You are on page 1of 82

DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN

PROFESSOR LAURO ESCOBAR

AULA 02
DAS PESSOAS NATURAIS

Itens específicos previstos no último edital que serão abordados
nesta aula → Pessoas Naturais: Personalidade. Capacidade. Domicílio Civil.
Subitens → Pessoa Natural. Conceito. Existência. Personalidade: Início
(nascituro), Individualização (nome, estado e domicílio civil) e Extinção (morte e
ausência). Direitos da Personalidade. Capacidade: classificação. Incapacidade.
Emancipação. Registro e Averbação.

Legislação a ser consultada

→ Código Civil: arts. 1° ao 39 (Pessoas

Naturais) e 70 a 78 (Domicílio).

ÍNDICE
PERSONALIDADE DA PESSOA NATURAL ......................................... 02
Início .......................................................................................... 02
Nascituro ................................................................................. 04
Direitos de Personalidade ........................................................ 07
Individualização ......................................................................... 12
Nome ....................................................................................... 12
Estado ......................................................................................15
Domicílio ................................................................................. 16
Fim da Personalidade ................................................................. 20
Morte Real ............................................................................... 20
Morte Presumida ..................................................................... 20
Comoriência ............................................................................. 24
CAPACIDADE CIVIL ........................................................................ 25
Absolutamente Incapazes ........................................................... 27
Relativamente Incapazes ........................................................... 28
Capacidade Plena ........................................................................ 32
EMANCIPAÇÃO ............................................................................... 32
Registro e Averbação ..................................................................... 36
RESUMO DA AULA ........................................................................... 37
Bibliografia Básica .......................................................................... 40
EXERCÍCIOS COMENTADOS ............................................................ 41

Prof. Lauro Escobar

www.pontodosconcursos.com.br

1

DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN
PROFESSOR LAURO ESCOBAR
Meus amigos e alunos.
Após a análise da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (que
não faz parte do Código Civil, mas está previsto em nosso edital), vamos
analisar nesta aula o tema “Pessoas”, que é o primeiro ponto do Código Civil
(Parte Geral). Lembrem-se que estamos às ordens no fórum para esclarecer
eventuais dúvidas. Ok? Vamos então começar...
Genericamente, podemos conceituar pessoa como sendo todo ente
físico ou jurídico, suscetível de direitos e obrigações; é sinônimo de sujeito
de direitos. No Brasil temos duas espécies de pessoas: as naturais e as
jurídicas. Ambas possuem aptidão para adquirir direitos e contrair
obrigações. Veremos hoje as Pessoas Naturais ou Físicas (a expressão
pessoa natural é mais técnica), abordando, basicamente, três aspectos:
personalidade, capacidade e emancipação. Na próxima aula analisaremos as
Pessoas Jurídicas.

PERSONALIDDE DA PESSOA NATURAL
Personalidade é o conjunto de caracteres próprios da pessoa,
reconhecida pela ordem jurídica a alguém, sendo a aptidão para adquirir
direitos e contrair obrigações. É atributo da dignidade do homem. Prevê o art.
1° do Código Civil que: “Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na
ordem civil”. Assim, o conceito de pessoa inclui homens, mulheres e crianças.
Ou seja, qualquer ser humano sem distinção de idade, saúde mental, sexo,
cor, raça, credo, nacionalidade, etc. Por outro lado exclui os animais (que
gozam de proteção legal, mas não são sujeitos de direito), os seres
inanimados, etc.
Concluindo: pessoa natural (ou física) é o próprio ser humano.
INÍCIO DA PERSONALIDADE
Há muita polêmica doutrinária envolvendo o início da personalidade civil.
São três as principais teorias sobre o tema:
a) Teoria Concepcionista: a personalidade tem início com a concepção;
ou seja, com a própria gravidez (momento em que o óvulo fecundado pelo
espermatozoide se junta à parede do útero).
b) Teoria Natalista: a personalidade se inicia a partir do nascimento da
criança com vida.
c) Teoria da Viabilidade: pressupõe a possibilidade de sobrevivência da
criança. Países que adotam esta teoria entendem que se uma criança nasceu
com uma doença que a levará a morte em poucos dias, não haverá a aquisição
da personalidade.
No Brasil a doutrina se manifesta de forma divergente, pois, se por um
lado a lei estabelece que a personalidade civil tem início com o nascimento
Prof. Lauro Escobar

www.pontodosconcursos.com.br

2

DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN
PROFESSOR LAURO ESCOBAR
com vida, o mesmo dispositivo, logo a seguir assegura ao nascituro direitos
desde sua concepção.
No concurso como eu faço? Em uma prova objetiva o aluno deve se
limitar ao texto expresso da lei. Na omissão da banca opte pela teoria
natalista, que ainda é a mais aceita nos concursos. Em um prova dissertativa
cite as três teorias, expondo que no Brasil há ferrenhos defensores da
concepção e da natalidade, abordando os aspectos mais relevantes de cada
uma. Lembrem-se: a tendência atual é proteger, cada vez mais, o nascituro e
seus direitos desde a concepção. As principais bancas examinadoras (ESAF,
FCC e CESPE) já perguntaram em provas se o nascituro possui “personalidade
jurídica material”. E a resposta, pelo gabarito oficial foi negativa... ou seja, o
nascituro possui apenas os requisitos formais da personalidade civil. Os
requisitos materiais são adquiridos somente após o nascimento com vida.
Analisando o texto legal, podemos afirmar que a personalidade da
pessoa natural ou física inicia-se com o nascimento com vida, ainda que por
poucos momentos. Esta é a primeira parte do art. 2° do CC. Se a criança
nascer com vida, ainda que por um instante, já adquire a personalidade.
Ocorre o nascimento quando a criança é separada do ventre materno
(parto natural ou por intervenção cirúrgica), mesmo que ainda não tenha sido
cortado o cordão umbilical. Além disso, é necessário que tenha respirado. Há
nascimento e há parto quando a criança, deixando o útero materno, respira.
Segundo a Resolução n° 01/88 do Conselho Nacional de Saúde, nascer com
vida significa repirar e ter batimentos cardíacos (funcionamento do
aparelho cardiorrespiratório). É nesse momento que a personalidade civil terá
início em sua plenitude, com todos os efeitos subsequentes, conforme
veremos.
E para se saber se nasceu viva e em seguida morreu, ou se já nasceu
morta, é realizado um exame chamado de docimasia hidrostática de Galeno,
que consiste em colocar o pulmão da criança morta em uma solução líquida; se
flutuar é sinal que a criança chegou a dar pelo menos uma inspirada e,
portanto, nasceu com vida; se afundar, é sinal que não chegou a respirar e,
portanto, nasceu morta, não recebendo e nem transmitindo direitos. No
entanto, atualmente a medicina dispõe de técnicas mais modernas e eficazes
para tal constatação.
Não caiam em pegadinhas
Apesar de polêmica, esta questão tem sido
muito comum em concursos. Geralmente o examinador coloca uma alternativa
dizendo que a personalidade se inicia somente com a concepção (gravidez) da
mulher. Ou afirmando que a criança deva ter viabilidade (que é a perfeição
orgânica suficiente para continuar com vida, ou seja, que o recém-nascido
tenha perspectiva de sobrevivência). Outra situação que é colocada é a de que
a criança somente teria personalidade se nascer com “forma humana” (ou
seja, não tenha anomalias ou deformidades). E até mesmo que a
personalidade somente teria início com o “corte do cordão umbilical ou quando
desprendida a placenta”. Estas hipóteses não foram aceitas pelo nosso Direito.

Prof. Lauro Escobar

www.pontodosconcursos.com.br

3

DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN
PROFESSOR LAURO ESCOBAR
Curiosidade
Vejamos o que diz o art. 29 completo da Resolução n° 01/88 do CNS:
Art. 29 Além dos requisitos éticos genéricos para pesquisa em seres humanos, as
pesquisas em indivíduos abrangidos por este capítulo conforme as definições que se
seguem, devem obedecer as normas contidas no mesmo.
1. Mulheres em idade fértil: do início da puberdade ao inicio da menopausa;
2. Gravidez: período compreendido desde a fecundação do óvulo até a expulsão ou
extração do feto e seus anexos;
3. Embrião: produto da concepção desde a fecundação do óvulo até o final da 12a
semana de gestação;
4. Feto: produto da concepção desde o início da 13a semana de gestação até a
expulsão ou extração;
5. Óbito fetal: morte do feto no útero;
6. Nascimento vivo: é a expulsão ou extração completa do produto da concepção
quando, após a separação, respire e tenha batimentos cardíacos, tendo sido ou não
cortado o cordão, esteja ou não desprendida a placenta;
7. Nascimento morto: é a expulsão ou extração completa do produto da concepção
quando, após a separação, não respire nem tenha batimentos cardíacos, tendo sido
ou não cortado o cordão, esteja ou não desprendida a placenta;
8. Trabalho de parto: período compreendido entre o início das contrações e a
expulsão ou extração do feto e seus anexos;
9. Puerpério: período que se inicia com a expulsão ou extração do feto e seus
anexos até ocorrer a involução das alterações gestacionais (aproximadamente 42
dias);
10. Lactação: fenômeno fisiológico da ocorrência de secreção láctea a partir da
extração do feto e de seus anexos.

NASCITURO
O termo nascituro significa “aquele que há de nascer”. É o ente que já
foi gerado ou concebido, mas ainda não nasceu, embora tenha vida
intrauterina e natureza humana. Tecnicamente (teoria natalista), ele não tem
personalidade, pois ainda não é pessoa sob o ponto de vista jurídico. Mas
apesar de não ter personalidade jurídica, a lei põe a salvo os direitos do
nascituro desde a concepção. Trata-se da segunda parte do art. 2°, CC. Na
realidade o nascituro tem uma expectativa de direito. Ex.: o nascituro tem o
direito de nascer e de viver (o aborto é considerado como crime: arts. 124 a
127 do Código Penal, salvo raríssimas exceções previstas em lei).
Proteção ao nascituro. Ele é titular de direitos personalíssimos: vida,
honra, imagem, etc.; tem direito à filiação, direito de ser contemplado por
doação ou por testamento (legado ou herança), sem prejuízo do recolhimento
do imposto de transmissão, sendo nomeado um curador para a defesa de seus
interesses, etc. Além disso, o art. 8° do Estatuto da Criança e do Adolescente
(Lei n° 8.069/90 – ECA) determina que a gestante tem condições de obter
judicialmente os alimentos para garantia do bom desenvolvimento do feto
(alimentos gravídicos), adequada assistência pré-natal, como consultas
médicas, remédios, etc.
O principal direito do nascituro é o de ter direito à sucessão. Se ele já
foi concebido no momento da abertura da sucessão (morte do de cujus)
Prof. Lauro Escobar

www.pontodosconcursos.com.br

4

1. Para outra corrente a vida somente teria início com a concepção no ventre materno (embora ainda não se possa considerar como sendo uma pessoa). Assim. tendo direitos. receberá o direito. mesmo sendo recém-nascido. etc. CC). tendo já tantos “direitos”. sob condição suspensiva: só terão eficácia se nascer com vida.799. §1°. Lauro Escobar www. de ordem filosófica. pois somente se concretizará se o nascituro nascer com vida. com as técnicas de fertilização in vitro. CC afirma que o nascituro tem direitos. ficará obrigado ao pagamento de impostos.com. 542.pontodosconcursos. o embrião humano congelado não poderia ser tido como nascituro. como o da transmissão do bem (ITCMD.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR legitima-se a suceder de forma legítima (conferir arts. é que está crescendo a teoria concepcionista. o que se pode afirmar. Por tal motivo. sem medo de errar. A representação do nascituro se dá por intermédio de seus pais. Exemplo: homem falece deixando a esposa grávida. no entanto. ele já poderia ser considerado como tendo personalidade. desde que vivas estas ao abrirse a sucessão” (art. Ou seja.). logo. Ainda assim. A situação fica ainda mais definida (segundo os seguidores desta teoria) com o art. Nascendo com vida. Portanto somente será considerado como nascituro. 2°. Isto porque é com a nidação (fixação do óvulo fecundado no útero) que se garante eventual gestação e o nascimento. sendo aceita pelo seu representante legal”. Isso ocorrendo. CC que estabelece: “A doação feita ao nascituro valerá. religiosa e jurídica envolvendo o nascituro. mesmo que fora do corpo da mulher. IPTU. considerando o nascituro como sendo uma Pessoa Natural. e o art. Isto devido ao avanço da medicina. I.br 5 . foi editada inicialmente a Lei n° 8. Mas há um problema. as obrigações acompanham esse direito. com uma carga genética própria. passando... é que o nascituro é titular de um direito eventual. o óvulo fecundado que for implantado no útero materno. retroage ao momento de sua concepção. no tocante aos seus interesses.784 e 1. Justifica-se esta posição porque somente uma pessoa pode ser titular de direitos. Polêmicas à parte. inciso II da CF/88. embora tenha proteção jurídica como pessoa virtual. Indaga-se: qual o momento em que podemos usar o termo nascituro de uma forma técnica? Uma corrente afirma que a vida tem início legal no momento da penetração do espermatozoide no óvulo. Não se pode concluir o processo de inventário e partilha enquanto a criança não nascer. 1. a partir daí a ser sujeito passivo de obrigação tributária. Também se legitimam a suceder por testamento “os filhos ainda não concebidos de pessoas indicadas pelo testador. as expectativas de direito se transformam em direitos subjetivos e a sua existência. proibindo e considerando como crime a manipulação genética de células humanas. CC). tem direito ao resguardo à herança.798.974/95. O nascituro.. será uma “doação condicional”. houve o fato gerador (transmissão o bem). Com o objetivo de regulamentar o art. nesta hipótese. Assim.. a intervenção em material genético humano e a produção. 225. guarda e manipulação de embriões humanos destinados Prof. Os direitos assegurados ao nascituro estão em estado potencial.

Importância de se nascer com vida Como vimos. bisavós. Se nascer vivo. o nascituro tem apenas expectativa de vida e é importante que nasça vivo. Pela nova lei é permitida. ou estejam congelados há três anos ou mais. Morrendo a seguir. No entanto. dividindo opiniões: trouxe esperança para alguns e indignação para outros. Será um sujeito de direitos e obrigações.pontodosconcursos. Situações 1) Se Z (filho de X . Isto porque inicialmente Z herdará parte dos bens de seu pai. etc. Colaterais até o 4° grau: irmãos. Levando em consideração o quadro demonstrativo acima. 2) Se Z (descendente) nascer vivo.com. nem que seja por um segundo. b) haja consentimento dos seus genitores.105/05. Cônjuge sobrevivente. Neste caso Y (que é o cônjuge sobrevivente) também terá direitos sucessórios. caso nasça morto. B X Y Z Ordem de vocação hereditária 2. no instante em que nasceu vivo.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR a servir como material biológico disponível. Vejamos as situações que podem ocorrer a partir daí. sobrinhos. Demonstração A 1. etc. o apartamento irá para A e B. herdará o imóvel. etc. avós. adquire personalidade. ele foi um ‘sujeito de direito’. a utilização de células-tronco embrionárias. primos. Observem. Descendentes (em concorrência com o cônjuge sobrevivente): filhos.descendente) nascer morto. bisnetos. netos. Não se pode fazer a partilha antes de seu nascimento. pais vivos e apenas aquele apartamento para ser partilhado. 3. nenhum direito terá adquirido e/ou transmitido. pois como vimos atualmente o cônjuge é considerado herdeiro necessário e também concorre na herança com os descendentes do falecido. Prof. Lauro Escobar www.br 6 . Para saber quem será o proprietário do imóvel devemos aguardar o nascimento de Z. Observem que neste caso os pais de X nada herdarão. deixando viúva grávida. 4. Ascendentes (em concorrência com o cônjuge sobrevivente): pais. tios. Faleceu um ano depois. No entanto foi aprovada a Lei n° 11. que são os pais (ascendentes) de X (observe o quadro da ordem de vocação hereditária). desde que: a) sejam inviáveis. obtidas de embriões humanos produzidos por fertilização in vitro. os bens irão todos para sua mãe. suponhamos que X comprou um apartamento e a seguir se casou com Y pelo regime de separação parcial de bens. em concorrência com sua a mãe Y. pois atualmente é considerado herdeiro necessário e concorre com os ascendentes do falecido. para fins de pesquisa e terapia. 3) Se Z nascer vivo e logo depois morrer.

temos o Enunciado 01 da I Jornada de Direito Civil do STJ: “A proteção que o Código confere ao nascituro alcança o natimorto. CC) Os direitos de personalidade são atributos inerentes ao ser humano. 02) Segundo a doutrina. Lauro Escobar www. Adquirindo personalidade (aptidão para adquirir direitos e contrair obrigações). É necessário dizer ainda. vamos mencionar a expressão “Jornadas do STJ”. sob os auspícios do Superior Tribunal de Justiça em que foram aprovados alguns enunciados. tais como o nome.). pois naqueles poucos segundos a criança teve personalidade) e logo depois o de óbito. segredo pessoal ou profissional. vamos mencionar que jornada foi essa e o número do enunciado (como fizemos acima). Se for natimorta. Na realidade estas “jornadas” foram encontros de pessoas ligadas ao Direito Civil. Os dicionários jurídicos conceituam o natimorto como sendo "aquele que nasceu sem vida (morreu dentro do útero) OU aquele que veio à luz.br 7 . O vocábulo é composto pelas palavras latinas natus (nascido) e mortus (morto). promovidas pelo Centro de Estudos Judiciários do Conselho da Justiça Federal. ou seja. Possui um duplo sentido. Prof. ou seja. mesmo que a criança tenha nascido morta ou morrido durante o parto. parte da doutrina entende que o “natimorto tem humanidade” e por isso teria direito a um nome. imagem. Como não tinha descendentes e nem cônjuge (até porque era recém-nascido) e seu pai já havia falecido. Sobre o tema. etc. qualquer uma dessas situações está correta para conceituar natimorto. logo morreu (morreu durante o parto)". No entanto.com. nascituro é uma expressão mais ampla do que feto. o direito de defender o que lhe é próprio. pela nossa lei não se dá nome ao natimorto. serão feitos dois registros: o do nascimento (constando o nome da criança. o assento será feito no “Livro C Auxiliar".pontodosconcursos. Quando nos referirmos a elas. Observações 01) Durante nosso curso. Ou seja. seu único herdeiro será o ascendente remanescente. Por outro lado. que todo nascimento deve ser registrado. alimentos. pois este seria o nascituro somente depois que adquiriu a forma humana. que têm sido acolhidos pelo mundo jurídico. 11 a 21. Neste caso A e B nada herdarão.). moral (honra. o ser humano já adquire os chamados direitos de personalidade. às vezes. imagem e sepultura”. artística e intelectual. autoria científica.. com sinais de vida. liberdade. 03) É importante salientar que a expressão natimorto não é considerada juridicamente técnica. não tendo previsão no Código Civil. corpo.. etc. intelectual (liberdade de pensamento. órgãos. mas. sua mãe. como sua integridade física ou corporal (vida. voz. Portanto. é inquestionável que se a criança nasceu viva e logo depois morreu (chegou a respirar).”. DIREITOS DE PERSONALIDADE (arts. Neste livro irá constar apenas: “o natimorto de Dona Fulana. no que concerne aos direito da personalidade. identidade.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR transmite tudo o que recebeu a seus herdeiros.

DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN
PROFESSOR LAURO ESCOBAR
privacidade, imagem, opção religiosa, sexual, etc.). Os direitos de
personalidade são subjetivos e seu titular pode exigir de todos que tais
direitos lhe sejam respeitados. Por isso dizemos que eles são erga omnes
(extensíveis a todos).
Observem que a relação dos direitos de personalidade não é taxativa,
mas apenas exemplificativa. Lembrem-se: a dignidade é um direito
fundamental, previsto em nossa Constituição, que também prevê que são
invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas,
assegurando o direito de indenização pelo dano material ou moral decorrente
dessa violação (confiram também o art. 5°, inciso X, CF/88).
É interessante deixar claro uma leve nuance: os direitos fundamentais
foram criados para proteger os indivíduos do Estado. Já os direitos de
personalidade foram criados para proteger os indivíduos de si mesmos e de
terceiros.
Estabelece o art. 11, CC que com exceção dos casos previstos em lei,
os direitos da personalidade são intransmissíveis e irrenunciáveis, não
podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. Assim, nem mesmo o
agente pode renunciar a estes direitos, colocando-se em uma situação de risco
e renunciando expressamente qualquer indenização futura decorrente de uma
lesão a estes direitos. No entanto neste caso, levando-se em consideração o
art. 945, CC, pode haver uma redução na indenização.
Sobre o tema, vejamos o Enunciado 04 da I Jornada de Direito Civil do
STJ: “Art. 11: o exercício dos direitos da personalidade pode sofrer limitação
voluntária, desde que não seja permanente nem geral”.
Apesar do Código fazer referência a apenas três características a respeito
do direito de personalidade (intransmissibilidade, irrenunciabilidade e
impossibilidade do seu exercício sofre limitação voluntária) a doutrina lhe dá
maior extensão, afirmando que eles também são:



Inatos: os direitos de personalidade já nascem com o seu titular e
acompanham até sua morte; alguns direitos ultrapassam o evento morte
(honra, memória, imagem, direitos autorais, etc.).
Absolutos: são oponíveis contra todos (erga omnes), impondo à
coletividade o dever de respeitá-los.
Intransmissíveis: pertencem de forma indissolúvel ao próprio titular.
Neste tópico, cabe uma observação: embora estes direitos sejam
intransmissíveis em sua essência, os efeitos patrimoniais dos direitos de
personalidade podem ser transmitidos. Ex.: a autoria de uma obra
literária é intransmissível; porém podem ser negociados os direitos
autorais sobre esta obra. Outro exemplo: cessão da imagem mediante
retribuição financeira.
Vitalícios: acompanham a pessoa desde seu nascimento até a morte.
Indisponíveis: não podem ser cedidos, a título oneroso ou gratuito a
terceiros.

Prof. Lauro Escobar

www.pontodosconcursos.com.br

8

DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN
PROFESSOR LAURO ESCOBAR


Irrenunciáveis: não podem ser abandonados nem abdicados; nem mesmo
o seu titular pode abrir mão deles.
Imprescritíveis: valem durante toda vida, não correndo os prazos
prescricionais; podem ser reclamados judicialmente a qualquer tempo;
não se extinguem pelo não uso ou inércia de seu titular nem pelo decurso
de tempo.
Impenhoráveis: se não podem ser objeto de cessão ou venda, também
não pode recair penhora sobre os mesmos.
Inexpropriáveis: ninguém pode removê-los de uma pessoa, nem ser
objeto de usucapião.

Atenção
Já vi provas de concursos em que foram colocadas algumas
das expressões acima nas alternativas e a afirmação foi considerada como
errada. Isto porque apesar de serem consideradas corretas pela doutrina, não
estavam previstas expressamente na lei. Portanto, cuidado... leiam bem o
cabeçalho da questão e comparem bem as alternativas. Se houver
ambiguidade, fique com o texto expresso da lei.
Vamos acompanhar os próximos dispositivos a respeito
O art. 12 e seu parágrafo, CC prevê a possibilidade de exigir que
cesse a ameaça ou a lesão a direito da personalidade, por meio de ação
própria, sem prejuízo da reparação de eventuais danos materiais e
morais suportados pela pessoa. Observem: cessar a ameaça ou lesão e
perdas e danos.
A lei prevê também a possibilidade de defesa do direito do morto, por
meio de ação promovida por seus sucessores, ou seja, pelo cônjuge
sobrevivente (embora não mencionado na lei, estende-se esse direito também
aos companheiros), parentes em linha reta (descendentes ou ascendentes) e
os colaterais até quarto grau (irmãos, tios, sobrinhos, primos, etc.). Percebese, assim, que os direitos de personalidade se estendem desde a
concepção, para além da vida da pessoa natural, tutelando a
personalidade do morto. Os parentes dele podem pedir indenização em
nome próprio, se provarem que os efeitos do ato ilícito repercutiram também
em suas pessoas. Ou seja, o ato envolve determinada pessoa (que no caso já
faleceu), mas também pode causar sofrimento a outras pessoas a ela ligadas
por estreitos laços de parentesco que não foram diretamente atingidas. É o
que se chama de dano reflexo (ou por ricochete).
O corpo, como projeção física da individualidade humana, é inalienável.
O art. 13 e seu parágrafo único, CC prevê o direito de disposição de partes,
separadas do próprio corpo em vida para fins de transplante, ao prescrever
que, “salvo por exigência médica, é defeso (proibido) o ato de disposição do
próprio corpo, quando importar diminuição permanente da integridade física,
ou contrariar os bons costumes. O ato previsto neste artigo será admitido para
fins de transplante, na forma estabelecida em lei especial” (conferir com o art.
199, §4°, CF/88). Em hipótese alguma será admitida a disposição onerosa de
Prof. Lauro Escobar

www.pontodosconcursos.com.br

9

DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN
PROFESSOR LAURO ESCOBAR
órgãos, partes ou tecido do corpo humano. É possível, também, com objetivo
científico ou altruístico, a disposição gratuita do próprio corpo, no todo ou em
parte, para depois da morte, podendo essa disposição ser revogada a qualquer
momento (art. 14 e seu parágrafo único, CC).
Resumindo. A disposição sobre o próprio corpo: a) é proibida quando
importar diminuição permanente da integridade física (salvo por exigência
médica), ou contrariar os bons costumes; b) é válida com o objetivo científico
ou altruístico, para depois da morte, ou, em vida, para fins de transplante. O
Código Civil adotou o chamado princípio do consenso afirmativo (termo
usado pela doutrina e que caiu em alguns concursos), segundo o qual o titular
do direito pode manifestar sua vontade em ser doador de órgãos, mas a
qualquer tempo pode revogar esta intenção.
OBSERVAÇÃO
A Lei 9.434/97 (regulamentada pelo Decreto 2.268/97 e
posteriormente alterada pela Lei 10.211/01) trata do assunto, estabelecendo
as regras para transplantes. Permite-se a doação voluntária nas seguintes
hipóteses: a) órgãos duplos (rins) e b) partes recuperáveis de órgão (fígado)
ou de tecido (pele, medula óssea), sem que sobrevenham mutilações ou
deformações.
O art. 15, CC trata do direito do paciente, proibindo que uma pessoa
seja constrangida a submeter-se, com risco de vida, a tratamento médico ou a
intervenção cirúrgica. Trata-se do princípio da autonomia do paciente (ou
consentimento esclarecido). Não há mais a chamada supremacia do interesse
médico-científico, que se invocava em nome da coletividade, em face ao
interesse individual. Atribui-se à pessoa a opção ao tratamento médico ou
intervenção cirúrgica para corrigir ou atenuar determinado mal ou doença.
Todo procedimento médico deve ser precedido de esclarecimentos e
concordância do paciente. O direito não pertence ao médico, à ciência, ou à
família, mas, exclusivamente, ao paciente que após ser informado do seu
estado de saúde e das alternativas terapêuticas, decidirá se se submete ou não
ao tratamento ou à intervenção cirúrgica. Mesmo que saiba ou tenha
consciência de que isso abreviará a sua expectativa da vida. Excetuam-se
algumas hipóteses (ex.: a pessoa não consegue expressar a sua vontade) em
que o direito se desloca para a família do enfermo. E em situações extremas, à
presença do estado de necessidade, em evidente risco de vida, pode o médico
realizar a intervenção necessária sem o consentimento de quem de direito.
Notem agora que os artigos de 16 a 19 do Código Civil tutelam o
direito ao nome (falaremos sobre ele logo adiante, em um item especial) e
contra o atentado de terceiros, expondo-o ao desprezo público, ao ridículo,
acarretando dano moral ou patrimonial.
O art. 20, CC tutela, de forma autônoma, o direito à imagem e os
direitos a ele conexos (art. 5°, XXVIII, letra “a”, CF/88). Dividem-se em a)
imagem-retrato: é a representação física da pessoa, implicando o
reconhecimento de seu titular por meio de fotografia, escultura, desenho,
pintura, interpretação dramática, cinematográfica, televisiva, sites, etc.; b)
Prof. Lauro Escobar

