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Parte II
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n.º 9. Santarém. segundo os seus Costumes e Foros 1 Alice Tavares Faculdade de Letras da universidade de Lisboa Cátedra de estudos Sefarditas «Alberto Benveniste» Os judeus eram. iii. quase paralelo e. ediclube. ed.Pag 121-148:Pagina 1-28. Amadora. concorrencial. pp. 1 Cadernos de Estudos Sefarditas. 1994. – Título 2 FrANCiSCO ruíz Gómez.Portvgaliae Monumenta Histórica Tít. pela sua tradição cultural – ciosamente preservada –. Diputación de Ourense e La editorial de la Historia. 281.” 3 À parte de os judeus serem considerados “propriedade régia”. Sociedad e Inquisición. na Península ibérica medieval. Évora e Beja. . “Juderías y Aljamas en el mundo rural de la Castilla medieval”. in Xudeus e Conversos na Historia. Actas do Congreso Internacional de Rivadavia 14-17 de Outubro de 1991.qxd 19-09-2010 13:38 Page 123 Os judeus nas vilas da Guarda. por vezes. Distinguiam-se pela “sua prática religiosa. 112. p. 4 entende-se por cristão “tornadiço”. uma comunidade “diferenciada” 2 com uma identidade e características próprias. 2009. Os cristãos “tornadiços” 4 são também um outro grupo conSiglas e abreviaturas CFB – Costumes e foros de Beja CFBb – Costumes e foros de Borba CFG – Costumes e foros da Guarda CFS – Costumes e foros de Santarém CGCA – Costumes de Garvão comunicados de Alcácer CSCO – Costumes de Santarém comunicados a Oriolla CSCVNA – Costumes de Santarém comunicados a Vila Nova do Alvito PMH . constituía um corpo à parte. “As Cidades (Séculos Xii – XV)”. in História de Portugal. p. 1993. enfim pelas suas vivências sociais. Carlos Barros. tomo ii. o judeu ou o muçulmano que se converteu à fé cristã. Santiago de Compostela. vol. 121-148. direcção de João medina. à estrutura social cristã. dispunham de uma certa autonomia e de um estatuto jurídico específico nas sociedades municipais. 3 mANueLA SANTOS SiLVA.

os privilégios. não podiam intervir e nem exigir o pagamento de coimas e decretar “omizio” aos judeus que cometessem algum delito contra indivíduos da mesma comunidade ou contra muçulmanos. no sentido de os inserir no seio das comunidades municipais e de evitar atitudes de exclusão pela nova condição religiosa. p. 6 5 Saliente-se que os costumes e foros de Évora encontram-se actualmente desaparecidos. passadas a escrito. in “Costumes e foros de Beja”. Tratavam-se de nor mativas locais. os mordomos. Olisipone. que lhes garantiam uma certa protecção. Évora e Beja preocuparam-se em regulamentar as relações entre judeus e muçulmanos e a maioria cristã. mDCCCLVi. As vilas da Guarda. Personalidade Jurídica Como é sabido. a população judia tinha um estatuto jurídico próprio.Pag 121-148:Pagina 1-28. Alcáçovas e de Garvão comunicados de Alcácer. estas funcionam como uma espécie de “códigos” que legislavam a vida da população nos domínios público e privado. paulatinamente. 55. através das suas normas costumeiras 5. mais tarde. teriam sido. As autoridades locais. in PMH. iuSSu Academiae Seicentiarum Olisiponensis. nascidas da necessidade espontânea de auto-regulamentação das próprias populações. consuetudinárias. Leges et Consuetodines. as actividades e os modi vivendi da população judaica. dispondo ainda de certos privilégios judiciais. [50]. volumen ii. 124 . Tít. embora seja possível fazer uma reaproximação a partir dos corpus costumeiros de Terena. gozando de uma certa liberdade e autonomia na sociedade municipal. talvez a partir dos fins do século Xii até aos inícios do século XiV. Costume he que o moordomo non deue a leuar cooymha nem omezio dos mouros forros nem de catyuos nem de judeos se a fezerem contra mouros ou mouros contra judeos os huuns contra outros mouros contra mouros ou judeos contra judeos”. Santarém. os comportamentos.qxd 19-09-2010 13:38 Page 124 ALiCe TAVAreS templado nos costumes e foros. 6 “Que nom deuem leuar cooymha dos mouros nem de judeos. Os seus “códigos” costumeiros permitem-nos dar uma visão e conhecer ainda o estatuto jurídico-social.

