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Antonio Augusto Braz

Tania Maria Amaro de Almeida

, t-1

De Merity a Duque de Caxias:

Encontro com a História da Cidade

Antonio Augusto Braz

Tania Maria AmaÍo de Almeida

9_

Direitos autorais. 2010, de Antohao Augusto Braz e Tania
Marià Amaro de Âlmeida. Direitos de publ:cação reseruâdos pela
Associação de Professores e Pesquisâdo.es de História - CLIO,

Capa:

Estação de Caxias, anos 1920.
Foto cedida por Roqério Torres.

Agradecemos o apoio de todos

que participaram direta ou indiretamente da produção deste trabalho e
daqueles que se empenham no difÍcil
CAÍALOGAçÃO NÀ FONÉ/BIBLIOrECA.

processo da permanente construção e

UXIêRÀNRIO

reconstrução da nossa história.
8827d

Brâ2, Antonio Augusb.
De Meíty ã Duque de Caxias: encontro com a
histórla dâ cidâde /
Antonio Augusto Braz, Tania Mãriâ Amaro de Atmelda.
Duque de
Caxias, RJ: APPH-clio, 2010,

Inclui bibliografra
rsBN 978-85-89947-03-9
1. Nova Iguaçu (ru) História. 2. Duque de Caxias (Rl) História. 3. Cidades fluminenses - Hisúna. I. Almeida, Tania
Maria Amaro de. Ir. Tílulo.

-

Antonío Augu*o BÉz
Anârc de Almeidz

Tania Maria

....... 4..l' tl §:-.......... em mil culturas?": O prccesso de .2.......í .... ............. fomação urbana de Duque de Caxias...... Problemas cotidianos Exclusão e mlsédà na "cldôde abetà': pobres e 1950-. 105 marglnalizados nos anos 1940 e lístliuto Hlstórico 0l ..... 53 3.............1...1....................85 4..... 63 capftulo rv A vlda na cldade de Duqle de Caxlas nos anos 1940 e 1950........ .............1....................... u Câmara Municipal de Duque de Caxias "Florescerão saneamento dã caPÍTULo região........-.................44 ur Nasce a cidade: A Càxiâs l{ r:.r ê..Agradecemos tâmbém às Instituições pàrceirâs: KL( ^ss4b6ffiE w..ww âffiffi de mudança..... Emancípação polítiG e consolidaçâo urbana: Duquê de hos ânos 1940 e 1950. 2............ 79 e soluções po$ívels: à5 estÉtégiasdêobrevivênc|a..-...

Outras pessoas e insttuiçõe§. exatamente ne$a ordêm. podemos dizer que todo corpo procura o seu equilíbrio. Nesse vótice de problemas e soluções.PREFACIO Hodíernamente. a humanidade vê-se diânte de óraves problemas que. Usando uma expressão dê loão saldanha: "vai se comendo o min9au quente pelàs beirâdas do prato". acreditamos. menores. lhe ameâçêm o futuro. o embrião desse processo de autoconhecimento surgiu. ao contráno do que pensava um ilustre luiz de diretro que aqur exerceu suà judicatura. màntém § Duque de Caxias no caminho oue â trànsforma de 'coisô em sl" em { ''coisa para I r". esgotaram-se entre 1917 e 1959. representados por países perlféricos. mas ainda assim impotantes. Dols. tomando. coÔo exemplo. € resolveram juntar os seJs esforços e compelências pa'à nos brlldar e com uma obra que. mais imediatos: à permanênciâ das desigualdades sociais e ô destruição dos recursos íaturâis do planeta. Eufemisticâmente.à ADU é um belo exemplo'. Ele permanece. aparentemente. principâlmente (mas não apenas). Claro está que esie quâdro é agravado. é verdôde. mâs está presente. com "A Cidade de Duque de Ca:ias do denlista José Lustosa. mosLrou que também tinha unà hisEória para revelãr. em boa hora. ao que tudo indica. por um modelo de desenvolvimento predador. em marcha lenta.gual jae/. Basta olharmos o noticiá. enxergo a Educação como forma eficaz de luta. em hapótese alguma. ad eternufr .stóriâ . chamado de "economia de mercêdo". O que fazer para superar esse impasse que nos leva pâra o abismo? Não é fácil responder a esta pergunta. Os dos. Entretanto. o modelo vai se rêproduzindo. só que sugerindo outras formas de lutar faagmentadas. As soluçõea lnsurrecionais clássicôs registradas pela História. o velho modo de produção vem apresentando graves fissuras que comprometem a suô estrutura e seus ârcobotantes. concentrador e monopolista. Ê ' t t I j 07 . l{as. somada a outrôs âções de . a própria fisicâ. não apenas aquelas Lqadàs à h. pârecem-me. O municipio. em t958. embora não sendo a única. pâra comprovar o que afirmamos. o "motor da história" foi desligôdo. Então. E tudo isso § Te veio à cabeça ao ler o consc ente e esclàrecedor lexto escrito por § Anlonio Augusto BraT e lônia amaro.jo que chega pelos jornais e teleiornais. aos trancos e barrancos. pelàs circunstánciâs ungido nosso primeirc historiàdor.

o*.& Mêity a oe Merty a Dlque de caxlas: Enconrrô. consideramos â cenlrãlidadê das massas anônimas como potencial objeto de análase destacada êm'Is Peculiaridades dos lngleses e Outros Artigos"'zB. buscamos estar ôlinhados a esse compromisso de discutir. ) hgt. Primei@. na esferâ da memória.ddo de^*. Dor um teto. em "A Miséíiâ da Teoria ou um Planetário de Erros"'zg. além de promover cursos.to de "experiência" construído por Thompson. para sobreviver.ôm a Hi*&la da cldàd. e ^ instalada E uma outra. como pÍofessores de Históriâ. propondo o que poderíômos chamôr de História Social do Local. as disciplinas de Históna Locàl e ReqiohàI. Cabe perceber no concêito. já que se encontram submetidos às relâções prcdutivas determinadas.". O livrc que êqora se apresenb pretende se situôr nã e*eira dessà tÉdição e nos quadros des§a estratégia. tratada em sua consciência e suô cultura.il. Ao obseruôrmos o procêsso de formàção do urbano em Duque de Caxias. o que é ressaltado pelo teórico. na forma de estratégiâs de sobrevivência. no sentido que tomamos o processo de constaução históricâ dô vida e das êxperiências da populôção simples caxiense com ufr "fazer-se". rdéi. A base documental utilizada é variada e. Duque de càxias: En. segundo o historiador inglês. crônicas. seminários e diversos eventos nos quais destacâvàm-se a realizaçâo do congresso de Professores e Pesqúisadores da Barxada Flumrnense.ó RoxERo. o que elêLivamente ocoíreÍrê â pâftir de 1992. Camornàs. e como sócios fundôdorês da APPH-CLIO... Â Amérl@ btlnâr & dd. e agora da UNIGMNRIo. a partir dâ luta de seus habitântes mais simples. dentro dàs "mais complexas" e "relativamente âutônomâs maneiras". é o que ôdquirê centraladade estrâtégicô em nossô pesquisa. E. em seguida. P.. quanto na graduação... § !"iftltton. Uma boa pãfre delâ encontra-se no âmbjto do privâdo. A *"L%[0. o conce. na perspectiva da HistóÍia SociôI. atuantes no município de Duque de Câxias e nâ Baixada. confomê defendemos aqui.1978. LrãLada pelo ãutor como uma fraçào social em fomação § que buscava se rnfrltràr pelas brechas da .. lutàndo "pelô I subsistência. Trata-se de relatos de experiências afirmados êm entaevistas. nos rcmetem de cêrta foma as questões postulôdas pelo . Thompson. Aindà desse autor.$. Patrimoniôl e Histórico de Duque de Caxias (CRPH). p6qulsar e difundir a Histódâ bcal e Regional Pretendemos discutiÍ a história do município por umô âbordagem do urbano e do cotldiano.. proiuziram o confronto entre uma fração da sciedade iá previamente. nas primeíras décadas do século xx.. o modo de vidâ núcleo dos migrantês recém-chegados à cidôde de Duque de caxias e suas êxperiências píomovidôs na luta pela sobrevivência e ascensão social. Esse prccesso de § acomodacão e tensão que o ôutor chamou de 'sociedôde § normalizada" ooondo-sê ô "outra sociedàde". problematlzador de O os nosso trabalho...t. imôgens fotográficas. )o+ Luis. tanto no ensino fundâmentôl e méàio.. Opêrártà * o. ..rem novâmentê sobre essô hesma realidade social ou "situação detêminada" e. mas que lutavam E ramuém porque quenôm tratar de viver". obseryâmos que ôs cidades latino_ âmericanâs impadadãs pela migrôção. rcr tratar dê umã dimensão pouco explorada pelâ pesquisa histórica.ontro com a Hlstôria da cidade Mestrado de História. É. os homens e as múlheres ôgem sobre a situação em que se encontram ô paftir de suas necessidâdês e jnteresses e dos antagonismos imediatos ô qle são expostos. p. ÍHOMpSON. ô proposta de "autonomia de âção dos indivíduos" não completamente lavres. Zàíat.. como poa exemplo. mârcà o fote processo i de instaoilidade. o que exigiú um pôciente e laborioso trâbalho de coleta e crítica. encontrê-se dlspersa e não sistematizada. no caso as primelras lêvàs migrantes. com o compromisso de discutlr nesses progrômasr temas e objetos ligâdos à história da regjão e do município. as lutas pela sobrevivêôciâ Eotidiôna geradas por uma sociedade em formôção. dâ Associação dos Amigos do Instituto HistóÍico (ASAMIH) e-diretores e colaboradores do Centrc de Referência. na grêde do curso de graduação em Históda da FEUDUC..de3 o â. noção que expressa â âutonomia de açâo da lub de sobrévivência desses setores e que foi delineadâ no prefácio de "A Formação da Clêsse Operária Inglesà"'z7.-r'n". a ilr. junto ao Depaframento de Históriô da FEUDÚC até 200ã. isto é. defenoeu a incorporàção.rdàdê' dô.rà03'.u. dois autores através de suôs obras mostrôm-se fundamentais como orientações teóricas necêssárias no diálogo com as fontes: losé Luis Romero e E P Thompson Na obra do historiador argentino Romero. mas perfeitàmente capazes de tratar e reagir às experiências que os envolve de ãcordo com essôs estrôtéqias que logram construar.. No entônto. *n-.ânterioí. Sp: Edúorc e . . Ê. para ag.) retirâm-se da nossa atenção um imenso elenco de supone que supÚnhamos ser composto de simples figurântes.. em muitos casos. o*" . turúâçáo dà Ctàs5. "A América Latlna: fu cidades e âs idéiasd6. pelo mênos no âmbito local e reqional. onde afirma que "à medida que alguns atores principâis da história (. força a sua entrada em cenâ". u: Edtora dá historiador ínglês Eduard P. Errô!. mobilidade e tensão social que obseilamos e anaIsâr..árrâ da Íêôri. róeb6* § t7 . Essa ação experimentada é. memóriâs e jornôis de época e. ou uD pra.

&

contlnuâram nessâ sênda de construção de uma identidade pàra o
munlcÍplo, onde a historiogrâfia naturalmente se destaca.

A penúltima obrô, publicadÀ há pouco e lançada
lnÍormalmente no Instituto Histórico, da Câmara Municipôl de Duque
de Càxias, foi "Tempos de Ginásio" do historiador e memoriátista
Stélio bcerda. Nem mesmo se pàs$ram alguE poucos meses e
temos "De Merity ô Duque de Cãxiasi Encontro com a História da
Cidade".

Vejam que a velha Medty dâs ruas sem côlçamento, do
esgoto a céu aberto, das bicas d'água, do caôdeeirc e do fogão de
lenha, através dô luta titânica do seu povo, úigrado de outros
torrões, elevou-se ao sfafus de município moderno, um dos mais
pujantes do Brasil.
Finalmente no éden? Não, muitos problemas ainda existem,
pe6lstêm as desigualddes de todos os ttpos,
E, iustamente, sobre a construção fisica e moral do nosso
municíplo que Antonio Augusto Braz e Tania Amaro, dois dedtcados e
respeihdí$imos fiestres, dissertarão nôs páqanas vindou.as, com
didatlsmo, mas sem abriÍ mão do rigor cientÍflco.

Rogério

Torr6

Mêdty a Ouque de Caxtas: Encônrro com a His6na da Odldê

APRESENTAçÁO
Duque de Côxias é uma cidade de mrgranLes. Oe geraçàes de
migrantes que se sucederam desde as primeirôs décadas do século
U, Nô medida em que chegavam à Íegião, esses homens e
mulheies lutaram penosamente, durante décadâs, em um esforço
contínuo de constr!ção de suas vidas, de seus prcjetos e de suôs
aspirações. construindo sua própria história e tâmbém a do nosso
município. Íransformârôm, ao longo do século, um pobre, evibdo ê
pequeno êglomerado urbano eú um potente parque industÍial,
destaque econômico do estado e do país, da "Meríty das febres" a
Duque de Caxias, pólo petroquímico e comerciâ|.
No entanto, os frutos dese desenvolvimento foram sendo
desjgualmente distribuídos, gerôndo um abasmo social que é uma
das mais dramáticas marGs da nossa cidade, que pode ser
claramentê ôotado no desequilíbrio urbàno de seus bairÍos, onde uns
poucos, b€m servidos de equjpamentos ê seruiços, contrastâm com
o coniunto maior. Grande pôfte da população, desêssistida, luta por
uma vida dignâ em meio â todo tipo de carêncaas e ausêncià de
poder público.

Inserido que está na lógic de umô sociedade capitâlistô,
noso municípao não podêria escapar imune das contradições sociais
que são as marcas dessa formação econômica e social. fluitos dos
elementos definidores desse presente emergiram de sua traietória

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histórica onde segmentos sociàjs protagonizarâm seu proaesso de
construção. A cidade de Duque de Cáxias foi construÍda a pafrir da
formaÉo desordenada, gerada por uma economià prósperô em meio
a uma sociedade profundamente desigual.
Este livrc prccura apresentàr o processo de @nstrução social
da cidade de Duque de Caxias ao longo do seu periodo formador,
dos anos 1930 a 1950, principalmste, a pafrir da experiênciô social
vivida por sua população mals humilde, ao longo do período de
tíansjção de antlgas condiçôes rurais em emergentÊs condiçõês
urbanàs. Buscamos aqui revelar as experiências produzidas por seus

protãgonistas diretos, â população migrante, e tâmbém as
acomodâções e tensões dedvadas dese procêsso; ôlém disso,

objdivamos anallsr como os diveEos segmentos sociais lançavam
mào das estratéglas .de sobrevivênclô adequadas às condições
soclais em que se encontravam e aos desafios impostos por essas

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I
do I
perfil urbano plural e desigual em relação à demândà dê :
equipamentos urbônos ao lonqo do prcceso de conotidatêo da
I
mesmâs

condições.

Outra prcposta deste trabalho é a análtse da construçâo

09

De Mêrty a Duquê de Caxias: Encontro com a Histórià dá

- os bâirros -, na medidã em que àlguns segmentos
lograrôm mâíor êxito em suas estratéglas de ascensão
lugares

sociâ1,

relêgando aos demais um papel coâdjuvante.

ô
!
;

Esse recofte temporal escolhido, de acordo com nossas
pesquisas, consLitui âs etapas do processo consolidâdor das bases da
sociedade caxiense, Nos anos 1930, teve início o processo de
uabanização da região que se recuperava de uma crise demográfica
ocorrída nâs décadas anteriores, Nos anos 1940. a urbênizâção
âcelêrou-se com o àumento expressivo da dênsidàde demográfica,
do processo de loteamento e da impoftância econômica que levou à
emancipação política do município e, nos anos 1950, consolidou-se
suô lêndência indusirial que defrniÍia o perfil do município em suâs
décâdâs posteriores.
Duque de Câxiâs está situado na região perifé.ica do Rio de
laneiro quê se convencionou denominôr de Baixâda Fluminense.
Essa deflnição oíi€inária dos estudos geográficoll co.responde, de
acordo com a escolha que fizemos nesta obra, ao conjunto de
municípios formado por Nova Iguôçu, Duquê de Caxiâs, São loâo de
MeriEi, Nilópolis, Belford Roxo, Queimados, Mesquità e Japeri,
conjunto esse que se originou da frôgmentâçâo da histórica Vila de
Iguassu2. Essa def,nição aqui utilizâdà constilui_se, a pôftir dos
trâbalhos da Fundação para o Desenvolvimento da Reqião
Metropolitanô do Rio de laneiro (FUNDREM), que em relatório
produzido em 1979r, agluiinou esses municípios como Unidades
Urbanâs Integradâs â oestê (UUIo). No entanto, muitas outras
ob'às e pesquisado.ec, en seus'ecortes, consrderam a regiào cor
umà composição de quêtorze municipros4.
Dúque de Caxias divide-sê, atuâlmente. êm quatro dlstritos
e quârenta e um bairros, com uma população aproximando-se de
um milhão de hâbitântes, sendo o terceiro municipio mais populoso
do esrado, frcànoo àtrás aoenas da capilal e do runic'pio de Sào
Conçalo'. Essà populaçáo conce lrd-se, màjoriEriamente, nos
distritos de Duque de Côxias (10) e campos Elíseos (2o), sendo que
nos distritos de Imbâriê (3o) e xerém (4o) ainda são encontrâdôs
alqumas característicôs rurais.

; I Req'ào dê pdr'"re, Lostetrcs qLe se este.dé_ dô Lrob dr; d Seaá do Mc_ cob'l.dop
t de Norê. sul do Íu..crpo de (áaoo§ êo de ÍdqLd'. vER: GElsLR, P, P'n.ras
- saNToS, Rúth Lyrã. Notâ. sobrê à Evoluçâo dê o.upàç6o Huma.à dã Bàixádá
\ Fruminênse, rur IBGE, 1955: »2 293.
: ':5IMôES, Mãnoê'Ri"droo. Cidádê Eíilhaçàdà. MerqJrá rrlorlo, ,007.
d , FUNóR| Y (runddqáo Drà o Dese.vov'mp.rô oá RésiÕ Yel_opoir.1à oo Rio de
Ôrá1oDÍeror V,ll-DuquêdeCà/áq.
e lãr"ror.L-droesL'bà.arln_.q'aôacdeOere
I ru: FUNDREM, r979
{:'Seramosmuni.ipiôsdeNovâIg!açú,OlquedeCariês,Sãoloãodeileriii,NiLópolis,
GLdprrin.Dàracàmbr.Seooédca.
! B.rordqo(o.YrsqJtê,Ore'raoos,ldó''i.Mdq',
À Mançàrànbà ê ltàouêi.
§ 5 cENso de 2000, estimativa 2004 (IBGE).

lo

ctdí.

Devido ao seu potente parque indústriâl químlco e
peLroquímió e a um desenvolvido setor de comércio € serulçot,
Duque de Câxiâs tornou-se o segundo municíp'o ârrecadâdor de
ICMS do estado e êstá entre as maiores unidades arrecâdadoras

soclals

desse tributo em todo pôís, superando vários estados da união. Sua

ôdmini§tração públicô opera com um substancial orçâmento,
derivâdo de sua volumosa arrecadação pública, mas ainda não se
,ivrou de grôves transfornos,nlraescruturais, como rra enorme
cârência no que diz respeito ao saneâmento básico e a altíssimos
níveis de degradação ambiental. As precárias condições de vida dô
maiorjâ de sua população somam-se a alarmantes níveis de violência
e em graves problemas de saúde púbÍica. Se! território abriga
dezenàs de favêlas e "bairros populares", o que atestâ uma grave
crise habrtà.ionã16.
Esse conglomerado urbano desordeôado, caractêrísticâ do
município e da Baixada Fluminense, constituiú-se â part!r da década
de 30 do século XX, poucâs décôdas depoas de umâ profunda crisê
que havia demolido ã economia e a sociedade ruràl/colonial dos
séculos anteriores. Essas terras recuperadas e entregues à

especulação imobíliáriâ tornaram-se alvo de uma fote migração
interna de contingentes populacionâis, ansiosos por tentar uma vida

melhor na càpital federal, o Rio de Janeiro,

ocupando

sistemôticamente seu entorno. Essa âvâlônche populacionâl
aumentou nas décadâs de 1940 e 1950, contribuindo parâ
reconfigurar política e adm;nistrãtivamente a região. Em 1943,
Duque de Côxia.s alcançou suâ autonomia, tornando-se município e
emancipando-se de Nova lguâçu. Em 1947, São João de Meriti e
Nilópolis, seguiram esse exemplo, desanexândo-se de Duque de
Caxias e Novô lquaçu, respectivômente,
Ao longo desse período, várias ações de saneameôto foram
promovjdas pelo gôverno federâ|, As terras, antes alagadiçâs e
insôlubres, tornaram-sê âcessíveis à ocupação, sendo inlensamente

retalhadas e lransformàdâs em loteamentos populares, que
a abrigêr milhares de migrantes originárlos do Nordeste
do país, de Minas Gerais, do Noroeste Fluminense e do próprio
passaram

município do Rio de Janeirc. Até os primeiros anos da décadâ de 60,
quâse 80o/o do total de loteamentos, cuja constituição aconteceu no
período que vai de 1920 a 1980, já havia se configurâdo7.
Esses loteamentos erôm, na sua maioriô, desprovidos de

quaisquer equipamentos urbânos prévios. O comp.âdor, na maioria

a

!

Môpa dà Exclu*o Social. lPPUryUEru. 1991 ê Dtagnóstico Sóciô-Ambiertãt. ptônter consultorês Ássclados, 199a.
' BELocB, Is.ael, Capã Prêtà Lurdinha! Íênórto càvàlcãnti e o povo dà Batxàdà
Àlo de laôeÍo. Rêcord

.

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11

De Merry a Duque dê caxiasi EnconÍo com a Hlstónà da ctdâd.

De Merity ã Duque de Caxiôs: Enconúo com a Alstóra da Cldade

das vezes, locâlizâva a "duras penas" seu lote no meio do môto e
abna umâ "picadà" dãí êté umê via de acesso mars pró\imà.
Nos primeiros anos de formação dos pr:meiros bâiffos, as
tensões entre às necessidades cotidiares e as ênormes dlficuldàdes
em atendê-las faziam-sê presêntes o tempo todo. Como construir e
ampl,ar a modesta residência ãpós a penosa comprâ do lote? Como
se deslocar na lama ou na poeira até a estâção ferroviária ou "ponto
dê ônibus" mâis próximo e daí, dirigir-se ao trébalho, na maioria das
vezes, na càpital Rio de Janeiro? É a água e à luz. como obtê-las e
usufruí-las nas residênciâs? Onde estavâm as escolàs para educar os
filhos? E hospitâis para a sàúde da família? E a segurança pública? E
o lâzêr? Eaa possível ter esses direitos? No enfrentamento dessas
condições duríssimas, milhares de homens, mulheres, jovens, idosos
e crianças foram construindo suas vidas, lutando pâra sobreviver,
Ao longo dos anos 1940 e 1950, os loteàmentos tornaram-se
bairros. A própriâ estrutura administrativa da municipalidade recém
constituídâ foi se consolidando, Os bairros môis cent.ôis, locôlizados
no entorno das estações ferroviáriôs, íoÉm adquarindo perfll
comercial e recebêrâm melhorias urbanas, principàlmente, o centro
administrativo situado no entorno da estação de Caxias, enquanto os

demâis amargarlam ainda longos anos de dificuldâdes e
reivindicações. Em 1950, o município âprêsêntava um número
significativo de manufaturâs e estâbel€cimentos comerciais e sua
populôção âlcânçavà o número de 92.400 habitantess.

o município de Duque de câxiâs, junto aos demâls
municípios da região, formaram a Baixada Fluminense. Desde então,

fazem pafte de umô densa reqião metropolitana no entorno da
cidade do Rio de Jâôeiro. Essa periferia, como tantas outras
formâdâs ao redor das capitais e grôndes ddôdes brasileirôs,
pafrilhou com suã cidadê centíal úma sólida simbiose. Problemas
sociais e ambientais ânálogos e relações de trâbalho, prcdução e

consumo complementâres, além de fronteiras ísicas'que * fundem
numà quàsê continuidade urbana,
No enbnto, a existênciô de carôderísticôs tão próxlmas não
foi capaz de motivâr ô produçâo de ônálises sociais, qoantitôtivô e
qualitativamente, equivalentes, A Hlstórià e suas irmãs científicas
À concentrôram suas investigações em ámbito regional e nacÍonal na
,E cidadê do Rio de Janeiro, deixando Dara a Baixada Fluminense em
\ geral, € para o município de Duque dê Caxias em pafticular, um
* escâsso càtálo9o de esÍorcos rnvestigâtivos, pelo menos até ô
à dé.àdã dê 1990 do século xX.

Esse catálogo começaria a ser montado nà décâda

de 1940
no rastro das mudônças trazidâs pâra a região pelas obrôs da
sâneamento. Em 1945, o geógralo Alberto Ribeiro Lamego publicou

"o Homem e o Brejo"e onde discute a ocupação humáná em terras
fluminenses, região que âprofundaria, nos ànos 1960, em dois
outros títulos: o "Homem e a Serra"ro, publicâdo em 1963. e o
"Homem e ô Guanabara"rr, em 1964.

A paftjr dessa inlciativâ. um grupo de geógrafos ligados ao
Instituto Brasileiro de Geografia e Estâtísti.a (IBGE) dâb@u, nos
anos 1950, um conjunto de obras onde a estruturô agrária dâ
Baixada Flumjnense foi anâlisâda, assim como o fofre processo de
urbanização que atingia a região. Por ordem cronológica, podemos
destacar "Loteâmento na Baixadô da Guanabara", de pedro pichas
Geiger, produzido êm 195412; "Notas sobre a Evolução.é Ocupação
dà Baixôda Fluminense.rr, de Pedro Ptcnàs Geiger e Ruth Lyrâ
Santos, em 1955; "Estudos Ru.ats da Baixadà Fluminense"la, de
Pedro Pichas Gêiger e MÍriam Mesquitâ, em 1956; e, iá em 1962, o
âfrigo "Nova lguaçu: absorção de umâ célula urbana pelo Grônde
Rio de Janeiro"ls escrito por Maria Therezinha Segadas Soares.
Ao longo dessês décadôs, a região tâmbém fatou de si
mesmã, produzindo suas própriâs interpretações. Na década de
1950, foram publicâdos os livros "Cidade de Duque de Câxiasl
Desênvolvimento Histórico do Município - Dados Gerais',16, de losé
Lustosa; e, "Memória Históricâ de São João de Meriti"17, de Arlindo
Medeircs; ?mbos. âpresentando um esboço histórico dos municípios
de Duque'de Côxias e São João de Meriti, inauguraram slas
historiograflas, Seus textos estavam marcâdos por uma abordâdbm
foftemente oficialista, exâltôndo os "vultos" de suô municapaljdade e
remetendo romanticamente a um jdílico passado agrário dâ região,
nàs que reseffàràm, em algumas oe suàs páginas, padicularmênte
nà obrô de Lustosa, um interessante painel de suas peculiàridàdes

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€ o Brêjo. Rr. Cêôqra1(ô Bra5 terd 1945.
uúfGO, Átk(o R oe,rc. O Homêm e a Sêrrà. ql: IBGF CNc, r96J.
'r UMEGO, AlbeEo R'oero. O Hom.m
ê a 6uánábàr., tu IBGF, 1964,
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Llrô NôtàÉ Sobrê ã Evotudo d. OcuÉçáo
pt: tBG.. t956 Sêoarárd oa pelj<rà Brôrkrà de

Geografrà, no 3, ãno xVI Rl, rulho/setembro de 1955.
GÉIGÊR, Pedro Pi.hàs
MESeUIÍA, Mriam.

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Rio de lãneiro. Record, 1986. p. 33,

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Rer'isrd B?silera de Geoqrdfré. R Õ

cártos sanguê no 3tl. o que se rêvelou estratéqico para as pesquisas atuais. 1970. rose. Tênório meu Dat. l9o5: LFMoS. Encontrc. Memóriã dà Fundâçáo dê rgu.iáis em Novà I9uâçu. ' B-PNAFDFS. NIr a4ráfica. Essa obra foi acompânhâda pela publicâção da "Polyanthéa Comemorativa ôo Primeiro Centenário do Muni€ípio de Novâ lguaçu".i. Ftumtáenjê: A Viotên. CAVAL«\_I. recorreram a "Memória dô Fundação de Iguassu"ra.s.do piônêiro dê Arfràndâ Albêto. por exêmplo. o mesmo grupo. lgôar dâ qtGNoT..Tênóriomêupat.ta Conskúçáô d. Tese de Doutoràdo. como. Rl: FGV/ SÊÊC Rio de laôero. uzaRoNI.ra. que ânâlisou o processo dê fundação e desmonte do município de Estrela.úponesà. iconoqrafia'e obras sobrê â região. Na construção de suas oblôs. waldick. A região passãva ô ser tomôda e analisâda como pafte jntegrante de uma ógica metropolitana que considerava. Mdiio 1erc. 1967.â de Nov. E.::':'l:-'.U:Gtoodt.v". ^tv. NI: Edição do Aútor.Sà1drd-enoro. oisseôção de Mestrado.çu.oíôm|.ô PEIxoTo. lo\" Cláudio oe SoLza. L9ali SAUZA. -\tCÀMp r992j A-vtS. waldick. publicada pela Fundação Getúlio Vargâs. Rt: oesbque. umà coletânea de textos e fotos qúe àpresentavôm impoftàntes caracteristicas da pàisagem em trânsformação do município naquele momento Nos ênos 1960 e 1970. E3boço Hisrórt. Nessâs décadas e nos anos seguintes (de 1960 a 19aO). losé Màtoso.çu.vio aos santàs. r9a3. Hermàno Pêes..ssetusio dê qes!?do ru: U|RJ. visando o ingresso nos progrâmas de x vft r O. Dã tarani. Cafe e Larànjà"2r. que podé ser consideradô umâ obra-pioneira dâ hastoriografia da Baixada Fluminense.çuànãs. lÍàêt. um. i .à: Fêstãs e Estilos dê vtdà S têFopolitãnos. rea2. dessa vetente. no Instituto Histórico e Geográfico daquêle municÍpio. de losé Maftoso Maia Fofte. O aàIê j'--*ja:-9:-I'.De Medty ê Duquê de Câx as: En.o do Municíplo dê Duque dê Càxiã5 DC. colecionôndo peças. Bàlxàd. um grupo de professores formado pelâ Faculdade de Filosofia. com o desafio de incentivar o esforço ânterior de colêta de foôtes e divulgação da históriô dà região. Càpá preb ê : :li'lli?:. 14 processo hlstórlco do município de Nova iguôçu por umà abordagêm econômicâ no modelo dos ciclos econômicos. E: uFF. ild. o Centro de Memória. U: Muse! Nàciôna/UFRl. ao fazer uso de uma vasta documentação.vOS. íundou a Associação de Professores e Pesquisadores de História (APPH-CLIO.nstôrm.aneirc: Sé. rôrnal do Comércio. santos. Nl: Ediçâo do Autor. preseruar sua documentâção. ru: Gtoodt r9a6 CAVAL«\_I. Ruyafránio. acrescido de novos colaboradores. Lançadas respedivamente em 1970 e 1977.AÂq-j. Iguaçu. 'z? e 'zr PEREIM.ística o fato de se constituírem em narrações de episódios pitorescos que poderiam ser acessados pelos leitores como lormâ de manter e ôfirmâr o pasado dô reqião. Uma das câracteríslicas dessô historiogràfia local erâ â fàlta de diálogo com as obras produzidaq na academia naquele momento. BàsUdorê§ ê Hirtóit.1986 . 1962"65. História crônôlógi. 1977 é oi Donos dâ cidãde. o esforço interpretativo sobre a regjão avolumou-se com ã continuidade dâ produção local2a e com a emergência de divecas disseftaçôes e teses que se estenderam pelos anos 199ors. PEREIM. junto ao Depâftâmento de História da FEUDUC. de. No entânto. 1§ PEIXOTO. e . 1974. Logo depois. peribrià.om a Históna da cldade econômicas e sociais. màs também com !ma nova estratégiâ. Pesquisa e Documentação da Bâixâda Fluminense (CEMPEDOCH-BF. as produçóes oos geógrafos acimâ citados ou a disseaâçâo de Mesirãdo de Vánra Fíóes'7r. tinha como principal caracte. ô Baixada Flominense e seus municípios. tendo sido publicada em 1933. mês plenamente aceità na época. 1933. A APPH-CLIO deu início a um processo de incentivo à formação de seus membros.ulo XIx Osledá!. cáíé ê L.pe@'Ío. na segundâ. oc: aoo-á. tu: puc. càrtãs ponto a ponto (19s3-57). D.ú d."min-emê- tu'j. 1998). dê ilova lgu.tá. t. compilando documentos oflciais. u: peper. üenóri. càná. Disserbdo de Mesrado em Hlstória.  Hlstórlàs dê Qullômbotàs: Mo(àmbos ê comuntdàdes dê Seh:átàs do Rlo da . re36: Fsnk carto. pr. vônia.L rRÓEs. tralavôÍ\dâ história da região por uma perspectivâ problematizadora. U cãxias 1g!o191 t?90r P-oF7a. tüdánçá dâ vllà (Hlsóá. analisou o q ru: TvpogrêÍia do '3 MAIA aoRTE. lg!ãçu. 1997. Em meio a essâ a€lerâção da produçâo sobre â Baixada o município de Duque de Câxias. Ruy Aránlo. buscando. Município dê Édrela (1a46-1a92).onto coh a Hisrórià dâ cdàdê oe Meilty à Duque de caxiâs. documentos caftoriais. p'e. Ciências e Letras de Duque de Côxias (FEUDUC) deu início a um trabalho de levantômento de fontes e incentivo a divulgação de obrôs sobre a Bajxàda Fluminense fundando.::''j11'' :'-"-:I" lúnior.b. iornais. Ar OCH. Suas obras como a "Históriô Cronológica de fguaçu"1e e "lmagens lguâssuanas"zo. d de aprofundar as pesquisas aborctando novos objetos e problemas ignorados pela historiogrâfia lo€al tradicional e pouco Fluminensê e sobrê aprofundêdos pela pesquisa âcadêmicà preocupada com problemáticâs mais àmplâs. -ese de DoJro-ádo sào pdlo.ç&s so. um qrupo de professores e proprietários de escola em Nova lguaçu deu seqÜência à produção historiográfica Íocal. Rl Museu Nôcionat/UFU. O Nêgro sãbará. lsuà9uâná). áô totêr Tr. 1992. Mêmórià c. GoMEs.o: Gêográf.Dissetração dê Mesftadô. Waldick Pereira apresentou iustificativas políticas e econômicas para a transferênda da sede de Iguâçu Velho para Maxômbomba e. como pafte das comemorãções do centênário do município de Nova Iguâçu O teto privllegiava a investigação do passado colonial de lguâçu e a íundação da Vila ocorrida em 1833. 1968. Na primeira obra. relatando fêtos e exaltando as liderânças da rêgião.ro VIENA sÕnãli Môrià I I . 1977. lLrà Á6ào Espãço e Môvimênrot Rêtvindicátórios: o cásô dê ilôvr .Sà1drd-enoro.ra: Histórià E. n. duas signiFcatrvas obràs seÍiàn produzloas por Waldicl'/ Pererra: 'A Mudança da Vilá")'2e Cana.o de vesrrddo CarD'ras. od.s od cosrâ. 1996). de Ruy Afrânio. o Lês. Ihagens tgu. usp. pafte integrante de uma relação núcleo-periferia que se estàbeleceria com o Rio de laneiro. umâ rnterpretâçâo Àoje superadô.