www.pontodosconcursos.com.br

10

DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN
PROFESSOR LAURO ESCOBAR
imagem-atributo: refere-se ao conjunto de caracteres e qualidades
cultivadas pela pessoa, como a habilidade, competência, lealdade, etc.; é a
repercussão social da imagem. A redação do dispositivo é um pouco confusa. E
os examinadores aproveitam isso para exigir questões sobre o tema. Por isso,
vamos aprofundar.
O direito à imagem se refere ao direito de ninguém ver seu rosto
estampado em público ou comercializado sem seu consenso e o de não ter sua
personalidade alterada, material ou intelectualmente, causando dano à sua
reputação. Como normalmente ocorre, há certas limitações ao direito de
imagem, com dispensa da anuência para sua divulgação. Vejamos algumas
situações: a) pessoas famosas (ex.: artistas, políticos, etc.), pois elas têm
sua imagem divulgada em razão de sua atividade; mas mesmo assim, não
pode haver abusos, pois a sua vida íntima deve ser preservada; b)
necessidade de divulgação da imagem por questões de segurança pública (ex.:
publicação da fotografia de um perigoso marginal procurado pela polícia); c)
quando se obtém uma imagem, mas a pessoa é tão somente parte do cenário,
pois o que se pretende divulgar é o acontecimento em si (ex.: um congresso,
uma exposição de objetos de arte, a inauguração de uma obra pública, um
hotel ou um restaurante, reportagens sobre tumultos, enchentes, shows, etc.).
Há diversas decisões de que não cabe direito de imagem em fotografia de
acontecimento carnavalesco, pois a pessoa que dele participa, de certa forma,
“renuncia a sua privacidade”. Na prática todas estas questões são delicadas.
Caberá ao Juiz, diante de um caso concreto, decidir se houve abuso e se há
direito à indenização. Recomendamos o aluno, para fins de concurso,
novamente se ater ao texto legal.
O titular de um direito de personalidade, quando este for violado,
poderá pleitear reparação de danos morais e patrimoniais. E se ele já for
falecido o direito será exercido pelo cônjuge, ascendente ou descendente
(trata-se do art. 20, parágrafo único, CC). Ficou famoso um caso em que
uma empresa elaborou um “álbum de figurinhas” estampando a fotografia de
jogadores de futebol. Como no caso havia o intuito de lucro da empresa e não
houve o consentimento dos atletas, concluiu-se que foi uma prática ilícita,
sujeita à indenização. A Súmula 221 do STJ estabelece que é cabível a
reparação do dano decorrente de publicação da imprensa, tanto do autor do
escrito, quanto do proprietário do veículo de divulgação.
Finalmente, no art. 21, CC, nossa legislação tutelou o direito à
intimidade (art. 5°, X, CF/88), prescrevendo que a vida privada da pessoa
natural é inviolável (ex.: inviolabilidade de domicílio, de correspondência,
bancário, conversas telefônicas, etc.), prevendo a possibilidade de se requerer
medidas visando a proteção (impedir ou fazer cessar) dessa inviolabilidade.
OBSERVAÇÕES
01) Recomendamos o aluno uma atenção especial
arts. 12 e 20, CC. Observem que o art. 12 é mais
personalidade em geral) e o art. 20 é específico em
imagem, sendo que neste os colaterais foram excluídos.
Prof. Lauro Escobar

comparativa entre os
genérico (direitos da
relação ao direito de
Além disso, embora o

www.pontodosconcursos.com.br

11

br 12 .com. o tronco familiar do qual provém. Ana Maria. 02) O Código Civil não exauriu a matéria referente aos direitos de personalidade. com idêntico prenome. CC que toda pessoa tem o direito ao nome. O nome é um direito da personalidade (matéria de ordem pública). Tratando-se de gêmeos com o mesmo nome. • Prenome  é o nome individual. A) NOME Desde os primórdios da humanidade. CC). O tratamento é bem genérico e a enumeração exposta é meramente exemplificativa. a proteção dos direitos da personalidade”. nele compreendido o prenome e o sobrenome. Antônio Pedro. 17. no caso de gêmeos. a lei de registros públicos exige que seja um prenome composto diferenciado. pelo qual se designa e se reconhece uma pessoa. imprescritível (não correm prazos prescricionais) e personalíssimo. Lauro Escobar www. Vejamos cada um deles. Rodrigo.: João. imagem e nome. mesmo que a intenção na publicação ou representação não revele intuito difamatório (art. que também é conferido às pessoas jurídicas. A lei protege a honra da pessoa. que pode ser simples (ex. apresentando peculiaridades nos diferentes povos. São elementos constitutivos do nome: (C) o prenome será necessariamente composto. CC estabelece que “aplica-se às pessoas jurídicas. mediante as ações judiciais. mas é interessante deixar claro que a Pessoa Jurídica também pode ser titular de direitos de personalidade no tange à honra. proibindo que o seu nome seja usado ou empregado em situações agressivas à intimidade de quem se vê exposto à veiculação pública que provoque depreciação ética. Trata-se de direito inalienável (não pode ser vendido). etc.: José Carlos. acompanhando. essencial para o exercício de direitos e cumprimento das obrigações. influenciando diretamente a vida de cada pessoa desde seu nascimento até o fim da personalidade. etc. INDIVIDUALIZAÇÃO DA PESSOA NATURAL Individualiza-se a pessoa natural de três formas: nome. 16. moral ou jurídica. Laura. assim. a rápida evolução dos costumes do mundo atual. José. • Patronímico ou Sobrenome (nome de família ou apelido de família)  identifica a procedência da pessoa. Prevê o art. pois o art. 03) Embora agora não seja o momento de aprofundar. Aparecida.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR dispositivo não especifique. É pelo nome que ela fica conhecida no seio da família e da comunidade em que vive. o nome serve como sinal exterior identificador. Há uma proteção especial da lei em relação ao nome. estado e domicílio.) ou composto (ex. indicando Prof. deixando margem para que se estenda a proteção a situações não previstas expressamente.). próprio da pessoa.pontodosconcursos. entende a doutrina que o companheiro(a) também é parte legítima. 52. no que couber. inclusive com reflexos após a morte. pois estas também têm direito ao nome.

b) axiônimo: designação que se dá à forma cortês de tratamento ou à expressão de reverência (ex: Excelentíssimo.. que usou diversos heterônimos. etc. Glorinha. Um gênio. cada um com uma espécie de abordagem e maneira de escrever. Professor. moral ou de uma atividade (ex.br 13 . c) alcunha (ou epíteto) é o apelido. Filho. José Pacheco.). Conceitualmente é diferente de pseudônimo. ou que representam os títulos de nobreza ou eclesiásticos: Duque. Esta é uma palavra de origem grega que indica “outros nomes”. • Agnome  é o sinal distintivo entre pessoas da mesma família com nomes iguais. Em regra o nome é imutável.pontodosconcursos. Muitos pensavam que ele era árabe de tanto que conhecia e escrevia sobre o tema. Ricardo Reis.). Zé do Caixão. lendas e costumes árabes.: Zezinho.: Júnior. O exemplo clássico é de Fernando Pessoa (Fernando Antônio Nogueira Pessoa). com tendências e características distintas e peculiares. Questão interessando é a do heterônimo. O exemplo clássico é o de Malba Tahan. Doutor. um professor de matemática chamado Júlio César de Mello e Souza. Não tenho visto estas expressões caírem em concursos. Pontes de Miranda no lugar de Francisco Cavalcanti Pontes de Miranda. pois o heterônimo indica diversas personalidades de uma mesma pessoa.. etc. Ele também chegou a criar semiheterônimos (quando o heterônimo tem características semelhantes ao seu próprio criador) como Bernardo Soares. como Alberto Caeiro. etc. CC).). como um direito inerente à personalidade do autor (art. Agora consta. etc. que no exercício livre da manifestação do pensamento. Visconde. para o exercício desta atividade específica (ex: cantor. Monsenhor.). pelo princípio constitucional da igualdade. Mas ele foi “brasileiríssimo”.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR sua filiação ou estirpe. podendo também ser simples ou composto. inciso IV da CF/88). entre outros. Sobrinho. não há uma ordem rigorosa na colocação do sobrenome (pode ser primeiro do pai ou da mãe).). ator.. gozando da mesma proteção que se dá ao nome. quando usado para finalidades lícitas. Álvaro de Campos. Vicente Guedes. Barão de Teive. de forma expressa. Atualmente. Lauro Escobar www. No entanto o princípio da inalterabilidade do nome sofre diversas exceções em casos justificados. autor de um livro. veda-se o anonimato (art. Lembrando. 5°. geralmente tirado de uma particularidade física.. 19. Antônio Mora.). Cidinha. Pero Botelho. Em relação ao nome há outros elementos facultativos como: a) nome vocatório: designação pela qual a pessoa é conhecida (ex: Aghata Cristie no lugar de Dame Agatha Mary Clarissa Miller Cristie Mallowan. Bispo. O pseudônimo (que significa em latim “nome falso”) ou codinome consiste no nome atrás do qual se abriga um autor de obra cultural ou artística. III. famoso escritor de contos.: Tiradentes. etc. que se acrescenta ao nome completo (ex. Neto. etc. d) hipocorístico: são os diminutivos (ex. Quem não leu “O Homem que Calculava”? E as “Lendas do Deserto”? . A lei de direitos autorais já consagrava o pseudônimo como um direito moral do autor. A lei e a jurisprudência admitem a retificação ou a alteração de qualquer dos seus Prof.com. II. que usava este pseudônimo. Alexander Search (que só escrevia em inglês) entre outros.

708/98 fez na Lei de Registros Públicos (LRP – Lei n° 6. 56 da própria LRP que permite que o interessado.com. 1. CC permite que qualquer dos nubentes acrescente ao seu. §1°. ouvido o Ministério Público”. • com o casamento – atualmente o art. a sua substituição por apelidos públicos notórios”. Lauro Escobar www. • acréscimo de sobrenome de padrasto ou madrasta: Lei 11. no primeiro ano. Outro exemplo é o previsto no art.pontodosconcursos. mas não tem intenção de mudar de sexo. arquivando-se o mandado e publicando-se a alteração na imprensa. etc. • quando houver evidente erro gráfico (ex. • com a união estável  a lei permite que os conviventes adotem o patronímico de seus parceiros. admitindo-se. A jurisprudência vem acompanhando as modificações havidas nesta área. desde que haja concordância recíproca. de Juiz competente. Osvardo. Atualmente há a possibilidade de cirurgia para a mudança de sexo em nosso País. mas a mentalidade de outro (feminino). por determinação. Uma pessoa pode ter a forma de um sexo (ex: masculino). A propósito. após completar a maioridade civil.: Nerson. Luiz Inácio Lula da Silva.: Edson Pelé Arantes do Nascimento. após ouvir o Ministério Público: coação ou ameaça decorrente da colaboração com a apuração de crime).015/73). 58: “O prenome será definitivo. 57 determina que qualquer alteração posterior de nome. averbando-se a alteração que será publicada pela imprensa (trata-se da única hipótese legal em que a alteração do nome não precisa ser motivada). pois este se sente atraído pela pessoa do mesmo sexo.924/09 (“Lei Clodovil”). tradução de nomes estrangeiros. • adoção. No entanto na prática há um maior rigor quanto à modificação do prenome e um menor rigor em relação ao sobrenome. Notem que esta é uma situação diferente da do homossexual. vejam a alteração que a Lei n° 9. divórcio. etc. todavia. etc. • com uso prolongado e constante de um nome diverso do que figura no registro  admite-se a alteração do nome adicionando-se o apelido ou alcunha (ex. em sentença. Vejamos outras situações: • quando expuser seu portador ao ridículo ou situações vexatórias. somente será feita por exceção e motivadamente. o sobrenome do outro. altere seu nome. após audiência do Ministério Público.). serviço de proteção de vítimas e testemunhas (sentença do juiz. desde que não prejudique os apelidos de família. Um fato muito interessante e atual tem sido o caso do transexual.565. e por sentença do Juiz a que estiver sujeito o registro. • quando causar embaraços comerciais e/ou morais  trata-se da homonímia (ou homônimo). No entanto o art.br 14 . Chama-se de transgenitalização a Prof. reconhecimento de filho.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR elementos. O parágrafo único deste mesmo dispositivo estabelece outra possibilidade: “A substituição do prenome será ainda admitida em razão de fundada coação ou ameaça decorrente da colaboração com a apuração de crime. em especial no art.). que depende de autorização judicial.

denominam-se wannabes”. Atualmente há inúmeras decisões judiciais garantindo o direito dos transexuais de realizar a cirurgia de transgenitalização pelo SUS (Sistema Único de Saúde)..br 15 .com. casado. filho. divorciado). sem que nela conste qualquer anotação sobre a decisão judicial e nem mesmo o termo “transexual”. Apresenta três aspectos: Individual (ou físico)  refere-se às características pessoais: idade.pontodosconcursos. Não só no que diz respeito ao nome (prenome). mãe. mas poderá ocorrer a anulação do casamento em razão do erro quanto à pessoa. No entanto. b) quanto ao parentesco consanguíneo (pai. sobre o tema. Aprendi resolvendo a questão. Lauro Escobar www. sexo. etc. editou a resolução 1652 autorizando as cirurgias de mudança de sexo.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR cirurgia para adaptar o corpo (sexo biológico) à mente (sexo psíquico) da pessoa.). etc. sogra. Político  identifica a pessoa a partir do local em que nasceu ou de sua condição política dentro de um País: nacional (nato ou Prof. Para tanto. A cirurgia traz reflexos na possibilidade de retificação do assento de nascimento. mas isto depende muito de caso para caso e de um acompanhamento médico e psicológico multidisciplinar. teríamos uma possibilidade de caracterização do erro quanto à pessoa do cônjuge. Em decisão recente. altura. cunhado. tio. para não induzir terceiro de boa-fé em erro quando da habilitação de eventual e futuro casamento. avô. nora. ou seja. primo. Confesso que nunca tinha visto ou ouvido esta expressão anteriormente. c) quanto à afinidade (sogro. O Conselho Federal de Medicina reconhece o transexualismo como um “transtorno de identidade sexual” e a cirurgia como uma solução terapêutica. A propósito. B) ESTADO O estado é definido como sendo o modo particular de existir. informado pelo gênero biológico). em razão do desconforto de estarem presos em um corpo que não corresponde à verdadeira identidade física que gostaria de ter. a informação de que o nome e o sexo foram alterados judicialmente deve ser mantida nos livros cartorários. Ou seja. genro. o Superior Tribunal de Justiça entendeu deve ser expedida uma nova certidão civil. Isto porque tais observações na certidão significariam na continuidade da exposição da pessoa a situações constrangedoras e discriminatórias. sendo a mesma considerada como verdadeira: “aquelas pessoas portadoras de uma incontrolável compulsão pela amputação de um membro específico de seu corpo. saúde mental e física. viúvo. Familiar  indica a situação que a pessoa ocupa na família: a) quanto ao matrimônio (solteiro. etc. Vivendo e aprendendo. Tenho para mim que esta expressão deve derivar do inglês “wanna” (to want = querer) e “be” (to be = ser). peso. irmão. Há quem sustente que nem esta informação deve ser mantida. Hipoteticamente falando. querer ser algo que não é. a soma de qualificações de uma pessoa na sociedade. Pergunta-se: e se o transexual casar sem revelar o fato de ser operado? O casamento será realizado da mesma forma. recentemente vi cair em um exame da OAB do Distrito Federal a seguinte assertiva. mas também no que concerne ao sexo (pois se trata de um estado individual.)..

É uno e indivisível. pois não se pode renunciar aquilo que é uma característica pessoal.). art. etc. E se uma pessoa morre. É irrenunciável. Trata-se de um direito indisponível (não se transferem as características pessoais) e imprescritível (o decurso de tempo não faz com que se percam as qualificações pessoais). CC: o pagamento. Obs. onde deve ser proposta a ação de inventário? Resposta: no último domicílio do “de cujus” (falecido). devemos fazer a seguinte distinção: a) Moradia ou habitação: é o local onde a pessoa se estabelece provisoriamente. estrangeiro. é inalienável.: investigação de paternidade..: já vi cair em concurso a expressão heimatlos (de origem alemã). a capacidade e os direitos de família. O estado é regulado por normas de ordem pública. com a intenção de permanecer. onde se presume a sua presença para efeitos de direito e onde exerce ou pratica. o nome. seus atos e negócios jurídicos. pois ninguém pode ser simultaneamente casado e solteiro. c) Domicílio: é a sede da pessoa. significa casa) surge da necessidade legal que se tem de fixar as pessoas em determinado ponto do território nacional. aluno que ganha uma bolsa de estudos por três meses na França. Por isso está previsto em diversos dispositivos esparsos em nossa legislação. etc. tanto física como jurídica. 7°. onde possam ser encontradas para responder por suas obrigações. não podendo ser objeto de comércio. Exemplo: vou ingressar com uma ação judicial! Onde essa ação será proposta? Resposta: em regra no domicílio do réu. também chamadas de ações de estado (ex. maior e menor.. b) Residência: é o lugar em que o indivíduo se estabelece habitualmente. divórcio. Por ser um reflexo da personalidade. etc. mesmo que dele se ausente temporariamente. trata-se de uma situação de fato. convertendo-o. 327. As ações tendentes a afirmar. sem ânimo de permanecer. LINDB: A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da personalidade.). obter ou negar determinado estado. Lauro Escobar www. Estas ações são personalíssimas. que significa apátrida. habitualmente. O conceito de domicílio está sempre presente em nosso dia-a-dia. mesmo que não percebamos. é uma relação bem frágil entre uma pessoa e o local onde ela está (ex: alugar uma casa de praia por um mês. CC). trata-se de um conceito jurídico. de uma forma geral. Vejamos alguns: art.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR naturalizado). em regra. C) DOMICÍLIO O conceito de domicílio (domus. deve ser feito no domicílio do devedor (se o contrário não estiver previsto no contrato).br 16 .com. Prof. E assim por diante. em centro principal de seus negócios jurídicos ou de sua atividade pessoal. É o lugar onde a pessoa estabelece sua residência com ânimo definitivo de permanecer (art. apátrida.pontodosconcursos. Inicialmente. em latim. 70.

com. É o chamado domicílio aparente ou ocasional. CC). em regra. a fixação da residência. onde alternadamente viva. Mas se a pessoa tiver várias residências. O exemplo clássico é o dos circenses e ciganos que a cada momento estão em uma localidade diferente (a doutrina os chama de adômidas).DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR art. pois falta a intenção de permanecer definitivamente neste local. O domicílio destas pessoas então será o lugar onde elas forem encontradas (art. CC). o lugar onde esta é exercida (art. CC: a sucessão abre-se no lugar do último domicílio do falecido. CC). uma hipótese de aplicação da Teoria da Aparência. Outras Regras A) Uma pessoa pode residir em mais de um local. Parágrafo único. 72. evidentemente que seu domicílio não foi alterado. C) Domicílio profissional: o art. D) Mudança de domicílio: muda-se o domicílio. Lauro Escobar www. o ânimo de ali permanecer em definitivo (a doutrina chama isso de animus manendi). O domicílio possui dois elementos a) Objetivo: é o estabelecimento físico da pessoa. quanto às relações concernentes à profissão. Se a pessoa exercitar profissão em lugares diversos.pontodosconcursos. sem que se possa considerar uma delas como sendo o seu centro principal. 71. o domicílio pode ser qualquer delas → o Brasil adotou o sistema da pluralidade domiciliar (art. no foro do domicílio do réu. 1. 73. transferindo a residência. Trata-se de uma ficção jurídica. CC). 70. Código de Processo Civil: a ação fundada em direito pessoal e a ação fundada em direito real sobre bens móveis serão propostas.785. art. pois todo sujeito necessita de um local para ser encontrado e ter um domicílio. CC). o lugar onde esta é exercida. Prof. cada um deles constituirá domicílio para as relações que lhe corresponderem”.br 17 . Se uma pessoa viajou de férias para a praia. 74. b) Subjetivo: é a intenção. 94. tomando apenas um como sendo o centro principal de seus negócios. 72. ela não tem um ponto central de negócios. este local então será o seu domicílio. CC considera como domicílio apenas para efeitos profissionais o lugar onde a atividade é desenvolvida: “É também domicílio da pessoa natural. É também domicílio da pessoa natural. B) Pode ocorrer que uma pessoa não tenha uma residência habitual. com a intenção manifesta de o mudar (art. quanto às relações concernentes à profissão. Regra Básica: O domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece a residência com ânimo definitivo (art.

por analogia. dificultando-lhe o comparecimento em juízo”. Lauro Escobar www. 78. Lembrando que contrato de adesão (ou por adesão) é aquele que já está pronto. Aplica-se este dispositivo. Observação. Ou Prof. O domicílio legal é no lugar onde estiver matriculado o navio. Quando se tratar de ação que verse sobre imóveis a competência é a da situação da coisa. tutores ou curadores). Servidor Público: seu domicílio é o lugar onde exerce permanentemente sua função (não se aplica ao servidor público de função temporária). Preso: é o lugar onde a pessoa cumpre a sentença (cuidado: não se aplica ao preso provisório. é necessário que haja uma decisão condenatória). Trata-se de uma orientação do STJ. Deixa de existir a liberdade de escolha do domicílio. Neste caso poderá ser demandado no Distrito Federal ou no seu último domicílio. CC).com. alega extraterritorialidade. uma vez que o obriga a responder ação judicial em local diverso de seu domicílio (“é nula a cláusula que não fixar o domicílio do consumidor”). CC ainda traz uma situação especial para o Agente Diplomático do Brasil que. Há uma forte corrente jurisprudencial negando o foro de eleição nos contratos de adesão. Marítimos (são os oficiais e tripulantes da marinha mercante. chamados de “marinheiros particulares”): marinha mercante é a que se ocupa do transporte de passageiros e mercadorias. Segundo a doutrina ele pode ser subdividido: a) domicílio contratual (art. o da Marinha ou da Aeronáutica é a sede do comando a que se encontra imediatamente subordinado. Militar em serviço ativo: o domicílio do militar do Exército é o lugar onde está servindo. A doutrina costuma chamar de domicílio de origem aquele que o filho adquire ao nascer ou enquanto ele estiver sob o poder familiar. sem indicar seu domicílio no país. b) domicílio (ou foro) de eleição ou cláusula de eleição de foro (previsto no art. citado no estrangeiro. CC.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR Espécies de Domicílio 1) Domicílio Voluntário  escolhido livremente pela própria vontade do indivíduo e por ele pode ser modificado (geral: art. Assim: Incapazes (qualquer tipo de incapacidade): os incapazes têm por domicílio o de seus representantes legais (pais.br 18 . 70. 111 do Código de Processo Civil): escolhido pelas partes para a propositura de ações relativas às obrigações. O domicílio voluntário especial merece um destaque à parte. em razão da condição ou situação de certas pessoas. CC) ou estabelecido conforme interesses das partes em um contrato (especial: art. O militar reformado (aposentado) não tem mais este domicílio. 77.pontodosconcursos. pois ela prejudica o consumidor. também aos Policiais Militares estaduais. 76. 2) Domicílio Legal (ou necessário)  é a lei que determina o domicílio. CC): local especificado no contrato para o cumprimento das obrigações dele resultantes. Observem o art. que entende ser cláusula abusiva. 78. elaborado de forma unilateral. O art. “quando constitui um obstáculo à parte aderente.

