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DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN

PROFESSOR LAURO ESCOBAR

AULA 04

DOS BENS

Itens previstos no último edital que serão abordados nesta aula

Bens. Espécies. Coisas fora do comércio. Bem de família.
Subitens → Bens: diferentes classes de bens. Conceito. Espécies. Classificação
Geral: considerados em si mesmos; reciprocamente considerados; considerados
em relação ao titular da propriedade; considerados quanto à possibilidade de
comercialização. Bem de família legal e bem de família convencional.
Legislação a ser consultada

→ Código Civil: arts. 79 a 103. Lei n°

8.009/90: da impenhorabilidade do bem de família.

ÍNDICE
Introdução ............................................................................................ 01
A problemática da conceituação ........................................................ 02
Classificação supralegal: bens corpóreos e incorpóreos ........................ 02
Classificação Legal ................................................................................ 03
Bens considerados em si mesmos ...................................................... 04
Bens reciprocamente considerados ................................................... 14
Bens considerados em relação ao titular do domínio ......................... 18
Bens considerados em relação à possibilidade de negociação ........... 22
Bens de Família ................................................................................. 22
Bens gravados com cláusula de inalienabilidade ................................ 27
RESUMO DA AULA .................................................................................. 27
Bibliografia Básica ................................................................................. 32
EXERCÍCIOS COMENTADOS ................................................................... 33

INTRODUÇÃO
Como já sabemos, uma relação jurídica envolve três elementos: as
pessoas, os bens e o vínculo. Enquanto no tema “pessoas” nós estudamos os
sujeitos de direito, ou seja, quem pode ser considerado sujeito de direitos e
deveres na ordem civil, no tema de hoje analisaremos o quê pode ser objeto

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do Direito. Assim, a relação jurídica entre dois sujeitos tem por objeto os bens
sobre os quais recaem direitos e obrigações.
Atenção
Há muita divergência doutrinária acerca da utilização das
expressões coisa e bem. Alguns autores conceituam coisa como tudo o que
existe objetivamente no Universo (com a exclusão da pessoa natural) e que
pode satisfazer a uma necessidade humana. Já bem é designado para a
conceituação de uma coisa útil ao homem, economicamente apreciável ou
valorável e suscetível de apropriação. Desta forma coisa seria o gênero (tudo
que existe na natureza) e bem a espécie (que proporciona ao homem uma
utilidade, sendo apreciável economicamente e suscetível de apropriação). No
entanto outros autores fornecem conceitos completamente inversos de bem e
coisa. Para eles bem seria um gênero que se divide em bens imateriais e bens
materiais, estes sim, considerados como coisa. Finalmente há os que
entendem que entre bens e coisas há uma sinonímia. De fato, o próprio Código
não é uniforme, pois utiliza a expressão “bem” na Parte Geral e passa a utilizar
“coisa” na Parte Especial, quando trata da propriedade.
Atenção! Isso já caiu em concurso
Apesar de toda essa discussão
doutrinária, a ESAF, na prova para MDIC (Analista de Comércio Exterior),
realizada em 2012, considerou como correta a seguinte afirmação: “Coisas e
bens são conceitos que não se confundem, embora a coisa represente espécie
da qual o bem é gênero. A honra, a liberdade, a vida, entre outros,
representam bens sem, no entanto, serem considerados coisas”. Houve
recurso, porém a questão foi mantida... No meu entendimento, questões como
essas deveriam ser evitadas... caindo, deveriam ser anuladas. Mas como já
caiu e não foi anulada, é prudente seguir o que as bancas estão pedindo: “bem
é gênero; coisa é espécie de bem" (particularmente eu discordo... mas
enfim...).
Vamos então ficar com a expressão BENS, mais ampla e
genérica, conceituando como sendo valores materiais ou
imateriais que podem ser objeto de uma relação de direito.
CLASSIFICAÇÃO INICIAL
Definida a expressão que vamos usar e o seu conceito, vamos agora
falar sobre sua classificação. A primeira delas não está prevista expressamente
no Código Civil. Esta importante divisão é feita pela doutrina, classificando os
bens em:
Corpóreos (sinônimos: materiais, tangíveis ou concretos): aqueles que
possuem existência física ou material; podem ser tocados e são visíveis,
percebidos pelos sentidos (ex.: terrenos, edificações, joias, veículos,
dinheiro, livros, etc.).
Incorpóreos (sinônimos: imateriais, intangíveis ou abstratos): aqueles
que não existem fisicamente, pois possuem uma existência abstrata. No
entanto podem ser traduzidos em dinheiro, possuindo valor econômico e
sendo objeto de direito. Ex.: no caso de um programa de computador
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(software), o importante não é o CD ou o meio que o contém, mas sim a
produção intelectual de quem elaborou o programa. Outro exemplo:
ainda que dois produtos sejam idênticos, um consumidor pode decidir
comprar de acordo com a marca do produto, pois esta lhe transmite
maior sensação de confiança no produto. Muitas vezes o importante não é
a característica material ou física do produto, mas sim a própria marca. Por
isso é que as empresas investem na criação e desenvolvimento de uma
marca, que pode ajudá-la a conquistar o consumidor e aumentar seus
lucros. O mesmo ocorre com o nome de uma empresa. Outros exemplos:
propriedade literária e/ou científica, direitos autorais, propriedade industrial
(marcas de propaganda, logotipos, patentes de fabricação), concessões
obtidas para a exploração de serviços públicos, fundo de comércio (ponto
comercial), etc.
Na prática os bens corpóreos são objetos de contrato de compra e
venda, enquanto os bens incorpóreos são objetos de contratos de cessão
(transferência a outrem). Mas ambos podem integrar o patrimônio de uma
pessoa.
PATRIMÔNIO JURÍDICO
Anteriormente dizia-se que patrimônio era a representação econômica da
pessoa. Atualmente afirma-se que é uma universalidade de direitos e
obrigações (cada pessoa possui apenas um patrimônio). Trata-se, portanto,
do conjunto das relações jurídicas ativas e passivas (abrange bens, direitos e
obrigações) de uma pessoa (natural ou jurídica), apreciável economicamente.
Inclui-se a posse, os direitos reais, as obrigações e as ações correspondentes.
O patrimônio é composto de elementos ativos ou positivos (bens e direitos) e
passivos ou negativos (obrigações). Patrimônio positivo é aquele em que o
ativo é maior que passivo (falamos em solvente). O patrimônio do devedor
responde por suas dívidas e constitui garantia geral dos credores.
Patrimônio negativo (insolvente) é aquele em que as dívidas superam os
bens e direitos.
PATRIMÔNIO
Bens e Direitos (a receber)

Obrigações (a serem pagas)

Só para completar o tema: alguns autores admitem a existência do
chamado “patrimônio moral”, que seria o conjunto de direitos da
personalidade. Outros se referem ao chamado “patrimônio mínimo”, que, em
respeito ao princípio da dignidade, cada pessoa deve ter resguardado pela lei
civil um mínimo de patrimônio.
CLASSIFICAÇÃO LEGAL DOS BENS

Bens considerados em si mesmos: móveis ou imóveis; fungíveis
ou infungíveis, consumíveis ou inconsumíveis, divisíveis ou
indivisíveis; singulares ou coletivos.
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Bens reciprocamente considerados: principais ou acessórios
(frutos, produtos, pertenças e benfeitorias).

Bens considerados em relação ao titular do domínio: públicos
(uso comum do povo, uso especial e dominicais), particulares e res
nullius.

Bens considerados quanto à possibilidade de alienação: bens
que estão fora do comércio.

Vejamos agora cada uma dessas espécies de forma minuciosa.

I. BENS CONSIDERADOS EM SI MESMOS
I.1 – BENS QUANTO À MOBILIDADE (arts. 79/84, CC)
A) BENS IMÓVEIS (arts. 79/81, CC)
São aqueles que não podem ser removidos ou transportados de um lugar
para o outro sem a sua destruição ou alteração em sua substância. Ocorre que
com avanço da engenharia e da ciência em geral esse conceito perdeu parte de
sua força. Atualmente há modalidades de imóveis que não se amoldam
perfeitamente a este conceito (ex.: edificações que, separadas do solo,
conservam sua unidade, podendo ser removida para outro local – arts. 81, I e
83, CC). Os bens imóveis também são chamados de “bens de raiz” e podem
ser divididos em:
1. Por Natureza (ou por essência): é o solo (terreno) e tudo quanto
se lhe incorporar naturalmente (árvores, frutos pendentes, etc.), mais
adjacências (espaço aéreo e subsolo). Alguns autores entendem que apenas o
solo seria bem imóvel por natureza. Os acessórios e as adjacências seriam
bens imóveis por acessão natural.
O art. 1.229, CC dispõe que a propriedade do solo abrange a do espaço
aéreo e a do subsolo correspondente em altura e profundidade úteis ao seu
exercício. Quem compra um sítio é o proprietário do subsolo? Resposta para o
Direito Civil: SIM!! O proprietário do solo é também proprietário do subsolo (e
do espaço aéreo), especialmente para construção de passagens, garagens
subterrâneas, porões, adegas, etc. No entanto esta regra pode sofrer algumas
limitações. Pelo art. 176, CF/88, as jazidas, os recursos minerais e hídricos,
embora sejam considerados como bens imóveis, constituem propriedade
distinta da do solo, para efeito de exploração ou aproveitamento, ficando sob o
domínio (propriedade) da União. Lógico que é difícil alguém comprar um
terreno e nele “achar” uma mina de ouro ou de diamantes ou mesmo um
lençol petrolífero. No entanto se isso ocorrer, esta pessoa não será o “dono”
deste recurso mineral.
2. Por Acessão Física, industrial ou artificial (acessão quer dizer
aumento, acréscimo ou aderência de uma coisa a outra): trata-se de tudo
quanto o homem incorporar permanentemente (o que não significa
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eternamente) ao solo, não podendo removê-lo sem destruição, modificação ou
dano. Abrange os bens móveis que, incorporados ao solo pelo trabalho do
homem, passam a ser bens imóveis. Exemplos clássicos genéricos:
construções e plantações. Ex.: um caminhão de tijolos, cimento, caibros,
etc. são bens móveis; quando se realiza uma construção, sendo incorporados
ao solo pela aderência física, passam a ser imóveis, pois não podem ser
retirados sem causar dano à construção onde estão. Outros exemplos:
sementes lançadas ao solo ou as plantações (café, cana, etc.), as construções
de uma forma geral (edifícios, casas, pontes, viadutos, etc.) e seus acessórios
(ex.: piscina, garagem). Nos termos do art. 81, CC, não perdem o caráter
de imóvel (ou seja, continuam sendo imóveis):
a) edificações que, separadas do solo, mas conservando a sua unidade,
forem removidas para outro local (ex.: “casa pré-fabricada” transportada de
uma localidade para outra).
b) materiais provisoriamente separados de um prédio para nele se
reempregarem (telhas retiradas de uma casa para reforma do telhado,
sendo reempregadas posteriormente).
3. Por Acessão Intelectual (ou por destinação do proprietário): são os
bens móveis que aderem a um bem imóvel pela vontade do dono, para dar
maior utilidade ao imóvel (a coisa deve ser colocada a serviço do imóvel e não
da pessoa). Trata-se de uma ficção jurídica. Ex.: um trator destinado a uma
melhor exploração de propriedade agrícola, máquinas de uma fábrica têxtil,
para aumentar a produtividade da empresa, veículos, animais e até objetos de
decoração de uma residência. O Código Civil atual não acolhe mais essa
classificação em relação a bens imóveis. Seguindo a doutrina moderna sobre o
tema, o Código qualifica esses bens como pertenças, onde a coisa deve ser
colocada a serviço do imóvel e não da pessoa, constituindo, portanto, a
categoria de bens acessórios (que veremos mais adiante). Vejam que a
imobilização não é definitiva neste caso; o bem poderá voltar a ser móvel, por
mera declaração de vontade quando não for mais usá-lo para fim a que se
destinava.
Atenção
Embora o atual Código não use mais o termo acessão
intelectual (mas sim pertença) o aluno deve ficar “ligado” na forma como foi
redigida a questão. Como alguns autores ainda a mencionam, é possível que
em uma questão, estando todas as demais alternativas errada, por exclusão, a
resposta certa seja “acessão intelectual”.
4. Por Disposição Legal: são bens que são considerados imóveis
somente porque o legislador assim resolveu enquadrá-los (ficção jurídica),
possibilitando, como regra, receber maior segurança e proteção jurídica nas
relações que os envolve. São eles:

Direito à sucessão aberta. Falecendo uma pessoa, mesmo que a
herança seja formada apenas por bens móveis, o direito à sucessão será
considerado como um bem imóvel. Ex.: uma pessoa faleceu e deixou um
carro, uma joia e dez mil reais em uma conta-poupança. É aberto o
processo de inventário. O conjunto dos bens deixados pelo falecido (de
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carneiros. transportados. inciso IX e 176. Ex.). etc. os animais de uma forma geral (bois. 84.). livro. Assim. sem alteração da substância ou da destinação econômico-social.). transformação em lenha. • Direitos reais sobre os imóveis (ex. A lei. de usufruto. etc. B) BENS MÓVEIS (arts. não perdem o caráter de imóveis. 82/84.). em razão de sua finalidade. Se a intenção é reempregá-los a seguir em outra construção. Somente após a partilha é que os bens serão considerados de forma individual. como uma ação reivindicatória da propriedade. Podemos classificá-los em: 1) Móveis por Natureza: são os bens que podem ser transportados de um local para outro sem a sua destruição por força alheia ou que possuem movimento próprio. Ex.: uma árvore é um bem imóvel.: direito de propriedade. no entanto ela pode ser plantada especialmente para corte futuro (fábrica de papel. ainda são considerados como bens móveis. Outros exemplos: os frutos de um pomar que ainda estão no pé. ainda que temporariamente imóvel isto não lhe retira o seu caráter de bem móvel. hipotecária. Força alheia: são os bens móveis propriamente ditos (carro. CC) São aqueles que podem ser removidos. Após a construção passam a ser imóveis. uso. • Jazidas e as quedas d’água com aproveitamento para energia hidráulica são consideradas bens distintos do solo onde se encontram (arts. Portanto. Lauro Escobar www. enfiteuse.br 6 . mas sim o direito à herança como uma unidade. de um lugar para outro. CF/88). Prof. Observações Os materiais destinados à construção enquanto não forem empregados nesta construção. • Penhor agrícola e as ações que o asseguram. cadeira. Força própria (suscetíveis de movimento próprio): são os semoventes. CC).pontodosconcursos. 2) Móveis por Antecipação: a vontade humana pode mobilizar bens imóveis em função da sua finalidade econômica. perdem a qualidade de imóvel e passam a ser bens móveis (art. para dar maior segurança às relações jurídicas. Encaixam aqui também as ações que asseguram os bens imóveis. Materiais provenientes de demolição e que não serão reempregados. habitação. cavalos. etc.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR cujus) é chamado de espólio. o que se considera imóvel não é o direito aos bens que compõe a herança. etc. joias. etc. servidão predial. mas destinados à venda (safra futura). ou seja. embora seja fisicamente um imóvel ela tem uma finalidade última como bem móvel. etc. E este tem a natureza de bem imóvel por força de lei.com. por força própria ou estranha. 20. trata os direitos reais sobre bens imóveis com se imóveis fossem.: comprei um “milheiro de tijolos”. pedras e metais aderentes ao imóvel. superfície. enquanto eu não empregar estes tijolos na obra eles são bens móveis. Caso ocorra uma demolição e eles não sejam reempregados em outra construção voltam a ser móveis.

em uma compra e venda de bens móveis.: direito de propriedade e de usufruto sobre bens móveis.245. no sentido de se constituírem num centro de relações e interesses. quando a corrente passa do fornecedor ao consumidor – trata-se do famoso “gato” ou “gambiarra”). etc. somente com a entrega destes é que se adquire a sua propriedade. 1. Apesar de pela sua natureza e essência serem fisicamente bens móveis (pois podem ser transportados de um local para outro). 83. Ex. CC). Podem ter projeção territorial no mar e no ar (território ficto). 155. embora não seja um bem corpóreo. Notem que a lei menciona “energias”.: o sêmen de um touro reprodutor premiado é considerado energia biológica. etc. exceto se o regime de bens escolhido pelo casal for o da separação absoluta de bens (art. c) direitos pessoais de caráter patrimonial e as respectivas ações. O navio tem nome e o avião marca.pontodosconcursos. Já os bens imóveis são adquiridos com o Registro ou transcrição do título da escritura pública no Registro de Imóveis (art. A outorga pode ser: Prof. Enquanto não houver o registro do título. o vendedor continua sendo o proprietário do imóvel. como se fossem sujeitos de direitos.610/98). CC).647.br 7 .). 2) Outorga Os bens imóveis não podem ser vendidos. Observem que o art. Ambos têm nacionalidade. pois não existe apenas a energia elétrica. propriedade industrial (direitos oriundos do poder de criação e invenção da pessoa). 3° da Lei n° 9.: desvio do medidor. prazos de usucapião e os direitos reais. possuindo identificação e individualização próprias. podendo ser objeto do crime de furto (ex. Atenção Os navios e aeronaves são bens móveis ou imóveis? A doutrina os classifica como bens móveis especiais ou sui generis. Importância prática na distinção entre Imóveis X Móveis Os bens imóveis se distinguem dos móveis pela: forma de aquisição da propriedade. são tratados pela lei como se fossem imóveis. Ou seja. d) ainda incluem-se: direitos autorais (art. 1. pois necessitam de registro especial e admitem hipoteca. necessidade ou não de outorga. b) direitos reais sobre bens móveis e as ações correspondentes (ex. Portanto. Lauro Escobar www. embora não tenham personalidade jurídica. doados ou hipotecados por pessoa casada sem a outorga do outro cônjuge. cuidado com a forma como a questão foi elaborada. é considerada pela lei como sendo um bem móvel. Já os bens móveis não necessitam dessa outorga. Alguns autores os consideram como quase pessoa jurídica.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR 3) Móveis por Determinação Legal: O art. CC considera como bens móveis para efeitos legais: a) as energias que tenham valor econômico: a energia elétrica. Vejamos: 1) Formas de aquisição da propriedade A principal forma de se adquirir a propriedade dos bens móveis é com a tradição. quotas e ações de capital em sociedades.com. §3° do Código Penal também a equipara com um bem móvel.