eles tinham a opção de responderem em tribunal com ou sem a presença do alcaide da vila. Custume he. mDCCCLVi. 20. universidade Católica editora. revelando uma preocupação pelos princípios sagrados desta minoria. Assy se guarda”. Só assim é que o juiz podia tomar conhecimento da palavra do judeu. Tít. este era aceite e tolerado nas sociedades municipais. (1096-1325). Tít. Dissertação de mestrado em Linguística Portuguesa Histórica apresentada à Faculdade de Letras da universidade de Lisboa. editorial Presença. que se encontrava à parte.ª edição. Leges et Consuetodines. volumen ii. por exemplo. David Corazzi – editor. [22].qxd 19-09-2010 13:38 Page 125 OS JuDeuS NAS ViLAS DA GuArDA. Monumentos e Lendas de Santarém. “Grupos Étnico-religiosos e estrangeiros”. (Luzes e sombras na convivência entre as três religiões). Lisboa. Na vila de Beja. [155]. p. este último servia de testemunha e devia informar à justiça o decurso do juramento. p. 365. Antes de as testemunhas serem ouvidas. p. in iDem. p. 306. JOAquim De ASSuNçãO FerreirA. in zeFeriNO BrANDãO. SANTArÉm. Tít. p. Lisboa. in PMH. vol. a Torah. 37. iuSSu Academiae Seicentiarum Olisiponensis. 9 “Dos judeos. Portugal em definição de fronteiras. que nom devem a dar ao seu porteiro nimigalha por chamamento de christão”. Do Condado Portucalense à crise do século XIV. p. Ibidem. 1883. 416. in “Costumes e foros de Santarém”. não eram obrigados a pagar ao porteiro da comuna. notificados judicialmente. Lisboa. p. Tít. 1. por causa das demandas dos cristãos 7 e. “Custume dos judeus. SeGuNDO OS SeuS COSTumeS e FOrOS em Santarém. exemplar policopiado. vol. volumen ii. iii. Olisipone. SAuL ANTóNiO GOmeS. mDCCCLVi. 370. “CFB”. iuSSu Academiae Seicentiarum Olisiponensis. Leges et Consuetodines. 1996. Costume he que os judeos deuem iurar pelos V liuros de moyses a que eles chamam toura dentro en na seagoga presente a parte e o arabi que o esconiure e 7 125 . Vide.“Costumes de Santarém comunicados a Oriolla”. in PMH. ii. e com alcayde. o juramento era feito na sinagoga com os cinco Livros de moisés. 46. in PMH. que o moordomo e o judeu que respondam seu alcayde. 2006. Tít. e do porteiro do concelho que se deslocava até à sinagoga. op. os judeus. 8 O juramento dos hebreus seguia a lei mosaica.117. 1992. [18]. Olisipone. p. e dos seos porteiros. Tít. Dos Costumes de Santarém. p. Olisipone. [27]. nos pleitos judiciais. Custume he dos judeus. mDCCCLVi. volumen ii. Estatuto Jurídico dos Judeus e Mouros na Idade Média. 8 “Como deve responder o moordomo e o judeu sem alcayde. “Costumes de Santarém comunicados a Villa Nova d’Alvito”. mAriA CeLeSTe mATiAS rODriGueS. [42]. [27]. 9 em Santarém. 65. “Costumes e foros de Santarém”. os judeus juravam diante do rabi.Pag 121-148:Pagina 1-28. Leges et Consuetodines. Nova História de Portugal. cit. [274]. ÉVOrA e BeJA. iuSSu Academiae Seicentiarum Olisiponensis.

p. 64.cit. Os judeus em Portugal no século XIV. Custume he. imprensa Nacional. Ou seja. e aparte. 364. “quer nos pleitos com outros judeus. p. op. ou enqueredores nom forem. p. portanto. [230]. Tít. 11 “Da jura dos judeus. “Disposiciones sobre judíos en los fueros de Castilla y León”. Lisboa. com o objectivo de acompanhar o juramento. Assim se guarda”. FOrTuNATO De ALmeiDA. p. JOAquim ASSuNçãO FerreirA. Sefardíes y de Oriente Próximo. p. p. op. Actuavam como uma espécie de agentes judiciais. se as feridas fossem provadas pelos homens bons cristãos. 1. 1986. op. ii. que hy forem per mandado da justiça. 121. ou os enqueredores. vol. devendo ser “provadas por testemunho de cristãos e de judeus. 306. i. em representação da justiça.Pag 121-148:Pagina 1-28. se não fossem comprovadas previamente. incumbidos. Oriola e Vila Nova do Alvito. O porteiro podia substituir os inquiridores 10. iV. as lesões não tinham validade judicial.” 14 huum porteiro do conçelho que diga à justiça en como aquel judeu iurou e entom o juiz sabha do judeu a uerdade. e esconjuralo o arrabi. quer com os cristãos. ao mesmo tempo que eram esconjurados pelo Arrabi ou pelos inquiridores. vol. op. que vaam jurar á ssinagoga. PiLAr LeóN TeLLO. in Sefarad. ou a justiça.” in “CFB”. 1958. Revista del Instituto Arias Montano de Estudios Hebraicos. madrid. p. op. veia jurar se quiser. cit. Os judeus juravam com os Livros do Pentateuco nos braços. Facs.cit.” 12 Nos casos de violência física provocada por cristãos contra os judeus 13. com cinquo libros de moyses nos braços. mAriA JOSÉ FerrO TAVAreS. 35. 13 “Costume he que se o christaão peleiar com mouro ou com judeu e sse ferem que nom jurem com na ferida o christaão nem o mouro nem o judeu. SAuL ANTóNiO GOmeS. 1967. Porto. ii. Saluo se prouarem as feridas com homeens boons christaãos ao christaão e mouros e judeos. vol.2. que há. iii. 10 Os inquiridores eram funcionários dependentes do rei nos concelhos. p. 1982. Lisboa. 126 . que os judeos. Portucalense editora. História da Igreja em Portugal. p. [17]. cit. estavam ainda encarregados de seleccionar e preparar as testemunhas para os preitos judiciais. as partes envolvidas não podiam prestar juramento. op. vol. Beja. 28. Tentame de Sistematização. in “CFB”. teendo a toura. J. Tít. p. Vide. in zeFeriNO BrANDãO. excepto. op. cit. e se hy justiça. Ano XLVi. 12 mAriA JOSÉ FerrO TAVAreS. pp. 209. 286-287. [129]. 14 SAuL ANTóNiO GOmeS. universidade Nova.”. vol. 71. especialmente. cit. de promover a conciliação entre as partes en litígio. Tít. ir hy hũu porteiro. a função de acompanhar os juramentos dos judeus. 11 O rabi tinha. cit. Etnografia Portuguesa. como jura. 365. LeiTe VASCONCeLLOS.qxd 19-09-2010 13:38 Page 126 ALiCe TAVAreS registavam-se algumas diferenças. 365. que dê fé. que am de jurar. encontravam-se nos municípios de Santarém.

