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O povo quer abolir o aborto

Uruguai e o doutor Leonel
Briozzo: modelo de como
mentem os abortistas em toda
a Hispano América
Briozzo falava de 130.000 abortos clandestinos; depois, de 33.000; uma vez
legalizado, só há 300 ao mês. Em Espanha, aconteceu igual. Nem Briozzo nem El
País admitem que mentiam.
Actualizado 9 de Maio de 2013
Pablo J. Ginés/ReL
O que se passou e está passando no Uruguai com o
aborto é um campo de provas para toda a
Hispano América.
O Uruguai é chave: é o primeiro país hispanoamericano a legalizar o aborto (no passado mês de
Dezembro). Também pode ser o primeiro a retirá-lo por
um referendo popular.
O Uruguai é modelo também pelas mentiras e
técnicas dos abortistas, que tem à cabeça o antigo líder abortista Leonel
Briozzo,
hoje
subsecretário
da
Saúde
Pública
(o
seu
email
é
subsecretario@msp.gub.uy). São mentiras e técnicas de manual, seguindo ao pé
da letra as que se usaram antes nos EUA, na Espanha e na Europa.

"Falsificávamos as estatísticas"
A primeira dessas instruções, como explicou já em 1982 numa conferência no
Colégio de Médicos de Madrid o médico ex-abortista Bernard Nathanson, é a
"falsificação de estatísticas e sondagens que dizíamos ter feito". Quer dizer, as
cifras absurdamente infladas, dar a sensação de que praticamente todas as
mulheres abortam às escondidas, e de que grandes quantidades delas morrem
de hemorragias.
Quando a realidade demonstra que as cifras abortistas são falsas, que
mentiram descaradamente, os abortistas encolhem os ombros, como se não
se passasse nada: "houve erros de estimativas", dizem.

Caso exemplar: o doutor Briozzo

A cifra mágica dos 33. 200 abortos. das quais 70.000 usam regularmente preservativo. assinalou a opinião pública.com. e com boas estatísticas. No primeiro mês.ar falavam em 2006 de 52. "entre 300 e 400". segundo admitia o mesmo Leonel Briozzo.000 uma vez e de 150. moderno.000. pois.000 mulheres em idade fértil (dados de 2007).000 abortos clandestinos.ar insistia nos 33. o apóstolo do aborto uruguaio. Outros estudos citados por lobbies como Agendadelasmujeres. umas 100. "Você mentiu-nos. como candidatas a um possível aborto? Umas 27.uy): "Esses dados – que tomou toda a imprensa com uma avidez .000 não tem relações sexuais. O Uruguai é um país pequeno. Como a s sinalou o doutor Omar França-Tarragó.com. Leonel Briozzo.000 ao ano". umas o 250.000 outra. professor de Bioética.000 mulheres. Nos outros quatro meses de aborto legal. impossível. As cifras reais desmontam a burla Em Dezembro de 2012 legalizou-se o aborto no Uruguai e chegou a vida real. e agora resulta que não chegariam nem a 5.000 ciclos de anticonceptivos cada mês.000 são estéreis.000 abortos clandestinos anuais no país. conclui o doutor França-Tarragó.Em 2003. o ginecologista e apóstolo do aborto no Uruguai. Quantas mulheres ficam. Muito irritado. mas não tanto. foi a uma comissão do Senado falar de 150. no Uruguai há 707.com. que prosperou hoje é subsecretário da Saúde Pública com o governo do ex-guerrilheiro tupamaro Enrique Mújica. E o lobby abortista Iniciativas Sanitárias em 2010 em Paginas12. Era uma cifra absurda.000 dius implantados no país e consomem-se 200. agora desde o seu escritório da Administração estatal respondeu (numa detalhada entrevista em Brecha. tal como se tinha passado em todos os outros países abortistas. outra cifra absurda e exagerada. há 100.000 deram à luz nesse ano. Como pensar então que se produzam 150. 53.000 abortos clandestinos. falava-nos de 33.000 abortos anuais (mais de um por mulher e ano?) gostou a Leonel Briozzo. e como neles as cifras de abortos reais não eram as dos lobbies nem as de Leonel Briozzo.000 abortos ao ano? Baixando o engano A mentira era tão exagerada e insultante que o lobby abortista baixou e em 2004 o deputado pró-aborto Rafael Sanseviero já falava de 33.