sem boa-fé. em regra. Trata-se do art. • 10 anos: sem justo título. a mulher assina a documentação para a venda do imóvel. desde que resida no local ou tenha realizado investimento de interesse social e econômico.br 8 . A Constituição Federal (e o próprio Código Civil) estabelecem outras formas de usucapião de bens imóveis. desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural”. ou seja. maiores. • Uxória: a mulher concede ao homem. ou seja. Concluindo. Na boa-fé o possuidor está convicto que a sua posse não prejudica ninguém e desconhece eventuais vícios que lhe impedem a aquisição do domínio. Trata-se de um bem imóvel? –Sim! Trata-se de proprietário casado em regime de bens que não seja separação total de bens? –Sim! Logo essa pessoa irá necessitar da outorga (ou vênia) conjugal (uxória ou marital). O que vai diferenciar é o prazo para que isso ocorra. 1240-A. Lauro Escobar www. desde que resida no local ou tenha realizado obras produtivas.pontodosconcursos. boa-fé. 2) Usucapião Ordinária • 10 anos: com título e boa-fé.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR • Marital: o marido concede à mulher. Confiram: arts. 183 e 191. CF/88.com. utilizando-o para sua moradia ou de sua família. cujo prazo é de apenas 02 (dois) anos. que pertence ao marido (uxor – em latim quer dizer mulher casada). • 05 anos: com título. Exemplificando: A) Bens Imóveis 1) Usucapião Extraordinária • 15 anos: sem justo título. 3) Usucapião Tanto os bens imóveis quanto os móveis podem ser objeto de usucapião. com exclusividade. Um bem será vendido. mas que por algum motivo acabou não produzindo efeito. CC: “Aquele que exercer. por 2 (dois) anos ininterruptamente e sem oposição. sobre imóvel urbano de até 250m² (duzentos e cinquenta metros quadrados) cuja propriedade divida com ex-cônjuge ou excompanheiro que abandonou o lar. 2) Usucapião Ordinária: com justo título e boa-fé → 03 anos. Prof. B) Bens Móveis 1) Usucapião Extraordinária: sem justo título → 05 anos. Os prazos para se adquirir a propriedade imóvel por usucapião são. adquirido onerosamente. Lembrando que justo título é definido como sendo o ato jurídico destinado a habilitar uma pessoa a adquirir o domínio de uma coisa. o bem pertence à mulher e o marido assina também os documentos anuindo na venda do imóvel. posse direta. Cuidado Atualmente existe uma espécie de usucapião de bens imóveis. adquirir-lhe-á o domínio integral.

85.Os bens imóveis são infungíveis.com.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR 4) Direitos Reais sobre coisa alheia • Bens imóveis. são fungíveis.br 9 . de alguma forma. Explicando. etc. Outro: como regra um livro pode ser um bem fungível. personalizando e diferenciando dos demais. que os tornam distintos dos demais. CC) A) INFUNGÍVEIS São os bens que possuem alguma característica especial.: um selo de carta. Os bens imóveis são personalizados (há uma escritura. veículos. Um veículo automotor é considerado como um bem infungível. Ex. I. B) FUNGÍVEIS São os bens móveis que podem ser substituídos por outros da mesma espécie. gêneros alimentícios de uma forma geral. o cavalo de corrida Furacão. se medem ou se pesam e não se consideram objetivamente como individualidades. Excepcionalmente é possível que sejam tratados como fungíveis. • Bens móveis. etc. São bens considerados em sua específica individualidade. intacta. Ex. uma resma de papel. sem que haja a precisa individualização deles. pois possui número de chassis. qualidade e quantidade. Mas um “selo raro” é infungível. como regra. Outros: uma moeda rara. este fato faz com que ele se torne único.: uma cesta de frutas é fungível.. Lembrando que o dinheiro é o bem fungível por excelência. número de motor.). pois. mas pelo seu valor econômico. Mas se nele contiver uma dedicatória ou estiver autografado pelo autor. Prof. A fungibilidade pode ser da própria natureza do bem ou da vontade manifestada pelas partes. Regra → penhor. qualidade e quantidade. mesmo que da mesma espécie. Ex. um quadro famoso. etc. Ex. mas em alguns casos podem ser considerados como infungíveis. Ex.Os bens móveis podem ser fungíveis ou infungíveis. São as coisas que se contam. possuem um registro.: imóveis de uma forma geral.: uma saca de arroz. Trata-se do mais constante objeto nas obrigações de dar. um número. estão devidamente personalizados. Lauro Escobar www. um quadro pintado por Renoir. Regra → hipoteca. daí serem eles infungíveis. pois estão individualizados.pontodosconcursos. Já os bens móveis. não podendo ser substituídos por outros. etc. pois se destina a colecionadores. como regra é fungível. o imóvel nesse caso não integra o negócio pela sua essência. Atenção .: devedor se obriga a fazer o pagamento por meio de três lotes de terreno. . mas pode se tornar infungível se ela for emprestada apenas para ornamento de uma festa (chamamos esta hipótese de: comodatum ad pompam vel ostentationem) para ser devolvida posteriormente. etc.2 – BENS QUANTO À FUNGIBILIDADE (art.

B) INCONSUMÍVEIS São os que proporcionam reiterados usos. giz. 86. Lauro Escobar www. café se compensa com café. Observação. Isto é o credor tem o direito de receber a coisa exata que foi pactuada. é personalíssima. Mas expostos numa livraria são considerados como consumíveis. Enquanto o mútuo é um contrato que se refere ao empréstimo apenas de coisas fungíveis. pois a destinação é a venda (e o vendedor não pode vender a mesma coisa para duas pessoas). desde que seja igual. ainda que haja possibilidade de sua destruição em decorrência do tempo. Observem que o art. Ou seja. dinheiro. conforme a destinação que o homem lhes dá. etc. Já a pintura de um muro que foi pichado. sendo também considerados tais os destinados à alienação (consumíveis de direito).pontodosconcursos. percebam que a atuação de “Z”.: os livros. podendo ser realizada por qualquer pessoa. Nestes dois últimos contratos a pessoa deve devolver o mesmo bem. etc. gasolina. Há bens que são consumíveis. etc. • Outro efeito: a compensação legal (isto é. Prof. “A” deve para “B”. feijão se compensa com feijão. pois permitem usos reiterados. Ex. Ex. sem atingir sua integridade. Ex. o comodato e o mútuo (que são espécies de contratos de empréstimo) está na sua fungibilidade.: roupas de uma forma geral.: contrato o famoso pintor “Z”.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR Uma obrigação de fazer também pode ser infungível ou fungível. para pintar um quadro. cujo uso normal importa na destruição imediata da própria coisa. ou seja. dinheiro se compensa com dinheiro. bebidas. pois não requer uma habilidade excepcional para o seu cumprimento. 313.3 – BENS QUANTO À CONSUNTIBILIDADE (art. E a locação também é um empréstimo de bens infungíveis. em princípio. CC possui a seguinte redação: são consumíveis os bens móveis cujo uso importa destruição imediata da própria substância. mas “B” também deve para “A”) efetua-se entre dívidas líquidas. casa. cigarro. só que oneroso. mesmo que esta seja mais valiosa (art. I. Consequências práticas da fungibilidade • A diferença básica entre a locação. permitindo que se retire toda a sua utilidade. ou a troca da resistência de um chuveiro elétrico são exemplos de obrigações fungíveis.br 10 . CC) A) CONSUMÍVEIS São bens móveis.. automóvel. lenha. o devedor pode devolver outra coisa. neste caso. vencidas e de coisas fungíveis entre si. Ex. são bens inconsumíveis.: gêneros alimentícios. CC). 86. • Outra consequência: o credor de coisa infungível não pode ser obrigado a receber outra coisa. o comodato é um contrato de empréstimo (gratuito) de coisas infungíveis.com. pois ele foi contratado tendo-se em vista suas habilidades especiais. Admitem um uso apenas. Portanto trata-se de uma obrigação infungível.

ainda que vários sejam os herdeiros. Se repartirmos uma saca de arroz. os lotes urbanos. No entanto a lei que os torna indivisíveis. No entanto a indivisibilidade pode ser subclassificada em: • • • por natureza  se o bem for dividido perde a característica do todo.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR Quando alguém empresta algo (ex.: um cavalo. diminuição considerável de valor.4 – BENS QUANTO À SUA DIVISIBILIDADE (arts. 87/88. quanto à propriedade e posse da herança. Por isso esse bem é considerado indivisível (ao menos em tese).: frutas) para uma exibição. ou prejuízo do uso a que se destinam. o usufruto somente pode recair sobre bens inconsumíveis. mas sim da sua destinação econômico-jurídica. CC) A) DIVISÍVEIS São os bens que podem se fracionar em porções reais e distintas. Quanto à expressão “diminuição considerável de valor” é interessante notar o seguinte exemplo: 05 pessoas herdaram um diamante de 50 quilates. Esta pedra preciosa pode ser dividida em 05 partes iguais (05 diamantes de 10 quilates cada). é chamado pela doutrina de quase-usufruto ou usufruto impróprio. CC determina que a herança defere-se como um todo unitário. O exemplo clássico é o da herança. ou seja. E continua o parágrafo único: até a partilha.: uma joia. cada metade conservará as mesmas qualidades do produto. devendo restituir o objeto. um bem pode ser também inconsumível e fungível (ex. A consuntibilidade não decorre propriamente da natureza do bem. a hipoteca. No entanto um bem pode ser consumível e ao mesmo tempo infungível (ex.: gêneros alimentícios). um anel. uma garrafa de um vinho famoso e raro). B) INDIVISÍVEIS São os bens que não podem ser fracionados em porções. o bem permanece inconsumível até a sua devolução (a doutrina chama isso de ad pompam vel ostentationem). por vontade das partes (convencional)  um bem fisicamente é divisível. uma quantidade de arroz. etc. um par de sapatos. etc. por determinação legal  alguns bens podem ser divididos fisicamente. Antes da partilha ela é indivisível por determinação legal. e regular-se-á pelas normas relativas ao condomínio. etc. 1. formando cada qual um todo perfeito. Não confundir fungibilidade com consuntibilidade. o brilhante inteiro terá muito mais valor do que os cinco pedaços reunidos.: entregar 100 Prof. um relógio. 65 do Estatuto da Terra). Ex. No entanto esta divisão fará com que haja uma diminuição considerável no valor do bem. Outros exemplos: o módulo rural (art.: uma folha de papel.: partitura de um compositor famoso colocada à venda. Assim. pois deixariam de formar um todo perfeito. etc. Lauro Escobar www. O art.791. Se for instituído sobre bens fungíveis. será indivisível. Ex. Em geral um bem fungível é também consumível (ex. Ex. sem alteração em sua substância. Por outro lado.com.br 11 .: uma ferramenta ou um talher).pontodosconcursos. Ex. o direito dos coerdeiros. um quadro. mas pode se tornar indivisível por força de um contrato. milho. I.

embora possam estar reunidos. panapaná (borboletas). 89/91. CC)  é a pluralidade de bens singulares. Em tese é uma obrigação divisível (eu poderia entregar 50 sacas hoje e 50 na semana que vem). Os bens singulares podem ser classificados em: a) singulares simples formam um todo homogêneo. Trata-se de um gênero e que tem como espécies: a) Universalidade de Fato (art. relógio. um livro. cavalo. suíno. 91. ligados entre si pela vontade humana. Observação. por extensão passou a significar o coletivo de caranguejos). 90. Ex. caprino. alcateia (lobos). Ex.br 12 .DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR sacas de café. corpóreos e heterogêneos ou até incorpóreos. são considerados de modo individual. Ex. Outros exemplos: navio ou avião. Uma porta ou uma janela. folha de papel. a critério do proprietário. I. um carro. etc.com. formando um todo único (universitas rerum). Ex. dotadas de valor econômico. carro. dá unidade. passando a ter individualidade própria.: um cavalo. cambada (porção de objetos enfiados. é o complexo de relações jurídicas de uma pessoa. CC) A) BENS SINGULARES São singulares (ou individuais) os bens que.: materiais de construção. hemeroteca (jornais e revistas). árvore. cáfila (camelos). na realidade são vários objetos independentes que se unem em um só todo. etc. b) singulares compostos são os que as partes heterogêneas estão ligadas artificialmente pelo engenho humano. etc. ser negociado coletivamente. b) Universalidade de Direito (art. embora estejam ligados à edificação de uma casa.).). independentemente dos demais. computador. embora ainda conservem sua identidade. Quando vendemos a casa é obvio que está subentendido que a porta e a janela acompanharão a venda. etc.: pode-se vender uma vaca do rebanho ou o rebanho inteiro. com o intuito de produzir certos efeitos. cujas partes componentes estão unidas em virtude da própria natureza ou da ação humana. Lauro Escobar www. rebanho (bovino. distinta da dos seus objetos componentes.: biblioteca (livros). etc. cada bem pode ser objeto de relação jurídica individualizada ou.5 – BENS QUANTO À INDIVIDUALIDADE (arts. B) BENS COLETIVOS OU UNIVERSAIS Universalidade é a pluralidade de bens singulares autônomos que. continuarão assim a ser chamados. são consideradas em seu conjunto. Exemplo: o Prof. Mas pode ser pactuado no contrato a indivisibilidade da prestação: ou seja. uma casa. todas as 100 sacas devem ser entregues hoje. sem que seja necessária qualquer regulamentação (pedra. ovino. corpóreos e homogêneos. Devem pertencer à mesma pessoa e ter destinação unitária (fim específico). a que a norma jurídica. pinacoteca (quadros). uma joia.pontodosconcursos. para um determinado fim. sem que desapareça a condição jurídica de cada uma das partes. Os bens reunidos para a formação da universalidade de fato não perdem a sua autonomia e podem ser objeto de relações jurídicas próprias. Ou seja. CC)  é a pluralidade de bens singulares.

na universalidade de direito a destinação é dada pela norma jurídica. por empresário. não se confundindo com o patrimônio pessoal do empresário. ou por sociedade empresária. fundo de empresa. No entanto a professora Maria Helena Diniz.pontodosconcursos. Recentemente a Fundação Carlos Chagas. não se exigindo outorga conjugal (art. com destinação unitária”. que é o conjunto de relações ativas e passivas (bens. Possui as seguintes características: conjunto de bens.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR patrimônio. entendida como conjunto de bens pertencentes à mesma pessoa. ter-se-á a extinção da coletividade. 1.143. etc. Lauro Escobar www. muito consultada para elaboração de questões concursos.142. incluindo a posse. que também teria liberdade para reduzir ou aumentar o estabelecimento. alterar o seu destino. obrigações) de uma pessoa (natural ou jurídica). visando torná-la mais eficiente para a obtenção de lucros (art. Possui valor patrimonial e pode ser realizado em dinheiro. Prof. destinação unitária. ligados por força da vontade humana. etc. azienda. em face do art. por empresário. em um concurso para o ISS/SP elaborou uma questão assim: “O estabelecimento é definido como o complexo de bens organizado. menos um. Isso já caiu em algumas provas (principalmente na FGV)!! Pode ser transferido por escritura pública ou particular. ou por sociedade empresária. Seus elementos podem ser vendidos em conjunto ou isoladamente. se houver o desaparecimento de todos os indivíduos. Outros exemplos: a herança (ou espólio) é uma universalidade de bens que passa do falecido aos seus sucessores no exato momento de sua morte. as obrigações e as ações correspondentes.br 13 . o estabelecimento é considerado um bem móvel. mas não o direito sobre o que sobrou. negócio empresarial. para exercício da empresa. extrai-se que a natureza jurídica do estabelecimento é a de: (resposta dada como correta): (A) universalidade de fato. etc.com. pertencentes à mesma pessoa. CC). 02) Nas coisas coletivas. entende que se trata de uma universalidade de direito. 1. que é o exercício da empresa (atividade empresarial). O estabelecimento não é sujeito de direitos e não tem personalidade jurídica. CC). mas da vontade do empresário para uma finalidade específica. direitos. 978. na medida em que sua unidade não decorre da lei (como ocorre na massa falida e na herança). A doutrina majoritária entende que: A) Para fins de alienação. CC: “Pode o estabelecimento ser objeto unitário de direitos e de negócios jurídicos.. a massa falida. B) O estabelecimento empresarial é exemplo de universalidade de fato (e não de direito). Atenção ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL Trata-se do conjunto de bens corpóreos e/ou incorpóreos organizados para exercício da atividade profissional. A partir dessa definição. Alguns autores também o chamam de fundo de comércio. os direitos reais. Observações 01) Na universalidade de fato a destinação é dada pela vontade humana.