mAriA JOSÉ FerrO TAVAreS. J. 392. 64-65. e esta justiça deue seer feita per elrey. Custume he. mAriA JOSÉ FerrO TAVAreS. 67. [91]. 17 “Como o christaõ que ha demanda com o judeu. que som feitos perante os alvazijs. 364. deve provar per christaaõs. mas. Tít. cit. [138]. SeGuNDO OS SeuS COSTumeS e FOrOS Sobre os conflitos entre os hebreus. JOAquim ASSuNçãO FerreirA. ii. cit. O autor do crime tinha ainda o direito a defender-se.qxd 19-09-2010 13:38 Page 127 OS JuDeuS NAS ViLAS DA GuArDA. Tít. pp.Pag 121-148:Pagina 1-28. op. cit. op. SAuL ANTóNiO GOmeS. iV. que nom som ditos em juízo. p. op. in “CFB”. 16 “Do judeu que fere o christaão. as tes“Costume. op. Tít. em caso de delito de agressão física praticado pelo judeu contra algum cristão durante o processo de demanda. 15 Na vila de Beja. op. e sse de cada huma leey hy dous esteuerem per que possa seer prouado todos prouarem ygualmente non auer hy corregimento. 382-383. p. mAriA CeLeSTe mATiAS rODriGueS. “CFB”. ii. cit. ii. 130. ii. Tít. LeiTe VASCONCeLLOS. vol. op. em Santarém. op. A pena consistia na sentença de morte. podiam prestar os seus depoimentos em tribunal. que se christãao ha demanda no concelho contra judeu. “CFBb”. op. op. zeFeriNO BrANDãO. Tít. husasse que se prove per judeos e per christãos”. ou judeu contra christãao. vol. cit. pp. Costume he que se o judeu ha alguma demanda com algum christaão e o judeu fere o christaão deue o judeu porem morrer. e sse per uentuira o fere en tal logar que estem hy judeos deueo prouar per judeos e per christaãos. SANTArÉm. Cf. cit. cit. Vide. 306. cit. cit. Vide. 85. 364-365. “CFS”. Os judeus que tinham assistido ao crime. [112]. p. p. 15 127 . Assi se guarda na prova dos processos. Nestes casos. [158]. op.”. cit. pp. vol. os costumes e foros de Beja e de Santarém determinavam que todas as testemunhas. 30. pp. p. cit. 121-122. cit. vol.”. p. e quanto he nos feito Dante os doutros. Por outro lado. as testemunhas de ambas as partes tinham que ser obrigatoriamente cristãs 17. op. de qual quiser provar contra o outro. Tít. in zeFeriNO BrANDãO. Tít. [178]. 26. Costume he que se peleiarem mouros ou judeus que prouem com christaãos se hy christaãos esteuerem ou per mouros ou per judeos se hy esteuerem e leixaremno en eles. deve provar por christãaos. vol. nas demandas de judeus contra cristãos ou vice-versa realizadas no concelho. [137]. “CFBb”. a justiça era aplicada pelo rei. in “CFB”. p. 306. mAriA CeLeSTe mATiAS rODriGueS. pp. ÉVOrA e BeJA. e sse per uentuira o judeu que fere o christaão e conhoçendoo ou lhy dam juizo de proua deuemlho a prouar com christaãos e ualer seu testemuyno. “CFS”. cit. iii. op. p. JOAquim ASSuNçãO FerreirA. op. SAuL ANTóNiO GOmeS. Tít. op. p. p.cit. 140-141. podiam ser também consideradas testemunhas 16. [137]. [91]. 86. p. op. op. Como sse guarda este custume. independentemente da fé religiosa. as testemunhas deviam ser de preferência cristãs. 64. vol. mouros e cristãos. cit. cit.

