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A INTERPRETE. Direção: Sydney Pollack. Produção: ????.

Intérpretes: Sean
Penn, Catherine Keener, Nicole Kidman. Roteiro: ??????. [S.I.]:
1 DVD, 2005. 1 CD (130 min), son., color.; DVD.
Direção:
Elenco:
Sean Penn, Catherine Keener, Nicole Kidman
Nome Original:
The Interpreter
Ano:2005
País: ING
Classificação:14 anos
Gênero: Suspense
Em Nova York, a sede da Organização das Nações Unidas (ONU) recebe
diariamente centenas de pessoas importantes, políticos e funcionários.
Entre as pessoas que trabalham no local está A IntérpreteSilvia Broome
(Nicole Kidman). Nascida na África, ela integra um grupo de tradutores que
entendem idiomas de todo o mundo. Um dia comum, em seu trabalho, ela
ouve o que parece ser uma ameaça de morte a um chefe de Estado. As
palavras contra Edmund Zuwanie foram proferidas num dialeto muito raro e,
provavelmente, para que ninguém fosse capaz de entender.

O acontecimento faz com que soe um alarme nas Nações Unidas. Não só o
governante, mas Silvia também deve ser protegida. Para cuidar do caso, o
agente Tobin Keller (Sean Penn), que passa por um momento pessoal
complicado, e sua parceira são designados. Ao mesmo tempo em que
investigam quem possa ser o autor da ameaça, o policial trata também de
revirar o passado da intérprete. Todas as revelações levam Keller a crer que
Silvia pode ter alguma relação com uma perigosa conspiração política
internacional.

Com orçamento de US$ 80 milhões, o filme foi rodado dentro do prédio das
Nações Unidas, sempre durante os finais de semana para não causar
transtornos. Foi o primeiro longa a usar as locações reais dentro da ONU. O
diretor Sidney Polack é o mesmo de Tootsie (1982) e A Firma (1993).

Como elaborar uma resenha

Weir narra à história do professor John Keating (Robin Williams) e de seus alunos. Weir não deixa de ser. a Welton é uma escola preparatória para rapazes. é um notório contador de histórias a serviço da desconstrução do senso comum. . sem compartilhar de outras histórias e seus significados. um poeta. cujos os pilares de sua atuação são: A tradição. DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E TECNOLOGIAS -CAMPUS XXII.UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA. Ethan Hawke. passando da escrita para o cinema. A MORTE DA POESIA EM POETAS VIVOS Mahatma Gandhi já dizia: “Se queremos progredir. substituindo um professor que se aposentara. Exigente quanto ao rendimento de seus estudantes. com princípios rígidos. não devemos repetir a história.” Somos escritores e personagens da nossa própria história e o homem é altamente incapaz de viver sem um roteiro. ele próprio. a . mas fazer uma história nova.Cor. Intérpretes: Robin Williams. Peter Weir. Roteiro: Tom Schulman. a honra. Robert Sean Leonard. Em Sociedade dos Poetas Mortos. Keanting é um ex-aluno da Welton Academy e retorna a instituição como professor de língua inglesa e literatura norte-americana. Recebeu quatro indicações na categoria de melhor diretor. DOCENTE: JAYNNE SANTOS DE JESUS SOCIEDADE DOS POETAS MORTOS. 1989. uma indicação na categoria de melhor filme e outra na categoria de melhor roteiro original. entre outros. Produção: Steven Haft. Direção: Peter Weir. Josh Charles. EUA. Buena Vista Home Entertainment. 1 DVD 129 minutos aprox. Ao imprimir doses nem tão sutis de lirismo épico/existencialista em cada um de seus filmes.

