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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

FACULDADE DE DIREITO
DEPARTAMENTO DE DIREITO PRIVADO E PROCESSO CIVIL
DISCIPLINA DE DIREITO EMPRESARIAL III
Professor: Gerson Luiz Carlos Branco
Alunos: Augusto Sperb Machado, Fabrício Diesel Perin e José Raimundo Blümel Generosi

E SQ UE M A DA F ALÊ N CIA
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com tamanho de fonte menor do que outras, dependendo de sua significância para o procedimento falimentar.
ALGUMAS
INSTRUÇÕES PARA
VISUALIZAR
ADEQUADAMENTE
O ESQUEMA

Prezou-se por maior destaque às informações procedimentais da falência; entretanto, muitas informações sobre direito
material falimentar foram acrescentadas (mormente em caixas de texto entre colchetes) para complementar o
entendimento da disciplina e providenciar uma maior compreensão das próprias hipóteses do procedimento.
Não há qualquer padrão estrito para as cores, tamanhos e formas e setas que indicam as etapas/atos constituintes do
processo falimentar.
Os efeitos da falência foram posicionados ao final do esquema, pois são aplicados a diversas partes do procedimento.
A falência é vista da maneira apropriada como uma situação legal derivada de decisão judicial (sentença declaratória da
falência) em que o empresário insolvente submete-se a um complexo de normas que objetivam a execução concursal de seu
patrimônio. É um processo de execução coletiva, no qual todo o patrimônio de um empresário declarado falido é
arrecadado, visando o pagamento da universalidade de seus credores de forma completa ou proporcional. Dentre algumas
de suas finalidades enquanto instituto jurídico posto sobre a sociedade, estão: 1) a realização da par conditio creditorum, ou
seja, fazer com que todos os credores fiquem em uma situação igual, de forma a que todos sejam satisfeitos
proporcionalmente aos seus créditos; 2) o saneamento do meio empresarial, já que uma empresa falida é causa de prejuízos
a todo o meio social, sendo prejudicial às relações empresariais e à circulação das riquezas; e 3) a proteção não somente o
crédito individual de cada credor do devedor em específico, mas também o crédito público, e assim, auxiliar e possibilitar o
desenvolvimento e a proteção da economia nacional.

FALÊNCIA:
NOÇÕES GERAIS E
FINALIDADES

Quem pode requerer a falência? (art. 97)

O próprio devedor (autofalência);

Cônjuge sobrevivente, herdeiro do devedor ou
inventariante;

Cotista ou acionista do devedor na forma da lei ou
do ato constitutivo da sociedade;

Qualquer credor (mais comum), exceto sociedades
não personificadas (irregular ou de fato) (art.97,
§1º).

PEDIDO DE
FALÊNCIA

SUJEITO ATIVO

Quem está sujeito à falência? (art. 1º e 2º)

Empresário individual;

Sociedades empresárias (sociedades em nome coletivo, em
comandita simples, por cotas de responsabilidade limitada,
em comandita por ações e anônimas);
Não estão sujeitos à Lei n. 11.101/2005: listados no art. 2º + § único
do art. 966, CC + produtores rurais não registrados na Junta
Comercial.
Em caso de sociedade não personificada, se provar exercício da
atividade empresarial, pode ter falência decretada.

SUJEITO PASSIVO

HIPÓTESES

Ato de falência: ato praticado
pelo devedor que indica seu
estado de insolvência.

ALGUMAS REGRAS DE

Rol taxativo de hipóteses (para
formulação completa, ver art,
94, III, alíneas a–g):

a) Requerimento deve ser feito
na comarca onde se situa o
principal estabelecimento do
devedor ou da filial de empresa
que tenha sede fora do Brasil
(art.
3º).
Estabelecimento
principal = o que concentra
maior volume de negócios;
b) Pedidos de falência estão
sujeitos
a
distribuição
obrigatória, respeitada ordem
de apresentação (art. 78);
c) Distribuição de pedido de
falência previne o juízo para
qualquer outro pedido referente
ao mesmo devedor (art. 6º,
§8º);
d) Os processos de falência e
seus incidentes preferem a
todos os outros na ordem dos
feitos, em qualquer instância.