sua existência e finalidade dependem de um bem principal.br 14 . pág. que sejam compatíveis com sua natureza” (Curso de Direito Civil Brasileiro. ou seja. em regra.: a fiança somente existe como forma de garantia se houver outro contrato principal. reconhecido de forma unânime pela doutrina. A) PRINCIPAIS São os que existem por si.com. a árvore nele plantada também o será. 26ª edição. um crédito. Prof. um prédio em relação ao solo.: o solo. abstrata ou concretamente.: art. 59 do Código anterior e não foi reproduzida no atual. II. se a fiança for considerada nula. quem for o proprietário do principal. Por essa razão. Trata-se de um princípio geral do Direito Civil. será também o do acessório. Outro exemplo: a multa contratual em relação ao contrato em si. 92. retirada de forma presumida da análise de vários dispositivos da atual codificação (ex. nula também será considerado acessório (fiança). exercem função e finalidades autônomas. Observações 01) Esta regra estava prevista no art. o acessório segue o principal). uma árvore em relação ao solo. 02) Esta regra também se aplica aos contratos.pontodosconcursos. 356). comunicando-lhe seu próprio regime jurídico: o principal atrai o acessório. Ed. os juros. Saraiva. etc. como a locação. o contrato principal pode continuar a produzir efeitos. Lauro Escobar www. O que um bem é em relação a outro bem. Outro efeito: a natureza do principal será também a do acessório. se o contrato principal (locação) for considerado nulo. CC). etc. 2009. independentemente de outros.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR translativos ou constitutivos. Regra → o bem acessório segue o principal (salvo disposição especial em contrário): acessorium sequitur suum principale. A regra é conhecida como princípio da gravitação jurídica (um bem atrai o outro para sua órbita.: um fruto em relação à árvore. BENS RECIPROCAMENTE CONSIDERADOS Esta forma de classificação é feita a partir de uma comparação entre os bens (arts. B) ACESSÓRIOS São aqueles cuja existência pressupõe a existência de outro bem.: se o solo é imóvel. Desta forma. Ex. tendo aplicação direta em nosso ordenamento. 92/97. Segundo esta classificação os bens podem ser principais ou acessórios. uma joia. Ex. CC). já o inverso não é verdadeiro. Ex. Ex.

pontodosconcursos. 3) Rendimentos  na verdade eles são os próprios frutos civis ou prestações periódicas em dinheiro. 5) Obras de aderência  obras que são realizadas acima ou abaixo da superfície da terra (ex. Já os produtos se exaurem com o uso.).: frutas. pontes.: posso vender uma possível safra de laranjas que ainda estão ligadas ao principal. aluguéis. sem nenhum risco para a inteireza da coisa).). em virtude sua utilização por outrem que não o proprietário. Frutos X Produtos Os frutos se renovam quando são utilizados ou separados da coisa. mesmo que não separados do bem principal.: pedras de uma pedreira. por ser prematura a sua colheita no momento do contrato.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR São Bens Acessórios: 1) Frutos  são as utilidades que a coisa principal produz periodicamente. já podem ser objeto de negócio jurídico (art.: uma casa. o metrô. Ex. lençol petrolífero. Os frutos podem ser classificados em: a) Naturais: são os que se renovam periodicamente pela própria força orgânica da coisa (ex. CC). animais. percipiendos (já deveriam ter sido colhidos ao tempo da safra. Ex.: a extração do minério de ferro de uma mina faz com que a mesma vá diminuindo a produção. 95. etc.: aluguel).: vegetais. b) Industriais: são os que surgem em razão da atividade humana (ex. E isto é assim porque eles não se reproduzem. Os frutos ainda podem ser classificados. etc. crias de animais. alterando a sua substância.: juros de caderneta de poupança. Atenção Os frutos e os produtos. 2) Produtos  são as utilidades que se retiram da coisa. quanto ao seu estado em: pendentes (ainda estão ligados fisicamente à coisa que os produziu. túneis.: produção de uma fábrica).br 15 . Ex. as árvores não diminuem e continuam produzindo nas próximas safras. é a cessão remunerada da coisa (ex. minerais de uma jazida.). ovos. viadutos. Ex. estantes (colhidos e armazenados em depósitos. Prof. sendo que a extração do produto determina a progressiva diminuição da coisa principal. dividendos ou bonificações de ações. com a diminuição da quantidade até o seu esgotamento. percebidos ou colhidos (são os já destacados ou colhidos da coisa principal da qual se origina). nascem e renascem da coisa e sua percepção mantém intacta a substância do bem que as gera.com. etc. Lauro Escobar www. mas ainda não o foram) e consumidos (já colhidos e que não existem mais: utilizados ou alienados).). acondicionados para a venda). etc. carvão mineral. 4) Produtos orgânicos da superfície da terra (ex. até o seu esgotamento. etc. não alterando a substância da coisa principal. mas podem ser destacados.: colhendo as frutas de um pomar. c) Civis: são os rendimentos produzidos pela coisa. decorrentes da concessão do uso e gozo de um bem (ex. um prédio de apartamentos.

de modo duradouro.com. isto é. ao serviço ou ao aformoseamento de outro. aqueles que. fazer parte de). CC. se destinam. máquinas e instalações de uma fábrica. avulsão. quando se vende uma casa. 7) Acessões (de modo implícito)  aumento do valor ou do volume da propriedade devido a forças externas (fatos fortuitos. não constituindo partes integrantes (como os frutos. Pertença vem do latim pertinere (pertencer. geradores de energia. se forem retirados do principal não afetam a sua estrutura. órgão de uma igreja. ar-condicionado em um escritório.br 16 . CC os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal não abrangem as pertenças. são os bens que. pois depende economicamente de outra coisa.pontodosconcursos. 94. Por isso. portanto são consideradas como partes integrantes. Trata-se de um bem acessório. evitando situações dúbias posteriores. Ex.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR 6) Pertenças  segundo o art. Ex. Só são pertenças os bens que não forem partes integrantes. salvo disposição em contrário. as portas e as janelas (partes integrantes) acompanham a venda. nem sempre pode se usar o adágio de que “o acessório segue o principal”. aluvião. Da mesma forma os instrumentos agrícolas e os animais em relação a uma fazenda. Prof. abandono de álveo. dada a sua peculiaridade. Em regra não são indenizáveis. É necessário. o vínculo intencional duradouro (estável). Vamos então aprofundá-lo. Lauro Escobar www. Mas. mas não são partes integrantes). Segundo a regra do art. animais ou materiais destinados a melhor explorar o cultivo de uma propriedade agrícola. Já o ar-condicionado e o quadro (pertenças) podem ser vendidos juntos ou podem ser retirados da casa pelo vendedor. quando se tratar de negócio que envolva transferência de propriedade que contenha uma pertença é conveniente que as partes se manifestem expressamente sobre os acessórios (se eles acompanham ou não o bem principal). em relação às pertenças. apesar de ser acessório. Já o ar-condicionado ou um quadro desta casa podem ser considerados como pertenças (eles pertencem a casa. etc. Tudo vai depender do que for estabelecido no contrato.: uma casa é composta por diversas partes integrantes. como: formação de ilhas. não fazendo parte do negócio. produtos e benfeitorias).: quando se vende um carro deve o vendedor mencionar se o equipamento de som está incluso ou não no negócio. salvo se o contrário resultar da lei ou da vontade das partes. Uma porta ou uma janela são fundamentais para a existência desta casa. ao uso. Quando se vende uma casa. ATENÇÃO!! Esse tema é muito exigido em concursos. os bens móveis não acompanham. conserva sua individualidade e autonomia. construções e plantações). Exemplos que costumam cair nas provas: moldura de um quadro que ornamenta uma casa de eventos. Assim. para caracterizá-la. máquinas agrícolas (trator). estabelecido por quem faz uso da coisa e colocado a serviço da utilidade do principal. 93. tendo com a principal apenas uma subordinação econômico-jurídica. escadas de emergência e outros equipamentos contra incêndio.

etc. Por outro lado.: uma pintura pode ser necessária em uma casa de praia para evitar uma infiltração ou voluptuária se for apenas para embelezála. 96. Ex.: construção de uma garagem. desconhecia eventuais vícios que esta posse tinha) ele tem direito à indenização das benfeitorias necessárias e úteis. melhorá-lo ou embelezá-lo. CC). um jardim com flores exóticas. 96. Vejam o quadrinho Prof. CC. §2°. 97. retiradas do bem – a doutrina chama isso de jus tollendi). introduzidos no principal pelo homem. reforma de telhados. CC). desde que não haja danificação da coisa. não poderá levantar nenhuma das benfeitorias realizadas e também não terá direito de retenção sobre nenhuma delas. que não aumentam o uso habitual do bem. Ex. Além disso. As benfeitorias são bens acessórios. Ex. Tais direitos estão previstos no art.br 17 . de um lavabo dentro da casa. Isto é. pois uma mesma benfeitoria pode enquadrar-se em uma ou outra espécie. mas se forem feitas darão um maior aproveitamento à coisa. 96. instalação de aparelho hidráulico moderno. conhecia os defeitos de sua posse) serão ressarcidas somente as benfeitorias necessárias. etc. 96. O art. o possuidor tem o direito de retenção pelo valor das mesmas.: construção de uma piscina.219. §1°. Ex. etc. Se for realizado pela natureza não é considerado como benfeitoria. CC prevê que não se consideram benfeitorias os melhoramentos ou acréscimos sobrevindo ao bem sem a intervenção do proprietário. não são indispensáveis.com. 1. uma churrasqueira. ele pode reter o bem até que seja indenizado pelas benfeitorias feitas. mas o torna mais agradável. para conservá-lo. Dividem-se as benfeitorias em (art.: reforços em alicerces. Nem mesmo sobre as necessárias. 1.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR ATENÇÃO Outro tema muito exigido em concursos!! 8) BENFEITORIAS  são obras ou despesas que se fazem em um bem móvel ou imóvel. Caso elas não sejam indenizadas. CC). É o preço que se paga por estar de má-fé. b) Úteis  são as que aumentam ou facilitam o uso da coisa (art. desinfecção de pomar. dependendo de uma circunstância concreta. Isto está previsto no art. substituição de vigamento podre.220. mas elas poderão ser levantadas (isto é. Este possuidor não será indenizado pelas benfeitorias úteis e nem pelas voluptuárias. possuidor ou detentor. Já as benfeitorias voluptuárias não serão indenizadas. c) Voluptuárias  são as de mero embelezamento. §3°. se o possuidor estiver de má-fé (ele sabia que aquele bem não era seu. Lauro Escobar www. Atenção A classificação acima não é absoluta. CC. CC): a) Necessárias  são as que têm por finalidade conservar ou evitar que o bem se deteriore (art.pontodosconcursos. se não forem feitas a coisa pode perecer. aumentando o seu valor comercial (art. Relevância jurídica da distinção das benfeitorias Se o possuidor estiver de boa-fé (isto é. recreio ou deleite. uma pintura artística.

Benfeitorias Posse de Boa-fé Posse de Má-fé Necessárias Indeniza Indeniza Úteis Indeniza Não indeniza Voluptuárias Não indeniza. o trator (pertença) não acompanha o negócio. Vejamos: Art. bem como as úteis. Estas exceções se justificam para valorizar um trabalho artístico.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR abaixo que retrata bem o que foi dito agora sobre as indenizações das benfeitorias.com. como as construções e plantações (ex. melhorá-lo (útil) ou embelezá-lo (voluptuária).br 18 . mas podem ser levantadas Não indeniza É interessante acrescentar que a Lei do Inquilinato (Lei n° 8. Acessão artificial X Benfeitoria • Acessão artificial: obra que cria uma coisa nova. Quando se vende uma casa e o contrato nada fala. • Benfeitoria: obra ou despesa realizada em bem já existente. desde que sua retirada não afete a estrutura e a substância do imóvel. desde que autorizadas. ainda que não autorizadas pelo locador. As benfeitorias voluptuárias não serão indenizáveis.245/91). não havendo incorporação. Assim que realizadas. serão indenizáveis e permitem o exercício do direito de retenção. como regra. sem perder a sua autonomia. 35.: a pintura em relação à tela. Lauro Escobar www. Art. elas não possuem autonomia e existência própria. • Pertenças: bens que se destinam de modo duradouro ao uso. ao serviço ou ao aformoseamento de outro bem. dispõe de forma um pouco diferente. pois permite disposições contratuais em contrário. a escultura em relação à matériaProf.pontodosconcursos. as benfeitorias necessárias introduzidas pelo locatário. Atenção Alguns bens deixam de ser acessórios e passam a ser principais. elas se incorporam ao principal. Por isso. podendo ser levantadas pelo locatário. Quando se vende uma fazenda e o contrato nada fala. sem modificar a sua substância. Salvo expressa disposição contratual em contrário. a piscina e a garagem (benfeitorias) acompanham o negócio. daí a inversão. 36. O bem está a serviço da finalidade econômica de outro bem. Benfeitoria X Pertença • Benfeitorias: obras realizadas diretamente no bem para conservá-lo (necessária). finda a locação.: edificação de uma casa em um terreno). É apenas uma reforma levada a efeito pelo homem (artificial) na coisa e que não aumenta o volume. estas obras se tornam parte do próprio bem. Ex.

CC não exaure a enumeração dos bens públicos. Prof. Uso Comum (ou Geral) do Povo: são os destinados à utilização do público em geral.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR prima. podendo ainda ser classificado como tal o bem pertencente à pessoa jurídica de direito privado que esteja afetado à prestação de serviços públicos”.: fechamento de uma praça à noite por questão de segurança) ou exigir uma contraprestação (ex. mas não são públicas nem particulares. etc. pois não têm dono. BENS CONSIDERADOS EM RELAÇÃO AO TITULAR DO DOMÍNIO Na realidade esta classificação é feita não sob o ponto de vista dos proprietários.: pedágio nas rodovias). Estados. sem necessidade de permissão especial. III. ruas. por sua vez. Distrito Federal. Não perdem a característica de uso comum se o Estado regulamentar seu uso. estradas.pontodosconcursos. CC) 1. seja qual for a pessoa a que pertencerem. Os bens públicos. Vejamos. Autarquias e Fundações de Direito Público). peixes no mar. Vejamos: A) BENS PARTICULARES (ou privados) São os que pertencem às pessoas naturais (físicas) ou às pessoas jurídicas de direito privado. jardins.com. a escritura ou qualquer trabalho gráfico em relação à matéria-prima. estando presente o poder de polícia do Estado. As coisas abandonadas (também chamadas de res derelictae) são espécies do gênero ‘coisas de ninguém’. mares. Neste sentido eles podem ser divididos em particulares. Os demais bens são particulares. possuem uma classificação legal quanto à sua destinação. podem ser usados sem restrições por todos. Municípios. Lauro Escobar www. mas foram abandonadas. Não vemos necessidade de aprofundar o tema. É franqueado o uso e não a propriedade. pérolas de ostras que estão no fundo do mar. etc. Territórios. CC que são públicos os bens do domínio nacional pertencentes às pessoas jurídicas de direito público interno (União. No entanto é interessante ressaltar o Enunciado 287 da IV Jornada de Direito Civil do STJ: “O critério da classificação de bens indicado no art.br 19 . C) BENS PÚBLICOS (res publicae) Estabelece o art. Também são chamados de bens de domínio público. Ex. Existem no Universo. enquanto o povo é o usuário do bem. já pertenceram a alguém. conchas na praia. O Código Civil fornece uma enumeração exemplificativa (art. públicos ou coisas de ninguém. praias.: animais selvagens em liberdade. restringi-lo (ex. 98. pois esta pertence à entidade de Direito Público. 99. B) RES NULLIUS São as chamadas “coisas de ninguém”. CC): praças. Classificação dos Bens Públicos (art. 98. 99. rios navegáveis. I. mas sim pelo modo como se exerce o domínio sobre os bens. etc.

