UNIVERSIDADE METODISTA DE PIRACICABA FACULDADE DE DIREITO CURSO DE DIREITO CAMPUS TAQUARAL

PLANO DE ENSINO – 2S/20091
Ciência Política 2007 Disciplina: Currículo: 1º Nº créditos: 02 noturno Aprovado em: Semestre: Turno: Professor(a): REGINA DAVALLE - e-mail: rdavalle@unimep.br e profaRD@gmail.com

PLANO DE ENSINO
1 OBJETIVOS DO CURSO O Curso de Direito da UNIMEP objetiva formar o profissional-cidadão, comprometido com os princípios do Estado Democrático de Direito, com sólidos conhecimentos sócio-políticos, dotado de padrão ético-social e profissional, que lhe permita compreender o meio onde atuará, de tal modo que se sinta estimulado a contribuir para a preservação dos direitos do cidadão e da comunidade e a uma adequada administração da justiça. Pretende formar profissional com qualificações técnico-jurídicas e práticas, com capacitação para o domínio das técnicas de pesquisa dogmática, jurisprudencial e doutrinária, bem como leitura e interpretação de textos jurídicos (hermenêutica jurídica), na busca de solução de conflitos que afloram no seio da sociedade, por meios extrajudiciais e/ou judiciais, com capacitação para o exercício das profissões jurídicas, no setor público e privado, mediante a prática jurídica supervisionada, a ser desenvolvida através do programa de estágio, integrado às atividades de extensão, visando à habilitação do futuro bacharel para a operacionalização do direito, no contexto sócio-político e econômico nacional. Para tanto, implementa-se um sistema de ensino e aprendizagem das estruturas jurídicas, políticas e sociais do país e de nossa região, predominantemente crítico e criativo, que enfoque um direito que se adapte à realidade e ao desenvolvimento nacional e latino-americano. 2 PERFIL PROFISSIONAL Análise sucinta da realidade atual, mostra que o Curso de Direito encontra-se ligado a um processo político, ideológico e econômico globalizante, não escapando desta forma dos intercâmbios que se produzem na arena mundial, recebendo, por conseqüência, os impactos das modificações e dos avanços tecnológicos que se produzem. Esta situação exige formação alicerçada em conhecimentos multidisciplinares, que caracterizará o profissional em direito preparado para assessorar e apoiar a sociedade em suas necessidades vitais; profissional com competência sócio-politica, técnico-jurídica, prática do direito e com forte sensibilidade social e consciência da formação para a cidadania, capaz de responder às demandas de uma sociedade dinâmica e heterogênea cada vez mais exigente. O Curso de Direito da UNIMEP busca permanentemente formar profissionais competentes para o exercício das profissões jurídicas (advocacia, magistratura, promotoria, defensoria pública, dentre outras), identificados com uma visão transcendente aos aspectos técnicos dessas profissões, com capacidade para aplicar o direito, dotado de postura crítica fornecendo os meios para sua modificação, preparados para participar de equipes interdisciplinares de entidades destinadas a planejar, coordenar, implementar, executar, avaliar políticas, programas e projetos públicos e/ou privados, capazes de criar novos métodos para a mediação de conflitos, quer na esfera judicial ou extrajudicial.

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A ser aprovado pelo Conselho do Curso de Direito.