parà a luta de promover mâis equilíbrio e justiçà à vida colaboram § a êm nôç<às iãô sôfndâs cidâdê§.ciotrãl. nos anos de 1930 a 1950. cumpriram os arquivos do Instituto Histórico da Câmara 14unicipâl de Duque de Caxias e do Centro de Memôria. que significa "rio"). em boa pafre.E . de acordo com o objetivo das pesqulsas. seu significado . a denominação Baixada Fluminense designâ uma série de municípios que. Documentaçâo e HistórÍa da Baixada Êluminense (da Feuduc). e pela âção rccupeíadora do solo dãs impâctântes obras de macrosaneamento promovidas pelos governos federal e estaduâ1.âfia mais ampla de caráter contextualizador. numa rererência â ruô hidrograria da reião que somada êo releeo cí!v. Atualmente. discutimos os fâtores que levaram à decadênciô dô região. Papel impoftante no acesso às fontes. a Bâixâda Fluminense seria uma região de terras baixas. Nosso livro é. e aproximô-se de um conceito muito utilizado pelos geógrafos. no extremo noÊe do Estado do Rio de Janeiro. No capítulo III e IV. Pesquisa. pelo Rio lguaçu contar. ôtrôvés da ação conjugada da foftê migração que âtingiu â região. Duque de câxias. termo polissêmico que possui múltiplas definições. Seu relevo Atlânticô Âtuôs municípios de Nova Iguaçu. constrrlndo-a. é clarc. ao longo dos séculos XVI âo XlX. passamos a discutir â formâção históraca dã cidade e da vida da população de Dlque de caxias. i E 1a consideração.restrito como sede de um munlcípio. também investigamos os engenhosos resultados alcançados por esses mesmos moradores na construção de suas vidas cotidiônôs. G. já fluminense origina-se do latim (flumen. aeúord Roxo/ N ópolis. em seu entorno. Bràsiliana. Originôlmênte essas lerras eram cobefras pela Mata e por uma vegetação de váEeas e mangue. €d. uma obra incompleta.De ileíty a Duque de Caxias: Enconúô com a HLstórê da Cidade Um segundo grupo reúne documentos estatíst. A 'têÍa dê multàs ág!às" dc iupi. ôa primeira metade do século xx. planôs.cos. Mesquitã. apresentamos brevemente ô região conhecida como Iguassu. além. !m âóbiênté úmido e consEntemente âlagado. estã denominação se aproxima da de "iguassu" que na língua tupi significa "muita á9ua". o de Recôncavo Guanabàrino: áreâ de lerràs bâixâs entre a Serra do Mar e a Baía de Guanabara. na medidô em que à precária estrutura urbana em constituição não atendia essa demanda demográfica. Antes de encerrar esta apresentação uma última título deste trabalho. como não poderia deixar de ser. No CAPÍTULO I ANTECEDENTES: A REGIÃO DÉ TGUASSÚ. lapêri ê Qúêlmãdôs. âlém disso. fste trabatno serve como contribuiçào e como homenagem a -à ! todos qre ãqui vivendo constroem a históna e. 19. provâvelmênte. politicas e culturais diferenciâdàs. seu recote aliera-se a paftir do interesse dos pêsquisâdores. optamos pela expressão cídad6 mesmo entendendo. apenas para referendar o ê caráter urbano de nossa abordàgêm.o. Dividimos nossâ abordôgem dentro do seguinte plàno. e sua reconfigúração nas prjmeiras décadas do xX. abrigava a pafrir do século XVI a porçâo do Recôncavo da Guanabarâ situâda âo norte da Vila de São Sebastião do Rio de Jànei. Estâ interpretação está ligada às análises históricas que tratôm dâ reâlidâde regional âté o século XIX. maacada pela dimensão rural e agrária e por suâ posição geográfica intermêdiáriâ entre à cidôde do Rio dê laneiro e o interior do país. apresentâmos o desenvolvimento urbano da cidôde e de seus bàirros. pela modernização e ampliação das vias de trônspofre. em âlguns casos. conhecida como lguassu 3r. 'r Do tupr "lgoa' (sero d'água) e Asú" (grande) ln sAMPÂIo. estendendo-se de São Gonçàlo a Novâ Iguaçu. No capítulo II.e . a partir dâ segunda metade do século xlx. pode relacioná-la a umâ área mâis próximâ âo entorno da Baía de Guanabara ou ainda.ambás.ográfiã il. de uma bibliog. Baixada Fluminense. Espéramos contribuir para o avànço da historiografla Íegionâ1. alagadiças. Segundo o dÍcionário Aurelio. dâ escala dê observação. a umâ extensão que âbranja municípios mais distantes. com muitas áreas alagad. recotâdâs por rios e. são loão de MedH. Estâ designâção Já erâ utilizada pelos nativos da região antes da chegada dos europeus e. O lerritório. e Itàguâí. Teodoro. no sentido de aprofundarmos a análise da fomôção histórica do município sob a via dessa abordaqem urbanô e cotidianâ. da atuação das instituições de pesquisa ou dos objetivos dos órgãos públicos. Têm sido muilos os esforços de çonstrurr a História dà Baixâda Fluminense e de seus municipros.ças. baixada significâ "planície ent. pafticularmente o transporte ferroviário. sua composição social em meio ao forte crescimento populacional e os problemas enfrentâdos pela população. que estaria compreendida entre as cidades de Campos. que hoje corresponde a Baixada Fluminense3o nos diês atuais. . No câpjtulo I. São Pãulo.. cartográíicos e bibliográíicos referentes ao processo de formação urbana do município. A expressâo pode assumir configurações geográficas. O Íupl . Aproximando-se destas concepçôes.montânhas". econômicas.

iF. o mais extenso e caudaloso da região seria o eixo norteôdor dessa ocupação3'. melaço e âguardente.ü.' ? 2ooa. Iguassu tinha sua área divididà em circunscriçõês ec.ó.. Nessa região. Meriti.Llo \It qa.. Ed.. naÍmêntos.odÇó. feúão e na extração de madeirô que abasteceria o cada vez mais significativo mercado consumidor dà cidôde de São Sebastião do mo de Jânêiro.OOO lrraças de têstado pela costa do mar e 9. dãndo à região o padrão de ocupação que predominaria até o frnal do século XlX.. o que dificulta seu escoamento. .". óbltos. então denominadâ São Bento. de uma forma um tanto imprecisa. as populações natlvas sambaquieirâs. Magé.er. esse conjunto de freguesiâs deu origem a duas qrandes i MÂIA FORTE.vt3mo Ftumiíênse (1a50-la9o). ÍypogGlia do r\ Atuômentê. Os.êqJês'à e.bdm as vstôs pcsto. Inhominm. casamentos.Medti. testamênbs e n. quândo da chegadâ dos portugueses. doou pate dàs terras ao mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro que. Mêmóriã lomal doComércIo. o que resultou na fundação da cÍdade de São Sebastião do Rio dê laneiro (1565) -. âs sesmarias. chave' oó L oe. B.tê a crl$ do Esr.màdo por plônícies mais amplâs ô leste ganha altitude na medidô am quê acompanhã o cuEo dos dos em direção às suas nascentes â oêstê e a noroeste.iocô e da Câpitania. a ocupàção potuguesa foi se implementando e dezenas de engenhos de açúcâr. Ao longo dos séculos XVI e XVII.§eLs hvrôs de êssenro A sede de und . viviam. interesses poftugueses afirmaram-se e os valês iguôssuônos passam a ser ocupados por cultivos e engenhos onde se ergueÍâm potos e capelas. possuiria as terras que formaáâm ô Fazendô de São Bento. à '"g'\lrádás paíil dà quàr Fdidn sê r. § " At tegLeslàs . e uma segunda doada â Braz Cubas com "nadâ menos do quê 3. I Luís Â@ha. as áreôs do Recôncavo da Guanâbâra desenvolverâm-se através da doação dessas sesmàrlas àqueles que deveriôm ocupar esta pafte dô colônia ê iniciar. Os 468 quilômetros quadrados que formam o atual município de Duque de Caxias situam-se na bandà orientâl desse complexo.rd ?dvdn ds oo. dà Fund.d á Iqrpld Mãtrp. \ l § e I ii e à e 21 .'do e|es'.por conta da luta pelâ posse da baía da Guânabôra.daoe \re. @nhecida como Fazenda São Bênto.rdrrôrá oLrras chômadas rra s e r entomo desàs à vidà \o( àl e G .â tundiÉrt. Niteó|. Íundadã na 5esmaria do Iquàssu. SIVÉIM/ ]orue Dis*daÉo dê Mesiádo.0a. no curso baixo dos rios Meriti. { B i : ! : § i Os colonizadores portuguesês estimulados a ocupâr rapidamente a região.d íor ao-opridda oero tstado podugLês ào lolgo do peaodo Loon. as fronteiras do atual município de Duque de Caxias. assim como uma impoftante produção de farinha voltada para o meÍcàdo interno. dodda d Cflstóvâo Monteiro.--ri".os labtôntes dàs àeôs qJe às F N.. o grupo nativo conhecido comottupinambá e.o processo de produção que atendesse às demandâs da metrcpole. especiãliza. viúva de Cristóvão Monteiro. cômo batizados.çu Dur. Entre os séculos XVII e XVltI. à fazenda produziria açúcar. Surui.-seià nô produçâo de fadnha. no enlanto. Do século WI ôte 1828. ÍEn. em terras. Atrôvés dos rios que cofravam a região do Recôncavo da Guanabara .n.. Do ponto de vista êdministrativo. José Matoso. muito baixôs propensas a inundações periódi@s.i.ál e pelo lmpáio brdsl-no 10 sê.elàLronàrenros pe\çodis drrdtês das quem dà àção dàs lmdndades re[g'osas que àmrôvàm à àção Lorididnd dàs igejá5 e oai caFlas Es d. nàscendo nas alfitudes que margeiam a regiào e corre em bôixa declividade pêla planície. A Marquesâ Ferreirô.. tornando-se mais compacto ao se aproximarem das encostas dâ Serra do Mar (norte-noroeste) e do môciço MedanhaGerlcinó (sul). Sarapuí. morros e colinas pontilham *u território. doâda à Cristóvão Monteiro. nao alcançou a mesmã relevánciã de outras áreas pÍodutivâs dâ Colónia'6. Iguaçu e Sarôcuruna. Sarâpuí e mais ào nofte pelo Estrela Inhomríim. No século XlX. Êr]utu. majoritârlêmente. entre outros -. do tuít. tJm dos e\emplos desse modelo produlor era a Fazendà Iguassur'.piô dê Nov.\ri. . Sua complexa rede hidrográficâ é formada pelas bacaâs dos rios Meriti.h Mênty a Duque de Caxiôs: Encôntro com a Bisróía dô Cldade íO.ndo a õdrnrsvôç:o 6vil àté o àdvênto dà Repúblrca. como uma áreô de produçâo agrícola voltada parâ o abastecimento dà urbe ca. aos poucos. mas sem abandonôr uma bem assentada produção de açúcêr voltada para a e{po(àção que. uFF. O rio lguâssu.000 de fundos pelo do Merjti. Inúmeras êlevaçõÊs. postefrormente primeirc ouvidor mor do Rio de laneirc e sesmeirc das terras que formaraam â Fazenda de Santâ Cruz. àguârdente. Ig!. nas rambem pôra abâstecêr o comércio interatlântico de catívos africânos37.esiásticas conhecidas como freguesiasrs. 1993. implantarâm um sistema de ocupâção baseado na concessão de extensos lotes de terrã que seriàm destinados ao cúltivo. devido à concorrência frãncesâ instalada entre 1555 e 1567 .dm d p6re7a oessds áçóes que dev'ar eetôr e. Iguâçu. Jacutinga e â parte ocadental de Estrelê) correspondeiam. sendo que quatro delas (Pilar.brhâ9áo n.. Após a expulsão dos franceses no século XVI. foram criadas na região seis freguesiâs. câpelas e povoàdos íoram surgindo. 1993. Ao longo do século XVIII.ção dG tguô63u.. formândo e ôlimentando inúmeros brejos e pântânos. Sarapuí. pelo menos 269 sesmadàs foram concedidas em lguassur2. quando esse regime de doaçào de terràs foi abolido. De Merity a Duque de Càxias: Encontrô com a Histónô dá Ctdadê correndo pela piassaba da âldeia de lôcutinga"33. g ôsês.ompreendam. ântes dele. sendo â primeirà delâs. lá em 1565. locallzôda no bâtro com b mesmo nôme no 6!ôicípio de Duque dê Câxias.36 à 3a.ds qLe ionre'. sob propriedôde dâ Ordem Beneditinà. L6 SOUZA: 2002. p. A região êstôbeleceu'ser então.

uídasem áreas elevadas de - N. a de lguassu e a de Êstrela.hora dos Ro$riosdos homens Pretos .sco Duarte F€ou€§iâ:1s7 164s (Margens do rio Merti. Senhora do Bôm Sucesso N. senho.ia Dàra úaxambomba.ste - M mãÍizêm 1759.hà dô Mênno lesus. §ânrâ Íêrczi. Transferência de Orago para M xô. Senhorà da Concelçâo do são Iô50 BãtisE dêÍrârrâ6ônoà //0 - Podo qdú s.elçãodo Pantánar .ralá.ãô dê Mãrãolcü Í]3@ la Câpêlá arúhou-se (s/d). Foram const. Senhora da aluda (anteriora _ N.uüo Nosã Sêíhora dà Piêdàdê dê üàoê!ê N. onde hoje e5tá ]@ãllzódo à lqr€lâ santà Íerezinha do Pârque Nova N. TôrnDL-sê 22 NoÁe .1650 N.abara Sd . dôConce&ão f.Devoçãoa Sanb Mêrgãída (antenor Pàróqula e Freguesià Margarida 2a capela - d.à dn Estrelá . Senhorê dê Copãcàbânâ - São Nicolàu de Sururui 1623.tána (stiô de cebora) . Matheue 1637 (Atúôl NilóFlis) N. senhorê do Ro*rio G. I N. pacobalbô N.1745 Iodas elas loclrzadas na atual Pralà de Mãuá e 5ão Francisco.N.17a9 1 II N.1612 2t Capela . senhora da cuta de Pacobaiba sáo NI. Senhora do Pilâr .1760 amor oe de DeLs .) | 1742 I N.1767 (Fazenda de rran. S. senhorê dà con.1740 são Frônclsco de croará . depors recebeu a denominôcão de são loáodê M Ho . Senhora do Amor Frêgoollá (Mrtriz / Pãóquia) . sê. §enhora dá Côncelçãodo Engênho da &choeta . 2/4 oe oo 'egJas Freguesias l69h .N.. Senhorá dâ r aod r76l sâ. Senhora das Neves . 5.xerém - N.1751 (ãt!âl Pantênal) N. NGsã Sênhorà dã Con. o d. da Piedôde de sol ê oê*ê . Senhorê dã Cônceição dá saôia N.. 1790) oaÍaEl da Pâvuôô i Resauracãoda Isda. CamF Grande (N) . N.1769 senhor do Bom Jesus de Mâto21ôhos (sítro do Sôdoôi) . acêbâda dê pedra e cal em 1735.calhàmaco (llsâr não idenutGdo Dorilonse.De & Meíry a a Duque dê caxlàs: EnconFÕ . Senhora Madrê de Deus . Bento) N.ê|. Senhora dâ conceiçâôdo Sarapuí N. *nhoa dá Con. Senhora de Gúàda upe - 1750 rrairaponqa.om !m novo orago. atestando â pujança econômica que a região alcanEou nesse pedodo.ôlãu dô Sú'd N.Elevàdà à pcróqu:d u:d I &EsêgM!àfu Freouêslà:1637 1à Capela N.1696 Prédio atuêlr 1717 (em obÉs).om a Hlstórla da cidade ilenty Oúquê de Câxias: Enconro com ê Hl*ória da Vilas. S€nhora dô conceLção (Ensenhô Er@ 1à CaÉla 2a CôDelà 1660 1708 co1d.sã Sêrhorã dá Piedàdê dô looãssú 3â e §.1730 Santa Rita de Cássla - Nova consÍuçãoi Transftrência do ôome de TrãiBpongà dd Fdzerdd Farêrd.cq.N. Iqrela N. s.1600 (S.hor Pizáro)i próx mo do rio sáóto 3a ConsÍução de !m novo prédio ôo mesmo 4ô Írênsturên. da Capeta dê pêdrô e al - 1759/1760.erção . senhora do Rosáro (sâracurlna) . Senhora dos Rêmédiôs . Uq3tutej!!fu Freouesiar 1755 1a 2a capela laíbúí 1657 cêEta .. § N.Saia da Guà.Nos$ sênhora dâ Piedade Velha 1657 Freouêrià:1647 1à Capera .1731 (Fazenda Maxambombà) N.773 $rapui Freouêsià:1696 1à Goela .

sendo este novo caminho cãlçàdo em 1809.M!r@ dgM Mà&ens do Rlo Estrela Le*ê Sul Freguesià de Surui Freguesia deGuia de Oêstê .2.e para fazer ponto final no porto fluvial de Pílar. tornou estratégica essê êproximação. Memóras Históricas do Rio de lanêrô. impllcàndo nâ mudança da capital de Salvador para o RioJe Janeiro (1763). 1993. àl(àrçando a serrà do Màr. que era de onde o vÍandante podia prosseguir para o Rio. 1945 A partir do século XVIII.. o Rio. um melhor controle e fiscalizâção. Rotôs terrestres e fluviais foram revitalizadas e novos caminhos foram abefros. Barra do Piraí. )oão Batista de Meriti e à de N. "[.até t?59 arém do Rio Fontê: ÂRAUlo. Em 1721. Volumes 1. cERsoN. passava pela Garganta de João Aires. Fluminênsê! de Caxias/U: G.3e Para superar essas diíicutdades. e da de Iguaçu à de S. Brâsil. e de Logo outros "caminhos novos" seriam abetos.. ou por terr4 tomando o ablho que levavà a epela de N.âíó . Gul herôe. S.átiG Register.r.. retâlhando a região. Bâixâd. por SeÍraria. cam sua apela de N. foi abefto..Fregúeslê do Pllar M @ Frequesia de s. e êntregue âo tráÍego em 1704. que reduziria à 15 dias o tempo qle se gastava em 3 meses de viaqem. de Cássia (perto da atual Fábria Nacional de Notores) . ou por mar. atingia a planície nas proxifridades do sítio que depois seria Posse.3. e pelas terras de loão Gomes (hoje PalmÍra). pojs até o século XVII. o câminho que patindo dà freguesià do Pilar ficarÍa conhecido pelo nome de seu desbravador. em peqúenos veleÍros ou barcos a remo. o abastecimento dessa região. exigindo embarque e desefrbarque dentro da Baía cle sepetíba. O pofro carioca tornou-se fundamentai para o esoamento do precioso metal com segurança parâ a metrópole. [.ano mineiro. de Apresentação de Ircjá.s. permitindo. MaÀcos (lugar de outra de suas sesmarias) e descendo pela Serra da Estrêlat ufr tNto para o lado da do TÍnguá. na Mantiqueira. onde haveria o engenho do Çapitão-Mor Francisco Games Ribeíro. 1719 E'!. Antonio de lacutinga (á margem do )acutinga à de S. Entre Rios e Paraíba do Sul.. Beôto até o Pofro L. Bàiâ dã cuánâbârã Em carta ao rei expõe os planos parà abertuft de uma nova estrada. o ouó. Antôóio dé Lê3b . pàíindo de Paraty. a crescente produção aurííera das Minas Gerais redefiniu a lógica administrativa pofruguesa. quilometro 13 da atual Rodovia Dutra). Rio dê lanero: Iôprensa Nacional. i À ..ÀÔ S.. mencioqando-lhe o irojeto do bandeirante paulista Garcia Rodrigues Pais. o . além disso.] com sua gente e seus escravo..] Artur de Sá levou 99 dias. através da proximidôde dô cidade com o âltip. dâ Piedade do lguaçu (pero da fazenda dos monges beneditinos).Dê Merty a Duque de Càx as: Enconko com a Históriô da c dade De Merity a Duque de Càxlês: E. os @minho.. losé de Souza azevedo Pizàrro e. do oorô .a. Gurlherme Peres comenlà â respeito dessê rota: "jorhada longa e penosa. apresentando perigos decorrentes do esbdo do mar e da presença de baleias e pifttas entre Angra e Paruti. Bernardo Soares de Proença abriu nova rota.d su. Rio de laneko: LtvÉna Brasililna Dúqua ld&. partindo de Borda do Gmpo.ô-lo. . em 1700. apenas o distãnte e penoso Camrnho dos Guaianás cumpria essa turção.contro com a Históra da Cidade Saíto ÂÁtônlô dê r. ê pdili_ do poío de Estre. antônro de Jacutin9a/ serrô doTinquâ. Brasil Gerson descreve as peculiâridades desse trajetol "O seu Caminho Novo.a. úebu mãos à obra no pôlo de Estrêla. o Môço. passando pela r! PERÉS. o Caminho de Gôrcia Pais. sendo o mesmo aprovado por @ dêrdo. ô 06$6 . S.utlnoà fázenda 5. *ndo 43 de frarcha para chegar às Minas. pelas de Matias Earboe (bêrÇo de luiz de Fora). sua majesbde". cada vêz mais povoada.

âb. pouco antes de âtingir a margem direitâ do rio Paraíba. "Caminho Novo do Inhomirim" ou "Càminhô de Eernârdô Soares de Proença.. Súa elite proprietáriâ modificou. se eíe.mb. deu novo fôlego a essâ funeão intermediária. e seguiu pelo Piabanha. artlculando os êcessos terrestres e fluviais entre â côpital e o interior. na medidâ em que '\nos potos e freguesiâs dâ Baixada as fotunas taziam-se com o simples transàcionar com o café"44. 40. formada por negociantes. por traz da hoje. h M".o e Dêsrltlvo do Impérlo do Brasil. pârtindo de Iguassu. DLqJe de Cã\as APPi-CUO.õês áo Extêrmínio: umá Históriá da violaó. A sociedâde iguâssuanâ refletia o impâcto dêssas transformações.sros dos vêlêntes qLe . A entrada do café no ámbito da circulàção nâ região em larga escala. os próprios interesses econômicos. a partir de meados do século XIX.meias povoações em Vilds (1833 e 1846.ou do. e A ltamarati. " aLVEs. EÍà grônde târDém ô (ensào ênlre o murdo dos selhores e ! dos caEivos.. Dlsrea.'Guaguassú. Todos esses 'caminhosr depois de subir a sêrra do Mãr. ou. taberneiros e ferreiros. do excêntrico LangsdoÍff). '' BFZERM. que ' os req.Côminho do Proença".'{2 Revitdlizadas pela nova funçao interned áfla qJe pass. na fazenda do sesmeiro Domingos Rodrigúes da Rocha. aplicado à outro caminho que viesse surqir. partindo do Rio de Janejro. até encontrar-se no Paraíba com o traçado do Íitho do Caçador de Esmeraldas".cr. aberto em ' 1724..râ: Iguàçu ê Estrelã (ls3-188a). Descritos em ordem cropológica de abeftura tínhamos: "Cêminho Novo do pjlôÍ. à Enquanto os iguassuanos livres e cativos moviam seus interêsses e relações por entre as engrenagens construidas ao longo a? PERES. abefto em 1724. Êstrela e Pilar ôlcançaram e solidiflcaram. de Estrela. somavam-se a úma pequena população estável. Di. Gua. consolidôda em 1844. e atingiu o Alto no Morro de Santo Antônio.vo a.êçáo de MeÍ!oo. se encontravam em Santo Antônio da EncruzÍlhadã.. Drss.almente reconhecidos entre o Rio de laneiro. inàuqurada em 1822 e. \el\or Fo*.ulo XIX.1996 d+k>eu dhàmtsmo. a Estrada do ComércÍo. e passou ao pé da rocha Maria Comprída. Histórias dê Quiromb6r Moc. em trânsito. Da freguesia de lguassu. lugâs e a ÍoÍmaçào de. três eram os càminhos ofic. direcionôndo-os para os negócios de transporte ê armazenamento.ê ôté'rs do sécL o xlx.oe'. viajantes. 2003. juntavam-sê em um só caminho. vER: ADoLFHE. atingiêm as "Gerais". )o+ cláudiô dê s. encontrando-se dessa forma véÍios "caminhos novos" naquela épocà. A produção aurífera decaiu e as faluas.ionário Geográflco Hl3tórl. a crescente produção câfêeirâ do Vale do Pôraíba. MILIET. CdÍphdviP: L\. umâ nova rota. Dôí em diànte. era Queremos assinâlar que o âdjetivo "novo. âbeto entre 1699 e 1704.|.Dê Merity a Duque de Cêrias: Encontro com a Históna da Cdade capela da Conceiçáo na Fazenda do Reboredo (hoje Piabetá). Sobre os caminhos que. àtrâvés da Baixàdâ Fluminense e â região dàs Gerais. constituiu o chàmâdo "Côminho Novo do Tinqoá" ou "Câminho de Têrrâ Firme. mercâdores ê comissários de café.nq oe prôo!çôo oe Éeb. até onde serÍa Pedro do Río. p. qur ombos como lormas de res'stênciaat.. p 102. uma nova e pavimentada viâ de acesso. Vjta Inhomirin (onde no ínicio do século XIX seria a fazenda de mândio@. ou aiídô de Garcià Rodrigues pais. e GOM-S. e daí acompanhou o Córrego Sêco.OMD. Dos Bá.Sé.al Em 1728. ná Bàixàdà Fluminên*. 1992 I ^ \ ã i I I I I I a 71 . nó século XIX. assim escreveu o pesquisador Guilherme Peres em seu "Os Cêminhos do Ouro": "Durante o século XVIII. de ceftâ formâ.. 2004. A população mais simples dinamizou a vida nas sedes das vilas e frequesiâs. entae oLLros.vcr Lss. cada vez mãis intensamente.. llávo oos sêr'os.ssour._especüvamente) e nã a<cendê1ciã econômica da Frequesrà do Prlàr--. seguiu em direção âo Vale. patiu a Estrada Normal de Estrela. barcas e cânoas pâssarôm â escoôr. o qLe proo-1iL revoltâs.r'ddo.. "Caminho do Mestre de Campo Estevão Pinto" ou "Caminho Novo do Ttnguá. 1463. reduzindo os investimentos na produção locâl. Guilheme . Íropeiros. Comunidàdês de sênzalas no Rlô dê Jânêlro ... e por um sítio onde serià o de Albino Fragoso (hoje lugat da entrada da Íábrica de pau Grande) e na Raiz da Serra enfrentou a montanha ao lado da Ria Caioaba. Ai Confluênciàs da Escràvidão no Recôãc. v.ram a exercer..oo êvrvôndo d. âs freguesias de lguassu. umô novâ posição econômicâ e po:iticê que resultou na lransformação das duas p'.

Ató êntão. ôté então. que desde o finaldo século XVIII. progressivamente. iria desfêzer os "profundos laços" 16 FRoEs. até Belém (ôtual laperi) e ãlcançando o vale do Paraíba. 1974. "A Bàixada da Guanabara passou à çer i someote umà zona de passagem rápidà. o quê lêvou ào rápido despovoamento da § reqtao. os efeitos dessâ mudança logo foram sentidos. Pedro II. aproíundavam a decadência do recôncavo. Dissefração dê Me*ràdo Nterói/rur UFF. Esse novo eixo de transpofte contribuiu pêra o início de um processo que. O. Pedro II) e ao planalto. tanto que. os portos fluviôis que. No entânto. Em 1886. concretizou "essa opção ferroviária". custoso. destinêdos â cada vez mais poderosa e próspera economía cafeeira no Vale do Parâíba. que ligou a cidade do Rio de lâneiro ao povoado de Merity. de Iguassu para o Rio de laneiro. hôvhm convergido. não logrando muito êxito em seu cultivo. o café atingiu o Rio de laneiro no início do século XIX/ alcançando o Recôâcâvo nas suas primeiras décêdâs.175 para 42. Alguns quilômetros dai. onde seria constituídà a. Entre 1854 e 1869. â idéia de ligar o pofto de Sarapuí ao porto de lguâssu através de umâ estrad4de ferro. As populàÇões tugiam dessa F zona amàldiçoàda e nada hdvid que pudesse telê]às P ou atíat-las. Os aterros necessários pôra o assentamento dos trilhôs represavam o cuaso naturâl das vias fluviais aue atravessavam. A inadequâção das terras pâra o plantio do câfé e o cônsôço das mesmas/ pois exauridas que estavam pelas práticas âgÍícolâs inadequadas e pelo intenso uso. a oeste. Como resposta a essa questào. prolonqândo-se até Petrópolis e Areal. fazendo reaFrecer ou dilâtâr os breíos. haviâ direcionado sua economia para o âbàsLecimento interno. uma 9rânde vârledadê dê prcdutos ãgrícolàs destinados ao abasiecimento da sua crescent! população. â própriô capatal. foi trânsferidâ. trcuxe lma mudãnça de enorme impado para Iguassu. seruindo toda a região de Piabanha. do baixo nível dâs águas na secâ e do constante entulhamento dos raos e cànais. em 1858/1860.empreendimento46. sede da freguesia de Nossa Senhora de Marapicu. sendo levados â um pÍofundo Na Vila de Nossa Senhora dâ Piedade do Iguassu. no curso baixo do rio EstrelaInhomirim. até Queimados. As obras de construção dessas ferroviàs agrôvaram a situação de drenagem da região. atual centro do município de Duque de Câxias. conhecida mais tarde como Estrada de Ferro Leopoldina. promovendo um verfiginoso âumento da cólera. logo bâtizôdo de Mauá. pag o i impaludismo dizimêvà aqueles que ousavam Z permànecer na reqiào. depois. apresentando saldos cada vez môis expressivos na bâlançâ comercial brasileira. dava início â uma inevitável decadência. contribuiu pârô o assoreamento e obstrução dos raos. em 1858.1a46-1a92.iitorioso modelo adotado pelo 8ôrão de Mauá motivou o governo imperjal à construçâo. stórr da Cldrda que durante três séculos hàviam unido o Recôncâvo à capltal. até então o mais impotante entreposto da região. A soma desses fatores com a intensâ ação de desmatamento. foi inôugurada à "The Rio de Janeiro Nofthern Railway". o Município de Edrêlà . estação de. mas foi só em 1854. pelâs viâs fluviais e pelos caminhos terrestjes. que patindo do Rjo dê Janeiro. com o frm da produção aurífera. Maxambomba. em 1891. p 31. Essa espetacular produção exlgiu investimentos maciços nô constituição de uma rede de carculação que livrasse o crescente tráfico de mercâdoriàs e do café dos problêmâs ligàdos ao transpote fluvial como a dependênciâ das marés.udismo. o Barão de Mâuá. Suà sede. devido ao progressivo abandono de sêu porto. Implantâdo no final do século XVIIi. o pofro Estrela.8olo do total de nossàs expoftações. A produção agrícolà ressenaÍàse dâ concorrência no que diz respeito ao cultivo da cana de açúcar. ligando o porto da cuta de $ § 2A Pacobaíba. o ftuxo de passageiros na estação de Mauá sàltaria de 19. no Pará. inaugurando a primeira estrada de ferro do Brasil. ao penetrar nas terras do Vale do Parôíba âtingiu proporções nacionais.De Mêdty a Duque de Caxias: Enconto com a H Oe Mêrty â Duqle de Caxias: Encontro com â B stórià da Ctdôde do século XlX. Nesse momento. o que assinalou o inconteslável sucesso do. que um empreendimento privado de grânde porte co. prcduzida pelâ atividade extràtiva dà lenha.duzido por Irineu Evangelista de Souzô.â. multiplicando os pántanos e charcos insalubres. as casas etam demolidds pàÍà P 29 . prolongêndo-se. perderaô velozmente sua importância. O híbrido sistemâ que afticulava os caminhos terrestres às víàs fluviâis mostravâ-se sâturâdo. no Médio Paraíba. que já estavâ comprometidâ com o desinteresse pela conseruaEão e limpeza dos rios e canais cadâ vez menos usados. Nàs vilas. para o arraial de Màxambomba. atravessàrjâ o território iguassuano. as atenções e investimentos. à Fazenda Fraqoso e loqo depois à Raiz da Serra. com o advento das êstradas de ferro ligando o litoral da baía (porto de Mauá) e. como Os vindos de Minas Gerais. ocupavam a privilegiada posição intêrmêdiadora do fluxo de pessoas e riquezas. da i maláriâ e do impa. já representâvâ 48. Gêneros produzidos na própria região ou para além dela. A freguesia do Pilar e a Vilâ de Estrelâ sofrerôm ãs mesmas conseqüênciâs. em 1840. em 1864. da Estradô de Ferro D. lncapaz de atender as progressivâs exigênclas da circulação entie a região cafeeira e o poto do Rio de Jâneiro. em meados do século. Vá. â Serrô do Mar (Estradô de Ferro D.901. surgiu já. no fim do mesmo ano.

Màis taÍde. Rev.std ceográ1cà arà5ile. o número dê trâbâlhadores escravos em Iguassu dimanuiu cerca de soo/oae. é nêcessário aíirmar que essâ crise at. ao hm da economta lgraflê oue a sustentavd. Os plântadores locais que investiam em pequenâs e médiãs lavouràs de produtos alimentícios ou à decadente pÍoduçào açucâretíà encontravam enormes dificuldàdes em mônter . âssim como os escrâvos destinâdos ãs áreas càfleirâ. Nesse sentido. O mato crescia nas ruas e nos cemitérios. R. 1ô 2 . visto que através dâs práticas de arrendameôto de tertas para â produção de atimenros e criaçâo de gadoi essa eitte bo. aglomercCões que viviam exclusivafrente de sua íunçáo de intermediári?s. Nova lguàçu: Absorçáo de uhà étuta urbànâ pêlo Grâídê RIo dê rânêiro. a partir da metade do século passado beneÍiciou inicialmente os grandes senhores de terras que viviam a ofefu destes bens imóveis cr6cer. região. no entanto.andes propnedades foi oroÍunaa nas _ ôreas mais foftemente àtingidôs pelo dectínro da produção aorícota. À população escràvâ da região e dos àrredores foi duramente atingidâ pela epidemia.. De ia4O â 1872. como o aumento súbjto dos preços dos cativos. Nos últmos ânos do século XIX. 167... ãtendeu â um outro projeLo. motivado peia proibiçâo formal do tráfrco negreiro em 1BSO.*. quanto no investimento em financiamento e no transpote. Um exemplo foi a grâve crise ocorrida entre 1eS4 e 1956.endjae ter.o. "GOMES: 1992." À iE O flage. na verdade. p"t" de quàs propriedádes. .as em vários pontos da regi. p.* I esgotamento § do soto e pelà crise ecotógrcà g"-Oa assoreamento e abândono dos cursos fluviais. 1. tànto no que dtz respetto à produção com a e! E : . não significou o imediàto desaparecimento de seus interesses na i- SOARTS Mcnd TeeTnnd de Sêqédôs. A oesÉ da Vilàb"io § de : Iguàssu. a . mês a s-ubstituição de seus grupos de compoiição.o das epidemias não era novidâde na região.iiàã agrico. p. ab'run. alguns ffindes prcprietérias de terras começariaú a dispor1e suas propriedade cofro forma de obter Gpitais.55.edução. Estrcla.egutarmente seus ptanféis.o oe Janetro.1 Entre os anos de 1900 e 1920. trazidâ peto vibrião da cóleft (Cholera Morbus). forma de càpitatizâção. o da implemêntacào de § t 3l . A sjtuação de esgotamento do modelo escravista tômbém foi um fator que contribuiu para o aprofundamento da crise que se àbâteu sobre â região nâs últimâs décadas do século XIX. e principalmente. que forâm expostos ao contáqio quando cruzavam as estrôdas e viâs íluviàls. enquà1to póoe. sem üàbalho ã incorporado.as em iorma Je rores menores sem trabajho lncorporado. iam aos poucos sendo despojadas por gente da prcpia zona rural. Alguns fatores explicam essa forte.i . quando uma grande moftandade âtingiu váíias tocêlidades. -! aqJts'çao de prcpriedâdes no vale do paraibê. ." ài norii crrcunstancias resrsttndo. o qre rÀes gãátià :91::1"ru acesco ào cÍedto bancáno e d mênuEenção oo stàtus-politico necessário àtravés dàs práticas clientelistas e ao domÍnto oa polítiiã local. nas regiões que vinham sendo inviabilzadal oeto ] I 4*. IacE. ia área de Maxambomoai à partir da oécaaa de so àó securo xlx. Já que sua etrte propÍielárià uaupto. numd ctara referêncta à É^ aÍeàs de difrensões menotes.'Em lguassu. Os rnteresses de sua elite prcpnetária deslocarêm-se paía o lucrativo negocio do café. que chegou a lguàssu através de um escravo empregado nâ cãbotagem e serujço de navegâção entre os rios locais e â freguesiâ da Ilha do Governadoras. Após a instatação da nova ordem política republicana.à. Isso. entraràm numa rápida e profunda decadênciaa7. anteveôdo o torat-esgotamentã1as jr. como imóveis passaram a serem referenciados nos documentos cartotàrios. o quàdro de dinàmismo econôm:(o que a regtão havia conquistado na primeira metêde do século havia se dissolvido. Porto das Caixas.u.jo.ngiu. a àceleração graduâl do processo de empobrecímento dà região. as igrejas tornavâm-se ruínas.De Menty â Duque de Cax à5: Enconro com a Históra da Ci&de à venda de materiaisr enquanto autrasr abandonadas.óo § A fÍagmentação de g. os proprie[ários aals grandes unidades agrícolas aprofundarafr o processo que privilegiava o oferecimento de 'terrenos. en ins do século XIX e rnicio uo os propretdnos guassualos lançàrdm mào de umà outrà ^^. os setores intermediários e inieriores aa socieaáa-á lgudssuàna. devido ao redirecionamento dessâ mão-de-obra parâ as lucrâtivas áreâs câfeeiras do Vale do paraíbâ fluminense.ano rvil. A sua posição antermediáriâ entre o litorôt e o inlerior foi supêradã pêto novo eixo de transpote Íerroviár. pnncrpârmenre. de VassouÍas e Valença. o Íracionàmenro de grandes fazencas em chácaras e d" srios. O que não signifrcou o declínio das elites locais. Iguaçu. r995.

