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Análise pericial do padrão de consumo de álcool em policiais e seus fatores de risco

julho de 2013

Análise pericial do padrão de consumo de álcool em policiais e
seus fatores de risco
Cesar Augusto Ferreira - cesarferreiramonica@hotmail.com
Pós-Graduação em Perícias Médicas
Instituto de Pós-Graduação e Graduação - IPOG
Resumo
Uso de álcool por policiais, no contexto do policiamento, representa potencial para graves
consequências. O padrão de consumo pode ser analisado visando rastreamento e prevenção.
Por meio de um levantamento literário evidenciaram-se poucos estudos nesse sentido. A
prevalência de uso de álcool durante a vida que foi encontrada entre policiais brasileiros
variou de 48% a 87,8% (na população geral, de 74,6%, e nos trabalhadores, por meio do
levantamento SESI, 78,7%). Internacionalmente, atinge 76,3% a 91% dos policiais, sendo
que o beber em binge alcança 48% dos homens e 40% das mulheres. O uso abusivo de álcool
variou de 5 a 25% (12 a 32% dos policiais no mundo; no levantamento feito pelo SESI, 50%
dos trabalhadores). A dependência alcoólica variou de 3% a 19,2% nos estudos brasileiros e
internacionais. Os policiais apresentam maior prevalência de uso de álcool do que a
população geral e menores taxas de abstinência, semelhante a outros trabalhadores, com
elevados níveis de binge-drinking em homens e mulheres e uso nocivo nos mais jovens. Eles
trabalham expostos a situações e fatores de estresse específicos da ocupação e pessoais, com
efeitos físicos, psíquicos e sociais, aumento de morbidade e mortalidade. A habilidade de
coping ineficaz e mal-adaptado, exposição a incidentes críticos, emoções negativas,
ansiedade e depressão, fator social de adaptação/ajustamento e cultura organizacional de
encorajamento podem estar associados ao maior uso de álcool. A maioria dos danos
ocupacionais relacionados ao álcool são por bebedores excessivos (binge) e não os com
dependência. Todos os policiais, com participação da perícia médica, devem ser submetidos
a rastreamento e prevenção do uso de álcool, associado às intervenções breves, podendo ser
utilizado o AUDIT. Intervenções especiais são necessárias para policiais recrutas, mais
jovens e nas femininas. Palavras-chave: Policiais; Fatores de risco de uso de álcool;
Predição de alcoolismo; Rastreamento do padrão de uso de álcool; Intervenção breve;
Questionário AUDIT.
1. Introdução
O álcool é uma substância psicoativa e lícita que acompanha a humanidade desde os seus
primórdios. Tal hábito ocupa lugar privilegiado em todas as culturas (RONZANI, 2008),
sendo considerado benéfico ao longo da história, principalmente em países com tradições
culturais em torno do vinho (MANGADO, 2009). Seu uso aumenta a cada ano, com graves
consequências para usuários de todas as idades e para a sociedade, pois pode levar à
intoxicação aguda ou crônica e a alterações psicomotoras e comportamentais (MARQUES,
2002; GIGLIOTTI, 2004; COSTA, 2010), causando mundialmente um problema de saúde
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pública. A estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de que a ingestão excessiva
de álcool é a terceira causa de morte no mundo, depois do câncer e das cardiopatias
(VAISSMAN, 2004).
A relação entre o consumo de álcool e suas consequências depende da quantidade de álcool
ingerido e o padrão de consumo. O consumo em binge ou “uso episódico pesado”, ou bingedrinking, foi definido como a ingestão de um alto número de doses (5 ou mais doses para
homens; 4 ou mais doses para mulheres) em uma única ocasião (BABOR, 2003;
LARANJEIRA, 2009; BALLENGER, 2010). O uso de risco ou abusivo de álcool associado
com o consumo em binge pode ser prejudicial aos indivíduos e à população em geral, por
causa dos problemas agudos nos domínios da vida relacionados a este tipo de consumo
(BABOR, 2003; LARANJEIRA, 2009). A intoxicação pelo álcool é referida como mais
relacionada com seus efeitos agudos, como a acidentabilidade (acidentes de trânsito, acidentes
e quedas que produzem fraturas e traumatismos crânio encefálicos), a violência, os atos
criminosos e os conflitos sociais. Na ocasião da intoxicação, a exposição às intempéries pode
ocasionar congelamentos ou queimaduras. O abuso de álcool é fortemente associado com
suicídio. Pela supressão de mecanismos imunológicos, o uso crônico de álcool pode predispor
às infecções (MANGADO, 2009). Ao longo da vida, devido ao consumo sustentado dessa
substância, as pessoas podem desenvolver a síndrome da dependência do álcool, passando a
ingerir a bebida alcoólica para aliviar os sintomas de abstinência. Grande parte dos danos e
custos sociais e sanitários associados ao álcool se produzem em sujeitos consumidores
aparentemente não dependentes (VAISSMAN, 2004; PCAI, 2008).
Estudos recentes demonstram que o abuso e/ou dependência ao álcool ocorreu em 11% da
população brasileira, como evidenciado na comparação entre os levantamentos de 2001 e
2005, uso na vida e dependência de álcool, distribuídos segundo o sexo e a faixa etária dos
entrevistados das 108 cidades com mais de 200 mil habitantes do Brasil, conforme a tabela 1
(CARLINI, 2007; LARANJEIRA, 2009). É um dado de grande importância, pois há mais de
sessenta doenças crônicas e agudas, físicas e mentais, além de outros inúmeros problemas
sociais e psicológicos, associadas ao uso de álcool, e tem na violência a sua manifestação de
maior e clara repercussão (PCAI, 2008; RONZANI, 2008; MANGADO, 2009). Além das
lesões não intencionais e intencionais e dos homicídios, também estão incluídos baixo peso ao
nascimento, câncer bucal e orofaríngeo, câncer esofágico, câncer hepático, depressão unipolar
e outras desordens psiquiátricas relacionadas ao consumo de álcool, bem como epilepsia,
hipertensão arterial, isquemia miocárdica, doença cérebro vascular, diabetes e cirrose
hepática, bem como comportamento sexual de risco e tentativas de suicídio (VIOLANTI,
1998; MELONI, 2004).

