Relatório de Resistência dos Materiais

Ensaios de tração

Nome: Felipe Augusto Klimaczewski
Curso: Engenharia Civil
Disciplina: Resistência dos Materiais

Alegrete, junho de 2014

ocorre a estricção. e com o aumento da tensão o corpo de prova pode vir à ruptura. para assim obter um bom dimensionamento da obra. com 10 mm de diâmetro. e isso exige uma tensão cada vez maior para ocorrer uma maior deformação. qual é a tensão máxima a ser utilizada em obras. Essa deformação pode ser de natureza plástica ou elástica. Objetivo O experimento tem o objetivo de demonstrar como é feito um ensaio de tração. e com os resultados obtidos. o que dá melhor segurança e redução dos custos em construções. chegando à tensão última. bem como a escolha dos materiais. Tal tipo de deformação obedece à lei da proporcionalidade (lei de Hooke). que nada mais é o maior valor possível da tensão. sendo assim não é possível determinar a tensão através da lei de Hooke. onde o gráfico tensão X deformação é linear. e depois não se pode mais voltar ao comprimento inicial do corpo de prova. provocam um alongamento no mesmo. e com isso o corpo de prova não voltará ao comprimento inicial. uma vez que o concreto não oferece resistência à tração. nesse caso um vergalhão comercial de ferro utilizado em construções CA50. Fundamentação teórica As forças axiais que são exercidas no corpo de prova.Introdução O ensaio de tração do ferro é de suma importância para as engenharias em geral. onde a carga oscila entre valores muito próximos um dos outros. o que varia são os ângulos das ligações. onde na deformação elástica as ligações atômicas não são quebradas. Em consequência do aumento gradativo da força. ocorre o aumento da tensão. que é causado pela quebra dos grãos que compõem o material. Após essa fase. No escoamento começa a deformação permanente no material. bem como o seu gráfico. A resistência à tração é obtida através de ensaios de tração. ou seja. torna-se possível o dimensionamento correto das estruturas metálicas e de concreto armado. que é a diminuição da . Após o valor máximo da tensão. ocorre o endurecimento do material. isso se dá pelo fato de ser muito utilizado em estruturas de concreto armado. Após o limite de elasticidade. sendo assim combinado com o ferro. em um aparelho hidráulico universal. o que provoca o aumento do tamanho do corpo. Já na deformação plástica – ocorre posteriormente ao limite elástico (tensão máxima que um material pode suportar sem sofrer deformação permanente) – as ligações atômicas são quebradas. onde vários corpos de prova padrões são submetidos a um aumento de força gradual. ocorre o escoamento.

00 20000. Com esses dados. o sistema forneceu os dados de deformação. os quais seguem a seguir: Amostra 1 700. e o respectivo tempo de tais dados.00 .secção transversal em algum ponto do corpo de prova.00 400.00 0. Resultados Após o fim dos experimentos.00 200.00 100.00 30000.00 100.00 Tensão (MPa) 300.00 10000.00 500.00 400.00 0.00 Deformação (µm) 30000.00 600. tal secção vai diminuir até o rompimento do material.00 200.00 Tensão (MPa) 300. força.00 10000.00 500. é possível obter um gráfico de cada corpo de prova.00 0.00 600.00 0.00 Deformação (µm) Amostra 2 700.00 20000.

e consequentemente através da lei de Hooke e do módulo de resiliência. é possível calcular a tensão em vários pontos.00 100.00 400.00 0.00 600. se obtém a resiliência.00 30000.00 30000.00 0.00 Tensão (MPa) 300.00 Deformação (µm) Amostra 4 700.00 100. obter a tensão de ruptura.00 200.00 10000.00 0.00 200.00 400.Amostra 3 700.00 500.00 Tensão (MPa) 300.00 20000.00 10000. e o módulo .00 Deformação (µm) Com os dados dos gráficos.00 600.00 0.00 20000.00 500. o limite de escoamento.

074 6 30 45 216.64 6 95 0.2 3 6.98 7 58 879.0 810. 11.7 48 10.5 6 5.9 7 575. 57.03 584.7 705.89% 583.080 0.29 3 86 198.2 799.2 Resiliência (MJ/m³) 1 0.86 . pois se estirou antes do rompimento. apresentados na tabela a seguir: Tensão de escoamento médio (MPa) Tensão de ruptura média (MPa) Tensão máxima média (MPa) 584. 67 0.5 Escoamento 3 superior (MPa) Tensão de 586.1 7 545.02 0.85 581.7 Escoamento médio 9 (MPa) Não Tensão de ruptura rompe (MPa) u Tensão máxima 702.06 2 37. Nos resultados devem ser considerados os escorregamentos dos corpos de prova na fixação. interferências na distribuição de energia elétrica.0 elasticidade (Gpa) 1 825.3 213.049 5 227.5 3 580.85 18 79 2.4 2 571.76 75 553. O material rompido é considerado um material dúctil.0 Escoamento inferior 5 (MPa) Tensão de 588. Os resultados dos quatro ensaios estão contidos na tabela a seguir: Ensai o1 Tensão de 591. o que geram interferências nos mesmos.07% 27.2 5 740. o que permitiu uma análise dos resultados com maior clareza.17% 5.1 8 0.05% Conclusões A natureza do ensaio foi simples.22 587.11% 28.21 5 Coeficien te de Variância 1.9 2 588.de elasticidade.3 3 0. 77 1. 87 1.045 Deformação total 4 Alongamento (mm) 28 Ensai o2 Desvi Ensai Ensaio o Médi o3 4 Padrã a o 588.03% 562.7 8 586. com os ensaios desses corpos de prova é possível determinar os resultados médios. 11.18% 585.61% 7.7 716.3 4 707.79 38 705.14% Não romp eu 697.3 9 6. Assim.0 7 590.1 (MPa) 7 Módulo de 212.4 553. 8.

94 5 0.75 Com isso.Módulo de elasticidade médio (GPa) Resiliência média (MJ/m³) Deformação total média Alongamento médio (mm) 213.58 25 810. São Paulo: Pearson. 7ªed. R. C. . 2010. Bibliografia HIBBELER. Mechanics of Materials. conclui-se que os valores obtidos no experimento estão próximos dos pesquisados na literatura.0624 25 37.