Vide. [101]. cit. cit. JOAquim ASSuNçãO FerreirA. p. cit. mAriA CeLeSTe mATiAS rODriGueS. cit. cit. husasse que se prove per judeos e per christãos. sobretudo. cit. organizada em Almotacés maiores e Almotacés menores. cit. op. fazendoo per autoridade do almotacé”. invasão e destruição da propriedade privada e nos casos de direito sucessório. op. Os costumes e foros de Santarém e de Beja exigiam que o devedor saldasse a sua dívida diante de testemunhas cristãs e hebraicas. As obrigações judiciais consistiam na aplicação da justiça. como testemunhas. p. emitir mandatos de captura. 128. estavam ainda encarregados de fazer notificações judiciais. p. Se o judeu não comparecesse para receber o dinheiro emprestado.Pag 121-148:Pagina 1-28. também pelo Alcaide. Funcionavam ainda como uma espécie de medianeiros de última instância em conflitos entre cristãos e judeus. 18 128 .qxd 19-09-2010 13:38 Page 128 ALiCe TAVAreS temunhas eram apresentadas aos alvazis 18 e. agressão verbal. Tít. Tít. FrANCiSCO ruiz Gómez. 382-383. quando se trata de crimes de violência física. Nas questões financeiras. pp. o valor da dívida devia ser entregue a um homem bom. op. vol. Tít. entre outras funções. Custume he quem uay pera paguar sa diuyda ao judeu deue mostrar os dinheiros ante judeos e crischaãos e se o judeu y non for deueos a meter en maão duu homem boom que os tenha. pp. os seus costumes ressalvam a participação do almotacé 21 neste tipo de circunstâncias 22. do controle da qualidade dos produtos alimentares e dos ingredientes utilizados nos processos de fabrico. 380-381. tomar conhecimento das testemunhas nas querelas judiciais entre cristãos e as minorias. da fixação dos preços. 380-381. op.”. [79]. eram nomeados pelo concelho e. iii. [79]. Gozavam do privilégio da isenção de impostos. os alvazis eram eleitos anualmente. Consiste numa magistratura mensal. estavam ainda encarregados da inspecção dos espaços comerciais. 22 “(…) Como se guarda este custume. 25. p. que nom som ditos em juízo. “CFBb”. 365. dos pesos e das medidas. op. segundo os seus costumes e foros. pp. op. op. 120. “e quanto he nos feito Dante os doutros. [193]. Tít. 20 em Santarém. 21 Foi possivelmente um cargo de origem muçulmana. Nos concelhos de Santarém e de Beja. como a almotaçaria (imposto concelhio) relacionados com as transacções comerciais. Trata-se de um cargo provavelmente de origem muçulmana. Tít. op. [112]. como a jugada. Cf. in zeFeriNO BrANDãO. fazer detenções. “CFB”. estes colaboravam com o rei na defesa dos seus direitos sobre o vinho (relego) e podiam exigir o pagamento de impostos. in “CFS”. 19 zeFeriNO BrANDãO. 68. Assy se guarda. com o fim de se certificarem do pagamento do débito. p. zeFeriNO BrANDãO.” 19 A presença de cristãos. p. na vila de Beja. cit. 20 “Do homem que quer paguar sa deuida ao judeu. 306. SAuL ANTóNiO GOmeS. Os almotacés podiam aplicar a justiça. op. era ainda importante nos casos de dívidas aos judeus. As funções administrativas consistiam em nomear os funcionários do concelho e podiam participar nas alterações as leis municipais. cit. quando se tratava de assuntos comunitários e de invasão da propriedade privada. [101].

e fazerlhende queixume: e outrossy aos tabaliões da terra. à esposa a responsabilidade pelas dívidas contraídas pelo seu marido. in zeFeriNO BrANDãO. nem christãao. que nenhũu. ÉVOrA e BeJA. http://revistas. SeGuNDO OS SeuS COSTumeS e FOrOS As esposas cristãs de Santarém podiam ir ao concelho queixarem-se dos judeus que insistiam em fazer empréstimos aos seus maridos. esto se guarda per esta guysa: se o marido he desgastador. vay a molher ao concelho. p. vol. que non enprestem sobre cousa. XiX-XX. p. Vide. 306. Nesta vila. que manda poer a molher a sseu marido. 1995-1996. in Servicio de Publicaciones de la Universidad de Murcia. cit. JOAquim ASSuNçãO FerreirA. e prova como o marido he desgastador. e pedir ende hũua carta en testemunho. e valerlha. e se o fezer. 25 Judeus como autores e vítimas de delitos Os judeus. iii. cit. pretendendo alegar que os seus cônjuges não possuíam dívidas. SANTArÉm. Como sse guarda este custume. as mulheres estavam aptas para enfrentarem os judeus prestamistas na justiça 23. [198]. e frontarlho. e frontarlho pela justiça. 12 de Dezembro de 2008. murcia. que se a molher dalguem quer defender. SAuL ANTóNiO GOmeS. op. porém. que o judeu. 32-33 e 43. portanto. cit. e os alvazijs mandam apregoar. op.Pag 121-148:Pagina 1-28. op. pp. ii. “Perfil jurídico de la mujer en el Fuero de Alcaraz”. 383. 23 129 . 25 AGuSTíN BermúDez AzNAr. Com esse documento. p. Os delitos de sangue e de violência física seriam comuns na vida municipal.es/mimemur/article/view/ 7821/7581. in Miscelánea Medieval Murciana. vol. A vila de Santarém e o povoado de Vila Nova do Alvito (actual Baronia) condenavam os actos de violência entre indivíduos de credo religioso diferente: “Judeu nem mouro non pode fazer ferida assinaada contra crischão nem crischão contra eles “Custume da defensom. 365. 68. vol. Tít. Tít. nem mouro. que devem a yr ao concelho. que aia com seu marido. que non lhe valha”. A mesma situação ocorria no concelho de Beja. Custume he. que lhy non enprestem.qxd 19-09-2010 13:38 Page 129 OS JuDeuS NAS ViLAS DA GuArDA.24 Cabia. e yr aos judeos. assim como os mouros e os cristãos eram alvo de legislação que regulamentavam as suas actuações criminais nos concelhos. estas deviam ainda ir ao encontro do tabelião para solicitarem uma Carta de Testemunho. p. op. a mulher necessitava também de mais outra testemunha. cit.um. 24 in “CFB”. [115].

