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FACULDADE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

CURSO DE BACHARELADO EM NUTRIÇÃO

DETERMINAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DE DIFERENTES PARTES
COM POTENCIAL ALIMENTÍCIO DA Anredera cordifolia (Ten.) Steenis
(Bertalha)

Michele De Carli

Caxias do Sul, 2013

MICHELE DE CARLI

DETERMINAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DE DIFERENTES PARTES
COM POTENCIAL ALIMENTÍCIO DA Anredera cordifolia (Ten.) Steenis
(Bertalha)

Projeto de pesquisa para elaboração do
trabalho

de

conclusão

bacharelado em Nutrição.

Orientadora: Márcia Keller Alves
Coorientadora: Clarisse de Almeida Zanette

do

curso

de

RESUMO

Plantas alimentícias não convencionais referem-se àquelas plantas que possuem
uma ou mais partes (raízes, rizomas, bulbos, folhas, brotos, frutos, flores, dentre
outros) que podem ser utilizadas na alimentação humana. Muitas plantas contêm
grandes quantidades de antioxidantes, substâncias que combatem os radicais livres,
que são responsáveis pela oxidação de várias biomoléculas presentes em nosso
organismo, causando várias patologias. O objetivo deste trabalho é determinar a
atividade antioxidante de diferentes partes da bertalha (Anredera cordifolia), com a
finalidade de se avaliar um possível uso desta no combate aos radicais livres. A
atividade antioxidante será determinada através dos métodos de captura de radicais
livres DPPH+ e ABTS+ e sistema β-caroteno/ácido linoleico. Serão utilizados no
experimento partes da planta com potencial alimentício. Espera-se encontrar com
este estudo que a Anredera cordifolia (Ten.) Steenis (Bertalha) apresente atividade
antioxidante, podendo ser uma alternativa alimentar com grande potencial
nutracêutico e farmacológico.
Palavras-chave: antioxidantes – plantas comestíveis – promoção da saúde –
plantas daninhas – alimentação alternativa

2–difenil–1–picrilhidrazila FAPERGS: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul MAPA: Ministério da Agricultura.LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ABAP: Advanced Business Application Programming (Negócio Avançado de Aplicação de Programação) ABTS: 2.2’ – azino-bis (3-etilbenzotiazolina-6-ácido sulfônico) sal diamônio DL: Dose Letal DPPH: 2. Pecuária e Abastecimento PANC’S: Plantas Alimentícias Não Convencionais PqG: Programa do pesquisador Gaúcho RMPA: Região Metropolitana de Porto Alegre RS: Rio Grande do Sul SPSS®: Statistical Package for Social Science Ten: Tenore .

............1 PLANTAS ALIMENTÍCIAS NÃO CONVENCIONAIS ...................................................) Steenis) ......................3.......................................3 Benefícios para a saúde ........................................................................................................................................................................................... 7 2........................2......................................... 9 2............................................. 6 2............SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ...........13 8 JUSTIFICATIVA ................................................................................................................................................................................1 Definição de atividade antioxidante .......................................................................................2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS..............................11 3 TEMA ..............................................................................................................................................................................................................15 10 ORÇAMENTO ............................................................................................. 6 2........................................................12 4 PROBLEMA ....................... 7 2...............12 6............... 6 2.................3.............................................................14 9 MATERIAIS E MÉTODOS .................................................................10 2.....................19 ANEXO I.................................3..............................................................................................................................................................1 OBJETIVO GERAL .....................2 Cultivo .................................................1 Origens .................................................................................................................................................................................... 9 2........................................12 5 HIPÓTESES ....................................................................................................................................................................................................................................17 CRONOGRAMA PREVISTO PARA REALIZAÇÃO DA PESQUISA ................................................................2 Compostos antioxidantes...................12 6.24 .......2..........................................................................................................................12 7 DESFECHOS ...................................................2.....................................................12 6 OBJETIVOS .......................................................................................................................18 12 REFERÊNCIAS..................... 5 2 REFERENCIAL TEÓRICO ........2 BERTALHA (Anredera cordifolia (Ten...........3 ATIVIDADE ANTIOXIDANTE ........................................................................................................................ 6 2.................................3 Efeitos na saúde .

Antioxidantes são substâncias que combatem os radicais livres. doenças cardiovasculares e outras doenças crônicas (HALLIWELL. Diante desse contexto. o objetivo deste trabalho é determinar a atividade antioxidante de diferentes partes da bertalha (Anredera cordifolia). flores.5 1 INTRODUÇÃO O tema Plantas Alimentícias Não-Convencionais (PANC’s) ainda é pouco explorado no universo científico. é a espécie Anredera cordifolia (Tenore) Steenis. popularmente conhecida como bertalha. como câncer. que causam a oxidação de várias biomoléculas presentes em nosso organismo causando várias patologias. Em um sentido amplo. algumas plantas têm grande potencial para o enriquecimento da dieta e melhoria da renda das comunidades. como os compostos fenólicos. elaborada pelo Ministério da Agricultura. frutos. . carotenoides e as vitaminas C e E que desempenham papéis importantes na absorção e neutralização de radicais livres (DJERIDANE et al.. Muitas plantas contêm grandes quantidades de antioxidantes. plantas alimentícias referem-se àquelas plantas que possuem uma ou mais partes (raízes. Pecuária e Abastecimento (MAPA). 2011b). cultivada como hortaliça ou como ornamental. Segundo a cartilha de hortaliças não convencionais (BRASIL. não existindo muitos trabalhos publicados. brotos. 2000). 2006). bulbos. Entre as plantas que já foram. dentre outros) que podem ser utilizadas na alimentação humana (KINUPP. em determinadas épocas e locais. folhas. 2007). com a finalidade de se avaliar um possível uso desta no combate aos radicais livres. rizomas. sendo hoje considerada pela maioria das pessoas uma erva daninha altamente infestante.

