade operacionais e sanitários estabelecidos. regulação. para as quais XXI-respeito às identidades culturais das o saneamento básico seja fator determinante ou comunidades.segurança. em tempo serviços. XIII. mediante a utilização dos recursos naturais de forma adoção de mecanismos e instrumentos que sustentável e a reversão da degradação garantam a efetividade da gestão dos serviços e ambiental.atualidade. bem como a melhoria contínua dos serviços.preservação e conservação do meio ambiente.promoção e proteção da saúde. VII. à falta.transparência das ações mediante a utilização de sistemas de levantamento e XXII-promoção e defesa da saúde e segurança divulgação de informações. ao uso incorreto ou à inadequação mediante a instituição de taxas. mediante ações preventivas de doenças relacionadas X. com o menor risco possível para os usuários.promoção da educação sanitária e ambiental. XVIII. observado o disposto na Lei nº 9. dos equipamentos e das instalações e sua conservação. e a exibilidade na implementação e na execução das ações de saneamento básico.promoção do direito à cidade. XII.

adução de água tratada. XXIII-respeito e promoção dos direitos básicos dos usuários e dos cidadãos. o atendimento das necessidades básicas IV. nos locais de trabalho a salubridade ambiental poderão ser alcançadas e de convivência social. critérios e padrões de potabilidade estabelecidos conforme o previsto na norma federal vigente e nas condições previstas no regulamento desta Lei. CAPÍTULO II DOS SERVIÇOS PÚBLICOS DE SANEAMENTO BÁSICO XXIV-fomento da pesquisa científica e Seção I tecnológica e a difusão dos conhecimentos de Dos Serviços Públicos de interesse para o saneamento básico. destinado à produção e à distribuição canalizada de água § 2° Excluem-se do disposto no § 1º as edificações potável.serviços.adução de água bruta. da população rural dispersa com serviços bem como.garantia do abastecimento em quantidade suficiente para promover a saúde pública e com qualidade compatível com as normas. equipamentos e demais instalações. em todas as edi cações permanentes urbanas independentemente de VI. II. Município quando assegurar. sua situação fundiária. sanitárias e higiênicas de todas as pessoas. conforme metas estabelecidas utilização como insumo ou matéria prima para no plano municipal de saneamento. quando vinculadas a esta finalidade. POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 46 .reservação de água bruta. I. e Art. vitais. mediante soluções as seguintes atividades: adequadas e compatíveis com as respectivas situações geográficas e ambientais.tratamento de água. inclusive local de trabalho e de convivência social da sede municipal e dos Parágrafo único. econômicas e sociais. localizadas em áreas cuja permanência ocasione risco à vida ou à integridade física e em áreas de Art. com ênfase Abastecimento de Água no desenvolvimento de tecnologias apropriadas. de saneamento básico. e secundário para gradualmente. §1° O serviço público de saneamento básico será considerado universalizado no III. incluídos os instrumentos de medição.abastecimento público de água tratada prioritário para o consumo humano e a higiene § 3° A universalização do saneamento básico e nos domicílios residenciais. atividades econômicas e para o desenvolvimento de atividades recreativas ou de lazer. materiais. sob a responsabilidade do Poder Público. no mínimo. independentemente de sua condição V. e socioeconômica.reservação de água tratada. II. e condições I. particularmente abastecimento de água observará também as as faixas de preservação dos cursos d’água.5° Considera-se serviço público de abastecimento de água o seu fornecimento por XXVI-promoção de ações e garantia dos meio de rede pública de distribuição e ligação meios necessários para o atendimento predial. O sistema público de atuais e futuros distritos. vilas e povoados. adequada às condições locais.captação de água bruta. obras civis. de abastecimento de água é composto pelo conjunto modo ambientalmente sustentável e de forma de infraestruturas.6° A gestão dos serviços públicos de proteção ambiental permanente. seguintes diretrizes: cuja desocupação seja determinada pelas autoridades competentes ou por decisão judicial.

IV. II.7° O fornecimento de água para consumo inclusive medidor. serão admitidas 47 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO . nos seguintes casos: a) negativa do usuário em permitir a instalação de dispositivo de medição da água consumida. por período contínuo superior a 15 I. órgão ou entidade de regulação. especialmente as de do Poder Executivo. rede pública de abastecimento de água nos logradouros em que o serviço esteja disponível. toda edificação permanente urbana deverá ser conectada à d) interdição judicial. a estabelecimentos de saúde. observadas as normas de saneamento básico. deverá obedecer a prazos e critérios §1° A prestação dos serviços públicos de que preservem condições essenciais de saúde abastecimento de água deverá obedecer das pessoas atingidas. depende de prévia autorização de pessoas e bens. §1° A responsabilidade do prestador dos serviços públicos sobre o controle da qualidade da água não prejudica a vigilância da qualidade da água para consumo humano por parte da autoridade de saúde pública.III. bem como os procedimentos III. ou Ministério da Saúde. risco à saúde pública. atendidas as orientações fixadas pela autoridade competente. ou de qualquer outro humano e higiene pessoal e doméstica componente da rede pública por parte do usuário.8° Excetuados os casos previstos no o órgão municipal competente.necessidade de efetuar reparos. e §2° As interrupções programadas serão previamente comunicadas ao regulador e aos usuários no prazo estabelecido na norma de regulação não inferior a quarenta e oito horas. que lhe da população ou de trabalhadores dos serviços xará prazo e condições. c) construção em situação irregular perante Art. IV. deverá observar os parâmetros e padrões de potabilidade.manipulação indevida da ligação predial. especialmente o uso sustentável e racional da água e a correta utilização das instalações prediais de água. §3° A interrupção ou a restrição do fornecimento de água por inadimplência. com comprovação do recebimento e antecedência mínima de trinta dias da data prevista para a suspensão. modificações e responsabilidades relativos ao controle e ou melhorias nos sistemas por meio de vigilância da qualidade estabelecidos pelo interrupções programadas.situações que possam afetar a segurança (quinze) dias. Art. e) imóvel demolido ou abandonado sem utilização aparente. interrompida pelo prestador somente nas hipóteses de: §4° A adoção de regime de racionamento pelo prestador. relacionadas aos recursos hídricos.promoção e incentivo à preservação. à redução das perdas no sistema público e nas edi cações atendidas e à minimização dos desperdícios. ao uso racional da água.após aviso ao usuário. §1° Na ausência de redes públicas de abastecimento de água. §2° O prestador de serviços de abastecimento de água deve informar e orientar a população b) inadimplemento pelo usuário do pagamento sobre os procedimentos a serem adotados em devido pela prestação do serviço de caso de situações de emergência que ofereçam abastecimento de água. baseada em manifestação emergência e as que coloquem em risco a saúde do órgão ou entidade de regulação. observado o inciso II do ao princípio da continuidade. a instituições educacionais e de internação coletiva de pessoas e a usuário residencial de baixa renda beneficiário de tarifa social.promoção das ações de educação sanitária e ambiental. desde que regulamento desta Lei e conforme norma do desocupada. podendo ser caput deste artigo e o regulamento desta Lei. à proteção e à recuperação dos mananciais.

mediante documento único de público deste serviço. inclusive do serviço admitidas instalações hidráulicas prediais para de esgotamento sanitário. exclusiva ou conjuntamente com o serviço público. §1° Entende-se como instalação hidráulica predial mencionada no caput a rede ou tubulação §2° Salvo as situações excepcionais. materiais. sujeitando-se o infrator às penalidades e sanções previstas nesta Lei. para instalações. sob a responsabilidade expressa sentido facultativo. destinado à coleta. Art. observadas as normas de regulação do serviço e as relativas às políticas ambiental. III. que esgotos sanitários e dos lodos gerados nas unidades de tratamento. inclusive a responsabilização civil no caso de contaminação da água da rede efluentes e lodos gerados por soluções individuais de tratamento de esgotos sanitários. e IV-disposição final dos efluentes e dos lodos originários da operação de unidades de tratamento. é composto pelo conjunto de infraestruturas. meio de veículos automotores apropriados. Art. sobre a possibilidade de imposição legal aos condomínios obras civis. regido por Lei federal própria. cam obrigados a instalar Esgotamento Sanitário hidrômetros nas respectivas fontes. A opção menos polêmica é substituir o verbo “deverá” por “poderá”. inclusive a ligação de utilização do serviço de esgoto. para controle do consumo e §2° Sem prejuízo do disposto no caput.quando sob responsabilidade do prestador condomínio. cuja esgotamento sanitário os serviços constituídos construção seja iniciada a partir da publicação por uma ou mais das seguintes atividades: desta Lei. e Seção II que estiverem ligados ao sistema público de Dos Serviços Públicos de esgotamento sanitário. da responsabilidade de sua administração pelo pagamento integral dos serviços prestados ao II. serão para cálculo da cobrança. inclusive fossas sépticas. todas as este. o prestador dos serviços poderá cadastrar individualmente as unidades autônomas e emitir contas individuais ou “borderô” de rateio da conta geral do condomínio. aproveitamento da água de chuva ou para reúso de águas servidas ou de efluentes de esgotos §3° Os imóveis que utilizarem soluções tratados. inclusive nos tribunais. deverá1 instalar hidrômetros individuais nas unidades autônomas que o compõem. sanitária e de recursos hídricos. na legislação e nas normas de regulação específicas. de: chorume gerado por unidades tratamento de resíduos sólidos integrantes do respectivo serviço público e de soluções individuais. ligações prediais de água deverão ser dotadas de hidrômetros. a coleta e transporte. inclusive soluções individuais. §1° O sistema público de esgotamento sanitário 1 Há conflitos de interpretação. desde o ponto de ligação de água da prestadora disciplinadas pelo regulamento desta Lei e pelas até o reservatório de água do usuário. §5° Na hipótese do parágrafo 4º. pública ou do próprio usuário. tratamento e disposição nal dos cobrança dos serviços de água e esgotos. observadas as normas pertinentes. POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 48 . individuais de abastecimento de água.9° A instalação hidráulica predial ligada à rede pública de abastecimento de água não poderá ser alimentada por outras fontes. inclusive normas administrativas de regulação. por cobrança.coleta e afastamento dos esgotos sanitários efeito de rateio das despesas de água fornecida e por meio de rede pública. equipamentos e demais prediais fechados. instalação de medidor individual de água para efeito de transporte. para que a administração do mesmo possa efetuar a cobrança dos respectivos condôminos de forma mais justa.tratamento dos esgotos sanitários. afastamento.soluções individuais.10° Consideram-se serviços públicos de §4° O condomínio residencial ou misto. e nos termos das normas administrativas de regulação. para I. quando destinado ao tratamento em unidade do serviço de esgotamento sanitário. sem prejuízo predial.

serão admitidas soluções individuais.do Poder Público. e disposição final ciência energética. seguras e ambientalmente adequadas de esgotamento Seção III sanitário. II. sem prejuízo das ações de cobrança administrativa ou judicial. IV. desde que tais resíduos não sejam de responsabilidade de seu gerador nos termos da norma legal ou administrativa. manejo de resíduos sólidos as atividades de coleta e transbordo. instalações e equipamentos públicos. §2° Na ausência de redes públicas de esgotamento sanitário. inclusive a ns de reutilização ou reciclagem. industriais e de serviços. c) raspagem e remoção de terra. o tratamento e a disposição nal dos esgotos sanitários.12° Consideram-se serviços públicos de rurais com ocupação dispersa. §1° Excetuados os casos previstos no regulamento desta Lei e conforme norma do órgão regulador. do solo e do ar. capina.incentivo ao reuso da água.resíduos domésticos.resíduos originários de atividades comerciais. b) asseio de logradouros. o transporte. Art. transporte.11° A gestão dos serviços públicos de esgotamento sanitário observará ainda as seguintes diretrizes: I. das águas e das lavouras.promoção de ações de educação sanitária e ambiental sobre a correta utilização das instalações prediais de esgoto e dos sistemas de esgotamento e o adequado manejo dos esgotos sanitários. sanitária e de recursos 49 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO II. poda de árvores e atividades correlatas em vias e logradouros públicos. observadas as normas de saúde pública e de proteção ambiental. conforme as normas de regulação específicas sejam considerados resíduos sólidos urbanos. vedada a interrupção ou restrição física do acesso aos serviços em decorrência de inadimplência do usuário. areia e quaisquer materiais depositados pelas águas . roçada. originada do processo de tratamento. tratamento. incluídos os procedimentos para evitar a contaminação dos solos. §3° A prestação dos serviços públicos de esgotamento sanitário deverá obedecer ao princípio da continuidade.promoção do desenvolvimento e adoção de tecnologias apropriadas. observadas as normas editadas pelo órgão regulador e pelos órgãos responsáveis pelas políticas ambiental. e à e inclusive por compostagem. principalmente nas soluções individuais. também são considerados como esgotos sanitários os e uentes industriais cujas características sejam semelhantes às do esgoto doméstico. vilas e povoados Art. Resíduos Sólidos Urbanos especialmente em áreas com urbanização precária e bairros isolados. em quantidade e qualidade similares às dos resíduos domésticos. os quais. visando promover a saúde pública e prevenir a poluição das águas super ciais e subterrâneas. toda edi cação permanente urbana deverá ser conectada à rede pública de esgotamento sanitário nos logradouros em que o serviço esteja disponível. triagem para III. para o atendimento de domicílios Dos Serviços Públicos de Manejo de localizados em situações especiais. nas diferentes etapas do dos: sistema de esgotamento. de decisão judicial ou de termo de ajustamento de conduta.adoção de solução adequada para a coleta. hídricos §2° Para os ns deste artigo. e III-resíduos originários dos serviços públicos de limpeza urbana. tais como: a) varrição. I. §4° O Plano Municipal de Saneamento Básico deverá prever as ações e o órgão regulador deverá disciplinar os procedimentos para resolução ou mitigação dos efeitos de situações emergenciais ou contingenciais relacionadas à operação dos sistemas de esgotamento sanitário que possam afetar a continuidade dos serviços ou causar riscos sanitários.

d) desobstrução e limpeza de bueiros. máquinas. integrado e diferenciado dos resíduos sólidos urbanos. mediante apoio à sua organização observadas as normas da Lei federal nº 12. sob a responsabilidade do Poder Público.13° A gestão dos serviços públicos de manejo dos resíduos sólidos observará também as seguintes diretrizes: I. equipamentos. Parágrafo único. O sistema público de manejo de resíduos sólidos urbanos é composto pelo conjunto de infraestruturas. triagem.pluviais em logradouros públicos. §1° É vedada a interrupção de serviço de II. Dos Serviços Públicos de Manejo de Águas Pluviais Urbanas c) da recuperação de áreas degradadas ou contaminadas devido à disposição inadequada Art. inclusive por condições de sua prestação. resíduos sólidos urbanos referidos no art. bem como dos resíduos originários de construção b) da inserção social dos catadores de e demolição. redução. sem prejuízo das ações de a) da não-geração. produção e consumo de bens e serviços geradores de resíduos. visando promover a saúde pública e prevenir a poluição das águas superficiais e subterrâneas. reutilização. exigindose resíduos na fonte geradora para as coletas a comunicação prévia quando alteradas as seletivas. do solo e do ar. recicláveis ou reciclados. compostagem.305. III. 12. tratamento. processamento Seção IV e comercialização desses materiais. especialmente dirigidas para: a) a difusão das informações necessárias à correta utilização dos serviços. e disposição final dos resíduos caracterizados neste artigo. especialmente os dias. objetivando a utilização adequada dos §2° O Plano Municipal de Saneamento Básico recursos naturais e a sustentabilidade ambiental deverá conter prescrições para manejo dos e econômica. Art.incentivo e promoção: coleta em decorrência de inadimplência do usuário residencial. bocas de lobo e correlatos. e aproveitamento energético do biogás.adoção do manejo planejado. e prioridade na contratação destas para a prestação dos serviços de coleta. inclusive por compostagem. destinado à coleta. e d) a disseminação de informações sobre as questões ambientais relacionadas ao manejo dos resíduos sólidos e sobre os procedimentos para evitar desperdícios.promoção de ações de educação sanitária e ambiental. separação dos cobrança administrativa ou judicial. de manejo das águas pluviais urbanas os constituídos por uma ou mais das seguintes d) da adoção de padrões sustentáveis de atividades: POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 50 . transbordo. os horários das coletas e as regras para embalagem e apresentação dos resíduos a serem coletados. dos serviços de saúde e demais materiais reutilizáveis e recicláveis nas ações resíduos de responsabilidade dos geradores. e) das ações de criação e fortalecimento de mercados locais de comercialização ou consumo de materiais reutilizáveis. em associações ou cooperativas de trabalho de 02 de agosto de 2010. de gestão. transporte. materiais. reciclagem. veículos e demais componentes. com ênfase na utilização de tecnologias limpas. e e) limpeza de logradouros públicos onde se realizem feiras públicas e outros eventos públicos de acesso aberto à comunidade. obras civis. c) a orientação para o consumo preferencial de produtos originados de materiais reutilizáveis ou recicláveis.14° Consideram-se serviços públicos dos resíduos sólidos. b) a adoção de hábitos higiênicos relacionados ao manejo adequado dos resíduos sólidos.

visando racionalizar a gestão destes útil ou possuidores a qualquer título de imóveis serviços. inclusive condomínios gerenciamento de enchentes. urbanos. detenção ou retenção. aproveitamento e disposição nal das águas pluviais urbanas. obras civis. equipamentos e demais instalações.adoção de soluções e ações adequadas de drenagem e de manejo das águas pluviais urbanas visando promover a saúde. manejo das águas pluviais observará também as seguintes diretrizes: V. inclusive a III.adoção de medidas. a segurança dos cidadãos e do patrimônio público e privado e reduzir os prejuízos econômicos decorrentes de inundações e de outros eventos relacionados. inclusive de benefício ou de ônus nanceiro.integração das ações de planejamento. Parágrafo único. inclusive por assoreamento.detenção ou retenção de águas pluviais recuperação e proteção das áreas de preservação urbanas para amortecimento de vazões de permanente e o tratamento urbanístico e cheias ou aproveitamento.16° São de responsabilidade dos proprietários. recuperação e ao uso adequado do sistema natural de drenagem do sítio urbano. III. privadas. II. e redução ou privados verticais ou horizontais. O sistema público de manejo das águas pluviais urbanas é composto pelo conjunto de infraestruturas. materiais. a) o equacionamento de situações que envolvam riscos à vida. de de mecanismos de detenção ou retenção de implantação e de operação do águas pluviais urbanas para amortecimento de sistema de drenagem e manejo de águas pluviais vazões de cheias ou aproveitamento das águas urbanas com as do sistema de esgotamento pluviais pelos proprietários.adução ou transporte de águas pluviais urbanas por meio de dutos e canais. observadas as normas e códigos de posturas pertinentes e a regulação IV.promoção das ações de educação sanitária e ambiental como instrumento de conscientização da população sobre a importância da preservação e ampliação das áreas permeáveis e o correto manejo das águas pluviais. à específica. no art. em particular dos seus cursos d’água. e c) a redução de áreas impermeáveis nas vias IV. adução ou transporte. tratamento.14° desta Lei. à saúde pública ou perdas materiais. b) as alternativas de tratamento de fundos de vale de menor impacto ambiental. minimização e título de imóveis urbanos.drenagem urbana. de incentivo à adoção I. e Art. II. as soluções mitigação dos impactos dos lançamentos na individuais de manejo de águas pluviais intralotes quantidade e qualidade da água à jusante da vinculadas a quaisquer das atividades referidas bacia hidrográ ca urbana.15° A gestão dos serviços públicos de de águas pluviais. d) o equacionamento dos impactos negativos na qualidade das águas dos corpos receptores em decorrência de lançamentos de esgotos sanitários e de outros e uentes líquidos no sistema público de manejo de águas pluviais. elemento urbanístico.tratamento e aproveitamento ou disposição e logradouros e nas propriedades públicas e nal de águas pluviais urbanas. sob a responsabilidade do Poder Público.desenvolvimento de mecanismos e titulares do domínio útil ou possuidores a qualquer instrumentos de prevenção. à preservação. VI. titulares do domínio sanitário. com ações que priorizem: 51 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO . destinado à drenagem. e) a inibição de lançamentos ou deposição de resíduos sólidos de qualquer natureza. no sistema público de manejo Art.incentivo à valorização.I. inclusive como paisagístico das áreas remanescentes.

no que couberem. por órgão ou entidade da Administração direta ou indireta do Município. econômicos. POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 52 . V. especificamente. III. as médio e longo prazo para a gestão dos serviços. e §6° Fica proibida. e a Lei federal nº 11. IV. III.sistema Municipal de Gestão do Saneamento Básico . §4° São condições de validade dos contratos sociais e técnico-operacionais. constitucionais o Município poderá delegar atividades administrativas de organização. ouvido o órgão necessárias para o cumprimento dos objetivos regulador.107. o de saneamento básico.079. preferencialmente. nos aspectos jurídicoinstitucionais.Controle Social. disposições desta Lei.Sistema Municipal de Informações em Saneamento Básico – SIMISA. a Lei federal nº 11. 11. 10.Fundo Municipal de Saneamento Básico2 FMSB.Plano Municipal de Saneamento Básico. as respectivas fontes de normas legais.estabelecer os objetivos e metas de curto. o planejamento.estabelecer os mecanismos e procedimentos modalidade e forma de delegação onerosa da 2 O fundo específico de saneamento básico pode ser substituíprestação integral ou de quaisquer atividades do por um fundo comum de políticas urbanas. regulamentares ou contratuais. Art.18° A Política Municipal de Saneamento Básico será executada por intermédio dos seguintes instrumentos: I. e VILegislação. incluídas as ações para emergências serviços delegados nas hipóteses previstas nas e contingências.445. regulamentos.SMSB. desde que neste dos serviços públicos municipais de saneamento sejam vinculadas as fontes e os usos dos recursos de cada setor básico referidos no §1° deste artigo.PMSB -.diagnosticar e avaliar a situação do saneamento de dezembro de 2004. instrumento de desta Lei e a legislação pertinente a cada caso. a prestação integral ou parcial de serviços públicos de saneamento básico de Art.17° Compete ao Município a organização. planejamento que tem por objetivos: particularmente Lei Federal nº 8. normas administrativas de regulação. nº 11. locais e regionais. nanciamento e as condições de sustentabilidade técnica e econômica dos serviços. 12 e 14 desta Lei. mediante Do Plano Municipal de Saneamento Básico contrato. projetos e ações §5° O Executivo Municipal poderá.CAPÍTULO III DO EXERCÍCIO DA TITULARIDADE CAPÍTULO IV DOS INSTRUMENTOS Art.19° Fica instituído o Plano Municipal de sua titularidade.987. II. independente da localização territorial destas infraestruturas. e. contratos e outros instrumentos jurídicos relacionados aos serviços §3° No exercício de suas competências púbicos de saneamento básico. administrativos. de 13 de fevereiro de 1995. observadas as disposições Saneamento Básico . bem como. públicos de saneamento básico o cumprimento das diretrizes previstas no art. a scalização e a prestação dos serviços públicos de saneamento básico de interesse local. §2° Os serviços públicos de saneamento básico de titularidade municipal serão prestados. básico no âmbito do Município e suas interfaces de 06 de abril de 2005. de 2007 e. a regulação. intervir e retomar a prestação dos e metas. cujas infraestruturas ou operação atendam exclusivamente ao Município. sob pena de nulidade. da Lei federal II. devidamente organizados e estruturados para este fim. de Seção I regulação e de scalização. bem como seus que tenham por objeto a prestação de serviços reflexos na saúde pública e ambientais. §1° Consideram-se de interesse local todos os serviços públicos de saneamento básico ou suas atividades elencados nos artigos 5º.definir os programas. de 30 I. qualquer IV.

§4° A delegação integral ou parcial de qualquer 19. §1° O PMSB deverá abranger os serviços de abastecimento de água. A divulgação das propostas do PMSB ou dos planos específicos e dos estudos que as fundamentarem dar-se-á por meio da disponibilização integral de seu teor a todos os interessados. de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos e de drenagem e manejo de águas pluviais urbanas.21° Após aprovação nas instâncias do Sistema Municipal de Gestão do Saneamento Básico. Art. as disposições do PMSB.recebimento de sugestões e críticas por meio de consulta ou audiência pública. da Lei federal nº 11. e homologado até 31 de dezembro de 2013. é vinculante para o Poder Público Municipal e serão inválidas as normas de regulação ou os Art. que poderá ser feita mediante revisão tarifária ou aditamento das condições contratuais.análise e manifestação do Órgão Regulador3. Art. dos movimentos e das entidades da sociedade civil.divulgação das propostas. elaborar planos específicos para um ou mais desses serviços.elaborados ou revisados para horizontes contínuos de pelo menos vinte anos. dos planos específicos. que produzirão efeitos somente a partir do dia §3° O disposto no plano de saneamento básico primeiro do exercício seguinte ao da publicação. de 2007. O PMSB deverá estar concluído respectivo plano específico. inclusive a II. exceto as de caráter financeiro. inclusive por meio da rede mundial de computadores . podendo o Executivo Municipal. consolidação dos planos específicos ou de suas preferencialmente em períodos coincidentes revisões. §5° No caso de serviços prestados mediante contrato. em qualquer hipótese. devendo. em conjunto com os estudos que os fundamentarem.nanceiro. deverá prever fases de: I. de esgotamento sanitário. por meio de procedimento que. As disposições do PMSB entram em vigor com a publicação do ato de homologação.20° A elaboração e as revisões do PMSB ou dos planos especí cos deverão efetivar-se de forma a garantir a ampla participação das comunidades. e III. 53 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 3 Se o caso. um dos serviços de saneamento básico definidos nesta Lei observará o disposto no PMSB ou no Parágrafo único. II. a seu critério. Poder Executivo – conforme a respectiva LOM). far-se-á mediante (lei ou decreto do com a vigência dos planos plurianuais.monitorados e avaliados sistematicamente pelos organismos de regulação e de controle social. . observados os objetivos e demais requisitos previstos nesta Lei e no art. essas atribuições podem ser atribuídas a um conselho mais amplo de Políticas Urbanas já existente.445. desde que sejam posteriormente compatibilizados e consolidados no PMSB. §2° O PMSB ou os planos específicos poderão ser elaborados diretamente pelo Município ou por intermédio de consórcio público intermunicipal do qual participe.22° O Executivo Municipal regulamentará os termos contratuais de delegação que com ele processos de elaboração e revisão do PMSB ou conflitem. ser: Parágrafo único. somente serão e cazes em relação ao prestador mediante a preservação do equilíbrio econômico.para o monitoramento e avaliação sistemática da execução do PMSB e da e ciência e eficácia das ações programadas. a homologação do PMSB.internet e por audiência pública.revisados no máximo a cada quatro anos. inclusive de forma conjunta com os demais municípios consorciados ou de forma integrada com o respectivo Plano Regional de Saneamento Básico. III. quando posteriores à contratação. I. no mínimo. de eventual plano especí co de serviço ou de suas revisões. Parágrafo único.

entre outros. e III.debates e audiências públicas. pela prestação ou disposição de serviços de saneamento básico observará modelo instituído §1° O controle social dos serviços públicos de ou aprovado pelo organismo regulador e deverá: saneamento básico será exercido mediante. controle direto pelo usuário final. independentemente de interesse. no seu planejamento e avaliação e representação Seção III no organismo de regulação e scalização. em razão do que serão considerados nulos: I. podendo ser Saneamento Básico – SMSB. às propostas e estudos e possa se manifestar por meio de críticas e sugestões a propostas do Poder Público. regulamentos. b) aos regulamentos e manuais técnicos de prestação dos serviços elaborados ou III.440.24° O Sistema Municipal de Gestão do possibilitar o acesso da população. devendo tais manifestações ser adequadamente respondidas. coordenado pelo realizadas de forma regionalizada. do Anexo do caráter consultivo ou deliberativo na formulação Decreto federal nº 5.Seção II Do Controle Social Art. visando o perfeito entendimento e o II. os seguintes mecanismos: I. de 4 de maio de 2005. valores.conter informações sobre a qualidade da água entregue aos consumidores.conhecimento dos seus direitos e deveres e das penalidades a que podem estar sujeitos.24° São assegurados aos usuários de serviços públicos de saneamento básico: I. é composto dos seguintes organismos e agentes institucionais: §3° As consultas públicas devem ser promovidas de forma a possibilitar que qualquer do povo.participação em órgãos colegiados de ao disposto no inciso I do art. 23° As atividades de planejamento. regulação e prestação dos serviços de saneamento básico estão sujeitas ao controle social. e c) a relatórios regulares de monitoramento e avaliação da prestação dos serviços editados IV.explicitar de forma clara e objetiva os serviços e outros encargos cobrados e os respectivos I. conforme de nidos pela regulação. Do Sistema Municipal de Gestão do Saneamento Básico §2° As audiências públicas mencionadas no inciso I do § 1º devem se realizar de modo a Art. do ÓRGÃO REGULADOR e sem a realização de consulta pública.conferências de políticas públicas. Prefeito Municipal.a instituição e as revisões de tarifas e taxas e a) a informações de interesse individual ou outros preços públicos sem a prévia manifestação coletivo sobre os serviços prestados.acesso: II. 5º. garantido prazo mínimo de quinze dias para divulgação das propostas e apresentação de críticas e sugestões. Art.os atos. da política municipal de saneamento básico. do seu regulamento e demais normas aplicáveis. e elaborados sem o cumprimento das fases previstas no art. 20 desta Lei. em cumprimento IV. nos termos desta Lei. normas ou resoluções emitidos pelo ÓRGÃO REGULADOR que não tenham sido submetidos à consulta pública. de serviços cujas minutas não tenham sido submetidas à apreciação do ÓRGÃO Parágrafo único. O documento de cobrança REGULADOR e à audiência ou consulta pública.os contratos de delegação da prestação pelo organismo regulador e scalizador.consultas públicas. II.PMSB ou planos específicos e suas revisões aprovados pelo organismo regulador. e II. tenha acesso POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 54 .

I.. que poderão ser executadas: I. Municipal da Cidade.. Subseção I Do Conselho Municipal da Cidade (ou outro) Art.Prestadores dos serviços.mediante delegação. o .diretamente. I.. 20... tarifas e outros §1° Optando o Executivo Municipal pelo exercício preços públicos formuladas pelo órgão regulador. Art. deverá ser estabelecido em instrumento de III... por órgão ou entidade da Administração Municipal... a forma de atuação e a abrangência das atividades a ser desempenhadas pelas §1° Será assegurada representação no Conselho partes envolvidas. e Protocolo).. I.Conselho Municipal (da Cidade ou de Políticas Urbanas ou outro)4 (a definir).25° Ao Conselho Municipal da Cidade (ou outro a que se queira atribuir as funções de controle social).. instituído para gestão associada de serviços públicos. que passa a integrar o SMSB. órgão colegiado consultivo e deliberativo das políticas urbanas do Município e integrante do SMSB. de .. Sem prejuízo de suas municipais de saneamento básico com o objetivo competências o (nome do órgão Regulador).. poderá obter apoio técnico de instituições 4 Vide nota 3 do art. no exercício de suas atribuições. público resultante da ratificação do Protocolo de Intenções de sua constituição.Órgão Regulador. (Lei municipal de ratificação do saneamento básico.propostas de revisões de taxas.... III.. de. e entidade reguladora de outro ente federado.(indicar o Órgão Regulador)..Secretarias municipais com atuação em áreas a ns ao saneamento básico... produzidos pelos organismos de regulação e scalização e pelos prestadores dos serviços Parágrafo único.. II. das atividades administrativas de regulação e scalização dos serviços por intermédio de II. constituído dentro do limite do respectivo Estado. outorga.. IV...26° Compete ao Executivo Municipal o exercício das atividades administrativas de regulação. 55 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO .. ou II.. será assegurada competência relativa ao saneamento básico para manifestar-se sobre: de subsidiar suas decisões...de entidades técnicas relacionadas ao setor (ou) (ALTERNATIVA 2-Municípios que optaram de saneamento básico e de organismos pela regulação direta) de defesa do consumidor com atuação no âmbito do Município...dos prestadores de serviços públicos de do seu regulamento (e do contrato de consórcio saneamento básico...dos segmentos de usuários dos serviços de nº .. inclusive consórcio público do qual o Município participe. Subseção II Do Órgão de Regulação Art. criado pela Lei acesso a quaisquer documentos e informações nº . por meio de convênio de cooperação.propostas de normas legais e administrativas convênio administrativo apropriado o prazo de de regulação dos serviços.o PMSB ou os planos específicos e suas Consórcio Público do qual participe ou por revisões.26° As atividades administrativas de regulação e de scalização dos serviços públicos §2° É assegurado ao Conselho Municipal da de saneamento básico será exercida pelo Cidade. aprovado pela Lei II. a órgão ou entidade de outro ente da Federação ou a consórcio público do qual não participe.. III... inclusive organização. e de scalização dos serviços de saneamento básico.. mediante adequação de sua composição: §2° Os termos e condições do instrumento de que trata o § 1º observarão as disposições desta Lei.

de abastecimento de água. II... compete competência. coletoresI. as condições previstas no §2° do art. ou indicar outro Fundo que integrará os recursos do saneamento básico. art. sob consonância com o PMSB.organizar e manter atualizado o cadastro e a contabilidade patrimonial de todos os seus bens e o cadastro técnico de todas as infraestruturas §1° Sem prejuízo das atribuições que lhe foram físicas imóveis vinculadas aos serviços de sua conferidas pela Lei referida no caput.. 12 desta Lei.elaborar e rever periodicamente os Planos cooperativas ou associações de usuários para a Diretores dos serviços de sua competência.... autarquia municipal regida pela Lei nº . 10 da Lei federal nº 11. 5 Se definida sua criação. de .. conforme os regulamentos de tarifas e outros preços públicos referentes à sua organização e funcionamento e o disposto prestação ou disposição dos serviços de sua no §2° do art..elaborar e publicar mensal e anualmente os balancetes nanceiros e patrimoniais...2° desta Lei e no §2° do art. de .. as atividades a serem desempenhadas pelas partes e demais condições. e comunidade. operar e manter os serviços de abastecimento de água e de XII.realizar operações financeiras de crédito destinadas exclusivamente à realização de obras e outros investimentos necessários para a prestação dos serviços de sua competência... e suas alterações. em execução de atividades de sua competência. para execução de oferta de água para atender as necessidades da atividades de seu interesse. de esgotamento sanitário..... contratos ou acordos de janeiro de 2007..aplicar penalidades previstas nesta Lei e II. contribuições de melhoria.. de 06 V. 5º e 10 desta Lei. incluídas todas as de sua competência.planejar. Subseção III Dos Prestadores dos Serviços IX... executar. no regime da Lei no 8. bem como arrecadar e gerir as receitas provenientes dessas cobranças.realizar pesquisas e estudos sobre os sistemas em seus regulamentos. o (SAAE) poderá: III.gerenciar os recursos do Fundo Municipal de Saneamento Básico .......445..cobrar taxas.celebrar convênios. VII. redes de adução e distribuição de água. Art. mediante termo de cooperação específico.... 27 desta Lei.666.públicas de regulação ou de entidades de ensino e pesquisa para as atividades administrativas de regulação e scalização dos serviços. prediais....... específicos com entidades públicas ou privadas para desenvolver as atividades sob Art.celebrar convênios administrativos com IV. promover e realizar ações de educação sanitária e ambiental.. X.contratar terceiros. visando ao aumento da de 21 de junho de 1993. situados no Município. observadas a legislação de resíduos sólidos são prestados diretamente pertinente. inclusive: ramais de ligações ao (SAAE). redes coletoras. competindo-lhe o exercício de todas as atividades indicadas no VI..incentivar.28° Os serviços de limpeza urbana e manjo sua responsabilidade. pelo (nome do prestador). XIII.FMSB5. que explicitará o prazo e a forma de atuação. §2° No âmbito de suas competências.realizar ações de recuperação e preservação e estudos de aproveitamento dos mananciais I. projetar.. de .exercer fiscalização técnica das atividades esgotamento sanitário.. XI. VIII. e atividades descritas nos arts. competência. POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 56 .....27° Os serviços públicos de abastecimento de água e de esgotamento sanitário serão prestados pelo (nome do SAAE ou prestador).

recursos vinculados às receitas de taxas.transferências voluntárias de recursos disposição universal. II. integral. III. V. conforme os regulamentos de sua organização e funcionamento e o disposto no §2° do art.Aprovar as demonstrações mensais de receitas e despesas do FMSB. juntamente com as contas gerais do SAAE (e demais prestadores. observadas as diretrizes básicas e prioritárias da política e do plano 57 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO .. dos recursos do FMSB..32° Constituem receitas do FMSB: Art. §2° Para o cumprimento do disposto no §1°. serviços de saneamento básico do Município de .... que o presidirá. melhoria e modernização tarifas e preços públicos dos serviços de das infraestruturas operacionais e em recursos saneamento básico. expansão. de natureza Irecursos provenientes de dotações contábil.Secretário Municipal equivalente).Art..Deliberar sobre questões relacionadas ao referidas funções..(nome do Município). públicas ou privadas. para FMSB.. II. tendo por orçamentárias do Município. nacionais e internacionais. fica o Executivo Municipal autorizado a transferir as VI.doações em espécie e outras receitas.recursos provenientes de doações ou subvenções de organismos e entidades I. se mais de um). §2° A gestão administrativa do FMSB será Seção IV exercida pela unidade de gestão nanceira Do Fundo Municipal de e contábil do (SAAE) . conforme o art. instituições vinculadas aos mesmos. municipal de saneamento básico.27° desta Lei §1°. substituição.Encaminhar as prestações de contas anuais do FMSB ao Executivo e à Câmara Municipal. destinadas a ações de saneamento básico do Município. O Executivo Municipal deverá promover a integração do planejamento e da prestação dos serviços referidos no caput com os serviços de esgotamento sanitário e de abastecimento de água.30° Fica criado o Fundo Municipal de Saneamento Básico .Diretor Geral do SAAE.FMSB Art.. Saneamento Básico .Elaborar o Plano Orçamentário e de Aplicação dos recursos do FMSB.FMSB.. 45 desta Lei gerenciais necessários para a prestação dos e seu regulamento. Art. visando a sua III. e de Finanças (ou V. igualitária e com do Estado de . ou da União.. IV. bem como a promover sua eventual gestão nanceira e os interesses do Município.. em consonância com as normas de o (SAAE)..Um representante do Órgão Regulador VI.repasses de consórcios públicos ou escolhido entre os representantes da sociedade provenientes de convênios celebrados com civil. ) instituições públicas ou privadas para execução de ações de saneamento básico no âmbito do §1° Ao Conselho Gestor do FMSB compete: Município.rendimentos provenientes de aplicações financeiras dos recursos disponíveis do FMSB.14° desta Lei. em consonância com a Lei de Diretrizes Orçamentárias. competindo-lhe o exercício de todas as atividades indicadas no art. II.29° Os serviços de drenagem e manejo de água pluviais urbanas são prestados diretamente pelo (nome do prestador – SAAE ou outro órgão municipal). reestruturação administrativa para este fim. ou de modicidade dos custos..31° O FMSB será gerido por um Conselho Gestor composto pelos seguintes membros: IV...Estabelecer e scalizar a política de aplicação VII. finalidade concentrar os recursos para a realização de investimentos em ampliação.. total ou parcialmente. vinculado ao (SAAE). I.