Tabela 1- Levantamentos de 2001 e 2005 do Uso na Vida e Dependência
de Álcool. Fonte: II Levantamento Domiciliar sobre o uso de
drogas psicotrópicas no Brasil – 2005. Estudo envolvendo as 108
maiores cidades do País (CARLINI, 2007; pág. 310)

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instituições e empresas com o uso de álcool no âmbito do trabalho. Inclui também mudança nos hábitos pessoais. pode ter muito impacto sobre o trabalho policial. consequências negativas atingem as empresas e os próprios empregados. cometimento de erros. 1997). 2007). sobrecarga do sistema de saúde. falhas de memória. bebedores em binge foram mais propensos a prejuízos relacionados ao álcool. sendo isto também observado nos militares da ativa dos Estados Unidos (STAHRE. 2010). Um excessivo consumo de álcool é mais comum nas Forças Armadas do Reino Unido do que na população geral (FEAR. com adoção de medidas para fornecer aos militares a reabilitação e programas de tratamento da dependência para recuperarem-se (COSTA.Goiânia . sendo implicado nos casos de bullying e suicídio. frente às necessidades de correspondência a estímulos externos. reação exagerada às críticas. devido aos problemas de disciplina e as perturbações graves que possam surgir e causar problemas entre os militares em serviço. 1998). 2004). civil ou militar. O tempo de reação mais lento aumenta o risco de lesão por acidentes de trânsito ou armas de fogo (RICHMOND. atrasos ou ausências no período da jornada de trabalho. condução de veículos e problemas criminais (STAHRE. conflitos com os colegas. Além disso. presenteísmo (presente ao trabalho. No levantamento de comportamentos relacionados à saúde em militares do Departamento de Defesa dos EUA. o potencial para sérias consequências resultantes do uso abusivo de álcool é óbvio. 2007). O alcoolismo é o terceiro motivo para absenteísmo no trabalho e causa mais frequente de aposentadorias precoces e acidentes no trabalho e oitava causa para concessão de Auxíliodoença pela Previdência Social (VAISSMAN. O excessivo consumo de álcool impede um adequado tempo de reação. 2007). mesmo em baixos níveis residuais. podem ter acesso a veículos automotivos e armas de fogo de alta potência (FENLON. colocando ambos os policiais e os membros do público em risco desnecessário (OBST. além das consequências para a saúde do indivíduo trabalhador e sua família (VAISSMAN. relacionamento ruim. 2009). Portanto. particularmente na presença de ameaças (DAVEY. 2000a). As Forças Armadas do Reino Unido reconhecem que o abuso de álcool contribui para o comportamento violento.5ª Edição nº 005 Vol. Tais características do local de trabalho. pode tornar a coordenação e os pensamentos lentos e podem levar ao comportamento agressivo. incluindo trabalhos fatigantes e perigosos emocionalmente. Os militares também estão em situação de risco de problemas com o uso de álcool. com problemas no desempenho laboral. variação constante do estado emocional. ameaçando sua própria segurança e a de seus familiares. 2009). aumento de acidentes de trabalho. quando combinadas com uma cultura organizacional de consumo de ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG . AMARAL. uma vez que realizam atividades que envolvem manipulação de armas e segurança pública.3 Há crescente preocupação por parte das organizações. A presença de álcool. porém doente). Dentro do contexto do policiamento. acidentes de trânsito. 2004. O policiamento é uma ocupação distinta na qual os policiais são percebidos como detentores de alto nível de autoridade e responsabilidade públicas. alternância de alta e queda na produtividade e na qualidade do trabalho. policiais são expostos a vários fatores de risco de saúde ocupacional e de segurança. especialmente por pessoas ocupando cargos que exigem concentração constante e equilíbrio emocional. Dentre elas incluem-se absenteísmo (ausência temporária do trabalho por doença). Os bebedores pesados são mais prováveis de experimentar doenças e internações. Como parte de suas obrigações e serviços ocupacionais. conflitos e problemas disciplinares em relação aos supervisores e dificuldade de entender novas instruções ou de reconhecer erros. Estão frequentemente em situações perigosas ou de alto risco para si mesmos ou para os membros do público. Devido ao abuso do álcool. morte por afogamento e automutilação deliberada (FEAR. Nos Estados Unidos (EUA) e na Europa tem-se demostrado grande preocupação com abuso de álcool e drogas nas instituições militares. 2001).01/2013 – julho/2013 . o policiamento pode ser um trabalho altamente estressante que requer reflexos e pensamentos rápidos.

3%. estimando que 6. obesidade. físicas e ocupacionais para os policiais. além de verificar se o uso de álcool por trabalhadores de outras ocupações é semelhante ou não. Nos estudos realizados pelo CEBRID – Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (GALDURÓZ. drinking. O álcool pode ser uma “muleta” social. alcohol abuse. o uso na vida de álcool na população total foi de 68. especialmente entre homens.3% dos entrevistados já usaram bebidas alcoólicas. avaliando as implicações do comportamento de consumo de álcool com o ambiente de trabalho policial.2% dos adolescentes (de 12 a 17 anos de idade) dependentes do álcool foram registrados (GALDURÓZ. 2007). uma ferramenta para superação dos estressores endêmicos na subcultura policial por si só (SWATT. padrões de sono irregulares. hazardous use. pobre regulação emocional. 2. durante a vida. Em 2005.7% (77. habilidade de enfrentamento (mecanismo de coping) ineficaz.3% dos homens e 60. policemen. 2009). No Brasil. no I Levantamento Nacional de Sobre Uso de Drogas Psicotrópicas. 2007. police. O estresse é um fator que tem um forte efeito positivo sobre o uso do álcool (VIOLANTI. foi promovido o II Levantamento (CARLINI. 1985).6% homens e 43% em mulheres). O uso de álcool. Por meio de um levantamento literário. brief intervention.Goiânia .2001 (CARLINI. reduzindo riscos ocupacionais. através de levantamento bibliográfico. Presumindo uma prevalência significativa de uso de bebidas alcoólicas entre policiais civis e militares no Brasil. mortality.4 bebidas. harmful use.7% para o feminino. 2004). 48.2%. sendo de 17. 2009). somente recentemente iniciaram-se estudos sobre o padrão de consumo de álcool na população (LARANJEIRA. Dois anos após.1% para o sexo masculino e 5. Entre 12 e 17 anos. Especificamente. 2007). alcohol screening. que pode levar a graves consequências no policiamento. O uso nocivo de álcool tem consequências pessoais. A estimativa de dependentes de álcool foi de 12. fadiga crônica e decréscimo na qualidade do desempenho no trabalho.5% em mulheres). um meio para celebração e camaradagem. SciELO e IBECS.01/2013 – julho/2013 .2% (63. cobrindo o período de 1985 a 2011. levam o policial a um alto risco inaceitável para dano ocupacional e pessoal associado ao consumo de álcool (FENLON. com porcentagens acima dos 16%. Policiais com estresse crônico (Síndrome de Burnout) empregam mais o uso de violência contra civis (COSTA. analisando se há diferenças entre os gêneros. Desse modo. drug dependence. demonstrando alta prevalência do ato nocivo de beber. morbidity. o padrão de consumo de álcool por policiais.9% em homens e 2. 5. Os principais descritores foram: alcohol. No I Levantamento Domiciliar sobre o Uso de Drogas Psicotrópicas . o Lilacs. cardiovascular disease. e seus respectivos termos em português. psychosocial factors. 2004). 2000). o objetivo deste trabalho é buscar e demonstrar na literatura científica. sem diferenças em relação a 2001. na ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG . discutiremos como analisar pericialmente o policial alcoolista. 1997). police officers. primary care and expertise or skill.6% das mulheres). o álcool como meio de lidar (cope) com o estresse tem sido ligado ao alcoolismo. A prevalência da dependência de álcool foi de 11. psicológicas. em trabalhadores e em policiais No Brasil. Medline. foi realizada revisão das publicações sobre o tema utilizando-se como banco de dados o Pub Med – NCBI. comparando as diferenças deste padrão com o da população geral brasileira e de policiais de outros países. baixa autoestima. mais alta nas regiões Norte e Nordeste.6% da população estava dependente do álcool (10.5ª Edição nº 005 Vol. LINDSAY. occupational health.4% de dependentes (GALDURÓZ. 2002). risk factors. houve aumento significativo para 9. Consultaram-se artigos e livros sobre o assunto. demonstraram a prevalência de uso de álcool durante a vida de 53. os preditores de alcoolismo em policiais e sugerir estratégias de rastreamento e prevenção ao uso abusivo de álcool. alcoholism. Uso de álcool na população geral. relações conjugais negativas.

