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UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

ESCOLA POLITÉCNICA

NELSON ANTONIO MARTINS PERES

INFLUÊNCIA DAS VIBRAÇÕES DO CABO NA INSTABILIDADE AEROELÁSTICA
DE UMA VIGA SIMPLES ESTAIADA.

São Paulo
2005

NELSON ANTONIO MARTINS PERES

INFLUÊNCIA DAS VIBRAÇÕES DO CABO NA INSTABILIDADE AEROELÁSTICA
DE UMA VIGA SIMPLES ESTAIADA.

Dissertação
apresentada
à
Escola
Politécnica da Universidade de São Paulo
para a obtenção do título de Mestre em
Engenharia.
Área de Concentração: Engenharia de
Estruturas
Orientador: Prof. Dr. Carlos Eduardo Nigro
Mazzilli

São Paulo
2005

AUTORIZO A REPRODUÇÃO E DIVULGAÇÃO TOTAL OU PARCIAL DESTE
TRABALHO, POR QUALQUER MEIO CONVENCIONAL OU ELETRÔNICO, PARA
FINS DE ESTUDO E PESQUISA, DESDE QUE CITADA A FONTE.

FICHA CATALOGRÁFICA

Peres, Nelson Antonio Martins
Influência das vibrações do cabo na instabilidade aeroelástica
de uma viga simples estaiada / N.A.M. Peres. -- São Paulo, 2005.
72 p.
Dissertação ( Mestrado ) – Escola Politécnica da Universidade
de São Paulo. Departamento de Engenharia de Estruturas
1. Dinâmica das estruturas 2. Pontes estaiadas
3. Drapejamento 4. Vibrações I . Universidade de São Paulo.
Escola Politécnica. Departamento de Engenharia de
Estruturas II. t

Na página 62. Influência das vibrações do cabo na instabilidade aeroelástica de uma viga simples estaiada. após o primeiro parágrafo. ERRATA Folha Linha Onde se lê Leia-se 8 14 Penzian Penzien 9 13 obter as forças aerodinâmicas 10 14 e 15 dobro da do primeiro modo global De acordo com Morandini 15 5 (2000).7 22 24 26 28 30 32 34 36 38 40 42 U2 (m/s) 584 184 97 71 60 55 54 56 62 77 113 281 . é desprezável. Os esforços modais p1. A. N. p2 e p3. 72 f. pode (2005). Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil) – Escola Politécnica. p2 e p3. pode 23 obter os esforços As forças modais p1. como esperado. decorrentes das forças decorrentes dos esforços aplicadas aplicados 30 11 Forças Aeroelásticas na Viga Esforços Aeroelásticos na Viga 30 13 forças aerodinâmicas na viga esforços aerodinâmicos na viga 30 14 As força aerodinâmicas Os esforços aerodinâmicos 52 11 parece ser desprezável. e Mazzilli e Rojas 5 aerodinâmicos dobro da do primeiro modo local De acordo com Morandini (2000). 2005. Universidade de São Paulo. M.PERES. inserir a tabela abaixo: θ0 (graus) 20. São Paulo.

.A meus pais. pelo apoio e imenso incentivo para a conclusão do trabalho.

. Carlos Eduardo Nigro Mazzilli. pela paciência e seu inestimável apoio no desenvolvimento dos trabalhos. Dr. À Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.AGRADECIMENTOS Ao Prof. pela oportunidade de realização do curso de mestrado.

Influência das vibrações do cabo na instabilidade aeroelástica de uma viga simples estaiada. A.RESUMO Peres. 2005. Palavras-chave: vibração. 72 f – Dissertação (Mestrado) – Escola Politécnica. M. A modelagem dos carregamentos aerodinâmicos aplicados na viga foi feita segundo procedimentos tradicionais. efeito chuva-vento. O modelo foi reduzido a três graus de liberdade. Os termos não-lineares são devidos ao acoplamento das vibrações do cabo e da viga à flexão (no plano do cabo) e também aos efeitos aeroelásticos no cabo. Os seguintes regimes instáveis são avaliados: o efeito de galope (galloping) no cabo. submetida aos efeitos de vento e chuva. Universidade de São Paulo. 2005. os coeficientes de rigidez e de amortecimento equivalente são definidos e dependem parametricamente da velocidade do vento. Três modos de vibração são de especial interesse. Para a redução do modelo matemático. Esse trabalho consiste na determinação das velocidades críticas do vento e das amplitudes das vibrações numa estrutura composta por uma viga engastada suspensa por um estai (cabo). O carregamento aerodinâmico aplicado ao cabo sob efeito de chuva e vento também foi levado em consideração. viga estaiada. chamados de primeiro modo global (flexão da viga e vibração no cabo). N. o drapejamento (flutter) unimodal na torção e o drapejamento (flutter) do modo de flexão da viga em conjunto com vibrações transversais do cabo. com flexão na viga desprezável) e primeiro modo à torção. dinâmica não-linear . Foi considerada a deformação no cabo devido ao carregamento do peso próprio e o acoplamento não-linear das vibrações do cabo e da viga. drapejamento. primeiro modo local (vibração no cabo.

The aerodynamic loads applied to the cable under rain are also taken into account. It is considered the cable sag due to the dead load plus the non-linear coupling between the vibration of both the cable and the beam. is also developed. M. Three modes are of special interest. equivalent damping and stiffness coefficients will be defined. 2005. the unimodal flutter in torsion and the unimodal flutter with beam bending and cable vibrations coupled. cable-stayed beam. With regard to the modelling of the aerodynamic loads applied to the beam. Non-linear terms appear due to the coupling between the cable and the beam bending vibrations. For the reduced mathematical model. Keywords: wind-rain vibration. the first local mode (cable vibration & negligible beam bending) and the first torsion mode. non-linear dynamics . Universidade de São Paulo. under wind-rain condition. namely the first global mode (beam bending & cable vibration). A reduced mathematical model. with three degrees of freedom.ABSTRACT Peres. flutter. N. which depend parametrically on the wind velocity. 72 f – Dissertation (Master of Engineering) – Escola Politécnica. 2005. This paper is concerned with determining wind critical velocities and post-critical vibration amplitudes in a cable-stayed beam. Different unstable regimes are surveyed such as the cable galloping. A. it can be performed after extension of classical guidelines. Influence of cable vibrations on the aero-elastic instability of a cable-stayed beam. and also to the aero-elastic nonlinear effects on the cable.

SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 7 2 EQUAÇÕES DE MOVIMENTO PARA O SISTEMA CONTÍNUO E ANÁLISE MODAL 12 3 REDUÇÃO DO MODELO PARA TRÊS GRAUS DE LIBERDADE 19 4 MÉTODO DAS MÚLTIPLAS ESCALAS 36 5 ESTUDO DE CASO 42 6 CONCLUSÕES 68 REFERÊNCIAS 70 .

na Bélgica . tais como o drapejamento e o desprendimento cadenciado de vórtices. de grande amplitude (mais de um metro). na ponte Ben Ahin. a verificação da estrutura levando-se em consideração os efeitos causados por fenômenos aeroelásticos. observadas em pontes estaiadas  por exemplo. INTRODUÇÃO A motivação dessa pesquisa nasceu do interesse em compreender as vibrações transversais de cabos. No Brasil. Nos projetos de pontes pênseis e estaiadas. em condições de vento e chuva moderada. desenvolvida anteriormente por Theodorsen (1935). particularmente em São Paulo. Há evidências de que tais vibrações estão intimamente ligadas aos filetes de água formados pela chuva ao longo dos estais. nos últimos anos tem-se observada a execução de alguns projetos de Pontes Estaiadas.Introdução 7 1. que faz parte da linha 5 do Metrô de São Paulo. Um dos precursores do estudo do drapejamento na Engenharia Civil foi Bleich (1948) com a publicação de artigos com o estudo de comportamento de perfis treliçados usando a Teoria do Aerofólio. Theodorsen havia encontrado uma solução analítica para problemas envolvendo drapejamento em superfícies de controle de aviões. a Ponte Jacu-Pêssego. como a Ponte sobre o Rio Pinheiros. passou a ser realizada depois do colapso da Ponte de Tacoma Narrows. em 1940. no Estado de Washington. .

gov. ligando Aracajú a Barra dos Coqueiros. a ponte Forte-Redinha. numa viga engastada com apenas um estai (ver Figura 1. a ponte sobre o rio Guamá. que está em projeto. o projeto da ponte sobre o rio Sergipe. Outros estados também apresentam vários projetos e pontes estaiadas já executadas. Goldstein (1964).pa. Clough e Penzian (1993).jpg) A análise da resposta dinâmica em estruturas submetidas à ação do vento é fundamental para projetos de pontes estaiadas. Figura 1. no Pará. também atravessando o Rio Pinheiros.setran. A formulação usada para vibrações no plano foi baseada em Morandini (2000). entre outras. submetida à ação combinada de vento e chuva. .br/sip/img/alca1007-04. que atravessa o rio Pitangi.1 – Ponte sobre o rio Guamá. Esse trabalho mostra uma versão simplificada do problema de determinar a velocidade crítica do vento e amplitudes de vibração pós-críticas.Introdução 8 em construção sobre o Rio Tietê e a Ponte Água Espraiada. por exemplo. Pará. Lanczos (1970) e ainda Rojas (2005). (http://www. em Natal.2).

A modelagem do carregamento aerodinâmico aplicado à viga foi feita segundo metodologia clássica descrita na bibliografia  Miranda (1980). como o efeito de galope no cabo. O princípio de Hamilton foi usado para permitir a projeção dos deslocamentos da viga e do cabo sobre o espaço definido pelos três modos selecionados. Diversos regimes instáveis são estudados. Três modos de vibração são de especial interesse. o drapejamento unimodal de torção na viga e o drapejamento unimodal devido às vibrações no cabo acopladas às vibrações da viga em flexão. usando-se as funções modais. Uma redução do modelo matemático para três graus de liberdade foi desenvolvida. bem como da determinação das . chamados de primeiro modo global (vibração no cabo e na viga). Dowell et al (1985). Para a redução do modelo matemático. Termos não lineares aparecem. Também é necessário obter as forças aerodinâmicas modais associadas aos três graus de liberdade. O objetivo da dissertação é o desenvolvimento de uma metodologia para análise da instabilidade aeroelástica em vigas estaiadas.Introdução 9 Foi considerada a deformação do cabo devido ao peso próprio e o acoplamento não-linear das vibrações do cabo e da viga. como devido aos efeitos aerodinâmicos não-lineares no cabo. Simiu e Scanlan (1986). A análise modal é apresentada pelas equações linearizadas de movimento sobre a configuração de equilíbrio. primeiro modo local (vibração no cabo e desprezável vibração na viga) e primeiro modo de torção. seguindo orientações de Rojas (2005) e Gatulli et. tanto devido ao acoplamento entre as vibrações do cabo e da viga (em flexão). são definidos coeficientes equivalentes de amortecimento e rigidez aerodinâmica. que dependem parametricamente da velocidade do vento. al. (2005).

Rojas (2005) .Introdução 10 amplitudes de vibração pós-críticas. o acoplamento nãolinear entre as vibrações transversais do cabo e da viga em flexão fica bastante potencializado quando há ressonância interna entre o primeiro modo global e o primeiro modo local.2. caso não correspondam a geometrias para as quais se conheçam os coeficientes aeroelásticos. Configuração de referência do problema proposto . os coeficientes aerodinâmicos de Scanlan e Simiu (1986) resultam conhecidos. é necessário obtê-los a partir de ensaios em túnel de vento. Como se sabe  Gattulli et al (2005). propositadamente. Devido às não-linearidades quadráticas presentes nas equações de movimento. como se verá. foi adotada uma seção transversal geometricamente semelhante à da ponte de Tacoma Narrows. considera geometria favorável ao aparecimento das instabilidades aeroelásticas descritas. Como vantagem adicional dessa escolha de geometria da seção transversal. tal ressonância interna se manifesta quando a freqüência do primeiro modo global é aproximadamente igual ao dobro da do primeiro modo global. O estudo de caso. θ l c d l x c x y c b b Figura 1. Para tanto. Para outras seções transversais da viga estaiada.