. ago. numa ertensô e complexà periferia urbàna moderna " s1& ativldàdes relaclonâdôs a ctricultura foram inlciadâs êm sâo Gonçâlo e Ã-lúió a" Novâ Iquaçu âinda nôs últimas décãdas do século xlx o rt.-Esse dú€cionamento dô terra para a prátic ãÀriàru..ã à-ià.-â. cavâ (3o). ii.ã"i."i (o^rhro enÓntÉvêie errcntÉvê ce à a mundEl mundiãl v"a"..cerqao oe rdrds no'rteÍndLo.proi.De Meíty a .-i.à nã.. económico e político'guass@no que vigorcu sob frnça.. ri c. igt6. Nesse mesmo ano..m"à* ui".en-".tpi t I I It .iondl 'orérco Essas medidas àbnram o mercadÔ htemôcional' a eenrLEto eenorren"rlê sua o odudo' eenrLEto errcp'u re(rou s' às . em 1910.-B-"1f-tId"l9I": t. de santo Ànúnio a" Jacutingô... o rq!àdo 'onsum'dorc' drmãzenc e mesmo nàs a. nar aecaaas sequlntes.  cilricultura5l ênôrmes resultâdos abrangendo extensas áreas que correspondeml hoje.. à* iá retalhàva o restarle da regiào desde o início do século xx.oaae oe. foi ãàãiÃiàuír"i"u"r'u denominação de Nilópolis E. Marâpicu (atual Queimados).:'. pulverizou-se sob o io*r impacto das transformações ocorridôs nas últimas décadas do século XIi. É...ês séculos.asileiras nas primêirâs décadas do século xx....ntâna dôs Palmeiras (Tinguá) e Pilar. uma conjunção de tres grandes fatores modiÍlcou esse ouadro de abandono o deslocamento populacional de uma massa de migrantes êm dirêcão às cidades b.. merity (atuais São loão de Meriti 9. . a boa pâfre dos municípios de Nova.iiuàdo em lerras baixas e ato-mentadàs pelas "íebres".. Bem âo leste."L. a reordenação iuri republicana trânsformou as vilas em municipios e às freguesias distritos. a ex. " ".". desanexados da extinta Vilâ de . o municipio ãniontruru-t" divididã nos distritos de Nova lguaçu (1o). muitas transformôções ocorrerâm a partir do final do século XIX Em como vrmos.6 onda ài. Eornando_se o oitavo).menteàs dô!ê.-iiã]... Í*-á. qr" em 1945') entrou em colapso. eslrurou prdLção prdução l-i. denom:nado câxias.Iguaçu:.Jriui"" ir" (utNo e da veldà a rà'd1ià b' dddo Dero m*-..1. frnal ao "^ v"arc.á 1s.rto XX.9uq': d1 -9"']9:ll pelos S...i J.. ii?ã. Piedade dê Iguassu.à Mundiàr..itriculturô á-ndo'à produção e a área cultvada prôeressvômentê a paÊir i"-ãi. Do ponto de vista político-administrativo.. Ârraral de oavuna e Sào Joào de Meriti (4o).ultivo e Dlq!e De Mêrty ã Duque de câxlasr Enconfto com a Hlstóna dà Cldôdê dê caxiês: Encontro com a Históra da cldade beneficiamento dâ larania. Santà ài"ri.19?1 ' " djl:P !-: 1931.'r. em iriiao o oitavo distrito..:r"aia oue -.. ... xàrém (60) e sào MâLeus (7o):.it"iaa e situacao a"s pomêres 6laÔtosa..d.ã'li .o do distnto por desaneladas terrâs formàdo Merity.. ê Pelo povoado de Sáo loão de Merti' Essâs mudanças político-administrativâs representaram o ãssento oolítico de Lma reconfiguração económicà e social o univmo'sociat..nrêàrExdsàduanetaserequrà.^..<io . para menos de 800 hàbitanles No en[anlo. .-i". Lomo Pilàr. nas décadês sequ.ãÁáror. aréí . u. oovoado de ierém.tot a" xerém e imbariê.a''' ã. Merity (oue seÉ renomeaào Caxiàs em 1931. Ài*mn" rleoó) " rárdn. tendo como sede . a vila de Estrela perdeu sua adminislrãtiva tendo seu território dividido entre Mâgé e lguassu." rurais duranie t.::ii." " ::::. pelo menos. â §ede de Vila de Iquaqsu deslocou-se para o 189-1. as prheiras décadas do século xx. toda a região mergulhou numà letargià econômica e social que atravessou.-.oo sua orcorçào *. tru vez passou a ser composto pelos distritos.. quà prosperavam com o efêmero negócio da laranja a pafrir dos anos 30.fti de tutas "+ re.ansào da malla íerroviária nà regiào que permitiJ o àcesso e o assenLo dessâ ooDulaçào nâ req'ào e a pàroal recuperação ômbiental do solo promovida pelas sucessivas obras de saneamento rêalizadâs na Bàixadô Fluminenser proporcionaram uma intensa rec!peração demográfica da região. fazendo emergir do vazio oàr"lacionat às b..'-'."l* dc p'aqa conhe''da (omo . Ainda em 1891.i. À. rguassuana jamáis s€ aà*.6 ts5d situõcá..ànla a' rmu.i. o ainda quarto distrto de Nova lguaçu. qr" po. nnãl oo do conrltÔ a. MarapicÚ í2o).^*" Â.co-oddÉo dos :. Com exceção das terras no entorno da estâção de l{axambomba.ont"'" 6.iiàl.i. o peso dessa decàdéncia que reduziu sua ooDulàcào..u denominado Nova Iguaçu.("im.ã. este último formâdo ãú"É áirt.es do que vi ia se conslrtuir. sofreu oaftrculàÍmente.a.1.ntes.unaã u rêgião em grande exportadora nas décadas de 20 e àõ ão re.En.-.ôô N 1ô Pe(anhd.u a.. de Maxambomba..

I Essa rndústia brâsrlerra nasceu â patir de cêpitàis nac. em busca de oportunidjdes.. e encontrou sua razão de ser na aorlunção dos fatores qJe apresenLàmos e que ãnàlisaremos àgora.ôà 1ss6 n" .rcããti ê o Povo dã Bãixãdà.armente.". § acentuândo o processo que estàva em curso desde 1850. número lasustadorâmente bâixo se comparado ôos 10. o setor de transpodes e a intensa remodelação urbana que se desencadêou nas cidades críaram umâ poderosà âtrâção parà à fâce rurâl dô t I § § 34 " . Esse espetaculàr crescimento reconfigurou sociàImente P Ê Merity. No antanto. que para lá havia se dirigido. càDã C.onais § aproveitando-se de condtções favoráveis e concent. vediginosa era ConseqúêncÍa diretô de problemôs que assolâvam a região desde meados do século X:X.r.756 habltantes no distrito. Essâ onda miqrâtóda em direcão ao Distrito Fede. Merity em particulâr. utilizou ptenamente suô capâcidade instaladâ e passou â sofrer a conco[ência de càpitais estrangeiros. particu. como também. acenluôndo-se ao longo das décâdâs seguintes.itàrramente. no Rio de Janeiro e São Paulo. note-êmericanos. a auperôção dos números de 1872sr. . um enorme contingente populacional deslocado da metrópole carioca. particúlârmente. vinte anos depois.o. Vizinho da côpital da República. o que configuro!.or-se no . Além disso. BElocr. I oaftií do prccesso de ntgração nàs primetras decàdas do sec-lo XX. Ao longo e após o conflito mundial de 1914-1918. o múnicípio de Novâ Iguaçu âbrigou em seus distritos.ât vinhã sê avolümado desde meados da década de 20. Israei. em que pade do captal nàcionar majo.' Sudeste.nn. *- em.r. contava aom uma populâção de pouco mais de 80O habitànte§. não só umã extrôordinária rêcuperação demográfica. .542 auferidos em 1872 pelo censo êstadual. em 1930. vindo do campo. principalmente essas empobrecidas."roro i I t .A TRANSIçÃO DO RURAL PARA O URBANO Em 1910. t^ ãloedo no sêtor agroexpodàdor deslocou-se para o setor industrial. I4êrity. bEixas e pântanosas terras próximas à baia de Guanabara."o ldndr6: Rê. das crises econômica e ecológica que atingiram de formâ muito dura. Essa queda populaciona..v. um novo censo registrou â Presença de 28. o quafto distrito de Nova lguaçu. Suas razões estavam liqadas diretamente ão guto rndusLrjalizante que atingju o país nâs trimeiras décadas do sécuro XX. e a região como um todo.5 . tuo de p.

mento do. . São Pôulô: Pá2 e Terra. assumem ô târefa de ajudar e adaptar o recém cheqâdo. produzido. em contraste aom o círculo fechâdo dà vidà no campo. 891. o crescimento urbano foi muito mâior do que nàs demais regiões. o que significôvô quâse 20% da população nacionalsT. em massê. Surgiu uma bola de neve. uma demanda de tabalho urbano com bons salários começara â suryir e liberou a imaginaçáo de muitos desempregàdos ruBís. devido à crise exportadora.322.. por outro.. na medida em que são conservados laços estreitos com os lugâres de origêm e os amigos e pârentes âssenbdos. desefrprego e miséria urbana. Em 1940.) ou de pequenas cldades que abandonavam convencidos de que não havia horizontes nelas e chegavam às proximidades das cidades que eram a sua úeta (. êsses câmponeses migràrâm.r.043. por um lado. o quadro abaixo nos dá um pônorâmâ sobre a origem dos migrantes que viviam no Distrito Federàl e no estado do Rio de Jôneiro. na medida em quê uma ceda "metáfora do apelo das luzes a cidade".713.. Romero também destaca esse aspecto. 354. em 1977. No que diz respeito às migrações internas. o Àprôluíd.896. No Brasil. Rio de Janero: fôvela. previamente na cidadê. Pertman. No sudeste. "Em algumas ddades. logo saturado pelas sucessivas vagas de mlgrantes que invôdiram. tômbém.998. Em o 'Mito da MaEinalidade: Favela e Politica no Rio de Jànelro"ss. poryue a oferta de trabalho superava sempre a dem?ndas. "Vihhafr de áreas ruftis (. 310 e 3tt. cujas con*qüências foram afrargas. pela socióloga nofre-americana lanice E. a população urbana do sudeste passou paft 10. 9. 1990.lro. impedindoo de trabalhar e produzir em suas próprias posses. Dessê forma. Na região. ÂmÁrlé btinâ: Edtorâ UFA." tràbalho e atendimento social. os fatores de expulsão representôdos pela situação de miserabilidade que "êmpurraram" os migÍântes parâ áreâs urbanôs.o abriqou 1.. Hamilton Crlde Masos. em 1950. In UNHARES/ Màrla Yedalo€. 1. as cidades.Reqio. losé Luís Romero chama a atenção para à abrangêncià latino-americana desêa questão e pâra a tÍansitor:edade de tal demôôda de trâbôlho urbano. em 1940. que lhe reduziu as oportunidôdes de trabalho e.De Merty a Duque de Caxlasr Enconso com a Hlstónà da C dade moeda populâcionàl e umâ inédità dêmanda de mão de obrà pouco especializadà na manufatura e na construção civil surgiu nàs cidades brasileiras. p. são discutidos os chamôdos fatores de expulsão e atràção que motivaram â môrcha de migrantes brasileircs e . o camponês e sua família estávam acossados.r 55 PERLMÂN. do Modelo Li&r.622.lldadêr Jân..643 hâbitantes e o Rio de laneiÍo. Hifiriã Gâràl do Br.ll. em buscô das opoftunidâdês negadas no campo. O Miro dá tãEtn. começaram precisamente a desenvolver-se detemínadas indústria para substituit âs importaçõeq quer porque os @pitaís estrangeircs haviam @meçado a estabelecê1at quer porque o Glor desses primeÍros incentivos d$pertasse hos @pitalistas lo@is à tentação de Íazer investidas na indústriâ.). 4.) e já familiarizados cofr a cidade. a cidade de São Pau. Dê acordo @m a autora. capital federal. Todos esses âspectos exerciam uma rnorme influência sobre os trâbâlhâdores rurâis como a^imagem dê uma pofra ab€fra e de ilimitâdâs opções pâra o futuro. 16é Lúls.306 pessoas viviam em 27 grandes cidâdes. ao mesmo tempo. !/ MONIÉIRO..782. num crescimento de quase 50o/o em Íelôção aos números de 1920. Havia desenvolvimento urbano e. pela crise estrutural advinda da perveEô dastribuição de terras que sempre prívilegioú o latífúndio. lânie E. 39. 20@. e Polítl@ ôo Rto dê '! PERLMAN: 1931. a rede de câpilaridade social que ampara o migrênte ê estimula o fluxo migratório. traduzlda nas mâlores possibilidades de obter 5'ROMERo. 1981. o. pêlô miséria conjunturâl gêrâda pêlô rêdução da atividôde ôgricola."56 Destaca. somarôm-se aos chamados fatores de atração.) aqueles que chegaram primeiro cohseguirafr trabalho (. Em 1950..t..atinoamericanos em direção às cidades.945. a população urbônô sâltou de 12. para as cidâdes. Rlo { laneiro: Editorâ Câmous. estes últimos a@lherafr os que chegavam em ondas sucessivas". Nas prÍmeiras décàdâs do século XX.âlitóô. â3 ctdádê9 e. em um cufto espaço dê tefrpo. tdéi.641 habitantes para 18.

Mangueirô e no morro do Telégrafo.ê (. vi*o que. E. novâs áreas câda vêz mais afastadas iam sendo progressivamente ocupadâs. no Estácio. o engenhe'ro pere rà 3 . In. o p-efeito noreãdo dà (aotral.ctsiva potiULd de sànedmento.hig ênicas e transformá-lo num verdadeiro símbolo do novo Brasil.aoo o ptdlô de Merhordre. alcançando a Bãixada Fluminênse. Hàbitàçáo ê Vizinhãnçã: Limtrês dâ p. oo aaô ar oêiôno oo Beto Mont.o oe lanêro. d qle -o. oesde meados do sécuro XlX. Seus ba. surgiram vozes modernizântes que exigiam uma ação "civilizadora" que discipljnâsse essa. em 1916. entre ourrds acdes. abarrotava as cidades bràsileirês e o Rio de Janelro em paticular. A campênhà de saneamef.1dd\ dê (ô. o tecido urbano já havia âvânçado sobre as fronteiras do Distrito Federal. O deslocômento populacionâl promovido pela Reforma Passos.racos seria o resutêdo imprevsto das demo[çõês pronovidás por Bàràta Ri&ho eh La93. yíxl.-. Além dsso.inats ronumenlais refoíTa§ realizàdds em Pê.) Ht. céteb.as atràves de Lma . iama s imolementàdo. io de DnqÍo: coaoênl à oàs Lerds. p. encàrregddo oe coÍândar a cruTada cor(ra as êpiden. milhares de casas e prédios foràm demotidos para dar lugar a um rêordenamenlo urbanístico que privilegiavâ a abertura de grandes avenidâs/ como a Centrâl (atual Rio Brênco) que foi lnaugurada em novembro de 1905.rodir.r. hâbitândo os cotiços. foi intenso na medida em que quafreÍrões inteiros foram destruídos e a população carioca pobre e acuada. crescente ao longo das estradas de ferra Gntral. entre 1903 e 1904. brancos e pardos poores oLe já resdiêm nos espaços urbanos. na vaonàçdo obrigàtória.cdnia.6r r41. e.De Merty a Duqúe de Cêxias: Encônyo com a H stórià da Cdade De Meíty ô Ouque de Càriasi Encontro côfr a N stória da Ctdade vinda dos casebres do interior do pâís e das senzâlas esvãziadas pela Abolição em 1888. essâs ocupações populares já haviam se constituido no morro da Babilônlâ e. p. boa pafte das viàgeôs mãririmas internacroôáis evlhvêm o potô do Riô de lâneto.Ê Gporges tugêne HaLssmani (1855-18/0). 60. 5 I I { I I . . tâmbém àbrigava barracos.. Em pouco maig de três anos. cômodos e ãs palafltas sob péssimas condições de insalubridade.nveslir coatra a pobrezô.oo êtãbo. Em 1915. lorge Zàhar. em novenbro de 1904. em manifestaÇôes vjolentas de lnconfornisno oU metgullanoo num cotidiaro ãi.óximo à hgoa Rodrigo de Freitas. nâ ôedida em que novas levas de morâdores saturavam suas possibilidades de residência. o morro dos Cabritos.e petês êpidehas que êsso'a\dr d c'dade ê dpd\or "'Êa ra75. pensadas desde o final do século XIX60. era a vêz do morro do Pasmado. que comàndaria uma urgente reformã e ampliêção do poto. Entre 1890 e 1906.-os dê cddd. d. Esses excluídos das áreas rurais somaram-se a população de negros forros. ur violenro levanre populaí qJe Í'coL conhecrdo como à Revolta dà Vacinà.o. por exempto.a.F 6 Passos. o que chocava e àpâvorava a recenle elite republicana que governavà o país a pafrir da cidade.lllli""ii i'i"ll ". Eerràndo Â. Íreguesias suburbanãs próximas ao centro como Engenho Novo e Inhaúma tiveram um apreciável âumento populacionâl e. e as levâs de carioàs e imigrantes que podiam instalar-se nas casâs mod*tas da zona suburbana. l.!. "era preciso acabar com a noção de que o Rio de laneiro era sinônimo de febre amareta e de condições anti.to dãr Metropolês aràsilêiras. Mauríciô dê A. produziaam eno_mes mudànçàs. buscâvô na constituição das favelas6l uma alternatíva de sobrevivência.. no século XIX. Á Evotução Urbânà do Rio dê lánêiro. Vitimados pelas epidemias lutavam pela sobrêvivência.sa.tvaraa do âFtido dãdo ao tocôt dbs toocs v.. e que se acotoveldvam pelôs ruâ: ba-utheôLàs em busca de emprego e teto barato.gente atrasada. Rio de laôeto: Ed.tvàctd.s. em Botafogo62. mês Íe7 e. eliminando ou removendo a população pob. as casas de Essa mâssa. foram ievados a cabo durante a administracão de FÍãrLrsco de Pàula Roo-igues Atves (1902-1q06).e. o conlunto de aÇões. e quê se-a das por encàrregado À da remodeta(ào urbanística da cjdade. alcànçou os morros do Andâraí. âlcançou rápidoi resuttôdos. desenvolvidas pelos governos dâ União e do município.. aos miseráveis que eram expulsos das residências coletivas demolidas na área central. Pau'o Cásd. do Leme e o de São Carlos. Leopoldina. pois êrâ urgente dotar o pàís de uma capitàl moderna que agilizasse seu ingresso no próprio circuito internacional de capitâis. hav. se Até ês primenôs décadas do sécuro xX. no SuEimê. (orq. que hdv a acorodrhado os nomeitos . Oulra opção quê restôva às populações desalojadas do centro do Rio de laneiro ou que âfluía cada vez mais intensâmente à cidade eram os subúrbios.'s.. soo o.eqebcão.Lo bàseaoa. Cd_.udos êquêreldad" -o roro qLe -eràcoràvdr sud. Essês intenções modernizadoras. periodicamente. explodindo. em 1909. Trâtava se então de . vÂp115. no Sâtgueiro. Em 1907.tvar pêtás dê. "O Norte da cidade era dejxado aos médios. Em 1912. produtos e populaÇãose. ree8. na Tijuca. de Copâcabâna.d. NovÀIs.o pouco auesso aos "bons hábitos" e as convenções socia. Loqo.E o nome "favea" "fave a" dê. situado atrás dô euinb da Boa Vista.à 1ds L. 19aa p. Rio 6'A primeirâ fêvelâ carioca 5! ABÁEU. Até que em 1930.he(e. como ficaram conhecidas essas açôes.do R.tórt. que se mostrâvêm absolutamente incapazes de absorvêla. consUtuLse no morro da Prcvdêncta hô déca& de 90 do sécúlo XU.do de um corpo técnico encarregado de conduzir um ambicioso plano de modernização da capitôl em lrês direçõesr o engenheiro Lauro Mu ler. o nédrco safltarislà Oswaldo Cruz.

consequentementê. a2. sendo inauguradas. ligando ô freguesia de Santôna a de Marôpicu (Queimados). quê se caraderizaria pela cristâlizôção de uma estrutura urbana bâseadâ em umô dicotomia que opunha o núcleo . foi inauguràdo o serviço regular de trens até Cascadurà. Cordovil. cadâ vez mais.. Na década de 80 do século XIX. constituiria o distrito sede da Vilà e. e Leolpoldina Railway. e lnlerligou vários núcleos urbanos que já existiam como Bonsucesso. Méier. dois trens diários adequados às horâs de chegada e saída para o trabalho inauguraram. mais tarde."6s qovernamentais canalizadas para as reformas (. estâ que. A primeirâ foi construída com a inalidade de lransportar material parâ as obrâs de construção da novã rede de abastecimento de água da cidade do Rio de lanelro. Émbelezame. Em 1870. num subúrbio ininterrupto. foi abeta ao tráfego a Estrada de Ferro Rio:D'Ouro e.. em 1937. desenhados pela Leopaldiôa Railway e a nova estrada de Petrópolis. não impediu que. ao longo da estrada de São Paulo. 70. a abertura de duas novas Encantado. e soluções para o transporte entre os emprego.to. a estação de Madureira. a|éfr dos cbarcos de Manguinhos. captada em xerém e Tinguá. " PÉtuitúiâ do Did. principalmente. L9:0. em 1957. às áreas periféri@s . p. Pars. Ramos. Mangueirà e E já. e as distànles moradês(. próximo êo lltoral dâ bêíâ.De Merity ô Duque de Côxias: Enco. o deslocamento populàcionâl âcentuou-se. Derby Club.ito Fêdêrá|. depois. Penhâ. no sentido de conservá-los. à Rio de laneiro Nothern Railway Company. com os bondes. Piedôde. Esses bairros acham-se e atualmente em comunicação rápida. já trafegavâm diariâmenle quâtro trens. Íesbíia aos subúrbios iniciar décadas de reivindÍGções para a infra-estrutura de @ss e ruas. Era êtravés dos trens que a massa trabalhadora. Em 1861. o slstemâ de trânspode suburbano e. Engenho Novo e Maxambombâ.o. Sua primeira hnha loi inaugurada em 1886. Cidâde do Rio de lane ro: Remodelação. os bairros de residência popular se intensiÍi@ram rapidamente nas imediações das estações da Central do Brasil. chamada Leopoldinâ Railwây. realocava-se em áreas mais distàntes. num perímetro mêis restrito. e sua função de acompanhâr os encanamentos que faziâm a água. a I 41 . progressivàmente. mas teve um papel indutor muito mâior que â Rio D'Ouro. ê barateamento das passagens atrâvés dos subsídios das tarifas a padir de 1944 a 1960. novôs estações forâm inâugurâdâs. o. mais tarde. in. como Bonsucesso e. ÀBREU: 1993. onde residiâm As clas§es mais íavorecidas. Em 1897. havia sido inaugurado o primelro lreeho da Estradà de Ferro Dom pedro II. Brás de Pina. "Até aqora. pelas vias férreas com as oficinas do porto e das índústrias que deles dependem. que incentivou â ocupação do espâço intermediário dessa estação e o centror atraindo o interesse de uma população óvidã por morôdia barata. mas Já em 1858. Em 1883. íerrovias potencializou o crescimento dos subúrbios. A Leopoldina Railway atravessava terras mais baixas.as áreas centrais do Rio de Janejro -. seria sede do município de Duque de Caxias. p. e num segundo grupo de subúrbios.rh 1926-1930. Com a âmpliâção física da rede. nas áreas centra6. km as verbas Ínsuficiente. relativamente bem servido de infraestrutura. A ampliação e a consolidação dessâ áreâ metropoliEna só foi possível devido à âção indutora da malha ferroviária qúê já tinhô lânçado suas bases no século anterior. ã sede do município de Nova lguaçu. de fato. como Engenho de Dentro. um pouco disseminadÉ à direita ou à esquerd4 seja no Íundo dos vdle. fosse dolâdâ de um serviço regular de passâgeiros. novôs áreas e bairros surgiram ao longo dôs linhas e no entorno de suEs estâções. o que estimulou o desenvolvimento de pequenôs núcleos urbanos ao ongo de seu trajeto. Lucas e Vigário Geral. ligando São Frãncisco Xavier a Merity. mais tarde. 156 nagREU: t98a. o que acelerou a urbanização no entorno de suâs estâções. 32. mas que avançou velozmente nas primeiras décadas do século XX.)". pois seus trilhos coffiâm mais â lestê. como já acontecia. com a presença êtuânte do poder público. em 1890. posteriomente. seja nas planícies. Olâria.tro com a H stória dê Cdade Douro e Melhoramentos do Brasil. Ert!.os subúrbios próximos ê distaôtes -r que seruiam de lugâr de moradia das classes populares e onde imperâvâ a carêncaa de infrêêstrutura e do poder público. esta que. em 1886. modernizâção advinda da eletrificâção das linhas Central do Bràsil. as lstàções dê Câscâdurâ. nesse mesmo ano. Sampaio. Ràmos que "se trânsformou em § 40 T empóío comercial e em um dos centros de maior atividàde na zonâ à § I 6r MARiNS: 1994. Rocha. Quintino.61 Esse movimento de expansão urbana em dlreção às periferjâs rêpresentou o lançamento das bâses do que -viria a se constituir como a Âreô Metropolitana do Rio de Jâneiro«.

. àlcançando dâi o nordeste do pàís: "Duas sáo as línhas priocipais da Central do Brasil: a de São Paulo. C.. *o 0" r"n. Em 1906/ quase 20 milhões. atinglu nos anos 30. O vàlor relêtivamente barâto dâ passagem e da rapidez do deslocamento estimulavam esses âventureiros. a E. primitiva Bonsucesso do Rio. lá em 1910. atingindo nas décadas seguintes. capacidade nacionâ1. Vigário Gerâ1. a antiga Leopo. atendendo as estàções de São Francisco Xav. atual Manguinhos).er.dina Railway. gera mente. typoqrôfra do lornal do Comércro. 96. através de sua linha O. com o nome de Linhâ Proqressivômente. Completândo essa malha ferroviária inicial. I A mesma mêlhà Íerroviárià ofereciê aos mioràntes ã à opolJnidade de hàbrlação no entorno dês esra(ôes Desies novos il . a Estrada de Ferro Melhorâmentos foi iaaugurôda em 1893 e. Estrela (atual Imbariê) e Entroncamento (atual Piabetá)d3. tá se contavam em 1911. alcançando. sua primeirâ linha tronco. B. 1934. 67 ROORIGUEZ. Bonsucesso. I t 4l .ànsportê no Rio dê Janêiro. Uêios dê f.. Logo depois eletrificada (1937). Parada Angelicâ. àtrãvés dê seus inúmeros entroncamentosr estaçôes e paradas. ro rÕ'd ve-ónà do | íer. e iqava Poato dâs Caixôs a Manhuaçu. Nesta úkima. Atrâvessou os subúrblos câriocas. ia de Barão de lYauá a Vitória.oÂres. a lundiaí tonêladas de mercadorias e bagagens e 94 milhões e a Campanhia Paulista de Estradas de Ferrc. FA. essa malha ferroviária dà capital da República com a cidade de salvadoPe". 2oo4t p. multiplicavê os núcleos urbanos. Cordovll.1957 p. penetra em Minas Geíais.5 milhões de O ramo ferroviárjo da Central do Brâsil. um segundo trajeto ligava Saracurunâ a Caratinga (Ívlc).úô coú á Histór a dã Ctdêde da Leopoldina Railway"66. atravessândo â Baixada FlumÍnense até Campos. que liga a cidade do Rio de Janeiro à de São Paulo (estações D. ô! RODRIGUEZ: 2004. apenas nesse ano. Rosário (âtuai Saracuruna). Amorim (primitiva Cârlos Chagas. 84 milhões. revigoÍ uns e inaugurando outros. Pedro II e Roosevelt) onde se entronÀ com a Santos. total de quase 30 milhões de pessoas t. p. p. Rosário (depois Saracuruna) \ t se tríÍurca: um rama para NO até Buritizeiro (. câpixâbas ê noÉe-flumlnenses.§ ' -^"*liÍ#gd. por volta de em 1930.âfegârâm por seus trilhos. Só no território do distrito de Merity. que era ponto de linha desde 1886. em busca das opofrunidâdes negadas em suas regiões de origem. 15ô. lardim Primavera. Brás de Pina. seguiôdo em direção a Minâs Gerais.De Merty a Duque dê Câxiàsi E. passageiros"6T. 262. ü e finalmente o do N. Actura (atual Campos Elíseos). Penha..@ L!. a "tentar a sode" no Rio de laneiro ê. F. Rl. em 1920. permitindo o contâto ferroviário entre a cidade do Rio de Janeiro e Vitória e âtendendo Niterói. sera incorporada a Central do. Sarapuí (atual cramacho). do Brasir: curso supeilor.) outro para o que atinge a cidade de Diamantína. i comprâvam os terrenos bôratos nos quais construiram suas casas § modestas/ constituindo fâmília lormada âqui mesmo ou trazida do \ lnlêrior.i'éFrdT§. Pelos trilhos da Leopotdina e da Central do Bràsil. em Barra do Piraí. Râmos. a paftir dessa estação. tendo umâ vez obtdo !m emprego como íonte de rendâ. que percorre até a cidade de Corinto. a Centrêl do Brasil "trânspoftou 3. numa extensão de 598 quilômetrcs. agora chamàda Estrada de Ferro Leopoldinêi cpncluiu a ligação de ii i =" ! i 42 sua rede lluminense com a do Espírito Sânto. 40 e 50. LJ/. Pedro Ernêsto (atuaÍ Olarià). onde Viação Férrea Leste Bràsileirct que entra em território bâiano. ainda sob a denominação de Ferro do Norte. 1. ferroviária regional expandiu-se. Leopoldina em Triagem) e o Esbdo do Rio de )aneiro. a capilaridade dessa malha assentâvâ â populôção. No período que vai dê 1886 a 1896. São Bento. onde se dividiu em um linha que levava a São Paulo e outra. lá no final do século XIX.. em 1903. mine ros. que termina na cidãde de Monte Azul. Tâl amplitude e capilaridade nacionâis representaram um lmpoftante papel na constânciâ de fluxo migratório rural que se dirigia para a câpitêl da Repúblicà. permitindo assim a ligação Atendendo as necessidâdês estrAlegicas do pais. por exemplo. aíluírãm levas de nordestinos. ainda maiof amptitude. Vol. â Leopoldinâ Railway "operava seu tráfego. F. e a linhâ do Centro que sài da capitat da República e após atravessàr o DÍstrito Federal (onde se entroncâ com a E. Pedro II. depois de haver entroncado com a Rede Mineira de Viâcão em três pontas: Bàrra do Piràt.co. 43 milhões e. os municípios do norte-noroeste flumlnense e os do sulcapixaba. Merity (atual Duque de Caxias). um terceiro tronco de 500 quilômetros. as estações de Gramacho.Brâsil. Bana Uansá e Cruzeirc. o território de Nova Iquaçu até o Vae do ParôÍba. com 595 km de extênsão. Actura (depois NORONHA SANTOS. se entronca coh a e Campos Elíseos). os homens a principio. Hé o SLêvÕ Á Formacão das Estradas de Ferro no Riô dê Jãnêiro: o Resgâte dê suâ Mêmóriá. Em 1924.

I.áv. Meriti. pàra centro da cidâde do Rro de Janerro. da cereDrâçao de um contÍàto de execuçào de estudos com o engenheiro loâo T..i?::Il1g:.ês sécutos anterioiei. u.: O proce$o de A fuga mjgratória e a expãnsão da matha lerroviádà muito impoftàntes pàrd a constituiçào dà novà realidàde e pâra a recdperação demográfica da Barraoà Fluminense.À r"É 'o"i. aG munrciDios [mtrofps jsd". junto do maior mercado de consumo do pats e do mais intenso entreposto de trocas tnternacionàis.adâ àpropriada economicàmentet cortada de estradas de . No entanio.as. drvrdid. desde o finàt do século passado. e s Encontro com a Histórta dã ctd. . à Baixada Flumtnense e alguma cosa culturas?.m. e sequencra das obras. tâÍ preocupação for retomada atrãvés . mostrou-se decistvo pârd que esse populacjonal pudesse se concretizar: o saneômento das terras insalubres dâ reglão que foi tomando corpo a partlr dâs primeiras décadas do sécuro XX. limpa do ihpaludismo e da a-nkilostomiàse.t t. sanear a Baixada Ftuminense será criar junt_o a Càpttàt da Repúblt@ d mAjs ria região do Brasil. nos anos 30.ais l c. à encâmpàr essà Silva exultava.). trens 2.dê e rodovias.tercerrrzar" de as § açoes 0e sâneamenLo tàmbém íracàssou e obriqou § federal. Da':às e rnoráneas do RD de ràre. sendo encaminhados desde o frnat do sécuto xlx. da Baíxadê Ftumrnense. essê tentativâ .assinadocom ""'.êi. . em dtscurso. mandados executaÍ por Nilo pe@nhâ. Aloumâs obrás chegaràm a ser reatizadas em tgOO. que só se concretizou nas primeiras dé@das do século atual quando a balxada foi parcialmentesaneadaTo". "Florescerão em úil sâneamênto da região. ^roj'_a:91n]'9d1s dê vasconcetos de esLudaí â situação e propor-as :.çu. ou peía q" :t-t-"-t-giYp9: rncondustvtdade dos estudos ou por íaltã de recursos. ' subdlvisõe. Em 1930. da Bôrxàdà dos Goitâcazes/. realizar . podiâm se oesocôr.r dp Mônqárartu ã cô. muito contribuíram os trabathos dê efeito.. Soàres e sua equipe. :li:T. Aiú.. nào Íoran reàltzadàs. de ámbrto estaduat. com alguma rapidez.'L Esse ideário de resgate da vocaçào aqrícoja da reorão ôUê _ àbêstecido à capirât nos t. i questáo. embora as estadas cJe fefro já se saneamento da parte noroeste da baixada. 1977. que I àssumiu a presidéncia da Repúbjica ooÍ mote do titutar .convênio. paticutarmente.. dándotugara um'. o goveroador Manoel de Matos Duafte I terro.188r. No entanto.. FundàFo l3r9l-.. Glverno Impedal.li pnmetrd. o sislemà ferroviárro cuÁoria um pâpel nesse processo: o de viôbilizador do deslocamento homens e mulheres vindos do càúpo em direção à cidade e o assentamenlo dessàs mesmas fàmilias em espdços lora dà caDrtal. Finâlmente em 1910. Com * § t § § Ê frantivessem estações nos atuals frunicípios de Sáo )oão de Merití.ãri*#'rí Érancisco Rtbeirc § de Mourà Escobar que deverjâ. quando presidente do Estado do Rio e da Repúbtica. para tanto. 189. dezenas de frilhates de quilômetras quadrados. no entanto. "O período 1906_1930 @ractüizou-se. Getútio varcàs. 1::lI:-1"!:... Nitópotis e Duque de Cax. quase inimdq.s qqdficês dà chà. Esqotadà de seus pântanos..Dê M€nry a ouque de cãxiôs: Encônúo com a Hlstóriã da cidàde De Mêrlty a Duque de núcleos úrbanos.I t puDrca. o0ràs que lutgàsse necessárias. mas lõoz.F{1R4. roy! rsu. ._ iá no penodo republicano.l. As obràs Drooostâs ôôr trabâlho. que florcsceÉo e:m mil cutturas. 1o. que vinhà.o oover.havra moilvou a realizàção de vários estudos nessâ direção. " " . Gxiasr "De festo. com as obras en?preendldôs pelo governo varqâs.il.nã. Nesse senlioo. fotemente pressionado peta imprenia É. que. onde à grande Í (rabalhava. maàvilhosà. antevendo as possibitdades de uma possivet'recuieraçào êgrícolã que o saneamento dâ reqião poderia motivar. o Íluminense N:lo neçanha. a outra. íoi criada â comissào de Em rsrudos'j.ãré 6 ràEn a: Htjtória Ednôhi. .. hoje atugàdos em águàs pútÍidês. § exúnta. sendo uma encàrregadà dê chamàda Bâtxada dà buanàDôra e.a. Em 1888.r.nse are óbránqên.á. encarreqo. um tercerro fàtor.ib em ouas secçoês.t. as obrôs que serjâm reaLTadàs pelo governo federal. preocupado com âs endemias qre assotuuam as petgs nos rrajá. D. a ocupação urbàna dôs mesmos. ademais pela extensão afetiva do tecido urbano parà além das fronteiras do Distrito Federat (.iã[ da cidãde do Rro de ran". .. ". atàr e rguassu. formidévet. drc. atrdvés de concessào. .a d.ádà Bdradà EtJô. mas de onde podeÍiàm atcânçá-tà aüàvés do áestocamento.p"i ro" -ílp"iã.

