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Varginha/MG

Guia de Estudo – FÍSICA I

1

531
S237g SANTOS, Jander Pereira dos.
Guia de Estudo – FÍSICA I. – Unid. 1 a 4 –
Jander Pereira dos Santos. Varginha: GEaDUNIS/MG, 2007.
92p.
1. Mecânica. 2. Vetores. 3. Energia. I.
Título.

Guia de Estudo – FÍSICA I

2

Ms. Débora Cristina Francisco Barbosa Jacqueline Aparecida da Silva Prof. Tomás Dias Sant’ Ana Supervisor Técnico Prof. Simone de Paula Teodoro Moreira Coord. Vera Lúcia Oliveira Pereira Revisão ortográfica / gramatical Profª. Ms. Wanderson Gomes de Souza Coord. César dos Santos Pereira Equipe de Tecnologia Educacional Profª. do Núcleo de Desenvolvimento Pedagógico Profª. Especialista (Pós-Graduação) em Matemática e Ensino pelo UNIS-MG e Mestre em Estatística pela Universidade Vale do Rio Verde UNINCOR-MG. Guia de Estudo – FÍSICA I 3 . Lázaro Eduardo da Silva Autor JANDER PEREIRA DOS SANTOS Graduação de Licenciatura em Matemática pelo UNIS-MG. do Núcleo de Recursos Tecnológicos Profª. Maria José Dias Lopes Grandchamp Design/diagramação Prof.REITOR Prof. Ms. Stefano Barra Gazzola GESTOR Prof.

uma tarefa ou uma prática para ser realizada. Indica uma aplicação prática de uso profissional ligada ao que está sendo estudado. sejam de idéias. PESQUISE. Indica que você deve refletir sobre o assunto abordado para responder a um questionamento. EXEMPLO. Aponta uma observação significativa. uma situação ou conceito que está sendo descrito ou estudado. Indica um conjunto de ações para fins de verificação de uma rotina ou um procedimento (passo a passo) para a realização de uma tarefa. Apresenta informações adicionais sobre o tema abordado de forma a possibilitar a obtenção de novas informações ao que já foi referenciado. Indica um link (ligação). CONCLUSÃO. CHECKLIST ou PROCEDIMENTO. Indica a necessidade de rever conceitos estudados anteriormente. PENSE. Todas as conclusões. Guia de Estudo – FÍSICA I 4 . SAIBA MAIS. IMPORTANTE. Esse ícone será usado sempre que houver necessidade de exemplificar um caso. REVENDO. Este ícone indica que há um exercício. partes ou unidades do curso virão precedidas desse ícone. Indica a exigência de pesquisa a ser realizada na busca por mais informação. seja ele para outra página do módulo impresso ou endereço de Internet. Indica textos de referência utilizados no curso e também faz sugestões para leitura complementar.TABELA DE ÍCONES REALIZE. Fique atento a ele. SUGESTÃO DE LEITURA. Pode ser encarado como um sinal de alerta que o orienta para prestar atenção à informação indicada. APLICAÇÃO PROFISSIONAL. HIPERLINK. Determina a existência de atividade a ser realizada.

................................................................................... 13 Movimento ................................................. 30 3..................) ............................V.................................................................................... 40 Guia de Estudo – FÍSICA I 5 ................................................................................ 19 Velocidade Média .................. 11 O Sistema Internacional de Unidades (SI) ............................................................................................................................................... 25 2º Caso ......................................SUMÁRIO CARTA DE APRESENTAÇÃO ..................... 14 Referencial...................................................1 Determinação das funções da velocidade e da aceleração partindo da função da posição: .....................................................): .. 20 UNIDADE 2 ........ 15 Deslocamento Escalar ........................... 29 3º Caso ............ 37 Equação de Torricelli ......................................MOVIMENTO EM UMA DIMENSÃO ...................................... 14 TRAJETÓRIA ................................................................2 Determinação das funções da Velocidade e da Posição partindo da função de Aceleração.............................Movimento Uniformemente Variado (M..................... 8 A DISCIPLINA FÍSICA I ................................................................................................... 10 UNIDADE 1 .......Movimento Uniformemente Variado (M...................................................................V) ...............U............................................................ 9 OBJETIVOS .............. 16 Velocidades ...................................... 7 INTRODUÇÃO ............................. 34 Retornando ao 2º Caso (M........................................................................................U............................................................................. ........................................................................ 25 1º Caso – Movimento Uniforme................................................................................................................................... 19 Exercícios ............................. 38 Lançamento Vertical e Queda Livre ...................................................U........................... ................................................................................................................................................. 14 Espaço (S) .................................CONCEITOS DE MEDIDAS E INTRODUÇÃO À CINEMÁTICA ................. 30 3................................................................. 13 Ponto Material ...................................................................V.......................................................................... 8 EMENTA ................................................................................... 28 2............................................................2 ...........................................Movimento Variado (M...............V......................................................... 9 AVALIAÇÃO .......................................................... 12 INTRODUÇÃO À CINEMÁTICA .......) .........

.............................Regra do polígono: ...................................................................................... 51 UNIDADE 3 .......................................W)...................................................................................................................................... 76 Aceleração Instantânea ...........U..................................................................................................... 75 Aceleração Média ............................................................................................Exercícios de M........... 55 Decomposição de Vetores ........................U..................................................................................................................... 48 Lista de Exercícios de movimento variado ................................................................................. 74 Velocidade Instantânea .........V) ...... ................................................... 73 Posição ..................... ............. 77 Velocidade instantânea a partir da aceleração e posição a partir da velocidade instantânea.................................V..........................................Adição de Vetores ........................................................................................................................................................... 55 Cálculo para soma e subtração de dois vetores .......................................... 67 UNIDADE 4 ....................................... 80 REFERÊNCIAS ......................................... 54 Operações com Vetores: ...............................................................................................................................................................................................MOVIMENTO EM DUAS E TRÊS DIMENSÕES.................................................. 61 MULTIPLICAÇÃO ....... 59 Vetor Unitário .......................... 64 2º O Produto Escalar ou Interno de Dois Vetores V E W (V........................... 64 3º Produto Vetorial ............................. 55 ...................................... e M.. 73 Deslocamento ................................... 44 Exercícios de Lançamento vertical e queda livre . 55 1 .......................................... 78 Movimento de Projéteis .......................................................................................................................................VETORES .......................................................... 74 Velocidade Média ......................................................................................................................................... 64 1º Número Real X Vetor ( n............................................. 73 Guia de Estudo – FÍSICA I 6 ..........................

para que seja bem sucedido. Composto de textos. nas disciplinas que achamos abstratas. O Guia de estudos é uma das ferramentas que usaremos para esta orientação e medição. No entanto. cartas e guias de orientação de aprendizagem. você é o agente principal do processo. Neste modo de aprendizado. instrumentos de avaliação. atividades. o conteúdo foi cuidadosamente selecionado e apresentado de modo a permitir que sua aprendizagem aconteça de forma simples e agradável. Bons estudos! Um abraço. Sugerimos que leia a parte introdutória do Guia e depois realize cada uma das atividades propostas. oferecida através da modalidade EaD – Educação a Distância. foi especialmente elaborado para sua auto-aprendizagem. o Guia de Estudos é um material auto-instrutivo. orientaremos e mediremos suas atividades de aprendizagem de forma que nossas expectativas sejam cumpridas.Unidade de Gestão em Educação a Distância Guia de Estudo – FÍSICA I 7 . Ms Jander Pereira dos Santos e Equipe GEaD . é uma excelente oportunidade para esclarecermos dúvidas as quais nos deparamos no curso. publicando-as no Ambiente Virtual de Aprendizagem. Prof. ou seja. Conseguimos este envolvimento entre as disciplinas sem preocuparmos com horários e com auxílio de outras pessoas. Sem abrir mão da complexidade dos temas propostos.CARTA DE APRESENTAÇÃO Bem-vindo! A disciplina de Física I.

bem solidificado. através do conhecimento. além de contribuir para a formação de uma nova maneira de pensar e de agir diante de situações problemas. Na Física I. com o objetivo de compreender as leis da natureza e saber utilizar esses recursos na demonstração da utilidade das equações matemáticas no dia-a-dia. há uma infinidade de aplicações concretas. não podemos nos iludir com as fantasias que estão sempre tentando nos enganar. Neste primeiro momento. Este novo mundo parece tão diferente pela quantidade de oportunidades que aparecem. estudaremos os conceitos que envolvem toda a mecânica e será desenvolvida de acordo com a ementa comentada abaixo: Guia de Estudo – FÍSICA I 8 . Desejamos que você aproveite ao máximo esta nova oportunidade que está sendo inserida em sua vida. os alunos conseguem aplicar a matemática na realidade que nos rodeia isso. A disciplina de Física apresenta-se como uma disciplina fundamental em um curso de Licenciatura.INTRODUÇÃO Iniciar em uma vida acadêmica é como nascer novamente em um mundo diferente do que conhecemos. porém. que a Física possa ser bem mais que uma disciplina. O papel da disciplina de Física é o de promover o desenvolvimento intelectual do aluno. que não cumpriram bem seu papel acadêmico. uma nova oportunidade em sua vida profissional. Através dos conceitos teóricos de Física. serão apresentados conceitos básicos da Ciência que possibilitam um melhor desempenho em outros conteúdos. faz com que o aluno perceba que. Geralmente estas fantasias são as pessoas. dos conceitos físicos. por trás da abstração matemática. e em especial. A DISCIPLINA FÍSICA I Dentro do curso de Licenciatura a Física contribui para a interpretação de conceitos matemáticos que parecem abstratos aos alunos. e estão sempre tentando convencer outras pessoas de que ocorrerá o mesmo com elas.

3. 7.  reconhecer as relações do desenvolvimento da Física com outras áreas do saber.Movimento em uma dimensão Deslocamento – Velocidade – Aceleração – Movimento com aceleração constante.  descrever e explicar fenômenos naturais.Leis de Newton As três Leis de Newton – Força – Massa – Peso – Força de atrito e de arraste – Forças no movimento circular.EMENTA 1. você seja capaz de:  demonstrar domínio dos princípios gerais e fundamentais de Física. 4.Conservação de Energia Forças conservativas e não-conservativas – A conservação de energia. 2. habilidades e atitudes que se espera desenvolver no aluno. na descrição de procedimentos de trabalhos e na divulgação de seus resultados.Equilíbrio Requerimentos para o equilíbrio. 6. Centro de gravidade. Guia de Estudo – FÍSICA I 9 . Equilíbrio estático. ao final de nossa trajetória. formular e encaminhar soluções de problemas físicos. Velocidade e Aceleração – Lançamento oblíquo. o que pretendemos é que. 8.  saber diagnosticar.Medidas em Física Sistema de Unidades – Notação Científica – Ordem de Grandeza.  utilizar a linguagem científica na expressão de conceitos físicos.Rotação Variáveis rotacionais – Energia Cinética de rotação – Torque – Momento angular – Conservação do movimento angular.Movimento em duas e três dimensões Vetor deslocamento. Elasticidade OBJETIVOS Os objetivos de uma disciplina correspondem à projeção de competências. Assim.Trabalho de uma força Trabalho em uma dimensão – Trabalho e energia cinética – Trabalho e energia em três dimensões – Potência. 5.

ficando a cargo do aluno resolvê-los ou não. existe uma tabela de valorização para as entregas das atividades. Dias de atraso Valor das atividades 0 Até 100 % Até 3 dias Até 90 % Entre 4 e 7 dias Até 80 % Após 7 dias Não serão mais aceitas a atividades Observações:  Os trabalhos deverão ser desenvolvidos pelo aluno. porém não serão todos avaliados.  através de provas. no entanto. Alguns deles servirão. não podendo este copiar de outros alunos ou Internet.  através de sua auto-avaliação. estarei a disposição para esclarecer quaisquer dúvidas. há vários exercícios.  de acordo com sua participação no fórum. Guia de Estudo – FÍSICA I 10 . durante o estudo e desenvolvimento das tarefas. a serem realizadas presencialmente conforme calendário divulgado.  No Guia de Estudos. apenas. Como as atividades possuem data limite para conclusão.  Como mencionado anteriormente.AVALIAÇÃO Você será avaliado:  de acordo com sua participação nas atividades propostas. o guia é auto-instrutivo e tem a finalidade de dar suporte aos alunos. de suporte aos estudos.

. massa. você notará que a Física.. procura como característica a medição. etc.).1: TABELA 1.m/s POTÊNCIA WATT W (kg. s. cada uma delas possuindo sua unidade de medida (m.1 – Tabela de medidas TIPO DE UNIDADE BASE SUPLEMENTARES DERIVADAS GRANDEZA UNIDADE SÍMBOLO COMPRIMENTO METRO m MASSA QUILOGRAMA kg TEMPO SEGUNDO s CORRENTE ELÉTRICA AMPÈRE A TEMPERATURA KELVIN K QUANTIDADE DE MATÉRIA MOL mol INTENSIDADE LUMINOSA CANDELA cd ÂNGULO PLANO RADIANO rad ÂNGULO SÓLIDO ESTERRADIANO sr ÁREA m 2 VOLUME m 3 VELOCIDADE m/s ACELERAÇÃO m/s2 FORÇA NEWTON N (kg.. observe a tabela 1.. comprimento.m2/s3) .. Guia de Estudo – FÍSICA I 11 . isto é. tempo.. há uma variedade de coisas que podem ser medidas e. ciência fundamental da natureza.CONCEITOS DE MEDIDAS E INTRODUÇÃO À CINEMÁTICA Ao longo das atividades que se seguirão. denominadas de grandezas.. m/s.. por isto.m2/s2) IMPULSO N.s MOMENTO LINEAR Kg. Observe ao seu redor. kg. velocidade. onde quer que você se encontre. .. .m/s2) ENERGIA JOULE J (kg. Estas grandezas podem pertencer a diferentes espécies.UNIDADE 1 .