. No terceiro capítulo se aborda a redução do modelo para 3 graus de liberdade.Introdução 11 A Figura 1. yc o deslocamento transversal da configuração de equilíbrio do cabo (catenária). lc o comprimento do cabo. O Capítulo 2 mostra a formulação da equação de movimento para o sistema contínuo e sua análise modal. É neste capítulo que os efeitos aeroelásticos no cabo e na viga são discutidos. e um estudo de caso é realizado no Capítulo 5. O Capítulo 4 mostra a solução da equação do modelo reduzido pelo método das múltiplas escalas. θ o ângulo de inclinação da corda do cabo com respeito à vertical e d a flecha estática máxima do cabo. xc a coordenada do cabo e xb da viga.2 introduz a seguinte notação: lb é o comprimento da viga.

EQUAÇÕES DE MOVIMENTO PARA O SISTEMA CONTÍNUO E ANÁLISE MODAL A viga estaiada da Figura 2. θ l c d l x c x y c b b Figura 2.Equações de movimento para o sistema contínuo e análise modal 12 2.2. a partir da configuração de equilíbrio (referência) C0. na configuração de referência C0 Os deslocamentos axiais da viga e do cabo contidos no plano da estrutura são representados na Figura 2. caracterizando a configuração atual C1.1 Viga simples estaiada. O vento é presumido ortogonal ao plano da estrutura. a qual já indica as coordenadas .1 abaixo é considerada. submetida a ações de chuva e vento.

B a largura da seção transversal da viga. Adota-se.Equações de movimento para o sistema contínuo e análise modal 13 generalizadas modais que serão utilizadas oportunamente. na configuração estática de equilíbrio C0. e H é o empuxo no cabo. Portanto. tanto para a viga como para o cabo. a rigidez à flexão da viga e a rigidez da viga à torção.2 .1. as seguintes suposições são feitas: . EcAc. pc e pb são respectivamente os carregamentos transversais do cabo e da viga devidos à chuva e ao vento. da força axial do cabo. respectivamente para o cabo e para a viga.Configuração atual C1 Além dos parâmetros geométricos já mencionados na Figura 2. ao longo da corda. quando se tratar da redução do modelo a três graus de liberdade. respectivamente. aqui se acrescentam: D o diâmetro do cabo. uma descrição aproximada da configuração de equilíbrio estático. mc e mb as massas por unidade de comprimento. que é a componente. EbIb e GbIt são a rigidez axial do cabo. q 2 q q 3 1 Figura 2.

são desprezáveis. • o cabo e a viga são considerados meios homogêneos e contínuos.02) . que obedecem à relação linear tensão-deformação (lei de Hooke). onde T0 ( s ) é a força de tração inicial no cabo e H é a componente da tração inicial segundo a corda do cabo. para a coordenada xc.01) Rojas (2005) mostra que a flecha estática d é dada por: mc gl c2 sen θ d= 8H (2. • a configuração de equilíbrio estático da viga em balanço se confunde com a configuração da estrutura indeformada. A curva da catenária do cabo na configuração de equilíbrio pode ser aproximada pela parábola abaixo. As equações de movimento que governam o sistema serão obtidas obedecendo a essas hipóteses. 10  assume-se que ds ≅ dx c . • o alongamento axial e a não-linearidade geométrica da viga são desprezáveis. • T0 (s ) ≅ H . definida ao longo da corda do cabo. • a rigidez à flexão e ao cisalhamento.Equações de movimento para o sistema contínuo e análise modal 14 • sob a hipótese da pequena relação da flecha-vão do cabo d  l  c ≤ 1 . bem como a força inercial longitudinal do cabo. yc = x 4d  c  l c  −   xc lc     2    (2.

06) onde pb (ϑ . sendo desenvolvida no Capítulo 3. O alongamento e do cabo é dado por: e( xc .09) . pode ser mostrado que as equações de movimento para o sistema contínuo são: Para o cabo: ′ mc u&&c − (E c Ac e ) = 0 (2. t ) . t ) cos θ + υ c (0. para a coordenada curvilínea s definida ao longo do cabo num instante de tempo t e pelo deslocamento transversal da viga υ b ( xb . para a coordenada xb definida ao longo do eixo da viga.Equações de movimento para o sistema contínuo e análise modal 15 A configuração atual C1 é caracterizada pelos deslocamentos dinâmicos axiais e transversais do cabo u c ( s.08) u c (l c .07) u c (0. e pc (υ&c ) é a força aeroelástica no cabo e pode ser obtida conforme proposto em Xu e Wang (2003). t ) lc 1 cosθ + lc lc  ∫  y c′ c 0  1 2 2 υ ' + υ c′ dx c  (2. t ) cosθ = 0 (2. υ&b . considerando a teoria linear de Bernoulli-Euler: mbυ&&b + E b I zbυ blV = pb (ϑ . t ) sinθ = υ b (0. t ) = 0 (2.05) Para a viga. De acordo com Morandini (2000). ϑ& ) (2. e Simiu e Scanlan (1986). t ) = e (t ) = υ b (0. ϑ& ) pode ser obtido segundo o procedimento descrito em Miranda (1980). t ) sinθ + υ c (0. As condições de contorno essenciais são: u c (0.04) onde as derivadas com relação à abscissa xc são indicadas por aspas e as derivadas temporais por ponto. e Mazzilli e Rojas (2005). t ) (2. Dowell et al (1985). t ) respectivamente. t ) e υ c ( s.υ&b .03) ′ mcυ&&c − [Ec Ac e( y c′ + υ c′ ) + Hυ c′ ] = p c (υ&c ) (2.

14) Para a rotação da viga ϑ ( s. as condições de contorno naturais são: Eb I zbυ b′′′(0. t ) = 0 (2.Equações de movimento para o sistema contínuo e análise modal 16 υ c (l c . a equação de movimento linearizada é dada por: ϑ&& − G ρb ϑ ′′ = pϑ (ϑ . e a condição de contorno essencial é a seguinte: ϑ (l b .11) υ b′ (l b .υ&b .12) Finalmente. e o primeiro modo local φ b 2 (flexão da viga desprezável) e φ c 2 (vibração do cabo) foram pormenorizadamente discutidos em Gattulli et al (2005) e Mazzilli e Rojas (2005). t ) devido à torção. t ) cosθ − {E c Ac e(0.13) υ b′′ (0. sendo apenas apresentados aqui os resultados obtidos: 1 2 1 2 φ bi ( x) = cos(β b x) + cosh( β b x ) − + 1 + cos β b cosh β b + sinβ b sinhβ b sin ( β b x) 2(cosh β b sinβ b − cos β b sinhβ b ) 1 + cos β b cosh β b − sinβ b sinhβ b sinh( β b x ) 2(cosh β b sinβ b − cos β b sinhβ b ) i=1.ϑ& ) (2. t ) + Ec Ac e(0. t ) = 0 (2.17) .16) ANÁLISE MODAL O primeiro modo de vibração global φ b1 (flexão da viga) e φ c1 (vibração do cabo). t )] + Hυ c′ (0. t ) = 0 (2. t ) = 0 (2.15) onde pϑ significa o torque induzido pelo vento.2 (2. t ) = 0 (2.10) υ b (l b . t )}sinθ = 0 (2. t )[ y c′ (0) + υ c′ (0.

21)     onde: α =     E c Ac H  E b I zb   2  l b E c A c  m c   m  b     =     E b I zb l b2 H  m c   m  b     (2. β c .1] representa a coordenada axial normalizada com relação ao comprimento da viga ou ao comprimento do cabo e β b é encontrado resolvendo-se a seguinte equação característica transcendental:   cos θ   d + 4  lc  E b I zb   2  l b E c Ac      2sinθ   sinθ  2     βbα  β α tan b  2sinθ 2 (    e  − 1   φ (0)     b =  H  2 β [1 + cos( β b ) cosh( β b )]  β b α sin 2θ −  cos( β b ) sinh( β b ) − sin( β b ) cosh( β b )  E c Ac  3 b β α cot b  sinθ 2 (2. ω = β b2 E b I zb mb l b4 (2.18) − φ b (0) sin 2θ [cot(β c ) sin( β c x ) − cos( β c x )] sendo:  ( e=  d  lc φ b (0) sin 2θ cot θ − 4    1 −   2  tan βc β c    2     (2. também. para um certo modo. foi introduzido o parâmetro de Irvine λ . usado na expressão (2. a freqüência natural correspondente ω pode ser determinada e.18).19)  λ2  2 β  1 + 2  tan c  − 1 βc  βc  2   Na equação (2. igual a: λ= 8d lc Ec Ac H (2.17) e (2.21).Equações de movimento para o sistema contínuo e análise modal 17  E c Ac  d    H  l c φ ci ( x) =      ( [1 − tan( )sin(β x) − cos(β x)].23) .17) e (2.2 8e β βc c 2 2 c c (2.19). x ∈ [0.20) Nas equações (2. com i=1.18).22) Uma vez que β b tenha sido calculado por meio de (2.

25) com freqüência natural igual a: ω3 = π 2lb Gb ρb (2.1] 2 (2.26) .24) O primeiro modo de torção φ b3 .Equações de movimento para o sistema contínuo e análise modal 18 βc = β b2α sinθ (2. de acordo com Thomson (1973) é. simplesmente: φ b3 = sin π (1 − x ) x ∈ [0.

01) υ b ( x. t ) = Φ b3 ( x )q3 (t ) (3. usando-se as coordenadas generalizadas modais q1(t). t ) = Φ c1 ( x)q1 (t ) + Φ c 2 ( x )q 2 (t ) (3.02) ϑ ( x. q2(t) e q3(t): υ c ( x. e q j (t ) às correspondentes coordenadas modais. t ) = Φ b1 ( x )q1 (t ) (3.03) Onde φ cj e φ bj referem-se ao modo j no domínio do cabo ou da viga.04) (3.06) .Redução do modelo para três graus de liberdade 19 3. φ cj ( x ) φ bj ( x) max φ bj ( x). respectivamente. É usual normalizar as funções modais de acordo com: Φ cj ( x) = Φ bj ( x ) = φ cj ( x) max φ bj ( x ).05) O princípio de Hamilton é usado para se obter a equação de movimento do modelo reduzido: 1 1 ∫ δ [T − Vtotal ]dt + ∫ (δWc + δWb ) dt = 0 t2 t2 t1 t1 (3. é obtido a partir da mudança de variáveis indicada abaixo. φ cj ( x) (3. desprezando-se a vibração da viga no modo local. REDUÇÃO DO MODELO PARA TRÊS GRAUS DE LIBERDADE O modelo reduzido.

