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RESUMO

O presente trabalho faz uma abordagem perfunctória no cotidiano do órgão
ministerial trabalhista, na elucidação do seu mister, bem como da atuação do mesmo
como interveniente, fiscalizando o real cumprimento da Lei em instância superiores –
Tribunal Regional do Trabalho e Tribunal Superior do Trabalho -, e como agente,
apresentando-se como parte nos processos em que busca a defesa dos direitos
difusos, coletivos e indisponíveis dos trabalhadores. Deveras, afigura-se apresentar a
evolução histórica do Ministério Público do Trabalho para entendermos, de forma
clara, todo o processo que em que foi submetido o órgão ministerial, desde a sua
criação aos dias modernos. Ressalta, por oportuno, toda a fundamentação jurídica –
baseada na Lei Constitucional e disposições legais extravagantes – do exercício das
funções e das limitações do órgão em comento. Frisa também sobre as atribuições
atinente aos procuradores do trabalho e também da competência para a regular
atuação dos mesmos, mencionando, outrossim, as peculiaridades envolvendo o órgão
ministerial, sua atuação nos processos judiciais e no campo extrajudicial, atuando,
destarte, não só atuando de forma a fiscalizar e punir aqueles que infringirem
mandamentos legais, mas também para prevenir que o mal se alastre perante o
ambiente trabalhista. Por fim, Menciona sobre a incidência e os reflexos, após a
edição da Emenda Constitucional nº 45/2004, na atuação do Parquet laboral.

Palavras-chaves: Ministério Público do Trabalho. Interveniente. Agente. Evolução
histórica. Emenda Constitucional nº45/2004.

INTRODUÇÃO

O Ministério Público do Trabalho apresenta-se, atualmente, como um órgão de
grande relevância para o ambiente laboral, pois atuará, conforme analisado
posteriormente, sempre no resguardo do interesse do trabalhador, e de forma mais
ampla, do interesse público.
O Ministério Público do Trabalho é o ramo do Ministério Público da União que
tem como função atuar na defesa dos direitos individuais e coletivos na seara
trabalhista.
A origem do Ministério Público do Trabalho se confunde com a da Justiça do
Trabalho, consoante publicação do Ministro Ives Gandra Mantins Filho, tendo
surgimento com o Conselho Nacional do Trabalho por via do Decreto nº 16.027/23.
Inicialmente, atuavam os procuradores juntos ao Conselho, emitindo pareceres
nos processos em trâmite. Data-se por volta de 1937, donde a Procuradoria do
Trabalho já apresentava características de Ministério Público, pois tinha como

que são: a erradicação do trabalho infantil e a regularização do trabalho adolescente. pois este resguarda e luta pelos direitos imanentes aos seres humanos. que funciona junto aos TRTs. e as Procuradorias Regionais. velando pela defesa do interesse público. quando entender existente o interesse público que justifique. Importante ressaltar que o Ministério Público do Trabalho pode atuar de duas formas: como órgão interveniente. Sua atuação nos dissídios trabalhistas instaurados perante a Justiça do Trabalho é independente. 127: O Ministério Público é instituição permanente. mas em número significativamente inferior) vítima de uma banalização do ser humano. prevendo a lei a sua intervenção quando solicitada pelo magistrado trabalhista. e a regularização dos contratos de trabalho. Insta frisar que após 1999 foram estipuladas metas ao MPT prioritárias para a atuação do mesmo. a título exemplificativo. 127. emitindo pareceres acerca dos processos judiciais. isto é. Hodiernamente o Ministério Público do Trabalho possui independência funcional. o Ministério Público do Trabalho. após a promulgação da Lei Maior vigente passou a atuar. como parte nos processos em que se busca o os interesses dos grupos difusos. que funciona junto ao TST. também como órgão agente. do regime democrático de direito e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. do trabalho humano. que foi (e ainda é. um papel imprescindível para a sociedade. A manifestação do Ministério Público não é mais obrigatória em todos os processos trabalhistas. 1 Noções gerais O Ministério Público do Trabalho é constituído de uma Procuradoria da Justiça do Trabalho. in verbis: Art. a procuradoria do Trabalho teve uma participação efetiva na elaboração da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas). não subordinada aos magistrados. compostas de um procurador regional e procuradores adjuntos e substitutos de procurador adjunto. e como órgão agente. coletivos e individuais indisponíveis dos trabalhadores. essencial à função jurisdicional do Estado. revelando. pois. caput. a preservação da saúde e segurança do trabalhador. fiscalizando o cumprimento da lei nos processos provenientes dos Tribunais Regionais do Trabalho ou do Tribunal Superior do Trabalho. na defesa dos direito difusos. o combate ao trabalho escravo.principal objetivo o interesse público. Até o advento da Constituição Federal de 1988 a Ministério Público do Trabalho atuava único e tão somente como fiscal da lei. ou mesmo por sua iniciativa. O Ministério Público do Trabalho apresenta. coletivos e indisponíveis trabalhistas. consoante se destoa do art. Tribunal Regional do Trabalho e Tribunal Superior do Trabalho. regularização do trabalho indígena. que por oportuno se apresenta. submetido a apreciação e fiscalização dos procuradores do parquet. incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica. toda a sua independência funcional. principalmente no Brasil. compreendendo a Procuradoria Geral. isto é. hodiernamente. Ademais. por meio da . composta de um procurador-geral e procuradores. o combate a todas as formas de discriminação no trabalho. quando de competência dos Tribunais superiores trabalhistas. da CRFB 1988.