2007).1 Origens Segundo Cronquist (1981) a bertalha pertence à família Basellaceae.. de origem incerta. 1998. RAPOPORT et al. pragas. assim como a agrobiodiversidade está sofrendo com perda das sementes e variedades crioulas e das roças heterogêneas (KINUPP.6 2 REFERENCIAL TEÓRICO 2. O biólogo Valdely Ferreira Kinupp é um dos grandes colaboradores desta área de pesquisa e.) Steenis) 2. Tais espécies desperdiçadas têm potencial para melhorar não só a qualidade de vida dos seus consumidores. invasoras ou ruderais são espécies com importância econômica e ecológica (KINUPP et al. Basella alba L. 1984)..2 BERTALHA (Anredera cordifolia (Ten. Destas. acreditando-se ser nativa da Ásia tropical.2. conhecimentos tradicionais estão sendo perdidos. onde poucas espécies melhoradas são cultivadas em diversas regiões do mundo e com a globalização dos mercados. especialmente nos Neotrópicos. através de um estudo da vegetação e flora da Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA). 2.. Várias plantas chamadas daninhas. uma pequena família com quatro gêneros (Anredera = Boussingaultia gracilis).1 PLANTAS ALIMENTÍCIAS NÃO CONVENCIONAIS Com o predomínio dos interesses econômicos e desenvolvimento de monoculturas. Basella. Tournonia e Ullucus) com cerca de 20 espécies tropicais ou subtropicais. 2011b). 2004. AZURDIA. 2007). Índia ou Indonésia e segundo Paiva (1997) é cultivada e usada como verdura em vários países tropicais da Ásia. África e . como também dos pequenos produtores. que podem utilizá-la como fonte de renda em estabelecimentos comerciais e feiras (BRASIL. encontrou um total de 312 espécies de plantas com potencial alimentício (KINUPP.

de fácil manejo. A nível global distribui-se pelo Havaí.3 Efeitos na saúde O Guia Alimentar para a população Brasileira (BRASIL. sendo resistente à seca e a geadas e pouco afetada por doenças e pragas.2 Cultivo Para ser cultivada. Além disso. A bertalha. 2. Também apresenta diversos tubérculos aéreos. .2.. 2006) traz a bertalha como uma opção para alimentação.. aonde é considerada uma praga (STARR F..2. melloco). É considerada uma erva daninha por produzir grande biomassa e ser muito prolífica vegetativamente (KINUPP et al. essa espécie não possui toxidez ou efeitos mutagênicos. Austrália. enquadrando-se no grupo de hortaliças... Desta espécie também as folhas são consumidas (saladas) em menor escala (FACCIOLA. uma cultura de grande importância alimentar nos Andes. pequenos e irregulares. com pequenas flores brancas e numerosas. É pela sua possível utilização culinária. podendo ser utilizada como hortaliça (YEN et al. 2007). 2001). aquisição e provável potencial nutricional. 2003). É conduzida em sistema de espaldeira e propagada facilmente por estacas ou rizomas (KINUPP. de cor verde ou marrom claro (SMITH et al. É uma trepadeira de caule delgado com cerca de 30 cm de comprimento cada um. 2004).7 da América Central e do Sul (no Brasil. requer um solo fértil ou adubado. 2004). é uma planta originária de áreas tropicais e subtropicais da América do Sul (SMITH et al. 2. Nova Zelândia. et al. sobretudo no Nordeste e Norte). também conhecida como espinafre gaúcho. folhas em forma de coração e de coloração verde-escuro.. 2007). que se deve propagar o seu consumo. 2007). onde os rizomas são usados tradicionalmente. É nativa do Paraguai até o sul do Brasil e Norte da Argentina. 1998). dentre outras denominações. folha-gorda. madeira-vine (em inglês) (KINUPP et al. África do Sul e outra ilhas do Pacífico. folha-santa. E Ullucus tuberosus (ulloco.

efeitos protetores da mucosa gástrica causada tanto por estresse quanto por agentes necrotizantes e anti-inflamatórios. popularmente para diversos fins. 2004). A propósito. Estes autores citam o uso tradicional de A. gastroprotetora e cicatrizante. extratos etanólicos desta espécie apresentam efeitos inibitórios de contrações espasmódicas gástricas. onde B. especialmente Pseudomonas aeruginosa. ao menos com informações de etnousos disponíveis na literatura. indicando efeitos não citotóxicos nos testes sobre células renais de macaco. tanto Linet al. Esta espécie foi introduzida neste país e usada no tratamento de doenças sexualmente transmissíveis e sua ação antimicrobiana detectada suporta estes usos etnomedicinais. (1997) como Soares et al. cit. No Uruguai e Argentina esta espécie é citada como antitussígena. gracilis é utilizada. Contudo. (1997) citam trabalhos que relatam efeitos hipoglicemiantes. Tshikalangeet al.) mencionam que esta espécie tem forte ação anti-inflamatória. Diversos estudos químicos e farmacológicos têm sido realizados com extratos desta espécie em Taiwan. Merece citação os usos externos como cicatrizante e para tratar furúnculos (SOARES et al. Soares et al. cordifolia na África do Sul. antinevrálgica e antisséptica para lavar os olhos (ALONSO PAZ et al. Uma revisão geral da espécie é apresentada em Kinuppet al. 2004) e seu consumo como alimento nutracêutico na alimentação de crianças e para tratamento de anemias (FUNCH et al. apesar de um dos seus nomes populares ser “folha-santa”. entre elas processos inflamatórios do trato gástrico que impeçam ou limitem a absorção de nutrientes.. Estes autores citam o uso de B. (2001) espécies do gênero Anredera são cultivadas e comumente consumidas como hortaliças folhosas em Tawain. (2004) também relatam uso popular para problemas estomacais (baço) em São João do Polêsine (RS) desta espécie sob o nome popular local ‘trapoeiraba’. gracilis como analgésico e no tratamento do diabetes neste país. Cabe . entre eles aliviar dores abdominais. Estes autores detectaram ação sobre alguns micro-organismos.. (2005) detectaram forte ação (a mais ativa entre as cinco espécies estudadas) dos extratos aquosos e clorofórmicos dos rizomas desta espécie sobre bactérias Gram-positivas e Gram-negativas. Linet al. (op.8 Segundo Yen et al.. 1995). Esse uso popular para tratamento de anemias é muito interessante e merece mais estudos farmacológicos e nutricionais. Segundo Linet al. (1997). No Brasil esta espécie é pouco utilizada medicinalmente. (2004a). sua DL50 é extremamente alta. pois o processo anêmico pode ter diversas causas.