Redução do modelo para três graus de liberdade

20

1
Onde T1 é a energia cinética e Vtotal
a energia potencial total na configuração

atual C1 (Figura 2.2)

T1 =

1
2 ∫
lc

mc (u& c2 + υ&c2 )dx c + 12 ∫ mbυ&b2 dxb +
lb

1
0
Vtotal
= Vtotal
+ ∫ ( He + 12 E c Ac e 2 )dxc +
lc

1
2 ∫
lb

1
&2
∫ ρ b I t ϑ dxb
2 lb

Eb I zbυ b'' dxb + 12 ∫ Gb I tϑ ′ 2 dxb
2

lb

− ∫ mc g sen θ υ c dx c + ∫ mc g cosθ u c dx c − ∫ mb g υ b dxb − Hu c
lc

lc

(3.07)

(3.08)

lb

Substituindo as equações (3.01), (3.02) e (3.03) nas equações (3.06), (3.07) e
(3.08), chega-se à equação de movimento do modelo, em três graus de liberdade,
truncando-se nas não-linearidades de ordem superior às quadráticas, conforme
indicado abaixo:
q&&1 + 2ξ1ω1q&1 + ω12 q1 + γ 111 q12 + γ 112 q1q 2 + γ 122 q 22 = p1

(3.09)

q&&2 + 2ξ 2ω 2 q& 2 + ω 22 q2 + γ 211 q12 + γ 212 q1q 2 + γ 222 q22 = p 2

(3.10)

q&&3 + 2ξ3ω 3q&3 + ω 32 q3 = p3

(3.11)

Os coeficientes dos termos não-lineares de (3.09) e (3.10) podem ser
determinados a partir de Rojas (2005), notando-se que neste trabalho as equações
de movimento estavam normalizadas para as variáveis espaciais e também para o
tempo. Daí a necessidade de redefinir ditos coeficientes para escrever as equações
de movimento na forma não-normalizada, como convém ao presente estudo.
Portanto, definem-se:

γ 111 =

γ 112 =

ω12
lb

ω12
lc

c12

(3.12)

c13

(3.13)

Redução do modelo para três graus de liberdade

21

γ 122 =

lbω12
c14
l c2

(3.14)

γ 211 =

l cω12
c 22
lb2

(3.15)

γ 212 =

γ 222 =

ω 12
lb

ω 12
lc

c 23

(3.16)

c 24

(3.17)

Os coeficientes cij , de acordo com Rojas (2005), são:
1

c12 =

c13 =



2
Φ b1 (0) sen θ cosθ ∫ Φ'c1 ( x) dx + 
0


1
1


d 
  y ' ( x)Φ 'c ( x) dx Φ '2c ( x) dx 
1
1

 2 ∫
 lc  0

0

3  Ec Ac 


2m1β c21  H 









1
2Φ ( 0) sen θ cosθ Φ ' ( x)Φ ' ( x ) dx +

b1
c1
c2



0


1


2
x dx +
θ
θ
Φ b 2 (0) sen cos ∫ Φ 'c1 ( )

0


1
1



 2 y ' ( x )Φ 'c1 ( x ) dx Φ 'c1 ( x)Φ 'c 2 ( x ) dx + 




 d  0
0




 2  1
1
l

 c  y ' ( x)Φ ' ( x ) dx Φ '2 dx
c2
c1

∫


0
0


1
m1 β

2
c1



Ec Ac 

H 

(3.18)

(3.19)

Redução do modelo para três graus de liberdade

c14 =









1
 1 Φ (0) sen θ cosθ Φ ' 2 ( x) dx +

b1
c2


2
0


1


θ
θ
x
x dx +
Φ b 2 (0) sen cos ∫ Φ ' c1 ( )Φ ' c 2 ( )

0


1
1

1

2


y
x
x
dx
x
dx

Φ
Φ
+
'
(
)
'
(
)
'
(
)
c1
c2



 d   2 0
0



 2  1
1
l
 c   y ' ( x) Φ' ( x) dx Φ ' ( x) Φ ' ( x) dx 
c2
c1
c2

∫


0
0


1
m1 β

c 22 =









1

Φ (0) sen θ cosθ Φ ' ( x )Φ ' ( x) dx +
b1
c1
c2



0


1

1
2
Φ b 2 (0) sen θ cosθ ∫ Φ ' c1 ( x )dx +


2
0


1
1



 y ' ( x )Φ ' c1 ( x) dx Φ ' c1 ( x) Φ' c 2 ( x) dx + 




 d   0
0



 2   1
1
l

 c   1 y ' ( x)Φ ' ( x) dx Φ ' 2 ( x )dx
c2
c1

2∫


0
 0


c 23 =









1
Φ (0) sen θ cosθ Φ ' 2 ( x) dx +

b1
c2



0


1


θ
θ
x
x dx +
 2Φ b 2 (0) sen cos ∫ Φ ' c1 ( )Φ 'c 2 ( )

0


1
1




 y ' ( x )Φ 'c1 ( x) dx Φ 'c22 ( x) dx +





 d   0
0



 2 
1
1
l
 c   2 y ' ( x) Φ' ( x) dx Φ ' ( x) Φ' ( x) dx  
c2
c1
c2

 ∫


0
 0


2
c1



(3.20)

 E c Ac 


 H 

(3.21)

2
c1



Ec Ac
H

(3.22)

1
m2 β



2
c1

1
m2 β

Ec Ac
H

22



28) As massas modais M11.23) e ainda: 1 1 m1 = ∫ Φ c21dx + 0 mb sen 3 θ ∫ Φ b21dx mc 0 (3.30) 1 M 33 = ρ blb I t ∫ Φ b23dx (3. decorrentes das forças aplicadas no cabo e na viga. podem ser escritas como: 1 1 l l p1 = c ∫ pcΦ c1dx + b sen θ ∫ pb Φ b1dx M 11 0 M 11 0 l p2 = c M 22 1 ∫ p c Φ c 2 dx desprezando-se o termo que depende de φ b 2 (3.26) (3. p2 e p3.29) (3.24) 1 m2 = ∫ Φ 2c 2 dx (3.27) 0 1 l p3 = b ∫ pϑ Φ b 3dx M 33 0 (3. M22 e M33 são: M 11 = (mclc )m1 sen θ M 22 = (mclc )m2 (3.25) 0 As forças modais p1.Redução do modelo para três graus de liberdade 23 1 c 24 =   2 Φ b 2 (0) sen θ cosθ ∫ Φ ' c 2 ( x) dx +  0   1 1   d  2   y ' ( x )Φ 'c 2 ( x ) dx Φ ' c 2 ( x) dx  ∫  2 ∫   0  l c  0  3  Ec Ac  2m2 β c21  H    (3. .31) 0 Onde ρ b é a massa específica do material de que a barra é composta e I t o momento de inércia à torção da seção transversal da viga.

naquela ponte. na presença de vento e chuva. Hikami & Shiraishi [1988] realizaram medições em campo dos cabos estaiados da ponte Meikonishi em Nagoya. Eles então efetuaram uma série de testes em túnel de vento com efeitos de chuva simulados e concluíram que o filete de água formado ao longo da superfície superior do cabo pelo efeito de chuva com a presença do vento alterava . tinham amplitudes de vibração excessivas. Esses pesquisadores realizaram um estudo analítico para explicar e simular o fenômeno de vibração no cabo induzido pelo efeito vento-chuva. eles desenvolveram um modelo analítico para o problema. generalizou-se a metodologia proposta por Xu e Wang (2003). Baseados em conhecimentos aerodinâmicos. mas. O modelo analítico foi então aplicado a alguns modelos de cabos testados em túnel de vento.1. quanto para um filete de água em movimento. testado em túnel de chuva e vento. Forças Aeroelásticas no cabo Para a obtenção das forças aerodinâmicas atuantes no estai. no Japão. Eles verificaram que. submetidos a esforços devidos ao vento com e sem chuva. tanto para um filete artificial fixo (segundo uma geratriz do cabo).Redução do modelo para três graus de liberdade 24 3. e a influência da movimentação do filete na vibração do cabo. fenômeno este observado em instrumentações de estruturas existentes e simulações em túneis de vento. os cabos apresentavam vibrações com pequenas amplitudes quando submetidos apenas ao vento. em dinâmica das estruturas e em alguns resultados obtidos de simulações. considerando o efeito do vento sobre o filete de água formado no cabo pela chuva. decorrentes da condição de vento-chuva.

A posição estática do filete devido ao vento é definida pelo ângulo θ 0. Concluíram que era a presença do filete em uma particular posição do cabo. Portanto. e não o movimento do filete de água que causava as instabilidades no cabo. O cilindro é suposto apoiado por molas nas extremidades. estudos e resultados de testes em túneis de vento de vários autores com esta configuração. ao invés de um cabo real. Xu & Wang modelaram o cabo como um cilindro rígido com inclinação uniforme para representar um segmento do cabo estaiado. A inclinação do cilindro é indicada por (90º-θ). Supõe-se que o filete de água se desenvolva segundo uma geratriz do cabo deformado. Efeitos de turbulência e axiais não são considerados. aqui será considerado o filete em posição fixa. A consideração do cabo como um cilindro rígido. Vento U cabo y z x Figura 3. no seu trabalho. em todas as seções transversais do cabo. a mesma posição. ao longo do tempo. Bosdogianni e Oliver [1996] compararam resultados obtidos em túneis de vento para cabos com o filete de água em movimento com os resultados obtidos para o cabo com o filete fixo.Redução do modelo para três graus de liberdade 25 substancialmente as propriedades aerodinâmicas da seção transversal do cabo. de forma a ocupar.1 – Direção do vento no cabo . resultando em vibrações excessivas. deve-se ao fato que Xu & Wang usaram.

dado pela expressão: φ = φ * −θ 0 (3. Os coeficientes de arrasto e sustentação. medidos em túneis de vento. quando o cabo está em movimento transversal A força no cabo. conforme indica a Figura 3.34) U A velocidade relativa U rel do vento com respeito ao cilindro é:  υ&c   U  2 U rel = U 2 + υ&c = U 1 +  2 (3. para o cabo de seção circular com filete fixo.3.Redução do modelo para três graus de liberdade Sustentação φ∗ Arraste φ θ0 A U U φ∗ A υc Urel 26 υc Corte A Cabo Figura 3. e ρ a é a massa específica do ar. respectivamente.2 – Posição do filete e velocidade do vento. relativa ao filete. por unidade de comprimento é: pc = 2 ρa DU rel 2 [CL (φ )cosφ * +CD (φ )sen φ *] (3.35) Os coeficientes de arrasto e sustentação foram obtidos por Gu et al (2000).33) O ângulo φ *. Esses coeficientes podem ser escritos como expansões da série de Taylor: . pode ser escrito como: φ* = υ&c (3. são geralmente fornecidos em função do ângulo de ataque φ. que mede a inclinação da velocidade relativa do vento U rel . relativamente ao filete.32) onde CL e CD são os coeficientes de sustentação e de arrasto do cabo.

.3.37) onde os coeficientes Ai e Bi são os coeficientes da expansão em séries de Taylor das equações que fornecem os valores dos coeficientes de sustentação e de arrasto respectivamente. Abaixo segue o gráfico de uma curva “média” ajustada para os coeficientes de sustentação e arrasto ao longo de toda a faixa de variação do ângulo de ataque φ . Valores dos coeficientes de sustentação e arrasto em função do ângulo de ataque φ .36) C D (φ ) = B0 + B1φ + B2 2 B3 3 φ + φ 2 6 (3.Redução do modelo para três graus de liberdade 27 C L (φ ) = A0 + A1φ + A2 2 A3 3 φ + φ 2 6 (3. Figura 3. Gu et al (2000).

Coeficientes Ai e Bi A tangente à curva do coeficiente de sustentação muda de sinal ao redor do valor –43o (aproximadamente -0.5 0 0. Curva de 3º grau melhor ajustada dos coeficientes de sustentação e arrasto Coeficientes Ai e Bi A0 A1 A2 A3 -0. conseqüentemente. determinar os valores Ai e Bi.18 Tabela 3. para melhor ajuste e. as curvas podem ser separadas.1 .5 -0.5 Valores de CL e CD Coeficientes de Arrasto 1 0.75 radianos) do ângulo de ataque φ .58 0.2 -3.5 -1 -0.88 14. .7 B0 B1 B2 B3 1.51 7. em dois trechos.47 -2.Redução do modelo para três graus de liberdade 28 Curva Ajustada dos Coeficientes de Sustentação (CL) e Arrasto (CD) 2 1.4. de acordo com a necessidade.5 -1 Ângulo de Ataque (radianos) Figura 3.3 -0.5 Coeficientes de Sustentação 0 -2 -1. Portanto.

melhor ajustadas. para ângulo de ataque menor ou maior que –0.4 -11.5 -1 Angulo de ataque (radianos) Figura 3.5 Coeficientes de Sustentação 0 -2 -1.24 -0.5 1 0.75 radianos Os valores dos coeficientes Ai e Bi passam a valer: Coeficientes Ai e Bi A0 A1 A2 A3 -3.75rad Tabela 3. em dois trechos.05 3.69 -9.5 -1 -0.Redução do modelo para três graus de liberdade 29 Curva Ajustada dos Coeficientes de Sustentação (CL) e Arrasto (CD) Coeficientes de Sustenção CL e Arrasto CD 2 Coeficientes de Arrasto 1.83 6.75 radianos . Curvas de 3º grau dos coeficientes de sustentação e arrasto.80 B0 B1 B2 B3 1.5.46 1.Coeficientes Ai e Bi para ângulo de ataque menor ou maior que –0.07 3.76 -15.32 A0 A1 A2 A3 -0.137 10.27 φ <-0.75rad φ >-0.72 0.5 0 0.2 .35 B0 B1 B2 B3 2.5 -0.14 -19.27 6.

