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Periódico Para Rir e Aprender

,

CONSCIENTIZAR PARA
TRANSFORMAR

Mensagem
ao Leitor

A todo

Prezados Prevencionistas,
Neste mês continuamos com temas
diversos sobre Segurança do Trabalho.
Vamos falar sobre a precisão dos
equipamentos de medição, permissão
de trabalho, motivos dos acidentes na
construção civil e é claro, tudo de forma
descontraída, com pitadas de humor.
E solicitamos aos leitores materiais para
mantermos nosso jornalzinho sempre
com pautas interessantes.
Prof. Mário Sobral Jr.

IRMÃOS NA
INFORMAÇÃO
A

ssim como mensalmente publico o
Segurito outros profissionais ou empresas
também têm seus periódicos.
Abaixo alguns deles:
Boletim Yorgos periódico da Yorgos Ambiental
com temas técnicos diversos. Acesse em:
http://www.yorgos.com.br/boletim.html
Jornal Protege é uma publicação da 3M
destinado aos profissionais de Segurança do
Trabalho e Higienistas. Acesse em:
http://solutions.3m.com.br/wps/portal/3M/pt
_BR/PPE_SafetySolutions_LA/Safety/Resource
s/Eleven/

Mando Notícias (Editor Armando Campos)
informes diversos sobre SST sempre com um
pouco de poesia nas palavras. Acesse em:
http://www.armandocampos.com/
Norminha (Editor Wilson Celio Maioli) –
semanalmente apresenta notícias diversas
sobre Segurança do Trabalho (eventos,
SIPAT’s, treinamentos), além de matérias
técnicas.
Solicite
pelo
e-mail:
contato@norminha.net.br
O Prevencionista (Editor Cláudio Antônio Dias
de Oliveira) – é semanal e trata mais
fortemente da legislação relacionada a área.
Solicite
pelo
email:
claudio3214@yahoo.com.br
Contatos:

Manaus, Junho 2015 – Edição 105 – Ano 9

momento escutamos sobre a
necessidade de fazer conscientização, que
precisamos conscientizar os trabalhadores
sobre a importância da Segurança do Trabalho.
Mas como vamos fazer isto?
Será que basta colocar os trabalhadores em
uma sala, ligar o datashow e depois de
palavras, dinâmicas, risadas e conversas
conseguiremos que saia porta afora um novo
trabalhador, agora totalmente conscientizado?

Infelizmente não funciona assim.
O nosso trabalhador pode ter trezentos
treinamentos que não necessariamente ele irá
despertar para a nossa realidade.
Mas voltemos alguns passos atrás.
O que é conscientização?
E para este conceito é bom chamar um mestre
(um dos maiores), Paulo Freire, para ele era o
processo de confrontar o indivíduo com a
realidade, para a partir daí entendê-la.
Ou seja, quando alguém está consciente sobre
algo significa que tem o conhecimento e com
isso pode refletir, julgar e finalmente fazer a
transformação de si mesmo e dos que o
rodeiam.
Mas esta consciência na área da Segurança do
Trabalho precisa iniciar de cima para baixo.
No entanto, muitas empresas acreditam que
quem precisa ser conscientizado é o
trabalhador de chão de fábrica e quem deve
conscientizar é o SESMT.
É preciso entender que este despertar para a
realidade nem sempre é tão fácil porque pode
vir até a ser contrário às nossas expectativas.
Por exemplo, podemos dizer que a chefia está
consciente quando exige que o trabalhador
siga determinado procedimento de Segurança,
porém caso haja um atraso na produção relaxa
nas exigências e até induz o trabalhador a se
desviar do mesmo procedimento.
Ou seja, para conseguir a tal da
conscientização é preciso que a empresa tenha
a mente aberta e aceite a sua verdade e as
suas limitações.
E não será a partir dos trabalhadores que a
consciência ocorrerá de forma duradoura, mas
sim por meio da transformação de quem
comanda servindo como exemplo e tendo a
Segurança do Trabalho como um valor que
deve ser observado em qualquer situação.
Autor: Mário Sobral Júnior – Engenheiro de
Segurança do Trabalho

www.jornalsegurito.com

Jornal Segurito

Boa
Leitura!
Tenho a satisfação de informar que o meu
livro Segurança do Trabalho – Organizando
o Setor Vol. I já está na segunda edição.
O livro tem o objetivo de ser um colega de
trabalho para auxiliá-lo a organizar a casa.
Para quem tiver interesse em adquirir o
livro basta acessar:
www.jornalsegurito.com