1
Requisitos:

Obrigação
deve
estar
materializada em um título
executivo
(duplicata,
cheque, nota promissória,
etc.);

2

Título deve ter sido
protestado
(para
demonstrar
impontualidade);

Valor deve superar 40
salários mínimos na data do
pedido de falência;

Devedor
deve
estar
sofrendo
execução
individual por qualquer
quantia
líquida,
não
pagando nem depositando
o valor respectivo, nem
tampouco nomeando bens
à penhora no prazo legal;

Negócio
simulado
ou
alienação de seu ativo a
terceiro (b);

Transferência
de
estabelecimento a terceiro,
sem consentimento de
todos os credores, ficando
com bens insuficientes (c);

Simulação de transferência
de
seu
principal
estabelecimento (d);

Nova garantia ou reforço de
garantia já existente para
dívida
contraída
anteriormente (e).

3

Art. 94, §4º: credor deve
formalizar pedido de falência no
juízo competente, munido de
certidão judicial que demonstre
a frustração da execução.

Não deve haver justa causa
para a falta do pagamento
(ver art. 96 para rol
exemplificativo de justas
causas ).

Execução
pode
ter sido
embasada em título judicial ou
extrajudicial;

Art. 94, §1º: vários credores
podem
reunir-se
em
litisconsórcio para alcançar o
mínimo de 40 salários mínimos.

Não existe a necessidade de o
valor ser superior a 40 salários
mínimos;

Art. 94, §3º: pedido de falência
deve ser instruído com tais
títulos executivos mais os
instrumentos de protesto.

Falência não é decretada nos
autos em que se processa a
execução individual.

PEDIDO FUNDADO EM
IMPONTUALIDADE
INJUSTIFICADA

(art. 94, II)

Ausência, abandono de
estabelecimento
ou
tentativa de ocultar-se de
seu domicílio, local de sua
sede
ou
principal
estabelecimento (f).

Deve expor razões para o não
prosseguimento da atividade
empresarial.

Não
cumprimento
de
obrigação assumida no
plano
de
recuperação
judicial.

Deve apresentar documentos
elencados nos incisos I–VI do
art. 105.

PEDIDO DE
AUTOFALÊNCIA
(art. 105 a 107)

(art. 94, III)

Depósito elisivo ;

OBTENÇÃO DA RECUPERAÇÃO
NÃO CABE
RECUPERAÇÃO
JUDICIAL

PROCEDIMENTO
MUDA: INICIA
RECUPERAÇÃO
JUDICIAL

(art. 219 e ss., CPC)

Prazo: 10 dias
Conflito na doutrina quanto à hipótese de recuperação judicial (i)
(tal prazo não seria fatal).

iii) DEPOSITAR O VALOR
CORRESPONDENTE AO TOTAL
DO CRÉDITO, acrescido de
juros, encargos e correção
monetária

Maioria da doutrina:
somente hipóteses 1 e 2;
Parte da doutrina:
hipóteses 1, 2 e também 3.

DEVEDOR PODE

(art. 98, § único)

Algumas considerações:

a) Questiona-se o título
apresentado, não
assumindo
responsabilidade pela
dívida (e.g., alega-se
falsidade, prescrição, vício
no protesto, etc.);

b) Pode acompanhar
depósito elisivo preventivo
(exceto, talvez, na
hipótese 3, fundada em
ato de falência, pois não
se pode prestigiar a má-fé
do mau empresário –
atentar para conflito na
doutrina quanto ao
depósito elisivo);

JUIZ, ANTES DE ANALISAR A
QUESTÃO FALIMENTAR, DEVE
VERIFICAR SE O DEVEDOR
PREENCHE OS REQUISITOS PARA A

CABE
RECUPERAÇÃO
JUDICIAL

DO DEVEDOR PARA
APRESENTAÇÃO DA DEFESA

Conflito na doutrina:
alguns defendem que cabe para
todas as hipóteses (1, 2 e 3);
outros, somente para 1 e 2;
poucos, somente para a 1.

i) REQUERER SUA
RECUPERAÇÃO JUDICIAL
(art. 95)

O que acontece é que o
devedor confessa a dívida e
deposita o valor respectivo sem
contestar o pedido. Obs.: podese contestar e fazer o depósito
elisivo, sim. Ver alternativa
procedimental ii) contestar o
pedido .

