UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA

PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA MECÂNICA
Aplicação do Método de Elementos Finitos em uma Cavidade
acoplada à Placa Fina
Aluno: Giovanni Bratti
Prof.: Júlio A. Cordioli, Dr. Eng.
Florianópolis, 18 de Dezembro de 2009.
Introdução
Este exercício tem como objetivo aplicar o Método de Elementos Finitos (FEM) em um
modelo de placa fina acoplada a uma cavidade acústica para obter o nível de pressão sonora
em um determinado ponto da cavidade devido a uma excitação de força aplicada à placa.
Serão as matrizes de rigidez e massa da placa, de inércia e rigidez acústica da cavidade e
então serão acopladas, permitindo assim aplicar o Método Direto para obter a pressão sonora
num ponto. No final é feita uma validação do método utilizando o software comercial VAone
de simulações numéricas de Vibro-acústica.
2
Proposta do exercício

Universidade Federal de
Santa Catarina


EMC410005 – Métodos Numéricos em Acústica e Vibrações - 2009.2
Prof. Júlio A. Cordioli
Email: cordioli@emc.ufsc.br


Exercícios – Método de Elementos Finitos – Placa acoplada à cavidade:

1) Seja o sistema abaixo formado por uma placa de alumínio de 2 mm de espessura
engastada e em flexão e por uma cavidade com ar com as dimensões abaixo
(mm):

80
60
A
160
500
200
B
40
80
60


Modele a placa e cavidade empregando o Método de Elementos Finitos e faça:

1.a) Compare através de uma tabela as seis primeiras freqüências naturais da placa no
vácuo com as freqüências naturais da placa quando acoplada a cavidade.

1.b) Calcule o NPS no ponto B devido a uma força unitária aplicada ao ponto A para
a faixa de freqüência de 100 a 400 Hz (Δf = 2 Hz). Compare os valores calculados
com os resultados obtidos através de um software comercial FEM de sua escolha
(inclua figuras do modelo desenvolvido no software comercial no relatório).
Assuma amortecimento estrutural η = 0.01 para a placa e adote uma discretização
compatível com a faixa de freqüência especificada.

2. Método de Elementos Finitos 3
2 Método de Elementos Finitos
O método de Elementos Finitos (FEM) é uma técnica numérica para obtenção de uma solução
aproximada das equações diferenciais parciais de um problema [1]. É de uso rotineiro nas
análises de problemas dinâmicos de estruturas, sendo normalmente utilizado quando o sistema
a ser modelado possui geometria complexa, inviabilizando a solução por métodos analíticos
tradicionais. Este método foi inicialmente desenvolvido para análise de tensões, e hoje, é
utilizado na análise de problemas de várias áreas, tais como vibrações e acústica.
Neste método, a estrutura de geometria qualquer é representada por um conjunto de elemen-
tos de geometria simples. Estes elementos são unidos de tal forma que sua união representa
aproximadamente a forma geométrica real do sistema. As coordenadas dos vértices de cada
elemento definem os nós da malha de elementos usados no modelo.
Ao selecionar o tipo de elemento, define-se o grupo de equações o qual monta-se um problema
de autovetores, e quando resolvidas produzem as respostas da estrutura em termos de um grupo
de frequências naturais. Para cada frequência natural (associada ao autovalor), as respostas nos
nós na forma de amplitude e fase relativa (autovetor), fornecem a forma do modo de vibração
da estrutura naquela frequência .
Geralmente este método é aplicado em regiões onde o tamanho do elemento do modelo
proporcione um tempo de solução razoável. Uma vantagem deste método é a possibilidade de
se detalhar regiões complexas da geometria, como soldas, junções e reforços em chapas.
O Método de Elementos Finitos pode ser visto como uma generalização do Método de Ray-
leigh Ritz (MRR) que fornece um procedimento automatizado para obter as funções base.
Este procedimento é feito da seguinte forma:
1. Dividi-se a estrutura em elementos 1D, 2D ou 3D (malha)
2. Define-se um conjunto de pontos de referência (nós), cada um com número de grau de
liberdade G.L
3. Define-se um conjunto de funções base que satisfazem os critérios de convergência do
MRR e de forma que cada função forneça um valor unitário para um dado G.L e zero
para todas as demais.
2.1 Vibração de Flexão de uma placa Engastada
Considere uma placa plana em flexão dividida em elementos retangulares não-conformados
de 4 nós, uma em cada vértice do elemento dada pela Fig.(1).
As equações de energia e trabalho virtual para um elemento de placa fina são dadas por:
Ue =
1
2

