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Universidade de Brasília – UNB

EFL– Departamento de engenharia florestal
Secagem e preservação da madeira Turma: A 2/2014
Professor - Florian
                         
               

                     Klaus Rosaes Coutinho Vieira – 12/0034808
                                                             
                           
 

Durabilidade de madeiras tratadas e não tratadas em campo de
apodrecimento

Brasília
junho/ 2015

HALE. além dos agentes químicos presentes no solo e diversos microrganismos xilófagos que podem atuar em conjunto. 1993). atuando em conjunto ou separadamente na madeira. objetivando avaliar o seu estado de sanidade. variações das condições ambientais. Ela está sujeita à próxima etapa da seqüência natural de qualquer ser vivo: a deterioração e decomposição. às intempéries. Por ser material de natureza orgânica e no estado em que é normalmente utilizada. secagem. cupins tem causado a maior parte da degradação de madeiras de diferentes espécies. é capaz de resistir. após dez anos de implantação. indefinidamente. Estes consistem basicamente no soterramento parcial de amostras de madeira seguidos de inspeções periódicas. sendo a parte morta de um vegetal. como exemplo. a madeira já não apresenta vida. . a vida útil da madeira em serviço é determinada. químicos e biológicos. Madeiras nestas situações estão expostas a períodos irregulares de lixiviação. sendo que após um determinado período de tempo. nem mesmo aquelas de reconhecida durabilidade natural. Os agentes físicos. em campo de apodrecimento. de modo a proporcionar distintas classes de durabilidade entre espécies.Introdução A resistência natural à deterioração é uma das propriedades tecnológicas com maior variabilidade em razão das diferenças de arranjo anatômico e da composição química (qualitativa e quantitativa) da madeira. Por outro lado a ação de insetos. Nenhuma espécie de madeira. O objetivo deste trabalho.1. ataque de microrganismos e ação do próprio homem. em geral anos. foi avaliar o estado de sanidade de quatro espécies florestais não tratadas e também submetidas a processos de tratamento preservativo. bem como de diferentes processos de impregnação. Ensaios em campo tem sido os mais comumente utilizados para avaliação da resistência da madeira e da eficiência de produtos preservativos. a presença de fungos xilófagos não apresentam tanta influência na deterioração da madeira. aceleram seu processo de deterioração. Em regiões onde a umidade apresenta níveis relativamente baixos e altas temperaturas. Testes em campo têm reproduzido com fidelidade situações de uso da madeira com ou sem tratamento químico. dentro de uma mesma espécie e também dentro de uma mesma árvore (EATON. exposição à luz solar.

1 Espécies utilizadas No campo de apodrecimento localizado na Fazenda Água Limpa (FAL).0cm de diâmetro.deixando a madeira e o produto resfriarem juntosno recipiente de tratamento.durante 2 horas. Os moirões permaneceram nesta posição durante oito dias. 2. até o dia seguinte aotratamento.2 Tratamento com pressão O método empregado para o tratamento dos moirões foi o de célula cheia. localizado na Fazenda Água Limpa de propriedade da Universidade de Brasília. foram utilizados moirões ainda verdes e colocados em tambores cobertos até a terça parte de solução e completados com oleo para evitar sua transpiração. Já no tratamento de banho maria os moirões foram colocados nos tanques posteriormente ao produto químico. Após este período o calor foi suprimido. Após este período as peças foram invertidas.1 Tratamento sem pressão Para o tratamento preservativo dos moirões foram utilizados dois métodos sem pressão denominados transpiração radial (TR) e banho quente-frio (BQF). Os moirões medindo 1. 2. ficando imersas na solução por mais três dias. previamente secas ao ar livre. para reforçar o tratamento da sua parte superior. elliottii. No que diz respeito ao tratamento de transpiração radial. Este conjunto foi aquecidoa uma temperatura de aproximadamente 90ºC. foram utilizados quarto espécies.2. denominado processo Bethell. Eucalyptus grandis. Os moirões foram impregnados na planta piloto do Setor de Preservação de Madeiras do Laborató.50m de comprimento por 12. Sclerolobium paniculatum var. foram coletados de árvores selecionadas ao acaso em áreas de plantio homogêneo de Pinus e Eucalyptus e na fitofisionomia do cerrado. subvelutinum (carvoeiro) e Pinus elliottii var.Material e métodos 2.rio de Produtos Florestais (LPF) do Instituto .0 – 15. Eucalyptus saligna.