de serem eles mesmos e de produzirem além do que lhes foi pedido. pedindo a seus alunos que rasguem seus livros de literatura. até que Keating deixa um recado para eles “Carpe Diem”. A raça humana está repleta de paixão”. Keating desperta a sensibilidade de seus alunos. Todos os alunos ficam confusos e sem saber o que fazer até que Keating pede que eles o acompanhem. não se encaixa aos procedimentos rígidos e opressores da instituição e já no primeiro dia de aula desperta a curiosidade de seus alunos ao entrar assobiando por uma das portas da sala e sair por outra que dá acesso a outro espaço. Quantos de nós hoje estamos aproveitando o dia? As escolas atuais não carregam um teor tão rígido quanto a Welton. sem levar em conta as necessidades do aluno e suas vontades enquanto seres humanos. com sua ousadia. Com esse jeito revolucionário de ensinar literatura ele afirma “Não lemos nem escrevemos poesia porque é bonitinho. professores que ousem desafiar seus alunos. mas fez com que ele entrasse em conflito com os pais e a direção da instituição. Seus alunos. Keating. porém. A proposta era despertar a curiosidade e posteriormente uma reflexão. “Aproveite o dia” e completa “tornem suas vidas extraordinárias”. e esse desafio é renovado a cada aula. envolvidos com essa nova forma de aprender e apreender o . deixando de lado os termos e a metodologia da escola. desafia seus alunos a pensarem mais por si próprios e serem autores de sua própria história. quando o professor pede aos alunos que observem a foto antiga de pessoas que já passaram por ali. ou seja. É o que nos falta hoje. onde os professores seguem a rédeas curtas tudo o que lhes é exigido. indagações do tipo: O que aconteceu com eles? Para onde foram? O que fizeram de suas vidas? Suas vidas valeram à pena? Começaram a ser feitas. Lemos e escrevemos poesia porque somos humanos. Keating. Por adotar um jeito novo de ensinar seus alunos. mas parecem inibir seus alunos de se expressarem como deveriam.disciplina e a excelência. Estão submetidos ao sistema.

envolvendo questões profundas e que envolve de maneira mais leve e dissimulada a nossa sociedade contemporânea. Assim. porém pressionado pelo pai que controla todas as suas atividades. um guia. ia abrindo as portas da liberdade onde os rapazes estavam seguindo de fato o que queriam. Neil Perry (Robert Sean Leonard) é um aluno aplicado e talentoso. sem serem pressionados.mundo que os cercam e movidos pela curiosidade de descobrir mais sobre esse professor que tanto lhes chamaram a atenção decide procurar mais informações sobre Keating nos anuários da escola e descobre a existência de uma tal sociedade dos poetas mortos. o que vemos acontecer na nossa realidade é o contrário. Depois de ver o anuário fica intrigado com essa sociedade dos poetas mortos e decide perguntar ao professor do que se tratava. os professores é quem mata subjetivamente seus alunos. a cada voz que é calada. Neil acaba se sentindo sufocado pelas pressões do pai e sentindo que nunca conseguiria realizar seus sonhos e se suicida. Por fim. Podendo também ser considerado uma crítica aos regimentos que ainda são adotados hoje em muitas instituições de ensino. e aos poucos. . Neil começa a reagir ao controle paterno e decide participar da peça teatral. Hoje. Keating explica que foi o nome escolhido por um grupo de jovens da sua época que se reuniam para apreciar e escrever poesias. Nossos alunos são poetas vivos. Sabendo disso. com ambições próprias. Todos eles remetiam a ideia de potencial para realização pessoal. Em meio a essas reuniões secretas. a cada sonho que nem deixamos nascer. o professor passou a ser um ídolo de seus alunos. Weir provocou com esse filme uma discussão que vai além do certo e do errado. porque estão subjugados a serem o que o sistema quer que eles sejam. a vida continuava para cada um dos rapazes. Neil decide convocar seus colegas e faz nascer uma nova versão da antiga sociedade. mas onde a poesia está morta. Muitos poetas do romantismo norte-americano são destacados no filme. onde o professor não ousa desafiar seus alunos a construírem suas histórias da melhor maneira possível.

