Decreto n.º 31165 de 25 de setembro de 2009 Institui o Regime Integrado de Licenciamento de Obras no Município do Rio de Janeiro e dá outras providências.

O PREFEITO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, no uso de suas atribuições legais, e Considerando a necessidade de procedimentos mais ágeis para o licenciamento de obras particulares; CONSIDERANDO a necessidade de integração entre todos os órgãos e entidades atuantes no processo de licenciamento no âmbito do Município, e CONSIDERANDO as propostas constantes no Relatório Final do Grupo de Trabalho criado pelo Decreto n.º 30.472 de 26/01/2009; DECRETA: Art.1.º Fica instituído o Regime Integrado de Licenciamento de Obras no Município do Rio de Janeiro com a participação dos seguintes Órgãos Municipais: Secretaria Municipal de Urbanismo – SMU; Secretaria Municipal de Meio Ambiente – SMAC; Secretaria Municipal de Obras – SMO, através das Subsecretaria de Gestão de Bacias Hidrográficas e de Obras, Conservação e Projetos Viários; Fundação Instituto de Geotécnica do Município do Rio de Janeiro – GEO RIO; Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio de Janeiro – CET RIO; Secretaria Municipal de Cultura – SMC, através da Subsecretaria de Patrimônio Cultural, Intervenção Urbana, Arquitetura e Design. Parágrafo único - Caberá a cada órgão participante, individualmente ou em conjunto, publicar atos ou providenciar ações técnico-administrativas que garantam o cumprimento do objetivo do presente decreto e do proposto no Relatório Final do Grupo de Trabalho criado pelo Decreto 30.472 de 26/01/2009. Art. 2.º Os processos administrativos serão formalizados diretamente em cada órgão ao qual couber o licenciamento ou a emissão de pareceres técnicos necessários à aprovação do projeto e licenciamento das obras pela Secretaria Municipal de Urbanismo. § 1.º Os órgãos responsáveis pelo licenciamento de obras ou pela emissão de pareceres técnicos, que subsidiem o licenciamento, terão o prazo máximo de quinze dias para formular as exigências, que deverão ser feitas de uma só vez, e mais quinze dias, após o cumprimento integral das exigências, para a aprovação do projeto ou emissão do parecer técnico, salvo quando por despacho fundamentado, for justificada a impossibilidade do cumprimento deste prazo. § 2.º Os pareceres finais necessários a orientar o licenciamento da obra serão emitidos pelos respectivos órgãos técnicos e juntados, pelo requerente, ao processo de licenciamento, bem como o parecer final necessário ao habite-se ou aceitação das obras. Art. 3.º Os projetos de edificações residenciais multifamiliares, comerciais, mistas, residenciais transitórias e de uso exclusivo serão analisados e aprovados em conformidade com o artigo 7º do Decreto 10.426, de 6 de setembro de 1991, devendo esta condição constar da respectiva licença.

§ 1.º O profissional responsável pela autoria do projeto assumirá a responsabilidade, perante o Poder Público e terceiros, pelo cumprimento ao Regulamento de Construção e Edificações. § 2.º A planta de situação dos projetos deverá conter os Termos de Responsabilidade e demais declarações exigidas pela legislação vigente, devidamente assinado pelo Profissional Responsável. Art. 4.º Os projetos para construção de edificações residenciais unifamiliares e bifamiliares serão analisados e aprovados em conformidade com o disposto no artigo 11 do Decreto n.º 5.281, de 23 de agosto de 1985. Art. 5.º O descumprimento ao projeto aprovado e à legislação vigente implicará no cancelamento da licença e no embargo da obra. Parágrafo único - O órgão responsável pelo licenciamento enviará ofício ao CREA, em conformidade com o que dispõe o § 2º do artigo 7º do Decreto 10.426, de 6 de setembro de 1991 e com os parágrafos 3º e 5º do artigo 97 da Lei Complementar 16, de 4 de junho de 1992. Art. 6.º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. Rio de Janeiro, 25 de setembro de 2009 ; 445º ano de fundação da Cidade EDUARDO PAES DO RIO de 28/09/09