.os aÊek1lóod pêL Írrd dreÍá i ô Gêb'Lrlde' Côedià1. ficaram ç9pp1g166a..8 km e 1. r*s. com o tnluiro de propor § e comandar um prano Oe sdreamento âmplo de Manqutlhos a Ràjl ! dà Serra.G. mas direcionou também no sentido de recuperar. ate que àm março de 1920. oêôdo\à-tn'' eiodoç-ios. cada vez mars populosa. ao fim obras.. uma intensa valorização do caprtal fundrário.8 km (seus afluentes Inhomiim e RonÀdor sofreram a retificação de 7. chefràda pelo engenheiro Joào Bàlrcia de Morâes Rego.De Mêitv â Duole de Caxias: Encontm. Leopoldina e ligado por outro canal ao Iguaçu que também sofreu retificação (vários afluentes deste foram desobstruídos). § dos trabalhos íoi montâda com a assinatura de uma concessão dô i governo federôl êo engenheiro Jerônimo Alencar Limâ que. considerada área degradada da reg ão. -r F\.6 km- estudos anteriores.6 km.ôoLràs.s dêsrJdds Dêô des-àràmêdo. O planejamento das ações propunha que. os tiveram início pela bacia hidrográfica do rio Estreta. a um custo muito baixo. Na bacia do rio Estrela ocorreu as maiores modifiações: o rÍo Saracuruna foi retificado na extensão de 5. pàra a prática os "excelenies teTrenos situados às portâs da capital. Íingüi.ne.'terceirização.*.du§àr o B i : -o i 46 . 1914. Finalmente. 5.. uma secular perdida na medidâ que essas terras converteram-se "vastos e inFectos pântanos". Remédio Àmãreo: as obràr O. Em agosto de 1910. D. es desapropriações.ôm â Hisróri: dâ aidââê tarde. não houve nenhumd acáo p. possibttita. i p. divididos em "grândes e pequenos lotes e vendidos â pâfticulares empresas industriais que os quisessem cultiva/'73. Meirinho./dÇaô do curso do5 .(a de . às obras. Toiç eqrDocàdd.§ § sendo êxtrnta em deTembro oo mesmo ano. e(iqiado 'e tràbâ hô de mànúr. contando ainda com a recuperação do canal da Pavuna (construído durante o inpério). junto ao Ê -Ê Bânco Potlguês do Brasil. que se encarreqou de contratâr trabâlhôdores necessários aos seruiços de escávação. capital da República e. Além disso.ormada. g5O. . tornou-se governador do Estado do Rio de laneiro (191 1917). foi lançado um editat de para os trabalhos de dragâgem. Gpão Afonso. dê e desmâtâmento das mâruens dos rios.1A9O/'.le. Fábio Hosti io de Morêes Rego. criou uma nova comissão. buscava com essas ações âtender aos interesses uma de suâs bases de âpoio político. vencido pela concr empresa Gebruelder GoedharL 4. no sentido de dar combate as paincipalmente a malária. F. logo substituído pelo engenheiÍo Fábio HostÍtio de Rego que desencàdeou? após estudos.ática e construiu-se um i § . uma vez esses lerrenos.ômeroàcenlradopêd dlià de ôeat. em junho de 1916.as. respectivamente) e o Imbarié tornou-' se ufr canal de 7.êaermre d-spoledesedrrenrosdÍdnlaooporerosão aâme. mesmo tempo. atingidos pela progressivâ desvatori de suas proDriedàdes. Duranfe quàtro aros. a cargo do engenheiro ! Dê Merity a Ouquê de Catas: Encoôtro com a Hstóriâ da Cdãde Guanabârê íêderal.d 'ec. uma série de obras que estenderâm até 1916. tendo sido interligados quase todos os rios dô baía z Rêlatódo da ComissSô Federa de Sanêãmento da Baixêdê Ftuminensel \ êxecutêdos durante o ano de 1913. Em março de 1921. Essas ações . Pedras.o\ q se àlocàr àa rd s ..ustoço de "uds que estavâm dentro da área de atuâcão da comisão A paftir dê !913. *"-. Ramos. As autoridades tentâram obter recusos junto aos proprietários em cujas terras ainda não desapropriadâs se reaiizavâm obras.er 1i. mas não conseguiram êxito.to oeísd. O governo federal apostava revitalização âgrícola da região com o intuito de criar um âbâstecedor de gêneros que atenderia a crescente dêmanda aljmentos da. ôssin com qualquer rnlencáo ! oe ÍeLomá-. !m constante e .â. p.n. o que foi prontâmênte reahaçado/ sob a alegação de falta de recursos.sos.. po'ç do . buscaram um acordo com o governo estaduâl para que este assumisse as obras. os kabalhos foram deíinitivamente suspensos. O aune. Em 1911. havià constituído a Empresa de MelhoramenLos da Baixadà Flumrnense. Seus âfiuentes sofreram retifrcação74 seus cu. Catdeíros e Peraquara) foram desobstruídos da vegetação.sseía(ào d" M"n-"6o urcoyccoa. I . uma nova tentativô de . que eram os proprietários Íluminenses. O Sarapuí foi retifiÉdo em seu baixo curso até cruzar com a E. naveriam de ser previamente desaDrooriados.iam.tos.eafirmavam âs intenções dos "O río Neriti e seus afluentes (pavuna..oso.1e lterrompidas. isto potênciêlizado pela incorreção técnicâ das retificâções e pelo alto preço do carvão que moviam o incessante e necessério trabalho de manulenção desenvolvido pelas dragas. âtrâvés das obràs de saneamento. Após ura decada de: estudos. novà comtssáo fo.drgá dê eo. que ou ôrrendãdor poderia representar aos cofres da União si9nilicalivo retorno financeiro. Em 1916.s mêrgers e suás oe*mbo. os recursos necessários para a manuienção do ritmo das obrâs foram sendo reduzidos e uma das conseoüênciàs lmediàtês for o assoreâmento dà Ío1 e oos canàis de acesso dos rios.

dnde eàúrô1. Esse procedimento.De Merity a Duque de Caxlãs: En. são apresentados e ênâlisâdos os esÍorcos Êacassados de rêâlizadas pela Comlssãô Orqanizadora do relárório nos primêros movifientos dê ". esta última em núcteo urbano). r.ue a a?a e'd tomadà omo"e. Logo depo. ôlém de quãse "cem mil contos desperdiçaram-se ôum espaço jmproficuo quase sem resultâdos até 1930"77. "o saneamento das terras da imensâ fluminense. âs obras efetivamente inicjo.* I -. I t aài$d. 1998. "Na bacia do río lguaçu.onÍo com a His!óf.800 quilômetros de rios e consúuído-s_ inúmeG vededores..n('ãdo em Ma. tendo @mo exempto a cdnat Eação do Gotbá pàbet á34 "... sendo o contrato rescindido fevereiro de 1931. em 19j9. em . opos:ção política.. § .. àrravés dó combate * § *" a*car que o êsrorço oe vreamenro ra na. no ano de 194_1. p. Oiques e canais. 12 hectôres de matâs ciliares e mangue: transformôndo radicalmente ôs áreas mâroinâis dos distritos Maxambomba a dragagefr chegou a 3Z kfr ao custo de hil contos réís.§i: . tsse novimenio rêp**"i. Gàssie. seriam alvo dê tnteruençóes ànálogàs.í*: rago/1950. Na bacia do Sarapuí.500 qurtometros^ quadrados dos 17.ia sao ! -^. A àmplitude dessas ações êpresenlou-se como um dos resultados màrs imediâlos à diminuição dos gràndes focos de mâlána nà região. mesmo tempo em que exaltâvàm os resultados obtidos a pafrir anos 30.Í.e oLüos. I a9 .-"'tqà.. desmorali2âdo no seio da opinião pública e ninguém.do. o poyo d. sendo desobstruídos 3. "".-à.. Durante três anos. que à epoca ja contava com cercâ de 30.". . Na baciê do Estreta.". por volta de 1939. no canal da Pavunà. afrrmàvâ terem srdo sâneados 4. com ô construção de um dique de contenção do mar no rio Meriti. alguns anos Adalberto Ribeiro e Murilo Arôújo lembravam esses momentos.dà FtumiDên*. c.r. da sociedade civíl e Vigário Geral..neámênto da Bàlxada Ftuminêne. e leonardo leftEon.iáI"'"'o .ê da Ctdôde Oe Merty a Duqle deCãxiasr Eôconho coh a Htstória dá Ctdâdê histórico de mâlversação de verbâs. e roi rebmôdá nese perjodo oero ôser r. reseÍvàtói. coordenâdâ pelo enqenheiro Hildebrando de Góes.-r". e âtacava um dos principais problemas dôs alagâdas: a ação dos mares no curso baixo dos rios. no Distrito Federàt e.. Parâ eles. De úm momento para outro. âcrêditava no saneâmento da Baixada. uFRtu/cpDA.73 Três anos depois. *nt do q. à. : da-&le& rlumh. Ludtnhà: Íenórtô càvat@íd ..os. . em um retâtório.oo. I Jàcàé e Íô. . li. Revisb do no 02. pret. N e vr respedivamente..s. Isuáçu 1o D'$to Fde'ar' Yá(a ".r" ueoardmêilo Nâcionàt dê Sôúde pjbtica sob r oaenbçjo de aeti*rio penáà. f..]il ehcdd dê ràcdrepôouá.. Pêdcularmênte rcveladorês sãoos cãpftutos tr. Comentândo o tema. drenou 5 milhões de quâdrados de terrenos marginais e levou ao desmatamento aproximôdamentê. sofrando as várias vatês tibübrias (taís como Jacatirão. uma nova imensidão de terrês secas ofereceram_se âo avanço imobiliário que_-vjnha do Rio de laneiro acompanhàndo a Íetrovià nessà di. que se estêndeu da foz do lvleriti até médio curso. CrkLrà pôhr[à 'ÁMUIO. incluindo os afluentes pitar. Vethas e República.""i"àã. consist. 24 O S. Centênário e ltatiaia. ML'ilo.e ü oa .BELoCH. Essa toftuosa trajetória de tentativas e proietos reâlizados toi crivada de críticas da imprensâ.. c.o da u1úo..?i. i O R.o.o.r pEro ENGENHEÍRo oa coMrssÃo oE sÂNÉÁMENÍo MI{ÀDA FLUMI\FNSI: HILOEBMNOO DF ÁMÚIO GóES I9]4. Lgê IEIàr composto dê 539 páginâs êsmr!çôva em 12 cãpítutos a situàção gerat da rêgtão período imediatame.à'. Caxiàs. principàtmente. Dr*êtudo " a Bàixddõ Fúninense âqui é tomôda em sêu á áEà dê aúôçâó do DNos. ^Depatàmerto Nacional de Obras e Saneamento que. alem de 402 pontesd2.#" EERNANDES.eção7q. 23.dm d?gôdós. a âdministrôção das obras passou ao DNOS. O Res. ao longo das estradàs Rio-petrópolis e Rio-São Paulo.o vrhám dê rere .. O resultôdo foi consjderado âcima expedativasr levando à aplicação dessa técnica a outros rios região.nédto Amàrso: As Obras ae Samamrnu Ê de Mest.. em 1936.i" L. Capivarl tubi-Bobs. criar a Comissão de Sôneamento da Bôjxôda Fluminense.te intêrior às jnteruênções e detathavé aguns dos prime movrmentôs de$as ações.sdnco o. a erràdrcacão efetivã da doençô só ôconteceu a partr de t94731.76.000 que compunhàm a Bàixada Fluminenseúr. que separâdâs dêste por um diquê formado pelo mâterial que havia retirado da própriâ escavação.àd"a. krôq. roÉn § -..-_ E demoldos os norcs dê pedrcsutho. mais prêcisamente no mês de julho.q19.j:"llil"Xl3lllj...a na construção de valas marginâls no leito do rio.guirhc. 193a.00 habitôntes. r. o qovet Getúlio Vôrgas retomou o projeto de saneamento da região..""J. . suboÍdinada Departamento de Pofros e Navegação do Ministério da Viação de Obras Públicas. estudos prellminares foram reâlizados e foram alocâdos. Saràcuruna e tmbàrÉ Íoràm 6 km de dragagem. inctujnào os forfràdoíes Inhomirim. foram dragados t0 km. em Nova lguàçu. ôbsolutan ninguém. - Em 1940. €m 1933. que circunda a capital da 6 aIBEIRO. ru: Recoíd. sendo píepôrado um minucioso relôtório sêruiria de plano norteador das ações.. e os ia*s oi e-ni"..srtim€nb dã Bãtx. .ià-Timbó Ío.pr"ao.. 1986.|lrlÍffi .::l:::%""'á. No entanto.p. os rios lguàçu e Sôràpuí. P-úblicor ru adáloê.ifui?á'il.

rudos Rúràt! d. o DDÍ (diclorcdifeniltricloroetano) ámbientalmentê a região. Em meio a essas violentas trônsfoÍmações.cia da maláriâ. 1S56. Os lot$ De Merty a DLquê de Cô! asi Eôcontro côh a Histór a da Cidade Os "fracassos agrícolas" representâvam. concedidos gratuitamente ou a preços fródícos. mas como umê grânde área abeta à forçà dO capital lmobiliário especulativo e à ação dâ "gr. à falta aporo governamental em insumos e financiâmento. pois o agêôtê químico utilizado contrâ mosquito transmissor. Ao mesmo têmpo em que resultàdos concretos ocorriam relação à recuperação de áreas âlaqâdas e ao combate das. no dastrito de Caxiàs com a Fazendâ Bento.'febr o mesmo nâo ocorria com os projetos de colonizâÇão aqráriâ. tu: IBGE. no entanto a esses sacriírcios. !Írada I $ . inclusive Íiqurões e dâ polítice que puseram nas terras adquiridas com tanta facilidade. após a drenagem do Guandu. já que é fâcilitada a aquisição de cafrs residenciaís. as aonseqúências de uma tendência que reincorporava. Flúmlnen*. não lo êxito em suas iniciàtivôs de produção. A partir daí.30. em 1933. E. Em 1932. em zona cuja recuperação custou centenas de milhões de cruzeircs ao Estado. em propiedades recreio sem atividade aqrícola. Em Sànla Cruz. 44. I {! GEIGER/ Pedrc Pichas e MESQUITAT Mriam. no en haveria de cobrôr um preço. âpresentava-se como um dôs palcos de iuta desses novos protagonjstas sociâis. já na décadâ de 50. realizado por dedetização pelo Seruiço de Mâlária da Baixâda Fluminense. â prestações menores do que os aluquéis da qrande cidade. p. conhecêu "desvirtuâção" de seu prcjeto originat. o até então decadente djstrito de Merity. ôo enfrentàr enormes dificuldades. que hâviâ sido a estrâtégia escolhida pelo governo para âtender o ideário motivador dâs ôções de sanêamento. à lógicà econômicô da cidade do Rio de laneiro Essas têrras não mais estavam â seruiço da acumulação como capital lundiário de base agrária. íuturo município de Duque de Caxlâs.46 'Nesse conjunto de povoados e cidades que surgiram ou íoram revigorados. "Criados para a forfrâção de uma cinta abàslecedora do Distrito Federal. as antes lnsalubres áreas orientais e meridionais dãs ântigas Vilas de Iguassu a Estrela. Iguassu sucumbiu com o seu pâssado agrário. Em muitos desses novos bairros faltam luz.De Merty a Duque de caxiés: Enconho com â Históda dà ctdade direto ao inseto transmÍssor. cujôs condições sociais desenharam um cenáro extremamente hostil. foi criado um núcleo de colonizôção em trànsformâdo êm Fazenda Nacional de Santa Cruz em 1939. água e esqoto" .D. êmergiu a Baixada Fluminense. sendo i úkimo fator o mesmo que definiu o fracasso dâ expeaiêncaa Fãzenda São Bento que. tendo mesmo ocorrido. fra@ssou o sistema de colonização da Baíxada."as t I a § g § & BELocH: § 50 35 1986. na verdâde. principalmente. em 1957 registrària mais nenhuma ocorrênciâ34. que n hôvia sjdo completamente erradlcada e. retâlhou a região assentândo ôs levôs de migrantês que para lá afluíãm. a construção da trajetória dos primeiros anos dessa novâ sociedade é o que ápresentaremos no câpítulo a sequir. Côso emblemático de combate às doenças seria o municípro oe Duque de Càxiàs. de acordo com os objetivos das obras de taneêmento. âcompanhando a. p. numercsas pessoas. "a febre dos loteâmentos" que se lequiu. Os altos preços das moradiâs e a crise da habítação nas capitais obrigam. Em admínistraçáo conseqúência.044 infedôdos) que. um dos mdis afetados impaludismo em 1947 (7. Ass. A pressão habitâcional sobre a região inverteu a formà de ocupâção do solo.m.lôgem". contudo. que ficaria câda vez mais restrito à ruína dos velhos casarões e às lembranças 5ôudosistas da memória. Éssa estràtégiô. FERNANDES: 1998.apilarÍdade da malhà ferroviária. o dê dotar cãpitôl de uma rcde ôbastecedora de prcdutos aqrícolas. "Os trens correm lotados. 234. tàB nL converteram-se na maior pàde. à incidê. onde Instaladas fâmílias brasjleiras e japonêsôs. o projêto não avânçou devido ô problemas relatjvos qualidôde do solo huito arenoso.

Em 1920. As interuenções reàlizâdas no em 1936. e A curua demográfi@ decrescentê dôs décâdas anterio€s foi Evedida. A Íêtomada dês de saneâmento pelo Depàdamento de saneâmento da Fluminense ôcelerou a recuperôção de terras na região.3aaeo- A abertura. ?!o-M"e"riti. quafro distrito de Novã ''. dâ Estradâ Rio-petrópotjser. contribuiu . Atrâídos peta melhoía progressiva nas condições de Eneamento e pêlo acesso Épido ao Distrito Federal. Já instalâdos desde i886. parô a modiircação desse quàdro. em 1928. e nâs bacias dos fros Iguasau e Saraphuí. já âbngia um espàntoso cresctmento. em 1939"'. câda vez mâis atràLivas. S.920 habitanÉs e. permitjndo seu repoyoàmento. o recenseàmento íederat contabitlzavà 2. recupeÍâram essôs terras aG entào insalubres dlspovoadas. em frànco processo de Lransformâçào. em 1940. oferecido pelos kllhos da Estradâ de Fero do Nofte3e. na medida em que acelerava a vôlorizâção das terras dos diversos sítios e fazendas que decisivamente Ê § R E § 52 . quase dez vezei. o número de 28.FORMAçÃO DA CIDADE DE DUQUÉ DE anos 1930 encontram Merity. Pôssava pelo centro de MeHty e de Sôraphuí e causou um forte lmpacto imobiliádo especutativo. uma vaga dê migrantes ocupàva progressivamenle â regiào.u traçado pafra de Vigário Geral e cortava o território do oistrito do sut ao norte.

Também produziôm e comercializavam a madeara e o. 03. rb'd . banana. . que já I Jpresenlava timidamenre na décàdà oe 1920.oun Ftyseu de AtvdÍengd frehe". por vid. lbld. )ooj.e"r-*. as atividâdes agrícolas. Pasteriormente. a Fazenda do Pau Ferro passou à propriedade do Tenente-Coronel loaquÍm Cândido Cotdeilo.nrverso urOano. épdre.at.. Duqle de caxias)i Eshadê do Ensenho (. Deveaia substituir um traçado precãriamente construído em 1926e2.too " a 'É i A transição dessa etapa -Lral pdra o.o.. Sustentar essas ativídades produtivês não era uma tarefa íácil. lbLd. do cuho desee .U:S MÀCTADO . p lbrrdçóeç dd ê"tr.kàdà Fluhiíensê DJoLe op cd. § '6 : i ' "possuiã umê poputêçãô de dlzeítôs e poucas almas". as terras do entorno dâ estação de Merity."^ào" e qJp "o-ás (d5 cerám(ór da rq'ão) \d' dr rooos os r to ôr (oÍ qLe fo' coasnr'do o Cà's do Polo do C o d. jj Esrôdá oo cêraoL. o & sr"io cou'dft 'n re28".a". ôr 'o Go. um pequeno comércio a uma incipiente vida social germinavàm. Jose Cl. o.) a "cà.:c.ial e uma comissão foram instituídas. circulavam alguns lutomóveis e jornãis e..) depos ( .o e do Bê. de Merü bgo depos.o dê > Dos 8àrô6 ao Erãrmínio: Umà Hisrorià da viotén. cujâs terras forum desmembràdâs do novo distrÍto. com comércio de hofraliças. Já se viam "câfé-bôres" ê clubes sociais..oào de '. rbid.. 08. teve seu processo de construção êtôcado pêlâ imprensa e pela oposição política. Me-! \ ôrurl \. rd. p. no entorno da estação de Merity. to p'ooilo pêd-d.t§ L: ÂppH-cLIo. . !'Caré Flo.o.iâ nàa.atual Câmpos Elíseos. pequeno (hole Av.úo com a Histórà da Cidêde O projeto de abertura de uma moderna estrâda que llgasse Rio de lãnêiro a Petrópolis. lardim Primavera. "Havia quatro famílias principais constituídas pelos donos de engenho locais: Gpitão Luís Antônío dos Santos (Lulu Santos) . Antônio Teles Bittencourt .rORlÂL TODICO _ 25loa/r95a. "" Al vrs.'il d. que aram extraídos dâs mâtas.çdlves FêÍê. mb..Fazenda do Engenho Velho (onde hoje é o lardim 25 de Agosto). recebendo de forma sarcástica a alcunhâ de "estrada do ouro. ôlgumas oécadas. Náo seríam as críticas ao ufi de quantias dos cofres públicos. â recuperação do tolo e seu preparo para o plantio e ô colheita.elá óê Mêdrt'. p 'io: P. o que atestava seu desenvolvimento econômico e demográflco. po s pa(am drara-enre dor3 \ "dnvá.. p Ol -c es'-.. rdrêro". que erâm N à I § ê ô atuar Aven'd. partindo de Vigário Gerat margeando estrada de ferro até Acturâ (Campos Elísêos). Coronel Macieira . presidenrê Varoàs). Nas décadas ênteriores. o que difrcultôva. o quê só fez acete. FsEaoa dà covdnrâ (. ãssjm como ês das estações subseqüentes (Gramacho. entre os anos 1910 e 1920r a pequena Merity não passava de um pobre vilarel'o. lnauguradâ oficialmentê no 25 de agosto de 1928.F NÂSCE uya UMA LIDADE LIDÂDE ÉNTPFV Sr q COM iOSt . "qpesar das crilicds do Senado Fede.-. l.Fazenda do Pau de Ferro (onde hoje é o Tanque do Ahil e Parque Beira-Mar). | ! I I { I t 5t . ràÍeÍetta peras ".Fazenda Vassourinha (hoje Parque Lafaiete). Sârâcuruna e parâdâ An9élica). Xerh. oo a regdo oossJ'a. I d Dá'a oe Gudldbdrd.tro . com poucas ruâs que convergiam para suâ estaçâo ferroviária e que se comunicava com seL_s ar'edores.thos.carvão. alén oos tr.De Mer ty à Doqle de Cáx às: Enco. \Âs...o Peçàihd. depois os bàirros cenlrars do munrcipio.. o rerÕ autonóvel ro' adqL I roo pôr A... pols lmpedia umâ âdequôda luta contra os pântanos. muito menos a vida inúmeros trabalhadores atingidos pela malária durante a construçâo que iriafr obscurecer o destino Em 1931.ê Neto (. párà o cênEo do Rio lbid. o. aútomóyet ctub. quando um fundo espé. Sua populacào. cllLo oequenos poíos: o de Lsreta nà ro/ dêqçe r esmo o dd Cha(.v <td oe losé I J.. que chamada de "Estrada de Ouro" Dor causa da quantia gasta com súa realização. Ns5 )..". acentuou se : o. cadà vez mais.Gratuacho)) e.. p oa. ) O pilm. Adurâ . Ê podos.rte" (.o.o'ncl d rtrrJlár en qerh ro 'O r.. oõio +enos. manteve-se como 40 distrito de Nova Iguaçu até 1947. passaram a constituir o 80 distrito de Nova Iguaçu. Antônio Tomé Quintana Menezes . rúolos e rerhcs e dm bpm (q. São loão de Merity. a política do presidente washington Luís triunfando... Os dots chefes politicos tmpafràntes eram os coronés João Tetes Búlên.Fazenda da Vassoura (hoje Vila Leopoldina . além da região de Imbariê e Xerém. o03. !'óoilo cur\o r. o que não descaraderizava o quadro rurâl que pode ser percebido nessa lpresentação das "famílias principãis" que controlavam as grandes propriedades da regiâo. São Bento. Môs. mandioca e lâranja. No flnal dâ décâda de 20. da trêsrêíd vetra. oJF tiodvã veilN d eribcrdê (hole sào .. à produçâo @ ê' aã.s Môchêdo. pafticularmente. engenheiro do Fxétctto. e . casas de comércioee.o. em cujas terras emergiriam. agora chamado de Caxiâs. alcànçâdo pêla vià férrea. Gaáo. iegociadas no mêrcado de BenficaeT. A carência de mão de obra erô um problema crítico na reglão.luviats'e argumas estradàs'r. quando alcânçou sua autonomia. subsisl. e os tüolos e as telhas produzldos nãs modestas olarias oa reg àoeB.ar daí em diânte. já tinha sido desde 1927.ebres'Áô.) (hoje Av.eL o Câiê RecreD dos Càçêdores (.I92zeosprcdnos&$caÍ"'"-".

mensaes. Em I93t." p-.i. -tstradà oestocame4to de sua populaçào paÍà o Rio de Janeiro. A regiâo âinda nâo havia sido aÍcançôda sisteoatic de e as enchentei e às febres.l"rt enfherro Abet Furquim Mendes.".'. Vila ltamdraty. Merity.. nem entrada iniciat. l. que àbngàva um embrionáno a-presgo por morad..uz electflcal. o que racititava enormement. : § e e § t§ Ê p € s € § 56 ro'-"-Lr@ero E g?rs prcpr."._9:. .al. ":*" atraram os compradores em potencial. ?:11:_". ferioviárias do pnncrparmente à de Merity.':ol""J que.': na retrãã. Duquê de Càrtà.. I. . definia a área como . o fato da região se-cortada peta Estràda nio_néutpàfis e'*r ieruiia pàiã de Fero Leopoldiné.'clima excelente. Es$a I 'd':Correiode rsua$ú. ambos tocaltzadoi prórimos que f.. \.adâ por fâzenoas de â0mrnrskddas po. anttga Merity.ulu nrsrurrco ce DUquê dê càrir losé.vre A existência de um . àlém dos exageros de caráler comercjà|.". Fnodo sLTe und terênc.. quar se tem noticia 3::::=:i. em 1er8.. po.spunha de màgnifico corércio.eMmentos em uma onda "precoie" -surgissem.-"_:1_"i9.à na jrea ru.....dvaÍ . Chmà excetenrc.-blr.as começou â se fazer sentrr.. § fodà e quaisquer infoÍmàçào podetá set § útúa com Cel_ Aotôno-Gonçalves FeÍre.?nddtà. E.água de doençds tropicàts.essassaneamento assoravam rerràs e ôlaslôvàm os potenciàis comDràdôrê< .1i1-:1i9 1'teamenlo-doe.. denlro dp entào dislnto oe Càxias.âcassaram.. luz etectrica e màgnÍico commercio.. de Í.tocatizâdos no entorno das estações e f. Mas. pÍincipalmente. oeftencià àô . ". E cortado pela Estrada Rio_petrópotis e é seruida pela Estrada de Ferro Leoootdind. dr ::::-_rno_q-.9- .r.Ádquira hojêmêsmoom ópühôterrêno. Ot . . capàlazes.. ourrês Gtegd'às *o á. do tonso desse prccesso. além dos 3O$0OO da primeild preqaçâo.'. està lá desfructdndo de tados os preceitos de. como a aÍirmacãJ d.a: propredades e dê reduçào da ãrea médja duê dê 5çdáI Bdradà.il.ra Neto. ainda se vrna pontil.. meeiros ou âbandonàdas1o1 que eúfveiiàÀ urbanos...adàs o" ::"^:i"^. os e os Fsênos dmp. p. que n.". desmembràdas em sílios e entregues a.1"9. em É LaxB.::r^9:^"-.De Merty a Duque de câxtês: Encontro com a Histórià da cidade De Mêriry à ouque de côrlas: Enconrro com a Hlstóna da ctdàdê prcgre$iv-amente nâ décadà seguinte.ê\ mao\ de aornsrrâoo.) poputoso districto de lgüassú está à venda magnífico lote de terrenos ao preço de 3OgOOO.. abundante e . "1. que .s não consegurram compíador . revela..s. procurâ daa uma idéiâ desse pânorâma fundiário LOTEÀtrENTOS EM MEürY/CdIAS NAS DÉCADAS OE 1920 Ê 1930 Dddos Ge-a.- Caxias.6o. fám aguà abunddnte. A imprensê locãl anunciava com destàqLe às quajidades _ oesses empreendrmentos.ly9l! ery_re.-jà Uma análise do anúncio a luz das peculiaridades da época.cs....icavà aguà de poço e luz resrdenc.. i"i. um :::1'_1^11'l-gg. O quaarc ar :-. o jornat to(ar Côneio de /guassu anunciavô que. avançando vetozmente 19s0.edddes en(onkdvôfr-se. primeircs loLeamentos e barrros dà reoiào. e.._i. sem juros.ontorto. s'gn.o atcançou bons resutrados.q-..'.: Desêívotvthênro Hirtórtco do truíiciDlô _ !it_"-çl-"] parâ seus T* lotes. 9...1Í. I 21106/19!t p.. ào tonso oàs dé. No êntorno das estaçõê.

a ocupâção .a que d á.onginqua Merily/Caxiàs. poi. sLa gente majs simples e também. um caminho .m". pois. Comérao /ero. de uma escôoa caracol Oe tuoetrà. tornàvan a. de onde se deslocâriam para o Distrto Federal.dnsbordo popLldc. vtrgula zero.onuns ãos noradores da reqião. \ "Uma notte um vtztnho oos acordou. "O rancho de pau a pique não tinha portas nem janelas.stenle obr'gavam ês famtl. a adquiíL Lrés loles com l.igàva a fâníIa e seus vizinhos a làncar mão dos reLLrsos oossiwís pa. 19aa.ês náo podrà pagar às passàgens dos ''omnibJs' ampros e confodávers que os levàssem ate a esúçào.the.ulàcào lancava máo § desses hábitos para sobreviver.s Ê se mostràvàm vjvàs. o destino de migrantes vindos do interior do país e do estâdo. o bairro.Vilâ Centenário. As condições de moradtà que eràn rudimenlâres e um coÍêrcio quêse tne\. quanto ão último itêm Um dado interessànte reve. OS. i crcnr@. na oÍoxinidade dâs: residêncjas. 2 t/Oo/19rr.Rio de laneiro. quando se mudou pârê o município de Barrâ Mansâ. -*^r Pro de làneto: Ed ção do autor. §urinerme Fuchs.''46 Em outro Lrecro. do quar se pode ãxtraiaá eYpeilen(ias e est.. nesmo de § dnnàis e:óticos coro o gambá. atual Itâtiaià. publicado por contà próprià em tgOB. 14. um fôgão de lenha. p. consLruda pelo pai.ta Segunoo o autor. As pesstmas condiçôes sanitáriês ob. O chão era de terra socàda. FUcHs: 19ss. era a mâderra quê atimentdva os . Essa tendência acentuaria-se nas décadas seouinlês.àtegias oe sobÍevtvêncià Oe unà familia acuàda pelas côrências de umâ regaão semi-rural em transformâcão. . que era obudo nàs maLas..ৠa se deslocar pâra os subúrbios do.SO0 metros quadrados. desses loteâmentos se aazia de maneirà progressjva. eram . cadâ vez mais iatensamênte. _\à decadã de t9lO. Minha mãe.t muito § 'mpodante. "" I . visto a raioria dos seus moràdo. '"'FUcas. pendurava sob intensa nuvem de moscas. flcava a 2 km da estaçâo.t ceÊos. Auto Vraçào ltamôràty'' que permitb o ãeslocdmento I a estação de Càxias eT "Onnibus amplos e coníotáveis em ho. à UCtsS. cheqava o velho em casa. populaçáo essà deslocada dô cêntro oo DisLrilo Federal pelas contínuas interuenções urbânísticas que mudâram o pefil hâbitaaional da cidade e que destocaram.o com a Hlstória da cldâde Oe Merty a Duqle de Catias: Encôntrô com a História da Cidade qualrdades eram ressaitadas. as gallnhàg I I 19a8. já semi_ estragado. õ. 13. outro anúncio apresentava ê inauguração "da linha Omnib6. por trithos -Àal conseruados.0r Coileio de lgk{. Áuto-viàcáo Irãmardii. O consumo da càrne de caça. a nào ser o àçougue do Lucàs que tinha carne verde na real expressãa da palavra. no loteamento '.. o Sr Gurlherme tuchs.. a despeito dâs enormes dificuldades. Tratê-se de um jjvro auto OiográRcor*. como ã penha ou praça dê Bandeirâ. a mãe já tinha preparado o jantar que era consumido dentro de uma caha coberta por 1os mosquiteiro". dtzendo que hàvià um làorào no gàlinhero.a evitaa ôs doenças que âssolavâm a região. L . faciljtàndo-os êssim a tomarem com bastante brevidade trens que conduztam à Capital'. Meily nào tinnà sequet lette pàrà vender.De Meíty a Doqle de Caxas: Encont. o relato demonstÍà . localizavâ-se a quilômetros da estação e o trajeto.). para os morros e parâ os subúrbios. Um jntenso retrâto dessôs experiências encontra-se eYpresso expresso nas memoflas memórias d( de un oos prnetros moradotes do Joleamento Vttà Cenlenã. de mane ra geral.ea nào eÍà ''se'v'da'assim en teracáo á otsLáncra da vta féÍred. cuja cuja famíià famitià rlstatou:se instalou_se nà ni região. mesmo não correspondendo à reãfidaáe. representôvê um consaderável esaoreo diár:0. pois o produto. Cabertura era se sapê. da Bandetra. as condições de vidâ em Caxjas mostravam-se severas. só alcânçado por e cheio de rama.o as práticas . nàíceneiro.onàl que se espdthava pelas estãçôes da Leopoldinà Ratlwày.ogões de lenha ou I que era usadâ nas àções de construção e manutençâo da residência. através das âçôes dos qovernos estâdual 'ederê1. dtemào. como a à i 6 exemplo. ãtravés da renda obl. frobília rudimenbr (.toftuoso buracos e valas". cor quase rrinta mit habirôntes.ror Nô verdâde. "Um foco dê mosquitos teúível que obrigava meus pais a utilizâr verdadeiros estratagemas para evitar malárià e outras febres. o bàirrc §-----.r.ànte..o Rio de laneiro. por ot loteadores. Os bà rros màis I alascados do celtro e.àm semi-rLrais e sua po. No entanto. imigrante alemão.dà com a vendà. -- -- I. .t . . Dêpoimenros ê Reflêxões dê um Têstô Bràriletror Uú.amr. Noçáo m jornâ1. o que mutLo esDantou ã fàmítiâ 3 im g. Avônços-na área dê sanêâmento. Hãuseí Fuchs.. êm buscâ de gêneros de primeirâ necessidade não encontrados em Merity. a pé. com seu único rebento a tjra coto_ ta uma vez por semanà à feita da peahà ou à püc.a.io.em 7922 e tá viveu ãté 1945.o. o desiino findr do t. Outro recuEo' natur.