Dowell (1985). H 2* . A2* e A3* : . M1. Forças Aeroelásticas na Viga De acordo com Miranda (2000). e dependem dos coeficientes de drapejamento obtidos em U túnel de vento H 1* . H 3* .37) na equação (3. são funções do número de Strouhal κ. L3. temos: pc = ρ a DU 2Γ0 2 + ρ a DUΓ1 2 υ&c + ρ a DΓ2 2 υ&c2 (3. M2 e M3 .42) M 2ϑ& (3.33) a (3.Redução do modelo para três graus de liberdade 30 Substituindo as equações (3.40) Γ0 = A0 − A1θ 0 + Γ1 = − A1 + A2θ 0 − Γ2 = 1 1 1 1 1 1 1 A0 − A1θ 0 + A2 + A2θ 02 − A3θ 0 − A3θ 03 + B1 − B2θ 0 + B3θ 02 2 2 2 4 2 12 2 (3. já contemplando esse acerto de sinais. está oposto ao adotado neste trabalho.32). as forças aerodinâmicas na viga introduzem um acoplamento linear entre a flexão e a torção na viga.2. de onde se extraem os valores dos coeficientes C D e C L . As força aerodinâmicas pb e pϑ na viga são: pb = pϑ = ρ a BU 2 2 ρ a BU 2 2 L3ϑ + M 3ϑ + ρ a BU 2 ρ a BU 2 L1υ&b + M 1υ&b + ρ a BU 2 ρ a BU 2 L2ϑ& (3. A1* . conforme adotado por Gu et al (2000).38) Na Figura 3. L2. o sentido do vetor deslocamento do cabo. são: 1 1 A2θ 02 − A3θ 03 2 6 (3. com κ = Bω .41) 3.3.39) 1 1 1 A3θ 02 − B0 + B1θ 0 − B2θ 02 + B3θ 03 2 2 6 (3. e truncando os termos de ordem superior à quadrática.43) onde os valores de L1. Os coeficientes Γi . e Simiu e Scanlan (1986).

46) M 1= BκA1* (3.48) M 3 = Bκ 2 A3* (3.6 apresenta as propriedades aerodinâmicas para algumas seções transversais de pontes.47) M 2 = B 2κA2* (3.49) A Figura 3.44) L2 = BκH 2* (3. .Redução do modelo para três graus de liberdade 31 L1 = κH 1* (3.45) L3 = κ 2 H 3* (3.

1978). onde ηB ω . para as seções transversais indicadas acima (Simiu e Scanlan. 2π 32 .6: Curvas dos coeficientes de drapejamento em função de η= U .Redução do modelo para três graus de liberdade Figura 3.

09) a (3. conforme observa Butkeraitis (2002).57) εα 21 = −λ21 (3.42) e (3.58) εα 22 = 2ξ 2ω 2 − λ22 (3.50) (3.51) (3.53) p 20 = λ 20 ε (3. 3.Redução do modelo para três graus de liberdade 33 Estes coeficientes devem ser multiplicados por 2 para se adequarem à notação utilizada neste trabalho.29) a (3.12) a (3. foi introduzido com o objetivo da análise de perturbação que será realizada no próximo capítulo.56) εα 13 = −µ 13 (3.11) e reordenando termos. (3. com 0< ε <1.59) εα 31 = −µ 31 (3.31) – temos: p10 = λ10 ε (3.43) nas equações (3. vem: q&&1 + εα11q&1 + εα 12 q& 2 + εα13 q&3 + ω12 q1 + εβ13 q3 + γ 111 q12 + γ 112 q1q2 + γ 122 q22 = ε p10 + λ111 q&12 + λ112 q&1q& 2 + λ122 q& 22 q&&2 + εα 21q&1 + εα 22 q& 2 + ω 22 q2 + γ 211q12 + γ 212 q1q2 + γ 222 q22 = ε p20 + λ211q&12 + λ212 q&1q& 2 + λ222 q&22 ( ) q&&3 + εα 31 q&1 + εα 33 q& 3 + ω 32 + εβ 33 q3 = 0 (3.25) e (3.54) εα 11 = 2ξ1ω 1 − µ11 − λ11 (3.3 Equação de Movimento reduzida Substituindo as equações (3.60) . Além dos coeficientes já definidos anteriormente – ver (3.55) εα 12 = −λ12 (3.38).52) Note-se que o parâmetro de escala ε.

Ainda: ρ a lb BU 2 β 13 = 2M 11 µ11 = µ13 = 1 (sen θ ) L3 ∫ Φ b1Φ b3 dx ρ a lb BU 2M 11 ρ alb BU 2 M 11 µ 31 = 1 (sen θ ) L2 ∫ Φ b1Φ b3dx 2M 33 λ11 = λ122 = 2 M 33 1 M 2 ∫ Φ b23 dx 1 ∫ Φ c1dx 2M 11 ∫ Φ c1dx 2 (3. j=1.61) onde ξ j .65) 1 M 1 ∫ Φ b1Φ b3 dx ρ alc DUΓ1 λ112 = 1 M 3 ∫ Φ b23 dx 0 ρ a l b BU λ111 = (3.67) 0 2 M 11 2M 11 (3.63) 0 2M 33 µ 33 = λ12 = 1 (sen θ ) L1 ∫ Φ b21dx ρ a lb BU 2 β 33 = (3. são os amortecimentos estruturais.Redução do modelo para três graus de liberdade εα 33 = 2ξ 3ω 3 − µ 33 34 (3.3.70) 0 2 M 11 ρ alc DΓ2 1 0 ρ a lc DΓ2 2 M 11 (3.64) 0 ρ a l b BU λ10 = (3.73) .66) 0 ρ alc DU 2Γ0 2 M 11 (3.71) 0 1 ∫ Φ c1Φ c 2 dx 2 (3.68) 0 ρ alc DUΓ1 ρ alc DΓ2 (3.72) 0 1 ∫ Φ c1Φ c 2 dx 2 0 (3.69) 1 ∫ Φ c1Φ c 2 dx (3.62) 0 1 ∫ Φ c1dx 3 (3.

79) .75) 0 1 ∫ Φ c 2 dx 2 1 ∫ Φ c1Φ c 2 dx 2 = M 11 λ112 M 22 (3.77) = M 11 λ122 M 22 (3.Redução do modelo para três graus de liberdade λ20 = λ21 = ρ a lc DU 2Γ0 ρ alc DUΓ1 λ22 = λ211 = λ212 = 2M 22 2 M 22 λ222 = ∫ Φ c1Φ c 2 dx (3.74) (3.76) 0 0 ρ alc DΓ2 2 M 22 ∫ Φ c 2 dx 1 2M 22 2 M 22 1 0 ρ a lc DUΓ1 ρ a lc DΓ2 35 1 ∫ Φ c 2 dxc 3 0 (3.78) 1 ∫ Φ c1Φ c 2 dx 2 0 ρ a lc DΓ2 2M 22 (3.

50)-(3. Sejam as escalas: Tn = ε nt .. o método da expansão direta. (4.Método das múltiplas escalas 36 4. será utilizado o método das múltiplas escalas por apresentar um procedimento robusto e simples como idéia. Para a solução do problema desse trabalho.52).. com 0 < ε < 1 . 1. ao invés de apenas a variável de tempo real t.. para representar a resposta do problema como uma função de múltiplas variáveis temporais independentes. o método de Lindstedt-Poincaré. onde n=0. MÉTODO DAS MÚLTIPLAS ESCALAS Existem muitos métodos analíticos para obtenção de soluções aproximadas de sistemas de equações diferenciais não-lineares. 2.01) As derivadas em relação a t são expansões em termos das derivadas parciais em Tn: d ( )= ∂ dt ∂T0 ( ) dT0 dt + ∂ ( ) dT1 + ∂ ∂T1 dt ∂T2 ( ) dT2 dt + . o método das múltiplas escalas. como (3.. tais como. dt .. A principal idéia do método é considerar uma expansão assintótica de um parâmetro de perturbação ε .. ou escalas. o método do balanço harmônico etc.. embora trabalhoso como implementação. (4. Apresenta a vantagem de garantir convergência uniforme no tempo para sistemas com não-linearidades fracas.02) d ( ) = D0 + εD1 + ε 2 D2 + .

.04) A solução do sistema (3.] = ( D0 + εD1 + ε 2 D2 + . q2 e q3.. q2 ao modo local de vibração transversal do estai e q3 ao modo de torção da viga.06) e (4.3.][D0 + εD1 + ε 2 D2 + . pois....06) q& i = εD0 qi1 + ε D0 q i 2 + ε D0 qi 3 + ε D1qi1 + ε D1qi 2 + ε D2 qi1 ...50)-(3. T1 .)(εqi1 + ε 2 qi 2 + ε 3 qi 3 .)2 dt 2 (4. q1.03) 2 d ( ) = D02 + ε (2 D0 D1 ) + ε 2 (2D0 D2 + D12 ) + .](εqi1 + ε 2 qi 2 + ε 3 qi 3 ...50) a (3.2.. T2 ) + ε 2 qi 2 (T0 .. Equação de ordem ε : Substituindo as equações (4. T1 .. T2 ) + ε 3qi 3 (T0 ..52) e isolando os termos de ordem ε .07) ε 3 (2 D0 D2 + D12 )qi1 .52) será.. pesquisada na forma: qi = εqi1 (T0 ... k.. 2 3 2 3 3 Derivando novamente.05) É oportuno lembrar que o problema em questão tem três graus de liberdade. T2 ) (4. (4.Método das múltiplas escalas 37 d2 ( ) = [ D0 + εD1 + ε 2 D2 + ..07) em (3.2..n = 1. vem: q& i = ( D0 + εD1 + ε 2 D2 ..) q&&i = εD02 q i1 + ε 2 D02 qi 2 + ε 3 D02 q i 3 + ε 2 (2 D0 D1 )q i1 + ε 3 (2 D0 D1 )qi 2 + (4... temos: . temos: q&&i = [( D02 + ε (2 D0 D1 ) + ε 2 (2 D0 D2 + D12 ). conforme indicado na Figura 1.) (4. T1 . sendo que q1 se refere ao modo global de flexão da viga e vibração transversal do estai. 2 dt com: Dnk = ∂k ∂Tnk ( ). Fazendo as derivadas em relação a t.

e ambos com freqüências bem diferentes da do terceiro modo. será considerado o caso em que a freqüência natural do segundo modo de vibração é aproximadamente duas vezes a freqüência do primeiro modo. As equações de solvabilidade.13) Para favorecer o acoplamento dos termos não-lineares quadráticos. são: .10) Equação de ordem ε 2 : D02 q12 + ω12 q12 = −2 D0 D1 q11 − α 11 D0 q11 − α 12 D0 q 21 − α 13 D0 q 31 − β 13 q 31 2 − γ 111 q12 − γ 112 q11 q 21 − γ 122 q 21 + λ111 ( D0 q11 ) + λ112 (D0 q11 )( D0 q 21 ) + 2 (4.12) (4. de-tuning).11) + λ122 (D0 q 21 ) 2 D02 q 22 + ω 22 q 22 = −2 D0 D1 q 21 − α 21 D0 q11 − α 22 D0 q 21 − γ 211 q112 − γ 212 q11 q 21 2 − γ 222 q 21 + λ 211 (D0 q11 ) + λ212 ( D0 q11 )(D0 q 21 ) + λ222 (D0 q 21 ) 2 2 D02 q33 + ω 32 q 33 = −2 D0 D1q31 − α 31 D0 q11 − α 33 D0 q31 − β 33 q33 (4.14) onde σ é chamado de parâmetro de sintonia (ou inversamente.08) + A2 e iω 2T0 + cc (4. ω 2 = 2ω 1 + εσ (4.Método das múltiplas escalas D02 q11 + ω12 q11 = p10 → q11 = D02 q 21 + ω 22 q 21 = p 20 → q 21 = p10 ω 2 1 p 20 ω 22 38 + A1e iω1T0 + cc (4. que são responsáveis pela eliminação dos termos seculares.09) D02 q31 + ω 32 q 31 = 0 → q31 = A3 e iω3T0 + cc (4.

