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frentes de água

ESPAÇO PÚBLICO - PARQUE URBANO NO JAPUÍ

Trabalho de Curso
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
Universidade Católica de Santos
Aluna: Anna Elis Gomes Vilaverde
Orientador: Professor Mestre José Maria de Macedo Filho

Junho de 2015
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2

“a arquitetura, quando um saber de fronteiras
transcende as formas e aproxima-se de um fato
civilizatório indutor de transformações sociais, adquire
assim sua plena dimensão”
Ciro Pirondi Arquitetos Associados

3

4 .

1.2. Cidade .2. Atividade Pesqueira 50 2. História 38 2.1.2. Rotterdam 21 1. Projeto 80 3. Japuí 36 2.4. São Vicente 30 2.3.3.1.1. Parque Estadual Xixová-Japuí 46 2. Barcelona 14 1.1.3.2. Desenvolvimento Local 20 1.1. O TERRITÓRIO INVESTIGADO 27 2.3. Diretrizes 78 3.1. Caracterização Social e Urbana 52 3.3. Transformando uma Frente de Água 24 2.3.SUMÁRIO Introdução 07 1. Situação 29 2. Programa de Usos 86 Considerações Finais 99 Referências Citadas 100 Referências Bibliográficas 103 5 .1.1.Empresa 12 1.2.2.3.2. FRENTES DE ÁGUA COMO ESPAÇO PÚBLICO 09 1. Buenos Aires 18 1. PROPOSTA 75 3.

6 .

apresenta-se a proposta. com a implantação de um parque urbano dotado de equipamentos de diversos usos. Já no último capítulo. No capítulo inicial aborda-se a temática do espaço público em situação de frentes de água. em São VicenteSP. a partir do histórico e de uma caracterização social e urbana. desse modo é identificado as potencialidades e os problemas que necessitam de atenção e de uma solução projetual. a fim de revitalizar a área e resgatar a identididade local.INTRODUÇÃO O objetivo desse trabalho é a criação de um espaço público na margem de água do bairro Japuí. a partir de modelos e exemplos aplicados nas últimas décadas para analisar suas estratégias. bem como identificar seus acertos e erros. partindo do pressuposto que o lugar trata-se de uma zona de desenvolvimento turístico dentro do território do município. referências de projetos e o estudo preliminar da concepção do parque urbano. 7 . No segundo capítulo é diagnosticado o território do projeto. com o programa de usos.

8 .

FRENTES DE ÁGUA COMO ESPAÇO PÚBLICO 9 .

acessado em 11 de maio de 2015.br/galeria/imagensaereas-do-porto.< | CAPA Porto Maravilha. Rio de Janeiro. 10 . com. Disponível em: cidadeolimpica.

O historiador francês Alain Corbin analisa o período de
1750 a 1840, quando os europeus descobrem que o mar pode ser
fonte de emoções, de banho, lazer e até mesmo de tratamentos
medicinais. Antes dessa descoberta o mar era visto com medo,
como fonte de perigo, de monstros e espíritos diabólicos,
tornando-se um lugar invulnerável à urbanização1. Acredita-se
que a partir dessa inversão de valores que a água passou a ser
considerada espaço público e suas frentes urbanizadas para
facilitar e valorizar seu acesso.

Contudo, a partir da industrialização no séc. XIX, as
frentes de água tornaram-se um campo de tensões entre duas
serventias: espaço público e infraestrutura. Os portos romperam
a relação que a cidade tinha com a água e esse processo
foi copiosamente repetido em várias cidades, originando
desigualdades e desequilíbrios na cidade.

1. CORBIN, 1989.
2. CASTRO, 2011.
3. BRASIL, 1988. Lei no

9433, da Política Nacional de
Recursos Hídricos.

Nas últimas décadas do século XX, com a modernização
dos portos e a desindustrialização, esses espaços tornaram-se
grandes vazios urbanos de localização privilegiada e alvos de
grandes investimentos, a fim de realizar uma conversão desses
lugares em espaços públicos e outros usos geralmente voltados
ao setor privado, que acabam por tornar o espaço acessível
apenas às classes privilegiadas.

Essas grandes operações, que tinham como expressão
chave a “aproximação das cidades à água”, conseguiram atingir
verdadeiramente o seu propósito? Será que a água ainda é
tratada como uma linha que delimita o fim de um território de
uma cidade?


O espaço público não deve acabar na água, e sim se
estender a ela. Um exemplo disso são as praias, que podem
ser consideradas grandes praças que prolongam até a água a
oportunidade de vivência e socialização. Um verdadeiro espaço
do coletivo. Pode-se observar que muitas cidades costeiras se
desenvolveram em função dessas áreas, muitas vezes a própria
estrutura viária origina-se de uma rua paralela ao mar e ruas
perpendiculares à mesma.²

Não há como negar a importância da água e de seus
usos. Por isso é necessário preservar, valorizar e usufruir tanto
a própria água quanto as suas frentes pois, segundo a Política
Nacional de Recursos Hídricos, a água é um bem público e seu
acesso deve ser permitido a todos.³

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01 | Inner Harbor, Baltimore

Disponível em: wrtdesign.com/
projects/detail/Baltimore-InnerHarbor/157, acessado em 11 de
maio de 2015.

1.1. CIDADE-EMPRESA

No final da década de 50 e início de 60, ocorreu a
desindustrialização (pós-fordismo) e a modernização naval,
tornando obsoletas e abandonadas as docas menos profundas
e mais antigas, criando, como já citado anteriormente, os vazios
urbanos.

É a partir desse precedente que surge o Planejamento
Estratégico e suas “revitalizações urbanas”, palavra-isca para
promover a “parceria” entre os setores públicos e as iniciativas
privadas a fim de promover o conceito cidade-empresa.

O palco disso tudo, o protótipo do modelo, foi a

requalificação do Inner Harbor de Baltimore, cujo catalisador
foi o empresário James Rouse5. O exemplo foi replicado em
cidades como Boston, São Francisco, Nova Iorque e etc.

A “rousificação” consistia no processo de produção de
locais de sucesso, a arquitetura do espetáculo, que celebra a
“vizinhança” e a diversidade étnica (grupos étnicos começaram
a lucrar com “a venda da etnicidade”). A cidade é tratada como
empresa e seu produto é a própria cidade e sua cultura. E como
toda empresa, é preciso competir com as demais concorrentes.

“Houve um momento [diz ele] na década de 70, em que [o
planejamento urbano] começou a plantar bananeira e a virar
do avesso (...). O planejamento convencional, a utilização de
planos e regulamentos para guiar o uso do solo pareciam
cada vez mais desacreditados. Em vez disso o planejamento
deixou de controlar o crescimento urbano e passou a
encorajá-lo por todos os meios possíveis e imagináveis.
Cidades, a nova mensagem soou alto e bom som, eram
máquinas de produzir riquezas; o primeiro e principal
objetivo do planejamento devia ser o de azeitar a máquina.
O planejador foi-se confundindo cada vez mais com o seu
tradicional adversário, o empreendedor (manager); o guardacaça transformava-se em caçador furtivo” 4

12

4. HALL, 2005. p.407.
5. James Rouse foi também
01

o criador do conceito de
“shopping
center”
nos
subúrbios americanos.

02 | The Battery Park, NY

Disponível em: thebattery.org/
the-battery, acessado em 11 de
maio de 2015.

02

O

planejamento estratégico causou a
gentrificação. Podemos identificar isso na revitalização do
bairro Soho e na criação do Battery Park, ambos em NY. É a
valorização de um lugar antes desvalorizado, onde antes
abrigava uma classe baixa, da qual não suportando alugueis
mais caros acabam sendo expulsos para uma periferia mais
distante dos grandes centros. É um modelo que não favorece o
povo, e sim os empresários que esperam o retorno financeiro de
seus investimentos.

6. HALL, 2005.p.413.

Esse perfil de revitalização acaba por influenciar diversas
cidades da Europa a realizar tal empreendimento, tendo muitas
vezes como pretexto a aspiração por sediar grandes eventos
esportivos e culturais, como por exemplo: Barcelona.

“uma nova e radical elite
financeira tomava efetivamente
posse da cidade, liderando uma
coalizão pró-crescimento que
habilmente manipulou o apoio
público e combinou fundos
federais e privados para promover
uma urbanização comercial em
grande escala” 6

13

Barcelona iniciou uma sequência de revitalizações das “lixeiras da cidade”. Foi com essa motivação que a partir de 1980. a começar pela primeira intervenção pré-olímpica: 14 7. Dentro de tantos projetos realizados. por exemplo. Plan Cerdá aconteceu por volta de 1860. Influênciou muito a cidade como conhecemos hoje. esse último muito criticado pelos efeitos sociais negativos. coma nas “waterfronts” americanas.1. porém causando gentrificação e não solucionando o problema do déficit habitacional. James Rouse. Barcelona não criava nada de novo. Enquanto outras cidades já haviam transformado suas áreas portuárias abandonadas em espaço público. e teve como principal objetivo a expensão de Barcelona além das muralhas medievais. a análise a seguir apresentará somente as frentes de água. que foram derrubadas. . com a projeção de um plano cartesiano e um sistema hierárquico de vias. criando novas centralidades.1.1. tendo como experiências desde o tradicional Plan Cerdá7 ao Planejamento Estratégico. As cidades previamente se preparavam com intuito de mostrar que seriam capazes de ser anfitriões. com a assessoria do próprio criador da fórmula. foi importado o modelo do Planejamento Estratégico. Em toda a Europa houveram surtos de desenvolvimento motivados por sediar grandes eventos. BARCELONA Barcelona pode ser considerada a “Meca das práticas urbanas”. dos jogos olímpicos. Foi quando.

4 1 2 3 1| Moll de La Fusta 2| Moll d’Espanha 3| Moll de Barcelona 4| Porto Olímpico 15 .

atrai somente turistas e empresários. que tornou o Moll num lugar da moda (nos anos 90) e em um grande espaço privado. e depois de sua concessão por parte da Marinha e um período de obras de seis anos. uma avenida expressa que cortou o Moll de la Fusta ao meio. sendo uma das áreas menos frequentadas da orla marítima da cidade. 2007. jogging).org/wiki/File:Port_ Vell. 8.8 Hoje o local é somente um lugar de passagem e não de estar.Moll de la Fusta Teve sua estréia em 1981. com acessos mais difíceis e imediatamente criou dois setores 03 16 03 | Moll de La Fusta (à esquerda) e Moll d’ Espanha (à direita) Autor: David Iliff. 2013.jpg. quando houve uma reforma minimalista. E o que se vê nessas etapas posteriores é a espetacularização e a privatização total da orla catalã. Sua decadência se deu a partir dos anos 2000. . A diferença do modelo americano é que não foi projetado para ser um lugar apenas de entretenimento e consumo (não foram previstos shoppings.Foi projetado mais como uma varanda urbana com vista para o mar.. Disponível em: commons. p._Barcelona. hotéis de luxo. Dentre elas a construção da Ronda Litoral. foi reinaugurado em 1987. ARANTES. patins. O Moll fui suplantado pelo Moll d’Espanha e pelo Moll de Barcelona. Ao longo do tempo foi sofrendo modificações que descaracterizavam aos poucos o espaço público..). wikimedia.47. tornando-a mais barulhenta._Spain_-_ Jan_2007. e seu uso se restringe a prática de alguns esportes (skate. Os restaurantes e bares da moda foram desativados pois o lugar tornou-se infrequentável e perigoso. Até hoje não consegue atrair muitos pedestres. bicicletas. distintos: o primeiro um passeio repleto de palmeiras que não lhe conferiam uma aparência acolhedora. e o segundo tomado por bares e restaurantes de alto padrão.

jpg. 04 05 17 . o grupo que planejou e projetou essas revitalizações exporta até hoje seu modelo para outras cidades. Moll d’Espanha Projeto dos arquitetos Viaplana e Helio Piñón. Moll de Barcelona Dominado pela iniciativa privada. com várias salas de cinema. shoppings. como por exemplo o Rio de Janeiro que sediará as Olimpíadas de 2016. esportivos e de cultura. um lugar de negócios que atrai em maior parte turistas e empresários. es/img/presentacion/3. jpg. inúmeros restaurantes e afins. Todos os últimos três locais citados são bastante visitados. O restante da orla. tem hora para abrir e fechar. Também possui bares.04 | Moll de Barcelona Disponível em: clinicseo. juntamente com um aquário e o Imax. Porto Olímpico Hoje reduzido a guardar veleiros e barcos de passeio e clubes náuticos restritos. porém não deixam de ser um espaço privatizado. Disponível em: portolimpic. bares. Abriga o World Trade Center. Ao fundo: Torre Mapfre e Hotel Arts. acessado em 11 de maio de 2015. corresponde a edificações como hotéis. sem qualquer caráter público. Tais privatizações desses espaços junto à uma frente de água formam uma barreira entre a cidade e o mar. restaurantes e discotecas.es/ wp-content/uploads/WTC3. incluindo a Barceloneta. discotecas e uma estação marítima. centro de negócios. é um misto de shopping. Por causa do sucesso das olimpíadas de 1992 em Barcelona. 05 | Porto Olímpico. acessado em 11 de maio de 2015. Ao contrário de um espaço público. controle de acesso e regras a serem respeitadas.