A
I {X(x, y)}
T
[D] {X(x, y)} dA (1)
T =
1
2

A
ρh ˙ w(x, y)dA (2)
δW =

A
F
z
(x, y)δwdA (3)
4
470 8 Introduction to Numerically Based Analyses of Fluid–Structure Interaction
six elements per bending wavelength should be used: for beams and plates in
flexure, the total number increases as the square root of frequency.
8.4.3 Flexural Vibration of Thin Flat Plates: Finite
Element Analysis
Many vibroacoustic problems involve the vibration of closed shells and the
acoustics of fluids in the enclosed volumes. In general, the structures take the
form of folded flat plates or curved shell structures whose vibrations transverse to
the mid-plane are coupled with the fluid in the cavity. The Finite Element Analysis
for flexural vibration of a thin flat plate is presented here as an example since it
will be used later to analyse the vibration of a thin rectangular plate that forms
one wall of an otherwise rigid rectangular box coupled to a contained fluid. In
this formulation, the effects of non-conservative forces due to external excitations
and dissipative effects will also be taken into account. Therefore the virtual work
done by external forces δW
f
, and non-conservative dissipative effects δW
d
, will
be included in the application of Hamilton’s principle.
Following the procedure introduced above, the flexural vibration of the rect-
angular plate shown in Fig. 8.7(a) can be analysed by dividing it up into an
assemblage of two-dimensional finite elements called thin-plate flexural elements.
As shown in Fig. 8.8, these elements may be either quadrilateral or triangular in
shape with straight or curved sides and, four/eight or three/six nodes respectively.
A comprehensive formulation of the Finite Element Models for these elements
can be found, for example, in Cook et al. (1989), Bathe (1996), Petyt (1998),
and Zienkiewicz and Taylor (2000). As an example, the simple case of a rectan-
gular, thin-plate, non-conforming element with four nodes is introduced. Thus,
as shown in Fig. 8.7b,a regular mesh of rectangular elements with four nodal
points at the vertices has been constructed.
Fig. 8.7. (a) Thin flat rectangular plate; (b) 4×4 mesh of four-node rectangular thin-plate
elements.
Figura 1: (a)Placa plana (fina) retangular (b)Malha 4x4 elementos com 4 nós por elemento.
onde h é a espessura da placa, I =
h
3
12
é o momento de área, [D] é relação tensão deformação
que para uma material isotrópico é dado por:
[D] =

E

E

ν 0
E

ν E

0
0 0 G
¸
¸
¸ (4)
E

=
E
1 − ν
2
(5)
G =
E
2(1 + ν)
(6)
E é o módulo de elasticidade, ν o coeficiente de Poisson, Go módulo de cisalhamento e {X(x, y)}
é dado por:
{X(x, y)}
T
=


2
w
∂x
2

2
w
∂y
2
2

2
w
∂x∂y
¸
(7)
Seja então o elemento de placa dado pela Fig.(2) com o respectivo sistema de coordenadas lo-
cal, tem-se que as equações de energia escritas para o sistema de coordenadas local (coordenadas
adimensionais) são dadas por:
8.4 Finite Element Analysis of Vibrations in Solid Structures 473
Fig. 8.9. Four-node rectangular bending element with straight edges.
the shape function must be a polynomial having twelve terms. Atwo-dimensional
complete cubic polynomial is chosen with the two additional cubic terms x
3
y
and xy
3
which have been selected in such a way as to ensure that the elements
are geometrically invariant (Petyt, 1998). Thus, the polynomial in a-dimensional
coordinates ξ and η is
w(ξ, η) = α
1
+ α
2
ξ + α
3
η + α
4
ξ
2
+ α
5
ξη + α
6
η
2
+ α
7
ξ
3
+ α
8
ξ
2
η + α
9
ξη
2
+ α
10
η
3
+ α
11
ξ
3
η + α
12
ξη
3
(8.44)
This expression and its derivatives with reference to ξ and η can be written in
matrix form as follows:
w(ξ, η) =

1 ξ η ξ
2
ξη η
2
ξ
3
ξ
2
η ξη
2
η
3
ξ
3
η ξη
3

{α}
= p(ξ, η) {α} (8.45a)
∂w
∂ξ
=

0 1 0 2ξ η 0 3ξ
2
2ξη η
2
0 3ξ
2
η η
3

{α}
= ∂p(ξ, η)/∂ξ {α} (8.45b)
and
∂w
∂η
=

0 0 1 0 ξ 2η 0 ξ
2
2ξη 3η
2
ξ
3
3ξη
2

{α}
= ∂p(ξ, η)/∂η {α} (8.45c)
Figura 2: Elemento retangular com 4 nós e seus respectivos graus de liberdade GL e sistema
de coordenadas local.
2. Método de Elementos Finitos 5
T
e
=
1
2

1
−1

1
−1
ρh ˙ w(ξ, η)
2
abdξdη (8)
U
e
=
1
2

1
−1

1
−1
I {X(ξ, η)}
T
[D] {X(ξ, η)} abdξdη (9)
δW
e
=

1
−1

1
−1
F
z
(ξ, η)δw(ξ, η)abdξdη (10)
onde:
{X(ξ, η)}
T
=

1
a
2

2
w
∂ξ
2
1
b
2

2
w
∂η
2
2
ab

2
w
∂ξ∂η
¸
(11)
A derivada de mais alta ordem nas equações de energia é de 2
a
ordem (p = 2). Portanto,
conclui-se[2] que são necessário 3G.L por nó (Fig.(2.b)): w = w(ξ, η), θ
x
=
∂w
∂y
=
1
b
∂w
∂η
e
θ
y
= −
∂w
∂x
=
1
a
∂w
∂ξ
Portanto, para cada elemento tem-se 12 GL’s. Sendo assim, para que a função w(ξ, η) seja
definida de forma única, é necessário que o polinômio possua 12 termos, que em coordenadas
adimensionais, em forma matricial fica:
w(ξ, η) = {p(ξ, η)}
T
{α} (12)
onde:
{α}
T
=

α
1
α
2
. . . α
12
¸
(13)
{p(ξ, η)} = {1 ξ η ξ
2
ξη η
2
ξ
2
η . . .
ξη
2
ξ
3
η
3
ξ
3
η ξη
3
}
(14)
A Eq.(12) pode ser escrita em função dos GL’s usando a relação:
{w
e
} = [A
e
] {α} (15)
onde:
{w
e
} =

w
1
θ
x
1
θ
y
1
. . . w
4
θ
x
4
θ
y
4
¸
(16)
e a matriz [A
e
] é obtida avaliando w(ξ, η),
∂w
∂η
e
∂w
∂ξ
em ξ = ±1 e η = ±1, logo,
474 8 Introduction to Numerically Based Analyses of Fluid–Structure Interaction
where
{α}
T
= α
1
α
2
α
3
α
4
α
5
α
6
α
7
α
8
α
9
α
10
α
11
α
12
(8.46)
Evaluating Eqs. (8.45a–c) at the four nodal points, i.e., at ξ = ∓1 and η = ∓1
gives
{w
e
} = [A
e
] {α} (8.47)
where
[A
e
] =




