CITAÇÃO

Para melhor explicação sobre tais conflitos
doutrinários, ver TOMAZETTE, Marlon.
Curso de direito empresarial, v. 3.. 2. ed.
São Paulo: Atlas, 2012. p. 326 (para
hipótese de requisição de recuperação
judicial) e pp. 328-329 (quanto ao conflito
sobre a hipótese do depósito elisivo).

4

O próprio devedor, em crise
econômico-financeira, julgando
não atender aos requisitos para
pleitear sua recuperação
judicial, requere ao juízo a
decretação de sua falência.

PEDIDO FUNDADO EM
PRÁTICA DE ATO DE
FALÊNCIA

PEDIDO FUNDADO EM
EXECUÇÃO FRUSTRADA

(art. 94, I)

Liquidação precipitada de
ativos ou pagamento por
meio
ruinoso
ou
fraudulento (a);


Requisitos:

COMPETÊNCIA

Em caso de contestação e depósito elisivo
(consideração b )

Hipóteses 1, 2 e 3

DISCUTE-SE SOBRE O CRÉDITO RECLAMADO
( quem irá levantar o déposito? )

ii) CONTESTAR O
PEDIDO

JUIZ ACOLHE
RAZÕES DO
DEVEDOR

c) Contestação deve ser
acompanhada de
documentos que
comprovem a alegação ou
de requerimento de provas
a serem produzidas.

ou

(contestação)

JUIZ NÃO
ACOLHE
RAZÕES DO
DEVEDOR
(contestação)

JUIZ DETERMINA O LEVANTAMENTO
DOS VALORES PELO PRÓPRIO DEVEDOR
E JULGA NÃO PROCEDENTE O PEDIDO
DE FALÊNCIA

PEDIDO FOI
REGULARMENTE
INSTRUÍDO

JUIZ DETERMINA QUE
PEDIDO SEJA EMENDADO
(art. 106)

...

JUIZ DETERMINA O
LEVANTAMENTO DOS
VALORES PELO
CREDOR E JULGA
ELIDIDO E NÃO
PROCEDENTE O
PEDIDO DE FALÊNCIA

PEDIDO NÃO FOI
REGULARMENTE
INSTRUÍDO (art. 106)

Analisa-se mérito dos pedidos

RECURSO:
AGRAVO DE
INSTRUMENTO

SENTENÇA
ACOLHENDO A
FALÊNCIA

Prazo: 10 dias
(art. 522, CPC)

(art. 100)

SENTENÇA
DENEGANDO A
FALÊNCIA

ou

RECURSO:
APELAÇÃO

Prazo: 15 dias
(art. 508, CPC)

(arts. 513 a 521, CPC)

Efeito devolutivo e
extraordinariamente
suspensivo (art. 527, III, CPC).
PROCEDENTE

Cabe
embargos
infringentes
(art. 530, CPC +
Súmula 88 –
STJ)

IMPROCEDENTE

DECRETAÇÃO DA
FALÊNCIA

IMPROCEDENTE

PROCEDENTE

 Juízo que decretou passa a ser competente para conhecer
todas as ações sobre bens, interesses e negócios do
falido, exceto causas trabalhistas e fiscais (vis attractiva,
juízo universal da falência) (art. 76);
 Art. 99 traz tópicos específicos que deve constar de tal
sentença (síntese do pedido, identificação do falido,
nomes dos que forem a esse tempo seus administradores,
termo legal da falência, explicitações quanto à verificação
e habilitação dos créditos, suspensão de execuções,
possibilidade de prisão preventiva, inserção da expressão
falido no registro, lacração dos estabelecimentos,
possibilidade de constituição ou manutenção de Comitê
de Credores, intimação do MP e Fazenda Pública, etc.);

Prazo: 5 dias

 Nomeação do administrador judicial (art. 99, inciso IX).