Universidade Federal do Rio Grande do Sul.14. 2008. Fonte: Giacomet. uniu os poderes municipal.06 | Vista panorâmica do Puerto Madero a partir do centro da cidade. p. BUENOS AIRES Uma das cidades que também tiveram a assessoria do grupo catalão foi Buenos Aires. que nos anos 90. GIACOMET.1. a fim de integrar a cidade com o rio de la Plata. Luciane. possuindo assim grande valor. tanto arquitetônico quanto por sua localização ribeira e ao mesmo tempo próxima ao centro histórico. 1. 06 18 “A linha de diques marca a transição entre a ortogonalidade do tecido central de Buenos Aires e a irregularidade da margem ribeira” 9 9. apesar de não ter saído daí o projeto implantado. 2008. Dissertação de Mestrado.2. Revitalização Portuária: Caso Puerto Madero. Isso aconteceu depois de um concurso nacional de idéias que. . Buenos Aires cresceu e se desenvolveu a partir de seu porto. estadual e federal mais a iniciativa privada para realizar a revitalização de Puerto Madero. motivou a formação de uma equipe que ficou responsável pela formulação do plano e das normas urbanísticas. que estava obsoleto e abandonado.

cujos térreos foram tomados por bares e restaurantes caros que contrastam com o passeio público que é mais turístico e popular.10 Como marco arquitetônico. Dissertação de Mestrado. p. 2005. Em um outro setor toma-se outro partido. de Santiago Calatrava. Luciane. Universidade Católica Argentina. Revitalização Portuária: Caso Puerto Madero. sujeitos a limitações de volumetria. 10. cedendo o local para a construção de edifícos mais contemporâneos. A exemplo de Battery Park City. Puerto Madero é o único exemplo latino americano dessa magnitude que foi executado com sucesso e pode ser considerado modelo referencial a ser seguido. Os galpões foram demolidos. 07 08 09 19 . os lotes foram vendidos a grandes empreendedores como Telecom e Hilton. 2008. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. conferindo uma identidade ao local. Isso foi realizado através do permanecimento de algumas embarcações e guindastes abandonados e da reconversão dos velhos galpões em escritórios. Essa contraposição entre o antigo e o contemporâneo torna o espaço plural e interessante. SOMEKH. Fonte: Giacomet.07 | Implantação do projeto de urbanização para o Puerto Madero. mais um parque público e áreas verdes. que atravessa o canal do antigo porto. tanto residenciais de alto padrão quanto comerciais.5. a Ponte de La Mujer. 08 | Galpão 9 após revitalização. Fonte: arquivo pessoal da autora 09 | Ponte de la Mujer Fonte: arquivo pessoal da autora Umas das características da revitalização dessa área imediata do porto é a preservação dos refereciais históricos que respeitam sua memória.

DESENVOLVIMENTO LOCAL Ao contrário do planejamento estratégico. O intuito é beneficiar as populações locais. p. SOMEKH. 1. comunidade. saneamento. entidades e empresas já existentes) em busca de uma gestão compartilhada do espaço. info/NL/assets/Image/640_ KopvanZuid1. sem gentrificação.jpg. como habitação. cultura. Disponível em: en.10 | Kop Van Zuid. 2005. a fim de renovar as cidades que sofriam com problemas como esvaziamento funcional e exclusão social. nasce no início dos anos 90 um novo modelo de revitalização urbanística. gerando empregos e renda. meio ambiente. modelo este baseado no desenvolvimento local.11 Esse novo modelo consiste em integrar os agentes locais (município. A União Europeia através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional. 20 . 10 11. promoveu o financiamento de projetos de revitalização em pequena escala envolvendo diversos setores de atuação. que tem como principal característica a gentrificação.7.2. de equipamentos e infraestrutura. Ou seja.rotterdam. etc. solucionando necessidades habitacionais. acessado em 19 de maio de 2015.

1. BEYOND PLAN B. acessado em 19 de maio de 2015. html. Disponível em: beyondplanb.eu/ projects/project_kop_van_zuid. 2015. ROTTERDAM Disponível em: beyondplanb. sendo o sul conhecido como o lado mais fraco.eu/ projects/project_kop_van_zuid. 12 | Após a revitalização: uma área urbana densa. linhas ferroviárias e armazéns. a partir daí iniciaram-se as obras que promoveram a reconversão desse território em uma nova centralidade da cidade onde se destacam a inclusão e a pluralidade cultural. Em 1986. html.11 | Antes da revitalização: a área é dominada por atividades portuárias. acessado em 19 de maio de 2015. que transformam a área em um lugar atrativo e vibrante. 12 21 . Com o porto obsoleto e abandonado e sua área esvaziada devido a mudança do próprio para a foz do rio a oeste. 11 Os precedentes para tal revitalização eram os mesmos que os demais casos já citados. com programa residencial. foi publicado o plano “Renovação de Rotterdam” e em 1994 foi criada a campanha “New Rotterdam”. cultural e educacional. logo se viu o potencial para um projeto de reurbanização. mais precisamente na região de Kop Van Zuid. Outro problema da localidade era o fato de não haver uma ligação entre o lado sul (Kop Van Zuid) e o lado norte. Uma das cidades que encontraram no modelo de desenvolvimento local um caminho de renovação urbana mais possível e realista foi Rotterdam.2.1. 12 12. comercial.

acessado em 19 de maio de 2015.13 Por esses motivos a “waterfront” ainda não possui o uso misto que se esperava.300 habitações que dão moradia para 15. na construção das torres de escritório. eu/projects/project_kop_ van_zuid. Foram construídos 18.nl/archief/LF. e o New York Hotel é bastante encalhado assim como outros empreendimentos de lazer. há também equipamentos culturais entre outros. Através do comprometimento e da união entre o público local e setor privado foi estabelecido uma relação de confiança e benéfica onde ambos os lados sempre ganham.13 | Plano urbanístico para Kop Van Zuid Disponível em: beyondplanb. Além dessa tríade. 22 14 13. pois o setor privado não se interessou muito em se estabelecer na área.html. recebendo cerca de apenas 40 embarcações por ano. VAN HOEK. Norman Foster e Renzo Piano. 5. Essa ligação foi essencial e eficaz no que diz respeito à integração dos lados norte e sul de Rotterdam.000 habitantes e 2 faculdades que somadas possuem 10. .9. O que movimenta Kop Van Zuid é a combinação de emprego-moradia-educação.000m². 2008.000 estudantes. A acessibilidade foi resolvida através da construção da ponte Erasmus (o marco arquitetônico do lugar) e de um metrô nas proximidades. 14 | Vista Aérea de Kop Van Zuid Autor: Roel Dijkstra Disponível em: www. o terminal de cruzeiros não tem muita movimentação.000 escritórios em 400. p.asp acessado em 19 de maio de 2015. roeldijkstra. 13 Infelizmente nem todos os aspectos planejados obtiveram êxito na prática. como por exemplo: a maioria dos empregos criados é do setor público. Uma das estratégias adotadas para atrair visitantes foi a participação de grandes nomes da arquitetura contemporânea como Rem Koolhass (líder do escritório OMA).

o que realmente deu certo foi a habitação. porém é muito difícil distinguir elas das do mercado imobiliário. níveis elevados de empreendedorismo e o mais importante. 23 .15 | Ponte Erasmus Disponível em: http://larryspeck. crescimento do comércio e serviços locais. acessado em 21 de maio de 2015. pois atrai muitos investidores interessados em comprar para alugar. diversidade étnica. e abrigam muitos profissionais jovens e casais sem filhos. 15 Outros efeitos positivos foram: a valorização do lugar. com/2010/04/20/erasmusbridge. Algumas habitações são sociais. atração de novos moradores. melhoria da qualidade de vida e da autoimagem. as pessoas vivem mais na rua e aproveitam mais os espaços públicos. Contudo.

24 . espantam-se as demais classes que representam uma maioria. Mas é preciso reconhecer que muitos aspectos deram certo. não há gentrificação. a partir dos casos de Barcelona e Puerto Madero em Buenos Aires. esse modelo pós-modernista é mais capitalista e não atinge um equilíbrio social. Contudo.1. O fator negativo é que por não ter envolvido grandes corporações e investidores privados. pois privatiza grande parte do espaço que deveria ser público. o espaço público é aproveitado por todos e há geração de empregos para os habitantes locais. Ao implantar usos privados voltados a uma alta classe econômica social. a diversidade de usos e equipamentos que movimentam o lugar e o torna mais completo. Já no outro modelo que tem como propósito o desenvolvimento local. de livre acesso e acolhedor. houve menos interesse destes em estabelecer negócios na área. como por exemplo. O espaço público é importante principalmente por promover o encontro entre as pessoas. e a facilidade de se obter investimentos quando se envolve o setor privado na implantação da reurbanização. Esse modelo pode ser definido numa frase: geração de lucro à custa da gentrificação. TRANSFORMANDO UMA FRENTE DE ÁGUA Analisando o modelo de revitalização do Planejamento Estratégico.3. nota-se que a “waterfront” é uma parte muito valiosa dentro do território de uma cidade contemporânea.

14. > Certificar-se que o programa se encaixa dentro da visão da comunidade. acessado em 19 de maio de 2015. A partir desses estudos de caso é possível sintetizar os fatores necessários para que um projeto de revitalização em frente de água dê certo 14 : > A frente de água deve ser tratada como espaço público. > Atentar-se ao zoneamento. então não pode haver conflito com zonas residenciais. ciclistas e o transporte público. > É preciso criar uma diversidade de destinos. 2015. > Os edifícios implantados na orla devem envolver o espaço público. É preciso participação por parte da comunidade para que haja apropriação do local e orgulho. > Um marco arquitetônico pode ser essencial para atrair visitantes. através de passeios e/ou parques. Deve-se priorizar pedestres. psu. PROJECT FOR PUBLIC SPACES. > A gestão compartilhada é importante.16 | Frente de água sendo utilizado como espaço público Disponível em: stuckeman. e limitar o acesso de veículos. Se a pretensão é que haja atividades 24 horas. > Ao criar destinos é necessário conectá-los. > O acesso não pode ser dificultado. 16 25 .edu/faculty/bryan-hanes. Equipamentos e atividades diversificadas mantêm o lugar em movimento.

26 .

O TERRITÓRIO INVESTIGADO 2 27 .

< | CAPA Vista Aérea do Japuí . Fevereiro de 2013 28 . Tupiniquins Autor: André Luiz Silva.Av.