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3 OBJETIVOS DA DISCIPLINA Objetivos Gerais Possibilitar ao aluno o conhecimento do contexto histórico que permitiu o surgimento da política como uma ‘invenção’. Discutir aspectos das matrizes do pensamento político clássico (Maquiavel, Hobbes, Locke e Rousseau). Discutir temas afeitos ao curso, da perspectiva da ciência política. Objetivos Específicos Discutir, em caráter introdutório, como os clássicos analisaram a formação do Estado Moderno. Levar o aluno a compreender os clássicos do pensamento político como referências para a reflexão sobre a gênese da sociedade moderna. Refletir, brevemente, sobre aspectos do pensamento político contemporâneo – a relação poder e democracia. 4 CONTEÚDO PROGRAMÁTICO2 POLÍTICA: AÇÃO E CIÊNCIA - A política como ‘invenção’ (as ‘origens’ da política) - A política como ‘ação’ e a política como ‘ciência’. A importância da participação política. O PENSAMENTO POLÍTICO CLÁSSICO E O ESTADO MODERNO - A importância da leitura dos ‘clássicos’: algumas observações - Maquiavel e a formação do Estado Moderno. A ‘lógica da força’. - Os 'contratualistas' (Hobbes, Locke, Rousseau): Uma introdução ASPECTOS DO PENSAMENTO POLÍTICO CONTEMPORÂNEO - A democracia como ‘regime político’. A democracia como ‘invenção constante de direitos’: Breves observações. - Poder e democracia: algumas observações 5 ESTRATÉGIAS DE ENSINO (Preenchimento pelo professor)

Aulas expositivas − com levantamento de questões pela professora e/ou alunos −, acompanhadas, na medida do possível, de 'roteiros de leitura/exposição' (power point e/ou transparência) dos pontos principais a serem discutidos, de acordo com os objetivos da disciplina. Obs.: Os textos (‘capítulos’) da Bibliografia Básica (‘leitura obrigatória) da disciplina ficarão à disposição dos alunos em dois locais: a) no xerox da Galeria-Unimep e; b) no acervo da Biblioteca do campus Taquaral.
6 SISTEMA DE AVALIAÇÃO (Preenchimento pelo professor)

a) A primeira avaliação (‘prova’) é individual e obrigatória, com questões apenas dissertativas, e/ou algum tipo de ‘teste’. Data: 23/10/2009 – data a ser confirmada!. b) Uma segunda avaliação obrigatória (‘prova’), com questões apenas dissertativas, e/ou algum tipo de ‘teste’. Data: 27/11/2009 − data a ser confirmada! c) Uma terceira avaliação (‘prova’), com questões apenas dissertativas, e/ou algum tipo de ‘teste’. Data: 11/12/2009. Obs.: 1) Os alunos que conseguirem conceito final aprovativo com as duas primeiras provas estão dispensados da 3ª Avaliação (‘prova’); 2) Conteúdo da 3ª
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Dias letivos: Agosto: 21; 28. Setembro: 04; 11; 18; 25. Outubro: 02; 09; 16; 23; 30. Novembro: 06; 13; 27. Dezembro: 04; 11; 18. Feriado(s)/Recesso(s): 20/11 (‘Consciência Negra’)