reatividade com outros antioxidantes e potencial de quelação de metais).3. As propriedades biológicas dos compostos fenólicos estão relacionadas com a atividade antioxidante que cada fenol exerce sobre determinado meio. também tem sido demonstrado. vitamina C e os compostos fenólicos. Em bioquímica e medicina. Além disso. as folhas de Anredera cordifolia são ricas em ferro. β-caroteno. 2005). 1998).. 2001). por sua vez. CARVALHO & BARROS – em preparação). podendo ser determinada pela ação da molécula como agente redutor (velocidade de inativação do radical livre. antioxidantes são enzimas ou outras moléculas orgânicas como vitamina A.3 ATIVIDADE ANTIOXIDANTE 2. além de altos teores proteicos (KINUPP. 2. O uso de antioxidantes naturais como suplementos nutricionais tem sido muito explorado atualmente (ESTRADA et al.. que são capazes de contra-atacar os efeitos danosos da oxidação em tecidos animais (HUANG. especialmente do elemento ferro. A atividade dos antioxidantes. 2006). depende de sua estrutura química. além de altos custos para suas produções. Curiosamente. há também problemas com os antioxidantes sintéticos que. por estudos toxicológicos. sendo por isso identificados como antioxidantes em vários sistemas biológicos. que podem provocar efeitos indesejáveis no organismo humano e animal.9 ressaltar que o processo anêmico também pode ser causado pela deficiência nutricional. o que levou a um aumento na busca por substâncias naturais que sejam fontes eficientes de antioxidantes (DJERIDANE et al.1 Definição de atividade antioxidante Uma definição biológica de antioxidante é substância natural ou sintética que é adicionada a produtos para prevenir ou retardar sua deterioração pela ação do oxigênio do ar. bem como cálcio e zinco. . Várias investigações têm sido realizadas a fim de descobrir a presença de compostos fenólicos que prolonguem a preservação de alimentos e também atuem como inibidores de radicais livres em organismos vivos (MILIÉ et al.

2001). 2003). Estão presentes na dieta humana rica em vegetais e frutas. Os carotenoides provitamínicos A (β-caroteno e β-criptoxantina). assim como outros carotenoides (licopeno. mantendo a sua integridade em células dos organismos aeróbios (KAUER. além de reduzir radicais tocoferóis de volta para sua forma ativa nas membranas celulares. 2000). os polifenóis e em particular os flavonoides possuem estrutura ideal para o sequestro de radicais. tais como os radicais superóxido e hidroxil. dez vezes maior que a da vitamina C e 100 vezes maior do que a de vitamina E ou carotenoides (CURIN. uma vez que altas concentrações do ácido reduzem mutações causadas por estresse oxidativo em células humanas in vitro (LUTSENKO et al. 2002. sendo antioxidantes mais efetivos que as vitaminas C e E.10 2. Os carotenoides são compostos que também apresentam propriedades antioxidantes. . capacidade de quelar metais de transição e solubilidade e interação com as membranas (BARREIROS et al. Apresenta a capacidade de eliminar diferentes espécies de radicais livres. TORRES. OLMEDILLA et al. em média. como o oxigênio singlete. A sua ingestão é. 2002). KAPOOR. Flavonoides são substâncias pertencentes a uma classe de produtos naturais que atualmente podem ser consideradas micronutrientes. A atividade antioxidante dos flavonoides depende da sua estrutura e pode ser determinada por cinco fatores: reatividade como agente doador de H e elétrons.3. reatividade em frente a outros antioxidantes. que são as principais fontes dessas substâncias.2 Compostos antioxidantes Os compostos fenólicos são os antioxidantes mais abundantes na alimentação. A vitamina C é considerada o antioxidante hidrossolúvel mais importante no organismo.. luteína e zeaxantina) possuem capacidade de atuarem como neutralizadores de radicais livres e de outras espécies reativas de oxigênio. ANDRIANTSITOHAIMA. NAIDU. De modo geral.. estabilidade do radical flavanoil formado. 2001. principalmente em função de suas estruturas de duplas ligações conjugadas (FERRARI. 2005). Estudos indicam que o ácido ascórbico pode prevenir mutações em DNA de humanos.

. disfunção cerebral. doenças cardiovasculares. artrites. .. O conhecimento da composição dos alimentos em compostos antioxidantes facilita a identificação da relação entre a dieta e a prevalência de enfermidades crônicas.. KUSKOSKI et al. 2007. A disponibilidade de informações sobre a composição de alimentos é essencial para a avaliação da dieta e para as pesquisas epidemiológicas que relacionam dieta. 2004). HE et al. 2001). 2006). WU et al. diabetes.3.11 2.. mal de Alzheimer e alguns tipos de catarata (ABDILLE et al. inflamações.. além de viabilizar a definição da magnitude das inadequações dietéticas e oferecer subsídios para a educação alimentar e para o estabelecimento de metas e guias alimentares que promovam estilos de vida mais saudáveis (RIBEIRO.3 Benefícios para a saúde Estudos epidemiológicos sugerem que o frequente consumo desses alimentos antioxidantes (frutas e hortaliças) está associado com a baixa incidência de doenças degenerativas incluindo o câncer. saúde e doença (GRANADO et al. 2005. declínio do sistema imune. 2005.

6 OBJETIVOS 6.) Steenis (Bertalha) apresentará ótima atividade antioxidante total. a Anredera cordifolia (Ten.) Steenis (Bertalha). . 6.) Steenis (Bertalha) apresentará ótima atividade antioxidante.12 3 TEMA Plantas comestíveis não tradicionais 4 PROBLEMA Qual a atividade antioxidante de diferentes partes com potencial alimentício da Anredera cordifolia (Ten. a Anredera cordifolia (Ten.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS Determinar a atividade antioxidante através da análise do método de captura do radical livre DPPH+. H1: Através da análise do método de captura do radical livre ABTS+.1 OBJETIVO GERAL Determinar a atividade antioxidante de diferentes partes com potencial alimentício da Anredera cordifolia (Ten. a Anredera cordifolia (Ten.) Steenis (Bertalha)? 5 HIPÓTESES H0: Através da análise do método de captura do radical livre DPPH +.) Steenis (Bertalha) apresentará ótima atividade antioxidante total. H2: Através do método de sistema β-caroteno/ácido linoleico será verificado que a Anredera cordifolia (Ten.) Steenis (Bertalha).