§4° Constituem passivos do FMSB as obrigações de qualquer natureza que venha a assumir para a execução dos programas e ações previstos no Plano Municipal de Saneamento Básico e no Plano Plurianual. o Sistema Municipal de Informações do FMSB caberá ao Diretor Geral do (SAAE). juros e outros encargos §2° As informações do SIMISA serão públicas POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 58 . do Estado de (. II. financeiros relativos a nanciamentos de investimentos em ações de saneamento básico previstos no Plano Orçamentário e de Aplicação do FMSB.. §1° O SIMISA poderá ser instituído como sistema autônomo ou como módulo integrante Parágrafo Único. inclusive do II. §3° O saldo nanceiro do FMSB apurado ao final de cada exercício será transferido para o exercício seguinte.contrapartida de investimentos com recursos de transferências voluntárias da União. em Saneamento Básico – SIMISA. da Lei nº 11.) ou de outras fontes não onerosas..34° A organização administrativa e o funcionamento do FMSB serão disciplinados em regulamento desta Lei..coletar e sistematizar dados relativos às condições da prestação dos serviços públicos I. §5° O orçamento do FMSB integrará o orçamento do (SAAE). não previstos no Plano Orçamentário e de Aplicação do FMSB.445..amortizações.cobertura de dé cits orçamentários e para de saneamento básico. em inciso VI.33° Fica vedada a utilização de recursos do FMSB para: I.cumprir com a obrigação prevista no art. com os objetivos de: Art.9°. e IV. nos sistemas de saneamento básico. a crédito do mesmo Fundo. observada a Lei de Diretrizes Orçamentárias.35° O Executivo Municipal deverá instituir e §7° A ordenação das despesas previstas no gerir. §6° A contabilidade do FMSB será organizada de forma a permitir o seu pleno controle e a gestão da sua execução orçamentária.disponibilizar estatísticas. Seção IV Sistema Municipal de Informações em Saneamento Básico – SIMISA Art.§1° As receitas do FMSB serão depositadas obrigatoriamente em conta especial. indicadores e outras (SAAE). II. pagamento de despesas correntes de quaisquer órgãos e entidades do Município. A vedação prevista no inciso I de sistema de informações gerais do Município do caput não se aplica ao pagamento de: ou órgão regulador. de 2007.. III. em obediência ao princípio da unidade..despesas adicionais decorrentes de aditivos contratuais relativos a investimentos previstos no Plano Orçamentário e de Aplicação do FMSB. informações relevantes para o monitoramento e avaliação sistemática dos serviços.execução de obras e outras intervenções urbanas integradas ou que afetem ou interfiram III. a ser aberta e mantida em agência de estabelecimento oficial de crédito. Art. diretamente ou por intermédio do órgão respectivo Plano Orçamentário e de Aplicação regulador. §2° As disponibilidades de recursos do FMSB não vinculadas a desembolsos de curto prazo ou a garantias de nanciamentos deverão ser investidas em aplicações financeiras com prazos e liquidez compatíveis com o seu programa de execução. montante superior à participação proporcional destes serviços nos respectivos investimentos. I. cuja execução deva ser realizada no mesmo exercício financeiro.despesas com investimentos emergenciais nos serviços de saneamento básico aprovadas pelo órgão regulador e pelo Conselho Gestor do FMSB.

quantidade mínima de consumo ou de §1° A instituição de taxas ou tarifas e outros utilização do serviço. §2° Poderão ser adotados subsídios tarifários e não tarifários para usuários determinados ou para sistemas isolados de saneamento básico no âmbito municipal sem escala econômica suficiente ou cujos usuários não tenham capacidade de pagamento para cobrir o custo integral dos serviços. mediante contrato específico.inibição do consumo supérfluo e do VI. e 59 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO . mediante remuneração que permita a recuperação dos custos econômicos dos serviços prestados em regime de e ciência. II. dos usuários de baixa renda.capacidade de pagamento dos usuários. CAPÍTULO V DOS ASPECTOS ECONÔMICOS FINANCEIROS Seção I Da Política de Cobrança VIII. I. e eficientes. e IV. V. ou previamente o órgão regulador. Art.estímulo ao uso de tecnologias modernas atendimento dos usuários preferenciais.36° Os serviços públicos de saneamento básico terão sua sustentabilidade econômicofinanceira assegurada.cabendo ao seu gestor disponibilizálas. §3° O sistema de remuneração e de cobrança dos serviços poderá levar em consideração os seguintes fatores: I.os preços contratados sejam superiores à prestação dos serviços.recuperação dos custos incorridos na §4° Conforme disposições do regulamento prestação do serviço. grandes capital.as condições contratuais não prejudiquem o VII. distribuídas por faixas ou quantidades crescentes de utilização III. no sítio que mantiver na internet ou por qualquer meio que permita o acesso a todos.incentivo à e ciência dos prestadores dos serviços.geração dos recursos necessários para ou de consumo. do serviço em quantidade e qualidade adequadas. usuários dos serviços poderão negociar suas tarifas ou preços públicos com o prestador dos VI.ampliação do acesso dos cidadãos e localidades de baixa renda aos serviços. dos serviços. inclusive a intradomiciliar. e desde que: com recursos rotativos do FMSB. pela regulação. II.custo mínimo necessário para disponibilidade essenciais relacionadas à saúde pública. IV. continuidade e segurança na II. em regime de eficiência.prioridade para atendimento das funções III.categorias de usuários. e tarifa média de equilíbrio econômico-financeiro dos serviços. realização dos investimentos.ciclos significativos de aumento da demanda planejamento. compatíveis com os níveis exigidos de qualidade. inclusive despesas de desta Lei e das normas de regulação. em períodos distintos. o adequado atendimento dos usuários diretrizes: de menor renda e a proteção do meio ambiente.remuneração adequada do capital investido serviços. visando à garantia de preços públicos para remuneração dos serviços objetivos sociais. independente de manifestação de interesse. I. ouvido pelos prestadores dos serviços contratados.padrões de uso ou de qualidade definidos desperdício de recursos. como a preservação da saúde de saneamento básico observará as seguintes pública. sempre que possível. visando o cumprimento das metas e objetivos do V. bem como para viabilizar a conexão. preferencialmente.

inclusive transporte e deixadas com base: transbordo.preços públicos específicos. nas condições estabelecidas em contrato e conforme §1° As tarifas pela prestação dos serviços de as normas técnicas de regulação aprovadas abastecimento de água serão calculadas com pelo Órgão Regulador. pela execução de serviços técnicos e administrativos. as tarifas pela utilização dos serviços de não ligados às respectivas redes públicas.em quantidade mínima de consumo ou de disposição pelo Pode Publico Municipal.tarifas ou preços públicos específicos. e de tratamento e disposição nal de resíduos domésticos ou equiparados postos à I. que terão como fato gerador a utilização §3° As tarifas de fornecimento de água para efetiva ou potencial dos serviços convencionais ligações residenciais sem hidrômetro serão de coleta domiciliar.38° As tarifas pela prestação dos serviços Subseção I de esgotamento sanitário serão calculadas Dos Serviços de Abastecimento de Água com base no volume de água fornecido pelo e de Esgotamento Sanitário sistema público. regulação.no caso do abastecimento de água. Subseção II Dos Serviços de Limpeza Urbana e Manejo §2° O volume de água fornecido deve ser aferido de Resíduos Sólidos Urbanos por meio de hidrômetro. edi cados ou não.taxas. do sistema.37° Os serviços de abastecimento de água medido ou estimado proveniente e de esgotamento sanitários serão remunerados de solução individual. nos demais casos. laudo técnico anual aprovado pelo (SAAE). II. mediante a cobrança de: §1° As tarifas dos serviços de esgotamento I. ou pela prestação mediante contrato de serviços POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 60 . para o atendimento das necessidades sanitárias básicas dos usuários de menor renda. pela prestação dos serviços de sanitário dos imóveis residenciais não atendidos fornecimento de água e de coleta e tratamento de pelo serviço público de abastecimento de água esgotos para os imóveis ligados às respectivas serão calculadas com base: redes públicas e em situação ativa. Art. em razão do consumo. pela disposição dos serviços de em atividades que não geram e uentes de fornecimento de água ou de coleta e tratamento esgotos ou que possuam soluções de reuso da de esgotos para os imóveis. nas Art. III. ou II. água. com base em volumes de nidos por meio de conforme de nido em regulamento dos serviços.em volume presumido contratado nos demais disponibilidade hídrica e capacidade operacional casos. inclusive nos casos de ligações sem hidrômetros.III.39° Os serviços de limpeza urbana e manejo ligações temporárias e em outras situações de resíduos sólidos urbanos serão remunerados especiais de abastecimento definidas mediante a cobrança de: no regulamento dos serviços. utilização do serviço para o atendimento das necessidades sanitárias básicas dos usuários II. que utilizam água como insumo. ou esgotamento sanitário poderão ser calculadas cujos usuários estejam na situação de inativos. I. que poderão ser estabelecidas para cada um dos serviços ou I. de qualquer categoria. em processos operacionais. os quais serão de nidos e disciplinados no regulamento desta Lei e nas normas técnicas de §2° Para os grandes usuários dos serviços.tarifas. exceto nos casos em que isto não seja tecnicamente possível.taxas. se existente. acrescido do volume de água Art. haja II. base no volume consumido de água e poderão ser progressiva. de menor renda.em volume presumido contratado complementares ou vinculados a estes serviços.em quantidade mínima de utilização do serviço para ambos conjuntamente.

tarifas ou outros preços públicos por eles praticados. deverá considerar a adequada destinação dos resíduos coletados e poderá considerar: Art. reutilização e reciclagem. a mesma terá como fato gerador a outros serviços de manejo de resíduos sólidos e utilização efetiva ou potencial das infraestruturas serviços de limpeza de logradouros públicos em públicas do sistema de drenagem e manejo de eventos de responsabilidade privada. e a existência de dispositivos de amortecimento ou de retenção da água pluvial. Subseção III a recuperação integral dos custos incorridos. . IV. inclusive a órgãos ou entidades da administração pública estadual e federal. quando águas pluviais. bem como III. poderá ser adotado sistema integrado de remuneração destes serviços. de resíduos domésticos ou equiparados e de resíduos especiais. à coleta seletiva. conforme o regulamento específico transbordo. mantidas pelo Poder Público contratados com o prestador público. em conformidade com o regime de prestação do serviço ou de suas atividades. Art. e de tratamento e disposição final destes serviços.o nível de renda da população da área atendida.41° Qualquer forma de remuneração pela prestação do serviço público de manejo de águas I. pela prestação de deste artigo.nível de renda da população da área atendida. e ao aproveitamento energético que podem ser neles edificadas. em cada lote II. §1° Caso a gestão dos serviços de drenagem e manejo de águas pluviais urbanas seja integrada com os serviços de esgotamento sanitário.mecanismos econômicos de incentivo à e minimização da geração de resíduos. o percentual de área impermeabilizada neles edificadas. inclusive por II.42° As taxas.preços públicos específicos.40° Os serviços de drenagem e manejo de águas pluviais urbanas poderão ser remunerados mediante a cobrança de tributos. situado em público de manejo de resíduos sólidos urbanos vias ou logradouros públicos urbanos. ou a dispensa de multa e de encargos acessórios pelo atraso ou falta dos respectivos pagamentos. Seção II §2° Os serviços regulares de coleta seletiva de Das Taxas. na forma públicos de saneamento básico terão seus do disposto em regulamento e nas normas valores fixados com base no custo econômico. §2° No caso de instituição de taxa para a remuneração dos serviços referidos no caput III. mediante regime 61 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO §1° Os prestadores dos serviços públicos de saneamento básico não poderão conceder isenção ou redução de taxas. titular do domínio útil ou possuidor a qualquer §1° A remuneração pela prestação de serviço título de imóvel.características dos lotes urbanos e as áreas compostagem. edificado ou não. e I. inclusive transporte e de tarifas. Dos Serviços de Drenagem e Manejo de inclusive despesas de capital e remuneração águas Pluviais Urbanas adequada dos investimentos realizados.especiais de coleta. técnicas especí cas de regulação.o peso ou volume médio coletado por poderá considerar: habitante ou por domicílio. tarifas e outros preços públicos usuários que aderirem a programas específicos pela prestação ou disposição dos serviços instituídos pelo Município para este fim. Tarifas e Outros Preços Públicos materiais recicláveis ou reaproveitáveis serão subsidiados (ou não serão cobrados) para os Art. do biogás. municipal e postas à disposição do proprietário. inclusive taxas. contribuições de melhoria.as características dos lotes urbanos e áreas urbano. pluviais urbanas que venha a ser instituída pelo Município deverá levar em conta. garantido aos entes responsáveis pela prestação dos serviços. sempre que possível.

em vistoria realizada as mesmas condições de utilização dos serviços. faixas ou quantidades crescentes de utilização ou de consumo. Art. na composição do custo econômico dos serviços Art. nas seguintes categorias: residencial. assegurando-se o subsídio dos usuários de conforme as normas legais e de regulação maior para os de menor renda. §2° Para efeito de enquadramento da estrutura de cobrança. de acordo com as características socioeconômicas. ciclos de demanda. ou comprovadas por este. deve ser usuário.45° O custo dos serviços. inclusive contrapartidas a empréstimos. os usuários serão classificados. dos serviços e à sua viabilização econômicofinanceira. comerciais. administrativas. §1° A estrutura do sistema de cobrança II. 45 desta Lei e investimentos. em regime de eficiência. inclusive do FMSB. seus regulamentos poderão ser convertidos e expressos em Unidades Fiscais do Município III. pelo prestador por sua iniciativa ou por solicitação do usuário. dentro de um mesmo água nas instalações prediais situadas após o grupo. as quais poderão ser subdivididas em grupos. falha ou resultado inconclusivo do Do Custo Econômico dos Serviços prestador. a discriminação de usuários que tenham hidrômetro. grupo ou classe de na determinação da taxa ou tarifa.43° As taxas. observadas correspondentes a todas as despesas para as taxas as normas legais específicas. comprovadas. de modo água e esgotamento sanitário decorrentes de: que o respectivo valor médio obtido possibilite o equilíbrio econômico-financeiro da prestação a) erro de medição. tarifas e outros preços públicos poderão ser considerados os seguintes serão fixados de forma clara e objetiva e deverão elementos: ser tornados públicos com antecedência mínima de trinta dias com relação à sua vigência. apurados encargos nanceiros de empréstimos para conforme as diretrizes do art. realizadas com recursos provenientes de receitas POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 62 . I.redução de valores motivada por revisões de observará a distribuição das taxas ou tarifas cobranças dos serviços de abastecimento de conforme os critérios de nidos no caput. No ato de fixação ou de revisão das taxas incidentes sobre os serviços públicos II. a ser computado d) mudança de categoria. ou de instituição credenciada pelo mesmo. de demanda c) ocorrências de vazamentos ocultos de ou de uso. bene ciários de programas e subsídios sociais. e finalidade ou padrões de uso ou de qualidade dos serviços I.§2° Observados o regulamento desta Lei e as normas administrativas de regulação dos serviços. cam excluídos do disposto no § 1º os seguintes casos: Art. de saneamento básico. ou por meio de equipamento móvel apropriado certificado pelo Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro). ou por inclusão do mesmo em programa o mínimo necessário à adequada prestação de subsídio social. dos serviços. (UFM) (se o município adotar).despesas de capital relativas a investimentos. Parágrafo único.isenção ou descontos concedidos aos usuários ofertados de nidos pela regulação e contratos. Subseção I Das Disposições Gerais §1° Para os efeitos do disposto no caput. industrial e pública.despesas correntes ou de exploração inclusive os reajustes e as revisões.44° As taxas e tarifas poderão ser diferenciadas segundo as categorias de usuários. fiscais e tributárias. juros e outros respectiva estrutura de cobrança. de operação e manutenção.despesas com o serviço da dívida. no caso Subseção II de omissão. os valores unitários da correspondentes a amortizações. b) defeito do hidrômetro comprovado mediante aferição em laboratório do (SAAE). comercial. específicas. sendo vedada.

publicado pelo IBGE. ou amortizações de empréstimos e às despesas de capital previstas nos incisos II e III do §1°. de produtividade ou §2° Alternativamente às parcelas de decorrentes de externalidades. a instituição ou Tarifas e Outros Preços Públicos aumentos extraordinários de tributos. e a apuração e distribuição com os usuários dos ganhos de e ciência. Subseção III Dos Reajustes e Revisões das Taxas e • fatos do príncipe. entre outras: §3° As disposições deste artigo deverão ser • fatos não previstos em normas de regulação ou disciplinadas no regulamento desta Lei e em em contratos.extraordinárias. trabalhistas e scais. ou apurados em laudo técnico do IPCA apurada pelo IBGE nos doze meses de avaliação contemporânea. Art. observando-se para as taxas o os registros contábeis patrimoniais. intangíveis e diferidos econômico-financeiro de sua prestação ou existentes na data base de implantação do disposição. em • aumentos extraordinários de tarifas ou preços intervalos mínimos de doze meses. 48° As revisões compreenderão a reavaliação V.remuneração adequada dos investimentos que poderão ter os seus valores aumentados ou realizados com capital próprio tendo como base diminuídos.periódicas. condições econômico-financeiras. estes forem inconsistentes ou monetariamente desatualizados. Art. ou se disposto no parágrafo único do art. objetivando a recomposição taxas e tarifas. 63 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO . encargos sociais. tarifas e outros preços públicos dos IV. tendo líquidos contábeis. I. tendo até 30 (trinta) dias antes de sua vigência. 43 desta lei. VI.provisões de perdas líquidas no exercício das condições da prestação e seus reflexos nos financeiro com devedores duvidosos. no caso de serviços serviços e insumos utilizados nos serviços de delegados. e poderão ser: o saldo líquido contábil ou os valores apurados conforme a alínea “a” do inciso IV deste parágrafo. descontadas as depreciações como fator de reajuste a variação acumulada e amortizações. quando se verificar a regulação poderá considerar na composição do ocorrência de situações fora do controle do custo dos serviços as cotas de depreciação ou prestador dos serviços e que afetem suas de amortização dos respectivos investimentos.próprias.47° Os reajustes dos valores monetários de taxas.46° As taxas e tarifas poderão ser atualizadas ou revistas periodicamente. medida pelo Índice de Preços ao do equilíbrio econômico-financeiro dos serviços Consumidor Amplo (IPCA). normas técnicas do órgão regulador dos serviços. • fenômenos da natureza ou ambientais. observadas públicos regulados ou de preços de mercado de as disposições desta Lei e. em intervalos de pelo menos quatro a qual deverá ser no mínimo igual à taxa de in anos. os contratos e os seus instrumentos saneamento básico.despesas patrimoniais de depreciação ou de serviços de saneamento básico prestados amortização de investimentos vinculados aos diretamente por órgão ou entidade do Município. de regulação específica. serviços de saneamento básico relativos a: têm como finalidade a manutenção do equilíbrio a) ativos imobilizados. tarifas e de outros preços públicos praticados. Parágrafo único. custos dos serviços e nas respectivas taxas. inclusive do FMSB. exceto como base os valores dos respectivos saldos nos anos em que ocorrer suas revisões. ou obtidos mediante doações. a II. Executivo Municipal. se inexistentes anteriores. entre outros. Art. e deverão ser aprovados e publicados regime de custos de que trata este artigo. preferencialmente coincidentes com as ação estimada para o período de vigência das revisões do PMSB. Os reajustes serão processados e aprovados previamente pelo órgão regulador b) ativos imobilizados e intangíveis realizados dos serviços e serão efetivados mediante ato do com recursos não onerosos de qualquer fonte.

os demais órgãos e entidades municipais interessados e os usuários. (VER LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA) Subseção V Da Penalidade por Atraso ou Falta de Pagamento Seção III Do Regime Contábil Patrimonial §3° Observado o disposto no §4° deste artigo. mediante ato do Executivo Municipal. nos termos da legislação vigente. contribuições o Município. que somente poderão efetuar o lançamento e arrecadação das suas respectivas tarifas e preços públicos. no caso de serviços delegados a terceiros. serviços públicos de saneamento básico e respectiva arrecadação poderão ser efetuados §1° Não gerarão crédito perante o titular os separadamente ou em conjunto. tarifas e outros preços públicos que resultarem em alteração da estrutura de cobrança ou em alteração dos respectivos valores. e os seus resultados serão submetidos à apreciação do Conselho Municipal da Cidade (ou outro que exerça função de controle social) e a consulta pública. Art. e são impenhoráveis e inalienáveis apurada no período revisional. gestão. POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 64 . 49° O atraso ou a falta de pagamento dos débitos relativos à prestação ou disposição dos serviços de saneamento básico sujeitará o usuário ao pagamento de multa de 2% (dois por cento) calculada sobre o respectivo valor. tais como os decorrentes de cuja prestação estiver sob responsabilidade de exigência legal aplicável à implantação de um único órgão ou entidade ou de diferentes empreendimentos imobiliários. serão efetivadas.49° O lançamento de taxas. além de juros moratórios de 1% (um por cento) ao mês. apurados e Do Lançamento e da Cobrança registrados conforme a legislação e as normas contábeis brasileiras constituirão créditos perante Art. mediante investimentos feitos sem ônus para o prestador documento único de cobrança. 51° Os valores investidos em bens reversíveis pelos prestadores dos serviços contratados Subseção IV sob qualquer forma de delegação. as revisões de taxas. podendo ser adotados para esse m fatores de produtividade e indicadores de qualidade referenciados a outros prestadores do setor ou a padrões técnicos consagrados e amplamente reconhecidos. tarifas e outros preços públicos exploração dos serviços. mais atualização monetária correspondente à variação do IPCA. particularmente. à aprovação prévia do Legislativo Municipal. para os serviços contratado.§1° As revisões de taxas. 6 A opção de documento único de cobrança de serviços prestados por diferentes órgãos ou entidades pode implicar em problemas orçamentários e complicar o corte de água por falta de pagamento da conta única. após sua aprovação pelo órgão regulador. §2° Os processos de revisões poderão estabelecer mecanismos econômicos de indução à e ciência na prestação e. nos termos contratuais devidos pela disposição ou prestação dos e dos demais instrumentos de regulação. os provenientes órgãos ou entidades por meio de acordos de subvenções ou transferências fiscais rmados entre eles. afetados aos órgãos ou entidades municipais responsáveis pela sua §4° O aumento superior à variação do IPCA. a serem recuperados mediante de melhoria. dos valores das sem prévia autorização legislativa. ouvidos os prestadores dos serviços.50° Independente que quem as tenha adquirido ou construído. O disposto neste artigo não se aplica a serviços delegados a terceiros mediante contrato. à antecipação de metas de expansão e de qualidade dos serviços. Parágrafo único. exceto taxas dos serviços públicos de saneamento materiais inservíveis e bens móveis obsoletos básico resultantes de revisões. para mais ou para menos.6 voluntárias e as doações. Art. tarifas e outros preços públicos terão suas pautas definidas e processos conduzidos pelo órgão regulador. será submetido ou improdutivos. Art. as infraestruturas e outros bens vinculados aos serviços públicos de saneamento básico constituem patrimônio público do Município.

apreciar e deliberar conclusivamente sobre recursos interpostos pelos usuários. os aspectos atividades exercidas pelos seus controladores. inclusive sua consolidação.53° O exercício da função de regulação orçamentárias anuais e plurianuais relativas à atenderá aos seguintes princípios: prestação dos serviços.apreciar ou propor ao Executivo Municipal projetos de lei e de regulamentos que tratem §4° Salvo nos casos de serviços contratados de matérias relacionadas à gestão dos serviços sob o regime da Lei federal nº 8. a juízo dos mesmos.garantir o cumprimento das condições.445. de 1993. I.editar normas de regulação técnica e instruções deverão constituir empresa subsidiária de de procedimentos necessários para execução propósito especí co para a prestação dos das leis e regulamentos que disciplinam a serviços delegados pelo Município a qual terá prestação dos serviços de saneamento básico.52° São objetivos gerais da regulação: mediante parecer técnico conclusivo. a depreciação e os respectivos saldos serão anualmente auditados e certificados III. públicos de saneamento básico.§2° Os investimentos realizados. administrativa. orçamentária e financeira da entidade de regulação.acompanhar e auditar as informações FISCALIZAÇÃO DOS SERVIÇOS contábeis. destinados entre outras as seguintes competências: exclusivamente a investimentos nos sistemas de saneamento objeto do respectivo contrato.apreciar e opinar sobre as propostas Art. celeridade e a reclamações que. pelo menos.no caso dos serviços contratados. bem como monitorar e avaliar Seção II sistematicamente a sua execução. VIII.coordenar os processos de elaboração dos órgãos integrantes do sistema e de revisão periódica do PMSB ou dos nacional de defesa da concorrência. II. CAPÍTULO VI DAS DIRETRIZES PARA A REGULAÇÃO E III. Art. de 05 de janeiro de 2007. os valores objetividade das decisões. tarifas e outros preços prestação dos serviços e para a satisfação dos públicos dos serviços de saneamento básico.capacidade e independência decisória.instituir ou aprovar regras e critérios de II. os prestadores contratados. Seção I Dos Objetivos da Regulação IV. econômico de eventuais prestadores dos serviços contratados. planos específicos dos serviços. usuários. autonomia pelo órgão regulador.23°. Do Exercício da Função de Regulação VII. contabilidade própria e segregada de outras que abrangerão. não 65 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO . estruturação do sistema contábil e respectivo objetivos e metas estabelecidas. I. §3° Os créditos decorrentes de investimentos devidamente certi cados poderão constituir §1° Ao órgão regulador deverão ser asseguradas garantia de empréstimos.transparência. V. visando o cumprimento das normas de pelos gestores municipais e o abuso do poder regulação.definir a pauta e conduzir os processos de análise e apreciação bem como deliberar. e amortizados. controle e fiscalização. organizados sob a forma de empresa regida pelo direito privado. listados no art. patrimoniais e operacionais dos prestadores dos serviços.estabelecer padrões e normas para a adequada periódicas de taxas.prevenir e limitar o abuso de atos discricionários serviços. relativos II. tecnicidade.666. ressalvada a competência VI. da Lei federal nº 11. e plano de contas e dos sistemas de informações gerenciais adotados pelos prestadores dos III. sobre proposições de reajustes ou de revisões I.

correta administração de subsídios. bem como scalizar a execução dos mesmos. inclusive cobranças consideradas órgão regulador todos os dados e informações indevidas. relatórios.receber do regulador e do prestador a interpretação e a fixação de critérios para informações necessárias para a defesa de seus execução dos contratos e dos serviços e para interesses individuais ou coletivos. II. inclusive as produzidas pelo Parágrafo único.fiscalizar permanentemente.55° Deverá ser assegurada publicidade aos e a atuação do órgão regulador. mediante prévia e motivada decisão do órgão regulador. necessidades e com qualidade adequada aos requisitos sanitários e ambientais. preferencialmente. estudos.recorrer.cumprir e fazer cumprir as disposições legais.56° Sem prejuízo do disposto na Lei federal ações relacionadas à gestão dos serviços de nº 8. de 11 de setembro de 1990. §3° Compreendem-se nas atividades de regulação dos serviços de saneamento básico II. Seção III Da Publicidade dos Atos de Regulação VI.54° Os prestadores de serviços públicos decisões e atos do prestador que afetem seus de saneamento básico deverão fornecer ao interesses. I. de Art. como cidadão e usuário. são direitos saneamento básico. IX.apreciar e emitir parecer conclusivo sobre estudos e planos diretores ou suas revisões. por meio de sítio mantido na internet. relativos aos serviços de saneamento básico. decisões e instrumentos equivalentes que se re ram à regulação ou Art.tenham sido su cientemente atendidas pelos prestadores dos serviços. §2° A publicidade a que se refere o caput deverá se efetivar. as atividades do prestador dos serviços Art.ter acesso a informações sobre a prestação dos serviços. III. informações a que se refere o caput aqueles produzidos por empresas ou profissionais V. nas instâncias administrativas. de interesse público relevante.57° Constituem-se obrigações dos usuários à scalização dos serviços. CAPÍTULO VII DOS DIREITOS E OBRIGAÇÕES DOS USUÁRIOS X. IV. do domínio útil ou possuidores a qualquer a eles podendo ter acesso qualquer cidadão.participar de consultas e audiências públicas contratados para executar serviços ou fornecer e atos públicos realizados pelo órgão regulador materiais e equipamentos. e de outros mecanismos e formas de controle social da gestão dos serviços.garantia do acesso a serviços.zelar pela preservação da qualidade e da integridade dos bens públicos por meio dos quais lhes são prestados os serviços. necessários para o desempenho de suas atividades. POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 66 . em quantidade entidade representativa dos usuários e de uma suficiente para o atendimento de suas entidade técnico-profissional. §1° Excluem-se do disposto no caput os os regulamentos e as normas administrativas de documentos considerados sigilosos em razão regulação dos serviços.078.assessorar o Executivo Municipal em Art. titulares direitos e deveres dos usuários e prestadores. bem como aos efetivos ou potenciais e dos proprietários. Incluem-se entre os dados e regulador ou sob seu domínio. dos usuários efetivos ou potenciais dos serviços de saneamento básico: §2° A composição do órgão regulador deverá contemplar a participação de pelo menos uma I. título de imóveis beneficiários dos serviços de independentemente da existência de interesse saneamento básico: direto.