CUBATÃO SANTOS GUARUJÁ PRAIA GRANDE MONGAGUÁ ITANHAÉM JAPUÍ PERUÍBE REGIÃO METROPOLITANA DA BAIXADA SANTISTA SÃO VICENTE 17 29 .1. BRASIL BERTIOGA SÃO PAULO Seu principal acesso se dá através da rodovia SP-160 (Imigrantes) e SP-150 (Anchieta). SITUAÇÃO A área de estudo deste trabalho está situada dentro do bairro Japuí em São Vicente. o acesso se dá através da rodovia SP-055 (Padre Manoel da Nóbrega). e do litoral norte através da rodovia SP-055 (Manoel Hypolito do Rego). estado de São Paulo – Brasil.17 | Bairro Japuí e Entorno Fonte: Google Earth Pro 2. Vindo do litoral sul.

de autoria de Joris Van Spilbergen. um pelourinho. O “mapa” descreve a invasão do corsário holandês e mostra que o porto de São Vicente teria. Vicent. que foi transformado em vila em 1545. . sendo assim o berço da democracia americana. primeira do Brasil. impulsionando a expansão urbana em Santos e consequentemente o crescimento da ocupação em São Vicente. quanto nas cidades vizinhas. 1924. 1974.47. Destaca-se a representação do incêndio do Engenho Jerônimo Leitão próximo ao Porto da Naus. uma cadeia e uma igreja. 2 16. Então em 1542 uma nova vila foi construída onde hoje fica a Praça João Pessoa. imagem SP_02b. na época. XVI Fonte: Gegran. Nesse novo lugar foi construído a Igreja Matriz que existe até hoje. Fonte: Reis Filho. São Paulo. 1924. Calixto. a igreja Nossa Senhora das Naus. o Porto de Santos ganhou grande importância econômica. principalmente São Vicente. SP. 2009.Figura 1 | A Vila de São Vicente no séc. p.2. Calixto. SÃO VICENTE Devido à ameaças de invasões por missões francesas. Foi nela onde aconteceu. p. Martim Afonso de Souza foi enviado ao Brasil a fim de dar início à colonização e garantir a soberania de Portugal. SÃO VICENTE.16 30 15. e as atividades portuárias realizadas nessa época acabou por induzir a ocupação urbana tanto em Santos. 2000. No período colonial foram instalados os primeiros trapiches no Porto de Santos. Por isso. e a presença de índios. 2. a Vila de São Vicente.25 Figura 2 | St. com a exportação do café. instalou-se ali uma câmara. em 1615. por onde entrariam grandes navios.15 Há relatos que em 1541 uma onda gigante teria arrasado a vila fundada. ainda em 1532. 1 Simbolizando a sua colonização. Já no século XIX. duas barras. a primeira eleição popular das Américas. PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO VICENTE. 2015. foi fundada em 22 de janeiro de 1532.

com sobreposição em imagen área. Imagem: Google Earth Pro LEGENDA (Hab/Km2) 1532 DÉC. 30 DÉC.SV 31 . Elaborado pela autora a partir de dados coletados do PHLIS de S. 50 DÉC. 2009. 60 DÉC. 80 LIMITE .MAPA 01 | Evolução da Ocupação Urbana na Cidade de São Vicente.V. Fonte: PHLIS. Prefeitura de São Vicente. 40 DÉC. 70 DÉC.

117- 118.com. acessado em 22 de maio de 2015. acessado em 22 de maio de 2015. 18 | Marco Padrão de SV Disponível em panoramio. São Vicente não foge à sombra de Santos. onde encontram-se os bairros mais pobres e afastados do centro. SIQUEIRA. 893 km². com estimativa de 353. Numa cidade desse porte é muito importante a implementação de um plano diretor e de um zoneamento para melhor monitorar o território. São Vicente possui um território de 147. cidade-polo da região. ocorre o afastamento de turistas de lugares mais distantes. E com a implantação das indústrias em Cubatão a partir dos anos 1940. isso só se fortaleceu. 21 | Teleférico e Paraglider Disponível em felipefeeling. este sempre foi e continua sendo de segunda residência. 20 | Monumento dos 500 anos. persistindo até os dias atuais. sp.28 hab. pensões e flats)17. apesar de apresentar uma baixa taxa geométrica de crescimento anual nos últimos anos.445 mil habitantes até o ano de 2010. 32 19 20 21 17. que está localizado no centro da cidade. 17 Ainda sobre o turismo. Possui a maior densidade demográfica da região. São Vicente exerce uma função de cidade-dormitório perante Santos. onde poderia ter se desenvolvido mais em função de seus atributos naturais e de sua importância história. pousadas. 2007. sendo eles o insular. 19 | Biquinha Disponível em spnoticias. Silva. por Oscar Niemeyer Disponível em saovicente. em menor quantidade em imóveis alugados e cerca de 5% se vale dos estabelecimentos hoteleiros (hotéis. a fim de existir um crescimento controlado e planejado. O turista é predominantemente morador da região metropolitana de São Paulo e quase sempre sua hospedagem é feita em imóveis próprios.gov. p. Autor: J Carlos de C. br/?p=7808. wordpress.br. Nem mesmo no turismo.040 mil habitantes em 2014. é de 332./km². criando um ciclo vicioso onde sem demanda não há expansão ou o contrário. 17 | Igreja Matriz de SV Desde muito cedo. recortado por rios e canais que o divide em dois setores. onde compartilha a ilha de São Vicente com a cidade de Santos. como Santos e Cubatão.com. Disponível em saovicente. 18 Devido à essa infraestrutura de hospedagem precária. assim como as demais cidades centrais da RMBS. e o continental. . com 2.br. acessado em 22 de maio de 2015. Sua população. acessado em 22 de maio de 2015. Contudo São Vicente possui um setor comercial e de serviços popular muito forte. sp.232. acessado em 22 de maio de 2015.com. segundo o IBGE.gov. e atrai muitos visitantes dos municípios vizinhos.

80 1.150 150 .582 11.098 71.752 262.17 4.492 11.94 0.14 0.500 500 .451 2010 419.426 46.91 Praia Grande Santos CUBATÃO 1776.02 1.28 Guarujá 2034.400 332445 118.81 Peruíbe Itanhaém 191.08 5.426 19.37 1.995 51.074 32.293 87.04 0.051 11.2500 33 .207 123.057 59.92 1.1000 1000 .09 SÃO VICENTE 1492.720 TGCA(%) 1991/2000 TGCA(%) 2000/2010 0.04 5.309 Guarujá Praia Grande Bertioga Mongaguá Itanhaém Peruíbe 210.812 193.773 2.52 Fonte: IBGE Tabela 2| Densidade Demográfica RMBS DENSIDADE MUNICÍPIO DEMOGRÁFICA São Vicente 2232.23 Fonte: IBGE PERUÍBE LEGENDA (Hab/Km2) 95 .100 268618 91.MAPA 02 | Densidade Demográfica RMBS Elaborado pela autora a partir de dados coletados do IBGE.60 5.42 2. Fonte: IBGE Mapa Base da AGEM Tabela 1| Taxa Geométrica de Crescimento Anual RMBS MUNICÍPIO Santos São Vicente Cubatão ANO 1991 417.94 0.773 264.72 MONGAGUÁ ITANHAÉM 145.983 303551 108.426 35.34 7.95 Bertioga BERTIOGA SANTOS GUARUJÁ PRAIA GRANDE 325.20 97.96 290.93 3.12 11.2000 2000 .136 2000 417.23 Cubatão Mongaguá 833.026 46.

entre outros. Outro objetivo é incentivar a parceria entre o Poder Público e a iniciativa privada na elaboração e execução dos projetos de interesse público. e o mais importante. a redução de desigualdades. À exemplo do planejamento estrágico estudado no capítulo anterior. para deixar de ser uma cidade-dormitório e participar mais no desenvolvimento econômico da região. podendo haver investimentos em outros setores da cidade que necessitam de melhores infra-estruturas. A cidade continua sendo mal aproveitada. a qualidade de vida. No geral. e sua economia não se desenvolve ao mesmo passo que o restante da região. 34 . promove a proteção do meio ambiente. É preciso rever e complementar o plano. O turismo possibilita maior arrecadação de recursos. pois além de gerar emprego e renda.PLANO DIRETOR E ZONEAMENTO No plano diretor da cidade de São Vicente. É importante observar que o plano diretor é datado em 1999. seu primeiro objetivo é o desenvolvimento do turismo. a preservação e recuperação do meio ambiente. Dentre suas diretrizes há o incentivo a participação comunitária nas decisões. o plano visa uma melhor integração de São Vicente com as demais cidades da Baixada Santista. exercê-lo. SÃO VICENTE. vocação esta prioritária do Município. Há também uma série de patrimônios históricos-culturais que constituem um roteiro extenso de forte atração. 1999. dezesseis anos antes desta pesquisa. ao se trabalhar o ecoturismo.18 18. Muito do que o texto trata não foi implementado. Da Política de Desenvolvimento do Município. por exemplo.

Fonte: Prefeitura Municipal de São Vicente 35 .MAPA 03 | Zoneamento Urbano Econômico Ambiental do Município de São Vicente.

3. segue pela orla da praia contornando o Morro Japuí até o cruzamento com a linha divisória entre os municípios de São Vicente e Praia Grande.Japuí Loteamento Pq. por ali estarem inseridos monumentos históricos de grande importância. . contorna a orla da praia. Prainha . o bairro do Japuí "começa no cruzamento da linha divisória entre os municípios de São Vicente e Praia Grande com a Ponte Deputado Esmeraldo Tarquínio e com a orla do Mar Pequeno. JAPUÍ De acordo com a lei complementar nº216 da prefeitura de São Vicente. por ser local de passagem para Praia Grande e litoral sul.Jd.2. exceto aquelas que já pertencem à zona PPDS. esta denominada como Desenvolvimento Turístico . deflete à direita e segue por esta até o ponto de partida".Sucessores de Fracarolli e CIA 19. e segue por esta até a Ponte Pênsil. como também para a região. junto à Avenida Tupiniquins. que também está parcialmente no município de Praia Grande.1963 Loteamento .19 O Japuí é um lugar estratégico dentro da cidade: geograficamente. E sua frente de água. 36 LEGENDA Demarcação . pois apresenta “grande potencial para o turismo tradicional ou ecoturismo”.UP 4. Recanto São Vicente . 1999. Das Disposições Preliminares. A maior parte de seu território é denominada pelo plano diretor da cidade como Zona de Preservação Permanente com Desenvolvimento Sustentado (PPDS). deflete à direita e segue pela orla da Praia. pois ali está inserido o Parque Estadual Xixová-Japuí.Belvedere Mar Pequeno .1965 Residencial Japuí . não só para São Vicente. SÃO VICENTE. e turisticamente. passando pela Praia de Paranapuã.1928 Porto Marina Loteamento .Jd. Bechara 1960 Loteamento . junto à Prainha.

2007.SP.MAPA 04 | Loteamentos do Bairro Japuí. SV Elaborado pela autora. Fonte: Raul Reis e Regina Célia de Oliveira. Análise Geoambiental dos setores de encosta da área urbana de São Vicente . Unicamp. 37 .

Em 1928. construída com a ajuda de um dos donos das fazendas de banana (localizada onde hoje se encontra a UBS Japuí). surgia o “Parque Prainha”. a construção da via Anchieta. Foi construído o primeiro estaleiro. devido à facilidade do acesso. . veio para São Vicente e se abrigou no Japuí.3. Mar Pequeno e Jardim Recanto de São Vicente. juntamente com a ocupação de Praia Grande. o Jardim Bechara. um posto de gasolina e uma oficina. em 1914. 20.2. Nas décadas de 50 e 60. um 38 bar. Plano de Manejo do Parque Estadual Xixová-Japuí. para abate. seguido pelo Belvedere.10. principalmente por surfistas. um porto de escravos indígenas. na tentativa de se proteger dos navios do rei.1. sua própria casa que detinha uma torre de pedra. HISTÓRIA Em 1510. à frente desta uma fábrica de caixotes. Porém com a falência da construtora somente parte da obra foi executada. com a implantação das indústrias em Cubatão. por suas praias e trilhas. Ali ele construiu um pequeno povoado atrás da baía de Paranapuã. 2010. onde os navios de grande porte não tinham acesso. uma mercearia. SÃO PAULO. Com a construção da Ponte Pênsil. o Porto das Naus. Em 1532. e mesmo assim o que foi construído foi mantido. equipada com uma escola. se fazia a travessia de gado. Nessa época surgiram alguns clubes. foi aprovado o primeiro loteamento no bairro Japuí. p. Por cerca de três séculos. exilado de Portugal. entre outros fatores. como é denominado atualmente. e adentro ao bairro. que de início previa lotear quase toda a encosta do morro Japuí no lado oposto à praia do Gonzaguinha. Por volta de 1897. Mestre Cosme Fernandes. instalou-se no Japuí o Curtume Cardamone e uma vila para os seus funcionários.20 Na praia de Paranapuã. a ocupação do bairro começou a se intensificar. Nesse cenário. uma mercearia. a região do Japuí começou a ser bastante procurada. e outras casas em estilo europeu. Perto dali existiam cerca de cinco olarias que empregavam moradores do bairro. com a fundação da vila de São Vicente. No tocante ao turismo. primeiro loteamento do bairro Japuí. como o Yatch Clube São Vicente. como é até hoje. a expansão urbana e o turismo se intensificaram. O Japuí era essencialmente rural. as terras do Japuí foram cedidas ao português Pero Correa e foi construído o primeiro trapiche alfandegário do Brasil. por isso se referem à área como Praia das Vacas. existia ali outra escola (Belvedere do Japuí). o Japuí e regiões próximas ao local caracterizavam-se pela existência de núcleos caiçaras de caráter agrícola. Além desses. O local ficou reconhecido como um ponto eficiente de reabastecimento de mantimentos e tráfico de escravos.