Militar da Marinha ou Aeronáutica = sede do comando a que se encontrar imediatamente subordinado. Quanto às relações concernentes à profissão = lugar onde a profissão é exercida.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR você assina (adere) o contrato da forma como que ele foi redigido ou o mesmo não sai. 6°. ou seja. CC). Quando possui diversas residências = qualquer delas será o domicílio. etc. Por tal motivo a tendência é não ser possível colocar o foro ou domicílio de eleição no contrato (até porque ele não foi eleito. relação de parentesco. Servidor público = onde exercer permanentemente suas funções.). Agente diplomático do Brasil citado no estrangeiro = poderá ser demandado no Distrito Federal ou no último ponto do território brasileiro onde o teve. Quanto às relações concernentes à profissão em lugares diversos = cada um deles constituirá domicílio. foi imposto por uma das partes). acompanhando o indivíduo durante toda a sua vida. Lauro Escobar www. Prof.br 19 .: dissolução do vínculo matrimonial. FIM DA PERSONALIDADE DA PESSOA NATURAL Como vimos o início da personalidade se dá com o nascimento com vida. E termina com o fim da existência da pessoa natural. Militar (em geral) = onde servir. Verificada a morte de uma pessoa.com. como regra. Não é possível ficar discutindo cláusulas contratuais. com a morte (art. Marítimo = onde o navio estiver matriculado. Sem residência habitual = lugar onde for encontrada. Já os direitos não personalíssimos (em especial os de natureza patrimonial) são transmitidos aos seus sucessores. desaparecem. Preso = onde estiver cumprindo a sentença. os direitos e as obrigações de natureza personalíssima (ex. Domicílio Necessário Incapaz = representante ou assistente.pontodosconcursos. Domicílio Pessoa Natural – Resumo Regra = lugar onde estabelecer residência com ânimo definitivo (muda-se o domicílio transferindo a residência).

que está prevista nos arts. a comunidade científica mundial. MORTE CIVIL A morte civil era a perda da personalidade em vida.com. 22 a 39. A pessoa deixa de dar notícias de seu paradeiro por um longo período de tempo. por ato do oficial do registro civil de pessoa natural. CC. é o momento extintivo dos direitos da personalidade. inclusive para efeito de transplante (Lei n° 9. sendo esta a condição para o sepultamento. CC).140/95 que reconheceu como mortos.015/73 (Lei de Registros Públicos) permite que a declaração de óbito possa ser feita por duas testemunhas. c) presumida.br 20 . Tradicionalmente isso ocorre com a parada total do aparelho cardiorrespiratório. A doutrina acrescenta também a hipótese da Lei n° 9. para todos os efeitos legais (morte legal). deixando o indivíduo de ser sujeito de direitos e obrigações.: exclusão de herança por indignidade do filho. “como se ele morto fosse” (observem esta expressão no art. Lauro Escobar www. A pessoa estava viva. A) Art. CC: morte presumida sem declaração de ausência.pontodosconcursos. b) civil. A morte real se dá com o óbito comprovado da pessoa natural. CC). devendo o mesmo ser lavrado por profissional registrado no Conselho Regional de Medicina. mas era tratada como se estivesse morta. MORTE PRESUMIDA Ocorre quando não se consegue provar que houve a morte real.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR Num sentido genérico podemos dizer que há três espécies de morte: a) real. Nosso direito prevê duas formas distintas para os casos em que não há a constatação fática da morte (ausência de corpo): Art. A morte. pode-se dizer ela não existe mais. em situações especiais. Ex. pois exige a declaração de ausência. 6°.434/97 – Lei de Transplantes). Isso porque a morte encefálica é irreversível. Os efeitos da morte presumida são Prof. Atualmente. MORTE REAL A personalidade civil termina com a morte física. No entanto. a Lei n° 6. 7°. 1. CC: morte presumida com declaração de ausência. Art. portanto. Na ausência deste. a pessoa é ignorada para efeitos de herança. 22. Ausência é o desaparecimento de uma pessoa do seu domicílio. Inicialmente exige-se um atestado de óbito (para isso é necessário o corpo) que irá comprovar a certeza do evento morte. sem nomear um representante (procurador) para administrar seus bens (art. No entanto. CC É uma situação mais complexa. os “desaparecidos políticos”. embora viva. tem afirmado que o marco mais seguro para se aferir a extinção da pessoa física é a morte encefálica.816. há resquícios de morte civil. Com este documento é lavrada a certidão de óbito. Geralmente era uma pena aplicada a pessoas condenadas criminalmente. assim como o Conselho Federal de Medicina. 6°.

. 22.. PRIMEIRA FASE: Declaração de Ausência. É feita a partilha dos bens deixados e agora são os herdeiros (e não mais aquele curador). alguns bens em seu nome. filhos. Se estes herdeiros forem descendentes. exercem apenas a posse dos bens do ausente.: o estado de viuvez do cônjuge do ausente).com. Trata-se. Trata-se da curadoria dos bens do ausente. obedecendo a ordem do art. Nesta fase cessa a curatela dos bens do ausente. contas para pagar.. Por isso os sucessores ainda não podem vender os bens. A solução é ingressar com essa medida judicial. concede um prazo de mais 180 dias para que o ausente reapareça e tome conhecimento da sentença que determinou a abertura da sucessão provisória de seus bens. 28. O art.. Após este prazo. ascendentes ou cônjuge do ausente. Art. No processo de ausência a sentença do Juiz é dada logo no início do processo. Ele deixou esposa. Lauro Escobar www.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR patrimoniais (protege-se o patrimônio do ausente) e alguns pessoais (ex. Ausente uma pessoa. de uma “última chance” que se dá ao ausente. não precisam prestar caução. Trata-se do velho exemplo do sujeito que saiu de casa para comprar um maço e cigarros ou foi pescar e não voltou mais. SEGUNDA FASE: Sucessão Provisória. poderá ser requerida e aberta a sucessão provisória e o início do processo de inventário e partilha dos bens. qualquer interessado na sua sucessão (e até mesmo o Ministério Público) pode requerer ao Juiz a declaração de ausência e a nomeação de um curador.. a ausência passa a ser presumida. Art. CC prevê uma cautela a mais.. Apenas se antecipa a sucessão. a sentença somente irá produzir efeitos 180 dias após sua publicação na imprensa. Ou seja.. Nesta fase os herdeiros ainda não têm a propriedade. como pode simplesmente ter “fugido de casa”. E agora? Não se pode deixar tudo e aberto. dando garantias de que os bens serão restituídos no caso do ausente aparecer). b) sucessão provisória.pontodosconcursos. passamos para a fase seguinte. sem delinear definitivamente o destino dos bens desaparecido. c) sucessão definitiva.br 21 . Mas esta sentença determinando a abertura da sucessão ainda não produz efeitos de imediato.. Se o ausente não comparecer no prazo (um ou três anos. CC. Seus bens são arrecadados e entregues a um curador apenas para os mesmos sejam administrados (não há efeitos pessoais). para que se inicie a sucessão provisória. de forma provisória e condicional que irão administrar os bens. A sucessão provisória é encerrada se o ausente retornar Prof. Vejamos cada uma delas. A ausência só pode ser reconhecida por meio de um processo judicial composto de três fases: a) curadoria de ausentes. 25. Com a sua volta opera-se a cessação da curatela. 26. CC. CC. Assim. Durante um ano (no caso do ausente não deixar representante ou procurador) ou três anos (na hipótese em que ele deixou um representante) devem-se expedir editais convocando o ausente para retomar a posse de seus haveres. Ele pode ter morrido mesmo. digamos. dependendo da hipótese). o mesmo ocorrendo se houver notícia de seu óbito comprovado. prestando caução (ou seja. Não retornando ao lar nestes prazos. Os imóveis somente podem ser vendidos com autorização judicial.

Os sucessores deixam de ser provisórios.pontodosconcursos. Convém acrescentar que o descendente. tudo ficou muito mais simples. Se regressar após esse prazo (portanto após 21 anos do início do processo). adquirindo a propriedade plena (ou o domínio) e a disposição dos bens recebidos. Até porque. Mesmo antes de ser considerado viúvo ele pode ingressar com um pedido de divórcio. 37. É o que prevê o art. etc. sobrinhos. Seu cônjuge é reputado Prof. b) Sucessão Provisória: é feita a partilha de forma provisória.com. 38. Ex. considerando-se rompido o vínculo matrimonial. sem a necessidade de se ingressar primeiro com a separação judicial e aguardar prazos. não terá direito a mais nada. É interessante acrescentar que o art. E. §1° do CC. Se seu pai retornar posteriormente. a pessoa já está livre para convolar novas núpcias. até 10 anos após o trânsito em julgado da sentença de abertura da sucessão provisória) que também se dissolve a sociedade conjugal. divorciada.: irmãos. aguardando-se 10 anos. c) Sucessão Definitiva: na abertura já se concede a propriedade plena e se declara a morte (presumida) do ausente. Art. Já os demais sucessores (ex. podendo se casar novamente. se o ausente retornar em até 10 (dez) anos seguintes à abertura da sucessão definitiva terá direito aos bens.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR ou se comprovar a sua morte real. o filho não será obrigado a restituir os aluguéis que recebeu com a casa e nem o que lucrou explorando a fazenda. Isto é. Neste caso o cônjuge será considerado viúvo (torna-se irreversível a dissolução da sociedade conjugal). Nesta ocasião converte-se a sucessão provisória em definitiva. TERCEIRA FASE: Sucessão Definitiva. alugou a outra e tornou a fazenda extremamente produtiva. dependendo da hipótese (com ou sem representante). era proprietário de duas casas e uma fazenda.br 22 . CC possibilita se requerer a sucessão definitiva provando-se que o ausente conta com 80 anos de idade e que de cinco datam as últimas notícias dele. No entanto este cônjuge não precisa esperar tanto tempo para se casar novamente. Seu filho entrou na posse dos bens: mora em uma das casas. mas no estado em que se encontrarem. Ou então terá direito ao preço que os herdeiros houverem recebido com sua venda. tios. É nesta fase (na sucessão definitiva.: Uma pessoa foi considerada “ausente”. CC. Porém esta propriedade é considerada resolúvel. arrecadando-se os bens que serão administrados por um curador. Resumindo a) Ausência (curadoria dos bens do ausente): 01 ou 03 anos. Após 10 (dez) anos do trânsito em julgado da sentença de abertura da sucessão provisória. será declarada a morte presumida. Lauro Escobar www. sem que o ausente apareça. ou seja. 1. o ascendente e o cônjuge (herdeiros necessários) que forem sucessores provisórios do ausente e estiverem na posse dos bens terão direito a todos os frutos e rendimentos desses bens.) terão direito somente à metade destes frutos ou rendimentos.571. com a edição da Emenda Constitucional n° 66/2010.

Estabelece o art. quando estiver provada a sua presença no local do desastre e não for possível encontrar o cadáver para exame” (justificação judicial da morte). Se o ausente retorna recebe os bens existentes no estado em que se acharem (ou o preço em seu lugar). independentemente de declaração de ausência. Tal declaração substitui judicialmente o atestado de óbito. Vejamos as duas situações excepcionais. terremoto ou outra qualquer catástrofe. pois permite a declaração da morte presumida sem decretação de ausência. d) Fim. ainda que não se encontre os corpos de todos os passageiros. incêndio. a declaração de morte presumida é concedida judicialmente. não havendo corpo. Desaparecimento Início do Processo 1 ou 3 anos Ausência Curadoria Morte Presumida 10 anos Sucessão Provisória Fim 10 anos Sucessão Definitiva B) Art.com. para declarar a morte presumida sem a decretação de ausência. Lauro Escobar www. Basta provar que aquela pessoa desaparecida realmente estava no avião que se acidentou. Nestas hipóteses. Com esta declaração pode-se abrir a sucessão da mesma forma que seria feito se houvesse morte real (por isso alguns autores ao invés de Prof. devendo a sentença fixar a data provável do falecimento. E a Justiça vem aplicando os arts.015/73): “Poderão os juízes togados admitir justificação para o assento de óbito de pessoas desaparecidas em naufrágios.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR viúvo. Com isso não se passa por aquelas longas fases já mencionadas acerca da declaração de ausência com declaração de ausência. as últimas tragédias aéreas ocorridas no Brasil. Isso para melhor viabilizar o registro do óbito. recorre-se aos meios indiretos de comprovação. a demonstração das fases do processo. Entretanto. expressamente previstas no Código Civil: For extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida. CC Esta é uma situação mais simples. resolver problemas jurídicos e regular rapidamente a sucessão causa mortis. Pessoa desapareceu em campanha ou feito prisioneiro e não foi encontrado até dois anos após o término da guerra.br 23 . Se um avião cai ou explode de forma que não haja possibilidade de sobreviventes. Aguardam-se mais dez anos. 7°. só pode ser requerida depois de esgotadas as buscas e averiguações. têm-se a certeza de que houve a morte de todos. 7° do CC e 88 da LRP em conjunto. Vejamos no gráfico abaixo.pontodosconcursos. 88 da Lei de Registros Públicos (Lei n° 6. Podemos dar como exemplo.

aplica-se a comoriência. etc. Trata-se de uma presunção relativa (juris tantum). Comoriência também é chamada de morte simultânea. Mas se não se conseguir demonstrar quem morreu primeiro. No momento da morte do primeiro cônjuge toda a herança se transmite para o outro cônjuge. se o regime de bens do casamento for o da comunhão universal (ou comunhão parcial. A expressão “na mesma ocasião” não requer que o evento morte se tenha dado na mesma localidade. Exemplo: vamos supor que um casal esteja viajando de carro e sofre um acidente. mas em datas e horas simultâneas ou muito próximas. quem morreu em primeiro lugar.pontodosconcursos.com. Mas cada um tem um irmão. mas todos os bens do casal foram adquiridos na constância do casamento). a herança de ambos é dividida à razão de 50% para os herdeiros de cada cônjuge (os irmãos). não haverá comoriência. mas nas mesmas circunstâncias de tempo? Há autores que defendem a posição de que somente haverá comoriência se as mortes se derem no mesmo acontecimento. preferem chamá-la de “morte real sem corpo”. E com a morte deste toda a herança será transmitida somente para o irmão do que morreu por último. ou seja. Se não houver esta relação também não haverá qualquer interesse jurídico na questão. Abrem-se cadeias sucessórias distintas e autônomas. extinção do poder familiar. não se podendo averiguar se algum dos comorientes precedeu aos outros. EFEITOS DO FIM DA PERSONALIDADE São efeitos do fim da personalidade: dissolução do vínculo conjugal e do regime matrimonial. Art. ele se coloca com igual relevância em matéria de efeitos nos casos de pessoas falecidas em lugares e acontecimentos distintos. Outro efeito de suma importância é a extinção da Prof. lugar e tempo. basta que haja inviabilidade na apuração exata da ordem cronológica dos óbitos”.. um não sucederá o outro. não haverá transferência de bens e direitos entre eles. que admite prova em contrário.). A consequência prática é que se os comorientes forem herdeiros uns dos outros. 8°. Outros (Maria Helena Diniz) afirmam: "Embora o problema da comoriência tenha começado a ser regulado a propósito de caso de morte conjunta no mesmo acontecimento.. Se ficar provado que o marido ou a mulher faleceu primeiro no acidente. Lauro Escobar www.: um avião caiu e todos os passageiros faleceram no acidente. Questão Polêmica E se duas pessoas falecerem em locais diferentes.br 24 .DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR chamarem este instituto de morte presumida sem declaração de ausência. COMORIÊNCIA Comoriência é o instituto pelo qual se considera que duas ou mais pessoas morreram simultaneamente. Aplica-se o instituto da morte simultânea sempre que houver uma relação de sucessão hereditária entre os mortos. Neste caso. nesse caso vamos presumir que todos eles morreram no mesmo momento. Ex. extinção dos contratos personalíssimos. presumir-se-ão simultaneamente mortos”. CC: “Se dois ou mais indivíduos falecerem na mesma ocasião. Eles não têm descendentes e nem ascendentes. sempre que não se puder averiguar qual delas pré-morreu. ou seja.

não podemos aplicar o brocardo mors omnia solvit (a morte dissolve tudo) no Direito Civil. Observem que o credor é a pessoa que estava recebendo a pensão alimentícia. já na capacidade temos os limites desta potencialidade. No entanto. • Capacidade de fato ou de exercício da capacidade de direito: é a capacidade de exercitar pessoalmente (por si mesmo) todos os atos da vida civil. é inerente à personalidade. Os militares e os servidores públicos de uma forma geral podem ser promovidos post mortem. muitos dos direitos de personalidade se estendem após à morte da pessoa. nem sempre se terá capacidade. CC).pontodosconcursos. 1°. Quem tem personalidade (está vivo) tem capacidade de direito. tratada no Direito das Sucessões. Alguns direitos ainda permanecem (podendo sofrer ameaça ou lesão) e devem ser respeitados. morrendo não faz mais jus ao benefício e este não se transmite a seus herdeiros. Costuma-se dizer que a personalidade é a potencialidade resultante de um fato natural (nascer com vida). Mas em que medida isso ocorre? A resposta está nas espécies de capacidade. A vontade do de cujus. Vejamos.com.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR obrigação de prestar alimentos com o falecimento do credor. independentemente de assistência ou representação. Tem personalidade? Sim! Então tem capacidade de direito. sendo tutelados pela lei. Como vimos. etc. Prof. Trata-se de uma inovação do atual Código. "Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil" (art. Nasceu com vida? Sim! Então tem personalidade. limitando o exercício (e não o gozo) dos direitos. os herdeiros deste assumirão a obrigação até as forças da herança. CAPACIDADE CIVIL Embora baste nascer com vida para se adquirir a personalidade. Não caiam em pegadinhas Capacidade de direito (gozo) pressupõe a capacidade de fato? –Não! Capacidade de fato pode subsistir sem a capacidade de gozo? –Não! Resumindo: Toda pessoa natural tem capacidade de direito. Ao cadáver é devido respeito. à honra. ao nome. pois pode lhe faltar a plenitude da consciência e da vontade. Uma frase muito comum na doutrina (e concursos) é que “a capacidade é a medida da personalidade”. no caso de morte do devedor (que é a pessoa que paga a pensão alimentícia). como o direito à imagem. No entanto. Adquire-se com o nascimento com vida e extingue-se somente com a morte. inerente à personalidade. É a capacidade para adquirir direitos e contrair obrigações. toda pessoa é capaz de direitos e deveres. pode sobreviver por meio de um testamento. Mas essa pessoa pode não ter a capacidade de fato. Por que isso? Como vimos. aos direitos autorais.br 25 . Lauro Escobar www. • Capacidade de direito ou de gozo (ou de aquisição de direito): própria de todo ser humano.

Visa proteger os que são portadores de alguma deficiência jurídica apreciável. Veremos todas as hipóteses mais adiante. CC) Prof. Sendo uma ressalva ao exercício dos atos da vida civil. Quem possui as duas espécies de capacidade (de direito e de fato) tem a chamada capacidade plena. CAPACIDADE DE FATO Capacidade é a regra. toda pessoa tem a capacidade de direito (basta estar vivo). A) ABSOLUTAMENTE INCAPAZES (art. incapacidade é a exceção. junto com o incapaz. A incapacidade não restringe a personalidade ou a capacidade de direito.com. Ou seja.: o “louco”. A deficiência pode ser suprida (o ato pode ser praticado) pela representação. Lauro Escobar www. a documentação pertinente). ela apenas limita o exercício pessoal e direto dos direitos. A deficiência pode ser suprida pela assistência. Ou seja. A falta de assistência no ato acarreta a nulidade relativa (ato anulável) do mesmo. podendo receber uma doação. Por ora fiquemos com o seguinte resumo: • Incapacidade Absoluta → Pessoas completamente privadas (proibição total) de agir na vida civil. embora com restrições. Se praticar o ato. sendo admitida apenas nas hipóteses previstas expressa e taxativamente na lei (matéria de ordem pública). por ser pessoa (ele está vivo. os representantes legais é que vão praticar o ato em nome do incapaz. graduando a forma de proteção: pode ser absoluta ou relativa.pontodosconcursos. A capacidade de direito não pode ser negada ao indivíduo. (capacidade plena = capacidade de direito + capacidade de fato). tem capacidade de direito. possui personalidade). mas pode sofrer restrições quanto ao seu exercício. E há uma presunção (relativa) da capacidade de fato. a incapacidade deve ser encarada e interpretada restritivamente. 3°. Ou seja. não podendo vender o bem que ganhou. ou seja. A incapacidade é a restrição legal ao exercício dos atos da vida civil (em outras palavras: é uma restrição ao poder de agir). deve ser comprovada. porém não tem capacidade de fato. sendo que como a incapacidade é a exceção. deve ser assistido por seu representante legal (que apenas irá presenciar o ato e assinar. A falta de representação no ato acarreta a nulidade absoluta (ato nulo) do mesmo. o próprio incapaz decide se pratica ou não o ato.br 26 . pois este não manifesta a sua vontade. Quem só possui a de direito tem a chamada capacidade limitada. manifestando sua vontade.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR No Brasil não existe a incapacidade de direito. • Incapacidade Relativa → Pessoas relativamente incapazes. Ex. que podem atuar na vida civil.

rigorosamente. No entanto. A venda de um doce para uma criança de 12 anos é um ato válido? Para alguns autores. em caso de violação. paranoia. Pode ser total ou parcial. acarretando. o interditado não poderá praticar atos jurídicos sem o seu curador. dependendo da hipótese concreta.). Por isso estes indivíduos devem ser representadas. só depois de decretada a interdição é que se recusa a capacidade de exercício.com. por motivo de ordem patológica ou acidental. Trata-se de uma medida de proteção.br 27 . Trata-se de um procedimento especial de jurisdição voluntária (não há bem uma disputa entre as partes. Uma vez declarada a incapacidade por sentença. a pessoa ainda não atingiu o discernimento pleno para distinguir o que pode ou não fazer. b) prejuízo ao incapaz. em que o Poder Judiciário declara se determinada pessoa tem ou não a plena capacidade para gerir seus próprios negócios. este ato é considerado nulo. Ou seja. Se o ato praticado pelo enfermo mental foi antes de sua interdição. congênita ou adquirida.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR Ocorre quando houver proibição total do exercício do direito do incapaz. exercendo-se a jurisdição no sentido de simples administração). que pleiteiam providências opostas ao Juiz). não se aceitando a Prof. é necessário um processo de interdição. 2) Os que. c) má-fé da outra parte). a nulidade absoluta do ato jurídico (art. 166.pontodosconcursos. Isto porque há uma presunção da publicidade da sentença de interdição e conhecimento geral. seria um ato nulo. O legislador entende que. porém a intervenção do Juiz é necessária. na falta deles. Para que seja declarada a incapacidade absoluta neste caso. se a pessoa praticou o ato após a sua interdição. O rito é previsto pelo Código de Processo Civil e a sentença (de natureza declaratória) deverá ser registrada no Registro Civil das Pessoas Naturais. A jurisdição voluntária se contrapõe à jurisdição contenciosa (que é caracterizada pela disputa entre duas ou mais partes. devido a essa tenra idade. CC). ainda que a outra pessoa não saiba da interdição. por tutores. Abrange pessoas que têm desequilíbrio mental (ex. Devem ser representados por seus pais ou. Os absolutamente incapazes possuem direitos. em regra não se anula o negócio. é socialmente aceito. mas tendo-se em vista o pequeno valor. Há uma restrição legal ao poder de agir por si. etc. jurisprudência e a doutrina admitem a produção retroativa dos efeitos da interdição em hipóteses especiais (requisitos para isso: a) prova da incapacidade no momento do ato. Um ato praticado por uma pessoa portadora de enfermidade mental ainda não interditada por ser invalidado? Em regra. I. mas estes não podem ser exercidos pessoalmente. Nosso direito não admite os chamados “intervalos lúcidos”. não tiverem o necessário discernimento para a prática dos atos da vida civil  São as pessoas que. Lauro Escobar www. sendo válido. sendo nulo qualquer ato praticado pela pessoa interditada. psicopatas.: demência. São eles: 1) Os menores de 16 (dezesseis) anos (critério etário)  Também chamados de menores impúberes. não estão em condições de reger sua própria pessoa ou administrar seus bens. por enfermidade ou deficiência mental.

sendo necessária a assistência. sob pena de anulação. parágrafo único. A incapacidade relativa diz respeito àqueles que podem praticar por si os atos da vida civil. São eles: 1) Maiores de 16 anos e menores de 18 anos  Também chamados de menores púberes. dependendo da iniciativa do lesado. o cego somente poderá fazer testamento da forma pública. Ex. já na segunda hipótese a pessoa pratica pessoalmente o ato. não puderem exprimir sua vontade  O exemplo clássico deste item é o da pessoa que sofreu um acidente e “está em coma no hospital”. Lembrando que a intoxicação provocada voluntariamente não é fundamento para a exclusão da responsabilidade. fazer testamento (art. as pessoas que perderam a memória. servir como testemunha Prof. embora de forma transitória e outros casos análogos. não é causa de restrição da capacidade. como testemunha ocular de um fato.br 28 .pontodosconcursos. Lauro Escobar www. por isso ela será representada. O Código Civil não estende a incapacidade: a) ao cego. cujo exemplo é o famoso golpe “boa noite cinderela”. Eles somente poderão praticar certos atos mediante assistência de seus representantes. mesmo não havendo previsão explícita a respeito. e c) a senilidade ou senectude (pessoa com idade avançada). Há outras hipóteses em que o ato pode ser ratificado ou convalidado pelo representante legal. Em relação ao surdo-mudo. ele está incluído neste inciso.. A grande diferença entre os absolutamente incapazes e os relativamente incapazes é que no primeiro caso a pessoa não pode praticar o ato. também. Certos atos a pessoa já pode praticar sem assistência e são considerados válidos.com. desde que não possa manifestar sua vontade de forma alguma. CC). O efeito da violação desta norma é gerar a anulabilidade (ou nulidade relativa) do ato jurídico (art. IMPORTANTE B) RELATIVAMENTE INCAPAZES (art. Se houver um conflito de interesses entre o incapaz e o assistente.: casar (necessitando neste caso apenas de uma autorização de seus pais). Notem que a previsão legal é genérica e muito abrangente.860. Afirma a doutrina que a sua pouca experiência e insuficiente desenvolvimento intelectual não lhes possibilitam a plena participação na vida civil. embora interditada. No entanto há atos que o relativamente incapaz pode praticar mesmo sem assistência. CC). b) ao analfabeto. 4º. CC) Trata-se de uma situação intermediária entre a incapacidade total e a capacidade plena. 171. mesmo por causa transitória. a pessoa estava lúcida. que somente terá restrição aos atos que dependem da visão. testemunha em testamentos.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR demonstração de que naquele momento. 3) Os que. mas não pode praticar este ato sozinha. posteriormente. O dispositivo pode incluir. o Juiz lhe nomeará um curador especial. I. além disso. Uma hipótese disso é a “intoxicação fortuita”. 1. por si só. etc. desde que assistidos por seus representantes legais. sua vontade é levada em conta. em que uma pessoa coloca na bebida de outrem grande porção de substância dopante e aproveita desse estado para assaltá-la.

doar. Lauro Escobar www. Trata-se de um desvio de personalidade e não de uma alienação mental propriamente dita. Como ele fica privado somente dos atos que possam comprometer seu patrimônio.com. O exemplo clássico é o da pessoa viciada em jogos de azar. que de forma compulsiva. ele pode: exercer atos de mera administração. onde o Juiz irá estabelecer os limites da curatela (maior ou menor dependendo do grau de comprometimento mental do interditado). 4°. e. entre 16 e 18 anos. inclusive em atos jurídicos e testamentos. ou se. 228. I. mas não se manifesta sobre a questão meramente afetiva. para eximir-se de uma obrigação. Pela lei o menor não poderá fugir desta obrigação.. alegou ser menor e revelou sua idade verdadeira.782. etc. podendo chegar à miséria. agir em juízo (vejam o art. 180. Portanto. CC). CC). No entanto se o grau de dependência atingir níveis excepcionais. o atual Código não enquadrou genericamente o índio como absoluta ou relativamente incapaz. nomeia-se um curador para cuidar de seus interesses. Neste caso também é necessário um processo regular de interdição. dar quitação. aceitar mandato (ser mandatário). pois conscientemente declarou-se maior (não se pode. Índios  O atual Código Civil afirma que a capacidade dos índios (chamados pela legislação anterior de silvícolas) será regulada por meio de lei especial (art.). espontaneamente se declarou maior (art. dissipa seu patrimônio. um rapaz com 17 anos se passou por maior de 18 anos e assumiu determinada obrigação. 2) Ébrios habituais (alcoólatras). tenham o discernimento reduzido  Nestes casos também deve haver um processo de interdição. O seu curador deve se manifestar quanto ao regime de bens que será adotado pelo casal. CC). para não cumprir esta obrigação. ser eleitor. Atenção Prof. hipotecar. não pode. os viciados em tóxicos. para eximir de uma obrigação. no ato de obrigar-se. etc. O exemplo clássico da doutrina são os portadores da “Síndrome de Down”. O pródigo interditado não pode (sem assistência): emprestar.. parágrafo único. alegar sua própria torpeza). e os que. transigir. Depois. em seguida. CC). Explicando: Em um contrato.pontodosconcursos. O pródigo pode se casar? Sim ele pode até se casar. 3) Excepcionais. 1. Neste caso a pessoa deve ser interditada para a sua própria proteção. O menor. por deficiência mental.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR (art. essa pessoa poderá ser considerada absolutamente incapaz. 4) Pródigos  são os que dilapidam os seus bens ou seu patrimônio. sem desenvolvimento mental completo  Tratase de uma expressão de caráter genérico. pois a efeitos patrimoniais.br 29 . exercer profissão. alienar (ou seja. abrangendo as pessoas portadoras de alguma anomalia psíquica que apresentam sinais de desenvolvimento mental incompleto. invocar a sua idade se dolosamente a ocultou quando inquirido pela outra parte. A dependência por álcool ou drogas faz com que a pessoa seja considerada relativamente incapaz. fazendo gastos excessivos e anormais. etc. vender.