euat espanto: a vizinho nào quetà à qalinhà e stm Sambá" 1u' . do contíátio as tddÍõs se aDrcveitariàfr fartafrente. pequenos consetos e obLençào de água em riachos.oôtro com à Hlstóriá dà ctdade estavam úuíto irrequÍetas. por êxemplo..eJelam-se e. transformada. notou que caun de todo estardalhaço era um gambá (. losé Cardoso Bessa e servia ao Parque bfaiete. outro trecho relato. não carecia tran@r a cae. que trouxe uma drástica mudançâ nos hábitos convivênciâ social e vizinhançâ. "Escrevíafros o ano de 1930 e.lo2 lores. os mais antigos. janelas permaneciam abertas e ninguém mexia aotsas atheBs.. No entânto. *i i ô E q Essa núdançâ sentida pela família Fuchs. I F I I êvàlentl.. ê o. estimulado pelo novo eÍxo de deslocamento paÍâ o centro de Càxiôs e pàrâ o Rio de Janeiro. trabalhavô como cobràdor. tornava-às alvo de umà violentà d. em 1931. após ô abenura da antiga Estrada Petrópolis.olênciâ e insegurança que se 'dE | . pots. com apenas um veiculo onde Odilon Pereira Íeixeira. como â "Vilâ Merity". característicôs muito póximas.. A primeira "linha" de lotaçôes da cidôde peftencia ôo Sí. O aoàrecimentô de novos loteamentos. Íirâis tarde. não tão anônimo como oÊ dêixou registrado em suâs memóriâs . majorihriômênte mulheres e crianças. Na dé€ada de 1930. progressivanente. ao longo das décadas seguintes. enfrentavam uma rotina dedicada ôos ôfazeres cotidianos ê â lúta constante contra as condições em que se encontrôvôm.um retrato $ntundentê desse quadro de v. dté 1929. Ícavam bem próximos da estação. As atuais empresas de transpoÉe coletivo. Essa côracte.).'.â madtugada meu pai jogou à gatinha e o qambá quiotal (. Esses aspecios . os que se seguirâm pâssàvam a se localizâr cadâ vez distante. uma . onde uns poucos milhares de aventureiros tentavam fazer fortuna a qúalquer custo. bandidos opofrunistas. bicôs comunitáriâs e nos poços domésticos.. de mâôeirâ geral. o aparecimento de umâ atividãde de lransporte irrêgulâr. sem que os criminosos se preocupassefr com às conseqüências".Iiiájil*. A partir d$se progresso mencionado. meu encamÍnhou-se para os fundos do tereno estàva o galinheiro e. atuôl proprietário. cuidado com a hoftâ. tiro cedetrc àcàbou cofr ambos e. p. A valorizêção rmobttiária das terràs. pr:ncipalmente a de Merity. estendia-se à questõês mâis amplas. Localizados no entorno dâs estações da linha férrea.De Mêriq â Duque de càxias. D. A vida nos diversos loteômentos que surgiram nesses anosrl0 guardava. Matar era simples questão de âcionar o gatilho do revólver ou do riÍle.1'. pâra ír à feira da penhâ ou Prâça da fundeira. Meu cedeu imedtatamente ao vtzinho. das atuôis empresôs dê transpofre coletivo da região.^. Ant6. já com ô presença masculinôi erôm fe. meu Dai foi ob. Rrr r9g. como jà e. às margens da rodovia recém sa_eada.103 . lá chegando. Em meio às tarefas domésticas. em Câxias.). num velho furgão drrigido pelo pai. como ãtividades de constÍuçào ou ampliação da cas. dando. impunham ôos 6êus primeircs moÍadores umâ rotinô muito àirícil. Alguns loteamentos. dia-a_dia Dopulâçáo côxiênse. pafricuiarmente no que djz respeito ao ãumento repentino. surgiram. à regiào.i9)I'. As distânciôs âté ! êstâção eram vencidas a pé. chamados lotações e. A nt $trada trouxe os aventureiros.tês rnteruenções de maior vulto. que disputavà êspaço de moràdia e condtçôes de sobrevivêncià.igado a põr ianelas e podas na asa. (.sDuta.ova § q*ffi § 'Ú FUCHS: 60 a Histôrlà dà cldàde lnatâlou. ! "Hrr^J-o *tê ldeamentos e l. retacaonada à abefrurô da Rio-Petrópolis.-). 20. como a côpinâ do terreno. União e Reginôs. um minha mãe me pegou pela frão para acontecimento inédito e nunca visto Dor Trabva-se da inâuguração da Estrada onde vi pela primeira e uilima vez. In: o cruzerrc. Nos flnais dê semana. âcontecerâm mudanças signjficêtivas n. Todavia logo @do àpareceu o pedtu o bicho para ser cofrtdo oo almoço.. 19 coó socjal. Muítos bandoleiros haviam sido impaaados das plagas sertanejas para 'trabalhar' para políticos e donos tlas teftas.). Um desses migrantes. d I urb'n' do Rrô d' ru! i. Encôntro De Merity a Duque dê cãxtasr En. realizàvam pequenas inleruenções. A pârcela da população que pôssôvâ o dia na região. respectivamente. atràíô uma contínuà màssa de migrantes. na linhâ centro-Italiaia (união) e como Viâção Periquitos (Reginas).ze loteêmentos c a 169 hó. De riÍle na mão. o presdente Repúbh@ Doutor Wàshington Lus (__.1"i!1"" 't0 1933.^-l?ã5Y:.ística espacial estimulavâ. "Caxias naquele tempo era um lugarejo inexpressivo.

riâ resutrar. o distrito de Imbariê. rd Av. rundaçao dd União popular Caxiense (UpC). como penha. Buscavàm uma _ roelril. Emãncipação políticâ e consolldação urbana: Duque de caxias nos anos 1940 e 1950.rân<oode."i.umá tinha regulâr de coletivos que tigava ao distrito aarioca da penhalrz. o.e. Servidà de tú2 trazida.r Ê. dando oriqem ao município de São loão de Meriti e. ei. a.: lr Com os moradores dos bairros periféricos.. fizeram surgir nos novos protagonÍstas sociâis que se instàlàvam no distrito de Câxiâs ..odov.nu4. na década de 1930. dâs estações terroviánas em dreçào ao Rio de Janeiro. em setembro de r933. do bairo cariocâ de Viqádo Gerat.es ao.ll]l]llo dê oràridádê.ham os produtos e sêruiços qde aindâ nao dtspunhdm.rodo o. Drogressivômente. Merity e Imbariê. às necessidãdes màis da população.. EsLà era citada. escolas como d de Dona Coroéria. Rud Manoet Sngenho). N o Ceçarna".."113 Esse quaoro ganhou contornos mais acentuados com a emânclpãção políUca alcançâda por Càxiàs na década de 40.as. Assim.inhd deseaDocô.adà R. t . 03. rl oe deze-o-o de I q41. Cln.à F*radà od s*-r. desmembrado.o e viàs ain( gànhavàm conlorno urbano majs definido.) eft uma gente muito mâl encaràda e sempre tinha algum tumulto na hora de pegar ou descer do trem.o-pelrópotis (àluar Ésco.o. deu origem aos novos dist.1.* s. t d. seu câsar. O crêscimento populacional multiplicou-se nos bairros pêriféricos e o crescimento econômico e social. passou nô Avenida Nilo Peçanha.a.De Merty ã Dlque de Caxias: Êncôntrô com ê Histórã da C dade oe Merty a Dlque de caxras: Éncontro com a Históra da cldade capina e mânutenção das ruôs ou valas e canâisr que recebiam céu abeno".na.1. pêdFn(d d lose cdrdoso k$a. ". o esgoto familiar e água pluviât.entrãva-se nas ruas prórimas à estaçào. or no(oes 1 à/Ídbet ldçijo erdm dàdas àos filhos.. cEtrpEDoct-BF. em 1954. próximo à estação."çào. e nà Assoctacào Come. através do decreto estâduãl no 1.*-ii. nessas primetras decadàs. o centro do drstrito já contava io. s (antigâ R!-à-da Bdíança) e Rud Jose de Atvarengà (antiga Ruà le do Poçol. via pdvu.poí: oê e(pro!.: . no lado leste da (atuàl praçê Robefro Sitveira) e a Escola Regional Meriti.!"d9. ao longo da décadâ de 1930 e nos primeiros ânos de 1940. no Man'fesLo Pró' emancrpaçào de 1940. Neqd e Boa.:y::lJo\: ". em 1947. 3. As transformâçõês ocorridàs. quando à baoàor culiUrai dos pàts permttia. a outros menos que merecem e aos últlmoa \ I : I o"ro o" . com rntuilo de garantf p4viréqios e conce. na 9f9?1". Essa elite comerciat ddva inicjo a um processo de polítrc€ que .adeú. das décadas sequintes..vos . retigiosas ou lunto aos carnâvalescos e esportivos que surgiram nàs décâdas de 20 e 3O1ll O centro de Caxias atendia. .guns tudo dando.. erà paE tà que ênviavam seus fithos pàra esludar e de onde obti. ropi. em 1924.o no Loos.. deedycgção era rnformàt. reàtr7adà no seio da Íàmitia. Pouco depois.. i r De. uma profunda inquietação a respeito da relação desigual que sê dâvâ entre o próspero distrito ê sut onginqua sede. em 1937. p. estabeleciam uma relação de distânciamento. davia. qLe fincionava com sÚl pública e. tornando-se o município de Duque de Caxias. donos de casas imobiliárias.os: !l-"-111l"r "vimoso Be{à-Fór e.à *r" â"". Novâ lguàçu. .àà ::j:ltt!1.ra I vJnrcrDôl de ououe de Ca. e que seruia de viô de lcesso âo centro para os moradorês dos bàirros do Engenho do Poto e Parque hfaiete. o comercial con. L uD.cial..comerciantes..) meus pais fi@vam preocupados com medo de alguma confusâo (. aume. Em dezembro de 1943.caçào sociat com seds "i9uãis.s liberais (médicos.a àtender às amOrcoes ootiLicas de seus reDresentanles. o distrito de caxias alcançou suâ autonomia política.ãl Espone cruDe. advogados e outros) -. erà lamtttar ou no àmbrto virinhança em fesbs comLnttáriàs. mds lá em creccimenlo.aro e faz. O lêzer.tEvrsrà . tos de Xerém e Càmpos Elíseos. m+*".. "i".ô..Éro-"n.1.. rUS-OSl: ::. à antiga Est. Avenidê presidente Vargas (antíga fstrada Jo Ruà Nunes Atves (antigd Ruà das Vàssouràr. sugiram a Avenida Nilo peçanha (antjgâ Estrada Freguesia_Velha). rrr Cluoes Làrdvàs. lata. Estrada Sâraphuí Pequeno). pruo do Iníruro qstóí@ d. quando poss. "De manhã e a tarde era muita gente passando (.om roÉa Lui6 Mãchâdo l.i. com seu comérclo incipiente.à Fs!êod do . Êm 1932.que êssumtndo o nome de personalidades do local. como atesta o depoimento da senhora Estelitâ Moràes. Avenida Duque de Câtias (àntig. íicavâ situâda próxima à pedreira. Ràmos À São Cnstóvào.055114. que se formavam r paftir dos novos loteamentos constiiuídos.iÀh Albp(o).iq"toSO. dc Í. hotéis ê prcfissiona.àaso 6" re2a. cuja infância. como "màd'asta que de todos recebendo. composto pelos distritos de Duque de caxias (sede). o distrito dê Merity alcançou lambém sua autonomia administrôtiva..sãei para o segnento social àoq quats peíenctâm e pa. i.tou substanciâlmente às diferenças de vidâ entre os bàirros perÍféricos e o centro do município. da reôião nâcionâis.vê|.brcá da voilar-d... p.

i E a De 28 328 habrtàntês' em rôso. e oaí para 24t 026.o'rào autonomià. os interesses de antigas Í proprietárias estabelecidas mais remotamente e oue. Afrnal. que tinha extensão do t"Áo"a oor oDienvo translormar a c'dàde em uma :nterventoreç mlnrcipal e esladual e camínhar em busca da adminrstrativà. s1. "(--.. que. e trouxe c esoântoso cresclmento popu'acronal rL) Apud SOUZA: 2OO2 e. ou melhor.roi vlnte anos do município recem emancipado' s:qnif.lpuç.De Merity ã Duqle de Caxtssr EôconÍo com a História da Cdàde De Medty a DLquê de caxlas: EncÔÔfto com ê Hrstóra da Crdêde nada fornecendo. à UpC oroanizou umd Com'ssào Pró. o múnicípio tornou-se populoso e industrializâdo ãinda no frnàl dos anos 1950.:. íoi orgãnizâda umd ãgíemtaçáo de caráLer.c. últrmos" .la e qelulrstô. a esse grupo. foi'durâ ê ines. § 64 podêr àeslravaaores da regiáo e. representatividade do distrito no legistativo e espaços de sociâbilidade locajs.. de cujos quadros emerqiu a Assodâçâo de Caxias em 1937. que elaborou um ma. outro bâluafte dessâ emancipacioni§tà. e sor. sendo alguns deles presos. criticando à "madrâsta" Nova tguàçu.eo urbano acanhado...i'. ôJuddrdo ooontooqEà. pr ncrpro ntantrôpicaL. Amaral peixoto.aE srím.) a rclação do distrito com sua pnnclpalmente. potânto.om "run.tàntroprà.tando do governo estadual sua àutonomia polítjcô. que slrpreendeu os signôtários. dai â rep. sequnoo os recenseanentos . enhe ouhos íávôrcs LL'MÂReuEs: 2005.§ § os setores emergentes do novo município viam-se frustrados com a política de intervenção central. sendo devena garantir um àoaralo búrocrático iiriã.l.ã L.tfesto.c ô . ro souzar 2002. A fofte ondâ migratória dessas décadâs multiplicou íü.'â alguns rudo dariâ e ao. p.á ó. 16. Alexandre dos Santos Marques sintetizâ ãs 9randes questões que motivarâm esses seguimentos sociais propor a separação do município-sêde.era de LTa esíera polkicâ àutônoma'. tendo sido libeftàdos pouco depoi. o governo estadual já se encontràva empenhado em estudar uha reforma administraaivô através de umâ comissào ljgàda diretamente ao governador/rnteruentor. sendo governâda Dor vindos de NiteÍói. "a colceoçáo de municipalidàde do Estàdo Novo nà..rrcs. i16. Somente em 1945. Nâ verdade. àssi<re. tudo lhes negândo"lrs somarôm-se. as relações distrito e sua sede com o centrc do poder. naturôis herdeiros do ãÀ.tudo negariâ. o Rio lahêrô "t!7 Em 1940. A reôção do governo estaduai. aproximavam-se desses novos motivados pelo desejo de maior êutonomia.. em quase de2 vezes.o ao prcjeto de reforma àdministràtiva do Estado Novo que se -utilizava dela pàrâ reorganizar o quadro regional para melhor controlá_lo ê angariar simpatiê dos setores populares pâra o governo federal e seu representante estaduâI.eÍada. com a redemocràuzaçôo' t"q-"ntos puderam fazer valer suas ambiqões políticas ! ou" ". a de lutar oor màioí atenção do podêr Ainda sequndo a aLlora. o fundamento da nacionalidade" e.. tI 65 . que êbngavà a funçijo potítica dominio amàralr. em um período de vlnte anos. Nêssa direçáo. encaminhàr a luLà peta emanopaeãoj a Uniào pooulai Càxien fundâda em 1933. !. ou pior. mas de umâ iãirtã a" nuçao. o! seia. movidãs força dâ nova conjuntura.ô de hâbilantes. o p-rocesso de emôncipação de Càxias estôva ligà..ã ou máournJburoc-ática que estàvã sendo construída sua ou Íor do aÍàstamento " governos interventores aos relàçio em atitLde oe criLica abefta em repÚd'o aos 'eslràngeiros" que ocupdvàm-os Dostos administralivos.. . no que se refere ao paqamento impostos e o retorno desses em obras públi@s.éd c e I t" Re. 6 .cativas mudânças alteraram profLndamente sêu perfll social e àánômrco. e. ka/. nos primeiros ànos dd ãÉiààu á" rgao. em 1e60"' Esse ôôDUlacào..ên*àóentos de 1940.".emâncipàção.essão à inicialiva de 1940. sentindo-se potiticamente fofre. apresentavam_se como en ent.".atsFo e f. oe um Àúc. Segundo Souzâ"o. ô n'lmê. E aunentou.t ouê se apÍesenlàriam logo depois nàs eleicôes fuot pti. 1950 ê 1960.o póprio dtstri!o .õ...

.. aaw-inãã Q . sob o controle dà r Gr. Uniaaaes a"e 3l9."..se também um póto de dlração mrgràltes mineiros e caprxabds envolvidos ....r-"1 mâs. D.i9-y1:C1 ro Dàrrro centenario..§ nio perapotis. e.às dê consrruçào da novà rede de àr". tg47.dtores agricotas e. à "'ldêm.. represená nente te ptóxifras. resp fespedivamente. t. Em 196A.. enomemente a àrrecôdàção municjpâ|. e rocârtzaçao :_-lP:Y:". Caxias (REDUC). -de construçào e manutencão.esse. seguín seguindo petd Àv.i. planícies recém rrUetas aos pântanoi... motores dê àviào.j...punt"ao por dos setores têxtit. nos anos anos 1940.iãll. da CoÍpa1hià Uniào Marufaturà de Tec. fãse industrialiTante .mais conheda conheddo @mo "do -. mobitizar atgo .õ. em xerem. acesso à terra e de venda de oroduçào aqrí. ã:&T'.**. hconro com â Htstóra dâ ctdade consigo os inúmeros problemas de umâ regrão despreparada pàra ôDígar. cornoL_se Jmd soc. p..enos_àu-ã' lncorporação por aventureiros que desrespertavam :l_:.ouro ôr onstuida em tdsJ com à n.* § ''' SILVÁ: 19s4.a Matilz *nto Antonio.edade anônrma".T"iTli-' J:: i:::il: Duranle a sua construçào e nà primetra íàse de produçào (194211947).2r..hom. tendo sua tinha de produçáo.r.i. iornoul se uma enpresa de càpttal mtsto e..ros crescimento aôual de 66.ês ediftcações eràfr m màr@ntes no tgreja Mdtriz de !Ânto .-. e pêsso.prctegida Suá petas encosràs aa se. em 19g2.ti... Centenário.mootante marco dessa tendêncià for a em 1. lá em 1949.."-ià.". à fábrica fàbrica é é uma e uma reÍetênci rcferência à própria il brasileíra. i. . 1u48. ruoua iguaçr.@ri". Tor-ou.i. asstm como nà vtla operária que à circundôva..Arrematavam_se terras ilegaltuente e os propietáios mais fortes prccurâvam maDter o seu doúínio sobre *us b. ed iva me ntê em I g5g. I rnscreveu-se nos màrcos dã economra dÊ " viâ-envorvido.tat. OôOrmi !-4eno. D..-"1'""d. *.pl. )licismo.período dê 1950 à 1959.. entre os quitômetros Jl e sz Aa pio_petróiiis.encêrràdâr. o poder politico potitico do .l#"ii.federàt foram incorporadãs à o"o" ioiã"ao.ot)-io. peças e t._ a. em tão cufto espaço de tempo.ens. )o9o ú"poir. e..vru.pàrô às ob.". 57. ionslÍuida . .epíesentavàm a ÍOrca >tolicismo. roi transferido parà Betir {MG). § toi. . ê súàs ràs inialações inialacões ab.-.ioà CIFEML. mais ss.ma oa esiããJ de Ferro Rio D..duranLe o.ábrica chegou. o .'6iâ1À:. pa.r"-".-iiã re4y. Com o té-mino do cot.its"ti. uttrapãssou ""tiq. -rês edÍficações t.". . CoTg conseqüência dríeb d6se fluxo humano.. Ol conrrrtos denvàdos de disouta pelà propriedade oos tel. sn_eddora do governo.o D. um volume tâo qrande d.0/0 e.-. .ioa ab. o ou.il'.-se€ngofàdo o munrcípio em um prcgressivo retàthàmento ràt""jàr. navtôm srdo cadastrados junto ào governo municrpal.ssÍbitidaàe d. .206 lotes. irL.. 99.".Z armadàs que espàlhdvàm a morte nas reaonáezis. )uguradàs. a .7í)i .. rro. do cent centrc de Duoue I bàirro aítro Centenàro..-..oduçào paÍà a montagem de D I ta quase fronblmente luase frontalmente ôo C Cemitério de a de e Belém . la Refinaria Reftndria Duque de Caxia (REDIJC). su..porte -.ola pôra à Íábricà...a 1e srtuar como quafro em todo o estàdo. O processo dê àglomeraçáo populacjonàl dêsordenàdo toi um sufto de indusiriatiTação.949. ào longo da ànriga Estradà Rio_petrópolis. o deputado deputada Tenórío Tenório Cavi Cavàtcanti e ilL1-.i:H:t: a a tmpanhia tanhia União Manufatura de Tecídos p4jrimas.":.3rli5..lito. I-". em freados meados do século dustrialização .orcamentô munÍcipal âtcànçou Los0. Havia tâmbém os que "viâm no tocal p.r e da antiga rstraaà .. sem_dúvidà. no""início de suas arivjdades. ào abrir o seu càp. brêsileid.Cíóó t-abãlhadores e suas Íâm.trialização de Duque dê de CaxÍas fot a pela h instalação instalaçâ em Xerém Xerém da Fábrica Notores tores (FNM). 66 De úeriry a DuqLê de Caxiâs: Encontro com à Históna dô Cidàde oieção ne(essária er tempos de guerra e ldvorecia o àcesso de mà ena-pflma e o escoamento dos prooutos.'lias.. aa esiaa ruM.ãl . no ano de rg<2..m torno àe O. rarmàceuticos instàlavâm-se no mlnicípio.De Meíty a Duqle de càxias.. a" e â a vocação vocaçâo industrial da cidade. úànsoônár E l::elra.""J?li.dos. a instâlação em xerem."r drrertos de anLigos donos produziram um ctima de viotência o! ã àrbitrariêdãdê .] marcos deterhinôntes dêssã .u ê direcionàr a sud tinhd de p.Or.t..a . il !' trta--EsrôG & Fúre R. . geràva condrcões tavoráveis dê permanência"i2a.l. U-m segundo e. de vidros.Fábnca Nacionàt de Motores. u rad as.ã. regishàdosr?u.atidáde -oã d. pessoas.. processo estava longe de ser simples e pacifrco..ll §.00o crure. § 1%.ourol. vottou a suâ pÍoducão DaÍà o sdor de motores. como àÍirma Stelro Lacerdà: ilcto) dos anos 7960.122 ul.

.a os seto. :mportânte dessà éDoca. é Dreciso considerar mesmo em dimensõ$ e@nômí@s mais modestas.de.idordo'.tmb M do Elêito dos dos ulot/tgsl . Enüe essÉ do6 grande< marcos produção de motors (especialmente os FNM) e o rcfino de petrcleo -. Stéllo. âtualmente. fábrica de tecidos. Moacyr Rodrigues rose camr o zrto losé Camilo zto Washington Rels rlé. melalurqiâ (27) e cerámica (21)'"' rndustriarsr2s € § .6 ucÊRDA. D.ioo a de Duquê óe câria. âpenas um enormê terreno abândonado. o município iá contãva com cerca de 112 unldades e. 15-16... 2007.co*.Iàhà r'?! § 6B r. EleiLo aiotlrgeg /oeKe oe rrerras frma a 5rt Lzt ttÓ) 3ttt4 LeéÓ ouoT/L9A6 a a n/tzltggz ' Hydekel dê Freitas ransftre cargo parã Dr. foi demolido sem nênhumâ iustil restando.{lu/tggt Eleito oL/01/2007 Elêito -or/orl2OO5 o!07/2009 a de Ê t § § tm 1950.ity à Duque de cax as: Encôôtrc côm a Hhtórá da cdadc Dr. Â Fábrt@ dê Llterário. Moaryr Rodrigues do Dr. como o Jârdim 25 de Agosto.rs/ot/ tstt Nâclonat" a tnlotltets coronel Renato Moreira da -ííidtffi1s a 14/03/t974 Nâ Câmara Municioâl.essarenio de maderra (28). o municípío pôde âssistir a eleição e a posse do seu primeiro prefeito êleito em 1947. 31. Os grupos políticos locais àgrupâram-se ao redor dos populistas amaralista ou tenoistã que se opuserôm ao longo De Me. Luíosar 195a.toi dêclarado"Area tr^ c--. pro.d26 No ano de 2006.. General Cêdos Marciano .Dê Merty ô Oúque de Câxiasr Encontó com a Aistória dà Cidêde nos ànos 1960.-. ainda no entorno da estação 37 /O1l ooveínou nàr trcefçd! . Com a redemocratizôção políticà. controlâdôs e dÍrÍgidâs ôo centro.. oito. Ruytêr E eito 7967 a éLl Otl L9lo7lt97t'qua^oo Fràncisco Estãcio da Silva câmdra Le / t M". com deslôque pa. recém jnaugurado.. esie rúmero àlcançou a @rcâ..p.. em 1945. D. em 1958.e. Duoue de côxias: pôtut ire côr o oble(vo oe àtuàlizàção dàs lnformaçôês 'rJrrdd BELOCH: 1942. o prédio que abfrgoú esta fábrica. Por 111 Vidaur€ 75/03/Ú7Aa O2lO5lteéz l3/05/t982 Hvoekel de lrêrtâs Lima em novos bâjrros. _§ . as demândas locais rêfletiâm ô do poder dos segmentos sociâis que se acomodavam no em formação com as ações de beneficiamento urbano.-& panlflcâçâo--(52)' -nrdadês.ô Eüdâs peo Prefe to Dr' Moacyr do Grmo. Tà. 31.

.?.-'9. Jlii ifff-o rÀddb.. :"..ãi'. aos moradores.edad.--ftr: dé. róiq.:...""ffi1 .'". com guarda munrcipat vtqilanê.o sisrena oe irr. no centro. ::..T":..:: rfrprcpaamente.'. em 1946.'.'ã. no_bairro itàlaia.Li. i.:. em 1947. junto a um projeto ass.De Merity ! Duque de Caxràs: Encônho cÕm a História dê Ctdadê expansáo do seror industriat.stencral conhecido como : ""*u ! § 70 Rb dê àndó . srverra. ".cas_ lsso prcmoveu um agràvamento de doenças como a cólera e a m-ôladâ. ..d-irçào poÇos ê b. môlA-â.. do conércio e de servi ^ .dô\ ê§tàvd silLêdô . . patir de a.o..Í.."...-".l'".'"1:.:9-"_t:1d9: 1"_rcpuràçào. màs sim. jnstàjou-se a p. iinham que dàr uns t.à pro -"i._-. ...i"1li.m_ranat ". -i ::::. a poputação uritizasse p"ço. à(rngru a indesejávet marca oe 9. que Sordas propinas para com o catro pipa..ico.1#lTii'r"il1T.". qudndo.ãsi"'0"íé..1r1*:^"1 9: rralido de vigário ce.: à amptiàçào o"'.620 càsos dê de m:ti. *. .:':".:?::. corno â que rot l::.:illl:XT-irõJ":.Xl:. :i". estado de cojsas contribuiu pâra que.". DeD.s anos depois. acabavam estabeleceôdo tiqaçôes com as foisai §epr. inaugurou umâ Todesta reoe de àbastecrmenro que cobna o Oài"o t"-rA. Rr.i.." . d bem da verdadq a idéia da distribuíção surgiu no seitiio de anenizar as dificutdades aas fimílias menu favorecidas pela sofre.e".1-91.i:i:!.ij:'.ea .:. Em 1941. prêcàr.T j.à(^< 2.. ."Y."a" .::': :ííI .êíàdo ê nuni...l:. os oarrrcs Bêr dos Cavâleiros. para achaer donas de casa e negrinhos."". a Ooença.íp... só resbvâ a utrtjzàçao ae poços dgmesuloi ou submeterem-se aos preços e abusos de um fornecimenrá de áouã rrregurar por càrros proàs e ao cansàço e e^to6áo dôs filâs nas bi-ca.re45. A br.1'j:-.ãJà..*õ: r:'# § a doençà.-pái . só foi âtenuàdo pâra à parceja màis abôstadà da oopJtaçao câxiense. na Craça Ao Cacifiàaor h?:_i: . malárta: em.. Zí J" qgosro e o centrc.ãs .:rq"*l I oo Darrro sao Eenlo.""çã" jX e^Í esidérciãs do 0""Ã. a Ê § I* § § ..u á.u-"-bíca púbtica.a. Vrta Sáo Lu.-.".1vjn venoe Es as pessoàs com recuso. ao longo dessas ..de.. o governddoÍ RobeÊ.'":. de oroprjedade de Enereiá Êrer.. :":-.' i#. ârãvés âtraves ao do ."-l e Drecár."d" . ! I tt .p.". r.es dê . que *ruà âqu".^. capa(idade for progressiua-ente j) ámot.:"".. ?1lh.ç...i.".s e Centenáío.".. irt'"ojlãrl. _t -^-__."":1r.relii* prmero :.:T'..á uso ini"Àiiro-ai'pesticidâ inlenstvo dO Destrctdâ OOr ..J99 casosrro. O combatá à^doença.^.#3i'.oJ"ili-r".iZ. cumprjndo promessa de càmpanha.".adas.lt" "*" "í"iÀiã ._ ensgta-nê Travessà Cinco de Março.I*"".orrn.. o municipio municioio àssistiL d à2 62ô.ocados pàrà terem o dieilo de màbr a sede-' 133 O flagelo dâ _fàlla de águâ e dos àbusos cometidos em consequencta disso. foi instatàdo nr. puDilcàs. luga..J:l:à""t ongàrentod.._-!":i. nao para que respeitàsem a Íilà. então..:l:. 'A faltà de àgua potàvel deu umà bod fonte de tenda pàra os funcionários da Drefeilura.u.erroso.u Em 946.9::nêuquradà :T peto preferto Gastão Reis.. Em àgosto de 1960.1 de seus servrços.":il: .. Lisnt A"" .1:.E."í. " mantenáose assrm àlé a metàde dà década de 1970.:-.li?i""i3. DDT. domicitios e togradouros dô crd..es de moradia e trabàlho dos segmentos Atsu.e ..-.iJ iJ::::.... i. Oe Menty a Duque de CaÍas: Encontro coô a Hstóna da Cidade bairos próxrmos ao centro.il...J j".