. 7 DESFECHOS Primário: Potencial antioxidante. Secundário: comparação entre os métodos de análise de potencial antioxidante. Determinar a atividade antioxidante através do método de sistema βcaroteno/ácido linoleico.13 Determinar a atividade antioxidante através da análise do método de captura do radical livre ABTS+.

da radiação solar. estrias e rugas. substâncias que são produzidas em excesso por causa do estresse. e também danos estéticos. .14 8 JUSTIFICATIVA Todos os anos se descobrem mais antioxidantes na natureza. Essa produção excessiva de radicais livres pode destruir as células e causar danos à saúde. além de ajudar a estimular o sistema imunitário aumentando a resistência à infecção. celulite. A bertalha. pode ser uma alternativa de consumo de compostos antioxidantes. um exemplo de PANC’s encontrada na região Sul do Brasil. o que faz desta planta um objeto de estudo de grande potencial nutracêutico e farmacológico. Consumir alimentos antioxidantes ajuda o organismo a eliminar toxinas e a neutralizar a ação dos radicais livres. da poluição. do hábito de fumar e dá má alimentação. como acne. sendo de fácil acesso e cultivo. como diabetes e infertilidade. A desproporção entre a ingestão de antioxidantes e a exposição aos radicais livres pode conduzir o desequilíbrio do meio interno (homeostase) do organismo. uma alternativa diferenciada que pode ser incluída na alimentação. Fontes com alto potencial de atividade antioxidante são as plantas alimentícias não convencionais (PANC’S).

será determinada a atividade antioxidante através de dois métodos de captura de radicais livres (DPPH+ e ABTS+). mas será desenvolvido pela autora deste presente estudo. Desenvolvido por Brand-Willams (1995) e modificado por Kim (2002). não está previsto no projeto original.) Steenis (bertalha). O terceiro método utilizado (sistema β-caroteno/ácido linoleico). mede-se a capacidade que o objeto de estudo (cerveja) tem de ser “scavenger” de radicais em meio lipossolúvel. Procedimentos utilizados Conforme previsto no projeto de pesquisa original (ANEXO I). . Método de captura do radical livre DPPH +: O método consiste em medir espectrofotometricamente o consumo de DPPH através da redução da absorbância na região visível de comprimento de onda de 515nm do radical DPPH• por antioxidantes. Lucéia Fátima de Souza. ou coletadas no âmbito do Campus do Vale da UFRGS e circunvizinhanças. que será realizado em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Será utilizada prioritariamente a espécie Anredera cordifolia (Ten. no Departamento de Horticultura e Silvicultura (DHS). doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Fitotecnia.15 9 MATERIAIS E MÉTODOS Trata-se de um estudo analítico experimental. Desta maneira. Faculdade de Agronomia (FA). ênfase em Horticultura da UFRGS. Locais de execução As pesquisas serão desenvolvidas no laboratório e áreas de cultivo do DHS da Faculdade de Agronomia/UFRGS (Porto Alegre) e no Laboratório de Nutrição Experimental da Universidade do Vale dos Sinos (UNISINOS) (São Leopoldo). O presente estudo faz parte do projeto de doutorado da nutricionista Msc. Coleta das plantas As plantas serão provenientes de propriedades rurais existentes na Região Metropolitana de Porto Alegre e.

O método consiste em gerar radicais ABTS• + por reação com 2. .2'-azo-bis (2-amidinopropano (ABAP). monopalmitato de polioxietilenosorbitan (Tween 40) e o β-caroteno.. Método de sistema β-caroteno/ácido linoleico: O sistema β-caroteno/ácido linoleico foi desenvolvido por Marco (1968). modificado por Miller (1971) e utiliza o ácido linoleico. Trata-se de um ensaio espectrofotométrico baseado na oxidação (descoloração) do β-caroteno induzida pelos produtos da degradação oxidativa do ácido linoleico (SILVA et al.05. Os resultados dos diferentes estudos serão submetidos à análise de variância pelo teste F e as diferenças entre médias comparadas pelo teste Tukey. será utilizado o programa estatístico Statistical Package for Social Science (SPSS®) para o Windows versão 16. Desta maneira. ou seja.16 Método de captura do radical livre ABTS+:O método ABTS utilizado será o método descrito por Re (1999) e modificado por Kuskoski (2004). 2006). Análise estatística Para análise estatística. Será considerado como significância estatística o valor de p ≤ 0. mede-se a capacidade que o objeto de estudo (cerveja) tem de ser “scavenger” de radicais em meio hidrossolúvel. 1999)..0. de modo a avaliar espectrofotometricamente a descoloração que ocorre quando o radical ABTS•+ é reduzido a ABTS. o método avalia a atividade de inibição de radicais livres gerados durante a peroxidação do ácido linoleico (DUARTE-ALMEIDA et al.

100.12 13.100.68 Encadernação 3 2.56 Cópias 3 0.00 TOTAL 1.00 OBSERVAÇÃO .000.00.150. Este financiamento se estende parcialmente ao presente estudo.17 10 ORÇAMENTO O projeto de pesquisa original (ANEXO I) foi totalmente financiado pelo Edital da FAPERGS PqG 2012.24 MATERIAL DE PERMANENTE DESCRIÇÃO QUANTIDADE R$ UNITÁRIO R$ TOTAL Grampeador 1 50.00 TOTAL OBSERVAÇÃO 27.00 1. faixa de financiamento do projeto: Faixa A – Até R$ 50.00 50.00 9.12 4.00 Computador 1 1. MATERIAL DE CONSUMO DESCRIÇÃO QUANTIDADE R$ UNITÁRIO R$ TOTAL Folhas A 4 38 0.