8° São nulos os atos praticados entre o índio não integrado e qualquer pessoa estranha à comunidade indígena quando não tenha havido assistência do órgão tutelar competente. ou em decorrência da lei. Assim. e da extensão dos seus efeitos. Segundo o art. Lauro Escobar www.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR ele será regido por lei especial. Observem que poder familiar e tutela são institutos que se excluem. 1. Mas se a questão afirmar que ele não tem discernimento ou não sabe exprimir sua vontade será absolutamente incapaz. TUTELA E CURATELA A tutela é um instituto de caráter assistencial que tem por finalidade substituir o poder familiar. 1. porém menor de 18 anos). O curador também pode representar ou assistir o curatelado.. Pode ser oriunda de provimento voluntário.: testemunha em testamento). pois isso depende de sentença judicial). O tutor pode realizar quase todos os atos em nome do menor (não poderá emancipá-lo. Art.001/73 (Estatuto do Índio) coloca o índio e sua comunidade. compete aos pais. No entanto (por óbvio) eles estão impedidos de praticar atos que dependam de audição (ex. nos atos em que forem partes. se seus pais falecerem ou forem suspensos ou destituídos do poder familiar. após essa idade. I.634. CC. tudo depende do grau de sua expressão. A Lei n° 6. compete ao tutor representar o menor. E se dizer que sua capacidade é reduzida será relativamente incapaz. Observem que o tutor pode representar o incapaz (se este for menor de 16 anos) ou assisti-lo (se ele for maior de 16. Segundo o art. E o órgão que deve assisti-los é a FUNAI. mas que não estão em condições de realizar os atos da vida civil pessoalmente. quanto à pessoa dos filhos menores representá-los. O atual Código não faz menção expressa a ela. Decorre de nomeação pelo Juiz em decisão prolatada em processo de interdição. e assisti-los. Já a curatela é um encargo público (também chamado de munus) previsto em lei e que é dado para pessoas maiores. desde que não lhe seja prejudicial. Cuidado com a expressão surdo-mudo. deficiência mental ou prodigalidade. será plenamente capaz. Não se aplica a regra deste artigo no caso em que o índio revele consciência e conhecimento do ato praticado. suprindo-lhes o consentimento. reger e defender a pessoa.: deficiência mental) ou relativamente incapaz (pródigo).. de forma testamentária. Protege o menor (impúbere ou púbere) não emancipado e seus bens. até aos dezesseis anos. Mas a expressão pode cair.747. dependendo se ele é absoluta (ex. até os dezesseis anos. E aí? Como fica a capacidade do surdo-mudo? –Depende! Se ele tiver discernimento e conseguir expressar sua vontade.br 30 . sob o regime tutelar. também. geralmente em razão de alguma enfermidade. V. que geralmente não está no edital. nos atos da vida civil. O curador além de administrar os bens do incapaz. nos atos da vida civil. deve. enquanto não integrado à comunhão nacional. após essa idade.pontodosconcursos. nos atos em que for parte. e assisti-lo. dando-lhes representação ou assistência no plano jurídico. Prof.com. CC. Somente se o menor não tiver pais é que será nomeado o tutor. Parágrafo único.

3° e 4°. É inerente a toda pessoa nascida com vida. nesse caso ele necessita do consentimento de todos os demais herdeiros (art. Se não houver o Prof. Capacidade Processual X Capacidade Civil X Legitimação O art. 1649. Assim. não tem capacidade processual. No entanto. 7° do Código de Processo Civil prevê que “toda pessoa que se acha no exercício dos seus direitos tem capacidade para estar em juízo”. os arts.com.647. elas não podem estar validamente em juízo se não estiverem representadas ou assistidas. 1. Se ele vender sem a outorga. portanto. capacidade de direito ou de gozo) pode ser parte em uma demanda judicial. No entanto. sem representação ou assistência. isto é. Outro exemplo.. A falta de legitimação (ou legitimidade) significa que. nem toda pessoa que é parte pode praticar os atos processuais. Após o casamento ele quer vender este sítio. • Curatela: amparo a maiores sem condições de praticar atos da vida civil. porém. Já legitimação (os examinadores gostam disso para confundir nas provas) é a aptidão para a prática de determinado ato jurídico. Imaginem que esta mesma pessoa tenha três filhos e queira vender o sítio para um deles. 496. b) Capacidade processual. devendo ser representada por sua mãe no processo. CC). O exemplo clássico e mais simples é o seguinte. mesmo sendo capaz. CC). quem tem personalidade (e. Lauro Escobar www. mesmo sendo o regime de bens o da comunhão parcial e ainda que tenha comprado imóvel quando solteiro. Na realidade esta capacidade é chamada de genérica e se subdivide em: a) Capacidade para ser parte em um processo. Imaginem um homem casado sob o regime da comunhão de bens que comprou um sítio quando era solteiro.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR Resumindo • Tutela: amparo a menores órfãos ou com pais suspensos ou destituídos do poder familiar.br 31 . o negócio será anulável (art. Somente com esta outorga é que ocorre a legitimação do negócio. ele pode. estar em juízo. necessitará da chamada outorga conjugal (art. devendo ser representada ou assistida no processo. pois pode lhe faltar a capacidade processual. Elas não estão aptas a compreender a dinâmica processual. integrar um processo. Ela tem a capacidade de ser parte. Com esse consentimento ocorre a legitimação para a venda. Ele pode fazer isso? Resposta: sim. a pessoa está impedida por lei de praticar determinado ato. Basta ter capacidade de direito para poder ser parte em um processo. I.. CC enumeram as pessoas consideradas absoluta e relativamente incapazes (capacidade de fato).pontodosconcursos. porém por ser absolutamente incapaz. pois é absoluta ou relativamente incapaz. Esse homem é “absolutamente capaz”. Portanto uma pessoa pode ser parte em um processo e não ter capacidade processual. não podendo atuar sozinhas nos litígios. ou seja.: pessoa com 14 anos que pleiteia o reconhecimento de paternidade. em virtude de uma situação especial. CC). Ex. Como vimos.

aos 16 anos. facultativamente. CC). C) CAPACIDADE PLENA Cessa a incapacidade ao desaparecerem as causas que a determinaram. cessando a enfermidade que a determinou. Na realidade ela é causa de cessação de incapacidade ou de antecipação da capacidade de fato (ou de exercício). a incapacidade cessa no exato dia em que a pessoa completa 18 anos (art. Por isso é que se justifica o fato de uma pessoa poder vender sua casa (tem capacidade para tanto) e não pode tirar carteira de habilitação (o art. cessando a incapacidade. Em relação à menoridade. lembrem-se que anular (cancelar ato inválido) é diferente de revogar (cancelar um ato válido). Observação O STJ já pacificou entendimento de que a redução da maioridade civil não implica cancelamento automático da pensão alimentícia. Atenção 01) Em casos raros a emancipação pode ser anulada (ex. pode-se levantar a interdição. poderá ser responsabilizado civilmente pelos danos causados a terceiros. CC). IV.521. caput. CC). Permite a antecipação da capacidade plena Características: a) pura e simples (não se admitem condições ou termos). Cuidado EMANCIPAÇÃO Emancipação é a aquisição da capacidade plena antes dos 18 anos.: foi baseada em documentos falsos). 5°. Lauro Escobar www.749. 140 do Prof. toxicomania.com. etc. habilitando o indivíduo para todos os atos da vida civil. que veremos a seguir. desde que possua capacidade mental para tanto. 1. nos casos de loucura. Para exonerar-se o pai deve ingressar com ação própria e demonstrar que o filho tem condições de se sustentar sozinho.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR consentimento a venda também poderá ser anulada. b) irrevogável (uma vez concedida os pais não podem mais revogar). Finalmente o menor também pode adquirir a capacidade civil plena pela emancipação. Fim da Incapacidade: a) maioridade (18 anos). Não confundir capacidade civil com imputabilidade (ou responsabilidade) penal. não podem se casar (art. Caso contrário tem-se decidido que a pensão continua até o término da faculdade (em regra aos 24 anos). Assim. Nestes casos. b) levantamento da interdição. o indivíduo passará a gerir sozinho todos os atos da sua vida civil. bem como.br 32 . 1. I. c) emancipação. ainda que capazes. que também se dá aos 18 anos completos.pontodosconcursos. 02) Emancipar não significa “tornar-se maior”. o tutor nos pode adquirir bens do tutelado (art. Neste momento. Outros exemplos: irmãos. E nem com a capacidade eleitoral que se inicia. pois lhes falta legitimidade. c) definitiva (se a pessoa se divorciar ela permanece emancipada). a emancipação não é causa de maioridade..

Adquire-se a emancipação (art. principalmente para fins penais. Evita-se. 03) Reforçando: menoridade e incapacidade são conceitos diferentes. continua sendo menor. 5°.pontodosconcursos. embora emancipado. b) quando o menor estiver sob tutela. Já incapacidade é a restrição legal ao exercício dos atos da vida civil. contrariando a intenção do outro (conflito de vontades entre os pais). permanecendo como inimputável. Portanto a emancipação não antecipa a imputabilidade penal (que só ocorre aos 18 anos). se o menor tiver 16 anos. CC): 1) Pela concessão dos pais ou apenas de um deles na falta do outro (emancipação parental ou voluntária)  os pais reconhecem que seu filho já tem maturidade suficiente para reger sua pessoa e seus bens. para evitar situações de injustiça. Mas pode ocorrer que um menor seja emancipado (é um menor capaz). Neste caso a emancipação deve ser feita pelo Juiz. depois de verificada a conveniência para o bem do menor. a emancipação voluntária não exclui a responsabilidade civil dos pais por ilícito cometido pelo menor emancipado até que ele complete dezoito anos. Prof. 16 anos completos.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR Código de Trânsito Brasileiro exige que para a condução de veículos automotores o condutor seja penalmente imputável). O tutor não pode emancipar o menor. O menor. O menor deve ter. Na falta de um deles (morte ou interdição) permite-se que somente o outro conceda. ser maior ou menor decorre da idade. Lauro Escobar www. 2) Por Sentença do Juiz  ocorre em duas hipóteses: a) quando um dos pais não concordar com a emancipação. sendo necessário o ato conjunto. Reforço que a emancipação não autoriza que o menor de 18 anos possa dirigir ou frequentar lugares para maiores de 18 anos. Geralmente o menor é incapaz. não sendo necessária a homologação (validação) pelo Juiz. ouvido o tutor. assim.com. Observações Como este tipo de emancipação é um ato próprio dos pais. Portanto. no mínimo. a emancipação destinada apenas para livrar o tutor do encargo. desnecessária a aquiescência do menor para o ato. pois este ainda mantém o poder familiar sobre o filho. Menoridade é o status da pessoa natural que não conta 18 anos de vida. com a participação do Ministério Público. No entanto o menor emancipado pode ser preso civilmente (inadimplemento de pensão alimentícia). Deve ser concedida pelos pais por instrumento público (escritura) e posteriormente registrada no Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais. A doutrina e a jurisprudência apontam no sentido de que.br 33 . É necessária a anuência de ambos os pais. O fato de um dos pais deter a guarda judicial do filho não dispensa a autorização do outro para a emancipação. parágrafo único.

somente em casos excepcionais admite-se o casamento de quem ainda não alcançou a idade núbil (16 anos).517.: gravidez. Eles querem se casar. O art. Observações O divórcio.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR 3) Pelo casamento  a idade nupcial (ou idade núbil) do homem e da mulher é de 16 anos. a autorização poderá ser suprida pelo Juiz. não é hipótese de emancipação legal. Caso os pais não consintam com o casamento. pois já revelaria suficiente amadurecimento. Também há o entendimento que deve ser funcionário da administração direta (excluindo-se. etc. mesmo que menores. Neste caso exige-se uma sentença judicial de suprimento de idade. Mas ainda assim. Prof. 1. são considerados emancipados. CC exige a autorização de ambos os pais. a viuvez e mesmo a anulação do casamento não implicam no retorno à incapacidade. 6) Pelo estabelecimento civil ou comercial. apesar de ser reconhecida pela Constituição Federal como entidade familiar e merecer proteção do Estado e ser equiparada ao casamento em diversos diplomas legais. Lauro Escobar www. pois os editais de concursos públicos exigem que o candidato tenha. Na prática há certa dificuldade para se provar o que seja "economia própria". A união estável (convivência pública.br 34 .pontodosconcursos. Digamos que uma jovem de 15 anos engravidou de seu namorado que tem 23 anos e uma situação financeira confortável. Ex. enquanto não atingida a maioridade. Após a celebração do casamento. 18 anos completos. Ex. O casamento nulo pode fazer com que se retorne à situação de incapaz. excluem-se os simples interinos. ou pela existência de relação de emprego. jogador de futebol profissional. estar cursando faculdade.: pessoa que com 16 anos já é um artista. os funcionários de autarquias). diaristas e mensalistas sob o regime da Consolidação da Leis do Trabalho e os nomeados para cargos em comissão. Mas a jovem ainda não tem a idade núbil. ou em havendo divergência entre eles. os cônjuges. no mínimo. expondo obras em galerias mediante remuneração. o menor tenha economia própria  é necessário que o menor tenha no mínimo 16 anos completos. contínua e duradoura entre homem e mulher e estabelecida com o objetivo de constituição de família). se o casamento for contraído de boa-fé o ato produzirá efeitos de um casamento válido e a pessoa será considerada emancipada. 5) Pela colação de grau em curso de ensino superior  também há pouca aplicação prática devido às particularidades de nosso sistema de ensino. etc. assim. Há pouca aplicação prática deste dispositivo. Cuidado com as expressões (erradas): colação em grau em curso de ensino médio. 4) Pelo exercício de emprego público efetivo  De acordo com a teoria majoritária a respeito. desde que em função deles.com. contratados a título temporário.

ouvido o tutor. Concessão dos pais (na falta de um. Emancipação: formas de se adquirir a capacidade civil plena antes da maioridade. considerado como sujeito de direitos e obrigações. o menor com dezesseis anos Prof. independentemente de homologação judicial. CC) 1. Não puderem exprimir a vontade. Enfermidade ou deficiência mental sem discernimento para a prática de atos. 2. se o menor tiver dezesseis anos completos. Personalidade Jurídica: aptidão genérica para adquirir direitos e contrair obrigações. Colação de grau em curso de ensino superior. 1. 5°. mesmo que por causa transitória. CC) RELATIVA (art. 4. desde que. Casamento. 2. EMANCIPAÇÃO (art. Estabelecimento civil ou comercial. Incapacidade: restrição legal ao exercício de atos da vida civil. Lauro Escobar www. 4°. Direitos da Personalidade: direitos subjetivos da pessoa de defender o que lhe é próprio Capacidade: medida jurídica da personalidade. 3.com. Pessoa natural (ou física): é o ser humano. Exercício de emprego público efetivo. ou por sentença do juiz.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR Vamos agora fornecer alguns conceitos rápidos e quadrinhos para melhor fixar a matéria Pessoa: é o ente físico ou jurídico suscetível de direitos e obrigações. 2. Excepcionais. 3°. ou pela existência de relação de emprego. Ébrios habituais. Divide-se em absoluta e relativa Cessação da Incapacidade: quando o menor atinge 18 anos e pela emancipação. sem desenvolvimento mental completo. Pródigos. 3. 4. Menores de 16 anos. INCAPACIDADE ABSOLUTA (art. viciados em tóxico e deficiência mental (discernimento reduzido). por instrumento público. CC) 1. Maiores de 16 e menores de 18 anos. parágrafo único. 3.pontodosconcursos. só a do outro). em função deles. 5.br 35 . maior ou menor extensão dos direito de uma pessoa.

Lembrando que averbação. Sua função é dar autenticidade. A lei também prevê a averbação de outros fatos importantes no Registro Público. espelhando os fatos jurídicos relativos à vida em sua dinâmica. Posteriormente estas pessoas se divorciam.: o dispositivo ainda tinha mais um inciso. CC devem ser registrados no Registro Público: • nascimentos. restabelecimento da sociedade conjugal (entende parte da doutrina que estes dois últimos itens estariam revogados em virtude da EC n° 66/2010. para que estes saibam com quem estão se relacionando (se a pessoa é solteira ou casada. casamentos e óbitos. Na realidade. • sentença declaratória de ausência e de morte presumida. • interdição por incapacidade absoluta ou relativa. incapaz e interditada ou plenamente capaz. 10. Pelo art. Os dados sobre o processo de adoção mantém-se sob sigilo. que tratava sobre a adoção. Como regra o registro é o ato principal e a averbação representa um ato secundário que modificou o principal. O registro civil é a instituição que tem por objetivo imediato a publicidade dos fatos de interesse das pessoas e da sociedade. ou seja. Serve para preservar eventual direito de terceiros. 9°. pois a adoção agora é regulada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). bem como separação judicial. sendo que não é mais feita a averbação. Prof. de qualquer forma não se exige mais a separação para a efetivação do divórcio) e divórcio. mas sim o cancelamento do registro anterior e a abertura de um novo registro. pois modifica o registro anterior. • emancipação por outorga dos pais ou por sentença do Juiz. CC esta situação deve ser averbada no próprio registro de casamento. Pelo art. Obs. • atos judiciais ou extrajudiciais que declaram ou reconhecem a filiação. o registro das pessoas naturais é um resumo de toda nossa vida. Vamos dar um exemplo para deixar bem clara a distinção entre registro e averbação. nestes casos. CC. CC deve ser lavrado o registro. Lauro Escobar www. apenas esclarece alguma eventual modificação ou complemento no estado de uma pessoa.br 36 . Vejamos as hipóteses: • sentenças que decretam a nulidade ou anulação do casamento. etc. Ou seja.pontodosconcursos. Duas pessoas se casam. a certidão de casamento. Ele é o meio técnico de prova legal do estado da pessoa (registro das pessoas) ou da situação dos bens (registro imobiliário). mas ficam armazenados. a adoção era averbada no registro de nascimento.). segurança e eficácia aos fatos jurídicos de maior relevância para a vida e aos sujeitos de direito. No entanto este item foi revogado. Trata-se do art. 9°.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR completos tenha economia própria.com. 10. sendo que só o adotado poderá ter acesso aos mesmos. Segundo o art. REGISTRO e AVERBAÇÃO O último tópico desta aula diz respeito ao registro.

pois se aluno conseguir memorizar este quadro. casamento. 70 a 78 do CC). RESUMO DA AULA PESSOA. saúde mental e física. CC. c) emancipação. os direitos do nascituro (o que está por nascer): art. patronímico (sobrenome) e agnome (Júnior. etc. Ambas possuem aptidão para adquirir direitos e contrair obrigações (sujeito de direitos). Ele possui expectativa de direito (titula de direito eventual). Características: inalienável. erro gráfico. etc. A lei protege de forma expressa o pseudônimo. estrangeiro.). No Brasil temos duas espécies: naturais e jurídicas.br 37 .pontodosconcursos. com sinais de vida. mesmo que o aluno tenha entendido a matéria dada. Estado individual (idade. Estado familiar: quanto ao matrimônio (solteiro. filho. mas a lei permite inúmeras exceções (ex. B) Individualização (atributos da personalidade) 1. mas. 2°. Estado político (brasileiro nato. casado. 2. Elementos: prenome. Todo ente físico ou jurídico suscetível de direitos e obrigações. homônimo. o quadrinho de resumo deve ser também lido e relido. Além disso.).). saberá situar a matéria e completá-la de uma forma lógica e sequencial. Nome: sinal exterior pelo qual se designa e se reconhece uma pessoa perante a sociedade (arts.com. 1°. peso. pois juridicamente ainda não é pessoa.). PERSONALIDADE: conjunto de caracteres próprios da pessoa. sexo. 3. PESSOAS NATURAIS (FÍSICAS) CONCEITO: é o ser humano considerado como sujeito de obrigações e direitos. Esta é mais uma forma de fixação da aula.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR Meus Amigos e Alunos. quanto ao parentesco (pai. pois o vocábulo possui duplo sentido: aquele que nasceu sem vida OU aquele que veio à luz. Após apresentar a matéria em aula. Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil (art. imprescritível e personalíssimo. O nascituro não tem personalidade jurídica. I. 16 a 19 do CC). aptidão para adquirir direitos e contrair obrigações na ordem civil. Lauro Escobar www. Em princípio o nome é imutável. Lugar onde se estabelece a Prof. reconhecida pela ordem jurídica a alguém. altura. naturalizado. A) Início da Personalidade: nascimento com vida (teoria natalista). mãe.: situações vexatórias. Estado: soma das qualificações de uma pessoa na sociedade. Este é um “esqueleto da matéria”. b) capacidade. Compõe: a) personalidade. é ótimo para uma rápida revisão da matéria às vésperas de uma prova. Cuidado com a expressão natimorto. Tem a função de ajudar o aluno a melhor assimilar os conceitos dados em aula. Domicílio (arts. desde a concepção. avô irmão. sem qualquer distinção.). etc. etc.). mas a lei põe a salvo. A experiência nos mostra que este quadro é de suma importância. logo morreu. viúvo. CC). etc. sempre faço um quadro sinótico que é o resumo da matéria dada. Portanto após ler todo o ponto. Neto. etc. Regra básica: local onde a pessoa se presume presente para efeitos de direito.

CC): processo passa por três fases (arts. b) reparatória. CC). 13/15. Aguardam-se mais dez anos. CC). 73. Jurisprudência → não se admite o foro de eleição nos contratos por adesão quando dificultar os direitos do aderente em comparecer em juízo. 11 a 21. servidor público. d) Fim: após o decurso deste prazo.com. encerra-se o processo e o ausente. não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. arrecada-se os bens que serão administrados por um curador. 2. quanto às relações concernentes à profissão.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR residência com ânimo definitivo (art. 6°. Depende de processo judicial: a) Sem decretação de ausência (art. Outras regras: a) pluralidade domiciliar: pessoa com diversas residências onde alternadamente viva → domicílio será qualquer delas (art.816. CC). se retornar. 22 a 39. onde esta é exercida (art. Ex.: indignidade (art. C) Direitos da Personalidade: são os direitos subjetivos da pessoa de controlar o uso de seu corpo. 7°.br 38 . 72. É domicílio também. direito à privacidade: art. Elementos: a) objetivo (estabelecimento físico). Deixou resquícios no Direito das Sucessões. CC). Domicílio voluntário especial: a) domicílio contratual (art. aguardam-se 10 anos o retorno do ausente. Com exceção das hipóteses previstas em lei são intransmissíveis e irrenunciáveis. 111 do Código de Processo Civil). Morte Real com corpo (certidão de óbito) ou sem corpo (justificação judicial: art. CC) que é o local especificado no contrato para o cumprimento das obrigações dele resultantes. D) Fim da Personalidade 1. CC) 3. Lauro Escobar www. Estão previstos nos arts. Morte Civil: não existe mais. CC. b) domicílio (ou foro) de eleição ou cláusula de eleição de foro (previsto no art. preso e marítimo (art. CC): a) Ausência (curadoria dos bens do ausente): 01 ou 03 anos. aparência ou quaisquer outros aspectos constitutivos da sua identidade. CC). Prof. A duas formas de proteção: a) preventiva. 1. CC.pontodosconcursos. CC. CC): a) for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida. Situação especial: agente diplomático do Brasil citado no estrangeiro poderá ser demandado no Distrito Federal ou no último ponto do território brasileiro onde o teve. imagem. 78. CC. que não exaurem a matéria (são exemplificativos). que é o escolhido pelas partes para a propositura de ações relativas às obrigações. 76. 71.015/73 – Lei de Registros Públicos). por isso. b) pessoa desapareceu em campanha ou feito prisioneiro e não foi encontrado até dois anos após o término da guerra. 88 da Lei n° 6. Morte Presumida: efeitos patrimoniais e pessoais. b) pessoa sem residência habitual → domicílio será o local onde for encontrada (art. os herdeiros se imitem na posse dos bens do ausente. considera-se como sendo uma cláusula abusiva e. b) subjetivo (intenção de ali permanecer). b) Sucessão Provisória: feita a partilha de forma provisória. direito à imagem: art. c) Sucessão Definitiva: na abertura já se concede a propriedade plena dos bens e se declara a morte (presumida) do ausente. 16 a 19. nula. 20. Domicílio legal ou necessário: incapaz (absoluta ou relativamente). Seu cônjuge é reputado viúvo. nome. militar. b) Com decretação de ausência (art. não terá direito a nada. Direito ao corpo: arts. 70. direito ao nome: arts. 21.