Segurança do Trabalho - Organizando o
Setor – Vol. I - Mário Sobral Jr

PIADINHA
Um menino de três anos foi com seu pai
ver uma ninhada de gatinhos que haviam
acabado de nascer. De volta a casa,
contou para sua mãe que havia gatinhos e
gatinhas.
- Como você soube disso?
- Papai os levantou e olhou por baixo respondeu o menino - acho que ali estava
a etiqueta.

NOVA SINALIZAÇÃO
DE TRÂNSITO

jornalsegurito@bol.com.br

JORNAL SEGURITO

AVALIAÇÃO
SEMANAL
E

m geral, a referência temporal usada para
avaliar a exposição por inalação a um
determinado agente químico é a diária (além da
de Curta Duração para curtos períodos de tempo
em que os níveis de concentração podem ser
elevados). No entanto, em casos justificáveis cabe
uma avaliação semanal no lugar da diária.

Este tipo de avaliação só pode ser realizado em
determinadas circunstâncias, quando se cumpram
as seguintes condições:
a) Que se trate de um agente químico que
apresente um largo período de influência, isto é,
que os efeitos adversos para a saúde tenham lugar
após exposições repetidas ao longo de meses ou
anos;
b) Que existam variações sistemáticas entre as
Exposições Diárias de diferentes jornadas.
A Exposição Semanal se obtém aplicando a
seguinte equação:
ES = ∑ ED /5
Sendo ∑ED a somatória das exposições diárias
correspondentes aos sucessivos dias da semana
de trabalho.
O valor assim obtido será comparado com o limite
de tolerância para a exposição diária.
Portanto, em situações particulares poderemos
recorrer a este parâmetro, a Exposição Semanal.

Fonte: Manual de Higiene Industrial - Fundación
Mapfre - 2a Edição.

PIADINHAS
O Seguritinho estava triste na sala de
aula devido a morte do seu cachorro.
- Quando eu morrer e for ao céu, vou
perguntar porque ele morreu tão cedo.
E a professora querendo descontar a
traquinagens do menino pergunta:
- E o que vai acontecer se ele tiver ido ao
inferno?
- Aí a senhora pergunta.

NÃO VAI CAIR DO CÉU
E

m época de crise, o que escuto por todos os
lados é sempre a mesma coisa: Não consigo um
emprego!
No entanto, no mês passado estive em duas
empresas que estavam precisando de
profissionais de Segurança do Trabalho e que não
conseguiam contratar ninguém dentro do perfil
estabelecido.
Percebe que tem algo errado?
A equação não bate, muita gente desempregada
e ainda assim há dificuldade de conseguir
profissionais.
Mas professor estão muito exigentes.
Meu filho deixa só eu lhe dar uma notícia triste: a
cada ano que passar o mercado ficará ainda mais
exigente.
Isto irá ocorrer porque o emprego formal
(carteira assinada) tem uma tendência de
redução, mas em compensação todo dia temos
mais profissionais formados no mercado atrás
deste tipo de emprego.
Na minha opinião um grande problema é que
muitos
sofrem
uma
“síndrome
de
dependentismo”, ou seja, acreditam que só por
estarem formados irão bater na porta das
empresas e essas terão a obrigação de contratálos.
Infelizmente não funciona desta forma, as
empresas não estão simplesmente à procura de
um profissional de Segurança do Trabalho, elas
sempre estarão à procura de um profissional que
lhes dê retorno financeiro.
E se quisermos ou precisarmos ser este
profissional teremos que dar umas gotinhas a
mais de suor, e isto começa desde a época da sala
de aula (ou provavelmente até antes), mas tem
gente que praticamente faz favor de assistir

aula, quanto mais ler um livro.