nos seu art. sempre que necessário. da supramencionada ação o combate ao trabalho escravo e em condições degradantes. o combate ao trabalho infantil. instauração de procedimentos investigatórios e inquéritos civis públicos – em órbita administrativa -. Impende. que assevera que os membros do MP e a independência funcional. trabalhos forçados. na falta destes. tais como condições insalubres do ambiente laboral. o da indivisibilidade. o dissídio coletivo de greve. Há também outros meios de atuação do Parquet laboral como parte no processo. que assevera que determina que os órgãos de cada ramo do Ministério Público integram um único órgão. 793 da CLT: A reclamação trabalhista do menor de 18 anos será feita por seus representantes legais e. a ação anulatória de cláusula convencional. o MPT atuará também como parte. quando figurar no pólo ativo ou passivo (por interpretação extensiva do artigo em análise) menor de 18 anos. participando e manifestando-se nas sessões realizadas nos Tribunais Regionais do Trabalho e Tribunal Superior do Trabalho. utilizada para a proteção dos interesses metaindividuais no campo das relações trabalhistas.” Ainda se tratando de atuação judicial. entre outros. conforme se apregoa da dicção do artigo. pelo sindicato. a proteção ao meio ambiente de trabalho et cetera. Fiscaliza então todo o tipo de trabalho a que está submetido o trabalhador. etc. par. na qualidade de substituto processual. Podese aferir como exemplo de situações que ensejam o manejo. par.escravatura. por oportuno.1º: São princípios institucionais do Ministério Público a unidade. como princípios institucionais do Ministério Público o da unidade. 127. atuará o mesmo na qualidade decustos legis. A atividade do órgão ministerial na busca da defesa dos direitos dos trabalhadores pode dar-se através de palestras educacionais. e elaborando pareceres. condição de menores trabalhando. é a ação civil pública. judicial do Ministério Público do Trabalho. ou mesmo por meio de ação civil pública e ação anulatória trabalhista.1 Judicial Atualmente. em se tratando de demandas judiciais. ressaltar que consoante os termos do art. 127. 793 da CLT. pelo Ministério Público Estadual ou curador nomeado em juízo. pelo Parquet. tais como a ação rescisória. indubitavelmente. o mandado de segurança. o principal instrumento de atuação. A Constituição Federal de 1988 elencou. audiências públicas. a indivisibilidade e a independência funcional. pela Procuradoria da Justiça do Trabalho. como agente. . o Ministério Público do Trabalho ainda poderá atuar como órgão interveniente. 2 Da atuação do Ministério Público do Trabalho 2. in verbis: “Art. ou seja. 1º. o combate à discriminação. in verbis: Art.

