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UNIVERSIDADE DE CUIABÁ FACULDADE DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA

SISTEMA OPEN-SOURCE DE SUPERVISÃO CONTROLE E AQUISIÇÃO DE DADOS

MÁRCIO COIADO RAYSARO

CUIABÁ

2012

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1

MÁRCIO COIADO RAYSARO

SISTEMA OPEN-SOURCE DE SUPERVISÃO CONTROLE E AQUISIÇÃO DE DADOS.

Monografia apresentada à Faculdade de Tecnologia da Universidade de Cuiabá, para obtenção do título de Bacharel em Sistema de Informação.

Orientador: Prof. Leandro Gustavo Alves.

Cuiabá

1 MÁRCIO COIADO RAYSARO SISTEMA OPEN-SOURCE DE SUPERVISÃO CONTROLE E AQUISIÇÃO DE DADOS. Monografia apresentada à

2012

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2

FOLHA DE APROVAÇÃO

3
3

AGRADECIMENTOS

Agradeço primeiramente a Deus que me deu saúde e forças para chegar até aqui.

Agradeço a todos os professores que me acompanharam durante a graduação, em especial ao Prof. Leandro Augusto Alves, pelas orientações no decorrer do trabalho.

A empresa Heineken Brasil e aos colegas de trabalho por contribuir direta ou indiretamente para realização deste trabalho.

RESUMO

4
4

Este trabalho apresenta, dentro de um contexto industrial, as funções, características e aplicabilidades dos sistemas de supervisão controle e aquisição de dados - SCADA proprietários e open-source. Estes sistemas conseguem monitorar e controlar, através da aquisição de dados de um processo, variáveis como: pressão, vazão, temperatura, tempo, nível, corrente, tensão, entre outras, em tempo real. Mostra o gerenciamento dos dados na tela do computador, por meio de sinóticos ou telas gráficas, compostas por objetos e gráficos que representam o layout do processo. Abrangem aplicações bem diversificadas não só industriais, podendo atender os mais variados processos, sendo quase obrigatórios em qualquer sistema de automação modernos rodando em computadores. Este trabalho propõe também o desenvolvimento de um protótipo para teste com o sistema open-source ScadaBR, e a instalação deste mesmo sistema numa empresa, para monitorar e supervisionar, em tempo real, uma variável dentro de um processo de produção de frio, mostrando a relação do usuário com o processo através de interfaces gráficas.

Palavras-chave: SCADA. ScadaBR . Supervisão. Interfaces Gráficas.Open-Source

ABSTRACT

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5

This paper presents, within an industrial context, functions, characteristics and applicability of supervisory control and data acquisition - SCADA proprietary and open source. These systems can monitor and control, data acquisition through a process, variables such as pressure, flow, temperature, time, level, current, voltage, among others, in real time. Displays data management on a computer screen by means of synoptic or graphic displays, consisting of objects and graphics that represent the layout process. Applications cover not only well diversified industry, can meet the most varied processes, which is almost mandatory in any automation system running on modern computers. This work also proposes the development of a prototype for testing the system to ScadaBR open source, and the installation of this system in a company, to monitor and monitor in real time, a variable within a process for producing cold, showing the relationship the user through the process via graphical interfaces.

Key-words: SCADA. ScadaBR. Supervisory. Graphical User Interfaces. Open Source

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6

LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura:

1

- Primeiro SCADA

 

16

Figura: 2 - Sala de monitoramento e controle

19

Figura: 3 - Exemplo de Sinótico de Um Processo Químico e

20

Figura: 4 - Exemplo de Tela Sinótica ( Geral ) das Temperaturas dos Tanques de Maturação e

Fermentação (ODs- Outdoor - Unitanques) do SCADA GE FANUC

20

Figura: 5 - Exemplo de Sinótico de Processo de Dosagem de Substância

21

Figura: 6 - Componentes Físicos de Um Sistema SCADA

24

Figura:7 - Tela de Alarmes /

 

26

Figura: 8 - Tela de Alarmes de Temperaturas dos Tanques de Fermentação e Maturação (ODs)

do SCADA GE

FANUC

 

27

Figura: 9 - Gráficos de Tendências Instantâneas

28

Figura:

10

-

Tendências Históricas

28

Figura: 11 - Tela de Relatório Paradas

29

Figura:

12 - Tela

de

Relatório

30

Figura:13 - Exemplo de Representação Gráfica em Um Processo de Geração de Energia

31

Figura: 14 - Exemplo de Representação Gráfica em Várias Dimensões

32

Figura:15 - Estrutura Típica do Hardware de uma

35

Figura: 16 - Componentes de um Controlador Lógico Programável

37

Figura: 17 - CLP com Instrumentos de Campo

37

Figura: 18 - Controlador N 1100 Single Loop ou Single Station

39

Figura:

19

-

Controle de Malha

39

Figura:

20

- Malha Fechada

40

Figura: 21 - Arquitetura de uma Rede Industrial

41

Figura: 22 - Arquitetura de uma Rede de Instrumentos Fieldbus

43

Figura: 23 - Camadas de Protocolos no Modelo OSI

46

Figura: 24 - Exemplo de Comunicação com Padrão RS 485

48

7
7

Figura: 26 Servidor ScadaBR

62

Figura:27 - Tela Inicial no Navegador e Start do Tomcat no

63

Figura: 28 - Exemplo de Seleção e Configuração de Data Sources

65

Figura: 29 - Tela com Exemplos de Data

66

Figura: 30 - Tela com Exemplo de Detalhes de Data

66

Figura: 31 - Tela de Supervisão de uma Pequena Central Hidrelétrica

67

Figura: 32 - Tela de Sistema Fábrica Visual do LABelectron

68

Figura: 33 - Exemplo de Relatório de Dados

69

70

Figura: 35 - Exemplo de Monitoramento de Pontos em Tempo Real Usando Watch List e

 

Gráficos de Tendências

71

Figura: 36 - Exemplo de Gráficos de Tendências

71

Figura:37 - Exemplo de Gráfico de Tendência Histórico com Detalhes do Data

72

72

Figura: 39 - Configuração de Controle para

73

Figura: 40 - Exemplo de Controle com Alteração de Set Point

74

Figura: 41 - Visualização de Alarmes na Tela de Watch List e de Alarmes Pendentes

75

76

Figura:43 - Criação de schema de dados e tabelas num servidor externo

77

Figura: 44 - Configuração e visualização dos dados no data source SQL do ScadaBR

77

Figura: 45 - Criação dos data points para consulta

78

Figura:

47 - API Web-Services

79

Figura:

48-Tela API Java

79

Figura: 49 - Tela API HMI Builder comunicando com

80

Figura:50 - Foto de representação do protótipo criado

81

Figura: 51 – Foto do Sistema de Refrigeração por Amônia com Armazenamento do Etanol, Bombeamento, Medição, Monitoramento e Supervisão da Temperatura pelo Sistema ScadaBR

88

Figura: 52 - Foto do Registrador de Temperatura de Saída de Etanol 89 Figura: 53 -

Figura: 52 - Foto do Registrador de Temperatura de Saída de Etanol

89

Figura: 53 - Representação do Processo Real com Alarmes de Temperaturas

90

Figura: 54 - Gráficos de Tendências Instantâneas e Históricos de Temperaturas

91

Figura: 55 - Alarmes de Temperaturas

92

Figura: 56 - Relatório de Importação Para o Excel e Gráfico Consolidado dos Dados

93

LISTA DE TABELAS

9
9

Tabela 1 - Estrutura dos Telegramas Modbus-RTU

.................................................................

50

SUMÁRIO

10
10

1

INTRODUÇÃO .....................................................................................................................

13

2

HISTÓRICO

16

3

DEFINIÇÃO DE SISTEMA SCADA E SUAS FUNÇÕES

18

3.1

Supervisão

18

3.2

Operação

.........................................................................................................................................

22

3.3

Controle ...........................................................................................................................................

22

4

ARQUITETURA: COMPONENTES DE UM SISTEMA SCADA COMPONENTES

FÍSICOS

 

23

 

4.1

Componentes lógicos

24

4.2.1 Sistema de aquisição de dados

 

24

 

4.2.1.1

Banco de dados em tempo real

25

4.2.1.2

Gerenciamento de alarmes

26

4.2.1.3

Gráficos de Tendências Instantâneas

27

4.2.1.4

Gráficos de Tendências Históricas

28

4.2.1.5

Geração de Relatórios

...............................................................................................................

29

4.2.1.6

Interface Gráfica ........................................................................................................................

30

4.2.1.7

Módulo de cálculo .....................................................................................................................

33

4.2.1.8

Geração de Script

33

4.2.1.9

Receitas

.....................................................................................................................................

34

4.2.1.10

Log de

Eventos ........................................................................................................................

34

5

INSTRUMENTOS DE AQUISIÇÃO E CONTROLE

35

5.1

RTU .................................................................................................................................................

35

5.2

CLP

36

5.3

Controlador Inteligente

38

5.3.1 Malha aberta .................................................................................................................................

39

 

5.3.1.2

Malha fechada

40

6

ARQUITETURA DE UMA REDE INDUSTRIAL

41

6.1

Rede de informação

42

6.2

Rede de controle

42

6.3

Rede de campo

42

6.4

Redes de sensores ou Sensorbus

42

6.5

Redes de Dispositivos ou DeviceBus

43

6.6

Redes de instrumentação ou fildbus

43

7

MODOS DE COMUNICAÇÃO

44

7.1

Comunicação por Polling ( Mestre-Escravo )

44

7.2

Comunicação por interrupção

44

8

PADRÕES DE INTERFACES FÍSICAS MAIS UTILIZADOS E PROTOCOLOS DE

COMUNICAÇÃO

 

46

 

8.1

Padrões de Interfaces físicas

47

8.2

RS

232 .............................................................................................................................................

47

  • 8.1.1.3 485 .......................................................................................................................................

RS

47

  • 8.1.1.3 485 .......................................................................................................................................

RS

48

11
11

8.2

Protocolo Modbus

48

Protocolo DNP3

  • 8.3 ..............................................................................................................................

50

  • 8.4 Protocolo IEC 60870-5-101

52

Protocolo OPC

  • 8.5 ................................................................................................................................

52

Protocolo TCP/IP

  • 8.6 ............................................................................................................................

53

9 SISTEMAS SCADA PROPRIETÁRIOS

55

Indusoft

  • 9.1 ...........................................................................................................................................

55

Proficy-IFIX

  • 9.2 ....................................................................................................................................

55

  • 9.3 Lab View .........................................................................................................................................

56

10

SISTEMAS SCADA OPEN-SOURCE ...............................................................................

59

  • 10.1 ...........................................................................................................................................

Mango

59

Argos Scada

  • 10.2 ..................................................................................................................................

60

Beremiz

  • 10.3 .........................................................................................................................................

60

Access Point

  • 10.4 ..................................................................................................................................

60

Likindoy

  • 10.5 ........................................................................................................................................

61

10.6

Sistema Open-Source de Supervisão Controle e Aquisição de Dados Brasileiro

(ScadaBR ) ................................................................................................................................

61

  • 10.6.1 Funcionamento do sistema ScadaBR

62

 

10.6.2

Servidor Web

63

  • 10.6.3 Estrutura do

Sistema

......................................................................................................

64

  • 10.6.4 Funcionalidades do ScadaBR

64

 

10.6.4.1 Data sources

64

  • 10.6.4.1.2 Data Points

65

  • 10.6.4.1.3 Representações Gráficas ou Telas .......................................................................................

67

  • 10.6.4.1.4 Relatórios .............................................................................................................................

68

  • 10.6.4.1.5 Scripts ...................................................................................................................................

69

  • 10.6.4.1.6 Monitoramento

70

  • 10.6.4.1.7 Controle ................................................................................................................................

73

  • 10.6.4.1.8 Alarmes ................................................................................................................................

74

  • 10.6.4.1.9 Eventos .................................................................................................................................

75

  • 10.6.4.1.10 Integração com Sistemas Externos .....................................................................................

76

 
  • 10.6.4.1.11 API

78

  • 11 DESENVOLVIMENTO DO PROTÓTIPO DE AQUISIÇÃO DE DADOS

81

  • 11.1 Computador ...................................................................................................................................

82

  • 11.2 Instalação e configuração

..............................................................................................................

82

  • 11.5 indicador de temperatura ...........................................................................................

Controlador

83

  • 11.6 comunicação....................................................................................................................

Cabo de

83

  • 11.7 Conversor RS232/485

84

  • 11.8 USB/Serial

Conversor

84

  • 11.9 Conclusão ......................................................................................................................................

84

  • 12 APLICAÇÃO SCADA OPEN-SOURCE NA HEINEKEN BRASIL

85

 
  • 12.1 Descrição Geral

85

  • 12.2 Requisitos da aplicação

.................................................................................................................

85

  • 12.3 O processo .....................................................................................................................................

86

  • 12.4 Monitoramento dos dados do processo antes da instalação do sistema

88

  • 12.5 Representação gráfica do

89

  • 12.6 Monitoramento e supervisão dos dados do processo depois da instalação do sistema

90

12
12
  • 12.7 Alarmes das temperaturas

91

  • 12.8 Relatórios

92

CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................................................

94

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

96

13

1 INTRODUÇÃO

Os processos industriais estão mais complexos e necessitam cada vez mais ser controlados e monitorados em tempo real, para garantir uma maior confiabilidade e qualidade nos dados gerados e consequentemente no produto a ser desenvolvido. Através da aquisição de dados em tempo real são processadas as informações necessárias à sobrevivência na era da informação. Uma ferramenta computacional, cara e em sua maioria de caráter proprietária – tem que pagar licença de uso, complexa e que pode ser instalado, em um computador, que pode estar perto do processo ou a quilômetros de distância, e que permite esta aquisição de dados, e a representação destes dados de forma amigável para o usuário, são os sistemas reconhecidos mundialmente como SCADA (Supervisory Control and Data Acquisition). Estes são sistemas de supervisão controle e aquisição de dados que conseguem monitorar e controlar variáveis como: pressão, vazão, temperatura, tempo, nível, corrente, tensão, entre outras funções. Com a utilização dos sistemas de supervisão controle e aquisição de dados – SCADA, uma enorme ampliação em termos de capacidade, funcionalidades e ferramentas para que o usuário venha interagir com o processo é disponibilizada. Abrangem aplicações cada vez mais diversificadas podendo atender os mais variados processos e estes não somente industriais, mas, como geração de energia - convencional ou nuclear, tratamento e distribuição de água, coleta e tratamento de esgoto, grandes sistemas de comunicação, sendo quase obrigatórios em qualquer sistema de automação modernos rodando em computadores, onde cada equipamento ou dispositivo do processo que é monitorado ou controlado por algum instrumento, pode ser manipulado a partir do sistema supervisório. Estes sistemas disponibilizam uma interface que segundo Pressman “é um mecanismo por meio do qual se estabelece um diálogo entre um programa e o ser humano”, para trocar dados com um computador (Pressman, 2006, p.603). Esta interface de alto nível do usuário com o processo permite o gerenciamento dos dados na tela do computador, por meio de sinóticos ou telas gráficas, compostas por objetos e gráficos que representam o layout do processo, registrando o comportamento das variáveis, mostrando alarmes, eventos, históricos, relatórios, enfim, o status do andamento da produção. Possuem as funções de supervisão, controle, operação, aquisição de dados, comunicação com outros sistemas externos, entre outras, contendo uma arquitetura física que é composta basicamente por: sensores e atuadores, rede de comunicação, estações remotas de aquisição/controle e de monitoração central -