. eram muito precérlas.s eficientes resu tâdos alcançados. o mato está invadindo à escalà (.ouru pdra red-7i. As escolas particulares. ambutatório subordinôdo ao Ministério ae iraOaflo Indústriê e do Comér.a uÍ totàt de 2/.n lot"t de 135 enrre r-nrcrpdrc. Não só no que diz respeito ãos números..659 Tãt. ore(àrràs ao lonqo dê\sêj décadd.os . Ío-çdndo a oooutacào a p..io..cutd. Olàvo 8ilac. "Cantinua fechada a Escola Regina Sampaio (. do Ginásio Munic pal Expedícionário Aquino de Araújo..05. A fábnca funcianou até 1954 e fai desativêda em 1957 (. cofl -r ã oroducào em tàrgd escdia.... A análise desses números revela um lâdo cruel do sistema. A fábrica inauqurada em 1950.D€ MÊrily à Duque de caxtas: En.) ficà qràndemente prejudicado o populoso bairro._did â deranod Doputaciord.rr.-p".dr\oê(.d ê d nâretd êm looo estêdo.eb-ê drd. hâviô 10.789 não sabiam ler e escrever. 72 1ao Alnda no mesmo jornê]. o nun. mantinha-se oculta por trás . em uma repodagem.m.o Tdior de Lnidddes escordrês..vêssêm . reveava outros aspectos graves.àT T-to .rre. sem infrâeslrutura adequàdô..meÍo ben na:or. oêtr-hd ... e_rds.io.. à ou ào\ que t. I rrr A padn da aôáris€ d€ tab€ ê em LUSToSA. .esumtê se d JT poslo do SAMDU.:oio pdssoJ d co. em número muilo maior. por conta de uma campanha que disc!lia a sltuação da educação no municipio em 1957.re os indtce\ ce mdtá. os números do recenseâmento de L9501rs revelavam que de 20. penha. d Tunrilpà oade co-id!a con oo-quLsrmôs eslotds.). ri. r .. cerca de 31.ío. l0t êsco. A maior parte dâs escolas esiava instalada em lmóveis alugddos.152 criançês com dade entre-5 e 14 ânos/ apenas 7.761 eftn alfabetizadas e que dos 92.. Fechadá umã ês.459 habilantes do muncípio.. mas também às condlções em que se dâva o processo educacronal. qudnao a Lttt.. com energia elélrica au qualquer serviÇo assistencial".Tmlo neotco dd.. A rêde oe àte-dime-to mêdtro. nà*u ". uma entrevista com o professor White Abrahão.. p 131 1rr Cênso Oemográfico do Estndo do Riô de ràneró.Minas Gerâis_ O pó existente se espalhau peta local. úmbém conhêcidô Cidad-e como BHC/ o poputêr. (onn..).. No ronlrnlo. o. Os professores eram ndcados pelo governo municipô e estadua e possuiãm. Em 1957. que construiu uma fábrica de frCH (Hexa Ctoro Cicta-Hexano)... locâ rzêda no bêi. 1Ol05/5a.aoirat. Rio de Janelro. D.. losd.) é desolador. devido as suas péssimas instàlaÇões (. maioria esmagadora.fcài e. como Olaria e Bonsucesso.ônlo com a H stóíà da c dàd.1955:101. Op c t.ds no tora. 03. o jornal Íóprco denunciava. sem cafteirãs e materal de trãbalho suficiente. :1t:9r!iddd êm n.ol on r-. Esta escola instalada em 1955 teve a movimenta de matrícula superiar à sua capacidade. Séri..nte.A1ém das péssimas instalações.zdçào do BHC estava sendo contestada por diversos paises por ser cancerígena (. .§ ê pdí. cantàminado rios.. Em maio de 1958. cobrando providências do governo municipal â respelto da s:!uação da mesma o reve ando as enormes d ficu dades por qual passavam a população assentada nos bairros mêis per fér côs.ede e§(olàr êring.. que por serem pagas impediãm necessar amentê q!ê a popu ação despossuidã. tlvesse acesso à educação1r7..ê<. do rrnt oro. fr tô)a. O aspecto da prédio alugado (. o Inslitufo de Malariologa. dos Meninosl35.'A face perversa dessa pojítjca cansiste no fato de ter associado menores à Desticida e de ter induautddo à !àbrLd em 1950.1a tdnr.á oê uTd . a.face peruersa.) não contà sequer.o.. soto e a poputação resjdente "116 As Lordições d. o envio de seus fi hos para estudarem nos bairros mãis próxf. decaindo nas anos seguintes. soqundo dados da Agência de Estatística do Munrcípio.000 crianças em idade escolar forô dôs sa as de aula13e.Edu. mas uma .)_ Cerca de 4OO taneladàs do produto foràm abandanadas no lacat e o Instituto de Malariatogià foi trànsferido parà.) que chegou a àtender cerca de duzentos e setenta crianças. esrddua.a< qr". respondiam por e quase 70olo das vãqas oferecidas. da prd!à oa éanoerra e dê Penhà Nosdnor 1q50. vol xxxi 1.dcáo e Sduoe pLbrrcàs ê.ro Olavo Bi êc. a 200 mil habitantes..pó de brocà. L'! Tóp co. cujo abandono nâo é só refletido no setoí da educação (.. i! ctado nojorna "o GrLpo emjlnhode 1957..olà êm Olavo Bilá. em sua grande màioria.ducãcào prin. p. apenas o curso primário ou qlnâsial. Os casos mais graves drriqram se para oi podoc de deno. pdfrÍutàrm.. Req onê. a situação de ôbandono na qual se encontrava â Escola Reqina Sampaio. € IBGE. dl.cu. da íalta de higiene (pois nem sanitários dispõe). \os ãnoc t940..

importância destinada à assistêncía à maternidade e à infância (. João da Luz e Moacya do Carmo. que fornecia r condições de trâbalho.rslale e Ídça funcion. prin(tpalmente.a. graves problemàs com o abâstecimento de áqua. além colstrur mais escoas primárias. em p ênê . Financtdva- se dlravés de eventos e envolvia à conLnrdade. o L4âdo Pioreiro dê Arfrâída Álv. ligado ao Ministério do Trabalho. uma poftentosã rede de lotéis e boates. acàbaria se transformândo em sua represenbção emblemátlca como proieto alternâtivo e inovador de edGâção143. . 05.. d*ido. Em nova denúncià.iór|.ação TUnicrpio. oem como"laa.pico. próximo à estação ferroviária. nesses anos.leno. por conta disso. da exi. peta educadora e m.m Educâção. apenâs três outros precários postos municipais no Gramacho. ãlém "nem o Estado nem a prefeitura oferecem remuneração aos professores. anos I ! ' ' " a@ Ag_"d'do o. repercussão nà cidade e algumas conseqüências imediatas. )o. p. e que. só no final dos anos 1950. Seruia umâ modesla refeição aos seus alunos. pois não se vê onde. conclui que '. Por fim. Nos bâirros. àlem de suaáx. '' "§ P!qB. . carênciâ de hospitais e escolas e com uma deficiente rêde de transpofte.iaaã.ro Àlbêrto Rio de lanêiro Tese de Doutorado . 1997 E MoRRER oT. e que. foi das mesmas que. que veio a ser. Bãú dê Memórlã3..titantJÂrmandà Àtvãr. Com pouco mais de duzenios logradouros públicos ilumirados. Centenas de criançâs de menos de um ano morrem vitlfradas pela gastrenterite Não Esse ataque contundente às mazelãs que. boa pôrte deles oriundos de § camadas pobres da-população. o que com que a grande maioria das escolas da região não contasse um "corpo docente e de dcomodações conforme ás leqais". cono a disot. Vila São L!ís e Parãda Angélica. lrr vêr MIGNoÍ. ausência de rede de esgotos. dã Hl. qfenáidas com as denúnciâs. instaada próxima à estação ferroviária.orreu umà orioinàt experiência educac. veiculada pelo joÍ^al Tópico. a falta de irscalzàçào Ministério da Educação "que não sabe que ex. visto que.embrc de I as/. togo depois. "obrigôndo-os a exercer outras profissões ou opoftunidades na cidade do Rio de Janeiro. assim como um sêgundo. segundo o professor Abrahão. o. prefeito do município.ilrlu5 menos cIr em rErdçdu relâção do ao duror autor oas que. Aibeto.. no térreo do edificio Giuponi.so..nôt'óD(o No.De Merty â Dlque de càxias: Encontro coô ê H *órià De Meriry a DLque de Caxiã5: EÔconko cÔm a H stóriô da Cldade dà cidade AfrrTàvd. situado na Avenida Presidente vargas. a população contava apenus com uma câsa de saúde padicular e consultórios também paticulares. sãdidorê. E vem o nosso governo municipat incluir na i verba as saúde públià.r lamt uma Normal". destinêdo ao atendimento infantil em 197114s. No que diz respeito às questões relôtivas à saúde pública. não temos alimenhção adequada. o professor que à educàçáo en nosso município p_essifrà".. q-e cheqou a 22 esraDelecmentos.ondt comunitár. como os dos doutores Ciel C. [undada arnda en 1921.Escola "Escola Normal cinásio Santo Antônjo é deficiente.) essa quantia pequena não foi aplicâda. no final dos ânos 1960. p 02 Hospitàl hfàndl rtmóll. âtual "Mercâdinho !lunicipal".. sendo necessáriã. urqe _mats cinc instàlôção oe rnsEraçao de "mais crnco grupos e que. e situação salarial e íuncional deplorável dos proíessores.a pelo àpelidó a principio depreciativo de'. é que teve início a conslrução de um hospital público.1a'z Denrro desse quàdro cdótico. sendo um da SAMDU (serviço de Âssistência lv1édica Domiciliâr de Urgêncià). segundo denuncÍantê./.or-. Duque de Câxias dispunha de quâtro àmbulatórlos. ficou clara a situôção dramáticâ da saúde pública "Continua terÍível o problema da mortalidade inÍantil em Caxias. agredido na rua por uma das autoridade. A Escold Reoioral de Mãriti.ês privatizâção. que postergâda repetidas vezes. digna de uma instânciâ turística. denunciava que "em Caxiâs só temos um grupo pôrô mil crianças em idade escolar. Frente a essa ausência.céncrd e irresponsdbrtidàde dos gove léderà|.. D. Atacando outrâs instâncias governàmentais como o estado 0 municipio. lo/09/57.se precisa urgenlemente com os colégios pàrticulares. prgfissionais liberajs e inlelectuais em seus projetos.Mate com Angu. por meio dos empreendimentos pàÊiculares. No final da décâda de 1950. só foi inauqurado em 1969.sLàs. caria3. o que serja com uma "reíorma gerat que vrria possrbilitar a depois. a prefeitura.' e i I . Jà. N^scER Re$êdlvamenE - Hospitar Geral um probremã êm D!q!e de caxiàs 20/09/1958.ste Caxias.. ad. estadJàl e runictpat com a questáo. já quê corresponde às modernas normâs de ensino. r r. a sltuâção não erâ melhor. Indústria e comércio. náo existe higiene De assistêncía à maternidade não se fala. Dúque de Ca(ias receoià. íÍcou coahecic. três dezenas de ruas pavimentadas. _- ''r temos água potável. prejudicavam enormemente a situação da edu. erô tída como modelo de aUto gestào e de e\oeflêncià montesso. anã cristina venâncro.

além da Matriz %nto Antônio.. que deTarLêva o jogo potruco dd cidâdê j J#i:g"J era .) . No entànto.. o ioi"i rravessra ob-isatár.r.?""X podp.Garcià .ip"t. Alguns clubes de várzea chegavâm a desfrutâr de umâ estrutura maior.o pà. do lado direito de quem entra na Av. sendo que um é de 8mm. "Possui a cidade de Duque de Caxias I cinemas: Pâz Cíne Brasil ... a pr..s reti. (..:".onstu9ào tràgil de mdis parà.:.. uma càsa õ dê ú 'i3 LEMos: 1967.ã À cLmplicidàde com as qua:s ês autoridades " .Dê Mer ty à Dlque de Càxiàs: Encontro com à Histó. rr"al .ã.. aôo. com suâ linda e branca fachada.60..alguns de 35mm e a maioría 16mm. Nito peçanha. a população mais simplei do municipio.-i rúmândo Tà. apenas quatro.i0.._u:9:a. bcm residénda do residência do Depdado Tenótio ..a oara "te í". o ltapemirim Futebol Clube (06 de setembro de 1935) do bairro Itatiâia."_.) sempre frovimentàda e Sobrevivendo aos desmandos poljciais.. o ronàtezà que the deíàm. Outro impofrânte momento de lazer e socialização eram os jogos de futebol que aconteciam nos djversos campos de váueas espâlhados por todos os bairros do município que eramr na môioria das vezes. treinador e ajuda de custo para passagens e lanches em dias de jogos. atém do Ferroviário dâ Vita São Luís. chegou a possuir 14 cinemas. Conà Sliã naconheiros.Cine FNM . .iil"L' Douco depois Estação.'.. buscavâ aproveitar seus raaos momentos de lazer êm festas comunitárias.ili:!f. Umá Pa$ageô p€tá cãriar do. ü ."l"#: :T:'.onha 'debailo da marquise " da Cui" rrcquentêrdo os cinemas Lide. Río-petrópolis. Esporte Ctube Gramàcho... a maioria tinhâ umô trajêtória modesta e vida efêmerâ. Santos Lên urbàna oo centro o" Ã. e Esro.'.i. to9 e 110. na Av.. proslrtuição.trto o" ia sà Cemitéio do cote oito.'. â desestruturação urbana e a fôltâ de serviços públicos.'Cé\iàs hnha terreà_ Do tàdo direilo. tratàva_se de uma rede que . associada a do seu fundàdor da rua ou do bairrolae. oêra. Segundo ele.umà "ái-.oâaé.os. Desiacam-se nesse grupo/ o Belém Futebol Clube (furdôdo em 15 de maio de 1935)."'.t1b^"]..t.andros. Ldud cada ve7 vez mats mais pÍesente.Santa Lúcia .. o rêpoder potrc..:l essàs questões. e 77 ..-'.da aa meb petà .(. Possui o municípío 74 cinefras: paz ..--no -cenlro.r".. Vasquinho do Bar dos Cavaleiros.Ane Saracuruna . D:_de làdo estava o mats novo bairro da .* I. Espote Ctube Vila São Luís.1?:: reoondgels.m à..Cavaletro. na rua losé-Alvarcnga.. familiares e religiosas.ponto na Vità Sàa Luis.Cine São João . i"i. . linanclados em sua pobre êstrutura.t:.li?"lt:: -" Rro-Petrópo. São Bento Esporte Clube. na décadâ de 1950. a majoria concentrada no centro e âlguns deles em bairros periféricos. qeralmente. Atlético Clube Saracuruna e out.. por comerciantes locais e políticos. cnegavam à ciaaãã e se esoêthôvdn p"t"r-p. câmisas e bolas. Não temos.rni.a da Cidade Na verdade. os outros sáo.Caxias Santo Antônio .iÀr. coro "r. I?l". Trlcolor do Centenário. Iemos descreviâ.ãi.à*--5riq... A cidade.it..ã cidàde abe(à.. com exceção do da 23 ae oriiari. que . ".àrp"]."rr-ãi*t"! .". Esse espaço tiv-e de ContÍole poticidt àtraià_ dô âtraíâ.is.!YÍ )5 de Agosto _ onde a5 co4sttuçóes eràm numerosas e se faziafr com grande rapidez. a"r. r"*r. rrÍràes e contraventoresr4/" Em outro momento..:l:. a Travessa Manoel Correa cheia de qente\48". Srélo. oenanoavaT do cenl.. Desses sáo modernos.i. trcava b .. Làtve1 mrthàres dê prostitutas brancâs.ocatEâda ao roneo da antisa r :::.. a prostituição e.. eraç aa (.. dâ. " Ficava a Prefeitura na Av.. div.uç". eu desfrute.mà.o.".ar srrài .â o Cente-a-.llllf :1". a Do outrc J1t. e alguns outros no Grâmacho.pràça paiificaàor ao"ú.e^stava a Detegacia.Í. e com lnstalação pàra cinemascôpe. ea ffente a um bordel (. cidade no periodo de -^_I953 a 195/.ju*. louras. Drêsênrê o ô rrári. Essà demarcaçào"*urtunao.:. Nilo peçanha..lj^I.ã1. p. trátrco Orogas.."d..ànrr:t.ljr.ruri.Santa Lúcia .' . situava-se o maior comércio da cjdade. como sêde ou local para reuniôes.). Cone Orto.. A càsa do prefeto.§nto Antônlo Rosário Campos Elíseos . mas . o-esquerdo. umà áÍea que ia desde a .Cine Brasil - Popular Caxías . em sLas obras.) .i. Oeste lado.ao àiip.Popular ..dr1do o com os ."6 e na RJd Mênôêt i. no itto se.. nos Üens e nৠtotaçoes mulatas e pretas. r'e ucERDA. iJ. infelizmente. ai "cuntenas. ergudado Brcga. cidàde.ee _ divd.. A mâr estava . o praa próximo Draytmo à Pacificador. RJr Edtçlo do aotor.âpitat e próprio muôicípi. abrigava em rnterior o jogo.Cine SanE Isabel.. prnais carlocàs Uttimà Hoía e A Nolicid. lado..qutelur4 Oastanti caotica. o Hofe/ Mu^rcipdt. .ça do !r-?:::1y".oqra.. a padrr de uma geografid doajogo.'".

-- bairros de Duque de Caxias são desdobrãmentos .:n*r*r..""}ffi ff :H§ § ! 3 I € 7A .í"j "'''..'ã.ffi cAxrAs t'osr a. .:ü':*'L.iii:" ['Jl!..:Ê.iàoctà..:. 154 .:::.n."l."T"ãllri.??.:l ..+i.Á pnhavera Moctdàde: t u+:.!o...'.*ídi'"ff+ff. - i .f i" ãiàla""". i:::."....jà'']i :"::: i:j.oo'.+Í-'i#{'.áã. .macho.::.i"'t"*. - .ffi ifl r..) à àptop. .f..BitiiiJ..'.'*u+:çs'r.t ** "(.[ç1169[iffi díversàoqueonou.ç."':Í:: ^q.iúiii..:' :' FERNANoÊZ: 199a..".--.átr.t:..f . :..:tdTT.qnteiros_ :...Y:0. ?yr'í: " .í#..."':..àZuíi áuíio_.j§ . p.i ii ctubes dàs periÍerias da riaua. ro_i-à.vos "!i:i":{.'...ç.lf iifu :?. ffi ***13.. orientàt.iàçào dos '..ír..:Lí:ff[:j.uos.jiliti ii+1.atriã..'líÊlhü!i..{"!'o:ãr:."1. P#l'J..t"*"1[:::*ffi (omo ânendamenros e as parcerias liil'"-l:...f:H:".1.n:J['Flj1+$ír*{t+t-+. .:::r:1 xl:" m * : :.De Merity a Duque de Caxias: Encontro com a Históriã dà Cidâdê íffi:.r*:J.9t "tr"ia ..*lx..o.: T ...Í"#'. "' " capÍtuto i fl tiT".il:.tr:2":.". anarr-iiquZ.::: !""12:-.r.".:É#.: :1-:"ti:::Ei.1 aisuiUuiOal-em* i.êifr ".l:'""Hii.i i:i."llJ.:. pequenas e médias propriedàdês".tt::..'"?:"" d.As camadas populares impossibilitàdàs _ dê tngtessar nesses urprçôr.i.... )!::.#i..ouoo tv lg :tni. :Ê .*.-.ij..":Í:i:i*1fr:..":'.n:.#-"i.1:...f:':rj.l*lçlt$l+**[r'.r-."*t*. urrsuut.fiffi .trS trilíH-#n*i. ..

p. d. se a paftir dos limites dos primeiros. a princípio.. fraudulentô. ruas secundárias foram sendo abêtas. ferrovias ou rodovias. o deslocamentô daí para o Distrito Federal erê muito menos complicado do que outrâs paftes do município. o processo de loleamento di Bàixãda Tluminense e Duque de Côrtas. a proximjdade desses agentes imobiliáríos as autoridades municipais gerou relações promíscuas que fiz com quê essâs exigências fossem sôlenemente ignorêdas. as lançadas no meícâdo imobitiário em forma de loleamenios ter seus registros e prcjetos alocâdos junto às. desenvolvem-se mals ao longo das principais estradas. ganhou enoÍme vetoc. maneira dispersiva. como arruamento e sistemà de esqoto No entanto. usufruem latifúndios de 2 e 3 mil atqueires. IBGE. 13r.De Merty a Doqle de Cêxtas: Enconko com a h srória da Cidade devastação vegetal e revendendo a desnudada para a criação de gad. sefr benfeitores qua Dê ileriry a Duque de Caxrasr E. de 1910 a 1960. ficâriam encarregadas da fiscalização. ãas ações retatiias melho. no primeiro distrito. para através delas âlcançarem o comércio. p!dessem sêr aceleradas e § § § I e 80 trânsferênciâs de titulôridade passaram ã ser realizâdas de n mu:tas vezes.putàda pàra Dentro dessas circJnscánc. concentrando-se o mais próximo possível das estações e. comércio e serviços multiplicavam-se. cujo centro comercial e ôdministrativo desenvolvia.iaç.o de grandes p. por sua vez. o 231. As Actura (Campos Elíseos) casas localjzavam-se. . prioritaaiamente. ao longo da ferrovia.Segundo o exemplo do grandes proprÍedades ab adquiridas pof empresas Dafticulares. ligândo as suas artériâs. Várias companhias jé se organizadas com esse objetivo. até 1978. A concentração dâ âtividade loteadora deu-se. 1937. 213. "155 Nas décadas de 1940 e 1950.1956. m porqLe 1ào hàvia nà ter nenhura penatidade est. p. a intensidade do loteafrento e o preço dos lotes de modo geral decrescem com o aumento da distâncÍa ao Rio ou à Niterói. ru. dos quais surgiu a maior pôde dos atuais bairros.opriedades êbandone contô-do cor privilegiàdAs informaçdes de agenles govername I ransfo-raoos em sócios desses emàreendimentos. "'". íuturos bairrcs. Gramacho e e êo longo da Estradâ Rio-Petrópolis.coôtro com ã Históra da Cidàdê Somente no município.t. seruiços e a estação de onde poderiam cheqar ao Rio de Janeiro e seus subúrbios..dãde Os loteamentos constituíram-se. umà mudànça na lêgislação permitiu que i -Emrelativas a compra e venda trânsações dessas terras. divêrsos loteãmentos retalharãm o município de Duque de Caxiâs. MfEm Gomes. FEFNANDEZ t99a. Segundo â nova legislação.ava e. "Naturalmente. Fluminen3ê."**()Pi1l:]1. O quadro àbaixo procurô dar um pânorama dessa fase. expandindo a área ocupada na medida em que habitação. lquer espécie de aproveita mento Há indivíduas que por meio de falsifi@dos e da posse ilÍcíta de terras dominio púbhco. se no sentido de atender as demandas imediatas da população que ali se insta.. l só dessa burocracià. re su lb d o s ca m p I eta fr e nte sa t isfató r ios. aos poucos. EsiudB rur.874."153 Os interesses imobiliários e a grilagem moveram-se direçào a àprop.amentos bás'cos que deveriâm ser reàlilados loteamentos postos à venda. facilitando o pagamento Iongo prazo.as. foram aprovados 228 oleamentos e. revâlorjzãdâs judicialmente indelinidas. Novos ioteâmentos. como tambéT. a princípio. o número de lotês chegou a 230. após os prifreiros índispensáveis/ retalham as grandes áreas vendem os lotes. âlém disso.municipalidades regrâo que. êxpandiram. nas proximidades das estâções férreas de Duque de Caxiôs. Bàtxrdâ : § a1 . § § I 5r FEFNANoEz: r!! 1998.@.

etv.ras Lrud.'"í".ur-ros barrros poplra.-Ê.jào..ôLàíror. \ I al . Cramacno e Vità Caetano Madeira.JL.esidenc. I côbo dê maneirê Motores.. em riqLe. nà-. l..oreu Lmó acereraoa úroani/açáo qr" r.íasas corstrLíoês na áreà poo.baiÍros .g_à pard o uso domesh.a: Nê so ) Crnrra. s 5' BÊLocH.o tard.. :a lmoã.. pár. Frequentemente. qre au.o dd . De uma ranera gêral.o das v."llly"".".eseitãmos alteflotmenle (ono o \iLleo Colonial São Bento.ra ao longo dd estddê dà Cambodbê.rfilddos'u..r. à patir da décêda de 1q50.!ds conêroddds Dor agenres. no lardrm 25 de Àaosto tr96r loi evado a oêràt por enoregd. e áo tns. a Cidade dos Meninos e a Fábrtcê Nacional de s Dnne. e. Mapãs oe Lôreàmênros.raa.nÍo.seos.'=" pLblrcos.droi.it .ôntro.. q. 'rcrat.entuuam u I populâção dessa área degradada.ote-e d pelosa sr so umê penosa epopéia familiar.ro de vrarailoioota desenpregoL sêu\ fun( o-á-os qup.o e/ol comunrtána píesê-vac. on<t. L cam à casa semi tonstruída e vai cancluindo à abra de à. ioreaoo. o morador fixa residência no lote nrmaro . e . com e\Leçào dê arguns .:à. .àJ sra dd FLnddçao Abr qo C.ltco.!e..nc-tramênte qud.oLdis (omo a. s an a" s..ds oecadaj ue ryru e 'rcrarivds t94u. . atual Doutor Laureano.:T::1 0e . que loteou o pàrque pautistâ.dàde Ídril. oestinados a compradores ràis qn. .d.ta o.no.. pelo Banco Central Bra§ieiro S/4.rà ds coro a fTp esd Met-o-ànenros C".g:-ais eT bdirros nos nrntcrpros dê D.or -/oJ .pêTerros Lrbanos " inaoequaoos ou rl:?.sro Reoento. -ro arêod 8. à.^dr-anoo.1: Lom seu§ eoL..".ie.ecem tnslarada umd al.a. localizada em Xerém.mo..r. mà6 "-.""..lu.iãi. ser mà q ebê Ámàoà e aab.v."oebd DLqred-rc{à"... Oulra pêrcelâ originou-se de desdobramêntos ÀabiLacionais fgadoi^ás gerLttstàs oronov. pm Canpos ft.o-cor.rãi selê grebas o .Tdndo S. ""ru.dvam muito àqLén das dresoàdds nas propaeàr da< ... .oà\ ra . à medida que suas pequenas econamas t942 §r"!!!. d Corpành.T 25 de Agosto.oJe dê rd /BdfodPôor.i"":.a Proprietária Brasileira. esses .eme-le á Tenório CavatcênU -Tudo àoJ-\rcêo do TodÊsto .o'ç5"t d..ôm à H stórià da cdan€ De FowaDos a ÉÀniin oe roreamrrros nas oÉcr lu!!iá4L 1959 ilerty a Duqúe de Càr as En.^ . loteadora dos bairro.adr'erd. plêretddo:". 26. ra íonsLruçào e l: ^1r."t.ôm a Hrstôr a dà C dad.nro.dr ".h: B. 9:n:Fe.o . tsàq-e er Jdrd 1 pnmàve-a. também. a.*ta dp. Na Cidade dos meninos.e e ãssist ndo a chegãdâ de novos moradores. D.Dlo F oi (d.. dç .eae â. nesmo dssir. posle-.u.e( :11:1:l§a popurãçao.no-adtd es.". oLe do. o... i uo -dmbc de Cà-t -o.^:::.eoesoosrruçao va as Ê cdnais pat à a drenagên das .s e do esgolo domé.r romo na instd.*ffi 1943 1951 lsaque S Emp. a desa|vação do proleià dssislênc. por "o termo é àdquirido en prestações módicas e a habitação muitas vezes erguida pejo próprio comprador.as paotrcàs.Dc Menry a Dúq!e de caxêsr BÀrRRos L^EE^ Paitàd En.arda cam suà d:)pooibtliddle de dtrheno e de tchDÕ "rt' O processo de loteamerto 944 t952 . e. co. I:i.egtdo. dr. ass.inob.ô r$o. 1986. Mas. eek(d ê no turo oe ooLos pdra obren!ào oe.orÀol-.e.aCào oaágJas precána. Em São Bento..a 0o bd. Cdxtãs e Belíord Roxorss.!.qLe o.:" íBelfôrd Porô).'d qhoq rD." feerq i permitem a campra de màteriais essenciajs.

em 1959. Esse íluxo mlgratório inchou populac. Capa cariar: En. abriqou nesse lofeamento.d e em busca de aloum" dc.s -erd!oe\ \or. tevàva os ' O Hrn. essas relãções lnlensiticavam-se Também nas festas comunitárias de caráter religoso ou ligâdas à t. num ambiente que mudava âceleradamente do rural parã o urbano.icou co-nêcido como . O baiíro doriqorià LTd -g^r'icat'vd rnfraeslrulurd voltardo o orerêcrnênto dos seus loles para.á estampada no jornâl loca O Municipà1. seca ou violêncià' Aspiravam uma existência me hor e à ascensão soclal que a cidade poderia oferecer em comparação aos limites da vlvência no campo' Os homens e mu heres que compuseram esse turbiLhão popula. obrigando seus rêcém instâlados moradores a construir as esiratégas necessáriãs parô se fixarem. a instalação da Fábrjca Nacionat de . Problemas cotidianos e soluçôes possíveis: as estratégias de sobrevivência.eslrdlge'ros.pal. q!àte 50% €o 05 d4pomentos de àntoos moràdores de Dlque de caxias e dô Bôrada Fluminensc' 5oq" . ro bdr. eslratégias coletivas íoram construídas e essâs experiências sociais partilhaàas pêlos moradores constituíram suâs hlstórias.s múnicipios do norte e ôordeste do Estado do Ro dê lãnerÔ' os dÊmãis 5ov. empenndoos -d .êdição rural Ao pouco§i os novos moradores apropriàvam-se dos seus novos lugares de vlvêncla. capixabas ê nordesnnos .om a N stóíô dâ cidade noradores a recorreTem uns aos outros Nês ações coletivas parà rmpezas de valas. cêslo. como Vitã Sopãpo) e Sània Alice.ão de miorâites d.d Ddrd \-â coasl-uçáo e operacio. Outras iniciatlvas foram marcêdas pelo parlic!larismo o empreendimento orqanizado por Nelson Cintra. progredirem na novô terra. a vlda seguiu em meio a difrcuidades. Nos anos 1940 e 1950. r nàl oa opcadê oe 1940. atitudes marcadas por uma herança rural reinventadã construíram experiências. do Espírlto Santo. em relação às càrências dos balrros. Em 1950.n(rpdlmente irgranrês denàer. Os bairros de Duque de Caxias reíletiam a composiÇão social oê seLs hdbtrarres. de Minas Gerais e do nordeste do Tqqês mrôràntes e suas fanrliês...s prepa. airavés das quãis desaf. quem sabe. canais ou posteamento para impementação da uz elétrlca. os recentes bairros dessà nova cidade pouca ou nenhuma êstrutura ofereciam.De Merty ê Dúque de Em Xerém.ds e dê vilrnhênça.'à. sifuada próx ma ao rio Meriti. Bànanal e Íouaba tolnà.ardim PÍtmd/etd. ên meio à dezenas de bâiÍros populares. Miracema. De maneira geral. rspãco. o Jardn 25 de Ago\io e no lô drm Pr navera.Gràmacàoêstáássim. buscavaá na mudanÇa para as áreas urbanas.r. rd qua flcado e as vllas Operáriâ (conhecida. pe a lniciativê e opotunismo políiico de Tenório Cavalcanti que. Umd nôri.. retrâLa as dficuldades enfrentadas nesses bairros: "Atendemos ao convite que nos foj dirioido par ma$ de uma centend de moradoÍes do popu'toso bairra Grêmacho (.A8/A!1952. ro cdso de emergénc'ds. Cheqa as raias da absurdo dekar as ruas como Cantagalo. Na eslera comunitárlâ.). No enfrentamento do dia a dia.os imed atos eram slperados.ê à . sobreviverem e. A que vimos foi o sufrciente para ficarmos horrorizados pelo abandono criminaso de uma populaçãa que está na casa de oito mil habitantes.obrev'vén. a história do municíoio e da reqião ro Das EnÍevstas qúê cómpõem o Bàn.dlvidem-se entr€ miÔefos.omorddore.ensão so.i d titá Engenheiros. a curua demográfica em Duque de caxias apresentava uma extrâordinária evolução.em-se tnltdn<ttate. miséria.1. qúe formdrên ur núceo -qnrlLdtrvo jJnro outràq " cdada nacionàlidades. que aoÍgavam os operários da tábrica. estabelecendo sólidas relações e aflrmando uma nova denlidade.ontro . dispondo de verbas federais.o o. mas com a nle_\rrrcacáo d.ional experlmentaram slluações muilo diííceis As condições que encontraram eram precárias. a p-óDnd necesgidàde de aruda núr-d. asslm como os demais ocãlizados no entorno do Rio de laneiro.onalmente o município recém em. clnco novos blocos forâm construídos nà Vilâ Operáíâ IAPi (Instltuto de Aposentãdoriâ e Pensões dos Industriáríos). como eslavos e finlândeses e a Vila São losé. que como o nome djz abrigàva o pessoal técntco .alidadÔ do CEMPEDoCH_BF.ncipado.ddas de s-a lerld de origem.canoo a viaz oo< que ali morejam pela conquista do pão de cada Nos bairros. 4.ràr. pois. atuôlmente. que abrigavam recém cheoados mrgrantes lraoà'hadores oobres. que foram desalojados por uma orandê en( rê_Ie. em tempo recorde. as condições de-vida que vam dlluir pela fome. no âmbto pessoâl ou fam liar. esre o-e .Lla petd .a aao de-obrâ lecess. pr. Fâtosê Palpit€s . a áor cd co'strJru irês v. relnor êqurpaoo\ eslovan 1ó centro. centenas dê flagelados dã favelâ do Mangue. os pontos de pêrtida dêsse êxodo eram os munlcípios empobrecidos do node e do nordeste do Estado do Rio de lanêiro.

t*_ ""." . de Misrà.o oo nJnrcrpro. do n-nr. Nêssa en. C"nrufonoã ' qanha\d dul-ntos nLTá pêdÍe.abrro / ) a. dos qerq oâno-s zeou... t-vavd u I a .ãr"fà. vd nào re1 com que des.rr": d sága rdn . 9oo.".'d.* O âulo...:. Derxàram um § Deoueno s to. Fm 1952..au rrdjetoÍô.. .é !dca'.tà ôã... ..ds dê d!ft.tagoàs! nàqúete tetdo de tqr9_ o cà.r.Teiros rloacrros oo_^. e. i3[..à epocd.. .. ur ba.À r.n..ap \abo."."".:.. à\-rn como a nrs..".odder ao . .o(odd\ com /êoLtnFd " . à ... I r \e....-"i". ::l':?" reurtroo poLcos .".iplo u.ooo .0". I qrdr res re..d.a.rave.. CfMPÉDOCH_BF." . po e\en o. no esrd.:fT -Anaet\àtio lhste àqucte_ pd... cinLo onoe-eco." :9... o" . a envou o5 ôd i{..as: E.lê. .r.*-.d....D.:.p-oprieddde.. 1.àn às o sponive. b.as. soracu_ur a lrà1oo re:rden.. i.jii""T?jiãil.ôm à Hr..ocát o^op ^r.-u .orou"no à theqou os empregos íorma s ou os tràbàtho.r.o. a...t.:lll.: :" J:.. de pârenlês.ddd e o.?i11* t "u. o". .:". _.i. 'u. md.ll'j De Herty ê Duqle de Cax. oo. o. tem inicto. .t. Tl. p. ru..-.J.. oe .X.antiam a-matutenção pessoat e cla família.Jir \ua n odesld ...rno."n:.:gt.d...ha/â p".àdos e..es ..rn."..tÍuçao . . tnqudnta lT 3i1i..sr r.o.oa A.ps Oen(...vod dt.dnde... anles de .. nà De.t de Agosto. registradas em textos literários oenerê..".ãnqô" novos moradores. nnd n^. (."i.. no Lspirro ...dddes e " Dr.oo..o Mô:.. o ír.o rote"Têlto do ba.ori. d..u assoctam esse deslocamênto de trabatho no próprio municípã J.otL.conko.( orldndin To-ou.a.:"àl'o.or d . Anró1o M".: r. no-Oest.rc. nco to.^ sã:.0.od.o.iro( Gramacho.a Jmd vroô "e..rdos a.. .". f."r" .DeilénL âs" e ".ova.dg da "... estrmula o" -o :f:"^.-sralddo ate.tu_ p".. ".1 .: . Dê êro_do cor oLe.se. proragonrstas simples.ont.s esrdvan e. Toranoo no bd. .d. Á1ró1.".anol ."..r.m-.". .n.r-... o serror Mdsserà .rà c suo.lii'j'..**. mo oJ em Mant.". Lr" ou-.. o.1:...es.. .." ]. "".to no ne"no... j. v a. cor rua vtêb trddde ê.o"Ãi1u I..To. f. ar.) nao tem des.".goriqldc mà" srrpt-s e a trajpróÍd roao a...rj.:.o.o \one..tê. poa. o _L z R.."_. rerrdtâ ". . Fà dtvlsd de se.if. vest... i*.. em tg42 t ..a i. em 1958.-.." ^ -?-s:^9-:l:rornou I o. o. rev-là os derdlhes ods e.efr rn.. .ântddo o l"re".iori_. \êq rrdo c.yr-_. io d- à Históra da Crdade ao..i". .irda no.o o" uuquê de Ca"ias. t. .sdca vtnhà aentto. oepo.:: J"". ilíll....i...:^r. Zeou.1"."_d. ontr1. i.s. o sr. al q"" :.".. e Lom o o.i. ser *"" davd clesddo anres oa. . ..'.tor dro\.':.... La. à pensào.uo -e!rd..om :T: à . '..s no rrun."n1. no o" tgü .. sesl-do erê. .seo(.-.n oeq.t Con ttes d...e.nenro.o."rn"iAtiioi." ."'i.Í a . ê.êr'vênc.: .i " a. ar rmo..."": cldade qrande e do sofho de uma vda melhor.l. As opções pequênas mênuiaturas e nas obras ""..i". aa..\ê lund obra co p-q|gfr.J.. o..i""r) Ii oo..nrevrstas.enr.l. Em 1o49.id. ..er r.r.vro -Uma nordesttrcs_nd Car.#. ds o. O" rr..po.ai"..'.i.ddor do pttàr.ntro . Hênty a Duque dê Carras: E.:d..a decdda oe Loso.ioa na RÕ dp \ là1eno._ tÍ"leróflàs Oe..p.. VIia\ oe ranprra d-po....ê r.--à BànGo de orátidàdê. ".. RàTos.-"":.. O.ir " * o d (Loo que ê ródo (..oi 6" 1-s1 .. o. nr_rr"..srà-rê oe M-ni1 sod.io.i"oo...c lelavdn . cãpturadas em ...:::l Dez anos antes.slpe . . e._ spte dÉ5 de | Àgem a"i:!: ridà de tuapt.". .nne ro d ."j" Lddo..en Cor.qr..na" (r-oê-. po....a ' Dalr'o CaTpo..qr1. . . o or. -nO"r"ài cds.t para Lomrêr seu role í.:.ne.ddtEe \eÍdo de 1958. e ono-.o. cdlras. . .cêsd de Do.d .ru" t"àã.J.:^..uo. O de5ejo dF oDtêt una.(os orvercos. . tànben r. '.or!ers.""".'o" "tii. no Íunrcip. se-a . . sua luta constante em busca de trabalho e na construção de uma pequena-poupança que possibititasse a compra. Drqude Cdt. dire.on_. ! I _ al '" .1'" .tes ilordês.o's ga.uille nava ": provsorôreôlê sô.à.. T...dd.s l. .àfr@s dutoç do Dàu-dp dÍàtd-. .on" inu Ou f""..3â.o."".*"t".r".no desrocomenro petos lr.''".."^.o ..pens. aro de rdneiro. vàgavd T Dorcomprar seu loie e uu...Er._lllr-""1e. ro . . s-.--e Desqrisaoor sfêtro Ldce.."Jf'"j D a: (rla rd<.nirarse .s rarde.-u.i... .às dot ã roq rO......q-eiroj o S.I::l_TliJ: ": Inprovr.ecurco\.ld.:Ji.. u"píã.. . elq-drro.o G. e D.'. . (omorddo Jn lote (or rêrL-sos ba.ro ob. .a.ondjçôes pr_êcárbs dessà chegada e roã._r.....-.1' uc5-ldvd sdiroa rLrnà Í..à Corpdnnid Brds rê -à . "ri. uo!'or io-rêa1o.ntil los p re -os dno5 de Juds \rod.trJbâtndnoo no ci!tl e eT b.:i"J"I!"i"-. de *..C uni-tas dc i slnoue e d êsperénLà dp muddr de ."^. ".".T.do de poe."". Jodn. po. " :':^11-.. er .her r..t.i..oo =" "."llmilh o..pàraài.."..".ro vrta sdo r r."_6. . as.. ld càsddo. nrmà onde kàbathava no Rro..ôm o r nd< 'áb r.e" r"nc...Esses .o.::.o deseês o.1 c.. o-dê. lrabd....tór a nr C dade Essas experiênciâs veiculadãs peia memórja.r. -..b Te10s.o-d dd .:'...an.o " C-ama"..ip -neqdva o senho.. vê:o ._ qràà paga àluquel (. orde DJoessên (olslru r srd .ãi..rta des.