etc. ainda se encontram sob o domínio público. 3. lagoas e rios (públicos) onde se faça sentir a influência das marés. Para alguns autores o art. um ônus a um bem público. Incluem-se. embora não destinadas a um uso público específico. Pertencem à União. §1° e 20. CF/88 criou uma nova espécie de bem. O Direito Administrativo se refere a todos estes bens públicos como sendo afetados. Na verdade são os demais bens públicos. CF/88). preservação ambiental e investigação científica.: Prefeituras. por exclusão (ou residual). Quanto às ilhas. pois eles não são de uso comum do povo e nem têm uma destinação pública especial definida. Lauro Escobar www. Assembleias Legislativas. móveis inservíveis.com. • outros bens considerados (pela doutrina) como dominicais: prédios públicos desativados. por questão de segurança nacional (art. quedas d’água. São eles (apenas exemplificativamente): • terrenos de marinha (e acrescidos): terrenos banhados por mar. há quem diga que são bens de uso especial e outros que são dominicais. estradas de ferro (se forem públicas. fortificações militares. territorial ou municipal). Dominicais (ou dominiais – do latim: dominus  relativo ao domínio. prédios onde funcionam Tribunais. São terras não aproveitadas. em regra são os edifícios ou terrenos utilizados pelo próprio poder público para a execução de serviço público (federal. Escolas Públicas. 20. sendo que podem ser transferidas aos Municípios. Secretarias. estadual. que foge da tradicional classificação público/particular: “Todos têm direito ao meio ambiente Prof. 231. títulos da dívida pública. As demais pertencem aos Estados-membros (art. CF/88). Ex. • mar territorial: compreende a faixa de 12 milhas marítimas de largura. há uma divisão: em regra as marítimas pertencem à União. • terras devolutas: são terras que. CF/88). pois algumas são privadas). 225. Isto é. senhorio): são os bens que constituem o patrimônio disponível da pessoa jurídica de direito público.br 20 . exceto se localizadas na fronteira com outro País ou em rios que banham mais de um Estado. XI. As terras devolutas se forem indispensáveis à segurança nacional (fronteiras. sítios arqueológicos. 26. VII. 20. Quanto às terras indígenas (arts. indica ou determina que um bem está sendo utilizado para uma determinada finalidade pública. Hospitais Públicos. para fins de exploração econômica. Questão interessante Meio Ambiente. Estão compreendidos na faixa de 33 metros para dentro da terra medidos à linha de preamar média (mediação realizada em 1831 e até hoje válida). Ministérios. Uso Especial: são bens destinados ao funcionamento e aprimoramento dos serviços realizados pelo Estado. jazidas e minérios. há a zona econômica exclusiva (de 12 a 200 milhas). onde o Brasil tem direitos de soberania exclusivos. Afetação quer dizer que há a imposição de um encargo. Já as fluviais e lacustres pertencem aos Estados-membros.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR 2.pontodosconcursos. II. também. IV. de propriedade da União. Abrange os bens imóveis e também os móveis. preservação ambiental) são consideradas da União (art. os bens das Autarquias. Além disso. não possuem afetação. etc. CF/88).

impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”. Prevê a Súmula 340 do Supremo Tribunal Federal: “Desde a vigência do Código Civil.pontodosconcursos. não podem ser adquiridos por usucapião”. Prof. doados ou trocados. A doutrina costuma citar apenas uma exceção prevista na Constituição Federal (art. que estabeleceu em seu art. Já os bens públicos dominicais podem ser alienados. enquanto tiverem afetação pública (art. CC). seria um bem de uso comum do povo. 100. assim. • Não-onerabilidade  os bens públicos não podem ser objeto de direitos reais de garantia como o penhor e a hipoteca em favor de terceiros. Geralmente o bem penhorado é vendido judicialmente e com o produto da venda paga-se o credor. de natureza indivisível. No entanto isso não é possível em relação aos bens públicos. Lauro Escobar www. CC foi genérico. posto que não se refere a uma pessoa (física ou jurídica. assim. Portanto é chamado de bem coletivo.br 21 . de direito público ou privado). os bens dominicais. • Impenhorabilidade  penhora é um instituto de Direito Processual Civil. ultrapassam a figura do indivíduo). Características dos Bens Públicos • Inalienabilidade  os bens públicos não podem ser vendidos. • Imprescritibilidade  trata-se da impossibilidade de aquisição da propriedade dos bens públicos por usucapião (também chamada de prescrição aquisitiva). O bem ambiental. CC).DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR ecologicamente equilibrado. 101. a apreensão) do dinheiro para assegurar o pagamento do precatório em caso de ser preterido o seu direito. A Constituição somente menciona os bens imóveis. bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida. ou seja. No entanto tal bem não é classificado como público. que um bem público passe do devedor ao credor.com. mas há unanimidade no sentido de que o dispositivo também se aplica aos bens móveis. Impede-se. Até porque o art. 102. trata-se de um ato judicial pelo qual se apreendem os bens de um devedor para saldar uma dívida que não foi paga. que transcendem. pertencendo a toda uma coletividade simultaneamente (pessoas indeterminadas) e não a esta ou aquela pessoa ou um grupo específico de pessoas. §3° e 191. inciso I que são interesses difusos os direitos transindividuais (isto é. essencial à sadia qualidade de vida. CC). Este direito ganhou definição legal infraconstitucional com o advento da Lei n° 8. vendido. mesmo que por força de uma execução judicial. ou seja. 102. uma vez que nesta hipótese admite-se o sequestro (ou seja.078/90 (Código de Defesa do Consumidor). propriamente dito e muito menos como particular. observadas as exigências legais previstas para a alienação de bens da administração (art. desde que destinados ao uso comum do povo e uso especial. §6°). 183. 81. mas sim a toda uma coletividade de pessoas. posto que estes não se sujeitam ao regime da penhora. como os demais bens públicos. A Constituição Federal proíbe a aquisição da propriedade. parágrafo único. satisfazendo seu crédito. 100. parágrafo único da CF/88 – neste sentido também o próprio art. por usucapião de bens públicos (confiram os arts.

bens das fundações (arts. podem ser adquiridos e alienados. 2. Não que esta categoria de bens não exista mais. No entanto. pode ser objeto de comércio (captação do ar ou da água do mar para a extração de determinados elementos).). disponíveis. Bens que estão fora do comércio  são os que não podem ser transferidos de um acervo patrimonial a outro. nome. Vejamos: 1. Ela é relativa à possibilidade de comercialização dos bens.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR • Conversão  os bens públicos dominicais podem ser convertidos em bens de uso comum ou de uso especial. terras ocupadas pelos índios (art. luz solar. se atender a determinadas finalidades. Ela continua existindo e a doutrina ainda continua se referindo a ela. Prof. 1. defesa social e proteção de certas pessoas. retira-se do bem a função pública à qual ele se liga. CC). c) legalmente inalienáveis: apesar de suscetíveis de apropriação. Já a desafetação permite que um bem de uso comum do povo ou de uso especial seja reclassificado como sendo um bem dominical. 62 a 69. gratuita ou onerosamente de um patrimônio para outro.br 22 . etc. não podem ser alienados. doação.691. Espécies: a) insuscetíveis de apropriação (inalienáveis por natureza): são bens de uso inexaurível (ex. 100. Por meio da afetação o bem passa da categoria de bem do domínio privado do Estado para a categoria de bem do domínio público. Lauro Escobar www. têm sua comercialidade excluída pela lei para atender a interesses econômicos-sociais. 231. cuja comercialização é expressamente proibida pela lei.pontodosconcursos. Estão livres de quaisquer restrições que impossibilitem sua apropriação ou transferência. BENS CONSIDERADOS EM RELAÇÃO À NEGOCIAÇÃO Este item não consta mais no Código Civil.: ar. etc. CF). Só excepcionalmente podem ser alienados.: vida. Esta classificação afetação/desafetação tem vital importância para se possibilitar a alienação do bem. podendo passar. não despertam interesse econômico. enquanto permanecerem nesta situação.com. bens de menores (art. São também chamados de “coisas comuns a todos” (res communes omnium). exigindo uma lei específica ou uma decisão judicial (alvará). liberdade de circulação e transferência. IV. b) personalíssimos: são os preservados em respeito à dignidade humana (ex. CC).). CC). §4°. Alguns exemplos: • • • • bens públicos (uso comum do povo e uso especial: art. órgãos do corpo humano. ou seja. como não são raros. água do alto-mar. Bens que integram o comércio  são os negociáveis. honra. Comércio (em sentido técnico) = possibilidade de compra e venda. Os bens afetados. liberdade.

CC). responde com todos os seus bens. estando expressamente prevista no art.com. §2°. presentes ou futuros (art. CC). para o cumprimento de suas obrigações.331. se o examinador não se referir expressamente a uma das modalidades. que teve origem nos EUA. pois foi essa a estabelecida pelo Código Civil. sendo mais uma forma de se proteger a família (em sentido amplo) reforçando o art. destinar parte de seu patrimônio (desde que não ultrapasse um terço do patrimônio líquido) para instituir o bem de família. 1.009/90). Completa o art. na forma desta Constituição”. 1. 391. isentas de penhora (Homestead Exemption Act). a proteção à maternidade e à infância. O objetivo era incentivar o povoamento do vasto oeste americano. §3° e §4°. é interessante aprofundar um pouco mais o tema.712. CF/88. cuja renda será aplicada na conservação do imóvel e no sustento da família. 1. Vejamos. com suas pertenças e acessórios. cultivar o solo ou usá-la como um meio de se sustentar. há duas espécies de bem de família: voluntária (Código Civil) e legal (Lei n° 8. garantindo a cada cidadão determinada área de terra. sob a condição de nela residir. a saúde.711. o candidato deve optar pela voluntária. Lauro Escobar www. Como veremos.711 a 1. o trabalho. CC podem os cônjuges (entidade familiar) ou terceiros. enquanto persistir o regime condominial (art. A doutrina a conceitua como “toda e qualquer espécie de união capaz de servir de acolhedouro das emoções e das afeições dos seres humanos”.1.pontodosconcursos. Lógico que só pode instituir o bem de família voluntário quem for solvente.br 23 . CC prevendo que o bem de família consistirá em prédio residencial urbano ou rural. No Brasil é o instituto pelo qual se vincula o destino de um prédio para ser domicílio ou residência de sua família. destinando-se a domicílio familiar. bens de família (veremos melhor adiante). No entanto o próprio dispositivo prevê que pode abranger valores mobiliários. a assistência aos desamparados. mediante escritura pública ou testamento. a segurança. bens gravados com cláusula de inalienabilidade (veremos melhor adiante). 226. CF/88. 6°.722. BEM DE FAMÍLIA arts. a moradia. Prof. a previdência social.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR • • • terreno onde foi construído edifício de condomínio por andares. O governo da então República do Texas promulgou um ato em 1839. concedendo o benefício e lá fixando as famílias. Uma das exceções é o bem de família. Como a lei fala em “entidade familiar”. o lazer. VOLUNTÁRIA Nos termos do art. No concurso. que determina: “São direitos sociais a educação. CC No Brasil a regra é que o devedor.

E recentemente o Supremo Tribunal Federal estendeu a expressão também para as uniões homoafetivas. 1.711. não pode ter outro destino. CC) e o seu respectivo registro no Registro de Imóveis (art. nos termos do art. se restarem filhos menores de 18 anos. por doação ou testamento. ISS. mesmo falecendo os pais. A cláusula somente poderá ser levantada por mandado judicial (também chamado de mandado de liberação). O prédio entrará em inventário para ser partilhado somente quando a cláusula for eliminada. Portanto. 1. impostos como o Imposto de Renda. a instituição perdura até que todos os filhos atinjam a maioridade. contanto que esse ato seja devidamente aceito pela entidade familiar beneficiada (art. A condição para que se faça esta instituição é que inexistam ônus (dívidas) sobre o imóvel bem como dívidas anteriores. Se este também falecer. Se houver menores impúberes (menores de 16 anos) a situação ainda fica mais complicada: a cláusula não poderá ser eliminada.711. salvo as tributárias referentes ao bem (ex.: IPTU) e despesas de condomínio (se for prédio de apartamento). o sobrevivente poderá pedir a extinção do bem de família. 1. Consequências. No entanto o art. Isso porque o bem se torna isento de dívidas futuras à instituição. Isso porque uma vez instituído só poderá ser alienado com a autorização de todos os interessados. parágrafo único.721.717. CC).) do bem de família instituído quando houver anuência dos dois consortes e de seus filhos. basicamente. por si só. CC).br 24 . quando houver. etc. Lauro Escobar www. justificado o motivo relevante. CC. sendo que. 1. se for o único bem do casal. Para se constituir um bem de família. 1. deve-se esperar a maioridade de todos os filhos. b) Inalienabilidade relativa. Havendo a participação de incapazes o Juiz irá designar um curador especial e irá consultar o Ministério Público.com. bem como a comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes (familia monoparental). a dissolução da sociedade conjugal (separação judicial ou divórcio). 1. CC). Com a instituição do bem de família. Se foi solenemente instituído pela família como domicílio desta. não extingue o bem de família. não autorizam a Fazenda Pública solicitar a penhora do bem de família. etc. surgem.. A duração da instituição é até que ambos os cônjuges faleçam. Não terá validade a instituição se for feita com fraude contra credores (trata-se de um vício do negócio jurídico que veremos em aula mais adiante).714. doação. além de publicação na imprensa local. Somente haverá a alienação (venda. salvo se houver Prof. Desta forma. para ciência de terceiros. entende-se como entidade familiar a união estável entre o homem e a mulher.715.pontodosconcursos. cabendo ao Ministério Público intervir quando houver a participação de incapaz (art. CC faz a ressalva de que dissolvida a sociedade conjugal pela morte de um dos cônjuges.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR Portanto. Falecendo um dos consortes o imóvel não entrará em inventário e nem será partilhado enquanto viver o outro. dois efeitos: a) Impenhorabilidade limitada. Vale acrescentar que terceiros também podem ser instituidores do bem de família. é necessária a escritura pública ou testamento (art.

equipamentos de uso profissional. para a jurisprudência esta importância é impenhorável. fiscais trabalhistas.. Não só aqueles indispensáveis à habitabilidade de uma residência. Já os bens de que trata a Lei n° 8. Código Civil e Lei n° 8. plantações.br 25 . A impenhorabilidade compreende. 3°): • • • crédito de trabalhadores da própria residência (ex.009/90 dispõe sobre a impenhorabilidade (observem que a lei não fala em inalienabilidade) do bem de família. porém digna). Ou seja.: locação. Se o casal ou entidade familiar for possuidor de vários imóveis. mas também aqueles usualmente mantidos em um lar comum (necessários para uma vida sem luxos. No entanto. sendo que com o dinheiro alugam um apartamento pequeno. que passou a ser o imóvel residencial (rural ou urbano) próprio do casal ou da entidade familiar. Assim esses bens (apontados na lei especial). etc. etc. a impenhorabilidade recairá sobre o de menor valor (salvo se outro tiver sido registrado). execução de hipoteca sobre o imóvel oferecido como garantia. Ressalvam-se os veículos de transporte. No caso da pessoa não ter imóvel próprio (ex. além do imóvel em si. usufruto). a impenhorabilidade recai sobre os bens móveis quitados que guarneçam a residência e que sejam da propriedade do locatário (geladeira. etc. devido às altas despesas que esta casa exige. jardineiro.). para efeito de bem de família. que a renda proveniente de imóvel locado também seja considerada impenhorável. transferência das qualidades de uma coisa para outra) em outro imóvel para a moradia da família. O STJ tem admitido. uma vez que se trata do único bem residencial de propriedade familiar. televisão.009/90 Atualmente a Lei n° 8. Essa lei não revogou as regras do bem de família voluntário e vice-versa. Lauro Escobar www. resolve alugá-la. Como ainda sobra um “dinheirinho”.).com. independentemente de inscrição no Registro de Imóveis. Exemplo clássico: um casal possui uma casa muito grande.pontodosconcursos. não responderão por dívidas civis. mercantis.009/90 coexistem. as construções.: empregada doméstica. fogão. salvo se o processo de execução for movido em razão de (art. pois mesmo não morando na casa. “babá”. mas também os bens móveis que guarnecem a casa. crédito decorrente do financiamento destinado à construção ou à aquisição do imóvel. de hipóteses em que o bem será vendido para pagar a dívida. obras de arte e adornos suntuosos. Prof. EXCEÇÕES Vimos que o bem de família do Código Civil (voluntário) só pode ser penhorado em duas hipóteses: tributos devidos em relação ao próprio bem imóvel ou condomínio. ela é impenhorável. cozinheira. LEI Nº 8. ou seja. benfeitorias de qualquer natureza. Observação.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR sub-rogação (substituição da coisa por outra.009/90 tem um número maior de exceções.

obrigação decorrente de fiança nos contratos de locação. 02. que se traduz no direito à moradia). Ou seja. pois neste caso o bem foi registrado e se tornou. separadas e viúvas (isso porque o STJ entende que na realidade a base da proteção do bem de família. apesar do nome. neste momento está abrindo mão do chamado bem de família. 03. além de impenhorável. se uma pessoa se dispuser a ser fiador. Neste sentido é a Súmula 332 (nova redação): A fiança prestada sem autorização de um dos cônjuges implica a ineficácia total da garantia. Nos últimos anos essa posição já foi alterada diversas vezes. Atualmente. Cuidado com o último exemplo Fiança nos contratos de locação. também inalienável. Não poderá invocar esse benefício para deixar de pagar a dívida do inquilino. bem adquirido com produto de crime. mas a proteção constitucional da dignidade humana.: IPTU ou ITR) taxas e contribuições devidas em função do imóvel. se o locatário (inquilino) não pagar o aluguel o proprietário (locador) irá acioná-lo. Lauro Escobar www. o locador acionará o fiador. Atualmente é essa a posição que está vigorando. credor de pensão alimentícia. como a jurisprudência assim dispõem: se uma pessoa é proprietário de um imóvel e quiser alugá-lo vai desejar que o locatário (inquilino) apresente um fiador. Ou seja. Pergunto: pode o fiador alegar que aquele é o único bem de que dispõe e alegar a escusa do “bem de família” para não pagar a dívida? Resposta: atualmente não (depois de várias idas e vindas de nossos Tribunais). inclusive com decisão do Supremo Tribunal Federal (o direito social à moradia incluído na EC 26/2000.pontodosconcursos. Súmula 364: O conceito de impenhorabilidade de bem de família abrange também o imóvel pertencente a pessoas solteiras. ficando este responsável pela dívida. sob pena de anulação. para garantir a fiança. Este fiador precisa ser proprietário de um bem imóvel. Súmula 449: A vaga de garagem que possui matrícula própria no registro de imóveis não constitui bem de família para efeito de penhora. não se confunde necessariamente com o direito de propriedade imobiliária). Prof.com. a fiança deve ser prestada por ambos. estaremos abrindo mão do bem de família da Lei n° 8. Mas é evidente que esta situação não se aplica àquele bem de família previsto no Código Civil.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR • • • • • cobrança de impostos (ex. E se ele não conseguir pagar a dívida. Súmulas do STJ sobre Bem de Família 01. Devemos estar bem conscientes de que ao assumirmos o risco de sermos fiador de alguém. não é a família.br 26 . tanto a lei. dívidas de condomínio também referente ao próprio imóvel. É interessante mencionar que quando se tratar de pessoas casadas.009/90.