PROCEDIMENTO
DE VERIFICAÇÃO E
HABILITAÇÃO DOS
CRÉDITOS

APRESENTAÇÃO POR
PARTE DO FALIDO DE
RELAÇÃO NOMINAL
DOS CREDORES

PUBLICAÇÃO DE
EDITAL COM
RELAÇÃO NOMINAL
DE CREDORES

(art. 99, III)

(§ único do art. 99)

Somente na hipótese 4,
de autofalência, que tal
relação já é apresentada
juntamente com o
pedido.

ADMINISTRADOR
JUDICIAL DECIDE A
RESPEITO DO QUE
FOR REQUIRIDO

Prazo: 15 dias

HOUVE ALGUMA
DIVERGÊNCIA

MANIFESTAÇÃO DE DIVERGÊNCIAS
POR PARTE DOS CREDORES perante o
administrador judicial (quanto ao
conteúdo do edital ou para
requerimento de crédito ausente)

NÃO HOUVE
DIVERGÊNCIA

(art. 7º, §1º)

Prazo: 45 dias
PUBLICAÇÃO DE NOVO
EDITAL COM RELAÇÃO
NOMINAL DE CREDORES
(art. 7º, §2º)

HOUVE
IMPUGNAÇÃO

Prazo: 10 dias
POSSIBILIDADE DE
IMPUGNAÇÃO AO JUIZ
(Pode impugnar:
Comitê de Credores,
qualquer credor,
devedor ou seus sócios
e MP) (art. 8º)

Prazo:
5 dias

CREDORES CUJOS CRÉDITOS FORAM IMPUGNADOS
PODEM CONTESTAR (se o próprio credor for o
impugnante, o devedor e os demais credores é que
serão intimados para contestar a impugnação

JUIZ HOMOLOGARÁ, COMO QUADRO-GERAL DE
CREDORES, A RELAÇÃO DO EDITAL PUBLICADO PELO
ADMINISTRADOR APÓS JULGAMENTO DE
DIVERGÊNCIAS (art. 14)

Prazo:
5 dias

DEVEDOR E COMITÊ, se houver, PODEM
APRESENTAR MANIFESTAÇÃO ACERCA DO
INCIDENTE
Prazo: 5 dias

Por meio de petição;
Por meio de advogado,
uma vez que o
procedimento é
jurisdicional;
Impugnação deve ser
autuada em separado,
como incidente
processual (art. 13);

AUTOS
CONCLUSOS
AO JUIZ

NÃO HOUVE
IMPUGNAÇÃO

JUNTADA DO PARECER DO ADMINISTRADOR
JUDICIAL

PROVIDÊNCIAS:
a) determina a imediata inclusão, no quadro-geral de credores, dos créditos nãoimpugnados, conforme edital do art. 7º, §2º;
b) julga impugnações que entende suficientemente esclarecidas (art. 17: Da decisão
judicial sobre a impugnação cabe agravo );
c) determina a produção de provas em relação às impugnações em que isso se faça
necessário;
d) marca data para a audiência de instrução e julgamento, se necessário.

HABILITAÇÃO
RETARDATÁRIA: caso credor
perca o prazo de 15 dias
após primeiro edital para
habilitar seu crédito, pode
fazê-lo frente ao juiz, desde
que não tenha sido não
tenha sido formado o
quadro-geral.

Após formação do quadrogeral de credores, somente
por meio de ação própria,
através do rito ordinário
previsto no CPC (visando à
retificação do quadro-geral)
(art. 10, §6º)

JUNTA-SE AOS
AUTOS E PUBLICA-SE
NO ÓRGÃO OFICIAL
(Diário Oficial)

FORMAÇÃO DO
QUADRO-GERAL
DE CREDORES

JUIZ JULGA
IMPUGNAÇÕES

ADMINISTRADOR JUDICIAL
ELABORA O QUADRO-GERAL
DE CREDORES com base nos
créditos não impugnados e
nas decisões proferidas pelo
juiz

Prazo:
5 dias

Relator pode conceder efeito
suspensivo para o fim exclusivo de
exercício de direito de voto em
assembleia geral de credores

AGRAVO

Caso não conceda, não haverá
efeito suspensivo. Isso não
impede, daí, a formação do
quadro-geral de credores e a
realização de rateios. Nesse
caso, o art. 16 da lei diz que
será feita reserva do valor
respectivo para que possa ser
pago caso o crédito venha a ser
incluído após a realização de
algum rateio.