14

sistema computacional SCADA. Permitem várias formas de comunicação com a utilização de protocolos como: Modbus-RTU, TCP/IP, DNPO3, OPC entre outros. Nos últimos anos, devido há um crescente avanço tecnológico em várias áreas, surgiram vários modelos de SCADA open-source pelo mundo, e aqui no Brasil com apoio do governo e com parcerias entre empresas e universidades públicas, foi disponibilizado um sistema SCADA open-source com grandes performances de desempenho. Este exemplo é o sistema open-source de supervisão controle e aquisição de dados brasileiro – ScadaBR, que pode ser instalado, tanto em laboratórios de universidades, como em qualquer processo industrial, predial ou residencial com um custo muito baixo. Conforme citado acima, o sistema pode ser aplicado em diversas áreas, no caso foi escolhido a área industrial, onde será descrito tanto como funciona o sistema SCADA com sua estrutura, componentes físicos e lógicos, equipamentos, arquitetura de redes industriais, protocolos de comunicação e como os dados são obtidos em campo entre outros, alguns modelos de sistemas proprietários e por fim, vários tipos de sistemas open-source e especificamente sobre o ScadaBR, com quase todas as suas funções e diferentes aplicabilidades. Algumas abordagens são relatadas neste trabalho com o objetivo de apresentar tanto as funções, como a relação da interface gráfica do sistema open-source ScadaBR, entre o usuário e um processo em tempo real, através de gráficos e objetos que estão relacionados com as variáveis físicas de campo, para que através da aquisição e supervisão remota destes dados a empresa possa ter mais confiabilidade, rapidez, qualidade e rastreabilidade no seu processo. Estas abordagens serão finalizadas com a implementação e a montagem de um protótipo prático para teste e posteriormente a instalação do sistema ScadaBR na empresa Heineken Brasil, podendo melhorar parte do processo, com esta supervisão em tempo real da variável a ser medida, ou seja, dando condições favoráveis para que o processo possa ser mantido com as características desejáveis pela empresa .. Nos capítulos abaixo, serão abordados os seguintes temas:

• Capítulo 2 – Histórico - aborda a origem dos primeiros sistemas SCADA, primeiras empresas a desenvolver os sistemas, evolução dos sistemas; • Capítulo 3 – Definição de Sistema SCADA e Suas Funções - apresenta a definição dos sistemas de supervisão controle e aquisição de dados com as funções de supervisão, operação e controle ; • Capítulo 4 – Arquitetura: Componentes de Um Sistema SCADA – apresenta os componentes físicos e lógicos que compõem o sistema;

15

• Capítulo 5 – Instrumentos de Aquisição e Controle - aborda os principais instrumentos de aquisição como: RTU, CLP, Controlador Inteligente, malhas de controle e suas funções e componentes; • Capítulo 6 – Arquitetura de Uma Rede Industrial - apresenta os vários tipos de redes industriais como: rede de informação, controle, campo, sensores, dispositivos, rede de instrumentação e suas devidas hierarquias; • Capítulo 7 – Modos de Comunicação - aborda genericamente dois modos de comunicação que são: por Polling (Mestre-Escravo) e interrupção com suas características; • Capítulo 8 – Padrões de Interfaces Físicas Mais Utilizados e Protocolos de Comunicação - apresenta os padrões RS 232, RS 422 e RS 485 com os protocolos Modbus, DNP3, IEC 60870-5-101, OPC e TCP/IP, bem como suas definições e funções; • Capítulo 9 – Sistemas SCADA Proprietários - apresenta os sistemas Indusoft, Proficy-ifix, Lab-view, Elipse com algumas funções e características; • Capítulo 10 – Sistemas SCADA Open-Source - aborda definições sobre open- source e alguns tipos de SCADA open-source como: Mango, Argos, Beremiz, Acess Point, Likindoy, com suas características e o ScadaBR com explicação de seu funcionamento, estrutura e várias funcionalidades e aplicações; • Capítulo 11 – Desenvolvimento do Protótipo de Aquisição de Dados - demonstra a criação do protótipo, instalação e configuração do sistema, IHM, instrumentos, isto é, suas características técnicas; • Capítulo 12 – Aplicação SCADA Open-Source Na Heineken Brasil - apresenta uma descrição geral, requisitos, aplicações, o processo, monitoramento dos dados antes da instalação do sistema, representação gráfica do processo, monitoramento e supervisão depois da instalação do sistema, alarmes e relatórios; • Capítulo 13 – Considerações Finais relata as finalizações do projeto proposto neste trabalho com sugestões para trabalho futuro.

16

2 HISTÓRICO

Os primeiros sistemas SCADA originaram-se de antigos sistemas de telemetria 1 e controle, onde em meados dos anos 70 é que começaram a utilizar o nome SCADA para indicar os sistemas de telemetria e controle ( MOREIRA, 2011 ). No início os sistemas SCADA informavam de tempos em tempos o estado corrente do processo industrial e permitiam o monitoramento de sinais representativos de medidas e estados de dispositivos através de um painel de lâmpadas e indicadores, onde o controle era feito manualmente pelo operador através de botões, sem que houvesse praticamente nenhuma interface de aplicação com o operador. ( ROSÁRIO, 2005 ).

16 2 HISTÓRICO Os primeiros sistemas SCADA originaram-se de antigos sistemas de telemetria e controle, onde

Figura: 1 – Primeiro SCADA ( Adaptado: BAILEY, 2003)

Próximo do final da década de 70, através do surgimento do computador pessoal (PC), foi possível a substituição dos antigos painéis de lâmpadas e indicadores e mesas de controle. Começaram a surgir em meados de 1980 às primeiras plataformas de supervisão e operações de processos com computadores, dotados de poucos recursos tecnológicos e extremamente caros, isto é, tinham uma arquitetura centralizada, fechada e sem conectividade externa, de difícil programação e utilização, sendo realizada apenas por pessoas altamente qualificadas e devido a esses fatores tinham um elevado custo de implantação e manutenção, onde estes sistemas computacionais eram utilizados somente por empresas de grande porte como petróleo e energia.

1 TELEMETRIA – É a transmissão da informação de medição para locais remotos por meio de fios, ondas de rádio, linhas telefônicas ou outros meios. Telemetria é o sistema completo de medição, transmissão e recepção para indicar ou registrar uma quantidade à distância. Telemetria é também chamada de medição remota. (RIBEIRO, 2001, p. 10.13).

17

Com a evolução do computador pessoal e o crescimento de vários processos industriais, a exigência por informações em intervalos de tempo cada vez mais curtos, e a consequente redução de custos da produção de componentes para computadores, começaram a aparecer softwares SCADA em diversos tamanhos, em vários sistemas operacionais e com várias funcionalidades. Nesta época, diversas empresas internacionais lançaram suas primeiras versões de softwares SCADA – empresas como intellution (iFIX), PC Soft (Wizcon), Iconics (Genesis), CI Technologies (Citetic) entre outras. Esta evolução motivou o surgimento de diversas empresas de desenvolvimento, desta forma, criou-se o mercado de softwares supervisórios. No início de 1990 existiam mais de 120 empresas de desenvolvimento. As empresas que produziam estes softwares foram consolidadas e ficaram no final reduzida a uma dezena delas. Os sistemas operacionais de tempo real (RTOS) deram lugar ao Windows NT que é padrão Microsoft, de uso genérico e de desempenho questionável em aplicações críticas, mas, tem vantagens em relação ao custo total de propriedade, possui uma interface gráfica popular e uma grande quantidade de drives de comunicação com dispositivos existentes no mercado. Nos últimos anos, estes avanços tecnológicos perpetuados, em diversas áreas como:

eletrônica, automação e computação contribuíram para que se possam utilizar tanto o Windows XP, Windows 7, Linux e outros, em uma aplicação com SCADA. Desta forma os sistemas supervisórios se tornaram mais velozes, chegando ao ponto de monitorar mais de 400.000 tags, com arquiteturas cada vez mais complexas de rede, e com os servidores proporcionando a replicação e a comutação em caso de falha da base de dados do sistema. Hoje em dia, com o desenvolvimento dos sistemas open-source de supervisão, controle e aquisição de dados, é possível a implantação desses sistemas para supervisão nos mais variados processos, tanto nas pequenas, médias e grandes empresas dos mais diversificados setores industriais com custo mais acessível.

18

3 DEFINIÇÃO DE SISTEMA SCADA E SUAS FUNÇÕES

De acordo com Filho (2011), o sistema SCADA, sigla do inglês para Supervisory Control and Data Acquisition, significa Controle Supervisório e Aquisição de Dados e são sistemas de supervisão de processos industriais que coletam dados do processo através de controladores lógico programáveis, unidades terminais remotas ou outros instrumentos de aquisição de dados, formatam esses dados, e os apresenta ao operador em uma multiplicidade de formas numa tela de computador, fornecendo as mais diversas informações do processo monitorado, como por exemplo: tempo de máquina parada, tempo de ciclo, quantidades de peças produzidas, motivos de parada, etc. É um conjunto de ferramentas avançadas que atende as necessidades de gerenciamento dos mais variados processos, possibilitando a comunicação com diversos outros sistemas sendo utilizados desde plantas industriais complexas até a automação predial. Dependendo do fabricante as funcionalidades dos sistemas de supervisão podem variar , assim, de uma forma geral são relacionadas algumas abaixo:

3.1 Supervisão

Na supervisão as funções de monitoramento do processo industrial em tempo real são feitas através de interfaces gráficas com sinóticos animados, gráficos de tendência de variáveis analógicas e digitais, gráficos estatístico, relatórios sob a forma visual ( no monitor ) e impressos, supervisão do processo através de imagens, históricos dos dados, condições de alarmes, gestão de receitas etc.( FILHO, 2011 ). Atualmente na área industrial é mais comum quando se tem a necessidade de ter uma supervisão e ou controle de um determinado processo, seja este grande ou pequeno ser necessário ter informação visual de como está funcionando este processo. Na medida em que os sistemas de controle vão evoluindo e se tornando cada vez mais completos, vão aumentando também a complexidade dos elementos que proporcionam a informação dos dados ao usuário. O sistema supervisório disponibiliza janelas aos usuários, que podem ser de controle individualizadas para comandos como: ligar/desligar, seleção de modo de operação - manual, automático, manutenção e indicação de status como por exemplo - ligado/desligado, em

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alarme, podendo ser feitas de maneira individual e para todos os equipamentos supervisionados e ou controlados. A partir de computadores que são posicionados junto ao processo ou em salas de monitoramento e controle que são situadas a quilômetros de distância, podem através da aquisição de dados de um processo industrial, monitorar e controlar variáveis como: pressão, vazão, temperatura, tempo, nível.

19 alarme, podendo ser feitas de maneira individual e para todos os equipamentos supervisionados e ou

Figura: 2 - Sala de monitoramento e controle Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Leitstand_2.jpg. Acesso: 12.11.2011

O gerenciamento destes dados na tela do computador se dá através de uma interface de alto nível do usuário com o processo, isto é, permitindo uma visualização e acompanhamento da produção em forma de gráficos que registram o comportamento das variáveis e as telas sinóticas, citadas em vários exemplos abaixo, e que representam o layout do processo, alarmes, status do andamento da produção, relatórios, confirmando que tanto a IHM - Interface Homem Máquina , como “a maior parte da IHC- Human-Computer Interface é realizada por meio visual - por exemplo, relatórios ou gráficos impressos, CRT - Cathodic Ray Tube ou display em painel plano”. ( PRESSMAN, 2006, p.603 ). Neste ambiente computacional onde predomina também além de outros sentidos humanos o sentido visual o usuário percebe as informações procedentes do sistema supervisório e desta forma os olhos e o cérebro trabalham juntos para receber e interpretar informações visuais com base no tamanho, forma, cor, orientação, movimento e outras características que completam este sentido.( PRESSMAN, 2006).

20

Todos os dados que são visualizados pelo operador neste processo se dá em tempo real, onde o tempo real esta relacionado ao tempo de resposta do sistema , portanto, é o tempo dentro do qual um sistema detecta um evento interno ou externo e responde com uma ação os dados de todos os eventos mais importantes da planta industrial. ( PRESSMAN,

2006).

20 Todos os dados que são visualizados pelo operador neste processo se dá em tempo real,

Figura: 3 – Exemplo de Sinótico de Um Processo Químico e Pretoquímico Fonte: Software Elipse .

20 Todos os dados que são visualizados pelo operador neste processo se dá em tempo real,

Figura: 4 - Exemplo de Tela Sinótica ( Geral ) das Temperaturas dos Tanques de Maturação e Fermentação (ODs- Outdoor - Unitanques) do SCADA GE FANUC Fonte: Heineken Brasil

21

21 Figura: 5 – Exemplo de Sinótico de Processo de Dosagem de Substância Fonte: http://www.elipse.com.br/produto_texto.aspx?id=1&opcao=78&idioma=1. Acesso:

Figura: 5 – Exemplo de Sinótico de Processo de Dosagem de Substância Fonte: http://www.elipse.com.br/produto_texto.aspx?id=1&opcao=78&idioma=1. Acesso: 10.03.2012

22

  • 3.2 Operação

Na função de operação substituíram com vantagens as funções de mesa de controle e incluem: ligar e desligar equipamentos, operações de malhas PID, alterar parâmetros e tempos, quantidades a produzir, etc.( FILHO, 2011 ).

  • 3.3 Controle

Nas ações de controle 2 assim chamados de DDC ( “Digital Direct Control” ), alguns sistemas através de linguagens de scripts usadas para lógicas de automação permitem uma ação de controle direta, isto é, as operações de entrada e saída são executadas diretamente com cartões de I/O ligados diretamente ao barramento do micro, sem depender de remotas inteligentes, e portanto, os dados são amostrados e através de um algoritmo de controle é executado e a saída é aplicada ao processo e este controle é representado pela ação direta sobre uma variável manipulada. (Filho, 2011). Também existe outra classe de controle mais avançada, chamada de controle supervisório 3 onde é comum o modelamento matemático da planta sendo muito usado na área mineral. Possuem além destas as funções de drivers de comunicação, que representa a interface de comunicação entre as estações de operação e os controladores, base de dados em tempo real que é um repositório do sistema de supervisão atualizado em tempo real, funções lógicas e matemáticas, função de segurança implementada através de senhas com níveis de restrição e outras que serão relacionadas mais abaixo em sua arquitetura.

  • 2 Controle – É a ação de fazer um sistema físico comportar-se conforme as especificações de desempenho. ( MAITELLI, 2000, p. 5 ).

  • 3 Controle Supervisório – Nesta classe de sistema os algoritmos de controle são executados pela unidade terminal remota

(UTR ), mas os set-points para malhas de controle são calculados dinamicamente pelo sistema de supervisão de acordo com o comportamento global do processo. Esta arquitetura possui maior confiabilidade que os sistemas DDC e traz a vantagem de atuar sobre um grande número de malhas de controle simultaneamente enquanto o operador geralmente só consegue atuar malha a malha com um sistema convencional. Geralmente é utilizada uma interface tipo especialista para definição das regras

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  • 4 ARQUITETURA: COMPONENTES DE UM SISTEMA SCADA COMPONENTES FÍSICOS

Os componentes da arquitetura física de um sistema SCADA são classificados da seguinte forma: sensores e atuadores , rede de comunicação, estações remotas de aquisição/controle e de monitoração central - sistema computacional SCADA. Os sensores são instrumentos de medições definidos como transdutores, isto é, convertem grandezas físicas tais como: temperatura, velocidade, nível, pressão, vazão em grandezas elétricas para o caso de sensores analógicos 4 e sensores digitais 5 que medem variáveis com estados distintos, ligado e desligado, alto e baixo. Os atuadores são dispositivos que ao receberem sinais de controle o convertem em uma ação física no sentido de alterar a variável manipulada, ligando e desligando determinados equipamentos. Através das estações remotas de entrada e saída é que se tem o controle e aquisição de dados dos equipamentos de processo, onde são compostas basicamentes, tanto por instrumentos diversos, como CLPs 6 (Controladores Lógicos Programáveis) e/ou UTRs (Unidades de Terminal Remotas), portanto, são entendidas como unidades computacionais dedicadas, nas funções de entrada de dados e saída de comandos para o processo a ser manipulado. Os CLPs possuem características de relativa facilidade em termos de linguagem de programação, podendo ser programados e reprogramados rapidamente, também controlam dispositivos através de entradas e saídas com maior versatilidade e flexibilidade. De outra forma, os UTRs possuem uma hábil capacidade de comunicação, sendo indicadas para ambientes em que a comunicação é mais difícil. Através de uma rede de comunicação ocorre a transferência de dados entre os CLPs/UTRs e o sistema SCADA e dependendo das funções do sistema a ser utilizado e da distância a alcançar, esta rede pode ser implementada através de fibras ópticas, cabos Ethernet, linhas dedicadas, equipamentos wireless, cabos coaxial, satélites etc. Nas estações de monitoração central é onde se encontram as IHMs (Interfaces Homem-Máquina) do sistema supervisório.