indutor do sono. foi relatado que 52% dos brasileiros acima de 18 anos faz uso de bebida alcoólica pelo menos uma vez ao ano. 2001). 2. Dez ocupações eram de alto risco. sem que se possa atribuir tal risco apenas ao alcoolismo (VAISSMAN. relaxante. do Grupo II da Classificação de Schilling.5ª Edição nº 005 Vol. estimulante. em potencial. 2004). Uso de álcool por trabalhadores e sua relação com o trabalho A ocupação tem sido sugerida como sendo. sendo que o consumo em binge habitual ocorreu em 40% dos homens e em 18% das mulheres. 35% dos homens e 59% das mulheres foram abstinentes. e o abuso e/ou dependência ao álcool. A análise das situações de trabalho associadas a essas ocupações permite caracterizá-las como situações de risco mental.01/2013 – julho/2013 . 2001).Goiânia . essa ocorrência poderá ser classificada como doença relacionada ao trabalho.3% das mulheres). 2009).5%) que o das mulheres (68. o que enquadraria no Grupo III de Schilling. As mulheres se apresentaram menos vulneráveis à dependência do que os homens (CARLINI. sendo que quatro estavam relacionadas ao setor de construção. anestésico e antisséptico. A porcentagem de dependentes entre homens (19. 2004). que não implicam numa relação necessária direta de causa e efeito (VAISSMAN. com elevada prevalência de dependência entre os homens nas faixas etárias de 18 a 24 e 25 a 34 anos. Havendo evidências epidemiológicas de excesso de prevalência de alcoolismo crônico em determinados grupos ocupacionais. (1992). agravar ou contribuir para a recidiva da doença.3%). circunstâncias poderiam desencadear. Pode ser forma de viabilizar o próprio trabalho. Em casos de trabalhadores previamente alcoolistas.9%). VAISSMAN. 1992). Fatores de predição e condições organizacionais do trabalho que contribuem para maior risco profissional e ocupacional ao consumo excessivo de álcool são (MACDONALD. 2009). Essas situações não são suficientes para caracterizar o uso patológico de bebidas alcoólicas (MS.5%) é três vezes maior do que a observada entre mulheres na mesma faixa etária (6. Em estudo mais recente sobre o padrão de uso de álcool em brasileiros adultos nos últimos doze meses (LARANJEIRA. em decorrência dos efeitos farmacológicos próprios do álcool: calmante. realizaram estudo em populações clinicamente diagnosticadas com abuso ou dependência de álcool e examinaram associações entre álcool e 104 ocupações. o seu uso durante a vida é mais frequente (83. O consumo coletivo de bebidas alcoólicas pode ser prática defensiva. Estas elevadas taxas foram observadas tanto em 2001 como em 2005. 2007). segundo o MINISTÉRIO DA SAÚDE (MS) (2001) tendo alto índice de subnotificação no Brasil (BARBOSA-BRANCO. O trabalho pode ser considerado como fator de risco. Para estudar causalidade entre alcoolismo e doença profissional é preferível pesquisar associações entre álcool e ocupação. o principal fator contributivo para o desenvolvimento do alcoolismo (MANDELL. no conjunto de fatores associados à etiologia multicausal do alcoolismo crônico (MS.5% dos homens e 68.1.5 população total foi de 74. como meio de garantir inclusão no grupo. euforizante. ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG . Nos homens.6% dos entrevistados entre 12 e 65 anos (83. 1999. em 11% da população brasileira (19% dos homens e 4% das mulheres). O trabalho é um dos fatores psicossociais de risco para o alcoolismo crônico. 2004):  pressão social para beber  disponibilidade do álcool  separação da norma social  ausência de supervisão  alta ou baixa renda  tensão ou estresse e condições de trabalho perigoso  pré-seleção de população de alto risco. Mandell et al.

foi referido por 78. sendo obtidas de três fontes: de estudos comparando a polícia com outros grupos. VAISSMAN. Os custos do abuso de álcool para o indivíduo. um problema presumido. 2.2%). 2005). Na Empresa de Telecomunicações do Ceará. situações de trabalho que envolvem afastamento prolongado do lar (viagens frequentes. especialmente aquelas socialmente desprestigiadas e determinantes de certa rejeição.5ª Edição nº 005 Vol.Goiânia . que o policiamento é mais estressante do que outras ocupações com alto estresse (LINDSAY. 2007. com estimativas variáveis de 23 a 40% dos policiais (BALLENGER. equivalente ao de outras ocupações. 2010).6 três com o setor de transporte e as outras eram: faxineiros. para o empregador e para a sociedade são altos (AMARAL. Na Espanha. muitos estudos têm sido conduzidos em amostras pequenas e técnicas de amostragem limitadas. Em termos mundiais. plataformas marítimas. OBST. sendo o abuso responsável por 3 vezes mais licenças médicas que outras doenças. zonas de mineração). É assunto controverso. estabelecimentos bancários e comerciais). (1992). como as que implicam contato com cadáveres. Uso de álcool na população policial no mundo Há escassez de dados de alta qualidade sobre o padrão de consumo de álcool em policiais apesar de algumas evidências relatadas sugerirem que abuso e dependência ao álcool são de significativo interesse nesta população. Devido a sensibilidade desta questão e restrições impostas a trabalhos de pesquisa realizados com policiais e militares. Mandell et al. mais de 70% dos consumidores de álcool e drogas são trabalhadores de alguma organização. sendo fator preponderante de absenteísmo (SOUZA. frequência maior de casos de alcoolismo foi observada em determinadas ocupações. também. 2001). de trabalho monótono. O risco de beber excessivamente aumentou com a idade. de acordo com Bastida (2002). com hipóteses de que o consumo de álcool entre policiais é excessivo e associado ao estresse e. O Serviço Social da Indústria – SESI (2008). aumentando 5 vezes as chances de acidentes de trabalho e levando a 50% do absenteísmo. não quantificando o uso ou dependendo de informações internamente verificadas. com a maioria dos trabalhadores constituída de homens (74. Quanto à prevalência de uso de álcool na polícia. com maior proporção acima de 50 anos. estabelecimentos bancários).2. 2000b. estudos comparando a polícia com a população geral e investigações internas. 2004). Segundo o Ministério da Saúde . com outros problemas metodológicos. o tempo de afastamento dos trabalhadores com alcoolismo foi superior aos outros distúrbios de saúde. quanto ao uso na vida de álcool. lixo ou dejetos em geral. Há medo de retaliações de agências dos ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG . 24% dos trabalhadores consomem quantidade de álcool considerada de risco para a saúde. que gera tédio. sendo que 50% referiram fazer uso excessivo de álcool esporadicamente. trabalhos em que a pessoa trabalha em isolamento do convívio humano (vigias). 2008).7% do total de trabalhadores. analisando associações entre o álcool e 104 ocupações específicas. há limitadas pesquisas. de grande densidade de atividade mental (repartições públicas. construção civil. sendo questionados a validade destes estudos (DAVEY. e a prevalência do consumo de álcool na população trabalhadora supera o da população geral.01/2013 – julho/2013 . no Projeto de Prevenção do Uso de Drogas nas Empresas. serventes e mecânicos de automóveis.MS (2001).aponta que de 10 a 15% dos trabalhadores têm problemas de dependência. Estudo realizado em 1993 pela FIESP . As profissões de alto risco de abuso de álcool eram essencialmente associadas ao sexo masculino e as de baixo risco ao sexo feminino. não observaram taxas significativas de alcoolismo em policiais.Federação das Indústrias do Estado de São Paulo . sendo o risco de consumo excessivo 4 vezes maior para os homens em relação às mulheres. apreensão e sacrifício de cães. como nas situações de trabalho perigoso (transportes coletivos. atividades em que a tensão é constante e elevada. totalizando 2654 trabalhadores.