mas não é uma cifra oficial.000 abortos.000 interrupções da gravidez por ano a 1 milhão. com anticoncepção generalizada em Espanha. Resulta estranho que num país pequeno e moderno como Uruguai. Assim que. maior anticoncepção e. desde o ano 2001 até o ano 2011 aumentou o número de abortos a uma taxa de 11% anual". Briozzo não tenha agora dados oficiais dos abortos legais e considere "fora do sanitário" querer saber o que se passa nos hospitais. porque não a temos e tampouco a vamos a dar mês a mês porque isto não é um reality".. que confunde países sem sanidade com países avançados Briozzo proclama: "Há uma relação estatisticamente significativa: o aborto desce quando é legal".  usou cifras muito afastadas da realidade A varinha mágica legalizadora Como o explica Briozzo? Diz o que põe no manual do activista abortista: quando te perguntem porque as cifras reais não se parecem com as que anunciavas antes. não os 130. sobretudo.000 que ele dizia há apenas 10 anos. Briozzo. bem documentado e que nós analisamos já aqui. onde todos os partos tem lugar em hospitais e com supervisão médica. No Uruguai assinalam Espanha O problema é que já há muitos dados acumulados para desmontar esse truque. com 700. estes se reduzem. Inclusive se tomamos só os últimos 10 anos. com o truque mais velho: inventas que antes da legalização havia muitos abortos e assim podes dizer que "agora há menos". ao legalizar o aborto. Em 2011 praticaram-se 118. Em Espanha. quase .. E acrescenta criticando os que pedem dados reais: "a avidez por conhecer números é agitar fora do sanitário". onde o aborto é legal desde há 40 anos. passou-se de praticar 500. é falso. Por suposto.000 pílulas anuais distribuídas grátis. o apóstolo do aborto no Uruguai. Contrasta com a facilidade com a qual Briozzo dava dados quando assessorava o Senado.que não deixa de assombrar-me – foram ditos por mim numa entrevista de rádio. quando se estendeu a pílula do dia seguinte.000 ao ano. o envelhecimento da população. e tem que ver com mudanças na demografia. e por isso o deputado Abdala. É o que estimamos que está ocorrendo. O que está claro é que não são mais de 5. Faz bem em assinalar o caso espanhol. remetendo-se a um estudo do The Lancet. diz que de forma mágica. que promove um referendo para abolir o aborto legal no Uruguai recorda: "Nos Estados Unidos.

5 por mil a 13. Falava de 3. O aborto legal não reduziu o aborto em Espanha. mais ainda.700 casos. morriam por aborto ilegal cada ano.000 espanholas que. Os abortistas do Uruguai são mais modestos: o lobby abortista FUS em 1985 falava de 100 uruguaias mortas por aborto clandestino cada ano. por suposto. seis vezes mais que nos anos oitenta. em 1990. As mentiras do El País. E. muito longe dos fantasiosos 300.o dobro do ano 2000. como temos dito.000. Nos nossos dias. A realidade é que ao legalizar-se o aborto em 1987 houve 17. em Maio de 2013. de que morriam as uruguaias em idade fértil.000 abortos eram. último ano sem pílula pós-coito. ainda que sem deixar cadáver nem rasto algum. nem sequer com. um invento (há quem o remita a um ectoplasmático relatório da acusação do Tribunal Supremo de 1974). ainda que os seus cadáveres não tenham aparecido nunca.000 abortos clandestinos que diziam os abortistas espanhóis em 1974.000  mortas anuais (mas que não deixam cadáver). Em 2004. quando a "avidez pelos números" lhe parecia coisa boa. por exemplo. uns 118. 37. A realidade.  falava de 300. de 10 a 44 anos? Está bem medido: 42 suicidaram-se 29 por sida . como assinala o doutor Omar França-Tarragó. pílulas do dia seguinte grátis e de livre disposição: no século XXI duplicou.000. e Leonel Briozzo repetia essa mentira com toda a facilidade em 2003 ao Senado. Mas desde logo. em 1989.500. As cifras dos 300. 26. seriam 30. hoje como ontem Ainda hoje. 30. mas quando se  legalizou viu‐se que eram 17.000 fantasmagóricas espanholas que morriam cada ano por isso (quer dizer.6 por mil. 4 de Maio de 2013.000 abortos clandestinos.000.000. em Espanha o diário pró-aborto El País continua falando sem corar (aqui.000 abortos anuais e de 3. está nas estatísticas oficiais do Uruguai. Os inexistentes cadáveres O outro engano clássico dos abortistas é o das mulheres mortas por aborto. insistem todavia sem prova alguma. mulheres jovens. Já vimos que El País em Espanha continua falando de 3. Este foi o primeiro número de El País Semanal em 1976. por exemplo) desses 300. em 1988. cifra  fantasiosa que em Maio de 2013 ainda repete.000 mulheres nos anos 70). entre as mais jovens o aborto cresceu mais: de 7.