  • 4 Analógico – É aquele que assume determinado valor compreendido dentro de uma escala; entre os exemplos podemos citar um valor de pressão indicado num manômetro, o valor de tensão indicado em um voltímetro e o valor de temperatura indicado em um termômetro. ( ROSÁRIO, 2005, p. 57 ).

  • 5 Digital – é aquele que pode assumir um número finito de valores em determinada escala. ( ROSÁRIO, 2005, p. 57 ).

  • 6 CLP – É aparelho digital que usa memória programável para armazenar instruções que implementam funções como: lógica, seqüenciamento, temporização, contagem e operações aritméticas, para controlar através de módulos de entrada e saída (digital e analógica) diversos tipos de máquinas e processos. São sistemas modulares compostos basicamente de: fonte de alimentação, CPU, memória, módulos de entrada e saídas, linguagens de programação, dispositivos de programação, módulos de comunicação e módulos especiais (opcionais). (MAITELLI e YONEYAMA, 2000, p. 33).

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Segundo Rosário (2005), estas estações de monitoração centrais são consideradas como as unidades principais dos sistemas SCADA, sendo responsáveis por reunir a informação gerada pelas estações remotas e agir em conformidade com os eventos acontecidos, podendo estar centralizadas num único computador ou distribuídas por uma rede de computadores, de modo a permitir o compartilhamento das informações reunidas.

24 Segundo Rosário (2005), estas estações de monitoração centrais são consideradas como as unidades principais dos

Figura: 6 - Componentes Físicos de Um Sistema SCADA Fonte: http://paginas.fe.up.pt/~ee94082/SCADA.htm. Acesso: 10.01.2012

4.1 Componentes lógicos

Os sistemas SCADA tem a capacidade de ser multitarefa e esta característica faz com que o software execute várias tarefas ou módulos aplicativos ao mesmo tempo, priorizando-as. Desta forma os principais componentes da arquitetura lógica do sistema são divididos nas seguintes tarefas:

4.2.1 Sistema de aquisição de dados

Este módulo do sistema funciona como uma interface entre o ambiente real de parâmetros físicos do processo, que é o analógico e o ambiente do computador, que é o digital. O sistema de aquisição de variáveis coordena a interrogação ou a aquisição automática das variáveis das RTUs, CLPs e outros instrumentos, recebendo seu status on

25

line , registrando seus eventos em um banco de dados, armazenando na memória de massa, podendo ser usados por outros aplicativos do sistema de acordo com parâmetros pré-

determinados . (RIBEIRO, 2003). Desta forma a RTU ou CLP situadas em cada local do processo reúne os dados de campo que compreendem todas as informações dos equipamentos e da instrumentação de

campo ( pressão,vazão, nível, temperatura, etc

),

em pacotes e estes são enviados através dos

.. sistemas de comunicações para o computador central e assim, o sistema de aquisição automática de variáveis “lê” os dados que entram nos dispositivos de campo e passam estas informações para um gerenciador de dados para arquivar temporariamente os dados que são capturados pelo sistema tendo o propósito de colocar estes dados nos seus devidos lugares na base de dados do sistema. (RIBEIRO, 2003).

4.2.1.1 Banco de dados em tempo real

No centro de um sistema de supervisão controle e aquisição de dados estão inseridos um grande banco de dados que formam uma coleção de dados com uma estrutura hierárquica precisa, contendo todas as variáveis atualizadas em tempo real provindas do processo para alimentação de dados do software e tendo a responsabilidade de identificar, isolar, reunir e organizar os dados, para que desta maneira, outros módulos do sistema possam utilizá-los em suas tarefas quando solicitados. (RIBEIRO, 2001). Esta base de dados em tempo real mantém um cadastro onde cada dado lido do campo, através do CLP ou RTUs , tem seu valor armazenado e estes são representados por variáveis de aplicações do sistema que tem a identificação de Tag. As Tags são nomes que associam um endereço ou registrador de um dispositivo ao sistema de supervisão e controle ,isto é, liga um objeto gráfico aos dispositivos de campo e são usadas como unidade básica de dados ( ZEILMANN,2002 ). Essas unidades básicas de dados não são só representadas pelos dados lidos de equipamentos de campo, mas, qualquer variável de aplicação criada internamente no sistema de supervisão. Também podem ser representadas por variáveis do CLP que são entradas analógicas e digitais, saídas analógicas e digitais acessadas pelo supervisório através de um driver de comunicação, assim as Tags podem implementar diversos tipos de dados como:

numérico, string, booleano on/off, binário 8-bits, etc.

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4.2.1.2 Gerenciamento de alarmes

Através do módulo de gerenciamento de alarmes, presente em todos os sistemas SCADA é feito o monitoramento das condições de alarme recebendo os eventos de mensagens - inclusive sonoras e por e-mail - ou situações que saíram de um determinado limite dentro do processo e por questões de segurança só desaparecerá com um “aceite” do operador e que de acordo com Filho (2011), registra e identifica: data e hora do evento, variável alarmada, valor no momento do alarme, descrição do evento, data e hora da normalização do evento e status do evento que pode ter as seguintes condições: alarmado, normalizado e reconhecido pelo operador. Logo abaixo seguem duas telas representando os alarmes.

Conforme citado quando há uma ocorrência de alguma condição definida no sistema isto pode ser considerado como um evento e estes são armazenados em uma região de memória temporária utilizada para escrita e leitura de dados, podendo corresponder a um turno de operação ou vários e dependendo de um prazo maior o arquivo pode ser salvo em disco para posterior análise histórica ou se for o caso transferido para outro computador de maior potencial de armazenamento ou ainda ser excluído. ( FILHO, 2011 )

26 4.2.1.2 Gerenciamento de alarmes Através do módulo de gerenciamento de alarmes, presente em todos os

Figura: 7 - Tela de Alarmes / Eventos Fonte: Software Elipse

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27 Figura: 8 - Tela de Alarmes de Temperaturas dos Tanques de Fermentação e Maturação (ODs)

Figura: 8 - Tela de Alarmes de Temperaturas dos Tanques de Fermentação e Maturação (ODs) do SCADA GE FANUC Fonte: Heineken Brasil

4.2.1.3 Gráficos de Tendências Instantâneas

Os gráficos de tendências são um dos instrumentos mais importantes dos sistemas de supervisão controle e aquisição de dados, pois, através destes gráficos disponibilizados em tempo real são permitidas análises dos dados visualizando a evolução temporal do valor medido de uma ou várias variáveis geralmente analógicas. Podem ser representados por várias penas coloridas cada uma com uma variável medida e os períodos de amostragem podem ser escolhidos de acordo com a velocidade real do processo variando no caso por exemplo de milissegundos até horas.

28

28 Figura: 9 - Gráficos de Tendências Instantâneas Fonte: Software Elipse 4.2.1.4 Gráficos de Tendências Históricas

Figura: 9 - Gráficos de Tendências Instantâneas Fonte: Software Elipse

4.2.1.4 Gráficos de Tendências Históricas

Permitem armazenar valores das variáveis medidas no decorrer de um processo com um período de tempo mais longo para posterior análise dos dados. No caso específico o período de amostragem é maior que o da tendência instantânea e pode ser até em anos.

28 Figura: 9 - Gráficos de Tendências Instantâneas Fonte: Software Elipse 4.2.1.4 Gráficos de Tendências Históricas

Figura: 10 - Tendências Históricas Fonte: Manual Elipse, 2004

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4.2.1.5 Geração de Relatórios

No caso desta também importante função dos sistemas SCADA que tem a capacidade de armazenar dados de arquivos de históricos ou de alarmes de produção ao final de um período seja ele dia ou mês e que portanto, estes relatórios demonstram segundo (Filho, 2011), o quanto uma determinada planta produziu, quanto ela consumiu de insumos, de energia, isto é, a eficiência da produção e que constituem de forma clara uma das principais ferramentas de interesse para tomada de decisão dos gerentes de produção e processo em geral.

Através de relatórios de monitoramento de equipamentos os gerentes de manutenção também podem tomar decisões mais corretas, em relação a que tipo de manutenção que deve ser executada em cada tipo de máquina já que vai ficar sabendo com precisão quando cada equipamento ficou parado e por que motivo parou e por quanto tempo ficou parado.

29 4.2.1.5 Geração de Relatórios No caso desta também importante função dos sistemas SCADA que tem

Figura: 11 - Tela de Relatório Paradas Fonte http://www.elipse.com.br/cases_int.aspx?id=68&idioma=4-. Acesso dia 10.01.12

É possível a geração de diferentes formatos de relatórios e estes podem ser produzidos sob a forma visual - na tela ou escrita - na impressora e customizados conforme as necessidades específicas de cada planta. Por exemplo, no supervisório Elipse SCADA existem quatro tipos de relatórios: (Manual Elipse, 2008 ).

30

. Texto: imprime os dados de arquivos de históricos ou de alarmes em formatos de

texto;

 

. Gráfico: imprime os dados de arquivos de históricos ou de alarmes de forma

gráfica;

. Formatado: usado para imprimir dados em tempo real, como por exemplo, um valor de uma Tag em determinado momento; . Análise Histórica: é um relatório em tela que possui dentro dele um relatório

gráfico;

30 . Texto: imprime os dados de arquivos de históricos ou de alarmes em formatos de

Figura: 12 - Tela de Relatório. Fonte: http://www.elipse.com.br/cases. Acesso dia 10.01.12

4.2.1.6 Interface Gráfica

Uma comunicação visual adequada é importante para se ter uma interface gráfica amigável e nos sistemas SCADA são utilizadas modernas interfaces como “ Point And Pick “- Ponto a Escolher, que são baseadas em janelas e são consideradas interfaces de terceira geração, permitindo ao usuário executar muitas tarefas interativas diferentes ou multitarefas, exibindo grande parte das informações usuais, que também podem ser apresentadas na forma de imagens, sons e textual onde a leitura – o processo de extrair informações de textos – é

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uma atividade primordial na maioria das interfaces, inclusive nestes sistemas. ( PRESSMAN,

2006)

Os sistemas SCADA possuem uma capacidade gráfica que são extremamente importantes em relação ao usuário(s) do sistema, pois, esta interação do usuário com o sistema está embasada na observação das aplicações de supervisão e na utilização de funções específicas para atuação dos dispositivos. Proporcionam representações gráficas que permitem visualizar a planta toda de uma forma geral e assim substituem os painéis sinóticos tradicionais de antigamente.

31 uma atividade primordial na maioria das interfaces, inclusive nestes sistemas. ( PRESSMAN, 2006) Os sistemas

Figura: 13 - Exemplo de Representação Gráfica em Um Processo de Geração de Energia. Fonte: Software Elipse .

Praticamente todos os sistemas SCADA existentes no mercado possuem editores gráficos para desenvolvimento de sinóticos e as telas (Janelas) que representam o processo, tem uma parte fixa designada de máscara ou fundo e diversos campos ativos atualizados dinamicamente em que cada área do processo pode ser representada por um sinótico mais detalhado ou de hierarquia inferior. Dependendo do tipo de processo usam-se sinóticos tipo plano infinito podendo representar globalmente um sistema distribuído geograficamente, como um oleoduto ou um sistema de controle de tráfego de uma cidade, por exemplo. Através das ferramentas de edição gráficas, softwares CAD - Computer-Aided Design , é possível desenhar em ambientes bidimensionais (2D) e tridimensionais (3D) praticamente todo tipo de entidades, no qual são formadas livremente pela combinação de objetos geométricos básicos

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como retas, retângulos, elipse e círculos, arcos, texto bitmapeado - mapas de Bits para

geração de imagens e vetorados - imagens vetoriais, curvas, esplines, curvas de biélzer, etc após definidos
geração de imagens e vetorados - imagens vetoriais, curvas, esplines, curvas de biélzer, etc
após definidos os símbolos são arquivados em uma biblioteca. ( FILHO, 2011 ).
..
e

Figura: 14 - Exemplo de Representação Gráfica em Várias Dimensões Fonte: http://www.imakenews.com/gefanucbrazil/e_article001083235.cfm?x=b11,0,w. Acesso dia 13.01.12

Hoje em dia os sistemas SCADA usam editores orientados para objetos , onde cada equipamento corresponde a um objeto e estes podem ser transformados por rotação, translação , mudança de escala, agrupamento e alinhamento. Possuem a capacidade de definir objetos de forma dinâmicos e estáticos. Representa dinamicamente as variáveis analógicas através de: Filho (2011). . Texto: pode visualizar texto com fontes e tamanhos variáveis, identificando valor de engenharia das variáveis analógicas sendo que a cor do texto pode codificar o status da variável ( Baixa, Alta, Normal ). . Barras horizontais e verticais: representam o porcentual do valor da variável, mostrando por exemplo um enchimento de um tanque, silo. . Deslocamento vertical e horizontal : Movimenta um objeto de um ponto a outro na tela em função do valor de um variável de processo associado às posições dos extremos do percurso ( 0 a 100 % ).

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. Rotação: Define ângulos de rotação ( 0° a 360° ) de um objeto como as pás de um ventilador. . Tendência: Gráfico de visualização da evolução temporal da variável medida. . Mostrador circular: Simulam mostradores circulares como gauges e dials. Também pode representar dinamicamente variáveis de estado e discretas - 0 ou 1, exibindo com um texto e mudando a cor do objeto de acordo com o status - aberto/fechado, ligado/desligado, local/remoto . No caso as variáveis estáticas - não mudam e os objetos são, por exemplo, esquemas de estação, símbolos de válvulas, unidades de engenharia, tabelas, imagem de fundo.

  • 4.2.1.7 Módulo de cálculo

Uma importante parte do sistema de supervisão em que são realizados todos os cálculos, computações, manipulações de dados na base de dados, operações matemáticas, lógicas, estatísticas e conforme Ribeiro (2003), apresentam as seguintes finalidades:

  • - Avaliar dados não processados e converte-los a dados processados.

  • - Comparar valores correntes com valores anteriores.

  • - Interpretar dados e tomar decisões.

  • - Introduzir dados numa equação algébrica.

  • - Transferir dados para outro local.

  • - Comparar dados com um valor fixo.

Também é possível realizar simulações com valores de variáveis de um determinado processo verificando o comportamento deste para entradas e saídas específicas sem colocar o processo real em tal condição.