TABELA 1. Como se pode ver.3 mostra as unidades para as três grandezas fundamentais – COMPRIMENTO. também conhecidas como (MKS).2 – Tabela de Prefixos NOME Exa Peta Tera Giga Mega Quilo Hecto Deca Deci Centi Mili Micro Nano Pico Fentro Atto SÍMBOLO E P T G M K H Da D C M  N P F A POTÊNCIA DE DEZ 1018 1015 1012 109 106 103 102 101 10-1 10-2 10-3 10-6 10-9 10-12 10-15 10-18 O Sistema Internacional de Unidades (SI) Em 1971. TABELA 1.3 – Algumas Unidades Fundamentais (SI). cada prefixo representa uma certa potência de 10 como um fator.2 são também convenientes de serem usados ao lidarmos com medidas muito grandes ou muito pequenas. abreviado como SI por seu nome francês. MASSA E TEMPO – que nós usaremos nessa apostila. a 14ª Conferência Geral sobre Pesos e Medidas escolheu sete grandezas como fundamentais. formando. A Tabela 1. desta maneira. Guia de Estudo – FÍSICA I 12 . Grandeza Nome da Unidade Símbolo da Unidade Comprimento Massa Tempo Metro Segundo Quilograma M S kg As mudanças de unidades de medidas serão feitas nos exemplos. a base do Sistema Internacional de Unidades.Os Prefixos listados na tabela 1. sendo popularmente conhecido como sistema métrico.

será a classificação e a comparação de movimentos. um em relação ao outro. Resumidamente podemos dizer que um corpo está em movimento. dizemos que os dois estão em movimento. líquidos e gases. daremos atenção especial à Cinemática. a porta está em movimento em relação ao professor ou os dois estão em movimento. podemos ter intuitivamente uma idéia do que é movimento e repouso. em relação a um dado referencial. e tudo o que está nele. aparentemente. com a órbita do sol ao redor do centro da galáxia (Via Láctea). Nosso primeiro estudo da Física. Mas esses dois conceitos (movimento e repouso) são relativos: ao dormir você pode estar em repouso em relação às paredes de seu quarto. entretanto em relação ao sol você está em movimento. De um modo geral. se a distância entre o corpo e o referencial aumenta ou diminui com o passar do tempo. Vamos agora apresentar alguns conceitos básicos de Cinemática: Movimento Vamos iniciar a abordagem de um dos primeiros e mais importantes temas da Física: o MOVIMENTO. está em repouso. Observando os corpos a nossa volta. um em relação ao outro. se move com a rotação da Terra. Mesmo aquilo que. Quando um corpo se aproxima ou se afasta de um dado referencial.INTRODUÇÃO À CINEMÁTICA O mundo. Um professor caminhando em direção à porta da sala de aula. com a órbita da terra em torno do sol. chamados de Cinemática. podemos dizer que o professor está em movimento em relação à porta. se move. como uma estrada. A Cinemática é a parte da Mecânica que estuda o movimento dos corpos sem se preocupar com suas causas. etc. dá-se o nome de móvel a qualquer corpo em movimento. Guia de Estudo – FÍSICA I 13 . dentro da Mecânica. Ela interessa-se pelos movimentos de sólidos. A Mecânica tem por finalidade o estudo dos movimentos e das condições de equilíbrio dos corpos. Nesta etapa do curso.

É claro que o repouso e o movimento citados são relativos ao referencial usado. é o desenho descrito pelo móvel durante o percurso. de um referencial. nesse caso. TRAJETÓRIA Trajetória é a linha determinada pelas diversas posições que um corpo ocupa no decorrer do tempo. Então você está em movimento em relação à estrada. o Sol. por exemplo. é chamado de PARTÍCULA. esse corpo. como também se diz de maneira mais cômoda. 1: Sobre o chão de um elevador coloca-se um trenzinho de brinquedo. da linha que ela descreve no espaço. ou. a sua posição em relação à estrada varia com o tempo. dizemos que ela está em repouso. muitas vezes. Guia de Estudo – FÍSICA I 14 . Mas sua posição em relação ao motorista não se modifica. Em problemas de Física. precisamos de um sistema de referência. Quando você viaja de ônibus. O referencial pode ser a Terra. a) Em relação a uma pessoa parada dentro do elevador podemos afirmar que a trajetória é um circulo. você está em repouso em relação ao motorista. isto é. a Terra é uma partícula. A trajetória de um móvel depende do referencial adotado e pode ter uma infinidade de formas. ou seja.Ponto Material É qualquer corpo cujas dimensões geométricas sejam desprezíveis em face da sua trajetória. um corpo. em seu movimento em torno do Sol. O elevador sobe com velocidade constante. um sistema de eixos. dizemos que ela está em movimento. etc. Referencial Para definir a posição de uma partícula. Se a posição da partícula permanecer invariável em relação ao referencial usado. em movimento circular. Se variar com o tempo.

b) Em relação a uma pessoa fixa. mais comumente os naturais. podemos afirmar que a trajetória tem o formato de uma mola. Desenhe a trajetória que o objeto descreve nos seguintes casos: a) Tomando como referencial uma casa fixa na Terra. Guia de Estudo – FÍSICA I 15 . numa estrada de rodagem. 2: Um avião em vôo horizontal abandona um objeto. Por exemplo. espaço (S) é um número real que permite a localização do móvel em sua trajetória. Esse número é colocado em uma reta representada pelos números reais. podemos dizer que espaço é a medida algébrica do segmento que vai da origem da trajetória até o ponto em que se encontra o móvel. a palavra espaço sempre está associada a um número. porém fora do elevador. Trajetória retilínea Espaço (S) Na cinemática escalar. Trajetória parabólica b) Tomando como referencial o piloto do avião. Então. cada marco quilométrico pode ser denominado espaço. Desse modo.

Ele está relacionado com o sentido da trajetória e. evidentemente.4 m SB = 5 m Estes números (-4 m e 5 m) são chamados ESPAÇOS .ORIGEM DOS ESPAÇOS -5 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 6 s (m) SA = . O deslocamento escalar é uma grandeza algébrica que pode ser positiva. com a posição que o corpo ocupa na trajetória. e não deve ser confundida com distância percorrida. S0 Sf S = Sf – S0 Guia de Estudo – FÍSICA I 16 . O deslocamento escalar depende apenas das posições final (Sf) e Inicial (S0) do móvel. Deslocamento Escalar    O deslocamento escalar (S) mede a variação de espaço efetuado pelo móvel em um determinado intervalo de tempo (t). negativa ou nula.note que o sinal do espaço não depende do sentido do movimento do corpo.

Um automóvel sai de A. no exemplo é: 75 km de ida e 75 km de volta. desloca até C.S > 0 Deslocamento positivo S (m) S < 0 Deslocamento negativo As cidades A. Já no deslocamento escalar. b) o deslocamento entre C e B. Determinar: 0 15 45 90 A B C S (km) a) o deslocamento entre A e C.45 km c) S = SA – SA  S = 15 – 15  S = 0 d) A distância percorrida é a soma de todas as posições ocupadas. depois vai até B. em linha reta. Resolução: a) S = SC – SA  S = 90 – 15  S = 75 km b) S = SB – SC  S = 45 – 90  S = . d) a distância percorrida em todo o percurso. c) o deslocamento total. retorna em A. mas. também chamado de DESLOCAMENTO VETORIAL ou somente DESLOCAMENTO. B e C estão situadas na mesma rodovia. d = 150 km Existe uma diferença entre deslocamento e deslocamento escalar. em seguida. esta distância é medida sobre a trajetória. Vejamos um exemplo de deslocamento vetorial: Guia de Estudo – FÍSICA I 17 . O deslocamento é a distância entre a posição final e a posição inicial.

suponha que o móvel prossegue o movimento e retorne depois de C para B. em seguida.Um móvel sai da posição A. c) A distância percorrida entre A e C. b) o deslocamento ou deslocamento vetorial será : s = 3m c) a soma total será (3 + 4 + 4 = 11m) de distância efetivamente percorrida ou espaços percorridos. Importante: Tanto o deslocamento escalar como o deslocamento podem ser negativos. já a distância efetivamente percorrida será sempre positiva. Neste caso. Determine: A B 3m 4m C a) o deslocamento escalar entre A e C. desloca-se até B e. Resolução: a) s = sAB + sBC Pitágoras) b) sAC s = 4m + 3m sAC = s = 7 m s = 5 m c) = ( AB ) 2  ( BC ) 2 (teorema de 16  9 d=7m Ainda no exemplo anterior. Guia de Estudo – FÍSICA I 18 . teremos: a) o deslocamento escalar será s = 3m. b) o deslocamento vetorial entre A e C. desloca até C.

Vm  deslocamento escalar s  Vm  tempo gasto t b) Vetorial: É a razão entre o deslocamento do móvel e o tempo total gasto para deslocá-lo. A unidade mais comum é o quilômetro por hora (Km/h).6 Portanto as transformações ficam da seguinte forma: Guia de Estudo – FÍSICA I 19 . a velocidade escalar média e a velocidade vetorial média ou simplesmente velocidade média: a) Escalar: É a razão entre o deslocamento escalar de um móvel e o tempo TOTAL gasto neste deslocamento. está relacionada com quão rápido um corpo se movimenta. No Sistema Internacional de Unidades (SI). a velocidade é expressa por metro por segundo (m/s). A relação entre Km/h e m/s é: 1km / h  1000m 1  m/ s 3600s 3. Em outras palavras. indicada nos velocímetros dos carros.    deslocamento s Vm   Vm  tempo gasto t Obtemos a unidade de velocidade. utilizados para medir velocidade instantânea. dividindo a unidade de distância pela unidade de tempo.Velocidades É a grandeza vetorial que indica como varia a posição de um corpo com o tempo. Velocidade Média Existem 2 tipos de velocidade média.

quando o disco gira. sendo assim um está em repouso em relação ao outro. 3. ) Dois ônibus se deslocam por uma estrada retilínea com velocidade constante. tendo parado 30 minutos para fazer um lanche. em repouso.6 Km/h m/s  3. 02) Uma formiga A caminha radialmente sobre um disco de vitrola. a) Qual a trajetória da formiga A para um observador. ) A forma da trajetória de uma partícula independe do referencial usado. a) Durante todo o percurso o velocímetro marcou 80 Km/h.6 Exercícios 01) Analise as afirmativas abaixo e marque com V de verdadeiro ou F de falso: ( ( ( ) Uma partícula em movimento em relação a um referencial pode estar em repouso em relação a outro. e) Há duas respostas corretas. d) A velocidade escalar média foi 80 Km/h. b) Durante todo o percurso o velocímetro marcou 60 Km/h. Guia de Estudo – FÍSICA I 20 . do eixo para a periferia. em repouso em relação a ele? 03) Um motorista levou 2 h para ir de Niterói a Friburgo (distância aproximada de 120 km). situada sobre o disco. situado fora do disco? b) Qual a trajetória da formiga A para uma outra formiga B. pois é preciso descontar o tempo que o motorista parou para lanchar. c) A velocidade escalar média foi de 60 Km/h. Marque com x a opção correta.

( ) Um ponto material tem massa desprezível em relação às massas dos outros corpos considerados no movimento. pode ser considerada como ponto material.a. deixa cair seu relógio. 06) Marque com V de verdadeiro ou F de falso: ( ) Denominamos ponto material aos corpos de pequenas dimensões. ( ) Só tem significado falarmos de movimento e repouso de uma partícula se levarmos em consideração um referencial. ( ) Quando um corpo se encontra em movimento. ( ) Velocidade média positiva indica que o ponto material deslocou-se unicamente no sentido positivo. pode ser considerada como ponto material. Guia de Estudo – FÍSICA I 21 .r. é de 180 Km/h. ( ) Deslocamento positivo indica que o ponto material movimentou-se unicamente no sentido positivo da trajetória. ( ) O fato de a coordenada de posição ser negativa indica que o ponto material se desloca contra a orientação da trajetória. 07) Um homem ao inclinar-se sobre a janela do vagão de um trem que se move com velocidade constante. num dado intervalo de tempo. ( ) O movimento da Lua em relação à Terra é diferente do movimento daquele satélite em relação ao Sol. ( ) A forma da trajetória depende do referencial adotado. podemos concluir que estará sempre em movimento em relação a qualquer referencial. Exprima essa velocidade em m/s.04) Marque com V de verdadeiro ou F de falso: ( ) A terra em seu movimento ao redor do Sol. A trajetória do relógio vista pelo homem do trem é (despreze a resistência do ar): a) uma reta b) uma parábola c) um quarto de circunferência d) uma hipérbole e) n. ( ) A coordenada de posição de um ponto material num determinado instante indica quanto o ponto material percorreu até este instante. ( ) A terra em seu movimento em torno de seu eixo. em relação a um dado referencial. 05) A velocidade escalar média de certo ponto material.