As partes pintadas em vermelho farão parte do presente estudo.18 11 CRONOGRAMA CRONOGRAMA PREVISTO PARA REALIZAÇÃO DA PESQUISA O cronograma abaixo é a soma dos dois projetos de pesquisa (original e o presente). 2011 Atividades Implantação plástica 2012 2013 A S O N D J F M A M J J A S O N D J F M A M J J A de estufa Produção de mudas Cultivos Análises foliares Avaliação dos cultivos Análises Aval da secagem de cultivos Análise dos resultados Divulgação de resultados O cronograma abaixo é SOMENTE do presente estudo: 2013 Atividades Revisão da literatura Projeto de pesquisa Comitê de Ética e Pesquisa Coleta de dados Digitação Análise de dados Redação da monografia Defesa 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 .

. CRONQUIST.. 1995. 4. Hortaliças não-convencionais. Estresse Oxidativo: Relação entre geração de espécies reativas e a defesa do organismo.sciencedirect. CURIN. R. v. Guatemala. p. n. 1995. 57. Wiss. BRASIL. 113-123. BRAND-WILLIAMS. BERSET. K. 90. Química nova v. A. Lausanne. p.com>. et al. v. E. v. 2006. L. Use of free radical method to evaluate antioxidant activity. S. Food Chemistry. DAVID.. p. Y.. Technol. 45. B. Disponível em: <http://www.. 2011b. G. “La otra cara de las malezas” Tikalia (Revista Facultad de Agronomía de la Universidad de San Carlos de Guatemala).22. 1. 891896. Acesso em 23 abr 2013. Screening of Uruguayan medicinal plants for antimicrobial activity. DAVID. v. ALONSO PAZ. J. 3 (2): 5-23. p.. 2005. 25-30. JENA. Pharmacology Representative. 1984. M. B. 67-70.W. S. p.19 12 REFERÊNCIAS ABDILLE. 97-107. JAYAPRAKASHA. A. 1262. CUVELIER. C. 29. BARREIROS. An Integrated System of Classification of Flowering Plants. 2006. 2005. Brasília: Ministério da Saúde.E. Minas Gerais: Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais EPAMIG Centro-Oeste. J. Journal of Ethnopharmacology. C. P. n. H. BRASIL. P. Lebensm. 1981. AZURDIA. Antioxidant activity of the extracts from Dillenia indica fruits.. ANDRIANTSITOHAIMA. p. M. . Polyphenols as potencial therapeutical agents against cardiovascular diseases. R.. SINGH. Guia alimentar para a população brasileira: promovendo a alimentação saudável. M.. New York: Columbia University Press.

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UFRGS End. 7712.100 CEP 91501-970 Tel. RS Caixa postal 15. Bairro Agronomia. Av. MANEJO E COMPOSIÇÃO QUÍMICA DE PLANTAS ALIMENTÍCIAS NÃO-CONVENCIONAIS DE OCORRÊNCIA NO RIO GRANDE DO SUL. Bento Gonçalves. Porto Alegre.24 Anexo I UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL FACULDADE DE AGRONOMIA DEPARTAMENTO DE HORTICULTURA E SILVICULTURA AVANÇOS TECNOLÓGICOS REFERENTES AO CULTIVO. Faculdade de Agronomia. ENTIDADE PROPONENTE: Departamento de Horticultura e Silvicultura – DHS Faculdade de Agronomia – FA Universidade Federal do Rio Grande do Sul .UFRGS COODENADORA: Profª Drª INGRID BERGMAN INCHAUSTI DE BARROS Departamento de Horticultura e Silvicultura. Abril de 2012 .: 51 33086020 e 33086570 Porto Alegre.

25 1. Msc. Dr. E-mail: ingridb@ufrgs. Ingrid Bergman Inchausti de Barros.. ênfase em Horticultura da UFRGS. 1. Profª do Curso de Nutrição da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS) Nutr. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO Edital da FAPERGS PqG 2012 Faixa de financiamento do projeto: Faixa A – Até R$ 50. Agrª. Lucéia Fátima de Souza. doutoranda do Programa de PósGraduação em Fitotecnia. José Maria Wiest.. doutoranda do Programa de PósGraduação em Fitotecnia. ênfase em Horticultura da UFRGS... Msc.br Colaboradores:         Med. Nutr.... laboratórios do Instituto de Ciência e Tecnologia dos Alimentos – ICTA/UFRGS em áreas de cultivo comercial sob sistema orgânico junto a agricultores familiares de Porto Alegre. Científico do Departamento de Ciências dos Alimentos Engª.. Nutr. Nutr.1 Título: Avanços tecnológicos referentes ao cultivo. Adjunta do Depto.. Associado..3 Locais de execução As pesquisas serão desenvolvidas nos seguintes locais: laboratórios e áreas de cultivo do DHS na Faculdade de Agronomia/UFRGS.2 Período de execução  Início: Agosto de 2011  Término: Julho de 2014 1... Téc. de Horticultura e Silvicultura da Faculdade de Agronomia e do Programa de Pós-Graduação em Fitotecnia da UFRGS.. ênfase em Horticultura da UFRGS.. Agrª. Prof. Cristiane de Lima Wesp. Engª. Prof. Carolina Silveira da Silva. Dra . Drª. Dra Magnólia Aparecida Silva da Silva. manejo e composição química de plantas alimentícias não-convencionais de ocorrência no do Rio Grande Do Sul. de Horticultura e Silvicultura da Faculdade de Agronomia. Francisco Stefani Amaro. Agrª. Bolsista BIC FAPERGS 2011_2012 .. Drª Heloisa Helena Carvalho. Agron...4 Equipe técnica: Coordenação: Engª. 1. Msc.. doutorando do Programa de PósGraduação em Fitotecnia. Departamento de Ciências dos Alimentos do ICTA e do Programa de Pós-Graduação.. UFRGS.. UFRGS. . Profª Titular do Depto.000.00 1. Acadm. Vet.. Signorá Peres Konrad.