[95]. ii. Tít. cit. cit. era condenado à pena de morte 27. Costume he que quem chamar tornadiço ao que era doutra leey e se uolueu christaão pague LX soldos ao alcayde e seer ante prouado”. era aceite.” 26 em Beja. in “CFB”. cit. uma actividade controlada e sujeita a normas. in “CFB”. no valor de 60 soldos ao alcaide. ii. cit. o almotacé). SAuL ANTóNiO GOmeS. p. Não deixava de ser. tinha também a finalidade de evitar qualquer tipo de reacção e de censura da parte da maioria cristã e da comunidade de origem. As dívidas são um dos exemplos dos delitos legislados nos costumes e foros. todo o judeu que ferisse o cristão. estas tinham a finalidade de regulamentar e evitar a in “CSCVNA”. p. contudo. relacionadas com as suas condições religiosas. Os delitos financeiros cometidos pelos cristãos e judeus seriam frequentes nos concelhos. Aquele que insultasse o judeu convertido ao cristianismo. op. 28 esta medida pretendia integrar os cristãos-novos no interior da sociedade municipal e. As dívidas podiam estar também associadas à concessão de empréstimos usurários praticados pela comunidade hebraica. Os cristãos que tivessem dívidas contraídas com judeus. e esta justiça deue seer feita per elrey. A usura.Pag 121-148:Pagina 1-28. 306. pp. 85. eram obrigados sempre a restituir os dinheiros emprestados diante de outras testemunhas cristãs e ou de alguma autoridade municipal (por exemplo. Tít. 61. vol. 364. [143]. op. 46. Costume he que se o judeu há alguma demanda com algum christaão e o judeu fere o christaão deue o judeu porem morrer. 28 “Do que chama ao christaão tornadiço. op. op. vol. op. p. Vide. cit. como já foi explicitado anteriormente.qxd 19-09-2010 13:38 Page 130 ALiCe TAVAreS senom per homens boons. iii. ii. p. 19]. vol. chamando-o de «tornadiço» na presença de testemunhas (independentemente do sexo). 64-65. [Tít. ao mesmo tempo. consentida e tolerada nos concelhos. mAriA JOSÉ FerrO TAVAreS. apesar de ser uma actividade considerada negativa. como acontecia na Guarda e em Évora. “Do judeu que fere o christaão. cit. Os cristãos «tornadiços» da vila de Beja deviam ser frequentemente vítimas de agressões verbais. JOAquim ASSuNçãO FerreirA. 26 27 130 . op. era coagido a pagar uma coima. p. (…)”. vol.