18) η = θ 2 − 2θ 1 + σT1 (4. ε a 2 a amplitude do modo local.20) (4. ε a1 é a amplitude do modo global. variáveis . a j .17) e separando as partes reais e imaginárias.25) Aqui.15) a (4. por conveniência: 1 iθ a j e j .θ j ∈ ℜ 2 Aj = (4.19) Substituindo (4.21) (4. as seguintes equações diferenciais ordinárias aparecem: ω1 (D1 a1 ) + α 11ω 1 2 ω1 a1 (D1θ 1 ) − γ 111 ω 2 (D1a 2 ) + ω 2 a 2 (D1θ 2 ) − a1 + p10 ω 1 (γ 112 + ω1ω 2 λ112 )a1a2 cosη = 0 4 a1 − 2 1 α 22ω 2 2 1 (γ 112 + ω1ω 2 λ112 )a1a 2 sen η = 0 4 a2 + ( ) 1 γ 211 + ω12 λ 211 a12 sen η = 0 4 γ γ p  p 1 γ 211 + ω 12 λ 211 a12 cosη −  222 2 20 + 212 210  a 2 = 0 4 2ω 1   ω2 ( ω 3 (D1a 3 ) + ) α 33ω 3 ω 3 a 3 ( D1θ 3 ) − 2 β 33 2 a3 = 0 a3 = 0 a3 = a30 e θ 3 = θ 30 + −α 33 T1 2 β 33 T1 2ω 3 (4.22) (4.23) (4.16) =0 − 2iω 3 (D1 A3 ) − iα 33ω 3 A3 − β 33 A3 = 0 (4.18) e (4. ε a3 a amplitude do modo de torção na viga e θ i os respectivos ângulos de fase.19) em (4.15) A1 = 0 − 2iω 2 (D1 A2 ) − iα 22ω 2 A2 − γ 211 A12e − iσT1 − γ 212 2 − iσT1 1 λ211ω A e 2 1 39 p10 ω 2 1 A2 − 2γ 222 p20 ω 22 A2 − (4.17) Definem-se.24) (4.Método das múltiplas escalas − 2iω1 (D1 A1 ) − iα11ω1 A1 − γ 112 2γ 111 p10 ω12 p20 ω 2 2 A1 − γ 112 A2 A1eiσT1 − λ112ω1ω 2 A2 A1eiσT1 − (4.

24) pode-se perceber que. caso o coeficiente aerodinâmico da seção transversal da viga A2* seja positivo. α 33 torna-se negativo.27) também é uma equação implícita em U 2* . fazendo α 22 = 0 . com a1 = 0 . Galope do Estai A solução não trivial a 2 ≠ 0 . é possível nas equações (4. e a velocidade do vento seja maior que: 4ξ 3ω 3 M 33 U 3* = 1 ρ a l b BM 2 (U 3* ) ∫ Φ b23 dx (4. pois nesse caso.20) a (4.26) 0 a amplitude ε a3 crescerá indefinidamente.Método das múltiplas escalas 40 com o tempo. Neste caso. Note que (4. (4. Drapejamento (Flutter) unimodal por torção Da equação (4. ao menos nesse modelo linear para a torção. a velocidade crítica do vento deve ser igual a: U 2* = 4ξ 2ω 2 M 22 1 ρ a l c DΓ1 ∫ Φ c22 dx 0 Note que (4.26) é uma equação implícita em U 3* .27) .23). os quais implicam modificações nas freqüências modais no caso de regime não-linear.

expresso abaixo.20) a (4.U 2* ) (4.31) .30) 2 (4. as amplitudes modais são:  ω 2  α 22    ω1  α 11 a1 = a 2 −  a1 = a 2 a2 =  γ 112 + ω 1ω 2 λ112  2   γ 211 + ω 1 λ 211       U   l c ρ a l c DΓ2 1 2 3     1 − ξ ω c +  1 1 *  2 22 ∫ Φ c1 Φ c 2 dx U 1   l b 2 M 22 0    −   1   ρ a l c DΓ2 U  ω1c12 2 2   ξ 2ω 2  1 − *    + Φ Φ dx ω 2 ∫ c1 c 2    l  2 M 11 0 U 2   c         γ 112 2ω 1α 11 + ω1ω 2 λ112     2 +  2γ 111 p10 γ 222 p 20 γ 212 p10 + + σ − 2ω 12ω 2 ω13 ω 23   1  α  γ 112 + ω 1ω 2 λ112 1 + 22   2α 11     2ω1 ( )        (4. caso o coeficiente aerodinâmico da seção transversal da viga H 1* seja positivo e a velocidade do vento esteja entre os seguintes valores: min (U 1* .Método das múltiplas escalas 41 Drapejamento (Flutter) unimodal com vibração no cabo e na viga por flexão As soluções não triviais a 2 ≠ 0 e a1 ≠ 0 são possíveis nas equações (4.27) e U 1* . é o valor da velocidade do vento que anula o coeficiente α11: U 1* = 4ξ1ω 1 M 11  1 1 0 0  (4.29) ρ a  lb B L1 (U 1* ) ∫ Φ b21dx + l c DΓ1 ∫ Φ 2c1 dx    Neste caso.28) onde U 2* foi definido em (4.U 2* ) < U < max (U 1* .23).

para cada um dos fenômenos de instabilidade aeroelástica estudados. Foi escolhida.1.65 1. submetida a ações de vento e chuva.12 4.Estudo de caso 42 5. assim. ensejar a 0.1.12 24. especialmente no que tange à caracterização da velocidade crítica do vento.12 possibilidade de aplicação da análise do Capítulo 4.1 – Seção transversal da viga a ser estudada (dimensões em cm) As demais propriedades geométricas e mecânicas dos elementos estruturais estão indicadas na Tabela 5. .86 0. propositadamente.18 Figura 5. bem como das amplitudes modais pós-críticas para o caso de drapejamento (flutter) por flexão da viga e vibrações do estai. A seção transversal da viga é mostrada na Figura 5. com forma geometricamente similar à seção da Ponte de Tacoma Narrows. 0. para favorecer as instabilidades dinâmicas e.2. ESTUDO DE CASO Este capítulo ocupa-se do estudo do comportamento aeroelástico da viga simples estaiada da Figura 1.

10-07 m² Comprimento da corda do cabo lc 2. mb Ab .06.952 N Ângulo entre a corda e o eixo vertical θ 1.408 Kg/m Módulo de elasticidade Eb 1. então ρb = Tabela 5.Estudo de caso Elemento Cabo Viga Propriedades 43 Símbolo Valor Unidade Densidade ρc 7827 Kg/m³ Massa por unidade de comprimento mc 0.326 rad Flecha da catenária d 4.250.293 kg / m 3 .10-01 m Comprimento lb 2 m Massa equivalente por unidade de comprimento (*) Levando em consideração massas concentradas ao longo da viga.1011 N/m² Diâmetro D 5.690.640.0978 Kg/m Módulo de elasticidade Ec 2.1011 N/m² Módulo de cisalhamento Gb 6.011.1 – Parâmetros físicos da viga estaiada A densidade do ar é ρ a = 1.10-04 m² Largura da base B 2.1010 N/m² Momento de inércia a flexão Izb 3.386.10-08 m4 Momento de inércia a torção It 2.390.76.10-03 m Densidade equivalente (*) ρb 22431 Kg/m³ mb 10.10-04 m Área da seção transversal Ac 2.494.10-10 m4 Área da seção transversal Ab 4.061 m Empuxo H 109.418.

ϕ terá U (θ 0 − 0.39) a (3. Nesse caso.0626638 0.185711 1.189290 1.0663996 Tabela 5.286640 0. Como a velocidade υ&c inverte de sinal durante a vibração.750492) . ora menores que − 43o . Nesse caso. deve-se verificar se υ&c é maior ou menor que for menor que U (θ 0 − 0. na convenção da Figura 3. quando υ&c valores estritamente maiores que − 43o . conforme visto no Capítulo 3.750492) . que decorre de (3. 5 0 . ϕ terá valores ora maiores. para se saber que domínio da Tabela 5. poder-se-á verificar se a escolha feita foi adequada ou não.28837 Curva Média -0.Estudo de caso 44 Os valores dos coeficientes aerodinâmicos devidos a vento e chuva no cabo.37121 5.166557 5. bastando para isto estimar o módulo da velocidade do cabo no meio do vão. de forma simplificada serão usados os valores de Γi para a curva média. Para valores de υ&c maiores que U (θ 0 − 0. de acordo com a seguinte expressão.05): x υ&c ≈ a 2ω 2 ∫ Φ c 2 dx x =0.2 utilizar.3. são: Γ0 Γ1 Γ2 ϕ < −43o 0.750492) . Uma vez escolhidos os valores de Γi e determinada a resposta dinâmica para o cabo.2 – Valores de Γi em função do ângulo de ataque do vento ϕ Recorda-se que ϕ = ϕ * −θ 0 .061592 ϕ > −43 o -0. de acordo com as equações (3. mas ϕ * = − υ&c U .41). Portanto. usa-se Γi para valores ϕ > −43o .

1 0.750492) .9 0.1 0 0 1 0.11095 .17) e (2.6 0.6 0. Além disso.16370 ).60693 ). ε Os gráficos das funções modais são dados abaixo. As funções modais correspondentes a cada freqüência são dadas nas expressões (2.2 0. e ω 2 = 51. arbitrando-se ε = 0.2 – Função modal Φ b1 0.3 0.8 0. conforme Rojas (2005).3 0. próximos da condição de ressonância interna 1:2. sendo que as abscissas correspondem aos eixos da viga ou da corda do cabo.4 0. β c1 = 1.7 0.8 0.2 0. são: ω1 = 26. sendo tais abscissas normalizadas em relação aos respectivos comprimentos.6 0. 1 0.5 0. para os dois primeiros modos. Os valores de ω 1 e ω 2 estão efetivamente.7 0.1 1 0 .5 0.2 0.16 . Os valores das freqüências naturais de vibração.3 Figura 5.Estudo de caso 45 e verificar se este valor é menor ou maior que U (θ 0 − 0.458 rad/s ( β b 2 = 2.137 rad/s ( β b1 = 2.5 0.4 0.9 0.18). neste estudo de caso.96194 .7 0.10 . β c 2 = 3.9 0.4 0.8 0. o valor do parâmetro de de-tuning é: σ= ω 2 − 2ω1 = −8.

3 Figura 5.4 – Função modal Φ c1 0.3 – Função modal Φ b 2 1 0.8 0.8 0.8 0.6 0.7 0.2 0.1 0.5 0.4 0.2 0.3 0.3 0.Estudo de caso -3 9 x 10 8 7 6 5 4 3 2 1 0 0 1 0.7 0.5 0.2 0 -0.4 0.6 0.7 0.9 0.8 0.6 0.1 1 0 46 .1 1 0 Figura 5.4 0.3 0.5 0.9 0.9 0.4 0.4 0.6 0.2 0.2 0 1 0.6 0.1 0.7 0.5 0.2 0.9 0.8 0.