2) apresentação breve da obra – tema abordado pelo livro ou texto que se está resenhando.). assim. qual o panorama cultural. estrofes. autor. construindo. ano de publicação. mas não sabem que a poesia é algo que deve nascer no coração. Um filme digno de ser assistido. 3) resumo – nesta parte. então não esqueça de mencionar sua formação. Weir ao produzir “Sociedade dos Poetas Mortos” combinou crítica. 6) Assinatura e identificação do resenhista – é importante que o leitor saiba quem é você para estar falando de determinado assunto. econômico e político em que ela foi escrita. entre outros aspectos que podem ser analisados. referências sobre o autor (sua formação. O resumo deve ser escrito como se o próprio autor do texto o estivesse fazendo. Importante salientar que no resumo (como vimos) não se usam expressões como “segundo o autor…”. Para isso. só que se enfatizam apenas as ideias centrais. qual a relevância do tema. a recomendação não é uma regra. sensibilidade e proporcionou uma reflexão de como estamos escrevendo nossas histórias e se é assim que gostaríamos que tivesse. apresenta-se ao leitor a descrição do conteúdo da obra na forma de um resumo com as suas ideias centrais. Se você não concorda com as ideias desenvolvidas pelo autor. de forma concisa (de 3 a 5 parágrafos). métricas. das escolas de pensamento às quais se vincula. Resumindo. não precisa recomendar só pra cumprir o protocolo.estão acostumados a estudar rimas.etc. social. 4) Análise crítica – aqui é a vez de o resenhista analisar criticamente a obra em questão. o que traz de novo. áreas de interesse. bom-senso. com um roteiro muito bem escrito e com personagens cheios de personalidade. o seu posicionamento acerca da atualidade e originalidade da obra. . 5) Recomendação da obra – na verdade. sociedade dos poetas mortos é um filme que revela a morte da poesia em poetas ainda vivos. ele pode (e deve) se apoiar em outras obras que versam sobre o mesmo tema. áreas de interesse e alguns detalhes que julgar pertinentes sobre você mesmo. Resenha crítica: Podemos dizer que a resenha crítica é constituída por seis passos: 1) identificação da obra – título.

2. basta ler resenhas veiculadas por boas revistas. Trata-se de um texto informativo. em geral. Trata-se. 3. sem qualquer crítica ou julgamento de valor.. Objetivo da resenha O objetivo da resenha é divulgar objetos de consumo cultural . Resenha-crítica: É um texto que. 6. pois "envelhece" rapidamente. exige que o resenhista seja alguém com conhecimentos na área. etc. Veiculação da resenha A resenha é. por ser em geral um resumo crítico. Por isso a resenha é um texto de caráter efêmero..filmes peças de teatro. veiculada por jornais e revistas. faz uma avaliação sobre ele. em geral. 5. julgando-a criticamente. Quem é o resenhista A resenha. portanto. apontando os aspectos positivos e negativos. de um capítulo. 4. Para melhor compreender este item.livros. de um filme.Como elaborar uma resenha 1. não se trata de um texto longo. de um texto de informação e de opinião. de uma peça de teatro ou de um espetáculo. uma crítica. "um resumão" como normalmente feito nos cursos superiores . Observe-se que. Definições Resenha-resumo: É um texto que se limita a resumir o conteúdo de um livro. pois o objetivo principal é informar o leitor. Extensão da resenha A extensão do texto-resenha depende do espaço que o veículo reserva para esse tipo de texto. O que deve constar numa resenha Devem constar:  O título  A referência bibliográfica da obra  Alguns dados bibliográficos do autor da obra resenhada . uma vez que avalia a obra. muito mais que outros textos de natureza opinativa. também denominado de recensão crítica. além de resumir o objeto.