Ahhh professor, o senhor fala isso porque nunca

assistiu aula na minha escola, os professores não
sabem passar o assunto e são extremamente
monótonos.

Só lhe faço uma pergunta: Quem é que vai
precisar de emprego depois de formado, ele ou
você?
Não interessa se o professor é ruim. Tente
conversar com ele, reclame com o coordenador,
mas em paralelo dê o seu jeito e vá estudar.
Mesmo um excelente curso não será bom o
suficiente para lhe tornar um profissional
completo. Anos após ter entrado no mercado de
trabalho sempre teremos lacunas de informação
e só o estudo contínuo irá ajudar a supri-las.
Resumindo, não adianta chorar, se você quer
trabalhar em uma área técnica como a de
Segurança do Trabalho você não pode ficar
parado esperando que tudo caia do céu.
E lembrando que além da obrigatória boa
formação
técnica,
precisamos
ser
multifuncionais,
comprometidos,
flexíveis,
organizados, criativos, éticos e ter mais algumas
dezenas de qualidades que a cada ano irão
aumentar um pouco mais.
Então não fique parado, estude e tente
desenvolver novas habilidades, para ter um
diferencial no mercado de trabalho.
Autor: Mário Sobral Júnior – Engenheiro de
Segurança do Trabalho

VIDA ÚTIL DOS EPIS
já sabem não há um prazo único
Cparaomoo vocês
tempo de troca de um EPI, para
definirmos este tempo é preciso avaliarmos o
desgaste e identificarmos qual seria a vida útil
para cada atividade.
Por exemplo, uma bota de segurança pode
durar vários meses nos pés de um trabalhador
do setor administrativo e talvez a mesma bota
não dure um mês nos pés de um operário da
construção civil.



Mãe, você só reclama de mim porque
não sabe quantas vezes eu já virei o
chinelo pra salvar a sua vida.



Mas apesar de o tipo de atividade ser fator
decisivo para a vida útil do EPI, os cuidados do
trabalhador com o equipamento podem fazer
muita diferença. Para ter os referidos cuidados

o trabalhador precisará receber a informação e
além disso precisaremos ter uma sistemática
de inspeção.
Vejamos o exemplo dos óculos de proteção,
que acaba sendo frequentemente descartado
em função de arranhões na lente. Abaixo duas
orientações básicas que podem prolongar o
uso destes óculos.
a) Não depositar o óculos sobre qualquer
superfície apoiado sobre as lentes;
b) Não limpar os óculos na camisa ou outro
tecido caso o mesmo esteja sujo. Neste caso os
resíduos
da
lente
serão
arrastados
aumentando o número de riscos.
Uma sugestão: avalie a vida útil dos seus EPIs e
verifique o motivo pelo qual estão sendo
descartados, talvez alguns estejam indo para o
lixo precocemente devido à falta de
treinamento e fiscalização.
Autor: Mário Sobral Júnior – Engenheiro de
Segurança do Trabalho

2

JORNAL SEGURITO



ESTACIONANDO
DE RÉ
U

m procedimento que pode ser um cartão
de visitas para uma empresa demonstrar seu
interesse na Segurança do Trabalho é a
obrigatoriedade de estacionar os veículos de
ré.
Este procedimento é uma boa prática que em
uma situação de emergência pode ser útil não
apenas para os trabalhadores, mas também
para todos que estejam visitando a empresa.