após 10 anos de implantação do campo de apodrecimento apresentou um estado de sanidade médio. O hidrossolúvel utilizado foi uma formulação a base de Cobre. Fenol (FCAP). a uma concentração de 3% de ingredientes ativos.1 Estado de Sanidade das Amostras Não Tratadas Em geral. para tanto. espécies de rápido crescimento como o Eucalyptus e Pinus apresentam baixa durabilidade natural. A autoclave utilizada para a impregnação dos moirões media 2. 3. de tratamento químico. O oleossolúvel utilizado foi o creosoto (CR) sem mistura aquecido a uma temperatura de 80 a 90ºC. O produto oleossolúvel utilizado foi o creosoto e óleo queimado e no tratamento hidrossolúvel foi utilizado o Flúor. . além da ação de outros insetos como de formigas carpinteiras. em relação às demais. 2. Arseniato. necessitando. um oleossolúvel e outro hidrossolúvel.3 Produtos usados No tratamento sem pressão foram utilizados dois produtos um oleossolúvel e outro hidrossolúvel. comercialmente conhecida como CCA. com ataque evidente. Cromo e Arsênico. Já no tratamento spb pressão foram utilizados dois produtos. Cromo. Este resultado indica uma maior durabilidade natural desta espécie. 3. Após o tratamento as peças foram colocadas para secar a sombra por um período de trinta dias. Resultados e Discussão De maneira geral todas as quatro espécies de madeiras apresentaram ataque de fungos e cupins.Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). principalmente quando em contato direto com o solo. o Sclerolobium paniculatum. utilizada nos processos de tratamento de substituição da seiva.80m de comprimento e 0.80m de diâmetro com uma capacidade de 800 litros e trabalhou a uma pressão de 12kgf/cm2 . porém moderado de fungos e cupins. Das quatro espécies estudadas.

contra a ação de fungos e insetos. Apesar das duas espécies de Eucalyptus terem apresentado um estado de sanidade muito próximo. o Eucalyptus grandis apresentou uma proteção ligeiramente superior.dos moirões tratados com creosoto pelométodo de banho quente frio. observaram um comportamento semelhante quando tratadas com creosoto e CCA. apenas as amostras de E. em relação ao E. sem nenhum ataque de microorganismos xilófagos. grandis apresentaram-se sadias. demonstrando que os moirões.2 Amostras Tratadas Sem Pressão Resultados mostraram que os moirões tratados pelos métodos sem pressão apresentaram um estado de sanidade superior àqueles não tratados (testemunhas). Dos moirões de Pinus elliottii e Sclerolobium paniculatum as peças mais bem protegidas da ação dos fungos e cupins. encontravam-se na maioria sadios ou com levemente atacados por fungos e insetos.O estado de sanidade dos moirões tratados pelo método de banho quente frio foi superior aos tratados por transpiração radial.ção às demais espécies.. citriodora e Pinus sp. saligna. bem como em rela. foram as tratadas com CCA. apesar das amostras tratadas com creosoto apresentarem um estado de sanidade muito próximo às tratadas com creosoto. Trabalhando com espécies de Eucalyptus paniculata. em relação aos tratados com FCAP por transpiração radial. após 10 anos em contato direto com o solo. E. Conclusões . 4. após 10 anos em contato direto com o solo e sob a ação das intempéries. em região de cerrado. Estes resultados indicam uma maior proteção e conseqüentemente maior durabilidade.3 Amostras Tratadas Com Pressão Os resultados mostraram um estado de sanidade considerado muito bom para as amostras tratadas. Média do estado de sanidade dos moirões tratados com pressão com arseniato de cobre cromatado (CCA) e creosoto (CR) após 10 anos em campo de apodrecimento. 3. mesmo assim ainda considerado muito bom para o período de exposição das amostras em campo.3. A exceção foram os moirões de Eucalyptus saligna tratados com CCA que apresentaram um estado de sanidade médio. Das quatro espécies tratadas com creosoto e CCA.

org/files/v12n1/v12n1a2. Londres: Chapman & Hall. O estado de sanidade das amostras tratadas por banho quente frio e transpiração radial foi superior ao das testemunhas. SBS. 1993.floram. Rede SBS dia a dia. HALE.ufes.sbs.A.C. Os moirões tratados com creosoto misturado com óleo queimado apresentaram os maiores índices de resistência.br. Acesso em: 05 de julho de 2004. Referências EATON. pests and protection. 546p.br/handle/10/554 http://www. O método de banho quente frio foi mais eficiente do que o de transpiração radial na proteção dos moirões ao ataque de fungos e insetos xilófagos.pdf .Após 10 anos de implantação do campo de apodrecimento os seguintes resultados são apresentados: Das amostras não tratadas (testemunhas).. R.D. http://repositorio. demonstrando que os moirões tratados pelos métodos sem pressão foram mais resistentes ao ataque de fungos e insetos xilófagos do que os não tratados. Sociedade Brasileira de Silvicultura. Wood: decay. demonstrando ser esta espécie a mais resistente ao ataque de fungos e insetos xilófagos em relação as demais espécies estudadas. M. Disponível em: http://www.org. os moirões de Sclerolobium paniculatum foram os que apresentaram as melhores médias de estado de sanidade.