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Colégio Técnico Humanus

Francisco Raimundo da Silva

Trabalho: Novo Acordo Ortográfico
Apresentado para Professora Mailza Gomes – Turma F
Curso Técnico em Edificações, Colégio Técnico Humanus.

define exclusivamente a forma como as palavras são escritas. Apesar de inicialmente se ter dado 1994 como a data para a sua efetivação. 2010 a 2012 – adaptação completa dos livros didáticos às novas regras. com o Acordo Ortográfico passa a escrever-se ideia. não por meio de Leis ou Acordos. representantes de todos os países que têm o português como língua oficial reuniram-se em Lisboa e assinaram um tratado internacional para unificar a escrita do idioma: o Acordo Ortográfico de 1990. cabe aqui uma dica: quando se tiver uma dúvida sobre a escrita de alguma palavra. use um sinônimo para referir-se a tal palavra. Todas estas formas fazem parte da língua portuguesa e em nada são mudadas pelo Acordo Ortográfico. que é pouco usada no Brasil. mas só agora é que teve sua implementação. Em 1990. Não sendo profundamente divergentes. pinguim e enjoo. o que para os portugueses é autocarro. vocabulário e gramática. Mostraremos nessa série de artigos o Novo Acordo de uma maneira descomplicada. Então. têm prejudicado a unidade essencial da língua portuguesa e o seu prestígio internacional3 . Assim: • A pronúncia das palavras não é alterada: Até agora. • Os significados das palavras não são alterados. o mesmo se passa com a colocação pronominal. as duas regras ortográficas apresentam algumas diferenças importantes que. o ideal é consultar o Novo Acordo (tenha um sempre em fácil acesso) ou. É equívoco afirmar que este acordo visa uniformizar a língua. tal como todas as regras ortográficas.Introdução O Novo Acordo Ortográfico visa simplificar as regras ortográficas da Língua Portuguesa e aumentar o prestígio social da língua no cenário internacional. • As regras de sintaxe não são alteradas: Os brasileiros vão continuar a preferir usar o gerúndio (estou lendo este artigo) e os portugueses o infinitivo (estou a ler este artigo). Vale lembrar que a ortografia é apenas um aspecto superficial da escrita da língua. Os brasileiros designam por ônibus. na língua portuguesa têm coexistido duas formas de escrita diferentes: uma usada no Brasil1 e outra nos restantes países2 . e que as diferenças entre o Português falado nos diversos países lusófonos subsistirão em questões referentes à pronúncia. já que uma língua não existe apenas em função de sua ortografia. pingüim e enjôo. inclusive pelo Brasil. onde brasileiros e portugueses manterão os seus hábitos. Sua implementação no Brasil segue os seguintes parâmetros: 2009 – vigência ainda não obrigatória. apontando como é que fica estabelecido de hoje em diante a Ortografia Oficial do Português falado no Brasil. depois de internalizada uma regra. e a partir de 2013 – vigência obrigatória em todo o território nacional. é difícil “desaprendê-la”. nem serão eliminadas ou criadas novas palavras: A palavra registrar não é hoje usada em Portugal. sucessivos atrasos foram adiando até aos dias de hoje a verdadeira implementação das novas normas. Cabe lembrar que esse “Novo Acordo Ortográfico” já se encontrava assinado desde 1990 por oito países que falam a língua portuguesa. Nada mais. na melhor das hipóteses. Algumas advertências O Acordo Ortográfico de 1990. Uma língua muda em função de seus falantes e do tempo. mas isso em nada altera a pronúncia brasileira de tais palavras. Nada disto é alterado pelo Acordo Ortográfico que tem a ver somente com a maneira de escrever as palavras. preferindo-se registar. A queixa de muitos estudantes e usuários da língua escrita é que. O Acordo . no Brasil tem-se escrito idéia. Como é sabido. O Acordo Ortográfico não muda a forma como as palavras são pronunciadas. segundo foi considerado.