52-53. nascendo o município de Praia Grande. pois esses patrimônios contribuem com visitações. os distritos vicentinos se emanciparam de São Vicente. contudo a separação não se procedeu. porém são pouco aproveitados. O projeto que será apresentado mais a frente neste trabalho pretende incorporar esses locais em seu programa. Em 1982. realizaram-se obras de contenção de enchentes e implantou-se o abastecimento de água. PONTE PÊNSIL PORTO DAS NAUS CURTUME CARDAMONE Em 1967. por motivos do bairro ser isolado da ilha de São Vicente e por ser sempre deixado em segundo plano pelo Prefeitura. todo o morro do Japuí e o morro vizinho Xixová foi denominado Parque Estadual Xixová-Japuí. Em 1993. 39 . SÃO PAULO. Na época houve pedidos dos moradores do Japuí de se juntarem à recém criada cidade. foi construída a Ponte do Mar Pequeno.cit. 2010.MAPA 05 | Localização dos Monumentos Histórios do Bairro Japuí Elaborado pela autora. 21. Na década de 70 foi instalada a energia elétrica. uma área remanescente da mata atlântica que ainda sobrevive no meio urbano da Região Metropolitana da Baixada Santista21. São muitos os potenciais turísticos desses lugares de caráter histórico e de beleza natural. Por isso é preciso discuti-los para reconhecer suas virtudes e evidenciar suas relevâncias. com o objetivo de reforçar a passagem para Praia Grande e litoral sul e para poupar a Ponte Pênsil que vinha sofrendo com a alta intensidade do tráfego. O sistema de captação de esgoto só ocorreu em 2003. p. op. as ruas foram aterradas. esquecidos e/ou abandonados.

de criação de museu. uma esperança para sua preservação. o porto já havia sofrido com o assoreamento causado pela inundação de 1541. p. cujas ruínas existem até hoje.23 22.36. 22 40 23. mas tais promessas nunca foram cumpridas. Todavia não foi bem isso que aconteceu. Fonte: Jornal A Tribuna. construída em 1552 que junto com o engenho foi destruído pelos piratas holandeses comandados pelo famoso Joris van Spilbergen em 1615. não se pode comparar o Porto das Naus com a concepção de um porto moderno. . Livro do Tompo Histórico. Inscrição no 162. Antes mesmo de sua destruição. Segundo o historiador Carlos Sabra22. O Porto das Naus é o local do primeiro trapiche alfandegário do Brasil. Depois de 1532 pertenceu à Pero Correa e mais tarde ao capitão-mor Jerônimo Leitão. 1999. móveis. como ferramentas. Mercadorias vindas da Europa e que foram necessárias para a expansão da colonização. vinhos e outras eram descarregadas ali". 30/03/1982. construído em 1532. não há dúvidas sobre a sua relevância histórica. Crê-se que definitivamente no século XVII o Porto das Naus ficou sem uso. pois era através dele que se mantinha o comércio interno. e por isso em 1977 foi tombado pelo Condephaat. O monumento até hoje segue esquecido e sofre com o abandono. pelo menos desde 1510. Foi importante para o desenvolvimento da região. O Porto e seu entorno pertenceram primeiro ao Mestre Cosme Fernandes e consistia apenas em um atracadouro de madeiras em estacas. Fonte: Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. publicação de 17 de julho de 2011. Onde em 1580 também foi construído um engenho de açúcar que funcionou até 1615. próximo à Ponte Pênsil. de projetos que objetivassem sua conservação na memória brasileira. utilizado antes mesmo da fundação da vila. Resolução Ex-Officio em 30/03/1982. No entorno do porto existia a Igreja Nossa Senhora das Naus. Desde então foram feitas várias promessas de restauração. ABREU.22 | Escavação Arqueológica em 2011 PORTO DAS NAUS Localizado na Avenida Tupiniquins. roupas. Processo 00373/73. principalmente porque o Porto de Santos era preferido pelas embarcações. "O local foi muito mais um ponto geográfico do que uma instalação. Contudo. O tombamento foi uma boa notícia.

inf.23 | Situação atual do Porto das Naus. retratando o desembarque de Martim Afonso no Porto das Naus. Disponível em: novomilenio.htm. 21 de março de 2015. 23 24 25 41 . 21 de março de 2015.br/santos/calixt46. em 1532. Abandono. acessado em 15 de fevereiro de 2015. Fonte: arquivo pessoal da autora. 25 | Obra do Pintor Benedito Calixto. 24 | Idem imagem 21 Fonte: arquivo pessoal da autora.

Chegou a empregar 400 funcionários que moravam num vilarejo ao lado do Curtume.12-14 26. 24. com o apoio de empresários portugueses estabelecidos na cidade. 27. SÃO PAULO. Proposta encaminhada pela Fundação São Vicente. outra proposta foi a transformação do prédio em uma escola de pesca artesanal. O que motivou sua implantação nesse local foi a abundância de tanino24 e de água obtida das inúmeras nascentes. O museu abrigaria. O curtume propagava o nome de São Vicente ao passo que seus produtos eram comercializados no Brasil e no exterior. foi construído. E por último. onde foi consagrado como melhor couro do mundo. tendo o seu fim oficial em 1978. que contrasta com o tom verde da folhagem que impregna nas paredes. Nesse mesmo ano foi vendido a Carlo Farina. objetos. eis uma construção de cor acinzentada. além de peças relativas às navegações portuguesas. em casas construídas pelos Cardamones. bioma abuntante no local. um clube esportivo para o lazer dos mesmos. Lançada pela Prefeitura de São Vicente. Porém a tecelagem funcionou por pouco tempo.25 O que se esperava dessa nova fase era a retomada do desenvolvimento industrial da cidade. devido a presença de colônias de pescadores nos arredores da área. Nos anos 70. sendo 3. Hoje.cit. Possui uma área de 69. antes mesmo da construção da Ponte Pênsil em 1914. reclinado sobre o morro do Japuí. a serem trazidas de Portugal. O motivo do encerramento total de qualquer atividade foi a criação do PEXJ.000m². mesmo com o difícil acesso (pois o lugar é separado da ilha pelo mar pequeno). que busca a sua desapropriação. Essa indústria foi um marco da economia vicentina do início do século XX. por consequência da degradação do tempo. 2006. A matéria-prima procedia do matadouro de Santos. a última informação oficial que se tem é que a instalação do inativo curtume é ocupada pelo próprio locatário Daniel Martines. documentos e livros importantes da própria história de São Vicente) . Ali existiu o Curtume Cardamone & Cia. 2010. e escolheu instalar no Japuí um curtume. dando um efeito bucólico que chega a encantar. O tanino era extraído da vegetação do mangue. junto com três famílias de ex-funcionários do estabelecimento. A família Cardamone foi umas das precursoras no incentivo à indústria no Brasil. o curtume entrou em decadência e encerrou suas atividades em 1978. que teve seu início por volta de 1897. Essa situação já motivou o surgimento de diversas propostas26 para a área. op. contudo permaneceu inativo por 9 anos. com comprometimento das estruturas. Funcionou por 60 anos. com a desativação do matadouro. Há também a informação de que a área está sob disputa entre a família e o Estado.CURTUME CARDAMONE Na Avenida Tupiniquins nº 727. e o couro produzido chegou a ser exibido numa exposição na Alemanha. Umas delas é a criação de um centro de pesquisa por meio de parceria com o Campus Litoral da Unesp. restaurando o prédio do antigo curtume com o objetivo de recuperar o status de cartão-postal de São Vicente.200m² de área construída. “um museu dedicado à história das navegações portuguesas e também à cultura do País lusitano. que tornou o local área de preservação ambiental. 25. em 1949. emergindo no fim de um caminho cercado por vegetação. de autoridades lusitanas (interessadas em investir no empreendimento). 42 Até que em dezembro de 1990 foi alugado para Martin Garcia Dordoni e Daniel Martinez para a montagem de uma tecelagem. sugerido pelo Instituto Florestal que administrava o PEXJ. NOVO MILÊNIO. do Instituto Florestal e da Curadoria do MeioAmbiente do Ministério Público. Além das casas. o prédio do Curtume Cardamone encontra-se em situação de abandono. houve um plano para a criação de um Complexo Ultramarino27 com pretensão de incorporar o Porto das Naus. p. precisando urgentemente de uma reforma. como citado anteriormente. e seus locatários ainda tentaram montar um estacionamento para ônibus de excursão visando o turismo de um dia. Enquanto isso.

acessado em 15 de fevereiro de 2015. 20 de abril de 2014. 26 | O curtume São Vicente por volta do ano 2000. já desativado Disponível em: novomilenio.inf. na época da fundação. br/sv/svh075g.htm. 27 | Situação atual do Curtume Cardamone. Abandono. br/sv/svh025. Fonte: arquivo pessoal da autora. Seu telefone foi um dos primeiros do Estado.Figura 3 | A empresa. 3 26 27 43 .htm. acessado em 15 de fevereiro de 2015.inf. Disponível em: novomilenio.

Livro do Tombo Histórico. além de uma multidão vinda da região e da capital.26. 2012. o prefeito de São Vicente Antão Alves de Moura.htm. br/sv/svh019i. Além do seu objetivo principal. e um monumento do qual os brasileiros se orgulham. Seção I. depois da ponte. a ponte facilitou a passagem para Praia Grande e para o litoral sul. Disponível em: novomilenio. PONTE PÊNSIL No final do século XIX e início do século XX. o prefeito de São Paulo Washington Luiz (na época futuro presidente da República). a Ponte Pênsil foi considerada patrimônio histórico. 20 de fevereiro de 1972.5 metros da maré mínima e 4 metros da maré máxima. cujo engenheiro-chefe foi Saturnino de Brito. MACEDO. consequentemente ajudando no desenvolvimento e no crescimento dessa região. acessado em 15 de fevereiro de 2015. o governador do Estado de São Paulo Francisco de Paula Rodrigues Alves e seu vice. iniciou um projeto pioneiro que reurbanizou a cidade e solucionou seus problemas de saneamento. depois de ter sido adiada por três vezes. Compareceram à inauguração. que 44 veio a causar o primeiro congestionamento na medida em que muitos desejavam atravessar a ponte. acessado em 15 de fevereiro de 2015. Santos era conhecida pelos surtos epidêmicos causados pela ausência de higiene e saneamento na cidade. De tecnologia alemã. Resolução 20 de 30/04/82. Em 1904. o jornalista Afonso Schmidt e o sanitarista Saturnino de Brito. 26/05/1982.41. O local escolhido foi o trecho mais estreito entre a ilha e o continente. o prefeito de Santos Joaquim Montenegro. na cerimônia de sua inauguração. 28 Inaugurada em 1914. o pintor Benedito Calixto. precisamente entre o morro dos Barbosas e o morro do Japuí. . os esgotos deveriam ser despejados em Praia Grande (na época ainda pertencente à São Vicente). Poder Executivo.inf. de transposição do esgotamento. 30. Sua data de abertura é também oficialmente a data de inauguração do sistema de saneamento santista de Saturnino de Brito. a Comissão de Saneamento de Santos.29 A mesma passou por uma restauração em 1999. Processo 21825/81. 28.inf. ponto final de uma aventura de fim-de-semana do paulistano. A Tribuna de Santos. sobre o mar pequeno. "Antes da ponte. Dentro desse plano. p. e atualmente passa por sua segunda reforma. iniciada em julho de 2013 e com previsão de entrega em junho de 2015. Disponível em novomilenio. A exemplo das pontes de Brooklin (1883) e a de Manhattan (1909) que atravessam respectivamente 480m e 442m foi decidido construir em São Vicente uma ponte pênsil. quando ficou um ano fechada. São Vicente. Para isso foi preciso ser construída uma ponte que sustentasse tais tubulações. a Ponte Pênsil é uma obra de arte da engenharia brasileira.28 | A ponte. Inscrição no 175. a ponte é suspensa por cabos de aço e está a 6. centro obrigatório de passagem e distribuição de tráfego para 28 todo o Litoral Sul". Em 1982. p. tornando-se assim Bem Tombado pela Condephaat. 05/05/1982.htm.30 29. Suas torres atingem 20 metros de altura e o seu vão vence 180 metros.br/sv/ svh019a.

acessado em 15 de fevereiro de 2015. Abril de 2015. imagem enviada a Novo Milênio em 4/6/2006. Autor: Sergio Furtado.html.29 | Ponte Pênsil Disponível em: brmar. Disponível em novomilenio. 30 | Família visitando a Ponte Pênsil no começo do primeira metade do séc XX.com. Fonte: acervo de Carmen Cabral e sua avó Sylvia Pires Faria de Paula. acessado em 25 de maio de 2015.inf. Em reforma desde 2013.br/ frame_cidade_sao_vicente.htm.br/sv/ svf021. 31 | Situação atual da Ponte Pênsil. 30 29 31 45 .