Obs. tutores ou curadores. extinção da obrigação de prestar alimentos com o falecimento do credor. Incapacidade é a restrição legal ao exercício dos atos da vida civil. 5°. Obs. Lauro Escobar www. tutores ou curadores. Por outro lado a vontade do de cujus (falecido) pode sobreviver por meio de um testamento. Além disso.pontodosconcursos. b) enfermidade ou deficiência mental sem discernimento. d) pródigos (os que dissipam seus bens). aos direitos autorais. quem tem personalidade (está vivo) possui capacidade de direito. Cessação da Incapacidade (capacidade plena): maioridade (18 anos art. Efeitos da Morte: dissolução do vínculo conjugal e do regime matrimonial. c) excepcionais. ou emancipação (art. 3: Os índios são regulados por legislação especial (Lei n° 6. 8°. A consequência prática é que os comorientes não herdam entre si. CC): possibilidade de prática dos atos da vida civil com assistência: a) maiores de 16 e menores de 18 anos. etc. sem desenvolvimento completo. Relativamente Incapazes (art. 4°. será considerado anulável. CC). 3. sempre que não se puder averiguar quem faleceu em primeiro lugar (art. Caso o ato seja praticado sem a devida representação.001/73 – Estatuto do Índio). um não sucede o outro. ao cadáver é devido respeito. parágrafo único. não puderem exprimir a vontade. Subdivide-se em: 1. CC): proibição total de exercício dos direitos pelo incapaz: a) menores de 16 anos. CC). extinção do poder familiar.com. 1: Absolutamente incapazes devem ser representados por seus pais. B) Capacidade de Fato (ou de exercício): aptidão para exercer por si. caput. Espécies: Capacidade de Direito e Capacidade de Fato. etc. A) Capacidade de Direito (ou de gozo): própria de todo ser humano. que irão praticar o ato em nome do incapaz. de atuar sozinha perante o complexo das relações jurídicas. levantamento da interdição. Os surdos-mudos podem ser plenamente capazes. CAPACIDADE. será considerado nulo.br 39 . permanece o direito à imagem. c) mesmo por causa transitória. Aplica-se o instituto sempre que houver uma relação de sucessão hereditária. 3°. Quem tem as duas espécies de capacidade tem a capacidade plena. E) Comoriência: presunção relativa (juris tantum: que admite prova em contrário) de morte simultânea de duas ou mais pessoas. CC). 2. Absolutamente Incapazes (art. II. extinção dos contratos personalíssimos. os militares e os servidores públicos de uma forma geral podem ser promovidos post mortem. 2: Relativamente serão assistidos por seus pais. Caso o ato seja praticado sem assistência. validamente. viciados em tóxico e os que por deficiência mental tenham discernimento reduzido. não há transferência de bens e direitos entre eles. Aptidão da pessoa para exercer direitos e assumir obrigações. b) ébrios habituais. à honra. 5°. ou seja. que irão assisti-los nos atos da vida civil. os atos da vida civil.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR 4. Obs. absoluta ou Prof.

• interdição por incapacidade absoluta ou relativa. Ed. GOMES. bem como separação judicial. MONTEIRO. habilitando o indivíduo para todos os atos da vida civil. • atos judiciais ou extrajudiciais que declaram ou reconhecem a filiação. NERY. CC): • nascimentos. Maria Helena – Curso de Direito Civil Brasileiro. RODRIGUES. e) colação de grau em curso de ensino superior. GONÇALVES. Caio Mário da Silva – Instituições de Direito Civil. casamentos e óbitos. Devem ser averbados (art.com. Saraiva. 5°. Pablo Stolze. Ed Saraiva. BIBLIOGRAFIA-BASE Para a elaboração desta aula foram consultadas as seguintes obras: DINIZ. Forense. menor sob tutela. • emancipação por outorga dos pais ou por sentença do Juiz. dependendo da redação da questão quanto à possibilidade de discernimento e de conseguir se expressar. Ed. PEREIRA. Nelson Jr. III. não se exige mais a separação para a efetivação do divórcio) e divórcio. • sentença declaratória de ausência e de morte presumida. apenas a do outro). IV. EMANCIPAÇÃO: aquisição da capacidade plena antes dos 18 anos. Ed. DINIZ. Washington de Barros – Curso de Direito Civil. parágrafo único. Ed. Ed. CC): • sentenças que decretam a nulidade ou anulação do casamento. f) estabelecimento civil ou comercial ou pela existência de relação de emprego. V. com economia própria → 16 anos. Ed Forense. Art. Ed. CC: a) voluntária: concessão dos pais (na falta de um deles. Rodolfo Filho – Novo Curso de Direito Civil. c) casamento – idade núbil (homens e mulheres) → 16 anos. por instrumento público (e não particular). PAMPLONA. Revista dos Tribunais. independentemente de homologação judicial. restabelecimento da sociedade conjugal (lembrando que com a edição da EC n° 66/2010. Saraiva.pontodosconcursos. Saraiva. Prof.br 40 . GAGLIANO. Orlando – Direito Civil. Maria Helena – Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro Interpretada. Ed.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR relativamente incapazes. Silvio – Direito Civil. b) sentença judicial: conflito de vontades entre os pais. 10. Saraiva. Carlos Roberto – Direito Civil Brasileiro. idade mínima: 16 anos. d) exercício de emprego público efetivo. e Rosa Maria de Andrade – Código Civil Comentado. Devem ser registrados (art. Definitiva e irrevogável. Saraiva. 9°. Lauro Escobar www.

São Luis/MA. permanece no local de origem. O domicílio de Mévia é unicamente Caxias/MA. com a separação consensual devidamente homologada em Juízo. Silvio de Salvo – Direito Civil. Mévia passa a residir. com o mesmo endereço. Miguel Maria de – Curso de Direito Civil. São considerados domicílios de Mévia as cidades de Caxias. Portanto a afirmativa IV está certa. empresário. em Caxias/MA. Portanto a afirmativa II está correta.br 41 . brasileiro. promove ação de separação judicial em face de seu esposo Caio. onde resolve fixar residência. Ed. IV. Belém/PA. em escritório próprio. todas no Maranhão.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR SERPA LOPES. Levando isso conta.com. podemos concluir que Mévia possui como domicílios: a) Caxias/MA. Freitas Bastos. ampliando os seus negócios. brasileira. pois após a separação foi lá que passou a residir com ânimo definitivo (art. Forense. Caio. Caio. Caio permanece com seu único domicílio em Belém/PA. Posteriormente. 72 e seu parágrafo único). e) II e IV. Inicialmente devemos lembrar que nossa legislação admite a chamada “pluralidade domicilia”. ambas também no Maranhão. ambas cidades do Maranhão. onde passa a exercer sua atividade como advogada. Lauro Escobar www. 70. É(São) correta(s) APENAS a(s) afirmação(ões) a) I. Seu ex-marido. III. II. Ed Atlas. onde administra diversos negócios de sua família. 30. CC). Diante do quadro acima. Mévia busca ampliar os seus horizontes e passa a advogar também em Imperatriz e em São Luis. VENOSA. pois nestas cidades ela exerce sua profissão e também resolve fixar residência (trata-se da aplicação do art. passa a ter atividades em São Luís/MA. Imperatriz e/ou São Luis. pode-se afirmar que I. Caio passa a ter domicílio em Belém/PA e em São Luis/MA. CC). Ed. pois foi nessa cidade que ela estabeleceu a sua residência com ânimo definitivo (art. Ao ampliar suas atividades profissionais. casada. pois neste local passou a ter atividades profissionais.pontodosconcursos. COMENTÁRIOS. SILVA. d) II e III. 70. economista. sobre o domicílio de Mévia e Caio. c) I e IV. alegando diversas violações de deveres do casamento. b) I e III. residente na rua do Relógio no 15. EXERCÍCIOS COMENTADOS DA FUNDAÇÃO CESGRANRIO 01) (CESGRANRIO – BACEN – Analista do Banco Central do Brasil – 2010) Mévia. b) Imperatriz e São Luis. o casal chega a acordo. De Plácido e – Vocabulário Jurídico. com ânimo definitivo. Já Caio possui como domicílios: a) Belém/PA. As assertivas Prof. ap.

Prof.br 42 . passando a custear suas próprias despesas. pois usaram as expressões “unicamente” e “único”. respectivamente. Gabarito: “D”. E também não se pode afirmar. afirma-se que a) a regularização da situação demanda prazo prescricional. sem que seus representantes legais tivessem subscrito o contrato inicial de abertura da referida conta-corrente. CC. d) menores de dezoito anos não podem praticar atos bancários sem a representação ou a assistência dos seus representantes legais. dezesseis anos completos. COMENTÁRIOS. declarados judicialmente incapazes por deficiência mental.pontodosconcursos. c) as dívidas foram assumidas sem aquiescência dos pais. Observada tal situação. b) abertura de conta-corrente bancária caracteriza emancipação do menor de dezoito anos. com aluguel de equipamentos. incapazes por deficiência mental. por si só não caracteriza a emancipação do menor. É evidente que os menores de dezoito anos não emancipados não podem praticar atos bancários sem a representação ou a assistência dos seus representantes legais. 02) (CESGRANRIO – BACEN – Analista do Banco Central do Brasil – 2010) Romário. servidor do Banco Central. A abertura de uma conta corrente. Lauro Escobar www. prestação de serviços e venda de peças de reposição. 03) (CESGRANRIO – Advogado da Casa da Moeda – 2009) Pedro. mas declaradas. é designado para analisar a correção dos critérios de abertura de conta-corrente de uma instituição financeira.com. judicialmente. Considerando esse caso. Em decorrência de tal atividade. sem o apoio dos seus pais. têm o direito de abertura de conta-corrente sem a presença dos seus representantes. Indicou que isso caracteriza uma irregularidade e apresentou sugestões de treinamento para que tais fatos não mais se repetissem. juntamente com dois amigos. estabelece sociedade empresária responsável pela administração de lojas de informática. deparando-se com diversas contas abertas em nome de menores de dezoito anos e de pessoas maiores. Pedro adquire um automóvel ano 2009 bem como um apartamento sediado na Tijuca/RJ. c) inexistem quaisquer irregularidades nos atos jurídicos indicados por ausência de prejuízo. uma vez que não está prevista no parágrafo único do art. em hipótese alguma que as instituições financeiras “são liberadas do cumprimento de regra do Código Civil”. e) maiores. afirma-se que a) instituições financeiras são liberadas do cumprimento de regras do Código Civil sob incapacidade. à luz das normas do Código Civil.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR I e III estão erradas. 5°. b) a incapacidade do menor cessa. maiores de dezoito anos. Gabarito: “E”.

a qual não terá direito à opção. a letra “c” está errada. nos inovadores termos do Código Civil de 2002. em casos excepcionais. a) o conceito de domicílio confunde-se com o de residência. c) pelo exercício de trabalho subordinado. inciso V do CC. a letra “e” está errada. d) como vigora em nosso sistema o princípio da unicidade de domicílio. desde que o menor. Gabarito: “B”. ouvido o tutor. cessa a incapacidade dos menores: a) pela colação de grau em curso de nível médio. em função deles. pois é a colação de grau em curso de ensino superior (inciso IV). A letra “a” está errada. pois a idade correta é 16 anos. marque a afirmação CORRETA.. COMENTÁRIOS. Parágrafo único. tenha economia própria. por decisão do Juiz de Menores. o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria. tenha economia própria. em função da relação de emprego. pelo estabelecimento civil ou comercial. quando a pessoa fica habilitada à prática dos atos da vida civil. ou pela existência de relação de emprego.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR d) os atos praticados são nulos.ou por sentença do juiz. é vedado ao particular possuir domicílio profissional diverso daquele de caráter residencial. Lauro Escobar www. pois não há esta previsão na lei (o mais perto que se chega disso é a parte final do inciso I: “. seria necessário constar que o menor. 05) (CESGRANRIO – BNDES – Advogado do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social –2005) A respeito do domicílio. e) após completar 17 anos. CC que a menoridade cessa aos dezoito anos completos. e) os negócios devem ser ratificados com a presença dos pais. 5°. com 16 (dezesseis) anos completos. Estados e Municípios – não possuem domicílio. Cessará. desde que. cabe à autoridade pública indicar o domicílio da pessoa natural. 04) (CESGRANRIO – Analista Técnico Jurídico/Tocantins – 2004) A menoridade cessa aos dezoito anos completos. pois além da idade correta ser 16 anos. desde que o menor. b) as pessoas jurídicas estatais – União. 5°.pontodosconcursos. b) pela concessão dos pais se o menor tiver 15 (quinze) anos completos.br 43 . se o menor tiver 16 anos completos”). a letra “b” está errada. parágrafo único. com 14 (quatorze) anos. c) havendo pluralidade de residências.com. tenha economia própria. Trata-se do art. Prof. a incapacidade: V.. Estabelece o art. COMENTÁRIOS. Gabarito: “D”. para os menores. Entretanto. d) pelo estabelecimento comercial. quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil.

A letra “c” está errada. d) unidade familiar. CC). cada um deles constituirá domicílio para as relações que lhe corresponderem (art. qual seja o estabelecimento físico da pessoa. 71.br 44 . COMENTÁRIOS. d) quanto ao servidor público. pois se a pessoa natural tiver diversas residências onde alternadamente viva. c) quanto ao preso.animus manendi). Finalmente a letra “d” está errada. ele corresponde ao lugar onde ele servir e. b) ânimo definitivo.com. 06) (CESGRANRIO – Estado do Amazonas – Advogado – 2005) Um estudante brasileiro passa dois anos em Paris. ele corresponde ao do seu representante ou assistente. Gabarito: “E”. ele corresponde ao lugar em que ele exercer permanentemente suas funções. sendo que se a pessoa exercitar profissão em lugares diversos. ele não tem ali seu domicílio porque falta o(a): a) vinculum iuris. Muito embora lá resida e seja o centro de suas atividades estudantis. pois nosso Código admite a pluralidade domiciliar. pois lhe falta o requisito subjetivo. de acordo com a definição de domicílio do Código Civil. configurado pelo animus de permanência definitiva. 75.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR e) é instituto caracterizado por um elemento objetivo. 72. A letra “b” está errada. Lauro Escobar www. e) quanto ao militar. ele corresponde ao lugar onde o navio estiver atracado. ele corresponde ao lugar onde ele estiver cumprindo sentença. CC). COMENTÁRIOS. e) unidade domiciliar. e outro subjetivo. mas não o seu domicílio. quando ele for da Aeronáutica. Gabarito: “B”. O domicílio é caracterizado pelo elemento objetivo (o estabelecimento físico da pessoa) e subjetivo (a intenção de ali permanecer em definitivo . cumprindo bolsa de estudos. à sede do comando a que se encontrar imediatamente subordinado. considerara-se domicílio qualquer uma delas (art. pois o Código estabelece distinção entre residência e domicílio. ou seja. a intenção de ali permanecer em definitivo. A letra “a” está errada. O estudante tem em Paris sua residência.pontodosconcursos. Prof. c) territorialidade. 07) (CESGRANRIO – Advogado da EPE – Empresa de Pesquisa Energética – Advogado – 2007) Assinale a afirmação INCORRETA em relação ao domicílio necessário. a) quanto ao marítimo. b) quanto ao incapaz. pois as pessoas jurídicas (incluindo as de direito público) também possuem domicílio (art. CC).

nos termos do art. c) absolutos. renunciáveis em renunciáveis. limitados. capacidade. Gabarito: “A”. 71 e 72. poderão os contratantes especificar domicílio onde se exercitem e cumpram os direitos e obrigações deles resultantes. parágrafo único. pois o domicílio necessário do marítimo é o local onde o navio estiver matriculado (e não onde aportar). intransmissíveis. §1°. Lauro Escobar ilimitados. parágrafo único do CC que nosso Código adotou a pluralidade domiciliar. 75. cada um deles será considerado domicílio para os atos nele praticados (art.com. renunciáveis. 76. intransmissíveis. pois o art. 08) (CESGRANRIO – Advogado Pleno da Transpetro – 2006) Sobre o domicílio. EXERCÍCIOS COMENTADOS DE BANCAS VARIADAS Observação: como nesta aula tratamos sobre diversos assuntos. situações. Prof. tentei separar os próximos exercícios por tema (personalidade. A letra “b” está errada. CC prevê que nos contratos escritos. situando a matéria de forma mais didática e evitando que fique “misturada”. nos termos do parágrafo único do art. e) a pessoa natural sem residência habitual terá por domicílio o Distrito Federal. CC. pois o domicílio da pessoa natural que não tem residência habitual é o local onde for encontrada (art. b) a especificação do domicílio onde se exercitem e cumpram direitos e obrigações resultantes de contratos escritos é vedada aos contratantes. no Direito Civil brasileiro. 73. com estabelecimentos em lugares diferentes.pontodosconcursos. Vamos a eles: A) PERSONALIDADE A. b) relativos. domicílio e emancipação). Extrai-se da leitura dos arts. pois tendo a pessoa jurídica diversos estabelecimentos em lugares diferentes. transmissíveis. determinadas www. d) inatos. transmissíveis.01) (FCC – TRT/23ª Região/MT – Analista Judiciário – 2011) De acordo com o Código Civil. O domicílio necessário do marítimo é local onde o navio estiver matriculado. os direitos inerentes à dignidade da pessoa humana são: a) absolutos. COMENTÁRIOS. irrenunciáveis. c) o Código Civil consagra a pluralidade domiciliar. CC). absolutos. Finalmente a letra “e” está errada. 76. imprescritíveis.br 45 . Gabarito: “C”. As demais alternativas estão corretas. 78. A letra “d” está errada. ilimitados e imprescritíveis. CC).DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR COMENTÁRIOS. está correto afirmar que: a) o marítimo tem domicílio necessário no lugar onde o navio aportar. limitados e imprescritíveis. d) a pessoa jurídica. terá domicílio apenas no lugar onde funcionar sua administração ou diretoria. A letra “a” está errada. impenhoráveis.

Eles não se resumem ao que está na lei. CC). de uma forma completa. assegurando o direito de indenização pelo dano material ou moral decorrente dessa violação. Portanto.com. 206. Nascendo uma pessoa com vida adquire ela a personalidade. Apesar do Código Civil se referir apenas a algumas características. ilimitados e penhoráveis. Este termo se refere à impossibilidade de se imaginar um número fechado de direitos. podemos arrolar. portanto. uma doação. irrenunciáveis. os direitos da personalidade são intransmissíveis e irrenunciáveis. autoria científica. imprescritíveis (não correm os prazos prescricionais. podem ser opostos contra todos. impenhoráveis (se não pode ser objeto de cessão. Adquirindo a personalidade. 11 a 21. intransmissíveis. que os direitos de personalidade são: inatos (ou seja. previsto em nossa Constituição. O que se quer dizer é que não existe um número certo. 11. etc. CC não utiliza a expressão “ilimitados”. artística e intelectual).pontodosconcursos. O art. Os direitos da personalidade são direitos que existem para garantir a manifestação da personalidade humana. etc.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR e) absolutos. a vida privada. não permitem que o seu exercício sofra limitação voluntária. moral (honra. no entanto não se deve confundir imprescritibilidade da lesão do direito de personalidade – o exercício do direito da personalidade é imprescritível – com a prescritibilidade da pretensão indenizatória de eventual dano decorrente da violação do direito de personalidade – este prescreve em três anos conforme o art. opção religiosa. embora recém nascida. como sua integridade física (vida. que também prevê que são invioláveis a intimidade. não pode assinar um contrato abrindo mão de sua vida. V. o direito já nasce com o indivíduo). sexual. alimentos. intelectual (liberdade de pensamento. Lembrem-se: a dignidade é um direito fundamental. determinado ou limitado de direitos. A expressão não se refere à extensão do direito Prof. é o direito subjetivo ao respeito ao conjunto de características personalíssimas denominado "personalidade". não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária”. irrenunciáveis (que não se pode abrir mão). a doutrina costuma relacionar outros exemplos. Desta forma uma pessoa. identidade. a honra e a imagem das pessoas. Isto é fruto de uma construção doutrinária.br 46 . COMENTÁRIOS. o ser humano adquire o direito de defender o que lhe é próprio. etc. pode receber uma herança. Os direitos referentes à personalidade (arts. mesmo que a pessoa queira. Podem existir direitos de personalidade que não estejam previstos expressamente na lei. Mas em alguns casos expressamente previstos em lei é possível esta limitação. intransmissíveis (não se transmitem – por exemplo – pela sucessão). Em outras palavras. muito menos de penhora) e inexpropriáveis (ninguém pode removê-los de uma pessoa).). indisponíveis (nem mesmo o seu titular pode desprezá-los ou deles dispor de forma onerosa ou gratuita). 11. CC). §3 o. impondo à coletividade o dever de respeitá-los – costumamos dizer “oponível erga omnes”). porém eu posso ceder os direitos autorais referentes a este livro. segredo pessoal ou profissional. absolutos (ou seja. Observem que o art. CC prescreve: “Com exceção dos casos previstos em lei. imagem. podem ser reclamados judicialmente a qualquer tempo.). liberdade. privacidade. a questão teve um cunho doutrinário. Lauro Escobar www. etc. Exemplo: eu não posso vender a autoria de um livro. que é a aptidão para adquirir direitos e contrair obrigações. da sua integridade física ou moral. No caso concreto.

com objetivo científico ou altruístico e de forma gratuita. Costumo sempre citar a seguinte expressão: "o seu direito termina quando começa o direito de seu próximo"). CC salvo por exigência médica. Notem que nas demais alternativas há sempre pelo menos uma palavra errada: a letra “b” todas as palavras estão erradas. descendente. Segundo o art. ou contrariar os bons costumes. a) disponíveis. Lauro Escobar www. à honra. o direito à vida. ou contrariar os bons costumes. salvo exceções previstas em lei. ao nome. d) intransmissíveis. que compreende. quando importar diminuição permanente da integridade física. mediante exigência da família e com risco de vida. parcialmente. Prof. Parágrafo único. na forma estabelecida em lei especial. A. é defeso o ato de disposição do próprio corpo. COMENTÁRIOS. c) transmissíveis.. na “c” estão erradas as palavras ‘transmissíveis’ e ‘renunciáveis’. é defeso o ato de disposição do próprio corpo. Gabarito: “D”.02) (MPE/SP – Promotor de Justiça – 2012) Por se tratar de direito da personalidade. CC tais direitos são irrenunciáveis e intransmissíveis. c) mediante escritura pública irrevogável.. não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. d) independentemente de exigência médica. cônjuge ou irmão. à integridade física.com. b) transmissíveis..03) (OAB/SP – 2009) Os direitos da personalidade são irrenunciáveis e . a título gratuito ou oneroso durante certo lapso de tempo). à privacidade. Gabarito: “E”. podendo o seu exercício sofrer. mas sim à possibilidade de existirem outros direitos de personalidade que não estejam previstos na lei.: o direito de imagem pode ser cedido. COMENTÁRIOS. não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. e) para fins de transplante. b) para se submeter. a tratamento médico ou a intervenção cirúrgica. na “d” renunciáveis e limitados e finalmente na letra “e” penhoráveis. visando salvar a vida de ascendente. podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. quando importar diminuição permanente da integridade física. 11.br 47 . à intimidade. salvo na seguinte hipótese: a) em vida. não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. etc. A. Gabarito: “A”. entre outros.pontodosconcursos. salvo algumas exceções previstas na própria lei. limitação voluntária.. 13.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR propriamente dito (pois na realidade todos os direitos possuem certos limites. à liberdade. Com fundamento no art. O ato previsto neste artigo será admitido para fins de transplante. na forma estabelecida em lei especial. O titular do direito pode ceder o exercício (e não a titularidade) de alguns dos direitos de personalidade (ex. Os direitos da personalidade decorrem da própria pessoa natural.

portanto). A letra “b” também está errada. O art. COMENTÁRIOS. c) no ordenamento jurídico brasileiro. Lauro Escobar www. no todo ou em parte. c) disponibilidade.pontodosconcursos. A letra “a” está errada. há ressalva de “exceções previstas na lei”. Como vimos o nome (incluindo o prenome e o sobrenome) da pessoa natural pode ser alterado em diversas situações (alternativa “c” está errada. (embora muitas vezes estejam ligados entre si). estar ligado a outro direito como a identidade. se lhe atingirem a honra. não precisa. o Código Civil admite a exposição da imagem da pessoa sem sua autorização. CC prevê que ninguém pode ser constrangido a submeter-se. com o objetivo científico ou altruístico. A. As pessoas que podem requerer a proteção destes direitos são: os cônjuges. Gabarito: “D”. No entanto em hipóteses especiais a lei permite a exposição da imagem sem autorização. com risco de vida.com. e) uma pessoa pode ser constrangida a submeter-se a uma intervenção cirúrgica. CC permite a disposição gratuita do próprio corpo. CC). a boa fama ou a respeitabilidade. mesmo que esta exponha o paciente a risco de vida. não se admite a possibilidade de alteração do sobrenome. e) impenhorabilidade. alguns direitos podem se transmitem com a morte da pessoa (ex. Finalmente a letra “e” está errada.05) (CESPE/UnB – OAB/SP – 2008) Não é própria aos direitos da personalidade a qualidade de: a) imprescritibilidade.br 48 . 15. Ele é um direito autônomo. b) irrenunciabilidade. O direito à imagem é o de não ver a sua efígie exposta em público ou comercializada sem a sua autorização. pois embora o art. d) efeitos erga omnes. Prof. isto é. ou se se destinarem a fins comerciais”.04) (OAB/SP – 2009) Sobre tutela dos direitos da personalidade assinale a alternativa CORRETA: a) falecida a pessoa. 20. cessa a possibilidade de tutela desses direitos. 20. d) para a manutenção da ordem pública. a transmissão da palavra ou a publicação. necessariamente. CC prevê que “salvo se autorizadas ou se necessárias à administração da justiça ou à manutenção da ordem pública.: direitos autorais).DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR A. a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber. pois o art. b) é vedada à pessoa a disposição gratuita do próprio corpo. pois o art. 11. parágrafo único. CC diga que os direitos personalíssimos sejam intransmissíveis. os ascendentes ou os descendentes (art. Assim. 14. a tratamento médico ou a intervenção cirúrgica. etc. havendo ainda a proteção (ou tutela) dos mesmos. honra. a divulgação de escrito.

