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Análise da radiografia de tórax

Laila Teixeira 2016

1) Dizer que é uma telerradiografia de tórax  Obs. Atenção se o filme for digital.

2) Avaliar a obtenção da imagem, a qualidade técnica e o paciente:
- Incidência: PA, perfil, Laurell, ápico-lordótica, oblíqua
Obs1. Laurell (decúbito lateral com raios horizontais): o paciente em decúbito lateral sobre o
hemitórax a ser examinado é útil para diferenciação entre derrame e espessamento pleural e
derrame pleural e derrame subfrenico
Obs2. incidência ápico-lordótica: paciente assume uma posição em hiperlordose, retirando as
clavículas dos campos  é útil para avaliação de ápices pulmonares, lobo médio e língula

- Penetração:
Se a traqueia não aparecer = está pouco penetrada
Se aparecer muito bem a coluna atrás do coração = está muito penetrada
- Rotação: avaliar a distância entre as clavículas e o processo espinhoso...
Se as distâncias não estiverem iguais = está rodada  dizemos que está rodada
para o lado que tiver a distância maior
- Insuflação: contar as costelas e avaliar tamanho dos espaços intercostais
PA  bem insuflada = contamos 9-11 costelas posteriores
Perfil  avaliada pela distancia entre a coluna e a parede posterior
Obs. Em PA: costela mais horizontalizada e aumento do espaço intercostal = hiperinsuflação

- Escápula está no campo?
3) Avaliar estruturas extrapulmonares e extraparenquimatosas:
- Partes moles: avaliar inclusive a presença de mamas.
Obs. enfisema subcutâneo; cisticercose.

- Partes ósseas: esterno, costelas, clavículas e coluna (gradiente da coluna)
- Abdome: identificar a câmara gasosa do estômago
- Diafragma: posição e contorno das hemicupulas  retificado? tracionado?
Obs. Perfil: hemicupula esquerda é a que está em contato com a câmara gasosa do estômago
Obs2. Derrame subfrênico = pseudoelevação da hemicupula com alteração do seu contorno
angulação aguda da porção lateral da cúpula.

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Seio costofrênico: permeável? Obs.Pleura: espessamento? separação das pleuras? Obs.Mediastino: desvio do mediastino? mediastino alargado? PA: superior = acima do nível de T5 (nível da carina) inferior = abaixo do nível de T5.Aorta descendente . PERFIL: anterior = até a borda posterior do coração médio = borda posterior do coração a borda anterior da coluna vertebral posterior = a partir da borda anterior da coluna vertebral Análise em perfil: espaço retroesternal  Obs. terrível linfoma. tenebroso aneurisma) Análise em PA: No lado esquerdo = botão aórtico.Linha paratraqueal: espessada? .Hilo: tamanho normal? presença de calcificações? deslocado? Obs. no lado esquerdo = pneumonia na língula . Asbestose: placas pleurais parietais do tipo “face on” com bordas irregulares localizadas nas porções anterior e/ou posterior 2 . pulmonar.Carina e brônquios principais . VE No lado direito = inserção da veia cava superior. tireoide. tronco da A.. AD . Derrame pleural = parábola de Damoiseau . Redução do hilo unilateralmente: embolia pulmonar .Coração: índice cardiotorácico (tamanho do coração) está normal? contornos bem definidos? Obs.Sombra traqueal: visível? posição correta ou desviada? . Pode ser ocupado por massas de mediastino anterior (timoma. sinal da Silhueta: apagamento no lado direito = pneumonia do lobo médio. teratoma.

se não (hipertransparencia) = pneumotórax 3 . micronodular ou reticulo-nodular? Estrias? Espessamentos septais? Linhas B de Kerley? Broncogramas aéreos? Fissuras ou cissuras: alguma visível/bem delimitada? deslocada? Vasos visíveis até a periferia?  Obs. espiculado? margens bem delimitadas? presença de calcificações? Cistos? Cavidades?  paredes finas ou espessas? contorno regular ou irregular? opacidade no interior? sinal do crescente? nível hidroaéreo? Infiltrado reticular. lobulado. Se a opacidade ultrapassa os limites das fissuras e tem contornos lisos.3) Avaliar o parênquima pulmonar: Opacidades?  Obs. pensar em derrame pleural loculado Nódulos ou massas?  contorno arrendoado.