A Câmara Municipal de São Vicente encaminha requerimento à Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SMA). 1992 . foi conquistada a criação do parque ecológico municipal que proibia qualquer edificação na área. conhecida como trilha dos Surfistas ou do Japuí. os moradores e surfistas se mobilizaram pela reivindicação do lugar e pela preservação do mesmo. com a Lei Federal 1618-A. op. Até que em 1989. 2010. de pesca e de extrativismo. parte do Japuí e a praia de Itaquitanduva foi escolhida para a construção de um cassino ou resort. SÃO PAULO. solicitando providências para a criação de uma unidade de conservação abrangendo os morros do Xixová e Japuí.55-58 . pois o mesmo afetariam as atividades de lazer. iniciou estudos que reforçaram e incentivaram a preservação do local. objetivando a preservação da Mata Atlântica. que estabeleceu o Porto das Naus em monumento nacional. por isso os moradores abriram outra trilha. bem como os demais remanescentes da 1ª vila colonial de São Vicente. 1991 – A Reserva da Biosfera da Mata Atlântica no Estado de São Paulo foi reconhecida pela Unesco. Foi uma época de grandes tensões entre os empreendedores e a população local. envolvendo todas as UC que abrigam remanescentes de Mata Atlântica no Estado. em decorrência do aumento populacional e do turismo da Baixada Santista. criado em 1993 por consequência de uma sucessão de ações que ocorreram a partir de 1952. o significado de xixová é “morro pontudo”.cit. São esses os morros que compõem o território do Parque Estadual Xixoxá-Japuí. 46 Foi quando a Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”.JAPUÍ Segundo o Instituto Histórico e Geográfico de São Vicente.2. estabelecendo em seu artigo 294 que o poder público seria responsável por preservar as áreas remanescentes da Mata Atlântica. Os empresários se designaram donos do lugar e proibiram o acesso à praia pela trilha da Pedreira. Ao iniciar o desmatamento e aplainamento do terreno. 2000). a Lei Municipal nº 66-A/1991 de São Vicente estabelece preferência na utilização das praias de Itaquitanduva e Paranapuã e das Ilhas Sapomim e Ermida por entidades ecológicas e universidades para fins de estudos e pesquisas. Em 1974. PARQUE ESTADUAL XIXOVÁ . 31.3. entre elas as áreas de costões rochosos e do morro do Japuí.2. recém-implantada em São Vicente.31 1990 – Criada a Lei Orgânica do município de São Vicente. por meio do programa MAB (Man an Biosphere). p. enquanto japuí é “morro grande que mostra a entrada do rio ou porto” (Cellula Mater. Tal empreendimento preocupou os moradores. Nesse mesmo ano.

foi editado o Decreto nº 37. onde se abriu um caminho que adentra o parque e no final encontra-se em construção a nova sede do PEXJ. Disponível em: flickr. histórico.com/ ecofaxina 33 | Surfista na praia de Itaquitanduva.32 | Voluntários do Instituto EcoFaxina numa trilha em direção à praia de Itaquitanduva.536. criando o Parque Estadual Xixová-Japuí32. em 27 de setembro de 1993. 33 47 . 32. Atualmente foi construída uma guarita ao lado do Curtume. 32 Em 2004. a fase dois foi concluída em 2000. Esse plano é um instrumento de planejamento. com grande potencial para realização de pesquisas científicas.536. Em 1997 foi elaborada a primeira fase do Plano de Manejo. Disponível em: facebook. junto ao acesso da aldeia indígena. com diretrizes e estratégias para enfrentar os problemas atuais e potencializar as ações positivas. de 27 de setembro de 1993 O Parque é de grande importância para a manutenção da biodiversidade. com 901 ha. Sua permanência tem sido acompanhada e a área ocupada encontra-se sub-judice.com/ photos/isaiasmelim Finalmente. educação ambiental e turismo ecológico. Decreto Estadual nº 37. pois é aguardado um laudo antropológico. porém em 2007 viuse a necessidade de ser revisado. o PEXJ foi invadido por cerca de 60 indígenas Tupis Guaranis. O acesso para a sede administrativa do parque está situado no final da Avenida Saturnino de Brito. esportivo e de lazer. sendo 600 ha em área terrestre e 301 em área marinha.

que se encontram imprópria para o consumo devido a contaminação pela poluição. Na época essa atividade era realizada utilizando-se canoas. Já foi de grande importância. na praia de Itaquitanduva. mística. Os clubes. etc) Excetuando os índios. Consumo de água captada em bicas.cit.” 33 Outras atividades são: o surfe. jet-ski. detergentes. porém devido a diminuição da qualidade ambiental. Outra vetor de pressão para a unidade de preservação ambiental é ocupação da faixa de frente de água na Av. ornamental. esgotos e substâncias presentes em tintas anti incrustantes. A ocupação pelo índios Guaranis é um dos vetores de pressão no parque. p. essa frente de trabalho vem se reduzindo. visto que estes possuem uma cultura de extrativismo e caça. Extrativismo vegetal para fins de consumo próprio (alimentar. principalmente em relação aos hidrocarbonetos. existem outros ocupantes no interior do parque que se estabeleceram ali antes da criação do mesmo. SÃO PAULO. 2010. op. e consequentemente da UC. que afeta consequentemente a qualidade do pescado. A pressão desde também são de extrativismo. As restrições do parque impossibilitam o desdobramento sociocultural da tribo. segundo o relato mais antigo. que é o principal esporte praticado no parque. marinas e garagens náuticas que foram construídas sobre remanescentes de manguezais. pois eles são considerados uma ameaça em virtude de supressão vegetal e demais intervenções antriópicas no ambiente. . medicinal. que representa uma ameaça aos banhistas do Parque Prainha e Itaquitanduva. Tupiniquins.240. caça e supressão vegetal.USOS E ATIVIDADES DESENVOLVIDOS NO PEXJ E ENTORNO A pesca artesanal dentro dos limites do PEXJ é presente desde 1965. “funcionam como fontes potenciais de contaminação para as águas do estuário. 48 33.

Fonte: Plano de Manejo. abril de 2010. Volume Principal.MAPA 06 | Carta de Vetores de Pressão Local no Parque Estadual Xixová-Japuí. 49 . Parque Estadual Xixová-Japuí.

feriados e temporada.80. 1410. em São Vicente. a pesca de subsistência e o extrativismo de marisco.711 129. . Resumos. com uma receita aproximada de R$521. Sua infraesturura conta com uma garagem náutica. famosa por organizar o maior torneio de pesca amadora da região desde 1999. Localizada na Av. As comunidades no interior do estuário ou no canal de Bertioga.162. p. A escolaridade é baixa.203. O lugar ainda oferece serviço de aluguel de barcos e equipamentos. O que faz da cidade a décima35 que mais contribuiu para a captura de pescados no Estado.792. Segundo o Programa de Monitoramento da Atividade Pesqueira do Instituto de Pesca.83 R$521.2. ATIVIDADE PESQUEIRA Na RMBS existem cadastradas 17 comunidades. diretamente ao consumidor. Destaca-se no Japuí a Marina Dona Rosa36.066.445.961 descargas de pescado. e um restaurante de frutos do mar.90 R$569. encontram-se bem reduzidas.34 Somente 58% do pescadores possuem Registro Geral de Pesca.47 R$913.80 Fonte: Instituto de Pesca 34. Tabela 3| Produção de Pescado na RMBS Município Santos/Guarujá Bertioga Peruíbe Itanhaém Praia Grande Mongaguá São Vicente Toneladas 13. a Colônia de Pescadores Z-4 de São Vicente e a Colônia de Pescadores Z-23 de Bertioga mantê-se numerosas mesmo com o declínio de produção. próximo à Ponte do Mar Pequeno.677. ou Ponde Esmeraldo Soares Tarquínio de Campos Filho. com um volume médio de 111t por ano.3.705 96.657. Gefe W.663.792. foram registrados 4. entre os anos de 2009 e 2013. Contrariamente. Santos. movimentando uma receita estimada de R$248 mil por ano.66 R$1.643 toneladas. mas na região também há a pesca amadora. o volume cresceu para 129.510 98. Santos/Guarujá ocupam a primeira ranking. 2004.865 155. Já entre 2014 e 2015.3.582.13-21. Tupiniquins. Aspectos sócioeconômicos da pesca artesanal na região da Baixada Santista. posição deste 36. depósitos individuais de petrechos.55 R$1. Amorim. com maior frequência nos finais de semana. CBPA. 50 A pesca artesanal é uma atividade profissional. Estima-se cerca de dez mil pessoas que vivem diretamente ou indiretamente da pesca artesanal no estuário de Santos. ou em peixarias de maior porte.171.387 96. e a maioria tem entre 2 a 3 dependentes. 4.643 Valor Estimado R$55.68 R$1. Congresso Brasileiro de Pesquisas Ambientais e Saúde. 35. viveiros de camarões vivos para isca e consumo. O pescado é comercializado em mercados de peixes. na parte mais próxima de Santos.170.489.059 65.

Canoas de fibra de vidro . com.Rede de emalhar .Robalo . parati. 37 34 40 | Tainha Disponível em: economia.Gerival ou cambau .Puçá (com cabo e sem cabo) .br/sc/cidades/noticias/ caminhao-do-peixe-vaicircular-com-precos-especiaisem-sao-jose.com. acessado em 2 de junho de 2015. com.Robatão . pampo e mero.Botes .Pescadinha .Tainha .br. acessado em 2 de junho de 2015. net/05/00/1351193720005.Bateiras .Redes de arrasto . acessado em 2 de junho de 2015.uol. 39 40 51 .Bateirinhas . 36 | Rede de Emalhar Disponível em: vidadepescador. Tipos de embarcações para pesca artesanal Tipos de equipamentos para pesca artesanal . acessado em 2 de junho de 2015. acessado em 2 de junho de 2015.Lanchas de alumínio . bagre.34 | Balleira Disponível em: geolocation. 36 38 | Vara de Molinete Disponível em: static. 38 Principais espécies capturadas nas proximidades do Japuí 39 | Pescadinha Disponível em: http://ricmais.Espinhel .htm. garoupa.ws /v/P/71799000/velho-bote-depesca/en.br/album/2013/07/18/ entenda-como-se-faz-abottarga-o-caviar-brasileiro-detainha.Tarrafa .Canoas de madeira . ws/v/P/62934203/lachabaleeira/en. cação.Vara de molinete 37 | Puçá Disponível em: engepesca.jpg. acessado em 2 de junho de 2015. corvina.br.Baleeiras (ou Barcos) . salgo. acessado em 2 de junho de 2015. net/wp-content/uploads /2014 /05/noaa-gillnet_photo. 35 .De menor valor econômico: miragaia. jpg. 35 | Bote de Pesca Disponível em: geolocation.grouponcontent.