pontodosconcursos. exceto nos serviços seletivos e especiais. §1o Para ter acesso à gratuidade. É assegurada a prioridade do idoso no embarque no sistema de transporte coletivo. quando prestados paralelamente aos serviços regulares.com. Gabarito: “C”. É assegurada a reserva. Prof.06) (FCC – DPE/CE – Defensor Público – 2009) O envelhecimento é um direito personalíssimo e sua proteção um direito social. O “não” do cabeçalho pode confundir. d) 70 anos. II. possuem efeitos erga omnes (extensíveis a todos) e impenhoráveis. ainda que prestados paralelamente aos serviços regulares. no valor das passagens. Ela apenas complementa o Código Civil. exceto nos serviços seletivos e especiais. quando prestados paralelamente aos serviços regulares. incluindo-se os serviços seletivos e especiais. serão reservados 10% (dez por cento) dos assentos para os idosos. c) 65 anos. Aos maiores de 65 (sessenta e cinco) anos fica assegurada a gratuidade dos transportes coletivos públicos urbanos e semi-urbanos. exceto nos serviços seletivos e especiais. as quais deverão ser posicionadas de forma a garantir a melhor comodidade ao idoso. entre outras características. §3o No caso das pessoas compreendidas na faixa etária entre 60 (sessenta) e 65 (sessenta e cinco) anos.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR COMENTÁRIOS. exceto nos serviços seletivos e especiais. quando prestados paralelamente aos serviços regulares. mesmo quando inexistir serviços regulares. irrenunciáveis. Caberá aos órgãos competentes definir os mecanismos e os critérios para o exercício dos direitos previstos nos incisos I e II. Art.741/03 (Estatuto do Idoso). ficará a critério da legislação local dispor sobre as condições para exercício da gratuidade nos meios de transporte previstos no caput deste artigo. que exige a lei de forma expressa. 39. e) 65 anos. 40. basta que o idoso apresente qualquer documento pessoal que faça prova de sua idade. COMENTÁRIOS. devidamente identificados com a placa de reservado preferencialmente para idosos. salvo as exceções previstas em lei. embora caia em alguns concursos. nos termos da legislação específica: I. Como vimos os direitos de personalidade. Parágrafo único. §2o Nos veículos de transporte coletivo de que trata este artigo. no mínimo. Selecionamos esta questão devido à curiosidade do tema. a reserva de 2 (duas) vagas gratuitas por veículo para idosos com renda igual ou inferior a 2 (dois) salários-mínimos. Não faz parte da aula. Lauro Escobar www. 42. Estabelece a lei: Art. para os idosos que excederem as vagas gratuitas. a toda pessoa com mais de: a) 65 anos. são imprescritíveis. nos termos da lei local. Gabarito: “A”. Portanto não é própria aos direitos de personalidade a disponibilidade (ou seja. de 5% (cinco por cento) das vagas nos estacionamentos públicos e privados. No sistema de transporte coletivo interestadual observar-se-á. urbanos e semiurbanos. para os idosos.br 49 . Art. razão pela qual fica assegurada a gratuidade dos transportes coletivos públicos. Art. desconto de 50% (cinquenta por cento). 41. A. Cuidado com a forma desta elaboração da questão. com renda igual ou inferior a 2 (dois) salários-mínimos. em regra eles são indisponíveis). b) 60 anos. Na verdade a questão quer saber qual a alternativa errada. quando prestados paralelamente aos serviços regulares. exceto nos serviços seletivos e especiais. Esta matéria está prevista na Lei n° 10.

dez outras pessoas.015/73 (Lei de Registros Públicos). d) poderão os juízes togados. seu filho Paulo. Lembrando que “juiz togado” é uma expressão da própria lei referindo-se ao Juiz graduado em Direito.pontodosconcursos. COMENTÁRIOS. declarar ambos como ausentes e promover. carbonizados.br 50 . de ofício. c) se o ausente contar com 70 anos e decorrendo cinco anos de suas últimas notícias. aprovado em concurso de provas e títulos para o ingresso na Magistratura. b) somente será considerado morto vinte anos depois de passada em julgado a sentença de abertura da sucessão provisória. Pessoalmente entendo que o mais fácil seria entrar com pedido de justificação judicial. devendo o juiz. sem decretação de ausência. diante das Prof.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR A. Gabarito: “D”. d) nesse caso. costumo usar nas audiências de julgamento). a equipe de resgate havia encontrado apenas 10 corpos. será declarado morto. 88 da Lei n° 6. deve ser declarada a ausência. em grande parte. particularmente. assinale a opção CORRETA. No entanto. a) essa situação configura típico caso de morte civil. A. que a lei considera como fato extintivo da pessoa natural. disciplinada no art. nos termos da LRP. c) nessa situação. Nove corpos foram identificados e nenhum era de Pedro ou de Paulo. A perícia concluiu pela impossibilidade de haver sobrevivente. b) trata-se de morte presumida. não há de se falar em comoriência. se houver. em seguida a sucessão provisória. Trata-se da justificação judicial.08) (CESPE/UnB – FINEP – Financiadora de Estudos e Projetos – Analista Jurídico – 2009) Pedro. o piloto e o copiloto viajavam de avião quando sofreram grave acidente aéreo. COMENTÁRIOS. somente podendo ser considerado como morto presumido nos casos em que a lei autoriza a abertura da sucessão definitiva.07) (Advogado Contencioso do BNDES – 2009) Desaparecendo alguém em uma catástrofe.com. Considerando essa situação hipotética. mediante justificação. Após vinte dias. e) será declarado morto apenas depois de contar oitenta anos de idade e haverem decorrido cinco anos de suas últimas notícias. determinar a lavratura do assento de óbito. Lauro Escobar www. e) o desaparecimento de Pedro e Paulo impõe preliminarmente a nomeação de curador para administrar os bens dos ausentes. provada a sua presença no local do acidente e não sendo encontrado o cadáver para exame: a) será declarado morto à vista após a confecção do Boletim de Ocorrência registrando o sinistro e de sua apresentação no Cartório de Pessoas Naturais. e encerrou as buscas. por tratar-se de circunstância vedada na legislação vigente. fato que dificultou a identificação. Toga é o vestuário especial que o Juiz usa nas audiências (eu.

DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR alternativas apresentadas a única correta é a letra “b”. sem decretação de ausência se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida (situação exposta na questão).10) (VUNESP – Magistratura do Estado do Rio de Janeiro – 2011) Considerando a jurisprudência majoritária do Superior Tribunal de Justiça. c) somente pode ser intentada após a ação de anulação de registro. completa o parágrafo único do dispositivo que neste caso a declaração de morte presumida somente poderá ser requerida depois de esgotadas as buscas e averiguações. O art. c) a lei só ressalva a possibilidade da declaração de morte presumida para as situações de desaparecidos em campanha ou prisioneiros que não forem encontrados até 2 anos após o término de uma guerra. sem. I. Prof.pontodosconcursos. caso tenha deixado procurador.09) (CESPE/UnB – TRT/1ª Região – Analista Judiciário – 2008) Antônia.br 51 . também. d) no caso. mediante a ação própria de investigação de paternidade. CC prevê que poderá ser declarada a morte presumida. sem decretação de ausência). Porém. b) prescreve em quatro anos. Gabarito: “B”. no entanto. requereu ao juiz competente para tanto que este declarasse a morte presumida de seu marido. fundamentando seu pedido na única afirmação de que recebeu a notícia do desaparecimento daquele em naufrágio de embarcação pequena. a consequência do provimento do pedido será a arrecadação de bens e nomeação de curador. esposa de Fernando. visto que a lei prevê a declaração de morte presumida quando esta for extremamente provável para quem estava em perigo de morte. COMENTÁRIOS. A. e) o pedido não deverá ser provido porque a autora da ação apenas comprovou a extrema probabilidade de morte e a situação de perigo à vida. b) a morte presumida só será declarada se Fernando não houver deixado procurador a quem caiba a administração de seus bens ou.com. assinale a alternativa correta quanto ao direito de ser reconhecido como filho. a) é imprescritível. Gabarito: “E”. A. CC (morte presumida. Lauro Escobar www. 7°. assinale a opção CORRETA. por se tratar de direito personalíssimo. será declarada a morte presumida de Fernando. ocorrido durante tempestade em alto-mar. Observem que a questão fala que a “única informação” foi o desaparecimento de Fernando em naufrágio de embarcação ocorrido durante tempestade em alto-mar. este não queira continuar exercendo sua obrigação. d) somente pode ser proposta se vivo o pai. após o que. ter fundado seu pedido. com o decurso de um ano. a contar da maioridade ou emancipação do filho. no esgotamento das buscas e averiguações levadas a cabo para encontrar o desaparecido. a) o pedido deverá ser julgado procedente. Considerando essa situação hipotética. 7°. nos termos do art.

O direito de ser reconhecido como filho. A letra “a” está errada. quando julgar conveniente. a partir de então.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR COMENTÁRIOS. em função desta.12) (IESES – TJ/RO – Titular de Serviços de Notas e de Registros – 2012) Assinale a assertiva CORRETA. 29. quando julgar conveniente. apenas uma alternativa é CORRETA. Gabarito: “B”. sem decretação de ausência se alguém. Gabarito: “A”. aberta a sucessão em favor dos herdeiros que o eram àquele tempo. não for encontrado até um ano após o término da guerra. A letra “b” está correta. b) são absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os excepcionais. nessa data. b) se o ausente retornar. Prof. nos termos do art. requerer seja-lhe entregue a terça parte dos respectivos rendimentos desse quinhão.br 52 .11) (FUMARC – TJ/MG – Técnico Judiciário – 2012) Em se tratando dos bens do ausente. Assinale-a: a) o excluído da posse provisória. e ficar provado que a sua ausência foi voluntária e injustificada. justificando falta de meios. sem desenvolvimento mental completo.com. 35. A. ordenará a conversão dos bens móveis. em razão de não ter possibilidade de prestar caução ou garantias para assegurar a si o exercício da posse do quinhão que lhe tocaria por sucessão do ausente. o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria. poderá. A letra “d” está errada. COMENTÁRIOS. sujeitos a deterioração ou a extravio. não havendo consenso entre os herdeiros para efeito de sua divisão.pontodosconcursos. A letra “c” está errada. pois prevê o art. relativamente à sucessão provisória. 34. c) antes da partilha. CC que se durante a posse provisória se provar a época exata do falecimento do ausente. segundo o que estabelece o Código Civil para as situações mencionadas: a) cessará. CC prevê que o excluído da posse provisória poderá. pois o art. requerer lhe seja entregue metade dos rendimentos do quinhão que lhe tocaria. desde que. CC. c) pode ser declarada a morte presumida. pois determina o art. A. parágrafo único. é um dos direitos da personalidade. d) se durante a posse provisória surgir elementos que indiquem a época provável do falecimento do ausente. que não se submete a qualquer prazo prescricional ou decadencial. descobrindo-se sua origem genética. em favor do sucessor que foi imitido provisoriamente na posse do respectivo quinhão. o juiz. a sua parte nos frutos e rendimentos. justificando falta dos respectivos meios. considerar-se-á. ordenará a conversão dos bens imóveis em títulos garantidos pela União. o juiz. pela existência de relação de emprego. que o eram àquele tempo. em imóveis ou em títulos garantidos pela União. desaparecido em campanha ou feito prisioneiro. aberta a sucessão em favor dos herdeiros. para os menores a incapacidade. de natureza vitalícia. perderá ele. Lauro Escobar www. considerar-se-á. CC que antes da partilha. 33.

terá legitimação para requerer a medida prevista neste artigo o cônjuge sobrevivente. ou qualquer parente em linha reta. 5°. Se realizado o divórcio antes de completar 18 anos. sendo que em tratando de morto. ou colateral até o terceiro grau. b) todas as assertivas estão corretas. emancipando-se. COMENTÁRIOS. ou a lesão. III e IV. IV. sem desenvolvimento mental completo são relativamente e não absolutamente incapazes (art. a direito da personalidade. Assinale a alternativa CORRETA: a) estão corretas as assertivas I. A letra “a” está correta nos termos do parágrafo único do art. A letra “d” está errada. 4°. V. A. CC). d) está correta a assertiva I. no art. 7°. CC). pois o prazo é de dois anos e não um (art. Outra forma é a emancipação. CC). pois têm legitimação para requerer a medida os parentes até o quarto grau (art. O menor de 18 anos casado e que não tenha filhos poderá realizar o divórcio consensual através de escritura pública independentemente da autorização dos seus pais. Finalmente o item IV está errado. se estiver casado estará emancipado. II. pois o menor de 18 anos. II. A letra “c” está errada. parágrafo único. A assertiva II está errada. A afirmativa III está errada. o divorciado voltará a ser incapaz até que complete aquela idade.com. O casamento do menor de 18 anos pode ser anulado diretamente no cartório enquanto não completar aquela idade. A união estável também faz cessar a incapacidade do menor de 18 anos. sem prejuízo de outras sanções previstas em lei. o rol do parágrafo único do art. II e III. o menor poderá casar-se antes dos 18 e depois dos 16. E uma das formas de emancipação (antecipando-se a capacidade plena antes dos 18 anos) é o casamento (art. Por tal motivo poderá divorciarse por meio de escritura pública (caso não tenha filhos menores) independentemente de autorização de seus pais. Portanto: I. Lauro Escobar www. 5°.pontodosconcursos. c) estão corretas as assertivas I.br 53 . pois não há previsão legal de emancipação do menor pela união estável. e reclamar perdas e danos.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR d) pode-se exigir que cesse a ameaça. A assertiva I está correta. A letra “b” está errada. pois o divórcio não faz com que a pessoa retorne ao estado de relativamente incapaz.13) (IESES – TJ/RN – Titular de Serviços de Notas e Registros – 2012) O Código Civil. Com a autorização dos pais. COMENTÁRIOS. III. II. pois passou a ser responsável por todos os atos da vida civil. CC). Normalmente o fim da incapacidade se opera aos 18 anos. Gabarito: “A”. 12. pois os excepcionais. CC é taxativo. 5°. prevê que o casamento civil faz cessar para os menores a incapacidade. quando a pessoa se torna apta a praticar todos os atos e negócios da vida jurídica. 5°. pois a anulação de um casamento somente pode ser Prof. CC. III.

Filho.: Júnior. Trata-se de uma das consequências do serviço de proteção de vítimas e testemunhas. c) o prenome será necessariamente composto. diversas outras podem alterar o sobrenome (ex. A letra “e” está errada. podendo ainda possuir um agnome. só teve uma semana para arrumar a casa nova. cidade próxima de Campo Grande. pernoitando em Brasília. Ele recebeu uma proposta de trabalho irrecusável e decidiu se mudar para Campo Grande/MS. COMENTÁRIOS. ouvido o Ministério Público. O art.: adoção. Lauro Escobar www. além destas hipóteses. Considerando o contexto fático apresentado. com a mesma filiação. pois já começou a trabalhar em Dourados como advogado. assinale a afirmativa CORRETA. pois a lei de registros públicos exige que em se tratando de gêmeos com o mesmo prenome. d) o nome civil da pessoa natural é composto pelo prenome e pelo sobrenome. que se acrescenta ao nome completo (ex. no caso de gêmeos.. em sentença. união estável.. ainda que a pessoa não tenha completado a maioridade. de juiz competente.15) (FGV – MPE/MS – Analista/Direito – 2013) Felipe reside e é proprietário de uma casa em Salvador. ele resolveu fazer o trajeto de Salvador até Campo Grande/MS de carro.) serão averbadas em registro público.). A. A letra “a” está correta. deixando a casa de Salvador fechada.com. b) Felipe está domiciliado em Brasília. reconhecimento de filho. Neto. Gabarito: “D” (somente o item I está correto). e) o sobrenome só pode ser modificado em decorrência de casamento ou divórcio. pois o nome é um direito da personalidade e matéria de ordem pública. assinale a afirmativa INCORRETA. 10. etc. Chegando a Campo Grande/MS. A letra “d” está correta. c) Felipe não tem domicílio profissional em Dourados. teremos dois pessoas. b) o nome civil é considerado direito da personalidade e é matéria de ordem pública. com idêntico prenome.pontodosconcursos. por determinação. A.br 54 .14) (FGV – MPE/MS – Analista/Direito – 2013) Com relação ao nome civil. nascidas no mesmo dia com o mesmo nome). pois agnome é o sinal distintivo entre pessoas da mesma família com nomes iguais. etc. a) o prenome é modificável em razão de fundada coação ou ameaça decorrente da colaboração com a apuração de crime. A letra “c” está correta. exige-se que este seja um composto diferenciado (caso contrário. apesar de trabalhar nesta cidade. Prof. I estabelece que as sentenças que decretam a nulidade ou anulação do casamento (. A letra “b” está correta. onde residirá e trabalhará em Dourados. a) Felipe mudou de morada ao se transferir para o Campo Grande/MS. Gabarito: “E”.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR realizada judicialmente.). pois pernoitou nesta cidade. Após despachar todos os seus pertences para Campo Grande/MS.

mesmo por causa transitória. por enfermidade ou deficiência mental. não puderem exprimir sua vontade. e) Felipe alterou o seu domicílio de forma voluntária. pois possui um imóvel nesta cidade. os que. o lugar onde esta é exercida. III. quanto às relações concernentes à profissão. A letra “c” está errada. não tiverem o necessário discernimento para a prática desses atos. pois tendo pernoitado em Brasília teve lá apenas sua morada. e) todas as alternativas estão corretas. V. d) somente o item V está incorreto. 72. pois o fato de ter um imóvel em Salvador não faz com que seu domicílio seja nessa cidade. 3°. por enfermidade ou deficiência mental.br 55 . III. CC arrola as pessoas que são absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil: I. transferindo a residência. Esta somente será considerada incapaz se a velhice originar um estado patológico. pois nos termos do art. A letra “d” também está errada. por causa transitória. A letra “b” está errada. mas sim o seu domicílio. O Código anterior dizia que o silvícola era relativamente incapaz. por si só não é incapaz. 74. COMENTÁRIOS. II e IV são considerados corretos. Felipe alterou seu domicílio de forma voluntária. Os que. Gabarito: “E”. O art. os que. os menores de dezesseis anos. b) somente o item I está correto. CC. IV e V estão corretas. com a intenção manifesta de o mudar. ASSINALE: a) os itens I. Os menores de 16 anos. O maior de 80 anos. por si só não limita a capacidade da Pessoa Natural. COMENTÁRIOS. A palavra “silvícola” não consta mais do Código Civil. ao se transferir para Campo Grande/MS.com. O atual. Felipe também pode ter domicílio em Dourados. B) CAPACIDADE B. CC é também domicílio da pessoa natural. pois Felipe não alterou sua morada. não puderem exprimir sua vontade. Portanto as afirmações I. A velhice (senilidade ou senectude).01) São consideradas absolutamente incapazes pela atual legislação civil: I. Os que.pontodosconcursos. não tiveram o necessário discernimento para a prática desses atos. além Prof.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR d) Felipe ainda está domiciliado em Salvador. IV e V estão corretos. hipótese em que a incapacidade resulta do estado psíquico e não da velhice propriamente dita (item II errada). c) os itens I. muda-se o domicílio. pois nos termos do art. IV. II. pois além do domicílio voluntário estabelecido em Campo Grande. Os maiores de 80 anos. A letra “a” está errada. II. uma doença (esclerose mental). Lauro Escobar www. Os silvícolas.

Esta alternativa está completa. Prof. c) 16 anos. tenham o discernimento reduzido.com. por deficiência mental. corretas. os que mesmo por causa transitória. no entanto o inciso III do art. A alternativa “a” esta errada. Finalmente a alternativa “e” também está errada. os que somente não puderem exprimir sua vontade. por enfermidade ou deficiência mental. Observem que todas as demais alternativas estão previstas no mencionado dispositivo e. que é relativamente incapaz. COMENTÁRIOS.br 56 . e) 16 anos. relativamente a certos atos ou à maneira de exercê-los: a) os ébrios habituais e os que. São relativamente incapazes (art. os pródigos.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR de não usar mais este termo. os pródigos. os que. pois fala daqueles que não podem expressar ou exprimir a vontade somente por causa permanente. A letra “d” também está errada. os que. A letra “b” está errada quanto à idade (o correto seria 16 anos) e no tópico “os excepcionais sem desenvolvimento mental completo” (pois esta é uma causa de incapacidade relativa). Lauro Escobar www. os ébrios habituais. Gabarito: “C”. e os que. pois menciona o pródigo. 5° fala em “mesmo por causa transitória não puderem exprimir a sua vontade”. sem desenvolvimento mental completo e os pródigos. os ébrios habituais. não tiverem o necessário discernimento para os atos da vida civil. b) os excepcionais. não tiverem o necessário discernimento para os atos da vida civil. que trata dos absolutamente incapazes. os viciados em tóxicos. pois contempla todas as hipóteses do art. em razão e por causa permanente. b) 18 anos. B. e) os viciados em tóxicos que por este motivo tenham o discernimento reduzido. os excepcionais. d) 16 anos. mas menores de 18 anos. 4°. sem desenvolvimento mental completo. tenham o discernimento reduzido. por enfermidade ou deficiência mental. 3°. Gabarito: “C”. determina que a capacidade do índio será regulada pela legislação especial (Estatuto do Índio). os excepcionais sem desenvolvimento mental completo. CC. Gabarito: “C”. os que por enfermidade ou deficiência mental. portanto o item III também está errado. não puderem exprimir sua vontade. CC) os: maiores de 16. pois os ébrios habituais. COMENTÁRIOS. B. c) os maiores de 14 e menores de 18 anos.02) São absolutamente incapazes os menores de: a) 16 anos.pontodosconcursos. portanto. por deficiência mental. não tiverem o necessário discernimento para os atos da vida civil. Portanto o critério etário (relativo à idade) apontado na questão (entre 14 e 18 anos) está errado.03) É INCORRETO afirmar que são incapazes. d) os pródigos. os pródigos e os toxicômanos são causas de incapacidade relativa. os toxicômanos.

Para a pessoa física o registro é um ato declaratório. No teste em análise. A alternativa “d” está errada. O início da personalidade civil da pessoa natural ou física se dá com o nascimento com vida (art. d) é pessoa absolutamente incapaz. pois não há registro retroativo. Embora baste nascer com vida para se adquirir a personalidade. ou seja. Prof. pois uma pessoa pode ter mais de 18 anos e ser incapaz (ex. d) mesmo menor de 16 anos. No entanto. c) é pessoa relativamente incapaz. na prática terá muitos problemas pela falta de registro (ou certidão de nascimento). 2°.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR B. COMENTÁRIOS. Gabarito: “B”. Logo está se referindo à capacidade de fato. c) seja pessoa física. Veremos na aula sobre pessoas jurídicas que o registro delas é um ato constitutivo. pois o menor de 16 anos deve ser representado (e não assistido) por seus representantes legais.: doente mental). que o agente seja capaz.com. para exercitar os direitos. Gabarito: “B”. Portanto ela é absolutamente capaz.pontodosconcursos.04) Uma pessoa com dezenove anos de idade. CC). é o registro da pessoa jurídica que faz com que ela “nasça”.br 57 . A questão trata da capacidade para os atos jurídicos. COMENTÁRIOS. A capacidade de direito não pode ser negada ao indivíduo. c) somente tenha sempre mais de 18 anos. e) não será considerada pessoa. Tal disposição legal configura a exigência de que o agente: a) tenha capacidade de gozo ou de direito. É a capacidade para adquirir direitos e contrair obrigações. apesar disso. Lauro Escobar www. não existe juridicamente como pessoa natural. seja assistido por seu representante legal. a pessoa tem 19 anos e não há nada que limite a sua capacidade. b) de fato ou de exercício que serve para exercitar por si os atos da vida civil. que é própria de todo ser humano. a certidão de nascimento somente vai declarar uma situação que já ocorreu (o próprio nascimento). isto é. nem mesmo se for registrada. b) é pessoa plenamente capaz. dotado de personalidade jurídica. que sempre trabalhou na roça. para a validade na realização de um ato jurídico. inerente à personalidade e que só se perde com a morte.05) (Magistratura – São Paulo – Concurso 171) O Código Civil exige. B. Portanto as alternativas “a” e “c” estão erradas. E não com o efetivo registro do nascimento. nem sempre se terá capacidade. a letra “e” também está errada. A capacidade pode ser classificada em: a) de direito ou de gozo. sendo que por esse motivo não teve o seu registro de nascimento realizado: a) por não ter sido registrada ainda. ou seja. b) tenha capacidade de fato ou exercício. mas pode sofrer restrições quanto ao seu exercício.

por enfermidade ou deficiência mental. Lauro Escobar www. alcoolismo ou vício em drogas. impossibilidade (mesmo que transitória) de expressar a vontade. a) da pessoa natural inicia-se com o nascimento com vida. ou seja. Os que. II. Os menores de 16 (dezesseis) anos. não tiverem o necessário discernimento para a prática desses atos.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR B. A letra “b” está errada.. III e IV. d) II. pois se refere à personalidade e consequentemente à capacidade de direito (e não de fato ou exercício). A capacidade de fato realmente não é apurada exclusivamente com base no critério etário. b) I. e) não se apura exclusivamente com base no critério etário. não puderem exprimir sua vontade. Os idosos internados em instituição de longa permanência. IV. IV e V. b) da pessoa moral inicia-se com o nascimento com vida.07) (MPE/SP – Promotor de Justiça – 2012) São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil: I. c) I. os direitos do nascituro. A letra “a” está errada. pois a capacidade relativa é entre os 16 e 18 anos (e não 21 como na questão). III. etc. d) será absoluta a partir dos dezoito anos incompletos e não é perdida em razão do envelhecimento. prodigalidade. pois a partir dos 18 anos completos (e não incompletos) a pessoa passa a ser absolutamente capaz. Há outros fatores que também são levados em conta (arts.br 58 .06) (FCC – Defensoria Pública do Estado do Ceará – 2009) A capacidade de fato. pois a pessoa moral é a pessoa jurídica. Prof. Os que. os direitos do nascituro. após o trânsito em julgado da sentença penal condenatória. Gabarito: “E”. e) I. desde a concepção. os menores de dezesseis anos. IV e V. II. 3° e 4° do CC) como: a enfermidade ou deficiência mental. A letra “d” está errada. mesmo por causa transitória.com. A letra “c” está errada. CC). Os presos. mas a lei põe a salvo. 3°. II e III. COMENTÁRIOS. e a personalidade desta tem início com a inscrição de seu ato constitutivo no respectivo registro (art. 45. V. Art.pontodosconcursos. c) é relativa entre os dezesseis e vinte e um anos de idade e absoluta a partir de então. Está correto o que se afirma APENAS em a) III e V. desde a concepção. em regime prisional fechado. COMENTÁRIOS. relativo à idade. CC: São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil: I.. mas a lei põe a salvo. B.

08) (FCC – Magistratura do Trabalho – 20ª Região/SE – 2012) Alberto é viúvo e possui dois filhos.com. b) a celebração de venda depende de anuência pessoal do filho menor. nos termos do art. mas representados por seus representantes legais (art. Alberto pretende vender-lhe um imóvel de sua propriedade. Com o casamento de Raul em vista. 496.br 59 . por enfermidade ou deficiência mental. B. Em relação a tal venda. Além disso. é necessário que o cônjuge do alienante (vendedor) e os demais filhos consintam com tal negócio. para que este contrato seja plenamente válido. porque seus interesses são colidentes com os do pai. Gabarito “B”. CC. CC). Vejamos as demais. haverá a fiscalização do Ministério Público no ato. 1. representado por curador especial. não puderem exprimir sua vontade. A letra “b” também está errada: exatamente por serem os interesses do menor colidentes com os de seu pai que ele será representado no ato. desde sua celebração. bastaria a anuência do outro irmão (Bernardo). o negócio é anulável. para representar Bernardo quando da realização do negócio. d) o absolutamente incapaz deverá anuir à venda para que essa seja válida. A questão é interessante. CPC. pois Bernardo tem apenas 14 anos (é absolutamente incapaz). e) a venda é plenamente válida. Isso para que não sejam prejudicados na sua futura parte da herança e para que o negócio não traga de forma disfarçada uma doação. Geralmente esta nomeação recai sobre um Advogado de confiança do Juiz.pontodosconcursos. É o que determina o art. Prof. bem como o art. A letra “a” está errada.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR II. para que esta venda seja considerada válida. CC.692. é correto afirmar que: a) o absolutamente incapaz pode ser assistido pelo pai no ato de prestar anuência à venda. V. nomeado pelo Juiz. Neste caso. sendo estes relacionados com o contrato de compra e venda de imóvel. bastando a aceitação apenas do filho comprador. Inicialmente é de se esclarecer que não é proibida a venda de ascendentes para descendentes. III. bem como seu pai Alberto (vendedor). pois envolve vários aspectos da capacidade. Lauro Escobar www. uma vez que há conflito de interesses. A letra “c” está errada. I. Bernardo de 14 anos e Raul de 20 anos. Não é necessária a prova de que o pai e o irmão desejam prejudicar o menor. No caso concreto como o problema diz que Alberto é viúvo. Se esta cautela (anuência de todos) não for tomada. basta a aparência do conflito de interesses. os que. Portanto a alternativa correta é a letra “d”. No entanto há um problema. O idosos (ainda que internados em instituição de longa permanência) e os presos (ainda que em regime fechado e após o trânsito em julgado da sentença penal condenatória) não perdem a capacidade por estes motivos. os que. mesmo por causa transitória. COMENTÁRIOS.634. 9°. c) tal venda é nula pode determinação expressa da lei. será necessária a intervenção de um curador especial. como pode haver um conflito de interesses entre Bernardo e seu irmão Raul (comprador). 1. pois os absolutamente incapazes não são assistidos. sem necessidade de que seja representado. não tiverem o necessário discernimento para a prática desses atos. No entanto.