1 −1 −1 1 1 1 −1 −1 −1 −1 1 1
0 0 1/b 0 −1/b −2/b 0 1/b 2/b 3/b −1/b −3/b
0 −1/a 0 2/a 1/a 0 −3/a −2/a −1/a 0 3/a 1/a
1 1 −1 1 −1 1 1 −1 1 −1 −1 −1
0 0 1/b 0 1/b −2/b 0 1/b −2/b 3/b 1/b 3/b
0 −1/a 0 −2/a 1/a 0 −3/a 2/a −1/a 0 3/a 1/a
1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1
0 0 1/b 0 1/b 2/b 0 1/b 2/b 3/b 1/b 3/b
0 −1/a 0 −2/a −1/a 0 −3/a −2/a −1/a 0 −3/a −1/a
1 −1 1 1 −1 1 −1 1 −1 1 −1 −1
0 0 1/b 0 −1/b 2/b 0 1/b −2/b 3/b −1/b −3/b
0 −1/a 0 2/a −1/a 0 −3/a 2/a −1/a 0 −3/a −1/a




















(8.48)
and {w
e
} is a column vector with the nodal displacements and rotations
{w
e
}
T
=

w
1
θ
x1
θ
y1
· · · w
4
θ
x4
θ
y4

(8.49)
where, according to Eqs. (8.43a,b) θ
x
=
1
b
∂w
∂η
and θ
y
= −
1
a
∂w
∂ξ
. Substituting
Eq. (8.45a–c) into Eqs. (8.40a,b) and (8.40c,d) the kinetic and strain energy
terms for one element and the virtual work done by dissipative and external
forces on the element are found to be given by
T
e
=
1
2
{ ˙ w
e
}
T
[M
e
] { ˙ w
e
}
U
e
=
1
2
{w
e
}
T
[K
e
] {w
e
}
(8.50a,b)
and
δW
d,e
= −{δw
e
}
T
[C
e
] { ˙ w
e
}
δW
f,e
= {δw
e
}
T
{f
e
}
(8.50c,d)
6
Pré-multiplicando a Eq.(15) por [A
e
]
−1
, substituindo na Eq.(12) e levando às Eq. de energia
e do trabalho virtual, chega-se em:
T
e
=
1
2
{ ˙ w
e
}
T
[M
e
] { ˙ w
e
} (17)
U
e
=
1
2
{w
e
}
T
[M
e
] {w
e
} (18)
δW
e
= {δw
e
}
T
{f
e
} (19)
onde a matriz massa de cada elemento é dada por:
[M
e
] = [A
e
]
−T
¸
1
−1

1
−1
ρh{p(ξ, η)}
T
{p(ξ, η)} abdξdη

[A
e
]
T
(20)
e a matriz de rigidez de cada elemento por:
[K
e
] = [A
e
]
−T
¸
1
−1

1
−1
I
z
[p

(ξ, η)]
T
[D] [p

(ξ, η)] abdξdη

[A
e
]
T
(21)
{f} = [A
e
]
−T

1
−1

1
−1
{p(ξ, η)} {F
z
(ξ, η)} abdξdη

(22)
onde
[p

(ξ, η)] =

1
a
2

2
∂ξ
2
{p(ξ, η)}
T
1
b
2

2
∂η
2
{p(ξ, η)}
T
2
ab

2
∂η∂ξ
{p(ξ, η)}
T
¸
¸
¸
¸
(23)
A partir das Eq.(20) a Eq.(22) e levando em consideração a posição de cada elemento na
estrutura, é possível montar as equações de massa, de rigidez e de força da estrutura global.
Para aplicar as condições de contornos, basta retirar os G.L do vetor w associados as condições
de contorno, e da mesma forma, as linhas e as colunas das matrizes de massa, rigidez e força
da placa associadas a esses G.L.
Levando essas matrizes na equação do movimento,
[M] { ¨ w(t)} + [K] {w(t)} = {f} (24)
onde assume-se um sistema não amortecido, cai-se num problema de autovalores. Através do
software MatLab(R2007b), foram montadas as matrizes globais da placa e então foi resolvido o
problema de autovalores/autovetores encontrando-se assim as frequências naturais e respectivas
formas modais.
Uma das maneiras de representar o amortecimento estrutural é através do chamado Amor-
tecimento Estrutural Histerético, no qual a equação do movimento é reescrita como:
[M] { ¨ w(t)} +
˜
[K]
. .. .
[K] (1 + iη) {w(t)} = {f} (25)
onde é assumido um módulo de elasticidade complexo do tipo:
˜
E = (1 +iη) (26)
2. Método de Elementos Finitos 7
para o cálculo da energia potencial elástica onde η é o fator de perda do material.
Outra maneira de representar o amortecimento de estruturas é através do Amortecimento
Viscoso (Proporcional ou de Rayleigh) no qual a matriz de amortecimento é escrita como:
[C] = α
1
[M] + α
2
[K] (27)
onde α
1
e α
2
são constantes que variam de material para material, e equação do movimento
fica então:
[M] { ¨ w(t)} + [C] { ˙ w(t)} + [K] {w(t)} = {f} (28)
2.2 Vibração Forçada – Método Modal
O objetivo aqui é solucionar a Eq.(25). O primeiro passo nesse processo é solucionar o
problema de autovalor que se obtém com Eq.(24). A solução de {w} pode ser escrita como
combinação linear dos autovetores [Φ] através de:
{w} = [Φ] {q} (29)
e pode ser interpretada como uma mudança de coordenadas física para coordenadas modais
{q} (resposta generalizada).
Através dos autovetores, obtém-se então as matrizes de massa e rigidez generalizadas, onde
assume-se que os autovetores foram normalizados pela massa. No caso de todos os elementos
possuírem o mesmo fator de perda, obtém-se então:
{¨ q} + (1 + iη)