  • 4.2.1.8 Geração de Script

Através de módulos de linguagem de programação são gerados os scripts , nos quais podem ser criadas linhas de códigos que permitem maior flexibilidade para associar ações a eventos específicos. Assim o usuário poderá criar programas que serão executados na ocorrência de um evento específico. Os eventos são ocorrências relacionadas a um objeto, que podem ser tratadas de modo a se realizar um ação. Os eventos podem ser físicos, como alguma ação no teclado. Neste caso, a informação relevante seria a tecla pressionada, dentre outras , ou se o evento vem do mouse, a informação relevante seria a posição do cursor e os

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status dos botões. Os eventos podem ser internos, como mudança do valor de uma variável, mas que podem ter associações físicas, como a mudança de uma temperatura de uma câmara de 10 para 11 graus. Utilizam linguagens como o Visual Basic ou VBA como linguagem de geração de suas aplicações ou subconjuntos desta linguagem como VBScript ,desenvolvida para uso em navegadores para a internet e outras aplicações que usam ActiveX Controls, Automation Servers e Java Applets (Manual Elipse Software, 2008 ).

4.2.1.9 Receitas

Este módulo apresenta um conjunto de valores pré-definidos, que são enviados ao CLP e que definem as matérias-primas, equipamentos e procedimentos requeridos para produzir um determinado material processado de batelada acabada, estando incluídos as quantidades e valores alvo para o produto desejado, sendo normalmente armazenados em disco, num arquivo de receitas e podendo ser criadas por qualquer pessoa envolvida no desenvolvimento de fontes para fazer determinado produto ( RIBEIRO,2003 ).

4.2.1.10 Log de Eventos

Registra no arquivo de diário de bordo todos os eventos relevantes de operação, com data, hora, descrição do evento e operador logado na hora do evento. Os eventos de interesse geralmente são:

. Eventos de configuração da base de dados . Eventos de operação críticos críticos, etc. Este registro está vinculado a existência de um sistema de senhas para identificar cada operador que assuma a operação. O operador que deixa a operação deverá realizar o logoff da estação enquanto o novo realiza o login identificando-se ( FILHO, 2011 ).

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5 INSTRUMENTOS DE AQUISIÇÃO E CONTROLE

5.1 RTU

A unidade terminal remota é uma unidade de controle mais robusta podendo operar numa faixa de temperatura maior, possuindo também maior robustez elétrica, podendo existir várias no mesmo sistema SCADA, sendo geralmente microprocessada, monitora e controla equipamentos localizados longe da estação central, centenas ou dezenas de quilômetros. A sua tarefa primária é controlar e adquirir dados dos equipamentos de processo na localização remota e transferir estes dados para a estação central mediante algum canal de comunicação. Possui processador e memória, módulos analógicos de entradas e saídas , módulos digitais de entradas e saídas , várias interfaces de comunicação como: RS232/RS485, linhas telefônicas dedicadas, microondas, satélites, etc. ( Fonte: http://www.dca.ufrn.br/~maitelli/FTP/super/ ) . Acesso dia 13.08.2011

35 5 INSTRUMENTOS DE AQUISIÇÃO E CONTROLE 5.1 RTU A unidade terminal remota é uma unidade

Figura: 15 - Estrutura Típica do Hardware de uma RTU. Fonte: Bailey, 2003

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5.2 CLP

A partir de uma demanda existente na indústria automobilística norte-americana o Controlador Lógico Programável - CLP ou Programable Logic Controller - PLC , do inglês foi desenvolvido nos anos 70 para atender esta demanda substituindo os sistemas de controle baseado em relés. É um equipamento eletrônico digital com hardware e software compatíveis com aplicações industriais, podendo ser considerado como um computador adaptado para o ambiente industrial podendo ser usado inclusive como uma RTU, possuindo uma linguagem de programação simplificada e sendo no momento os sistemas de controle mais utilizados em todos os tipos de plantas industriais, do controle de máquinas até grandes processos industriais ( FILHO, 2002 ). Sua função principal é ler as entradas e atuar sobre as suas saídas no processamento de seu programa realizando a leitura dos instrumentos de campo, armazenando os dados em locais específicos na memória, implementando as funções de lógicas, seqüenciamento, temporização, contagem e operações aritméticas para controlar através de módulos de entradas e saídas que podem ser digitais 0/1 e analógicos 4 a 20 ma, 0 a 10Vcc nos mais diversos tipos de máquinas e processos. Desta forma conforme citado acima representa um computador , portanto, possui uma CPU, memória e unidades de entradas e saídas ( E/S ) se comunicando através de um barramento de comunicação, apresentando: três partes principais 7 :

7 Três partes principais – CPU, memória e unidades de entradas e saídas ( E/S ), todas se comunicando através de um barramento de comunicação. A CPU coordena todas as tarefas do CLP e executa o programa de controle armazenado na memória. Os estados reais do processo são monitorados e amostrados pela unidade de entrada e saída ( E/S ). Além das instruções lógicas, o CLP atual também possui grande capacidade aritmética. Portanto muitos fabricantes estão adotando o termo Controlador Programável ( CP ) ao invés de CLP. A programação de CLPs é feita através de um computador externo, o qual é chamado de estação de engenharia. O programa compilado é carregado na CPU e depois armazenado na memória utilizando-se uma porta serial ou uma rede local ( LAN ). A maioria dos CLPs permitem a monitoração dos estados do processo no modo on-line utilizando- se a estação de engenharia, enquanto o programa está sendo carregado. (FILHO, 2011, p. 8 ).

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37 Figura: 16 - Componentes de um Controlador Lógico Programável Fonte: http://www.cpdee.ufmg.br/~seixas/PaginaII/Download/DownloadFiles/HistoriaControladores.PDF Acesso em: 11.06.2011. Figura:

Figura: 16 - Componentes de um Controlador Lógico Programável Fonte: http://www.cpdee.ufmg.br/~seixas/PaginaII/Download/DownloadFiles/HistoriaControladores.PDF Acesso em: 11.06.2011.

37 Figura: 16 - Componentes de um Controlador Lógico Programável Fonte: http://www.cpdee.ufmg.br/~seixas/PaginaII/Download/DownloadFiles/HistoriaControladores.PDF Acesso em: 11.06.2011. Figura:

Figura: 17 - CLP com Instrumentos de Campo Fonte: http://www.dca.ufrn.br/~maitelli/FTP/super/. Acesso dia 13.08.2011.

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5.3 Controlador Inteligente

Através do uso de microprocessadores em instrumentos digitais tornou-se possível associar circuitos adicionais de entrada e saída e outros periféricos formando um controlador 8 que desta forma representa um grande computador digital. Devido ao seu baixo custo pode ser distribuído em larga escala para monitorar e controlar dezenas de malhas em diferentes partes de um processo industrial. Conforme Ribeiro (2001), os sinais analógicos do processo - temperatura, vazão, pressão, por exemplo, são convertidos em digitais pelo microprocessador 9 que tem inserido em seu circuito uma função de multiplexagem 10 de sinais e logo após efetuar os cálculos matemáticos devidos o microprocessador gera um sinal digital que é transformado de volta em analógico para atuar nos elementos finais de uma malha de controle do processo, podendo este ser interligado de forma distribuída a vários outros microprocessadores com vantagem de ser multifuncional, podendo realizar várias medições simultâneas, cálculos matemáticos - multiplicar, dividir, subtrair e somar , corrigir erros, formando uma rede e aumentando a exatidão, confiabilidade e eficiência das malhas de controle dos processos. Os controladores microprocessados single loop ou single station - controlam e monitoram uma única malha, através de um algoritmo de controle, produzindo uma única saída controlada, podendo ter qualquer função configurável, incorporando todos os avanços da tecnologia eletrônica, microprocessadores, displays novos e programas mais complexos . (RIBEIRO, 2001 ).

8 Controlador – É a entidade que afeta o sistema físico de modo que sejam atendidas as especificações de desempenho. ( MAITELLI, 2000, p. 5 ). 9 Microprocessador – O prefixo micro significa que o processador é fabricado em um chip semicondutor, onde há um circuito eletrônico com larga escala de integração, ou seja, há milhões de componentes passivos e ativos eletrônicos dentro de extrato semicondutor medindo alguns poucos centímetros. Não há um computador no chip, mas uma unidade de processamento central ( CPU ) que interligados a ela há circuitos de entrada/saída ( I/O ), memórias de vários tipos e os periféricos.( RIBEIRO, 2001, p.7.1 ). 10 Multiplexagem – É a capacidade que um dispositivo tem de codificar as informações de duas ou mais fontes de dados num único canal. (Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Multiplexador) Acessado dia 13.03.12

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39 Figura: 18 - Controlador N 1100 Single Loop ou Single Station Fonte: http://www.novus.com.br/catalogos/Imagens. Acesso dia

Figura: 18 - Controlador N 1100 Single Loop ou Single Station Fonte: http://www.novus.com.br/catalogos/Imagens. Acesso dia 13.03.12

Entretanto conforme citado acima esses controladores fazem parte de malhas de controle das quais devem manter as variáveis analógicas 11 automaticamente num determinado valor e estas malhas podem ser:

5.3.1 Malha aberta

39 Figura: 18 - Controlador N 1100 Single Loop ou Single Station Fonte: http://www.novus.com.br/catalogos/Imagens. Acesso dia

Figura: 19 - Controle de Malha Aberta.

Em malha aberta o controle é exercido sem que haja uma amostra do resultado ao longo do processo, a saída não exerce qualquer ação no sinal de controle, não possuem

11 Variável analógica – É a entidade que afeta o sistema físico de modo que sejam atendidas as especificações de desempenho. ( MAITELLI, 2000, p. 5 ).

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realimentação, isto é, a saída do processo não é medida nem comparada com o valor de referência que é fornecido pelo usuário. ( ROSÁRIO, 2005 ).

5.3.1.2 Malha fechada

Em malha fechada existe uma realimentação da saída proveniente de um sensor que mede a variável de controle, o qual será comparado a entrada de referência do sistema. O sinal controlado é realimentado e comparado com uma entrada de referência, e um sinal atuante proporcional à diferença entre a entrada e a saída é enviado para toda malha a fim de corrigir o erro mantendo um controle mais preciso. ( ROSÁRIO, 2005 ).

40 realimentação, isto é, a saída do processo não é medida nem comparada com o valor

Figura: 20 - Malha Fechada

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6 ARQUITETURA DE UMA REDE INDUSTRIAL

Hoje em dia devido a grande complexidade dos processos industriais os sistemas de supervisão, automação e controle apóiam-se cada vez mais em redes de comunicação que mantém sistemas distribuídos e interconectados com arquiteturas em vários níveis hierárquicos diferentes mantendo a complexidade, vários tipos de padrões e protocolos , segurança, confiabilidade, integrabilidade e distribuição de todos os elementos de uma estrutura de automação, através de um meio físico adequado e definido para a transmissão de dados, gerando um sistema de comunicação em rede em que os elementos possam trocar dados e compartilhar recursos entre si, reduzindo cada vez mais o custo de fabricação e aumentando assim a produtividade no seu processo industrial. Podemos dizer que em uma rede industrial temos equipamentos e softwares dos mais variados tipos e que são agrupados hierarquicamente para estabelecer ligações mais adequadas para cada área de um determinado processo. Assim sendo, para Filho (2011), uma das arquiteturas mais utilizadas é a que define hierarquias de redes independentes, cada qual responsável pela conexão de diferentes tipos de equipamentos com suas próprias características de informação, podendo ser definidas como na figura abaixo:

41 6 ARQUITETURA DE UMA REDE INDUSTRIAL Hoje em dia devido a grande complexidade dos processos

Figura: 21 - Arquitetura de uma Rede Industrial ( Adaptado FILHO, 2011 ). Fonte: http://www.cpdee.ufmg.br/~seixas/PaginaII/Download/DownloadFiles/Arquitetura.PDF Acesso em:

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  • 6.1 Rede de informação

Representa o nível mais alto, o qual é destinado a um computador central que processa o escalonamento da produção da planta em que estações clientes SCADA se comunicam com seus servidores SCADA e com clientes e servidores que permitem operações de monitoramento estatístico da planta sendo implementado geralmente por softwares gerências como PIMS - Plant Information Management System , ERP - Enterprise Resource Planning, EPS - Enterprise Production Systems , MÊS - Manufacturing Execution System. Ela é responsável pela comunicação entre as áreas de gestão e engenharia de uma empresa. O padrão Ethernet operando com o protocolo TCP/IP é o mais comumente utilizado neste nível.

  • 6.2 Rede de controle

É uma rede central localizada na planta que interliga os sistemas industriais de nível 2 ou sistemas SCADA aos sistemas de nível 1 representados por CLPs, RTU e remotas de aquisição de dados. A informação deve trafegar neste nível em tempo real para garantir a atualização dos dados nos softwares que realizam a supervisão da aplicação, possuindo aspectos importantes como imunidade a falhas e disponibilidade.

  • 6.3 Rede de campo

Esta rede é responsável pela aquisição de dados do processo, havendo a interação entre os diversos dispositivos de monitoração e controle presentes em uma planta industrial, mantendo o funcionamento e controle do processo de produção, se referindo geralmente ás ligações físicas da rede ou o nível de I/O , através de aquisição de variáveis e atuação sobre equipamentos. Por meio dela esses dispositivos trocam informações e coordenam o controle da planta. Este nível de rede conecta os equipamentos de baixo nível, sensores e contatores, entre as partes físicas de controle. Esta rede é composta por uma rede digital de instrumentos e sensores que atende pelo nome genérico de fildbus ou barramento de dados e pode ser dividida em 3 tipos distintos: ( FILHO, 2011 ).

  • 6.4 Redes de sensores ou Sensorbus

Esta rede conecta sensores e atuadores simples e pequenos de baixo custo como:

contactores, chaves limites, etc. São exemplos de rede Sensorbus: ASI da Siemens, Seriplex, e Interbus Loop.

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6.5 Redes de Dispositivos ou DeviceBus

Esta rede tem a mesma capacidade de transferência rápida de dados da rede de sensorbus, no entanto, consegui gerenciar mais equipamentos e dados do que esta . Interliga dispositivos mais genéricos como CLPs, outras remotas de aquisição de dados e controle, conversores AC/DC, relés de medição inteligentes, etc. São exemplos deste tipo as redes:

Profibus-DP, DeviceNet, Interbus-S, Smart Distributed System ( SDS ), LonWorks, CAN, ControlNet, ModbusPlus.

6.6 Redes de instrumentação ou fildbus

É representada de acordo com a arquitetura da figura abaixo e que desta forma interliga os instrumentos analógicos no ambiente industrial, tais como, transmissores de vazão, pressão, temperatura, válvulas de controle e instrumentos que possuem certa inteligência para desempenhar funções específicas de controle tais como loops PID, controle de fluxo de informações e processos. São exemplos de redes fildbus IECSP 50-H1, HART, WordFIP, Profibus-PA, Fildbus Fundation.

43 6.5 Redes de Dispositivos ou DeviceBus Esta rede tem a mesma capacidade de transferência rápida

Figura: 22 - Arquitetura de uma Rede de Instrumentos Fieldbus. Fonte: http://www.cpdee.ufmg.br/~seixas/PaginaII/Download/DownloadFiles/Arquitetura.PDF Acesso em:

44

7 MODOS DE COMUNICAÇÃO

Os sistemas SCADA conseguem se comunicar com equipamentos de campo tipo:

CLPs / UTRs, com outros SCADAS utilizando protocolos via rede Ethernet TCP/IP , demais sistemas com a implantação de módulos específicos que podem ser via banco de dados, ou tecnologias como XML, activeX e o OPC, mas, genericamente utilizam dois modos de comunicação: comunicação por Polling e comunicação por interrupção.