Se Tribunal nega provimento ao
agravo, o valor reservado é rateado
posteriormente aos demais credores.

ARRECADAÇÃO
DOS BENS
(arts. 108 a 114)
Lacrar estabelecimento se
houver risco
(art. 109)
É efetuada pelo
administrador judicial logo
após a assinatura do termo
de compromisso
Lavrar o auto de
arrecadação
(art. 110)

São arrecadados:

Bens de propriedade do falido, inclusive
os que não estão em sua posse

Bens que não pertencem ao falido, mas
estão em sua posse, como objeto de
locação e comodato – sua propriedade
será verificada pelo juiz mediante pedido
de restituição pelo proprietário

Inventário

Laudo de avaliação
(em até 30 dias)

Pode negociar os bens,
desde que no interesse da
massa falida
(arts. 111 a 114)

Não são arrecadados:

Bens absolutamente impenhoráveis

REALIZAÇÃO DO
ATIVO
(arts. 139 a 148)

Independe da formação
do quadro-geral de
credores
(art. 140, §2º)

Preferencialmente alienase toda a empresa, não os
bens individualmente
(art. 140, I, II, III e IV)

Objetivo:
preservação da
empresa

Bens serão livres de
qualquer ônus
(art. 141, II)

Exceto se adquiridos por (art. 141,
§ 1º):
 Sócio da sociedade falida ou
sociedade por ele controlada
 Parente até o 4º grau do
falido ou de sócio da falida
 Agente do falido com o
objetivo de fraudar a sucessão

Publicação em jornais de que
ocorrerá a venda:
 15 dias de antecedência para
bens móveis
 30 dias de antecedência para
bens imóveis e alienação da
empresa

Leilão por lances orais

Propostas fechadas, com a entrega
em cartório de envelopes lacrados,
que serão abertos pelo juiz no dia,
hora e local desginados no edital
Alienação se dará pelo maior lance,
mesmo que inferior ao valor da
avaliação, e conforme uma das
modalidades
(art. 142)

Pregão, procedimento híbrido, em
que são recebidas propostas e
depois é realizado leilão somente
entre aqueles cuja proposta não for
inferior a 90% do valor da maior
delas

Prazo: 48 horas

Outras modalidades, desde que
autorizadas pelo juiz e aprovadas
em assembleia
Impugnações por
credores, pelo devedor ou
pelo Ministério Público
(art. 143)

Decisão do juiz

Prazo: 5 dias

Em caso de dolo ou má-fé,
credor restituirá em dobro as
quantias recebidas
(art. 152)

PAGAMENTO
AOS CREDORES
(arts. 149 a 153)

Após as restituições, pagos os
créditos extraconcursais e
consolidado o quadro-geral de
credores, são pagos os credores
conforme o a sua classificação
(art. 149, caput)
Despesas cujo pagamento
antecipado seja indispensável à
administração da falência
podem ser pagas com os
recursos disponíveis em caixa
(art. 150)

Créditos trabalhistas de
natureza estritamente salarial
vencidos nos 3 meses anteriores
à decretação da falência e de
até 5 salários mínimos são
pagos tão logo haja
disponibilidade em caixa
(art. 151)

Credores que não
levantarem os valores
serão intimados para o
fazer no prazo de 60 dias.
Caso não o façam, os
recursos serão rateados
entre os credores
remanescentes.
(art. 149, §2)

Ficam retidos valores
com reserva. Se
posteriormente não
forem verificados
procedentes, são
rateados entre os
credores remanescentes
(art. 149, §1º)

Após o pagamento de
todos os credores, o saldo,
se houver, será entregue
ao falido
(art. 153)

ENCERRAMENTO
DA FALÊNCIA
(arts. 154 a 160)

Concluída a realização de todo
o ativo e distribuído seu
produto, o administrador
judicial apresentará contas ao
juiz no prazo de 30 dias
(art. 154, caput)

Impugnações por
interessados

Prazo: 10 dias

Prazo: 5 dias

Manifestação do
Ministério Público

SENTENÇA DE JULGAMENTO
DAS CONTAS

Apelação

Se rejeitar as contas, fixará a
responsabilidade do
administrador judicial, poderá
determinar indisponibilidade ou
sequestro de bens e servirá como
título executivo para indenização
da massa
(art. 154, §5º)