Taxa de Mortalidade Materna por 100. por exemplo. socialista mas contrário ao aborto. México e outros países. que o vetou em 2008 com o seu veto presidencial. se vê a mentira evidente das cifras abortistas. os dados da Organização Mundial da Saúde mostram que os países que proíbem o aborto têm menos mortalidade materna que os países abortistas. Por isso. Mortes tristes. Tabaré Vázquez. os mais saudáveis De facto. Os abortistas costumam responder que as mulheres que se morrem de hemorragia por abortos ilegais entram nos hospitais e se registam como mortas por septicemia. ao longo dos anos 90. um ilustre médico e político uruguaio.000 nascidos vivos (dados OMS 2011) Uruguai (quando havia aborto restringido) 27 mortes maternas cada 100. provocar abortos para evitar abortos é tão contraditório como combater a morte ocasionando a morte ou eliminar a enfermidade matando o paciente. apenas havia anualmente entre 7 e 10 mulheres em idade fértil (até 44 anos) que morressem por septicemia no país. De novo. mas em todo o Uruguai. Nessa perspectiva. por infecção. camuflando o aborto. mas médico O mantra do doutor Briozzo e outros abortistas de que o aborto legal melhora a saúde das mulheres está mais que refutado desde há muitas décadas. presidente do país de 2005 a 2010. como todas. Os países sem aborto. boa saúde) 53 Inglaterra (aborto a pedido) 12 Canadá (aborto a pedido) 12 Roménia (aborto a pedido) 27 Irlanda (não permite o aborto) somente 3 Polónia (não permite o aborto) somente 6 Tabaré Vázquez. O mesmo poderia dizer-se das cifras da Argentina.23 assassinadas 7 por causas obstétricas 1 por aborto provocado De 1 (dado real) a 100 (dado inventado que usam os abortistas) há uma evidente manipulação. dizia esta mesma semana: "Também em medicina é válido o princípio ético segundo o qual o fim não justifica os meios. como se demonstra nesta tabela. o qual . socialista.000 nascidos vivos Estados Unidos (aborto a pedido) 24 China (aborto a pedido e imposto) 38 Rússia (aborto a pedido) 39 Cuba (aborto a pedido. mas pouca camuflagem é essa.

E que disse disto Leonel Briozzo. Em 23 de Junho os uruguaios serão chamados às urnas para expressar-se sobre o tema: se 654.000 assinaturas (a primeira. Ou o horror. não estou de acordo com o plebiscito". (Em Espanha. "isto não é um reality". Estudos interdisciplinares sobre as 15 teses do Presidente Tabaré Vázquez”. isto soa quase libertário). in . onde nunca há referendos para nada e tudo se decide por exíguas maiorias de partido. disse.nada tem que ver – aclaremos por se acaso . Ele prefere a ficção. realmente histórico. a do ex-presidente socialista Tabaré Vázquez) apresentadas este mês c o n s e g u i ra m abrir o processo que conduz ao referendo para abolir a lei abortista. Tabaré Vázquez foi claro em 2008 ao insistir em que a ciência médica demonstra que a vida de cada indivíduo humano c o meça na concepção. mas neste país. o menos religioso da Latino-américa. Os bispos uruguaios chamaram à mobilização dos católicos.com os cuidados paliativos ou a morte sem sofrimento como componentes formais e éticos do direito à saúde”. o "cientista" que usava cifras absurdas para implantar o aborto no seu país? "Não se pode jogar com o plebiscito. susteve ao apresentar o livro “Veto ao Aborto. Pode ser também o primeiro a retirá-lo por mobilização popular. são muitos também os co-católicos que vêem a mentira do aborto. dando um bom exemplo. protesta o homem que não quer dar cifras reais do aborto legal porque. o Parlamento deverá abordar o tema. Mais de 52. Mobilização do povo pela vida O Uruguai foi o primeiro país hispano-americano (se exceptuamos o caso do México DF) a implantar o aborto libre.000 pessoas (25% do padrão eleitoral) se pronunciam contra a lei. a todo o mundo.