intervenção de qualquer modo nas instalações equipamentos públicos afetados pelos serviços dos sistemas públicos de saneamento básico.pagar em dia as taxas.responder pelos débitos relativos aos serviços mananciais e respectivas áreas de drenagem.cumprir os códigos e posturas municipais. particularmente. por débitos relativos à imóvel de VIII. cursos d’água. nas instalações de esgotamento sanitário.lançamento de esgotos sanitários locação do qual for proprietário. nos termos desta Lei e esgotamento conjunto de outro imóvel sem seus regulamentos.lançamento de águas pluviais ou de esgoto às instalações dos sistemas públicos de não doméstico de característica incompatível saneamento básico. possuidor a qualquer título ou usufrutuário. as limitador de vazão ou do lacre de suspensão do ligações do imóvel de sua propriedade ou fornecimento de água da ligação predial.comunicar quaisquer mudanças das espécie. VIII. em qualquer condições de uso ou de ocupação dos imóveis local não autorizado. causar IV. terrenos públicos ou privados. observado públicas. CAPÍTULO VIII DAS INFRAÇÕES E PENALIDADES Seção I Das Infrações IV. as seguintes ocorrências constituem infrações V. acondicionados ou não.58° Sem prejuízo das demais disposições conhecimento. o direito à privacidade. de saneamento básico.levar ao conhecimento do prestador e do regulador as eventuais irregularidades na prestação dos serviços de que tenha Art. domínio às redes públicas de abastecimento de água e de coleta de esgotos. tarifas e outros preços públicos decorrentes da disposição e prestação dos serviços. ou a sua disposição inadequada no solo ou em corpos de água sem o devido tratamento. pública. relativos às questões sanitárias.violação ou retirada de hidrômetros. desta Lei e das normas de posturas pertinentes. ou em qualquer outro local público ou privado. 67 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO . poços e cacimbas. autorização e cadastramento junto ao prestador do serviço.utilização da ligação predial de esgoto para dotados destes serviços. civil e criminalmente.responder. para inspeções relacionadas à utilização de esgotos sanitários nas respectivas redes dos serviços de saneamento básico.disposição de resíduos sólidos de qualquer X. a edi cações e ao uso dos I.utilizar corretamente e com racionalidade domiciliares para coleta no passeio. de resíduos domésticos ou de outras origens em qualquer local público ou privado urbano.executar.disposição de recipientes de resíduos sólidos IX. VII. de saneamento básico de que for usuário. direta ou indiretamente. ou. VII. por intermédio do prestador. pelos danos que. em terrenos lindeiros útil.incineração a céu aberto. áreas de várzea. dos usuários efetivos ou potenciais dos serviços: estaduais e federais. pública ou em qualquer outro local destinado à evitando desperdícios e uso inadequado dos coleta fora dos dias e horários estabelecidos. VI. titular do domínio diretamente na via pública. na via os serviços colocados à sua disposição. equipamentos e instalações. de forma sistemática. via de sua propriedade ou domínio. XI.II.ligações prediais clandestinas de água ou imóvel. de VI. IX. solidariamente. nos logradouros III. II.permitir o acesso do prestador e dos agentes scais às instalações hidrossanitárias do V.

a) procurado evitar ou atenuar as consequências danosas do fato. §2° Responderá pelas infrações quem por qualquer modo as cometer.ter a infração consequências graves para a I. ao prestador do serviço ou ao órgão de regulação e Art. §2° Constituem circunstâncias agravantes para o infrator: I. graves e infraestruturas.as circunstâncias atenuantes ou agravantes. concorrer para sua prática. em tempo hábil.59° As infrações previstas no art.os antecedentes do infrator. X. VI.adulterar ou intervir no hidrômetro com intuito de obter vantagem na medição do consumo de I.deixar de comunicar de imediato.ter bons antecedentes com relação à utilização água. de forma reiterada.contaminação do sistema público de abastecimento de água através de interconexão de outras fontes com a instalação hidráulica predial ou por qualquer outro meio. obter prazo razoável para correção da irregularidade. ato ou omissão. nos termos dos POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 68 . ou a adoção da incineração como forma de destinação final dos resíduos através de dispositivos não licenciados pelo órgão ambiental. ambos desta Lei. Seção II Das Penalidades b) comunicado. 61. ocorrências de sua responsabilidade Lei. efetivo ou potencial.omissão ou atraso do prestador na execução de medidas ou no atendimento de solicitação do usuário que poderiam evitar a situação infracional. gravíssimas.60° A pessoa física ou jurídica. o prestador do serviço ou o órgão de regulação e fiscalização Art. cará sujeita às seguintes penalidades.deixar de atender.prestar informações inverídicas. 58 durante a vigência de medidas de emergência II. dispositivo do art. exigências normativas e notificações do prestador do serviço ou da fiscalização. quando cabível.inclusive no próprio terreno. III. de direito sobre ocorrências de situações motivadoras das público ou privado. sistemática no II. III.ludibriar os agentes scalizadores nos atos de vistoria ou fiscalização.reincidência ou prática cometimento de infrações. prestação do serviço ou suas infraestruturas ou para a saúde pública. de modo efetivo e comprovado: disciplinadas conforme o art.58° desta fiscalização. §1° A notificação espontânea da situação infracional ao prestador do serviço ou ao órgão fiscalizador permitirá ao usuário.ter o usuário. sem prejuízo de outras medidas legais e da reparação de danos eventualmente causados às infraestruturas do serviço público. ou delas se beneficiar. II. VIII.a intensidade do dano.ser o infrator primário e a falta cometida não provocar consequências graves para a prestação do serviço ou suas infraestruturas ou para a saúde pública. a terceiros ou à saúde pública. IV. disciplinadas nos regulamentos e normas que coloquem em risco a saúde ou a vida de administrativas de regulação dela decorrentes. que infringir qualquer infrações. alterar dados técnicos ou documentos.praticar qualquer infração prevista no art. III. levando-se em conta: V. terceiros ou a prestação do serviço e suas serão classificadas em leves. 58 desta Lei. dos serviços de saneamento básico e ao cumprimento dos códigos de posturas aplicáveis. durante o qual ficará suspensa sua autuação. IV. §1° Constituem circunstâncias atenuantes para o infrator: VII.

. V e VII. ou quando se tratar de usuário beneficiário de tarifa social.64° O Executivo Municipal regulamentará as b) acrescida de .. que deverá ser protocolado no prazo de dez dias a contar da data da notificação. . de obras. do art. 47 desta lei. revogadas as disposições em contrários.... de uso e ocupação do solo.. tarifas e outros preços §1° A multa prevista no inciso II do caput deste públicos praticados.. atinentes aos serviços públicos de saneamento básico.. nas situações atenuantes previstas no §1°... Art. II. c) reduzida em . concedidos. artigo será: Parágrafo único.....61° Fica o Poder Executivo autorizado a instituir medidas de emergência em situações 69 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO . tarifas a) aplicada em dobro nas situações agravantes e outros preços públicos os critérios de reajuste previstas nos incisos I. aplicam-se aos serviços de saneamento básico as demais normas legais do Município..(50%).multa de xx (.. 2° Das penalidades previstas neste artigo caberá recurso junto ao órgão regulador....62° No que não con itarem com as disposições desta Lei.embargo ou demolição da obra ou atividade prestação dos serviços de saneamento básico motivadora da infração. . 59 previstos no art.. permanecem em vigor as atuais taxas. ____________________________________ Prefeito Municipal §3° Os recursos provenientes da arrecadação das multas previstas neste artigo constituirão receita do FMSB..... IV. desta Lei. quando aplicável..perda ou restrição de benefícios sociais sanitária e ambiental......nas demais situações disposições desta Lei no prazo de 180 (cento e agravantes previstas no § 2º..... em que o infrator será noti cado para fazer cessar a irregularidade. do §2°... TÍTULO III DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS Art.... Art.65° Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação..As medidas de emergência de que trata este artigo vigorarão por prazo determinado.. especialmente: (listar as leis ou dispositivos de leis revogados).) Unidades Fiscais do Município.. Art....(50%) . I.... de ... Art.advertência por escrito. de 20. até a correção das irregularidades..regulamentos e normas administrativas de regulação.... III-suspensão total ou parcial das atividades. sob pena de imposição das demais sanções previstas neste artigo..... independente de outras medidas legais e de eventual responsabilização civil ou criminal por danos diretos e indiretos causados ao sistema público e a terceiros: críticas que possam afetar a continuidade ou qualidade da prestação dos serviços públicos de saneamento básico ou iminente risco para vidas humanas ou para a saúde pública relacionado aos mesmos. prevista nos arts 36 a 48 desta Lei..... Aplica-se às atuais taxas... 59 desta Lei.. 59 desta Lei... Parágrafo único .63° Até que seja regulamentada e implantada a política de cobrança pela disposição e V.. art.. quando aplicável.) a xxxx (. do art.. oitenta) dias a contar de sua promulgação. especialmente as legislações tributária..... e serão estabelecidas conforme a gravidade de cada situação e pelo tempo necessário para saná-las satisfatoriamente....

resol.br (Secretaria de recursos hídricos e ambiente urbano) www.br/resíduos (Conselho Internacional para Iniciativas Ambientais Locais) www.br (Secretaria nacional de saneamento) www.br (Coleta seletiva solidária) www.gov.gov.org. artigos notícias) www.planetasustentavel.br www.com.ablp.arespcj.br (Associação Brasileira de Águas Substerrâneas) www. artigos notícias) www.org.com.br (resíduos eletro eletrônicos) www.gov.gov.ana.br.gov.assemae. legislação) www.cempre.abrh.gov.abes-dn.com.abas. www.capes.br/publique/cgi/ (Instituto Brasileiro de Administração municipal) www.mds.br (Agência reguladora dos serviços de saneamento PCJ) www.org.br/internet/index.anvisa.br/images/stories/ArquivosSNSA/Arquivos_PDF/Guia_WEB.gov.org.br/ (Associação Brasileira de Agências de Regulação) www.gov.br/conteudo/eventos (Associação Brasileira de Limpeza Pública) www.br (Agência reguladora intermunicipal de Saneamento) www.abar.br (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) www. apresenta-se a seguir sítios de interesse em ordem alfabética.com.org.com (Innovation in Global Recycling) www.br (textos e artigos técnicos.br (Banco de teses e dissertações) www.br (Agência Nacional de Águas) POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 70 .gov.lixoeletronico.br (Associação nacional dos serviços municipais de saneamento) www.abrelpe.org.aesbe.org.br (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento) www.viradadigital.org.sc.br (Legislação federal) www.br (Coleta seletiva e reciclagem) www.abril.org.ibam.gov.br/(Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental) www.Anexo B ENDEREÇOS ELETRÔNICOS DE INTERESSE Visando estimular aos gestores e técnicos municipais a atualização permanente de informações sobre a prestação dos serviços de saneamento básico.lixo.org.org.iclei.br/conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente) www.planalto.cidades.mma.mma.funasa.aris.br (Textos.cidades.pdf (livros sobre os planos municipais de saneamento) www.gov.com.org/ (resíduos eletrônicos) www.br/ (Associação Brasileira de Agências de www.ti tech.br (Assoc Bras de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais) www.snis.gov.org.br (Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento) www.abar.asp (Fundação Nacional de Saúde) www.br (Textos.

gov.br/geosnic (SNIC) (Ministério das Cidades) www.saude.br (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) www.org.org.br (Departamento de Informática do SUS) www.br (Portal da Saúde) www.br/residuos (Governos Locais pela Sustentabilidade) www.cidades.titech.fgts. PNAD.iclei.caixa.ibge.resol.br www.natal.gov.paho.rn.br/planosdesaneamento (Ministério das Cidades) www2.org (Organização Pan-Americana da Saúde) www.br (Organização Pan-Americana da Saúde) www.gov.gov.opas.gov.saude.org (Organização Mundial da Saúde) 71 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO .bnb.br (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) www.gov.stf.br/arsban (Agência Reguladora de Serviços de Saneamento Básico do Município de Natal) www.br (Instituto Brasileiro de Geogra a e Estatística) .ibama.tcu.br (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento) www.integracao.br (Banco do Nordeste do Brasil) www.gov.snis.bndes.gov.br (Instituto de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) www.jus.gov.mpf.gov.pgr.presidencia.br (Ministério Público Federal) www.gov.br/plansab (Ministério das Cidades) www.br (Supremo Tribunal Federal) www.com (Innovation in Global Recycling) www.gov.br (Presidência da República) www.gov.who.www.br.gov.gov.br/sisagua (Portal da Saúde) www. PNSB www.codevasf.com.cidades.gov.cidades.gov.gov.br (Instituto para a Democratização de Informações sobre Saneamento Básico e Meio Ambiente) www.gov.br (Ministério da Integração Nacional) www.br (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) www.Censo.br (Tribunal de Contas da União) www.datasus.

Já o segundo capítulo deste documento visa à uniformização de procedimentos de Este orientativo está dividido em dois formalização e acompanhamento desses capítulos. em especial aos municípios. o documento objetiva municiar os interessados com informações e orientações. municípios de todo território nacional. PMSB e a descrição dos produtos a serem recomendações e diretrizes para a elaboração apresentados à Funasa.445. Tendo como balizador a metodologia participativa. o pronto atendimento ao interesse cooperação técnica e financeira para a referida público. do Plano Municipal de Saneamento Básico – durante a vigência do convênio. e dessa forma trazer à tona a vivência do planejamento municipal. de 21 de junho de 2010. tal como preconiza a Lei nº 11. Desta forma. deverá o município convenente aplicá-lo à realidade local estabelecendo as bases e obrigatoriedades de cumprimento de itens considerando os requisitos mínimos aqui apresentados. pelo convenente. buscando a universalização dos serviços.Anexo C TERMO DE REFERÊNCIA PARA ELABORAÇÃO DE PLANOS MUNICIPAIS DE SANEAMENTO BÁSICO Procedimentos relativos ao convênio de cooperação técnica e nanceira da Fundação Nacional de Saúde – Funasa/MS APRESENTAÇÃO Este Termo de Referência visa oferecer O Termo de Referência – TR estabelece aos entes federados. pautados nos pressupostos Referência para a Elaboração de Plano Municipal básicos da economicidade. sobretudo. O documento PMSB. POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 72 . observância ao estrito cumprimento do objeto aos procedimentos relativos ao convênio de e. de Saneamento Básico – PMSB e o segundo. os requisitos mínimos para a elaboração do órgãos e entidades ligadas ao setor saneamento. de 5 de apresenta as de nições e estabelece critérios janeiro de 2007 e o Decreto de Regulamentação amplos para possibilitar sua aplicação em nº 7.217. ação. O primeiro referente ao Temo de convênios. a inclusão social nas cidades e a sustentabilidade das ações. viabilidade técnica.

inciso II.INTRODUÇÃO fiscalização.217. Regulamentação nº 7. para tanto: I . manejo de resíduos sólidos e manejo de águas pluviais.217/2010: O titular dos serviços formulará a respectiva política pública de saneamento básico.217/2010: O titular dos normas. de forma a possibilitar a criação de mecanismos de gestão pública da infraestrutura do município relacionada aos quatro eixos do saneamento básico: abastecimento de água.257. para todo o território do município.CAPÍTULO I TERMO DE REFERÊNCIA PARA ELABORAÇÃO DE PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSiCO O PMSB é um dos instrumentos da Política de Saneamento Básico do município. 2o. devem ser prioridades.257. que de ne as diretrizes de saneamento formulem sua Política Municipal nacionais e estabelece a Política Federal de de Saneamento Básico concomitantemente à Saneamento Básico. considerados os seguintes aspectos: d) Definição dos objetivos e metas de curto. o sistema de informações conforme o Decreto 7. de 23 de dezembro de 2010. critérios. sociedade (conforme previsto no art. Art. 23 do Decreto nº 7.elaborar os planos de saneamento básico. de 10 de julho de 2001) e da O conteúdo deste Termo de Referência ampla participação da população.445. que estabelece o Estatuto das Cidades.OBJETO O objeto deste TR é a elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB).305. para tanto: formalização de propostas de aplicação de recursos orçamentários e nanceiros.257. Essa Política deve ordenar os serviços públicos de saneamento considerando as funções de gestão para a prestação dos serviços. procedimentos principais serviços formulará a respectiva política pública e fornecer informações que permitam a de saneamento básico. Dessa forma. execução. de celebração de convênio. a) Estabelecimento de mecanismos e médio e longo prazo. resíduos sólidos e águas pluviais). procedimentos que garantam efetiva participação 73 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO . Os aspectos da Política Municipal de que institui a Política Nacional de Resíduos Saneamento serão apresentados no capítulo 7. 2o. c) Proposta de intervenções com base na análise de diferentes cenários e estabelecimento de Para se alcançar este objeto. porém integrados. e de seu Decreto de Regulamentação nº 7. a regulação e 1.elaborar os planos de saneamento básico. esgotamento sanitário. devendo. de 10 de julho de 2001.217/2010: Este TR tem por finalidade estabelecer Art. da Lei nº 10. para a elaboração observada a cooperação das associações de Planos Municipais de Saneamento Básico representativas de vários segmentos da (PMSB). de 2 de agosto de 2010. 23 do Decreto nº 7. o controle social. da Lei nº 10. avaliação e revisão do PMSB. b) Diagnósticos setoriais (abastecimento de água. por meio I. de 10 de julho de 2001) e da ampla participação da população. de 21 de junho de 2010. aprovação. bem como a Lei nº 10. Sólidos. da sociedade em todas as etapas do processo de elaboração. de sugere-se que os titulares dos serviços públicos 5 de janeiro de 2007. esgotamento sanitário. (TR) insere-se no contexto da Lei nº 11. devendo. áreas urbanas e rurais. observada a cooperação das associações representativas de vários segmentos da sociedade (conforme previsto no art. inciso II. 2. e de seu Decreto de elaboração do PMSB. da Lei nº 12.404.

com a legislação ambiental. nanceira e institucional da implantação das intervenções definidas. com os planos de resíduos dos serviços públicos de saneamento básico sólidos. f) Programação física.217/2010. manutenção preventiva.Considerações gerais para elaboração de todo o território do município. e) Utilizar indicadores dos serviços de avaliação e revisão – a cada quatro anos – do saneamento básico no planejamento. b) Promover o aperfeiçoamento institucional e tecnológico do município. ações e projetos necessários para atingir os objetivos e metas estabelecidos. Lei 12. Planos Diretores. execução e PMSB.305/2010. com os planos de melhoria e atualização dos sistemas integrantes recursos hídricos. recuperação. suas áreas urbanas PMSB e rurais (inclusive áreas indígenas. monitoramento. e Resolução Recomendada nº 75/2009 do Conselho das Cidades. o planejamento e Sólidos . políticas públicas. Decreto nº as especificidades locais e as demandas da 7. Este Termo de Referência trouxe ainda a integração à Lei nº 12. avaliação da eficácia das ações em saneamento. prevendo o envolvimento da sociedade inclusive durante a aprovação. A lei indica ainda em seu art. financeiros administrados pelo poder público se dê segundo critérios de promoção de salubridade Deve ser assegurada a efetiva participação ambiental. considerando POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 74 . 3.CONSIDERAÇÕES GERAIS PMSB Planejamento para 20 anos Toda a área do município: localidades urbanas e rurais.PGIRS. em suas áreas urbanas e rurais. implantação. 4 anos limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos manejo e águas pluviais – em um horizonte de planejamento de 20 (vinte) anos. com a legislação de saúde e de educação e devem ser c) Contribuir para o desenvolvimento sustentável compatíveis e integrados com todas as demais do município. dos planos plurianuais (PPA). adensadas e dispersas O PMSB deverá contemplar as quatro componentes do setor de saneamento Revisão a cada abastecimento de água. com os objetivos e as diretrizes operação. e Participação social efetiva em todas as fases Compatível e integrada com todas as políticas e planos do município Planejamento integrado dos 4 eixos do setor de saneamento g) Programação de revisão e atualização. quilombolas e tradicionais) considerando os conteúdos mínimos de nidos na Lei nº 11.e) Definição de programas.404/2010 população. com 45 que o PGIRS poderá ser inserido no PMSB: ênfase na capacitação gerencial e na formação de recursos humanos. Decreto 7. o a adoção de mecanismos adequados ao PMSB deve estar em consonância com os planejamento. da maximização da relação benefícioda população em todas as fases da elaboração custo e de maior retorno social interno. A Figura 1 apresenta os principais direcionamentos da elaboração do PMSB. abrangendo Figura 1 . o desenvolvimento do setor saneamento. esgotamento sanitário. visando assegurar Sendo um objeto de planejamento. execução.445/07.305/2010 que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos e em O PMSB deve também: seu artigo 18 determinou a elaboração do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos a) Promover a organização. planos e disciplinamentos do município relacionados ao gerenciamento do d) Assegurar que a aplicação dos recursos espaço urbano. do PMSB.

projetos e ações previstos no PMSB Figura 2 . 51. No entanto. foram contemplados neste termo de referência os As atividades relativas à continuidade do conteúdos mínimos previstos para o componente planejamento do setor de saneamento de limpeza urbana e manejo de resíduos (aprovação. assumir o compromisso de efetivar símbolo acima. avaliação e revisão) não sólidos urbanos do art. o município deve mínimo possuem alta especi cidade e. 19 da supracitada. por isso. a elaboração do PMSB. A Figura 2 apresenta as etapas a serem consideradas para o planejamento do setor de saneamento. devendo ser respeitado o conteúdo mínimo referido no art. Elaboração do PMSB Revisão do PMSB Aprovação do PMSB Participação Social Avaliação da execução dos programas. execução. avaliação e revisão do PMSB.PLANEJAMENTO DO SETOR DE SANEAMENTO O processo de planejamento do setor de saneamento do município tem caráter contínuo e é desenvolvido em diversas etapas.445. interação entre os eixos do saneamento básico. compreender a importância da continuidade do estarão destacados no texto acompanhados do planejamento. alguns itens do conteúdo Ainda assim. ou o disposto no art. conforme o caso. com o objetivo de otimizar recursos continuamente e sua revisão a cada 4 (quatro) nanceiros e humanos. Neste Termo de Referência será abordada. de 2010. com detalhes. A avaliação da execução do PMSB deve ocorrer Assim. A elaboração do PMSB inicia o ciclo com a função de organizar preliminarmente o setor de saneamento no município. 4. 19 da Lei nº 11. projetos e ações previstos no PMSB Execução dos programas. Art. execução. 19 da Lei nº 12.Fluxo geral de planejamento do setor de saneamento 75 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO .45° §2° O componente de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos urbanos dos planos municipais de gestão integrada de resíduos sólidos poderá estar inserido nos planos de saneamento básico previstos no art. de diagnóstico e planejamento dos próximos capítulos.305. as atividades previstas no PMSB e submetê-lo à avaliação e aprovação do legislativo municipal. Sua aprovação será realizada em forma de lei municipal devendo ser executado por órgão do município responsável. bem como promover maior anos. Estes figuram como parte do convênio nem como conteúdos foram distribuídos entre os elementos produto a ser elaborado e aprovado pela Funasa. de 2007. o processo completo de planejamento contempla também a aprovação. no entanto.

ELABORAÇÃO DO PMSB . A Tabela 1 apresenta as fases da elaboração do PMSB. utilizando o sistema de informações para auxílio dos do andamento das atividaà tomada de decisão des desenvolvidas Prospectiva e Planejamento Estratégico Elaboração da prospectiva estratégica compatível com Relatório da prospectiva e plaas aspirações sociais e com as características econôminejamento estratégico co-sociais do município Compilação e armazenamento de informações produzidas.co-participativo ções sociais sobre o setor de saneamento Compilação e armazenamento de informações levantadas. Cada fase é caracterizada por atividades específicas e devem culminar nos produtos a serem entregue à Funasa para acompanhamento dos trabalhos.Relatório do diagnóstico técninóstico participativo com levantamento das percep. as atividades de cada fase e os produtos a serem entregues.Executivo (Decreto ou Portaria.ESCOPO DOS SERVIÇOS O PMSB será desenvolvido em fases não estanques e por vezes concomitantes. ordenação dos membros dos comitês Elaboração do documento de planejamento da mobilização social prevendo as atividades de participação Plano de mobilização social social que serão executadas durante as próximas fases do PMSB Início das atividades de produção do sistema de informações para auxílio à tomada de decisão dos do andamento das atividades desenvolvidas Elaboração do diagnóstico completo do setor de saneamento no enfoque técnico. paralelamente ao diag.5. utilizando o sistema de informações para auxílio dos do andamento das atividades desenvolvidas à tomada de decisão POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 76 . Tabela 1 – Fases e produtos do PMSB FASES DA ELABORAÇÃO DO PMSB Formação do Grupo de Trabalho Plano de Mobilização Social Diagnóstico Técnico-Participativo ATIVIDADES PRODUTOS RELACIONADOS Cópia do ato público do Poder Composição do comitê executivo e do comitê de co.

Formação dos Grupos de Trabalhos A elaboração do PMSB requer a formatação de um modelo de planejamento participativo e de caráter permanente. responsável pela condução da elaboração do PMSB. formalmente institucionalizada. operacional. no mínimo. bem como por representantes de organizações da sociedade civil (entidades pro ssionais. obras. buscando promover a integração das ações de saneamento inclusive do ponto de vista de viabilidade técnica. projetos e ações em horizontes temporais de Plano de execução Plano de execução execução do PMSB Compilação e armazenamento de informações produzidas.FASES DA ELABORAÇÃO DO PMSB Programas. prevêem a inserção das perspectivas e aspirações da sociedade. para pal de Saneamento Básico auxílio à tomada de decisão Minuta de projeto de Lei do Plano Municipal de Saneamento Básico 5. projetos e ações quizadas de acordo com os anseios da população Compilação e armazenamento de informações produzidas utilizando o sistema de informações para auxílio dos do andamento das atividades desenvolvidas à tomada de decisão Elaboração da programação de implantação dos programas. • Criticar e sugerir alternativas. Todas as fases da elaboração do PMSB. O Comitê de Coordenação é a instância consultiva e deliberativa. estadual e federal relacionadas com o saneamento básico (prestadores de serviços de saneamento. financeira e ambiental. bem como as etapas seguintes de implantação e revisão. infraestrutura e outras). seus interesses múltiplos e a apreciação da efetiva realidade local para o setor de saneamento. empresariais. 77 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO As atribuições do Comitê de Coordenação são: • Discutir. avaliar e aprovar o trabalho produzido pelo Comitê Executivo.1.Relatório dos programas. Projetos e Ações ATIVIDADES PRODUTOS RELACIONADOS Detalhamento das medidas a serem tomadas por meio da estruturação de programas. Este comitê deverá ser formado por representantes (autoridades ou técnicos) das instituições do poder público municipal. . Inclusão de procedimentos automatizados para avaliação dos indicadores no sistema de informações. Esses grupos de trabalho serão formados por duas instâncias: Comitê de Coordenação e Comitê Executivo. Dessa forma. é imprescindível a formação dos grupos de trabalho contemplando vários atores sociais intervenientes para a operacionalização do PMSB. devendo reunir-se. a cada dois meses. utilizando o sistema de informações para auxílio dos do andamento das atividades desenvolvidas à tomada de decisão do andamento das atividades desenvolvidas indicadores para avaliação da execução do PMSB e de Sistema de informações para seus resultados auxílio à tomada de decisão Procedimentos para avaliação da execução do PMSB Relatório sobre os indicadores de desempenho do Plano Municipal de Saneamento Básico. movimentos sociais. projetos e ações espe. secretarias de saúde.

Ele será formado. de Planejamento. A Tabela 2 destaca a importância de alguns objetivos que devem ser alcançados com a aplicação do formato participativo da elaboração do PMSB. • Observar os prazos indicados no cronograma de execução para nalização dos produtos. dos prestadores de serviços e distribuídos pelo território do município de POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 78 . sugerese organizar o território municipal em Setores Também é desejável a participação ou o de Mobilização (SM).) Representante do CREA/FUNASA • Caráter orientativo Secretários de Serviços Públicos. O Plano de Mobilização social deverá prever os meios necessários para a realização de eventos setoriais de mobilização social (debates. conferências. entre outros). reuniões. Obras e Urbanismo. secretários municipais e de estado Representantes de organizações da sociedade civil (entidades profissionais. de Saúde. de Planejamento. por exemplo) de criação Coordenação Comitê deste comitê. em regra. com a finalidade de compor o comitê. É recomendada a inclusão das organizações da Sociedade Civil. no mínimo. de representantes dos conselhos municipais. das Secretarias de Serviços Públicos. etc. pelos profissionais constantes no Anexo II. que poderão ser contratados caso a administração municipal não disponha de técnicos qualificados em todas as áreas disciplinares e/ou em número suficiente para compor o Comitê. Para isso. locais planejados para acompanhamento do comitê por representantes receberem os eventos participativos sendo dos Conselhos. mecanismos e metodologias que serão aplicados ao longo de todo o período de elaboração do PMSB visando garantir a efetiva participação social. movimentos sociais. não estando apto a votos de estadual e federal ligados Equipe multidisciplinar de ao setor saneamento técnicos dos órgãos e aprovação ou desaprovação. Câmara de Vereadores. As atribuições do Comitê Executivo são: • Executar todas as atividades previstas neste Termo de Referência apreciando as atividades de cada fase da elaboração do PMSB e de cada produto a ser entregue à Funasa. Meio Ambiente e de Educação da Prefeitura Municipal Equipe técnica mínima especificada no ANEXO II deste TR Profissionais contratados ou cedidos por instituições parceiras Figura 3 . Obras e Urbanismo. Representantes dos prestadores de serviços. de Saúde. o cinas. audiências públicas. onde Técnica – NICT da Funasa terá representação serão planejados todos os procedimentos. que tais eventos alcancem as diferentes regiões administrativas e distritos afastados de todo o território do município. Desenvolvimento Econômico. seminários.ONGs e outros). Plano de Mobilização Social outros. devendo ser considerado no ato público do poder executivo Comitê de (decreto ou portaria. Este comitê deve ser formado por equipe multidisciplinar e incluir técnicos dos órgãos e entidades municipais da área de saneamento básico. ONGs. orientativo. Desenvolvimento Econômico. garantindo. submetendoos à avaliação do comitê de coordenação.Grupos de Trabalho estratégias. assegurada no Comitê de Coordenação. Esses profissionais também poderão ser disponibilizados. básico entidades municipais da área de saneamento O Comitê Executivo é a instância responsável pela operacionalização do processo de elaboração do Plano. As atribuições do representante do Executivo NICT nas reuniões do Comitê de Coordenação serão restritas ao acompanhamento em caráter Representantes do poder público municipal. A construção do Plano de Mobilização O Núcleo Intersetorial de Cooperação Social ocorre na fase inicial do processo.2. Ministério Público e 5. Meio Ambiente e de Educação da Prefeitura Municipal. por órgãos da administração direta e indireta de outros entes da federação.

• Considerar a realidade prática local das condições de saneamento e saúde em complemento às informações técnicas levantadas ou fornecidas pelos prestadores de serviços. • Sensibilizar a sociedade para a importância de investimentos em saneamento básico. • Envolver a população na discussão das potencialidades e dos problemas de salubridade ambiental e saneamento básico. planejamento dos setores de mobilização social: É importante destacar que a definição dos setores de mobilização social e do número de eventos setoriais que serão realizados para cada fase da elaboração do PMSB possui reflexo direto no orçamento do PMSB. os benefícios e vantagens. avaliação e previsão do PMSB ALGUNS OBJETIVOS DA PARTICIPAÇÃO SOCIAL • Apresentar caráter democrático e participativo.Tabela 2 . • Estimular a prática permanente da participação e mobilização social na implantação da política municipal de saneamento básico. • Considerar o ponto de vista da comunidade no levantamento de alternativas de soluções de saneamento.Objetivos da Participação Social FASES Todas as Fases Diagnóstico técnicoparticipativo Prognóstico e Planejamento estratégico – Cenário de Referência. • Estimular os segmentos sociais a participarem do processo de gestão ambiental • Sensibilizar os gestores e técnicos municipais para o fomento das ações de educação ambiental e mobilização social. Programas. • Considerar o impacto sócio-ambiental e sanitário dos empreendimentos de saneamento existentes e os futuros para a qualidade de vida da população. • rio de referência futuro. tendo em conta a cultura. • Estimular a criação de novos grupos representativos da sociedade não organizada sensibilizados e com conhecimentos mínimos de saneamento básico para acompa- forma a promover efetividade à presença da A Figura 4 apresenta um exemplo de comunidade. projetos e ações de saneamento básico a serem implantadas por meio do PMSB. com vistas a apoiar os programas. • Conscientizar a sociedade para a responsabilidade coletiva na preservação e na conservação dos recursos naturais. considerando sua função social. e suas implicações. os hábitos e as atitudes em nível local. • Considerar as características locais e a realidade prática das condições econômicosociais e culturais. • Considerar as formas de organização social da comunidade local. esta demarcação será realizada na apresentação da proposta de convênio à Funasa sendo detalhado posteriormente no Plano de Mobilização Social. • Considerar as percepções sociais e conhecimentos a respeito do Saneamento. • Considerar as necessidades reais e os anseios da população para a hierarquização da aplicação de programas e seus investimentos. 79 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO . de forma permanente. Por isso. Projetos e Ações para Alcance do Cenário de Referência Fases posteriores: Execução.