  • 7.1 Comunicação por Polling ( Mestre-Escravo )

Nesta comunicação que também é chamada de Mestre/Escravo, a estação central - Mestre - tem o controle total das comunicações, realizando uma seqüência de polling ou votação , isto é, o mestre espera até que o dispositivo esteja pronto para recolher os dados de cada estação remota - escravo - que apenas responde à estação central após a recepção de um pedido, ou seja, caracterizando um sistema half-duplex, onde temos um dispositivo transmissor e outro receptor, sendo que ambos podem transmitir, mas não simultaneamente e receber dados caracterizando uma comunicação de sentido bidirecional. Cada escravo é identificado por um endereço único e se ele não responder durante um período de tempo pré- determinado às solicitações que lhe são dirigidas, a estação central – mestre - executa novas tentativas de polling antes de avançar para a próxima estação. Esta comunicação traz vantagens de simplicidade no processo de coleta de dados, não existência de colisões no tráfego da rede, facilidade na detecção de falhas de ligação e permite também o uso de estações remotas não inteligentes. Em contrapartida traz desvantagens de incapacidade de comunicar situações que requeiram tratamento imediato ao mestre e aumento do tempo de espera, pois, a comunicação entre os escravos passa pelo controle do mestre. ( BAILEY –

2003).

  • 7.2 Comunicação por interrupção

Nesta comunicação a estação remota, isto é, os escravos - PLC ou RTU, monitoram os valores de entrada de dados e quando detecta alterações significativas ou valores que ultrapassam limites definidos, inicia a comunicação com a estação central - mestre - para a transferência de dados, permitindo a detecção de erros, recuperação de colisões, diminuindo o tráfego na rede e a comunicação direta entre as estações remotas, escravo para escravo. No

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entanto tem a desvantagem da estação central conseguir detectar falhas na ligação somente após um determinado período de tempo, quando é efetuado o polling do sistema contribuindo para um determinado atraso na aquisição da informação e também para obter valores atualizados é necessário outras ações do administrador da rede do sistema. ( BAILEY – 2003 )

46

8 PADRÕES DE INTERFACES FÍSICAS MAIS UTILIZADOS E PROTOCOLOS DE COMUNICAÇÃO

Protocolo de comunicação de uma rede é uma norma de controle de transmissão de dados, isto é, um conjunto de regras semânticas e sintáticas que controla o formato e o significado dos pacotes ou mensagens que são trocadas pelas entidades pares contidas em uma camada. (TANEMBAUM, 1997). Inicialmente as redes de computadores eram proprietárias e desta forma somente um ou alguns fabricantes possuíam a tecnologia para construí-la e usá-la. Em meados de 1977, a International Standards Organization- ISO, desenvolveu um modelo de referência para interconexão de sistemas abertos chamado de OSI - Open Systems Interconnection , para que os fabricantes pudessem criar novos protocolos a partir deste modelo, almejando uma possível padronização internacional de protocolos empregados nas mais variadas camadas de redes.

Atualmente os protocolos adotados em redes industriais são na sua maioria baseados no modelo OSI e assim são considerados softwares abertos, isto é, podendo qualquer fabricante de equipamentos desenvolver produtos para serem empregados em rede, trazendo redução nos custos dos dispositivos. Este modelo de protocolo apresenta sete camadas que são demonstradas na figura abaixo:

46 8 PADRÕES DE INTERFACES FÍSICAS MAIS UTILIZADOS E PROTOCOLOS DE COMUNICAÇÃO Protocolo de comunicação de

Figura: 23 – Camadas de Protocolos no Modelo OSI ( Adaptado CLARKE, 2004 )

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8.1 Padrões de Interfaces físicas

8.2 RS 232

São os padrões de interfaces físicas entre os computadores e dispositivos microprocessados mais utilizados em redes industriais. No caso do padrão RS 232 que funciona como uma conexão serial, isto é, os bits individuais de informação são transferidos em longas séries, que são encontradas em PCs, servindo para diversos propósitos como:

conexão para impressora, mouse, e também para monitoração de controle de instrumentação industrial. No entanto este padrão é de certa forma limitado a uma conexão de ponto-a-ponto entre a porta serial do computador e o dispositivo microprocessado permitindo uma distância máxima de 15 metros com a transmissão do sinal digital feita como nível lógico 0 ( +3 a +15 Vcc ) e 1 ( -15 a -3 Vcc ). ( CLARKE, 2004 )

8.1.1.2 RS 422

Este padrão tem um modo de transmissão diferencial onde utiliza duas linhas para transmissão e duas para recepção, sendo o nível lógico 0 associado a tensão 5 Vcc e o nível 1 a tensão de -5 Vcc. É de uso bastante comum na indústria principalmente nas conexões de longas distancias com altas taxas de comunicação em que são feitas no processo mestre/escravo, isto é, o computador central faz a função de mestre - gerência e os periféricos são os escravos. Possui como vantagem de poder ter vários equipamentos conectados em paralelo na linha de comunicação, multiponto e também uma maior imunidade a ruídos conseguindo transmitir uma quantidade maior de dados e uma velocidade mais alta. ( Fonte:

Apostila redes Petrobras - http://www.acervotecnico.com.br/) Acesso 09.09.11

8.1.1.3 RS 485

É um dos padrões mais utilizados e com grande disseminação em aplicações industriais e também em sistemas de aquisição e controle de dados, devido a sua instalação ser simples e barata e os protocolos MODBUS, PROFIBUS E FIELDBUS FOUNDATION fazer uso deste tipo de interface física. Tem características parecidas com o padrão RS 422, pois, requer apenas dois fios para a transmissão e recepção dos dados sendo a comunicação bidirecional com transmissão

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balanceada suportando conexões multiponto - mais de dois dispositivos são interligados usando apenas uma conexão, mas, somente um endereço é atribuído para evitar qualquer conflito com outros dispositivos do sistema, assim é possível a conexão de um mestre a vários escravos em paralelo, propiciando altas taxas de transmissão de até 10 Mbps, permitindo a criação de redes com até 32 nós e transmissão a longas distância de até 1200 metros por segmento com boa imunidade a ruídos podendo estender a distância de transmissão com a instalação de repetidores e utilização de fibras óticas chegando até 15 Km. ( CLARKE,

2004)

48 balanceada suportando conexões multiponto - mais de dois dispositivos são interligados usando apenas uma conexão,

Figura: 24 - Exemplo de Comunicação com Padrão RS 485. Fonte: http://www.impac.com.br - Acesso 21.02.2012.

8.1.1.3 RS 485

8.2 Protocolo Modbus

Este protocolo atualmente é um protocolo aberto e muito difundido nos meios industriais, sendo utilizado por vários fabricantes no mundo inteiro em diversos equipamentos

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diferentes, inclusive em sistemas de supervisão e controle, sendo concebido em meados de 1979 pela empresa Modicon ( Hoje parte do grupo Schneider Electric ). A razão de ser um protocolo largamente utilizado, conforme citado acima é pelo fato de ter uma comprovada capacidade de comunicação e das normas e especificações serem de domínio público, assim se tornou uma das opções de rede mais baratas, de fácil operação e manutenção, a serem encontradas na área de automação industrial nos dias de hoje. Usa o princípio de comunicação mestre, que pode ser CPL ou computador e o escravo - sensores, atuadores, controladores entre dispositivos conectados em diferentes tipos de barramentos e redes, desta forma a comunicação é feita com perguntas e respostas onde a estação mestre inicia enviando uma mensagem de solicitação aos escravos para que enviem uma resposta com os dados lidos pela instrumentação ou enviam sinais a serem escritos nas saídas para controle dos atuadores, assim o protocolo fornece quadros para a transmissão de mensagens entre mestre e escravos e nestes quadros à informação na mensagem é o endereço do destinatário pretendido, o que o receptor deve fazer, os dados necessários para executar a ação e um meio de verificar erros. Em contrapartida o escravo lê as mensagens, e se não há erro para realizar a tarefa envia uma resposta para o mestre. Da mesma forma a informação na mensagem de resposta é o endereço do escravo, a ação executada, o resultado da ação e um meio de verificar erros. Normalmente, o mestre pode enviar outra pergunta tão logo receber a mensagem da resposta e se uma resposta não for recebida dentro de um tempo, o mestre detecta que o escravo não responde e toma outra ação a partir disso - função de timeout, assegurando o funcionamento do sistema mesmo quando a pergunta não foi respondida corretamente. Já na outra forma de comunicação “broadcast” todos os escravos recebem o dado, mas não enviam resposta de volta ao mestre. ( CLARKE,

2004)

O protocolo utiliza como meios físicos de transmissão os padrões RS-232, RS-485 ou Ethernet e permite um mestre e a inclusão de 247 estações escravos. Utilizando a transmissão serial apresenta duas variações nos modos de transmissão: Modbus - RTU e Modbus - ASCII definindo a forma como são transmitidos os bytes da mensagem, mas, não permitem a utilização dos dois modos de transmissão na mesma rede. Entretanto no modo de comunicação Ethernet apresenta duas variações que podem ser o Modbus/TCP onde o protocolo dos dados são encapsulados em formato binário em frames TCP/IP para utilização do meio físico Ethernet . No Modbus PLus , o protocolo continua usando o TCP, mas são adicionados vários recursos de diagnóstico, roteamento, endereçamento e consistência dos dados. O modo de transmissão ASCII, que utiliza caracteres ASCII de sete bits, tem uma

50

mensagem típica que é de cerca de duas vezes o comprimento da mensagem RTU equivalente, isto é, tem maior consumo de dados. Já no modo RTU - Remote Terminal Unit , cada byte de dados é transmitido como sendo uma única palavra com seu valor diretamente em hexadecimal, permitindo a compactação dos dados em pequenos pacotes, podendo os endereços e valores ser representados em formato binário e os números inteiros podem variar entre -32768 e 32767 sendo representados por 2 bytes. Em ambos os telegramas, tanto pergunta e resposta, a estrutura utilizada é a mesma: Endereço, Código da Função, Dados e CRC - verificação de erro . Possui taxa de comunicação de: 9600 Kbits/sec, 19200 Kbits/sec e 38400 Kbits/sec.

Tabela 1 - Estrutura dos Telegramas Modbus-RTU

50 mensagem típica que é de cerca de duas vezes o comprimento da mensagem RTU equivalente,
  • - Endereço: O mestre inicia a comunicação enviando um byte com o endereço do

escravo para o qual se destina a mensagem.

  • - Código da Função: O mestre especifica o tipo de serviço ou função solicitada ao

escravo ( leitura e escrita, etc. ).

  • - Dados: São os dados necessários para a execução da função.

  • - CRC: Checagem de erros de transmissão.

8.3 Protocolo DNP3

O DNP3 (“Distributed Network Protocol Version 3.3”) ou protocolo de rede distribuída é um padrão de telecomunicações que define a comunicação entre a estação mestre - computador e as estações escravas CLPs, UTRs e IEDs - dispositivos eletrônicos

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inteligentes e foi desenvolvido para obter uma interoperabilidade 12 entre os sistemas no setor elétrico, óleo e gás e água e esgoto. (CLARKE, 2004). Este protocolo foi inicialmente criado como um modelo proprietário por Harris Con- trols Division para utilização na indústria de energia elétrica. Em 1993 o protocolo foi dispo- nibilizado abertamente para qualquer pessoa ou empresa, quando os direitos sobre ele foram transferidos para um grupo de usuários DNP3. (CLARKE, 2004). Foi concebido especialmente para aplicações em SCADA o que envolve aquisição de dados e envio de comandos de controle e transmissão de pequenos pacotes de dados de forma confiável com mensagens numa sequência determinada. (CLARKE, 2004). Desde a sua criação para a indústria de distribuição de energia elétrica, ganhou grande aceitação mundial e agora é admitido por uma grande variedade de fornecedores como nas industrias de água e esgoto, apresentado vantagens como: rede de comunicação com múltiplos escravos, múltiplos mestres e ponto a ponto, padrão aberto, sendo possível endereçar mais de 65000 dispositivos, suportado por grandes quantidades de equipamentos, não necessita tradutores de protocolos, sincronismo de tempo e eventos entre outros. (CLARKE, 2004).

51 inteligentes e foi desenvolvido para obter uma interoperabilidade entre os sistemas no setor elétrico, óleo

Figura: 25 - Exemplo de Arquitetura de Rede de Comunicação com DNP3 ( CLARKE, 2004 )

12 Interoperabilidade – é a capacidade de um sistema

( informatizado ou

não

)

de

se comunicar de forma

transparente

com

outro

sistema

semelhante

ou

não. Disponível em:

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  • 8.4 Protocolo IEC 60870-5-101

Este protocolo faz referência a uma coleção de padrões produzidos pela Comissão Eletrotécnica Internacional - IEC (“International Electrotechnical Commission”) que criaram um padrão aberto para transmissão e controle de dados de telemetria para os sistemas SCADA. (CLARKE, 2004) Contém uma descrição detalhada para o telecontrole de equipamentos que estejam geograficamente distribuídos, isto é, para os sistemas SCADA. Esse padrão foi criado para ser utilizado na indústria de eletricidade, no entanto, ele possui objeto de dados que podem ser aplicados a qualquer SCADA independente do setor em que esteja instalado. (CLARKE,

2004)

O protocolo IEC 60870-5-101 ou IEC101 suporta conexões ponto a ponto e multiponto de comunicação usando conexão serial com pequena largura de banda e permite a escolha entre à comunicação balanceada e não balanceada. Na comunicação não balanceada somente a estação mestre pode iniciar à comunicação, onde não precisa de nenhum suporte para evitar colisões, trazendo simplicidade ao sistema. Na balanceada somente está disponível para comunicação ponto a ponto, para multiponto é necessário utilizar a comunicação não balanceada aonde o mestre irá se conectar a cada UTR utilizando uma lista de exploração. (CLARKE, 2004).

  • 8.5 Protocolo OPC

Este tipo de protocolo é hoje uma referência na comunicação industrial, pois, consegue-se com um só tipo de driver manter a comunicação com diversos tipos de equipamentos de marcas e modelos dos mais variados tipos de fabricantes . Foi criado pela Microsoft que introduziu há algum tempo atrás as tecnologias OLE - Object Linking and Embedding, que é um mecanismo síncrono que permite a um cliente invocar um subrotina num servidor a COM - Componet Object Model e DCOM - Distributed Component Object Model , permitindo às aplicações se comunicarem com módulos distribuídos através de uma rede de computadores. Diversos fabricantes de hardware e software com objetivo de obter um formato padrão para utilização das tecnologias OLE e COM em aplicações de controle de produção resolveram fundar uma organização, a OPC Foundation, na qual resultou o OPC - OLE for Process Control . Um servidor OPC fornece dados em tempo real provindos de sensores de

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temperatura, vazão, pressão, ou comandos de controle como: abrir, fechar, ligar e desligar, status de comunicação e dados de performance entre outros tipos. Este protocolo é muito eficiente, pois, é baseado em comunicações cíclicas ou por exceção onde cada transação pode ter de 1 a milhares de dados com uma série de vantagens tanto de gerenciamento de grupos, associação de mensagens significativas a códigos de erros, obtenção de status do funcionamento do servidor e bem como desenvolver aplicações clientes em ambientes de desenvolvimento que utilizem COM e ActiveX, tais como Visual Basic, Visual C++ e Excel. ( FILHO, 2011 )

8.6 Protocolo TCP/IP

O TCP/IP é um conjunto de protocolos originalmente desenvolvido pela Universidade da Califórnia em Berkeley, sob contrato para o Departamento de Defesa dos EUA para realizar a comunicação entre computadores em rede. Sua arquitetura é baseada segundo uma pilha de protocolos TCP/IP, onde diversas camadas de software interagem somente com as camadas acima e abaixo deste. Seu nome vem de dois protocolos: o TCP – (Transmission Control Protocol - Protocolo de Controle de Transmissão) e o IP (Internet Protocol - Protocolo de Interconexão) Se comparado ao padrão OSI/ISO estes protocolos correspondem aos níveis de transporte e rede podendo esta pilha rodar no topo das redes como Ethernet, IEEE 802.3 entre outras. Este conjunto de protocolos pode ser visto como um modelo de camadas, onde cada camada é responsável por um grupo de tarefas, fornecendo um conjunto de serviços bem definidos para o protocolo da camada superior. As camadas mais altas estão logicamente mais perto do usuário, são chamadas camadas de aplicação, e lidam com dados mais abstratos, confiando em protocolos de camadas mais baixas para tarefas de menor nível de abstração. O TCP/IP possui 4 camadas e enlace que são: (Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/TCP/IP. Acesso dia 05.03.12). Camada de aplicação Esta camada é usada por vários programas de redes para manter a comunicação através de uma rede com outros programas. O pacote relacionado a camada de aplicação é nomeado de mensagem. Esta camada possui vários protocolos e dentre eles podemos citar:

- HTTP ( Hypertext Transfer Protocol ) – Protocolo de Transferência de Hipertexto usado na navegação da Word Wide Web.