gerando subsídios para políticas públicas de conservação e uso da agrobiodiversidade e segurança alimentar e nutricional. arranjo e manejo passíveis de utilização no cultivo de espécies com potencial hortícolas. g. fortalecer nichos de mercado ligados às praticadas agroecolégicas e contribuir para o desenvolvimento econômico e social dos produtores rurais e rurbanos.Oferecer alternativas economicamente viáveis para a agricultura familiar e urbana que possam enriquecer a cadeia produtiva da horticultura. refere-se a variedade e variabilidade de organismos vivos que contribuem de alguma forma para . Propor e comparar diferentes sistemas de condução.26 2. JUSTIFICATIVA O conceito de agrobiodiversidade.Contribuir para elencar e disponibilizar materiais de novas hortaliças através do conhecimento de espécies nativas ou espontâneas e variedades crioulas. gerando subsídios para futuros produtos nutracêuticos. Divulgar os resultados obtidos através de apresentações em pelo menos um evento local e um evento nacional. submetidas a diferentes sistemas de cultivo. h. c. Divulgar os resultados obtidos através de pelo menos quatro artigos científicos. Avaliar o perfil bromatológico de produtos in natura.2 Objetivos específicos a. f. Estudar a produtividade de diferentes partes comestíveis oriundas de pelo menos quatro espécies alimentícias potenciais de uso na horticultura. j. OBJETIVOS E METAS A SEREM ALCANÇADAS 2. Avaliar a eficiência de produção de mudas de espécies alimentícias potenciais frente a diferentes substratos e condições de cultivo.1 Objetivos gerais 1. e de produtos pós-secagem em desidratadora de vegetais. Determinar a atividade antioxidante de diferentes partes com potencial alimentício. consideradas alimentícias potenciais ou subutilizadas na horticultura e alimentação humana. em um sentido amplo. Propor e avaliar métodos de secagem de tecido vegetal com o fim de garantir conservação pós-colheita e novas possibilidades de usos dos produtos em estudo como opções alimentícias. e. 2. i. 3. Determinar os teores de macro e micros nutrientes nos tecidos vegetais das espécies estudadas correlacionando-os com dados fitotécnicos (respostas à adubações) e bromatológicos (valor nutricional). 2. obtidos de cultivos experimentais. d. Avaliar o efeito de organismos de biocontrole sobre o crescimento e proteção de mudas. com ocorrência significativa no Rio Grande do Sul. b.

como as pesquisas. Apesar disso.Com base nesse panorama. 2000). reduzida participação dessas na matriz agrícola nacional ou mesmo regional de produção de alimentos. 1995). a agrobiodiversidade é o resultado dos processos de seleção natural. 2005). além de contribuir consideravelmente com a conservação e manutenção de recursos genéticos. abrangendo cerca de 55 mil espécies de plantas superiores. Estima-se que nosso país detenha entre 15% a 20% das 1.5 milhão de espécies descritas na Terra. Estudos similares a esse. apresentam grande importância para a manutenção da agrobiodiversidade. Desta forma. bem como. Nesse sentido. Conceitualmente. a diversidade de espécies hortícolas mantidas e cultivadas por comunidades tradicionais. No entanto. tendo como conseqüência. a agrobiodiversidade apresenta-se como recurso essencial para que a segurança alimentar seja alcançada. Estudo realizado por KINUPP (2007) comprova o potencial alimentício e econômico de muitas espécies de plantas espontâneas e/ou silvestres de ocorrência no Estado do Rio Grande do Sul. os seus conhecimentos associados (QUALSET et al. o homem exerce papel importante na manutenção da agrobiodiversidade. garantindo segurança alimentar e nutricional de milhões de pessoas. 2007). sendo que dessas apenas três (arroz. muitas dessas espécies apresentam grande importância ecológica e econômica. apresenta importância relevante. o que corresponde a aproximadamente 22% da totalidade das espécies vegetais de ocorrência em nível mundial (LEWINSOHN & PRADO. possui a flora mais rica do mundo. seja por serem consideradas espécies invasoras. Segundo a FAO (2005). pouco se sabe a respeito da diversidade florística ou fitodiversidade brasileira com potencial alimentício (KINUPP et al. Tanto os sistemas produtivos. muitos destes recursos da flora brasileira são subutilizados. somados a seleção cuidadosa e inventiva realizada principalmente por agricultores ao longo de milênios.27 a alimentação e a agricultura. Dados da FAO (2005) estimam que 75% da alimentação mundial de origem vegetal provem de apenas 12 espécies.. pois seus conhecimentos locais e culturais são parte integrante do manejo da mesma (MACHADO et al. constituindo ampla gama de recursos genéticos com usos potenciais inexplorados (KINUPP & BARROS. milho e trigo) contribuem com 60% dos requisitos alimentares mundiais. concentram seus esforços em espécies já consagradas pelo homem e o conhecimento acerca do potencial alimentício de espécies de ocorrência espontânea na natureza é escasso. desse modo. 2004). O Brasil destaca-se como um dos países detentores de megadiversidade do Planeta (MMA. seja pela falta de conhecimentos acerca de seu potencial produtivo e alimentar. 2002).. e levando em consideração que milhões de pessoas ainda sofrem com a fome em nível mundial. plantas alimentícias são aquelas que possuem uma ou mais partes e/ou produtos que podem ser utilizados na alimentação humana. criando a possibilidade de oferta de novas .