¯
K

{q} = {Q} (30)
onde a

¯
K

é a matriz de rigidez generalizada e {Q} o vetor de força generalizado(excitação).
Assumindo uma excitação e uma resposta harmônica, a solução da Eq.(30) fica da seguinte
forma:
{˜ q} =

(1 + iη)

¯
K

− ω
2

¯
M

−1

¯
Q
¸
(31)
onde {˜ q} é a resposta complexa generalizada,

¯
Q
¸
é a excitação complexa generalizada e

¯
M

a matriz massa generalizada. Levando a Eq.(31) para a Eq.(29) obtém-se:
{ ˜ w} = [Φ]

(1 + iη)

¯
K

− ω
2

¯
M

−1
[Φ]
T

˜
f
¸
(32)
que é a solução do problema.
Isolando-se
{ ˜ w}
{
˜
f
}
obtém-se a matriz de receptância [α(ω)], no qual cada elemento da matriz é
dado por:
α
jk
=
˜ u
j
˜
f
k
=
N
¸
n=1
φ
j,n
φ
k,n
ω
2
n
− ω
2
+ iηω
2
n
(33)
onde N é a quantidade de modos desejado para se obter uma maior precisão nos resultados da
FRF.
8
2.3 Vibração Forçada – Método Direto
No caso da análise direta da Eq.(28) e assumindo uma excitação e uma resposta harmônica,
da mesma forma que a anterior, obtém-se a solução do problema que é dada através de:
{ ˜ w} =

[K] − ω
2
[M] + iω [C]

−1

˜
f
¸
(34)
considerando amortecimento viscoso, e para a Eq.(25), considerando amortecimento Histerético:
{ ˜ w} =

(1 + iη) [K] − ω
2
[M]

−1

˜
f
¸
(35)
A inversão da matriz entre parênteses pode ser feita através de diferentes métodos e deve ser
feita para cada frequência ω de interesse.
2.4 Análise Acústica em Cavidade 3D
Seja uma cavidade acústica retangular modelada em FEM, utilizando elementos hexaedros
com 8 nós:
490 8 Introduction to Numerically Based Analyses of Fluid–Structure Interaction
Fig. 8.18. (a) Rectangular cavity; (b) Finite Element mesh of hexahedral elements with
rectangular faces and eight nodes at the vertices of the edges.
rigid walls, which is shown in Fig. 8.18(a), is presented as an example that will
be used later to derive the response of fluid in such a cavity when closed on one
face by a flexible plate.
Following the Finite Element procedure introduced above for a one-
dimensional acoustic field, the Finite Element Model is built up by dividing
the rectangular cavity into an assemblage of elements called ‘acoustic three-
dimensional elements’. As shown in Fig. 8.19, these elements could be hexahedra
Fig. 8.19. Three-dimensional acoustic hexahedral (left) and pentahedral (right) elements with
either straight or curved edges and either eight or twenty and six or fifteen nodes.
Figura 3: (a)Cavidade Retangular. (b) Malha de elementos hexaédricos com faces retangu-
lares e 8 nós em cada vértice.
onde um elemento de malha possui coordenadas adimensionais 2a
1
em x, 2a
2
em y e 2a
3
em z
conforme a Fig.(4).
8.5 Finite Element Analysis of Acoustic Vibrations of Fluids in Cavities 491
or pentahedra with either straight or curved edges and with a total of either eight
or six nodes at the vertices and in some cases another twelve and eight nodes
(respectively for the hexahedra or pentahedra elements) placed in the middle of
the edges.
In this example, as shown in Fig. 8.18(b), the cavity is divided into a regular,
three-dimensional mesh with hexahedral elements which, as shown in Fig. 8.20,
have eight node points at the vertices. The acoustic kinetic and potential energy
for each element are given by the following expressions (Craggs, 1971; Shuku
and Ishihara, 1973):
T
e
=
1
2

V
ρ
0
| ˙ u|
2
dV =
1
2

V
ρ
0
|gradφ|
2
dV
=
1
2

+1
−1

+1
−1

+1
−1
ρ
0

1
a
2
1

∂φ(ξ
1,2,3
, t )
∂ξ
1

2
+
1
a
2
2

∂φ(ξ
1,2,3
, t )
∂ξ
2

2
+
1
a
2
3

∂φ(ξ
1,2,3
, t )
∂ξ
3

2

a
1
a
2
a
3

1

2

3
U
e
=
1
2

V
κp
2
dV =
1
2

V
ρ
0
c
2
˙
φ
2
dV
(8.88a,b)
=
1
2

+1
−1

+1
−1

+1
−1
ρ
0
c
2
˙
φ
2

1,2,3
, t )a
1
a
2
a
3

1

2

3
Fig. 8.20. Hexahedral acoustic element with eight nodes and degrees of freedom.
Figura 4: Elemento hexaédrico com 8 nós e 8 GL.
2. Método de Elementos Finitos 9
As energias cinética e potencial do elemento são dadas por:
T
e
=
1
2