Veja. conforme os exemplos..) (Veja. O resumo. 20 reais). é um romance metafórico (. O resumo do objeto resenhado O resumo que consta numa resenha apresenta os pontos essenciais do texto e . Exemplo: Ensaio sobre a cegueira. 1995 Título da resenha: Com os olhos abertos Livro: Ensaio sobre a Cegueira (José Saramago) . 1996 8. num "box" ou caixa. 310 páginas. A referência bibliográfica do objeto resenhado Constam da referência bibliográfica:  Nome do autor  Título da obra  Nome da editora  Data da publicação  Lugar da publicação  Número de páginas  Preço Obs. O título da resenha O texto-resenha. e pode ter subtítulo. 13 de março. 25 de outubro. 1995 Título da resenha: Estadista de mitra Livro: João Paulo II . 25 de outubro. tem título. ou síntese do conteúdo  A avaliação crítica 7. 4 de outubro. o número de páginas e/ou o preço. a seguir: Título da resenha: Astro e vilão Subtítulo: Perfil com toda a loucura de Michael Jackson Livro: Michael Jackson: uma Bibliografia não Autorizada (Christopher Andersen) Veja.. Os dados da referência bibliográfica podem constar destacados do texto. 9.Bibliografia (Tad Szulc) . como todo texto.: Às vezes não consta o lugar da publicação.Veja. o novo livro do escritor português José Saramago (Companhia das Letras. 1995).

dos lingüistas. a postura prescritiva. Na introdução os médicos explicam numa linguagem perfeitamente compreensível o que é preciso fazer (e evitar) para manter o coração saudável. na resenha intitulada "Um gramático contra a gramática". a obsessão gramaticalista. torta de ricota. o gramático bate. Como se inicia uma resenha Pode-se começar uma resenha citando-se imediatamente a obra a ser resenhada. salpicão de frango. gramática tradicional e lingüística. torta fria de frango.o relativismo e o absolutismo gramatical. a visão distorcida de que se ensinar a língua é se ensinar a escrever certo. das partes e dos capítulos. 1996). dos professores. empadinhas de queijo. o essencial. Veja exemplo do resumo feito de "Língua e liberdade: uma nova concepção da língua materna e seu ensino" (Celso Luft). sopa fria de cenoura e laranja. purê de mandioquinha. Veja os exemplos: . molhos e sobremesas. do ensino inútil. As receitas de Cozinha do Coração Saudável vêm distribuídas em desjejum e lanches. do irrelevante". pratos principais. entradas. 10.tão comum nas "aulas de português". o esquecimento a que se relega a prática lingüística. textos curtos definem os diferentes tipos de gordura e suas formas de atuação no organismo. com o apoio da Beal. escrita por Gilberto Scarton. crepe de laranja e pêras ao vinho tinto são algumas das iguarias". o ensino útil. risoto com açafrão. acompanhamentos. Receitas para manter o coração em forma "Na apresentação. Bolinhos de aveia e passas. alcatra ao molho frio. Veja o exemplo da resenha "Receitas para manter o coração em forma" (Zero Hora. intencionalmente. "Nos 6 pequenos capítulos que integram a obra. suflê de queijo.seu plano geral. Pode-se também resumir de acordo com a ordem dos fatos. 26 de agosto.uma variação sobre o mesmo tema: a maneira tradicional e errada de ensinar a língua materna. sobre o livro "Cozinha do Coração Saudável". o saber dos falantes e o saber dos gramáticos. produzido pela LDA Editora. bolo de batata. purista e alienada . as noções falsas de língua e gramática. O velho pesquisador apaixonado pelos problemas de língua. saladas e sopas. sempre na mesma tecla . teórico de espírito lúcido e de larga formação lingüística e professor de longa experiência leva o leitor a discernir com rigor gramática e comunicação: gramática natural e gramática artificial. Pode-se resumir agrupando num ou vários blocos os fatos ou idéias do objeto resenhado. a inutilidade do ensino da teoria gramatical.