5% e 7%) (RICHMOND. Em estudos iniciais. Nenhum estudo empírico em larga escala foi publicado nos EUA nos últimos 20 anos examinando prevalência de uso de álcool entre policiais americanos (BALLENGER. (2000b). faziam uso de risco 11% dos policiais homens e 15.Alcohol Use Disorders Identification Test (anexo 1) como ferramenta de triagem do uso de álcool dentro de um ambiente de trabalho policial para avaliar o nível de zona de risco do consumo de álcool dos integrantes da organização policial australiana (n= 4193). Em relação às quatro zonas de risco. com um episódio de beber em binge dentro dos últimos 30 dias.5% relataram escores de diagnóstico de abuso ou dependência de álcool. (2000a) utilizaram o AUDIT . O grupo com idade acima de 50 anos pode beber mais regularmente (mais de 5 vezes por semana).01/2013 – julho/2013 .2% cumpriram os critérios de dependência ao álcool da Classificação Internacional das Doenças 10ª Edição . apenas 9% dos homens e 9% das mulheres policiais relataram não beber. com 57% dos homens e 42% das mulheres com idade maior de 26 anos relatando algum uso de álcool no último mês.3%). aproximadamente 37. Davey et al. consome mais por sessão (ou ocasião). 46. FERREIRA. (2006) relataram prevalência de 73. as porcentagens de consumidores de risco variavam de 24% a 37% (DAVEY.7% das mulheres consumiram mais de 28 drinques na semana anterior à avaliação. 2010). COSTA. Em outro estudo australiano. 2000b).66 + 5. 32% (33% homens e 24% mulheres) estavam na faixa de uso perigoso (escore entre 8 e 12) e 3% de risco de dependência ao álcool (3% homens e 2. 1998). com as policiais sendo duas a três vezes mais prováveis. comparado com 20% e 28%. Porém. em policiais do Mississipi (EUA). Levantamento australiano com amostra de 852 policiais de New South Wales estabeleceu que 48% de policiais do sexo masculino e 40% das policiais femininas consumiam álcool excessivamente na semana ou em binge. e tem maior tendência ao beber em binge. da população geral australiana da National Household Survey (NHS) de 1995. Além disso.1% de uso na vida de álcool. respectivamente. No estudo mais recente (BALLENGER.2% versus 61. maiores que os da população geral australiana (respectivamente.9% das policiais femininas na semana prévia. A média total do escore AUDIT foi de 6. como os militares.9% consumiam diariamente e 19. que inclui 4193 policiais (com 87. alguns estudos tem sido conduzidos em outros países. foram consumidores em binge (DAVEY. comparados aos 16% dos policiais homens. mas o grupo mais jovem. beber em binge ocasional. aliados aos da polícia.5% relataram beber álcool até uma vez ao mês. de 18 a 29 anos de idade. As evidências sugerem também consumo maior de álcool e danos relacionados ao seu uso dentro das profissões de “alto risco”. Taxas relativamente altas de beber em binge foram relatadas para homens e mulheres.2% e 36. 2010).1%.4% dos policiais homens e 3. de homens e mulheres abstêmios. sendo que 32% das mulheres. e 19. Fear et al.Goiânia . em contraste com os dados da população geral. 24. não relatando escores verdadeiros ou decidindo não participar pelas possíveis implicações (LINDSAY. 65% estiveram na zona de baixo risco.5ª Edição nº 005 Vol. de Davey et al.9% consumiam duas ou mais vezes ao mês e 3. Os policiais desta amostra foram mais prováveis de se envolverem em um episódio de beber em binge do que a população geral. sendo que 63.9% constituída de homens).7% relataram não consumir álcool (sendo que a taxa de abstêmios é de 31% na população geral dos EUA). 7. 2011).CID 10. 10. (2008). 91% dos homens e 91% das mulheres relataram consumo de bebidas alcoólicas. No estudo de Lindsay et al.7 respondentes de pesquisas e dúvidas quanto ao anonimato e das consequências de suas respostas.33 (mediana de 5).5% responderam que consumiam atualmente álcool.8% das mulheres) (escore acima de 13).6% das mulheres das Forças Armadas do Reino Unido apresentando uso perigoso ou nocivo de álcool e 48% dos homens e 31% das mulheres ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG . sendo que notáveis 3. determinou-se que 23. 2000b). respectivamente. (2007) relataram 85. onde se relatam menores níveis de bebidas. conforme o National Household Survey on Drug Abuse (1999). 2008.6% dos policiais. 2010. Ovuga et al. As policiais femininas foram tão prováveis quanto os masculinos de terem utilizado álcool na semana prévia (58.8% dos homens e 82.