Sabendo-se que a distância entre sinais sucessivos (cruzamento) é 200 m e que o intervalo de tempo entre a abertura do sinal seguinte é 12 s. Pode-se afirmar que a velocidade média no trecho MP foi de: a) 36 Km/h b) 40 Km/h c) 37.000 m/s e) 360.000 m/s 09) Um automóvel percorre um trecho retilíneo de estrada.3 Km/h d) 42 Km/h e) n. Saindo às 10 h de A. O trecho MN é percorrido com uma velocidade igual a 20 Km/h e o trecho NP com velocidade igual a 60 Km/h. O trecho NP é o dobro do trecho MN. Qual das seguintes alternativas expressa esta mesma velocidade em m/s? a) 100 m/s b) 600 m/s c) 1.08) A velocidade de um avião é de 360 Km/h.000 m/s d) 6.r. Guia de Estudo – FÍSICA I 22 . encontram sempre os sinais abertos (onda verde). qual a velocidade em que devem trafegar os carros para encontrarem os sinais abertos? a) 30 Km/h b) 40 Km/h c) 60 Km/h d) 80 Km/h e) 100 Km/h 11) Um ponto material move-se em linha reta percorrendo dois trechos MN e NP. onde gasta exatamente 1h para almoçar. Sua velocidade média no trecho AB foi: a) 75 Km/h b) 50 Km/h c) 150 Km/h d) 69 Km/h e) 70 Km/h 10) Numa avenida longa. A seguir prossegue a viagem e gasta mais uma hora para chegar à cidade B. pára às 11 h em um restaurante situado no ponto médio do trecho AB. os sinais são sincronizados de tal forma que os carros. indo da cidade A até a cidade B distante 150 km da primeira. trafegando a uma determinada velocidade.a.

b) a duração da viagem para o automóvel é maior porque a velocidade do automóvel é menor. Sua velocidade é de 3 . e) o tempo que o automóvel gasta no percurso é de 8 horas. então a velocidade média no percurso total será de: 2 V1 V2 / (V1 + V2). d) o tempo que o trem gasta no percurso é de 7 horas. 15) A luz demora 10 minutos para vir do Sol à Terra. 14) Um elétron é emitido por um canhão de um tubo de televisão e choca-se contra a tela após 2 x 10-4s.12) Mostre que se a metade de um percurso for feito com uma velocidade V1 e a outra metade com velocidade V2. c) a duração da viagem para ambos é a mesma. Pode-se afirmar que: a) a duração da viagem para o trem é maior porque a distância a ser percorrida é maior. 13) Um automóvel e um trem saem de São Paulo com destino ao Rio de Janeiro e realizam o trajeto com velocidades médias respectivamente iguais a 80 Km/h e 100 Km/h. Qual a distância entre o Sol e a Terra? Guia de Estudo – FÍSICA I 23 . sabendose que a distância que separa o canhão da tela é 30 cm. O trem percorre uma distância de 500 km e o automóvel de 400 km até atingir o Rio. 105 Km/s. Determine a velocidade escalar média deste elétron.

Quantos quilômetros percorreu a mosca? 17) Um projétil é disparado com velocidade constante de 680 m/s em direção a um alvo fixo. com a velocidade de 15 km/h e vai pousar na testa do segundo cavalo. parte voando em linha reta. puxadas cada uma por um cavalo e andando à velocidade de 5 km/h. Após um intervalo de tempo desprezível. No instante de partida. simultaneamente. duas carroças. determine a distância entre o atirador e o alvo: Guia de Estudo – FÍSICA I 24 . uma em direção à outra. Decorrem 3 segundos desde o instante em que o atirador puxa o gatilho até ouvir o som provocado pelo impacto do projétil contra o alvo. que estava pousada na testa do primeiro cavalo. em direção ao primeiro cavalo até pousar em sua testa. partem.16) De duas cidadezinhas. até que os dois cavalos se encontram e a mosca morre esmagada entre as duas testas. ligadas por uma estrada reta de 10 km de comprimento. E assim prossegue nesse vaivém. parte novamente e volta. uma mosca. Sabendo-se que as ondas sonoras propagam-se com velocidade de 340 m/s. com a mesma velocidade de antes.

s0.U. espaços iguais em intervalos de tempos iguais.UNIDADE 2 . 1.MOVIMENTO EM UMA DIMENSÃO 1º Caso – Movimento Uniforme.1. Resumindo o que foi dito. ao longo de sua trajetória. em que s é o espaço correspondente ao instante t e s0 é o espaço no instante inicial zero. em que se observa o movimento. O movimento de uma partícula é uniforme quando ela percorre. Nesse intervalo de tempo.0. Substituindo S e t em (1) teremos: v s  s0 t 0  s  s0  vt  s  s0  vt Conhecida como equação horária do movimento uniforme (MU). considere que. Para se chegar a essa equação. Determine: a) o espaço inicial e a velocidade. Guia de Estudo – FÍSICA I 25 ..: O movimento uniforme pode ser escrito matematicamente por uma equação que relaciona os espaços do móvel com os instantes de tempo. Um movimento uniforme é descrito por S = 20 + 5 t (SI). a variação de espaço s será s = s . no M. Movimento Uniforme é o que se processa com velocidade escalar constante.Função Horária do M.U. b) a posição do móvel no instante 5 s. até um instante de tempo t qualquer: t = t . a velocidade escalar instantânea “v” é igual à velocidade escalar média “v m”: v  vm  S t Considere o intervalo de tempo t desde o instante inicial 0 (zero).

Resolução: No início.10 t e SB = 15 + 5 t. Determine: a) o instante do encontro.25 t. O sinal () é porque o móvel caminha contra a orientação da trajetória. 5 S = 20 + 25  S = 45 m Um móvel passa pela posição + 50m no instante inicial e caminha contra a orientação da trajetória. b) o instante em que o móvel passa pela origem das posições. b) a posição do encontro. a) S = S0 + v t. A velocidade móvel é v = .25 m/s. sendo assim a função horária será: S = 50 . logo S = 50 + (-25) t. t = 50/25  t = 2 s Dois móveis A e B descrevem movimentos sobre a mesma trajetória e as funções horárias dos movimentos são: SA = 60 .25 t b) A origem das posições é ( S = 0 ).25 t.Resolução: A equação horária do M. 25t = 50 . é: S = S0 + v t Compare com a do exemplo: S = 20 + 5 t a) note que S0 = 20 m e v = 5 m/s b) Queremos saber a posição S = ? no instante t = 5s  Como S = 20 + 5t S = 20 + 5 . Determine: a) A sua função horária. 0 = 50 . no (SI) . Queremos o instante t que isso ocorre: t = ? como S = 50 . Sua velocidade escalar é constante e igual a 25 m/s em valor absoluto.U. Guia de Estudo – FÍSICA I 26 . é fácil concluir que S0 = 50 m.

Resolução: a) No encontro. ao todo. uma vez que a equação horária é para um ponto material? A resposta é muito simples.3  Sa = 30 m Uma composição ferroviária com 19 vagões e uma locomotiva desloca-se a 20 m/s. Se cada composição tem 10 metros.10 . que existe um trem atrás do ponto. Vamos agora à solução do problema. um ponto material bem na frente do trem. por exemplo.10t = 15 + 5t s  e Sb = 15 + 5 t . Sendo o comprimento de cada composição igual a 10 m.10 t 60 . Você fará a função horária deste ponto tendo em mente. sempre. teremos que 5t + 10t = -15 + 60  15t = 45  t=3 d) Para achar a posição de encontro basta substituir t = 3s em qualquer uma das equações horárias: Sa = 60 . 200 metros. basta você imaginar. logo teremos: Sa = Sb como Sa = 60 . ao todo. 200 m 0 Guia de Estudo – FÍSICA I S (m) 27 . Qual o tempo que o trem gasta para ultrapassar: a) um sinaleiro? b) uma ponte de 100 metros de comprimento? Resolução: Observe que o trem tem. 20 composições. o trem tem. Mas como será a equação horária desse trem. os dois móveis deverão ocupar a mesma posição.

a eq. Para que o trem todo ultrapasse o sinaleiro.) 2.1.Movimento Uniformemente Variado (M. Sendo assim a partir do instante em que o ponto entra na ponte. horária será a mesma: S = 20 t . ou seja. ela deverá percorrer 300 metros para que todo o trem saia da ponte.Aceleração Escalar (a): Em movimentos nos quais as velocidades dos móveis variam com o decurso do tempo. Quando o ponto passar por aquele local. teremos S0 = 0. ACELERAÇÃO ESCALAR (a) = taxa de variação da velocidade escalar numa unidade de tempo. para o trem todo ultrapassar a ponte.a) O trem começará ultrapassar o sinaleiro. Porém. logo S0 = 0 ( considere o sinaleiro como origem das posições). Guia de Estudo – FÍSICA I 28 . agora. Logo a eq.U. que é o equivalente para que todo o trem saia da ponte. introduz-se o conceito de uma grandeza cinemática denominada aceleração. o ponto deverá percorrer os 100 metros da ponte mais 200 metros. o início da ponte como sendo a origem das posições. horária ficará sendo : S = S0 + v t  S = 0 + 20t  S = 20t .V. quando o ponto passar pelo sinaleiro. o ponto deverá estar a 200 metros à frente do sinaleiro (S = 200 m). Vamos determinar o tempo para que isto ocorra: S = 20 t  200 = 20 t  t = 200/20  t = 10 s b) Considere. Sendo assim vamos calcular o tempo em que ela alcança a posição de 300 m: 0 S(m) 200 m 100 m S = 20 t  300 = 20 t  t = 300 / 20  t = 15 s 2º Caso .

V) Um movimento no qual o móvel mantém sua aceleração escalar constante. Em conseqüência. 2. é denominado movimento uniformemente variado.ti ). define-se a aceleração escalar média (am) pela relação: am  v t Quando o intervalo de tempo é infinitamente pequeno. a aceleração escalar instantânea (a) e a aceleração escalar média (a m) são iguais. a velocidade escalar aumenta em 2m/s em MÉDIA. com uma variação de velocidade escalar (v = vf .vi ).2 . Guia de Estudo – FÍSICA I 29 . em 5s. As unidades mais utilizadas de aceleração são: No SI m/s2 No CGS cm/s2 Outras km/h2 . km/s2 etc. altera a sua velocidade escalar de 3 m/s para 13 m/s? Resolução: am  v  v0 t  t0  am  13  3 50  am = 2 m/s2 am = 2 m/s2  Esse resultado indica que a cada segundo que passa.Num intervalo de tempo (t = tf . não nula.U. Qual é a aceleração média de um móvel que. a aceleração escalar média passa a ser chamada de aceleração escalar instantânea ( a ).Movimento Uniformemente Variado (M.

2. que é mesma em todo o percurso no caso do M. teremos a = am .Movimento Variado (M. Resolução: Dados: v0 = 20 m/s t=? v = 0 instante em que o móvel pára a = .t  Esta expressão é chamada de equação horária da velocidade de um MUV. quando t é muito pequeno S também é e podemos dizer que a velocidade foi calculada em um ponto.1 Determinação das funções da velocidade e da aceleração partindo da função da posição: O estudo dos movimentos. t v  v0  a. Determine o instante em que o móvel pára. a velocidade média. ou seja: a v t  v  a  t  v  v0  a  t Como t = t – t0.2. em outras palavras: A VELOCIDADE INSTANTÂNEA É A DERIVADA DO ESPAÇO E A ACELERAÇÃO INSTANTÂNEA É A DERIVADA DA VELOCIDADE. até o momento.Equação da velocidade: Como no MUV a aceleração é constante. ou seja.) Nós vimos. 3. Um móvel tem velocidade de 20 m/s quando a ele é aplicada uma aceleração constante e igual a . ambas medidas em um intervalo t. Guia de Estudo – FÍSICA I 30 . Entretanto. à medida que t diminui.t  0 = 20 .2 m/s2 .t  2t = 20  t = 10 s 3º Caso . duas maneira de descrever movimento. quando t é muito pequeno.2 m/s2 v = v0 + a.2.. ou seja.V.I.. passa a ser a velocidade instantânea.U.D. necessita de aplicações de C. chamaremos de t0 o exato momento em que se dispara um cronômetro para registrar o tempo t 0 = 0. podemos dizer que a velocidade é a taxa de variação do espaço e a aceleração é a taxa de variação de velocidade.1 . v – v0 = a .

v é a derivada de S em relação à t. C.Observe o gráfico que ilustra esta aplicação: S Ampliação do ponto tangente dS  0 dt t Observe na ampliação que podemos definir a velocidade média no instante dt dS como v m  . dt O conceito de aceleração instantânea é análogo à velocidade instantânea.O. a taxa de variação se aproxima de um valor limite. É fácil de perceber a segunda afirmação. porém. A. quando temos um intervalo muito pequeno de dt variação (d). na Matemática. posição X tempo da partícula no ponto que representa aquele instante. pois a tan   C. o qual podemos resumir em: v dv d 2 S a  lim   t 0 t dt dt Guia de Estudo – FÍSICA I 31 . ou seja. que em nosso caso é a velocidade instantânea: S dS  t 0 t dt v  lim Pense: v é a taxa com que a posição S está variando com o tempo em um dado instante. dS  . Pense: v em qualquer instante é a declividade da curva (ou coeficiente angular da reta tangente à curva).

esboce em uma trajetória o móvel em estudo.2  12m / s 2 Guia de Estudo – FÍSICA I 32 . A posição de uma partícula no eixo S é dada por S  4  27t  t 3 . as posições nos instantes 1 e 2 segundos. o instante e a posição máxima e/ou mínima em que a partícula alcança.1  6m / s 2 a( 2)  6. portanto: S (1)  4  27.12  24m / s v( 2)  27  3. basta substituir os tempos na equação do espaço. as acelerações nos instantes 1 e 2 segundos. a função da aceleração x tempo. Resolução: a) Vimos que a velocidade é a derivada do espaço. portanto: v(1)  27  3. portanto: a(1)  6. com S em metros e t em segundos. as velocidades nos instantes 1 e 2 segundos. logo temos: v  27  3t 2 b) Vimos que a aceleração é derivada da velocidade.Então a aceleração instantânea é a derivada da velocidade ou derivada segunda do espaço em função do tempo. basta substituir os tempos na equação da aceleração.1  13  22m S ( 2)  4  27. basta substituir os tempos na equação da velocidade.2 2  15m / s e) Para encontrar as acelerações nos instantes 1 e 2.2  2 3  42m d) Para encontrar as velocidades nos instantes 1 e 2. Determine: a) b) c) d) e) f) g) h) a função da velocidade x tempo. logo temos: a  6t c) Para encontrar as posições nos instantes 1 e 2. a velocidade média entre 1 e 2 segundos.