C) DOMICÍLIO C.03) (CESPE – Defensor Público Estadual/PI – 2009) A respeito do domicílio civil. COMENTÁRIOS. c) considera-se nula de pleno direito a cláusula que estabelece foro de eleição em contratos de adesão celebrados por consumidor que seja pessoa física. C. b) o local de sua propriedade em que começou a residir em primeiro lugar. Não é em qualquer hipótese que a cláusula que estabelece o foro de eleição nos contratos de adesão é nula de pleno direito. além disso. d) o local onde estiver residindo há mais tempo. A letra “b” está errada.01) (FCC – TRT/16a Região/MA – Analista Judiciário – 2009) Pessoa que seja possuidora de duas residências regulares.pontodosconcursos. não bastando apenas a sua anuência para tornar o negócio válido. c) qualquer das residências. e) somente se o imóvel for de sua propriedade. 73. Qualquer das residências. e) o domicílio da pessoa natural que possui diversas residências onde vive alternadamente corresponde ao centro de ocupação habitual. pois em primeiro lugar o domicílio necessário se dá com o exercício (e não posse) em cargo público. pois o domicílio da pessoa natural que não possui residência determinada é o local onde ela for encontrada (art. pois se a pessoa jurídica tiver diversos estabelecimentos em lugares diferentes. dificultando-lhe o comparecimento em juízo. Gabarito: “D”. COMENTÁRIOS. b) o domicílio da pessoa natural que não possui residência determinada ou cuja residência seja de difícil identificação é determinado por eleição. O seu domicílio poderá ser: a) a localidade em que por último passou a residir. não há a perda automática do domicílio anterior. A letra “a” está correta. cada uma deles será considerado seu domicílio. C. A letra “d” está errada. CC. CC).com. isso somente ocorre quando constitui um obstáculo à parte aderente. com a nomeação de um curador especial para ele. após aprovação em concurso. ela não perderá automaticamente o domicílio que antes possuía. pois o filho comprador é o maior interessado nesta venda. julgue os itens seguintes. é necessário proteger os interesses do filho menor.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR pois não há determinação expressa no sentido de ser nula tal venda. 71.br 60 . Gabarito: “A”. E a letra “e” está errada. Prof. Gabarito: “C”.02) (CESPE/UnB – TJ/RO – Analista Judiciário – Oficial de Justiça – 2012) Assinale a opção CORRETA acerca do domicílio. Lauro Escobar www. nos termos do art. d) o domicílio da pessoa jurídica que possui estabelecimentos em cidades diferentes corresponde à localidade onde funciona a administração. a) caso uma pessoa tome posse em cargo público.

este poderá ser sim o seu domicílio. III. acerca do domicílio das pessoas naturais. Prof. de modo que o exercício de cargo de confiança em caráter transitório não modifica o domicílio original. Nessa situação. O gabarito oficial afirmou que somente as afirmativas III e IV estariam corretas. 76. pois se a pessoa não tem residência. CC é muito claro no sentido de que não tendo residência habitual o domicílio da pessoa será no local onde for encontrada. Ora.pontodosconcursos. no caso do item I. I. o item III está certo. O art. pode ser demandada onde se encontre. CC. pois nosso ordenamento admite a pluralidade domiciliar. Discordo desse entendimento. 70. nos termos do art. Estão certos apenas os itens a) I e II. 73. no qual se sabe que pernoita.com. 73. CC). e) II. conforme a teoria do domicílio aparente. Considere que Maurício. no caso o servidor era em caráter transitório. parágrafo único estabelece como domicílio necessário do servidor público o lugar onde exercer permanentemente suas funções. a lei civil optou por acolher a unidade de domicílio em oposição à pluralidade adotada em outros ordenamentos. sem que se consiga detectar qualquer habitualidade na sua permanência em qualquer uma delas.br 61 . este será seu domicílio. Ao estabelecer os requisitos para determinação do domicílio civil. II. tenho minhas dúvidas. o único domicílio de Maurício é a casa em que vive com a família.. Se alguém puder ser encontrado habitualmente em determinado endereço. De fato. não alterando o domicílio original. d) I. o domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece a sua residência com ânimo definitivo.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR I.. No entanto. b) I e III. Houve uma tentativa para anular a questão sendo que a banca alegou que no exemplo dado.04) (CESPE/UnB – TRT/1ª Região – Analista Judiciário – Execução de Mandados – 2008) Com base no que determina o CC. O item II realmente está errado. Na questão faltou esse “ânimo definitivo”. pois o art. Lauro Escobar www. passe dois finais de semana por mês naquela em que vive com sua família. III e IV. mesmo mantendo mais de uma residência. Exercícios como esse servem para demonstrar que nem sempre as provas são “redondinhas”. se ela pernoita habitualmente em um determinado lugar conhecido. II e IV. julgue os itens a seguir. c) III e IV. então o seu domicílio será considerado o local onde for encontrada (art. afastando-o do conceito de residência. O domicílio do servidor público é o local onde ele exerce suas funções com caráter de permanência. Gabarito oficial: “C”. E o fato de a pessoa apenas pernoitar em determinado lugar não caracteriza o ânimo definitivo em residir. E o item IV também está correto. COMENTÁRIOS. Pessoa que tenha diversas moradas. C. IV.

Portanto. A pessoa natural que não possuir residência habitual. CC.br 62 . V. A mudança de domicílio é determinada pela transferência de residência com a intenção manifesta de mudar-se. Completa o parágrafo único no sentido de que se ela exercitar profissão em lugares diversos. A assertiva III está correta nos exatos termos do art.com. CC o domicílio fixado pelo local de exercício de uma profissão está adstrito às atividades concernentes a esta profissão (o que não é o caso do enunciado). Gabarito: “E”. quanto às relações concernentes à profissão. pois mistura o conceito de domicilio profissional com o voluntário. 72. se lá for encontrada. b) I e IV. 39. 72. Portanto a expressão “independentemente” tornou a questão errada. Finalmente o item V está correto nos termos do art. De fato. independentemente de haver correspondência entre a relação profissional e os diversos lugares onde se exerce a profissão. Outra coisa é o local de seu domicílio pessoal. nos termos do art. Renato pode declarar como domicílio o seu domicílio profissional. III. 74 e seu parágrafo único. d) II e V. 71. pretenda ajuizar ação com o objetivo de ver declarada a nulidade de uma cláusula da convenção de condomínio do prédio em que mora. além do domicílio escolhido livremente pela pessoa. Prof. o que se pode demonstrar tanto pelas circunstâncias da própria alteração de endereço como por declarações feitas à municipalidade dos lugares. CC. pois é advogado e atuará em causa própria. COMENTÁRIOS. A afirmação IV está errada. CC estabelece que é domicílio da pessoa natural. Ocorre que na afirmação não se cuida de uma situação referente à profissão de Renato (advocacia. A pessoa natural que possui mais de um domicílio profissional pode ser demandada em qualquer um desses locais. c) II e IV. Concluindo: estão corretos apenas os itens III e V. CC. considera-se domicílio qualquer delas. cada um deles constituirá domicílio para as relações que lhe corresponderem. nos termos do art. em que será discutida eventual nulidade de cláusula condominial. Nessa situação. o lugar onde esta é exercida. pode ser demandada no domicílio de seus pais.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR II. e) III e V. Se Maurício mantém mais de uma residência onde alternadamente vive. 73. O item II está errado e é bem mais complexo. ainda que em causa própria). Suponha que Renato. uma coisa é o local onde Renato irá receber as notificações referentes à ação que irá propor (vejam o art. I. nosso Código possibilita uma pessoa ter como domicílio o local relacionado com o seu trabalho. advogado. Assim. O art. A assertiva I está errada. Estão certos apenas os itens a) I e II. mas sim uma situação pessoal (discussão de validade cláusula da convenção de condomínio do prédio em que mora). do Código de Processo Civil). Lauro Escobar www.pontodosconcursos. IV.

. COMENTÁRIOS. IV.. com dezesseis anos de idade. Embora não especificado na lei. Mariana exerceu emprego público Prof. Assinale: a) se somente a afirmativa I for verdadeira. pois pessoas com 16 anos são consideradas relativamente incapazes para o exercício de certos atos e a abertura de conta bancária é uma delas. pois “abertura de conta corrente” não é uma das hipóteses de emancipação previstas no art. pois a emancipação neste caso somente ocorre com a prática de determinados atos como empresário. em atos negociais. sua tutora. Caso fosse realizado o contrato de abertura de conta-corrente. III. II. É surpreendido com a informação do gerente do Banco de que somente poderia realizar o ato. Direito também é bom senso. 5 parágrafo único. caso comparecessem ao local seus pais ou. b) se somente as afirmativas III e IV forem verdadeiras. Finalmente o item V está correto.br 63 . Considerando-se que Maria contraiu matrimônio com João. dirige-se ao Banco OG S/A. Segundo a doutrina trata-se de um fato socialmente aceito. sendo válido. pois Osdro necessitará da assistência de sua tutora para prática de atos negociais.02) (FCC – TRF/1ª Região – Analista Judiciário – 2008) Maria. o tutor deve assistir a pessoa protegida. não teria cabimento exigir-se a capacidade plena de uma pessoa para adquirir. Pessoas com dezesseis anos de idade podem praticar atos bancários sem a representação ou assistência dos seus representantes legais. D. II e III forem verdadeiras. O item III está errado. Aduziu Osdro ser órfão de pai e mãe.01) (ISAE – Procurador da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas – 2012) Osdro. Havendo guarda judicial. na ausência deles. CC.com. Gabarito: “D” (estão corretas as afirmativas II. c) se somente as afirmativas I. IV e V forem verdadeiras. Mariana e Mônica são menores de idade. Diante de tal enunciado. A afirmação I está errada. como aquisição de bens de pequeno valor. d) se somente as afirmativas II. analise as afirmativas a seguir. Somente após caracterizados os atos como empresário é que ocorreria a emancipação. Lauro Escobar www.pontodosconcursos. vez que pretende estabelecer-se como empresário no ramo de vestuário. A afirmação IV está certo. os seus representantes legais. Aos menores são permitidos alguns atos civis autonomamente. com o intuito de efetuar contrato de conta-corrente. estando sob a guarda de sua tia Elena. haveria emancipação do menor. digamos. V. um doce ou um saquinho de pipoca. e) se todas as afirmativas forem verdadeiras. A assertiva II está correta.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR D) EMANCIPAÇÃO D. IV e V). I.

estabelecimento civil ou comercial.03) É considerado como uma das formas de emancipação: a) o contrato de trabalho. concessão dos pais. d) o casamento. vá eliminando as mais absurdas e somente ao final da leitura atenta de todas as alternativas assinale a que entenda como correta. II. em função deles. Finalmente deve ser esclarecido que o tutor não pode emancipar seu representado. Veja a “pegadinha” da letra “b”: é a colação de grau em ensino superior que emancipa uma pessoa natural. e) o consentimento do tutor mediante instrumento público. Notem que Maria se casou e o casamento é uma modalidade de emancipação (inciso II). ou por sentença do Juiz. prevista no art. O art. Somente no caso de Maria é que realmente houve a cessação da incapacidade para os atos da vida civil. COMENTÁRIOS. casamento. e) Maria. ouvido o tutor. Neste caso a emancipação é feita pelo Juiz. COMENTÁRIOS. Um contrato de trabalho (letra “a”) por si só. Gabarito: “E”. Já Mônica colou grau em curso de ensino médio. logo está errada. d) Mônica.pontodosconcursos. quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil. Lauro Escobar www. Cessará. CC: A menoridade cessa aos dezoito anos completos. sendo certo que o casamento é uma delas. b) Maria e Mariana. Tenha calma: leia o cabeçalho com atenção e a seguir todas as alternativas. ou de um deles na falta do outro. Mariana e Mônica. 5°. um munus). Mas apenas o curso superior é causa de emancipação (inciso IV).com. Continuando: quanto ao exercício do direito de voto não há previsão legal relacionado com a capacidade civil. independentemente de homologação judicial. E não o seu ingresso em curso superior. Mariana exerceu emprego público transitório. sendo que apenas o emprego público efetivo é causa de emancipação (inciso III). c) Maria. A questão trata da emancipação da Pessoa Natural. parágrafo único do CC. o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria. pois desta forma ele estaria se livrando de uma obrigação legal (de um encargo. ou pela existência de relação de emprego. colação de grau em curso de ensino superior.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR transitório e Mônica colou grau em curso de ensino médio. c) o exercício do direito ao voto. IV. cessou a incapacidade para os atos da vida civil para: a) Maria e Mônica. b) o ingresso em curso superior. para os menores. se o menor tiver dezesseis anos completos. III. V. Por isso que eu sempre digo que as questões não podem ser lidas de forma afoita. D. Parágrafo único. a incapacidade pelo(a): I.br 64 . não emancipa ninguém. 5°. arrola as hipóteses de emancipação. mediante instrumento público. se o Prof. exercício de emprego público efetivo. desde que.

sem a assistência de seus pais. depois de verificada a conveniência para o bem do menor. e) os viciados em tóxicos relativamente incapazes. Logo foi casada. pois o art.com. 7°.pontodosconcursos. o divórcio não faz com que se perca a emancipação. A questão trata de temas variados desta aula. d) válido. A letra “c” também está correta. Gabarito: “D”. desde que com autorização dos pais ou responsáveis. inciso V do CC permite a emancipação pela existência de emprego. parágrafo único.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR menor tiver 16 anos. pois em qualquer locação de imóvel basta a idade de dezesseis anos do locador para sua validade.05) Assinale a alternativa INCORRETA: a) a incapacidade relativa. Lauro Escobar www. parágrafo único. sem decretação da ausência se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida. Flávia é divorciada. realmente está errada. E observem que a questão pede que seja assinalada a alternativa incorreta. não afetam a aptidão para o gozo de direitos (capacidade de direito). A alternativa “b” está correta. A Prof. pois a incapacidade relativa é suprida pela assistência e não pela representação. já que com o divórcio a emancipação perdeu seus efeitos. c) nulo. com dezessete anos de idade. pois Flávia está emancipada. Gabarito: “D”. Além disso. b) anulável em virtude da incapacidade de Flávia. pois o art. não afeta a aptidão para o gozo de direitos. Pode-se afirmar que o contrato é: a) nulo em virtude da incapacidade de Flávia. pois Flávia não atingiu a maioridade. Assim quem emancipa é o Juiz e o tutor deve ser apenas consultado sobre a possibilidade. divorciada. já que com o divórcio a emancipação perdeu seus efeitos. e) válido. desde que tenha 16 anos completos. D. A letra “a”. uma vez que o exercício será sempre possível com a representação. E o casamento é uma forma de emancipação (art. Apesar de possuir 17 anos e ter celebrado um contrato sem a assistência de seus. d) a mulher pode casar-se com 16 anos. II do CC). 5°. ouvido o tutor. ao contrário da incapacidade absoluta.04) Flávia. CC permite a declaração de morte presumida sem decretação de ausência na hipótese narrada na questão. desde que tenha 16 anos completos. D. celebra um contrato de locação de um imóvel de sua propriedade. COMENTÁRIOS. c) pode ser declarada a morte presumida. e os alcoólatras são considerados como COMENTÁRIOS.br 65 . Logo o negócio é plenamente válido por ter sido realizado por pessoa emancipada. b) a emancipação do menor pode ser obtida com a relação de emprego que proporcione economia própria. 5°. tanto a incapacidade absoluta como a relativa (espécies de capacidade de fato ou exercício).

os viciados em tóxicos. pois o art. nada mencionando sobre embriões e a hipótese da fecundação in vitro. tenham o discernimento reduzido são relativamente incapazes. Trata-se de um erro sutil. enquanto não atingida a maioridade civil). Acrescente-se que celebrado o casamento de uma pessoa com 16 anos ocorre a emancipação. II. A letra “e” está errada. devemos nos ater ao que diz o texto de nosso Código Civil. Gabarito: “B”. d) embora o nome de uma pessoa goze de proteção legal. Gabarito: “A”. as hipóteses de emancipação. quanto aos ausentes. o mesmo não se dá quanto ao pseudônimo utilizado em atividades lícitas. CC: O homem e a mulher com dezesseis anos podem casar. COMENTÁRIOS. para tanto. com a sentença do Juiz. O art. No entanto a questão como um todo. a) a existência da pessoa natural termina com a morte. CC prevê que a lei põe a salvo os direitos do nascituro. b) a emancipação pode se dar com a concessão dos pais. entre as alternativas seguintes. principalmente sendo a atividade lícita. Lauro Escobar www.com. de acordo com a legislação em vigor. A letra “e” está correta. ou seja. pois ainda não nasceu. por deficiência mental. pode ser considerada perigosa! A letra “a” está errada. pois o art. pois o instituto é da comoriência (e não comociência). ouvido o tutor. e) se dois indivíduos falecerem na mesma ocasião. equiparado ao nascituro. ou de seus representantes legais. 1. a presunção (que é relativa. 5° e 1. pois tanto a mulher como o homem podem se casar aos 16 anos. com emprego público efetivo. necessitando. 5° e seu parágrafo único do CC. CC). o nascituro não é um sujeito de direitos. 19.06) Assinale. CC). Mas atualmente não há equiparação do embrião fecundado in vitro e ainda não implantado no útero materno com o nascituro propriamente dito. CC prevê que os ébrios habituais. e os que. a CORRETA.511. nos casos em que não há poder familiar.517. ou seja. 6°.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR letra “d” também está correta. com o casamento. Além disso. 8°. considerando as normas do Código Civil em vigor. c) o embrião fecundado in vitro e não implantado no útero materno é sujeito de direito. pois em que pese algumas posições doutrinárias divergentes. Isto ainda pode mudar no futuro. presume-se esta. D. pois o art. Além disso. como na questão). exigindo-se autorização de ambos os pais. CC equipara o pseudônimo ao nome para fins de proteção civil. de autorização dos pais. admite prova em contrário) é de que ambos morreram simultaneamente (art. Portanto não há esta equiparação pela lei. Trata-se de um dispositivo referente ao Direito de Família (art. com a colação de grau superior e com o estabelecimento civil ou comercial com economia própria. A alternativa “d” também está incorreta. Prof. A letra “c” está incorreta. nos casos em que a lei autoriza a abertura de sucessão provisória.pontodosconcursos. cessando a incapacidade e ficando o menor habilitado para a prática de todos os atos na vida civil (arts. 2°. ocorreu o instituto da comociência em que se presume que a pessoa mais velha morreu primeiro. A alternativa correta trata da leitura atenta do art.br 66 . CC fala em abertura da sucessão definitiva (e não provisória. 4°.

ou de um deles na falta do outro. Belém/PA. mediante instrumento público. com ânimo definitivo. Ao ampliar suas atividades profissionais. Lauro Escobar www. Prof. c) pelo exercício de emprego público efetivo. e) pela existência de relação de emprego. desde que.pontodosconcursos. permanece no local de origem. CC determina que a emancipação. III. todas no Maranhão. empresário. e) II e IV. c) I e IV. 30. Seu ex-marido. d) II e III. onde administra diversos negócios de sua família. V. brasileiro. passa a ter atividades em São Luís/MA. Caio permanece com seu único domicílio em Belém/PA.com. o casal chega a acordo. em função dela. pode-se afirmar que I. neste caso. b) I e III. em Caxias/MA. alegando diversas violações de deveres do casamento. São considerados domicílios de Mévia as cidades de Caxias.br 67 . b) pelo casamento. onde resolve fixar residência. EXERCÍCIOS SEM COMENTÁRIOS – CESGRANRIO 01) (CESGRANRIO – BACEN – Analista do Banco Central do Brasil – 2010) Mévia. Mévia busca ampliar os seus horizontes e passa a advogar também em Imperatriz e em São Luis. ap. Imperatriz e/ou São Luis. As demais alternativas estão previstas no dispositivo citado. promove ação de separação judicial em face de seu esposo Caio. 5°. brasileira. parágrafo único. se dá se o menor tiver dezesseis anos completos. em escritório próprio. Mévia passa a residir. Caio. Caio. o menor com quinze anos completos detenha economia própria. casada. É(São) correta(s) APENAS a(s) afirmação(ões) a) I. independentemente de homologação judicial. Gabarito: “E”. com o mesmo endereço. Posteriormente. onde passa a exercer sua atividade como advogada. EXCETO: a) pela concessão dos pais. O art. economista. ambas cidades do Maranhão.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR D. d) pela colação de grau em curso de ensino superior. ampliando os seus negócios. COMENTÁRIOS. O domicílio de Mévia é unicamente Caxias/MA. sobre o domicílio de Mévia e Caio.07) (Magistratura do Trabalho – 8a Região/PA – 2011) Diz a lei que são hipóteses em que cessa a incapacidade dos menores. II. Diante do quadro acima. Caio passa a ter domicílio em Belém/PA e em São Luis/MA. residente na rua do Relógio no 15. com a separação consensual devidamente homologada em Juízo. IV.

b) abertura de conta-corrente bancária caracteriza emancipação do menor de dezoito anos. sem o apoio dos seus pais. afirma-se que a) instituições financeiras são liberadas do cumprimento de regras do Código Civil sob incapacidade. juntamente com dois amigos.br 68 .com. d) menores de dezoito anos não podem praticar atos bancários sem a representação ou a assistência dos seus representantes legais. maiores de dezoito anos. Considerando esse caso. afirma-se que a) a regularização da situação demanda prazo prescricional. cessa a incapacidade dos menores: a) pela colação de grau em curso de nível médio.pontodosconcursos. e) os negócios devem ser ratificados com a presença dos pais. dezesseis anos completos. declarados judicialmente incapazes por deficiência mental. deparando-se com diversas contas abertas em nome de menores de dezoito anos e de pessoas maiores. Entretanto. c) inexistem quaisquer irregularidades nos atos jurídicos indicados por ausência de prejuízo. c) as dívidas foram assumidas sem aquiescência dos pais. prestação de serviços e venda de peças de reposição. têm o direito de abertura de conta-corrente sem a presença dos seus representantes. e) maiores. d) os atos praticados são nulos. mas declaradas. 03) (CESGRANRIO – Advogado da Casa da Moeda – 2009) Pedro. Prof. 04) (CESGRANRIO – Analista Técnico Jurídico/Tocantins – 2004) A menoridade cessa aos dezoito anos completos. sem que seus representantes legais tivessem subscrito o contrato inicial de abertura da referida conta-corrente. passando a custear suas próprias despesas. incapazes por deficiência mental. à luz das normas do Código Civil. b) pela concessão dos pais se o menor tiver 15 (quinze) anos completos.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR 02) (CESGRANRIO – BACEN – Analista do Banco Central do Brasil – 2010) Romário. com aluguel de equipamentos. judicialmente. Lauro Escobar www. estabelece sociedade empresária responsável pela administração de lojas de informática. Indicou que isso caracteriza uma irregularidade e apresentou sugestões de treinamento para que tais fatos não mais se repetissem. Pedro adquire um automóvel ano 2009 bem como um apartamento sediado na Tijuca/RJ. é designado para analisar a correção dos critérios de abertura de conta-corrente de uma instituição financeira. Observada tal situação. b) a incapacidade do menor cessa. servidor do Banco Central. Em decorrência de tal atividade. quando a pessoa fica habilitada à prática dos atos da vida civil.

ele corresponde ao do seu representante ou assistente. d) quanto ao servidor público. c) territorialidade. a) quanto ao marítimo. e outro subjetivo. é vedado ao particular possuir domicílio profissional diverso daquele de caráter residencial. com 14 (quatorze) anos. configurado pelo animus de permanência definitiva. ele não tem ali seu domicílio porque falta o(a): a) vinculum iuris. 06) (CESGRANRIO – Estado do Amazonas – Advogado – 2005) Um estudante brasileiro passa dois anos em Paris. b) as pessoas jurídicas estatais – União. d) pelo estabelecimento comercial. de acordo com a definição de domicílio do Código Civil. ele corresponde ao lugar em que ele exercer permanentemente suas funções. d) como vigora em nosso sistema o princípio da unicidade de domicílio. cabe à autoridade pública indicar o domicílio da pessoa natural.br 69 . Muito embora lá resida e seja o centro de suas atividades estudantis.pontodosconcursos.com. a) o conceito de domicílio confunde-se com o de residência. e) unidade domiciliar. nos inovadores termos do Código Civil de 2002.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR c) pelo exercício de trabalho subordinado. cumprindo bolsa de estudos. com 16 (dezesseis) anos completos. desde que o menor. qual seja o estabelecimento físico da pessoa. Estados e Municípios – não possuem domicílio. a qual não terá direito à opção. desde que o menor. por decisão do Juiz de Menores. e) é instituto caracterizado por um elemento objetivo. e) após completar 17 anos. Prof. ele corresponde ao lugar onde ele estiver cumprindo sentença. Lauro Escobar www. tenha economia própria. ele corresponde ao lugar onde o navio estiver atracado. c) havendo pluralidade de residências. 07) (CESGRANRIO – Advogado da EPE – 2007) Assinale a afirmação INCORRETA em relação ao domicílio necessário. tenha economia própria. c) quanto ao preso. 05) (CESGRANRIO – Advogado do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES – 2005) A respeito do domicílio. marque a afirmação CORRETA. b) quanto ao incapaz. b) ânimo definitivo. em casos excepcionais. d) unidade familiar.