sendo que em cabos e soldados chegava a 44.8% entre os policiais brasileiros. identificando 25% deste consumo (SOUZA. Entre os PMs do Grupamento Tático Aéreo Policial (GTAP) do Estado do Piauí. No total. há uma pesquisa realizada por Costa et al.3% afirmaram que consumiam bebidas alcoólicas apenas nos finais de semana ou em festas (COSTA. Os praças foram os indicados como a maioria que fazia uso de álcool (STACCIARINI. em 264 militares.4. de 48% a 87. 71.5% em homens (CARLINI. 1998. resultando 29. 2000). 43.Goiânia . envolvimento em acidentes de trânsito. 2008).3.4% declararam consumir bebidas alcoólicas (MONTEIRO. Em outra investigação realizada por FERREIRA et al.6% afirmaram não consumir bebidas alcoólicas e 61.7 episódios por pessoa por ano. A prevalência do consumo abusivo de álcool nestes PMs investigados foi menor quando comparada com o estudo com PMs do Estado do Amazonas. como observado na população geral do Brasil.RN. portanto. As taxas de prevalência de uso de álcool no ano anterior e nos últimos 30 dias foram de 72. abaixo do observado na população geral da Austrália (20 a 28%) e dos EUA (31%) (RICHMOND.9% e 57. com 38% não respondendo as perguntas. O uso de bebidas alcoólicas variou.5ª Edição nº 005 Vol.2% a 52%.3% (1 vez por semana ou diariamente). Nos estudos americanos e australianos. 2. 2004). com relatos na Polícia Militar (PM) de Santa Catarina (BOPE) referindo 40% de abstinentes e 60% ingerindo bebidas alcoólicas (BOLDORI. foi referido que 75% dos oficiais e 53% dos praças fazem uso de bebida alcoólica. relatou-se que houve o não cumprimento de deveres e insubordinação.5%.4% dos atendimentos no Centro de Assistência Social foram devidos a alcoolismo (OMENA.8%. seguido por falta ao serviço (18.2% dos militares da ativa dos EUA relataram beber em binge no último mês. (2009). 2002) e o trabalho com PMs da Radiopatrulha de Pernambuco.1%). Perfil pericial do policial e do ambiente de trabalho policial Os estudos demonstrando padrão de consumo de álcool em policiais. 2008). a taxa de abstinência foi de 9 a 23. com 95. Quanto ao uso na vida de álcool relatado por PMs. 35. totalizando 38. suboficiais e sargentos consumiam bebidas alcoólicas semanalmente. 18.6% de uso de ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG . LINDSAY. trabalho e saúde dos policiais militares do Rio de Janeiro” (MINAYO. respectivamente. 10% tinham suspeita de consumo abusivo e 52% classificados como consumo não abusivo. Na PM de Alagoas. (2010). 48% dos oficiais.8 bebendo em binge. 2010).35% em homens (LARANJEIRA. Uso de álcool na população policial brasileira No Brasil.16.4% na vida . 1996). Tendo em vista que há predominância masculina nas instituições policiais. 28. são escassos. demonstrando prevalência de 87. 2007). No livro “Missão Prevenir e Proteger: condições de vida.1% dos episódios de binge foram relatados pelas pessoas com idade de 17 a 25 anos. Entre os policiais civis. 2007). principalmente no Brasil. 2007). com consumo abusivo em 20% dos policiais (FERREIRA.6% das respostas. Cerca de 38% dos entrevistados tinham ingerido álcool em qualquer lugar 1 a 5 dias antes da pesquisa. No estudo de Stahre et al.01/2013 – julho/2013 . analisando fatores associados ao estilo de vida em 288 policiais militares praças de Recife-PE. de 74. A polícia militar e as comunidades civis em geral têm risco semelhante de tornarem-se usuários de drogas lícitas e ilícitas (COSTA. em total de 221 sujeitos. Em estudo em unidades de PM de Goiânia sobre o uso de bebidas alcoólicas por policiais.7%. comparável ao observado na população geral. há raros estudos de prevalência de consumo de bebidas alcoólicas em policiais civis e policiais militares (PMs). 2008). a prevalência de abstinência do uso de álcool variou de 12. 2009) e de 25. discordância entre os integrantes da corporação e até acidentes com armas de fogo. de 48% de abstinência no último ano . Estudo descritivo sobre estresse de PMs de Natal .5% do sexo masculino. 67. em Goiás. 2.4% sofriam com o problema. (2011).

No estudo de Costa et al.2%. embora outros estudos demonstrem menores taxas (19. BALLENGER. o que pode ter efeitos físicos.sendo 65% para os homens (LARANJEIRA. (1998) estabeleceram que policiais entre 18 e 29 anos de idade foram mais prováveis de relatar consumo excessivo. mas são necessários outros estudos para determinar este aspecto. A prevalência de beber em binge foi também elevada entre os militares do Reino Unido (48% dos homens e 31% das mulheres) e dos EUA (43. 2000a. (2005) relataram maior consumo de álcool e em binge no primeiro ano entre o treinamento inicial e o serviço operacional. sendo que nos estudos internacionais este índice variou de 3% a 19. 2008).Goiânia . 2010) é superior ao encontrado no Brasil (74. estes índices de uso de álcool atingem elevadas prevalências de 76.9 álcool na vida . Relatou-se aumento significativo dos níveis de ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG . a idade mais jovem.2% dos militares) (FEAR. mais prevalente dentro da amostra policial do que na população geral. 1998. próximo ao observado na literatura internacional levantada nesta revisão (de 12 a 32% dos policiais).6%) (CARLINI. Obst et al. de 40% dos homens e 18% das mulheres (LARANJEIRA.9% no último ano. 2007). Na literatura australiana e americana.5ª Edição nº 005 Vol. estado conjugal divorciado ou separado. Para Davey et al. na literatura internacional. 2010). as policiais inexperientes tem maior risco de desenvolver o consumo perigoso de álcool no primeiro ano de serviço. 1998. portanto. maior entre as policiais femininas. Richmond et al. 2009). 2010). (2010) que relatou uso de 72. A prevalência observada de 87. 2007). os policiais são trabalhadores que cuidam da segurança coletiva e expostos a estressores gerais e específicos da ocupação. Rallings et al. 2007). observado também por Ballenger et al. STAHRE. Do ponto de vista pericial desta população. alcança taxa variável de 37% a 48% dos homens e 31% a 40% das mulheres (RICHMOND. O alto nível de consumo em binge por mulheres policiais é relacionado ao dado geral que mulheres em indústrias dominadas por homens são mais prováveis de cair na média das categorias de alto risco do consumo nocivo que aquelas em ocupações mais femininas (RICHMOND. (2000a). 2000b.6%) e na região centro-oeste do Brasil (73. No estudo de Davey et al. O consumo em binge foi. sendo próximo ao encontrado por Ferreira et al.83. por aculturação que encoraja e estimula o uso de álcool.3% a 91% dos policiais. DAVEY. BALLENGER. 2009).1%) (LINDSAY. gênero masculino. BALLENGER.5% dos homens e 6. 2010). é possível supor que estes sujeitos. A predição do uso de álcool em policiais é pouco estudada. sendo que 26% dos policiais beberam álcool durante o serviço. (2011) de 62% (com a ressalva de que 38% dos policiais deste estudo não responderam a questão). HAGEN. Foi observado que o beber em binge de policiais. 2007. bem como entre fumantes.01/2013 – julho/2013 . (2010) na amostra americana. DAVEY.8% (COSTA.9% das mulheres da população geral (CARLINI. sem diferenças nos níveis de risco de dependência e consequências adversas de consumo. A prevalência de dependência ao álcool no Brasil chega a 19. emocionais e fisiológicos. esta taxa é maior do que a prevalência observada na população geral de consumo de álcool no último ano de 52% . (2000a). Com índices semelhantes ou maiores de uso de álcool no último ano pelos policiais. houve elevadas percentagens de homens e mulheres relatando níveis perigosos de consumo de álcool.3%). 2009). trabalho operacional e tempo de serviço entre quatro a dez anos foram associados com o beber de maior risco. Os relatos de taxas de uso abusivo ou problemático de álcool em policias brasileiros (que podem incluir inclusive os dependentes de álcool) variou de 5 até 25%. sendo as policiais femininas as mais prováveis (DAVEY. (2001) observaram em recrutas maiores níveis de uso de risco de álcool após 6 a 12 meses da entrada para a academia.5% dos homens (CARLINI.7%). 2000b. no Brasil. o que leva à necessidade de estudos de screening do uso de álcool para levantar estes dados em policiais brasileiros. e ao observado entre os trabalhadores avaliados no estudo do SESI em 2008 (78. Há dados escassos no Brasil explicitando o índice de dependência alcoólica (um estudo referindo prevalência de 2. possam também apresentar um comportamento de beber em binge como na população geral. 1992.