2 0.8 0.4 0.7 0.7 0.4 0.5 0.5 0. ω 3 = 1363.3 Figura 5.8 0.1 1 0 .1 0.2 0.2 1 0.3 0.6 0.2 0.6 0.45 rad/s .26).9 0.3 0.8 0.25).2 0 -0.1 0.4 0. 1 0.7 0.9 0.9 0.9 0.4 0.8 0.5 0.5 0.6 0.3 0.4 0.7 0.5 – Função modal Φ c 2 Para o modo de torção.2 0. A função modal é dada em (2.2 0 1 0.4 0.8 0.6 0.5 0.6 0.1 0 0 1 0.1 1 0 Figura 5.7 0.9 0.2 0.6 – Função modal Φ b3 0. a freqüência natural é muito maior que ω 1 e ω 2 .6 0.3 0. A partir de (2.Estudo de caso 47 1.8 0.

M 22 = 0.10 −5 1 ∫ Φ b 3 dx 2 = 0.402409 ∫Φ 0 0 1 1 ∫ Φ b 2 dx = 0. i = 1.31) e das integrais acima. . bastante baixos. Abaixo seguem os valores das integrais auxiliares que dependem das funções modais: 1 1 ∫ Φ b1dx = 0.248510 2 ∫ Φ c1Φ c 2 dx = 0. Posteriormente.04698. supondo-se que o ângulo θ 0 que define a posição do filete de água de chuva vale 32°.82782.498400 3 0 0 0 1 1 1 ∫ Φ c1Φ c 2 dx = 0.10 −6 kg m 2 .3 .2.173055 ∫ Φ c 2 dx = 0. A tabela abaixo mostra os valores dos coeficientes aerodinâmicos do cabo.29766 kg .347041 0 2 b2 dx = 2.192272 A partir das equações (3.29) a (3.127697 ∫ Φ c1Φ c 2 dx 0 0 0 2 = 0. será investigada a influência da taxa de amortecimento nas velocidades críticas do vento e na resposta pós-crítica. M 33 = 5. os valores das massas modais são: M 11 = 5.247279 ∫ Φ c1dx 3 = 0. todas as taxas modais de amortecimento são arbitradas com ξ i = 0. Note que alguns coeficientes variam de acordo com a velocidade do vento U ou U2. ϕ > −43o e para todos os valores de ϕ (média).259834 ∫ Φ b1Φ b 3 dx = 0. coincidem com os adotados por Gattulli et al (2002) em seu estudo analítico-experimental. para valores de ângulo de ataque ϕ < −43o .406952 ∫Φ 0 0 1 1 ∫ Φ c 2 dx = 0.5 0 1 2 c1 dx = 0.0005 .100460 kg .00445255 ∫Φ 0 0 1 1 ∫ Φ c1dx = 0.423019 0 1 2 c2 dx = 0.Estudo de caso 48 Para esse estudo de caso.634680 ∫Φ 1 2 b1 dx = 0. estes valores. Para os dois primeiros modos.

58776.10-05 λ222 -1. isto é.10-03 U 4.6. O gráfico abaixo apresenta as curvas dos coeficientes de drapejamento.53139.10-04 U λ211 -4.1).10-04 49 Tabela 5.10-03 U 9.10-06 λ20 7.11477.31523. com o valor dos coeficientes multiplicados por 2.Estudo de caso ϕ <-43º ϕ >-43º Média λ10 9.88507.10-06 U 2 λ11 4.10-05 U 3.28691.29405.33780.10-04 1.67119.3 – Coeficientes aerodinâmicos do cabo.06554.33671.94559.10-04 U 2 -2.10-03 8. para a condição de vento-chuva Para o cálculo dos coeficientes aerodinâmicos na viga. com a adequação para este trabalho. adotando-se a seção similar à da ponte de Tacoma Narrows (Figura 5.10-06 λ122 -1. As curvas A1* e A3* não apresentam interesse.46239.02063.10-02 1.07909.10-04 1.91034.10-05 λ212 -6.10-06 λ112 -8.24543.80357.10-05 U 9.66915.58653.10-06 U 2 -3.78061.10-05 1.62478. usam-se as curvas da Figura 3.10-05 U 9.10-06 U λ12 4.10-04 U λ22 4.56808.10-04 1.68946.43697.82401.10-04 U 2 λ21 2.90199.10-03 5.50136. .10-03 U 1.10-04 U 2 -8.10-03 4.10-06 U λ111 -1.10-03 6.10-03 U 3.10-06 U 2 -9.16471.10-05 8.10-02 1.10-04 1.06278.22585.61822.59439.69047.10-05 U 3.23856.53215.

53344.09737. β13 2.1.Estudo de caso 50 Coeficientes de Drapejamento na viga 6 4 2 0 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 -2 H1 H2 H3 A2 -4 -6 -8 -10 -12 -14 -16 U/ η B Figura 5.10-02U L1 µ13 2. onde η = .10-02U ² L3 β33 3.14983.10-02U L2 µ31 2.1004U M2 Tabela 5.04810. relativos à viga. em função de U ω . os coeficientes de rigidez não-lineares.4 – Coeficientes aerodinâmicos. determinados a partir de Rojas (2005). ηB 2π para a seção da Figura 5. devidos ao vento.7 – Coeficientes de drapejamento da viga.1004U ² M3 µ11 1. são indicados abaixo: .09737.1004U M1 µ33 3. Finalmente.04810.

27).34 Tabela 5. a velocidade crítica U2 resulta igual a 55m/s.33.09498 0.1103 3.6 – Cálculo iterativo de U3 Portanto.7.5 – Coeficientes não lineares de rigidez Cálculo da velocidade crítica do vento para o drapejamento (flutter) unimodal de torção na viga.86.Estudo de caso c12 2.1185 -6. calcula-se o valor da velocidade crítica do vento U3.000128 0.8E-05 -0. através de iterações: U A2 ( ω3) κ ( ω3) M2 (ω3) U3 105 -0.05E-05 0. A partir da equação (4.65 113 6.0231 0.32.5 c23 389 c24 -23.104 γ212 1. resulta U3=113 m/s.00976 0.19 c13 1.105 γ222 -7.47 c22 37.103 51 Tabela 5.7 γ111 748 γ112 487 γ211 1. Cálculo da velocidade crítica do vento para o galope do estai: A partir de (4.26) e com a ajuda da Figura 5. .91E-07 113 131 0.

3 8. No entanto.7 9 1.5 -0.7271 0. . é muito importante para limitar as amplitudes pós-críticas tanto no cabo quanto na viga.7394 2.5 m/s.Estudo de caso 52 Cálculo da velocidade crítica do vento para o drapejamento (flutter) unimodal de flexão.29).3 Tabela 5.1933 8.227 0. determinadas na zona de velocidades de vento pós-críticas.7 0.7 m/s.053 0. U H1 (ω1) κ ( ω1) L1 U1 8.32).7022 0.266 0. com vibrações do cabo A partir de (4. É desejável que esses resultados sejam validados experimentalmente. A influência das vibrações do cabo na velocidade crítica do vento U1 parece ser desprezável. resulta U1 = 8. como pode ser visto através das equações (4. A Figura 5.7435 -0. A tabela abaixo mostra as amplitudes do primeiro e segundo modo. a velocidade crítica U1 pode ser determinada por iteração. o que foge ao escopo dessa dissertação.7 – Cálculo iterativo de U1 Portanto. a curva de H 1* teve que ser extrapolada para velocidades de vento acima de 9.8 mostra o gráfico de H 1* extrapolado.1688 -10.31) e (4. Para tanto.

020 -0.571 2.74 -0.020 -0.5 12 12.020 -0.020 -0.01 0.01 -0.14 0.01 -0.74 14.020 -0.01 0.23 11.03 0. portanto o eixo das abscissas pode ser confundido com o da própria velocidade do vento U.020 -0.781 4.79 9.479 -0.01 -0.16 0. U (m/s) H 1* (ω1) A2 ( ω3) L1 M2 (ω3) εa2 (m) 8.02 -0.020 -0.03 0.375 5.020 -0.01 -0.88 7.48 11.5 14 14.14 0.02 0.12 0.15 0.01 0.01 0.199 5.020 -0.10 0.020 -0.01 0.01 0.138 4.05 2.01 -0.58 13.359 3.069 5.02 -0.271 2.5 13 13.66 10.36 3.020 0.02 -0.01 0.02 -0.01 0.11 0.01 -0.5 16 16.59 4.02 0.020 -0.861 3.01 Continua .12 0. para ω1=26. o valor de ηB é aproximadamente 1.01 0.904 5.01 -0.01 -0.020 -0.020 -0.18 13.5 10 10.698 4.5 17 0.10 0.01 -0.13 0.17 εa1 (m) 0.020 -0.462 5.137 rad/s.020 -0.5 11 11.01 0.86 8.020 -0.10 0.85 6.27 1.01 0.193 0.739 1.17 0.16 0.01 0.Estudo de caso 53 H1 6 4 Coeficente aerodinâmico H 1 2 0 0 5 10 15 20 25 -2 -4 -6 -8 -10 Velocidades do vento (m/s) Figura 5.01 -0.5 15 15.020 -0.13 0.75 5.444 4.300 5.11 0.01 0.26 14.7 9 9.17 0.02 -0.01 -0.93 12.8 – Gráfico da extrapolação dos valores de H 1* Coincidentemente.01 0.13 0.01 -0.428 5.

91 -0.19 16.01 0.18 15.818 -0.20 17.377 -0.58 -0.020 0.20 17.01 0.20 17.29 -0.02 5.01 0.01 0.020 0.020 0.86 -0.020 0.01 0.020 0.02 5.Estudo de caso 54 Continuação U (m/s) 17.5 23 23.328 -0.02 4. 23 25 .25 0.01 0.02 5.020 0.05 Velocidade do vento (m/s) Figura 5.02 5.02 4.02 5.76 -0.5 18 18.418 -0.020 0.988 -0.02 4.85 -0.02 5.02 5.18 15.31 -0.905 -0.020 0.5 19 19.01 0.10 -0.19 16.482 -0.067 -0.01 0.20 Tabela 5.020 0.020 0.450 -0.95 -0.05 ε a 1 θ 0 = 32º 0 7 9 11 13 15 17 19 21 -0.64 -0.2 Amplitudes modais (m) ε a 2 θ 0 = 32º 0.20 17.5 H 1* (ω1) A2 ( ω3) L1 M2 (ω3) εa2 (m) εa1 (m) 15.20 17.471 -0.272 -0.01 0.18 -0.020 0. 0.15 0.020 0.1 0.01 0.5 20 20.49 -0.59 -0.5 21 21.01 0.02 5.9: Amplitudes modais pós-críticas εa1(U) e εa2(U).01 0.01 0.141 -0.020 0.8 – Amplitudes modais pós-críticas.02 5.209 -0.5 22 22.20 17.02 5.19 17.19 16.

o qual permite verificar os valores adotados para Γi.41) os coeficientes Γi podem ser calculados para diferentes valores de θ0. Até agora. para valores compreendidos entre 20° e 44º. de velocidade crítica para galope do estai. existem valores de U2. Note-se que. conforme sugerido no trabalho de Xu e Wang (2003).39) a (3. Γ1 é positivo e. Por meio das equações (3. de posse do valor das amplitudes. Verifica-se que.Estudo de caso 55 Influência do ângulo do filete θ0 nas amplitudes pós-críticas de vibração. isto é. portanto. . havia sido adotado o ângulo θ0 de 32º. As tabelas abaixo mostram a variação das amplitudes de vibração segundo a variação do ângulo θ0. pode-se determinar o valor do ângulo de ataque do vento.