V
ρ
0
|{ ˙ u}|
2
dV =
1
2

V
ρ
0
|∇φ|
2
dV (36)
onde então:
T
e
=
1
2

1
−1

1
−1

1
−1
ρ
0

1
a
2
1

∂φ
∂ξ
1

2
+
1
a
2
2

∂φ
∂ξ
2

2
+
1
a
2
3

∂φ
∂ξ
3

2
¸
¸
a
1
a
2
a
3

1

2

3
(37)
U
e
=
1
2

V
κp
2
dV =
1
2

V
ρ
0
c
2
˙
φ
2
dV (38)
U
e
=
1
2

1
−1

1
−1

1
−1
ρ
0
c
2
˙
φ
2
a
1
a
2
a
3

1

2

3
(39)
onde φ = φ(ξ
1
, ξ
2
, ξ
3
, t).
Em acústica clássica e para a maioria dos casos, a dissipação acústica acontece no contorno
de uma cavidade, ou seja, a dissipação nas paredes devido a materiais acústicos ou elementos
elásticos é muito maior que a dissipação interna no fluido.
Considerando então que o trabalho virtual sobre a r-ésima face dissipativa do elemento é
dado por:
δW
d,er
=

Sr

u
r
dS
r
(40)
onde u
r
é o deslocamento na direção perpendicular à face. Assumindo um sistema de coorde-
nadas local na face r, tem-se que a Eq.(40) fica:
δW
d,er
=

1
−1

1
−1
p(ξ
r
1
, ξ
r
2

u
r

r
1
, ξ
r
2
)a
r
1
a
r
2

r
1

r
2
(41)
Considerando a face cujos nós são: 4,3,7 e 8, assumindo um impedância complexa do tipo
˜ z(ω) =
˜ p
˜
˙ u
=
iω˜ p
˜ u
(42)
na face r, e assumindo movimento harmônico, pode-se reescrever a Eq.(41) como:
δW
d,er
(ω) =
−iωρ
2
0
˜ z(ω)

1
−1

1
−1
˜
φ(ξ
r
1
, ξ
r
2

˜
φ(ξ
r
1
, ξ
r
2
)a
r
1
a
r
2

r
1

r
2
(43)
No caso de uma fonte acústica volumétrica associada ao elemento, tem-se que o trabalho
virtual é dado por:
δW
q,e
=

V
pδqdV (44)
onde q = q(ξ
1
, ξ
2
, ξ
3
) é a velocidade de volume por unidade de volume, e colocando em coorde-
nadas local,
δW
q,e
= −

1
−1

1
−1

1
−1
ρ
0
˙
φδqa
1
a
2
a
3

1

2

3
(45)
a equação acima também pode ser usada para uma fonte no contorno (em uma face) bastando
para isso reduzir para uma integral dupla.
10
De forma a definir o potencial de velocidade de forma única com base nos GL do elemento,
utiliza-se a função de forma:
{φ(ξ
1
, ξ
2
, ξ
3
)} = {β
1
β
2
ξ
1
β
3
ξ
2
β
4
ξ
3
. . .
β
5
ξ
1
ξ
2
β
6
ξ
1
ξ
3
β
7
ξ
2
ξ
3
β
8
ξ
1
ξ
2
ξ
3
}
(46)
que em forma matricial fica:
φ = {g}
T
{β} (47)
De forma semelhante, pode-se definir as derivadas de φ em relação ξ
1
, ξ
2
, ξ
3
como:
∂φ
∂ξ
1
= {g
1
}
T
{β} (48)
∂φ
∂ξ
2
= {g
2
}
T
{β} (49)
∂φ
∂ξ
3
= {g
3
}
T
{β} (50)
A relação entre {β} e os GL do elemento {φ
e
} pode ser obtida fazendo ξ
1
= ±1, ξ
2
= ±1 e
ξ
3
= ±1 o que leva a equação:

e
} = [B
e
] {β} (51)
onde
494 8 Introduction to Numerically Based Analyses of Fluid–Structure Interaction
Evaluating the function φ(ξ
1,2,3
) in (8.89b) at ξ
1
= ∓1, ξ
2
= ∓1 and ξ
3
= ∓1
gives

φ
e

= [B
e
] {β} (8.91)
where
[B
e
] =












1 −1 −1 −1 1 1 1 −1
1 1 −1 −1 −1 −1 1 1
1 1 1 −1 1 −1 −1 −1
1 −1 1 −1 −1 1 −1 1
1 −1 −1 1 1 −1 −1 1
1 1 −1 1 −1 1 −1 −1
1 1 1 1 1 1 1 1
1 −1 1 1 −1 −1 1 −1












(8.92)
and

φ
e

is a column vector with the nodal velocity potentials

φ
e

T
=

φ
1
φ
2
φ
3
φ
4
φ
5
φ
6
φ
7
φ
8

(8.93)
The velocity potential within the element can then be expressed in terms of
the velocity potentials at the eight nodal potentials by substituting the vec-
tor {β} derived from Eq. (8.91) into Eq. (8.89). Substituting Eq. (8.89) into
Eqs. (8.88a,b), and (8.88d,e), respectively, the kinetic and potential energy terms
for one element, the virtual work done by dissipative effects on the boundary
surfaces and the virtual work done by volume acoustic sources are found to be
given by
T
e
=
1
2

φ
e

T
[H
e
]

φ
e

U
e
=
1
2

˙
φ
e

T
[Q
e
]