Na prática esta disposição dos veículos
facilitaria a saída por evitar manobras
desnecessárias, principalmente em situação de
pânico.
Ahhh professor, eu até tentei estabelecer este
procedimento na minha empresa, mas muita
gente não segue.
Pois bem, depois de conseguir o apoio da
direção e de comunicar os trabalhadores,
podemos tentar estabelecer um sistema de
multas em que o veículo irregular teria a placa
registrada e sob o limpador de para brisas
depositaríamos a referida “multa” que
explicaria a necessidade do posicionamento.
No caso de reincidências o motorista poderia
ser “penalizado” tendo de refazer o
treinamento sobre segurança no trânsito que
deveria ter sido realizado no início deste
procedimento.
Autor: Mário Sobral Júnior – Engenheiro de
Segurança do Trabalho

PIADINHA
Todas as crianças haviam saído na
fotografia e a professora estava tentando
convencê-los a comprar uma cópia da
foto do grupo.
- Imaginem que bonito será quando
vocês forem adultos e todos disserem:
“Ali está Catarina, é advogada”, ou
também “este é o Miguel. Agora é
médico”.
E o Seguritinho do fundo da sala fala:
- E ali está a professora que já morreu.

ACIDENTE NA OBRA
Hoje atuo exclusivamente como Engenheiro

de Segurança do Trabalho, mas como tenho a
formação de Engenheiro Civil “toquei” diversas
obras no início da minha carreira profissional e
agora consigo entender a frequência elevada
de acidentes na Construção Civil.
Sempre escutamos que os problemas são
decorrentes da baixa instrução da mão de
obra, dos diversos riscos presentes e por haver
uma mudança contínua das atividades.
Concordo com todos estes fatores, mas tem
um que geralmente é deixado de lado.
Na época de “tocador” de obra lembro que as
situações
de
maior
risco
ocorriam
invariavelmente devido a atrasos na produção.
Em geral, a novela sempre era a mesma, a
obra começava um pouco mais lenta e com
poucos trabalhadores, depois de algum tempo
entrava no ritmo ideal.
No entanto, em geral, já havia um atraso no
cronograma que não era possível eliminar
mesmo “entupindo” a obra com operários.
Isto ocorre porque, como em qualquer
projeto, há uma necessidade de uma
sequência construtiva.
Por exemplo, não tem como a equipe de
cobertura entrar se a estrutura ainda não está
pronta.

Neste ponto da obra começa a haver a pressão
do cliente que é repassada para a direção até
chegar ao trabalhador.

Não necessariamente os acidentes ocorriam,
mas em geral era o momento em que todo
mundo era mais complacente com situações
de risco tendo por argumento a sobrevivência
da empresa que precisa entregar a obra no
prazo custe o que custar.
Perceba que o problema tem forte influência
organizacional, ou seja, temos diversos fatores
que são os potenciais geradores dos acidentes
na construção civil, mas um que precisa ser
bem acompanhado é a capacidade de
gerenciamento.
Autor: Mário Sobral Júnior – Engenheiro de
Segurança do Trabalho

PRECISÃO DOS EQUIPAMENTOS
T em muita gente que compra gato por lebre

e nem percebe.
Por exemplo após muita negociação e meses
de espera você conseguiu que a empresa faça
a aquisição de um dosímetro, mas como
conhece pouco do assunto acabou comprando
um bem baratinho sugerido pelo setor de
compras.
Na verdade, são diversos os critérios que
precisamos atender e um bem importante é a
precisão do equipamento. O problema é que a
NR 15 não fala nada sobre o assunto, porém se
dermos olhada na NHO 01 teremos pelo
menos uma indicação. Veja abaixo trecho da
norma:
Os medidores integradores de uso pessoal,
também denominados de dosímetros de ruído,
a serem utilizados na avaliação de exposição
ocupacional ao ruído, devem atender às
especificações constantes da Norma ANSI
S1.25-1991 ou de suas futuras revisões, ter
classificação mínima tipo 2.
Outra referência técnica interessante é a
ACGIH que estabelece o seguinte:
O nível de pressão sonora deve ser
determinado por um medidor de nível de
pressão sonora ou por um dosímetro, que
atenda
aos
requisitos
mínimos
da
Especificação para Medidores de Nível de Som,
ANSI S1.4-1983 ou da Especificação para