C 3 SM . as organizações e cidadãos que residem nos setores de mobilização e irá dirimir os conflitos dos anseios da sociedade ao PMSB. f) Cronograma de atividades. SM-B b) Identificação e avaliação dos programas de educação em saúde e mobilização social. cartazes e meios de comunicação local (jornal. outro para a fase de prognóstico e mais um para as fases de priorização de objetivos e/ou programas. bem como a maneira que será realizada tal divulgação. metas e escopo da ser assessorado pelo Comitê de Coordenação.G 3 Território total Conferência municipal Numero de conferências municipais 1 e) Metodologia pedagógica das reuniões (debates.E 3 SM . folders. Considera-se razoável um mínimo de 3 (três) eventos em cada setor de mobilização social em conseqüência dos objetivos de cada fase do PMSB.D 3 SM . SM-D SM-E SM-F c) Disponibilidade de infraestrutura em cada setor de mobilização para a realização dos eventos. O que fazer? (Ações) Com quem fazer? (Atores/ parceiros) Por que fazer? (objetivos) Plano de Mobilização Social Como divulgar? (instrumentos e estratégias) No exemplo acima se considerou 3 eventos a cada setor de mobilização e ainda uma conferência municipal. A conferência municipal deverá ter a representação de todos os setores da comunidade.mobilização como segue: SM-A SM-C a) Identificação de atores sociais parceiros para apoio à mobilização social.). o cinas ou seminários). o Plano de Mobilização Social será realizado com o foco em responder as questões apresentadas na Figura 5.A 3 SM . abordando os conteúdos sobre os serviços de saneamento básico.B 3 SM . rádio. como faixas.Plano de Mobilização Social O Plano de Mobilização Social (PMS) deverá detalhar o planejamento de cada ação de Essas atividades serão de mobilização e participação social incluindo a responsabilidade do Comitê Executivo podendo definição dos objetivos.Setores de Mobilização Social Setores de Mobilização Numero de eventos setoriais SM . utilizando instrumentos didáticos com linguagem apropriada. Ao menos um evento para a fase de diagnóstico. Figura 4 . De modo ilustrativo. etc. Quando fazer? (cronogramas) Como fazer? (metodologia) Figura 5 .F 3 SM . SM-G d) Estratégias de divulgação da elaboração do PMSB e dos eventos a todas as comunidades (rural e urbana) dos setores de mobilização. convites. POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 80 .

art. os técnicos da Seção de Educação em Saúde Ambiental (Saduc) da Funasa que compõem os NICTs poderão assessorar a Prefeitura Municipal nesse processo. Caso não exista essa referência no município e haja interesse na sua implantação. Estas informações deverão ser esquematiza essa definição. Sistema de Informações Caso o município possua um Núcleo ou Equipe de Educação em Saúde é importante que esteja envolvida em todas as fases do processo de participação e mobilização social. compondo inclusive. relatórios e materiais de divulgação) nos eventos de participação realizados devem sempre ser apresentados nos relatórios mensais simplificados do andamento das atividades desenvolvidas para elaboração do PMSB. Os registros de memória (atas. resultado re etirá diretamente na tomada de decisões do PMSB. O Núcleo Intersetorial de Cooperação Técnica – NICT da Superintendência Estadual da Funasa poderá oferecer apoio à elaboração do Plano de Mobilização Social. automatizado ou manual. está a estruturação e implantação de um sistema de informações municipais sobre saneamento. o Comitê Executivo.445/2007. 9º da Lei 11. devidamente organizadas e consolidadas e seu AMBIENTE ARMAZENAMENTO Entrada / Aquisição de dados Processamento dos dados Realimentação do Sistema Figura 6 . quando solicitado. do município. De maneira simplificada trata-se de um sistema. e processá-los com o objetivo de produzir informações. Além de uma exigência legal.Será imprescindível a participação de profissionais da área social e de pessoas que conheçam profundamente as dinâmicas sociais do município para a elaboração do Plano de Mobilização Social. fotografias. capaz de coletar e armazenar dados. 5. Todos os eventos de participação e mobilização social produzirão informações específicas da realidade prática de cada região A Figura 6. Dentre os produtos previstos neste Termo de Referência. de nida no inciso VI.Estrutura de sistema de informação 81 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO Saída / Produção de relatórios . apresentada a seguir.3. representa uma ferramenta essencial para a gestão do saneamento no município.

operação e manutenção do sistema. os gestores e a população poderão acompanhar o processo de implantação do PMSB elaborado e a evolução e melhoria da qualidade de vida da população. aos gestores e à comunidade. essa variação impacta diretamente nos custos de elaboração dos PMSB. Sua estruturação pode ser baseada em aplicativos gratuitos de gerenciamento de banco de dados. mas principalmente em sua implantaçãoe avaliação. O mais importante Os dados secundários poderão ser é que a metodologia de cálculo dos indicadores obtidos por meio de fontes formais dos sistemas seja detalhada.445/2007. 5. considera-se a área total sócioeconômico e ambientais além de toda do município. O grau de complexidade do sistema proposto varia em função das necessidades do município. O processo de desenvolvimento e construção do sistema de informações proposto deverá ser apresentado no Produto I – Sistema de informações para auxílio à tomada de decisão. Trata-se de uma ferramenta de apoio gerencial fundamental. planilhas de cálculo simpli cadas a métodos estatísticos mais complexos. o banco de dados. Para tanto. e na sua falta. o sistema construído deverá ser constantemente alimentado. percepção dos técnicos no levantamento e consolidação de dados secundários e primários As ferramentas de processamento dos somada à percepção da sociedade por meio dados dependem da arquitetura do sistema e da do diálogo nas reuniões (ou debates. procedimentos adotados. sejam eles primários ou secundários. planejamento adotada no processo. alimentação e gestão do Sistema de Informações de saneamento municipal. ao saneamento. do Capítulo II. até soluções completas para manipulação de dados georreferenciados. tendo como base dados e indicadores de diferentes naturezas.53 da Lei nº 11. conforme o item 3. o cinas e estrutura disponível. A função primordial desse sistema é monitorar a situação real do saneamento municipal. O processo de entrada/aquisição informação correlata de setores que se integram de dados é constituído pela coleta dos dados. Deve abranger as quatro componentes de saneamento básico consolidando O ambiente é definido pela unidade de informações sobre as condições dos serviços. não apenas no momento de elaboração do plano. deverão compreensão da dimensão dessas informações ser produzidas em campo as informações quanto para padronizar e registrar os essenciais – dados primários. indicadores específico dos PMSB. O sistema de informações deverá ser concebido e desenvolvido pelo município desde o início do processo de elaboração do PMSB para que ele possa ser alimentado periodicamente com as informações coletadas ao longo do seu desenvolvimento. adquirindo novos dados e gerando novas informações sempre que necessário. bem como os aspectos relacionados à consistência/con abilidade dos dados. Naturalmente. A seguir serão listados os principais A saída/produção de relatórios é a fase em levantamentos a serem realizados nos que as informações geradas são disseminadas diagnósticos dos eixos do saneamento básico. Podem se considerar desde seminários) avaliadas sob os mesmos aspectos. Por meio dos POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 82 . Diagnóstico Técnico-Participativo O diagnóstico é a base orientadora do PMSB. tanto para uma melhor de informação disponíveis. criado pelo art. possibilitando a intervenção no ambiente e auxiliando o processo de tomada de decisões. Será fundamental que sejam definidos os responsáveis pela manutenção. relatórios produzidos. No caso quadro epidemiológico e de saúde.4. e pelo seu registro e sistematização em um ambiente de Essa etapa deverá contemplar a armazenamento. Cabe ressaltar que o sistema proposto deve estar articulado com o Sistema Nacional de Informações em Saneamento – SINISA. Neste relatório deverá ser apresentada a metodologia adotada para estruturação.

escolas. e municípios da região. d) Identificação e descrição da infraestrutura p) Índice de Desenvolvimento Humano – IDH. distância entre a sede municipal da comunidade e salubridade do município. parâmetros de uso e ocupação do fecundidade). relação pedológicos. parasitárias u) Caracterização das áreas de interesse i) Informações sobre a dinâmica social onde serão social: localização. ano de instalação.) e das fontes de informação. f) Descrição de práticas de saúde e saneamento. pobreza e desigualdade. igrejas. etc. climatológicos. referentes aos quatro últimos censos. recursos hídricos. usos e costumes. saneamento básico e meio ambiente. organização da sociedade e a identificação de atores e segmentos setoriais estratégicos. Culturais. contemplando: aspectos geológicos. desses usos e costumes com a percepção de incluindo águas subterrâneas e to sionomia saúde. as doenças infecciosas e parcelamento e/ ou urbanização. apoiar a promoção da saúde. evolução do município e outros). predominantes no município.5. as formas de comunicação climatológicos. n) Descrição dos indicadores de renda. da população. grupos sociais que a compõem. educação. etc. formal e informal. dados m) Identificação e avaliação do sistema de de altitude. 83 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO . q) Índice nutricional da população infantil de 0 a 2 anos. identi cados e integrados os elementos básicos carências relacionadas ao saneamento básico e que permitirão a compreensão da estrutura de precariedade habitacional. pavimentação. h) Levantamento de indicadores e dos fatores causais de morbidade de doenças relacionadas t) Identificação da situação fundiária e eixos de com a falta de saneamento básico. definição das Zonas Especiais de Interesse Social – ZEIS. e cultural. mais desenvolvimento da cidade e seus projetos de especificamente. do município deverão compreender informações gerais a serem estudadas. cemitérios. serem envolvidos no processo de mobilização transporte e habitação). comunicação.4. social da comunidade (postos de saúde. a v) Infraestrutura (energia elétrica. associações. e) Identificação e descrição da organização social da comunidade. mortalidade e desordenada. qualidade de vida localização. estrutura etária. Os aspectos socioeconômicos e culturais k) Descrição dos indicadores de educação.). r) Caracterização física simplificada do como se reúnem. natalidade.1. c) Descrição dos sistemas públicos existentes (saúde. descritas a seguir: l) Identificação e avaliação da capacidade do sistema educacional. dados comunicação local. por faixa etária. da capital do estado e entre distritos e sede municipal. perímetros e áreas. o) Porcentagem de renda apropriada por extrato etc.). tradições.Aspectos Socioeconômicos. Ambientais e de Infraestrutura j) Descrição do nível educacional da população. próprias geradas no interior do município e sua capacidade de difusão das informações sobre o b) Densidade demográ ca (dados populacionais plano à população da área de planejamento. em a) Caracterização da área de planejamento (área. segurança. formas de expressão social município. e social para a elaboração e a implantação do plano. solo. s) Identificação das principais carências de planejamento físico territorial que resultaram g) Descrição dos indicadores de saúde em problemas evidentes de ocupação territorial (longevidade.

Essa descrição deverá englobar instrumentos legais que definem as políticas textos. estadual e regional de saneamento e planilhas que permitam uma caracterização básico. abastecimento de água deverá ser diagnosticada. i) Balanço entre consumos e demandas de 5. em especial sistemas. e ciência de tratamento. estações de tratamento. macromedição) e controle do sistema.e e do produto final do sistema de abastecimento. e ciência e efetividade. fotografias nacional. reservação. Deverão constar. incluindo todas as estruturas procedimentos para sua atuação. ciências referentes ao abastecimento de água. básico. POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 84 . ser informadas a capacidade instalada.4. possibilitando a identificação de básico. dos serviços d) Deverão ser informadas as principais de prestados. bem como os meios e existentes. tais como: b) Descrição dos sistemas de abastecimento de a) Levantamento da legislação e análise dos água atuais. perdas nos e) Política de recursos humanos. problemas. as seguintes informações: 5. Abastecimento de Água j) Estrutura de consumo (número de economias A infraestrutura atual do sistema de e volume consumido por faixa).Infraestrutura de abastecimento de água na área de planejamento.. ligações prediais. socioeconômicas. etc. g) Instrumentos e mecanismos de participação e f) Consumo per capita e de consumidores controle social na gestão política de saneamento especiais. no mínimo. captações. uxogramas. integrantes: mananciais. rural. físicoterritoriais e ambientais disponíveis sobre o município e região.2. para o saneamento. Deverão etc. Política do Setor de Saneamento a) Análise crítica dos planos diretores de Deverão ser coletadas informações abastecimento de água da área de planejamento. aduções de água bruta e tratada. considerando sua adequabilidade e eventuais k) Estrutura de tarifação e índice de inadimplência. redes de saneamento básico nas áreas de desenvolvimento distribuição. etc. c) Programas locais existentes de interesse do estações elevatórias. saneamento básico do município. satisfatória do sistema.w) Consolidação cartográfica das informações rurais indígenas.. custo operacional. b) Normas de regulação e ente responsável pela c) Panorama da situação atual dos sistemas regulação e fiscalização. Este diagnóstico deve incluir também a avaliação completa da infraestrutura dos l) Caracterização da infraestrutura das sistemas existentes nas áreas dispersas (áreas instalações existentes. e) Levantamento da rede hidrográfica do f) Política tarifária dos serviços de saneamento município. projetos. medição (micro e urbano. como frequência de intermitência. g) Informações sobre a qualidade da água bruta h) Sistema de informação sobre os serviços. referentes à política e gestão dos serviços de quando houver.. habitacional. d) Procedimentos para a avaliação sistemática de eficácia. animal. mapas. turismo e irrigação. mananciais para abastecimento futuro. industrial. i) Mecanismos de cooperação com outros entes h) Análise e avaliação dos consumos por setores: federados para a implantação dos serviços de humano.3. quilombolas e tradicionais). industrial.4. saneamento básico. turístico.

). Este diagnóstico deve incluir também j) Verificar a existência de ligações clandestinas a avaliação completa da infraestrutura dos de águas pluviais ao sistema de esgotamento sistemas existentes nas áreas dispersas (áreas sanitário. por esgotos do município. incluindo todas as estruturas integrantes: ligações q) Apresentar os indicadores operacionais. áreas para locação da ETE (estação de tratamento de esgoto). considerando sua adequabilidade e eventuais problemas.nanceiros. as seguintes k) Balanço entre geração de esgoto e capacidade informações: do sistema de esgotamento sanitário existente na área de planejamento. custo operacional.m) Organograma do prestador de serviço. emissários. f) Levantamento da rede hidrográfica do município. fotogra as e planilhas que permitam uma caracterização n) Organograma do prestador de serviço. interceptores. Deverão ser informadas a capacidade instalada.4. 5. e investimento. possíveis q) Caracterização da prestação dos serviços. p) Receitas operacionais e despesas de custeio d) Análise crítica e avaliação da situação atual e investimento. rurais indígenas. a) Análise crítica dos planos diretores de esgotamento sanitário da área de planejamento. estações de tratamento qualidade dos serviços prestados. o) Descrição do corpo funcional (números de c) Indicação de áreas de risco de contaminação servidores por cargo). identificando as fontes de poluição n) Descrição do corpo funcional (números de pontuais de esgotamento sanitário e industrial. estações econômico-financeiros. 5. por onde poderá haver traçado de interceptores. administrativos e de elevatórias.5.4. economias e volume produzido por faixa).4. l) Estrutura de produção de esgoto (número de quando houver. e e controle do sistema.. servidores por cargo). g) Dados dos corpos receptores existente o) Receitas operacionais e despesas de custeio (qualidade. e ciência de tratamento. Infraestrutura de Manejo e) Deverão ser informadas as principais de de Águas Pluviais ciências referentes ao sistema de esgotamento sanitário. econômico. etc. mapas. uxogramas. h) Identificação de principais fundos de vale. b) Descrição dos sistemas de esgotamento m) Caracterização da infraestrutura das sanitário atuais. usos de jusantes. dos sistemas de esgotamento sanitário. satisfatória do sistema. Essa descrição deverá englobar instalações existentes. no mínimo. administrativos e de potenciais corpos d’água receptores do qualidade dos serviços prestados. prediais. A infraestrutura atual do sistema de drenagem de águas pluviais deverá ser 85 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO . p) Apresentar os indicadores operacionais. Infraestrutura de Esgotamento Sanitário i) Análise e avaliação das condições atuais de contribuição dos esgotos domésticos e especiais A infraestrutura atual do sistema de (produção per capita e de consumidores esgotamento sanitário deverá ser diagnosticada. rede de coleta. projetos. especiais). r) Caracterização da prestação dos serviços. vazão. atuais usos da água do futuro corpo receptor dos esgotos. quilombolas e tradicionais). textos. e lançamento dos esgotos. etc. Deverão constar.

considerando sua adequabilidade e eventuais problemas. o) Análise da capacidade limite com elaboração bocas-de-lobo e órgãos acessórios) atualmente de croqui georreferenciado das bacias empregado na área de planejamento. fotogra as e planilhas que permitam o entendimento dos sistemas em operação. p) Receitas operacionais e despesas de custeio e investimento. Este diagnóstico deve incluir também a avaliação completa da infraestrutura dos sistemas existentes nas áreas dispersas (áreas rurais indígenas. Deverão constar.diagnosticada. hospitalares e de serviços de saúde). no mínimo.6. transbordamentos de córregos.) e microdrenagem (rede. etc. considerando sua provável ação em controle de enchentes e adequabilidade e eventuais problemas. da drenagem natural e artificial e a freqüência com que são feitas. urbana e manejo de resíduos sólidos ou planos de gerenciamento de resíduos sólidos da área j) Verificar a existência de ligações clandestinas de planejamento. com base em POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 86 . incluindo a origem. diagnóstico deve incluir também a avaliação completa da infraestrutura dos sistemas h) Verificar a obrigatoriedade da microdrenagem existentes nas áreas dispersas (áreas rurais para implantação de loteamentos indígenas. administrativos e de qualidade dos serviços prestados.) observados na área urbana: veri car a freqüência de ocorrência e localização desses problemas. quando houver. construção civil. (alagamentos. desenhos. quilombolas e tradicionais). l) Verificar a relação entre a evolução populacional. econômico-financeiros. canal. no mínimo. quilombolas e tradicionais). q) Apresentar os indicadores operacionais. Deverão ou abertura de ruas. e) Verificar a existência de fiscalização do cumprimento da legislação vigente. b) Verificar o conhecimento da legislação existente sobre parcelamento e uso do solo n) Identificação e descrição dos principais urbano e rural. e r) Verificar se o município apresenta registros de mortalidade por malária. capacidade das bem como seu processamento.4. pontos de estrangulamento. as seguintes informações: i) Verificar a separação entre os sistemas de a) Análise crítica dos planos diretores de limpeza drenagem e de esgotamento sanitário. d) Descrição dos sistemas de manutenção da rede de drenagem. Essa descrição deverá englobar croqui georreferenciado dos principais lançamentos da macrodrenagem. Infraestrutura de Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos f) Identificar o nível de atuação da fiscalização em drenagem urbana. industriais. A infraestrutura atual do sistema de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos g) Identificar os órgãos municipais com alguma deverá ser diagnosticada. o volume e sua k) Identificar os principais tipos de problemas caracterização (domiciliares. por onde é feito o escoamento das águas de chuva. contribuintes para a microdrenagem. fundos de vale. constar. c) Descrição do sistema de macrodrenagem (galeria. as seguintes informações: tubulações insuficientes. uxogramas. a) Verificar a existência de Plano Diretor m) Verificar se existem manutenção e limpeza municipal. Este drenagem urbana e identificar suas atribuições. processo de urbanização e a quantidade de ocorrência de inundações. etc. de esgotos sanitários ao sistema de drenagem pluvial. 5. b) Descrição da situação dos resíduos sólidos gerados.

nos critérios de economia de estratégica requer um conjunto de técnicas escala. As metodologias prospectivas procuram identificar cenários futuros possíveis e desejáveis. fotografias e É indiscutível a importância da fase planilhas que permitam um perfeito entendimento de diagnóstico. devidamente caracterizados. administrativos e de qualidade dos serviços prestados. tenta prever consequências. agentes. Além disso. evitar erros implantação de soluções consorciadas ou de análise. Essa descrição deverá englobar desenhos. projetos e ações.1. no entanto. opções. territorial atendendo as características locais. j) Apresentar os indicadores operacionais. 5. sequência de h) Identificação das possibilidades de ações. as expectativas e a obra utilizada nos serviços.dados secundários. 20 ou a sistema de logística reversa na forma do art.a população implicada. descrição do corpo funcional (números de servidores por cargo) e identificação de possíveis A análise prospectiva estratégica necessidades de capacitação. a proximidade dos locais estabelecidos sobre a resolução de problemas perante a e as formas de prevenção dos riscos ambientais. aborda problemas de variados tipos.Prospectiva e Planejamento Estratégico e inspeções locais. será na fase de dos sistemas em operação.5. os riscos e os conflitos. l) Identificação dos passivos ambientais 5. a incerteza.33. coleta seletiva. que a equipe técnica busque aprimorar os conhecimentos neste tema e uniformizar seu e) Informações sobre a produção per capita de entendimento para propor o método de trabalho resíduos inclusive de resíduos de atividades que considere as especi cidades de planejamento especiais. de ne realocação. Em resumo. Análise SWOT relacionados aos resíduos sólidos. identi ca objetivos. compostagem. construídos de forma g) Organograma do prestador de serviço e coletiva pelos diferentes atores sociais. complexidade. com o objetivo de nortear a ação presente. incluindo áreas contaminadas. relação entre causas e efeitos. serviços saneamento. planejamento por meio de instrumentos de análise e antecipação. avalia escalas de valores e aborda compartilhadas com outros Municípios. entrevistas qualificadas.305/2010. da Lei 12. Prospectiva e Planejamento Estratégico onde serão efetivamente elaboradas as estratégias de c) Identificação dos geradores sujeitos ao plano atuação para melhoria das condições dos de gerenciamento específico nos termos do art. uma ferramenta para re exão e posicionamento em relação à situação do setor de saneamento 87 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO . Este Termo de Referência disponibiliza uma breve descrição sobre as metodologias d) Identificação de carência do poder público de Planejamento Estratégico. e respectivas medidas A Análise SWOT pode ser utilizada como saneadoras.5. de catadores e outros). remanejamento. a prospectiva considerando. especiais (reciclagem de resíduos da construção servindo de referencial para a elaboração do civil. econômico-financeiros. Será importante para o atendimento adequado da população. cooperativas plano estratégico de execução de programas. táticas e estratégias. i) Receitas operacionais e despesas de custeio e investimento. fluxogramas. f) Levantamento das práticas atuais e dos O planejamento estratégico pressupõe problemas existentes associados à infraestrutura uma visão prospectiva da área e dos itens de dos sistemas de limpeza urbana. redução ou ampliação da mão-de. Por meio de cenários podem-se transformar as incertezas do ambiente em k) Identificação da existência de programas condições racionais para a tomada de decisão.

.. Figura 7 . Sistemas de esgotamento sanitário. O objetivo é contextualizar a realidade e identificar os desa os regionais. gestão dos sistemas operação dos sistemas (água.. Legislação municipal.. drenagem e resíduos).. Ameaças Orçamentos Federal. . Cenários... 3. Ambiente interno Forças 1. 3. 2. Sistemas de abastecimento de água... .... Políticas publicas federais e estaduais de: Saúde. Legislações. Programas federais e estaduais para o setor. 5. Política habitacional.Representa um bom ponto de partida para iniciar o processo de planejamento tendo uma percepção geral de pontos e fatores que contribuem ou atrapalham a execução de ações. . objetivos e metas Neste processo deverão ser consideradas as informações técnicas e participativas consolidadas na etapa de diagnóstico como referência de cenário atual e como direcionadoras dos avanços necessários para a prospectiva de cenário futuro... ..... Fraquezas Instituições... Política de priorização de investimentos federal e estadual. Parcerias políticas. 4.. .. 4. Ambiente externo Oportunidades 1. Orçamento municipal. . 3. Deve-se avaliar cada item de reflexão e detalhar o fator que o classifica. procurando atender desejos. Bolsões de pobreza.5. 4.. . sendo primordial a identificação e sistematização das principais expectativas manifestadas pela população a respeito dos cenários futuros a serem construídos. Habitacional.Análise SWOT POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 88 .. Outros. .. . 1.. . . esgoto.. Planejamento territorial. Saneamento. 3. . . Por exemplo: Item de reflexão: Política habitacional Classificação: Força Deverá considerar objetivos abrangentes para o saneamento básico voltados para a melhoria das condições de cada eixo do setor e da saúde pública. 1. Parcerias institucionais. 4. .. 2. . 2...2. Meio ambiente. estadual.. Sistemas de gerenciamento de resíduos. As aspirações sociais serão discutidas nos eventos dos setores de mobilização social e deverão resultar na pactuação de consensos mínimos sobre o futuro do setor de saneamento. . Outros. 2. Recursos Hídricos.. potencialidades e oportunidades estratégicas.

19° da Lei 12.Política de demandas futuras. públicas requer um extenso ferramental de análise histórica que possibilite quantificar e Neste modelo também será importante a compreender a lógica de diversos processos que definição dos critérios de priorização de objetivos se integram com os elementos do saneamento que refletirão as expectativas sociais. médio e longo prazo) Prioridade Exemplo: Abastecimento de água precário em 65% do município Exemplo: Abastecer com água potável 95% da população do município Ex: Médio XX Situação da Infraestrutura de esgotamento sanitário Objetivos Metas (curto. recursos hídricos. Cabe ressaltar que esta fase procura definir os objetivos gerais e abrangentes que Neste processo devem ser utilizadas as nortearão a elaboração das propostas de informações do diagnóstico articuladas às atuais programas. 89 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO . médio e longo prazo) da situação atual). estaduais e federais para qualquer setor que influencie a demanda ao saneamento. coleta Serão utilizadas metodologias de seletiva e reciclagem. municipais. básico e de setores co-relacionados (saúde. regionais. reutilização. Para atendimento do conteúdo educação e outros) para a projeção e prospecção mínimo do Art. com vistas projeções demográficas somadas aos elementos a minimizar o volume de rejeitos encaminhados previstos em planejamentos e políticas públicas para disposição nal ambientalmente adequada. médio e longo A elaboração do planejamento de políticas prazos). entre outras. além de básico. médio e longo prazo) Prioridade Situação da Infraestrutura de águas pluviais Objetivos Metas (curto.305/2010 . Numerar objetivos para serem utilizados em tabelas posteriores.Objetivos e Metas CENÁRIO ATUAL CENÁRIO FUTURO Situação político-institucional do setor de saneamento Objetivos Metas (curto. O detalhamento dos requisitos de critérios técnicos e outros que permitam construir demanda e a de nição de alternativas técnicas uma escala de primazia entre os objetivos.deverão ser definidas metas de redução. habitação. Projeção de demandas e estrutura para consolidação dos objetivos e para prospectivas técnicas sua projeção temporal dentro do horizonte de planejamento de 20 anos (curto. médio e longo prazo) Prioridade Prioridade Na Tabela 3 apresenta-se um modelo de 5. ações e do plano de políticas. projetos. de engenharia serão primordiais para o prosseguimento das atividades do PMSB. Tabela 3 . ou longo prazo) Situação da infraestrutura de abastecimento de água Objetivos Metas (curto. programas e projetos de saneamento execução das próximas fases do planejamento. meio ambiente. médio e longo prazo) Prioridade Situação da Infraestrutura de gerenciamento de resíduos sólidos Objetivos Metas (curto.3. Nacional de Resíduos Sólidos.5.

e) Comparação das alternativas de tratamento local dos esgotos (na bacia). que deverão ser elaborados para a projeção de demandas e as prospectivas c) Previsão de estimativas de carga e concentração técnicas em cada eixo do setor de saneamento. justi cando a abordagem de planejamento. selecionada. ou centralizado c) Descrição dos principais mananciais (fora da bacia. toda a área de planejamento ao longo dos 20 anos. f) Previsão de eventos de emergência e contingência. INFRAESTRUTURA DE ÁGUAS PLUVIAIS e) Definição de alternativas técnicas de a) Proposta de medidas mitigadoras para os engenharia para atendimento da demanda principais impactos identi cados. justificando a escolha com base na vazão outorgável e na qualidade da água. de DBO e coliformes fecais (termotolerantes) ao longo dos anos. utilizando alguma estação de (superficiais e/ou subterrâneos) passíveis de tratamento de esgotos em conjunto utilização para o abastecimento de água na área com outra área). em particular: calculada. a) Análise das alternativas de gestão e prestação de serviços. d) Definição de alternativas técnicas de engenharia para atendimento da demanda b) Projeção da demanda anual de água para calculada. eventualmente propostas pelos membros do grupo de trabalho. b) Projeção da vazão anual de esgotos ao longo A seguir estão descritos os itens mínimos dos 20 anos para toda a área de planejamento. quilombolas e tradicionais). decorrentes dos esgotos INFRAESTRUTURA DE ABASTECIMENTO sanitários gerados.Análise das Alternativas de Gestão Alternativas Institucionais Planejamento Prestação de Serviços Regulação Fiscalização Controle Social Cooperação Regional Análise das Alternativas Técnicas Evolução Gradativa Viabilidade Técnica Viabilidade Econômica Sustentabilidade Política de acesso integralizado Soluções de continuidade Serão previstas alternativas de gestão e INFRAESTRUTURA DE de soluções técnicas de engenharia executáveis ESGOTAMENTO SANITÁRIO que atendam as exigências e características de cada eixo do saneamento básico para toda área a) Análise das alternativas de gestão e prestação do município. rurais indígenas. d) Definição das alternativas de manancial para atender a área de planejamento. de detenção. segundo as alternativas DE ÁGUA (a) sem tratamento e (b) com tratamento dos esgotos (assumir e ciências típicas de remoção). incluindo as áreas dispersas (áreas de serviços. POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 90 . • medidas de controle para reduzir o f) Previsão de eventos de emergência e assoreamento de cursos d’água e de bacias contingência.

visando o e) Descrição das formas e dos limites da atendimento das demandas e prioridades da participação do poder público local na coleta sociedade. inclusive de emergências e contingências. às ações planejadas. (ii) reciclado. 33 da Lei 12. com alternativas de intervenção. INFRAESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS i) Prever eventos de emergência e contingência. centros de neste PMSB deverão determinar ações factíveis coleta voluntária. mensagens educativas para de serem atendidas nos prazos estipulados a área de planejamento em geral e para a e que representem as aspirações sociais população específica).305/2010. Por este motivo. de resíduos sólidos. A seguir. g) Identificação de áreas favoráveis para disposição final ambientalmente adequada de rejeitos. e de Será necessário aplicar metodologia outras ações relativas à responsabilidade de priorização aos programas e até mesmo compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos. 182 da Constituição Federal e o zoneamento ambiental. apresenta-se um modelo 91 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO . Nela. serão definidas as obrigações do poder público na atuação em cada eixo do setor c) Regras para o transporte e outras etapas do de saneamento e no desempenho da gestão gerenciamento de resíduos sólidos de que trata o da prestação dos serviços. e percentuais de atendimento pelo governo municipal especí cos que contemplem sistema de limpeza urbana. identificando as áreas com risco de poluição e/ou contaminação. h) Procedimentos operacionais e especificações mínimas a serem adotados nos serviços públicos d) Previsão de eventos de emergência e de limpeza urbana e de manejo contingência.305/2010. b) Diretrizes para o controle de escoamentos na fonte. respeitado o disposto no art.). d) Critérios para pontos de apoio ao sistema de limpeza nos diversos setores da área de Os programas de governo previstos planejamento (apoio à guarnição. (iii) compostado e (iv) Nesta fase serão criados programas de aterrado. entulhos etc. observado o Plano Diretor de que trata o § 1º do art. seletiva e na logística reversa. Projetos e Ações de produção de resíduos sólidos classificados em (i) total. ou a jusante.6. art. c) Diretrizes para o tratamento de fundos de vale. e demais disposições será necessário o envolvimento contínuo de pertinentes da legislação federal e estadual representantes do poder público municipal. a in ltração e a percolação. a sustentabilidade prestação dos serviços públicos de limpeza ambiental e a equidade social nos municípios. incluída a disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos. propondo a de nição das responsabilidades seja por meio do comitê de coordenação ou quanto à sua implantação e operacionalização. bem como a forma de cobrança desses serviços. urbana e de manejo de resíduos sólidos. adotando-se bacias de detenção – ter em consideração as características topográficas locais e listar as soluções de controle que melhor se adaptariam. 20 da Lei 12. pelo acompanhamento do Poder Executivo e Legislativo municipal. soluções práticas (ações) para alcançar os objetivos e ainda que compatibilizem o b) Metodologia para o cálculo dos custos da crescimento econômico. adotando-se soluções que favoreçam o armazenamento. se houver. terraplenagem. construindo assim a hierarquização das medidas a serem adotadas f) Critérios de escolha da área para para o planejamento de programas prioritários localização do bota-fora dos resíduos inertes de governo. Programas. a) Planilha com estimativas anuais dos volumes 5.• medidas de controle para reduzir o lançamento gerados (excedente de terra dos serviços de de resíduos sólidos nos corpos d’água.