50 . velocidade média é apenas uma média das velocidades e não uma velocidade real. e este instante foi em três segundos após o início. basta aplicar os valores na fórmula: vm  S  42  (22)   20m / s t 2 1 g) Vamos lembrar o que aprendemos em C.: quando queremos os valores máximos e/ou mínimos de uma equação. Para determinar a velocidade média.f) Cuidado. e a posição é dada por: S (3)  4  27. pois não estudamos os tempos negativos. h) t=3s v=0 t=2s v = .42 Guia de Estudo – FÍSICA I .24 m/s t=0s v0 = .15 m/s t=1s v = . dt dS  27  3t 2  0 dt  t  3 segundos Assim o instante em que o móvel ocupa a posição máxima e/ou mínima é em 3 segundos. portanto podemos definir que -50m é a posição mínima à qual o móvel ocupa. o móvel ocupa valores maiores que – 50 m.3  33  50m Vimos na letra c que.22 4 33 . portanto temos que: dS  0 .27 m/s S(m) . devemos derivar a equação que estamos estudando e igualar esta equação a zero. nos instantes 1 e 2.I.D. obtemos os instantes em que a posição é máxima.

no instante t = 3 s. o móvel pára e inverte seu sentido retornado no sentido positivo da trajetória. partindo da equação da aceleração.Observe que. reescrevendo a definição da aceleração como: a dv dt  dv  adt Guia de Estudo – FÍSICA I 34 . Vimos que as funções da velocidade e da aceleração podem ser determinadas a partir da equação da posição. Portanto. Observe um esboço para a trajetória: Para o infinito O gráfico da função horária dos espaços desta partícula é dado por: Espaço S Tempo 3.2 Determinação das funções da Velocidade e da Posição partindo da função de Aceleração. Este procedimento é conhecido como antiderivada ( ou integral ). retornar à equação do espaço. temos S = .40 m e v = + 21 m/s. ou seja. ou seja. Agora. em t = 4 s. retornar à equação da velocidade e partindo desta equação. vamos estudar as operações inversas.

Guia de Estudo – FÍSICA I 35 . podemos definir a função dos espaços de uma partícula pela integral da função da velocidade.Escrevendo a integral dos dois lados temos:  dv   adt ou v   adt  C . Portanto. determine: a) b) c) d) e) f) g) a função da velocidade x tempo. Supondo que a partícula partiu da posição 2 m com velocidade inicial de 3 m/s. podemos definir a função da velocidade de uma partícula pela integral da função aceleração. as velocidades nos instantes 1 e 2 segundos. em que C é a posição inicial do móvel. as acelerações nos instantes 1 e 2 segundos. A aceleração de uma partícula é dada por a  2t  1 . Portanto. Para determinação da função dos espaços. partimos da definição da velocidade como: v dS dt  dS  vdt Escrevendo a integral dos dois lados temos:  dS   vdt ou S   vdt  C . as posições ocupadas nos instantes 1 e 2 segundos. esboce em uma trajetória o móvel em estudo. a função do espaço x tempo. em que C é a velocidade inicial do móvel. no SI. a velocidade média entre 1 e 2 segundos.

84m / s t 2 1 Guia de Estudo – FÍSICA I 36 .1  2  5.2  2  12.a) A velocidade é dada por: v   adt  C  v   (2t  1)dt  C  v  t2 t C v  t2 t 3 Portanto: b) A posição é dada por: S   vdt  C Portanto: c)  S   (t 2  t  3)dt  C  S t3 t2   3t  C 3 2 t3 t2 S    3t  2 3 2 a(1)  2.2  1  5m / s 2 d) v(1)  1  1  3  5m / s 2 v( 2)  2 2  2  3  9m / s e) S (1) 13 12    3.83   6.1  1  3m / s 2 a( 2)  2.83m 3 2 S ( 2)  f) vm  23 2 2   3.67m 3 2 S 12.67  5.

e como a aceleração é constante no M..): Com o conhecimento de movimento variado.U.83 12.U. podemos encontrar as equações do M. ela pode ser colocada fora da integral.V.V. Então obtemos: v  a  dt  C ou v  at  C  v  at  v0  Guia de Estudo – FÍSICA I v  v0  at 37 .U.V.67 S(m) O gráfico da função horária dos espaços desta partícula é dado por: Espaço S Tempo Retornando ao 2º Caso (M. da seguinte forma: Sabemos que v   adt  C .g) t0 = 0 s v0 = 3 m/s 0 t=1s v = 5 m/s 2 t=2s v0 = 9 m/s 5.

neste caso. vem: Guia de Estudo – FÍSICA I 38 . É obtida eliminando o tempo entre as funções horárias da posição e da velocidade. mas é dada por v  v0  at .U. e substituindo na primeira. A equação de Torricelli relaciona a velocidade com o espaço percorrido pelo móvel. na segunda equação.Equação horária da velocidade do MUV. Equação de Torricelli Temos. duas funções que nos permitem saber a posição do móvel e a sua velocidade em relação ao tempo. a velocidade não é constante. então temos que: S   (v0  at )dt  C ou at 2 S  v0 t  C  2 at 2 S  S 0  v0 t  2 at 2 S  v0 t   S0 2  Equação horária dos espaços do M. S  S 0  v0 t  at 2 2 I v  v0  at II Isolando o tempo t. Torna-se útil encontrar uma equação que possibilite conhecer a velocidade de um móvel sem saber o tempo. podemos obter a equação dos espaços da seguinte maneira: Sabemos que S   vdt  C . Com a equação da velocidade. até agora. porém.V.

2t + t2 (no SI) . Resolução: a) A função horária S = -15 . c) Também.2t + t2 é do 2º grau. portanto o móvel está em M. temos que V0 = -2 m/s. t2 S0 = -15 m (o móvel está a 15 metros da origem). Guia de Estudo – FÍSICA I 39 . b) a posição inicial. Pede-se: a) o tipo de movimento.S Equação de Torricelli Um móvel desloca-se sobre uma reta segundo a função horária S = -15 . e) a função v = f(t).S0 v 2  v02  2.S0) Sendo assim.a..2v02 + v2 .v02 + v2 v2 = v02 + 2 a (S .S0) = 2 v0v . d) a aceleração. por comparação.v  v0 De (2) : t  a Substituindo em (1)  v  v0  1  v  v0  s  s0  v0     a    a  2  a  2 vv0  v02 1  v 2  2vv0  v02   s  s0    a 2 a  Reduzindo ao mesmo denominador: 2a(S .2vv0 + v02 2a(S . temos: mas S = S .S0) = . c) a velocidade inicial.V. b) Por comparação:  S = S0 + v0 t + a/2 . f) o instante em que o móvel passa pela origem das posições.U.

Tal aceleração será estudada na Gravitação Universal.t  então a = 2 m/s 2 Substituindo os valores encontrados anteriormente temos que: V = -2 + 2.d) Por comparação.50  1600 = 100 a  a = 16 m/s2 Lançamento Vertical e Queda Livre Quando um corpo é lançado nas proximidades da superfície da Terra. temos: (1/2) a = 1 e) V = V0 + a.a.t ou derivando S. Guia de Estudo – FÍSICA I 40 .a.t. orientada sempre para baixo. ele atinge uma velocidade de 144 km/h. Um carro parte do repouso e. fica sujeito a uma aceleração constante.2t + t2 0 = -15 . f) A origem das posições temos quando S = 0 : S = -15 .2t + t2 Resolvendo a equação temos t b  28   5s 2a 2 só é considerado o tempo positivo. na direção vertical. Determine a aceleração desse carro. Ela existe devido ao campo gravitacional terrestre. Resolução: São dados - v = 144 Km/h = 40 m/s S = 50 m v0 = 0 v2 = v02 + 2. ao final de 50m. S 402 = 02 + 2. temos V = -2 + 2.

acelerado sob a ação da aceleração da gravidade. no movimento vertical. naquele lugar da Terra o valor de g é o mesmo para qualquer corpo em queda livre. refere-se a um movimento de descida. gnormal = 9. que ele retorna ao solo.78039 m/s2) para o pólo (g = 9. podemos considerar o valor de g como o mesmo para todos os lugares da Terra: g = 9. é constante. A expressão queda livre.U. O valor de g. no lançamento vertical. Neste caso.80665 m/s2 Se trabalharmos com dois algarismos. em módulo. 5) As equações. 1) Como a aceleração da gravidade.A aceleração da gravidade não é a mesma em todos os lugares da Terra. Ela varia com a latitude e com a altitude. é. nas proximidades da Terra. quando este alcançar a altura máxima. utilizada com freqüência. sua velocidade será nula (V = 0).8 m/s2 Para facilitar os cálculos. o tempo que ele gasta para atingir a altura máxima é igual ao tempo que ele leva para retornar ao solo. Ela diminui quando se vai da base de uma montanha para o seu cume. nas quais: S = H (altura) a = g (gravidade) Guia de Estudo – FÍSICA I 41 . livre dos efeitos do ar. nosso movimento será uniformemente variado. independentemente do seu peso. 4) Quando o corpo é lançado do solo verticalmente para cima (desprezando a resistência do ar). todos os corpos caem livremente com a mesma aceleração. a velocidade com que ele é lançado também será a mesma. Porém. um M. quando o corpo sobe o movimento é retardado e quando desce é acelerado. forma ou tamanho. são as mesmas do M. 3) Quando lançamos um corpo verticalmente para cima.V. (MUV) 2) Em um mesmo lugar da Terra.83217 m/s2) . Ela aumenta quando se passa do equador (g = 9.V.U. normalmente usa-se g = 10 m/s2 . portanto. Isto é. num lugar situado ao nível do mar e à latitude de 45º. chama-se aceleração normal da gravidade. assim como no lançamento vertical.

Resolução: Adotaremos. teremos: H0 = 0 e g = -10 m/s2 H  20t  5t 2 Guia de Estudo – FÍSICA I 42 .H gt 2 em queda livre : H  2 v 2  v02  2. a trajetória para cima: o movimento em questão é um MUV. como positiva. b) a função horária das velocidades. Um corpo é lançado verticalmente para cima. f) a velocidade do corpo ao tocar o solo. gt 2 a) H  H 0  v0 t  . Desprezando a resistência do ar e admitindo g = 10 m/s 2 . e) o tempo gasto pelo corpo para retornar ao solo.a. com velocidade inicial de 20 m/s.S CUIDADO COM A ORIENTAÇÃO DA TRAJETÓRIA.então temos: v  v0  at at 2 S  S 0  v0 t  2  v  v0  gt  gt 2 H  H 0  v0 t  2  v 2  v02  2. d) a altura máxima atingida em relação ao solo.g. pede-se: a) a função horária das alturas. c) o tempo gasto para o corpo atingir a altura máxima. como V0 = 20 m/s 2 substituindo na eq.

e desprezando as resistências do ar. Guia de Estudo – FÍSICA I 43 . 2 . .t) 0 = 20 t .5 . teremos: 0 = 5t (4 . temos: v = 20 .10 t  V = 20 – 10. Esta observação é válida para qualquer corpo lançado verticalmente para cima. t 10 t = 20  t = 20 / 10 logo t = 2 s d) Substituindo t = 2s em S = 20 t . H = 20 t .5 t2. ou seja: H = 20m e) No solo (S = 0).Velocidade de saída = velocidade de chegada (em módulo). temos: H = 20 . 4  v = 20 . substituindo H = 0 na eq.20.10 t.5 t2 . pois retorna a origem.10 .b) v  v0  gt Substituindo os valores já conhecidos teremos: v  20  10t c) Na altura máxima ( V = 0 ) então: 0 = 20 . mas sempre em relação ao mesmo plano de referência.5 t2   t = 4s f) Substituindo t = 4s em v = 20 .40  v = -20 m/s (negativa porque é contrária ao sentido positivo adotado). 22 então H = 40 .Tempo de subida = tempo de descida. Observe no exemplo anterior que: .

b) 1h 20 min 15s. 2) Uma pessoa lhe informa que um corpo está em movimento retilíneo uniforme. a) O que está indicado pelo termo “retilíneo”? b) E pelo termo “uniforme” ? c) Qual é a expressão matemática que nos permite calcular a distância que este corpo percorre após decorrido um tempo t ? 3) Um set de uma partida de voleibol tem início às 19h25 min e 30s e termina às 20h 5min 15s. ) Um MRU é sempre progressivo. O intervalo de tempo de duração dessa etapa do jogo é de: a) 1h 39 min 46s. ) Um corpo pode estar simultaneamente em MRU em relação a um dado referencial e em repouso em relação a outro referencial. e) 20 min 15s. d) 30min 45s.V.U.EXERCÍCIOS Exercícios de M. Guia de Estudo – FÍSICA I 44 . c) 39min 45s. 1) Marque com V de verdadeiro ou F de falso: ( ( ( ( ) No MRU o móvel percorre espaços iguais em intervalos de tempo iguais. e M. ) Um movimento é uniforme quando sua trajetória em relação a um dado referencial é retilínea.U.

4) Dentre as velocidades citadas nas seguintes alternativas, qual é a maior?
a) 190 m/s
b) 25 m/min
c) 105 mm/s
d) 900 Km/h
e) 7,9 Km/s
5) Um automóvel mantém uma velocidade constante de 72 Km/h. Em 1h e 10min ele
percorre, em Km, uma distância de:
a) 79,2
b) 80
c) 82,4
d) 84
e) 90
6) Dois móveis partem das posições -30m e 10m respectivamente, ambos em MU.
Sabendo-se que a velocidade de A é 18m/s e de B é 6 m/s, qual o instante em que
eles vão se encontrar? Em que posição isto ocorre?

