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COMEÇANDO DO ZERO

Direito Tributário
Josiane Minardi

Princípio da Legalidade

Nos termos do art. 150, I da CF nenhum tributo será instituído ou aumentado, a não ser por
intermédio de LEI!
Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado
à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
I - exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça
Além dos tributos só poderem ser instituídos, extinto ou majorados, reduzidos por lei, temos outras
matérias, de acordo com o art. 97 do CTN que também só podem ser tratadas por meio de lei, e como o
CTN menciona apenas lei, temos que poderá ser por meio de lei ordinária.
Art. 97. Somente a lei pode estabelecer:
(…)
III - a definição do fato gerador da obrigação tributária principal, ressalvado o
disposto no inciso I do § 3º do artigo 52, e do seu sujeito passivo;
IV - a fixação de alíquota do tributo e da sua base de cálculo, ressalvado o
disposto nos artigos 21, 26, 39, 57 e 65;
V - a cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus
dispositivos, ou para outras infrações nela definidas;
VI - as hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários,
ou de dispensa ou redução de penalidades.
A mera atualização do valor monetário da respectiva base de cálculo NÃO constitui majoração de
tributo, nos termos do art. 97, § 2º do CTN, podendo ser realizada por meio de simples Decreto.
Todos os tributos estão sujeitos ao Princípio da Legalidade, ou seja, só podem ser instituídos ou
majorados por intermédio de lei.
Conquanto, a Constituição Federal, em seu artigo 153, § 1º prevê alguns impostos que podem ter as
alíquotas alteradas, desde que observados os limites e condições estabelecidos em lei, por meio de ato
do Poder Executivo, o que se dá comumente por decreto presidencial ou por portaria do Ministro da
Fazenda. São eles:
Imposto sobre a Importação (II)
Imposto sobre a Exportação (IE)
Imposto sobre produtos Industrializados (IPI)
Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguros (IOF)
O art. 153, § 1º da CF ao estabelecer que o Poder Executivo poderá alterar as alíquotas do II, IE, IPI e
IOF, possibilitou, inclusive, que esses tributos tenham suas alíquotas majoradas, por decreto, por exemplo,
desde que observados os limites e condições estabelecidos em lei, é claro.
O art. 177, § 4º, I, “b” da CF também possibilita ao Poder Executivo reduzir e restabelecer as
alíquotas da Contribuição de intervenção no domínio econômico Combustível – CIDE COMBUSTÍVEL,
por meio de ato próprio, no caso, o decreto presidencial.
O art. 155, § 4º, IV, “c” da CF possibilita ao Poder Executivo reduzir e restabelecer as alíquotas do
ICMS incidência monofásica, nas operações com combustíveis e lubrificantes previstos em lei
complementar federal.
No caso do ICMS combustível os convênios interestaduais, celebrados no âmbito do CONFAZ
(Conselho de Política Fazendária) é que definirão as suas alíquotas.

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106. o qual determina que “a lei não prejudicará o direito adquirido. quando se busca tratar desigualmente contribuintes em situações desiguais. títulos ou direitos (art. desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo. I. “a” e “b”e “c” do CTN) . XXXVI da CF. Pelo princípio da isonomia deve-se tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais na medida de suas desigualdades. Terceira Possibilidade: (art. II da CF). 5º. dispensa legal do dever de pagar tributo.cers. Primeira Possibilidade: (art. não viola o princípio da isonomia. Princípio da Irretroatividade É vedado à União.Quando se tratar de lei expressamente interpretativa e desde que não comine penalidade. (art. independentemente da denominação jurídica dos rendimentos. aos Estados. nos termos do art. O Código Tributário Nacional prevê três exceções ao princípio da irretroatividade. por exemplo. III. www. aos Estados. explora-a de modo específico. 144. A concessão de isenção. ao Distrito Federal e aos Municípios instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. 5º da CF determina a igualdade de modo genérico.Em se tratando de lançamento tributário. Enquanto o art. 150. lei que instituir novos critérios de apuração ou fiscalização. será considerada ofensiva ao princípio da irretroatividade das leis. Segunda Possibilidade: (art. do CTN) . 150.com. “a” da CF). o art. proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida. artigos 106. b) quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão. O princípio da Irretroatividade também reflete a segurança jurídica. ou tratamento diferenciado para algumas atividades. no campo do direito tributário. o ato jurídico perfeito e a coisa julgada”. II.COMEÇANDO DO ZERO Direito Tributário Josiane Minardi Princípio da Isonomia É vedado à União.A lei tributária poderá retroagir tratando-se de ato NÃO definitivamente julgado: a) quando deixe de defini-lo como infração. sem inovar a ordem jurídica e por essa razão somente retroagirá se a interpretação que der à lei anterior coincidir com a interpretação que lhe der o Judiciário e havendo qualquer agravação na situação do contribuinte. traz tratamento diferenciado para as microempresas e empresas de pequeno porte. 106.br 2 . ao Distrito Federal e aos Municípios cobrar tributos em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado. Uma lei interpretativa apenas esclarece o sentido de uma outra anterior. A Lei Complementar nº 123/2006. I e II e art. § 1º do CTN) . pelo fato dessas apresentarem capacidade contributiva distinta das demais empresas. II da CF. 150. § 1º. 144. c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.