˙
φ
e

(8.94a,b)
and
δW
d,er
= −ρ
0

δ
˙
φ
e

T
[D
er
]

˙
φ
e

δW
q,e
= −ρ
0

δ
˙
φ
e

T
{q
e
}
(8.94c,d)

e
} =

φ
1
φ
2
φ
3
φ
4
φ
5
φ
6
φ
7
φ
8
¸
(52)
e de onde tem-se que:
{β} = [B
e
]

1 {φ
e
} (53)
Levando equação acima nas equações de energia e trabalhos virtuais, tem-se:
T
e
=
1
2
ρ
0

e
}
T
[H
e
] {φ
e
} (54)
U
e
=
1
2
ρ
0

˙
φ
e
¸
T
[Q
e
]

˙
φ
e
¸
(55)
δW
d,er
= −ρ
0

δ
˙
φ
e
¸
T
[D
er
]

˙
φ
e
¸
(56)
δW
q,er
= −ρ
0

δ
˙
φ
e
¸
{q
e
} (57)
2. Método de Elementos Finitos 11
onde:
[H
e
] = [B
e
]
−T

1
−1

1
−1

1
−1
¸
1
a
2
1
{g
1
} {g
1
}
T
+
1
a
2
2
{g
2
} {g
2
}
T
+
1
a
2
3
{g
3
} {g
3
}
T
¸
a
1
a
2
a
3
[B
e
]
−1

1

2

3
(58)
[Q
e
] =
1
c
2
[B
e
]
−T

1
−1

1
−1

1
−1

{g} {g}
T

a
1
a
2
a
3
[B
e
]
−1

1

2

3
(59)
são as matrizes de rigidez e inércia acústica do elemento,
[D
er
] = [B
e
]
−T
iωρ
0
˜ z
r

1
−1

1
−1
{¯ g} {¯ g}
T
a
r
1
a
r
2

1

2
[B
e
]
−1
(60)
é a matriz de dissipação acústica da r-ésima face do elemento com impedância ˜ z
r
aplicada, e
{¯ g} e o vetor {g}|
ξ
n
=±1
de acordo com a localização da (direção normal) da face, e por último:
{q
e
} = [B
e
]
−T

1
−1

1
−1

1
−1
{g} q(ξ
1
, ξ
2
, ξ
3
)a
r
1
a
r
2
a
r
3

1

2

3
[B
e
]
−1
(61)
Através de um processo de montagem apropriado que leva em consideração a conectividade
de cada elemento, pode-se obter as matrizes globais para a cavidade.
Aplicando o princípio de Hamilton e usando a relação {p} = −ρ
0

∂φ
∂t
¸
chega-se a:
[Q] {¨ p(t)} + [D] { ˙ p(t)} + [H] {p(t)} (62)
onde [Q], [D], [H] são as matrizes de inércia, dissipação e rigidez acústica globais, cujas linhas
e colunas associadas as restrições ou condições de contorno foram retiradas, e {q} é o vetor com
excitações nodais que também leva em consideração restrições e condições de contorno.
2.5 Análise Acoplada Fluido-Estrutura
A seguir será realizado uma análise acoplada do campo acústico no fluido com a vibração em
um elemento estrutural. Será avaliado o exemplo de uma cavidade acoplada a uma placa plana
em flexão para apresentar o procedimento de análise.
Seja então o caso de uma placa plana em flexão acoplada a uma cavidade de paredes rígidas
(com exceção da face acoplada a placa) Fig.(5).
A modelagem do sistema acoplado é baseada nas formulações de placa em flexão e da cavi-
dade, com diferença que são introduzidos termos a mais para representar o acoplamento, tanto
na formulação da placa como na da cavidade.
No caso dos elementos da cavidade em contato com a placa, tem-se um trabalho virtual feito
sobre a c-ésima face do elemento em função da pressão - p
z,c
e do deslocamento virtual da placa
w
c
dado por:
δW
ac,e
= −

Scp
z,c
δw
c
dSc (63)
e escrevendo em função do potencial de velocidade e colocando em coordenadas locais do
elemento, tem-se:
δW
ac,e
= ρ

1
−1

1
−1
˙
φ(ξ
c
1
, ξ
c
2
)δw(ξ
c
1
, ξ
c
2
)a
c
1
a
c
2

c
1

c
2
(64)
12
498 8 Introduction to Numerically Based Analyses of Fluid–Structure Interaction
Fig. 8.23. (a) Rectangular cavity with five rigid walls and a flexible top plate; (b) FE mesh of
hexahedral acoustic elements with rectangular faces and eight nodes at the vertices of the edges and
four-node rectangular bending element with straight edges.
acoustic elements is constructed in such a way that the upper faces of the elements
facing the flexible panel match the plate elements. Therefore, the transverse
displacements of the plate elements produce volumetric acoustic excitation acting
on the corresponding top acoustic elements; likewise the sound pressure on the
upper faces of the top acoustic elements represents the distributed force excitation
acting on the corresponding plate elements.
The Finite Element Model presented in this section is based on the two for-
mulations described at the ends of Sections 8.5 and 8.4, respectively, for acoustic
vibration in cavities and structural vibration of plates. For the cavity system, the
elemental kinetic and potential energies and the elemental virtual work done by
boundary dissipative effects of the non-flexible faces and by volume acoustic
sources are given by Eqs. (8.94a–d); for the plate system the elemental kinetic
and strain energies and the elemental virtual work done by dissipative and exter-
nal forces are given by Eqs. (8.50a–d). However, in order to model the coupling
between the fluid and plate, two additional terms must be derived. First, the
virtual work done by the volume displacement of the plate on the upper layer of
acoustic elements; second, the virtual work done by the acoustic pressure on the
plate elements.
Considering the general problem of a cavity with a number of walls mod-
elled as flexible plates, for each acoustic coupling element located with either,
Figura 5: (a) Cavidade retangular com cinco paredes rígidas e uma placa superior flexível.
(b)Malha de elementos acústicos hexaédricos com as faces retangular e oito nós
e oito GL todos nos vértices e uma malha 4x4 elementos de flexão de placa fina.
onde ξ
c
1
e ξ
c
2
são as coordenadas locais na face c.
Já no caso do elemento de placa em contato com a cavidade, tem-se que o trabalho virtual
em função da pressão p
c
e o deslocamento virtual δw
c
é dado por:
δW
Sc,e
=