7) A distância de dois automóveis é de 225 Km. Se eles andam um ao encontro do
outro com 60 Km/h e 90 Km/h, ao fim de quantas horas se encontrarão?
a) 1 hora
b) 1h 15 min
c) 1h 30 min
d) 1h 50 min
e) 2h 30 min
8) Dois móveis A e B partem simultaneamente do mesmo ponto, com velocidades
constantes iguais a 6 m/s e 8 m/s. Qual a distância entre eles em metros, depois de
5s, se eles se movem na mesma direção e no mesmo sentido?
a)10
b) 30
c) 50
d) 70
e) 90

Guia de Estudo – FÍSICA I

45

10) Um trem de comprimento 130 metros e um automóvel de comprimento
desprezível caminham paralelamente num mesmo sentido em um trecho retilíneo.
Seus movimentos são uniformes e a velocidade do automóvel é o dobro da
velocidade do trem. Pergunta-se: Qual a distância percorrida pelo automóvel desde
o instante em que alcança o trem até o instante em que o ultrapassa?

11) Duas locomotivas, uma de 80m e outra de 120m de comprimento, movem-se
paralelamente uma à outra. Quando elas caminham no mesmo sentido, são
necessários 20 s para a ultrapassagem e quando caminham em sentidos opostos,
10 s são suficientes para a ultrapassagem. Calcule a velocidade das locomotivas
sabendo que a maior é a mais veloz.
12) Um trem de 150 metros de comprimento, com velocidade de 90 Km/h, leva 0,5
minuto para atravessar um túnel. Determine o comprimento do túnel.

13) Uma partícula passa pelo ponto A da trajetória esquematizada abaixo, no
instante t = 0, com velocidade escalar de 8,0 m/s. No instante t = 3,0 s, a partícula
passa pelo ponto B com velocidade escalar de 20,0 m/s.
A
0

1 2 3 4

B
S(m)

Sabendo-se que o seu movimento é uniformemente variado, a posição do ponto B,
em metros, vale:
a) 25,0
b) 30,0
c) 45,0
d) 50,0
e) 55,0

Guia de Estudo – FÍSICA I

46

14) Dois móveis, A e B, estão numa trajetória retilínea, sendo a função horária das
posições, respectivamente, SA = 8 + 3t e SB = 4t2. Se as unidades estão no SI
(Sistema Internacional), pode-se concluir que:
a) o móvel A apresenta aceleração de 3 m/s2.
b) o móvel B apresenta aceleração de 8 m/s2.
c) o móvel A apresenta movimento uniformemente acelerado.
d) o móvel B apresenta movimento uniforme.
e) os móveis A e B encontrar-se-ão no instante 5 s.

15) A velocidade de um automóvel que viaja para leste é reduzida uniformemente de
72 km/h para 36 km/h em uma distância de 60 m. O tempo necessário, em
segundos, para percorrer essa distância é:
a) 1,8

b) 2,5

c) 3,5

d) 4,0

e) 5,8

16) Ao iniciar a travessia de um túnel retilíneo de 200 metros de comprimento, um
automóvel de dimensões desprezíveis movimenta-se com velocidade de 25 m/s.
Durante a travessia desacelera uniformemente, saindo do túnel com velocidade de 5
m/s. O módulo de sua aceleração escalar, nesse percurso, foi de:
a) 0,5 m/s2

b) 1,0 m/s2

c) 1,5 m/s2

d) 2,0 m/s2

e) 2,5 m/s2

17) Um carro está viajando numa estrada retilínea com a velocidade de 72 km/h.
Vendo adiante um congestionamento no trânsito, o motorista aplica os freios durante
2,5 s e reduz a velocidade para 54 km/h. Supondo que a aceleração é constante
durante o período de aplicação dos freios, calcule o seu módulo, em m/s2.
a) 1,0

b) 1,5

c) 2,0

d) 2,5

e) 3,0

18) Dois carros deslocam-se em pista retilínea, no mesmo sentido, com velocidades
constantes. O carro que está na frente desenvolve 20 m/s e o que está atrás, 35 m/s.
Num certo instante, a distância entre eles é de 225 m. A partir desse instante, quanto
tempo o carro de trás levará para alcançar o da frente?
a) 15 s

b) 10 s

Guia de Estudo – FÍSICA I

c) 5 s

d) 20 s

e) 25 s

47

2 segundos. c) 22. Sendo a aceleração local da gravidade igual a 10 m / s2 e sabendo-se que a pedra gasta 2 s para chegar ao fundo do poço. b) 40. três bolinhas de aço. é um valor mais próximo de: a) 16. você solta. uma pedra verticalmente para baixo. com velocidade inicial nula. e mediu o tempo transcorrido até que ela atingisse a superfície da água. a 0. um garoto abandonou uma pedra da ponte. d) 24. Para calcular a altura de uma ponte sobre o leito de um rio. Guia de Estudo – FÍSICA I 48 .Exercícios de Lançamento vertical e queda livre 01) Do terraço de um edifício. d) 20. com uma velocidade inicial v0 = 10 m/s. No instante em que você solta a terceira. e) 48. a partir do repouso. Atira-se em um poço. b) 20. podemos concluir que a profundidade deste é. em metros. Considerando a aceleração da gravidade igual a 10 m / s 2 e sabendo que o tempo de queda da pedra foi de 2. e) Nenhuma das respostas anteriores.50 s de intervalo. c) 50. pode-se afirmar que a altura da ponte. sucessivamente. as duas primeiras se encontram nas posições indicadas na opção: 2. 3. em metros: a) 30.

d) 1. b) 5. 6. Considere g = 9.85 m. em metros: a) 2.0.0 s. Durante este movimento.0 s. e) Indeterminado. 5. b) 2 s. desprende-se do teto e cai. c) 0. d) 20. c) 3 s. Um vaso de flores cai livremente do alto de um edifício. c) 10. A aceleração da gravidade no local tem o valor de 10 m / s2. Após ter percorrido 320 cm.4. a) 1. que o iluminava.2 s. Sabendo-se que o teto está a 3. ele passa por um andar que mede 2. Guia de Estudo – FÍSICA I 49 . pois não se conhece a velocidade do elevador. é: a) 1 s. Um elevador está descendo com velocidade constante. d) Infinito.0 m de altura acima do piso do elevador.30 s. a altura atingida pelo objeto é.78 s. Um objeto é lançado verticalmente para cima e retorna ao ponto de partida em 2. e) 5 s.61 s. b) 0. pois a lâmpada só atingirá o piso se o elevador sofrer uma desaceleração. d) 4 s.80 s.5 s. e) 1. Um jogador de basquetebol consegue dar um grande impulso ao saltar e seus pés atingem a altura de 1. Quanto tempo ele gasta para passar por esse andar? Despreze a resistência do ar e considere g = 10 m / s2. o tempo que a lâmpada demora para atingir o piso é: a) 0.25 m. O tempo que o jogador fica no ar. b) 0.5. Desprezando-se a resistência do ar e considerando g = 10 m / s 2.8 m / s 2. aproximadamente.54 s. c) 1. uma lâmpada. 7. e) 40.

0 m/s de uma posição a 2. o objeto está com uma velocidade de 3 m/s. d) 2. Guia de Estudo – FÍSICA I 50 . A altura alcançada por um corpo lançado verticalmente para cima. b) 1.5. Um objeto é lançado do solo verticalmente para cima.5. 10. c) . 9.8. b) . pode-se afirmar que a velocidade com que esse objeto foi lançado. é de: a) 4.5 s. d) 2. sua velocidade escalar é 5.0 s.0 s. d) 9. até sua velocidade se reduzir à metade é dada.0 s. pela expressão: a) . b) 7. e) 9. 11. com velocidade inicial v0.4 s. e) s. Adotando g = 10 m / s2. e) 3.9 s.0 s. c) 8. o tempo que ele gasta para atingir o solo é: a) 30 s. Quanto tempo decorrerá desde o instante do lançamento até o instante de a pedra chegar ao solo? Considere g = 10 m / s2. Admitindo-se que a aceleração gravitacional vale 10 m / s2. Um elevador sobe e.0 s.0 m acima do solo. no vácuo.7. b) 6. em m/s.0 m/s. rompe-se o cabo de sustentação e o elevador fica livre de qualquer resistência. c) 1. Uma pedra é lançada verticalmente para cima com velocidade de 3. Quando sua altura é 2 m. d) . no instante em que se encontra a 30 m do solo. a) 0. Nesse mesmo instante. c) 3. em função da altura máxima H.

deixa-se cair uma pedra de uma altura de 125 m. para que uma pedra passe pela outra a uma altura a) b) . uma segunda pedra é atirada da mesma altura. . . Sendo a aceleração desse móvel a(t) = t2 + 2t – 1 . Lista de Exercícios de movimento variado 1) Um móvel parte da posição 1 m com velocidade 2 m/s. em direção ao solo. Sabendo-se que essas duas pedras atingiram o solo no mesmo instante. 13. o valor de v 0. Guia de Estudo – FÍSICA I 51 . do chão. a velocidade com que a segunda pedra foi atirada tem intensidade aproximadamente igual a: a) 12 m/s. c) 32 m/s. b) 27 m/s.12. No mesmo instante. Desprezando a resistência do ar e supondo constante a aceleração da gravidade no local da experiência. Em um local onde a aceleração da gravidade vale 10 m / s2. Dois segundos depois. Determine no instante 2s: (a) a velocidade (b) a posição. c) d) . é igual a: . a partir do repouso. d) 41 m/s. Uma pedra cai de uma altura H. uma segunda pedra é lançada. verticalmente para cima com velocidade v0. e) 57 m/s.

5) Um móvel tem sua velocidade variável de acordo com a equação v(t) = cos (t). que se deslocam segundo as funções horárias: (a) x(t) = t3 + 2t – 1.2) Determine a posição. sendo a posição inicial 2 m. c) a posição após 3 segundos. Guia de Estudo – FÍSICA I 52 . Determine: a) a posição após 1 segundo. no SI. determine: a) A velocidade média entre π e π/2 segundos. t em radianos. Determine: a) a aceleração após 3 segundos. b) a velocidade após 3 segundos. b) a velocidade após 1 segundo. 4) A posição de certo móvel é dada por x  ln t  t . t  0. sendo a velocidade inicial 3 m/s. d) a velocidade média entre 2 e 4 segundos. a velocidade e a aceleração de dois móveis. (b) x (t) = ln t. no instante 1s. no SI.t . 3) A aceleração de certo móvel é dada por a  2. c) a aceleração após 1 segundo.

no SI. a máxima ou a mínima aceleração sendo dado a função da posição x = -t4 + 2t3 – 3t +2. se existir. Determine. no SI. 7) Determine. se existir. se existir. 6) Determine.b) A aceleração média entre π e π/2 segundos. 8) Um móvel sai da posição 2 m e têm sua velocidade dada por v = 2t – 1. Guia de Estudo – FÍSICA I 53 . a máxima ou a mínima velocidade dada pela função v = 2t 2 2t – 5. a máxima ou a mínima posição do móvel. no SI.

UNIDADE 3 . Como exemplos de grandezas escalares. temos: Velocidade. Já as grandezas vetoriais. Para indicar vetores usamos as seguintes notações:  v  AB  P  O  v O módulo de um vetor é indicado utilizando-se duas barras verticais. usamos um segmento de reta orientado. o módulo do vetor é igual à distância entre os pontos A e B.VETORES Grandezas físicas que não ficam totalmente determinadas com um valor e uma unidade são chamadas de GRANDEZAS VETORIAIS. As grandezas que ficam totalmente expressas por um valor e uma unidade são chamadas de GRANDEZAS ESCALARES. |A| (Lê-se: módulo de A) Guia de Estudo – FÍSICA I 54 . temos a massa. uma direção e um sentido. Um vetor. para que fiquem totalmente definidas necessitam de: Uma intensidade (módulo). o tempo. a energia. DIREÇÃO E SENTIDO. O módulo do vetor representa numericamente o comprimento de sua seta. Como exemplos de grandeza vetorial. No caso anterior. aceleração. Para representar graficamente um vetor. força. tem três características: MÓDULO. etc. que por sua vez vale 3 u. por sua vez. etc.

O vetor soma é o que tem origem na origem do 1º vetor e extremidade na extremidade do último vetor.Operações com Vetores: 1 .Regra do polígono para subtração de vetores: Para subtrair dois vetores adicionamos um deles ao oposto do outro. S=A+B+C . . Vamos ver algumas representações geométricas. D=A–B Cálculo para soma e subtração de dois vetores a) Soma de dois vetores: v1 vs vs = v1 + v2 v2 Guia de Estudo – FÍSICA I 55 .Regra do polígono: Ligam-se os vetores origem com extremidade.Adição de Vetores Podemos somar dois ou mais vetores para obter um vetor soma.