Dosímetros Individuais de Ruído, ANSI S1.251991. Além da IEC 804-1985.
Mais uma referência técnica é a estabelecida
na Espanha pelo Real Decreto 286-2006 que
segue as especificações estabelecidas pela
norma UNE-EN 61672-2005.
Todas estas normas estabelecem uma
classificação de 0 a 3 em que 0 é o mais
preciso servindo como padrão de referência
para os demais (utilizado em laboratórios) e
com elevado custo, o 1 também tem uma boa
precisão e já é mais frequente seu uso em
avaliações ambientais nas empresas, o mesmo
ocorre com o 2 que tem um erro um pouco
maior, mas ainda é aceitável
Porém o 3 será o equipamento com maior erro
na medição devendo ser utilizado apenas para
se ter uma ideia aproximada do nível sonoro.
Ou seja, para uma avaliação adequada
precisamos adquirir um equipamento que
atenda pelo menos o Tipo ou Classe 2.
No entanto, para garantir esta precisão
precisamos realizar a calibração destes
equipamentos em laboratórios da Rede
Brasileira de Calibração (RBC), credenciados
pelo INMETRO (Instituto Nacional de
Metrologia, Qualidade e Tecnologia).
Fique de olho!!!
Autor: Mário Sobral Júnior – Engenheiro de
Segurança do Trabalho

3

JORNAL SEGURITO

ELETRICIDADE ESTÁTICA

A

eletricidade estática (estática para
abreviar) foi responsabilizada por muitos
incêndios e explosões, às vezes, corretamente.
Algumas vezes, porém, os investigadores não
conseguiram encontrar qualquer fonte de
ignição. Assim, presumem que deva ter sido
eletricidade estática embora não consigam
mostrar precisamente como uma carga
estática pode ter sido formada e descarregada.

Uma carga estática é formada sempre que
duas superfícies estão em movimento relativo,
por exemplo, quando um líquido flui através
das paredes de uma tubulação, quando
gotículas ou partículas sólidas se movem
através do ar, ou quando alguém anda,
levanta-se de um assento ou tira uma peça de
roupa. Uma carga se forma em uma superfície
– por exemplo, a parede do tubo -, e outra
carga igual e oposta se forma em outra
superfície – por exemplo, o líquido que flui
através dela.

PERDA DE TEMPO?
Neste

mês escutei um termo curioso
referente a nossa conhecida PT (Permissão de
Trabalho). Nesta empresa alguns operários
chamam o documento de Perda de Tempo e
consequentemente
não
a
preenchem
adequadamente ou mesmo não há a emissão
em algumas atividades necessárias.
Professor, tem vezes que eu também acho a
maior perda de tempo a tal da PT.
Calma aí meu filho! Vejamos porque a PT não
deve ser vista como uma Perda de Tempo, mas
sim como um procedimento Primordial no
Trabalho?
Estabelecendo
este
documento,
fica
obrigatório informar a atividade para o setor
de segurança antes do seu início, para que
sejam avaliados os riscos e posteriormente
permitida ou não a sua execução.
A importância deste documento, é que ao ser
orientado sobre a atividade, o profissional que
irá executar o serviço estará formalizando o
compromisso em seguir as orientações. Além
disso, não terá como dar a desculpa de que
não havia entendido suas obrigações, pois
assinou o documento com todos os itens
indicados para a execução da tarefa.
Autor: Mário Sobral Júnior – Engenheiro de
Segurança do Trabalho