Tabela 4 .19° da Lei 12. se houver. POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 92 . emprego e renda. em especial das cooperativas ou outras formas de associação de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis formadas por pessoas físicas de baixa renda. Para atendimento do art. de monitoramento. a redução. mecanismos para a criação de fontes de negócios. Exemplo: Programa “ÁGUA BOA” Exemplo: Revitalização da rede de distribuição de água da região do XXX Implantação de estação de tratamento de água para atendimento da região XXX 1. a reutilização e a reciclagem de resíduos sólidos. Plano de Execução Este plano deve contemplar o caminho a ser adotado para execução dos programas. programas e ações de educação ambiental que promovam a não-geração. b) Curto prazo – entre 4 a 8 anos. 2 e 4 PRIORIDADA AÇÃO/ PROJETO Infraestrutura de águas pluviais Infraestrutura de gerenciamento de resíduos sólidos Infraestrutura de esgotamento sanitário de tabela para consolidação dos programas a serem praticadas. c) Médio prazo – entre 9 a 12 anos. projetos e ações. incluindo programa projetos e ações. mediante a valorização dos resíduos sólidos. projetos e ações ITEM OBJETIVO (indicar eixo do saneamento. item correlato ou item que integre dois ou mais eixos do saneamento básico) (indicar o número do objetivo atrelado a este programa) Exemplo: Infraestrutura de abastecimento de água PRIORIDADE AÇÕES/PROJETOS DO PROG. d) Longo prazo – entre 13 a 20 anos.Programas. ações preventivas e corretivas 5. projetos e ações deverá ser desenvolvida considerando metas em horizontes temporais distintos: a) Imediatos ou emergenciais – até 3 anos.305/2010 . 2 e 3 Exemplo: Programa de melhoria da gestão da prestação dos serviços de água e esgoto Exemplo: Hidrometração de redes Reestruturação da política tarifária Capacitação de servidores Exemplo: Programa “Projetos para o Saneamento”” Exemplo: Elaboração de projetos técnicos de engenharia (projeto básico e projeto executivo) para a totalidade de ações previstas no PMSB que o requeiram. deverão ser definidos: programas e ações de capacitação técnica voltados para sua implantação e operacionalização. A programação da implantação dos programas. programas e ações para a participação dos grupos interessados. Exemplo: Gestão da prestação dos serviços PROGRAMA Exemplo: Elaboração de projetos 1. (nome do programa) (detalhar ações e/ou projetos previstos para o programa) 1.7.Política Nacional de Resíduos Sólidos.

programas do governo de forma simpliflcada. • Estabelecer sua periodicidade de cálculo. adotados para iniciar o processo. alertar para um detalhe importante. de maneira resumida. para o monitoramento do plano como um todo. • Definir seu objetivo. a referência. não apenas da prestação.estimado do da Ação do Programa Fonte de mento Meta execução da ação Meta execução do programa Responsável pela execução do programa Parcerias Para a construção de um indicador. Ainda Indicadores são valores utilizados para assim. é necessário: que serão estruturados e implantados devem estar articulados com o Sistema Nacional de • Nomear o indicador. mais importante que isso. a evolução É importante destacar que os e a melhoria das condições de vida da população. bem como os Plano Municipal de Saneamento Básico só será responsáveis por sua realização. Porém. no entanto.8.9° da Lei 11. • Identificar a fonte de origem dos dados. é a de nição de elementos • Listar as variáveis que permitem o cálculo. apesar de legalmente criado. possível se baseada em dados e informações que traduzam. Indicadores de Desempenho do Plano a estimativa de custos e as principais fontes Municipal de Saneamento Básico de recursos que poderão ser utilizadas para a implantação dos programas. Podem ser derivados federal. dados e indicadores referentes à prestação dos serviços de saneamento. recursos estimados neste PMSB não estarão Uma das metodologias utilizadas para descrever contemplados previamente no orçamento essa situação é a construção de indicadores. Informações em Saneamento – SINISA. No processo • Indicar seu intervalo de validade. ainda é o SNIS.445/2007 está de nido que os planejamento. emendas parlamentares.Plano de Execução Programa Ações Custo Custo estima. poderão ser consideradas outras fontes medir e descrever um evento ou fenômeno de recursos possíveis. secundários ou outros recursos privados. indicadores e classi cam-se como analíticos (constituídos de uma única variável) ou sintéticos A seguir. Para o estabelecimento de indicadores Entende-se que se trata de um processo que figurem como suporte estratégico na gestão complexo. 93 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO . O plano de execução deverá contemplar 5. aspectos intrinsecamente ligados ao art. • Indicar o responsável pela geração e divulgação. mas alguns exemplos podem ser municipal. o SINISA ainda não está plenamente estabelecido. de dados primários. à regulação e ao controle social Sistemas de Informações Municipais devem ser considerados. No inciso VI. todavia. de elaboração e implantação do PMSB. sobretudo na área do saneamento. atualmente. de planilha para consolidação do Plano de Execução. O SNIS apresenta uma relação de • Definir sua fórmula de cálculo. Tabela 5 . apresenta-se um modelo (constituídos por uma composição de variáveis). projetos e O acompanhamento da implantação do ações definidas anteriormente. estadual. municipal. Devemos. ou seja. deverão ser refletidos no PPA municipal a partir de então. etc.

a administração de órgãos e entidades. com 6. As atividades pós-elaboração do PMSB decorrentes do dé cit na (aprovação.pelo menos: Um dos mecanismos recomendados para dar suporte e cumprimento às ações de saneamento no âmbito municipal é manter a sociedade permanentemente mobilizada Dessa forma.3. a execução de projetos e atividades. a consistência na participação e no controle social na tomada de decisões. garantindo assim a melhoria da qualidade de vida da população.2. b) Manuais: visará estabelecer critérios e padrões mínimos recomendados para orientar Ainda assim.e preferencialmente deliberadas pelo grupo de trabalho . deverá ser avaliada sua capacidade de gerenciamento. Para atendimento do art. o município deve os projetistas no dimensionamento dos sistemas compreender a importância da continuidade do referentes ao saneamento básico. 6. monitorar o desempenho por intermédio de eventos que possibilitem a da implantação de um Plano Municipal de participação democrática e formal de controle Saneamento Básico passa a ser tarefa rotineira. social. apreciação e aprovação pelo Poder Legislativo do município. com o consequente alcance dos objetivos fixados.Avaliação e Revisão do PMSB ser elaborada uma minuta de projeto de lei. POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 94 . O objetivo principal dos indicadores para o monitoramento do PMSB deve ser avaliar o atingimento das metas estabelecidas. previamente. Neste evento será concluída a versão nal do plano que será encaminhada à Câmara de Vereadores. execução. Logo. planejamento. avaliação e revisão) não prestação dos serviços. de dados obtidos de uma área-piloto.Política Nacional de Resíduos Sólidos deverão ser definidos indicadores de desempenho operacional e ambiental dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos. ATIVIDADES PÓS-ELABORAÇÃO do setor de saneamento: em consonância com as DO PMSB demais normas vigentes.305/2010 . um processo dinâmico e disciplinado. o efetivo funcionamento das ações de emergência e contingência definidas. em conformidade com a técnica legislativa e A gestão do saneamento básico no sistematizada de forma a evitar contradições contexto do desenvolvimento urbano envolve entre os dispositivos inseridos no PMSB com as questões intersetoriais. 19 da Lei 12. dentre outros. essa proposta visará impedir o surgimento de prejuízos à sociedade. devendo ser discutidas . Aprovação do PMSB auxílio. demais normas vigentes. O PMSB depois de aprovado e sancionado em lei municipal deve ser implantado pelo órgão do município responsável pela execução da política municipal de saneamento básico. por exemplo. a avaliação do desempenho do PMSB. figuram como objeto do convênio nem produto a ser elaborado e aprovado pela Funasa. compreendendo a implantação de programas. sistematizada e cotidiana. No entanto. em evento especialmente convocado para este fim. Execução do PMSB a) Proposta para a regulamentação e fiscalização 6. deverá 6. políticas públicas. tal como um bairro ou comunidade Sugere-se a aprovação do PMSB após a do município.1. assumir o compromisso de efetivar as atividades previstas no PMSB e submetê-lo à c) Plano de revisão do PMSB: sendo o PMSB avaliação e aprovação do legislativo municipal. tendo foco em alguns aspectos. entre outros fatores. também está relacionada às ações governamentais. Essa minuta deverá ser submetida à discussão com a população. participação da sociedade. Esta etapa refere-se à elaboração de elementos que subsidiem a fase de execução do plano.

minimizará problemas. também de nirá a scalização e PMSB. d) O uso adequado de recursos humanos. qualidade de vida. g) As causas de praticas antieconômicas e naturalmente ocasionados com o crescimento ineficientes. construírem ações integradas em prol do bem 7. e o esperado pode ocorrer uma ruptura. programas. SANEAMENTO BÁSICO A Figura 9 apresenta diversas políticas O município deverá elaborar sua públicas a serem consideradas para elaboração política municipal de saneamento básico que da política municipal de saneamento.Esquema do direcionamento de elaboração e) A adequação e a relevância dos objetivos da Política Municipal baseada no planejamento do PMSB do plano e a consistência entre esses e as necessidades previamente identificadas. como saúde. a partir disto. esquematizado na Figura 8. com responsabilidades os objetivos estabelecidos. POLÍTICA MUNICIPAL DE comum. instalações e equipamentos voltados para produção e prestação de bens e serviços na qualidade e prazos requeridos. projetos e ações Atores responsáveis Fiscalização e regulação Plano Municipal de Sanemanto Política Municipal de Sanemanto Controle social Direitos e deveres dos usuários Figura 8 . Tais políticas devem ser orientadas a Nesse contexto. objetivos.como: a) O cumprimento dos objetivos definidos no PMSB. i) A relação de causalidade entre efeitos observados e as diretrizes propostas. objetivos e metas uns dos outros e. A existência de uma política pública f) A consistência entre as ações desenvolvidas e de saneamento. Vale institucionalizará os produtos nais do plano e destacar a necessidade de maior interação entre refletirá os anseios da população. expressas dos envolvidos. Durante a elaboração e implantação de sua política. o município deverá considerar a j) A qualidade dos efeitos alcançados a partir da articulação com as demais políticas envolvidas implantação do plano. c) A identificação dos pontos fortes e fracos do plano elaborado e das oportunidades e entraves ao seu desenvolvimento. tanto sociais quanto ambientais. Assim. b) A obediência dos dispositivos legais aplicáveis à gestão do setor saneamento. bem como os direitos e deveres dos usuários. desempenho real do PMSB. projetos e ações. a utilização dos indicadores constantemente promoverem o diálogo entre si é imprescindível para a mensuração do para que cada setor conheça as peculiaridades. a política municipal será o instrumento governamental que instituirá itens essenciais para a promoção de saúde. regulação dos serviços. médio h) Os fatores inibidores do desempenho do e longo prazos. 95 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO . designada como discrepância de desempenho. inclusão social e proteção ao meio ambiente. as políticas do município e a participação da metas. estadual e Contudo. pois além de refletir o planejamento estratégico de curto. Anseios da população Metas para melhoria dos índices sanitários Planejamento estratégico do munícipio Programas. seja no âmbito federal. e desenvolvimento das cidades. conforme sociedade. meio ambiente e desenvolvimento urbano. entre o desempenho real principalmente municipal.

e pelo Decreto nº do Conselho das Cidades lista em seu art. Para assegurar a continuidade e qualidade das ações de saneamento. entretanto. mas complementaridade e transversalidade. pela Portaria Interministerial A Resolução Recomendada nº 75/2009 nº127. significar segmentação. Recursos Hídricos. o município não pode deixar de considerar à celebração de convênio faz-se necessário diretrizes do saneamento estabelecidas na Lei a manifestação de interesse do proponente. pleiteando o ações estabelecidas sejam voltadas à promoção financiamento da ação com a descrição das da equidade social e territorial no acesso ao principais características do Plano Municipal de saneamento. comprovada a viabilidade técnica-econômica financeira da concessão da prestação universal e integral dos serviços de saneamento nos estudos apresentados no plano. portanto. que as por meio de plano de trabalho. que colaborem para o desenvolvimento urbano e melhoria da qualidade O plano de trabalho será elaborado. metas. Assim.Esquema da necessidade de articulação entre diversas políticas Assim como no Plano Municipal. Saúde.445/2007. de 25 de julho de 2007 e suas alterações. de 15 de janeiro de 1997. etc Políticas Municipal de Saneamento Básico Participação Social Figura 9 . postar em posição horizontal. de 29 de maio de 2008. Habitação. a fim de fortalecer o controle social do saneamento do município. por meio do SICONV. a população deve atuar como protagonista durante a fase de elaboração da política. devidamente cadastrado. Desenvolvimento Urbano. CELEBRAÇÃO E ACOMPANHAMENTO A setorialização de políticas públicas DO CONVÊNIO não deve. 2º o 6. é POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 96 . de vida.170. econômicas e sócio-culturais do município. A administração deve. Políticas Municipais de Saúde. que cada município deverá apresentar em sua política. portanto. em suas relações com a sociedade. o atendimento adequado à população rural A consistência e precisão do plano de trabalho dispersa. que promovam a sustentabilidade Saneamento Básico. scalização e controle dos serviços prestados na política municipal. Meio Ambiente. das condições ambientais e de saúde conforme as orientações deste Termo de pública. bem como áreas de atuação. Também deve ser assegurado na política. objetivos. Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano imprescindível que o município garanta a adoção de matriz tecnológica adequada à realidade local. 11. regulação. e transmitido pelo proponente. Referência e outros documentos elaborados pela Funasa. pela Instrução Normativa STN Nº 1. No estabelecimento dos itens definidos no Para que o processo seja iniciado visando artigo. CAPÍTULO II PROCEDIMENTOS RELATIVOS AO CONVÊNIO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA E FINANCEIRA 1. É imprescindível. cabe atentar que.Políticas Nacionais de: Saneamento. o município deverá se atentar à menção do contrato de concessão. econômicas e sociais peculiares. e não em vertical. A celebração do convênio será regida necessárias para alcançar seus objetivos. ambiental e econômica. inclusive mediante a utilização de serão requisitos para aprovação de nanciamento soluções compatíveis com suas características do pleito. considerando as características geográ cas. o município deverá promover alternativas de gestão que viabilizem a autossustentação econômica e financeira dos serviços de saneamento básico. Nesse sentido.

termo de referência e orçamento Termo de Referência. de Apoio à Gestão dos Sistemas de Saneamento Básico em Municípios de até 50. ACOMPANHAMENTO DA ELABORAÇÃO do plano de trabalho no sistema de convênios DO PMSB poderão ser visualizadas nos manuais de capacitação do Proponente. segundo a Lei nº 11. Tabela 6 . em integrada seja realizada pelos diferentes setores caráter orientativo.convenios. o produzido. no Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse – SICONV. Administração Pública Municipal Nome do Programa 0122 – Serviços Urbanos de Água e Esgoto As etapas para elaboração e transmissão 2. por meio do NICT. Finalizado prazo estabelecido. solicitante será notificado para dar continuidade ao processo com o envio da documentação Também é de responsabilidade técnica à Superintendência Regional da Funasa do município assegurar a implantação de em seu estado para a formalização do pleito e metodologia participativa quando da elaboração análise do plano de trabalho. execução.445/07 e o Decreto nº 7. âmbito do NICT devendo ser assegurada a representação formal da FUNASA no Comitê de Recomenda-se que a análise técnica Coordenação de elaboração do PMSB. Uma vez transmitido o plano de trabalho. Eventuais impropriedades detectadas na documentação apresentada deverão ser encaminhadas para conhecimento do proponente. disponibilizados no A elaboração dos planos municipais de site do Ministério do Planejamento. Orçamento e saneamento básico é uma responsabilidade dos Gestão em www.000 habitantes. do PMSB. Este da sede da Coordenação Regional da Funasa processo ocorrerá de forma integrada no responsável pelo município. bem como a avaliação da qualidade dos produtos apresentados. A Tabela 6 apresenta os dados necessários para localização e envio de pleitos. As ações participativas e de mobilização social previstas em todo o processo de construção do PMSB deverão ser acompanhadas 97 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO . onde deverá constar prazo para sua correção. será encaminhado comunicado informando um novo prazo.o convênio durante toda sua execução.Informações necessárias para envio de pleito.gov.217/2010. detalhado da proposta de apoio financeiro para elaboração do PMSB cará a cargo do Núcleo A Funasa. por meio do SICONV Nome do Órgão FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE Código do Órgão 36211 Código do Programa 3621120120001 Tipo de Instrumento Convênio Programa Atende a Administração Pública Estadual ou do Distrito Federal. que devem sempre A análise técnica para aprovação do plano observar a realidade local e as de nições do de trabalho.br. Consórcio Público. por meio do Departamento de efetivamente de todo o processo sendo o Engenharia de Saúde Pública (DENSP) fará responsável pelo seu planejamento. O descumprimento das impropriedades apontadas no prazo xado implicará na reprovação do pleito. O fomento à elaboração de Planos Municipais de Saneamento Básico está inserido na ação 20AG do Plano Plurianual. acompanhará Intersetorial de Cooperação Técnica – NICT . Desta forma. Caso seja selecionado. o município deverá participar a Funasa. constituintes do NICT por meio do sistema de acompanhamento vigente. análise de elegibilidade e de priorização do scalização e aprovação de cada fase e produto projeto proposto. titulares dos serviços de saneamento.

20. Sistema de informações para auxílio à tomada de decisão. O relatório final do Plano Municipal de Saneamento Básico deverá apresentar as informações resumidas e consolidadas de todas as etapas e produtos desenvolvidos. Os documentos e relatórios deverão ser apresentados. objetivando clareza. recomendações.000 habitantes e superior a qualidade sobre as informações apresentadas. C. POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 98 . Os relatórios mensais simplificados do andamento das atividades desenvolvidas deverão conter resumo da situação quanto ao cumprimento da programação. H. Nesse sentido. I. Plano de mobilização social. J. Relatório sobre os indicadores de desempenho do Plano Municipal de Saneamento Básico. Relatório da prospectiva e planejamento estratégico. respectivamente. PRODUTOS ESPERADOS Os produtos esperados são: A. a partir da liberação do recurso do convênio. para execução dos serviços objeto do presente Termo de Referência será de: a) oito meses para os municípios com população igual ou inferior a 20. justificativas de resultados. Relatório do diagnóstico técnico-participativo. devendo levar em consideração os parâmetros mínimos exigidos no Termo de Referência para sua avaliação dos eventos. inclusive as ações de mobilização social. Plano de execução. consistência das informações. projetos e ações. A participação do NICT nestas atividades terá caráter orientativo. 3. Para isso. deste Termo de Referência. Tabela 8). de acordo com dos comitês.000 habitantes (Censo/2010). D. K. além de conclusões e projeções de prazos e custos. PRAZO DE EXECUÇÃO O prazo. ocorrências.000 habitantes. Minuta de projeto de Lei do Plano Municipal de Saneamento Básico.permanentemente pelos membros do NICT da Funasa. com texto isento de erros de português e de digitação. G. 4. Relatório dos programas.000 habitantes (Censo/2010). objetividade. seguem os cronogramas de execução do PMSB para municípios com O convenente deverá exercer controle de população até 20. e b) dez meses para os municípios com população superior a 20. E. respectivamente (Tabela 7 e tanto no texto como nos memoriais e desenhos. B. F. o NICT deve manter atualizado o cronograma de ações comunitárias previstas no Plano de Mobilização Social e programar sua presença nas atividades mais estratégicas.

K. J. Os ajustes A avaliação de todas as atividades de aos relatórios mensais ou aos procedimentos de elaboração dos PMSB ocorrerá por meio de elaboração do PMSB descritos nestes relatórios procedimentos integrados considerando as serão solicitados ao município conforme seguintes linhas: necessidade observada pelo NICT.000 habitantes Produtos esperados Mês 1 Mês 2 Mês 3 Mês 4 Mês 5 Mês 6 Mês 7 Mês 8 Mês 9 Mês 10 A. d) Avaliação de Produtos e liberação de parcelas . Orçamento e Gestão. D. b) Relatório Mensal Simplificado – Este relatório (produto J) será emitido e entregue à 99 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO c) Presença do NICT nas atividades de mobilização social e no Comitê de Coordenação – A cada participação do NICT nas ações de mobilização social e nas reuniões do Comitê de Coordenação será emitido um relatório de acompanhamento descrevendo a avaliação do NICT sobre o evento. ACOMPANHAMENTO DO CONVÊNIO E ANÁLISES TÉCNICAS FUNASA durante todos os meses de elaboração do PMSB.A liberação de parcelas seguirá a Portaria Funasa nº 623 de 2010 que estabelece critérios para transferência de recursos financeiros das ações nanciadas pela Funasa.Tabela 7 . Tabela 8 . a) Plano de Trabalho. C. I. C. I. H. A avaliação técnica será realizada pelo NICT de forma integrada e será oficializada por meio do preenchimento do check list no sistema de acompanhamento de convênios vigente na FUNASA e no Ministério do Planejamento. Termo de Referência e Orçamento Detalhado . F. Este relatório será apensado ao processo de projeto. G. G. E. H. D. . 5. F.A avaliação e aprovação destes documentos determina a liberação da primeira parcela do recurso previsto para a elaboração do PMSB. B. B.Cronograma de execução para municípios com população até 20. J.Cronograma de execução para municípios com população superior a 20.000 habitantes Produtos esperados Mês 1 Mês 2 Mês 3 Mês 4 Mês 5 Mês 6 Mês 7 Mês 8 A. K. E. Tais produtos serão avaliados e apensados ao processo de projeto.

Produtos D.Avaliação e aprovação mediante primeira parcela (50%) rência e Orçamento Detalhado check list e parecer do NICT no sistema. que emitirá parecer de aceite NICT durante toda a elaboração do PMSB.Acompanhamento do convênio pela Funasa As avaliações técnicas dos produtos do PMSB serão realizadas pelo NICT de forma integrada e terão caráter de conferência de requisitos mínimos exigidos pelo Termo de Referência para cada produto. Destaca-se a importância de acompanhamento e orientações durante as fases iniciais de elaboração do PMSB. G. H. F. Termo de Refe. A avaliação destes produtos para ns de liberação da parcela se dará por meio do preenchimento do check list no sistema de acompanhamento de convênios vigente na FUNASA.Contínuo Acampamento pelo NICT Representação no Comitê de Coordernação Emissão de relatórios das reuniões Participação nos eventos de mobilização social Emissão de relatórios dos eventos Recebimento de relatório mensal simplificado Avaliação e encaminha orientações se necessário Pontual Avaliação de produtos Figura 10 . As etapas de avaliação e liberação das parcelas ocorrerão de acordo com a Tabela 9. os produtos A (formação dos grupos de trabalho) e B (plano de mobilização social) serão preponderantes para a qualidade do PMSB e devem ser acompanhados e avaliados criteriosamente. B e C Avaliação e aprovação mediante segunda parcela (50%) check list do NICT no sistema. Produtos A. I. Estes prazos devem deve ser precedida de aprovação pelo Comitê ser observados pelo município e exigidos pelo de Coordenação. para cada produto apresentado.Produtos esperados e respectivas parcelas de pagamento Produtos/Documentos Procedimento Liberação de parcela Plano de Trabalho. E. O cronograma de execução determina apresentada a seguir. K e Prestação Avaliação e aprovação da prestação de Contas. os prazos de recebimento dos produtos da elaboração do PMSB na Funasa independente A apresentação de cada produto à Funasa de liberação de parcelas. Tabela 9 . POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 100 .

Os relatórios e produtos/documentos não e PACS – Programa de Agente Comunitário de aprovados serão devolvidos para as correções e Saúde. e) Sistema Nacional de Informações sobre Durante a execução dos serviços a Funasa Recursos Hídricos – SNIRH. participante da elaboração gov. h) Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (1989 e 2000) – PNSB. (http://www. (http://www. Dessa forma. (http://www.funasa. por: g) Sistema de Informação de Atenção Básica – SIAB. experiência em elaboração do PMSB.br). ser consultada sobre a formação e/ou gov.funasa. para scalização e acompanhamento dos serviços a serem d) Sistema Nacional de Informações sobre prestados. e www.unb.gov. poderá. essa equipe poderá ser complementada com outros a) Diretrizes para a De nição de Política e profissionais especialistas ou consultores Elaboração de Planos Municipais e Regionais contratados. f) Sistema de Informação da Qualidade da Água de Consumo Humano – SISAGUA.br).br).br). gov.ana. gov. Os contratos desses profissionais deverão incluir cláusulas que prevejam a transferência b) Guia para a Elaboração de Planos Municipais eficaz do conhecimento e efetiva capacitação da de Saneamento (http://www.cidades. necessário.gov. A equipe técnica deve ser compatível Saneamento: diagnósticos (http:// www. c) Política e Plano Municipal de Saneamento Ambiental – Experiências e Recomendações (http://www. Cabe à sociedade civil organizada junto ao gestor municipal. no mínimo.cidades.ibge. k) Censo demográ co 2010: características Documentos e Normas Aplicáveis da população e dos domicílios: resultados do universo (http://www.gov.gov.br). permanente de nível superior para a elaboração do plano seja composta.Documentos Disponíveis na Funasa l) Proposta Metodológica para Elaboração de a) Caderno do Programa de Cooperação Técnica Planos Diretores de Drenagem Urbana (http:// (http://www.ibge. com os trabalhos. br). equipe técnica local.gov. recomenda-se que seja designado um coordenador técnico da prefeitura municipal ou entidade vinculada.ibge. e 1.br).gov. complementações necessárias.cidades. Se necessário. do plano.datasus.br). Neste caso. PSF – Programa de Saúde da Família 101 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO . a Funasa acompanhará e emitirá pareceres. Equipe de trabalho – Comitê Executivo A prefeitura municipal deverá definir o 2) Documentos Disponíveis em Outros Órgãos comitê executivo.cidades.snis. considerando os elementos mínimos j) Caderno Metodológico do Programa de exigidos no TR. de acordo com as análises encaminhadas ao convenente. (www. quando Saneamento (http://www. (www.br). incluindo pro ssional com br). alteração da equipe conforme as necessidades reais. o convenente Educação Ambiental e Mobilização Social em poderá solicitar apoio técnico ao NICT. – PNAD (www.br). de Saneamento Básico.gov.br). exercer o controle social com i) Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios a nalidade de garantir a qualidade do PMSB.gov. b) Avaliação de Impacto na Saúde das Ações de Saneamento.br). Entretanto. (Ministério Recomenda-se que a equipe técnica da Saúde/SUS).

os elementos essenciais à identificação do documento estão na folha de rosto. e-mail. quando necessário. do contrato no caso optar pela contratação de empresa/equipe para elaboração do PMSB. Civil ou a) Capa (NBR 6029) .a) Engenheiro Coordenador (Ambiental. Volume 2 . no centro. por: b) Lombada (NBR 6029) . do plano seja composta. permanente de nível médio para a elaboração quando necessário. que deverá conter os seguintes elementos: na parte superior. o nome da b) Estagiário em Sociologia ou Pedagogia ou Prefeitura Municipal e sua logomarca. na mesma ordem obedecida na apresentação dos documentos é a em que a matéria é apresentada.será rígida. Sanitarista) . c) Técnico em informática .Prospectiva e planejamento estratégico. o n° do volume (algarismo arábico). desembaraço para a scalização do cumprimento endereço. na parte inferior.(especificar documentos). demonstrada por esses técnicos nos respectivos currículos e atestados.1 inferior o mês de publicação.deverá trazer cada volume/tomo e o título referente a cada produto.1 conteúdo. a comprovação da capacidade da equipe técnica deverá será exigida por meio da experiência em serviços compatíveis com o objeto deste termo. o n° do tomo (algarismo romano).deverá conter o a) Estagiário em Engenharia Ambiental. d) No verso desta folha. no consideração as atividades inerentes ao objeto rodapé. o n° do tomo (algarismo romano). no centro. conforme sequência do exemplo: Volume 1 . c) Folha de rosto . endereço na internet e do contrato. fax. nome da prefeitura municipal. seguinte. o n° do tomo (algarismo romano) e título do conteúdo e parte ou anexo (alfabeto) e Recomenda-se que a equipe técnica título do conteúdo e o(s) nome(s) do(s) autor(es). assegura-se a agilidade e o f) Nome da Funasa por extenso. Civil ou Sanitarista) . deverá conter: O contrato de prestação de serviços será elaborado convertendo os requisitos mínimos e) Ficha catalográ ca de acordo com as normas apresentados neste Termo de Referência em AACR2 . no mínimo.deverá conter as principais divisões. na parte Ciências Humanas . título do documento e desenho ou foto c) Profissional com formação Ciências Sociais (opcional). plastificada ou em tecido. título do documento. g) Índice Geral . do lado direito.1 • Na vertical: título do documento. Desta forma. POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 102 .1 revestida de papel cartolina. n° do volume (algarismo arábico) e o título do Pedagogo e Assistente Social . o n° do volume (algarismo O município deverá levar em arábico). na parte inferior.Diagnóstico geraldos serviços de saneamento básico. em papelão. Neste caso. em cada elemento: i) Listas .1 d) Secretária . com destaque para Sociólogo.1 superior. o mês e ano da publicação. seguido da sigla. Elementos para Apresentação de Relatórios h) Sumário . nome da Prefeitura Municipal.NBR 6029. de acordo com a maneira de ser lida: Sanitária . Ressalta-se que cada área de planejamento deverá adequar a sua equipe de acordo com a proposta apresentada podendo incluir profissionais especializados para trabalhos eventuais durante a elaboração do PMSB. do lado direito.Anglo American Cataloging Rules. A composição e a seqüência a ser seções ou partes do Volume. critérios obrigatórios aplicados à realidade local. Volume 3 . o e Humanas. com os seguintes elementos: na parte b) Engenheiro(Ambiental. Civil ou seguinte.1 • Na horizontal: na parte superior. telefone.

de modo a permitir a exposição mais clara da matéria e a localização m) Referências Bibliográ cas (NBR 6023 . deverão seguir os em A4. k) Texto . das partes do documento. em formato A1. deverá. cronologicamente e de acordo com as diversas reduzidos para apresentação áreas. • As folhas de documentos (desenho. assinatura do termo de convênio. volume que compõe o estudo. deverão ser entregues à Funasa. deverão ser numerados ser produzidos em formato A1 e. As legendas utilizadas do IBGE. • Obedecer às Normas de Apresentação Tabular k) Legendas (NBR 5984). A documentação deverá estar disposta segundo limitando-se à quinária. d) Numeração progressiva das seções de um documento (NBR 6024): l) Apêndices e Anexos (NBR 6029) . Os documentos revistos deverão ter indicação e apresentarem. • Os originais. • Especificações. mesmo que resulte no dobramento das seguintes padrões: folhas. em especificação) deverão conter. posteriormente. listas • Os desenhos e plantas dos trabalhos deverão de ferro e material. j) O formato nal da apresentação deverá ser c) Formulários e Tabelas. f) Referências. obrigatoriamente.imediata de cada parte.matéria acrescentada no nal do documento. aqueles que lhes são referentes. memórias de cálculo.deverá conter esclarecimentos. lista ou de acordo com as respectivas seções.j) Apresentação . • A numeração deverá ser contínua e em i) Dobramento das folhas (NBR 5984) algarismos arábicos. etc. desde que não sacrifiquem a concisão do documento. excluída(s) h) Escala (NBR 5984). perder a legibilidade das informações. na extremidade 103 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO . a descrição das alterações efetuadas. a título de • Apresentar sistema de numeração progressiva esclarecimento ou complementação. seqüência no texto. especificações. estudos e texto deverão estar em formato A4. em álbum formato A3. em cada documento. a data de referente ao formulário ou tabela. b) Paginação e Numeração: em local específico.deverá conter introdução. permitindo o controle da emissão desses documentos pelo convenente e pela Funasa. • A numeração das páginas deverá ser feita a partir da primeira página impressa. deverão seguir os seguintes padrões: • Serem numerados. corpo e conclusão. Indicar.. devem vir dispostas em ordem alfabética. em algarismos romanos. e conter uma breve explicação a respeito do conteúdo de cada • Apresentar título. g) Revisão de documentos. elaboradas a partir do material consultado. A escala do desenho a(s) capa(s). • As seções poderão ser subdivididas. • Registro: os documentos emitidos deverão • A normogra a apresentada não poderá. • Apresentar citações da fonte. constar na legenda. os padrões enunciados a seguir: e) Numeração e Registro dos Documentos: a) Formatos de papel (NBR 5339): • Numeração: os desenhos. quando ser registrados conforme padrão da Funasa. reduzida. logo após a primeira citação justificativas ou comentários.

não por. se contendo. POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 104 . − Nome da prefeitura municipal. − Assinaturas dos responsáveis pelo • Deverão conter. outras indicações para classificação necessárias à sua identificação e interpretação. quando necessárias. ultrapassando a largura de 175mm.substitui . • Apresentarem disposição conveniente à − Indicação de .inferior direita. − Funasa. por extenso. as indicações necessário. tipo de documento: − Número de revisão. − Título do projeto. verificação e indicações. desenho. legenda. − Número do documento e.substituído natureza do respectivo documento. − Escala. deverão ser apresentadas acima ou à esquerda da − Data (mês / ano). e arquivamento. indispensáveis para um determinado aprovação). as seguintes documento (projeto.ou . l) Descrição de modificações e as indicações − Título do documento. no mínimo. além do título. quando for o caso. suplementares. um quadro destinado à legenda.

retenção para o amortecimento de vazões de cheias.disponibilidade. tratamento e destino final do lixo doméstico e do lixo originário da varrição e VI. tratamento e IV. transporte. de transporte. de 5 de janeiro de 2007.2° Os serviços públicos de saneamento XII.saneamento básico: conjunto de serviços. em todas as áreas urbanas.transparência das ações. desenvolvimento urbano e regional. considera-se: I. para o saneamento básico e para a política federal de saneamento básico. infra-estruturas e V.articulação com as políticas de limpeza de logradouros e vias públicas. tratamento e disposição nal das águas VII. à segurança da vida e do patrimônio público e privado. de d) drenagem e manejo das águas pluviais proteção ambiental. desde as ligações prediais até o seu águas pluviais adequados à saúde pública e lançamento final no meio ambiente.controle social. esgotamento de medição. detenção ou saneamento básico seja fator determinante.segurança. qualidade e regularidade. considerando a capacidade de pagamento dos O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço usuários e a adoção de soluções graduais e saberque o Congresso Nacional decreta e eu progressivas. propiciando à população o acesso constituídopelas atividades.utilização de tecnologias apropriadas.445. compreendida como o conjunto infra-estruturas e instalações operacionais de: de todas as atividades e componentes de cada um dos diversos serviços de saneamento a) abastecimento de água potável: básico.1° Esta Lei estabelece as diretrizes nacionais X. infra-estruturas outras de relevante interesse social voltadas para e instalações operacionais de drenagem urbana a melhoria da qualidade de vida. atividades. sanitário. limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos realizados de formas adequadas à saúde b) esgotamento sanitário: constituído pelas pública e à proteção do meio ambiente. desde a captação até as ligações prediais e respectivos instrumentos III. público de água potável.integralidade. transbordo. II. disposição final adequados dos esgotos de serviços de drenagem e de manejo das sanitários.adoção de métodos. Art.abastecimento de água. I. princípios fundamentais: Art. de habitação. pluviais drenadas nas áreas urbanas. de combate à pobreza e de sua erradicação.3° Para os efeitos desta Lei. c) limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos: conjunto de atividades. Art. transporte. sanciono a seguinte Lei: IX.integração das infra-estruturas e serviços básico serão prestados com base nos seguintes com a gestão e ciente dos recursos hídricos. técnicas e processos que instalações operacionais de coleta. infra-estruturas e instalações operacionais de coleta. para as quais o de águas pluviais. infra-estruturas na conformidade de suas necessidades e e instalaçõesnecessárias ao abastecimento maximizando a eficácia das ações e resultados. XI. considerem as peculiaridades locais e regionais. VIII .eficiência e sustentabilidade econômica.universalização do acesso.Anexo D Lei Nº 11. baseada em CAPÍTULO I – DOS PRINCÍPIOS sistemas de informações e processos decisórios FUNDAMENTAIS institucionalizados. 105 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO . de promoção da saúde e urbanas: conjunto de atividades.

bem como as ações e serviços de saneamento básico de responsabilidade privada.universalização: ampliação progressiva do acesso de todos os domicílios ocupados ao saneamento básico. de 8 de janeiro de 1997. 241 da Constituição Federal.gestão associada: associação voluntária de entes federados. devendo.6° O lixo originário de atividades comerciais. ser considerado resíduo sólido urbano.5° Não constitui serviço público a ação de saneamento executada por meio de soluções individuais. transbordo e transporte dos resíduos relacionados na alínea c do inciso I do caput do art. Art.elaborar os planos de saneamento básico. aglomerados rurais. Art.controle social: conjunto de mecanismos e procedimentos que garantem à sociedade informações.II.433. II. industriais e de serviços cuja responsabilidade pelo manejo não seja atribuída ao gerador pode. a scalização e a §2° (VETADO). VIII. inclusive para disposição ou diluição de esgotos e outros resíduos líquidos. de tratamento. V. III.subsídios: instrumento econômico de política social para garantir a universalização do acesso ao saneamento básico. de seus regulamentos e das legislações estaduais. 3o desta Lei. II. desde que o usuário não dependa Art. capina e poda de árvores em populações e localidades de baixa renda.9° O titular dos serviços formulará a respectiva política pública de saneamento básico.7° Para os efeitos desta Lei. §3° (VETADO). nos termos desta Lei. para tanto: I.de coleta. Parágrafo único. por decisão do poder público. VI. é sujeita a outorga de direito de uso. a regulação.prestação regionalizada: aquela em que um único prestador atende a 2 (dois) ou mais titulares. A utilização de recursos hídricos na prestação de serviços públicos de saneamento básico. representações técnicas e participações nos processos de formulação de políticas. de saneamento básico poderão delegar a organização. por convênio de cooperação ou consórcio público. e de disposição nal dos resíduos relacionados na alínea c do inciso I do caput do art. especialmente para III.de triagem para ns de reúso ou reciclagem. prestação desses serviços. vias e logradouros públicos e outros eventuais serviços pertinentes à limpeza pública urbana. III.(VETADO). Art. inclusive POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 106 .de varrição. Art. 3o desta Lei.8° Os titulares dos serviços públicos §1° (VETADO). lugarejos CAPÍTULO II – DO EXERCÍCIO DA e aldeias. 241 da Constituição Federal e da Lei no 11. Art. incluindo o manejo de resíduos de responsabilidade do gerador. de 6 de abril de 2005.adotar parâmetros para a garantia do atendimento essencial à saúde pública. assim de nidos pela Fundação Instituto TITULARIDADE Brasileiro de Geogra a e Estatística . nos termos do art. IV. núcleos.4° Os recursos hídricos não integram os serviços públicos de saneamento básico. de terceiros para operar os serviços.prestar diretamente ou autorizar a delegação dos serviços e de nir o ente responsável pela sua regulação e scalização. o serviço público de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos urbanos é composto pelas seguintes atividades: I. nos termos da Lei no 9.107. de planejamento e de avaliação relacionados aos serviços públicos de saneamento básico. povoados. conforme disposto no art. VII. inclusive por compostagem. bem como os procedimentos de sua atuação.localidade de pequeno porte: vilas.IBGE.

