Relatório de Resistência dos Materiais

Ensaios de tração

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Curso: Engenharia Civil
Disciplina: Resistência dos Materiais

e isso exige uma tensão cada vez maior para ocorrer uma maior deformação. para assim obter um bom dimensionamento da obra. torna-se possível o dimensionamento correto das estruturas metálicas e de concreto armado. e com o aumento da tensão o corpo de prova pode vir à ruptura. em um aparelho hidráulico universal. bem como a escolha dos materiais. qual é a tensão máxima a ser utilizada em obras. sendo assim não é possível determinar a tensão através da lei de Hooke.Introdução O ensaio de tração do ferro é de suma importância para as engenharias em geral. ocorre o endurecimento do material. bem como o seu gráfico. Em consequência do aumento gradativo da força. No escoamento começa a deformação permanente no material. onde o gráfico tensão X deformação é linear. que é causado pela quebra dos grãos que compõem o material. onde na deformação elástica as ligações atômicas não são quebradas. Após o valor máximo da tensão. ocorre o aumento da tensão. chegando à tensão última. nesse caso um vergalhão comercial de ferro utilizado em construções CA50. sendo assim combinado com o ferro. que é a diminuição da . e depois não se pode mais voltar ao comprimento inicial do corpo de prova. isso se dá pelo fato de ser muito utilizado em estruturas de concreto armado. o que dá melhor segurança e redução dos custos em construções. Tal tipo de deformação obedece à lei da proporcionalidade (lei de Hooke). Após o limite de elasticidade. Objetivo O experimento tem o objetivo de demonstrar como é feito um ensaio de tração. Essa deformação pode ser de natureza plástica ou elástica. Após essa fase. provocam um alongamento no mesmo. e com os resultados obtidos. ou seja. onde vários corpos de prova padrões são submetidos a um aumento de força gradual. A resistência à tração é obtida através de ensaios de tração. o que varia são os ângulos das ligações. ocorre a estricção. Fundamentação teórica As forças axiais que são exercidas no corpo de prova. que nada mais é o maior valor possível da tensão. com 10 mm de diâmetro. e com isso o corpo de prova não voltará ao comprimento inicial. uma vez que o concreto não oferece resistência à tração. Já na deformação plástica – ocorre posteriormente ao limite elástico (tensão máxima que um material pode suportar sem sofrer deformação permanente) – as ligações atômicas são quebradas. ocorre o escoamento. o que provoca o aumento do tamanho do corpo. onde a carga oscila entre valores muito próximos um dos outros.

00 0.00 .00 10000. força.00 200.00 20000. Com esses dados. Resultados Após o fim dos experimentos.00 500.00 500.00 0.00 600. é possível obter um gráfico de cada corpo de prova.00 Deformação (µm) Amostra 2 700.secção transversal em algum ponto do corpo de prova.00 100.00 600.00 0.00 10000. tal secção vai diminuir até o rompimento do material.00 30000. os quais seguem a seguir: Amostra 1 700.00 Deformação (µm) 30000.00 Tensão (MPa) 300.00 Tensão (MPa) 300.00 400.00 20000.00 200. e o respectivo tempo de tais dados.00 0. o sistema forneceu os dados de deformação.00 400.00 100.

00 30000.00 200.Amostra 3 700.00 Tensão (MPa) 300.00 0.00 30000.00 600. se obtém a resiliência. o limite de escoamento.00 0.00 100.00 20000.00 0. obter a tensão de ruptura.00 400.00 Deformação (µm) Com os dados dos gráficos.00 0.00 400.00 20000. e consequentemente através da lei de Hooke e do módulo de resiliência.00 500.00 600. e o módulo .00 100.00 200.00 Tensão (MPa) 300.00 500.00 10000.00 Deformação (µm) Amostra 4 700. é possível calcular a tensão em vários pontos.00 10000.

Os resultados dos quatro ensaios estão contidos na tabela a seguir: Ensai o1 Tensão de 591. 77 1. 67 0.64 6 95 0.11% 28.07% 27. 8.de elasticidade.85 581. Assim.86 .3 3 0.02 0.074 6 30 45 216. o que geram interferências nos mesmos.5 3 580.2 3 6.05% Conclusões A natureza do ensaio foi simples. apresentados na tabela a seguir: Tensão de escoamento médio (MPa) Tensão de ruptura média (MPa) Tensão máxima média (MPa) 584.98 7 58 879.0 810.1 (MPa) 7 Módulo de 212. 87 1. com os ensaios desses corpos de prova é possível determinar os resultados médios.03 584.2 Resiliência (MJ/m³) 1 0.14% Não romp eu 697.21 5 Coeficien te de Variância 1.9 7 575.0 Escoamento inferior 5 (MPa) Tensão de 588.2 5 740.3 213.29 3 86 198.045 Deformação total 4 Alongamento (mm) 28 Ensai o2 Desvi Ensai Ensaio o Médi o3 4 Padrã a o 588.3 9 6.7 48 10.4 2 571.1 8 0.4 553.0 7 590.03% 562. o que permitiu uma análise dos resultados com maior clareza.7 8 586. O material rompido é considerado um material dúctil.9 2 588.7 716.5 Escoamento 3 superior (MPa) Tensão de 586.61% 7.76 75 553. 11.3 4 707.7 Escoamento médio 9 (MPa) Não Tensão de ruptura rompe (MPa) u Tensão máxima 702.7 705. 57.2 799. interferências na distribuição de energia elétrica.22 587. pois se estirou antes do rompimento. 11.0 elasticidade (Gpa) 1 825.1 7 545.06 2 37.79 38 705. Nos resultados devem ser considerados os escorregamentos dos corpos de prova na fixação.18% 585.5 6 5.080 0.85 18 79 2.17% 5.049 5 227.89% 583.

Bibliografia HIBBELER.94 5 0. 2010. .75 Com isso. conclui-se que os valores obtidos no experimento estão próximos dos pesquisados na literatura.58 25 810. 7ªed. C.Módulo de elasticidade médio (GPa) Resiliência média (MJ/m³) Deformação total média Alongamento médio (mm) 213. Mechanics of Materials.0624 25 37. R. São Paulo: Pearson.