Para o cálculo do valor do vetor soma vs.v2 . aplicaremos conhecimentos de trigonometria. cos  Lei dos Co-senos para soma de dois vetores É aconselhável utilizar esta lei somente quando se sabe o ângulo entre os vetores e somente o módulo dos vetores nos interessa.v1 . 1 º Caso particular:  = 90º v1 vs v2 cos 90º = 0 vs  v12  v22 Guia de Estudo – FÍSICA I Teorema de Pitágoras 56 . direção e sentido do vetor. pois quando desejamos encontrar módulo. existem outros caminhos mais simples. vs2 = h2 + (v2 + m)2 lembrar que (a + b)2 = a2 + 2ab + b2 e que h = v1 sen  vs2 = v12 sen2  + (v22 + 2 v2 m + m2 ) lembrar que m = v1 cos vs2 = v12 sen2  + v22 + 2 v2v1 cos  + v12 cos2  vs2 = v12 (sen2  + cos2 ) + v22 + 2v1 v2 cos  lembrar que sen2  + cos2  = 1 vs2 = v12 + v22 + 2 v1v2 cos  vs  v12  v22  2.

aplicaremos a Lei dos Co-senos: D  v12  v22  2. Quando se desejar o valor do vetor diferença.Vetor soma v1 vs v1 v2 vs = v1 + v2 v2 c) Diferença de dois vetores D = v2 .v1. o vetor resultante será a soma direta dos módulos de cada vetor: a b a b Intensidade: R = a + b Direção: mesma de a e b Sentido: mesmo de a e b R Guia de Estudo – FÍSICA I 57 .b) Regra do paralelogramo para dois vetores: .v1: -v1 v2 D = v2 .v1 D A subtração de vetores é um caso particular da ADIÇÃO.v2 . 2º Caso particular:  = 0º Quando dois vetores tiverem a mesma direção e o mesmo sentido ( = 0º) .cos Lei dos Co-senos para diferença entre dois vetores.

b a b R Sejam os vetores força F1 e F2 de valores iguais a 10 N e 5 N. respectivamente. cuja representação vetorial se encontra abaixo.b Direção: mesma de a e b Sentido: mesmo sentido do vetor de maior intensidade. Resolução R2 = F12 + F22 R2 = 100 + 25 R2 = 125 R = 5 5 N F1 F2 F1 R F2 Dado o diagrama vetorial. = 180º 3º Caso particular: Quando dois vetores tiverem a mesma direção e os sentidos opostos ( = 180º) . o vetor resultante será a subtração direta entre os módulos dos vetores: a Intensidade: R = a . Trace a resultante R e dê o seu valor. trace o vetor resultante e dê o seu valor:  = 60º a = 4uv b = 3 uv a θ b Guia de Estudo – FÍSICA I 58 .

só teremos as componentes vx e vy . * Quando informamos uma resposta vetorial com seu módulo. * O ângulo  define a direção e o sentido de um vetor no plano ortogonal.3.sen v  v x2  v y2 O objetivo de decompor vetores nos eixos é que teremos vetores nas mesmas direções em que podemos somar ou subtrair seus módulos e sempre sobrarão vetores nos eixos em que a resultante é um Teorema de Pitágoras. cos  sen  CO v y   H v v y  v. utilizar a relação trigonométrica Tangente. pois: tan   CO v y  CA v x Guia de Estudo – FÍSICA I  arctan vy vx   (direção e sentido de um vetor no plano) 59 . No entanto. Onde: vy v  vx e cos   CA v x   H v v x  v. podemos utilizar uma relação trigonométrica. é obrigatório definirmos a direção e o sentido do vetor para que a resposta esteja completa.4. devemos.Resolução: a R R  4 2  3 2  2. cos 60 R  37 R  6. então.082uv b Decomposição de Vetores A decomposição de vetores é usada para facilitar o cálculo do vetor resultante. * Para determinarmos o valor de  em um plano cartesiano.

13 N A resultante no eixo y é : 11.74 N wx  9.13  arctan(0.29 N e direção θ = 162.512  17.63N w y  9.51 N   w  v  (5.77 N A resultante no eixo x é : 2. cos 32 0  7.sen32 0  4.sen78 0  11.740.77 = 16. Guia de Estudo – FÍSICA I 60 .51 N O módulo da resultante é:   wv 16.29 N A direção e sentido é: -5.13) 2  16.50 – 7.74 0 16.  Determine a resultante ( w  v ) dos vetores representados no plano abaixo:  v  12 N  w  9N 320 780 Resolução:  Temos para v :  Temos para w : v x  12.50 N v y  12.63 = -5.74 + 4. temos como resposta w  v = 17.311)  162. cos 78 0  2.13 arctan vy vx  arctan  5.51   Resumindo.

0) e k = (0. j e k (combinação linear). sentido anti-horário. 0) + (0. 0).   d) determinar a diferença w  v . 0) + (0. j e k :  i = (1. etc. 0) + vy(0. mas tem que ser claro. 1) são vetores unitários (de módulo igual a um) paralelos aos eixos coordenados. Guia de Estudo – FÍSICA I 61 . vy. em forma unitária. 0.   c) determinar a soma w  v . vy. v e w  v .   b) associar cada ponto a dois vetores w e v .     e) determinar os módulos de w . este ângulo é com relação ao eixo x positivo. 1. vz) = (vx. Todo vetor v = (vx. vz) pode ser escrito em termos de uma soma de múltiplos escalares    de i . 0. v e w  v .260 em relação ao eixo x negativo. de origem C(0. vz) = vx(1. 1)   = v x i + v y j + vz k Observe que os vetores vx . vy.740 em relação ao eixo y positivo. 0.   j = (0. poderíamos dar como resposta da direção  = 17. vy e vz são as componentes do vetor v nos eixos cartesianos. pois v = (vx. 0. 0). Exemplo: no caso acima. Caso você queira dar a resposta adotando um outro referencial não está errado.     f) determinar as direções de w . sentido horário ou  = 72. 0.Observação: Sempre que a resposta da direção estiver somente representada pelo ângulo. Vetor Unitário    Os vetores canônicos ou vetores unitários i . -2): a) representar os vetores no plano cartesiano. sentido antihorário. 3) e B(2. Sejam os pontos no espaço de duas dimensões A(-4. 1. 0) + vz(0. 0.

2) i + [3-(-2)] j     w  v = -6 i + 5 j  e) w =  v =   wv = (.2 i + j     d) w  v = (-4 .430 para w  v : arctan vx 2 Guia de Estudo – FÍSICA I  v   wv 153.Resolução: a) A 3  w 2 -4  v -2 B    b) w = .4) 2 + 32 = 5 u 2 2 + (-2) 2 = (-2) 2 + 12 8u = 5u  w vy 3   arctan  arctan(0.130 f) para w : arctan 143.4 i + 3 j    v = 2 i-2j     c) w  v = (-4 + 2) i + (3-2) j     wv = .5)  153.75)  143.130 vy 2   arctan  arctan(1)  45 0 para v : arctan -450 vx vx 4 2 vy 1    arctan  arctan(0.430 62 .

sempre devemos trabalhar com vetores unitários.Sejam os pontos no espaço de três dimensões A(-1.44 u Quando trabalhamos com três dimensões. 0. Observe um exemplo geométrico de um vetor em três dimensões: z y x Guia de Estudo – FÍSICA I 63 .   c) determinar a diferença w  v .78 u  v = 2 2  (6) 2  5 2 = 8. 3.6)] j + (6 . 5):   a) associar cada ponto a dois vetores w e v .3 j + 11 k c)      w  v = (-1-2) i +[3 –(.06 u   wv = 12  (3) 2  112 = 11. em forma unitária. de origem C(0. a)   w = -1 i + 3   v= 2 i -6   j + 6 k   j +5 k      b) w  v = (-1+2) i +(3 – 6) j + (6 + 5) k      w  v = 1 i .5) k      w  v = -3 i + 9 j + 1 k  d) w = (1) 2  32  6 2 = 6.   b) determinar a soma w  v .     d) determinar os módulos de w . -6. 6) e B(2. pois é complicado encontrar os ângulos que definem as direções dos vetores. v e w  v . 0).

precisamos de uma forma de calcular o produto escalar que não necessite do ângulo entre os vetores.MULTIPLICAÇÃO Iremos estudar três tipos de multiplicação: Multiplicação de um número real por um vetor. Quando os vetores são dados em termos das suas componentes. cos  . em que θ é o ângulo entre eles. Por isso. O módulo do vetor R é igual a n x |A|. 2º O Produto Escalar ou Interno de Dois Vetores V E W (V. multiplicação entre dois vetores (PRODUTO ESCALAR) que gera um número real e a multiplicação entre dois vetores (PRODUTO VETORIAL) que gera um vetor.V) O produto de um número real n por um vetor A. não sabemos diretamente o ângulo entre eles. Guia de Estudo – FÍSICA I 64 . W . O produto escalar ou interno de dois vetores V e W é definido por: V .W). resulta em um vetor R com sentido igual ao de A se n for positivo ou sentido oposto ao de A se n for negativo.W  V . 1º Número Real X Vetor ( n.

na expressão acima.W  V W COS  1 (V 2 2 W 2  V W ) 2 Já temos então uma fórmula para calcular o produto escalar que não depende diretamente do ângulo entre eles.. 0) e W = (2.W. V  W 2  (v1  w1 ) 2  (v 2  w2 ) 2  (v3  w3 ) 2 em V . então. w3) são vetores no espaço.. O produto escalar de V por W é dado por: V .W  v1 w1  v 2 w2  v3 w3 Então o PRODUTO ESCALAR OU INTERNO.. substituindo-se V 2  v a2  v 22  v32 . W 2  w12  w22  w32 . 2 + 0 . então pela lei dos cossenos. 2 + 1 . V W 2 V 2 W 2  2 V W COS Assim: V .. 2. V.W  v1 w1  v 2 w2  v3 w3 Sejam V = (0. w2. entre dois vetores é dado por V .Se V e W são dois vetores não nulos e θ é o ângulo entre eles. se V = (v1. v2. Substituindo-se as coordenadas dos vetores. Por exemplo.W  V W COS  1 (V 2 2 W 2  V W ) 2 os termos v12 e. 1. v3) e W = (w1. obtemos uma expressão mais simples para o cálculo do produto interno. 3).wi2 são cancelados e obtemos V . 3 = 2 Guia de Estudo – FÍSICA I 65 .e. W = v1w1 + v2w2 + v3w3 = 0 .

V e W.W Se V e W são vetores não nulos e θ é o ângulo entre eles. (b) θ é reto (θ = 90o) se.W = 0 e (c) θ é e obtuso (90o < θ  180o) se. dado por cos   V . O cosseno do ângulo entre V e W é. Sejam V1 = (1.W V .W < 0. V . Vamos determinar o ângulo entre uma diagonal de um cubo e uma de suas arestas. e somente se.W > 0. V2 = (0. Uma diagonal do cubo é representada pelo vetor D dado por D = V1 + V2 + V3 = (1. e somente se. então. V . 1. 1. 0.Podemos usar este conceito para determinar o ângulo entre dois vetores não nulos. 1). 1): Guia de Estudo – FÍSICA I 66 . V. e somente se. 0). então: (a) θ é agudo (0< θ < 90o) se. 0. 0) e V3 = (0.

Sejam V e W dois vetores no espaço. w w h  w . em Física: a força exercida sobre uma partícula carregada. por exemplo. Este produto tem aplicação. 3º Produto Vetorial Vamos. mergulhada num campo magnético é o produto vetorial do vetor velocidade da partícula pelo vetor campo magnético. a norma de V W é igual à área do paralelogramo determinado por V e W.sen ou seja. Guia de Estudo – FÍSICA I 67 . Definimos o produto vetorial. W . cujo resultado é um vetor. desde que o campo seja constante e a carga seja unitária.Então. agora. ele é chamado produto vetorial. Por isso.sen  v v Onde v e w são os módulos ou normas dos vetores v e w. h é a altura do paralelogramo em relação ao vetor v e  é o ângulo entre os vetores v e w. V W . como sendo o vetor com as seguintes características: (a) tem comprimento dado por V W  V . definir um produto entre dois vetores. o ângulo entre D e V1 satisfaz ou seja.

(b) tem direção perpendicular a V e a W. Da forma como definimos o produto vetorial. (c) tem o sentido dado pela regra da mão direita: se o ângulo entre V e W é θ. mas as propriedades que apresentaremos a seguir possibilitarão obter uma fórmula para o produto vetorial em termos das componentes dos vetores. então o polegar vai apontar no sentido de V W . giramos o vetor V de um ângulo θ até que coincida com W e acompanhamos este movimento com os dedos da mão direita.  i  V  W = det  v1 w  1 Guia de Estudo – FÍSICA I  j v2 w2  k   v3  w3  68 . é difícil o seu cálculo.

b) mesmo sentido. Guia de Estudo – FÍSICA I 69 . c) mesma direção. d) direções diferentes e paralelas. EXERCÍCIOS 1) Os vetores ao lado têm: a) mesmo módulo. e) simetria.    Determine o produto vetorial ( v  w ) e ( w  v ) entre os vetores:         e w = -1 i + 3 j + 6 k v= 2 i -6 j +5 k  i    v  w = det  v1 w  1  j v2 w2   i k   v3  = det  2  1 w3    j 6 3  k    5  = -51 i -17 j 6    i k    w3  = det  1 2 v3    j 3 6  k    6  = 51 i + 17 j 5      v  w = -51 i -17 j  i    w  v = det  w1 v  1  j w2 v2     w  v = 51 i + 17 j     Observe que o vetor w  v é oposto ao vetor v  w .

2) São dados os vetores a e b. Assinale o vetor que melhor representa a diferença
(b - a) .
a
b
a)

b)

c)

d)

3) Dois vetores têm módulos 4 m/s e 5 m/s e formam entre si um ângulo de 60º. A
razão entre o módulo do vetor soma e o módulo do vetor diferença é
aproximadamente:
a) 2,3
b) 1,7
c) 3
d) 4,2
4) Dois vetores têm módulos iguais a v e formam entre si um ângulo de 120º. A
resultante entre eles tem módulo:
a) v
b) 2v
c) 3v
d) d/2
5) Um barco alcança a velocidade de 18 Km/h, em relação às margens de um rio,
quando se desloca no sentido da correnteza e de 12 Km/h quando se desloca em
sentido contrário ao da correnteza. Determine o módulo da velocidade do barco em
relação às margens e o módulo da velocidade das águas em relação às margens.

6) Um homem nadando em um rio paralelamente às suas margens, vai de um marco
P a outro Q em 30 minutos e volta para P em 15 minutos. Se a velocidade da
correnteza é de 1Km/h, qual a distância entre P e Q?

Guia de Estudo – FÍSICA I

70

07) Um pescador rema perpendicularmente às margens de um rio, com uma
velocidade de 3 m/s em relação às águas. As águas possuem velocidade de 4 m/s
em relação às margens. Determine a velocidade do pescador em relação às
margens.
08) Observe a figura:
z

s

2 km

s
1 km

s0

- 15 km

- 10 km

0

20 km

y

8 km

x

No ponto 0, existe um radar que detecta um objeto que se move de acordo com a
figura acima. O objeto gasta 1 minuto e 31 segundos para percorrer x.
a) Esboce na figura acima o vetor posição inicial e final.
b) Determine a posição inicial e final com vetores unitários.
c) Determine o módulo de x e seu vetor unitário.
d) Determine o módulo da velocidade do móvel em km/h e seu vetor unitário.
e) Determine o deslocamento angular do móvel em relação ao radar.