pelo (forma do verbo pelar). oeste). oção ou adeto. • Todas as letras que se leem numa pronúncia culta da língua são mantidas: Ninguém passa a escrever fição. porque elas refletem uma dada pronúncia culta da língua. símbolos e unidades de medida. O que se altera para todos os utilizadores da língua portuguesa • Inclusão das letras k. W (w att. tênis ou anistia em Portugal era considerado erro ortográfico. Yd (jard a). Tudo o que se diz continua a escrever-se. . pelo (pilosidade). mas apenas na maneira como elas se escrevem. Washington e washingtoniano. Kosovo e kosovar. enquanto no Brasil se diz e escreve fato (e assim continua a ser). kwanza. • Supressão de acentos Em palavras graves com ditongos tónicos oi na penúltima sílaba: • Exemplos: asteroide. • Uma norma única para regulamentar a escrita em todos os países lusófonos: Até agora escrever cômico. deem. Quando há diferenças de pronúncia. joia. opção e adepto. Nota: o acento circunflexo mantém-se nas formas pôde (3. e na forma verbal pôr. no Brasil o segundo c de cacto é pronunciado. jiboia. para assim a distinguir da proposição por. Em formas verbais graves terminadas em -eem da 3. yoga. bactéria. dói. O mesmo se passava no Brasil para cómico. egípcio. nem interfere no uso ou significado de palavras. paleozoico. batéria. pelo que a grafia continua a ser:ficção. por exemplo entre Portugal e o Brasil. egício. boia. heroico. constrói.ª pessoa do plural do presente do indicativo ou do conjuntivo: • Exemplos: creem.ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo) que se diferencia da correspondente forma do presente do indicativo pode. Wagner e wagneriano. espermatozoide. Assim. descreem. ténise amnistia. em palavras correntes de origem estrangeira: • Exemplos: Kant e kantiano. os brasileiros escrevem cacto e os portugueses cato. Por exemplo. em siglas. admitem-se grafias duplas. kg (quilograma). tungsténio. leem.não elimina palavras. pera e pero (substantivos). km (quilómetro). Em palavras graves homógrafas de palavras com vogal tónica aberta ou fechada: • Exemplos: para (forma do verbo parar). w e y no alfabeto da língua portuguesa Usam-se em antropónimos e topónimos originários de línguas estrangeiras e seus derivados. Com o Acordo Ortográfico ambas as formas de escrever cada palavra passam a ser consideradas corretas em toda a Lusofonia. Nota: o acento continuará a ser usado em palavras oxítonas e monossílabas: herói. em Portugal não é. veem. O oposto se passa em relação a facto que é assim pronunciado em Portugal (pelo que se continua a escrever o c). polo (substantivo). windsurfe e windsurfista.

ervilhade-cheiro. coorganizador. autorrádio. codireção. intra-arterial. testa de ferro. autosserviço. Em compostos em que o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa pela mesma vogal: • Exemplos: anti-ibérico. extraescolar. quando o segundo elemento começa por vogal. contrarrelógio. m ou n: • Exemplos: circum-navegação.e pan-.• Supressão do hífen Na maior parte das locuções: • Exemplos: cartão de visita. feijão-verde. semiauto mático. couve-flor. contr assenso. cop rodutor. Em compostos em que o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s. super-resistente. minissaia. semirreta. coocorrência. formiga-branca. inter. bem-me-quer. h. coautor. casca de noz. autoestrada. pan-africano. quando o segundo elemento começa por r: • Exemplos: hiper-realista. ultrassónico. plurianual. duplicando-se a consoante: • Exemplos: antirreligioso. coobrigação. Em compostos em que se perdeu a noção de composição: • Exemplos: mandachuva. antiaéreo. paraquedas. cobra-capelo.e super-. andorinha-do-mar. Em compostos em que o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal diferente: • Exemplos: agroindustrial. contrarregra. frente a frente. mão de obra. fim de semana. micro-ondas. mesmo quando o segundo elemento começa por o: • Exemplos: coadministração. semi-interno. • Emprego do hífen Em compostos que designam espécies botânicas ou zoológicas: • Exemplos: abóbora-menina. Em compostos com o prefixo co-. Em compostos com prefixos circum. antirrugas. contra-almirante. intraósseo. . inter-racial. Em compostos com os prefixos hiper-.