mas mulher de 12 anos". LDA Editores. 144 páginas (Zero Hora.90 reais). (Veja. apoiada por parte da opinião pública. Mais um exemplo: "Michael Jackson: uma Bibliografia Não Autorizada (Record: tradução de Alves Calado. 540 páginas."Língua e liberdade: por uma nova concepção da língua materna e seu ensino" (L&PM. Alguns dias depois. Observe igualmente o exemplo a seguir . se historicizadas. Outra maneira bastante freqüente de iniciar uma resenha é escrever um ou dois parágrafos relacionados com o conteúdo da obra.resenha sobre o livro "Cozinha do Coração Saudável". e o medievalista francês Jean-Claude Schmitt. Essas e outras discussões muito atuais sobre a população jovem só podem pretender orientar comportamentos e transformar a legislação se contextualizadas.traz elementos interessantes. relativizadas. da Universidade de Veneza. que chega às livrarias nesta semana. 4 de outubro. da École des Hautes Études em Sciences Sociales . 23 de agosto. 12 de julho. Enfim. segundo a qual 73 milhões de menores entre 10 e 14 anos de idade trabalham em todo o mundo. Receitas para manter o coração em forma . é o melhor perfil de astro mais popular do mundo". o ensino da gramática em sala de aula. O que é ser jovem Hilário Franco Júnior Há poucas semanas. traz um conjunto de idéias que subvertem a ordem estabelecida no ensino da língua materna. considerou tal veredito como a aceitação de "novidades imorais de nossa época". 29. o modernista italiano Giovanno Levi. escrita por Hilário Franco Júnior (Folha de São Paulo. 1995. 112 páginas). foi que "hoje em dia não há menina de 12 anos. para outros um fato normal em certos quadros sócioeconômico-culturais. E para isso a "História dos Jovens" . A argumentação do magistrado. gerou polêmica a decisão do Supremo Tribunal Federal que inocentava um acusado de manter relações sexuais com uma menor de 12 anos. veementemente.organizada por dois importantes historiadores. Para alguns isso é uma violência. 1996). 1995). do gramático Celso Pedro Luft. Outra parcela da sociedade. por sua vez. Observe o exemplo da resenha sobre o livro "História dos Jovens" (Giovanni Levi e Jean-Claude Schmitt). as opiniões foram novamente divididas diante da estatística publicada pela Organização Mundial do Trabalho. 1996). por combater.

crepe ou bolo sem usar ovo. . é uma escritora canadense famosa por sua literatura de tom feminista. A postura crítica deve estr presente desde a primeira linha. O livro começa com uma página inteira de agradecimentos. Já publicou 25 livros entre poesia. 11. e José Ernesto dos Santos. sob orientação e supervisão dos cardiologistas Tânia Martinez. Exemplos de resenhas Publicam-se a seguir três resenhas que podem ilustrar melhor as considerações feitas ao longo desta apresentação. 56. 12. Ou fazer uma polentinha crocante. Há. Cozinha do Coração saudável traz receitas compiladas por Solange Patrício e Marco Rossi. agressivo. uma avaliação ou crítica. etc.também se tornam objetos de críticas por parte dos "criticados" (diretores de cinema. A crítica A resenha crítica não deve ser vista ou elaborada mediante um resumo a que se acrescenta. Os pratos foram testados por nutricionistas da Cozinha Experimental Van Den Bergh Alimentos. etc. Globo). é mais conhecida pelo romance "A mulher Comestível" (Ed. respeitoso.). evidentemente.Entre os que se preocupam com o controle de peso e buscam uma alimentação saudável são poucos os que ainda associam estes ideais a uma vida de privações e a uma dieta insossa. que consultou para construir o "pano de fundo" de seu texto.como os críticos em geral . prosa e não-ficção. Comprar tudo pronto no supermercado ou em lojas especializadas é barbada. Deve ser lembrado que os resenhistas . procedimento normal em teses acadêmicas. resultando num texto em que o resumo e a voz crítica do resenhista se interpenetram. bolinhos de arroz e croquetes sem apelar para a frigideira cheia de óleo. ao final. que leva o leitor a interessar-se pela leitura. A escritora agradece desde aos livros sobre guerra. até a uma parente. Os adeptos da alimentação de baixos teores já sabem que substituições de ingredientes tradicionais por similares light garantem o corte de calorias. Lembra também aqueles discursos que autores de cinema fazem depois de receber o Oscar. presidente do departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia e professor da faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. numerosas outras maneiras de se iniciar um texto-resenha. No Brasil. Atwood se perde em panfleto feminista Marilene Felinto Da Equipe de Articulistas Margaret Atwood. "A Noiva Ladra" é seu oitavo romance. A leitura (inteligente) desse tipo de texto poderá aumentar o leque de opções para iniciar uma recensão crítica de maneira criativa e cativante. escritores. O livro Cozinha do Coração Saudável apresenta 110 saborosas soluções para esses problemas. A coisa complica na hora de ir para a cozinha e acertar o ponto de uma massa de panqueca. Produzido pela LDA Editora com apoio da Becel. açúcar e gordura com a preservação (em muitos casos total) do sabor. que revidam os ataques qualificando os "detratores da obra" de "ignorantes" (não compreenderam a obra) e de "impulsionados pela má-fé". O tom da crítica poderá ser moderado. mas não em romances. pesquisadora e professora da Escola Paulista de Medicina.