trazendo.sempre que o interesse público restar evidenciado. uma propositura eficaz da ação judicial cabível ao caso concreto. 10 da Lei 7. na defesa do interesse patrimonial privado. tais como representações. competindo à justiça do Trabalho decidir o conflito. 2. A Emenda Constitucional supra alterou o disposto no art. 114. Passou então. do Parquet. inclusive de empresas públicas e sociedade de economia mista. há um incremente também na competência do Ministério Público do Trabalho. também. Tal atuação do Parquet laboral é de suma importância para o desenrolar dos trâmites processuais. dissídio coletivo. atuar como fiscal da lei nas varas do trabalho. portanto judicial. . a Justiça do Trabalho a ser competente para processar e julgar não só aquelas demandas advindas da relação de emprego. pois este irá perquirir provas e investigar todos os fatos delatados ou descobertos por si mesmo. em caso de greve em atividade considerada essencial (dispostas na no art. produzindo. sendo estes iniciados de ofício ou até mesmo por denúncia por parte da sociedade. como fiscal da lei.2 Extrajudicial A atuação do Ministério Público do Trabalho na esfera extrajudicial ocorre com procedimentos de cunho administrativo. consequentemente. Como resultado lógico do exposto. constitui também uma atuação administrativa.783/1989) com possibilidade de lesão ao interesse público. procedimentos preparatórios. mas também as envolvendo as relações de trabalho. investigatórios ou inquéritos civis. ou por sua própria iniciativa. principalmente na instauração e condução de procedimentos administrativos. pós emenda. 3 Da incidência e dos reflexos da EC 45/2004 na atuação do Parquet laboral É cediço que com a vigência da EC nº 45/2004 o cenário do poder judiciário mudou consideravelmente. sempre que entender interesse público que justifique a atuação. Poderá ainda. tornando ampla a competência do mesmo. o qual encontra limites na própria atuação da jurisdição atinente à justiça laboral. atribuindo competência ao Ministério Público do Trabalho ajuizar. Vale ressaltar que a atuação do Ministério Público do Trabalho como árbitro. quando solicitada pela parte. reflexos na atuação do Ministério Público do Trabalho. dando uma nova redação ao parágrafo 3º do mesmo. por solicitação do juiz do trabalho. Importante frisar que a Orientação Jurisprudencial 237 da SDI-I/TST estabelece que o Ministério Público do Trabalho não tem legitimidade para recorrer. todavia.

pois envolvem a defesa dos Direitos Humanos decorrentes das relações laborais. sem um Ministério Público forte e independente. . de forma ampla. antes mesmo da referida Emenda. no entanto. reuniões setoriais e outros eventos semelhantes. qual seja o de abranger toda e qualquer relação laboral. não sendo possível a interferência ministerial neste direito. comprometer o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade (art. há. salvo se. Feita todas as digressões. João Benedito de Azevedo Marques. doutrinadores que entendem que o Ministério Público do Trabalho já vinha atuando. em hipóteses como o combate ao trabalho das crianças nos lixões e o combate ao trabalho infantil domésticos.” 4 Conclusão Desta feita. 9º. é o Ministério Público do Trabalho que atuará na defesa dos direitos individuais e coletivos no âmbito laboral. oficinas. incumbido de zelar pela efetiva observância da lei e da Constituição.” Com relação aos reflexos da EC 45/2004. uma vez que a greve é um direito assegurado constitucionalmente aos trabalhadores (art. que aduz: “A atuação do Ministério do Trabalho. conforme exposto acima. entretanto. que diz: “Não existirá sociedade realmente democrática. em toda e qualquer relação de trabalho e não somente nas relações de emprego. 11 da Lei 7. Nesse sentido é a lição de Sandra Lia Simon. protegida pela Consolidação das Leis do Trabalho. é importante mostrar que a atuação do Parquetlaboral não se resume apenas e tão somente ao seu mister junto ao setor judiciário propriamente dito. já vinha apontando nesse sentido. o trabalhador. Outrossim. Os exemplos dessa atuação ampliada são muitos e dos mais variados e vão além dos limitados contornos do direito do trabalho. de todas as eventuais mazelas que já atingiram os trabalhadores humanos. condição indispensável para que também o Poder Judiciário seja efetivamente soberano. Apresenta.Em relação às atividades não consideradas essenciais. da CF/1988). procuradora-geral do trabalho. faz-se oportuno apresentar o ensinamento do célebre Promotor de Justiça de São Paulo. um papel salutar perante a sociedade. independentemente da existência da clássica noção de trabalho subordinado.” Verdadeiramente. exercido de forma abusiva. mesmo atuando como órgão interveniente ou como agente. resguardando assim.783/1989). mostra-se toda a importância do Ministério Público do Trabalho perante todo o enredo frente às relações laborais. entende o Nobel jurista Renato Saraiva: “não há espaço para a atuação do ‘Parquet’ laboral. Dr. dessa forma. deveras este também trabalha como orientador da sociedade revelando tal mister por meio de audiências públicas. mas que prejudicam os interesses difusos da coletividade. principalmente no Brasil. entre outros.