acima. os utilizadores da norma brasileira devem ter em atenção as alterações seguintes: • Supressão do trema Deixa de estar graficamente indicada a pronúncia do u em contexto do tipo -gu. cauila. véu. céu. São Tomé e Príncipe e Timor-Leste devem ter em atenção as alterações seguintes: • Supressão das consoantes mudas Em sequências consonânticas -cc-: • Exemplos: abstracionismo. sucção. Nota: a consoante mantém-se sempre que é articulada: faccioso. O que se altera para os que usam o português europeu Para além das alterações indicadas no ponto "O que se altera para todos os utilizadores da língua portuguesa". Portugal. Moçambique. feiura. seleção. confecionar. Nota: o trema continuará a ser usado em vocábulos de origem estrangeira e seus derivados: Müller e mülleriano. extração. plateia. Guiné-Bissau. reação. proteico . transacionado. frequente. moo. objeção. Cabo Verde. Nota: o acento continuará a ser usado em palavras oxítonas: anéis. distração. Em sequências consonânticas -cç-: • Exemplos: ação. selecionar. Bocaiuva. • Exemplos: aguentar. ureia. papéis. quando precedidas de ditongo: • Exemplos: baiuca. onomatopeico. boleia. arguente. boiuno. Coreia. contração. delinquente. Nota: a consoante mantém-se sempre que é articulada: convicção. epopeia. povoo. proteção. os utilizadores de Angola. fr ação. injeção. europeia.e -qu-. correção. acionamento. colecionador. Em palavras graves (paroxítonas) terminadas em -oo: • Exemplos: abençoo. • Supressão de acentos Em palavras graves (paroxítonas) com ditongos tônicos ei na sílaba tônica: • Exemplos: assembleia. ereção. Em palavras graves (paroxítonas) com i e u tônicos. perfeccionismo. direcional. fricção. fracionar. projeção. sequência. voo. ficção. Em sequências consonânticas -ct-: . deteção. bem como no ditongo aberto éu: chapéu.O que se altera para os que usam o português brasileiro Para além das alterações indicadas no ponto anterior. enjoo. direção. coleção. friccionar. ilhéu. lecion ar. ideia. linguista.

. Nota: a consoante mantém-se sempre que é articulada: bactéria. sueste. hás de. nor-noroeste. núpcias. adotar. correto. novem bro. afeto. julho. hão de. verão. detetar. exato. opção. sudoeste. letivo. invicta. beltrano.convicto. • Uso de inicial minúscula Nos meses e estações do ano: • Exemplos: janeiro. noroeste. compacto. Nota: mantém-se inicial maiúscula nas abreviaturas dos pontos cardeais e colaterais. setembro. eucalipto. Nas designações usadas para mencionar alguém cujo nome se desconhece: • Exemplos: fulano. atual. Nota: a consoante mantém-se sempre que é articulada: corrupção. outono. junho. rececionista. fevereiro. inepto. colaterais e subcolaterais: • Exemplos: norte. pictórico. octógono. su-sueste. percecionismo. ator. arquitetura. lácteo. interceção. ésnordeste. abril. facto. excecional. apto.• Exemplos: ativar. Nota: a consoante mantém-se sempre que é articulada: capcioso. interrupção. coletivo. receção. diretor. projeto. refletir. batismo. sudeste. dececionante. egípcio. oés-sudeste. dezembro. nordeste. objeto. Em sequências consonânticas -pç-: • Exemplos: aceção. rapto. perentório. primavera. sul. Em sequências consonânticas -pt-: • Exemplos: Egito. Nota: a consoante mantém-se sempre que é articulada: adepto. março. elétrico. agosto. • Supressão do hífen No verbo haver acompanhado da preposição de: • Exemplos: hei de. teto. objetivo. néctar. adoção. intelectual. espetáculo. ótimo. deceção. oeste. Nos pontos cardeais. dialeto. heis de. Em sequências consonânticas -pc-: • Exemplos: anticoncecional. opcional. erupção. adjetivo. direto. outubro. há de. bem como na designação de regiões com os mesmos nomes: Eu sou do Norte (de Portugal). sicrano. maio. otimismo. este. pact o. inverno.