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Avaliação (‘prova’): toda a matéria do semestre; 3) Na 3ª Avaliação (prova) não será permitida a consulta a quaisquer materiais. Obs.: 1) A atribuição de conceitos terá como base a Resolução 08/2000 do Consepe. (Veja mais abaixo os ‘parâmetros para a aplicação dos conceitos’). 2) O ‘Plano de Ensino’ ficará à disposição dos alunos no xerox da Galeria-Unimep. 3) As datas das avaliações poderão sofrer mudanças, dependendo do desenvolvimento dos objetivos / conteúdo programático, bem como do período da semana de provas. 4) A bibliografia básica da disciplina poderá sofrer mudanças, dependendo das dificuldades de entendimento da classe, bem como de novas publicações. 5) Os conceitos das provas tem preponderância na atribuição do conceito final; 6) Não há ‘substituição’ da atividade realizada em grupo para o aluno que não a realizar na data prevista; 7) O aluno que não realizar uma das provas nas datas previstas poderá realizá-la em outro momento, desde que apresente justificativa aceita pela professora. Conteúdo: toda a matéria do semestre; 8) Não haverá abono de faltas em dias de provas; 9) A possível retirada de uma falta do aluno durante o semestre será decidida pela professora caso a caso, e sempre antes da entrega da freqüência mensal. Não haverá retirada de faltas por quaisquer motivos após a entrega da freqüência mensal. Cuidado com as faltas – a presença em sala-de-aula não garante a aprovação semestral, mas a ausência acima do limite institucional pode significar a reprovação por faltas! 10) O aluno que ficar reprovado de semestre por conceito poderá requerer Avaliação de Recuperação junto ao Setor de Alunos. Conteúdo dessa avaliação: todo o conteúdo ministrado durante o semestre. Parâmetros para a aplicação dos conceitos (Referenciais para a aplicação dos conceitos): De acordo com a Resolução do CONSEPE 08/2000, a avaliação na Unimep é conceitual: A; B; C; D; E. Será considerado 'aprovado' o aluno que obtiver o conceito A, B ou C, desde que não ultrapasse o limite de faltas previsto para a disciplina. O aluno que ficar reprovado com o conceito 'D', desde que não tenha ultrapassado o limite permitido de faltas, poderá requerer 'Avaliação de Recuperação'. Na correção das avaliações será levada em consideração, primordialmente, a textualidade e a objetividade das respostas, destacando os aspectos formais relativos à correção gramatical, clareza e ordenação na apresentação das idéias e do uso adequado dos conceitos discutidos em sala-de-aula. Não serão consideradas para efeitos avaliativos as justaposições de frases ou a mera intenção, bem como respostas ‘copiadas’ dos textos da bibliografia básica e/ou das ‘transparências’ e de ‘colegas’. O entendimento das questões e o reconhecimento dos autores estudados fazem parte da avaliação como também, a capacidade de estabelecer relações com temas, processos e conceitos estudados. Dados os objetivos da disciplina já explicitados, trata-se agora de seguir a Resolução do CONSEPE 08/200, ou seja, atribuir conceito final: A aplica-se ao aluno cujo desempenho pleno cumprimento do dos objetivos da disciplina; B aplica-se ao aluno cujo desempenho demonstre compreensão parcial dos objetivos da disciplina; C aplica-se ao aluno cujo desempenho demonstre cumprimento apenas satisfatório dos objetivos da disciplina; D aplica-se ao aluno cujo desempenho demonstre cumprimento insatisfatório dos objetivos da disciplina.

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E aplica-se ao aluno cujo desempenho demonstre não ter havido compreensão de elementos importantes relativos à disciplina, não alcançando minimamente os objetivos. Aplica-se, também, ao aluno que não tenha realizado as Avaliações previstas.
7 BIBLIOGRAFIA BÁSICA (Preenchimento pelo professor)

1. SAVATER, Fernando. Política para meu filho. São Paulo: Martins Fontes, 1996. p. 21-50. 2. NOGUEIRA, Marco A. Em defesa da política. São Paulo: Senac, 2001. p. 13-30. 3. CASTRO, Celso Antonio Pinheiro; FALCÃO, Leonor Peçanha. Ciência Política: objeto e métodos. In: ___. Ciência Política: uma introdução. São Paulo: Atlas, 2004. p. 59-61. 4. CALVINO, Italo. Por que ler os clássicos? São Paulo: Companhia das Letras, 1993. 5. GRUPPI, Luciano. Tudo começou com Maquiavel. (As concepções de Estado em Marx, Engels, Lênin e Gramsci). Porto Alegre: LP&M, 1986. p. 07-11. 6. ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. Maquiavel: A lógica da força. São Paulo: Moderna, 1993. p. 41-52; p. 60-66; p. 74-79; p. 83-88. 7. DIAS, Reinaldo. Ciência Política. São Paulo: Atlas, 2008. [a decidir!] 8. RIBEIRO, Renato Janine. Hobbes: o medo e a esperança. In: WEFFORT, Francisco (Org.). Os clássicos da política. Maquiavel, Hobbes, Locke, Montesquieu, Rousseau, ‘O Federalista’. São Paulo: Ática, 1990. 1. vol. p. 51-77. 9. RIBEIRO, Renato Janine. A democracia. São Paulo: Publifolha, 2001. [a decidir!] 10. PRZEWORSKI, Adam. A democracia. In: ___. Democracia e mercado – No leste europeu e na América Latina. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 1994. p. 25-31. 11. CARVALHO, José Murilo de. Brasileiro: cidadão? In: ___. Pontos e bordados. Escritos de história e política. Belo Horizonte: UFMG, 1999. p. 275-88.
8 BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR3 (Preenchimento pelo professor)