Sc
p
c
δw
c
dSc (65)
δW
Sc,e
= −ρ

1
−1

1
−1
˙
φ(ξ, η)δw(ξ, η)abdξdη (66)
onde ξ e η são as coordenadas locais do elemento de placa.
As funções φ(ξ
1
, ξ
2
, ξ
3
) e w(ξ, η) podem ser escritas usando as funções de forma e os GL’s do
elemento estrutural (estrutural ou acústico), o que foi feito nas Eq.(12 e 15) para placa e na
Eq.(53) para cavidade,
w(ξ, η) = {p
f
(ξ, η)}
T
[A
e
]
−1
{w
e
} (67)
φ(ξ
1
, ξ
2
, ξ
3
) = {g(ξ
1
, ξ
2
, ξ
3
)}
T
[B
e
]
−1

e
} (68)
onde w
e
e φ
e
são os GL dos elementos de placa e acústicos, respectivamento.
Levando as Eq.(67 e 68) às Eq.(64 e 65) e colocando em forma matricial, tem-se:
δW
ac,e
= ρ
0

δ
˙
phi
e
¸
T
[R
e
] {w
e
} (69)
δW
Sc,e
= ρ
0
{δw
c
}
T
[S
e
]

˙
φ
e
¸
(70)
onde as matrizes [R
e
] e [S
e
] são dadas por:
[R
e
] = [B
e
]
−T

1
−1

1
−1
{¯ g
c
} {p
f
}
T
a
c
1
a
c
2

c
1

c
2
[A
e
]
−1
(71)
2. Método de Elementos Finitos 13
[S
e
] = [A
e
]
−T

1
−1

1
−1
{p
f
} {¯ g
c
}
T
abdξdη [B
e
]
−1
(72)
onde {¯ g
c
} = {g} |
ξ
3
+±1
.
Somando os trabalhos virtuais devidos a todos elementos da cavidade em contato com a
placa, tem-se:
δW
a
= ρ

δ
˙
φ
¸
T
[R] {w} (73)
onde [R] é matriz de acoplamento fluido-estrutura global e para a qual as condições de contorno
e restrições já foram aplicadas.
Da mesma forma para os elementos de placa tem-se:
δW
S
= ρ
0
{δw}
T
[S]

˙
φ
¸
(74)
Pode-se concluir que [S] = [R]
T
o que respeita o princípio da reciprocidade.
Levando a Eq.(73) ao Princípio de Hamilton, juntamente com as equações de energia e traba-
lhos virtuais e devidas impedâncias em cada face da cavidade e devidas fontes sonoras, chega-se
a equação do movimento do sistema em função do potencial de velocidade. Reescrevendo em
função da pressão usando a relação:
{p} = −ρ

∂φ
∂t
¸
(75)
tem-se
[Q] {¨ p(t)} + [D] { ˙ p(t)} + [H] {p(t)} − [R] { ¨ w(t)} = {q(t)} (76)
Levando agora a Eq.(74) ao Princípio de Hamilton, juntamente com as equações de energia
e trabalho virtual para a placa em flexão chega-se a:
[M] { ¨ w(t)} + [C] { ˙ w(t)} + [K] {w(t)} − [S] {¨ p(t)} = {f(t)} (77)
Finalmente o sistema de equações representado por essas duas últimas equações pode ser
escrito na seguinte forma:
¸
[M] [0]
−[S]
T
[Q]
¸
¨ w(t)
¨ p(t)
¸
+
¸
[C] [0]
[0] [D]
¸
˙ w(t)
˙ p(t)
¸
+
¸
[K] [S]
[0] [H]
¸
w(t)
p(t)
¸
=