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FTP ( File Transfer Protocol ) - Protocolo de Transferência de Arquivos usado na transferência de arquivos.

-

 

-

SMTP ( Simple Mail Transfer Protocol ) – Protocolo de transferência de e-mails

simples.

 

Camada de transporte

Os protocolos da camada de transporte decidem para qual aplicação um dado

qualquer é destinado, resolve problemas de confiabilidade e integridade verificando se o dado alcançou seu destino e se chegaram na ordem certa. Esta camada possui dois protocolos principais que são:

  • - TCP ( Transmission Control Protocol ) – Protocolo de Controle de Transmissão

onde se apoia o núcleo da internet, pois, é onde se verifica se os dados são enviados de forma correta, na sequência apropriada e sem erros, pela rede.

  • - UDP ( User Datagram Protocol ) – É um protocolo de datagrama sem conexão não confiável, pois, não verifica se os pacotes alcançaram seu destino, e não dá qualquer garantia

que eles irão chegar na ordem certa.

Camada de rede

  • - Esta camada serve para obter dados da rede de origem e da rede de destino usando o protocolo IP - Internet Protocol.

Camada física

  • - São os meios de conexão através dos quais irão trafegar os dados, tais como interfaces seriais, cabos coaxiais, isto é, as características elétricas e mecânicas do meio.

Camada de enlace

A camada de enlace não faz parte do modelo TCP/IP, mas, é o método usado para passar quadros da camada de rede de um dispositivo para a camada de rede de outro.

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9 SISTEMAS SCADA PROPRIETÁRIOS

Atualmente existe uma infinidade de sistemas SCADA proprietários de diferentes marcas. Podemos citar alguns como: WinCC - Siemens , RS VIEW32 - Rockwell , GENESIS32 - Iconics , Monitor Pro - Schneider Electric , Scatt Graph 5000 - ABB , entre outros inúmeros sistemas. Abaixo estão relacionados alguns.

  • 9.1 Indusoft

Fundada em 1997, a InduSoft tem mais de 125.000 sistemas de interface homem- máquina (IHM) e de supervisão e aquisição de dados (SCADA) operando no mundo inteiro. O indusoft web studio v7.0 possui um ambiente de configuração rápida de aplicação em relação a interface com o usuário. Contém um sistema de segurança que é nativo, suportando selecionar usuários para grupos específicos, na parte gráfica tem botões e rotações dinâmicas de figuras externas importadas. Contém mais de 240 drivers de comunicação, nativos para a maioria de CLP, controladores de temperatura, controladores de movimento, e leitores de código de barras/ RFID. Suporta OPC e os principais bancos de dados atuais como: MS SQL, MySQL, Sybase, Oracle ou Microsoft Access ou Excel, e sistemas ERP/ MÊS ( incluindo SAP ), além de Windows Embedded CE. Permite criar relatórios em formato de texto, gráfico RTF, XML, PDF, HTML, e/ou CSV. Para aplicações críticas onde os dados são vitais o Indusoft Web Studio suporta web Server e redundância de banco de dados. Pode enviar alarmes usando formatos multimídia. Suportam gráficos em tempo real e históricos e pode-se monitorar ou acessar tags e alarmes de qualquer celular que suporte internet como browser entre outras. ( Fonte: http://www.indusoft.com.br. Acesso dia 19.05.2012).

  • 9.2 Proficy-IFIX

Este sistema SCADA da empresa GE é uma solução de gerenciamento de informação em tempo real, proporcionando o gerenciamento e controle de dados com flexibilidade e confiabilidade de conexão e apresentação dos dados. Fornece opções flexíveis com suporte para tempo real, histórico, histograma e gráficos logarítmicos permitindo-lhe personalizar os dados. Em cada tipo de gráfico, o IFIX fornece opções para organização dos dados através de diversos métodos de representação, diferentes seleções de legendas, opções de exportação e escalonamento automático para o melhor ajuste dos gráficos. Oferece um

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gerenciamento avançado de alarme que permite definir os atrasos dos alarmes, os fatores de impedimento e suspensão e o tempo de tocar o alarme novamente. Além disso, inclui contadores e estatísticas dos alarmes que oferecem uma visão mais detalhada do comportamento do alarme e do operador. Os servidores proporcionam a replicação e a comutação em caso de falha da base de dados e alarmes entre os servidores SCADA principal e o de cópia de segurança assegurando um controle contínuo e de elevada disponibilidade. Proporciona através da encriptação de rede e topologia controlada uma forma de proteger seu volume de dados, oferecendo um alto grau de segurança de rede com um conjunto proprietário de comunicações, uma camada de encriptações de rede e a habilidade de definir explicitamente as comunicações com nós remotos dentre outras funções. (Fonte:

http://www.ge-ip.com/pt/ifix_features. Acesso dia 19.05.12.).

9.3 Lab View

Um dos mais poderosos sistemas de supervisão controle e aquisição de dados proprietários atuais. O sistema LabView - acrónimo para Laboratory Virtual Instrument Engineering Workbench é uma linguagem de programação gráfica originária da National Instruments. A primeira versão surgiu em 1986 para o Macintosh e atualmente existem também ambientes de desenvolvimento integrados para os Sistemas Operacionais Windows, Linux e Solaris. Os principais campos de aplicação do LabView são a realização de medições e a automação, com controle de instrumentos, aquisição de dados e processamento de sinais , monitoramento e controle de sistemas embarcados e também ensinos acadêmicos. A programação é feita de acordo com o modelo de fluxo de dados, o que oferece a esta linguagem vantagens para a aquisição de dados e para a sua manipulação. Os programas em LabView são chamados de instrumentos virtuais ou, simplesmente, IVs. São compostos pelo painel frontal, que contém a interface, e pelo diagrama de blocos, que contém o código gráfico do programa. O programa não é processado por um interpretador, mas sim compilado. Deste modo a sua performance é comparável à exibida pelas linguagens de programação de alto nível. A linguagem gráfica do LabView é chamada "G". Inclui milhares de funções de processamento de sinal com análises avançadas como; frequência, probabilidade e estatistíca, ajuste de curva, interpolação, processamento de sinal, também possui geração de relatórios, construção de interfaces gráficas personalizadas com visualização 3D e muito mais. (Fonte:

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9.4 Elipse

Este sistema SCADA brasileiro, líder no mercado nacional de software de supervisão e controle é da empresa Elipse Software sediada em Porto Alegre, atuando no mercado a mais de 20 anos e com presença significativa no mercado externo, em países como Alemanha, Estados Unidos, Rússia, Índia, Taiwan, entre outros e com mais de 20.000 cópias instaladas em todo o mundo. É um sistema muito poderoso, pois, disponibiliza uma infinidade de recursos e dentre elas podemos citar: (Fonte: Manual Elipse Software, 2008) Três versões View – é indicada para aplicações simples, como exemplo, uma interface com o operador para monitoração e acionamentos com visualização de variáveis com utilização de animações, programação de setpoints, controle de acesso e funções especiais para toouchscreen. MMI - é um software de supervisão completo. Possui banco de dados proprietário, relatórios, receitas, alarmes, CEP ( controle estatístico de processo ) entre outras, podendo ser um servidor de dados para outras aplicações Elipse. PRO ( Profissional ) – é a mais avançada ferramenta do Elipse, além de todas as funcionalidades do pacote MMI, também permite trocar dados em tempo real com outras estações, transferir/atualizar banco de dados, suporte a ODBC - Open Data Base Connectivity , suporte a DAO - Data Acess Objects e realizar comandos e programar setpoints através da rede. Através de uma ferramenta adicional que é o Elipse Web, permite utilizando um navegador padrão como o Internet Explorer ou outro, acessar o processo de qualquer lugar, utilizando Java Applets e Windows Sockets com excelente performance e carregamento das telas.

Aplicações remotas – fornece soluções para conexão com outras aplicações via qualquer meio físico, seja uma intranet, linha discada ou linha privada, satélites, links de rádio ou serial. Drivers de comunicação – oferece mais de 400 tipos de drivers para comunicação com os equipamentos mais utilizados no mercado. Cross-Reference – ferramenta de referência cruzada que permite que, em qualquer momento da configuração. Se visualize todos os pontos onde um determinado Tag ou objeto está sendo referenciado.

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Históricos – podem ser utilizados para processos contínuos ou bateladas, guardando dados em processos fixos ou por eventos, permite zoom e filtro de dados. Alarmes – possui até 999 níveis de prioridade, podendo ser separados por grupos,com gravação de dados em arquivos separados. Além destes recursos possui também relatórios com filtros por tempo ou por intervalo de dados, banco de dados integrando os mais usuais ( SQL Server, Acess, Oracle e DBase ) e integrando também sistemas corporativos como o SAP, dentre outros recursos.

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10 SISTEMAS SCADA OPEN-SOURCE

Em meados de 1984 foi criada a Free Software Foundation ( FSF - Fundação para o Software Livre ) por Richard M. Stallman com o objetivo de criar um modelo de desenvolvimento de software para ser chamado de livre. Logo em seguida foi criado o conceito de Licença Pública Geral ( GLP – General Public License ) que motivou ainda mais o movimento pelo software livre. O significado da expressão open-source ou código aberto foi criado pela OSI - Open Source Initiative que no português refere-se a um software também conhecido por software livre que estando sob licença GPL é aberto, modificável e que segue as quatro liberdades definidas pela FSF: (Fonte:

http://www.gnu.org/philosophy/free-sw.html. Acesso dia 04.03.2012).

Liberdade de executar o programa, para qualquer objetivo;

Liberdade de estudar como o programa funciona e de adaptá-lo as suas

necessidades, através do acesso ao código-fonte do programa;

Liberdade de distribuir cópias a fim cooperar com a comunidade;

Liberdade de melhorar o programa, tornando públicas estas melhorias de forma

que outros usuários da comunidade possam se beneficiar destas alterações; Através destas licenças a FSF iniciou um projeto para desenvolvimento de um sistema operacional e aplicativos inteiramente livre o GNU. Vários anos se passaram e apesar do empenho de vários programadores espalhados pelo mundo, criando diversos aplicativos, ainda não tinham conseguido disponibilizar um núcleo (Kernel) que permitisse o funcionamento destes aplicativos em um único sistema e somente em 1991, Linus Torvalds, programador finlandês, publicou seu Kernel “Linux” que permitiu juntar todos os aplicativos já feitos num único sistema e desta forma conseguiu atingir o objetivo do projeto GNU, criando o primeiro sistema operacional sob licença GLP: GNU/Linux. A partir destes acontecimentos começaram a surgir alguns sistemas com funcionalidades de SCADA e nos últimos anos devido aos avanços tecnológicos permitiram- se criar projetos de maior porte com várias iniciativas open-source e que dentre estas podemos citar algumas das mais importantes:

10.1 Mango

Este sistema SCADA é um dos sistemas open-source mais conhecidos do mundo. É de origem canadense, tem várias características importantes, é um software “M2M” (Máquina

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para Máquina), possui diversos protocolos de comunicação , geração de gráficos de tendências, históricos, alarmes, construtor de telas, é todo baseado na WEB, roda em um browser e pode visualizar e controlar equipamentos dos mais variados processos, seja local ou a distância. ( Fonte: http://mango.serotoninsoftware.com. Acesso 04.03.2012).

  • 10.2 Argos Scada

Atualmente este software está disponível como um projeto open-source, licenciado pelo GLP SourceForce.NET. Possui um conjunto de ferramentas com todas as funcionalidades de um sistema SCADA, ou seja, é possível projetar, desenvolver, implementar interfaces gráficas e manter um sistema de aquisição de dados, com alarmes, controles, gráficos de tendências, protocolos de comunicação ( Modbus, TCP/IP ), scripts, etc. É de origem Venezuelana, utiliza o Linux como sistema operacional, foi criado pela empresa Cintal e utiliza a linguagem C ++. (Fonte: http://linuxscada.info/argos.htm. Acesso dia

04.03.2012).

  • 10.3 Beremiz

Está disponível como um projeto open-source licenciado pelo GNU Public License - GLP , com contribuições de Portugal e França. Possui funcionalidades de um sistema SCADA e também como um soft-PLC - Controlador Lógico Programável que desta forma, pode ser programado em cinco linguagens de programação de PLC que são: Sequências de funções - SFC , diagramas de blocos funcionais - FBD , diagrama ledder - LD , texto estruturado - ST, equivalente a C / C ++ e lista de instruções - IL. Utiliza diferentes plataformas como Linux e Windows e possui uma interface gráfica baseada em Gráficos Vetoriais Escaláveis ( SVG - Scalable Vector Graphics ). (Fonte: http://www.beremiz.org. Acesso 04.03.2012).

  • 10.4 Access Point

É um sistema SCADA de código aberto e portanto é permitido monitorar entrada/saída de dispositivos, possui tela de alarmes de processo, geração de relatório, gráficos de tendência em tempo real, operações matemáticas, aquisição de dados local ou remotamente, etc. É de origem Alemã, utiliza como sistema operacional o Linux / Unix e

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utiliza a linguagem de Acesso 04.03.2012).

programação C / C ++. ).

(Fonte: http://www.linuxscada.info.htm.

10.5 Likindoy

É um SCADA livre com todas as características e funcionalidades destes sistemas, sendo fortemente baseado em protocolos e tecnologias de internet, está escrito em Python, utiliza a base de dados MySQL, utiliza um sistema de estatística e geração de gráficos de qualidade, funciona em sistemas baseados em Linux e é utlizado em sistemas geograficamente distribuídos como distribuição de gás e saneamento básico. Um dos destaques do likindoy é a possibilidade de integrar dados de sensores em mapas, usando o Google Maps. Likindoy é uma iniciativa da empresa Axaragua, que usa como seu próprio sistema de gestão, e teve o incentivo do Departamento de Inovação e Ciência da Andaluzia (Espanha ) (Fonte: http://www.likindoy.org/es. Acesso dia 04.03.2012).

10.6 Sistema

Open-Source de Supervisão Controle e Aquisição de Dados Brasileiro

(ScadaBR )

É um sistema SCADA - Supervisão Controle e Aquisição de dados que foi adaptado e melhorado para uso no Brasil. O projeto do ScadaBR foi desenvolvido no modelo open- source, sob a Licença Pública Geral GNU, onde o código-fonte e documentação estão disponíveis no site (www.scadabr.com.br) para que qualquer pessoa possa usufruir das quatro liberdades - executar, estudar, distribuir e melhorar presentes neste tipo de licença. Iniciou em meados de 2009, através de uma parceria com empresas de Florianópolis/SC dentre elas a Fundação CERTI, MCA, Unis Sistemas, Conetec, com o patrocínio do FINEP - Financiadora de Estudos e Projetos, SEBRAE - Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas e apoio da UFSC . Este software é uma aplicação que roda em mais de uma plataforma como:

Windows, Linux ou mesmo outros sistemas operacionais e tem como base a linguagem Java. É executado a partir de um servidor web open-source que é o Apache Tomcat - utilizado em mais de 70 % dos servidores Web do mundo, garantindo estabilidade, robustez e segurança ao sistema.