1. BERLIN, Isaiah. A originalidade de Machiavelli. In: ___. MACHIAVELLI, N. O Príncipe. Rio de Janeiro: Ediouro, 2001. p. 05-85. 2. BOBBIO, Norberto. O Estado e o poder. In: ___. Estado, governo, sociedade - Para uma teoria geral da política. 3. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1987. p. 76-93. 3. BOBBIO, Norberto. Ciência Política. In: ___ et al. Dicionário de Política. Brasília: Unb, 1990. p. 164-69. 4. BOBBIO, Norberto. Política e direito. In: ___. Teoria geral da política. A filosofia política e as lições dos clássicos. Rio de Janeiro: Campus, 2000. p. 216−65. 5. BOVERO, Michelangelo. Contra o governo dos piores. Uma gramática da democracia. Rio de Janeiro: Campus, 2002. 6. DAHL, Robert A. Sobre a democracia. Brasília: Unb, 2001. 7. DARNTON, Robert e DUHAMEL, Olivier (Orgs.). Democracia. Rio de Janeiro: Record, 2001. 8. GRAZIA, Sebastian de. Maquiavel no inferno. São Paulo: Companhia das Letras, 1993. 9. HOBBES, Thomas. Leviatã. São Paulo: Abril Cultural (Col. Os Pensadores), 1983. 10. KRITSCH, Raquel. Maquiavel e a construção da política. Lua Nova, n. 51, 2001, p. 181-90.

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A bibliografia complementar – leitura não obrigatória –, não contém apenas obras de ‘apoio’ à bibliografia básica, mas se constitui, principalmente, de sugestões de leitura para o aluno que desejar aprofundar-se um pouco mais nas temáticas discutidas no decorrer do semestre. Eventualmente, se houver necessidade, poderá ser acrescentado (ou substituído) um texto da bibliografia complementar pela básica (e vice-versa).

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11. LOCKE, John. Carta acerca da tolerância; Segundo Tratado sobre o Governo; Ensaio... São Paulo: Abril Cultural (Col. Os Pensadores), 1983. 4 12. MINOGUE, Kenneth. Política: o essencial. Lisboa: Gradiva, 1996. 13. NOQUEIRA, Marco A. Em defesa da política. São Paulo: Senac, 2001. 14. QUIRINO, Célia G. e SOUZA, Maria Teresa Sadek de. O pensamento político clássico. (Maquiavel, Hobbes, Locke, Montesquieu, Rousseau). São Paulo: Queiróz, 1992. 15. QUIRINO, Célia Galvão; VOUGA, Claudio; BRANDÃO, Gildo Marçal (Orgs.). Clássicos do pensamento político. São Paulo: Edusp, 1998. 16. RIBEIRO, Renato Janine. A república. São Paulo: Publifolha, 2001. 17. ROUSSEAU, Jean-Jacques. Do contrato social... S. Paulo: Abril Cultural (Col. Os Pensadores), 1974. 18. SADEK, Maria Tereza. Nicolau Maquiavel: o cidadão sem fortuna, o intelectual de virtù. In: WEFFORT, Francisco (Org.). Os clássicos da política. Maquiavel, Hobbes, Locke, Montesquieu, Rousseau, 'O Federalista'. São Paulo: Ática, 1998. pp. 13-24. v. 1. 19. SKINNER, Quentin. Maquiavel. São Paulo: Brasiliense, 1988. 20. SKINNER, Quentin. As fundações do Estado moderno. São Paulo: Companhia das Letras, 1996

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Há uma tradução pela Editora Jorge Zahar.