Prazo: 10 dias

Apresentação do relatório
final da falência pelo
administrador judicial

Relatório final deverá indicar o valor
do ativo e o produto de sua realização,
o valor do passivo e dos pagamentos
feitos aos credores, e especificará
justificadamente com que
responsabilidades continuará o falido
(art. 155)

Publicada por edital e
apelável
(art. 156)

SENTENÇA ENCERRANDO A
FALÊNCIA

Trânsito em julgado

Recomeça a correr o prazo
prescricional relativo às
obrigações do falido
(art. 157)

Formas de extinção
das obrigações do
falido
(art. 158)

Decurso do prazo a partir do
encerramento da falência:
 5 anos, caso não haja
crime falimentar
 10 anos, caso haja crime
falimentar

Pagamento, depois de
realizado o ativo, de mais de
50% dos créditos
quirografários. Falido pode
depositar quantia para
atingir a porcentagem

Pagamento de todos
os créditos

Requerimento, pelo
falido, de que sejam
declaradas extintas as
obrigações
(art. 159)

Publicação de edital

Prazo: 30 dias

Pode ser feito antes do
encerramento da falência, caso
em que a declaração será feita
na sentença de encerramento
(art. 159, § 3º)

Oposição por
qualquer credor

EFEITOS DA FALÊNCIA
COM RELAÇÃO ÀS
OBRIGAÇÕES E AOS
CONTRATOS DO
DEVEDOR

Prazo: 5 dias

SENTENÇA DECLARANDO
EXTINTAS AS OBRIGAÇÕES

Vencimento antecipado das dívidas do
devedor e dos sócios ilimitada e
solidariamente responsáveis
(art. 77 primeira parte)

Conversão de todos em créditos em
moeda estrangeira para a moeda do
país, pelo câmbio do dia da decisão
judicial
(art. 77 segunda parte)

A decretação da falência suspende o
exercício do direito de retenção sobre
os bens sujeitos à arrecadação, os
quais deverão ser entregues ao
administrador judicial

Suspende também o exercício do
direito de retirada ou de recebimento
do valor de suas quotas ou ações, por
parte dos sócios da sociedade falida

Os sócios com responsabilidade
ilimitada, assim como os
solidariamente responsáveis, serão
considerados também falidos

Os contratos bilaterais não se
resolvem pela falência e podem ser
cumpridos pelo administrador judicial
se o cumprimento reduzir ou evitar o
aumento do passivo da massa falida
ou for necessário à manutenção e
preservação de seus ativos, mediante
autorização do Comitê
(art. 117, caput)
O administrador judicial, mediante
autorização do Comitê, poderá dar
cumprimento a contrato unilateral se
esse fato reduzir ou evitar o aumento
do passivo da massa falida ou for
necessário à manutenção e
preservação de seus ativos, realizando
o pagamento da prestação pela qual
está obrigada
(art. 118, caput)
O mandato conferido pelo devedor,
antes da falência, para a realização de
negócios, cessará seus efeitos com a
decretação da falência, cabendo ao
mandatário prestar contas de sua
gestão
(art. 120)

O mandato conferido para
representação judicial do devedor
continua em vigor até que seja
expressamente revogado pelo
administrador judicial
(art. 120, §1º)

Para o falido, cessa o mandato ou
comissão que houver recebido antes
da falência, salvo os que versem sobre
matéria estranha à atividade
empresarial
(art. 120. §2º)

As contas correntes com o devedor
consideram-se encerradas no
momento de decretação da falência,
verificando-se o respectivo saldo
(art. 121)

Compensam-se, com preferência sobre todos os demais credores, as
dívidas do devedor vencidas até o dia da decretação da falência,
provenha o vencimento da sentença de falência ou não, obedecidos os
requisitos da legislação civil (art. 122, caput). Não se compensam os
créditos transferidos após a decretação da falência, salvo em caso de
sucessão por fusão, incorporação, cisão ou morte; os créditos ainda
que vencidos anteriormente, transferidos quando já conhecido o
estado de crise econômico-financeira do devedor ou cuja transferência
se operou com fraude ou dolo
(art. 122, I e II)