"his" (dele) e story (estória). a intolerância. catapultas. porque "há poucas personagens mulheres fora-da-lei". especialista em guerras e obcecada por elas. a antogonista Zenia não se sustenta. a não ser talvez na descrição do interesse da personagem Tony pelas guerras. nos anos 80. etc. prevalecem as artificiais inserções de fundo histórico. Isso fará dele um grande papa? . o único não-italiano nos últimos 456 anos? Um conservador ou um progressista? Bom ou mau pastor do imenso rebanho católico? Sobre um ponto não há dúvida: é um hábil articulador da política internacional. especialmente a Teologia da Libertação. sem pé nem cabeça. tem nome de homem (é apelido para Antônia) e é professora de história. trabalho. panfletárias. assunto de homens: "Historiadores homens acham que ela está invadindo o território deles. A personagem Tony. efeito da pesquisa que a escritora . Zenia funcionaria como superego das outras. Estadista de mitra Na melhor bibliografia de João Paulo II até agora. o sexo seguro.eis a leitura mais profunda que se pode fazer desse romance nada surpreendente e muito óbvio no seu propósito. A narrativa desmorona. sua história não emociona. a mensagem rabiscada na parede do banheiro: "Herstory Not History". tornou mais dramáticos os conflitos teológicos com os padres e os fiéis por suas posições inflexíveis sobre o sacerdócio da mulher. mas soam apenas ingênuas: "Há só uma coisa que eu gostaria que você lembrasse. casamento e muita "reflexão feminina" sobre a infância.Lenore Atwood. de quem tomou emprestada a (original? significativa?) expressão "meleca cerebral". por exemplo. construídas com certa solidez -.em tom cerimonioso na página de agradecimentos .se orgulha de ter realizado. aviões e bombas em paz". cinqüentonas que vivem infernizadas pela presença (em "flashback") de outra amiga. Pouparia precioso tempo ao leitor bocejante. o aborto. ser reduzidas a 150. A sugestão contida no trocadilho é a de que se altere o "his" para "her" (dela). É uma voz poderosa contra o racismo.ao contrário das demais personagens. mas por outro lado. trocadilho que indicaria o machismo explícito na palavra "História". a doutrina social. É a história de três amigas. Roz e Charis. flechas. Segundo a própria Atwood. Vilã meio inverossímel . As intervenções do discurso feminista são claras. jantares. sem qualquer problema. começam as quase 500 páginas que poderiam. no meio do texto ficcional. mas não conseguiram. o amor. sua maldade não convence. Mesmo aí. Tudo isso narrado da forma mais achatada possível. a partir desse defeito central. Tony. a progressiva falta de sacerdotes. o propósito era construir. inescrupulosa "femme fatale" que vive roubando os homens das outras. Não resolveu as questões pastorais mais angustiantes da Igreja Católica em nosso tempo . As histórias individuais de cada personagem são o costumeiro amontoado de fatos cotidianos. Zenia. a partir da sua atuação na crise da Polônia. o consumismo e todas as formas autodestrutivas da cultura moderna. disfarçadas de ironia e humor capengas. a forma de pôr em prática a opção da igreja pelos pobres -. Ou então. foi uma das figuras-chave na desarticulação do socialismo no Leste Europeu. o planejamento familiar. porque em inglês a palavra pode ser desmembrada em duas outras. uma personagem mulher "fora-da-lei". imagem do que elas gostariam de ser. e deveria deixar as lanças. o jornalista Tad Szulc dá ênfase à atuação política do papa Ivan Ângelo Como será visto na História esse contraditório papa João Paulo II. Outras alusões feministas parecem colocadas ali para provocar riso. fuzis.a perda de fiéis. com Zenia. sem maiores sobressaltos. a noiva ladra. os homens têm essa química o tempo todo". reflexo de seus questionamentos internos . almoços. Sabe essa química que afeta as mulheres quando estão com TPM? Bem. portanto. Feitos os agradecimentos e dadas as instruções.