09) Um míssil sai da posição xo = (3 i + 2j) km com velocidade v = (6i + 4j) km/h em
linha reta. Supondo que o radar de um submarino, que detectou estes vetores,
pretende acertar o míssil na posição x = ( -1 ; 4 ) onde irá passar. Qual deverá ser a
velocidade de lançamento do projétil, sendo que irá lançar no mesmo instante em
que detectou o míssil?

Guia de Estudo – FÍSICA I

71

10) Um radar detecta um móvel na superfície da terra na seguinte situação:
I) em t = 0, x = ( -1;-4) ; II) em t = 4 min, x = (2;5); III)em t = 7 min, x = (-2; 3).
a) Esboce em um plano as três posições.
b) Determine o vetor das três posições.
c) Determine o deslocamento de I p/ II, de II p/ III e de I p/ III.
d) Determine a velocidade do móvel de I p/ II, de II p/ III e de I p/ III.
e) Determine o deslocamento angular de I p/ II, de II p/ III e de I p/ III.

Guia de Estudo – FÍSICA I

72

e é definido por:  r = x2  y2  z 2 z (m) 2  r 2 y (m) 3 x (m)     r = (3 i + 2 j + 2 k ) m representa a posição em que a partícula se encontra. que é um vetor que se estende de um ponto de referência (geralmente a origem do sistema de coordenadas) até a partícula. iremos rever todos os conceitos dos capítulos anteriores em duas e três dimensões.UNIDADE 4 . P = ( 3. 2. velocidade e aceleração. Guia de Estudo – FÍSICA I 73 . Posição Uma partícula pode ser localizada de uma forma geral por meio de um VETOR POSIÇÃO ( r ). porém com aplicação do capítulo anterior de vetores. A forma mais utilizada é a forma de vetores unitários:     r = x i + y j + zk Observação: O módulo da posição desta partícula é a distância que vai da origem do sistema de coordenadas até o ponto onde se encontra a partícula. Os conceitos de posição.MOVIMENTO EM DUAS E TRÊS DIMENSÕES Neste capítulo. 2) m representa o ponto em que a partícula se encontra. são usados aqui. As duas notações têm os mesmos significados.

69 m Guia de Estudo – FÍSICA I 74 . Determine: a) b) c) d) os vetores posições final e inicial do móvel. ocorreu um deslocamento que será definido por:    r  r2  r1 ou usando a notação de vetores unitário temos:     r  ( x2  x1 )i  ( y 2  y1 ) j  ( z 2  z1 )k Velocidade Média Quando uma partícula se desloca em determinado meio com um  deslocamento r1 durante um intervalo de tempo t. Resolução:     a) rA = (-1 i + 2 j . o deslocamento deste móvel no intervalo de 2 segundos. 3) metros em 2 segundos. sua velocidade média será definida como:   r vm  t Um móvel parte do ponto A(-1. os módulos destes vetores.Deslocamento Se a posição de uma partícula mudar durante em certo intervalo de tempo.74 m  rB  32  2 2  32  4. -3) metros e desloca até o ponto B (-3.3 k ) m     rB = (-3 i . 2. -2. a velocidade média no intervalo de 2 segundos.2 j + 3 k ) m  b) rA  12  2 2  32  3.

Determine: 3 a) o módulo do vetor posição no instante 2 segundos. com t em segundos e  r em metros. dt ou  dx  dy  dz  v i j k dt dt dt  Onde o módulo da velocidade v é a velocidade da partícula em um certo instante. Estendendo este conceito para mais de uma dimensão temos:   dr v . e sempre tangente à trajetória . vimos que a velocidade instantânea é definida como sendo a derivada da posição de uma partícula em função do tempo. b) o módulo do vetor velocidade no instante 2 segundos.    c) r  (3  (1))i  (2  2) j  (3  (3))k     r  (2i  4 j  6k )m         2i  4 j  6k d) vm   (1i  2 j  3k ) m/s 2 Velocidade Instantânea No capítulo 2. z  v  v  v y x  A posição de um móvel é dada por r  3t iˆ  6tˆj  2kˆ . Guia de Estudo – FÍSICA I 75 .

23 iˆ  6.5 m/s Aceleração Média  Quando uma partícula sofre variação em sua velocidade v . durante um intervalo de tempo t.0m b) A equação da velocidade é a derivada da posição.2 2 iˆ  6 ˆj  (36i  6 j )m / s e o módulo:  v  36 2  6 2  36.2 ˆj  2kˆ  (24iˆ  12 ˆj  2kˆ)m  r  24 2  12 2  2 2  27. Determine a aceleração média desta partícula.Resolução: a) no instante se 2 s temos:  r  3. logo temos que a equação de  v é:  v  9t 2iˆ  6 ˆj no instante 2 s temos que a velocidade é:    v  9. Resolução:      v (2  2)i  (5  (1)) j  (4  1)k am   t 3    am  (2 j  1k ) m/s2 Guia de Estudo – FÍSICA I 76 . sua aceleração média será definida como:   v am  t     Um móvel parte com velocidade v  (2i  1 j  1k ) m/s e após 3 segundos sua     velocidade é v  (2i  5 j  4k ) m/s .

Também definida como sendo a derivada segunda da posição.3k  (2i  12k )m / s 2 e o módulo:  a  2 2  12 2  12. no SI.16 m/s2 Guia de Estudo – FÍSICA I 77 . vimos que a aceleração instantânea é definida como sendo a derivada da velocidade de uma partícula em função do tempo. Resolução: a) no instante se 3 s temos:  v  2.62m / s b) A equação da aceleração é a derivada da velocidade.Aceleração Instantânea Assim como a velocidade instantânea. Estendendo este conceito para mais de uma dimensão temos:    dv d 2 r a  dt dt 2 ou  dv  dv y  dv z  a xi  j k dt dt dt  2 A velocidade de um móvel é dada por v  2tiˆ  5 ˆj  2t kˆ . b) o módulo do vetor aceleração no instante 3 segundos. logo temos que a equação  de a é:  a  2iˆ  4tkˆ no instante 3 s temos que a velocidade é:     a  2iˆ  4.3iˆ  5 ˆj  2. Determine: a) o módulo do vetor velocidade no instante 3 segundos. no capítulo 2.32 kˆ  (6iˆ  5 ˆj  18kˆ)m / s  v  6 2  5 2  18 2  19.

vimos. no capítulo 2. que é só aplicar o conceito de integral utilizando os valores iniciais da equação procurada. Resolução:   3     a  2 . a equação da posição. neste capítulo. estamos trabalhando com mais de uma dimensão. Determine: a) b) c) d) e) f) g) as acelerações nos instantes 1 e 2 segundos.ti  3 j  t 3 k . a velocidade média entre 1 e 2 segundos.Velocidade instantânea a partir da aceleração e posição a partir da velocidade instantânea. usamos a derivada de posição para determinar a velocidade instantânea e a derivada da velocidade instantânea para determinar a aceleração instantânea.         Um móvel parte da posição r0  2i  1 j  3k . nos casos que iremos trabalhar basta aplicar as integrais nas equações separadamente em cada eixo coordenado. as velocidades nos instantes 1 e 2 segundos. as posições nos instantes 1 e 2 segundos. com velocidade v0  1i  2 j  2k     e possui aceleração a  2. a aceleração média entre 1 e 2 segundos. a equação de velocidade. Para efetuar as operações inversas.2i  3 j  2 3 k  (4i  3 j  8k )m / s 2 b)  v  v      a dt i  x     a dt  y j       2 tdt i  3 dt   j    a z dt k      t4  2  k  t dt k  ( t  v ) i  ( 3 t  v ) j    v 0 x 0 y 0 z   4   3    t4   2 v  (t  1)i  (3t  2) j     2 k  4  Guia de Estudo – FÍSICA I 78 . porém. Até agora. 1 i  3 j  1 k  ( 2 i  3 j  1k )m / s 2 a) (1)        a( 2)  2. com unidades no SI. Lembre–se de que.

    14     2 v  ( 1  1 ) i  ( 3 .75  (2))k   f) a m  t 2 1     am  (3i  3 j  3.6  (0.34i  2.5 j  0.75k )m / s c) (1)  4  4     2     v( 2)  (2 2  1)i  (3.2 2    25   r( 2)    2  2 i    2.2  2) j     2 k  (5i  4 j  2k )m / s  4         t4  k ( 3 t  2 ) dt j  (   2 ) dt   4      3t 2   t5    t3 r    t  x0 i    2t  y 0  j     2t  z 0 k 3   2   4.95))k   g) vm  t 2 1     vm  (3.2  3 k  (6. 1  2 ) j     2 k  (2i  1 j  1.95k )m e) r(1)    1  2 i   3   2   20      23   3.33i  0.05) j  (0.75k )m / s 2      r2  r1 (6.1  1 j     2.1  3 k  (3.12    15    2.2  1 j     2.35k )m / s Guia de Estudo – FÍSICA I 79 .33)i  (3.67i  3 j  0.5    3t 2   t5    t3 r    t  2 i    2t  1 j     2t  3 k 3   2   20      13    3.5   d) r   ( t  1 ) dt i   2    3t 2   t5    t3 r    t  2 i    2t  1 j     2t  3 k 3   2   4.6k )m  3   2   20       v2  v1 (5  2)i  (1  4)) j  (1.67  3.5 j  0.

cuja velocidade será dada pela projeção da velocidade de lançamento sobre o eixo-x: v0 x  v x  v0 . teremos no eixo-y um lançamento vertical para cima com M.g.U. 0 0y 2 2 v y  v0 y  g. o projétil sofrerá apenas com a ação da gravidade. nosso estudo ficaria muito complicado. após o lançamento. concluímos que o movimento é acelerado e a sua aceleração será a aceleração da gravidade g.U. notará que este movimento poderá ser decomposto em dois movimentos que nós já estudamos e que já estamos habituados com suas equações: NA VERTICAL: teremos um lançamento vertical para cima.Movimento de Projéteis A figura abaixo mostra um canhão lançando uma bala obliquamente. teremos no eixo-x um M. onde a velocidade inicial v0 y  v0 .. tendo como dados iniciais apenas a velocidade inicial do projétil e o ângulo que este faz com a horizontal.g. onde a velocidade inicial será v0y. com uma velocidade inicial v 0 e um ângulo de lançamento com a horizontal igual a  .sen . Supondo desprezível a resistência do ar..t  e cujas equações horárias ficarão: gt 2 gt 2 H  H  v . que é a velocidade de lançamento projetada no eixo-y. não atrapalhando o movimento na horizontal. próximo à superfície da Terra. Sendo assim.t Equação horária da velocidade. O projétil descreverá a trajetória parabólica mostrada na figura. e v y2  v02y  2. Se você observar bem um movimento deste tipo.V. pois a única força que atua no projétil é a gravitacional e esta força é vertical. Se fôssemos estudar a trajetória do projétil sobre a parábola.H Equação de Torricelli NA HORIZONTAL: teremos um movimento retilíneo e uniforme. cos  Guia de Estudo – FÍSICA I 80 . y  y 0  v0 y . Sendo assim. Como a única força que atua no projétil é o seu peso. t  ou Equação horária dos espaços.y ou v y2  v02y  2. que o trará de volta ao solo.

A equação horária da posição x será dada por: x  x0  v x . pede-se: Guia de Estudo – FÍSICA I 81 . quando o projétil estiver na posição A’’. ele já terá deslocado na horizontal até A’ e terá uma velocidade v’ que poderá ser decomposta na vertical como v y’ e na horizontal como v x . Só que. no problema você não conhecerá v’ que poderá ser calculada através da soma vetorial de vx e vy’ .t ou A  v x . Um corpo é lançado do solo verticalmente para cima. segundo um ângulo de 60º com a horizontal.7 . Admitindo g = 10 m/s 2 e 3 = 1. Logo v’ = vx + vy . O projétil é lançado com uma velocidade inicial v 0 que pode ser decomposta em duas velocidades v0y e vx . ou seja v'  v x2  v' 2y Quando o projétil alcançar a altura H’’ e esta for a altura máxima teremos v y = 0 e neste ponto o projétil terá apenas uma velocidade horizontal igual à v x. normalmente.t Normalmente usa-se x0 = 0 vy = 0 y vx vy vx vx Altura = H vy v0 vy vx vx x Alcance = A vy Vamos fazer agora uma análise do movimento do projétil lançado pelo canhão da figura. ele iniciará a descida com uma velocidade na vertical vy < 0 . Quando ele estiver a uma altura H’. pois vx e vy’ é fácil de achar através das equações já estudadas. com velocidade de 400 m/s. Note agora que. Você poderá calcular a velocidade v’’ da mesma forma que foi calculada na subida.

t ) Guia de Estudo – FÍSICA I  t=0 t = 68 s instante de lançamento 82 .5 780 H = 5780 m c) Quando o corpo toca o solo H = 0 H = 340 t . o movimento é uniformemente variado (M. Inicialmente vamos determinar as componentes horizontal e vertical da velocidade inicial. f) a equação da trajetória do corpo.5t2 vy = v0y + gt vy = 340 .5t2 0 = 340 t . Componente segundo x: Componente segundo y: v0x = v0 .5t2 0 = 5t ( 68 . 1.V. sen 60º 3 v0y = 400 .a) o tempo que o corpo leva para atingir a altura máxima em relação ao solo. c) o tempo gasto para atingir o solo. Resolução: Como foi visto o movimento do corpo pode ser decomposto em dois eixos. b) a altura máxima atingida. d) o alcance máximo do corpo.10. o movimento é uniforme (M.7 = 340 m/s 2 As funções que regem os movimentos são: segundo x A = v0x t A = 200 t segundo y H = H0 + v0y t + ½ gt2 H = 0 + 340 t + ½ (-10) t2 H = 340 t .t  t = 34 s tempo de subida b) Substituindo t = 34 s em: H = 340 t .U.).5 .) e segundo y. = 200 .U.5t2 H = 340 .10. ½ = 200 m/s (constante) v0y = v0 .t a) Na altura máxima v y = 0 vy = 340 . x e y perpendiculares entre si. 342 H = 11 560 . cos 60º v0x = 400 . Segundo x. e) a velocidade do corpo no instante 8 segundos.10.t 0 = 340 . 34 .