PRECLUSÃO DOS ATOS Art. conforme aponta a maioria. conforme estabelecer o Regimento Interno de cada Tribunal. e anotações) nos autos . que pode se encerrar antes das 20 horas. ou ao Serviço de Distribuição. da CLT). A PRECLUSÃO TEMPORAL O art. 161 do CPC. incrementando as suas atribuições a partir da EC 45/2004. 183 do CPC. Termos. 781. onde houver (art. salvo quando a lei o exigir. lógica e consumativa. .artigo 770.declarados por lei federal – art. Segredo de justiça . Cumprimento dos atos processuais na CLT .Em suma. os atos não dependem de forma específica. sublinhados. é livre (art. Por exemplo: a não apresentação da Contestação no prazo de quinze dias (ou sessenta dias para pessoas determinadas). • Atos.apresentados em Secretaria. Carga dos autos: somente por advogado constituído nos autos (art.art. Formas de preclusão: temporal.aplica-se ao Proc. 777 da CLT). ao princípio da publicidade. a consulta em Secretaria. Assim.art. Feriados forenses . A PRECLUSÃO TEMPORAL É a extinção da faculdade de praticar um determinado ato processual em virtude de haver decorrido o prazo fixado na lei. Atendem. reputando-se válidos os que cumprirem a sua finalidade. Trabalho na forma do art. evitando que a parte pratique um ato processual após aquele prazo fixado na lei. percebe-se a notória função social que há o Ministério Público do Trabalho no exercício de sua função. contudo. 183 do CPC menciona os efeitos da preclusão temporal. OBS: Vedação à parte e ao procurador de lançar ‘cotas marginais ou interlineares’ (grifos. Parágrafo único. 155 do CPC (previsão de sua utilização . Nulidades e Prazos no Processo do Trabalho Como no Processo Civil. a peça contestatória não poderá ser apresentada no décimo sexto dia. sempre. delegando poderes ao Parquet laboral para uma atuação efetiva e contundente na órbita trabalhista. OS ATOS PROCESSUAIS DAS PARTES Petições e declarações . respeitando o Princípio da Celeridade Processual. visto que já ocorreu a preclusão. 778). 779). 175 do CPC. Os atos das partes devem atender ao ‘expediente forense’.

desde que não se trate de questões de ordem pública. tal ato não poderá ser praticado em virtude da já apresentada contestação anterior. impulsionando o processo ao seu destino final. • Chegando o processo até o seu fim. • PRECLUSÃO CONSUMATIVA • É a extinção da faculdade de praticar um determinado ato processual em virtude de já haver ocorrido a oportunidade para tanto. entender ser inepta a inicial por falta de causa de pedir e. Diante desse conceito. Apesar de boa parte da doutrina dizer que a preclusão temporal não se aplica ao magistrado. podemos dizer que um dos efeitos desse instituto será justamente a extinção do direito de praticar o ato processual. • Por exemplo: a sentença é julgada totalmente procedente e o autor. estar sujeito à preclusão consumativa. logicamente. No dia seguinte.• Parte da doutrina diz que esse tipo de preclusão não se opera para o juiz. onde há a ocorrência da irrecorribilidade da decisão final. viu que se esqueceu de mencionar um fato e tenta apresentar novamente a contestação. • PRECLUSÃO LÓGICA • É a extinção da faculdade de praticar um determinado ato processual em virtude da não compatibilidade de um ato com outro já realizado. Porém. • EFEITOS • Como vimos. extinguir o processo sem resolução do mérito. • A preclusão funciona como força movimentadora. Em seguida. que é o provimento jurisdicional. já que os prazos para o magistrado são impróprios e não-preclusivos. deparemos com a preclusão máxima. aceita aquela decisão. Logicamente. • Por exemplo: o réu apresenta a contestação no décimo dia. o juiz pode. visto que seus prazos são considerados impróprios e não-preclusivos. preclusão pode ser conceituada como a perda da faculdade de praticar determinado ato processual. o mesmo interpõe recurso de apelação. depois de ter saneado o feito. • Ex: Quando o juiz. • PRECLUSÃO PRO IUDICATO • É a extinção de um poder do próprio juiz. • COISA JULGADA FORMAL = TRÂNSITO EM JULGADO . em tese. Devido a quantidade de processos existentes no Poder Judiciário e seria praticamente impossível exercer os atos no momento oportuno. Pois bem. em conseqüência. chamada pela doutrina de coisa julgada formal.