§2° A autorização prevista no inciso I do §1° deste artigo deverá prever a obrigação de transferir ao titular os bens vinculados aos serviços por meio de termo especí co.a existência de plano de saneamento básico. e sobre a minuta do contrato. articulado com o Sistema Nacional de III. II. IV. incluindo: 107 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO b) a sistemática de reajustes e de revisões de taxas e tarifas. viabilidade técnica e econômico-financeira da nos termos do inciso IV do caput do art. VI.estabelecer sistema de informações sobre os serviços. de a) determinado condomínio.a autorização para a contratação dos serviços. por indicação da entidade reguladora. nos termos de lei. incluindo a designação da VII. onde outras formas de prestação apresentem custos de operação e manutenção III. sendo vedada a sua disciplina com o respectivo plano de saneamento básico.intervir e retomar a operação dos serviços entidade de regulação e de scalização. de e ciência e de uso racional da água.fixar os direitos e os deveres dos usuários.a inclusão. Art. as §1° Excetuam-se do disposto no caput deste normas previstas no inciso III do caput deste artigo: artigo deverão prever: I. dos usuários. em regime de e ciência. I. compatíveis com as incompatíveis com a capacidade de pagamento metas estabelecidas.nanceiro da prestação dos celebrados até o dia 6 de abril de 2005. qualidade. desde que se limitem a: I. mediante convênios. naturais.11° São condições de validade dos contratos para abastecimento público. no contrato. prevejam os meios para o cumprimento das diretrizes desta Lei. no caso de concessão. das metas progressivas e graduais de expansão dos serviços. da energia e de outros recursos b) localidade de pequeno porte. baixa renda. indicando os respectivos prazos e a área a ser atendida. com os respectivos cadastros técnicos. §2° Nos casos de serviços prestados mediante contratos de concessão ou de programa.quanto ao volume mínimo per capita de água Art.os serviços públicos de saneamento básico cuja prestação o poder público. autorizar para usuários organizados em cooperativas ou associações.os convênios e outros atos de delegação econômico.a existência de normas de regulação que Informações em Saneamento. públicas sobre o edital de licitação. em conformidade com os serviços a predominantemente ocupada por população de serem prestados. . termos de parceria ou outros instrumentos de natureza precária. a) o sistema de cobrança e a composição de taxas e tarifas. serviços.as prioridades de ação.10° A prestação de serviços públicos de saneamento básico por entidade que não integre §1° Os planos de investimentos e os projetos a administração do titular depende da celebração relativos ao contrato deverão ser compatíveis de contrato.estabelecer mecanismos de controle social.a realização prévia de audiência e de consulta documentos contratuais. 3o desta prestação universal e integral dos serviços. nos casos e condições previstos em lei e nos IV. delegados. observadas as que tenham por objeto a prestação de serviços normas nacionais relativas à potabilidade da públicos de saneamento básico: água. nos termos do respectivo plano de saneamento básico.as condições de sustentabilidade e equilíbrio II.a existência de estudo comprovando a V. Lei. II. IV.

deverão constar do correspondente edital de licitação as regras e V.a designação do órgão ou entidade responsável pela regulação e scalização das II. prestados aos usuários e entre os diferentes prestadores envolvidos.os procedimentos para a implantação.as condições e garantias recíprocas de fornecimento e de acesso às atividades ou VI. IV. a relação entre elas deverá ser regulada por contrato e VII. ampliação. inciso VI do § 2o deste artigo a obrigação do contratante de destacar. I. bem como a obrigação e a forma de pagamento.as condições e garantias de pagamento.as regras para a xação. a serem pagos aos demais prestadores.a garantia de pagamento de serviços cobrança aos usuários.13° Os entes da Federação. inadmitida a §1° A entidade de regulação definirá. pelo menos: alteração e a rescisão administrativas unilaterais. revisão das taxas. realizar a respectiva arrecadação e entrega dos valores arrecadados.o sistema contábil especí co para os os valores das tarifas e outros preços públicos prestadores que atuem em mais de um Município.as normas técnicas relativas à qualidade. de atividades interdependentes a que se quando for o caso. compatível com as §3° Os contratos não poderão conter cláusulas necessidades de amortização de investimentos. III.as normas econômicas e nanceiras relativas atividades ou insumos contratados. às tarifas. IX. de regulação e de scalização. atividade interdependente com outra. isoladamente caput deste artigo deverá conter cláusulas que ou reunidos em consórcios públicos. regulação e scalização dos serviços.mecanismos de controle social nas atividades I. perdas §4° No caso de execução mediante concessão comerciais e físicas e outros créditos devidos. melhoria e gestão operacional das §4° Na prestação regionalizada.12° Nos serviços públicos de saneamento básico em que mais de um prestador execute VI. II. Art. scalização ou o acesso às informações sobre os serviços contratados. o disposto nos atividades. IV.as atividades ou insumos contratados. dos serviços. o valor da remuneração prestados entre os diferentes prestadores dos dos serviços prestados pelo contratado e de serviços. estabeleçam pelo menos: V. poderão POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 108 . refere o caput deste artigo. §2° O contrato a ser celebrado entre os prestadores de serviços a que se refere o Art. de planejamento.o prazo de vigência.os direitos e deveres sub-rogados ou os que haverá entidade única encarregada das funções autorizam a sub-rogação. o reajuste e a por ela abrangidos. X. VIII. que prejudiquem as atividades de regulação e de e as hipóteses de sua prorrogação. nos documentos de III. tarifas e outros preços públicos aplicáveis ao contrato.as hipóteses de extinção.as hipóteses de intervenção e de retomada insumos. incisos I a IV do caput e nos §§ 1o e 2o deste artigo poderá se referir ao conjunto de municípios V.c) a política de subsídios.os mecanismos de pagamento de diferenças relativas a inadimplemento dos usuários. aos subsídios e aos pagamentos por serviços prestados aos usuários e entre os §3° Inclui-se entre as garantias previstas no diferentes prestadores envolvidos.as penalidades a que estão sujeitas as partes quantidade e regularidade dos serviços em caso de inadimplemento.

observando a deste artigo. o qual a que o titular tenha delegado o exercício abrangerá.instituir fundos. de modo Art. 109 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO . entre outros recursos. as atividades de regulação e scalização poderão ser exercidas: CAPÍTULO IV – DO PLANEJAMENTO Art. Os recursos dos fundos a que se refere o caput deste artigo poderão ser utilizados como fontes ou garantias em operações de crédito para nanciamento dos investimentos necessários à universalização dos serviços públicos de saneamento básico. Art. contíguos ou não.empresa a que se tenham concedido os serviços. os custos e as receitas de cada serviço em cada um dos Municípios atendidos e.órgão. ou municipal. médio e longo Parágrafo único. parcelas das receitas dos serviços.programas. III.por consórcio público de direito público causas das de ciências detectadas. CAPÍTULO III – DA PRESTAÇÃO REGIONALIZADA DE SERVIÇOS PÚBLICOS DE SANEAMENTO BÁSICO Art. II. A entidade de regulação deverá Municípios. 241 da Constituição nas condições de vida. empresa pública ou sociedade de economia mista estadual. que I. fundação de direito público. Art.um único prestador do serviço para vários Parágrafo único.16° A prestação regionalizada de serviços compatível com os respectivos planos plurianuais públicos de saneamento básico poderá ser e com outros planos governamentais correlatos. de indicadores sanitários. integrado pelos titulares dos serviços. separadamente.diagnóstico da situação e de seus impactos obedecido o disposto no art. Parágrafo único. realizada por: identificando possíveis fontes de financiamento. ambientais e socioeconômicos e apontando as II. se for o caso. utilizando sistema Federal. II. a distribuição de custos dos serviços estejam em conformidade com as diretrizes estabelecidas III. epidemiológicos. I. inclusive de sua remuneração.uniformidade de scalização e regulação dos contas. técnica do respectivo Estado e basear-se em estudos fornecidos pelos prestadores. admitidas planejamento dos serviços a que se refere o caput soluções graduais e progressivas. No exercício das atividades de prazos para a universalização.14° A prestação regionalizada de serviços públicos de saneamento básico é caracterizada por: I. projetos e ações necessárias para atingir os objetivos e as metas. instituir regras e critérios de estruturação de sistema contábil e do respectivo plano de II. no mínimo: dessas competências por meio de convênio de cooperação entre entes da Federação.18° Os prestadores que atuem em mais de um Município ou que prestem serviços públicos de saneamento básico diferentes em um mesmo Município manterão sistema contábil que permita registrar e demonstrar. no Distrito Federal.compatibilidade de planejamento. de modo a garantir que a apropriação e serviços.objetivos e metas de curto. I. a universalização dos serviços públicos de saneamento básico. do Distrito Federal. aos quais poderão ser destinadas. nesta Lei.15° Na prestação regionalizada de serviços públicos de saneamento básico. com a finalidade de custear. o titular poderá receber cooperação compatibilidade com os demais planos setoriais.19° A prestação de serviços públicos de saneamento básico observará plano.por órgão ou entidade de ente da Federação poderá ser específico para cada serviço. autarquia. na forma da legislação.17° O serviço regionalizado de saneamento básico poderá obedecer a plano de saneamento básico elaborado para o conjunto de Municípios atendidos. Art. na conformidade do disposto nos respectivos planos de saneamento básico. consórcio público.

I.transparência. na forma das reajuste e revisão.ações para emergências e contingências.regime. tecnicidade. podendo ser elaborados entidade reguladora. III. ressalvada a competência dos órgãos integrantes do sistema nacional de §5° Será assegurada ampla divulgação das defesa da concorrência. econômico e nanceiro dos contratos como a modicidade tarifária.21° O exercício da função de regulação sistemática da e ciência e eficácia das ações atenderá aos seguintes princípios: programadas. 14 desta Lei. o plano de prestação dos serviços.definir tarifas que assegurem tanto o equilíbrio a realização de audiências ou consultas públicas. I. sistemas. disposições legais. que editados em conformidade com o estabelecido abrangerão. saneamento básico deverá englobar integralmente o território do ente da Federação II. Art. POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 110 .IV. regulamentares e contratuais. parte dos prestadores de serviços. bem cumprimento dos planos de saneamento por como os procedimentos e prazos de sua fixação. relativas às dimensões técnica. Incumbe à entidade reguladora e scalizadora dos serviços a verificação do IV. inclusive com IV. propostas dos planos de saneamento básico e dos estudos que as fundamentem. orçamentária e financeira da editados pelos titulares.medição. CAPÍTULO V – DA REGULAÇÃO V. estrutura e níveis tarifários. I.22° São objetivos da regulação: efetuadas pelos respectivos titulares. em prazo não superior a 4 (quatro) anos. revistos periodicamente. pelo menos. os seguintes aspectos: no art. Parágrafo único. com base em estudos fornecidos pelos prestadores de cada serviço. II. V.garantir o cumprimento das condições e metas §4° Os planos de saneamento básico serão estabelecidas. incluindo autonomia §1° Os planos de saneamento básico serão administrativa. mediante mecanismos que §6° A delegação de serviço de saneamento induzam a e ciência e eficácia dos serviços e básico não dispensa o cumprimento pelo que permitam a apropriação social dos ganhos prestador do respectivo plano de saneamento de produtividade.independência decisória. básico em vigor à época da delegação.as metas progressivas de expansão e de qualidade dos serviços e os respectivos prazos. II.requisitos operacionais e de manutenção dos que o elaborou. econômica os planos de saneamento básico devem ser e social de prestação dos serviços. econômico.padrões e indicadores de qualidade da §8° Exceto quando regional.prevenir e reprimir o abuso do poder do Plano Plurianual.20° (VETADO). hidrográficas em que estiverem inseridos. celeridade e objetividade das decisões.estabelecer padrões e normas para a adequada §3° Os planos de saneamento básico deverão prestação dos serviços e para a satisfação dos ser compatíveis com os planos das bacias usuários. faturamento e cobrança de serviços.mecanismos e procedimentos para a avaliação Art. Art. anteriormente à elaboração III.23° A entidade reguladora editará normas §7° Quando envolverem serviços regionalizados. §2° A consolidação e compatibilização dos planos especí cos de cada serviço serão Art.

preferencialmente. contratados para executar serviços ou fornecer materiais e equipamentos específicos. pelos titulares a qualquer entidade reguladora constituída dentro dos limites do respectivo §1° Excluem-se do disposto no caput deste Estado. não I. os sujeitos.26° Deverá ser assegurado publicidade aos XI. mediante das atividades a serem desempenhadas pelas prévia e motivada decisão. explicitando. §1° A regulação de serviços públicos de independentemente da existência de interesse saneamento básico poderá ser delegada direto. 28° (VETADO). auditoria e certificação. Art. Art.padrões de atendimento ao público e correta administração de subsídios. §1° Incluem-se entre os dados e informações a que se refere o caput deste artigo aquelas VII. VIII. prestadores dos serviços. na forma das §3° As entidades scalizadoras deverão receber normas legais.internet. equivalentes que se re ram à regulação ou à fiscalização dos serviços.VI.subsídios tarifários e não tarifários. regulamentares e contratuais: e se manifestar conclusivamente sobre as reclamações que.avaliação da e ciência e eficácia dos serviços produzidas por empresas ou profissionais prestados. bem como aos direitos XII. adotadas em face de queixas ou de reclamações relativas aos serviços. xarão prazo para os prestadores de serviços por meio de sítio mantido na rede mundial de comunicarem aos usuários as providências computadores . a eles podendo ter acesso qualquer do povo. interpretação e a fixação de critérios para a fiel execução dos contratos.25° Os prestadores de serviços públicos de saneamento básico deverão fornecer IV. mecanismos de participação e informação. Art. titulares poderão adotar os mesmos critérios econômicos. 111 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO .acesso a relatório periódico sobre a qualidade à entidade reguladora todos os dados e da prestação dos serviços. regulamentares e contratuais.medidas de contingências e de emergências. decisões e instrumentos inclusive racionamento.amplo acesso a informações sobre os serviços tenham sido suficientemente atendidas pelos prestados. prestador e aprovado pela respectiva entidade de regulação. a juízo do interessado. sociais e técnicos da regulação em III. estudos.27° É assegurado aos usuários de serviços públicos de saneamento básico. no ato de delegação da artigo os documentos considerados sigilosos em regulação.plano de contas e mecanismos de informação.(VETADO). partes envolvidas.prévio conhecimento dos seus direitos e Art. relatórios.monitoramento dos custos. a forma de atuação e a abrangência razão de interesse público relevante. II. §2° Compreendem-se nas atividades de regulação dos serviços de saneamento básico a IX.acesso a manual de prestação do serviço toda a área de abrangência da associação ou da e de atendimento ao usuário. elaborado pelo prestação. na forma das normas legais.24° Em caso de gestão associada ou deveres e das penalidades a que podem estar prestação regionalizada dos serviços. e deveres dos usuários e prestadores. §2° A publicidade a que se refere o caput deste §2° As normas a que se refere o caput deste artigo artigo deverá se efetivar. informações necessários para o desempenho de suas atividades. Art. dos serviços e para a X.

de menor renda e a proteção do meio ambiente.diretos.tarifários.incentivo à e ciência dos prestadores dos serviços.estímulo ao uso de tecnologias modernas III. dependendo das características dos cumprimento das metas e objetivos do serviço.geração dos recursos necessários para de usuários e localidades de baixa renda realização dos investimentos.inibição do consumo supérfluo e do desperdício de recursos. III. preços públicos e taxas para os serviços de saneamento básico observará as seguintes IV. inclusive taxas.padrões de uso ou de qualidade requeridos.recuperação dos custos incorridos na prestação do serviço. V.de manejo de águas pluviais urbanas: na forma II.custo mínimo necessário para disponibilidade diretrizes: do serviço em quantidade e qualidade adequadas. e II. de tributos. continuidade e segurança na prestação regional. objetivando o serão. prestação dos serviços. compatíveis com os níveis exigidos nas hipóteses de gestão associada e de de qualidade. que poderão ser estabelecidos para cada um dos serviços ou para ambos conjuntamente. em conformidade com o regime de prestação do serviço ou de III. em regime de eficiência.de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos urbanos: taxas ou tarifas e outros preços I. mediante remuneração pela cobrança dos serviços: I. a instituição das tarifas.ampliação do acesso dos cidadãos e localidades de baixa renda aos serviços.remuneração adequada do capital investido alocação de recursos orçamentários.capacidade de pagamento dos consumidores.quantidade mínima de consumo ou de suas atividades. em conformidade com o regime de ou quantidades crescentes de utilização ou de prestação do serviço ou de suas atividades. por meio de subvenções. sempre que possível. Art. inclusive pelos prestadores dos serviços. quando destinados ao prestador dos serviços. §2° Poderão ser adotados subsídios tarifários e não tarifários para os usuários e localidades que não tenham capacidade de pagamento ou escala econômica su ciente para cobrir o custo integral dos serviços. como a preservação da saúde §1° Observado o disposto nos incisos I a III pública.CAPÍTULO VI – DOS ASPECTOS ECONÔMICOS E SOCIAIS Art. consumo. I. VIII. 31. beneficiários e da origem dos recursos: IV. e eficientes. VII. em períodos distintos. VI. Art.29° Os serviços públicos de saneamento básico terão a sustentabilidade econômicofinanceira assegurada. Os subsídios necessários ao atendimento III. distribuídas por faixas públicos. II. I. ou indiretos. POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 112 . a estrutura de remuneração e cobrança dos serviços públicos de saneamento básico poderá levar em consideração os seguintes fatores: II. visando à garantia de objetivos sociais. 29 desta Lei.internos a cada titular ou entre localidades.30° Observado o disposto no art. V. ou scais.categorias de usuários. utilização do serviço. quando decorrerem da VI. quando destinados a usuários determinados.prioridade para atendimento das funções essenciais relacionadas à saúde pública. o adequado atendimento dos usuários do caput deste artigo.ciclos significativos de aumento da demanda dos serviços. quando integrarem a estrutura tarifária.de abastecimento de água e esgotamento sanitário: preferencialmente na forma de tarifas e outros preços públicos.

36° A cobrança pela prestação do serviço público de drenagem e manejo de águas pluviais urbanas deve levar em conta.necessidade de efetuar reparos. I.extraordinárias. IV. medidor ou outra instalação do prestador.negativa do usuário em permitir a instalação de dispositivo de leitura de água consumida.32° (VETADO).40° Os serviços poderão ser interrompidos Art. Art. fora do controle do prestador dos serviços. quando se verificar a parte do usuário. 39.manipulação indevida de qualquer tubulação. e ocorrência de fatos não previstos no contrato. que definirá os itens e II. de 13 de fevereiro de 1995. III. abastecimento de água. os percentuais de impermeabilização e a existência de dispositivos de amortecimento ou de retenção de água de chuva. segurança de pessoas e bens. Art. bem como poderá considerar: §4° A entidade de regulação poderá autorizar o prestador de serviços a repassar aos usuários custos e encargos tributários não previstos originalmente e por ele não administrados.987.38° As revisões tarifárias compreenderão ou melhorias de qualquer natureza nos sistemas.o nível de renda da população da área atendida. ouvidos os titulares. inclusive fatores Art. assim como de antecipação prestação de serviço público de limpeza urbana de metas de expansão e qualidade e de manejo de resíduos sólidos urbanos devem dos serviços. de acordo com as normas legais. por II.as características dos lotes urbanos e as áreas que podem ser neles edificadas.34° (VETADO). regulamentares e contratuais. Art. 113 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO . em cada lote urbano. Art.periódicas. empresas do setor.situações de emergência que atinjam a meses.A fatura a ser entregue ao usuário I.o nível de renda da população da área atendida. nos termos da Lei no 8. após ter sido formalmente notificado. objetivando a distribuição dos após ter sido previamente noti cado a respeito. devendo os reajustes e as revisões serem tornados públicos com antecedência mínima de 30 (trinta) dias com relação à sua aplicação. áreas que podem ser neles edificadas.37° Os reajustes de tarifas de serviços pelo prestador nas seguintes hipóteses: públicos de saneamento básico serão realizados observando-se o intervalo mínimo de 12 (doze) I. §1° As revisões tarifárias terão suas pautas definidas pelas respectivas entidades reguladoras. levar em conta a adequada destinação dos resíduos coletados e poderão considerar: §3° Os fatores de produtividade poderão ser definidos com base em indicadores de outras I.inadimplemento do usuário do serviço de alterem o seu equilíbrio econômico-financeiro. Art.33° (VETADO). ganhos de produtividade com os usuários e a reavaliação das condições de mercado. do pagamento das tarifas. §2° Poderão ser estabelecidos mecanismos tarifários de indução à eficiência.o peso ou o volume médio coletado por habitante ou por domicílio.35° As taxas ou tarifas decorrentes da de produtividade. modificações Art. Parágrafo único. As tarifas serão fixadas de forma clara e objetiva.Art. a reavaliação das condições da prestação dos serviços e das tarifas praticadas e poderão ser: III. final deverá obedecer a modelo estabelecido pela entidade reguladora.as características dos lotes urbanos e as custos que deverão estar explicitados. que V. II. II. os usuários e os prestadores dos serviços.

Art.45° Ressalvadas as disposições em contrário §2° Os investimentos realizados.43° A prestação dos serviços atenderá a requisitos mínimos de qualidade. a qualidade dos e uentes de unidades de tratamento de esgotos sanitários atenda aos §1° Não gerarão crédito perante o titular os padrões das classes dos corpos hídricos em que investimentos feitos sem ônus para o prestador. não inferior a 30 (trinta) usuários e às condições operacionais e de dias da data prevista para a suspensão. a serem recuperados mediante a unidades e dos impactos ambientais esperados. em regulação. de acordo com as normas regulamentares e contratuais. internação coletiva de pessoas e a usuário residencial de baixa renda beneficiário de tarifa Art.41° Desde que previsto nas normas de estabelecidos pela legislação ambiental. mediante contrato especí co. exploração dos serviços. sanitários. toda edificação permanente saldos serão anualmente auditados e certificados urbana será conectada às redes públicas de pela entidade reguladora. usuários. em função do porte das o titular. nos termos das normas regulamentares e contratuais e. A União definirá parâmetros de saúde. os valores das normas do titular. forem lançados. a instituições educacionais e de mínimos para a potabilidade da água. §1° A autoridade ambiental competente estabelecerá procedimentos simplificados de Art. a partir dos níveis presentes tais como os decorrentes de exigência legal de tratamento e considerando a capacidade aplicável à implantação de empreendimentos de pagamento das populações e usuários imobiliários e os provenientes de subvenções ou envolvidos. quando §2° A autoridade ambiental competente for o caso. abastecimento de água e de esgotamento sanitário disponíveis e sujeita ao pagamento das §3° Os créditos decorrentes de investimentos tarifas e de outros preços públicos decorrentes devidamente certificados poderão constituir da conexão e do uso desses serviços. transferências scais voluntárias. observadas as normas editadas pela entidade reguladora e pelos órgãos responsáveis POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 114 . da entidade de regulação amortizados. serão admitidas soluções contrato. destinados exclusivamente a investimentos nos §1° Na ausência de redes públicas de sistemas de saneamento objeto do respectivo saneamento básico. garantia de empréstimos aos delegatários.§1° As interrupções programadas serão CAPÍTULO VII – DOS ASPECTOS TÉCNICOS previamente comunicadas ao regulador e aos usuários. manutenção dos sistemas. observada a legislação pertinente às estabelecerá metas progressivas para que sociedades por ações. grandes usuários poderão negociar função da capacidade de pagamento dos suas tarifas com o prestador dos serviços. ouvido previamente o regulador. de água considerará etapas de eficiência. a depreciação e os respectivos e de meio ambiente. Art. individuais de abastecimento de água e de afastamento e destinação nal dos esgotos §4° (VETADO).44° O licenciamento ambiental de unidades social deverá obedecer a prazos e critérios que de tratamento de esgotos sanitários e de preservem condições mínimas de manutenção efluentes gerados nos processos de tratamento da saúde das pessoas atingidas. a continuidade e aqueles relativos III e V do caput deste artigo será precedida de aos produtos oferecidos. a fim de alcançar progressivamente os padrões Art. §3° A interrupção ou a restrição do fornecimento de água por inadimplência a estabelecimentos Parágrafo único. ao atendimento dos prévio aviso ao usuário. incluindo a §2° A suspensão dos serviços prevista nos incisos regularidade.42° Os valores investidos em bens reversíveis licenciamento para as atividades a que se refere pelos prestadores constituirão créditos perante o caput deste artigo.

de órgãos colegiados de caráter consultivo. V.48° A União.47° O controle social dos serviços públicos de implementação e avaliação das suas ações de saneamento básico poderá incluir a participação saneamento básico.pelas políticas ambiental.utilização de indicadores epidemiológicos e de desenvolvimento social no planejamento.de órgãos governamentais relacionados ao setor de saneamento básico. organizações da e à difusão dos conhecimentos gerados. com as devidas adaptações das leis epidemiológicos e ambientais. e serviços comuns a Municípios. declarada pela autoridade gestora de recursos hídricos. sanitária e de recursos hídricos.dos usuários de serviços de saneamento básico. a e ciência e a eficácia. riscos sanitários. CAPÍTULO VIII – DA PARTICIPAÇÃO DE ÓRGÃOS COLEGIADOS NO CONTROLE SOCIAL II. X.dos prestadores de serviços públicos de inclusive mediante a utilização de soluções saneamento básico. Art. à adoção de tecnologias apropriadas V. alterada pela Lei no 10. sociedade civil e de defesa do consumidor relacionadas ao setor de saneamento básico.estímulo ao estabelecimento de adequada regulação dos serviços. IX. termos da Medida Provisória no 2. XI. do Distrito Federal e municipais. mediante 115 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO .fomento ao desenvolvimento científico e tecnológico. o ente regulador poderá adotar mecanismos tarifários de contingência. com objetivo de cobrir custos adicionais decorrentes. que os criaram.adoção da bacia hidrográfica como unidade §2° No caso da União. IV.683. a participação a que se de referência para o planejamento de suas refere o caput deste artigo será exercida nos ações. garantindo o equilíbrio financeiro da prestação do serviço e a gestão da demanda. Art. II.de entidades técnicas.46° Em situação crítica de escassez ou contaminação de recursos hídricos que obrigue à adoção de racionamento.aplicação dos recursos financeiros por ela administrados de modo a promover o desenvolvimento sustentável.melhoria da qualidade de vida e das condições assegurada a representação: ambientais e de saúde pública. grau de colegiados a que se refere o caput deste artigo urbanização. VII. levando em consideração fatores §1° As funções e competências dos órgãos como nível de renda e cobertura. IV. estaduais. observará as seguintes diretrizes: Art. compatíveis com suas características econômicas e sociais peculiares.dos titulares dos serviços.garantia de meios adequados para o atendimento da população rural dispersa. VIII. III. VI. no estabelecimento de sua política de saneamento básico. CAPÍTULO IX – DA POLÍTICA FEDERAL DE SANEAMENTO BÁSICO §2° A instalação hidráulica predial ligada à rede pública de abastecimento de água não poderá ser também alimentada por outras fontes. concentração populacional. poderão ser exercidas por órgãos colegiados já disponibilidade hídrica.prioridade para as ações que promovam a eqüidade social e territorial no acesso ao saneamento básico. III.220. I.colaboração para o desenvolvimento urbano e regional. de 4 de setembro de 2001. existentes.adoção de critérios objetivos de elegibilidade e prioridade. I.estímulo à implementação de infraestruturas de 28 de maio de 2003.

será dado prioridade às ações e empreendimentos que visem ao atendimento VI. da União. socioculturais. inclusive no que se refere ao nanciamento. de maximização da §1° Na aplicação de recursos não onerosos relação benefíciocusto e de maior retorno social.fomentar o desenvolvimento científico e pobreza. sustentação econômico-financeira dos serviços. As políticas e ações da as especificidades locais.mecanismos federados. a geração de emprego e de renda e a inclusão social. mediante operações a unidade e articulação das ações dos diferentes estruturadas de financiamentos realizados com POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 116 . de promoção tecnológico.promover alternativas de gestão que contratados de forma onerosa. com Xminimizar os impactos ambientais o saneamento básico. programas e projetos que com recursos geridos ou operados por órgãos ou visem à implantação e ampliação dos serviços entidades da União serão feitos em conformidade e ações de saneamento básico nas áreas com as diretrizes e objetivos estabelecidos nos ocupadas por populações de baixa renda. arts. a saúde. capacidade técnica. de combate e erradicação da IX. redução das desigualdades regionais. obras e serviços de saneamento Art. viabilizem a auto-sustentação econômica e financeira dos serviços de saneamento básico.contribuir para o desenvolvimento nacional. econômica e nanceira dos serviços.proporcionar condições adequadas de b) eficiência e e cácia dos serviços.à adequada operação e manutenção dos V. relacionados à implantação e desenvolvimento das ações. de proteção ambiental. União de desenvolvimento urbano e regional. a adoção de tecnologias apropriadas da saúde e outras de relevante interesse social e a difusão dos conhecimentos gerados de voltadas para a melhoria da qualidade de vida interesse para o saneamento básico.promover o desenvolvimento institucional do área de saneamento básico com participação saneamento básico.assegurar que a aplicação dos recursos empreendimentos anteriormente nanciados com financeiros administrados pelo poder público recursos mencionados no caput deste artigo. nanceira e de recursos humanos. estabelecendo meios para de investidores privados.proporcionar condições adequadas de salubridade ambiental aos povos indígenas e I. execução de programas de incentivo à execução de projetos de interesse social na VIII. IV. com soluções compatíveis com suas características a) desempenho do prestador na gestão técnica.incentivar a adoção de mecanismos de de usuários ou Municípios que não tenham planejamento. ao longo da salubridade ambiental às populações rurais e de vida útil do empreendimento.49° São objetivos da Política Federal de básico e assegurar que sejam executadas de Saneamento Básico: acordo com as normas relativas à proteção do meio ambiente. contempladas Parágrafo único. Art. devem considerar a necessária articulação. ao uso e ocupação do solo e à I.ao alcance de índices mínimos de: outras populações tradicionais.48° e 49° desta Lei e com os planos de saneamento básico e condicionados: III. pequenos núcleos urbanos isolados. de cooperação entre entes agentes.50° A alocação de recursos públicos federais e os nanciamentos com recursos da União ou II. gerencial. de habitação. bem como do desenvolvimento de sua organização. §2° A União poderá instituir e orientar a com ênfase na cooperação federativa. II. vedada sua aplicação a empreendimentos VII.priorizar planos. regulação e scalização da capacidade de pagamento compatível com a autoprestação dos serviços de saneamento básico. dêse segundo critérios de promoção da salubridade ambiental.

e críticas por meio de consulta ou audiência pública e. sob a coordenação relativas ao saneamento básico nas áreas 117 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO .recursos de fundos privados de investimento.abranger o abastecimento de água. c) a proposição de programas. administrativa. o manejo de resíduos Parágrafo único. §5° No fomento à melhoria de operadores públicos de serviços de saneamento básico. A divulgação das propostas dos sólidos e o manejo de águas pluviais e outras planos de saneamento básico e dos estudos ações de saneamento básico de interesse que as fundamentarem dar-se-á por meio da para a melhoria da salubridade ambiental. II. cultural e tecnológica serão sempre transferidos para Municípios. e ao meio ambiente. salvo por prazo determinado nacional. do caput deste artigo não se aplica à destinação de recursos para programas de desenvolvimento e) os procedimentos para a avaliação sistemática institucional do operador de serviços públicos de da eficiência e eficácia das ações executadas. por audiência pública. elaborados e executados em articulação com os Estados.52° A União elaborará. d) as diretrizes para o planejamento das ações de saneamento básico em áreas de especial §6° A exigência prevista na alínea a do inciso I interesse turístico. o recebimento de sugestões serviço público de saneamento básico. a União poderá conceder benefícios ou incentivos orçamentários. disponibilização integral de seu teor a todos os incluindo o provimento de banheiros e unidades interessados. econômicopromovidas pelos demais entes da Federação.51° O processo de elaboração e revisão dos para as regiões integradas de desenvolvimento planos de saneamento básico deverá prever sua econômico ou nas que haja a participação de divulgação em conjunto com os estudos que os órgão ou entidade federal na prestação de fundamentarem. Distrito Federal e Municípios envolvidos Art. com identificação das respectivas fontes de financiamento. 47 desta Lei. médio e longo orçamentários da União na administração. quando previsto na legislação do §1° O PNSB deve: titular. projetos e ações necessários para atingir os objetivos e as metas da Política Federal de Saneamento Básico. legal e jurídica. de curto. observando a compatibilidade com os em situações de eminente risco à saúde pública demais planos e políticas públicas da União. saneamento básico. em condições compatíveis com a natureza I. para a universalização dos serviços operação e manutenção de serviços públicos de de saneamento básico e o alcance de níveis saneamento básico não administrados por órgão crescentes de saneamento básico no território ou entidade federal. financeira. scais ou creditícios como contrapartida ao alcance de metas de desempenho operacional previamente estabelecidas. análise e opinião por órgão colegiado criado nos termos do art. b) as diretrizes e orientações para o §4° Os recursos não onerosos da União.o Plano Nacional de Saneamento Básico essencial dos serviços públicos de saneamento PNSB que conterá: básico. o esgotamento sanitário.tratar especificamente das ações da União Art. o com impacto na consecução das metas e Distrito Federal ou Estados. a) os objetivos e metas nacionais e §3° É vedada a aplicação de recursos regionalizadas.planos regionais de saneamento básico. de do Ministério das Cidades: capitalização ou de previdência complementar. I. objetivos estabelecidos. prazos. para equacionamento dos condicionantes de natureza subvenção de ações de saneamento básico político-institucional. inclusive por meio da internet e hidrossanitárias para populações de baixa renda. II. §7° (VETADO).