com a valoração real dos recursos naturais existentes na flora brasileira. na maioria das vezes. torna-se importante à expansão dos conhecimentos acerca de espécies vegetais com potencial alimentício. mas também a segurança nutricional. os mercados agrícolas adquiriram caráter internacional e o enfoque produtivo. turismo rural e outros. dando ênfase ao aproveitamento destes alimentos para a melhoria da qualidade nutricional das dietas alimentares. ou mesmo composições com caráter medicinalterapêutico de menor custo.28 opções de alimentos. a utilização das diversas espécies ainda subexploradas da flora mundial. destinada ao mercado local. destina-se a uma ou duas culturas agrícolas apenas (SULC & TRACY. Desde então. de modo a facilitar seu acesso à população. al. . REVISÃO BIBLIOGRÁFICA: 4. estamos propondo um projeto de inovação tecnológica com enfoque no cultivo e utilização de espécies que apresentam significativo potencial alimentício. Estado da arte na agricultura A agricultura se tornou uma atividade extremamente especializada nos últimos anos. como já vem sendo feito pela proponente deste projeto entre agricultores ecologistas do bairro do Lami em Porto Alegre (BARROS et. sobretudo na agricultura familiar. bem como. Sendo assim. Tal fato é conseqüência de uma série de pressões políticas e econômicas e à crescente demanda de mercado por alimentos e fibras (RUSSELE & FRANZLUEBBERS. caracterizadas por possuírem tamanho reduzido e escala diversificada de produção. gerando oportunidades de negócios para a agricultura familiar em feiras. 2010) Entretanto.1. 2007). produção e conservação pós-colheita via secagem precisam ser atendidos. enriquecendo cardápios e assegurando não só segurança alimentar. Segundo a FAO (1992). poderia constituir uma fonte de renda alternativa e uma opção de diversificação cultural na atividade agropecuária. A exploração racional de novas espécies com características diferentes tornaas atrativas para a geração de novos produtos para nichos de mercado. o tamanho das propriedades vem aumentando. 4. para a criação de novas formulações alimentares. com a redução dos impactos ambientais. ditas não-convencionais. em especial na brasileira. 2007). bem como. os números de propriedades decaindo. As propriedades rurais. produtivo e mercadológico. alguns desafios tecnológicos de propagação. Tal utilização contribuiria com a fixação do homem no campo. passaram a produzir alimentos em intensiva e alta escala produtiva. Neste sentido.

têem sido propostas como alternativas aos sistemas de produção demasiadamente intensificados (SULC & TRACY. o acesso e a utilização apropriada do alimento disponível (FAO. há uma tendência em se priorizar culturas de maior importância econômica. 2007). Apesar da diversidade biológica incluída no conceito de agrobiodiversidade. Sendo assim. 2004). ambiental e social dos sistemas de produção agrícola (RUSSELLE & FRANZLUEBBERS. apesar desses sistemas colaborarem relativamente com o aumento da oferta global de alimentos e proporcionarem relativo sucesso econômico. Deste modo. e mais precisamente no Rio Grande do Sul. dados disponíveis na literatura (DÍAZ-BETACOURT et al. visto que a intensificação das operações e a ampliação da escala de produção parecem alterar principalmente.. 2001) reforçam a idéia de que um dos fatores preponderantes para falta de cultivo e utilização das espécies não-convencionais nos dias atuais. No Brasil. deixando-se de lado o papel importante da diversidade de espécies de plantas subutilizadas que podem servir de suprimento alimentar para a população humana.2 Agrobiodiversidade e segurança alimentar Define-se por segurança alimentar o suprimento e a disponibilidade adequada de alimento para a população humana. referente ao prejuízo que tal especialização dos sistemas produtivos pode causar na estabilidade e resiliência das paisagens agrícolas. espécies ditas não-convencionais diminuiu. 2005). além do suprimento. Assim. 2003). o uso de tais. o termo segurança alimentar preconiza. A partir da introdução de monoculturas de produção intensiva e em alta escala produtiva. o tripé que compõe e colabora para a definição do termo segurança alimentar é constituído por três fatores importantes: a disponibilidade. permitindo a fácil aquisição em supermercados e feiras. trazem conseqüências negativas ao âmbito biológico. faz necessária a busca de novas soluções. 2005). o acesso ao consumo de alimentos por todos. 1999. crescente preocupação está emergindo. tanto para a produção desses bens. No entanto. a proteção dos recursos naturais básicos dos quais a atividade agrícola é dependente assume extrema importância (MEA. A crescente demanda mundial por alimentos e fibras. a ciclagem de energia e de nutrientes do ecossistema natural (GATES. 2007). havendo redução da participação ativa dessas na dieta alimentar das populações urbanas e até mesmo rurais (KINUPP.. algumas espécies vegetais não-convencionais de ocorrência espontânea foram manejadas em hortas e roças de subsistência até certo tempo atrás. a conservação da biodiversidade existente em paisagens agrícolas (também denominada agrobiodiversidade) e a adoção de práticas baseadas na manutenção e preservação da mesma. Desta forma. é o . RAPOPORT et al. 4.29 Baseado nisto. et al. Assim. como também. para o bemestar social dos povos que residem em paisagens agrícolas.

. apresentam casca suberosa e fissurada e região interna branca. possuindo potencial de aproveitamento imediato como hortaliça (KINUPP et al. 2004). FASUYI. (SOUZA. com odor forte e sabor pungente. e acessíveis à população. que possam subsidiar os agricultores locais. A bertalha é uma trepadeira da família Basellaceae muito comum em vários estados brasileiros. é cultivado de forma marginal e rudimentar (KINUPP. inclusive no Rio Grande do Sul. é reduzido o número dessas que apresentam comprovação científica de suas propriedades. 2006). tubérculos aéreos e rizomas são comestíveis. do modo de preparo adequado para a inserção dessas na alimentação. essas ainda destacam-se pelos elevados teores de fibras e compostos com funções antioxidantes (FLYMAN & AFOLAYAN. torna-se importante expandir os conhecimentos a cerca de espécies vegetais não-convencionais com potencial alimentício. Desse modo. pela grande capacidade de produção de biomassa e por ser muito prolífica vegetativamente. são necessários estudos bromatologicos. Embora conhecidas amplamente como plantas de quintal. embora suas folhas sejam utilizadas na alimentação humana e animal. O Tropaeolum pentaphyllum (Tropaeolaceae) possui diversos nomes populares. aculeata.3 Espécies não-convencionais com potencial de uso na alimentação humana As hortaliças são conhecidas por constituírem fonte importante de minerais nas dietas alimentares (MENDEZ et al. O ora-pro-nobis é uma planta rústica de origem tropical pertencente à família Cactaceae. Sendo assim. para maior valorização das plantas tradicionais nãoconvencionais de uso popular.30 desconhecimento quanto às partes dessas plantas que podem ser utilizadas como alimento. poucos foram os estudos científicos encontrados sobre as características alimentares da P. As mesmas são consumidas na culinária regional brasileira e utilizadas como emolientes na medicina popular. Os tubérculos. Estudos demonstram que as hortaliças ditas silvestres ou não-convencionais. fitoquímicos e de conhecimentos técnicos sobre seus cultivos e uso em grande escala.. Essa espécie destaca-se pelo alto conteúdo de proteínas e mucilagens presentes em suas folhas. a batata crem (Tropaeolum pentaphyllum) e o mini-pepino (Melothria spp. Embora tenha um alto potencial de utilização.). os mais difundidos no comércio são batata-crem ou crem. 4. Essa de forma geral é considerada erva daninha. Contudo. que chegam a atingir mais de 500g. apresentam teores de minerais significativamente superiores aos presentes em hortaliças domesticadas. Além disso. bem como. 2003). 2009). ainda são escassas. no conjunto de hortaliças não-convencionais. Apesar do uso tradicional como medicinal e condimentar e do potencial para cultivo em maior . 2007). No entanto. 2006. Porém. Dentre as plantas com potencial alimentício ainda pouco estudadas destacam-se: a bertalha (Anredera cordifolia). suas folhas. no entanto. o ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata Mill). as informações científicas existentes sobre essa espécie.