3. Obs. ou seja. por meio de uma cláusula temporária ou vitalícia. O art. Um caso justificável. 1. inalienabilidade e 3. impedindo que os atos de irresponsabilidade ou má administração possam levar o filho à insolvência dívidas superiores aos créditos. Acarreta impenhorabilidade. Exceções: dívidas decorrentes do 4. imposta aos bens por ato de liberalidade.: há divergência acerca da utilização das expressões “coisa” e “bem”. hipoteca. deverá justificar o porquê desta medida. recaem sobre o próprio imóvel. CC). Não depende de registro. impostos.br 27 . protegendo esses bens do próprio filho. imediatos. 1. produto de crime e fiança nos contratos de locação. por ato inter vivos (ex. economicamente valoráveis e suscetíveis de apropriação. que podem ser objeto de uma relação de direito. com essa cláusula especial.722. Lei n° 8. condomínio. somente a 4. Único imóvel para residência da família. 1.848. a fim de que os bens não saiam do patrimônio do filho. BENS GRAVADOS COM CLÁUSULA DE INALIENABILIDADE São aqueles que se tornam inalienáveis pela vontade humana. Acarreta impenhorabilidade. CONCEITO Bens são valores materiais ou imateriais.: condomínio e dívidas tributárias que trabalhistas (empregados do imóvel). faz um testamento.009/90.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR Quadro Comparativo CÓDIGO CIVIL – VOLUNTÁRIO LEI ESPECIAL – LEGAL 1. Ex. percebendo que seu filho irá dilapidar o patrimônio. 1. Ato voluntário.pontodosconcursos.711 a 1. Lauro Escobar www. Toda relação jurídica entre dois sujeitos tem por objeto um bem sobre o qual recaem direitos e obrigações. Atualmente essa cláusula tem valor um pouco mais restrito. Ex.: testamento). CC determina que “a cláusula de inalienabilidade. CC. como vimos. Arts. Necessita de 2. pois o testador deve apontar expressamente a justa causa para essa sua decisão de tornar o bem inalienável (art. pensão alimentícia. Efeitos automáticos e líquido.: um pai. é a prodigalidade do filho.911. nos casos previstos em lei. implica impenhorabilidade e incomunicabilidade”. financiamento. RESUMO DA AULA I. Exceções previstas no art. Instituído por lei. 2.com. 3°.: doação) ou causa mortis (ex. que satisfazem uma necessidade humana (úteis). Prof. Máximo 1/3 do patrimônio qualquer ato.

79/91. mas podem ser objeto de direito (ex. Quando isso ocorre. Imóveis: são os que não podem ser removidos ou transportados de um lugar para o outro sem a sua destruição e os assim considerados pela lei (arts. 79 e 80. Incorpóreos (imateriais. divisíveis ou indivisíveis. separadas do solo.com. ainda que a herança seja formada apenas por bens móveis). 2. pertenças e benfeitorias).2. ainda são considerados como bens móveis. Quanto à Mobilidade 1. Não perdem o caráter de imóvel: as edificações que. casa. direitos autorais). joia) ou que possuem movimento próprio (semoventes – animais de uma forma geral). • Bens considerados quanto à possibilidade de alienação: bens que estão fora do comércio. CC 1. particulares e res nullius. por força própria ou estranha.: plantações e construções). necessidade de outorga uxória ou marital em casos de bens imóveis (sendo dispensada tal providência se for bem móvel). forem removidas para outro local.br 28 . uso especial e dominicais). Móveis: são os que podem ser transportados de um lugar para outro. 1. tangíveis ou concretos): são os que têm existência física (ex. enquanto ligadas ao solo. prazos de usucapião Prof.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR II. propriedade industrial). principais ou acessórios (frutos. Importância prática na distinção entre Imóveis e Móveis: forma de aquisição da propriedade (tradição para móveis e registro para os imóveis). Corpóreos (materiais. CC). Subdividem-se em: a) móveis por natureza: são os que podem ser transportados por força alheia (carro.1. c) acessão intelectual (expressão não acolhida pelo atual código que prefere chamá-la de pertença) d) disposição legal (ex. subsolo e espaço aéreo). Lauro Escobar www. sem alteração da sua substância ou da destinação econômico-social. livro. 1.: terreno.safra futura). • Bens reciprocamente considerados: produtos. CLASSIFICAÇÃO DOUTRINÁRIA 1. Subdividem-se em: a) imóveis por natureza (ex.: solo. III.3. fungíveis ou infungíveis. b) acessão física ou artificial (ex. joia). são bens imóveis por natureza. A) BENS CONSIDERADOS EM SI MESMOS – arts.4. elas se convertem em móveis por antecipação. Observações: a) os materiais de construção enquanto não forem empregados nesta construção. 1. mas destinados à venda . materiais provisoriamente separados de um prédio para nele se reempregarem.: direitos autorais. CLASSIFICAÇÃO LEGAL • Bens considerados em si mesmos: móveis ou imóveis.: direito à sucessão aberta. c) móveis por determinação legal (energias que tenham valor econômico. mas conservando a sua unidade. b) as árvores. consumíveis ou inconsumíveis. • Bens considerados em relação ao titular do domínio: públicos (uso comum do povo. intangíveis ou abstratos): são os que não podem ser percebidos pelos sentidos.pontodosconcursos. singulares ou coletivos. exceto se se destinam ao corte. b) móveis por antecipação (árvore plantada para corte ou frutos de um pomar que ainda estão no pé. carro.

). b) Universalidade de Direito: pluralidade de bens singulares. etc.). Quanto à Consuntibilidade 3. pertinentes à mesma pessoa. salvo disposição em contrário. Mas expostos numa livraria são considerados como consumíveis. mas possuem uma disciplina jurídica como se imóveis fossem. 92/97. hipoteca. pois permitem usos reiterados. Quanto à Individualidade 5. independentemente dos demais. diminuição considerável de valor ou prejuízo do uso a que se destinam. 2.3.pontodosconcursos.).). a) Universalidade de Fato: pluralidade de bens singulares. 2. etc. Principais: existem por si mesmos. Singulares: são os que. Coletivos (ou universais): são as coisas que se encerram agregadas em um todo. Ex. 5. Divisíveis: podem ser fracionados em porções reais e distintas. em princípio. A indivisibilidade pode ser: por natureza (um cavalo). Inconsumíveis: proporcionam reiterados usos. sem alteração de sua substância.1. Regras → o bem acessório segue o destino do principal. massa falida. tenham destinação unitária pela vontade humana (biblioteca. se consideram de per si. módulo rural. dotadas de valor econômico. um quadro famoso).: um apartamento.br 29 . permitindo que se retire toda a sua utilidade.). dinheiro.com. veículos. etc. Acessórios: sua existência depende da existência de outro. Consumíveis: são bens móveis. etc. CC 1.1. etc. etc. qualidade e quantidade (ex.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR (geralmente maiores para os bens imóveis) e os direitos reais (como regra hipoteca para imóveis e penhor para os móveis). B) BENS RECIPROCAMENTE CONSIDERADOS – arts. 3. dinheiro.: imóveis. joias. um veículo. que. Admitem apenas um uso (gêneros alimentícios. corpóreos. roupas.5. ligadas pela norma jurídica (patrimônio. corpóreos e homogêneos. Lauro Escobar www. lotes urbanos) ou pela vontade das partes (contrato). Os imóveis só podem ser infungíveis.1. Fungíveis: podem ser substituídos por outros do mesmo gênero. Navios e Aeronaves: fisicamente são bens móveis. Quanto à Fungibilidade 2.2.2. qualidade e quantidade (ex. conforme a destinação que o homem lhe dá. Infungíveis: não podem ser substituídos por outros do mesmo gênero. a Prof. bebidas.2. Quanto à divisibilidade 4. 2. pinacoteca. 3. Indivisíveis: não podem ser fracionados em porções. 5. por determinação legal (herança. pois a destinação é a venda (consumíveis de direito). 1. são bens inconsumíveis.: os livros. rebanho. embora reunidos.: gêneros alimentícios. pois deixariam de formar um todo perfeito.1. exercendo função e finalidade independentemente de qualquer outro bem (terrenos. 4. herança. formando cada qual um todo perfeito. cujo uso importa na destruição imediata da própria coisa.). sem atingir sua integridade (ex. livros. 4. Há bens que são consumíveis. 3.2.

de modo duradouro. Espécies: a) necessárias (realizada para a conservação do bem: alicerce da casa). 3. ao uso. a escultura em relação à matéria-prima. C) BENS CONSIDERADOS EM RELAÇÃO AO TITULAR DO DOMÍNIO – arts.219. 2. 2. Pertenças: são os bens que. ao serviço ou ao aformoseamento de outro. o abandono. as coisas abandonadas – estas são conhecidas como res derelictae). troca de piso com mármore). etc. estradas. 3.). 2. Caso elas não sejam indenizadas.1. CC). nascem e renascem da coisa e sua percepção mantém intacta a substância do bem que as gera (frutas. com a coisa perdida. não constituindo partes integrantes (como os frutos. ornamentos de uma residência. Res Nullius: são as coisas de ninguém (ex. ministérios. se destinam.5. etc. Uso comum do povo: destinados à utilização do público em geral (rios.).1. 2. mas elas poderão ser levantadas (art. Particulares: são os que pertencem às pessoas naturais (físicas) ou às pessoas jurídicas de direito privado. etc.pontodosconcursos. proprietário do principal também é proprietário do acessório.). secretarias. a escritura ou qualquer trabalho gráfico em relação à matéria-prima. recreio ou deleite: piscina. 98/103.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR natureza do acessório é a mesma do principal. CC 1. úteis (são as que aumentam ou facilitam o uso da coisa: garagem) e voluptuárias (mero embelezamento. b) possuidor de má-fé: são ressarcidas somente as benfeitorias necessárias.6.220. 2. mantém sua individualidade (não se aplica a regra de que segue o principal). 1. 2. Não pode levantar nenhuma das benfeitorias realizadas e não tem direito de retenção sobre nenhuma delas (art. com a diminuição da quantidade até o seu esgotamento. onde há um ato voluntário. em que o ato foi involuntário e a coisa continua a pertencer (ao menos em tese) ao patrimônio do titular. ruas. melhoramentos ou despesas que são feitas em um bem já existente (móvel ou imóvel). qualquer trabalho gráfico em relação ao papel utilizado. CC). 1. etc. Deixam de ser bens acessórios e passam a ser principais: a pintura em relação à tela. o possuidor tem o direito de retenção pelo valor das mesmas.: acessórios de um veículo. melhorá-lo ou embelezá-lo. máquinas (trator) para exploração da propriedade agrícola. Não confundir coisa abandonada.com.: um peixe no fundo do mar. Lauro Escobar www. 2. Ex. 3. Públicos: são os bens de domínio nacional pertencentes às pessoas jurídicas de direito público interno. produtos e benfeitorias). Produtos: são as utilidades que se retiram da coisa. mares.br 30 . Benfeitorias: são acréscimos. Uso especial: imóveis utilizados pelo próprio poder público para a execução de serviço público (hospitais e escolas públicas.2.3. Apesar de serem acessórios. Frutos: são as utilidades que a coisa principal produz periodicamente. alterando a substância da coisa.4. aluguéis. Prof. Indenização das Benfeitorias: a) possuidor de boa-fé: direito à indenização das benfeitorias necessárias e úteis. Já as benfeitorias voluptuárias não serão indenizadas.2. para conservá-lo. Não há indenização pelas benfeitorias úteis e voluptuárias.

691. Bens que integram o comércio: são os negociáveis.3.722. bens de família. D) BENS CONSIDERADOS EM RELAÇÃO À NEGOCIAÇÃO 1. 1. CC). Estes bens somente podem ser alienados de forma excepcional. 2. imprescritíveis (não podem ser objeto de usucapião. defesa social e proteção de certas pessoas. Diferenças. disponíveis. legalmente inalienáveis: apesar de suscetíveis de apropriação. CF). CC): a) ato voluntário (deve Prof. Bens que estão fora do comércio: são os que não podem ser transferidos de um acervo patrimonial para outro 2. os bens dominicais e os desafetados podem ser alienados. personalíssimos: são os preservados em respeito à dignidade humana (ex. bens gravados com cláusula de inalienabilidade (art. honra. CC e Súmula 340 STF). 1. Consiste em prédio residencial urbano ou rural. parágrafo único. CC): cônjuges ou entidade familiar. §4°.4. podem ser apropriados e transferidos.com. etc. 62 a 69. etc. A pessoa deve apontar a “justa causa” para tornar o bem inalienável (art. 3. CC): tornam-se inalienáveis por vontade humana inter vivos (ex. Dominicais: constituem o patrimônio disponível das pessoas de direito público: terras devolutas e terrenos de marinha. mediante escritura pública ou testamento. observadas as exigências legais). Os bens públicos dominicais podem ser alienados. cuja renda será aplicada na conservação do imóvel e no sustento da família. destinam parte de seu patrimônio (desde que não ultrapasse um terço do patrimônio líquido). Bem de Família (arts. 2. CC).). insuscetíveis de apropriação: coisas de uso inexaurível (ar.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR 3. Observação: Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são inalienáveis. bens como os órgãos do corpo humano.1. 2.br 31 . 100. CC). observadas as exigências da lei.911. têm sua comercialidade excluída pela lei para atender a interesses econômicos-sociais. 3. 1. de um patrimônio para outro.4. Não confundir: Código Civil X Lei n° 8. enquanto conservarem a sua qualificação. 1. 3. Conversão: os bens públicos dominicais podem ser convertidos em bens de uso comum ou de uso especial (afetação). Bens gravados com cláusula de inalienabilidade (art. Ex. gratuita ou onerosamente. 2. Pode recair sobre valores mobiliários. 191. Bem de Família Voluntário (arts.711 a 1. passando.5. 2. cuja comercialização é expressamente proibida pela lei.711 a 1. bens das fundações (arts.6. 2.5.: vida. Lauro Escobar www. água do alto-mar. Característica dos bens públicos: inalienáveis (como regra não podem ser vendidos. Já pela desafetação permite-se que um bem de uso comum do povo ou de uso especial seja reclassificado como sendo um bem dominical.). 231.3.: bens públicos (uso comum do povo e especial – art. 1.911.2. com suas pertenças e acessórios.722.pontodosconcursos. destinando-se a domicílio familiar. impenhoráveis (não recai execução judicial ou penhora). nome. CC).009/90. luz solar. Não estão afetados a qualquer finalidade pública. terras ocupadas pelos índios (art.848.6. 1. liberdade.: doação) ou causa mortis (testamento). bens de menores (art. CC). qualquer que seja a sua natureza: art. de forma vitalícia ou temporária.

Ed. c) acarreta inalienabilidade e impenhorabilidade do bem. pensão alimentícia. b) deve representar no máximo um terço do patrimônio líquido da pessoa que está registrando. BIBLIOGRAFIA-BASE Para a elaboração desta aula foram consultadas as seguintes obras: DINIZ. MONTEIRO. Ex. Caio Mário da Silva – Instituições de Direito Civil. SERPA LOPES. Forense. Silvio de Salvo – Direito Civil. ou seja. Forense. Ed. Ed. d) admitem-se apenas duas exceções: dívidas decorrentes de condomínio e as dívidas tributárias que recaem sobre o bem. Ed. Ed. Ed. Maria Helena – Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro Interpretada. Freitas Bastos. Orlando – Direito Civil. 3° da lei especial). Rodolfo Filho – Novo Curso de Direito Civil.009/90. Carlos Roberto – Direito Civil Brasileiro. Saraiva. Revista dos Tribunais. Cuidado com a fiança nos contratos de locação trata-se de exceção que se aplica somente em relação à Lei n° 8. Ed. DINIZ. Washington de Barros – Curso de Direito Civil. Ed Saraiva. condomínio. é considerado bem de família. e Rosa Maria de Andrade – Código Civil Comentado. Saraiva. Ed Forense. produto de crime. não pode recair penhora sobre ele. b) aplica-se a famílias que possuem apenas um único imóvel para sua residência (este bem. Nelson Jr.pontodosconcursos. Saraiva. MAXIMILIANO. RODRIGUES.: trabalhista. Ed. mas se o proprietário quiser. SILVA. poderá vendê-lo). esta coisa fica apenas impenhorável. PEREIRA. impostos. GAGLIANO.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR ser registrado). Pablo Stolze. NERY. Saraiva. d) possui um número maior de exceções (art. Bem de Família Legal (Lei n° 8. Prof. Saraiva.com. Ed.009/90): a) na realidade não torna a coisa propriamente em “bem de família”. VENOSA. Silvio – Direito Civil. ou seja. Ed. hipoteca financiamento. Miguel Maria de – Curso de Direito Civil. decorre da lei). Maria Helena – Curso de Direito Civil Brasileiro. GOMES. o bem não pode ser penhorado por terceiros. c) acarreta somente a impenhorabilidade (e não a inalienabilidade.br 32 . PAMPLONA. de forma automática. Carlos – Hermenêutica e Aplicação do Direito. Ed Atlas. Lauro Escobar www. De Plácido e – Vocabulário Jurídico. GONÇALVES. Freitas Bastos.