....987. tenham sido cumpridas... . ou meio da internet......disponibilizar estatísticas...............54° (VETADO)....... Art... efetuados com os objetivos de: por associações ou cooperativas formadas exclusivamente por pessoas físicas de baixa I.... o serviço poderá ser prestado acessíveis a todos............... fevereiro de 1995..53° Fica instituído o Sistema Nacional de recicláveis ou reutilizáveis.. de 13 de saneamento básico.... XXVII .....766.. em áreas com Informações em Saneamento Básico ...42............ passa a vigorar com a seguinte redação: III.. preferencialmente em períodos coincidentes com os de vigência dos planos plurianuais. inclusive as que não possuam instrumento que as formalize ou que possuam cláusula que preveja prorrogação......”(NR) II- celebração de acordo entre o POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO poder 118 .. iluminação pública...... §2° Os planos de que tratam os incisos I e II do caput deste artigo devem ser elaborados com horizonte de 20 (vinte) anos..... mediante novo contrato.. devendo ser publicadas por por órgão ou entidade do poder concedente.. §1° Vencido o prazo mencionado no contrato ou §1° As informações do Sinisa são públicas e ato de outorga......... de equipamentos compatíveis com as normas técnicas................ passa a vigorar com a seguinte redação: “Art.... 42 da Lei no 8.. observadas as disposições legais e contratuais que regulavam a prestação do serviço ou a ela aplicáveis nos 20 (vinte) anos anteriores ao da publicação desta Lei......coletar e sistematizar dados relativos às renda reconhecidas pelo poder público como condições da prestação dos serviços públicos catadores de materiais recicláveis................ avaliados anualmente e revisados a cada 4 (quatro) anos... sistema de coleta seletiva de lixo..indígenas...levantamento mais amplo e retroativo possível dos elementos físicos constituintes da infraestrutura de bens reversíveis e dos dados financeiros. passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 24........ I ....55° O § 5o do art.. 24 da Lei no 8... Art.. esgotamento sanitário. §2° A União apoiará os titulares dos serviços a organizar sistemas de informação em saneamento básico. nas reservas extrativistas da União e nas comunidades quilombolas.. em dimensão necessária e suficiente para a realização do cálculo de eventual indenização relativa aos investimentos ainda não amortizados pelas receitas emergentes da concessão....... as seguintes condições: Art............” (NR) informações relevantes para a caracterização da demanda e da oferta de serviços públicos de Art..... de 19 de dezembro de 1979............. energia elétrica pública e domiciliar e vias de circulação....... delegado a terceiros.................... processamento e comercialização de resíduos sólidos urbanos Art.666........57° O inciso XXVII do caput do art..... I............. ambientais e de saúde pública.... de 21 de junho de 1993.. 9o desta Lei............ §5° A infra-estrutura básica dos parcelamentos é constituída pelos equipamentos urbanos de escoamento das águas pluviais.permitir e facilitar o monitoramento e avaliação da e ciência e da eficácia da prestação dos “Art...56° (VETADO) Art...... serviços de saneamento básico. desde que....... . contábeis e comerciais relativos à prestação dos serviços......... terão validade máxima até o dia 31 de dezembro de 2010. 2o da Lei no 6. até o dia 30 de junho de 2009.... em atendimento ao disposto no inciso VI do caput do art.... 2o . CAPÍTULO X – DISPOSIÇÕES FINAIS §3° As concessões a que se refere o § 2o deste artigo.... indicadores e outras ........58° O art.....SINISA.......... abastecimento de água potável.............. cumulativamente.... com o uso de saneamento básico...na contratação da coleta.

iguais e sucessivas. §4° Não ocorrendo o acordo previsto no inciso II do § 3o deste artigo. por meio de 4 (quatro) parcelas anuais. efetuada por empresa de auditoria independente escolhida de comum acordo pelas partes. mediante comprovação do cumprimento do disposto nos incisos I e II deste parágrafo. §6° Ocorrendo acordo. apurados a partir dos levantamentos referidos no inciso I deste parágrafo e auditados por instituição especializada escolhida de comum acordo pelas partes. com a primeira parcela paga até o último dia útil do exercício financeiro em que ocorrer a reversão. e Brasília. o pagamento de eventual indenização será realizado. mediante garantia real. §5° No caso do § 4o deste artigo. de 11 de maio de 1978.concedente e o concessionário sobre os critérios e a forma de indenização de eventuais créditos remanescentes de investimentos ainda não amortizados ou depreciados.” (NR) Art. depreciação e amortização de ativos imobilizados de nidos pelas legislações fiscal e das sociedades por ações. 5 de janeiro de 2007. o cálculo da indenização de investimentos será feito com base nos critérios previstos no instrumento de concessão antes celebrado ou. da parte ainda não amortizada de investimentos e de outras indenizações relacionadas à prestação dos serviços. ou originários de operações de nanciamento. por avaliação de seu valor econômico ou reavaliação patrimonial. 119 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO . realizados com capital próprio do concessionário ou de seu controlador.59° (VETADO). renovável até 31 de dezembro de 2008. na omissão deste.60° Revoga-se a Lei no 6. poderá a indenização de que trata o § 5o deste artigo ser paga mediante receitas de novo contrato que venha a disciplinar a prestação do serviço.528. autorizando Fernando Rodrigues Lopes de Oliveira a prestação precária dos serviços por prazo Marina Silva de até 6 (seis) meses. 186o da Independência e 119o da República. Luiz Inácio Lula da Silva Márcio Fortes de Almeida Luiz Paulo Teles Ferreira Barreto Bernard Appy Paulo Sérgio Oliveira Passos Luiz Marinho III. Art. debêntures e outros títulos mobiliários.publicação na imprensa oficial de ato formal José Agenor Álvares da Silva de autoridade do poder concedente. ou obtidos mediante emissão de ações.

CAPÍTULO II – DAS DEFINIÇÕES VII. X.217. ao qual a lei tenha atribuído disposição de forma adequada. independência decisória e não acumule funções de prestador dos serviços regulados. entidade. 84. padrões de qualidade. e tendo em V. competência de prestar serviço público.planejamento: as atividades atinentes à identificação.1° Este Decreto estabelece normas para participação nos processos de formulação execução da Lei no 11. alínea “a”. do serviço público.regulação: todo e qualquer ato que discipline ou organize determinado serviço público.Anexo E Decreto nº 7.gestão associada: associação voluntária de entes federados. de esgotamento sanitário e de drenagem e manejo de águas pluviais. III. acompanhada ou não de de 2007. incluindo suas características. IV. conforme disposto no art. VIII.445. consórcio público de regulação. da Constituição.prestação de serviço público de saneamento vista o disposto na Lei no 11. ou II. PRELIMINARES VI. I. por convênio de cooperação ou consórcio público.10 da Lei no 11. para atingir os objetivos do art. de planejamento e de avaliação 2007. inclusive de sua remuneração.prestador de serviço público: o órgão ou organização e orientação de todas as ações. incisos IV e VI. por meio das quais o serviço público deve ser prestado ou colocado à a) do titular. ou qualquer outro órgão ou entidade de direito público que possua IX. quantificação.445. de 2007. controle ou avaliação. XI. bem como infraestruturas destinadas POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 120 . consideram-se: competência a prestação de serviço público de saneamento básico. no uso das atribuições que lhe confere o art. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. observado o disposto no art. qualificação.prestação regionalizada: aquela em que um único prestador atende a dois ou mais titulares. efetiva ou potencial.controle social: conjunto de mecanismos CAPÍTULO I – DO OBJETO e procedimentos que garantem à sociedade informações. e com compatibilidade de planejamento.fiscalização: atividades de acompanhamento. de 21 de junho de 2010. de abastecimento de água. de 5 de janeiro básico: atividade. 27. b) ao qual o titular tenha delegado a prestação dos serviços. de limpeza urbana. no sentido de garantir o cumprimento de normas e regulamentos editados pelo poder público e a utilização. execução de obra. impacto socioambiental. ente regulador. inclusive empresa: públicas e privadas. de 5 de janeiro de de políticas.titular: o ente da Federação que possua por Art. com uniformidade de scalização e regulação dos serviços. 241 da Constituição.serviços públicos de saneamento básico: conjunto dos serviços públicos de manejo de resíduos sólidos. competências próprias de natureza regulatória. com objetivo de permitir aos usuários acesso a serviço público de DECRETA: saneamento básico com características e padrões de qualidade determinados pela TÍTULO I – DAS DISPOSIÇÕES legislação.2° Para os ns deste Decreto. direitos e obrigações dos usuários e dos responsáveis por sua oferta ou prestação e xação e revisão do valor de tarifas e outros preços públicos. relacionados aos serviços públicos de saneamento básico. monitoramento. autoridade regulatória. planejamento ou regulação. representações técnicas e Art.445.entidade de regulação: entidade reguladora ou regulador: agência reguladora.

quando se atribua XXIV. com cronograma pré-estabelecido. destinada à produção e à acesso de todos os domicílios ocupados ao distribuição canalizada de água potável para saneamento básico. e recebimento. núcleos.as ações de saneamento executadas por meio de soluções individuais. instalação composta por conjunto de infraestruturas. inclusive por meio de subvenções. por meio do aperfeiçoamento dos sistemas e processos de tratamento. a abrigar atividade humana.445. XX. incluindo o manejo de XXIIcomunicação: informação dirigida resíduos de responsabilidade do gerador.etapas de e ciência: parâmetros de qualidade de efluentes.subsídios diretos: quando destinados a de caráter não transitório. XIII. na forma prevista no §1° do art. II. e XXIX. I. XVII.subsídios entre localidades: aqueles concedidos nas hipóteses de gestão associada e prestação regional.a fossa séptica e outras soluções individuais de esgotamento sanitário. populações. que tenha como objetivo notificar a interrupção da prestação dos serviços. a fim de atingir a meta final de enquadramento. §1° Não constituem serviço público: I. inclusive por meio de veiculação em mídia impressa ou eletrônica.aviso: informação dirigida a usuário pelo não dependa de terceiros para operar os prestador dos serviços. físicos e químicos atendam ao padrão de potabilidade estabelecido pelas normas do Ministério da Saúde. e II. especialmente atendam a apenas uma unidade de consumo.universalização: ampliação progressiva do equipamentos. aglomerados rurais. XXVII.edificação permanente urbana: construção XIV. XXVIII. de 2007.subsídios: instrumento econômico de política social para viabilizar manutenção e continuidade XXV.metas progressivas de corpos hídricos: desdobramento do enquadramento em objetivos de qualidade de água intermediários para corpos receptores. XVIII. a m de se alcançar progressivamente.subsídios indiretos: quando destinados a prestador de serviços públicos.exclusivamente a cada um destes serviços. assim de nidos pelo Instituto Brasileiro de Geogra a e Estatística-IBGE. sob a responsabilidade do Poder Público. com comprovação de serviços. destinada determinados usuários. §2° Ficam excetuadas do disposto no §1°: XXIII.soluções individuais: todas e quaisquer de serviço público com objetivo de universalizar soluções alternativas de saneamento básico que acesso ao saneamento básico. desde que o usuário XXI.ligação predial: derivação da água da rede de distribuição ou interligação com o sistema de coleta de esgotos por meio de instalações assentadas na via pública ou em propriedade privada até a instalação predial. obras civis.localidade de pequeno porte: vilas. XV. lugarejos e aldeias. XVI.sistema de abastecimento de água: ao Poder Público a responsabilidade por sua 121 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO . ausuários e ao regulador.água potável: água para consumo humano cujos parâmetros microbiológicos.subsídios scais: quando decorrerem da alocação de recursos orçamentários.subsídios tarifários: quando integrarem a estrutura tarifária.a solução que atenda a condomínios ou localidades de pequeno porte. XXVI. XIX.subsídios internos: aqueles concedidos no âmbito territorial de cada titular. para populações e localidades de baixa renda. o atendimento às classes dos corpos hídricos. 10 da Lei no 11. materiais e XII.as ações e serviços de saneamento básico de responsabilidade privada. povoados.

formas adequadas à saúde pública e à proteção do meio ambiente. bem como. manejo dos resíduos sólidos e manejo de águas pluviais realizados de I. I. não causem risco à saúde pública e promovam o uso racional da energia. II. propiciando à população o acesso abastecimento de água a sua distribuição na conformidade de suas necessidades e mediante ligação predial.Dos Serviços Públicos de II. baseada em sistemas de informações e processos decisórios institucionalizados.captação. vida e do patrimônio público e privado.5° O Ministério da Saúde definirá os racionalização do uso da água e dos demais parâmetros e padrões de potabilidade da água.disponibilidade.utilização de tecnologias apropriadas.reservação de água tratada. CAPÍTULO III – DOS SERVIÇOS PÚBLICOS DE SANEAMENTO BÁSICO Seção I – Das Disposições Gerais de promoção da saúde e outras de relevante interesse social voltadas para a melhoria da qualidade de vida. controle ou disciplina. de habitação.3° Os serviços públicos de saneamento XI.integralidade. de III. em todas as áreas urbanas.integração das infraestruturas e serviços com a gestão e ciente dos recursos hídricos. V. e básico possuem natureza essencial e serão prestados com base nos seguintes princípios: XII.adução de água bruta.abastecimento de água. instrumentos de medição. recursos naturais. VIII.universalização do acesso. compreendida como o conjunto Abastecimento de Água de todas as atividades e componentes de cada um dos diversos serviços de saneamento Art.controle social. que executam coleta. conservação e Art. §1° A responsabilidade do prestador dos POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 122 . IV. VI. técnicas e processos que considerem as peculiaridades locais e regionais. processamento e comercialização de resíduos sólidos urbanos recicláveis ou reutilizáveis. serviços públicos de manejo das águas pluviais adequados à saúde pública e à segurança da IV. formadas por pessoas físicas de baixa renda reconhecidas pelo Poder Público como catadores de materiais recicláveis.articulação com as políticas de vigilância da qualidade da água para consumo desenvolvimento urbano e regional. de combate à pobreza e de sua erradicação.reservação de água bruta. bem como estabelecerá os procedimentos e responsabilidades relativos ao controle e VI. nos termos de norma específica. qualidade e regularidade. §3° Para os ns do inciso VIII do caput. considerando a capacidade de pagamento dos usuários e a adoção de soluções graduais e progressivas. limpeza urbana.segurança.eficiência e sustentabilidade econômica. para as quais o saneamento básico seja fator determinante. esgotamento atividades: sanitário. as seguintes III. X. Seção II .4° Consideram-se serviços públicos de básico. incluindo eventuais maximizando a e cácia das ações e resultados. consideram-se também prestadoras do serviço público de manejo de resíduos sólidos as associações ou cooperativas.tratamento de água.adoção de métodos. humano.adução de água tratada. de proteção ambiental. VII.transparência das ações. Art.operação. de recursos hídricos. e V. IX. quando vinculadas a esta nalidade.

levando-se em conta cada uma das unidades. e ou tubulação de água que vai da ligação de água da prestadora até o reservatório de água IV. §1° O volume de água consumido deve ser aferido. poderá ser também alimentada por outras fontes. Art. inclusive ligação predial. sanitária e de recursos hídricos. II. em razão do consumo. esgotamento sanitário os serviços constituídos dos usuários de baixa renda. as situações poderão prever prazo para que o usuário se em que as infraestruturas das edificações não conecte à rede pública.serviços públicos no que se refere ao controle da qualidade da água não prejudica a vigilância da qualidade da água para consumo humano por parte da autoridade de saúde pública. dos esgotos rede pública de abastecimento de água não sanitários. §1° Entende-se como sendo a instalação hidráulica predial mencionada no caput a rede III. o usuário estará sujeito às sanções previstas na Seção III – Dos Serviços Públicos de legislação do titular.9° Consideram-se serviços públicos de viabilizar a conexão.tratamento dos esgotos sanitários. por uma ou mais das seguintes atividades: Art. poderão prever sanções administrativas a quem infringir o disposto no caput. desde que devidamente autorizadas pela autoridade competente. que a absorção dos custos para instalação dos medidores individuais seja economicamente §3° Decorrido o prazo previsto no § 2o . inclusive §2° A legislação e as normas de regulação fossas sépticas. §2° Os prestadores de serviços de abastecimento de água devem informar e orientar a população sobre os procedimentos a serem adotados em caso de situações de emergência que ofereçam risco à saúde pública. observadas as normas editadas pela entidade reguladora e pelos órgãos responsáveis pelas políticas ambiental. Art.8° A remuneração pela prestação dos serviços públicos de abastecimento de água pode ser xada com base no volume consumido de água. lodos originários da operação de unidades de tratamento coletivas ou individuais. Esgotamento Sanitário §4° Poderão ser adotados subsídios para Art. xado nas normas de regulação dos serviços. atendidas as orientações fixadas pela autoridade competente. preferencialmente não permitam individualização do consumo ou em superior a noventa dias. inclusive a intradomiciliar. serão admitidas soluções individuais. §1° Na ausência de redes públicas de abastecimento de água. mesmo quando situadas na mesma edificação. por meio de medição individualizada. caso inviável para o usuário. bem como a responsabilização civil no caso de contaminação de água das redes públicas ou do próprio usuário. entre §2° As normas de regulação dos serviços outras previstas na legislação. §2° Ficam excetuadas do disposto no §1o. da entidade de regulação e de meio ambiente. §3° O disposto no §2° não exclui a possibilidade da adoção de medidas administrativas para fazer cessar a irregularidade. §4° Serão admitidas instalações hidráulicas prediais com objetivo de reúso de efluentes ou aproveitamento de água de chuva.disposição nal dos esgotos sanitários e dos do usuário. podendo ser progressiva. toda edificação permanente urbana será conectada à rede pública de abastecimento de água disponível. a legislação e as normas de regulação poderão considerar 123 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO . §1° Para os ns deste artigo.6° Excetuados os casos previstos nas normas do titular.coleta.transporte dos esgotos sanitários.7° A instalação hidráulica predial ligada à I. preferencialmente.

triagem para fins de reutilização ou reciclagem. Art. de decisão judicial ou de termo sanitário. c) raspagem e remoção de terra. urbana será conectada à rede pública de abrigos e sanitários públicos. II.como esgotos sanitários também os efluentes industriais cujas características sejam semelhantes às do esgoto doméstico.mecanismos econômicos de incentivo à minimização da geração de resíduos e à POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 124 . e) limpeza de logradouros públicos onde se §2° As normas de regulação dos serviços realizem feiras públicas e outros eventos de poderão prever prazo para que o usuário se acesso aberto ao público. além dos resíduos referidos no art. normas do titular. inclusive por compostagem. 12. monumentos. II. pluviais em logradouros públicos. poda e atividades correlatas em vias e logradouros Art. ou IV. tratamento.nível de renda da população da área atendida.peso ou volume médio coletado por habitante ou por domicílio. Art. 12. roçada. em quantidade e qualidade similares às dos resíduos domésticos. inclusive intradomiciliar.resíduos domésticos.11°Excetuados os casos previstos nas públicos. bocas de políticas ambientais. de saúde e de recursos lobo e correlatos. transporte.10° A remuneração pela prestação de III. observadas as normas editadas pela entidade reguladora e pelos órgãos responsáveis pelas d) desobstrução e limpeza de bueiros. escadarias. de construção e demolição e dos serviços de o usuário estará sujeito às sanções previstas na saúde. e hídricos. a) serviços de varrição.resíduos originários dos serviços públicos de serviços públicos de esgotamento sanitário limpeza pública urbana. por decisão do titular.14° A remuneração pela prestação de serviço §4° Poderão ser adotados subsídios para público de manejo de resíduos sólidos urbanos viabilizar a conexão. deverá levar em conta a adequada destinação dos usuários de baixa renda. III. bem como poderá considerar: Seção IV – Dos Serviços Públicos de Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos I. Art. legislação do titular. sejam considerados §2° A legislação e as normas de regulação resíduos sólidos urbanos. que. de ajustamento de conduta. e Art.resíduos originários de atividades comerciais. dos resíduos coletados. e disposição nal dos: I. da entidade de regulação e de meio ambiente. esgotamento sanitário disponível. tais como: poderá ser fixada com base no volume de água cobrado pelo serviço de abastecimento de água. conecte a rede pública. Consideram-se serviços públicos de manejo de resíduos sólidos as atividades de coleta e transbordo.13° Os planos de saneamento básico deverão conter prescrições para manejo dos resíduos §3° Decorrido o prazo previsto no § 2o.características dos lotes urbanos e áreas neles edificadas. industriais e de serviços. em especial dos originários fixado nas normas de regulação dos serviços. areia e §1° Na ausência de rede pública de esgotamento quaisquer materiais depositados pelas águas sanitário serão admitidas soluções individuais. capina. toda edi cação permanente b) asseio de túneis. caso sólidos urbanos. preferencialmente não superior a noventa dias. desde que tais poderão prever penalidades em face de resíduos não sejam de responsabilidade lançamentos de águas pluviais ou de esgotos de seu gerador nos termos da norma legal ou não compatíveis com a rede de esgotamento administrativa.

que os Municípios estiverem inseridos.manipulação indevida.situações que atinjam a segurança de pessoas e bens. 20° A utilização de recursos hídricos na da ligação predial. I. inclusive para disposição ou diluição de esgotos e outros resíduos líquidos. público de manejo de águas pluviais urbanas deverá levar em conta. modificações outorga de direito de uso.recuperação dos resíduos gerados. II.negativa do usuário em permitir a instalação de dispositivo de leitura de água consumida. ou qualquer prestação de serviços públicos de saneamento outro componente da rede pública. especialmente as de emergência e as Art.18° Os recursos hídricos não integram os serviços públicos de saneamento básico. e §2° As interrupções programadas serão IV.16° A cobrança pela prestação do serviço a quarenta e oito horas. 125 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO . bem como internação coletiva de pessoas e a usuário poderá considerar: residencial de baixa renda beneficiário de tarifa social deverá obedecer a prazos e critérios que I. preservem condições mínimas de manutenção e da saúde das pessoas atingidas.15° Consideram-se serviços públicos ser interrompidos pelo prestador. ou II.detenção ou retenção de águas pluviais devido pela prestação do serviço de urbanas para amortecimento de vazões de abastecimento de água. inclusive medidor. o §3° A interrupção ou a restrição do fornecimento percentual de área impermeabilizada de água por inadimplência a estabelecimentos e a existência de dispositivos de amortecimento de saúde. com comprovação do recebimento constituídos por uma ou mais das seguintes e antecedência mínima de trinta dias da data atividades: prevista para a suspensão.necessidade de efetuar reparos. após aviso de manejo das águas pluviais urbanas os ao usuário. é sujeita a III. I.drenagem urbana. por parte do usuário.nível de renda da população da área atendida.transporte de águas pluviais urbanas. que preferencialmente será superior Art. cheias. ou básico. II. poderão Art.inadimplemento pelo usuário do pagamento III. usuários no prazo estabelecido na norma de regulação. CAPÍTULO IV – DA RELAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS DE SANEAMENTO BÁSICO COM OS RECURSOS HÍDRICOS Seção VI – Da Interrupção dos Serviços Art. podendo ser interrompida pelo Parágrafoúnico.tratamento e disposição nal de águas pluviais previamente comunicadas ao regulador e aos urbanas. além das hipóteses previstas no caput.17° A prestação dos serviços públicos de saneamento básico deverá obedecer ao princípio da continuidade.A prestação de serviços públicos prestador nas hipóteses de: de saneamento básico deverá ser realizada com base no uso sustentável dos recursos hídricos.características dos lotes urbanos e áreas que podem ser neles edi cadas.19° Os planos de saneamento básico que coloquem em risco a saúde da população ou deverão ser compatíveis com os planos de de trabalhadores dos serviços de saneamento recursos hídricos das bacias hidrográ cas em básico. Art. a instituições educacionais e de ou de retenção da água pluvial. Seção V – Dos Serviços Públicos de Manejo de Águas Pluviais Urbanas §1° Os serviços de abastecimento de água. II. Art. nos seguintes casos: I. ou melhorias nos sistemas por meio de interrupções programadas. em cada lote urbano.

sua atuação. §3° Para o cumprimento do caput. para tanto: Parágrafo único. devendo. consumidores que ultrapassarem os limites observada a cooperação das associações definidos no racionamento. normas para o cumprimento do de seus órgãos de direção e de controle social. §2° Inclui-se entre os parâmetros mencionados no inciso IV do caput o volume mínimo per capita de água para abastecimento público. da Lei no 10. V.23° O titular dos serviços formulará a demanda. como previsto AMBIENTAL no art.estabelecer mecanismos de participação e controle social. com objetivo de cobrir custos TITULARIDADE adicionais decorrentes. representativas e da ampla participação da população e de associações representativas de CAPÍTULO V – DO LICENCIAMENTO vários segmentos da sociedade. observadas as normas nacionais sobre a potabilidade da água. regulamentares ou contratuais. §4° O Conselho Nacional de Meio Ambiente e o Conselho Nacional de Recursos Hídricos editarão. água considerará etapas de e ciência. no âmbito de suas respectivas §3° Ao Sistema Único de Saúde .21° Em situação crítica de escassez ou TÍTULO II – DAS DIRETRIZES PARA OS contaminação de recursos hídricos que obrigue SERVIÇOS PÚBLICOS DE à adoção de racionamento.definir o ente responsável pela sua regulação pela legislação ambiental e os das classes dos e fiscalização. preferencialmente. caso adotada. compete participar da formulação da política e da execução das ações de saneamento básico.Art. declarada pela SANEAMENTO BÁSICO autoridade gestora de recursos hídricos.estabelecer sistema de informações sobre os serviços. em função do porte das unidades e dos impactos ambientais esperados. a partir dos níveis presentes de tratamento. articulado com o Sistema Nacional de Informações em Saneamento-SINISA. sobre os I. disposto neste artigo. e VII. garantindo o equilíbrio nanceiro da prestação do serviço e a gestão da Art. incidirá. intervir e retomar a prestação dos serviços delegados nas hipóteses previstas nas normas legais. por indicação da entidade reguladora. em função da capacidade de pagamento dos usuários. a autoridade ambiental competente estabelecerá metas progressivas para que a qualidade dos efluentes de unidades de tratamento de esgotos sanitários atendam aos padrões das classes dos corpos hídricos receptores.SUS. Art.adotar parâmetros para a garantia do de tratamento de e uentes será estabelecida atendimento essencial à saúde pública. inciso II. afim de alcançar progressivamente os padrões definidos III. §1° O titular poderá. VI.257. da tecnologia disponível e considerando a capacidade de pagamento dos usuários envolvidos. A tarifa de contingência.22° O licenciamento ambiental de unidades de tratamento de esgoto sanitário e de efluentes II. §2° A autoridade ambiental competente estabelecerá procedimentos simpli cados de licenciamento para as atividades a que se refere o caput. por meio competências.fixar os direitos e os deveres dos usuários. POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 126 . o ente regulador poderá adotar mecanismos tarifários CAPÍTULO I – DO EXERCÍCIO DA de contingência. 2o.prestar diretamente os serviços ou autorizar a gerados nos processos de tratamento de sua delegação. de 10 de julho de 2001.elaborar os planos de saneamento básico. respectiva política pública de saneamento básico. bem como os procedimentos de corpos hídricos receptores. §1° A implantação das etapas de e ciência IV.

elaborado pela União.internet e por audiência pelo titular.metas de curto. de 2007. elaborar planos especí cos para um PNSB. que abrangerá.ações para situações de emergências e estabelecidas. 127 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO .25° A prestação de serviços públicos de interessados.mecanismos e procedimentos para avaliação sistemática da e ciência e e cácia das ações programadas. 19 e pública. elaborado pelo água. médio e longo prazos. de manejo titular. III. nas condições de vida. com o objetivo de alcançar o acesso universal CAPÍTULO III – DA REGULAÇÃO aos serviços. administração pública federal. epidemiológicos. de resíduos sólidos. de esgotamento sanitário.27° São objetivos da regulação: III.o Plano Nacional de Saneamento Básico .os planos regionais de saneamento básico §2° A consolidação e compatibilização dos elaborados pela União nos termos do inciso II do planos específicos deverão ser efetuadas pelo art. 52 da Lei no 11. de 2007. 47 da Lei no 11. do art. a I. e ou mais desses serviços.24° O processo de planejamento saneamento básico envolve: do §1° O plano de saneamento básico deverá abranger os serviços de abastecimento de I. quando destinados a serviços de saneamento básico. CAPÍTULO II – DO PLANEJAMENTO Art. titular. ou o eventual solidariedade entre os entes da Federação. plano específico. que atenderá ao disposto no art.445. §1° A divulgação das propostas dos planos de saneamento básico e dos estudos que as fundamentarem dar-se-á por meio da disponibilização integral de seu teor a todos os Art.por intermédio dos planos de saneamento básico. utilizando sistema elaborado pelo titular dos serviços. poderá ser elaborado análise e podendo desenvolver-se mediante cooperação opinião por órgão colegiado criado nos termos federativa. inclusive hidrológicos.445. inclusive por meio de consórcio público do qual participe. de modo I.programas. no mínimo: §2° A partir do exercício nanceiro de 2014. §1° O planejamento dos serviços públicos de saneamento básico atenderá ao princípio da §3° O plano de saneamento básico.o plano de saneamento básico. podendo o titular. identi cando possíveis fontes de financiamento.garantir o cumprimento das condições e metas IV.seu critério. usuários. contingências. projetos e ações necessários para atingir os objetivos e as metas. §2° O plano regional poderá englobar apenas parte do território do ente da Federação que o elaborar.estabelecer padrões e normas para a adequada compatível com os respectivos planos plurianuais prestação dos serviços e para a satisfação dos e com outros planos governamentais correlatos. para o acesso a recursos orçamentários da ambientais. admitidas soluções graduais e progressivas e observada a compatibilidade Seção I – Dos Objetivos da Regulação com os demais planos setoriais. inclusive por meio da rede mundial saneamento básico observará plano editado de computadores . e V. Art. de limpeza urbana e de manejo de águas pluviais. a II.diagnóstico da situação e de seus impactos existência de plano de saneamento básico. e União ou a recursos de nanciamentos geridos socioeconômicos e apontando as causas das de ou administrados por órgão ou entidade da ciências detectadas. será condição de indicadores de saúde. II. II.

administrativa. Seção II – Do Exercício da Função de Regulação e) regime. quanto a modicidade tarifária e de outros preços públicos. a) padrões e indicadores de qualidade da prestação dos serviços. e i) plano de contas e mecanismos de informação. c) requisitos operacionais e de manutenção dos sistemas. bem como procedimentos e prazos de sua fixação.independência decisória. II. os titulares poderão adotar os mesmos critérios econômicos.30° As normas de regulação dos serviços §1° Em caso de gestão associada ou prestação serão editadas: regionalizada dos serviços.por norma da entidade de regulação. d) metas progressivas de expansão e de qualidade dos serviços e respectivos prazos. orçamentária e financeira da entidade de regulação. tecnicidade. e Art. reajuste e revisão. de modo b) aos procedimentos e critérios para a atuação a garantir que a apropriação e a distribuição de das entidades de regulação e de fiscalização. que abrangerão. no que se refere às dimensões técnica. os seguintes aspectos: IV.29° Cada um dos serviços públicos de saneamento básico pode possuir regulação l) medidas de contingências e de emergências. Compreendem-se nas atividades de regulação dos serviços de saneamento básico a interpretação e a fixação de critérios para execução dos contratos e dos serviços e para correta administração de subsídios. Subseção II – Das Normas de Regulação k) padrões de atendimento ao público e mecanismos de participação e informação.prevenir e reprimir o abuso do poder econômico. celeridade e objetividade das decisões. sociais I. no que se refere: e técnicos da regulação em toda a área de abrangência da associação ou da prestação. auditoria e certificação. incluindo autonomia prestados.28° O exercício da função de regulação g) monitoramento dos custos. estrutura e níveis tarifários. a) aos direitos e obrigações dos usuários e prestadores. e custos dos serviços estejam em conformidade com as diretrizes estabelecidas na Lei no 11. pelo menos. bem como às penalidades a que §2° A entidade de regulação deverá instituir estarão sujeitos. e II.definir tarifas e outros preços públicos que assegurem tanto o equilíbrio econômicofinanceiro dos contratos.445. Art. b) prazo para os prestadores de serviços comunicarem aos usuários as providências adotadas em face de queixas ou de reclamações relativas aos serviços. Subseção I – Das Disposições Gerais f) medição. Art.III. atenderá aos seguintes princípios: h) avaliação da e ciência e e cácia dos serviços I. faturamento e cobrança de serviços.transparência.por legislação do titular. Parágrafo único. específica. e regras e critérios de estruturação de sistema contábil e do respectivo plano de contas. ressalvada a competência dos órgãos integrantes do sistema nacional de defesa da concorrência. inclusive racionamento. mediante mecanismos que induzam a e ciência e eficácia dos serviços e que permitam a apropriação social dos ganhos de produtividade. POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 128 . econômica e social de prestação dos serviços. j) subsídios tarifários e não tarifários.