Muitas cargas estáticas fluem rapidamente
para a terra assim que são formadas. Mas se
uma carga se forma em um objeto não
condutor ou em um condutor que não está
aterrado, ela pode permanecer nele por algum
tempo. Se o nível da carga, a tensão, é alta o
suficiente, a eletricidade estática será
descarregada por meio de uma faísca, que
pode inflamar quaisquer vapores inflamáveis
que possam estar presentes. São exemplos de
não condutores os plásticos e os líquidos não
condutores,
como
a
maioria
dos
hidrocarbonetos puros. Os líquidos que
contêm átomos de oxigênio em sua molécula,
em sua maioria, são bons condutores.
Mesmo que uma faísca estática inflame uma
mistura de vapor inflamável e ar, não é
realmente correto afirmar que a eletricidade
estática causou o incêndio ou a explosão. A
verdadeira causa foi o vazamento ou qualquer
evento que tenha levado à formação de uma
mistura inflamável. A experiência mostra que
uma vez formadas as misturas inflamáveis, as
fontes de ignição tendem a aparecer. A
formação deliberada de misturas inflamáveis
nunca deve ser permitida, salvo quando o risco
de ignição for aceitável.
Fonte: O Que Houve de Errado? - Casos de
Desastres em Plantas de Processo e como Eles
Poderiam Ter Sido Evitados – Trevor Kletz Editora Interciência – 5a Edição.

PREVENINDO O
GOLPE DE CALOR
A companhia japonesa Fujitsu desenvolveu

um dispositivo similar a um relógio que mede a
temperatura, umidade e ritmo biológico do
usuário para prevenir acidentes laborais
provocados por golpes de calor.
Mediante o uso de sensores, o dispositivo
registra as condições atmosféricas que
rodeiam a pessoa e medem seu pulso e
movimentos.
Caso os níveis de calor e a umidade excedam
um nível preestabelecido ou o usuário mostrar
sinais de fadiga, o dispositivo envia uma
mensagem de alerta ao setor de
monitoramento sobre a possibilidade de um
colapso.
O sistema foi desenvolvido para profissionais
que trabalham em áreas externas, como
operários da construção civil ou do setor
agrícola, com o objetivo de evitar acidentes
relacionados com o excesso de calor e para
responder com maior rapidez.
A empresa tem como previsão iniciar a
comercialização no fim deste ano.
Fonte:
notícia veiculada no site
http://prevencionar.com/2015/05/12/dispositi
vo-para-prevenir-los-golpes-de-calor/

N



NÃO DEPENDE
SÓ DO INSS

ão basta o INSS não reconhecer o
acidente do trabalho para excluir o direito à
estabilidade.
Quando um trabalhador sofre acidente de
trabalho ele passa a ter estabilidade provisória
de 1 ano, mas para isso deve-se verificar 3
condições: a existência de doença/acidente do
trabalho, a licença por tempo superior a 30
dias e o recebimento do benefício
previdenciário. E se o empregado, depois de
sofrer acidente de trabalho que o deixe
incapacitado por mais de 30 dias, procurar o
INSS e este entender que seus problemas de
saúde não se relacionam com o serviço?

Bem, para a juíza do trabalho Priscila Rajão
Cota Pacheco ainda assim o trabalhador tem
direito à estabilidade provisória! Vejamos um
caso julgado por ela.
Uma trabalhadora sofreu um acidente do
trabalho, mas o INSS não o reconheceu e ela
ficou afastada por 4 meses, recebendo o
auxílio doença na espécie comum (31) e
quando retornou ao trabalho, com menos de 2
meses a empresa a demitiu!
Mesmo o afastamento não tendo sido da
espécie 91 a trabalhadora comprovou que a
sua condição foi decorrente de um acidente do
trabalho e a empresa foi condenada a pagar a
indenização substitutiva da estabilidade, assim
como 13° salário, FGTS com 40% e férias com
1/3. Isso já aconteceu na sua empresa?
Autor: Wellington Thiago Novaes da Silva Engenheiro de Produção e Eng. de Segurança
do Trabalho.

PIADINHAS
A mãe de uma filha de cinco anos
pergunta: O que você está desenhando
Bianca?
- Estou desenhando Deus mãe.
- Mas ninguém sabe como é Deus.
Sem levantar os olhos de seu desenho, a
menina responde:
- Saberão dentro de um minuto.



Lei da Vida:
Ninguém digita tão rápido quanto uma
mulher com fofoca bombástica.

4