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Documentos dizem que Roberto Marinho foi

principal articulador da Ditadura Militar
A Globo foi, é e, ao que tudo indica, será sempre
golpista

Texto I - Documentos do governo americano (aqui reproduzidos) provam que
Roberto Marinho foi um dois principais articuladores do Golpe Militar de
1964 (como também foi dez anos antes, uma das forças do pré-golpe que
levaram Getúlio Vargas ao suicídio). Texto retirado do Portal Metrópole.

Documentos dizem que Roberto Marinho foi
principal articulador da Ditadura Militar

DITADURA MILITAR REDE GLOBO TELEVISÃO 28.12.14 - Comente este artigo

Em telegrama ao Departamento de Estado norte-americano,
embaixador Lincoln Gordon relata interlocução do dono da Globo
com cérebros do golpe em decisões sobre sucessão e
endurecimento do regime

No dia 14 de agosto do 1965, ano seguinte ao golpe, o então embaixador dos Estados Unidos
no Brasil, Lincoln Gordon, enviou a seus superiores um telegrama então classificado como
altamente confidencial – agora já aberto a consulta pública. A correspondência narra encontro
mantido na embaixada entre Gordon e Roberto Marinho, o então dono das Organizações
Globo. A conversa era sobre a sucessão golpista.
Segundo relato do embaixador, Marinho estava “trabalhando silenciosamente” junto a um grupo
composto, entre outras lideranças, pelo general Ernesto Geisel, chefe da Casa Militar; o
general Golbery do Couto e Silva, chefe do Serviço Nacional de Informação (SNI); Luis Vianna,
chefe da Casa Civil, pela prorrogação ou renovação do mandato do ditador Castelo Branco.
No início de julho de 1965, a pedido do grupo, Roberto Marinho teve um encontro com Castelo
para persuadi-lo a prorrogar ou renovar o mandato. O general mostrou-se resistente à ideia, de
acordo com Gordon.
No encontro, o dono da Globo também sondou a disposição de trazer o então embaixador em
Washington, Juracy Magalhães, para ser ministro da Justiça. Castelo, aceitou a indicação, que
acabou acontecendo depois das eleições para governador em outubro. O objetivo era ter
Magalhães por perto como alternativa a suceder o ditador, e para endurecer o regime, já que o
ministro Milton Campos era considerado dócil demais para a pasta, como descreve o
telegrama. De fato, Magalhães foi para a Justiça, apertou a censura aos meios de comunicação
e pediu a cabeça de jornalistas de esquerda aos donos de jornais.
No dia 31 de julho do mesmo ano houve um novo encontro. Roberto Marinho explica que, se
Castelo Branco restaurasse eleições diretas para sua sucessão, os políticos com mais chances
seriam os da oposição. E novamente age para persuadir o general-presidente a prorrogar seu
mandato ou reeleger-se sem o risco do voto direto. Marinho disse ter saído satisfeito do
encontro, pois o ditador foi mais receptivo. Na conversa, o dono da Globo também disse que o
grupo que frequentava defendia um emenda constitucional para permitir a reeleição de Castelo
com voto indireto, já que a composição do Congresso não oferecia riscos. Debateu também as
pretensões do general Costa e Silva à sucessão.
Lincoln Gordon escreveu ainda ao Departamento de Estado de seu país que o sigilo da fonte
era essencial, ou seja, era para manter segredo sobre o interlocutor tanto do embaixador
quanto do general: Roberto Marinho.
Vejam os documentos do governo americano, nas próximas páginas

O histórico de apoio das Organizações Globo à ditadura não dá margens para surpresas. A
diferença, agora, é confirmação documental.

Confira o artigo original no Portal
Metrópole: http://www.portalmetropole.com/2014/12/documentos-dizem-que-robertomarinho.html#ixzz3h08XkGNQ

Texto 2 -Na guerra sem quartel para destruir Lula, a mídia tenta transformar
em prova de crime um jantar do qual participaram Lula e Marcelo Odebrecht.
Só que havia uma outra pessoa importante no mesmo jantar. Quer dizer, havia
várias pessoas importantes, mas uma pessoa em especial chama a
atenção: João Roberto Marinho, dono da Globo. Texto de Renato Rovai

Hipocrisia da mídia: dono da Globo
também estava em jantar de Lula com
Odebrecht
19 julho 2015Miguel do Rosário - extraído do site O Cafezinho e Renato Rovai extraído do Blog do Rovai

Esse é o tipo de notícia para nos fazer rir, de nervoso, da hipocrisia da
mídia brasileira.
É uma hipocrisia que beira a insanidade, como se os barões da mídia
achassem que fôssemos todos otários.
Na guerra sem quartel para destruir Lula, a mídia tenta transformar
em prova de crime um jantar do qual participaram Lula e Marcelo
Odebrecht.
Só que havia uma outra pessoa importante no mesmo jantar. Quer
dizer, havia várias pessoas importantes, mas uma pessoa em especial
chama a atenção.
João Roberto Marinho, dono da Globo.
Será que ele não podia contar aos seus próprios repórteres o que se
conversou ali, e impedir que o seu próprio jornal conte mentiras?
***
Documento da PF traz João Roberto Marinho na lista do jantar
com Lula

Por Renato Rovai, em seu blog.
O jantar para Lula organizado por Marcelo Odebrecht, fruto de
investigação da PF e que o jornalismo “investigativo” brasileiro está
tratando como um indício claro das relações espúrias da empreiteira
com o ex-presidente teria reunido 15 pessoas na casa do anfitrião, no
Condomínio Jardim Pignatari.
Até agora, porém, os colegas que estão buscando restos do que se
comeu na ocasião para ver se acham o DNA dos participantes
revelaram apenas três nomes, além do de Marcelo Odebrecht e Lula,
o do ex-ministro Antonio Palocci, o de Sérgio Nobre (presidente do
Sindicato dos Metalúrgicos do ABC) e o da Juvandia (presidente do
Sindicato dos Bancários).

Pois bem, como você pode perceber no fac-simile acima, de um dos
documentos vazados, João Roberto Marinho, era um dos 15 nomes da
lista.
Por que nenhum veículo se preocupou em registrar isso? Por que até
agora ele não foi ouvido para que possa responder sobre o que se
tratou no jantar? Por que o jornal dos Marinho esconde essa
informação e todo o resto da mídia também?

Além dele, outros grandes empresários também estavam lá.
Bolivarianos como Abilio Dinis, Roberto Setubal, Jorge Gerdau e Luis
Carlos Trabuco. Ou seja, não foi um evento da Odebrecht com Lula.
Mas de empresários e dois importantes sindicalistas a pedido de Lula.
O que se comeu no jantar? O que se discutiu no jantar? Simples, é só
perguntar pro João Roberto Marinho.