en outra parte Sstabeleçodo foy no mês de Dezembro en a era mil trezentos e quatro. ii. João I. in iDem. Por outras palavras. PMH. D. (…)”. 78. assy antre Judeu e crischaao. Leges et Consuetudines. Afonso V. e aquesto fazemos enspoens malícia dos iudeus.Pag 121-148:Pagina 1-28. ÉVOrA e BeJA. não podiam ser acusados e demandados pelo crime de furto. p. tomo V. Segundo os seus costumes e foros. in “Costumes e Foros da Guarda”. que implicassem abusos da parte dos prestamistas. 448. [29]. in JOSÉ COrreiA De SerrA. independentemente da antiguidade da dívida. sobretudo.[28]. 29 no primeiro diploma contratual usurário. 448. A cobrança de juros elevados era condenada na Guarda. mDCCCLVi. mas deviam perder os juros 31. vol. acautelar situações enganosas e de “malícia”. sendo obrigados a restituir “Titulo das usuras dos Judeos. Lisboa. os judeus estavam proibidos de executarem penhoras sem o consentimento da justiça e de usarem os bens arrestados em usufruto próprio 32. que como alguém tirar emprestido. SANTArÉm. SeGuNDO OS SeuS COSTumeS e FOrOS realização de tratos de empréstimo em condições ilícitas e os casos de contendas entre os prestamistas e os devedores. “Costume he que os mayordomos (sic) que filha pegnores e husar deles perca seu dereyto e correga 29 131 . Olisipone. dos reinados de D. 31 Segundo a legislação local de Évora. 30 “Dos strumentos dos Judeus. com base nos Costumes de Garvão comunicados de Alcácer: “e a todo onzeneyro ou onzeneyra mouro ou judeu se li achan algum pegnor de furto non lo poden demandar por furto e non deue a perder o que der sobrel senon deue a perder a onzena darenli o que deu sobrel”. p. iuSSu Academiae Seicentiarum Olisiponensis. Duarte. Ibidem. Collecção de Livros Inéditos de história portugueza. quanto quer que per longo tempo non fur solta a devida. e das peas dos crischaos. p. quando se tratava de acordos entre judeus e cristãos. os contratos usurários perdiam validade. Tít. estabeleçodo e polla malícia dos iudeus. Crecença. D.qxd 19-09-2010 13:38 Page 131 OS JuDeuS NAS ViLAS DA GuArDA. mDCCCXXiV. nonqua cresça mais do cabo. come antre christão”. 30 A posse e a venda de bens penhorados de forma ilícita pelos judeus não eram aceites pela comunidade de Évora. Tít. João II. D. No concelho de Santarém. que Vsura. como quer muytos estrumentos seyam feytos per razon do primeyro estrumento. ou pea non cresça mays qua outro tanto quanto for o cabo. Academia real das Sciencias de Lisboa. Os prestamistas hebreus que usufruíssem dos penhores resultantes de furtos. Pretendia-se. portanto. in “Costumes de Garvão comunicados d’Álcácer”.[59] 32 Segundo os costumes de Santarém comunicados ao povoado de Oriolla. Tít. os juros não deviam exceder o valor do empréstimo estipulado.

cit. p. relacionado com questões económico-laborais e religiosas. cit. op. ii. 35 “Como o moordomo non deue costrenger cristaão por coomha de mouro nem de judeu. op. cit. Actas do Curso de Inverno. p. 394.huum iudeu que……da portagem…. p. 16. “CFBb”. Actividades económico-financeiras O comércio era uma das actividades desenvolvidas pela comunidade hebraica. 9-11 de Janeiro de 2002. Tít. 33 “iudeus e mouros non lauren en domingo e sy y lauraren peyten ii marauedis aos alcaldes”. Tít. 39. PMH. [32]. in “CSCO”. op. p. cit. Coimbra. [122]. “A Legislação Sinodal Portuguesa medieval”. ii. O trabalho dos judeus em dias santos podia ser entendido como um “ultraje (e concorrência nos negócios.”. Tít. Tít. “CSCO”. Tít. 31. 132 . “CFB”. iuSSu Academiae Seicentiarum Olisiponensis. p. mDCCCLVi. os cristãos das vilas de Santarém e de Beja. [227]. vol. instituto de História económica e Social da Faculdade de Letras da universidade de Coimbra. 142-143.. História e actualidade. Tít. in Minorias étnicas e religiosas em Portugal. op. Olisipone. 41. ii. op. Vide FOrTuNATO De ALmeiDA. vol. 36 “(…) A outra contenda he que querem filhar huum marauedi de cada huum iudeu que passa per nossa uila…. mAriA CeLeSTe mATiAS rODriGueS. 54. op.qxd 19-09-2010 13:38 Page 132 ALiCe TAVAreS os bens alheios. cit. segundo a legislação costumeira. cit. vol. [148]. pp. segundo os costumes de Santarém comunicados ao povoado de Oriolla. 34 mAriA ALeGriA FerNANDeS mArqueS.que querem filhar…. in “CFS”. cit. 2003. Os mercadores judeus eram obrigados a pagar um morabitino se passassem pela vila de Beja. [169].” 34 Por causa das coimas realizadas contra os judeus. FOrTuNATO De ALmeiDA. tinha que pagar uma coima de dois maravedis aos alcaldes 33. [148]. p. 208-209. vol. cit. Leges et Consuetudines. Os judeus cometiam um outro tipo de delito. Tít. não podiam ser responsabilizados e constrangidos pelo mordomo 35. 43. ii. p. pp. Custume he que o moordomo non costranga cristaão por coomha que faça contra o mouro nem contra judeu”. volumen ii. zeFeriNO BrANDãO. A população judaica da Guarda que trabalhasse aos Domingos. acrescenta-se) para os cristãos. op.Pag 121-148:Pagina 1-28. 36 os pegnores a seu dono taes quaes lhos tomou e outrossy o judeo e o mouro. [98].. op. 209. in “Costumes e Foros da Guarda”. p.