Se o falido fizer parte de alguma
sociedade como sócio comanditário ou
cotista, para a massa falida entrarão
somente os haveres que na sociedade
ele possuir e forem apurados na forma
estabelecida no contrato ou estatuto
social
(art. 123)

Contra a massa falida não são exigíveis
juros vencidos após a decretação da
falência, previstos em lei ou em
contrato, se o ativo apurado não
bastar para o pagamento dos credores
subordinados
(art. 124, caput)

Na falência do espólio, ficará suspenso
o processo de inventário, cabendo ao
administrador judicial a realização de
atos pendentes em relação aos
direitos e obrigações da massa falida
(art. 125)

O credor de coobrigados solidários
cujas falências sejam decretadas tem o
direito de concorrer, em cada uma
delas, pela totalidade do seu crédito,
até recebê-lo por inteiro, quando
então comunicará ao juízo (art. 127,
caput)
Os coobrigados solventes e os
garantes do devedor ou dos sócios
ilimitadamente responsáveis podem
habilitar o crédito correspondente às
quantias pagas ou devidas, se o credor
não se habilitar no prazo legal
(art. 128)
Suspende o curso da prescrição e de
todas as ações e execuções em face do
devedor, inclusive aquelas dos
credores particulares do sócio
solidário
(art. 6, caput)

EFEITOS DA FALÊNCIA
COM RELAÇÃO AOS
SÓCIOS DA SOCIEDADE
FALIDA
Também acarreta a falência destes, que
ficam sujeitos aos mesmos efeitos
jurídicos produzidos em relação à
sociedade falida
(art. 81, caput)
Sócios ilimitadamente
responsáveis
Seu patrimônio pessoal responde pelas
obrigações sociais até o seu
exaurimento, caso os bens da empresa
não sejam suficientes para o pagamento
dos credores

A responsabilidade pessoas dos sócios
de responsabilidade limitada, dos
controladores e dos administradores da
sociedade falida, estabelecida nas
respectivas leis, será apurada no próprio
juízo da falência, independentemente da
realização do ativo e da prova da sua
insuficiência para cobrir o passivo
(art. 82, caput)
Sócios limidamente
responsáveis
Seu patrimônio pessoal responde por
dívidas da empresa até o limite do valor
do capital social por ele subscrito e
ainda não integralizado, caso os bens da
empresa não sejam suficientes para o
pagamento dos credores

Fica inabilitado para exercer qualquer
atividade empresarial a partir da
decretação da falência e até a sentença
que extingue suas obrigações
(art. 102 caput)
Falido

Poderá fiscalizar a administração da
falência, requerer as providências
necessárias para a conservação de seus
direitos ou dos bens arrecadados e
intervir nos processos em que a massa
falida seja parte ou interessada
(art. 103,§ único)

AÇÃO
REVOCATÓRIA

Os atos praticados com a intenção de
prejudicar credores são revogáveis,
provando-se o conluio fraudento entre o
devedor e o terceiro que com ele
contratar e o efetivo prejuízo sofrido
pela massa falida
(art. 130)

Proposta pelo administrador judicial,
por qualquer credor ou pelo MP no
prazo de 3 anos contados da
decretação da falência (art. 132)

O juiz poderá, a requerimento do autor
da ação revocatória, ordenar, como
medida preventiva, na forma da lei
processual civil, o seqüestro dos bens
retirados do patrimônio do devedor que
estejam em poder de terceiros
(art. 137)

Possibilidades de
propositura e
procedimento nos
arts. 133 e 134

A sentença que julgar procedente a
ação revocatória determinará o
retorno dos bens à massa falida em
espécie, com todos os acessórios, ou
o valor de mercado, acrescidos das
perdas e danos
(art. 135)

Reconhecida a ineficácia ou julgada
procedente a ação revocatória, as
partes retornarão ao estado anterior,
e o contratante de boa-fé terá direito
à restituição dos bens ou valores
entregues ao devedor
(art. 136, caput)

Revogado o ato ou declarada sua
ineficácia, ficará rescindida a
sentença que o motivou
(art. 138, § único)

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