o módulo da velocidade no movimento vertical é zero (vy= 0). v = vx + vy .10 t vy = 340 .5 . porém com  = 0º e v0y = 0 e a velocidade do projétil.10 . e) A velocidade. será igual à velocidade de lançamento. 68 A = 13 600 m e) A velocidade v é a resultante de duas velocidades v0x e v0y . b) No ponto de altura máxima (Hmáx ). ( A / 200 ) . c) A distância horizontal entre o ponto de lançamento e o ponto de queda do corpo é denominada alcance (Amáx ).d) Substituindo t = 68 s em: A = 200 t A= 200 . P1 (A1 . o corpo está subindo. Neste ponto H = 0. num dado instante. isto é. f) Para um lançamento horizontal. d) A posição do corpo. Guia de Estudo – FÍSICA I 83 . Veja o exemplo. em um dado instante. O vetor v é tangente à trajetória em cada instante. (A / 200 )2 H  1. vem: H = 340 . a) O módulo da velocidade vertical v y diminui durante a subida e aumenta na descida.(5H2 / 40 000) o que mostra que a trajetória é uma parábola. pois: mas: v 2 = vy2 + vx2 Cálculo de vy no instante 8s: v  260 2  200 2 v = 328 m/s vy = 340 . 8 vy = + 260 m/s Sinal + para vy projétil subindo f) A equação da trajetória é a que relaciona x com y : Temos A = 200 t ( I ) H = 340 t .5t2 ( II ) De ( I ) teremos que t = A / 200 Substituindo em ( II ) . H1).7 A  1 A2 8000  H = (17/10) A . é determinada pelas coordenadas x e y . segundo o eixo-x. No instante 8s. Por exemplo. é obtida através da soma vetorial das velocidades vertical e horizontal. teremos as mesmas equações.

Um avião bombardeiro está voando a 2 000 m de altura quando solta uma bomba. = v0. e v0y = 0. teremos: Amáx = v0 . Se a bomba cai a 1 000 m da vertical em que foi lançada. Chegaremos a esta velocidade pela equação: Amáx. Resolução: y v0 H= 2000m A = 1 000 m Como o avião está voando horizontalmente. a velocidade da bomba é igual à do próprio avião.gt2/2 onde H = 0 (solo) H0= 2000 m (altura inicial) pois o avião voa horizontalmente. 20 1000 = v0 . qual o módulo da velocidade do avião? Adote g = 10 m/s2 . H = H0 + v0y . t . 20  como xmáx = 1000 m  v0 = 1000 / 20 v0 = 50 m/s O movimento circular será estudado no capítulo de rotações. Guia de Estudo – FÍSICA I 84 . onde t será o tempo de queda da bomba que deveremos calcular agora.t 2 Sendo assim. a equação horária do movimento vertical se resume em H 0  2 2000 = 5t2 5t2 = 2000 t = 20 s (tempo de queda) Substituindo o tempo de queda na equação do alcance máximo.t . g.

d) a equação da posição.EXERCÍCIOS 01) Um móvel parte do ponto A(2.0kˆ . b) o módulo do vetor velocidade no instante 2 segundos. com t em segundos e r em metros.0iˆ  6.     02) A posição de um móvel é dada por r  2. 2. com velocidade v0  1 j  3k e possui     aceleração a  2i  1 j  2. Determine o módulo e a direção do vetor posição no instante de 2 segundos.       03) Um móvel parte da posição r0  1i  2k . é r  2.ti  3t 2 j  2tkˆ . todos em quilômetros. 1.0 ˆj  2. Determine: a) as acelerações nos instantes 2 e 3 segundos.  04) O vetor posição de um jato é inicialmente r  5. as máximas e/ou mínimas: a) velocidades.t 2 k . c) o módulo da aceleração no instante 2 segundos. e) as posições nos instantes 2 e 3 segundos. b) a equação de velocidade. com t em segundos e r em metros. Determine: a) os vetores posições final e inicial do móvel. 1) metros e desloca até o ponto B (-2. -3) metros em 2 segundos. Determine. e. b) o deslocamento deste móvel no intervalo de 2 segundos.0kˆ . c) as velocidades nos instantes 2 e 3 segundos. Determine a velocidade média do jato durante os 10 segundos. g) a velocidade média entre 2 e 3 segundos.   05) A posição de um móvel é dada por r  3t 3 iˆ  6tˆj  2kˆ . se existir.0 ˆj  2. c) a velocidade média no intervalo de 2 segundos. f) a aceleração média entre 2 e 3 segundos. Guia de Estudo – FÍSICA I 85 .  06) Uma partícula parte da posição r  (3iˆ  2 ˆj )m com uma velocidade inicial   v  (2iˆ  1 ˆj )m / s e uma aceleração dada por a  (2tiˆ  4 ˆj )m / s 2 . 10 segundos  mais tarde. Determine: a) o módulo do vetor posição no instante 2 segundos. b) acelerações. com unidades no SI.0iˆ  8.

c representa um deslocamento. ) Se o gráfico representa a velocidade em função do tempo. a representa posição do móvel.  ) Se o gráfico representar a trajetória do móvel. Guia de Estudo – FÍSICA I 86 . a tangente de θ representa a derivada no instante x5 .  ) Se o gráfico representar a trajetória do móvel.t  1. 08) Observe a figura abaixo e marque (V) parar as afirmativas verdadeiras e (F) para as falsas.t )i m / s . a máxima e/ou mínima aceleração deste móvel. se existir. ) Se o gráfico representa o espaço em função do tempo. a tangente de θ representa a velocidade no instante x5. a curva representa a trajetória do móvel. que na Física chamamos de aceleração instantânea. c representa a variação da velocidade entre os instantes x2 e x4. Determine.  ) Se o gráfico representar a trajetória do móvel. ) Se o gráfico representa a aceleração em função do tempo. a tangente de θ representa a aceleração no instante x5. y  w Tangente em x5  c  a  b  0 x1 x2 x3 x4 x5 x  u (paralelo ao eixo x e tangente em x3) a) ( b) ( c) ( d) ( e) ( f) ( g) ( h) ( i) ( j) ( ) Se o gráfico representar o espaço em função do tempo. w representa a velocidade instantânea. ) Se o gráfico representar o espaço em função do tempo. a velocidade é nula no instante x3.  ) Se o gráfico representar a trajetória do móvel. o vetor u representa uma velocidade instantânea e não nula do móvel.  3 2 07) Um móvel parte da origem com velocidade dada por v(t )  (t  2.  ) Se o gráfico representa a velocidade em função do tempo.

com velocidade de 300 m/s.7. Pergunta-se: a) qual o módulo da componente horizontal da velocidade. g) a que distância o projétil cai do canhão? O enunciado abaixo se refere às questões 12. Considere a resistência do ar desprezível e adote g = 10 m/s 2 .I. respectivamente: a) 10 e 45 b) 25 e 55 c) 10 e 125 d) 25 e 80 e) 50 e 180 12) No instante 5s. o projétil da questão anterior se encontra a uma distância do solo igual a: a) 25 m b) 50 m c) 55 m d) 70 m e) 125 m Guia de Estudo – FÍSICA I 87 . 10) Um canhão dispara um projétil que parte com velocidade de 50 m/s. Faça 3 = 1. as coordenadas X e Y. conforme indica a figura. g = 10 m/s2 e o canhão forma 45º com a horizontal. e) qual o módulo de sua velocidade nesse instante. 11) No instante t = 5s. b) qual o módulo da componente vertical da velocidade parta t = 0 . determine o tempo que o projétil leva para atingir um alvo localizado a 1 100 metros de altura. em unidades do S.09) Um canhão dispara um projétil do alto de uma elevação de 100 metros de altura. f) qual a altura máxima atingida pelo projétil. c) em que instante vy = 0 . que determinam as posições do projétil. Admitindo g = 10 m/s2. conforme a figura. segundo um ângulo de 30º com a horizontal. Nesse local. valem. d) qual o tempo que o projétil leva para retornar ao chão. 13 e 14: Um projétil é lançado horizontalmente com velocidade inicial de 5 m/s de uma altura h = 180 m.

No instante em que a bomba explode no alvo. O primeiro projétil apresentará alcance horizontal maior que aquele apresentado pelo segundo. Despreze a resistência do ar. No lançamento horizontal realizado no vácuo. lançado horizontalmente no vácuo. inclinados de 45º +  e 45º . a velocidade do projétil é constante em módulo e direção. ( ) 4. Um projétil lançado obliquamente tem seu alcance horizontal máximo quando o ângulo de lançamento acima da horizontal for igual a 45º. o avião estará exatamente sobre a vertical que passa pelo alvo. se considerarmos g constante. ( ) 7. com  < 45º. ( ) 5. no instante 0. tem módulo e direção. O lançamento de um projétil lançado oblíqua ou horizontalmente é resultante de um movimento horizontal uniforme e outro vertical uniformemente variado. O tempo que um corpo lançado horizontalmente leva para atingir o plano de referência é igual ao tempo que levaria para chegar a esse plano se caísse em queda livre do ponto de lançamento.13) A velocidade do projétil. é sempre parabólica. A trajetória descrita por um móvel. respectivamente iguais a: a) 7 m/s b) 7 m/s c) 7 m/s d) 5 m/s e) 5 m/s e e e e e 45º 30º 60º 30º 60º 14) Assinale com V de verdadeiro ou F de falso: ( ) 1. ( ) 3. ( ) 8. Lançamos obliquamente dois projéteis com velocidades de mesmo módulo. acima da horizontal. ( ) 2. O movimento realizado pelo projétil lançado horizontalmente no vácuo é uniformemente variado. ( ) 9. o alcance jamais poderá ser igual à altura de lançamento. A velocidade com que o projétil obliquamente chega ao plano de referência é igual à velocidade de lançamento. se considerarmos g constante. Um avião que voa horizontalmente lança uma bomba contra um alvo. Guia de Estudo – FÍSICA I 88 . No lançamento horizontal. ( ) 6. ( ) 10.5 s.

d) tem o mesmo sentido em qualquer instante. Sabendo-se que a aceleração local da gravidade é g = 10 m/s 2 e que a velocidade de saída do jato d’água é de 20 m/s. 17) A aceleração da bola é: a) horizontal e variável.Este enunciado refere-se aos exercícios 15. pode-se afirmar que serão atingidos objetos situados a uma distância horizontal do bico da mangueira de: a) 50 m b) 75 m c) 60 m d) 40 m e) 80 2 m Guia de Estudo – FÍSICA I 89 . 15) A componente horizontal vx da velocidade v da bola é: a) v / cos 45º b) v tg 45º c) v cos 45º d) v sen 45º e) v / sen 45º 16) A componente vy da velocidade v da bola: a) é constante. Despreze a resistência do ar. 16 e 17: Uma bola é lançada para cima. e) nula no ponto mais alto atingido pela bola. c) é função do 2º grau do tempo. c) vertical e constante. em direção que faz um ângulo de 45º com a horizontal. 18) Durante um exercício de segurança contra incêndio. um bombeiro segurou a mangueira d’água formando um ângulo de 45º com a horizontal. b) é função do 1º grau do tempo. d) inclinada e variável. b) inclinada e constante. com velocidade v. e) é sempre diferente de zero.

calcule a velocidade do projétil no instante 5s e o tempo para que ele atinja a altura máxima. e) curvilíneo variado. indo chocar-se com o solo a 4 m da marquise. para um observador na Terra: a) circular uniforme. Despreze a resistência do ar e adote g = 10 m/s 2. v2 = 10 m/s e v3 = 50 m/s. d) retilíneo qualquer.25 m. b) retilíneo uniforme. (Dar as velocidades nas direções x e y) 20) A figura abaixo mostra três corpos de massas diferentes no instante em que são lançados simultaneamente de uma plataforma com velocidades horizontais v 1 = 0. Despreze o atrito com o ar e considere g = 10 m/s2.19) Um projétil é lançado obliquamente com velocidade inicial de 100 m/s. Despreza-se a resistência do ar e dados g = 10 m/s2 e sen  = 0. inclinado com um ângulo  com a horizontal. Determine: a) o tempo de queda da bola.8. Guia de Estudo – FÍSICA I 90 . A altura da plataforma é 1. c) retilíneo uniformemente variado. o movimento da projeção da bomba sobre um plano horizontal é. Quais os tempos de permanência no ar dos três corpos? 21) Um avião deixa cair uma bomba sobre um alvo. Desprezando a resistência do ar.6 cos  = 0. 22) Uma pequena bola foi rolada numa marquise de 5 m de altura. b) a velocidade v0 que a bola possuía ao deixar a marquise.

H. Vol. Física. 1. COMPLEMENTAR ALONSO  FINN. 4ª edição. 4ª edição. R. Edgard Blucher Ltda.1. M. MAKRON. McGrawHill. Guia de Estudo – FÍSICA I 91 . TIPLER. 3ª edição. NUSSENZWEIG. Edgard Blucher Ltda. Vol. M.Fundamentos e Aplicações.REFERÊNCIAS BÁSICA HALLIDAY. Vol. P. 1. 1. e RESNICK. Curso de Física Básica. Fundamentos da Física. EISBERG. Vol. R. Edgard Blucher Ltda. e LENER. Física – Um Curso Universitário.1. D. Física. Vol.