cit. Os mordomos estavam autorizados a venderem os bens arrestados. A usura era uma actividade financeira exclusiva da população hebraica.” 38 Ainda em Santarém praticava-se um outro tipo de comércio: a venda de penhores. 41 “e a todo onzeneyro ou onzeneyra mouro ou judeu se li achan algum pegnor de furto non lo poden demandar por furto e non deue a perder o que der sobrel senon deue a perder a onzena e darenli o que deu sobrel”. op. p. 365. op. Vide. estando também associada à participação de muçulmanos e de cristãos. SAuL ANTóNiO GOmeS. 31. p. que teem os moordomos. como mostram os costumes de Évora 41. vol. in “CFB”. vol. Tít. Tít. 1989. p. p. cit.Pag 121-148:Pagina 1-28. p. op. 57. 38 SAuL ANTóNiO GOmeS. Tít. SeGuNDO OS SeuS COSTumeS e FOrOS Na mesma vila.”. ii. 6 de Dezembro de 2008. op. este tipo de estratagemas demonstram que a usura podia ser entendida como um “negocio de mercadores que ueem doutras uilas e alugam casas ou tendas en nossa uila os quaes uendem seus panos e colhem sseus aueres en elas. “CFS”. 39 “Custume dos penhores. iii. Costume he que os clérigos e judeos e mouros forros e os homeens que moram nos regeengos deuem pagar nas atalayas e nas uelas e nas carreiras fazer e non en outras cousas”. Tiempo y Forma. cit. de penhorees. [145]. p. p. madrid. Vide JOAquim ASSuNçãO FerreirA. nem sse guarda. in Espacio. mAriA CeLeSTe mATiAS rODriGueS. [145].php?pid=bibliuned:eTF6CDBF309-7B65-217eFFB786285170FA3C&dsiD=PDF. op. op. “CGCA”. 40 eNrique CANTerA mONTeNeGrO. nem husa a rrendeiro nenhuum pêro que he renda poer ssi”. 78. in “CFB”. vol. 142. vol. cit. [60]. Custume do degredo. que não fossem reclamados. [166]. que ho tenha tres dyas. vol. Serie III. “La mujer judía en la españa medieval”. cit. velas. Tít. Os empréstimos usurários eram também uma “dedicación primordial de buen número de mujeres judías. os hebreus eram obrigados a pagar impostos para as atalaias. na judiaria 39. carreiras 37 e “demais despesas de carácter público. Tít. cit. vol. cit. usando como recurso o furto de bens alheios. op. Tít. ii. p. op. ii. 306. op. in E – spacio. Vide. 37 “Hu deuem pagar os clérigos. [236]. como já vimos anteriormente. ÉVOrA e BeJA. e este degredo nom he do moordomo. cit. 364. 306. cit. p. 133 . http://e-spacio. cit. [59]. e selho nom tirarem deveo a deitar polos dinheiros na juyaria. Custume he. JOAquim ASSuNçãO FerreirA. 59.es/fez/eserv. ii. 71.uned.” 40 estas tinham um papel activo no resgate das dívidas usurárias. p. 2. 393-394. SANTArÉm. in zeFeriNO BrANDãO. pp.qxd 19-09-2010 13:38 Page 133 OS JuDeuS NAS ViLAS DA GuArDA. Historia Medieval. op. que ho moordomo tenha per razom de degredo de vinhas.

Santiago de Compostela. fundamentalmente social. 58-115. em particular. p.h-debate. 20. ed. Santiago de Compostela. La tolerância hacia los judíos en la edad media gallega”. Carlos Barros. 1994. 134 . 20 de Janeiro de 2007. * * * 42 JOSÉ LuiS LACAVe.” 43 estas normativas pretendiam portanto garantir a estabilidade. procuravam regulamentar as relações não só com a maioria cristã. pp.htm. Os cristãos «tornadiços» são também alvo de defesa do resto da sociedade. preocupada com a inserção dos novos cristãos no seu seio. com o objectivo de evitar qualquer tipo de comportamento de rejeição da parte das comunidades de origem e da maioria cristã. moros y judíos. Carlos Barros. La editorial de la Historia. (Congreso de Rivadavia. porque muchas veces era difícil cobrar los intereses y obtener la devolución del capital. Os costumes e foros consistiam em “normas de protección y normas de discriminación. Santarém. Actas do congreso internacional de Rivadavia 14-17 de Outubro de 1991. “el outro admitido. As vilas da Guarda. vol.com/barros/spanish/judios. i. in http://www. tomo ii. in Xudeus e Conversos na Historia. a boa convivência e. da parte dos grupos focados.Pag 121-148:Pagina 1-28. Diputación de Ourense e La editorial de la Historia. Évora e Beja. um clima de tolerância. “Aspectos de la sociedad judia en la españa medieval”.qxd 19-09-2010 13:38 Page 134 ALiCe TAVAreS alto riesgo. octubre de 1991). ed. através dos seus costumes e foros.” 42 Conclusão A minoria judaica tinha um estatuto jurídico específico na sociedade municipal. in Xudeus e Conversos na Historia. 1994. las unas junto a las otras. 43 CArLOS BArrOS GuimArÁNS. alimentándose mutuamente y definiendo un marco singular de tolerancia entre cristianos. mas também os comportamentos no interior da própria comunidade hebraica. Sociedad e Inquisición.