1848 0.1034 0.1194 0.0116 23.1653 0.0123 0.1195 0.0125 0.1261 0.0118 0.1988 0.2019  0.0124 0.0113 0.0115 0.0115 0.0127 0.5 10 10.0404 0.5 12 12.1080 0.0127 0.0130 0.0128 0.1816 0.1000 0.0115 0.1970 0.0116 0.1740 0.1605 0.0124 0.0122 0.1288 0.1553 0.1652 0.0116 0.0123 0.0124 0.1698 0.1815 0.0130 0.0143 0.0111 0.1008 0.1194 0.1971 0.0121 0.0117 0.0122 0.0114 0.5 14 14.1030 0.0112 0.1878 0.1258 0.1257 0.0114 0.0147 0.0182 0.5 20 20.5 15 15.1321 0.1553 0.2002 0.0391 0.1698 0.1383 0.0118 0.0127 0.2026 Continua .1032 0.2011 0.1779 0.5 19 19.1077 0.1005 0.0112 0.1605 0.1018 0.0117 0.1079 0.0117 0.1972 0.0188 0.0125 0.0117 0.2021 0.0124 0.0130 0.2000 0.0124 0.0111 0.0122 0.5 0.1442 0.0116 0.0129 0.0116 0.5 13 13.1134 0.1500 0.7o U (m/s) U2 = 584m/s εa2 (m) εa1 (m) θ 0 = 22º U2 = 184 m/s εa2 (m) εa1 (m) 56 θ 0 = 24º U2 = 97 m/s εa2 (m) εa1 (m) 8.0126 0.0116 0.0121 0.0123 0.1986 0.1930 0.1906 0.1848 0.1554 0.0129 0.0120 0.0116 0.0151 0.1383 0.0133 0.Estudo de caso θ0 = 20.5 22 22.1953 0.0119 0.5 23  0.0115 0.1905 0.1604 0.2011 0.5 21 21.5 16 16.0119 0.0128 0.0124 0.0114 0.0124 0.1740 0.1931 0.2024 0.0111 0.057943 0.5 11 11.0115 0.0118 0.1780 0.0113 0.0118 0.5 9 9.1879 0.1443 0.1952 0.2000 0.1321 0.5 17 17.1653 0.0117 0.1499 0.1013 0.0120 0.0116 0.1442 0.0120 0.0130 0.2019  0.1878 0.1698 0.0116 0.1987 0.1135 0.0374 0.1133 0.2025 0.1849 0.0122 0.0121 0.0119 0.1321 0.0192 0.1779 0.1907 0.1740 0.0119 0.2013 0.5 18 18.058827 0.0118 0.057286 0.0124 0.1002 0.1951 0.1258 0.0115 0.1383 0.1309 0.0130 0.0112 0.0116 0.0116 0.1930 0.0111 0.0129 0.1815 0.1499 0.

0109 0.0107 0.0106 0.0107 0.0107 0.1780 0.1741 0.1195 0.1321 0.0107 0.5 10 10.1883 0.1444 0.5 23 23.0108 0.1973 0.0116 0.0105 0.2003 0.1819 0.060068  0.0105 0.0111 0.0348 0.1258 0.1932 0.1781 0.1029 0.0107 0.1654 0.1655 0.0996 0.0104 0.0109 0.1259 0.0136 0.0104 0.0173 0.1934 0.2032 Continua .0108 0.1976 0.0105 0.0101 0.1242 0.05954  0.0105 0.1910 0.5  0.1001 0.0107 0.0108 0.0104 0.1783 0.1077 0.1742 0.0104 0.5 22 22.1909 0.2014 0.0106 0.0101 0.0110 0.2026 0.1444 0.1993 0.1194 0.2030 0.1322 0.1975 0.0105 0.0352 0.1133 0.1222 0.0105 0.2024 0.0137 0.1077 0.0108 0.1935 20.0107 0.1229 0.0105 0.2022 0.1850 0.0105 0.0111 0.0111 0.1133 0.0106 0.0105 0.1322 0.1384 0.1881 0.0105 0.0104 0.1606 0.0361 0.0104 0.0997 0.0104 0.1029 0.1556 0.0140 0.0104 0.1004 0.2005 0.1385 0.0105 0.5 0.1954 0.5 16 16.1957 0.1956 0.0109 0.0104 0.1818 0.0178 0.0109 0.2028 0.2018 0.0106 0.0107 0.5 11 11.0111 0.0106 0.1700 0.0998 0.0104 0.1383 0.5 18 18.1258 0.0114 0.1991 0.1134 0.0110 0.0122 0.0111 0.0107 0.0102 0.0107 0.5 17 17.1000 0.5 14 14.0108 0.1554 0.0105 0.0120 0.0107 0.1743 0.0103 0.0111 0.1555 0.1077 0.0109 0.0105 0.060398 9 9.0110 0.5 13 13.1990 0.0107 0.5 20 0.1029 0.0111 0.0112 0.Estudo de caso 57 Continuação U (m/s) θ 0 = 26o θ 0 = 28 o θ 0 = 30 o U2 = 71m/s εa1 (m) εa2 (m) U2 = 60m/s εa1 (m) εa2 (m) U2 = 55m/s εa1 (m) εa2 (m) 8.0110 0.1852 19 19.0124 0.1880 0.0175 0.0104 0.1851 0.1699 0.5 15 15.5 0.1606 0.1500 0.1502 0.1817 0.0106 0.1443 0.0111 0.0110 0.5 21 21.1656 0.0106 0.1194 0.0103 0.0105 0.2006 0.1701 0.1908 0.0109 0.0104 0.1607 0.2016 0.1501 0.0110 0.5 12 12.

0107 0.0101 0.5 15 15.2013 0.0349 0.1326 0.1658 0.0108 0.1387 0.0105 0.0346 0.2034 0.2008 0.0106 0.1657 0.1959 0.1937 0.2020 0.0105 0.0108 0.1888 0.0107 0.0104 0.0105 0.2030 0.0108 0.1982 0.0103 0.0108 0.0104 0.0176 0.0107 0.0120 0.1746 0.1824 0.0102 0.0174 0.1557 0.0104 0.1609 0.0173 0.5 14 14.060431  0.0356 0.5 20 0.0104 0.0106 0.5 22 22.1884 0.2022 0.0105 0.0106 0.0106 0.0107 0.0104 0.1745 0.1784 0.1822 0.1078 0.0104 0.1325 0.0103 0.1220 0.1912 0.0108 0.1137 0.1980 0.1196 0.1503 0.1820 0.5 10 10.0108 0.0105 0.1504 0.1705 0.0108 0.1978 0.06052  0.1388 0.1323 0.1886 0.0104 0.1225 0.0105 0.0102 0.0106 0.1506 0.0104 0.1262 0.0998 0.1006 0.5 23 23.0108 0.0108 0.0136 0.2036 0.1261 0.0106 0.1914 0.0112 0.0997 0.5 0.1448 0.1999 0.060132 9 9.0105 0.1995 0.1198 0.0104 0.1136 0.0105 0.1939 0.5 12 12.2010 0.1997 0.1748 0.0108 0.5 21 21.1000 0.0105 0.0108 0.1386 0.0103 0.2038 Continua .1031 0.1786 0.1446 0.5 16 16.0103 0.0107 0.0104 0.5 17 17.2028 0.0104 0.0103 0.1447 0.0107 0.2032 0.0105 0.0101 0.0104 0.1259 0.1702 0.1001 0.1940 20.0104 0.0108 0.0113 0.1660 0.0114 0.0121 0.0102 0.1961 0.0139 0.0103 0.0100 0.1704 0.5  0.0104 0.0104 0.1916 0.1787 0.0106 0.0106 0.1079 0.1558 0.1610 0.0107 0.1857 19 19.0108 0.0104 0.5 0.1030 0.5 11 11.0104 0.1236 0.1611 0.0104 0.0123 0.0104 0.0137 0.Estudo de caso 58 Continuação U (m/s) θ 0 = 32o θ 0 = 34o θ 0 = 36o U2 = 54m/s εa1 (m) εa2 (m) U2 = 56 m/s εa1 (m) εa2 (m) U2 = 62 m/s εa1 (m) εa2 (m) 8.5 18 18.0106 0.1854 0.0106 0.0105 0.2024 0.1033 0.1197 0.0103 0.0105 0.0110 0.1963 0.1081 0.1134 0.1002 0.1560 0.1855 0.5 13 13.

5 14 14.0117 0.9 – Valores das amplitudes modais com a variação do ângulo θ0 59 .1089 0.0109 0.0119 0.5 13 13.0111 0.0114 0.5  0.0117 0.5 21 21.0121 0.1617 0.0150 0.2037 0.1662 0.0112 0.1390 0.1205 0.1562 0.1615 0.0185 0.2040 0.1083 0.1707 0.1017 0.0141 0.1922 0.1829 0.5 17 17.0127 0.2031 0.1328 0.0112 0.2020 0.1013 0.0113 0.1825 0.1450 0.0381 0.0126 0.1507 0.1010 0.0119 0.2026 0.0125 0.0112 0.1967 0.0119 0.1268 0.0112 0.1859 0.5 18 18.0124 0.0123 0.1330 0.1008 0.0112 0.0114 0.1202 0.1749 0.1042 0.0192 0.1253 0.0133 0.1266 0.059626  0.1945 0.5 16 16.0118 0.1753 0.1394 0.1892 0.0109 0.0110 0.1264 0.1565 0.0112 0.2041 0.1894 0.0115 0.1392 0.0120 0.1200 0.0116 0.0110 0.0117 0.1917 0.1277 0.0118 0.1827 0.1144 0.0366 0.0111 0.0113 0.1969 0.Estudo de caso Continuação U (m/s) θ 0 = 38o θ 0 = 40o θ 0 = 42o U2 = 77m/s εa1 (m) εa2 (m) U2 = 113 m/s εa1 (m) εa2 (m) U2 = 281 m/s εa1 (m) εa2 (m) 8.1986 0.0117 0.0113 0.1942 0.1332 0.1861 0.0110 0.1751 0.1452 0.1709 0.0114 0.1919 0.0129 0.0128 0.0119 0.1965 0.0126 0.2017 0.2001 0.2003 0.2029 0.0116 0.0127 0.0128 0.0116 0.5 20 0.0121 0.1139 0.2043 0.0118 0.1665 0.0120 0.1789 0.0113 0.0120 0.1035 0.1025 0.0119 0.1947 20.0122 0.0180 0.2015 0.0112 0.0117 0.0125 0.0128 0.1984 0.1039 0.1142 0.0113 0.0113 0.0145 0.5 11 11.1863 19 719.1454 0.0111 0.5 10 10.0118 0.0120 0.0128 0.5 12 12.0128 0.1509 0.1793 0.0113 0.0120 0.0117 0.2046 Tabela 5.1511 0.2035 0.0110 0.1309 0.0401 0.1711 0.0109 0.5 0.1563 0.5 22 22.0120 0.5 0.0113 0.1890 0.0113 0.5 15 15.058924  0.058037 9 9.2005 0.1004 0.5 23 23.1613 0.0119 0.0119 0.1663 0.0120 0.0113 0.0125 0.0125 0.0109 0.0128 0.1791 0.1086 0.0113 0.1989 0.

02 0.035 θ=20.045 0.5 9 7.5 15 Ve lo cida de d 13.01 θ=40 θ=42 0.5 0 0 e ilet g.04 Amplitudes Modais (m) 0.015 θ=36 θ=38 0.6 0.6 θ=38 θ=32 θ=26 θ=20.5 6 3 4.Estudo de caso 60 0.11 .015 0.5 /s) 18 o ve nto (m 16.7 θ=22 θ=24 θ=26 θ=28 θ=30 θ=32 θ=34 θ=36 θ=38 θ=40 θ=42 θ=42.7 22.5 21 19.045 0. f Figura 5.035 0.025 θ=28 θ=30 0.5 1.03 θ=20.5 12 10.10 .7 0 0 5 10 15 20 25 -0.Valores das amplitudes modais εa1 com a variação do ângulo θ0 0.7 θ=22 0.04 0.025 Curvas de ε a 1 0.005 An θ=42.005 Velocidade do vento (m/s) Figura 5.005 θ=42.Valores das amplitudes modais εa1 com a variação da velocidade do vento e do ângulo θ0 .03 Amplitude modal (m) θ=24 θ=26 0.02 θ=32 Curvas de ε a 1 θ=34 0.01 0.