no Direito Civil brasileiro.com. limitados e imprescritíveis. ilimitados. a tratamento médico ou a intervenção cirúrgica. os direitos inerentes à dignidade da pessoa humana são: a) absolutos.BANCAS VARIADAS A) PERSONALIDADE A.pontodosconcursos. renunciáveis.01) (FCC – TRT/23ª Região/MT – Analista Judiciário – 2011) De acordo com o Código Civil. absolutos. cônjuge ou irmão. irrenunciáveis.br são 70 . terá domicílio apenas no lugar onde funcionar sua administração ou diretoria. salvo na seguinte hipótese: a) em vida. à sede do comando a que se encontrar imediatamente subordinado. é defeso o ato de disposição do próprio corpo. LISTA DE EXERCÍCIOS SEM COMENTÁRIOS . com objetivo científico ou altruístico e de forma gratuita. descendente. visando salvar a vida de ascendente. c) mediante escritura pública irrevogável. b) relativos. determinadas e) absolutos. irrenunciáveis. 08) (CESGRANRIO – Advogado da Transpetro – 2006) Sobre o domicílio. situações. quando ele for da Aeronáutica. mediante exigência da família e com risco de vida. d) a pessoa jurídica. limitados. intransmissíveis. d) independentemente de exigência médica. imprescritíveis. ilimitados e imprescritíveis. transmissíveis. b) a especificação do domicílio onde se exercitem e cumpram direitos e obrigações resultantes de contratos escritos é vedada aos contratantes. está correto afirmar que: a) o marítimo tem domicílio necessário no lugar onde o navio aportar. renunciáveis em renunciáveis. A. b) para se submeter. d) inatos.03) (OAB/SP – irrenunciáveis e . intransmissíveis. A. c) absolutos. intransmissíveis. ele corresponde ao lugar onde ele servir e.02) (MPE/SP – Promotor de Justiça – 2012) Por se tratar de direito da personalidade. e) para fins de transplante. ou contrariar os bons costumes. 2009) Prof. quando importar diminuição permanente da integridade física.. transmissíveis. c) o Código Civil consagra a pluralidade domiciliar.. na forma estabelecida em lei especial. ilimitados e penhoráveis.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR e) quanto ao militar. Lauro Escobar Os direitos da personalidade www. com estabelecimentos em lugares diferentes. impenhoráveis. e) a pessoa natural sem residência habitual terá por domicílio o Distrito Federal.

exceto nos serviços seletivos e especiais. d) 70 anos.04) (OAB/SP – 2009) Sobre tutela dos direitos da personalidade assinale a alternativa CORRETA: a) falecida a pessoa. mesmo quando inexistir serviços regulares. Lauro Escobar www. A. podendo o seu exercício sofrer.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR a) disponíveis. exceto nos serviços seletivos e especiais.06) (FCC – DPE/CE – Defensor Público – 2009) O envelhecimento é um direito personalíssimo e sua proteção um direito social. quando prestados paralelamente aos serviços regulares.br 71 . c) transmissíveis. b) 60 anos. c) no ordenamento jurídico brasileiro. parcialmente. quando prestados paralelamente aos serviços regulares. b) irrenunciabilidade. A. e) impenhorabilidade. b) transmissíveis. não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. cessa a possibilidade de tutela desses direitos. e) uma pessoa pode ser constrangida a submeter-se a uma intervenção cirúrgica. exceto nos serviços seletivos e especiais. o Código Civil admite a exposição da imagem da pessoa sem sua autorização.com. c) disponibilidade. Prof. razão pela qual fica assegurada a gratuidade dos transportes coletivos públicos. limitação voluntária. e) 65 anos. d) para a manutenção da ordem pública. salvo exceções previstas em lei. d) efeitos erga omnes. A. c) 65 anos. exceto nos serviços seletivos e especiais.05) (CESPE/UnB – OAB/SP – 2008) Não é própria aos direitos da personalidade a qualidade de: a) imprescritibilidade. a toda pessoa com mais de: a) 65 anos. d) intransmissíveis. mesmo que esta exponha o paciente a risco de vida. podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. quando prestados paralelamente aos serviços regulares. não se admite a possibilidade de alteração do sobrenome. ainda que prestados paralelamente aos serviços regulares. incluindo-se os serviços seletivos e especiais. b) é vedada à pessoa a disposição gratuita do próprio corpo. não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. urbanos e semiurbanos.pontodosconcursos.

se houver. o piloto e o copiloto viajavam de avião quando sofreram grave acidente aéreo. Lauro Escobar www. somente podendo ser considerado como morto presumido nos casos em que a lei autoriza a abertura da sucessão definitiva. fundamentando seu pedido na única afirmação de que recebeu a notícia do desaparecimento daquele em naufrágio de embarcação pequena. de ofício. em grande parte. Considerando essa situação hipotética. Nove corpos foram identificados e nenhum era de Pedro ou de Paulo. c) se o ausente contar com 70 anos e decorrendo cinco anos de suas últimas notícias. assinale a opção CORRETA. visto que a lei prevê a declaração de morte presumida quando esta for extremamente provável para quem estava em perigo de morte. e) o desaparecimento de Pedro e Paulo impõe preliminarmente a nomeação de curador para administrar os bens dos ausentes. que a lei considera como fato extintivo da pessoa natural. e encerrou as buscas. b) somente será considerado morto vinte anos depois de passada em julgado a sentença de abertura da sucessão provisória. e) será declarado morto apenas depois de contar oitenta anos de idade e haverem decorrido cinco anos de suas últimas notícias. deve ser declarada a ausência.09) (CESPE/UnB – TRT/1ª Região – Analista Judiciário – 2008) Antônia. d) nesse caso. A. Prof. sem decretação de ausência. A. requereu ao juiz competente para tanto que este declarasse a morte presumida de seu marido. A perícia concluiu pela impossibilidade de haver sobrevivente. carbonizados. a) essa situação configura típico caso de morte civil. esposa de Fernando. não há de se falar em comoriência. Após vinte dias. declarar ambos como ausentes e promover. a equipe de resgate havia encontrado apenas 10 corpos. provada a sua presença no local do acidente e não sendo encontrado o cadáver para exame: a) será declarado morto à vista após a confecção do Boletim de Ocorrência registrando o sinistro e de sua apresentação no Cartório de Pessoas Naturais. mediante justificação. fato que dificultou a identificação. assinale a opção CORRETA.08) (CESPE/UnB – FINEP – Financiadora de Estudos e Projetos – Analista Jurídico – 2009) Pedro. c) nessa situação. por tratar-se de circunstância vedada na legislação vigente.07) (Advogado Contencioso do BNDES – 2009) Desaparecendo alguém em uma catástrofe. Considerando essa situação hipotética. dez outras pessoas.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR A.com. ocorrido durante tempestade em alto-mar.br 72 . a) o pedido deverá ser julgado procedente. em seguida a sucessão provisória. b) trata-se de morte presumida. devendo o juiz. será declarado morto. seu filho Paulo. determinar a lavratura do assento de óbito. d) poderão os juízes togados.pontodosconcursos.

c) a lei só ressalva a possibilidade da declaração de morte presumida para as situações de desaparecidos em campanha ou prisioneiros que não forem encontrados até 2 anos após o término de uma guerra.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR b) a morte presumida só será declarada se Fernando não houver deixado procurador a quem caiba a administração de seus bens ou. requerer seja-lhe entregue a terça parte dos respectivos rendimentos desse quinhão. a partir de então. e) o pedido não deverá ser provido porque a autora da ação apenas comprovou a extrema probabilidade de morte e a situação de perigo à vida. não havendo consenso entre os herdeiros para efeito de sua divisão. após o que. perderá ele. poderá. sem. A. e ficar provado que a sua ausência foi voluntária e injustificada. ter fundado seu pedido. b) se o ausente retornar.10) (VUNESP – Magistratura do Estado do Rio de Janeiro – 2011) Considerando a jurisprudência majoritária do Superior Tribunal de Justiça. em favor do sucessor que foi imitido provisoriamente na posse do respectivo quinhão.pontodosconcursos. a) é imprescritível. considerar-se-á. este não queira continuar exercendo sua obrigação. A. o juiz. com o decurso de um ano. quando julgar conveniente. a sua parte nos frutos e rendimentos. ordenará a conversão dos bens imóveis em títulos garantidos pela União. em razão de não ter possibilidade de prestar caução ou garantias para assegurar a si o exercício da posse do quinhão que lhe tocaria por sucessão do ausente. justificando falta dos respectivos meios. d) no caso. d) se durante a posse provisória surgir elementos que indiquem a época provável do falecimento do ausente. assinale a alternativa correta quanto ao direito de ser reconhecido como filho. c) somente pode ser intentada após a ação de anulação de registro. c) antes da partilha. Prof. a contar da maioridade ou emancipação do filho.com. Assinale-a: a) o excluído da posse provisória. também. apenas uma alternativa é CORRETA. será declarada a morte presumida de Fernando. no esgotamento das buscas e averiguações levadas a cabo para encontrar o desaparecido. b) prescreve em quatro anos. a consequência do provimento do pedido será a arrecadação de bens e nomeação de curador. mediante a ação própria de investigação de paternidade. d) somente pode ser proposta se vivo o pai.11) (FUMARC – TJ/MG – Técnico Judiciário – 2012) Em se tratando dos bens do ausente.br 73 . aberta a sucessão em favor dos herdeiros que o eram àquele tempo. no entanto. por se tratar de direito personalíssimo. caso tenha deixado procurador. relativamente à sucessão provisória. Lauro Escobar www.

o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria. sem prejuízo de outras sanções previstas em lei. sem desenvolvimento mental completo.12) (IESES – TJ/RO – Titular de Serviços de Notas e de Registros – 2012) Assinale a assertiva CORRETA. pela existência de relação de emprego. de juiz competente. para os menores a incapacidade. A. prevê que o casamento civil faz cessar para os menores a incapacidade. no art. b) são absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os excepcionais. 5°. em sentença. Lauro Escobar www. a) o prenome é modificável em razão de fundada coação ou ameaça decorrente da colaboração com a apuração de crime. não for encontrado até um ano após o término da guerra. d) está correta a assertiva I. a direito da personalidade. Prof. e reclamar perdas e danos. A união estável também faz cessar a incapacidade do menor de 18 anos. por determinação. desde que. terá legitimação para requerer a medida prevista neste artigo o cônjuge sobrevivente. o divorciado voltará a ser incapaz até que complete aquela idade. desaparecido em campanha ou feito prisioneiro. O menor de 18 anos casado e que não tenha filhos poderá realizar o divórcio consensual através de escritura pública independentemente da autorização dos seus pais. ou a lesão. Portanto: I.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR A. ouvido o Ministério Público. d) pode-se exigir que cesse a ameaça. assinale a afirmativa INCORRETA. sendo que em tratando de morto. c) pode ser declarada a morte presumida.pontodosconcursos. II. IV. ou qualquer parente em linha reta.com.br 74 . Assinale a alternativa CORRETA: a) estão corretas as assertivas I. II e III. c) estão corretas as assertivas I. Se realizado o divórcio antes de completar 18 anos. b) o nome civil é considerado direito da personalidade e é matéria de ordem pública. segundo o que estabelece o Código Civil para as situações mencionadas: a) cessará. em função desta. A. O casamento do menor de 18 anos pode ser anulado diretamente no cartório enquanto não completar aquela idade. ou colateral até o terceiro grau.13) (IESES – TJ/RN – Titular de Serviços de Notas e Registros – 2012) O Código Civil. b) todas as assertivas estão corretas. III e IV.14) (FGV – MPE/MS – Analista/Direito – 2013) Com relação ao nome civil. sem decretação de ausência se alguém. III.

d) o nome civil da pessoa natural é composto pelo prenome e pelo sobrenome. podendo ainda possuir um agnome.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR c) o prenome será necessariamente composto. A. pois possui um imóvel nesta cidade. d) somente o item V está incorreto. e) todas as alternativas estão corretas. c) Felipe não tem domicílio profissional em Dourados. cidade próxima de Campo Grande. Os silvícolas.com. só teve uma semana para arrumar a casa nova. pernoitando em Brasília.br 75 . Os maiores de 80 anos. pois pernoitou nesta cidade. II. não tiveram o necessário discernimento para a prática desses atos. II e IV são considerados corretos. no caso de gêmeos. deixando a casa de Salvador fechada. apesar de trabalhar nesta cidade. V. com idêntico prenome. a) Felipe mudou de morada ao se transferir para o Campo Grande/MS. e) o sobrenome só pode ser modificado em decorrência de casamento ou divórcio. Os menores de 16 anos. ASSINALE: a) os itens I. Os que. IV e V estão corretos.15) (FGV – MPE/MS – Analista/Direito – 2013) Felipe reside e é proprietário de uma casa em Salvador. ao se transferir para Campo Grande/MS.pontodosconcursos. Os que. Ele recebeu uma proposta de trabalho irrecusável e decidiu se mudar para Campo Grande/MS. B) CAPACIDADE B. b) Felipe está domiciliado em Brasília. III. não puderem exprimir sua vontade. Chegando a Campo Grande/MS. Prof. pois já começou a trabalhar em Dourados como advogado. onde residirá e trabalhará em Dourados. Lauro Escobar www. e) Felipe alterou o seu domicílio de forma voluntária. por causa transitória. ele resolveu fazer o trajeto de Salvador até Campo Grande/MS de carro. assinale a afirmativa CORRETA. Após despachar todos os seus pertences para Campo Grande/MS. b) somente o item I está correto. IV. por enfermidade ou deficiência mental. Considerando o contexto fático apresentado. c) os itens I.01) São consideradas absolutamente incapazes pela atual legislação civil: I. d) Felipe ainda está domiciliado em Salvador.

por enfermidade ou deficiência mental. não tiverem o necessário discernimento para os atos da vida civil. Tal disposição legal configura a exigência de que o agente: a) tenha capacidade de gozo ou de direito. os que. sem desenvolvimento mental completo. para a validade na realização de um ato jurídico.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR B. c) é pessoa relativamente incapaz. não puderem exprimir sua vontade.03) É INCORRETO afirmar que são incapazes. d) os pródigos.05) (Magistratura – São Paulo – Concurso 171) O Código Civil exige. que o agente seja capaz. sendo que por esse motivo não teve o seu registro de nascimento realizado: a) por não ter sido registrada ainda. por enfermidade ou deficiência mental.pontodosconcursos. d) 16 anos. c) seja pessoa física. d) é pessoa absolutamente incapaz. d) mesmo menor de 16 anos. b) é pessoa plenamente capaz. b) 18 anos. B. os que somente não puderem exprimir sua vontade. e) 16 anos. tenham o discernimento reduzido. os pródigos. b) os excepcionais. B. Prof. em razão e por causa permanente. os que por enfermidade ou deficiência mental.br 76 . pois não há registro retroativo.04) Uma pessoa com dezenove anos de idade. não tiverem o necessário discernimento para os atos da vida civil. os ébrios habituais. B. c) somente tenha sempre mais de 18 anos. os que mesmo por causa transitória. e) não será considerada pessoa. relativamente a certos atos ou à maneira de exercê-los: a) os ébrios habituais e os que. por deficiência mental. c) os maiores de 14 e menores de 18 anos. não tiverem o necessário discernimento para os atos da vida civil. seja assistido por seu representante legal. os toxicômanos. dotado de personalidade jurídica. b) tenha capacidade de fato ou exercício. Lauro Escobar www. os excepcionais sem desenvolvimento mental completo.02) São absolutamente incapazes os menores de: a) 16 anos. nem mesmo se for registrada. não existe juridicamente como pessoa natural. os pródigos.com. e) os viciados em tóxicos que por este motivo tenham o discernimento reduzido. que sempre trabalhou na roça. os que. c) 16 anos.

III. Os idosos internados em instituição de longa permanência. em regime prisional fechado. mas a lei põe a salvo. c) tal venda é nula pode determinação expressa da lei. não puderem exprimir sua vontade. após o trânsito em julgado da sentença penal condenatória. II e III. desde a concepção. a) da pessoa natural inicia-se com o nascimento com vida.07) (MPE/SP – Promotor de Justiça – 2012) São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil: I. II. representado por curador especial. Os presos.. Está correto o que se afirma APENAS em a) III e V. Em relação a tal venda. b) da pessoa moral inicia-se com o nascimento com vida.br 77 . c) I. os direitos do nascituro. d) II. Com o casamento de Raul em vista.. por enfermidade ou deficiência mental. c) é relativa entre os dezesseis e vinte e um anos de idade e absoluta a partir de então. uma vez que há conflito de interesses. V. Lauro Escobar www. b) I. B. e) I. d) o absolutamente incapaz deverá anuir à venda para que essa seja válida. Prof. B. não tiverem o necessário discernimento para a prática desses atos. mesmo por causa transitória. é correto afirmar que: a) o absolutamente incapaz pode ser assistido pelo pai no ato de prestar anuência à venda.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR B.08) (FCC – Magistratura do Trabalho – 20ª Região/SE – 2012) Alberto é viúvo e possui dois filhos.pontodosconcursos.06) (FCC – Defensoria Pública do Estado do Ceará – 2009) A capacidade de fato. Os menores de 16 (dezesseis) anos. os direitos do nascituro. porque seus interesses são colidentes com os do pai. IV e V. e) não se apura exclusivamente com base no critério etário. sem necessidade de que seja representado. Os que. Bernardo de 14 anos e Raul de 20 anos. desde a concepção. Alberto pretende vender-lhe um imóvel de sua propriedade. b) a celebração de venda depende de anuência pessoal do filho menor. d) será absoluta a partir dos dezoito anos incompletos e não é perdida em razão do envelhecimento. II. mas a lei põe a salvo. IV e V. IV.com. III e IV. Os que.

c) qualquer das residências. d) o local onde estiver residindo há mais tempo. após aprovação em concurso. e) somente se o imóvel for de sua propriedade. b) o local de sua propriedade em que começou a residir em primeiro lugar. bastando a aceitação apenas do filho comprador. IV. Prof. C. c) considera-se nula de pleno direito a cláusula que estabelece foro de eleição em contratos de adesão celebrados por consumidor que seja pessoa física. a lei civil optou por acolher a unidade de domicílio em oposição à pluralidade adotada em outros ordenamentos. Pessoa que tenha diversas moradas. d) o domicílio da pessoa jurídica que possui estabelecimentos em cidades diferentes corresponde à localidade onde funciona a administração.02) (CESPE/UnB – TJ/RO – Analista Judiciário – Oficial de Justiça – 2012) Assinale a opção CORRETA acerca do domicílio. C) DOMICÍLIO C.03) (CESPE – Defensor Público Estadual/PI – 2009) A respeito do domicílio civil.br 78 . Lauro Escobar www. O domicílio do servidor público é o local onde ele exerce suas funções com caráter de permanência. no qual se sabe que pernoita. de modo que o exercício de cargo de confiança em caráter transitório não modifica o domicílio original.pontodosconcursos. b) o domicílio da pessoa natural que não possui residência determinada ou cuja residência seja de difícil identificação é determinado por eleição. julgue os itens seguintes. a) caso uma pessoa tome posse em cargo público. Estão certos apenas os itens a) I e II. desde sua celebração. II. pode ser demandada onde se encontre.com. I. O seu domicílio poderá ser: a) a localidade em que por último passou a residir. b) I e III.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR e) a venda é plenamente válida. Se alguém puder ser encontrado habitualmente em determinado endereço. conforme a teoria do domicílio aparente. Ao estabelecer os requisitos para determinação do domicílio civil. ela não perderá automaticamente o domicílio que antes possuía.01) (FCC – TRT/16a Região/MA – Analista Judiciário – 2009) Pessoa que seja possuidora de duas residências regulares. C. III. e) o domicílio da pessoa natural que possui diversas residências onde vive alternadamente corresponde ao centro de ocupação habitual. sem que se consiga detectar qualquer habitualidade na sua permanência em qualquer uma delas. afastando-o do conceito de residência. este será seu domicílio.

Lauro Escobar www. pode ser demandada no domicílio de seus pais. Suponha que Renato. Aduziu Osdro ser órfão de pai e mãe. A pessoa natural que possui mais de um domicílio profissional pode ser demandada em qualquer um desses locais. dirige-se ao Banco OG S/A.pontodosconcursos. passe dois finais de semana por mês naquela em que vive com sua família. estando sob a guarda de sua tia Elena. Considere que Maurício. independentemente de haver correspondência entre a relação profissional e os diversos lugares onde se exerce a profissão. se lá for encontrada. pretenda ajuizar ação com o objetivo de ver declarada a nulidade de uma cláusula da convenção de condomínio do prédio em que mora. III e IV. II. IV. com dezesseis anos de idade. II e IV. III. Estão certos apenas os itens a) I e II. caso comparecessem ao local seus pais ou. C. É surpreendido com a informação do gerente do Banco de que somente poderia realizar o ato. A pessoa natural que não possuir residência habitual. advogado. d) I. Nessa situação. I. mesmo mantendo mais de uma residência. Diante de tal enunciado. o único domicílio de Maurício é a casa em que vive com a família.04) (CESPE/UnB – TRT/1ª Região – Analista Judiciário – Execução de Mandados – 2008) Com base no que determina o CC. A mudança de domicílio é determinada pela transferência de residência com a intenção manifesta de mudar-se. d) II e V. julgue os itens a seguir. Nessa situação. c) II e IV. e) II. o que se pode demonstrar tanto pelas circunstâncias da própria alteração de endereço como por declarações feitas à municipalidade dos lugares. pois é advogado e atuará em causa própria. analise as afirmativas a seguir. sua tutora.br 79 . V. b) I e IV. e) III e V.com. Renato pode declarar como domicílio o seu domicílio profissional.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR c) III e IV. os seus representantes legais.01) (ISAE – Procurador da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas – 2012) Osdro. Prof. D) EMANCIPAÇÃO D. vez que pretende estabelecer-se como empresário no ramo de vestuário. acerca do domicílio das pessoas naturais. com o intuito de efetuar contrato de conta-corrente. na ausência deles.

d) se somente as afirmativas II. cessou a incapacidade para os atos da vida civil para: a) Maria e Mônica. Havendo guarda judicial. já que com o divórcio a emancipação perdeu seus efeitos. Pode-se afirmar que o contrato é: a) nulo em virtude da incapacidade de Flávia. V. sem a assistência de seus pais. haveria emancipação do menor. II e III forem verdadeiras. D. b) se somente as afirmativas III e IV forem verdadeiras. divorciada. c) Maria.br 80 . D. b) Maria e Mariana. Mariana e Mônica são menores de idade.pontodosconcursos. Assinale: a) se somente a afirmativa I for verdadeira.com. Prof. d) o casamento.02) (FCC – TRF/1ª Região – Analista Judiciário – 2008) Maria. Aos menores são permitidos alguns atos civis autonomamente. já que com o divórcio a emancipação perdeu seus efeitos. III. e) Maria. IV e V forem verdadeiras.03) É considerado como uma das formas de emancipação: a) o contrato de trabalho. Somente após caracterizados os atos como empresário é que ocorreria a emancipação. b) o ingresso em curso superior. Mariana exerceu emprego público transitório e Mônica colou grau em curso de ensino médio. Caso fosse realizado o contrato de abertura de conta-corrente. celebra um contrato de locação de um imóvel de sua propriedade.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR I. e) o consentimento do tutor mediante instrumento público. e) se todas as afirmativas forem verdadeiras. b) anulável em virtude da incapacidade de Flávia. como aquisição de bens de pequeno valor. II. D.04) Flávia. c) o exercício do direito ao voto. Mariana e Mônica. Considerando-se que Maria contraiu matrimônio com João. o tutor deve assistir a pessoa protegida. em atos negociais. c) se somente as afirmativas I. com dezessete anos de idade. IV. Pessoas com dezesseis anos de idade podem praticar atos bancários sem a representação ou assistência dos seus representantes legais. Lauro Escobar www. d) Mônica.

07) (Magistratura do Trabalho – 8a Região/PA – 2011) Diz a lei que são hipóteses em que cessa a incapacidade dos menores. o mesmo não se dá quanto ao pseudônimo utilizado em atividades lícitas. ouvido o tutor. d) pela colação de grau em curso de ensino superior. b) pelo casamento. com o casamento. não afeta a aptidão para o gozo de direitos. desde que com autorização dos pais ou responsáveis.pontodosconcursos. ocorreu o instituto da comociência em que se presume que a pessoa mais velha morreu primeiro. e) se dois indivíduos falecerem na mesma ocasião. EXCETO: a) pela concessão dos pais. e) os viciados em tóxicos relativamente incapazes. d) válido. nos casos em que não há poder familiar. quanto aos ausentes. nos casos em que a lei autoriza a abertura de sucessão provisória. b) a emancipação pode se dar com a concessão dos pais. de acordo com a legislação em vigor. pois Flávia está emancipada. d) a mulher pode casar-se com 16 anos. ao contrário da incapacidade absoluta. desde que tenha 16 anos completos. uma vez que o exercício será sempre possível com a representação.05) Assinale a alternativa INCORRETA: a) a incapacidade relativa. equiparado ao nascituro. entre as alternativas seguintes. com emprego público efetivo. mediante instrumento público. D. pois em qualquer locação de imóvel basta a idade de dezesseis anos do locador para sua validade. independentemente de homologação judicial. e) válido. c) pelo exercício de emprego público efetivo. b) a emancipação do menor pode ser obtida com a relação de emprego que proporcione economia própria. c) o embrião fecundado in vitro e não implantado no útero materno é sujeito de direito. considerando as normas do Código Civil em vigor. e os alcoólatras são considerados como D.com. Lauro Escobar www. c) pode ser declarada a morte presumida. pois Flávia não atingiu a maioridade. d) embora o nome de uma pessoa goze de proteção legal. Prof. sem decretação da ausência se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida. com a sentença do Juiz. com a colação de grau superior e com o estabelecimento civil ou comercial com economia própria. ou de um deles na falta do outro.06) Assinale. presume-se esta.br 81 . a CORRETA. a) a existência da pessoa natural termina com a morte. D.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR c) nulo.

02) E A.07) B D. desde que.08) B B.01) D A.12) A B.com. Lauro Escobar www.05) B D.11) B B.05) C B.06) E D.07) D B.08) D Prof.13) D C.02) A A.04) E A.br 82 .pontodosconcursos.15) E C.02) E A.03) D A. em função dela.03) D A.06) A B.04) D C.09) E B.05) A A.03) C A.03) C D.01) A A.04) B D.01) C A.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR e) pela existência de relação de emprego.02) C D.01) C A. o menor com quinze anos completos detenha economia própria.10) A B.04) D A.06) B A.14) E C. GABARITO “SECO” – CESGRANRIO 01) E 05) E 02) D 06) B 03) B 07) A 04) D 08) C GABARITO “SECO” (Variadas Mais Atuais) A.