• PRAZOS PROCESSUAIS QUANTO A ORIGEM • Legais: estabelecido em lei. Execução 48h. são os de mero expediente. Art.. para que a mesma possa apresentar determinado documento por exemplo. – que sejam incompatíveis com outros atos já existentes. decidindo ou não o mérito da causa (sentenças definitivas e terminativas. bem como certificar decursos de prazos. Ex. seja pelo decurso do prazo do recurso cabível. porquanto não possa mais ser impugnada por recurso – seja pelo esgotamento das vias recursais. • Sentenças .art. II CPC • QUANTO A NATUREZA • Dilatórios: admite prorrogação pelo juiz pedido pela parte. – que sejam repetidos de forma indevida. • Ao diretor de secretaria cabe rubricar os termos constantes dos autos. • Decisões interlocutórias .. Esse prazo pode ser reduzido desde que requerido antes do vencimento do prazo para que não configure a preclusão. 880 CLT. respectivamente) • OS ATOS DA SECRETARIA • Recebimento da inicial e demais petições. 787 e 788 da CLT. pois. recurso 8 dias • Judicial: estabelecido pelo juiz • Convencional acordados entre os litigantes.” (Didier) • A preclusão no nosso ordenamento jurídico é importante.• “A coisa julgada formal é a imutabilidade da decisão judicial dentro do processo em que foi proferida. além de encaminhar a notificação (citação inicial) e expedir outras certidões e documentos da secretaria: Distribuição e encaminhamento ao Juízo . no curso do feito. 265.atos pelos quais o Juiz põe termo ao processo. • Numeração dos autos. • OS ATOS DO JUIZ • Despachos .atos que não realizam qualquer decisão.atos em que o Juiz resolve questão incidente. Art. 181 CPC . evita: – que os atos processuais sejam feitos fora dos prazos previstos na lei.

convocação do réu ou interessado a juízo. domingo ou feriado. 213. para que possa produzir defesa regular. ou da data de publicação do edital. ou por terceiro interessado. Regra geral: encaminhamento por via postal. registrada.CPC. ou em virtude de força maior. O início da contagem do prazo: exclui-se o dia do recebimento ou publicação e inclui-se o dia do vencimento do prazo. entende-se como sendo de 5 dias – art.• Peremptório: são os prazos fatais. • DOS PRAZOS NO PROC. para que o intimado faça ou deixe de fazer alguma coisa . caso o último dia seja sábado. • Na CLT. 774. poderá ser citado por edital. • DAS COMUNICAÇÕES DOS ATOS • A notificação (ou citação) . • Enunciados 1 e 262 do TST sobre notificação entregue sexta-feira ou sábado. • Prorrogação para o dia útil subseqüente. Não encontrado o réu. na forma do art. mas nunca superior a 60 dias. Porém o art. TRABALHO • CLT. • O prazo se inicia a partir do recebimento da notificação ou intimação. 224 e SS do CPC. art. • Impróprios: fixados pelo ordenamento jurídico e destinados aos juízes e servidores do poder judiciário. previsto por lei ou pelo juiz e sujeitos à preclusão. comprovada (art. 188 do CPC. Pode ser feita a citação por Oficial de Justiça. 841.CPC. • Na falta de prazo legalmente previsto. querendo .aplica-se a regra do art. não sujeito a preclusão • DOS PRAZOS NO PROC. se for o caso. exceto em caso de calamidade pública • QUANTO AO DESTINATÁRIO • Próprios: são os destinados as partes. 775 da CLT). não passíveis de prorrogação. . Fazenda Pública .cientificação das partes sobre atos praticados no processo pelo Juiz. TRABALHO • Pode ocorrer também a critério do Juiz. ou estipulado pelo Juiz. também aplicadas as regras dos artigos 231 e SS do CPC. • DAS COMUNICAÇÕES DOS ATOS • A intimação . art.aplica-se o art. e termos contidos no mesmo. pela parte adversa. 185 do CPC. 265 do CPC. 182 CPC admite tal prorrogação em caso de difícil transporte. A suspensão do prazo por falecimento da parte . art.