3.2% respectivamente. Avenida Tupiniquins.br/populacaojapui_sao-vicente_sp.2. Fonte: AGEM. sendo a relação destes de 23% e 7. precisamente entre a classe C e D. Gráfico 3| Renda Média do Responsável por Domicílio .89% de homens.1% são desocupados ou de segunda residência.9% destes são ocupados.html. portanto 17. acessado em 9 de maio de 2015. Vila Margarida e a favela México 70.UIT 2 38 São 2. 2006. sendo composta 51. 38. com uma média de moradores por residência de 3. .37 Gráfico 1| Jovens x Idosos Gráfico 2| Faixa Etária da População do Japuí Fonte: AGEM O bairro é considerado de classe média.4 pessoas. Existem mais jovens do que idosos. CARACTERIZAÇÃO SOCIAL E URBANA O bairro do Japuí possui 5. Esplanado dos Barreiros . 37. UIT 2 agrega os bairros Parque Bitaru.082 domicílios.26% de responsáveis por domicílio numa faixa de renda entre 1 a 5 salários mínimos. Apenas 82. Disponível em populacao.net.891 habitantes residentes. Fonte: IBGE Fonte: IBGE 52 Na prática pode-se dividir o território do Japuí em quatro núcleos: Japuí. com 59. IBGE 2010. Parque Prainha e Parque Estadual Xixová-Japuí.4. Essa divisão é importante porque facilita o seu estudo na medida em que os mesmos apresentam características distintas entre si.11% de mulheres e 48. Planalto Bela Vista.

PRAINHA LEO NÚC INS NIQU UPI AV. mapa 4236. NÚCLEO PQ.MAPA 07 | Bairro do Japuí dividido em núcleos. Elaborado pela autora. com intervenções da autora. T NÚCLEO JAPUÍ NÚCLEO PARQUE ESTADUAL XIXOVÁ-JAPUÍ 53 . Mapa Base: Agem.

op.a| GEOMORFOLOGIA O território do Japuí é composto por um relevo de morros isolados que ocorrem na planície costeira. seguidos por uma planície onde se encontram os núcleos urbanos consolidados. . SÃO PAULO. Seus recursos hídricos são de água superficial ou subterrâneas renováveis. p.92-97.Mar Pequeno O bioma encontrado é o da Mata Atlântica. porém seu consumo tem excedido a renovação da mesma. ocorrendo atualmente um estresse hídrico com a falta de água doce e diminuição da qualidade devido à poluição principalmente por esgotos. 2010. com topos arredondados e vales encaixados. LEGENDA Área Urbana Consolidada Área Verde Hidrografia . manguezais e campos de altitude.cit. São 19 bicas e 8 nascentes. com restingas.39 Praia Limite PEXJ Divisa entre Municípios Levantamento realizado pela autora entre o meses de março e abril de 2015 54 39. segundo o Plano de Manejo do PEXJ.

mapa 4236.MAPA 08 | Geomorfologia do Bairro Japuí. Elaborado pela autora. 55 . com intervenções da autora. Mapa Base: Agem.

Tupiniquins. atravessa a Ponte do Mar Pequeno e segue para Praia Grande. . começa no limite entre municípios e termina na Ponte Pênsil. Existem 3 linhas de transporte público. uma de ônibus intermunicipal São Vicente-Santos. isolando os moradores do bairro. a principal via é a Av. sendo chamada de Avenida Ayrton Senna. Já no Parque Prainha a estrutura é outra. LEGENDA Rodovia Via Arterial Via Coletora Via Local Sentido do tráfego Ponto final de ônibus . não tem outra saída senão permanecer no bairro ou enfrentar o trânsito. Ali se faz um retorno em frente ao Shopping Litoral Plaza para acessar o outro sentido da via e seguir rumo ao Japuí.b| SISTEMA VIÁRIO Próximo ao bairro existe um rodovia. Quando a Ponte Pênsil encontrava-se em funcionamento. existindo somente uma rua de tráfego local que percorre a encosta do morro paralelamente à Baia de São Vicente. e uma municipal de Praia Grande que leva até o Terminal Tude Bastos. Tupiniquins era intenso e lento. A malha urbana do bairro é o tradicional plano cartesiano. uma de lotação. por isso. que sem muitas opções.Linha Japuí Ponto de para de transporte público Levantamento realizado pela autora entre o meses de março e abril de 2015 56 No Japuí. apesar das ruas possuirem nomes oficiais. portanto uma via de tráfego intenso de alta velocidade. Essa avenida recebe o tráfego de três vias coletoras do núcleo Japuí e de uma via local do núcleo Parque Prainha. Ela parte da Rodovia Imigrantes .SP 160. de caratér arterial. o tráfego na Av.Linha 903 EMTU Ponto final de lotação . são comumente denominadas por números.

Elaborado pela autora. mapa 4236. com intervenções da autora.MAPA 09 | Sistema Viário do Bairro Japuí. Mapa Base: Agem. 57 .

Contrastando com estes. salões de beleza. existe ali um condomínio residencial. com clubes. além da aldeia indígena. . Prevalece o uso de serviços. Tupiniquins a caracterização é outra. existem 11 pontos de ocupação residencial. cortando o Japuí. No núcleo Av. Observa-se. motéis. composto por alguns bares. com a existência de comércios e serviços locais. entre outros. os comércios concentram-se nas vias coletoras. mas também estão espalhados pelas ruas locais. garagens náuticas. mercearias. uma série de terrenos vagos e praças que conformam uma fratura urbana.c| USO DO SOLO Nos núcleos Japuí e Parque Prainha o principal uso é o residencial. lojas de materiais de construção. LEGENDA Residencial Comércio Serviço Misto Institucional Religioso Abandonado ou Vazio Levantamento realizado pela autora entre o meses de março e abril de 2015 58 No núcleo PEXJ. Em toda a área existem muitos terrenos vazios ou com construções abandonadas. segundo o Plano de Manejo. No Japuí. e comércios. lojas de paisagismo e um posto de combustível. com um bar. totalizando 48 pessoas.

com intervenções da autora.MAPA 10 | Uso do Solo do Bairro Japuí. Elaborado pela autora. 59 . mapa 4236. Mapa Base: Agem.

hoje não constitui um espaço público de boa qualidade. Nos outros núcleos não há nenhum tipo de equipamento público. pois estabelecem uma relação de apoio para com a comunidade. a princípio. apesar de serem de propriedade privada. lazer e etc. mas com o tempo seu desenho se modificou de modo improvisado. muitas igrejas de variadas religiões. Por isso. duas creches (Creche Municipal “Dr. Os ocupantes da frente de água são todos de propriedade privada sem qualquer relação de apoio para com a comunidade.d| EQUIPAMENTOS PÚBLICOS LEGENDA Posto de Saúde . No Parque Prainha não há equipamentos de saúde. é uma parceira da administração do PEXJ.UBS Japuí Escola Creche Apoio Social Igreja Praça Esportiva Praças de Estar Levantamento realizado pela autora entre o meses de março e abril de 2015 60 Somente o núcleo Japuí é bem provido de equipamentos públicos. uma praça esportiva e uma praça de estar. As Igrejas aqui são consideradas equipamentos públicos. Por isso os moradores desse núcleo dependem dos equipamentos localizados no Japuí. um CECOF-Centro de Convivência e Formação. Nele existem uma Unidade Básica de Sáúde. foi algo projetado. Antonio Luiz Barreiros e EMEI Profa Maria Mathilde de Santana). E não existe uma manutenção numa periodicidade boa para que a mantenha em plenas condições de uso. O único equipamento existente ali é a Associação dos Amigos do Parque Prainha que. duas escolas (E. . educação. Luiz Gonzaga de Oliveira Gomes” e “Olinda Cury Gigliotti”). aliás.E. Sobre as praças. e inclusive participou da pesquisa para o Plano de Manejo.

mapa 4236.MAPA 11 | Equipamentos Públicos no Bairro Japuí. com intervenções da autora. 61 . Mapa Base: Agem. Elaborado pela autora.

e| GABARITO No Japuí prevalecem as casas térreas e sobrados de até 2 andares. das que o acesso se dão pela Av. Tupiniquins. LEGENDA Térreo 2 Pavimentos 3 Pavimentos 4 Pavimentos Mais de 4 Pavimentos Vazio Levantamento realizado pela autora entre o meses de março e abril de 2015 62 Na Avenida Tupiniquins. no lado praia estas estão muitas vezes em soleira negativa. Prelacem residências com média de 4 pavimentos. . incluse os dois únicos prédios do bairro. prevalecem as casas térreas. No Parque Prainha estão as construções mais altas. algumas também se encontram em soleira negativa. a maioria das edificações sao térreas ou até 2 pavimentos. Dentro do PEXJ.

mapa 4236. Elaborado pela autora. Mapa Base: Agem. 63 .MAPA 12 | Gabarito do Bairro Japuí. com intervenções da autora.

M.R. pintura ou revestimento de boa aparência. e suas localizações são pontuais. Isso porque o bairro abriga mais famílias de classe média do que famílias de uma classe mais baixa. como área desconforme. No núcleo PEXJ as construções também são de alvenaria precária ou mista com madeira. A avenida Saturnino de Brito segrega os domicílios de um padrão mais alto (apelidadas pelos moradores de mansões) dos mais precários. Observa-se que quanto mais próximo ao morro pior o padrão construtivo das construções. ou seja.I. LEGENDA Alvenaria em boa condição Alvenaria em má condição Misto de Alvenaria com Madeira | Precário Madeira | Precário Vazio Levantamento realizado pela autora entre o meses de março e abril de 2015 64 No Parque Prainha acontece algo inusitado.A. São dois extremos que convivem um de frente para o outro. . Por isso estão catalogadas pelo P. Elas invadem parcialmente as delimitações do PEXJ e estão numa encosta onde há risco de deslizamentos. Na Avenida Tupiniquins a maioria das propriedades encontram-se em boas condições. com manutenção.H. Essas edificações estão dentro do parque antes mesmo da criação do mesmo.D.f| PADRÃO CONSTRUTIVO Prevalecem edificações de alvenaria em boas condições. Essas construções são geralmente de alvenaria em más condições ou mistas com material improvisado. como madeira.

65 . Elaborado pela autora. mapa 4236. Mapa Base: Agem.MAPA 13 | Padrão Construtivo do Bairro Japuí. com intervenções da autora.

com intervenções da autora. Prainha. 44 45 66 . voltado para a encosta do Pq. Mapa Base: Agem. mapa 4236. 43 | Início da viela. Março de 2015. observase a dificuldade do acesso. Saturnino de Brito. 42 |Viela do Pq. 41 | Início da Av. 44 | Restaurante no final da Av. 45 | Acesso à aldeia indígena e à atual sede administrativa do PEXJ Fonte: arquivo pessoal da autora. Prainha. observase a dificuldade do acesso.MAPA 14 | Mapa de Localização do Levantamento Fotográfico LEVANTAMENTO FOTOGRÁFICO Elaborado pela autora. local de muitas construções precárias em área de risco. 41 42 43 43 | Início da viela. Saturnino de Brito.

e o prédio mais alto do bairro ao fundo. 46 Fonte: arquivo pessoal da autora. 47 48 49 50 67 . LEVANTAMENTO FOTOGRÁFICO 47 | Ocupação em frente ao Porto das Naus.46 | Ponte Pênsil em reforma. Tupiniquins. 50 | Vista do Parque Prainha. Março de 2015. 49 | Bar ao lado da Ponte Pênsil. vista do Parque Prainha. na encosta do morro Japuí. a partir da Ponte Pênsil. a partir da praia do Gonzaguinha. 48 | Início da Av.

observa-se o acúmulo indevido de lixo e entulho. Abril de 2015 52 55 68 54 53 . 52 | Uso misto de residências e comércios na Rua Papa João Paulo XXIII. notase a pavimentação de intertravado sextavado em más condições.Japuí. Cruzamento entre a Av. Tupiniquins e a Rua Papa João Paulo XXIII. 55 | Escola Estadual Antônio Luiz Barreiros na Rua Paulo Horcel.51 | Unidade Básica de Sáude . Fonte: arquivo pessoal da autora. 51 54 | Rua Joaquim Barbosa dos Santos. 53 | Final Rua Papa João Paulo XXIII.