. dirá mais tarde um amigo). bastante atual. Agora o demônio. caloroso. Fez dobradinha com o general dirigente polonês Jaruzelski contra Brejnev. datilografando com dois dedos. silenciou os teólogos Schillebeeckx (belga). mostra como ele reorganizou a Igreja. reduziu o espaço pastoral de dom Arns (brasileiro). Häring (alemão) e Gutiérrez (peruano).. viajou com o papa. entretanto. acompanha a carreira (não propriamente a vida) do personagem até o fim de janeiro de 1995. O autor. e termina com sus luta atual contra o demônio pós-comunista. beatificou rapidamente seu criador. comeu com ele no Vaticano. dos evangélicos e pentecostais. aos seus tempos de goleiro no time do ginásio ""um mau goleiro". mas é gentil. Um homem que reza sete horas por dia. ano em que foi publicado. é o capitalismo selvagem e o "imperialismo contraceptivo" dos EUA e da ONU. volta à sua infância. discute suas posições conservadoras sobre a Teologia da Libertação e as comunidades eclesiais de base. ajudou a Opus Dei a se estabelecer na Polônia. 34 reais) toca em todos esses aspectos com profissionalismo e competência. apoiou decididamente o sindicato clandestino polonês. um ex-correspondente internacional e redator do The New York Times. na América Latina. Em meio à política.Bibliografia (tradução de Antonio Nogueira Machado. Boff (brasileiro). Tad Szulc. fraterno. franco . Nota que João Paulo II elevou a Opus Dei à prelatura pessoal enquanto expurgou a Companhia de Jesus por seu apoio à Teologia da Libertação. não se desvia do seu alvo nem quando vê um assunto saboroso como a Cúria do Vaticano. não pinta o retrato. cresce jornalisticamente no capítulo sobre a eleição desse primeiro papa polonês. o perigo mortal para a humanidade. não tanto espectadores. de aceitar a sua opinião: "É difícil não gostar dele". só faz o esboço. alguém que acha que tem uma missão e não quer dividi-la. que diz estar cheia de puxa-sacos e fofoqueiros com computadores. abrindo o primeiro país socialista. Szulc. O perfil desenhado por Szulc é o de um político profundamente religioso. Talvez seja. faltas e rumores. nos quais contabilizam trocas de favores. É um livro de correspondente internacional. tem-se uma tese. com os olhos firmemente fechados. que abriu o resto. então. descreve sus brilhante carreira intelectual e religiosa.. alerta para a penetração. A participação comunitária e o autogoverno religioso que existia nas CEBs motivavam mais a população. Pohier e Curran. porém persegue seu objetivo como um míssil e atinge o alvo. Temos. autoritário. que é contra o "moderno" na moral. que o próprio Vaticano chama de "seitas arrebatadoras". Jamari França e Silvia de Souza Costa. Entretanto. Szulc. na América latina. entrevistou mais de uma centena de pessoas. descreve sua decisiva atuação na política do Leste Europeu. levou dois anos para escrever esse catatau em uma máquina manual portátil. absolutista de discurso democrático. alegre. monsenhor Escrivã. que prefere perder a transigir. faz um bom resumo da História da Polônia e sua opção pelo Ocidente e pela Igreja Católica Romana (em vez da Ortodoxa Grega. a ajuda à Opus Dei (a quem depois João Paulo II daria todo o apoio). que dominava os vizinhos do Leste). com o viés da política internacional. teimoso. demora-se demais nos meandros da política do bispo e cardeal Wojtyla. conta que ele decidiu ser padre em meio ao sofrimento pela morte do pai. Talvez seja assim também com relação ao que acontece com as religiões cristãs no nosso continente. pode-se vislumbrar o homem Karol Wojtyla.O livro começa descrevendo a personalidade de João Paulo II. a derrocada do comunismo. 472 páginas. localiza aí sua simpatia pelos judeus. fala da relação mística de Wojtyla com o sofrimento. cassou o direito de ensinar dos padres Küng. Opus Dei . Acrescentando-se a isso o lado litúrgico dos evangélicos que satisfaz o desejo dos fiéis de serem atores no drama místico. a Solidariedade. usa com freqüência aqueles ganchos e frases de efeito que adornam o estilo jornalístico. O próprio Gorbachev reconhece: "Tudo o que aconteceu no Leste Europeu nesses últimos anos teria sido impossível sem a presença deste papa". Francisco Alves. Como um militar brasileiro dos anos 60. CEBs. com cautela. O livro. O sutil jornalista Gay Talese não perderia um prato desses. Szulc está sempre atento às ações políticas do papa. devoto de Nossa Senhora de Fátima e do mártir polonês São Estanislau e que acredita no martírio e na dor pessoais para alcançar a graça. Szulc não é literariamente refinado como seus colegas Gay Talese ou Tom Wolfe. destaca a complacência de Pio XII com o nazismo. o escritor-míssil. Em contrapartida. agrados.O livro do jornalista polonês Tad Szulc João Paulo II .