1.ou d.dLão... prd '.. dtê que.. \a mdtor pate dds vezes.ansgà o bcneptâc[o dd "u\eilo t.n. oor vo. morador do baitro d. " D-oo . En SaÍ""urUn:. thdmddÕ lase F\hn. com intuito de somar esforços na luta pela sobrev Vência de todos.. Epttácto Bernardesl6T revela que. tdêm.. o quê e dc sel esttdnhar e que eçse sem enüdnhos.i'-i... "O laime Fichmam vendia os terrenas.De M€rlty à Dlque de Câi as: €n. levou alg. .) p. "Então comprei esse terreno.fve-dT Tdnei d /. . a longo prazo.d?a. CÉMpEDOCH-BF.açà e.....d ds Dres.tó1 o )ô. .rr66 apravando tal O Sr. Além das enormes diículdades tinanceiras enfrentadás oârâ ê dqJs.mas lan tds o ocLoo rac. que ndo sel tona \amptou au se invadiu (.16s. pãfte da imprensa locãl denunciava essas jrregularidades e as conseqúências . tinhà a minha muther.d.) parà pagar 30A cruzeiros por mês (. Antes mesmo de se instàlar num modesto lote.dmlê 'o ._) o pessoat era mais seguro.) Olha eu qanhava satário mínimo.s. ati tomando o trem para Gràmacha.16e 'olrr oà Nuncã rão pou. No Pilar/ no finât dâ década de 1950...os roubdrãm tànto. que alê hoie à.) em sua mâiortã não tinham d". mas '^ não sei tomo )o<ê f.... cobrando dês autoridades as àções "Cheqau a nossa conhecimento oue na florescente tacàtidade de Saracuruna.]sào de Engenhària da prefeiturâ.. O fato de que a migrêção das famílias se dava em etapas.... Eu pàguei com dificuldàde. no bâirro faquara. d< duvtdds en reracao d o..) tinha que andar à pé. ("..oo"ita dqrlcLlr-ra e c-. Uma das formas de superar esse dêsafio era aceitar as condições de compra. f. que se empenhavam na obtenção de traba ho e moràdia.comêço_ â aparecer dono/ mas não era dono de nada.-o. o Ber-o.qei tegaro..n. 164 Essa lrajetória..porque o pessoat naquele tempo economjzava (.o àqL.DeF -en'o de A. _ào çe. até hoje eles não mostram escriturâs de terra.o !-nt. mas conseguj pagar (. Bàncô de orátidàdê.F-ro de o o" rà1or cáÍos dô. Aeteiminaao e muito conhecida loteadar de terras de arigem obscura. as empresas imobiliárias ou mesmo as iniciativas pafticulares desrespeitâvam as condições de propriedade ànterióres e loteavam a área. t. d sàn(o dê Ordtidãde..sde i953. Nâ maloria esmagadora dâs vezes. Por vottà das dez da noite iniciàvà a caminhada de dois quilômetros parâ o casebre de Zequinha rua escura. cEMpEDocH- dessas. (.. De uma mànelrê em geral.i-dndo . prà.se dD-op.t Na epo.. modestos e localizàdos em áreas sob condições severas.do oç oonas de-sn t"*as.".hodm toleou o tàoa de tà e o : José Fichmam do tado de â.. sobre a ação loteadora de Jaime Fichmàm e o irmão. cEMpEDoCH-BÍ.) tevaria um mante de anos para pagar. ) eseturds dessàs dnligas tem um dmgo freu que Lem documentos : das avós delc que . era tudo griielro. ô iutLro TOràoor en'renlava o oesafio oe ddqJrr.. DêDô .. .dçóes_ t___t f o irmdo dete... Nito peçanha em direção à estação ferroviária..o\d a Jcto dêle_ sentd\à dll nd p.. teceb... s amos dos Sanros."*.OAO cruzeiras (_.to<. .ontrô cofi ê HistóÍia dj C dade as procuravam reconhecer pàÍentes e ^migrantes amigos. manobrãs jtícitas. revetou uma impotante questão re ativa ao movimento migratório. oferecendo-a para venda. pagava passagem e levàva marmita. tempos após ter cansequido aorora.o . bandalheira. duas fithas. literaÍiamente reconshtuída. principalmente... exiglam um enorme sacrifício Financeiro pessoal e íami lar.ndd rcm 1. na épa? custou 3O. de ouê O-ano .) parque essas terras tinham regtstro\.a Dessoàs.rén. o Bdnco de Orãtidrdê. oíerecidàs petas companhias imobitiárias e que exiglam do comprador anos e anos de preocupêção e economa cot diana. Umâ vez obtidas êssas condicões bàsrLas. "as terras (...> r .açào de Ld'a e e'es rà se dp-op.'e9al das propriedades causavam inquietações nos futuros compradoies. (. causâva estranheza a origem de parte do loteamento oíerecido peta fàmífia Cnapmam àue.. o resralre dd lanitid l-a-spoídva se Lom a exptiLttd rnte'çdo 0e reconstiLUir os'aços de patentêsco no nor'o lar e. L_" plantd de lateamenrc r-satveu totpdr umd prà\d doada à prefeitura de Duque de Caxias.*. càes vadjos e cheiro de fossa recepcionavam os recém-chegados:. vendia dli na p.Ld de !945/46. seaJrdo o senhot r Rd I os'o3.. migravam primelro os homens.) O qrupo percarreu a Av.a da lmpér...tdrar e tolêdram.. em 1940. p &. o depoimento do senhor Antônio loinhê. (.].ção....eno d" ró1. lá aue àntes vàaos "o"i lfl:. nê. (haoranl .

. dô As condições de ausência de equipamentos 1 a r'r D. pode-se ler uma id€ia da dimensão do problemô ê da validade do poder público com a qleslão.Do § L'r tup! Enco.. o comprador aferrava-se seus documentos de pagamentos dos lotes.fo.losé Matoso. àlém de terraplanagem de uma vasta área ataqadrca. ldem.) só depois de muitas dnos. já com uns burêquinhos. através de seu Departamento de Obras e Depô mento de losé Matoso. Ainda segundo o Sr. As empresas imob!1!árias que desmembravam veozmente as antigas íazendas."' Aq . losé Matoso.) a maioria aludava né ( ') e também quando a qente'puxau'luz até as casas ( ) era aquela de'cabtne'bem fraquinha. losé Matoso. ampliavam nos na medida das possib lidades.) Aí já tinha quase a casa toda prantà. colocação de meios fios e construção de sarjetas.) sem carimbo.. movimenta de terras.r ty a Dlq!e de C.tidãde.Apesar de devedora de uma vultasa importáncia consegue a primetra dessas companhias a aprovaÇão de um navo plano de Um dado interessanle no processo de construção e.) Ahl No começo. pelo reqistro jornâlistico da época. Francisca SouzaL/0 lembra que o marido. ignoravam sôlenemente a§ recomendaeões munjcipais a resoeúo dd 'rsttru \ào de ovos lote"Tentos...to de losé Matoso 'I .) denominados 'Leapaldina 5' e 'Càetano Nàdeira'pelos quais se obrigava essa companhia â realizar abertura de ruas. as ou a assinatura de documentos não catoriais.à_do se r'alavd de rnleÍ/ercoes 40 ê.) eu comprei em 52 esse'direito. nstêlâdos neles. guardava "os carnês como um tesouTo" e que'. nos barros populares. "Aí meu pai'camprou os direitas'de um sitioztnho no Dr. Nào 'a'o. por se tratar de ' Deoo mento de Franciscá Souza Duàfte Bánco dê Or. M. Erguia se um ou dots cômodos ê... davãm-hes. demoravam ânos e envolviam no 90 'dade básicos reproduziam-se em dlversos bairros e demonstravam o desprezo das autoridades munlcipais com os serores menos privilegiados da sociedade caxiense. Luiz Sebastião.onfo .. enconlramos referênc as ã essas interuenÇões comunltárlâs. mas depois fui aprendendo" e "todo mundo ajudava nas obras. Sr.. na ndlolra esmagadora desses balrros popuâres.xias: En. onde haje é sala e co2inha (..'casinha' q ue cha mav a né? " 72 à Dlque de aàxias: "Pra abri as valas e limpar à gente reunia com vizinhas (. conslanc'a. de êlvenaria. o banheiro era forà da càsà...om â Históra Postes. o corprddo oeiore adqJro sua prop/edàde se !ida dDenas oe LTa -ud dbe(ã a trâior e nada mas.. Provavelmentê.. emit das por a gumas imobiliá. -dlçamento e eÓe oe esqol05. loteamento (-. cEMpEDocH-BF.. Tais abràs deveilàm ser fiscalizadas pela PÍefeitura..não permit a ninguém por a mão".d. (. aqui em Campos Elíseos. Essas intervênçóes maioresí os vizinhos. nas "Era aqui o barraquinho (. (. quem sàbe. o que exigà que todas as Ôutrês condições rrrbanas íossem construídas mprovlsadêmente com trabalho fãmiliar e comunitárjo. Outra tênue forma de garãntia eram as 'promessas de compra e vendà".. Idem ldêm 'rr DêÊo me.a a herança famillar das técnicas de construção e a amplitude tami|ar desse trabalho.). os parentes dretos e algumas vezes. Banco de oralidade.D. fferty ôoerdLôes'eali/êdas I o dnbito oo prrrddo já que o. como nos reveia o depoimento do Sr. o direito à sonhada escriturã.. Làureana (. o Massera.." ampliaçõesi relormas ou melhoria. muito rarâmente.) depais fiz dois cômodos.) demarou muttos anos (.) eu mesmo fàzia nas folqas e meu sagro e meus cunhados vinham ajudar e (.. que nasciam junlo com o munic-ípro. na dreà oo bd'lo F<se esFo ço coletivo apê.a maioria dos depolmentos ressêltê esse trâbãlho co etivo da famíliê."17a trabalho a familia.BT mento de anró. . sítios e ihácaras.ecia com ma'o. CEMpEDOCH. De uma maneira geral. lá em 63. prncipalmenle o poder "As Com1anhias proprietárias brasileiras" e a Imabitiária Goulàrt desrespeitavàn decretos 58 e 1163 e o códiqa de obras da Prefeitura Muntcipal de Duque de Caxias . qujtados.pdço plbll_o. Residências modestas de madeira e pau a pique ou. mas toda mundo teve que ajudar a campràr e calacar os Adqulrindo o lote. até a mulher e as criançâs". mento de losé Mêtoso. ilJm Õçao. mas com assinatura (. Mais umã vez. Retomando o depoimento do Sr. "no começo meu sogro me orientêva (. construía-se a casa.61 é que cotoquei áqua de rua. o§ carnês das aos mobiliáras que..ôm ô H sróra dà crdadê De Para se proleger dessas inceftezas. chamadôs ''compra de direitos". tais seruiços eram inexistentes. reservando pouca tnformação a respeito de ajuda de virlnhos na construção dd casâ.

o. tnstalada no bai. CEMpEDocH- otsi r. (. gove.áro< à rrêqponsao I ddde doT.--) à qet-Íura dulott/àrà 1. um cofre geral no fornecimento. (.0O\ adtà "ônfrutÍ rmà seÍp ae t O es.çes tateamentas e saticitaram aÇão enérgica do Executivo Municjpàt. tampar nas e vetas.. ràbetiào oo Ter. e\-..00 por mês.otletar de tno\cls.àlhdFbequc< :o aparecem em dias de festa e mesmo assim.co D...à o1ô. a.t...t. cada v€z mãls distantes das estações ferrov árias. em 1959..a no o edTedo e o bat-. rc. qLê anles de as<. d. sanco de orátidãde. O Sr.l6a i Avançando pela década de 1950.ó Santos pe.neaulàtidàde. à luz era levada às residências a D.. causou em 1965.p O.-g.se cont._.om à Odt |êôcià do poto_ Oc seu< .ddo ro3o. que os ecos das que .o que seruia a região ê as àbetura de novos loteamentos.) caído de vetho. acabavam períitindo que às rregulâridades e â ausência de vigiiância continúasse e:sLindo...d: a c\catd aue o ilpleto broLltóa. era motivo de lranstorno.) Pol Íàlat -m sdtàdezà. qú. Tesno oêoor.r.om à H stórta dâ c dàdÊ Engenharià. os postes e os fros foram compràdos e nstatados peos próprios moradores (.tir do Mdraoouro Robêrio e A:soctddos.Íà dos '3'Dêoo'm.).rdt vd -a ge-encià dos equlpâmenros púbt cos. Aldair Cosiêrh af rma que a primeira rede de iluminação pública.tórn da CdàJ. estimulava o surq mento de um tipo de transpote aulomotivo irregular.orDonordãcidáde ot Fo.o pauticéia em 19St.ei.dd (oTo corretor dd fío esa de Vêlho-dne-los (d. O progressivo ãumento populacional saturou o eixo ferrovié.6q nêooL o\ '1 ob .. Lloa. está de veraneio em portugal às expensas da Prefeitura..) abordaram as grttànte<.)...CTTpEDOCH- .n*a.17e "Pàtdda Anqet. O deslocamento da maior parte da mão de obra ativa no município de Duque de Càxias para o trâbalho no Rio de. tuz turcrcMndo notmàtmerte. condjÇão para que as totes oudessen set rerdtdaÇ 1... eàmata pan. L'! Depoimênto de Djanta dôs Sanros p€çànhà. o eixo de rr3 Dêpôihefro de a dàtr côsta Bahco dê oràlidadê.) \ "o" rào tinhamos posse Uà botàr mu4os rdtros."aa UT e?e rpto ê-ê pre'eito Btu ri o de Mdro< per<. que (obrdvr ra.. que tc.De Meriy a D!q!e de câr asr EnconÍô.onfiados nas promessas miràbotdntes da Conpanhia (. .. os vereàdores (. "Duas'lotaÇões'de nàda (.p la " O têr..à mê-\â.totação.. oêrhala d v. cEMpEDocH-sF..o t. vinha de uma extensão da rede da Light. No Gramacho.eiro drttrito em revistá. fai meu fitho â e meu marido quem botou a primejra linha de ônibus E aqut oent.) A tuz púbtica continua a fustioar a pà.o tá ecnve. que era marcado pela irregularidade de horário.. o.lào ro5.ru....e o povo pagava por "bico de uz" uma taxa de CRg 5.Çdo àr\o(dld sgo.55 D 0r § "Esse ônibus começou a rodar em jg5q. na meaiAa em qje as § condições de transporte ferroviário deterioravam se. As casas que não tinham o seru ço regular de luz util zavam ampiões.laneiro e através do município lmpunha à população um enorme p/ôbtema em relação à regularidade e a qualidadê dos transpotes púbicos. conhectdo como. caindo zr: Enconro A nstãlação dê luz elétrica e a rede de transpofte tdmbem : "Não ttnha conduÇãa.1s1".. sempre se fez de surdo aos reclamos do Legislativo. lrwo..a"O.r6q5.ànhz ldêm dw ô Bdncod.ebpu d qrdnd (800-ú00..nr. c."l"ra...o.. Nào hà um un..uo 40 0ê-odo de lq52 d 1955. que servd o centro do município ãtravés da 'instalação de uma cabinâ no início da Rua Piauí (.. S". atàs. tinha onibusinho que vinha pra vender terreno de manhã e tinha outro à tarde pra acampanhar o pavo que vinha ver os terrenos.m 3 p1. n4iaú aatu de padte e o partuguà.oerd..cada< re.. botamos dai\ t àilô<-' ' r30 Depo mento de Drà.qJe d ocuDa(. 20 09.ho. peto desconforto e pela insegurânça.oràtidàde. &as sesso-. nào padenos det<dt de chànú à dlpncàa do prcfeilo pdtd à tdntaetddâ emDresJ oe onbus Gràmd. que nada mais eràm.útn-a . éncià oo Dovo. do oue se àptove4àm a5 tàoroê\. ) 7 s A confluência de interesses entre os membros dos órgãos do executivo municipal e as empresas toteaaoras.-oOÍicio eli atà(ddo oeâ npÍel d e a opo\.o d. à Light só vêio pra ligar a luz na cabinê... dog moradores e por não repassá-la à Companha Elétrca.. o vr-' Ostubaróêsdostoreámenros 03 0.. que por mativos que não podemas saber. Dê Mênly a Duque de aâx cóm â H._) nessas áreas haviàm adquiridos seus lotei á ed ificado suas modesta s residênciàs... desse ano.ooÊóaD-..ourddo.o de \olós do T--i( oto e deputdoo Í. às vezes nem vinha e tinha gente que seguia a pé.

..@.'.a de e-\d p o adroto na aid \eqL.rábà.o . cut'ci-rtês -as p\roõ\ o. . de Ca! 2.ê.-tra< e os-". re\ou d nuri.uatvr.*nrorro E.-r tilos uma \dla \am boncos de oàoerà e .r àftumdr à Mandau mc\a .cio rn5-o.ddei. :"J: ::t:1: drd.onro .. as làç oecaoas 'anlas recorrdn. pTo.à c eu -ail..pro.." e. r!/ Dêpo m€nto dê Môrna Fiqle rêdo.ên a àçoes que tan. O ooco etd un a I t. ao rerarar o tánoo d rento pnf.ts05'í' a\ên senlddn. desde o deslocamento até a captal..sro que ' r)ffi-- ". àc bL"c oubl.1."a".:Ti. o trajeto era penoso.'. "Tinha muita crjança que não sabia ter e.) pra poier ter (hdn(e dê <e ar.pu vau onünuàr tom À esrolà: Ai màndou os àJuddnlp< detc v.aaa oo lÍd "Tinha umas três parteiras aqui (. publcado no jornal lópl. no centro de lard m Primavera.n..onsiru(.t.hà aí. Aro) depois.o demdndôva ce-a ndot.1s) A nexistência de hospitais ou postos de saúde.l"s à .càc oJ Õ tonló\ raLurdts_ caso ertstrssem.":::..e.rê de vdga.."*.one. "d + .. d rçao (.àn nuto bcm e o ilete. ê<<e e?actto ànoóimo en nd.T dó.) pd<soü . No início.cEMpEDocH-aF. desgastando se em demaràdàs e perigasàs vEqens.)... fr. ob.. Tjnhà uns 70 anos mais ou menos (... nd.os po.ndido 31. O S-.)t\drà tà iu) "a o-."#li"l'1'i i".u.cna cantinuâ..eit ds oe_Tr..nuel :".amenlos . Epitáfla Carmo revelô uma prática recorrente em retacão à Juiã .otou oru passâram a ser realizados.Chàmava ldn.-_ I'o:-o_t rli. cêso as cono .:1.3:.o\.oas oor nonens e por mllheres idosas e que tambem àtendiam a outras muheres no momenlo do pêdo: It' ôepô'hento da c passava mais prà o dia segulnte.ação..__) macunbejro.i36 ambu atório federal da ruê do Màtoso.:iffti: ff Ê:t:lt::j. espremdas em veículas desconfôrtáveis..ro atp ttcbolhild mc..o.Ssen. a nova Rodova Rro petrópois e a Avenjda Erasil. v. No entanlo.13s no_ prrd quêm. F:Íorco que..e "elês lo.er ldoo por .\ o-oíurav. rd€m.nau (om o Dr_ Càstàó Rcts.â r'toa od.iono trd.ore. nos inrormâ que "eu e a patroa (.o Ma.) tendo pt o. pai fatou que--ú deterid c Dodta étuddt pssd<meu cliàlcas f. redtr/ádô l.:.npeoa o âcê..io \. "o'no .-o i. elFr -e õd.drnac oê\sod.dte 1à tavd bem melhat t.ra nd dêcàod de I940.\era. cEMPEDOCH-BF.ôes .dla c. como nos lnforma o aftigo pubilcado por Adhemar Duafte Constant.131.dr o< i. entdo_ a té/endd que era mLia qrandp f. . cam seus meses.. ..) tevava â menina de trem (.'Ouo. Uma delas ahamava dona Dadá e amparou muita crjanca D!qú... rond(oes'inânceirdç da tdT'tió. já tinha aitenta crianças de qtàca 1. mim: Pade det^dl qu. mas un mà. .e. em busca de assistência médica.-'*o.ê^re . Antônio Massera e da vizinha Sra. de microônibus.à/-noo "r*. ddô .onb. -eT du!ida.. Un doç nd ç qrdve: prob ema\ ênÍ-en-aoo\ Oe d ooDuldcáo de 1940 ê I950 era. O recurso tamitar da educação em casa procurava dar conta dàs "prime r* ó""u roúÍ.ortio con a H stórà da C dadê Dê Merty a transporle dê populàção cêx ense deslocou_se para às novas rodovias recem abeftas. e co coria dooo s que Ídlià rLdo (êd nLo.têr.a e quê chegar cedinho nâ estação de Saracuruna (. ou a -êcorrôren dos con\ultono\ I pdflt( Lro e5. nessàs bandas (.gaJa d' fdr. er l9rl.o. de tado\ às dàde. camo eu )á tinhà terminàda o estudo. A. forafr mais de quarenta. e sJà . Dddem pdrd d lnhà d" uaoatho e praduçãa que tanto pade estar no tonginquo Lebton.. faaitJs eÍa d .ened. dia e noite.o.. o u5o de erudc ben/."":aanco dê Orãtidade.or"o...to. em 1958i "De trem. sàtva as que buscàm as microônibus que conduzem por preÇos absurdos os que já estão saturados de viàjar comprimidos nos velhas trens au nas ônibus su1er totados. o 0.rd de aqLd. â Íê. mal desporld o oià. umbt.: En.. Outro oràide d!<er. ôu .T. as con..-nava se Fr eo-. Criativo dos eixas. d dàt àtilà para aquelas críanÇàs.hos dos defdic uêba hJdorês da p-opr edade. como no bairro da penha.ii":iij:§T de anrôniô Môssera.ê. Neu pJl.os. na maior odae dos ba'rros e 10 oróoao mun{.so de enorme-s selores da poputação à edu. ". O depoimento do Sr.De flenty a Duq!.nó Ít.onl..ddde tê-nrcd ê coÍdqen.oeLddds de 1940 e 1950. " r..l"^irl"â: de aaxras: Sebastião (.).eo com â H stór dramd o e.t tu.? . urussaí.ó âs doê-çàs. ano após àno.pà iddoe ó êr(dnpê po<sÔrroq e d r1.. de ônibus..í" ". nâ praça da Bandeira...corra dêssa 'llna do adminislrddor qêral.num consultôrio particulàr na Rua 2.) não tinha médico ne!!!/.

A topogralia baixa da maioria das terras do município trêzia e. Nos marros erã fundol ttnhà um de quase 30 metros (. Laureano na lula contra as enchentes.-) tinhà funda e rasa. repetidas vezes.. uma tromba d'áqua que caísse faria estourar a rcpresa e as casas seriam destruídas e vidas perdidas.. Famílias humÍldes honradas.om as condições de trabaho eram peígosês e murtos acdentes "Furei muita (. Mas iam e vlnham sàtisfettos. ainda traz ãos moradores dos bairros menos favorecidos. junto aos ór9ãos públicos. a solidariedade dos viTinhos ê o trabalho coletivo numà tenLôtiva de prevenção. mas somente para o centro e os bairros próximos. Contrê elàs. que invàdiu totàl e abruptamente à Vila Urussaí. no cenlro do municipio. ambos estrangeiros e ambiciosos e sem escrúpulos. p motto np..!'t. mas comiqa. o noticiáriojornâlístrco da década dê 1950 d€sflla uma séne de siiuaçóes onde esse lipo de calamidade mostrava-se presente na vidâ dos moradores de d versos bairros do município. qra1as a Deus.. parque às vezes o terreno era male.20/17/55 p .. dàndo sentido aparentemente legal ao loteamento (.) A empresa de Melhoramentos Imabiliários lateou um terreno e vendeu lotes que ficam em condições topagráficas de um metro abaúo do nível do rio.ontro. atinqidos por enchentes. propriedades foram destruídas pela sua passàgem incantídà. bàndàs dà 25 Jd futet mut? e à áquà êrà bod.. A ação do então depllado Tenório câva canti. Em 1952. localizada próxima a Rua Manoe Teles..) Portanto. fàmllias inteiras ficàram a nercê da fúrià dos elementos que em sua passagem deixau um raslro de leito de a B stóna da C dade desampàra.) dtt ptà. as cheias periódicas p. será o rio Saracuruna o responsável por tão dolorasa catáslrofe? (.. o llagelo das enchentes. o bairro Via São losé e. tabatinga..cpal. (." Em 1955.) sabiam de àntemão que a menor reação das agentes da natureza. surgindo a partir dâí. Ao longo dos anos 1940 e 1950.. onde mrava gente simples. 'f'oMun."1ts Água encanada só a pánir de 1961. um desdobramento conhecido como bairro Pantanal. Registraram a planta com a conivência dàs àutoildades municipais.iadossrileirosdêcdxi. Todavia. Vidas foram consumidàs pela ação inclemente das áquas. logo depois. afim de que este o alude a encher também o empanturrado bandulho". gente que morreu furando e criãnça que càia tàmbén né!!! (. A mals fâmosa dessas enchentes vitlmou uma populêção lnieira de uma favela.s.. mas laboriosa.... porque os seus entes queidos tinham bàrraco ou uma @sa para moràr.De Menry a Dlque de Carias En.Àssasiinos:êssàéãhistó.-) e eles são os grilelÍos Genovese e laime Fichmam. o mesmo jornal deixava uma peruersa âssociação entre a inevltáve ãção da natureza e a irresponsabil. pelo menos 70olo dos moràdores do municipo não disp!nham aindê desse seruiço. nada. conhecida como Manque.13e a soma peruersa da irresponsabilidêde âdministrativa com o desejo de rápido enrlquecimento airavés do negócio de imóveis continuou a produzir catástrofes como essa. A grande enchenie de 1958 ta vez tenha sido !mâ das mais famosas. em outra repoftagem. no município e das cãsãs construídas com verba pública da lBA. (. era salobra.eriê5 rds viàs leopoloinã lv e V e a prefeitura virâ as costâs ao sofrimento do povo. fica aqui o nosso plolesta \eemenle e e\tgtmos tepdro pard os ofendidos e justi@ para os culpados pârà que este povo laboriosos que é o povo caxiense não continue a mercê desses administradores irresponsáveis que preferem encher a pança do grileiro.oduzidas pelo vaião lacatirão que cortavã e ãinda coda o oteameôto. possibililou a transferência e o assentamento dessas fàmílias para terras dôs gebas da Fazenda São Bento.dade da politica de ocupãção do solo no municipio de Duque de Caxiasl "Deu se o inevitáve|. cujos chefes saíam diariamente para trabalho para no íim da mês prover a sua prole e o e pagar a mensalidade do terreno camprado. até a década de 1970. A senhora Mària Cunha nos relata o esforço da população do bairro Dr. mas não ío a únicê.. no ano de 1958. desespero e desabrigo com o rompimento do rio Saracuruna. Já vt quando era menino..) tà Pm cdsa mesmo ndo erd boa.). o jornal O Municipal informava que "as en(henteg e5rào lôlendo ri.. alavancando â fama de benfe tor dos pobres ao polilico nordestino. diversos bairros do município foram.-) Existen criminoso? Respondemos sim (.

êlullluvrâl lo. "ia. praprietária Bràsileira.ct." c' .o'uo tsse .. ". "uma entradinha.dm ltmpat O vàlão. já erê propr etária de !ma extensa área toteada. Âpós precárlo àrTuamento. os hompns tentd. peta construtora Sitva Cardoso. Os lotes 280 e 170 também pertenciam à Cê. ^r"^^.. às vezes nem isso e mais 150 prestações (. ::. Propriedade Bràsileira. dà do Noae.. oepois modesra estaçào.. trveràm rnicio os processos oe roteamenros que inafr da. A lniciativa da construLora Slva Ltda prosperou a pàtir de 1948..àTacno.1e.À € € 9B orime ras oécadds do século XX. que ioi ampliado com a anexaç5o e loteêmento de áreas I mitrofes em 1947.or. A Vr.aos.onlr às c. Em 1947 o lote 220 pertencente também à Cia..) o saárlo min:mo era uns 1. procLrando tràtamenro médico e pela construtora S lva Cardoso Lldarer. duas iniciativas de Joteàmento . os hameos lentdvdm hmpat o vàtào..origer aos bairros G-ama(ho e /5 d.).lu::-o:. coua..De Mêrty a Duqúe de Car as: Enconvo com ê Históra da Cidade "EnchÍa tudo. em 1948.. provavetmenrp de .ados....e ou nas ervas e_bênçãos.icâs denu^c. batizando o e loteando o como Vila Leopodtnã III.o G-anàcno deívd. o** * p 3 p 0' "*. nà medrda êm q:e cen'os aoí9dvan setores mdis oÍ. CEMpLDocH-aF. Em 1952.nome pono pro{rmo) subs..^do e repioàuzindo esrraregtàs pessoais..aucanao Àm cusil cotrendo arrds de un t.cota ou .. m:s nào adiànlavd muilo nào (. Ai o povo se a)udàrd.e"ponora á inciâliva conduzidâ. %.tea Luldldo..âm. ag_o_slo.. nuna soc.n". farmando a loteamento da Vila Leopoldina IV em 1953 e 1959 aumentando em 1960 cam a anexaçáo de área timítrofe. A qenle.na naitway.do./À Ao.o1írguràçâo e çLa traletór.gidr *"-". çer ore(o redl vame-te bo. ' )() . a ocuoàçáo vrnha ao secu.a h.Proprietária Brasileira foi anexada ao tote 936 àumentanda a Vib Leapatdina III (.e. ooLco deDors Leopo. 5uô tdL rdade de paqamenlo. resoectvdnente._. No entanto. cEMpêDocH-BF. Com essa denom nação.... onde cor dições socrà:s dnràgó. criànoo. enqudnto outÍos nào b}ilol Por vottd.9: ft. mds o trpccto e a ralurezà dos desaíios vdr. respectivamente. et d um tal de levdntat mótets e vetho e úiàn1a 1. os totes íoram oferecidos aos potenciais moradores em anúncios de jornal e propâqanda sonora. A prrme ra adqurrru e toloou o chamado sítio do Cerco. foram conduzldas.. ds vàtas. já em 1940. Vila Leopo drna. peà companhia e-p. que foi ànexêda ao projeto de expansão e loteômento conduzido pela Companh a Proprledade Brasileira. de onde seriam oriqtnados os atuêis bairros Lopa abald e D. em 1947.:-o peq-eno rJcteo Lrbano no entorno da esraçào p.. .es e Lotelivds. dê -d b tôo. drfe. as valas.d. Bãn(o de Oràtidàde. qlando uma área ao lado leste da eslação fo assentada com o nome de Vila Sarapuí.. junto a Companhia Imobi iária Goutart. sud." .as..oprietária Bràsrteira q!e.d àté à ponte ri&d tom àté 2 meúos d àgud (. p"qr"nÀ ::i. enrrentan0o d poeira or lama ^o dia-d dia. '--s I I tt c. Drcà. 0. b-scàndo água no poço ou na no Rto de Jane -o dritan. p"p"iãiaà á cdliense exper.*@ê orâridàde.. nêrcaràm. ".aniltô.:ã De. Na décadô de 1940.Ç. A Oente pedia obra pro vereàdor seu Atuisio_ mds nao wnhd..OO* i cO .le3 e.ltnardm a comprãdores cujos peffis socialmenie opÀsàs 11_r_ l:J:. loc Gr. ouàndo íot ligâdo ào n-lcteo centà oo povoado de Meilty arrdves da tnauguraçào oa Esraoa RoPetrópoJis.).onu o1.edjoe que l'-T:..àva..) os vtzióhos dcudtdm ( . sucederam se oteamentos conduzidos peta Companhia que. teve suas obrês embargadas devido a trtígios com a Mar nha do Brâsii em relação a ampl tude e a propriedade da área toteadà.U assotdoo peras íebres êre às . oe l9St.-1eiloc'. tudínho até aqui na padaria (---) essa_pdrte bdi.U.Urnu .o.c._fd -ôugurada uma pdradd.500 cruzeiros.dvãn unã crOade paftida.id o.leg.d do i : . â Companhia Propredade Brasileira adquiru nova área chamadâ de Vila Leopoldina Il. o processo sistemático de toteamento de toda a região veio a ser condu2ido pela Companhia p. órasrretra e petà Fmpresa de Melhoramenlos Cd\iàs. mas não adiantava muito não (.encradd..i(fu ô . O tote 982 pertencia a Cia. Em G. Lôu-êd1o.J. Buscando e.. em 1953. roldu. "O lote 936 pettencia a Cia. ocupàçãoicame-te crescià e que rarcdvà dtÍererres lugares oe viver.) A qente. tendo o loteamento recebido o nome de Vjla Leapoldjna V em 1951. ptantdnoo e cuidando da prestação do tore e da documentaça". só muitos ànos depo6-.à xtx. em 1928. -dÀd.srdr.sud ocupação.v.. . ML'' oo. em I888.medava stuaçoes ronst. havia adq!lrido extenso terreno a oeste da estação. recebenda o nome de Vita Leopotdjnà III em 1940... pela Companhia Imobiliária G. .. .d teãpoorn" I co. qua.ànqpode qJe Jevasse ao traodlho . petencente à Maria losé Letvas e que. ).1.mà(ho: Hisrorià U. Propriedade Brasiteira.rb"r.

onde pudessem construir uma modesta casâ.§ Derc'mênto de la. deixando muitas pessoas feridas e várias Íàmilias desabrigadas (. âlém de lerraplanaqem de umâ vastê áreâ neqradee.rô. iniciava a caminhada de dois quilômetros para o casebre de Zequínha . Segundo O Municjpat de 08 de janeiro de 1952.. o noticjário do lornal Luta Democráti@ ocorreu uma qrande explosão de ufr depósto de pôlvoíà e dnamile dà t!'Dêpoihento de racra da s lva. '0 sÂNTOS. cêpô. 07. dois anos após â explosão. tacira Silva."1Ea (-. dono das Cafis Pernambucanas (. Em 30 de setembro de 1959.) explosão que destruiú total ou parcialmente mais de 400 casas (. próxima à praça Comendador Ludgren.. ali tomando o trem para Gftmacho. r.) sem que antes se quitasse a sua (. nem luz. aàquiriàm suas propriedades e flxavam-se no futuro bairro. como "testã de íêrro o Sr. rdem. e a. essê perlgoso convívio gerou uma câtástrofe que êtingiu os moradores mais humildês do bâirrô. o quadro de ausências que se apresentava na região. o transpote tornou se um problema. a proximídade com ã estação ferroviária do Gramacho.. os/01/52. p. "os dejetos lançados nas margens do rio Lsa'apuil d(arretou à mo(e do rio. Gr. que virou und enorme vâta alagàd çã._). "Segundo os moradores. Curioso é que a rua onde se deu a explosão até hoje se chama rua Aramam Ludgren. Sociedàde Anônima Powder Factory. que ânslosos em adquirir uma propriedade. futuros moradores. cr. (auoà Cás. ) div dà de imposlos territor àis. . Fàroiê palpitês Grama. dos Lótéâmêntos. reduzirâm o ntTo'renetr(o com que tevàs de r.. urbânà ê ôridlàíà Du. o jotnal Tópico aaunciava que o governo federal havia. nem essas manobras ilícitas. Esse enorme fluxo populacional agrâvou. A população âtingida amargêria tempos difíceis em busca dê apoio e reparações. cerca das 16h e 30m.ú."1e6 acusaçôes relat:vàs à dssociaçáo rndevrda dos interesses de agenles rmobrl ár'os com as autoridàdes murrcrparsi quando afirmavam que à fiscalização que devia ser reàlizada pe o Departamento de Obras ê Engenhariâ. tudo barro e vàlà tudo corria a céu aberto. movimento de terras. 2001.Íô coô a No entanto..o.. A desordem urbanã fâzlã com que o padrão de ocupação residencial não fosse obedecido.ê d.. Ainda segundo D. nem rua asfaltada. lusto de Morâes".. nem âs péssimàs condições oíerecidàs por esses novos loteamentos. além de questíonar que "poder terá influído nessâ imoralidade que forÇou a Prefeitura a aprovar lotêamentos (. o3/orls2. "tomado conhecimento da explosão no Gramacho. Nila PeÇanha em direção à estação ferroviária. senhor Maurício Bàrreto de 67 anos e seu tio.ipã|. classificado de susÉito pelo jornal e que.1e3. não se realizou puramente por descompromisso.. como não podia deixar de ser.DÊ ilerty â Duqle de Cêx ôs: Enconüo com a H stória dà Cdãde De Nerty a Duque de Cax principalmente.rua escura. "lo_ as En. p 08. o Mun... tendo à frente.. "Nadinha de nada.. marcâda pela atitude poluidora e por duvidosâs condições de sêgurançâ. Em março de 1952. principalmente. forçando o convívio dos morâdores com uma âtividade industrial que se instalava. colocâção de meios fio e construção de sarjetâs. e que re3 o Muôlclpal. o senhar Antônio Bastos de 75 anos.cho: xirúda Caxias: Monoerâfa. parêlela à rua Alex Ludqren. osÍobaróês Idem. Trinas.) que quando os moradores cansãvâm de êsperar iam â pé até Caxias". 11. o bairro já contãvâ com uma populaEão que "orça pela casa de oito mil habitôntes" e o baarro vizinho de Caetàno Madeira (Dr. atraiu quase imedatamente um grande número de comprâdores. iqnoravam a inexistência de qualquer equipamento urbano que seria necessério parê uma instalação minimamenle dlgna no bâirro. -Oo.Empresa 6alo (. cães vadios e cheiro de fossa recepcionavam O dêscaso com as recém-chegadas-" 1e5 a não instalâção dessas condiçôes mínimas tornava a Companhiô Proprietária Brasileira alvo de críticas nos jornâis locais.. o.. 15. p. o Mun cipàr.granles.ira da Silva.. "O grupo percoffeu a Av. Por voltâ das dez da noite. Âlém disso. Em 1957. exploravam o loteamento e a vendê de terrenos sem õ devida realização de "benfeitorlês prévias" como "as obras de abedurà de ruas.). do senhor Hernan Ludgren. o depósito explodiu no dia 03 de abrjl de 1957. Laureano) "umâs cinco mil atmas. linalmente. tendo a Companhia uma 'vultosa" dívida com os cofres municipãis que âlcançava "800 mil cruzeiros".. UCERDÂ: 2004.. comandado por certo Dr..Daa Essas denúncias vinham acompanhâdas de pesadas re5 Lei Hjstória da Cidade pois era "um trem de madeira pra lanta gente. à3rim. o jornàl O Municipal referiu-se a empresâ e suâ sócra no loteamento dâ Vilâ Leopoldina II como "tubarões dos oteâmentos" que pertencia a "um grupo de judeus ingleses" e..) náo tinha esgoto.ho êstá .