58 | Detalhe da situação do playground infantil. 57 | Praça esportiva. entre a praça de estar e a praça esportiva. Abril de 2015 56 57 58 69 .56 | Vista Panorâmica da Rua Emílio Vaz Afonso. dotada de uma quadra e uma rampa de skate. Fonte: arquivo pessoal da autora.

uma das vias coletoras do bairro. 62 | Rua Antônio Luís Barreiros. 61 | Rua Dino Leite. início da trilha do Japuí para a praia de Itaquitanduva. terreno vazio com acúmulo de lixo e entulho que ocasionalmente é queimado no local. 59 60 61 63 | Um dos finais da Rua Antônio Luís Barreiros. Fonte: arquivo pessoal da autora. 60 | Comércio na Rua Caetano Cardamone. sem pavimentação. Abril de 2015 62 63 70 .59 | Capela Nossa Senhora Aparecida. na Rua Joaquins Campos. Nota-se a cobrança de estacionamento.

67 e 68| Córrego canalizado poluído com acúmulo de lixo. Abril de 2015 64 65 66 67 68 71 . Fonte: arquivo pessoal da autora. 65 | Lojas de paisagismo na Avenida Tupiniquins próximo à divisa com Praia Grande. em direção à Ponte Pênsil.64 | Construção abandonada na Avenida Tupiniquins. 66 | Final da Avenida Tupiniquins.

Novembro de 2011.69 | Vista aérea da ocupação da Avenida Tupiniquins. Tupiquins a partir do posto de abastecimento. Abril de 2015 73 | Vista da Av. em direção a cidade de Praia Grande. Abril de 2015 70 73 72 72 71 . Tupiquins a partir do posto de abastecimento. Fonte: arquivo pessoal da autora. 71 | Vista aérea do núcleo Japuí. Autor: André Luiz da Silva. Novembro de 2011. Ao fundo o Curtume. em direção a Ponte Pênsil. 69 72 | Vista da Av. 70 | Vista aérea dos clubes e marinas do Japuí. Autor: André Luiz da Silva. Autor: André Luiz da Silva. Fonte: arquivo pessoal da autora. À esquerda o Porto das Naus. Maio de 2015.

próximos do bairro Japuí. Fonte: arquivo pessoal da autora. Abril de 2015 74 75 76 73 . a partir da Rua Japão localizada na outra margem do mar pequeno. Fonte: arquivo pessoal da autora. Abril de 2015 75 | Detalhe da vista panorâmica. 76 | Comunidade de pescadores da Rua Japão.74 | Vista panorâmica da margem do Japuí.

74 .

PROPOSTA 3 75 .

a partir do bairro do Japuí. 76 . 77 | > Vista Aérea do município de São Vicente. Centro Desportivo Llobregat. Terminal de Pesca e Escola Náutica de Itapemirim. Janeiro de 2015.< | CAPA No sentido horário: Olympic Sculpture Park. Autor: André Luiz da Silva.

77

3.1. DIRETRIZES

Por se tratar de uma área diretamente influenciada pelo
Parque Estadual Xixová-Japuí, é necessário tratar os córregos
a fim de recuperar e proteger os recursos hídricos. Para tal é
proposto a reabertura do córrego localizado na cicatriz urbana,
no meio do bairro, e a recuperação dos córregos que passam
paralelos aos limites da ocupação.

e Territorial Urbano – IPTU, para aqueles que possuírem área
permeável nas delimitações do lote, com vegetação (grama,
forrações, arbustos e árvores). Ou seja, não entram as porções
com terra compactada, pedrisco, ou qualquer tipo de cobertura
que não ofereça permeabilidade suficiente para absorção de
água pelo solo.

Observa-se que entre a ocupação existente e um dos
córregos, aquele que marca o limite geográfico entre São Vicente
e Praia Grande, existe atualmente uma Zona Habitacional de
Interesse Social. Portanto, é possível a expansão urbana nessa
direção, contudo com uma mudança de diretriz. 30% da área
são destinadas para Habitação de Interesse Social, e os outros
70% são destinadas ao mercado imobiliário de Habitação de
Mercado Popular-HMP, que compreende famílias com renda
igual ou inferior a 16 salários mínimos. Dessa forma a população
de classe média também será contemplada, assegurando sua
permanência no bairro.

Nas vias coletoras, valem as mesmas regras das vias
locais, porém com outra opção. Para edificações com fins de
uso comercial ou de serviços locais, é permitido a ocupação
até o limite frontal do lote, sendo uma das laterais deste com
3 metros de recuo e recuo posterior de 2 metros. O gabarito
máximo permitido nessas condições é de 2 pavimentos,
podendo o segundo ser de uso residencial ou não. Observase que hoje essas vias não são dotadas de arborização, desse
modo é indicado a plantação de árvores nos passeios.

Para toda edificação localizada em vias locais, o gabarito
máximo deve ser de 3 pavimentos, com recuo frontal de no
mínimo 5 metros, recuos laterais de 1,5 metros e recuo posterior
de 3 metros. Para melhorar a permeabilidade do bairro que se
encontra bastante impermeabilizado, situação esta que não é
muito ecológica, ainda mais por estar tão perto de uma área de
proteção, deve ser concedido desconto no Imposto Predial

78

Na primeira faixa de quadras a frente da Avenida
Tupiniquins, a diretriz de zoneamento é de interesse turístico,
para isso as ocupações existentes são desapropriadas por não
condizerem com a intenção proposta, através dos instrumentos
do Estatuto da Cidade como o artigo 8º “Desapropriação com
pagamento em títulos da dívida pública”. É implantado um novo
loteamento com novas regras de ocupação: gabarito máximo
de 4 pavimentos, com recuos frontais de 10 metros, e 5 metros
nas demais faces. Destinação para estacionamentos de até 50%
das áreas de recuo, sendo o mínimo de área permeável de 75%.
Os usos permitidos são os institucionais privados e públicos,
comerciais, serviços, e hospedagem como hotéis, pousadas e
flats/apart-hotel.

No Parque Prainha, incentiva-se a implantação de
equipamentos de hospedagem, principalmente nas edificações
que se encontram abandonadas. Já os domicílios precários que
se encontram em área de risco na encosta do morro e em área
de proteção ambiental, são removidos, com a realocação das
famílias para a área de ZHIS no núcleo Japuí. Desse modo elas
permanecem na região no qual estão acostumadas a viver.

79

PROJETO Esse loteamento constituído por usos de acesso privado é impermeabilizado e cercado por muros que criam uma barreira impedindo o acesso do cidadão a uma margem de água que é sua por direito. é a geração de emprego e renda local. SÃO PAULO.2. visto que essas áreas foram construídas sobre remanescentes de manguezais. op.3. 2010. p.cit. além da requalificação do local.40 A proposta é a implantação de um espaço público em frente de água com equipamentos de usos diversificados incorporados num parque que se integra ao bairro e ao PEXJ. . rompendo o fluxo de matéria e energia entre o PEXJ e o estuário. 80 40. Um dos objetivos. Visto que o lugar apresenta grandes potencialidades turísticas através de seus monumentos históricos e sua beleza natural. Por isso é muito hostil para uma área tão delicada como essa.240. Devolver essa margem ao público não só é democrático como também de grande importância para o desenvolvimento turístico da cidade.

Análise | > 81 .

Planta-Implantação.< | Estudo Exploratório. 82 .

Estudo Exploratório. | > Cortes. 83 .

acessado em 24 de maio de 2015.Detalhe Paisagismo. Disponível em: designalmic.DESENHO URBANO E PAISAGISMO HAFENCITY PUBLIC SPACE ARQUITETO MIRALLES TAGLIABUE 78 | Escaria e rampas. uma nota de cores e contrastes para a cidade do norte".Figura 3 | Planta . Disponível em: designalmic. 41 41. um dos protagonistas mais bem vindos do projeto é a vegetação. há muitos diferentes tipos e a adição destes muda o visual do porto de acordo com a estação do ano. acessado em 24 de maio de 2015. DESIGN ALMI C. 2015 . Acessibilidade para pedestres e ciclistas. escadas.com/ hafencitypublicspacemiralles tagliabueembt. projetos de referência . 79 | Maquete física do projeto de Hafencity Public Space.com/ hafencitypublicspacemiralles tagliabueembt. 78 3 79 84 "Um sistema de rampas.com/ hafencitypublicspacemiralles tagliabueembt. passarelas e conectam os diferentes níveis. acessado em 24 de maio de 2015. Disponível em: designalmic.

paisagem e vida urbana. diversa e expressiva através de uma multiplicidade de experiências.80 e 81 | Deck ondulado.43 85 . experiências diferentes com lago e a cidade. 2011. 80 81 WEISS MANFREDI ARCHITECTURE A proposta cria uma beira-mar que é pública. TORONTO CENTRAL WATERFRONT OLYMPIC SCULPTURE PARK WEST 8 URBAN DESIGN & LANDSCAPE ARCHITECTURE AND DTAH 82 e 83 | Passarela com caráter topográfico por cima de infraestrutura. com/ 111635/ toronto central waterfront west8 and dtah. acessado em 24 de maio de 2015. O parque é topograficamente variado e oferece diversas configurações para as esculturas de múltiplas escalas. 4 83 Como uma "paisagem para a arte". e erguendo-se sobre a infraestrutura existente para reconectar o núcleo urbano à orla revitalizada. com/ 101836/ olympic sculptureparkweiss manfredi/ . acessado em 24 de maio de 2015. ARCHDAILY. com/ 111635/ toronto central waterfront west8 and dtah. 82 42. aproveitando vistas do horizonte e da Baía Elliott. Interatividade com o público. A geometria do deck ondulado é cuidadosamente concebida usando curvas que mudam constantemente para criar bordas de estar e novas rotas para acessar a beira da água. descendo 12 metros da cidade para a água. Deliberadamente aberto. 43. o Parque de Esculturas Olympic define uma nova experiência para arte moderna e contemporânea fora das paredes do museu. 2011. Disponível em: archdaily. finalmente. Disponível em: archdaily. ARCHDAILY. Tornoto Central Waterfront. Disponível em: archdaily. Ela permite diferentes pontos de vista e. com uma plataforma ininterrupta na forma da letra Z todo "verde". acessado em 24 de maio de 2015. Olympic Sculpture Park. reconectando as relações fraturadas de arte. o projeto convida novas interpretações de arte e engajamento ambiental. Figura 4 | Planta Geral de Toronto Central Waterfront.42 O projeto conecta três locais separados.

A situação deles é preocupante.44 86 “Trata-se do esforço da reorientação da experiência turística. prática da visitação intencional à “alma” do lugar e das pessoas que o habitam”45 (SANTOS.P. à poluição e a concorrência com grandes armadoras de pesca. CRUZ.2. Uma alternativa para eles seria o turismo de pesca e o turismo contemplativo. devida à não sustentabilidade. SANTOS. que abrange pescadores da Rua Japão e Parque Bitarú em São Vicente. trocando a massificação por uma vivência autêntica. além de oficinas de treinamento para capacitação em diversas temáticas e ponto de encontro para passeios turísticos.turistas Como visto anteriormente no diagnóstico do capítulo anterior. 2010. pois esses trabalhadores. 2010. etc. Desse modo seria garantindo renda durante todo o ano. significados por seus usos tradicionais). principalmente em épocas de defeso. Sabendo assim conduzir os passageiros através dos melhores percursos. 44. . todavia os obrigam a não trabalhar durante este período.127). as marés. como ponto de desembarque e venda de pescado. a pesca artesanal se faz presente na cidade através da Colônia Z-4. 45. os bancos de areia. 2014.000M2) Público-alvo: pescadores artesanais – pescadores esportistas e amadores . para fins contemplativos ou de pescaria amadora.3. p. MARCHESINI. Outro fator é o defeso. Por esses motivos é proposto nesse projeto um Terminal Pesqueiro Público. por experiência.T. visando a melhoraria das condições de trabalho do pescador.P (10.1 PROGRAMA DE USOS a| TERMINAL PESQUEIRO PÚBLICO . reconhecido pelos próprios pescadores como algo de grande importância para a manutenção das espécies. quanto dos espaços. possuem conhecimentos sobre o lugar. mais próxima da realidade local (tanto da comunidade. Reside aí a essência do turismo comunitário.

PROGRAMA DO PROJETO Logística: Funcionários: Píer de ancoragem Administração Refeitório Vestiários Laboratórios Recepção de pescado Processamento Silo de gelo Capacitação: Túneis de congelamento Salas de aula Oficina de fabricação e manutenção de embarcações Embalagem Câmara Frigorífica Expedição Pátio Mercado de peixe Área Técnica: Fábrica de gelo Casa de máquina Depósito 87 .