Os mais importantes fatores de risco associados com estresse percebido no trabalho foram comportamento de coping (enfrentamento) mal-adaptado (bebida excessiva ou problemas com o jogo) e exposição a incidentes críticos (tiroteio) (GERSHON.5ª Edição nº 005 Vol. 2002). Em policiais acima de 50 anos de idade. Em estudo sobre consumo de álcool e a comorbidade psiquiátrica em policiais do Rio de Janeiro condenados à prisão.01/2013 – julho/2013 . ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG .3% deles admitiram ter bebido durante o serviço policial. Swatt et al. 2005). que afirmou três tipos definidos de tensão ou estresse: tensão como a insuficiência atual ou antecipada para atingir metas positivas. sendo descrito taxas de homicídio para policiais mais do que o dobro da população geral (TROTTIER. homicídios. 2002). 1996. 2005. Revelaram-se quatro categorias primárias de estresse ocupacional policial: Estressores externos à agência policial (atitudes comunitárias desfavoráveis. 2002) e indiretamente. classificação. VIOLANTI. 1998. 2008). câncer. posto. e tensão como atual ou antecipada da apresentação de estímulos negativamente valorizados. SOUZA. tabagismo e maior índice de massa corpórea). relacionamentos íntimos insatisfatórios. 2009). sendo que a duração do tempo na profissão foi um fator contribuinte (FRANKE. 2002). Foi estabelecida associação entre maior estresse percebido e prevalência de doença cardiovascular.10 mortalidade por todas as causas e por suicídio. O trabalho policial foi associado com níveis aumentados de doença cardiovascular subclínica.de Agnew (1992). cirrose hepática e doenças cardiovasculares e arterioscleróticas associados com o trabalho policial (TROTTIER. Níveis maiores de estresse em policiais podem afetar suas escolhas no estilo de vida. habilidade de enfrentamento (coping) ineficaz. 2006. 2010). comportamento. número de horas trabalhadas. LYNDSAY. depressão. lombalgia crônica. Alguns aspectos gerais de estresse no local de trabalho são as peculiaridades organizacionais e administrativas dos departamentos policiais. ansiedade. com a presença de estressores relacionados ao trabalho. grau de suporte recebido de seus superiores. exibindo. como desempenho laboral ruim. bem-estar físico e psicológico (GERSHON. MINAYO.Goiânia . tem sido associados com a percepção policial do estresse do trabalho. 1995. doenças hepáticas e suicídio e. antiguidade. e 23. 2005). (2007) demonstrou que a relação entre a tensão (estresse) relacionada com o trabalho e a prevalência de beber e o consumo problemático de álcool foi mediado pela ansiedade/depressão. com estudos demonstrando menor dilatação mediada por fluxo (FMD) da artéria braquial. estilos de gestão ou conduta. disfunção por diminuição da função endotelial de policiais comparado com a amostra populacional civil de idade similar (VIOLANTI. hipercolesterolemia. pode influenciar na proteção da segurança pública (TROTTIER. sintomas de estresse pós-traumático. 1996. portanto. tensão como a atual ou antecipada remoção de estímulos positivamente valorizados. 2002. pode ser ligado à variedade de resultados negativos. responsabilidades. mudança de trabalho. RICHMOND. 2007 ). além da imagem pública insatisfatória e negativa (SILVA. Tabagismo aumenta as chances de consumo de alto risco e atividades físicas são associadas com baixo risco (MARCHAND. Estressores ocupacionais no trabalho policial incluem exposição habitual a perigos físicos. somatização. JOSEPH. segurança do trabalho e ambiente geral de trabalho (VIOLANTI. (LACERDA. além do sedentarismo e consumo elevado de álcool. 1995. crime. 1995. VIOLANTI. 2008). Em um estudo extenso. SOUZA. acidentes. além disso. 1995). Exploraram a relação entre o estresse do trabalho policial e o uso problemático de álcool com a teoria da tensão geral . Níveis maiores de fatores de risco cardiovasculares (hipertensão arterial sistêmica. têm sido estabelecidos nos policiais homens comparados com a amostra populacional geral masculina (TROTTIER. abuso de álcool (60% dos policiais com estresse elevado) e comportamento agressivo inapropriado. morte. o consumo de álcool antes da prisão foi referido por 63.3%. A violência é uma realidade do trabalho policial. 1998. FRANKE. drogas. violência. sintomas de Burnout. comumente mais nocivo e perigoso do que na população geral. frustração com o sistema de justiça criminal. FRANKE. O consumo problemático de álcool por policiais.General Strain Theory – GST .

2007). exposição à eventos traumáticos. Em estudo piloto sobre Estresse Policial Ocupacional Cardio Metabólico de Buffalo . mas as mulheres foram significativamente menos prováveis de beber sob condições de maior estresse no trabalho. sendo o fator que pode melhor predizer o seu uso.BCOPS (VIOLANTI. Um dos riscos ocupacionais do trabalho policial é a exposição aos incidentes traumáticos e o risco resultante de desenvolvimento do Transtorno do Estresse Pós-Traumático . promotores. 2010). não atribuindo o consumo de álcool aos fatores de estresse do trabalho (LINDSAY. a adaptação ou ajustamento (fitting in). escalas extras obrigatórias. não maior do que outras ocupações. Estressores inerentes à natureza do trabalho policial (longas horas. (2010). Em outro estudo.TEPT (TROTTIER. em outro estudo. o estresse rotineiro do local de trabalho não foi fator de previsão dos níveis de beber em policiais homens. (MANGADO. STUART. as obrigações em serviços perigosos não foi indicador significativo de estresse. Estressores de dentro da agência policial (baixo pagamento.5ª Edição nº 005 Vol. 2010).5. exposição a incidentes críticos e cumulativos relacionados ao dever ou os níveis de sintomas de TEPT não foram associados com o uso atual de álcool em policiais (BALLENGER. oportunidades limitadas para progressão na carreira). os estudos de recrutas. 2. 16% apresentavam critérios para depressão e 36% relataram elevados sintomas de TEPT. Alguns estudos não demonstraram diferenças de nível de estresse entre policiais e população geral (RICHMOND. COSTA. O trabalho inerentemente estressante do serviço policial foi sugerido ser importante contribuinte do consumo de álcool relacionado ao coping (enfrentamento). Taxas de distúrbios pelo uso de álcool são maiores em indivíduos com TEPT comparados com indivíduos expostos ao trauma sem TEPT. No seu estudo. Pesquisas são necessárias para delimitar padrões e fatores de previsão do uso de álcool por policiais brasileiros. sendo que o fator social (desejo de ajustar-se) pode ser a principal variável causal no consumo de álcool (LINDSAY. BALLENGER. devem-se observar os três níveis básicos de vida do paciente: individual. Perícia médica nos programas de álcool e drogas e seu papel na intervenção preventiva em organizações Na etiopatogenia dos transtornos por uso de álcool e alcoolismo se incluem fatores genéticos. em combinação com a forte cultura de ingestão de bebidas alcoólicas dentro da polícia pode encorajar mulheres no serviço policial a beber a níveis além do que aqueles que normalmente beberiam.11 percepção de desrespeito por outros profissionais de justiça criminal – juízes.01/2013 – julho/2013 . O policiamento é predominantemente uma ocupação masculina no Brasil e no mundo. 2010). 2006). 1992). 1995. treinamento ruim. Intervenções especiais podem ser necessárias objetivando as mulheres policiais para contrapor-se ao impacto da cultura ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG . 1998. etc. (2000a). psicossociais e ambientais. 2009). foi a razão mais frequentemente citada para o consumo de bebidas entre os policiais do grupo de risco de uso perigoso.Goiânia . o abuso de álcool dentro da comunidade policial é marginal. No Mississipi (EUA). lidar com pessoas em vários graus de estresse) e estressores pessoais que confrontam o policial individualmente (aceitação e rejeição pela subcultura policial.). e não o estresse. familiar e social. de modo a distinguir pericialmente as relações de causa e efeito. Isto. 2008). como o estresse do trabalho relacionado às diferenças de gênero nos padrões de beber. Para Ballenger et al. 2009). 2001. Não obstante. COSTA. 2008). No estudo de Davey et al. As profissões de alto risco de abuso de álcool são essencialmente associadas ao sexo masculino (MANDELL. perigos inerentes do trabalho e aumento da discórdia conjugal e familiar). fazendo o levantamento de seu comportamento de beber antes de entrar na força policial. acompanhados longitudinalmente com a finalidade de serem reavaliados durante todo o serviço policial no uso de álcool e análise do uso de álcool por policiais femininas (BALLENGER. 2010. mas não há dados conclusivos de maiores taxas de incidência e prevalência de suicídio e ideação suicida entre policias (HEM.