787 e 788 da CLT. . 1. ou ao Serviço de Distribuição.art. 3. mas é dever do Juízo decretá-la de ofício. 779). os atos não dependem de forma específica. • É vedado à parte arguir nulidade por ela própria produzida. 781. da CLT). o Juiz ou Tribunal deverá mencionar quais atos a que se estende tal declaração . que pode se encerrar antes das 20 horas. ao princípio da publicidade.art. 794 CLT • Só se considera nulo o ato processual se causar prejuízo manifesto a algum dos litigantes.artigo 770. sempre. ao diretor de secretaria cabe rubricar os termos constantes dos autos. Processa-se da mesma forma que a citação.art. no caso do Processo do Trabalho. Cumprimento dos atos processuais na CLT . no curso do feito. . Os atos do Juiz: a) despachos . • DAS NULIDADES . 778). 248 do CPC.atos pelos quais o Juiz põe termo ao processo.Vedação à parte e ao procurador de lançar ‘cotas marginais ou interlineares’ (grifos. lógica e consumativa. 4.art। 175 do CPC. Feriados forenses .art. contudo. bem como certificar decursos de prazos. • Deve ser arguída pela parte na primeira oportunidade que tiver para falar nos autos. é livre (art. 777 da CLT).Carga dos autos: somente por advogado constituído nos autos (art. c) sentenças . salvo quando a lei o exigir. além de encaminhar a notificação (citação inicial) e expedir outras certidões e documentos da secretaria। Distribuição e encaminhamento ao Juízo . b) decisões interlocutórias . Segredo de justiça . sublinhados. são os de mero expediente. e anotações) nos autos . quando se tratar de incompetência absoluta. a consulta em Secretaria.declarados por lei federal . conforme estabelecer o Regimento Interno de cada Tribunal. Parágrafo único.ART. Trabalho na forma do art. 161 do CPC.apresentados em Secretaria. 234. Os atos das partes devem atender ao ‘expediente forense’. .Preclusão dos atos: art। 183 do CPC. Formas de preclusão: temporal. decidindo ou não o mérito da causa (sentenças definitivas e terminativas.aplica-se ao Proc. Os atos processuais das partes: petições e declarações . 2. reputando-se válidos os que cumprirem a sua finalidade. • Ao declarar a nulidade de um ato.atos em que o Juiz resolve questão incidente. 155 do CPC (previsão de sua utilização . respectivamente)। 5. . Os atos da Secretaria: recebimento da inicial e demais petições. Tal como no Processo Civil. onde houver (art. • Presunções em matéria de prazos: Enunciados 16 e 197 do TST.art.atos que não realizam qualquer decisão. Atendem. numeração dos autos.

. ou estipulado pelo Juiz. também aplicadas as regras dos artigos 231 e seguintes do CPC. 248 do CPC.Das nulidades . 774 . prorrogação para o dia útil subseqüente.Presunções em matéria de prazos: Enunciados 16 e 197 do TST। 8. 841. 234. no caso do Processo do Trabalho. 213.CPC. se for o caso.art.suspensão do prazo por falecimento da parte . . Não encontrado o réu. .Dos prazos no Proc. .só se considera nulo o ato processual se causar prejuízo manifesto a algum dos litigantes. 7. 775 da CLT). quando se tratar de incompetência absoluta.CLT.art. . . mas é dever do Juízo decretá-la de ofício. para que possa produzir defesa regular. é vedado à parte arguir nulidade por ela própria produzida. art. entende-se como sendo de 5 dias . querendo .CPC. ao declarar a nulidade de um ato.6. art. Trabalho .vide Enunciados 1 e 262 do TST sobre notificação entregue sexta-feira ou sábado.aplica-se o art. CLT.A intimação . pode ocorrer também a critério do Juiz. Fazenda Pública . caso o último dia seja sábado. deve ser arguída pela parte na primeira oportunidade que tiver para falar nos autos. o Juiz ou Tribunal deverá mencionar quais atos a que se estende tal declaração . poderá ser citado por edital. 265 do CPC.A notificação (ou citação) .convocação do réu ou interessado a juízo. 224 e seguintes do CPC.prazo se inicia a partir do recebimento da notificação ou intimação.início da contagem do prazo: exclui-se o dia do recebimento ou publicação e inclui-se o dia do vencimento do prazo.Das Comunicações dos Atos . ou em virtude de força maior. ou da data de publicação do edital.art। 185 do CPC. 188 do CPC. Regra geral: encaminhamento por via postal. .cientificação das partes sobre atos praticados no processo pelo Juiz. comprovada (art. . . art.na falta de prazo legalmente previsto. Processa-se da mesma forma que a citação. registrada. pela parte adversa. art.aplica-se a regra do art. ou por terceiro interessado. e termos contidos no mesmo. . domingo ou feriado. na forma do art. para que o intimado faça ou deixe de fazer alguma coisa . 794 da CLT . Pode ser feita a citação por Oficial de Justiça.