§2° As entidades de scalização deverão receber e se manifestar conclusivamente sobre as reclamações que. II. a juízo do interessado. I. mediante órgão ou entidade de sua administração direta ou indireta. Subseção III – Dos Órgãos e das Entidades de Regulação fiscalização dos serviços.dos prestadores de serviços públicos 129 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO . o prazo de delegação.participação de órgãos colegiados de caráter consultivo na formulação da política de saneamento básico. a órgão ou entidade de outro ente Art. mediante prévia e motivada decisão. inclusive organização. III.conferências das cidades.diretamente. ofereça críticas atividades. decisões e instrumentos equivalentes que se re ram à regulação ou à III. II. e de scalização §1° Excluem-se do disposto no caput os dos serviços de saneamento básico poderão ser documentos considerados sigilosos em razão executadas pelo titular: de interesse público relevante.mediante delegação. ou se efetivar. entre outros. de representantes: Subseção IV – Da Publicidade dos Atos de Regulação I. no ato de delegação.34° O controle social dos serviços públicos da Federação ou a consórcio público do qual de saneamento básico poderá ser instituído não participe. independentemente da existência de interesse direto.debates e audiências públicas.31.consultas públicas.° As atividades administrativas de regulação. I. podendo ser realizadas de forma regionalizada.33° Deverá ser assegurada publicidade aos ao setor de saneamento básico. mecanismos: §1° O exercício das atividades administrativas de regulação de serviços públicos de saneamento básico poderá se dar por consórcio público constituído para essa finalidade ou ser delegado pelos titulares. bem como no seu planejamento e avaliação. dos seguintes de serviços públicos. Art.de 2007. bem como aos direitos e deveres dos usuários e prestadores. preferencialmente.32° Os prestadores de serviços públicos de saneamento básico deverão fornecer à entidade §2° As consultas públicas devem ser promovidas de regulação todos os dados e informações de forma a possibilitar que qualquer do povo. Incluem-se entre os dados e respondidas. a forma de atuação e a abrangência das atividades a ser desempenhadas pelas partes envolvidas.dos titulares dos serviços. inclusive §2° A publicidade a que se refere o caput deverá consórcio público do qual participe. estudos. relatórios. II. devendo tais consultas ser adequadamente Parágrafo único.de órgãos governamentais relacionados Art. possibilitar o acesso da população. não §1° As audiências públicas mencionadas no tenham sido suficientemente atendidas pelos inciso I do caput devem se realizar de modo a prestadores dos serviços. por meio de sítio mantido na internet. a eles podendo ter acesso qualquer do povo. instituído para gestão associada mediante adoção. explicitando. por meio de convênio de cooperação. e sugestões a propostas do Poder Público. ou IV. é assegurada a participação materiais e equipamentos. informações a que se refere o caput aqueles produzidos por empresas ou profissionais §3° Nos órgãos colegiados mencionados no contratados para executar serviços ou fornecer inciso IV do caput. necessários para desempenho de suas independentemente de interesse. Art.

dos usuários de serviços de saneamento básico.666. de 2014. Seção I – Das Disposições Gerais §1° A delegação do exercício de competências Art.acesso: V. 33. Art. regulamentares e contratuais: a) indiretamente. CAPÍTULO V – DA PRESTAÇÃO Art. a) a informações sobre os serviços prestados.440. àqueles titulares de Parágrafoúnico. nos termos do inciso IV do caput. IV. quando destinados a serviços de saneamento básico. de forma a permitir o seu controle direto pelo usuário final. bem como a possibilidade de solicitar a elaboração de estudos com o objetivo de subsidiar a tomada de decisões.683.conhecimento dos seus direitos e deveres e das penalidades a que podem estar sujeitos. e poderão ser exercidas por outro órgão colegiado já existente.35° Os Estados e a União poderão adotar os DOS SERVIÇOS instrumentos de controle social previstos no art. de 4 de setembro integre a sua administração indireta.220. e I. por meio de legislação específica. da União.36° São assegurados aos usuários de serviços públicos de saneamento básico. 34°. I. a partir do exercício financeiro qualidade da água entregue aos consumidores. prestação dos serviços. e II. de 28 de que contrate terceiros. com as devidas adaptações da c) ao relatório periódico sobre a qualidade da legislação. sempre precedida de licitação na POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 130 . para determinadas atividades.de saneamento básico. de 4 de maio de 2005. o cobrança para a efetivação do previsto no caput controle social realizado por órgão colegiado. 5o do Anexo geridos ou administrados por órgão ou entidade do Decreto no 5. no regime da Lei no 8. observado o disposto no §1o do art.conter informações mensais sobre a §6° Será vedado. maio de 2003. mediante concessão ou permissão. empresa se refere o caput será exercido nos termos da pública ou sociedade de economia mista que Medida Provisória no 2. alterada pela Lei no 10. por meio de órgão de sua §2° No caso da União. organizações da sociedade civil e de defesa do consumidor relacionadas ao setor de saneamento básico.de entidades técnicas.A entidade de regulação dos serviços públicos de saneamento básico que não serviços instituirá modelo de documento de instituírem. elaborado pelo prestador §4° As funções e competências dos órgãos e aprovado pela respectiva entidade de colegiados a que se refere o inciso IV do caput regulação. I.de forma contratada: termos das normas legais.explicitar itens e custos dos serviços definidos pela entidade de regulação. acesso aos recursos federais ou aos em cumprimento ao inciso I do art. facultado de 2001. e II. Art. o controle social a que administração direta ou por autarquia. e seus incisos. §5° É assegurado aos órgãos colegiados de controle social o acesso a quaisquer documentos e informações produzidos por órgãos ou entidades de regulação ou de scalização.38° O titular poderá prestar os serviços de não prejudicará o controle social sobre as saneamento básico: atividades delegadas ou a elas conexas. de 21 de junho de 1993.diretamente. nos II.37° O documento de cobrança relativo à remuneração pela prestação de serviços de saneamento básico ao usuário final deverá: b) ao manual de prestação do serviço e de atendimento ao usuário.

nos termos de lei do titular.nanceira da prestação universal e integral dos serviços. mediante contrato de programa autorizado por contrato de consórcio público ou por convênio de cooperação entre entes federados.condições de sustentabilidade e equilíbrio econômico-financeiro da prestação dos serviços. §2° É condição de validade para a celebração de contratos de concessão e de programa cujos objetos sejam a prestação de serviços de saneamento básico que as normas mencionadas no inciso III do caput prevejam: a) determinado condomínio. indicando os respectivos prazos e a área a ser atendida. no caso de concessão ou de contrato de programa. e com o respectivo plano de saneamento básico.realização prévia de audiência e de consulta públicas sobre o edital de licitação e sobre a minuta de contrato. c)política de subsídios.existência de plano de saneamento básico. I. de 2007. VI. ao titular os bens vinculados aos serviços por meio de termo específico. incluindo: a) sistema de cobrança e composição de taxas. no contrato. regulação e fiscalização dos III. mediante autorização a usuários organizados em cooperativas ou associações. sem prejuízo do previsto no §2o do art. e nos termos do respectivo plano de saneamento básico. incluindo §3° Os planos de investimentos e os projetos a designação da entidade de regulação e de relativos ao contrato deverão ser compatíveis fiscalização. das metas progressivas e graduais de expansão dos serviços. Parágrafo único. b) sistemática de reajustes e de revisões de taxas. II. tarifas e outros preços públicos. com os respectivos III. da Lei no 11. 25.mecanismos de controle social nas atividades de planejamento. 131 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO . serão admitidos planos especí cos quando a contratação for relativa ao serviço cuja prestação será contratada.hipóteses de intervenção e de retomada dos serviços. ou III. e II. predominantemente ocupada por população de baixa renda. de 6 de abril de 2005.inclusão.987.existência de normas de regulação que serviços. em regime de e ciência. tarifas e outros preços públicos. no regime da Lei no 11.existência de estudo comprovando a viabilidade técnica e econômico.445. I. onde outras formas de prestação apresentem custos de operação e manutenção incompatíveis com a capacidade de pagamento dos usuários. da energia e de outros recursos naturais.prioridades de ação. prevejam os meios para o cumprimento das diretrizes da Lei no 11. §1° Para efeitos dos incisos I e II do caput.445. ou b) localidade de pequeno porte. 10. desde que os serviços se limitem a: IV. no regime previsto no art.autorização para contratação dos serviços. V.107. metas estabelecidas. de qualidade. de 13 de fevereiro de 1995. A autorização prevista no em conformidade com os serviços a serem inciso III deverá prever a obrigação de transferir prestados. Seção II – Da Prestação Mediante Contrato Subseção I – Das Condições de Validade dos Contratos Art. ou b) no âmbito de gestão associada de serviços públicos. compatíveis com as cadastros técnicos. de eficiência e de uso racional da água. de 2007.39° São condições de validade dos contratos que tenham por objeto a prestação de serviços públicos de saneamento básico: IV. §1o. no regime da Lei no 8.modalidade concorrência pública.

23° da Lei no 8. obedecido o art. Seção III – Da Prestação Regionalizada Art. as disposições de contrato de delegação de contrato de programa.40° São cláusulas necessárias dos contratos de saneamento básico podem ter prestadores para prestação de serviço de saneamento diferentes. bem que estabeleçam pelo menos: como as previstas no edital de licitação.por consórcio público de direito público necessidade de aporte de outros recursos além integrado pelos titulares dos serviços.43° O serviço regionalizado de saneamento básico poderá obedecer a plano de saneamento §6° O disposto no caput e seus incisos não se básico elaborado pelo conjunto de Municípios aplica aos contratos celebrados com fundamento atendidos. dos serviços. Art. no inciso IV do art. VI.107. básico. e I.as atividades ou insumos contratados.no art.no art.55° da Lei no 8.as condições e garantias recíprocas de fornecimento e de acesso às atividades ou insumos.no art. nos demais casos. IV. por contrato. as atividades de regulação e scalização poderão ser exercidas: III.os direitos e deveres sub-rogados ou os que autorizam a sub-rogação. V. ou §5° A viabilidade mencionada no inciso II do caput pode ser demonstrada mediante mensuração da II. de 1995.987. podendo. Serviços Públicos de Saneamento Básico Subseção II – Das Cláusulas Necessárias Art. inadmitida a POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 132 . VII. de 1993. 241 da Constituição.42° Na prestação regionalizada de serviços públicos de saneamento básico. cujo objeto seja a prestação de qualquer dos Seção IV – Do Contrato de Articulação de serviços de saneamento básico. Parágrafo único. compatível com as necessidades de amortização de investimentos. e as hipóteses de sua prorrogação. as previstas: §1° Atendidas a legislação do titular e.as hipóteses de extinção. ou por meio de consórcio público que represente todos os titulares contratantes.§4° O Ministério das Cidades fomentará a elaboração de norma técnica para servir de referência na elaboração dos estudos previstos no inciso II do caput. ainda. VIII. de 2007.o prazo de vigência. os prestadores mencionados no caput celebrarão contrato entre si com cláusulas II.as condições e garantias de pagamento. no caso titular. 24 da Lei no 8.44° As atividades descritas neste Decreto como integrantes de um mesmo serviço público Art.por órgão ou entidade de ente da Federação a que os titulares tenham delegado o exercício dessas competências por meio de convênio de cooperação entre entes federados. Deverão integrar o consórcio público mencionado no caput todos os entes da Federação que participem da gestão associada. no caso de contrato de concessão.13° da Lei no 11.445.666.os procedimentos para a implantação.as regras para a xação. II.41° A contratação de prestação regionalizada de serviços de saneamento básico darse-á nos termos de contratos compatíveis. dos emergentes da prestação dos serviços. III. melhoria e gestão operacional das atividades.666. no caso de o prestador não integrar a administração do I. além das indispensáveis para atender ao disposto na Lei no 11. integrá-lo o ente da Federação cujo órgão ou entidade vier. tarifas e outros preços públicos aplicáveis ao contrato. I. ampliação. o reajuste e a revisão das taxas. a atuar como prestador dos serviços. de 2005. Art. de 1993.

alteração e a rescisão administrativas unilaterais. deverão constar do correspondente edital de licitação as regras e os valores das tarifas e outros preços IV.as penalidades a que estão sujeitas as partes em caso de inadimplemento. o valor da remuneração dos serviços prestados pelo contratado e de realizar a respectiva arrecadação e entrega dos valores arrecadados.remuneração adequada do capital investido 133 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO . que poderão ser prestados aos usuários e entre os diferentes estabelecidos para cada um dos serviços ou prestadores envolvidos.45° Os serviços públicos de saneamento básico terão sustentabilidade econômicofinanceira assegurada. em conformidade com o regime de prestação do serviço ou de IV.geração dos recursos necessários para realização dos investimentos. aos subsídios e aos pagamentos por serviços prestados aos usuários e entre os diferentes prestadores envolvidos.inibição do consumo supér uo e do desperdício públicos a serem pagos aos demais prestadores. bem como a obrigação e a forma de pagamento. para ambos conjuntamente.mecanismos de pagamento de diferenças suas atividades.de abastecimento de água e de esgotamento I. eficiência: que de nirá. II. relativas a inadimplemento dos usuários. pelo menos: I.normas técnicas relativas à qualidade.a designação do órgão ou entidade responsável pela regulação e scalização das atividades ou insumos contratados. inclusive taxas.ampliação do acesso dos cidadãos e localidades de baixa renda aos serviços. e CAPÍTULO VI – DOS ASPECTOS ECONÔMICOS E FINANCEIROS Seção I – Da Sustentabilidade Econômico Financeira dos Serviços X. IX. visando o cumprimento das metas e objetivos do planejamento. III.46° A instituição de taxas ou tarifas e V. VI. Seção II – Da Remuneração pelos Serviços quando for o caso. sempre que possível. diretrizes: §3° Inclui-se entre as garantias previstas no inciso VI do §1o a obrigação do contratante de destacar. §2° A regulação e a scalização das atividades mediante remuneração que permita recuperação objeto do contrato mencionado no §1o serão dos custos dos serviços prestados em regime de desempenhadas por único órgão ou entidade. §4° No caso de execução mediante concessão das atividades a que se refere o caput.garantia de pagamento de serviços prestados entre os diferentes prestadores dos serviços.prioridade para atendimento das funções essenciais relacionadas à saúde pública.de manejo de águas pluviais urbanas: na forma de tributos.normas econômicas e nanceiras relativas às tarifas. V. II.recuperação dos custos incorridos na prestação do serviço. I.sistema contábil especí co para os prestadores outros preços públicos observará as seguintes que atuem em mais de um Município. nos documentos de cobrança aos usuários. sanitário: preferencialmente na forma de tarifas quantidade e regularidade dos serviços e outros preços públicos. e Art. perdas comerciais e físicas e outros créditos devidos. em conformidade com o regime de prestação do serviço ou de suas atividades.de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos urbanos: taxas ou tarifas e outros preços públicos. III. e III. Art. de recursos. II. em regime de e ciência.

I. os usuários e os prestadores consumo. ouvido previamente §4° A entidade de regulação poderá autorizar o o órgão ou entidade de regulação e prestador de serviços a repassar aos usuários de fiscalização. de acordo com localidades que não tenham capacidade de as normas legais. assim como de antecipação VI. Art.categorias de usuários.51° As revisões compreenderão a reavaliação dos serviços poderá levar em consideração os das condições da prestação dos serviços e das seguintes fatores: tarifas e de outros preços públicos praticados e poderão ser: I. como a preservação da saúde mercado.incentivo à eficiência dos prestadores dos serviços.periódicas.estímulo ao uso de tecnologias modernas reajustes e as revisões ser tornados públicos e eficientes. o adequado atendimento dos usuários de menor renda e a proteção do meio ambiente. II.quantidade mínima de consumo ou de distribuição dos ganhos de produtividade com utilização do serviço.pelos prestadores dos serviços contratados. objetivando a apuração e II. §1° As revisões tarifárias terão suas pautas IV. distribuída por faixas definidas pelas entidades de regulação. custos e encargos tributários não previstos originalmente e por ele não administrados.As tarifas e outros preços públicos serão fixados de forma clara e objetiva.capacidade de pagamento dos consumidores. em períodos distintos. e Subseção II – Dos Reajustes VIII. adequadas.48° Desde que previsto nas normas de definidos com base em indicadores de outras regulação.987. que do serviço em quantidade e qualidade alterem o seu equilíbrio econômico-financeiro. prestação dos serviços.custo mínimo necessário para disponibilidade fora do controle do prestador dos serviços. Subseção III – Das Revisões Art. regulamentares e contratuais. Poderão ser adotados subsídios básico serão realizados observando-se o tarifários e não tarifários para os usuários e intervalo mínimo de doze meses. pela regulação. III. mediante contrato específico. pagamento ou escala econômica suficiente para cobrir o custo integral dos serviços. Art.padrões de uso ou de qualidade definidos de metas de expansão e qualidade dos serviços. continuidade e segurança na relação à sua aplicação. suas tarifas com o prestador dos serviços. compatíveis com os níveis exigidos com antecedência mínima de trinta dias com de qualidade. visando à garantia de os usuários e a reavaliação das condições de objetivos sociais.49. inclusive fatores de produtividade. ou pública. dos serviços.47° A estrutura de remuneração e de cobrança Art. Tarifas e de Outros Preços Públicos Subseção I – Das Disposições Gerais POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 134 . §3° Os fatores de produtividade poderão ser Art.extraordinárias. ouvidos ou quantidades crescentes de utilização ou de os titulares.50° Os reajustes de tarifas e de outros preços públicos de serviços públicos de saneamento Parágrafo único. quando se verificar a ocorrência de fatos não previstos no contrato. devendo os VII. de 1995. grandes usuários poderão negociar empresas do setor. e tarifários de indução à e ciência. nos Seção III – Do Reajuste e da Revisão de termos da Lei no 8. V-c iclos significativos de aumento da demanda §2° Poderão ser estabelecidos mecanismos dos serviços.

ou com particulares.53° A Política Federal de Saneamento Básico é o conjunto de planos. capacidade técnica.promover o desenvolvimento institucional do saneamento básico. amortizados. com ênfase na cooperação federativa.638. os valores custo e de maior retorno social. gerencial. regulação e fiscalização da prestação dos serviços de saneamento básico. a adoção de tecnologias apropriadas e a difusão dos conhecimentos gerados de interesse para o saneamento básico. II. §5° Os prestadores que atuem em mais de um Município ou que prestem serviços públicos de saneamento básico diferentes em um mesmo Município manterão sistema contábil que permita registrar e demonstrar. VIII. os custos e as receitas de cada serviço em cada um dos Municípios atendidos e. bem como do desenvolvimento de sua organização. pelos prestadores dos serviços. se for o caso. destinados viabilizem a autossustentação econômicoexclusivamente a investimentos nos sistemas de financeira dos serviços de saneamento básico. separadamente. financeira e de recursos humanos.proporcionar condições adequadas de salubridade ambiental às populações rurais e de pequenos núcleos urbanos isolados. IV. §4° Os créditos decorrentes de investimentos devidamente certificados poderão constituir VII.Os valores investidos em bens reversíveis de emprego e de renda e a inclusão social. §1° A legislação pertinente à sociedade por ações e as normas contábeis. a redução das desigualdades regionais. de 28 de dezembro de 2007.assegurar que a aplicação dos recursos imobiliários e os provenientes de subvenções ou financeiros administrados pelo Poder Público se transferências scais voluntárias. saneamento objeto do respectivo contrato. projetos e ações promovidos por órgãos e entidades federais. III.proporcionar condições adequadas de salubridade ambiental aos povos indígenas e outras populações tradicionais.priorizar a implantação e a ampliação dos constituirão créditos perante o titular. desde que estes não integrem a administração do titular. dê segundo critérios de promoção da salubridade ambiental. programas. isoladamente ou em cooperação com outros entes da Federação. inclusive as previstas na Lei no 11. de maximização da relação benefício§3° Os investimentos realizados. a geração Art. socioculturais. estabelecendo meios para a unidade e articulação das ações dos diferentes agentes. a serem serviços e ações de saneamento básico nas recuperados mediante exploração dos serviços. tais como os decorrentes de exigência legal aplicável à implantação de empreendimentos V.incentivar a adoção de mecanismos de pelo órgão ou entidade de regulação. com soluções §2° Não gerarão crédito perante o titular os compatíveis com suas características investimentos feitos sem ônus para o prestador. quando da apuração e contabilização dos valores mencionados no caput.Seção IV – Do Regime Contábil Patrimonial I.fomentar o desenvolvimento científico e tecnológico. ao uso e ocupação do solo e à saúde. serão observadas. . obras e serviços de saneamento básico e assegurar que sejam executadas de acordo com as normas relativas à proteção do meio ambiente. contempladas as especificidades locais. TÍTULO III – DA POLÍTICA FEDERAL DE SANEAMENTO BÁSICO IX. no que couber.promover alternativas de gestão que garantia de empréstimos. no Distrito Federal. com os objetivos de: 135 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO Xminimizar os impactos ambientais relacionados à implantação e desenvolvimento das ações. áreas ocupadas por populações de baixa renda.52. planejamento.contribuir para o desenvolvimento nacional. e CAPÍTULO I – DOS OBJETIVOS Art. a depreciação e os respectivos saldos serão anualmente auditados e certificados VI.

inclusive no que se refere ao nanciamento.ao alcance de índices mínimos de: VI. de proteção ambiental. sem prejuízo do acesso e prioridade. 9o. IV.receber transferências voluntárias da União destinadas a ações de saneamento básico.estímulo à implantação de infraestruturas e serviços comuns a Municípios. b) eficiência e e cácia dos serviços.à adequada operação e manutenção dos empreendimentos anteriormente financiados VIII. saneamento básico com órgãos ou entidades POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 136 . XI.54° São diretrizes da Política Federal de de habitação.utilização de indicadores epidemiológicos órgãos ou entidades da União serão feitos em e de desenvolvimento social no planejamento. à adoção de tecnologias apropriadas e à difusão dos conhecimentos gerados.adoção da bacia hidrográfica como unidade direito público ou privado: de referência para o planejamento de suas ações. a) desempenho do prestador na gestão técnica. II-aplicação dos recursos financeiros por ela administrados. epidemiológicos e ambientais. e seus V.prioridade para as ações que promovam voltadas para a melhoria da qualidade de vida a equidade social e territorial no acesso ao devem considerar a necessária articulação com saneamento básico. ao longo da inclusive mediante a utilização de soluções vida útil do empreendimento. concentração populacional. Art. As políticas e ações da União de desenvolvimento urbano e regional. compatíveis com suas características econômicas e sociais peculiares. a e ciência e a eficácia.445. disponibilidade hídrica.à implementação eficaz de programa de redução de perdas de águas no sistema de IX. econômica e nanceira dos serviços. o saneamento básico. grau de quando os recursos forem dirigidos a sistemas urbanização. levando em consideração fatores aos serviços pela população de baixa renda. mediante II. ambientais e de saúde pública. §1° O atendimento ao disposto no caput e seus incisos é condição para qualquer entidade de X.garantia de meios adequados para o atendimento da população rural dispersa. Seção I – Das Disposições Gerais III-estímulo ao estabelecimento de adequada regulação dos serviços.colaboração para o desenvolvimento urbano e regional. de captação de água. II. III.à observância do disposto nos arts. de modo a promover o CAPÍTULO III – DO FINANCIAMENTO desenvolvimento sustentável. Art. como nível de renda e cobertura. e I.celebrar contrato. e VII. de 2007.CAPÍTULO II – DAS DIRETRIZES Parágrafo único. conformidade com os planos de saneamento implementação e avaliação das suas ações de básico e condicionados: saneamento básico.fomento ao desenvolvimento científico e com recursos mencionados no caput. I.adoção de critérios objetivos de elegibilidade abastecimento de água. 48 e 49 da Lei no 11. riscos sanitários. convênio ou outro mecanismos de cooperação entre entes instrumento congênere vinculado a ações de federados. de promoção da saúde e outras de relevante interesse social I.melhoria da qualidade de vida e das condições incisos. e tecnológico. de combate e erradicação da Saneamento Básico: pobreza. 55° A alocação de recursos públicos federais e os nanciamentos com recursos da União ou com recursos geridos ou operados por IV.

para subvenção de ações de saneamento básico promovidas pelos demais entes da Federação serão sempre transferidos para os Municípios. e a União aplique recursos orçamentários em programas ou ações federais com o objetivo de IV. sob a coordenação do Ministério das Cidades: I.FGTS §4° Para efeitos do § 3o.serão elaborados e revisados sempre com horizonte de vinte anos. capacidade de pagamento compatível com a 137 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO .planos regionais de saneamento básico. SANEAMENTO BÁSICO DA UNIÃO §3° Os índices mínimos de desempenho do prestador previstos na alínea “a” do inciso II do caput. III. em especial os recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço . compatibilidade da capacidade de pagamento dos Municípios com a autossustentação econômico§2° A exigência prevista na alínea “a” do inciso financeira dos serviços será realizada mediante II do caput não se aplica à destinação de aplicação dos critérios estabelecidos no PNSB. §2° Os órgãos e entidades federais cooperarão operação e manutenção de serviços públicos de com os titulares ou consórcios por eles saneamento básico não administrados por órgão constituídos na elaboração dos planos de ou entidade federal. gestão ou populações tradicionais. até o nal do primeiro trimestre do ano de elaboração §1° O disposto no caput não prejudicará que do plano plurianual da União. I. e autossustentação econômico-financeira dos serviços e às ações voltadas para a promoção III.deverão ser compatíveis com as disposições prestar ou oferecer serviços de assistência dos planos de recursos hídricos. bem como os utilizados para aferição da adequada operação e manutenção de empreendimentos previstos no inciso III do caput deverão considerar aspectos característicos das regiões respectivas. II. para aplicação em ações de das condições adequadas de salubridade saneamento básico. em situações de iminente risco à saúde pública e ao meio ambiente. a verificação da e do Fundo de Amparo ao Trabalhador-FAT. salvo por prazo determinado saneamento básico.58° O PNSB será elaborado e revisado da União.serão avaliados anualmente. Plano Nacional de Recursos Hídricos e planos de bacias. Seção II – Do Procedimento §3° Na aplicação de recursos não onerosos Art. operação da União. e II. Seção II – Dos Recursos não Onerosos da União Seção I – Das Disposições Gerais Art.o Plano Nacional de Saneamento Básico PNSB.acessar.serão revisados a cada quatro anos. recursos de fundos direta ambiental aos povos indígenas e a outras ou indiretamente sob o controle.diagnóstico.56° Os recursos não onerosos da União. inclusive o técnica a outros entes da Federação. para os Estados ou para os consórcios públicos de que referidos entes participem. §1° Os planos mencionados no caput: Art.57° A União elaborará. será dada prioridade às ações e mediante procedimento com as seguintes fases: empreendimentos que visem o atendimento de usuários ou Municípios que não tenham I. §2° É vedada a aplicação de recursos orçamentários da União na administração. para o Distrito Federal.federais. recursos para programas de desenvolvimento institucional do operador de serviços públicos CAPÍTULO IV – DOS PLANOS DE de saneamento básico.

§1° Os estudos mencionados no caput deverão se referir ao saneamento urbano e rural. I. movimentos e entidades da VII.programas. para a universalização dos serviços providenciará estudos sobre a situação de de saneamento básico e o alcance de níveis salubridade ambiental no País. de curto. incluindo indicadores numéricos. §4° Os estudos relativos à fase de diagnóstico são públicos e de acesso a todos. quarenta e oito meses. independentemente de demonstração de interesse. e §2° O diagnóstico deve abranger o abastecimento de água. nas áreas indígenas.diretrizes para o planejamento das ações incluindo as áreas indígenas e de populações de saneamento básico em áreas de especial tradicionais.situação de salubridade ambiental no território nacional.II. com identificação das para universalização do acesso a cada um dos respectivas fontes de nanciamento.apreciação e deliberação pelo Ministro de período de. Meio Ambiente.60° Com fundamento nos estudos de VI.divulgação e debates. III. nos termos da legislação. ou ser especí co para cada serviço. nas reservas extrativistas da União e nas comunidades quilombolas.diretrizes e orientações para o equacionamento Municípios. o esgotamento sanitário. ambientais e institucional. prestação de cada um dos serviços públicos de saneamento básico. para avaliação III. observada a compatibilidade com os demais planos e políticas públicas da União.proposta de revisão de competências setoriais dos diversos órgãos e entidades federais que atuam no saneamento ambiental.ações da União relativas ao saneamento básico as nanciadas com recursos do FGTS ou do FAT. será elaborada proposta de PNSB. devendo ser publicados em sua íntegra na internet pelo V. §3° No diagnóstico. pelo menos.avaliação dos resultados e impactos de sua sociedade civil organizada. regionais e por Art. interesse turístico. serviços de saneamento básico em cada bacia hidrográfica e em cada Município. Recursos Hídricos e das Cidades. visando racionalizar a atuação governamental. que conterá: implementação. projetos e ações necessárias para atingir os objetivos e as metas da Política Federal II. o manejo de resíduos sólidos e o manejo de águas pluviais.programas e ações federais em saneamento sistemática da eficiência e eficácia das ações básico e as demais políticas relevantes nas programadas.mecanismos e procedimentos. inclusive que in uenciam na consecução das metas e as condições de acesso e de qualidade da objetivos estabelecidos. e com ampla participação neste processo de comunidades. POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 138 . diagnóstico. econômicosocioeconômicos. inclusive as ações de transferência e garantia de renda e V. poderão ser aproveitados os estudos que informam os planos de saneamento básico elaborados por outros entes da Federação. por bacias hidrográficas e por II. VII. III.objetivos e metas nacionais. bem como apontando as financeira. médio e longo Ambiental do Ministério das Cidades prazos. condições de salubridade ambiental. Estado das Cidades.59° A Secretaria Nacional de Saneamento bacia hidrográfica. IV. VI. administrativa.formulação de proposta. e IV.encaminhamento da proposta de decreto. I. epidemiológicos.demanda e necessidade de investimentos de Saneamento Básico. Art. legal e jurídica. cultural e tecnológica causas das de ciências detectadas. caracterizando e crescentes de salubridade ambiental no território avaliando: nacional. utilizando sistema de indicadores dos condicionantes de natureza políticosanitários.prévia apreciação pelos Conselhos Nacionais de Saúde.

de Meio Ambiente e de Recursos Hídricos.as regiões em que haja a participação de deverão ser integralmente publicados na internet. para apreciação dos Conselhos Nacionais de Saúde. será encaminhada.65° Os planos regionais de saneamento básico.permitir e facilitar o monitoramento e avaliação da e ciência e da eficácia da prestação dos §1° A avaliação a que se refere o caput serviços de saneamento básico. de resultado e de impacto IV-permitir e facilitar a avaliação dos resultados previstos nos próprios planos.disponibilizar estatísticas. em demanda e da oferta de serviços públicos de relação ao cumprimento dos objetivos e metas saneamento básico. II. órgão ou entidade federal na prestação de além de divulgados por meio da realização de serviço público de saneamento básico. inicialmente. após prévia oitiva de seus respectivos conselhos de meio ambiente. III. a proposta de plano regional de saneamento básico será aprovada por todos os entes da Federação diretamente envolvidos. o manejo de águas pluviais e outras ações de saneamento básico de interesse para a melhoria da salubridade ambiental.coletar e sistematizar dados relativos às Ministro de Estado das Cidades. CAPÍTULO V – DO SISTEMA NACIONAL DE INFORMAÇÕES EM SANEAMENTO . e dos impactos dos planos e das ações de saneamento básico. Seção III – Dos Planos Regionais Art.66° Ao SINISA. indicadores e outras Art. no que couber. a proposta será submetida ao Conselho das Art. devendo ser 139 POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO . Art.62° A proposta de PNSB ou de sua revisão. o manejo de resíduos sólidos.64° O PNSB deverá ser avaliado informações relevantes para a caracterização da anualmente pelo Ministério das Cidades. disciplinado por instrução do Ministro de Estado das Cidades. §2° A avaliação integrará o diagnóstico e servirá de base para o processo de formulação de §1° As informações do SINISA são públicas proposta de plano para o período subsequente. A proposta de plano deve abranger o abastecimento de água. com as modificações realizadas na fase de divulgação e debate. instituído pelo art. e acessíveis a todos. neste Decreto. A realização das audiências básico. o esgotamento sanitário. e deverá ser feita com base nos indicadores de monitoramento. Distrito Federal e Municípios envolvidos serão elaborados pela União para: I. 58. dos resultados esperados e dos impactos verificados. compete: Art. no 11. incluindo o provimento de banheiros e unidades hidrossanitárias para populações de baixa renda. legislação. a proposta condições da prestação dos serviços públicos de decreto será encaminhada nos termos da de saneamento básico. de saúde e de recursos hídricos.63° Após a apreciação e deliberação pelo I. estabelecidos.SINISA §2° Decorrido o prazo mencionado no §1°. atenderão ao mesmo públicas e da consulta pública será disciplinada procedimento previsto para o PNSB. elaborados e executados em articulação com os Estados. e Art. 53 da Lei Cidades para apreciação.61° A proposta de plano ou de sua revisão. §1° A apreciação será simultânea e deverá ser realizada no prazo de trinta dias. independentemente da demonstração de interesse. II. §1° Os planos regionais de saneamento Parágrafo único. audiências públicas e de consulta pública. bem como os estudos que a fundamentam. §2° Em substituição à fase prevista no inciso IV do art.Parágrafo único. de 2007.445.as regiões integradas de desenvolvimento econômico.

3o da Lei no 11. povoados. sua publicação. independentemente da situação fundiária da área utilizada pela família beneficiada ou do sítio onde deverá se localizar o equipamento. os prestadores e os reguladores de serviços públicos de saneamento básico na organização de sistemas de informação em saneamento básico articulados ao SINISA. ao qual competirá. Art. No prazo de cento e oitenta dias. Brasília. §2° O Ministério das Cidades apoiará os titulares. reservação e utilização de águas pluviais para o consumo humano e para a produção de alimentos destinados ao autoconsumo.apoio à produção de equipamentos. núcleos. nos termos das normas §2° O SINISA deverá ser desenvolvido e vigentes no SUS. especialmente na construção de cisternas e de barragens simpli cadas. CAPÍTULO VII – DAS DISPOSIÇÕES FINAIS Art. aglomerados rurais. 189o da Independência e 122o da República. de resultados e de impacto Art. especialmente cisternas. águas pluviais. Este Decreto entra em vigor na data de integrantes do PNSB e dos planos regionais. preferencialmente.445. do semiárido brasileiro. contado da data de publicação deste Decreto. o órgão ou entidade federal responsável pelo programa o ciará a autoridade sanitária municipal. comunicando-a da existência do equipamento de retenção e reservação de POLÍTICA E PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 140 . de 2007. §1° No caso de a água reservada se destinar a consumo humano.publicadas por meio da internet. na região em Meio Ambiente-SINIMA. o estabelecimento das diretrizes a serem observadas pelos titulares no cumprimento do disposto no inciso VI do art. implementado de forma articulada ao Sistema Nacional de Informações em Recursos Hídricos §2° O programa mencionado no caput será -SNIRH e ao Sistema Nacional de Informações implementado. 70. §1° O SINISA deverá incorporar indicadores de monitoramento.445. e II. mediante programa específico que atenda ao seguinte: I. 9o da Lei no 11.utilização de tecnologias sociais tradicionais.67° O SINISA será organizado mediante instrução do Ministro de Estado das Cidades. lugarejos e aldeias para os fins do inciso VIII do art. 21 de junho de 2010. de 2007. para que se proceda ao controle de sua qualidade.68° A União apoiará a população rural Izabella Mônica Vieira Teixeira dispersa e a população de pequenos núcleos Marcio Fortes de Almeida urbanos isolados na contenção. Luiz Inácio Lula da Silva Luiz Paulo Teles Ferreira Barreto Guido Mantega CAPÍTULO VI – DO ACESSO DIFUSO À ÁGUA Paulo Sérgio Oliveira Passos PARA A POPULAÇÃO DE BAIXA RENDA Carlos Lupi José Gomes Temporão Art. ainda. o IBGE editará ato de nindo vilas. 69. e pelos demais participantes. originadas das práticas das populações interessadas.

Capacitação e Apoio na Elaboração de Planos Municipais de Saneamento Básico .

Realização: Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais Avançar com visão do futuro .