f(t)
q(t)
¸
(78)
A Eq.(78) permite obter uma solução acoplada para o campo acústico na cavidade ({p}) e
as vibrações transversais da placa ({w}).
2.6 Implementação do Método no MatLab R2007b
Através do software MatLab R2007b e a partir das funções de forma (para a plava) foram
calculadas as Matrizes de massa e rigidez de um elemento (conforme descrito anteriormente)
que então foram utilizadas para montar as matrizes Globais de massa e de rigidez da estrutura
(placa) através de um processo de montagem no qual partiu-se da observação de um modelo
simples de 4x4 elementos (observação de onde deveriam se localizar os elementos da matriz
elementar de cada elemento dentro da matriz global), procurando uma lógica de disposição de
cada elemento e então aplicando a lógica para o modelo com uma malha mais discretizada.
14
Montadas as matrizes globais (da placa), foram então aplicadas as condições de contorno
através da exclusão dos GL (linhas e colunas) referente ao engaste da placa (neste também foi
pensado numa lógica para exclusão dos GL’s de um modelo simples e aplicado ao modelo mais
discretizado). Assim, obteve-se as matrizes [M] e [K] da placa engastada.
O mesmo procedimento acima foi realizado para a cavidade acústica, seguindo as equações
dadas na Subseção 2.4 com a diferença que as condições de contorno foram consideradas como
paredes rígidas, sendo que não foi necessário excluir linhas ou colunas das matrizes globais [H]
e [Q].
Com o intuito de realizar o acoplamento dos dois sistemas, foram calculadas as matrizes
[R] e [S] (e aplicado as condições de contorno referente aos GL da plava)conforme descrito
anteriormente, e então com essas matrizes e mais as matrizes globais ([M] , [H] , [Q] e [H]) foi
possível montar a equação do movimento do sistema acoplado através da Eq.(78), obtendo-se
assim as matrizes de inércia e rigidez da estrutura acoplada.
Utilizando a função eigs do MatLab, foi possível extrair os autovalores para então obter as
frequências naturais da placa (utilizando para isso as matrizes [M] e [K]) como também para
o sistema acoplado (considerando as matrizes de inércia e rigidez acopladas). Obs.:Nesta etapa
foi desprezado o amortecimento estrutural(η = 0).
Para obter a resposta de pressão sonora num ponto da cavidade devido a uma excitação na
placa, foi utilizado o Método Direto o qual levou-se em consideração o amortecimento estrutural
da placa na matriz de rigidez da placa.
As localizações dos GL (posições j e k dentro das matrizes) referentes a excitação e a resposta
foram obtidas através do desenvolvimento de uma equação dado no código do programa.
Assim, utilizando as matrizes de inércia e rigidez da estrutura acoplada no método Direto
foi realizada a montagem da matriz entre parênteses da Eq.(35) (considerando amortecimento
histerético) e então calculado inversão desta matriz e multiplicado por um vetor força

˜
f
¸
o
qual foi pego como valor unitário no ponto de aplicação(linha k) e zero nas demais posições. O
ponto de resposta foi pega na linha j do vetor

˜
w(t)
˜
p(t)
¸
T
.
2.7 Comparação dos Resultados
Para resolver o ítem a) foi utilizada uma discretização com base no sexto modo de maior va-
lor, que no caso é foi o da placa (
˜
787,4 Hz) na qual cada elemento de placa fina tinha dimensões
0,0152x0,0154mm e os acústicos hexaédricos 0,0152x0,0154x0.0400mm resultando numa malha
acústica de 33x13x4 elementos e para placa 33x13 elementos com o objetivo de obter dados
confiáveis até o sexto modo (
˜
762,1Hz).
Obs.: Essa foi a discretização se refere a 10 elementos por comprimento de onda, e não respeito
a regre de 12 elementos por comprimento de onda devido as limitações do computador utilizado.
Utilizando um computador Intel(R)Core(TM)2 CPU6400 1,60GHz e 2,00GB de RAM as frequên-
cias naturais obtidas com essa discretização são dadas pela Tabela 1:
No ítem b), foram utilizados 12 elementos por comprimento de onda (para a frequência má-
xima de 400 Hz) resultando numa malha de 28x11x4 elementos com dimensões 0,0179x0,0182mm
para a placa e 0,0179x0,0182x0,04mm para a cavidade. (Para a cavida na direção z, foram usa-
dos 24 elementos por comprimento de onda para que um nó coincidice com o ponto B de
resposta). Conforme mencionado anteriormente, foi utilizado o Método Direto (considerando
amortecimento histerético) para obter a resposta (NPS) no ponto B devido a excitação em A.
2. Método de Elementos Finitos 15
Placa no Vácuo [Hz] Cavidade acoplada com a Placa [Hz]
- 0
295 296
- 326
346 363
440 438
578 577
- 688
762 -
787 -
Tabela 1: Comparação das Frequências Naturais da placa no vácuo com a placa acoplada
a cavidade acústica
A Fig.(6) mostra a comparação do resultado do Nível de pressão sonora obtido pelo Método
Direto (calculado através do MatLab) com o a mesma simulação realizada através do software
VAone 2009.
100 150 200 250 300 350 400
80
90
100
110
120
130
140
Frequência [Hz]

N
P
S

[
d
B
]
Nível de Pressão Sonora − ref.:2x10
−5
Pa


Método Direto (MatLab)
Método Modal (VAone)
Figura 6: Comparação do nível de pressão sonora obtido numericamente pelo Método Direto
através do MatLab 2007b com o simulado através do software VAone
Utilizando software comercial VAone version 2009 (ESI Group) foi realizada a modelagem
16
da placa acoplada à cavidade com o intuito de validar o programa criado em MatLab. As
Fig.(7a,7b,8) mostram o modelo e a malha utilizada no VAone.
(a) Modelagem da placa. (b) Modelagem da cavidade.
Figura 7: Modelagem do sistema através do software VAone
Figura 8: Modelagem da placa acoplada à cavidade através do VAone.
2.8 Comentários
Com a comparação realizada com o software VAone, observou-se que o método funciona bem
e foi aplicado de maneira correta. É de suma importância saber quais as limitações vantagens
e desvantagens relacionadas a cada método (tanto o Modal Direto ou outro) para que quando
alguém for modelar um sistema, tenha a consciência da dificuldade ou facilidade do problema,
economizando assim tempo de trabalho e processamento.
Referências Bibliográficas
[1] CORDIOLI, J. A. Notas de aulas de métodos numéricos em vibrações e acústica. UFSC,
Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica, 2009.
[2] FAHY, F. J.; GARDONIO, P. Sound and structural vibration: Radiation, transmission and
response. San Diego: Academic Press, 2001.
17

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