a presença de álcool. por conseguinte. de nada adianta tomar medidas para um percentual pouco significativo de trabalhadores bebedores pesados ou dependentes. portanto. enfermeiro e pessoal administrativo). acidentes. como já mencionado. 2000b. 2000a). na perpetuação e na reabilitação do alcoolismo (e dependência química). os resultados indicam uma forte necessidade para a instituição policial introduzir estratégias de intervenção (DAVEY. se os grandes problemas decorrentes do abuso do álcool. no Reino Unido. mesmo em baixos níveis residuais. Portanto. o uso de questionários de rastreamento. O modelo construído abrange assistência por equipe multidisciplinar (neurologista. pode esclarecer que grupos dentro da organização são particularmente vulneráveis ao prejuízo do consumo de álcool e quais variáveis realmente significativas (DAVEY. sobretudo nos aspectos ligados à saúde no trabalho. da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Tais dados demonstram que dentro de grandes amostras organizacionais específicas. 2000a).Goiânia . O funcionário alcoolista em tratamento ficava menos dias de licença médica e o índice de recuperação dos tratados e que permaneceram abstinentes do álcool durante 12 meses foi de 35%. Em estudo de conjunto de 39 empresas (UNODC. com o objetivo da redução global do consumo e a melhoria dos indicadores de desempenho. 1995. moderado e alto risco. pode ter muito impacto sobre o trabalho policial.01/2013 – julho/2013 . psiquiatra. ocorrem justamente na parcela que faz mal uso ou abusa. ocasionam mais custos do que os demais. o maior somatório de custos será originário dessas faixas. do álcool (VAISSMAN. OBST. clínico. como o AUDIT. BALLENGER. Entretanto. licenças por doenças. etc. Todos os policiais devem ser contemplados em um programa de intervenção preventiva sobre o uso de álcool. Examinando indicadores de desempenho (faltas ao trabalho. 2001). sendo que modificação de fatores de risco cardíaco reduzem os riscos de morte cardíaca (TROTTIER. Segundo dados da OIT. 2010) apresentando uso de risco e nocivo de consumo de álcool (incluindo provável dependência entre os policiais). A avaliação periódica da saúde dos policiais pode incluir educação para a saúde e aconselhamento sobre fatores de risco cardiovasculares. DAVEY. um projeto de prevenção tem que atingir todos os colaboradores de uma empresa. Vaissman (2004) encontrou no campo das intervenções que abordavam a relação entre alcoolismo e trabalho um modelo que reuniu numa só proposta a assistência médica. Portanto. 2004). Há benefícios da adoção de um “modelo sistêmico” para abordagem do alcoolismo. com boas evidências de que programas de promoção da saúde no trabalho tem efeitos salutares na saúde do empregado. Os resultados atestam invariavelmente o risco do comportamento de beber prejudicial associado com a idade (faixa etária mais jovem). pois. enfatizando fatores psicossociais importantes na causação. classificou-se em três níveis de risco para problemas do consumo de álcool: risco baixo. como os que estão nas faixas de risco moderado e baixo constituem a grande maioria de trabalhadores. colocando policiais e membros do público em risco desnecessário. como acidentes e outros prejuízos. psicólogos. ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG . 1988. uma perícia médica mais humanizada e integrada com a assistência conjugado com a abordagem preventiva e a reabilitação (a atenção primária ao lado da prevenção secundária e na atuação junto ao local de trabalho no encaminhamento e na recolocação do paciente .5ª Edição nº 005 Vol. assistentes sociais. em relação a programas de álcool e drogas nas empresas e organizações. necessariamente apresentam um maior número absoluto de ocorrências e. Consequentemente. de 60 a 70% dos problemas são ocasionados por usuários eventuais de álcool ou drogas.funcionário). aqueles que bebem mais têm proporcionalmente mais problemas dos que não bebem ou bebem pouco e. todos os três grupos de consumidores contribuem significativamente para o total de problemas. Essa observação foi feita em 1986 por pesquisadores da Universidade de Edimburgo. e desde então é conhecida como “O Paradoxo da Prevenção”.12 masculina de bebidas dentro deste meio ambiente. como no trabalho entre funcionários alcoolistas. 2005). mesmo eventualmente.) dos colaboradores das corporações. Com tal prevalência de até 35% a 48% da amostra policial total (RICHMOND.