84 | Maquete física do projeto de Ciro Pirandi. A fachada selada entre cheios e vazios curvilíneos. bem como uma área para o atracamento dos barcos com píers de apoio e de acostagem. saindo do complexo pronto para o consumo. oficinas e salas de aula para aprimorar o conhecimento sobre as práticas do mar. onde foram desenvolvidos espaços totalmente equipados para o tratamento do produto.34m2 Área Escola Náutica: 1. como um ponto de contemplação que impulsiona e oferece oportunidades para o turismo no município.35m2 Local: Itapemirim.728. com exceção da área de fabricação de gelo. Disponível em: arqbacana. Além do terminal pesqueiro. 2014. logística e comercialização. com altura máxima de nove metros. que se localiza no centro do prédio. . A edificação mantém a escala urbana do entorno. com. o programa também prevê a construção de unidades de beneficiamento. processamento. projeto de referência TERMINAL DE PESCA E ESCOLA NÁUTICA Ano: 2014 Área do Terminal Pesqueiro: 6.122. permite aos usuários e visitantes apreciarem as belas vistas naturais. a Escola Náutica prevê áreas de manutenção e fabricação de barcos. acessado em 23 de maio de 2015.br/internal/ arq!aqui/read/14334/ ciropirondiarquitetos associadosterminal depescaeescolanáutica. ARQBACANA. Espírito Santos CIRO PIRONDI ARQUITETOS ASSOCIADOS O projeto conceitual foi baseado na logística do pescado. Para garantir melhores condições para a atividade pesqueira. 46 88 84 46.

87 5 6 89 . Disponível em: arqbacana. Figura 5 | Esquema de pavimentos e seus respectivos usos. Disponível em: arqbacana. acessado em 23 de maio de 2015.br/internal/ arq!aqui/read/14334/ ciropirondiarquitetos associadosterminal depescaeescolanáutica.85 a 87 | Perspectivas eletrônicas 3d do projeto de Ciro Pirandi. acessado em 23 de maio de 2015.br/internal/ arq!aqui/read/14334/ ciropirondiarquitetos associadosterminal depescaeescolanáutica.br/internal/ arq!aqui/read/14334/ ciropirondiarquitetos associadosterminal depescaeescolanáutica. acessado em 23 de maio de 2015. com. com. 85 86 Figura 6 | Corte Disponível em: arqbacana. com.

Por isso esse projeto visa resgatar essa memória e a identidade do local com a prática do remo. apesar de atualmente não estar tão presente quanto antigamente. Além de proporcionar uma melhor qualidade de vida e lazer. da canoagem. 90 . que desde o início do séc XX acontece no lugar. O esporte tem a capacidade de socializar pessoas de mundos diferentes.b| CENTRO ESPORTIVO E NÁUTICO (20.000M2) Público-alvo: cidadãos de todas as idades. entre outros. da vela. O Japuí tem por tradição o esporte náutico. principalmente jovens residentes do Japuí e regiões próximas. A troca de vivência enriquece a nossa vida.

PROGRAMA DO PROJETO Esporte: Funcionários: Garagem de embarcações Piscina esportiva Quadra Poliesportiva Campo de futebol Pista de atletismo Academia Recepção Administração Sala para treinadores Copa Banheiro Vestiário Apoio: Social: Vestiários Banheiros Arquibancadas Estacionamento Consultório médico Ambulatório Piscina de lazer Café Espaço de eventos e exposições temporárias Área técnica: Depósito Casa de máquina Reservatório d’água 91 .

A borda flui como um rio sinuoso. e onde se juntam existem portas de vidro que surgem de dentro da parede a fim de separá-las como se fosse uma ponte levadiça. num volume circular encontra-se uma piscina. As estradas de acesso segregavam o local de uma escola à oeste e campos de jogos à leste. ALVARO SIZA VIEIRA. .47 92 88 47. Duas rampas.com/2005 sportscenter llobregat. sobem a partir do estacionamento até uma entrada que está à 4 metros do solo. O edifício está afastado da borda urbana e fez-se um grupo de grandes volumes distintos de concreto branco onde estão implantados os programas: num volume retangular fica um espaço esportivo com quadras e uma arquibancada de 2500 lugares.84 | Piscina externa. projetoS de referência CENTRO DESPORTIVO LLOBREGAT Ano: 2005 Área: 40. e num volume comprido estão as instalações auxiliares.000m2 Local: Cornella. Barcelona ARQUITETO ALVARO SIZA O local era um terreno retangular vazio entre as ruas densas do subúrbio do pós-guerra à norte e o anel rodoviário de Barcelona à Sul. Disponível em: alvaro siza vieira. acessado em 23 de maio de 2015. 2011. As curvas de caráter monolítico dissociam o Centro de outros galpões do entorno. dando um aspecto topográfico ao projeto. As piscinas no exterior e interior estão conectadas através de um plano irregular. cada uma do tamanho de uma praça da escala da cidade.

89 | Vista aérea da implantação. 89 7 Disponível em: alvaro siza vieira.Figura 7 | Planta. Disponível em: alvaro siza vieira. acessado em 23 de maio de 2015.com/2005 sportscenter llobregat.com/2005 sportscenter llobregat. Figura 8 | Cortes. 91 | Acesso por rampas e praça.com/2005 sportscenter llobregat. acessado em 23 de maio de 2015. acessado em 23 de maio de 2015. Disponível em: alvaro siza vieira. Caráter de espaço público que se integra com o espaço privado. Disponível em: alvaro siza vieira. 90 91 8 93 . acessado em 23 de maio de 2015.com/2005 sportscenter llobregat. acessado em 23 de maio de 2015.com/2005 sportscenter llobregat. Disponível em: alvaro siza vieira. 90 | Detalhe da iluminação zenital na área da piscina interna.

com o objetivo de criar um elemento emblemático para Orio. formando um fechamento natural rochoso que delimita a área. de sua distribuição modular e localização das áreas de serviço. A altura dos pavimentos atuais é aumentada.000m2 Local: Orio. As novas colunas de aço apoiam o leve plano que corresponde à cobertura. e através de um acesso em rampa. 2013.) do uso mais privado (Centro Técnico Desportivo. Espanha Este projeto consiste em um trabalho de extensão e reforma do atual edifício do Clube Orio de Remo Olímpico.5 metros) e outra a partir da fachada sul. Em planta o edifício se estende para alcançar a encosta rochosa. museu.) A estrutura busca unir de forma coerente a extensão estrutural e formal do edifício. dá a estes ambientes vistas privilegiadas para o rio que são acentuadas pela solução translúcida proposta. Basque Country. ARCHDAILY. a 4. A superfície do terreno é quase totalmente horizontal. A partir do lado sul. A peculiaridade da cobertura. acesso as plataformas. O edifício é proposto a partir de seu esquema funcional e suas conexões com o edifício existente. A iluminação zenital. Neste piso há um acesso direto à plataforma horizontal da margem do rio. e sua fronteira norte é delimitada pelo rio Oria. etc.48 48. A proposta coloca duas entradas principais. prevendo dois novos pavimentos e uma nova cobertura.5 metros. . a altura da plataforma é atingida. uma a partir da margem do rio (cota + 4. permitindo o uso dos barcos no mesmo. onde o tráfego da rodovia é concentrado (cota + 12. que penetra por diversas dobras na lâmina de cobertura. O terreno trapezoidal tem seu acesso principal a partir do nível superior (+12 metros) da fachada frontal. adiciona luz natural ao edifício. é concebido a partir de um ponto de visto estritamente funcional. Esta estratégia busca diferenciar o uso público do edifício (loja.CENTRO TÉCNICO DESPORTIVO PARA REMO E CANOAGEM Ano: 2012 Área: 617. clube. ginásio. No limite oeste.5 metros) e outra a partir da 94 ARQUITETOS ATRISTAIN / BEGIRISTAIN margem do rio (cota + 4. etc. juntamente com o revestimento transparente da fachada. o terreno é fechado pela topografia da encosta que chega à margem do rio. Os remos são colocados na parte interna do edifício onde o pé-direito é de 5 metros.5 metros). Devido a estes apoios a cobertura pode ser uma fina lâmina com caráter muito leve.

92 93 94 | Maquete física de estudo do partido arquitetônico do projeto. Encosta rochosa inserida no projeto. Planta 1o Pavimento. 9 94 10 11 95 . Disponível em: archdaily. br/br/01106643/centro tecnicodesportivopararemo ecanoagemuteatristain begiristain. Figuras 9-10-11 | Planta 2o Pavimento. acessado em 23 de maio de 2015. Disponível em: archdaily. Relação do projeto com o lago. Planta térrea. br/br/01106643/centro tecnicodesportivopararemo ecanoagemuteatristain begiristain.com.com. acessado em 23 de maio de 2015. 93 | Garagem de embarcações.92 | Parte Externa.com. acessado em 23 de maio de 2015.com. br/br/01106643/centro tecnicodesportivopararemo ecanoagemuteatristain begiristain. Disponível em: archdaily. br/br/01106643/centro tecnicodesportivopararemo ecanoagemuteatristain begiristain. Disponível em: archdaily. acessado em 23 de maio de 2015.

com o intuito destes trabalharem para o desenvolvimento turístico não somente do lugar ali inserido. . proposto pela Prefeitura e iniciativa privada. lojas de artigos de pesca. inicialmente no Curtume Cardamone. e afins. > Escola Técnica de Meio Ambiente. Mirante: para contemplação da visual do lugar > Playground – Academia ao ar livre > Deck de Pesca e Passeio: “pesque e solte” e espaço de estar e contemplação Alimentação e Compras > Comércios e Serviços (com ênfase no turismo local e pesca): agências de turismo. Lazer > Marina Pública: atracação de embarcações de uso privado para fins de lazer. 96 Hospedagem > Hotéis – Pousadas – Flats/Apart-Hotel: com o aumento do fluxo de visitações. > Centro de Pesquisa e Museu (incorporado no Curtume Cardamone): respondendo as necessidades do PE XixováJapuí. a fim de facilitar o acesso tanto de moradores do bairro quanto de visitantes ao local. E anexo a este uso. principalmente dos habitantes locais e regiões próximas. > Bares e Restaurantes: a gastronomia também é atrativa de visitantes. no entanto com a mudança para um local mais próximo ao Porto das Naus. como também de toda a cidade. perimetral ao parque do projeto. e serviços de aluguel de barcos. > Ciclovia: nova ciclovia. Turismo e Hotelaria: capacitação profissional. assim a relação entre estes torna-se mais direta e controlada. a fim de se pesquisar e estudar a diversidade natural encontrada no local. se faz necessário a implantação de hospedagens para suprir a demanda almejada.c| OUTROS USOS Transporte Cultura e Educação > Ferry Boat para Rua Japão: como opção de transporte público. venda de embarcações. (croquis: situação atual/situação proposta) > Museu (anexo ao Porto das Naus): Complexo Ultramarino. lojas de presentes. um pequeno museu de ciências e sobre a história do Curtume.

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ressalta-se a relevância dos espaços públicos em áreas já urbanizadas. para que se justifique melhor as decisões do projeto (que ainda será produzido) e seu partido arquitetônico. para tal é preciso repensar a cidade e suas limitações. discutindo e propondo novas diretrizes e idéias que vão além do convencional que estamos acostumados. A próxima etapa é evoluir na proposta e projetar o espaço e os edifícios aqui propostos. O diagnóstico foi capaz de traduzir o território e identificar as principais características que auxiliaram diretamente na conformação da proposta. foi possível compreender de forma objetiva o assunto abordado. contudo vejo a necessidade de aprofundar o estudo de forma que a análise seja mais elucidativa e construtiva. Esse é o papel do arquiteto e urbanista. por isso é preciso um estudo de caso destas mais esclarecedor e didático. 99 .CONSIDERAÇÕES FINAIS Sobre o primeiro capítulo. Por fim. promover uma discussão acerca da cidade e propor mudanças que são necessárias a fim de recuperar sua identidade e as relações humanas. As referências de projeto aqui foram apresentadas de forma superficial. para isso é preciso rever o que foi identificado acima.

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