92. afirmar que uma das formas de aquisição derivada da propriedade de bens imóveis vem a ser a usucapião especial não está correta. pois nada tem a ver com a função social do contrato e a boa-fé objetiva. não podendo ser afastado pela vontade das partes independentemente da natureza apresentada pelo negócio jurídico. que. O princípio da gravitação jurídica é um princípio geral do Direito Civil. b) direitos autorais. c) é norma integrativa que permite ao possuidor do bem a reintegração imediata de sua posse. d) direitos pessoais de caráter patrimonial. A letra “b” está errada. A letra “a” está correta. continua tendo aplicação direta retirada de forma presumida da análise de vários dispositivos da atual codificação (ex. A letra “d” está errada. salvo disposição especial em contrário. e) é decorrência dos princípios da função social do contrato e da boa-fé objetiva e determina a necessidade de informar de maneira adequada as partes contratantes. b) permite a aquisição derivada de bens imóveis por usucapião especial. COMENTÁRIOS. pois este princípio não pode ser confundido com o direito de reivindicação que o possuidor tem contra quem injustamente possua coisa que esteja originalmente na sua posse ou detenção. cujo fundamento é de que o bem acessório segue o principal. pois o princípio da gravitação jurídica é um princípio geral do Direito Civil. salvo disposição legal ou contratual em contrário. c) direitos à sucessão aberta. Ademais. pois o princípio da gravitação não constitui forma de aquisição da propriedade de bens imóveis. 59 do Código anterior e não foi reproduzida no atual. Gabarito: “A”. A letra “c” está errada. Ainda assim. Lauro Escobar www. pois as formas derivadas de aquisição da propriedade imóvel são o registro imobiliário e a sucessão hereditária. e) energias que tenham valor econômico.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR EXERCÍCIOS COMENTADOS DA FUNDAÇÃO CESGRANRIO 01) (CESGRANRIO – Caixa Econômica Federal – Advogado – 2012) A respeito do princípio da gravitação jurídica. 02) (CESGRANRIO – Casa da Moeda do Brasil – Advogado – 2005) NÃO são considerados bens móveis os (as): a) navios. Prof. d) é norma geral no ordenamento.: art. em sua parte final. CC. A usucapião vem a ser um modo de aquisição originária da propriedade. podendo ser afastada pela vontade das partes somente em negócios jurídicos gratuitos. enuncia que o bem acessório é aquele cuja existência supõe a do principal). Finalmente a letra “e” também está errada.pontodosconcursos.com. Essa regra estava prevista no art.br 33 . sabe-se que a) estabelece que a propriedade dos bens acessórios segue a sorte do bem principal.

Lauro Escobar www. 80. por violação à legislação municipal. os veículos oficiais e os imóveis onde estão localizadas as repartições públicas. os rios e os teatros públicos. As energias que tenham valor econômico são consideradas bens móveis para os efeitos legais.com. O próprio art. A única alternativa que não representa um bem móvel é o direito à sucessão aberta (art. pode-se afirmar que: a) as energias que tenham valor econômico são consideradas bens móveis para os efeitos legais. Prof. e) os cemitérios públicos. como sendo bens públicos de uso comum do povo. Gabarito: “A”. as praças e os rios. c) de uso especial.br 34 . ainda que para nele se reempregarem. e) concedidos. Gabarito: “C”. b) de uso dominical. 03) (CESGRANRIO – Empresa de Pesquisa Energética – EPE – Advogado – 2007) Relativamente aos bens. e) são considerados intangíveis os bens móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie. c) nem a lei. os veículos oficiais e os teatros públicos. b) os materiais provisoriamente separados de um prédio. c) as praças. uma vez reunidos. CC. no intuito de regularizar o espaço urbano. d) as praças. II. 83.pontodosconcursos. as ruas e praças públicas.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR COMENTÁRIOS. 99. COMENTÁRIOS. notifica. 04) (CESGRANRIO – Detran/Acre – Advogado – 2009) O Prefeito do município de Rio Branco/AC. de forma exemplificativa. CC). COMENTÁRIOS. I. os teatros públicos e os imóveis onde estão localizadas as repartições públicas. 99 do Código Civil. I. Tais bens são considerados: a) particulares. deixam de ser considerados de per si. nos termos do art. nem tampouco a vontade das partes pode tornar indivisível o que é naturalmente divisível. d) de uso comum. 05) (CESGRANRIO – Petrobrás – Advogado – 2008) Observando-se a classificação prevista no art. Gabarito: “D”. CC arrola. d) são considerados singulares os bens que. b) as estradas. são bens públicos de uso especial: a) as estradas. qualidade e quantidade. perdem seu caráter de bens imóveis. Observem que o examinador considerou o navio como sendo um bem móvel. diversos munícipes que realizaram construções irregulares em locais destinados a ruas e praças públicas.

notificando. 99. Os morros são de propriedade do Município. e) de uso comum e concedidos. que podem ser considerados (por exclusão) como bens dominicais. d) concedidos e de uso especial. Lauro Escobar www. deparando-se com documento em que Caio. empresário. Gabarito: “E”. servidor do Banco Central. b) de uso particular. estadual.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR COMENTÁRIOS. inicia atividade fiscalizatória na instituição financeira Dev e Div S/A. 06) (CESGRANRIO – BACEN – Analista do Banco Central do Brasil – 2009) Um automóvel integrante da frota de veículos de uma autarquia federal. CC). é um bem público: a) de uso comum do povo. 99. 07) (CESGRANRIO – BACEN – Analista do Banco Central do Brasil – 2010) O Prefeito do município do Rio de Janeiro. como bem de família. no intuito de regularizar o espaço urbano. O art. que são bens de uso comum do povo (art. Os atos do Município atingem bens considerados: a) de uso especial e de uso particular. I. registrados como propriedade do município. estando devidamente registrados. bem como outros que realizaram construções. Gabarito: “B”. Prof. violando leis de conteúdo ambiental e edilício. ao arrepio das leis. por violação de legislação municipal. realiza operação denominada Choque de Ordem. Bens públicos de uso especial são os afetados a atividades inerentes ao serviço público. Por tal circunstância. COMENTÁRIOS. c) particulares e de uso comum. b) de uso comum e dominicais. COMENTÁRIOS. Gabarito: “C”. em encostas de morros. e) dominical. Inicialmente o cabeçalho da questão se refere a ruas e praças públicas. podendo ser móvel ou imóvel. CC dispõe que são bens públicos de uso especial os edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da administração federal. Depois se refere às encostas de morros. II.pontodosconcursos. diversos munícipes que realizaram construções irregulares em locais destinados a ruas e praças públicas.br 35 . d) desafetado. cuja utilização destina-se ao transporte rotineiro do expediente administrativo. No caso trata-se de um veículo cuja utilização se destina ao transporte de expediente administrativo. territorial ou municipal. estabeleceu. seriam impassíveis de usucapião. c) de uso especial. A doutrina também fornece como exemplos os cemitérios públicos e os teatros públicos. inclusive as autarquias. 08) (CESGRANRIO – BACEN – Analista do Banco Central do Brasil – 2009) Lúcio. nos termos da lei civil.com. não podendo sofrer regulamentação por tal via.

b) o bem de família permite a execução em relação a dívidas civis posteriores à sua instituição. com suas pertenças e acessórios. dotadas de valor econômico. O imóvel. instituiu também ações da empresa WYK. CC).DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR imóvel situado na zona rural de Jaboatão dos Guararapes/PE. pertinentes à mesma pessoa. como no caso de impostos que incidem sobre o bem. afirma-se que: a) os valores mobiliários sob a guarda de instituição financeira estão a salvo de qualquer liquidação. correspondia a dez por cento do seu patrimônio pessoal total. 1711. assinale a alternativa INCORRETA: a) constitui universalidade de fato a pluralidade de bens singulares que. 1715. CC protege o bem por dívidas posteriores (as anteriores à instituição o atingem).00 e que. e que valiam.000. é perfeitamente possível abranger os valores mobiliários. EXERCÍCIOS COMENTADOS DE BANCAS VARIADAS (MAIS ATUAIS) ATUAIS. segundo as regras do Código Civil. R$ 100. à época. além disso. estão a salvo de liquidação. c) o percentual de dez por cento do valor do bem extrapola a autorização legal. CC). b) a alternativa correta diz que os valores estão a salvo de “qualquer” liquidação. COMENTÁRIOS. Foi estabelecido que os dividendos integrariam o valor a ser aplicado na manutenção do imóvel. na época.00. A instituição financeira Dev e Div foi escolhida por Caio para administrar os valores mobiliários e destiná-los aos seus herdeiros. com cotação no mercado bursátil nacional. b) constitui universalidade de direito o complexo de relações jurídicas.000. de uma pessoa. Lauro Escobar www. No entanto. Além disso.000. 1712. mas isso deve ser tido com reservas. pois todos os requisitos exigidos pela lei para a instituição do bem de família pelo Código Civil foram respeitados: o imóvel representava apenas 10% de seu patrimônio (não poderia ultrapassar um terço) e houve o devido registro imobiliário (art. Para fazer face às despesas do imóvel. bem como nos registros atinentes aos valores mobiliários. d) não há necessidade de registrar o bem de família. cuja renda será aplicada na conservação do imóvel e sustento da família (art. bem como os valores mobiliários sob a guarda da instituição financeira. e) imóvel rural não pode ser instituído como bem de família. faço algumas ressalvas a esta questão: a) ela deveria ser mais clara no sentido de que o imóvel registrado se destinava a domicílio familiar. Diante das regras aplicáveis ao bem de família. ainda há a ressalva de eventuais tributos. no momento próprio.com. tenham destinação unitária.01) (FCC – Magistratura do Trabalho – Mato Grosso do Sul – 2012) Com base no atual Código Civil Brasileiro.pontodosconcursos. O imóvel pode ser urbano ou rural. Prof.br 36 . no valor de R$ 1. Houve o necessário registro no ofício imobiliário próprio. Gabarito: “A”. pois o art.

e) apesar de ainda não separados do bem principal.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR c) considera-se imóvel. letra “b” (universalidade de direito: art. 90. d) são consideradas benfeitorias os melhoramentos ou acréscimos sobrevindos ao bem sem a intervenção do proprietário. uma obrigação de entregar um bem determinado (coisa certa) não pode ser cumprida de forma diversa da avençada. o direito à herança e as energias que tenham valor econômico. não poderão exceder o valor do prédio instituído em bem de família. A letra “c” está correta segundo o art. CC. à época de sua instituição.br 37 . Acrescenta o art.713. A letra “e” está errada. é INCORRETO afirmar que: a) poderá ser instituído por terceiro por testamento ou doação. b) segundo o princípio da gravitação jurídica. II. dependendo a eficácia do ato da aceitação expressa de ambos os cônjuges beneficiados ou da entidade familiar beneficiada. caput. 1711.pontodosconcursos. destinados aos fins previstos no artigo antecedente. COMENTÁRIOS. possuidor ou detentor. 95. os frutos e produtos podem ser objeto de negócio jurídico.com. ATUAIS. As demais alternativas estão corretas: letra “a” (universalidade de fato: art. o direito à sucessão aberta. 1. CC.714. CC. sua administração compete a ambos os cônjuges. salvo as que provierem de tributos relativos ao prédio ou de despesas de condomínio.712. para os efeitos legais. resolvendo o juiz em caso de divergência. E o §1° completa determinando que os valores mobiliários ser devidamente individualizados no instrumento de instituição do bem de família. ATUAIS. pois o art. constitui-se pelo registro de seu título no Registro de Imóveis. e) não poderá abranger valores mobiliários. 1. possuidor ou detentor. b) salvo disposição em contrário do ato de instituição. não se consideram benfeitorias os melhoramentos ou acréscimos sobrevindos ao bem sem a intervenção do proprietário. CC. A letra “a” está correta nos termos do art. CC permite que o bem de família abranja valores mobiliários. 1720. Gabarito: “D”. CC) e letra “e” (frutos: art. 91. a) são considerados bens imóveis por força de lei: o direito à sucessão aberta. Segundo o art.715.02) (FCC – Magistratura do Trabalho – 20ª Região/SE – 2012) Sobre o bem de família.03) (AOCP – Advogado da Caixa Estadual/RS – 2010) Assinale a alternativa CORRETA. c) é isento por execução por dívidas posteriores à sua instituição. A letra “d” está correta conforme prevê o art. COMENTÁRIOS. 80. parágrafo único. 1. letra “c” (direito à sucessão aberta: art. 97. CC). CC). A letra “b” está correta nos termos do art. CC. d) quer instituído pelos cônjuges ou por terceiro. CC que os valores mobiliários. CC). Gabarito: “E”. Prof. Lauro Escobar www. 1.

para o uso desses bens. “A vaga de garagem que possui matrícula própria no registro de imóveis não constitui bem de família para efeito de penhora”. não serve para moradia da família. e) bens de uso especial são aqueles utilizados pela própria administração pública na busca de seus fins. nos termos do art. mas sim por sua própria natureza.04) (CESPE/UnB – TJ/AC – Juiz de Direito – 2012) No que se refere ao enfrentamento jurisprudencial do bem de família. 5° da Lei n. 103. 8. CC). COMENTÁRIOS. I. podendo ser penhorado. pois nossos Tribunais (inclusive o STF) vêm decidindo no sentido de se considerar legítima a penhora Prof. c) é inconstitucional a penhora de bem de família do fiador em contrato de locação. 100. lhes retira a característica de bens de uso comum do povo. pois não serve à moradia familiar. Não tendo esta serventia não se caracteriza com bem de família. b) o terreno não edificado não caracteriza bem de família. se o uso for oneroso. d) não faz jus aos benefícios da lei que regulamenta o bem de família o devedor que não resida no único imóvel que lhe pertença. COMENTÁRIOS. pois os bens públicos de uso comum do povo podem ser gratuitos ou onerosos. Gabarito: “E” (art.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR c) uma obra de arte é considerada bem indivisível por determinação legal. embora o domínio pertença à administração pública. A letra “a” está errada. A letra “b” está errada. ATUAIS. Sendo afetados. A letra “d” também está errada. uma vez que não pode ser fracionada sem que se diminua seu valor ou se perca a sua substância. a eventual instituição de cobrança de taxa.br 38 . a) a vaga de garagem com matrícula própria no registro de imóveis constitui bem de família para efeito de penhora. Lauro Escobar www. A letra “c” está errada. É assim que vem decidindo reiteradamente o STJ. se o terreno não foi edificado. CC. esta onerosidade não lhe retira a característica de uso comum do povo. por terem como condição a gratuidade. assinale a opção CORRETA. só utilizando o valor obtido com a locação desse bem para complementar a renda familiar. O art.009/90 dispõe que “para os efeitos de impenhorabilidade. pois embora uma obra de arte seja considerada como bem indivisível. 83. d) bens de uso comum do povo são aqueles usados livre e gratuitamente pela população. Ora. de que trata esta lei. pois as energias que tenham valor econômico são bens móveis (art. pois o princípio da gravitação jurídica é aquele que estabelece que o acessório segue o principal. CC). não o é por determinação legal. considera-se residência um único imóvel utilizado pelo casal ou pela entidade familiar para moradia permanente”. A letra “a” está errada. e) a execução de dívida oriunda de pensão alimentícia não pode ensejar a penhorabilidade do bem de família. A letra “b” está correta. pois segundo a Súmula 449 do STF. A letra “c” está errada.pontodosconcursos. não podem ser alienados enquanto conservarem tal característica.com.

a universalidade de direito compõe-se de bens singulares corpóreos heterogêneos ou incorpóreos. aos quais a norma jurídica confere unidade. letra “b” (inciso I) e letra “c” (inciso V). 3° da Lei n° 8.009/1990 como hipótese de exceção à impenhorabilidade do bem de família.06) (CESPE/UnB – TJ/AL – Analista Judiciário – 2012) Assinale a opção CORRETA em relação ao tema bens.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR do bem de família pertencente a fiador de contrato de locação. um bem imóvel. o trator.009/90 não viola o disposto no art. é possível penhorar o bem de família para pagamento de credor de pensão alimentícia. 90. III. a que a norma jurídica. taxas e contribuições devidas em função do imóvel familiar. pois o STJ vem decidindo que se o devedor aluga o seu único imóvel a terceiros. ATUAIS. se decorrentes de vínculo familiar ou de obrigação de reparar danos. COMENTÁRIOS. 80. predial ou territorial. para sua exploração. dá unidade Prof. Tal dispositivo não faz qualquer distinção quanto à causa dos alimentos.br 39 . Gabarito: “B”. por disposição legal. ligados entre si pela vontade humana. b) créditos decorrentes de direitos trabalhistas e previdenciários dos trabalhadores da obra do bem de família. A letra “b” está errada: a universalidade de fato (art. pois a pensão alimentícia é prevista no art. Gabarito: “D”. por exemplo. corpóreos e homogêneos. biblioteca). da Lei n. d) a indivisibilidade dos bens somente ocorre por sua natureza ou por determinação legal. tem direito à impenhorabilidade do imóvel. para a consecução de um fim (rebanho.009/90. b) a universalidade de fato refere-se ao conjunto de bens singulares corpóreos ou incorpóreos. com o intuito de produzir certos efeitos. VII. a) o direito à sucessão aberta é considerado. EXCETO: a) para cobrança de impostos. II. A letra “a” está certa nos termos do art. c) bens infungíveis são aqueles suscetíveis de substituição por outro da mesma espécie. ao entendimento de que o art. como. utilizando os rendimentos para garantir sua subsistência.pontodosconcursos. 8. d) quando o imóvel bem de família for demasiadamente valioso. CC) é o conjunto de bens singulares. Letra “a” (inciso IV).com. ATUAIS. Finalmente a letra “e” também está errada. 3°. portanto. A letra “d” está errada. COMENTÁRIOS. Lauro Escobar www. 3°. CC. exceto a letra “D”. Todas as alternativas têm previsão legal no art. é considerado pelo Código Civil bem imóvel por acessão intelectual. da Lei n° 8.05) (IESES – TJ/RN – Titular de Serviços de Notas e Registros – 2012) Exclui-se a impenhorabilidade do bem de família nos seguintes casos. c) obrigação garantida por hipoteca do imóvel bem de família. 6° da CF/88. aformoseamento ou comodidade. e) aquilo que poderia ser mantido intencionalmente no imóvel.

DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR (patrimônio. CC). ao uso. A letra “e” está errada. d) nenhum bem que pertença à pessoa jurídica integrante da administração pública indireta é passível de usucapião. 93. no termos do art. Segundo o art. CC estabelece que os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal não abrangem as pertenças.br 40 . por determinação legal ou por vontade das partes (art. c) bem imóvel por acessão industrial. o atual Código não trata mais dessa espécie de acessão. Nesse caso também estaria errado. Prof. não constituindo partes integrantes. Embora haja quem entenda que elas ainda existam. herança). b) os bens de uso comum são passíveis de usucapião. ao serviço ou ao aformoseamento de outro. 88. O art. se destinam. 102. pois todos os bens públicos são imprescritíveis. Como eles não têm uma afetação. CC). Imóvel por determinação é os que a lei assim determinar (arts. como as plantações e construções. Ora. O ponto diferencial é que os bens dominicais não são inalienáveis. não podendo ser objeto de usucapião. qualidade e quantidade (art. COMENTÁRIOS. 80 e 81. O trator é um exemplo clássico de pertença em relação à fazenda. d) benfeitoria.pontodosconcursos. ou das circunstâncias do caso. pois o exemplo trata das pertenças (art. Lauro Escobar www. ATUAIS. pois bens infungíveis são aqueles insuscetíveis de substituição por outro da mesma espécie. Não é isso o que o examinador deseja. a questão foi clara: “de acordo com o Código Civil”. e) pertença. Imóvel por acessão industrial (também chamada de artificial ou física) é tudo o que o homem incorporar artificialmente ao solo.com. CC. 93. COMENTÁRIOS. caracteriza-se como a) bem fungível. pois a indivisibilidade dos bens ocorre por sua natureza. de acordo com o Código Civil.08) (FGV – OAB – VII Exame Unificado – 2012) Sobre os bens públicos é correto afirmar que a) os bens de uso especial são passíveis de usucapião. de modo duradouro. O examinador poderia ter complicado a questão e colocado a expressão “acessão intelectual”. Já as benfeitorias são obras realizadas no bem (o trator não é uma obra realizada no bem) com o objetivo de embelezar melhorar e conservar a coisa principal. ATUAIS. A questão deve ser resolvida “por exclusão”. c) os bens de empresas públicas que desenvolvem atividades econômicas que não estejam afetados a prestação de serviços públicos são passíveis de usucapião. A letra “c” está errada. A letra “d” está errada. Gabarito: “A”. Bem infungível é o que não pode ser substituído por outro igual. 85. 94. salvo se o contrário resultar da lei. Eliminamos as letras “a” e “b”. Gabarito: “E”.07) (CESPE/UnB – TJ/CE – Juiz de Direito – 2012) Caso uma pessoa adquira um trator para melhor explorar sua propriedade rural. esse bem. CC). CC). são pertenças os bens que. b) bem imóvel por determinação legal. CC. da manifestação de vontade.

De forma contrária. podendo. não possuindo as características como tal. e) é decorrência dos princípios da função social do contrato e da boa-fé objetiva e determina a necessidade de informar de maneira adequada as partes contratantes. pois o princípio da gravitação não constitui forma de aquisição da propriedade de bens imóveis. estes bens não serão considerados como públicos. CC.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR podem ser alienados na forma da lei (art. A usucapião vem a ser um modo de aquisição originária da propriedade. d) é norma geral no ordenamento. e.pontodosconcursos.: art. b) permite a aquisição derivada de bens imóveis por usucapião especial. então. Ademais. Daí esta correta a letra “c” e. Ou seja. Gabarito: “C”. pois as formas derivadas de aquisição da propriedade imóvel são o registro imobiliário e a sucessão hereditária. continua tendo aplicação direta retirada de forma presumida da análise de vários dispositivos da atual codificação (ex. COMENTÁRIOS. por consequência. c) é norma integrativa que permite ao possuidor do bem a reintegração imediata de sua posse. Ainda assim. ao mesmo tempo. mas sim qual sua destinação. Ficamos. No entanto a imprescritibilidade e a impenhorabilidade estão presentes em todas as espécies de bens públicos. salvo disposição legal ou contratual em contrário. O princípio da gravitação jurídica é um princípio geral do Direito Civil. ser objeto de usucapião. entre as letras “c” e “d”. que. precisamos saber que o que faz um bem ser público ou não. errada a letra “d”. 59 do Código anterior e não foi reproduzida no atual. Observem que elas são antagônicas. A letra “b” está errada. podendo ser afastada pela vontade das partes somente em negócios jurídicos gratuitos. ATUAIS. sabe-se que a) estabelece que a propriedade dos bens acessórios segue a sorte do bem principal. pois ela usou a expressão “nenhum”. é pessoa jurídica de direito privado) que não esteja ligado à prestação de um serviço público não é considerado bem público. esse bem terá um “tratamento” de bem público.09) (CESGRANRIO – Caixa Econômica Federal – Advogado – 2012) A respeito do princípio da gravitação jurídica. cujo fundamento é de que o bem acessório segue o principal. 92. Se um bem pertencente a um particular estiver destinado (afetado) a concretização de um interesse público. podem ser alienados. o bem de uma empresa pública (que mesmo fazendo parte da administração pública indireta. consequentemente. não poderá ser usucapido. em sua parte final. enuncia que o bem acessório é aquele cuja existência supõe a do principal).com.br 41 . salvo disposição especial em contrário. Lauro Escobar www. Para elucidar a contradição. 101. afirmar que uma das formas de aquisição derivada da propriedade de bens imóveis vem a ser a usucapião especial não está correto. A letra “a” está correta. sendo ela de direito privado (como as empresas públicas e sociedades de economia mista) e não sendo os seus bens destinados a realização de um interesse público. Essa regra estava prevista no art. não é a quem ele pertence. penhorados e usucapidos. CC). se o proprietário do bem for uma entidade da administração indireta. Assim. A letra Prof.

os bens móveis e imóveis podem ser fungíveis. CC). A letra “b” está errada. c) os bens consumíveis não estão sujeitos à regulação pelo Código Civil. COMENTÁRIOS. (art. ainda que com alteração da substância ou da destinação econômico-social. A letra “c” está errada. pois o princípio da gravitação jurídica é um princípio geral do Direito Civil. 83. A letra “d” está errada. portanto.com. ATUAIS. Lauro Escobar www. CC). d) os direitos hereditários são considerados bens imóveis e.. A letra “b” está errada pois foi usada a expressão “com alteração. A letra “a” está errada: os bens imóveis são sempre infungíveis. pois este princípio não pode ser confundido com o direito de reivindicação que o possuidor tem contra quem injustamente possua coisa que esteja originalmente na sua posse ou detenção. sendo possível que a propriedade da construção seja de titular distinto do proprietário do imóvel.. pois o correto seria afirmar que os bens públicos não estão sujeitos a usucapião (art. Finalmente a letra “e” também está errada.253.11) (IESES – TJ/RN – Titular de Serviços de Notas e Registros – 2012) Assinale a alternativa CORRETA: a) em regra. 80.10) (TJ/PR – Assessor Jurídico – 2012) Com base nas disposições do Código Civil acerca dos bens. c) os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações são bens imóveis. CC. A letra “a” está correta. toda construção ou plantação existente em um terreno presume-se feita pelo proprietário e à sua custa. b) são móveis os bens suscetíveis de movimento próprio. ATUAIS. 82.”. ou de remoção por força alheia. pois nada tem a ver com a função social do contrato e a boa-fé objetiva. CC). até que se prove o contrário. assinale a alternativa CORRETA. O correto é sem alteração da substância.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR “c” está errada. CC). 86.pontodosconcursos. COMENTÁRIOS. III. não podendo ser afastado pela vontade das partes independentemente da natureza apresentada pelo negócio jurídico. b) a construção realizada sobre bem imóvel é bem autônomo..br 42 ... Finalmente a letra “d” está errada. 102. pois o direito à sucessão aberta é bem imóvel por força de lei (art. pois nos termos do art. os atos de disposição relativos a estes direitos devem seguir as formalidades exigidas para os bens imóveis. os bens móveis podem ser fungíveis ou infungíveis. pois o correto seria afirmar “os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações são bens móveis. pois os bens consumíveis estão regulados pelo Código Civil (art. d) os bens públicos somente estarão sujeitos a usucapião se obedecidas as disposições legais e constitucionais sobre o tema. a) o direito à sucessão aberta é considerado bem imóvel. Gabarito: “A”. II. A letra “c” está errada. Gabarito: “A”. nos termos do art. 1. A letra “d” está certa. pois o Prof. CC.

pois estabelece o art. CC. CC. 1. ruas e praças. quanto ao seu funcionamento. 1721. de cada uma dessas entidades. 101. são bens públicos os de uso comum do povo. CC. constituise pelo registro de seu título no Registro de Imóveis.712. 99. COMENTÁRIOS. poderá o juiz. pelas normas do Código Civil Brasileiro. ATUAIS.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR art. b) o bem de família. é INCORRETO afirmar que a) o bem de família consistirá em prédio residencial urbano ou rural.714. extingui-lo ou autorizar a sub-rogação dos bens que o constituem em outros. como objeto de direito pessoal. cuja renda será aplicada na conservação do imóvel e no sustento da família. c) os bens públicos dominicais podem ser alienados. A letra “b” está errada. com suas pertenças e acessórios. que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público. pois. quer instituído pelos cônjuges ou por terceiro. tais como edifícios ou terrenos destinados a serviços ou estabelecimento da administração federal. A letra “a” está correta e já vimos na aula anterior. exceto os de suas autarquias e os dominicais. territorial ou municipal. CC Prof. ou real. CC.719. no que couber. 1.12) (TRT/15ª Região – Magistratura Trabalhista – 2012) Aponte a alternativa INCORRETA: a) salvo disposição em contrário. as pessoas jurídicas de direito público. conforme o parágrafo único do art. Lauro Escobar www. CC. A letra “c” está correta nos termos do art. A letra “a” está correta nos termos do art. Gabarito: “D”. A letra está errada. prevê que o direito à sucessão aberta (direitos sucessórios) é considerado imóvel para efeitos legais. c) comprovada a impossibilidade da manutenção do bem de família nas condições em que foi instituído. CC. COMENTÁRIOS. art. mares. observadas as exigências da lei. O erro repousa em apenas uma palavra. d) a dissolução da sociedade conjugal pelo divórcio extingue o bem de família. CC fala “inclusive os de suas autarquias” e a questão fala “exceto os de suas autarquias”.pontodosconcursos. os de uso especial. A letra “b” está correta nos termos do art. II. A letra “d” está correta nos termos do art. estradas. 1. A letra “c” está certa nos termos do art. 80. 41. estadual. e poderá abranger valores mobiliários. ouvidos o instituidor e o Ministério Público. CC. destinando-se em ambos os casos a domicílio familiar.br 43 . ATUAIS. 84. d) nos termos do CCB. regem-se. II. tais como rios.13) (MPE/MG – Promotor de Justiça – 2012) Quanto ao bem de família previsto no Código Civil. a requerimento dos interessados.com. b) nos termos do CCB. a que se tenha dado estrutura de direito privado. Gabarito: “B”. os materiais provenientes da demolição de um prédio são considerados bens móveis.

Getúlio Vargas. e) especial. CC os atos atingiram os bens de uso comum do povo (ruas e praças). II e III. 99.São Paulo . IV e V. Rio Tietê. Praça da Sé .Capital. 99. d) III. III. II.pontodosconcursos. autoriza o comércio ambulante no entorno da festa. Para isso. espaço para as comemorações. I. IV. considera-se bem público de uso especial os indicados APENAS em a) I e IV. Gabarito: “D”. De acordo com o Código Civil brasileiro.SP. Os gastos realizados pelo município são plenamente recompensados pelo afluxo de turistas. ATUAIS. c) I. buscando fornecer aos visitantes e aos cidadãos locais. Os atos do Prefeito de Eirunepé atingiram bens de uso: a) comum. Lauro Escobar www. o prefeito procede à interdição aos veículos da Av. COMENTÁRIOS. principal via da cidade. c) particular. b) dominical.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR que a dissolução da sociedade conjugal não extingue o bem de família. b) I. I. V.15) (ISAE – Procurador da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas – 2012) O Município do Eirunepé planeja realizar festejos momescos fora de época.14) (FCC – TRT/2ª Região – Analista Judiciário) Considere: I. com o intuito de gerar recursos para a economia local. Prof. art.com. Edifício onde se localiza a Prefeitura Municipal da cidade W. Gabarito: “A”. A par disso. IV e V. Praia do Gonzaga e Rio Tietê (bens públicos de uso comum do povo. bem como autoriza o comércio ambulante no entorno desta festa. CC). Nos termos do art. Gonzaga . d) concedidos. Prédio da Prefeitura Municipal da cidade W e terreno público destinado à instalação da autarquia municipal X (bens públicos de uso especial).br 44 . ATUAIS. com o recolhimento de tributos municipais. Na realidade o ato do Prefeito restringe a circulação de veículos na avenida principal da cidade para a realização de uma festa. Praça da Sé. e) IV e V.Praia da Cidade de Santos . Gabarito: “E” (itens IV e V). Terreno Público destinado à instalação da autarquia municipal X. COMENTÁRIOS.

podendo ser afastada pela vontade das partes somente em negócios jurídicos gratuitos. sabe-se que a) estabelece que a propriedade dos bens acessórios segue a sorte do bem principal.712. e) os frutos e produtos podem ser objeto de negócio jurídico. para nele se reempregarem..pontodosconcursos. provisoriamente separadas de um prédio. A letra "c" está correta nos termos do art. CC: Consideram-se móveis para os efeitos legais: I. Lauro Escobar www. 86. as energias que tenham valor econômico.. A letra "e" está errada. CC: São consumíveis os bens móveis cujo uso importa destruição imediata da própria substância. A letra "b" está correta nos termos do art. 1. CC: "O bem de família consistirá em prédio residencial urbano ou rural. d) são consumíveis os bens móveis cujo uso importe destruição imediata da própria substância. 81. b) permite a aquisição derivada de bens imóveis por usucapião especial. sendo também considerados tais os destinados à alienação. b) não perdem o caráter de imóveis as telhas.) II . A letra "d" está correta nos termos do art. com suas pertenças e acessórios. e) é decorrência dos princípios da função social do contrato e da boa-fé objetiva e determina a necessidade de informar de maneira adequada as partes contratantes. assinale a alternativa INCORRETA: a) a impenhorabilidade do bem de família legal abrange as pertenças. c) consideram-se móveis para os efeitos legais. as energias que tenham valor econômico. II. desde que separados do bem principal. EXERCÍCIOS SEM COMENTÁRIOS DA CESGRANRIO 01) (CESGRANRIO – Caixa Econômica Federal – Advogado – 2012) A respeito do princípio da gravitação jurídica.os materiais provisoriamente separados de um prédio. art.16) (TRT/8ª Região/PA e AP – Magistratura do Trabalho – 2012) Em relação aos bens. destinando-se em ambos os casos a domicílio familiar. c) é norma integrativa que permite ao possuidor do bem a reintegração imediata de sua posse. para nele se reempregarem.com. CC: Não perdem o caráter de imóveis: (. COMENTÁRIOS. pois estabelece o art. A letra "a" está correta nos termos do art. cuja renda será aplicada na conservação do imóvel e no sustento da família. CC que apesar de ainda não separados do bem principal. sendo também considerados tais os destinados à alienação. 95.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR ATUAIS. d) é norma geral no ordenamento. Gabarito: "E". Prof. 83. salvo disposição legal ou contratual em contrário.br 45 . os frutos e produtos podem ser objeto de negócio jurídico. e poderá abranger valores mobiliários.