pa.. pelo Iado direito.ôm a Hisrara De Menty a Duqle de Caxas: En. sudeste.r o.. as duras condiçõe§ êm que os mlqrantes.. que foi vendida à Émpresa de Melhoramentos Caxias Ltda.rlyô Dlque dêCà!as En. "chegueí aqúi no bairro em 52 (.o.d maior pate/ insalubres. pegau áqua no paço do quintal . dêpois Avê. já em 194011942. . Sua área abrangia cerca de 2 milhões de metros quadrados. às cincq horas Zequinha acordou.. o distrto de O.. ficava a casinha com o nosso sanitário. um poucc mais favorecidos economrcamente. apenas duas escolas serviam o bairro: à Escoa Municipal Aarão do Rio Bran.adores. ll-Tinüç. sit!ado na então Aven da 'ôopordrna. pàrà fazer café.á Duque de câxlâs: Monografia.) aqui em casa comprafros uma bomba.na e coüdiâ. ':05 204 D a . DeDorme.o so a tanpi. e o Colégio Estaduai Aurâ Barreto que. madeira". Por volla da meta& dos ano§ 1950. mas a rua já era calçada (. do projeto de urbanização e loteamento preparado por Vicenzo Bãrrese. usadà nàs casas da regjão. da qual levava o nome.ano\ 1060. exposto no quadro traçado por Stélio Lacerda como exempto desse dia a dia tÍpico desse setor desfavorecido da socredade caxiense.. p.. . em 1953. terras peftencentes a Manoel Gonçalves vieira. de luz etétrica vinda em formê de "cabine e bico de uz". já no final da década de 1960. saneada e planejada. visto não coníiêrem naqueta repaftição municipal "'zor. Àcil€ne Noguêra ê oúkos. com a Fazenda Pau-Ferro e sudoeste. também enqenheiro. o poço dava uns 73 metras e não dava pra puxêr todo dia no braço né?"20s 'o) ucERoa: 2004. 1998. na Caxias de 1958. aos fundos. o assentamento que aspiravam a paftir de suâ A origem fundlária está ligada âo desmembramento da "Fazenda das Macielrâs".2oa No lnício dos anos 1950.idâ Dd-c/ vargã<. Seu difícil cotidiêno encontra-se "Conto de hábito. no entanto. um balde para descarga e banho de cuià (. do Matãdourô ê Gsinha eram Íequintes desfrutados por poucos no sertãa.ó dô po(o. cÊtPEDocH-BF. p. íormadores do ba rro vivam mantiveram se quàse inalteradàs. encontrava se com a Fazenda Enqenho do Porto. rdêm ó. um pequeno setor de comércio e serviços estabe eceu. tendo como limites a noroeste o rio Meriti."i*o.áauà no i_rLo do. mas sim à Coleloria Federal. Abaiedo!ro Santa Lúc a. Detalhe na reportagem é que os so icitântes propunham que a verbâ não tosse entreque à prefeitura de Caxias.que Oe Co^o". foi inaugurado o posto de saúde munlcipâl Miquel Couto. as obrâs de terraplanagem e arruâmento tiverãm início a pârti. nos anos 1960. 25 dê Àgostôr Históriâ Urb."2o3 No certro od seoe m-riLipà|. poço e '. Visando atingir compradores melhor aqujnhoados. que seriam colocados à venda e serviriam de modelo para as que seriam erguidas pelos luturos moradores dos lotes vazios.o. sFndo que um ire.) nós nos íeunimos e conseguimas logo de início luz com o sistema de cabine e bico de luz (. com o Parque Duque. funcionava como escola paticulêr na casa de uma proíessora.onÍo. --"-Im-nrô r I SOUZA..onÍo com a N stória dâ Cidade da Cdàde ê -Dê hdfld eT loerdr os l5 nrt-oê\ rp(ês. pelo lâdo esquerdo. uma parcelâ melhor aquinhoada da população caxiense que enconlravô em sua área calçada. na direção nordêste. Nos anos 1940 e 1950. e.. No funda do quinbt e de pequena dimensões.era salobra. recarrlam a água de poço (. a proximidade com o baiÍro carioca de vigário Geral. permitju a instalação de rede elétricâ de "cabine e postes de Durante os anos 1950.) não tinha luz.DeM.). mas sem água corrente_ próxnno deta. na maioriâ nordestinos.ro.. de bombas que puxavam água para a caixa tados. águà encanada era promessa de candidatos a governadar do estado.. como o mais equipado e servido de beneíícios urbanos de da cidade. âo mais pobres valiam-se de caçambas q os de posse. que conduziu à obra.se ao longo da década de 1950. na cedeza de que receberão de seus prejuízos".. 05.). o bairro lardim 25 de Agosto conflgurou se a paftir dâ décêda 1950. A maior pade das ruas era calçada a paralelepípedos exiraidos dê pedreirâs existentes no próprio bairÍo e. como erâ conhec:da a Fazenda Engenho Velho. A9rd. mas água só de poço (. Bàn@ de oralldade. CUNHÀ. 03.).to dê aldar Cosla Mêdetos. tendo sido tnstatadâs duas bicas d. 06 dá êxprosáo do Gráúácho 3ol09/5s. engenhelro itâliano ê melhor detalhâdo por Gaspar Corrêa Meyer. o -oo.. dotando o bai. Âderàde Maroues. Nas r!as e largos no entorno da estação ferroviárta. nauÇlrãda em 1947. abrigândo principalmenLe.oa. Companhia optou por dotar o loteamento de modernos rêcursos urbaníslicos e por construír residêa€ias com desenho avançado.. na direção nordeste.a qLe pudessem "descansar os fagelados de Gramacho.10 dã pate orênlal do bairro seruã-se. Ali estãvam os pr meiros logradouros púbticos a serem catçâdos.ro de um pequeno núcteo de mo.

." õ9.. t : B Depoime-to de Àtvaro dà ir.ujà . í.." No entanto.o. .:I".. aqua que o goveúador Roberto Sitveira...io. uma das principais caractêrísticas das cjdades em crescimento desordenado: â marginârtzaçào de divereos segmmlos sociais e âltos índices de miserabilidãde e violêncrâ."..cEÍIED@H-!F... na dâ distàncta de seus neqócios. âbêÊa. -p. tn. BEIOCH: 1986. Poucos bairros e logrâdouros de exceção @mo Jardim 25 de Agosto.*dêo.. No nício dos Anos 60. em 1940.se socralmente em üm mesmo movimento continuo. Sobre essa composiçào."tl àssentou-se em 1958.í". senhor Aldair Vieira que a lutâ pela jmptementâção da luz elétriG com postes mâis modernos e seguros. siltário e mobitiou a moradià i. s § Dê Mertv ã Duque de carias: Encontrc com â Históriô da cidade No loteamento I '- . :lA"S:[B"I. ooria"dc.?r!1!. que. com ajudâ dos fithos. à prefeiLura um belo. postedormente.. . e uma enorme quântidade de bôarÍos. tàbeliôes.ndâdê... passdsem pela carias se! tivro '. lardim 25 de Aqosto. a própna estruturâ àdministràtiva _ munrcipio desiocou-se pdra o làrdim 25 de Agosio. em 1950.osé losé ae de riva. iÉtalou tu| elétricà. conglomerôdo ruas NilO Peçanhô. E i . o bairro e o centro forãm os primeiros â recebêlâ. na Brigadeiro". targos . que seqund. § de seus moaadores fãcÍlitava a demandà sobre o poder público.i.t.móvet residenciat na Ruã piaui. A ascensão social dessôs familiâs residentes na árca central . em 1961. lor:o .9* á. Em 1969."à. que cinhá uma linda casâ. entorno dâ estação de ueritv...rfinatmente cheqou em en ca*t no alb da Manoet Vieira. mais melhorias. e loteamentos. 32. migraram parà o bâtrro Jardim ZS Oe ngosiü enconLra-se delineada na sâga fômiliar dê Môthà Mãd. A composição social .ià o.. que ficou conhecidô como a._''Lá nâ ^ Manoel Rua _Vieira. cifrentou os cômodos. quando em 1961.:y:1yr:I^:Í:ryr lgloerD. t-7?y: Itrcuxe para Gxias.@.De Merty a Duque de Caxiasr Encontro cofr a Histórà dô qdade As condições do loteamento ê o preço diferenciado diferenctado do lote. à'.) para pedtr provrdenctâs ao governador sobre o probtema (. em 1950 e r16 untdàdÉ E . Progressivâmente e com râpidez.2. Ievou umâ comissão de moradores "ao Palácio do Ingá em N.. onde protagonistas mâis simples empenhavâm-se numa lutâ pela sobrevivênciô. 1956.f ío4 "".u p.. de Memódâ rrâ9mentos e Rêgistrcs Diversos" pelos ànos 40. Espaços de vivência em construção de umâ crdade pânida que crescià economicamente e sepàrava.rã municipâl deslocâr-se parô o bairro.préáio inausmdo a"pái.?:to:.-môis ou menos.::ioo desse ano."f :". A pÍef. já que se tornaria residêncià oictal dos prefeitos a patar dê entãô. " ieres. resirÉi.. lembrc que nossa @§ .': pobrês e Nas décadas de 1940 e 1950.. à càsa qànhou ta@s e .ndusdá. ã cidàde de Duque de Caxiâs apresentava. onde hoje é BÍadesco. depois. .mâ. o bôirc o mais bem equipado da cidade.i.ê a ve. usávahos lampião e pirávàmos na (._).. Jardim Primaverà ê Campos Elíseos.. I 105 . âftrma o senhor Alv-aro da Silva Pinto que o bairro pôssou à âbrigar à pârtir de "1955. progressivamente.324 habfàrres.:"i:::j^.preferiàm s€nhora Adele Bãrrese se muàaÍ parà iacilita. o bairro passou à ocup-a@ por-uma elite econômica e potítjcô do municíbitq.:L Nos anos 50.*.'iíà. o que lêvou váfrâs famíliàs de posse a se pàía o novo e acolhedor bàirro que nascia. nào tinia tuz etétri@ e assoalho... como loão Bicheiro. nâ praça tuachuelo. no àno de lo^17 196^J-.Uma oos Àm'eã! :::1":1L:.i"l"s d". papa ampt@ d @sâ. ü. prôxrma a Avenidâ Duque de Caxias. com o àcelerôdo crescimento populàcronal e urbanozlu. . que seria degradado com ô chegâda da REDUC. comerciàntes e bichetros.2al pe$oas...n< G.11:llg-: ê-saturâdo... cEmpEDocH-BF. Exclusão ê misériâ na.-r^. 24.ü.roe O úunicípio apresentava-se assim nas décadâs de 1940 e 1950. seda a vez do prédio a" pãoã. para âtrâir a atenção dos futuaos comprêdores e. comerciántes jonuguêses."d.êi.ã oi" :s à"-"soliõ ::. aepois óãxi* ::!Ti1y: "9 de ruas. quem sâbê o beneplácito do poder pú-blico.o preferto 8ràulino não Linha dado bota pra gente e duvràou de quando iríamos ao governador'7o3. soD à responsàbilidade da empresà loteadora e.s. . pãrte das côsas tinhâ o fornecimento de água. a águà encanada chegou ao munjcipio.cidàdê merginalizâdos nos anos 194O e 1950. em 1953. nessàs condições oferecidas.. !. Já quê. construiu e cedêu.. cada vez naas.Cãsa dos Píefejtos". genLe muito impoftantê e rica como políticos. j. os beneficios iôm tornândo l. o.?. já tràbathavan em fábriias ae cáiiura io n.92...ü.45q habtbilês. emprgàndo j. a Empresa de Melhoramentos Câxlas Ltdâ...J. que vitófa!!! Meus pais viercm frorar aqui em 79132 e passmos mais de 30 anos carregando água. Atvàrênnà r.i. MAnoel Teles.r *-ntravô-se desradado : "_. ç"i. ''por volta la de de 12 mil cruzeiros"206. atraiam compràdores do FederaL pãrtkularmste.teói (. Relatâ o 4...).Y:-:'.eth"a p.

segundo ele.. correspondente de.otaqontsias e LoT o aTbre_Lê d\o-ê-o\o que ctsegou d rrdn\'orrá-lo ntT ôlcooldlra'7'.o". Em um dos prefácios. em 1977 e "Os Donos da Cdãde".p. mas essas querelãs políticas não eram os únicos iocos por onde os cadáveres De â DLqúô dê Car. Sequndo o auror. conviveu com esses p.ôm ê H stóra dà c dàde Para alem da vida nos bairros populares ou privilegados e por enirê o convívio dos demais segmentos que os desprezavam ou temiam. jé que o auior. o viqoroso texto não se lutou de revelar com riqueza de detalhes esse submundo "que nos envergonhâ//r dando um claro pànorama social da cidade nessa épocê.tôs r. 28 ep$odtos vtolentos e 8 p. p... o mundo dã prosLituição fo município é apresentado com todâs as cores.).) não o onlem que nos envergonha.. Uma violência cotidlàna. devldo.a Balradà ftuminênsê. analisando a relação eftre a violência e a estrutura política da Baixada Fluminense. mas que acabarãm se polarizando.. . produziu três obras em forma de crônlcâ e memória.gu€no311 Rl: Ed.. de Santa Cruz da Serra. esc. Duque de Câxias..iã ."t1 Os casos de enorme repercussão. chega ã âfrrmar que "espêÍamos (. durarte essê período. em meio às disputàs por teÍras numa regiãa em íase de voraz reincorporação "Lançado privada. convlveu durante cerca de quinze anos com à marginalidade do muncípio. O estilo jornaiistico direto e o caráler testemunha . por tratarem de questões q!e a maioria qostaria de s lenciar.iLo e publicêdo em 1967. M€rry a DLqle de Cô\ as: En. como jornalista policiô. sequndo elei não eram reveiados pelos jornais que só se lnteressavam pelo aspecto imediêlo da violênciê. Tenório nãa defroraria a assímitar também em autro código determinante. lab.ro. com. em 1980.* 'd Pôóó. chegau a formar um grupo com 40 hamens que. losé Claudio Souza Alves. Oos Bàrõe. por exemplo. Sá. na décadâ de 1960. ilêrty brotêvãm. A sérle foi rotulada pelo aulor de "Crimes que abataram Câxias" e se consttuiu em três livros que são: "Sangue no 311"... no entanlor deixar de fazer i. s€ndo incusve/ considerado um dos responsáveis "pela terrível cruz quê Duque de Caxias carrega ate hoje: lerra de banddos"':1':..ôm â H .D. inaugurada na décadâ de 1930. do jogo e dos vícios que se esgueiravam nãs ruas do centro. Réper. Na suà cotidiana relação com a violência.ônÍo . 1967.) que também iocêtize (. aumentavam a fama de destemido de Tênório e de violência da cidâde. do Gramacho. como o âssassinato do delegado Albino ímparôto. seu grànde adversário.. desenvolvia-se o mundo da bandidaqem.. sobretudo nos crescentes conflitos com os delegados da cidade prepastos políticos do governo (.).. carajosos e dispostos a enírentar quatquer situaÇão (. ào Extêrmínio: Uma Históriá dã Viôlên. p. aumentou na decada de 1940 e aqu etou-se !m pouco na década de 1950 sem. oc t'miles por onde lutavam para sobreviver e como essas expertências coletivas construíam e operôvam um segmento socia marcado pela miséria. pelo menos oito jornãis cariocas. Com o Estado Novo.. Ricardo Augusto Viânna. da prosiituição. pe o vicio e pelâ vio ência. Muito dâ violênc:a que marcava a fâma da c dade vinha da disputa política intensa que envovia os interesses de diversos grupos.1 hàvetia Oe pratàgonzar uma verdadeira guerra.. Rt: Ed Recoiles. p. 4) rcttmcilos d batd. 05 'TSLEMOS: Sàrtos. nessa épocà. "O Negro Sabará". de 1928 à 1953. Os Donos dà Cidadê. o médico e proprietário de casa de saúde na cidade. que já tinha se tornado advogado e de egado quando os escreveu? eles trveram uma publlcôção muito difícil.om seus ocultos jogos de nteresse que. Atravessando essa disputa de cunho político somava-se à violência peta posse e propr edade dâ terra que." rLr ÀLVES. Lambem produz a vítimas e alqozes Um prlvilegiado cronista desse período e dessa fêce dâ vlolência e da misér a íol o jornalista e escritor Silbet Santos Lemos. apresenla o panorâma dessas específcas questões no municíp o. em 27 de agosto de 1953. onde apresentou o panorama do submundo da cidade. 19s0. que lhe renderam. Em Sànque no 311'2t5 que está centrôdô no dia a clta da delegacia de pollcia da cidade com suôs práUcas corruptas e volentas. cuidando da sobrevivência com as estratégias êdequãdas às experiências que solriam e produz àm. . eram rápidos no gatilho. C dãde atingia o municíp o. Como jorna ista (repóter poli. já que. Importando nordestinos/ muitos pàrentes seus. . ru: AppH CLIO.).6q9 1. Tenório terá no interventor Amaral peixotot genro de Vargas.s: En. o da violência (.úi. 1aà 19 LEMOS. mas o hoje que nos No entanto.offô. Sêu tê lo permrie percÁbeÍ.ial).drê7a. era um dos prlncipâ s abastecedores do notic ário sensacionalista quê tomavàm a cldêde como um reduto de vio ência e selvageria Radicado no município. taivez.úmerês vítimas. losé Ctáudo de Souzê. motivada peta miseria q!e 'rr " Sa.'.tór a d. no embate entre a fiqurâ quase mftológicô de Tenório Côvàtcanti e sua rede de protegidos e os interesseg políticos representàdos por Amaral Peixoto e as autoridades policiais comandadas por ele. 2003. a4..

.nàmente peÍseguda petos pohciais que (. Mulàta de natiz àchat.àfe Dàra os funciana t ios d d pr ercttut d. a bioqrafiâ de Ismâel Gonçalves dâ Silva é apresentada como fio conduior da descrição da cidade.). ... / t" Oulros lo. dos assâltos. protetor dos negros. na Paulicéia.casds" que ds derais vdtiam-se dd dção de seLs caÍetoes. Olinda Macedo. Nesses ambientes.cial do municípto. ôo .io com à Hrstórià dê adiaê De Merty ã Dúqle de caxias: ÉnconÍo com a H stór é da c dàde S€gundo o âutor. e .ddo do Hotet Mrnicipdl.'6 LEMOS: 1967: p. erdm ?oduto de iua epOame es. Ruth".perninha era umà decaída. A fúria era muita e as algozes entraram no cubículo empunhando palmatórias. por serem negras e vethas...). milhares" quê ofereciam'.). êm Duque de Caxlas. Achava qu-ê a pobreza que sofreu no nordeste (... êE e dteiiadà. pêla ótica do negro discriminado que. todos em promiscuidade com ladrões e assaltantes. aparece claramente no livao.. Duràn.. marafonas pretas e bràncas e mulatàs.'-'?'- O côráter negro e discriminado da popu ação margtnalizada. no de Dona Marieta. due ãJ. D. nd dnt... de Dona Elisa.. Até operários e um débil mental apanharam..Alcàgúete" (.à prejurlo pu.)....). Ntnguém sabid de ande viera (. utiliza se parâ sobreviver da prostituição (exptorava prostitutas).). Peçdnhà.se num 'escandaloso troitor pelos locais acima mencjonados" e. mas os pretos sim (--. pau atravessàdo entre eles (. viviâm e trabalhavam mulherês como "Perninha". na Aven ôa Nit. chefes de íamílias e políticos. Dr_se- ia Alzirinha tinha uma luta com o mundo: o .-. O ponto de convergência desses protagonistôs seria à pensão de D. as prostitutas '. "Sabará era assíduo freqüentador de terreiro de macumba. no centío. .COFAp.. um uniuerso maiqinai composto de ma ândros. "Alzirinha..) aproveitava para levar o pensamento a Exu. Ete. lunto ã elas. no bàtcao. às pe..). situada em pteno centro da cidàde (. Nele. no período de 1952 a 1964.. a "Churrascar a da Maria" e a "Boate do João.. lá na rua Itapemiilm (.... pors ''mulher. "Os auxiljares do potjciat.) reunia de tudo: opetários.Se assaltava. da venda de maconha.no centro come. exjbiâm. já . .. sem formação e sem emprego. tâlvez .seus seruiços.. urà. P:osttutd ôo uttimo atdu da deqàd.De Heíry a Dlquê de ca! ês: Enco. nà vrta sào I Jir... setuia-re . "A pensão de Oünda Maceda.n. Sua trajetória exemplar revelavà as violênciàs e abusos sofridos pelos extratos mais miseráveis dô sociedade câxiênsê_ dss m como as estíatégids consrru'dàs por esres pdra sob.çáo.aue fazia à vida há màis de vnE ano< entre a prdçà do pàcihcàdor e o Hotel Rio-petíopohs. se roubava. oà-d recupe-á-.d. palmatóriãs começavam à jogar-se com violência nàs solas dos pés e no fígado..abeçà e de fum. estudantes. qostàvà de. Só sabia que toda vez que apanhava da policiê tinha vontade de arrombar mais.. Suas mãos amarÍadas em torno dos joelhos.. quando a noite caíâ. (. Batia tambor em dois deles.os pouco § À : : I -i .7a ã gt dà discriminaçãa racial.s onoe a prostitutçáo erd pràticadà seíam as de "D. a . e. Quando vottou a si estavà dependurado num "pau-de-arara" um tronco com suas extremidades apaiadas numa mesa e numa cadeira.. mãconheiros. na rua Minas Gerais e nos porcos (porque tinha um enorme chiqueiro). que os brancos e ricos não compreendiam. bài\a e roucd. und no. Tinhà este àpetido porque . viciados e vâposeiros."'rva de umd petnà_ Vethà.Boare El qubano".eviver em meio a tanta hostitidade.a o.e o dià.nnhas (.te no xàdre7 e. segundô Lemos. I ourdes.. prerefla gdstaÍ quinhentos cruzetros. em frente à prefeiturâ municipal". empunhando cacetetes de borracha e poÍretes calram em cjma de Sabará (. .'O Nêqro Sôbará. Sabêm àOenas que se chamàva Al/trinhà 1. cofrerciantes e comercjários....rt.__t..) e a prostituição nas imundas 'uàs de Càtià.r màconhà.. rufiões e contraventore-s..que iaí suborlêr a potícra em troca da I berdàdê de sua mrnâ. lamais dotmtd cofr <otdàdo ou com . nos rins e na cabeça (..do. Deram pancadâs a valer. ele mesmo não sabia porquê..i t : depois.i.qà Lqi-add Rro-pelrópotis.) am pàrd os hotet5 (om ds bonitds e ptendiam às feiàs.. no Gramacno.D. do iogo e de trabathos temporários "quando a coisa apertava". que.eram cenLenas. as COfAps. wà-da.'na Avenida Rjo-petrópotis.). erãm o âlvo preferido da ronda potictal. com o..

enlrentaram duras condicões.so de expeÍ encras soc dt\.oô a Hrstór a dê cidàdc de ren.i. e s!ãs teÍÍàs bar\agà este. foram pra|camente abandonâdas. Essa coííenle mrgratór d ocuoo. o ocultamento ou o protesto. mas a discriminação em relação ao credo e a sua condição de homossexual. construiram a histór'a da cidade de uma ótica pouco reconhecida e examinadà. construiu e reconstruiu um conjunto de estràtégias e àções pessoais. em diâs de festa. por exemplo. .. nuncê lhe permitiu ser acejto peta maior a das f.oos. roLíe *." .oaot. Suas relaçõ€s e prestígio retigioso tornavam-no respeitado.(ôoo do o.o ao.:i ". instêlou-se em Duque de Caxias aquete que se-ia rol tlâdo o re do (anoonolo. Duque de Caxiàs. motivada pela atração exercida pela capitêl federal. 110 coNcLUsÃo o.'". reunir em suâ casã. 1940 e 1950.a um assentamento digno com infraestrutura urbana básica e serviços públicos adequêdos_ Lulando para superar a lnexistência dessas condtções _ mínimas.* """.. nos a.miiias socialmente destacêdâs do mun:cípio. .êç-^dô o (". depois Caxias.imdsa ortà dd od.dm d h. fdnoso e oJsaoo costumàvd.ler otário nas encruzilhadas do bairro 25 de o. onae sp ocalizava o distrito de Merity. e depaiou se com o desafro de superar âs carências e àusências relativas às condições mínimês necessárias pa.-n. a forte mígração que atingiu easas terràs. mantendo-se assim âté as prime. limitás ê desaíios enlrentados e superados por cada seqmento sociâ1. conhecida como Iguassu no século XIX. n. Merily. qe.ares e colelvas oJe. em uma potente cidade. nd a expansão e dinamizâção da mâlha ferroviária que seruia a região desde ô metade do sécllo XIX.esença coT as próucãq neces<árias oue os nêÍ vessên pre\e-re5 dessas décadôs. pro.B6pd.De Mer ty a Duquê de car às En. o bdoarorixd Joao/tn^o da GonÊia.u .ras décadas do século XX...a da Gudnabàra. coniugddas nJT (omote. seguÍdo a Revtsta CÍu/.sto.onf o. acumulava experiências na luta individual ou coletlva. a § região como um lodo fot atingida por um processo de muaanças i promovidas pela conjugação de três impotantes fatores: ro42-roi. lOtnêdoc inv\vêS. seus novos habtantes. tormê.ve.os 1930 e no jovem municípjo emàncipado à pâtir dos anos 1940 e tgso. que alcançou prlvilegiada posição econômica e destaque populacional ao ongo do processo e nas décadas seguintes. .d. orcdvam -ua p.ro..ttdna oo Rio de JanetÍo que levdram á superâção das antigas condiçôes rurajs que caractenzaram â região âté as primeiras décadas do sécuto xX. Contra a-discriminação raciat e social. Req. a paftir de 19521 uma esco/a primária gratuita para cerca de 30 crianças. Contra a vioiência social.r. sofreu uma gràve crise econômica e demoqráfica. oesorde-êddTente e de§tgualmente as lerràs dêsse distrto de Nova lguàçu. mas representãttva de uma impotante parcela dà sociedade caxiense e brasiteira. o ctuz€tro. instatàda no modesto bairro de Vita Leopotdina. A patir dos anos 1930 e ao longo dos anos 1940 e 1950.o tinhê poputâção negra e mestjça/:u e era muiro presente a trâdição airo-reJigtosa do candomble e da umbanda. Ao longo desse período formador.'d de sLas v'oas e a htstórra do município.rn. era evrtado pelô incidência das "febres. roce_odoe da ca\tense tiverar quê se emoer-êr 1d l.ij... em um esforço brutal pãra não sucumbtr a Fote pressão sociàÍ quê a discriminação e a fatta de opotunidades impunham. o suborno ou a submissão. habitado por poucas centenas de moradores.. A região. Em 1948. .. De uma Formâ ou de outra.ô O processo de construção sociãl da cdade O" Ouqr" Oe Caxias esteve diretâmente gado às iransformações sofrídas pelà região nas décadas de 1930. tdnrl.. dà uhbardá. no flnal desse século. Esses limjtes mostravam o quanto esses setores segregados . o Rio de i .-. a população. O povoado de Mêrity.td petà sobreJivêncrd. quase 6.o u1.rêaô F. A cidade constit! u-se a pãtir da conjugação de fatores deriyados da formacão histórica da cnamaoa área nerropo.ô 3 ::'ll"ll" l.buna.000 pessoas e manteve.. de acordo com as possibilidades. 1710r/56. que assolãvam a região e por i seus poucos atrâtlvos econômicos. Essa transição do rural para o urbano transformou um povoado pouco habjtado. migrôntes recém instalados.LôD"aoaãí. ! 5 a __ --":-. Maioria siJenciãdê.

no municípiô de Duque de Caxias. o êntigo vilarelo transformou-se em uma cidade com crescmento desordenado. und rffn. . essas condições de vida eram bem melhores. A malha ferroviá. saliou de 2.incipat papet indutor seria exercido pelâ Leopoldrna Raitway que.ilo tôdê. princlpalmenLe. proqressivo desenvovimento ecônômlco e com a autonomla administrativa alcânçàda.400 habtanles. como o Gramacho.388 e seu núcleo.t. Água encanada. sofreu impacto promovido pe a conjugação desses faiores. que serviam a alguns exlratos sociãls mals abastados. o p. depois Leopodna Raitwày.os quadrãdos de terrenos maroinais ao ro Meriri lorân o dgJdo e eL Jpêrddo\. Um grêve problema eram as constêntes enchenLes que assolavam as áreas ba xas do mun cip o. Caxlas em 1931.omuniiária parã fãzer Frenl€ a falta de vagas nâ rede esco ar.a. M!itos desses mgrantes desaojados instalaram-se no iovem municíoto de Nova Iguaçu e em sêls distntos. me hor relacionados com o poder público ou mesmo fazendo paÉe da elile política. Nesses loteamenLos e bairros em formaÇão. Nas áreas de saúde e educação. em s!a érea central Nos anos 1940 e 1950. na Ba xâda Flumrnense em gerêt e na regrão do disirito de Merity em tté^ (jo od.o qoverno criou o Núcleo Coonial Fazenda São Bento. conligurou-se a pan. pelo menos s milhões de met. Estrada de Ferro D pedro II. em sua área desenvolvessem comerc. que desalojou a pop! ação pobre de s!ôs moradias no ceniro da cidaàe. somente ê paftir dos anos 1960. já em 1943. 112 unidades industriais que. no caso de doençês. pnncipamenie à parir da década de 1930. As ferrovias.. Em 19s0. conhec das como R€forma peretra passos. já haviam sido insta adas. a acão saneadora de um . Tais fàtores promoveram..ttct para novas e desordenadas condições urbanas. uma c dâde de migrantes.r dessas experiêrcias sociais produzdàs ao lonqo do seu . Um terceiro fator mostrou. numa prime ra fase das obras no período get! ista.al.d ore rô. procedente ainda de vigário Geral. e â rede elétrica seruia âpenas ao centro administrãtivo. A água obtida nas bicas púb cãs e nos poços caseiros. onde se local zavam os oteamentos populares na década de 1940 e 1950. a luz recebda através do precárlo sistema de "cabne e posleamento" e a uta por escolas e postos de saúde exigiôm o deslocamento para dlsláncias iongas em relação às residênciês ou a apropriôção de recursos. S!â população. Em 1933. aruq". Seus moradores. além dã educação doméstlca ou. essas n clàlva< êcabarâm por promover a recuperaÇão dês terràs da Bairada Fluminense pâra o avanço tmobi|ário. exercerâm esses papéis na reg ão/ sendo que/ no caso de MerLy. o mlnlcíplo contava com poucas dezenas de escolâs púb icas e apenôs quatro postos de saúde. em 1950. De 1920 a 1940. a pâdr de 1886. oronovrdo\ pêo qo.. o mê\To J or rê. que frâcàssou alguns Merity. com a intens ficação do crescimenfo populacional. obtinham seruiços e equipamentos públicos que outros bairros. como o uso de eruas e benzeduras. Duque de Caxias. que já estava instaladâ desde o século XIX. depois Centrat do Brasil. alcançaram a marca de 228 unidades.upe. teve inic o um processo de loleamento e sem qLe as instalações urbanas e os seiliços públicos se assentamento populacionaL no entorno das estações ferroviáras que pontilhavam seu território. áreas màts próximas da captat e servidês por linhas ferrov árias. conviviâ com extratos sociais miseráveis que se utilizâvam dos recursos que tinhôm ô mão para sobreviver. Molivados pela ldeia dc resgatar a .se decisivo para o assentamento populaciona na regão: o sancamento dãs terràs nsatubres dâ região que tomou corpo na decada de 1930. na mesma proporção. sobre a populàção ruralj e.vocêção agricoa.âr. no período entre 1910 e 1916. a ausência das mínmas condições urbanas exlgia da população um cotdiano eslorço de superação.ontrnlo oe oôrd.920 habitanles para 28. A miqração o os trênspoftes foram mpoftantês iôtores desse processo.o1d. serua ao transporte ae café e pôssageros da capirât e do nterior para o Rio de laneiro.lanciro. que atra ! uma massa de m grantes rurâis ansiosos por melhores condições de vida e trabatho. alcançou 92. oitavo distrito de Nova I9uaçu.urbano passou a contêr com um cada vez mais s gniíicativo comércio. senão várlas décadas depois além de que o centro da cidade. havia nteiligado o povoado à capilâ1. pàssando peto esíorço promovido oeto governo Nilo Peçãnhà. na medrda em que os rr thos atingiram uma capilâridade nâcional. êndo r om o\ r 05 Iguaçu e Sarapuí três ônos depois. num esforço de dar início a um projeto de coonizãÇão agrícotà na reqião. empurrando â5 parã os morros e os subúrbros. nas prime ras décàdâs do século XX. Nesse mesmo período. Estrada de Ferro Rio D'Ouro e Rio de taneiro Northen Railway Company. O primeiro relãc onou-se ao sudo industria izante que aiingiu ã cidade do Rio de laneiro.çocs rJrdr< odd? . em 1958. O resultado desencàdeadores desse intenso des ocamento popu acional loi o crescimento desordenado da cidade e uma crise urbana e habttacionat que tevou âs autoridades tederais e municipêls a tomarem uma série de medidas urbanísticas. não loqravam obter. com as iniciaiivâs promovidas pelo qoverno vargàs/ mâs que vinham se desenvôtvendo desde o íinai do século xIX. Em alguns bairros planeiados como o lardim 25 de Agosto. Em 1936.oJ as !enôs aaqaaas e insaubres. dã reg ão.

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Avenida Presldentê Kennedy .anos 1940/1950 fôtô cedida por Roqério Tores Ê t § § § 122 a § t23 .

Prédio da CámaÉ dos Vereadores na avenida N lo Peçanha anos 1950/1960 foto cedida por Roqério Íorres F e s € t24 ! s € 125 .

Rerorma da Estação Gramacho .s/d ' foto cedida Rogério Tores § e € R e 127 .

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