25 0.25 0.6 θ=38 θ=32 θ=26 θ=20.1 7.5 to (m 18 15 13.1 θ=30 θ=32 θ=34 θ=36 0.6 θ=43.1 θ=34 θ=36 θ=38 θ=40 0.5 Velo cida d e do ven 16.13 .5 0 θ=42.7 22.5 12 10.05 θ=38 θ=40 θ=42 0 3 θ=42.05 Velocidade do vento (m/s) Figura 5.05 θ=42 θ=42.5 4.Valores das amplitudes modais εa2 com a variação do ângulo θ0 0.1 0 0 5 10 15 20 25 -0. fi Figura 5.7 θ=22 0.Estudo de caso 61 0.5 9 6 θ=43.15 θ=24 θ=26 θ=28 0.5 21 /s) 19.2 Amplitude modal Curvas de ε a 2 θ=20.12 .6 g An e let .15 Amplitude modal θ=26 θ=28 θ=30 θ=32 0.2 θ=20.Valores das amplitudes modais εa2 com a variação da velocidade do vento e do ângulo θ0 .5 1.7 Curvas de ε a 2 θ=22 θ=24 0.

145 0.0103 0. variando-se o amortecimento do primeiro modo .136 0.0100 0.0112 0.120 0. justificando a adoção deste ângulo para problemas sujeitos a ação de vento e chuva.100 0. Sensibilidade da resposta em função da variação das taxas de amortecimento.0103 0. quando θ0 vale 32º.132 18 0.0098 0. Variando-se o amortecimento do primeiro modo global (ξ1).0101 0.0104 0.148 U (m/s) Tabela 5.005 ξ 1= 0.10 – Amplitudes modais.0104 0.144 20 0.0102 0.172 0.167 0.172 0.145 0.194 0.138 19 0.122 0.0114 0.8 m/s εa1(m) εa2(m) - 9 0.0105 0.126 0.63 m/s εa1(m) εa2(m) - U1 = 10.01 8 U1 = 8.0103 0.0118 0.109 15 0.125 17 0.191 0.132 0.0104 0.7 m/s εa1(m) εa2(m) - U1 = 8. conforme sugerido por Xu e Wang (2003).0101 0.0137 0.0136 0.186 0.108 0.0101 0. Entretanto.106 0.0598 0.156 0.0005 ξ 1= 0.0104 0.130 0.Estudo de caso 62 Os valores da amplitude εa2 não se alteram significativamente com a mudança do ângulo do filete.153 - - - - 10 0.116 0.116 - - 11 0.180 0.0106 0.153 0.0538 0.0113 0.0104 0.188 0. a tabela abaixo mostra os valores da velocidade crítica U1 e das amplitudes modais em função da velocidade de vento U.0099 0.0107 0.164 12 0.0103 0.106 0.099 0.163 0.0104 0.142 0.0097 0.166 0.0102 0.117 16 0.0100 0.0303 0.0104 0.102 14 0.0141 0.0104 0.0100 0.0105 0.0096 0.0346 0. temos o menor valor para a velocidade crítica do galope do estai (U2).182 0.118 0.0104 0.174 0.161 0.099 13 0.0103 0.0153 0.001 ξ 1= 0.0104 0.0104 0.099 0.153 0. Note-se que a variação do ângulo do filete altera também muito pouco o valor de εa1.0096 0. ξ1= 0.8 m/s εa1(m) εa2(m) - U1 = 9.

15 a1 x1=0.Variação do amortecimento da viga a flexão 0. qualitativamente.1 a2 x1=0.05 0 0 5 10 15 20 25 -0.14 – Amplitudes modais. Amplitudes Modais . As Figuras 5. quanto a velocidade crítica se alteraram com a mudança da taxa de amortecimento.Estudo de caso 63 Nota-se que a resposta dinâmica é sensível às variações do amortecimento do primeiro modo.001 a1 x1=0.14 e 5.01 0. Tanto os valores das amplitudes modais.005 0.005 a1 x1=0.25 0.0005 a2 x1=0. estas diferenças. variando-se o amortecimento do primeiro modo .15 ilustram melhor.2 Amplitudes Modais (m) 0.05 Velocidade do Vento (m/s) Figura 5.01 a2 x1=0.001 a2 x1=0.0005 a1 x1=0.

001 a2 x1=0.108 0.01 0.0634 0.516 12 0.122 0.000 9 0.0005 ξ 2 = 0.7871 1.134 0.001 8 U2 = 54 m/s εa1(m) εa2(m) 0 0.005 a2 x1=0.154 0.2 0.0112 0.0160 0.0103 0.02 a2 x1=0.0483 0.005 a1 x1=0.1 0.0005 0.0160 0.12 0.18 Amplitudes Modais (m) 0.Variação do amortecimento da viga a flexão 0.001 a1 x1=0.120 0.221 14 0.122 0. ξ2 = 0.08 a2 x1=0.0005 18 19 20 Figura 5.01 a2 x1=0.14 a1 x1=0.145 0. a tabela abaixo mostra os valores da velocidade crítica U2 e das amplitudes modais em função da velocidade de vento U.155 0.000 10 0.0000 0.202 U (m/s) ξ 2 = 0.0136 0.Estudo de caso 64 Amplitudes Modais .0104 0.294 13 0.231 0.0000 0.005 ξ 2 = 0.000 U2 = 107 m/s εa1(m) εa2(m) 0.161 0.0005 a1 x1=0.0000 0.005 13 14 15 Velocidade do Vento (m/s) 16 17 a1 x1=0.0005 8 9 10 11 12 a1 x1=0.0175 0.005 0 a2 x1=0.0971 0.15 – Amplitudes modais.0419 0.1309 0.174 0.0436 0.0163 0.0000 0.0881 0.0000 0.108 0.000 0.0000 0.406 0.000 0.146 0.000 11 0.0346 0.1920 0.0749 0.100 0.01 Continua .04 0.06 0.16 0.0105 0.132 0. variando-se o amortecimento do primeiro modo Variando-se o amortecimento do segundo modo.0220 0.112 0.000 U1 = 537 m/s U1 = 1070 m/s εa1(m) εa2(m) εa1(m) εa2(m) 0.

6 a2 x1=0.Estudo de caso 65 Continuação ξ2 = 0.166 0. Portanto.211 20 0.175 0.0104 0.4 0. os valores das amplitudes modais se alteraram mais significativamente com a mudança do amortecimento do segundo modo.005 ξ 2 = 0.01 a2 x1=0.0653 0.201 0.177 0.001 a2 x1=0.2 Amplitudes Modais (m) 1 a1 x1=0.214 U (m/s) ξ 2 = 0.196 0.167 0.11 – Amplitudes modais. variando-se o amortecimento do segundo modo Neste caso.183 0.0413 0.0168 0.0422 0.0104 0.01 Tabela 5.0414 0.005 a1 x1=0.0104 0.0005 a1 x1=0.182 0.194 0.0104 0. deve-se tomar particular cuidado na definição desse parâmetro.0417 0.189 0. variando-se o amortecimento do segundo modo .001 15 U2 = 54 m/s εa1(m) εa2(m) 0.0104 0.0420 0. Amplitudes Modais .0642 0.2 Velocidade do Vento (m/s) Figura 5.0666 0.4 1.157 U1 = 537 m/s U1 = 1070 m/s εa1(m) εa2(m) εa1(m) εa2(m) 0.191 0.0165 0.0646 0.0162 0.0167 0.0163 0.156 U2 = 107 m/s εa1(m) εa2(m) 0.2 0 0 5 10 15 20 25 -0. Os gráficos abaixo ilustram a Tabela 5.200 17 0.0415 0.11.169 0.001 a1 x1=0.203 18 0.0166 0.0693 0.199 16 0.Variação do amortecimento do cabo 1.0643 0.0104 0.6 1.01 0.207 19 0.184 0.174 0.188 0.005 0.0005 ξ 2 = 0.16 – Amplitudes modais.0005 a2 x1=0.8 0.194 0.

a partir de uma certa .12 – Velocidade crítica U3 em função de ξ3 Cálculo numérico usando-se a implementação no programa Matlab 6. Dos resultados obtidos a partir do programa Matlab.7 Tabela 5. conseguiu-se apenas extrair que. do método numérico de Runge-Kuta de 4ª ordem.001 112.0005 112.01 113. variando-se o amortecimento do segundo modo A velocidade crítica U3 (drapejamento unimodal por torção) foi pouco modificada pela variação da taxa de amortecimento ξ3.8 0.005 113.8 0. usando-se o método de Runge-Kuta de 4ª ordem.17 – Amplitudes modais.Estudo de caso 66 Figura 5. ξ3 U3 (m/s) 0.2 0.05. como mostra a tabela abaixo.

o sistema não se estabilizou. outros métodos numéricos para a determinação dos valores das amplitudes modais pós-críticas. calculado por meio do método das múltiplas escalas. de 8. Será necessária uma investigação mais cuidadosa usando-se. confirmando a velocidade crítica U1. eventualmente.8 m/s. . para o ângulo do filete de água no cabo igual a 32º.Estudo de caso 67 velocidade de vento. o que não é escopo desse trabalho.

a formulação foi estendida para um cabo de configuração inicial parabólica. sobre o acoplamento entre cabo e viga. com dois graus de liberdade. Xu e Wang (2003) utilizaram um cilíndrico rígido reto. de Rojas (2005). Na modelagem dos carregamentos aerodinâmicos do cabo. que trata dos carregamentos aerodinâmicos no cabo. . submetido a esforços oriundos de vento e chuva. apesar das fortes não linearidades constatadas. o que poderá ser realizado em trabalhos futuros. além de adicionar um grau de liberdade. No presente trabalho.Conclusão 68 6. O método das múltiplas escalas. Teria sido interessante realizar uma comparação com outros métodos. ajudando a mesma a atenuar suas vibrações. devido ao acoplamento não linear. devido à chuva e vento. ao vibrar “rouba” energia cinética da viga. CONCLUSÕES Esse texto faz uma síntese dos trabalhos de Butkeraitis (2002). por exemplo. foi utilizado e foram obtidas respostas aparentemente satisfatórias. e de Xu e Wang (2003). métodos numéricos. A respeito do acoplamento estai-viga. pode-se observar que o cabo. que trata dos carregamentos aeroelásticos na viga. a julgar por evidências encontradas na literatura. referente à torção da viga.

tanto em flexão quanto em torção. confirmou o ângulo de 32º. É evidente que esta extrapolação carece de verificação experimental. que estava sugerido. variar a geometria da estrutura de forma mais livre. ficando implícito o recálculo dos coeficientes dos termos não lineares e novos coeficientes aerodinâmicos. porém.Conclusão 69 A determinação das amplitudes e velocidades críticas. o que também fica como sugestão para trabalhos futuros. . variando-se o ângulo do filete de água na seção do cabo. por esse motivo foi possível a utilização dos coeficientes aerodinâmicos determinados por Simiu e Scanlan (1986). foi necessário efetuar a extrapolação do gráfico de H 1* . para trabalhos futuros. mas não explicado em Xu e Wang. O perfil se assemelha ao da ponte de Tacoma Narrows. principalmente na determinação da velocidade crítica do vento e amplitudes modais pós-críticas no cabo. Propõe-se. A escolha do perfil aerodinamicamente desfavorável foi feita propositadamente para intensificar a resposta dinâmica da viga estaiada. também. As dimensões da seção foram definidas de tal forma que puderam ser utilizados os mesmos valores dos coeficientes dos termos não-lineares do trabalho de Rojas (2005). para simplificação do trabalho ora realizado. devido à ordem de grandeza das velocidades de vento relevantes. Outra sugestão para continuidade da pesquisa é a análise de uma viga com dois planos de estaiamento. A variação das taxas de amortecimento estruturais indica uma forte sensibilidade na resposta dinâmica. favorecendo o acoplamento total entre as vibrações do cabo e da viga.

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