Este projeto recebe todas as características e funcionalidades do projeto mango - Canadá , todas traduzidas para o português, e inclui adições como uma API web-services - Application Programming Interface , tornando possível estender o SCADA em qualquer

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linguagem de programação como: Java, C/C++, C#/VB.net, python, PHP entre outras. O ScadaBR também inclui o suporte a OPC, Modbus, TCP/IP, protocolos do setor elétrico - DNP3 e IEC101, disponibilizando um total na atual versão estável - 0.9.1 de mais de 30 tipos de protocolos, além de uma API de construção de telas baseado em Flex (flash), um novo sistema de scripts, help e manual para usuários, entre outras facilidades. (Fonte: manual software ScadaBR ).

10.6.1 Funcionamento do sistema ScadaBR

Basicamente o sistema instalado em um computador funcionará como um servidor de aplicação Web em Java - explicação mais abaixo - ou mesmo servidor ScadaBR, utilizando o Apache Tomcat , no qual, através de qualquer navegador de internet comum que pode ser tanto Firefox, Chrome, Internet Explorer ou outro ,será acessado tanto as telas ( IHM- Interface Homem Máquina ) quanto as configurações e funcionalidades do sistema, podendo este acesso ser do mesmo computador onde o servidor estiver instalado, ou de outros computadores que estiverem na mesma rede - Intranet e até dependendo dos recursos de infraestrutura poderá ser acessado diretamente pela internet. (Fonte:

https://sites.google.com/a/certi.org.br/certi_scadabr/home/minicursos/iniciando-scadabr. Acesso 14.11.2012).

62 linguagem de programação como: Java, C/C++, C#/VB.net, python, PHP entre outras. O ScadaBR também inclui
62 linguagem de programação como: Java, C/C++, C#/VB.net, python, PHP entre outras. O ScadaBR também inclui
62 linguagem de programação como: Java, C/C++, C#/VB.net, python, PHP entre outras. O ScadaBR também inclui

Figura: 26 Servidor ScadaBR Fonte: Adaptado de https://sites.google.com/a/certi.org.br/certi_scadabr/home/minicursos/iniciando-scadabr Acesso 14.11.2012

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10.6.2 Servidor Web

O Apache Tomcat, com tela inicial ScadaBR e start do tomcat abaixo, foi desenvolvido pela Apache Software Foundation como parte do Jakarta Project para fornecer recursos aos servidores com base na plataforma Java, onde a parte do Servlet e JSP do Jakarta Projetct é chamada de Tomcat. Através da linguagem Java tornou-se mais fácil o desenvolvimento de aplicações para Web baseados na Internet, onde as comunicações são baseadas em pacotes e no relacionamento entre cliente e servidor. Desta forma o cliente (navegador Web), solicita uma ação que é enviada ao servidor (servidor Web) , que realiza a ação e responde com uma pagina da Web em HTML correspondente para o cliente - navegador . Esta solicitação-resposta é o modelo de comunicação de rede Java que utiliza o servlets e Java Server Pages ( JSP ) ,desta forma o servlets tem a função de um servidor Web que serve páginas Web para um navegador do usuário com o protocolo HTTP - Hypertext Transfer Protocol, que forma a base da World Wide Web - Rede de Alcance Mundial . (DEITEL, 2005)

63 10.6.2 Servidor Web O Apache Tomcat, com tela inicial ScadaBR e start do tomcat abaixo,

Figura: 27 - Tela Inicial no Navegador e Start do Tomcat no ScadaBR.

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  • 10.6.3 Estrutura do Sistema

Possui um ScadaBRCore que é o pacote principal do projeto, onde este realiza funcionalidades centrais de aquisição de dados, envio de comandos, tratamento de alarmes e eventos, registro de dados históricos, e execução de controle e scripting. Preve características técnicas especializadas como redundância e sincronização temporal com ajuste de relógio com data/hora, garantindo confiabilidade de operação ao sistema. O Core deve ainda prever um mecanismo de watchdog - cão de guarda que permite o monitoramento da operação do próprio software e caso o sistema apresente alguma falha, será inicializado o servidor web Tomcat a fim de corrigi-la. É composto por um Middleware que segundo o manual do próprio software é “ um conjunto de especificações ou softwares dedicados especialmente à função de interoperabilidade, ou seja, comunicação entre diversos componentes de software” e mais módulos de alarmes e eventos, controle e escripting, registro de dados e módulo ScaBR DA Server, onde este módulo é um servidor de acesso aos dados com centralização do acesso às tags e com permissão para ler e escrever valores nelas e operação em modo assíncrono baseado em um sistema de filas ou similar para evitar perda de dados, permitindo iniciar um processo externo. (Fonte: http://www.scadabr.org.br/?q=node/7. Acesso dia 21.04.12).

  • 10.6.4 Funcionalidades do ScadaBR

10.6.4.1 Data sources

São as fontes de dados recebidas pelo sistema , isto é, a configuração dos equipamentos que irão ser fisicamente controlados, constituindo uma parte fundamental para o funcionamento do sistema, podendo virtualmente ser representado por qualquer coisa, desde que os protocolos de comunicação sejam suportados pela aplicação. É constituído por um barramento de comunicação com os mais variados tipos de protocolos como: Modbus, Http, , TCP-IP, ASCII, SQL, DNP3, OPC entre outros. O sistema permite fácil inclusão de novos protocolos, por meio de uma arquitetura de plugins ou através de API especialmente desenhada para este fim. (Fonte: manual software ScadaBR ). Segue exemplo de seleção e configuração de data sources abaixo.

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65 Figura: 28 - Exemplo de Seleção e Configuração de Data Sources 10.6.4.1.2 Data Points São

Figura: 28 - Exemplo de Seleção e Configuração de Data Sources

10.6.4.1.2 Data Points

São os pontos de medição e controle ou tags - são todas às variáveis numéricas e alfanuméricas envolvidas num aplicativo, pois, funcionam como uma coleção de valores históricos e que contém atributos como: nome, de que forma os dados são registrados, se totalmente ou quando muda de valor ou nenhum, por quanto tempo manter esses dados, em que condições os dados devem ser formatados para exibição e de que maneira traçar um determinado gráfico para exibição dos valores medidos. O sistema suporta cinco tipos de dados que são: Binários - 0 e 1 , Estados Múltiplos - ligado/desligado/desativado , Numéricos ou Analógicos - temperatura, pressão, vazão, umidade etc, Alfanuméricos - sequência de caracteres e Imagens. Com relação às medições os pontos podem ser representados, por exemplo, como uma leitura de pressão, temperatura, umidade, vazão, etc. e como controle podem indicar uma condição de ligado e desligado um determinado equipamento. Desta maneira os data points armazenam todos os valores de dados que são coletados por um data source. ( Fonte: manual software ScadaBR ). Abaixo seguem telas com exemplos de data points e detalhes de data points.

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66 Figura: 29 - Tela com Exemplos de Data Point. Figura: 30 - Tela com Exemplo

Figura: 29 - Tela com Exemplos de Data Point.

66 Figura: 29 - Tela com Exemplos de Data Point. Figura: 30 - Tela com Exemplo

Figura: 30 - Tela com Exemplo de Detalhes de Data Point.

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10.6.4.1.3 Representações Gráficas ou Telas

Nas representações gráficas conhecidas como IHM - Interface Homem Máquina ou modernamente chamado por IHC - Human-Computer Interface, podendo ser construídas sobre aplicativos desktop ou web, é que são criados os painéis de controle, onde os data points podem ser monitorados em tempo real e também são disponibilizados elementos gráficos como botões, ícones, gráficos, componentes HTML e displays representando o processo real que está sendo monitorado ou controlado, isto é, representa a interface com usuário para operação do sistema. Seguem abaixo exemplos reais de representações gráficas – telas, no qual o ScadaBR é utilizado para supervisionar uma pequena central hidrelétrica e o sistema fábrica visual do LABelectron. (Fonte: http://www.scadabr.org.br/?q=node/7. Acesso

31.03.2012).

67 10.6.4.1.3 Representações Gráficas ou Telas Nas representações gráficas conhecidas como IHM - Interface Homem Máquina

Figura: 31 - Tela de Supervisão de uma Pequena Central Hidrelétrica. Fonte: http://img.vivaolinux.com.br/imagens/artigos/comunidade/pch-artigo.png. Acesso dia 30.03.12

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68 Figura: 32 - Tela de Sistema Fábrica Visual do LABelectron Fonte: http://www.labelectron.org.br. Acesso dia 30.03.12

Figura: 32 - Tela de Sistema Fábrica Visual do LABelectron Fonte: http://www.labelectron.org.br. Acesso dia 30.03.12

10.6.4.1.4 Relatórios

Através dos relatórios é possível ter uma visualização dos dados que são guardados no banco de dados com utilização de persistência - armazenamento não volátil e compressão de dados, isto é, possui um histórico completo dos dados captados pelo sistema que podem ser importados para software de planilhas eletrônicas - Excel , agendados para serem gerados automaticamente, enviado por e-mail ou numa nova janela do navegador exibindo informações da criação de relatórios, dados estatísticos e uma imagem do gráfico dos dados do relatório ao final de um período seja ele minuto, hora, dia, mês ou ano. Abaixo seguem exemplos de dados históricos dos relatórios num determinado período. ( Fonte: manual software ScadaBR ).

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69 Figura: 33 - Exemplo de Relatório de Dados Históricos. 10.6.4.1.5 Scripts Através dos scripts podem

Figura: 33 - Exemplo de Relatório de Dados Históricos.

10.6.4.1.5 Scripts

Através dos scripts podem ser criadas linhas de códigos que permitem fazer lógicas computacionais no sistema como: operações básicas, tais como aritmética, lógica booleana e contadores, podendo atuar em determinadas tags com base no valor de outras, isto é, no ScadaBR utiliza-se o meta data source para combinar pontos existentes em novos como exemplo, “se nível de tanque acima de 3 metros, abrir válvula em 70 %” . Para realizar as lógicas no sistema é aplicada uma linguagem de alto nível para script o JavaScript que é provavelmente a mais popular linguagem de scripts da atualidade e a única linguagem disponível para uso em todos os navegadores web mais populares. Como resultado, se percebe o uso comum de JavaScript em páginas web. Como exemplo do uso de JavaScript , seguem figuras abaixo, que mostram a tela de configuração e simulação quando na chegada de uma peça é feita uma contagem da mesma pelo sistema . (Fonte: software ScadaBR)

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70 Figura: 34 - Telas de Configurações de Script com JavaScript e Contagem de Peças pelo

Figura: 34 - Telas de Configurações de Script com JavaScript e Contagem de Peças pelo Sistema.

10.6.4.1.6 Monitoramento

No sistema os pontos são monitorados, conforme exemplos de figuras abaixo, usando uma watch list - veja lista, que são criadas listas dinâmicas de pontos com seus valores atualizados em tempo real, sem ter que atualizar a janela do navegador com últimos tempos de atualizações, gráficos de tendências instantâneos e históricos com detalhes dos data point. É possível também o monitoramento através da criação de representações gráficas de pontos, usando a função de drag and drop - arrastar e soltar, posicionando estas representações gráficas de pontos sobre uma imagem de fundo facultativa. Oferece recurso conforme exemplo abaixo, que através de imagens animadas, pode-se criar uma visualização totalmente dinâmica do comportamento das variáveis do processo que são captadas pelo sistema, permitindo para os usuários ou operadores do sistema, através destas várias formas de representações gráficas, uma maneira de garantir mais agilidade, qualidade e confiabilidade dos dados gerados pelo seu processo. (Fonte: manual software ScadaBR).

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Figura: 35 - Exemplo de Monitoramento de Pontos em Tempo Real Usando Watch List e Gráficos
Figura: 35
- Exemplo de Monitoramento de Pontos em Tempo
Real Usando
Watch List
e
Gráficos de

Tendências Históricos.

71 Figura: 35 - Exemplo de Monitoramento de Pontos em Tempo Real Usando Watch List e

Figura: 36 - Exemplo de Gráficos de Tendências Instantâneos.

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72 Figura: 37 - Exemplo de Gráfico de Tendência Histórico com Detalhes do Data Point. Figura:

Figura: 37 - Exemplo de Gráfico de Tendência Histórico com Detalhes do Data Point.

72 Figura: 37 - Exemplo de Gráfico de Tendência Histórico com Detalhes do Data Point. Figura:

Figura: 38 - Exemplo de Imagens Animadas com Visualizações Dinâmicas do Processo Monitorado.

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10.6.4.1.7 Controle

O controle de sistemas externos é iniciado através da configuração no data source do tipo de protocolo que vai ser utilizado na aplicação. Para Modbus-RTU cada fabricante utiliza parâmetros configuráveis que podem ser acessados - lidos ou escritos, através das tabelas de registradores que servem para localizar valores dos pontos. No caso esses valores podem ser binários ou numéricos e estão numa determinada faixa de registro que são: status coil, input status, holding register e input register. Desta forma para ter um controle externo no ScadaBR utilizando o protocolo Modbus-RTU, tem-se que verificar na tabela de registro de cada fabricante de instrumento, qual controle pode ser feito pelo instrumento, e marcar no “detalhes do data point” a opção faixa de registro, tipo de dados modbus, offset - número para leitura ou escrita e configurável, conforme figura abaixo. Depois desta configuração é só ir, por exemplo, na tela de watch list e no ícone ( setpoint ) escrever o valor desejado para ser alterado em campo. ( Fonte: software ScadaBR )

73 10.6.4.1.7 Controle O controle de sistemas externos é iniciado através da configuração no data source
73 10.6.4.1.7 Controle O controle de sistemas externos é iniciado através da configuração no data source

Figura: 39 - Configuração de Controle para Modbus-RTU.

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74 Figura: 40 - Exemplo de Controle com Alteração de Set Point 10.6.4.1.8 Alarmes São ocorrências

Figura: 40 - Exemplo de Controle com Alteração de Set Point

10.6.4.1.8 Alarmes

São ocorrências usualmente assíncronas, isto é, que não ocorre e não se efetiva ao mesmo tempo, de uma medição com valor fora de limites pré-estabelecidos, ou eventos que necessitem ação de um operador como visualizar e reconhecer o alarme. O sistema permite automaticamente a execução de sons nas ocorrências para alarmes urgentes, críticos e de risco de vidam, mas, de informação não é permitido. Alarmes usualmente possuem um grau de criticidade associado, por exemplo, de "0 = warning" até "5 = critical alert" . Os alarmes podem ser visualizados tanto na tela de Watch list, alarmes pendentes, data point, e de representações gráficas, tudo em tempo real. Abaixo seguem exemplos de duas telas ( Fonte:

manual software ScadaBR).

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75 Figura: 41 - Visualização de Alarmes na Tela de Watch List e de Alarmes Pendentes

Figura: 41 - Visualização de Alarmes na Tela de Watch List e de Alarmes Pendentes

10.6.4.1.9 Eventos

O sistema suporta 500 eventos por segundo e considera um evento como sendo uma ocorrência na planta supervisionada de uma condição definida no próprio sistema. São representados tanto por eventos definidos pelo sistema como definidos pelo usuário. Os definidos pelo sistema incluem erros de operação de data points, data sources, logins de usuários, e inicialização e parada do sistema. Entretanto os eventos definidos pelo usuário incluem detectores de valor, eventos agendados que são momentos definidos de tempo , e eventos compostos que detectam condições sobre pontos múltiplos usando argumentos lógicos.