o saber dos falantes e o saber dos gramáticos. 1995. as noções falsas de língua e gramática. a visão distorcida de que se ensinar a língua é se ensinar a escrever certo. o ensino útil. tem o mérito de reunir. Essa fundamentação lingüística de que lança mão . um processos espontâneo. natural. nomenclaturista e alienante. 112 páginas) do gramático Celso Pedro Luft traz um conjunto de idéias que subverte a ordem estabelecida no ensino da língua materna. o ensino da gramática em sala de aula. liberto de preconceitos e do artificialismo do ensino definitório.uma variação sobre o mesmo tema: a maneira tradicional e errada de ensinar a língua materna. como crescer.têm ao se depararem com uma obra de um autor de gramáticas que escreve contra a gramática na sala de aula. dessa propensão inata pela linguagem. inutilidade do ensino da teoria gramatical. puristas . teórico de espírito lúcido e de larga formação lingüística e professor de longa experiência leva o leitor a discernir com rigor gramática e comunicação: gramática natural e gramática artificial.sustenta a tese do Mestre. o essencial. o esquecimento a que se relega a prática lingüística. automático. numa mesma obra. gramatiqueiros. gramática tradicional e lingüística. imanente ao ser humano. antes de tudo. Nos 6 pequenos capítulos que integram a obra. dos professores. veemente. dos lingüistas. É. um fato natural.tão comum nas "aulas de português". a postura prescritiva. Embora Língua e Liberdade do professor Celso Pedro Luft não seja tão original quanto pareça ser para o grande público (pois as mesmas concepções aparecem em muitos teóricos ao longo da história). o aluno poderá ter a palavra.Um gramático contra a gramática Gilberto Scarton Língua e Liberdade: por uma nova concepção da língua materna e seu ensino (L&PM. do irrelevante.vítimas do ensino tradicional . inevitável.traduzida de forma simples com fim de difundir assunto tão especializado para o público em geral . o gramático bate. do ensino inútil. o relativismo e o absolutismo gramatical. e o leitor facilmente se convence de que aprender uma língua não é tão complicado como faz ver o ensino gramaticalista tradicional. purista e alienada . por combater. a obsessão gramaticalista.e os professores de português . . para desenvolver seu espírito crítico e para falar por si. O velho pesquisador apaixonado pelos problemas da língua. intencionalmente.teóricos. Consciente desse poder intrínseco. convincente fundamentação que lhe sustenta a tese e atenua o choque que os leitores . sempre na mesma tecla .