Kaner et al. usa-se o AUDIT . civil ou penal. envolvendo pareceres psiquiátrico. 2008). a perícia emite o primeiro laudo de acompanhamento do paciente. 2008). a questão principal é como ajudar um alcoolista (VAISSMAN. pode ser incluída também a alternativa das punições administrativa. principalmente no contexto da Atenção Primária à Saúde (APS) em todo o mundo e. (1999) avaliaram efeitos quantitativos e qualitativos da intervenção breve para modificar ou reduzir o consumo de bebidas alcoólicas. baseado no auto relato dos pacientes (BABOR.13 Dentro desta perspectiva de programa de abordagem de alcoolistas da UFRJ. podendo chamá-lo regularmente para acompanhar a evolução de seu tratamento. Não estabeleceram evidências que apoiem a hipótese de que a avaliação da saúde e intervenção breve resulte em menor consumo de álcool. O AUDIT tem alta confiabilidade de teste e reteste e maior sensibilidade. 2008). 2006). Assim. (2011) estudaram em metanálise a efetividade das intervenções breves de álcool em populações de cuidado primário e concluíram que as intervenções breves reduzem o consumo de álcool. o tabagismo e estresse entre policiais. Em policiais. RONZANI. mas não demostrou redução significativa em mulheres.01/2013 – julho/2013 . estratégias de triagem e intervenções breves para o uso abusivo estão sendo avaliadas. com a finalidade de aumentar a produção. possibilitando a introdução dos procedimentos de intervenção breve e de motivação para a mudança de comportamento (BABOR. 2007. BABOR. 2003. com a Perícia Médica adotando um enfoque humanista e realmente interessado na possibilidade de recuperação do funcionário. podendo ser utilizado em população policial (DAVEY. sendo que maior duração de aconselhamento tem pouco efeito adicional. HIGGINS-BIDDLE. não os bebedores com dependência grave de álcool. distribuindo benefícios. 2003). 2000a) e militar (FEAR. 2004). LINDSAY. mais recentemente no Brasil (RONZANI. FEAR. 2000a. O AUDIT facilita a aproximação inicial e permite um retorno (feedback) objetivo para o paciente. A maioria dos danos relacionados ao álcool é causada por bebedores excessivos cujo consumo ultrapassa os níveis recomendados. a partir de um diagnóstico sistêmico. O alcoolista tem toda uma trajetória no ambiente de trabalho até chegar a um ponto em que as chefias e a própria empresa necessitam se posicionar quanto a algumas alternativas: ajudar o empregado a sair dessa condição. As empresas buscam estruturar programas para intervir e ajudar o alcoolista. Os fatores organizacionais e individuais podem influenciar as normas de comportamento e culturais. melhorando as condições de trabalho. O setor de perícias médicas da empresa (aplicável a uma instituição policial) pode contribuir com estes objetivos. afastá-lo do trabalho ou demissão. Após uma primeira avaliação médico-social. 2008). tendo desempenho similar ou melhor que os outros testes de screening autorelatados para o álcool (COULTON. Dentro das estratégias de rastreamento precoce do uso e abuso de álcool e provável dependência em organizações e empresas. Richmond et al. O perito passa a ter conhecimento dos atendimentos realizados pelo servidor. No campo de prevenção ao uso de risco de álcool. um questionário de 10 perguntas desenvolvido pela OMS como instrumento de rastreamento. neurológico e da assistência social. Uma maneira de reduzir os níveis de consumo em uma comunidade é fornecendo uma intervenção breve na atenção primária ao longo de uma a quatro sessões (BABOR.Goiânia . Em revisão sistemática da Cochrane Database. 2009). sendo o efeito mais claro em homens no seguimento de um ano. especificidade e valor preditivo positivo do que as séries de marcadores bioquímicos. Desse modo haverá repercussão nos índices de reabilitação e de incapacidade laborativa transitória e definitiva (aposentadoria) (VAISSMAN. SESI. É o questionário de eleição para a detecção da síndrome da dependência alcoólica no âmbito sanitário (MANGADO. 2007). recuperando o potencial humano e valorizando a qualidade de vida.Alcohol Use Disorders Identification Test. associado às intervenções breves. já referido nos vários estudos (DAVEY. 2008. 2003. 2003). validado para uso em APS (RONZANI.5ª Edição nº 005 Vol. 2004). clínico. Houve tendências positivas entre as mulheres. intervenções breves para mulheres ainda não são ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG .

Referências AGNEW. particularmente. associado às intervenções breves. WEISS. A. M B et al. nas organizações policiais. Foundation for a general strain theory of crime and delinquency. cujo consumo ultrapassa os níveis recomendados. correlacionado com emoções negativas. em mulheres. com menores taxas de abstinência. A E. com aumento significativo dos seus níveis de morbidade e mortalidade. todos os policiais de uma instituição. Intervenções especiais podem ser necessárias objetivando os policiais recrutas e mais jovens e as policiais femininas. Conclusão Escassos estudos de qualidade sobre o padrão de uso de álcool por policiais no Brasil e no mundo foram publicados e evidenciaram que policiais apresentam maior prevalência de uso de álcool no último ano do que na população geral. MOHR.14 justificadas. não os bebedores com dependência grave de álcool. bem como o fator social de adaptação ou ajustamento e a cultura organizacional de aceitação e encorajamento podem estar associados ao maior uso de álcool. BEST.Goiânia . tradução Corradi CM – Ribeirão Preto: PAI-PAD (Programa de Ações Integradas para Prevenção e Atenção ao Uso de Álcool e Drogas na Comunidade. Elevados níveis de binge-drinking em policiais e em militares foram observados. M G. com a participação da perícia médica.01/2013 – julho/2013 . T F. podendo ser utilizado o AUDIT. com efeitos físicos. tornando-se. The implementation process of screening and brief intervention programs for alcohol abusers in primary health care. S R. J C Intervenções breves: para uso de risco e uso nocivo de álcool – manual para uso em atenção primária. Pericialmente. as policiais femininas apresentam comportamento de consumo de álcool de maior risco que na população geral. pois foi observado que. mas semelhante a vários trabalhadores e ocupações. exposição a incidentes críticos. Criminology. J F. DELUCCHI. ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG . 31: 47-87. J A. Assim. os policiais apresentam perfil de trabalhadores que cuidam da segurança pública e rotineiramente expostos a situações e fatores de estresse gerais. HIGGINS-BIBBLE. D C. A maioria dos danos ocupacionais relacionados ao álcool são causados por bebedores excessivos (binge). T J. FMRP-USP. 1992. As policiais femininas estão em risco de danos pelo álcool semelhante aos homens. em homens e. Este último aspecto é de importância. 31(6): 117A. BABOR. K. D S. R. T F. BABOR. J C. FMRP-USP. HIGGINS-BIBBLE. LIBERMAN. Os recrutas e as mulheres policiais podem sofrer aculturação dentro do ambiente policial. AUDIT: teste para identificação de problemas relacionados ao uso de álcool – roteiro para uso em atenção primária. 2003. WASSERMAN. SAUNDERS. 2003. psíquicos e sociais. AMARAL. J B. pois. FAGAN. 2007. prioritário que futuros estudos devam se concentrar nas mulheres policiais no delineamento de componentes mais efetivos e eficazes de intervenção. e maior uso nocivo de álcool na faixa etária mais jovem. específicos da ocupação e pessoais. Alcoholism-Clinical and Experimental Research. MONTEIRO. mediados por ansiedade e depressão.5ª Edição nº 005 Vol. BALLENGER. devem ser submetidos a uma estratégia de rastreamento e prevenção do uso de álcool. O trabalho inerentemente estressante do serviço policial. METZLER. tradução Corradi C M – Ribeirão Preto: PAI-PAD (Programa de Ações Integradas para Prevenção e Atenção ao Uso de Álcool e Drogas na Comunidade. relacionado à habilidade de coping ineficaz e mal-adaptado. incluindo uso de bebidas alcoólicas. D A. WALDROP.

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01/2013 – julho/2013 .Goiânia .5ª Edição nº 005 Vol.19 ANEXO 1 – AUDIT Tabela 1 ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG .

5ª Edição nº 005 Vol.01/2013 – julho/2013 .20 ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG .Goiânia .