e M.31 escala e domesticação. é caracterizado por plantas de consistência herbácea. Espera-se poder realizar o georeferenciamento dos locais de ocorrência das espécies alvo deste projeto. e M. (ora-pro-nóbis).1 Local Os experimentos serão conduzidos no Departamento de Horticultura e Silvicultura da Faculdade de Agronomia da UFRGS e algumas análises serão realizadas em colaboração com o Laboratório de Nutrição Experimental da Universidade do Vale do rio dos Sinos (UNISINOS). Cucumis Vell. pouco se conhece sobre sua biologia e aspectos fitotécnicos. No Rio Grande do Sul. de habito prostrado com emissão ou não de raízes adventícias nos nós. Melothria L.. (Cucurbitaceae) é um gênero com cerca de 10 espécies nativas do Neotrópico (MABBERLEY. realizados preferencialmente via sistema spleeds com substratos em ambiente protegido.3 Avaliações a) Métodos de propagação Serão testados métodos de propagação sexuada ou vegetativa para definir protocolos de produção de mudas. MATERIAL E MÉTODOS 5. ou coletadas no âmbito do Campus do Vale da UFRGS e circunvizinhanças. 5. Fluminensis Gard.2 Coleta das plantas As plantas serão provenientes de propriedades rurais existentes na Região Metropolitana de Porto Alegre e. de duas espécies com potencial alimentício: a espécie M. há 03 espécies deste gênero: Melothria Candolleana Cogn.) Steenis (bertalha). Anredera cordifolia (Tem. M. 2000). Kinupp (2007). 5. Serão utilizadas prioritariamente as espécies: Pereskia aculeata Mill. Também conhecido como pepininho ou minipepino-silvestre. 5. (crem) e Melothria L (mini-pepino-silvestre). Tropaelum pentaphyllum Lam. de acordo com as características e disponibilidade de materiais. de acordo com Porto (1974). Cucumis Vell. . identificou a ocorrência na região metropolitana de Porto-Alegre. Fluminensis Gard.

32 b) Análise física e química dos substratos x produção de mudas As caracterizações físico-químicas dos substratos bem como as avaliações da eficiência dos mesmos sobre a produção de mudas serão efetuadas conforme metodologia de rotina do Laboratório de Análises de Substratos do DHS-UFRGS. rendimento médio por planta (kg) e rendimento médio por área (kg/m-2). b) Componentes de rendimento dos cultivos Serão analisadas as seguintes variáveis de produção: peso médio das partes comestíveis (g). As análises para a determinação da atividade antioxidante serão efetuadas segundo Brand Williams et al. d) Avaliação de processos de secagem de hortaliças potenciais. e) Análises bromatológicas e físico-químicas Serão efetuadas segundo metodologias descritas na AOAC (1992). em desidratadora semicomercial. . serão avaliados quanto a adequação a cada espécie estudada. para gerar matéria prima desidratada. como método de conservação. f) Análises de tecidos vegetais in natura e após secagem Serão realizadas no Laboratório de Solos e Tecidos Vegetais da UFRGS para a avaliação da composição mineral dos tecidos vegetais de valor como alimento. Serão estudadas as condições de tempo e temperatura mais adequados ao processo de secagem. (1995) no Laboratório de Nutrição Experimental da UNISINOS.4 Análise estatística Os resultados dos diferentes estudos serão submetidos à análise de variância pelo teste F e as diferenças entre médias comparadas pelo teste Tukey. em cultivo a campo. 5. c) Estabelecimento de sistemas de cultivo Diferentes arranjos de plantas e tipos de condução.

CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO DO PROJETO 2011 Atividades de Cultivos Análises foliares Avaliação cultivos 2013 A S O N D J F M A M J J A S O N D J F M A M J J A Implantação estufa plástica Produção mudas 2012 dos Análises Aval secagem cultivos Análise dos resultados Divulgação de resultados .33 6.

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...... bancadas. DISPONIBILIDADE EFETIVA DE INFRA-ESTRUTURA E DE APOIO TÉCNICO PARA O DESENVOLVIMENTO DO PROJETO O trabalho será desenvolvido em parte nos laboratórios do Departamento de Horticultura e Silvicultura da Faculdade de Agronomia da UFRGS. agitadores..) e disponibilizou uma área física para a instalação de uma casa de vegetação de pequeno porte .. O projeto contará com o apoio do Laboratório de Nutrição Experimental e Bromatologia da UNISINOS.................... Conta também com uma estrutura de rede de informática com acesso aos principais periódicos da área e uma biblioteca que é referência em ciências agrárias......... etc....... (via a participação da Drª Signorá que é colaboradora deste projeto) o qual conta com equipamentos modernos para a realização de análise de alimentos.... Existe ainda infra-estrutura de apoio de técnicos de laboratório e do setor de manutenção que servem de auxílio para preparação de materiais e manutenção de equipamentos. que possui a estrutura básica para funcionamento como diversos equipamentos (fornos de microondas...... .... 13 de abril de 2011.... ... ampla vidraria....... Porto Alegre.. armários.37 9.....