os rios e os teatros públicos. c) as praças. qualidade e quantidade. b) as estradas. no intuito de regularizar o espaço urbano. ainda que para nele se reempregarem. as praças e os rios.com. por violação à legislação municipal. uma vez reunidos. notifica.pontodosconcursos. 99 do Código Civil.br 46 . d) direitos pessoais de caráter patrimonial. 05) (CESGRANRIO – Advogado da Petrobrás – 2008) Observando-se a classificação prevista no art. Prof. pode-se afirmar que: a) as energias que tenham valor econômico são consideradas bens móveis para os efeitos legais. c) direitos à sucessão aberta. d) são considerados singulares os bens que. Lauro Escobar www. d) as praças. b) de uso dominical. os veículos oficiais e os teatros públicos. 04) (CESGRANRIO – Advogado do Detran/Acre – 2009) O Prefeito do município de Rio Branco/AC.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR 02) (CESGRANRIO – Advogado – Casa da Moeda do Brasil – 2005) NÃO são considerados bens móveis os (as): a) navios. e) concedidos. diversos munícipes que realizaram construções irregulares em locais destinados a ruas e praças públicas. perdem seu caráter de bens imóveis. b) direitos autorais. os teatros públicos e os imóveis onde estão localizadas as repartições públicas. nem tampouco a vontade das partes pode tornar indivisível o que é naturalmente divisível. os veículos oficiais e os imóveis onde estão localizadas as repartições públicas. b) os materiais provisoriamente separados de um prédio. c) nem a lei. e) os cemitérios públicos. e) energias que tenham valor econômico. d) de uso comum. são bens públicos de uso especial: a) as estradas. Tais bens são considerados: a) particulares. c) de uso especial. e) são considerados intangíveis os bens móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie. 03) (CESGRANRIO – Advogado da Empresa de Pesquisa Energética – EPE/2007) Relativamente aos bens. deixam de ser considerados de per si.

imóvel situado na zona rural de Jaboatão dos Guararapes/PE. Para fazer face às despesas do imóvel. correspondia a dez por cento do seu patrimônio pessoal total. Houve o necessário registro no ofício imobiliário próprio. afirma-se que: a) os valores mobiliários sob a guarda de instituição financeira estão a salvo de qualquer liquidação. no momento próprio. Por tal circunstância. Foi estabelecido que os dividendos integrariam o valor a ser aplicado na manutenção do imóvel. Prof. Lauro Escobar www. nos termos da lei civil. Os atos do Município atingem bens considerados: a) de uso especial e de uso particular. 07) (CESGRANRIO – BACEN – Analista – 2009) O Prefeito do município do Rio de Janeiro. servidor do Banco Central. Os morros são de propriedade do Município. com cotação no mercado bursátil nacional. deparando-se com documento em que Caio.br 47 . empresário.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR 06) (CESGRANRIO – Analista BACEN – 2009) Um automóvel integrante da frota de veículos de uma autarquia federal. por violação de legislação municipal. d) desafetado. cuja utilização destina-se ao transporte rotineiro do expediente administrativo.00.000. instituiu também ações da empresa WYK. b) de uso comum e dominicais. e) dominical.000. b) o bem de família permite a execução em relação a dívidas civis posteriores à sua instituição. c) o percentual de dez por cento do valor do bem extrapola a autorização legal. inicia atividade fiscalizatória na instituição financeira Dev e Div S/A.000. em encostas de morros.com. notificando.pontodosconcursos. d) concedidos e de uso especial. ao arrepio das leis. e que valiam. seriam impassíveis de usucapião. bem como outros que realizaram construções. estando devidamente registrados. 08) (CESGRANRIO – BACEN – Analista – 2009) Lúcio. no intuito de regularizar o espaço urbano. e) de uso comum e concedidos. não podendo sofrer regulamentação por tal via. A instituição financeira Dev e Div foi escolhida por Caio para administrar os valores mobiliários e destiná-los aos seus herdeiros. é um bem público: a) de uso comum do povo. c) particulares e de uso comum. estabeleceu. c) de uso especial. b) de uso particular. à época. no valor de R$ 1. R$ 100. como bem de família.00 e que. violando leis de conteúdo ambiental e edilício. Diante das regras aplicáveis ao bem de família. bem como nos registros atinentes aos valores mobiliários. realiza operação denominada Choque de Ordem. diversos munícipes que realizaram construções irregulares em locais destinados a ruas e praças públicas. na época.

ATUAIS.03) (AOCP – Advogado da Caixa Estadual/RS – 2010) Assinale a alternativa CORRETA. e) imóvel rural não pode ser instituído como bem de família. os frutos e produtos podem ser objeto de negócio jurídico.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR d) não há necessidade de registrar o bem de família. pertinentes à mesma pessoa. tenham destinação unitária. a) são considerados bens imóveis por força de lei: o direito à sucessão aberta. e) não poderá abranger valores mobiliários. Lauro Escobar www. e) apesar de ainda não separados do bem principal. sua administração compete a ambos os cônjuges. de uma pessoa. resolvendo o juiz em caso de divergência. dotadas de valor econômico. c) uma obra de arte é considerada bem indivisível por determinação legal. para os efeitos legais. o direito à sucessão aberta. LISTA DE EXERCÍCIOS DE BANCAS VARIADAS (MAIS ATUAIS) ATUAIS. b) segundo o princípio da gravitação jurídica. salvo as que provierem de tributos relativos ao prédio ou de despesas de condomínio.com. ATUAIS. assinale a alternativa INCORRETA: a) constitui universalidade de fato a pluralidade de bens singulares que.pontodosconcursos. d) quer instituído pelos cônjuges ou por terceiro.01) (FCC – Magistratura do Trabalho – Mato Grosso do Sul – 2012) Com base no atual Código Civil Brasileiro. segundo as regras do Código Civil. dependendo a eficácia do ato da aceitação expressa de ambos os cônjuges beneficiados ou da entidade familiar beneficiada. c) considera-se imóvel.br 48 . c) é isento por execução por dívidas posteriores à sua instituição. d) são consideradas benfeitorias os melhoramentos ou acréscimos sobrevindos ao bem sem a intervenção do proprietário. uma obrigação de entregar um bem determinado (coisa certa) não pode ser cumprida de forma diversa da avençada. constitui-se pelo registro de seu título no Registro de Imóveis. o direito à herança e as energias que tenham valor econômico. b) constitui universalidade de direito o complexo de relações jurídicas. Prof. uma vez que não pode ser fracionada sem que se diminua seu valor ou se perca a sua substância.02) (FCC – Magistratura do Trabalho – 20ª Região/SE – 2012) Sobre o bem de família. b) salvo disposição em contrário do ato de instituição. possuidor ou detentor. é INCORRETO afirmar que: a) poderá ser instituído por terceiro por testamento ou doação.

d) a indivisibilidade dos bens somente ocorre por sua natureza ou por determinação legal. EXCETO: a) para cobrança de impostos. só utilizando o valor obtido com a locação desse bem para complementar a renda familiar. a) a vaga de garagem com matrícula própria no registro de imóveis constitui bem de família para efeito de penhora. Lauro Escobar www. e) a execução de dívida oriunda de pensão alimentícia não pode ensejar a penhorabilidade do bem de família. aos quais a norma jurídica confere unidade. assinale a opção CORRETA.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR d) bens de uso comum do povo são aqueles usados livre e gratuitamente pela população. c) é inconstitucional a penhora de bem de família do fiador em contrato de locação. pois não serve à moradia familiar. b) a universalidade de fato refere-se ao conjunto de bens singulares corpóreos ou incorpóreos. c) bens infungíveis são aqueles suscetíveis de substituição por outro da mesma espécie. taxas e contribuições devidas em função do imóvel familiar. ATUAIS. não podem ser alienados enquanto conservarem tal característica. ATUAIS. ATUAIS. c) obrigação garantida por hipoteca do imóvel bem de família. a) o direito à sucessão aberta é considerado.com. predial ou territorial. d) não faz jus aos benefícios da lei que regulamenta o bem de família o devedor que não resida no único imóvel que lhe pertença. a eventual instituição de cobrança de taxa. por disposição legal. para o uso desses bens.pontodosconcursos.br 49 .06) (CESPE/UnB – TJ/AL – Analista Judiciário – 2012) Assinale a opção CORRETA em relação ao tema bens. por terem como condição a gratuidade. d) quando o imóvel bem de família for demasiadamente valioso.04) (CESPE/UnB – TJ/AC – Juiz de Direito – 2012) No que se refere ao enfrentamento jurisprudencial do bem de família. lhes retira a característica de bens de uso comum do povo. um bem imóvel. Prof. Sendo afetados. b) o terreno não edificado não caracteriza bem de família. e) bens de uso especial são aqueles utilizados pela própria administração pública na busca de seus fins.05) (IESES – TJ/RN – Titular de Serviços de Notas e Registros – 2012) Exclui-se a impenhorabilidade do bem de família nos seguintes casos. b) créditos decorrentes de direitos trabalhistas e previdenciários dos trabalhadores da obra do bem de família. embora o domínio pertença à administração pública.

DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR e) aquilo que poderia ser mantido intencionalmente no imóvel. Prof. b) os bens de uso comum são passíveis de usucapião. ou de remoção por força alheia. ainda que com alteração da substância ou da destinação econômico-social. caracteriza-se como a) bem fungível. d) nenhum bem que pertença à pessoa jurídica integrante da administração pública indireta é passível de usucapião.com. como. b) permite a aquisição derivada de bens imóveis por usucapião especial. salvo disposição legal ou contratual em contrário. b) são móveis os bens suscetíveis de movimento próprio. c) bem imóvel por acessão industrial. de acordo com o Código Civil. sabe-se que a) estabelece que a propriedade dos bens acessórios segue a sorte do bem principal. assinale a alternativa CORRETA.10) (TJ/PR – Assessor Jurídico – 2012) Com base nas disposições do Código Civil acerca dos bens.pontodosconcursos. ATUAIS. c) os bens de empresas públicas que desenvolvem atividades econômicas que não estejam afetados a prestação de serviços públicos são passíveis de usucapião. a) o direito à sucessão aberta é considerado bem imóvel. o trator. esse bem. d) benfeitoria. é considerado pelo Código Civil bem imóvel por acessão intelectual. podendo ser afastada pela vontade das partes somente em negócios jurídicos gratuitos.07) (CESPE/UnB – TJ/CE – Juiz de Direito – 2012) Caso uma pessoa adquira um trator para melhor explorar sua propriedade rural. ATUAIS.08) (FGV – OAB – VII Exame Unificado – 2012) Sobre os bens públicos é correto afirmar que a) os bens de uso especial são passíveis de usucapião. d) é norma geral no ordenamento. aformoseamento ou comodidade. por exemplo. e) pertença. c) é norma integrativa que permite ao possuidor do bem a reintegração imediata de sua posse. e) é decorrência dos princípios da função social do contrato e da boa-fé objetiva e determina a necessidade de informar de maneira adequada as partes contratantes. b) bem imóvel por determinação legal. ATUAIS. Lauro Escobar www. ATUAIS.09) (CESGRANRIO – Caixa Econômica Federal – Advogado – 2012) A respeito do princípio da gravitação jurídica.br 50 . para sua exploração.

b) a construção realizada sobre bem imóvel é bem autônomo. os bens móveis e imóveis podem ser fungíveis.11) (IESES – TJ/RN – Titular de Serviços de Notas e Registros – 2012) Assinale a alternativa CORRETA: a) em regra. quanto ao seu funcionamento. sendo possível que a propriedade da construção seja de titular distinto do proprietário do imóvel. c) os bens públicos dominicais podem ser alienados. ruas e praças.pontodosconcursos. ATUAIS.br 51 . os de uso especial. estadual. regem-se. ATUAIS. que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público. d) os bens públicos somente estarão sujeitos a usucapião se obedecidas as disposições legais e constitucionais sobre o tema. cuja renda será aplicada na conservação do imóvel e no sustento da família. b) o bem de família. poderá o juiz.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR c) os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações são bens imóveis. b) nos termos do CCB. com suas pertenças e acessórios. tais como rios. constituise pelo registro de seu título no Registro de Imóveis. é INCORRETO afirmar que a) o bem de família consistirá em prédio residencial urbano ou rural. ATUAIS. e poderá abranger valores mobiliários. exceto os de suas autarquias e os dominicais. pelas normas do Código Civil Brasileiro. no que couber. quer instituído pelos cônjuges ou por terceiro. c) os bens consumíveis não estão sujeitos à regulação pelo Código Civil. d) os direitos hereditários são considerados bens imóveis e. a que se tenha dado estrutura de direito privado. estradas. observadas as exigências da lei.12) (TRT/15ª Região – Magistratura Trabalhista – 2012) Aponte a alternativa INCORRETA: a) salvo disposição em contrário. territorial ou municipal. d) nos termos do CCB. as pessoas jurídicas de direito público. ou real. c) comprovada a impossibilidade da manutenção do bem de família nas condições em que foi instituído. mares. como objeto de direito pessoal. os atos de disposição relativos a estes direitos devem seguir as formalidades exigidas para os bens imóveis. os materiais provenientes da demolição de um prédio são considerados bens móveis. de cada uma dessas entidades. a requerimento dos Prof. destinando-se em ambos os casos a domicílio familiar. Lauro Escobar www.13) (MPE/MG – Promotor de Justiça – 2012) Quanto ao bem de família previsto no Código Civil. tais como edifícios ou terrenos destinados a serviços ou estabelecimento da administração federal.com. portanto. são bens públicos os de uso comum do povo.

c) particular. e) especial. considera-se bem público de uso especial os indicados APENAS em a) I e IV. e) IV e V. Gonzaga . d) concedidos.SP. o prefeito procede à interdição aos veículos da Av. buscando fornecer aos visitantes e aos cidadãos locais.com. c) consideram-se móveis para os efeitos legais. De acordo com o Código Civil brasileiro. II e III. b) I. b) dominical. d) III. IV.15) (ISAE – Procurador da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas – 2012) O Município do Eirunepé planeja realizar festejos momescos fora de época. para nele se reempregarem. V.br 52 . que o d) a dissolução da sociedade conjugal pelo divórcio extingue o bem de família. Lauro Escobar www. principal via da cidade.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR interessados.São Paulo . Getúlio Vargas. Prof. com o recolhimento de tributos municipais. provisoriamente separadas de um prédio. ATUAIS. espaço para as comemorações. Praça da Sé . autoriza o comércio ambulante no entorno da festa. III. assinale a alternativa INCORRETA: a) a impenhorabilidade do bem de família legal abrange as pertenças.Praia da Cidade de Santos . Rio Tietê. ouvidos o instituidor e o Ministério Público. IV e V. IV e V.pontodosconcursos.16) (TRT/8ª Região/PA e AP – Magistratura do Trabalho – 2012) Em relação aos bens. com o intuito de gerar recursos para a economia local. A par disso. Edifício onde se localiza a Prefeitura Municipal da cidade W.14) (FCC – TRT/2ª Região – Analista Judiciário) Considere: I. Os atos do Prefeito de Eirunepé atingiram bens de uso: a) comum. II. Os gastos realizados pelo município são plenamente recompensados pelo afluxo de turistas. ATUAIS.Capital. as energias que tenham valor econômico. c) I. extingui-lo ou autorizar a sub-rogação dos bens constituem em outros. Para isso. b) não perdem o caráter de imóveis as telhas. Terreno Público destinado à instalação da autarquia municipal X. ATUAIS.

desde que separados do bem principal.com. sendo também considerados tais os destinados à alienação.pontodosconcursos. e) os frutos e produtos podem ser objeto de negócio jurídico. Prof. Lauro Escobar www.br 53 .DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR d) são consumíveis os bens móveis cujo uso importe destruição imediata da própria substância.

com. Lauro Escobar www.07) E ATUAIS.05) D ATUAIS.12) B Prof.11) D ATUAIS.DIREITO CIVIL: ANALISTA BACEN PROFESSOR LAURO ESCOBAR GABARITO “SECO” DA CESGRANRIO 01) A 05) E 02) C 06) C 03) A 07) B 04) D 08) A GABARITO “SECO” (Variadas Mais Atuais) ATUAIS.03) E ATUAIS.14) E ATUAIS.16) E ATUAIS.pontodosconcursos.02) E ATUAIS.13) D ATUAIS.br 54 .01) D ATUAIS.10) A ATUAIS.08) C ATUAIS.09) A ATUAIS.06) A ATUAIS.04) B ATUAIS.15) A ATUAIS.