volumen ii. mDCCCLVi. BArrOS GuimArÁNS. Carlos Barros. 1967. pp. Dissertação de mestrado em Linguística Portuguesa Histórica apresentada à Faculdade de Letras da universidade de Lisboa. 135 . ÉVOrA e BeJA. vol. La editorial de la Historia.htm. in http://www. Leges et Consuetodines. José Correia de Collecção de Livros Inéditos de história portugueza. Portucalense editora. Lisboa. João I. 1994. Duarte. Carlos “el outro admitido. Congreso de Rivadavia. La tolerância hacia los judíos en la edad media gallega”.ed. Afonso V. in Xudeus e Conversos na Historia. iuSSu Academiae Seicentiarum Olisiponensis. zeferino Monumentos e Lendas de Santarém.hdebate. Porto.Pag 121-148:Pagina 1-28. SeGuNDO OS SeuS COSTumeS e FOrOS Bibliografia Fontes Fontes impressas BrANDãO. Academia real das Sciencias de Lisboa. 58 – 115. João II. Lisboa. vol i. tomos iV e V. SerrA. Portvgaliae Monumenta Histórica. mDCCCXXiV. rODriGueS. Estudos ALmeiDA. D.qxd 19-09-2010 13:38 Page 135 OS JuDeuS NAS ViLAS DA GuArDA. Fortunato de História da Igreja em Portugal. maria Celeste matias Dos Costumes de Santarém. Santiago de Compostela. 1883. 1992. exemplar policopiado. octubre de 1991. i. D. SANTArÉm. 20 de Janeiro de 2007. Olisipone. David Corazzi – editor. D. dos reinados de D.com/barros/spanish/judios.

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cit. ÉVOrA e BeJA. pp.qxd 19-09-2010 13:38 Page 139 OS JuDeuS NAS ViLAS DA GuArDA. 139 . op.Pag 121-148:Pagina 1-28. vol. SANTArÉm. pp. V. 436-455. SeGuNDO OS SeuS COSTumeS e FOrOS Natureza Jurídico – financeira 45 COSTUMES E FOROS DE SANTARÉM 46 Natureza Jurídica 45 46 JOSÉ COrreiA De SerrA. PMH – Leges et Consuetudines.18-35.

qxd 19-09-2010 13:38 Page 140 ALiCe TAVAreS Natureza Financeira 140 .Pag 121-148:Pagina 1-28.

pp. 360-422.qxd 19-09-2010 13:38 Page 141 OS JuDeuS NAS ViLAS DA GuArDA. ÉVOrA e BeJA. op. SeGuNDO OS SeuS COSTumeS e FOrOS COSTUMES E FOROS DE SANTARÉM 47 Natureza Jurídica 47 zeFeriNO BrANDãO. 141 .Pag 121-148:Pagina 1-28. SANTArÉm. cit.

qxd 19-09-2010 13:38 Page 142 ALiCe TAVAreS Natureza Financeira COSTUMES E FOROS DE BORBA 48 Natureza Jurídica 48 mAriA CeLeSTe mATiAS rODriGueS.Pag 121-148:Pagina 1-28. pp. 142 . 111-155. cit. op.

Pag 121-148:Pagina 1-28.qxd 19-09-2010 13:38 Page 143 OS JuDeuS NAS ViLAS DA GuArDA. SANTArÉm. ÉVOrA e BeJA. SeGuNDO OS SeuS COSTumeS e FOrOS Natureza Financeira 143 .

qxd 19-09-2010 13:38 Page 144 ALiCe TAVAreS COSTUMES DE SANTARÉM COMUNICADOS A ORIOLLA 49 Natureza Jurídica COSTUMES DE SANTARÉM COMUNICADOS A VILA NOVA D’ALVITO 50 Natureza Jurídica 49 50 PMH – Leges et Consuetudines. pp. 45-50.Pag 121-148:Pagina 1-28. cit. op. 144 . 36-44. op. PMH – Leges et Consuetudines. pp. cit.

51-73. PMH – Leges et Consuetudines. 145 . op. pp. op. cit. SANTArÉm. SeGuNDO OS SeuS COSTumeS e FOrOS COSTUMES E FOROS DE ÉVORA COSTUMES DE GARVÃO COMUNICADOS DE ALCÁCER 51 Natureza Jurídico-financeira COSTUMES E FOROS DE BEJA 52 Natureza Jurídica 51 52 PMH – Leges et Consuetudines. ÉVOrA e BeJA.Pag 121-148:Pagina 1-28.qxd 19-09-2010 13:38 Page 145 OS JuDeuS NAS ViLAS DA GuArDA. 74-81. pp. cit.

Pag 121-148:Pagina 1-28.qxd 19-09-2010 13:38 Page 146 ALiCe TAVAreS 146 .

SANTArÉm. ÉVOrA e BeJA.Pag 121-148:Pagina 1-28.qxd 19-09-2010 13:38 Page 147 OS JuDeuS NAS ViLAS DA GuArDA. SeGuNDO OS SeuS COSTumeS e FOrOS Natureza Jurídico-financeira 147 .

qxd 19-09-2010 13:38 Page 148 ALiCe TAVAreS Natureza Económico – financeira Natureza Económica 148 .Pag 121-148:Pagina 1-28.