Outra forma de evento disponibilizado pelo sistema seriam os eventos auditados que ocorrem quando usuários fazem alterações, sejam elas de adições, modificações ou remoções, que afetam objetos em tempo de execução, incluindo data sources, data points, detectores de valor, eventos agendados, eventos compostos e tratadores de eventos. A partir do momento que um evento foi detectado, é manipulado por tratadores, que funcionam como um

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comportamento definido pelo usuário que deve ser executado quando um evento particular ocorre, como envio de email ou escrever o valor a um ponto setável. Exemplos de eventos citados no manual do software seriam "início de operação do estágio 1 do motor", "operação em regime permanente atingida", "relé de proteção acionado". A diferença entre eventos e alarmes é que eventos não possuem uma criticidade associada e nem exigem uma ação por parte do operador do sistema. Segue um exemplo abaixo em que na tela de alarmes aparecem além dos eventos configurados para o data point interruptor 2, também, eventos do sistema como: usuário admin entrou no sistema, inicio do sistema, desligamento do sistema, data source desativado e falha ao mandar email. (Fonte: manual software ScadaBR).

76 comportamento definido pelo usuário que deve ser executado quando um evento particular ocorre, como envio

Figura: 42 - Tela de Configuração de Detecção de Eventos e Ocorrências de Eventos do Sistema.

10.6.4.1.10 Integração com Sistemas Externos

O ScadaBr permite o uso atualmente de dois sistemas gerenciadores de banco de dados: o Derby e o MySQL. Desta forma pode-se acessar diretamente o banco de dados do sistema para executar queries e updates, tendo esta funcionalidade como função principal para manutenção do sistema. O sistema permite realizar consultas a bancos de dados externos e

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utilizar esses valores de dados como data points. Segue exemplo de figura abaixo com a criação de um schema de dados chamado mydb e uma tabela já com os dados preenchidos e chamada mytable em um servidor de banco de dados externo que é MySQL Query Browser . Fonte: http://www.scadabr.org.br/?q=node/7. Acesso 31.03.2012.

77 utilizar esses valores de dados como data points. Segue exemplo de figura abaixo com a

Figura: 43 - Criação de schema de dados e tabelas num servidor externo

Fonte: http://www.scadabr.org.br/?q=node/7. Acesso 31.03.2012

Para que o ScadaBR permita visualizar os dados como data points é necessário, conforme figura abaixo, configurar valores em uma base de dados SQL. Trata-se de um data source que lerá valores baseados em um dado período de atualização, onde qualquer base de dados suportada por JDBC pode ser acessada. Um driver, Java Database Connectivity ou JDBC é um conjunto de classes e interfaces (API) escritas em Java que fazem o envio de instruções SQL para qualquer banco de dados relacional , e é necessário para se conectar a qualquer base de dados específico, mas, tais drivers como o MySQL que estão incluídos neste software, estão prontamente disponíveis para a maioria das bases de dados, incluindo MS SQL Server, IBM DB2, Oracle, Sybase, e outros. http://www.scadabr.org.br/?q=node/7. Acesso 31.03.2012 e http://pt.wikipedia.org/wiki/JDBC acesso 07.04.2012.

77 utilizar esses valores de dados como data points. Segue exemplo de figura abaixo com a

Figura: 44 - Configuração e visualização dos dados no data source SQL do ScadaBR Fonte: http://www.scadabr.org.br/?q=node/7. Acesso 31.03.12

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É necessário depois da criação do data source SQL, criar os data points que irão receber os dados da consulta.

78 É necessário depois da criação do data source SQL, criar os data points que irão

Figura: 45 - Criação dos data points para consulta Fonte: http://www.scadabr.org.br/?q=node/7. Acesso 31.03.12

Logo se percebe depois de tudo configurado, que é possível a visualização dos mesmos dados que estão no MySQL Query Browser e na tela Watch List, e que portanto, mostra mais uma das formas de integração do ScadaBR com um sistema externo.

78 É necessário depois da criação do data source SQL, criar os data points que irão

Figura: 46 - Visualização no Watch List (Fonte: http://www.scadabr.org.br/?q=node/7) Acesso 31.03.12

10.6.4.1.11 API

Este software permite que sejam ampliados suas funcionalidades, através de uma API - Application Programming Interface , que é um conjunto de especificações que permite que diferentes softwares ou diferentes módulos de um software comuniquem-se entre si, devendo utilizar a infra-estrutura de acesso a Web-Services da linguagem escolhida para desenvolvimento, podendo ser em diversas linguagens de programação como: Java, C/C++, C#/VB.net, python, PHP etc. Esta API é um serviço web, utilizando a tecnologia SOAP, que em português é Protocolo Simples de Acesso a Objetos , onde este protocolo serve para trocar informações estruturadas em uma plataforma descentralizada e distribuída utilizando a linguagem de marcação extensível - XML para seu formato de comunicação. Isto permite estender o ScadaBR através da arquitetura "cliente-servidor", onde o ScadaBR age como um servidor, e um módulo externo customizado atua como cliente, podendo ser executado na mesma máquina, ou em computadores separados, desde que estejam conectados e acessíveis via rede TCP/IP. Fonte: http://www.scadabr.org.br/?q=node. Acesso 14.04.2012.

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79 Figura: 47 - API Web-Services Fonte: https://sites.google.com/a/certi.org.br/certi_scadabr/home/minicursos/scadabr/scadabr- soap1.PNG?attredirects=0. Acesso 14.04.12 Segue um exemplo de tela

Figura: 47 - API Web-Services Fonte: https://sites.google.com/a/certi.org.br/certi_scadabr/home/minicursos/scadabr/scadabr- soap1.PNG?attredirects=0. Acesso 14.04.12

Segue um exemplo de tela de uma API desenvolvida em Java com leitura da Tag temperatura e uma tela da API do HMI Builder comunicando com ScadaBR . O HMI Builder é uma Interface de desenvolvimento baseado em Flex (flash),onde um integrador de sistemas pode desenvolver graficamente as telas da HMI, adicionando componentes como indicadores, gráficos e botões de comando, por exemplo.

79 Figura: 47 - API Web-Services Fonte: https://sites.google.com/a/certi.org.br/certi_scadabr/home/minicursos/scadabr/scadabr- soap1.PNG?attredirects=0. Acesso 14.04.12 Segue um exemplo de tela

Figura: 48-Tela API Java Fonte: https://sites.google.com/a/certi.org.br/certi_scadabr/home/minicursos/scadabr/scadabr- soap1.PNG?attredirects=0. Acesso 14.04.12

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80 Figura: 49 - Tela API HMI Builder comunicando com ScadaBR.

Figura: 49 - Tela API HMI Builder comunicando com ScadaBR.

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11 DESENVOLVIMENTO DO PROTÓTIPO DE AQUISIÇÃO DE DADOS

Inicialmente foi montado um protótipo, para realizar aquisição de dados de um determinado ambiente e verificar o funcionamento na prática do software já que na época, início de 2011, faziam apenas poucos anos que o haviam criado e disponibilizado para uso. A partir de experiências adquiridas também com a montagem, configuração, e testes de um protótipo, é que foi possível instalar e disponibilizar o sistema ScadaBR em uma máquina, na empresa, definitivamente para supervisionar a variável do processo a ser medida. Segue figura abaixo com representação do protótipo criado e logo a seguir suas características técnicas.

81 11 DESENVOLVIMENTO DO PROTÓTIPO DE AQUISIÇÃO DE DADOS Inicialmente foi montado um protótipo, para realizar

Figura: 50 - Foto de representação do protótipo criado

82

11.1

Computador

No caso foi utilizado um computador tipo portátil - notebook, com as seguintes configurações:

 

Sistema operacional Windows 7 - 64 Bits

Processador Intel core i5

Memória Ram de 4 Gb

Placa vídeo 1 Gb

HD 500 Gb

11.2

Instalação e configuração

Para instalação do sistema ScadaBR o Tomcat exige uma JDK - Java Development Kit 1.6 ou maior instalada em seu sistema e de que a variável JAVA_HOME esteja devidamente configurada. A maneira mais fácil de instalar o sistema é seguir os passos, usando o instalador, que vem junto quando se faz o download do arquivo no saite do ScadaBR. É necessário ter espaço livre em disco de 51,6 MB para executar o aplicativo. A configuração do data source para Modbus-RTU e data points para funcionamento do sistema foram feitas conforme telas citadas acima.

1.3 IHM

Através dos recursos disponíveis no sistema open-source de supervisão controle e aquisição de dados ( ScadaBR ) é possível criar uma infinidade de telas, para os mais diversos processos. Para este protótipo foi desenvolvido uma interface gráfica - Tela , isto é, uma API IHM Builder para verificar o funcionamento em tempo real, a comunicação com o controlador indicador de temperatura e o ScadaBR, Conforme foto acima podemos perceber que foram criadas dois medidores com ponteiros sendo que um representa praticamente a supervisão da temperatura em graus celsius do ambiente e o outro seria um valor de(setpoint) em graus celsius que, por exemplo, em uma dada situação se precisássemos controlar um dispositivo externo seria só selecionar via teclado o valor desejado no controlador e o mesmo iria manter este valor que foi escolhido sem deixar praticamente a variável controlada ser alterada, no caso acima é somente para ter mais um valor representado no sistema , ou seja,

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uma forma de comunicação onde é mudado o valor no controlador e o sistema responde mostrando o valor que foi alterado.Também além do Builder, podemos observar o monitoramento no wacht list do ScadaBR dos dois pontos medidos em tempo real.

  • 11.4 Sensor de temperatura

Quanto ao tipo do sensor de temperatura, o sistema de monitoração de temperatura do supervisório se baseará numa aplicação onde utiliza o sensor do tipo PT-100, um termômetro resistivo ou RTD do inglês - Resistance Temperature Detector, de grande precisão, composto de um fio de platina de alta pureza encapsulado num bulbo de cerâmica ou vidro, com alta sensibilidade, capaz de suportar altas temperaturas e quimicamente inerte. Desta forma uma PT-100 é uma termoresistência de platina que a 0 °C apresenta uma resistência de 100 ohms, que vai aumentando ou diminuindo esta resistência de acordo com o aumento ou diminuição da temperatura do processo. Sua escala possui várias opções, dependendo do tipo de PT-100.

  • 11.5 Controlador indicador de temperatura

O controlador indicador de temperatura utilizado é um controlador universal de processos N1100, marca Novus, que neste caso, faz a leitura dos dados captados pelo sensor PT-100, isto é, funciona adquirindo dados do processo - temperatura e enviando os mesmos através de uma plaquinha eletrônica acoplada internamente ao instrumento, para comunicação serial RS-485, utilizando o protocolo ModbusRTU para envio dos dados ao supervisório ScadaBR. Reúne em um único instrumento as características necessárias para automatizar determinados processos industriais com entradas analógicas de sensores tipo PT- 100, termopares , entre outras, possuindo também a função configurável, dependendo do processo, de controle da variável medida.

  • 11.6 Cabo de comunicação

O cabo de comunicação utilizado para o protótipo é simples, mas, para um processo produtivo é necessário um cabo especial que tenha uma malha de aterramento.

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  • 11.7 Conversor RS232/485

Este conversor pode ser utilizado para instalações que utilizam a comunicação serial em longas distâncias. Ele permite a conexão entre uma rede de instrumentos em RS485 e a interface RS232 - ambas relacionadas acima - de um computador, com velocidades de transmissão de até 38.400 bps, podendo ser instalado até 32 equipamentos ( nós ) em uma mesma porta serial, possibilitando o envio e o recebimento de sinal em até 1.200 metros e pode ser utilizado em qualquer equipamento que realize a comunicação serial no protocolo Modbus/RTU. Utiliza para a comunicação com o padrão RS485 somente um par de fios que sai do controlador para transmissão e recepção dos dados e um conector DB 9 que é ligado na outra ponta.

  • 11.8 Conversor USB/Serial

Foi também preciso utilizar outro conversor já que o computador não possui entrada serial. Este converte a interface RS232 para USB ou do inglês Universal Serial Bus que é um tipo de conexão que permite a conexão de periféricos - aparelhos ou placas que enviam ou recebem informação do computador, sem a necessidade de desligar o computador. Utiliza a porta COM3 do micro.

  • 11.9 Conclusão

Os resultados positivos observados nos ensaios práticos realizados com o protótipo nos mostram que o sistema pode ser instalado e configurado para supervisionar a variável temperatura em um processo real numa empresa, conforme ao qual se destina.

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12 APLICAÇÃO SCADA OPEN-SOURCE NA HEINEKEN BRASIL

  • 12.1 Descrição Geral

Um dos objetivos deste estudo de caso foi buscar a verificação, em uma situação real e prática, de implantação do sistema open-source de supervisão controle e aquisição de dados ScadaBR, dentro de uma empresa, melhorando parte de um determinado processo, através de representações gráficas e supervisão em tempo real de uma variável a ser medida. Somente após conhecimento adquirido sobre o sistema ScadaBR, via instalação, pesquisa, fórum, leitura do manual, vídeo de mini-cursos etc, é que foi instalado e posteriormente disponibilizado o sistema para monitorar e supervisionar uma parte de um determinado processo produtivo dentro da empresa Heineken Brasil. A escolha deste tipo de supervisório (ScadaBR) para uso, foi devido em primeiro lugar por ele ser open-source - não precisando pagar licença para uso, baseado na Web, poder ser instalado e estendido para monitoramento, supervisão em tempo real e de controle de qualquer variável e qualquer equipamento que possua pelo menos um dos seus mais de 30 tipos de protocolos de comunicação, ser instalado em quantos computadores forem necessário, também no caso de estar aproveitando a própria estrutura que a empresa já possui em termos de computadores, redes e switches, economizando assim também na instalação, possui interfaces gráficas fáceis de criar, e desde que esteja em rede local ou remota pode ser visualizado de qualquer máquina entre outros. O processo produtivo em que foi instalado inicialmente foi para monitorar e supervisionar dois pontos de medição de temperatura de saída e entrada de etanol, no qual, este etanol líquido alimenta toda a parte de frio, tanto dos tanques onde ficam armazenadas a cerveja para o processo de maturação e fermentação, bem como todos os trocadores de calor da planta que são circulados com etanol para resfriamento de um determinado produto a ser utilizado.

  • 12.2 Requisitos da aplicação

A aplicação proposta na empresa, tirando o conversor USB/Serial e adicionando mais um controlador indicador e um sensor PT-100, contém praticamente em termos de hardware e configurações do software o mesmo utilizado no protótipo citado acima. Para reforçar, a aplicação é composta de um sistema de supervisão controle e aquisição de dados

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open-source (ScadaBR), dois sensores do tipo PT-100, dois controladores indicadores de temperatura Novus-1100 equipados cada um com placas de comunicação, cabo, um conversor RS-232/RS-485, um computador do tipo PC, com as seguintes configurações:

Monitor LCD 16 polegadas

Gabinete contendo uma CPU com 2 GB de memória RAM, processador Intel

Core Duo E8400 e HD 64 GB

Sistema Operacional Windows XP

Teclado

Mouse

12.3 O processo

O setor de utilidades dentro de uma planta industrial é responsável pela captação e tratamento de água, pelo fornecimento dos insumos básicos de produção, como vapor, potência, ar, água quente, água gelada, gelo, etanol gelado, água bruta e água tratada e pelo tratamento dos efluentes industriais. Dentro deste setor está a produção de frio, onde foi instalado o sistema ScadaBR para monitorar e supervisionar parte de um processo, que é muito importante para empresa, em que as temperaturas de saída e entrada de dois tanques de etanol interligados, seguem uma faixa de -11 a 0 °C, tendo por finalidade suprir as necessidades de refrigeração às diversas áreas da unidade fabril, onde se faz necessário. Praticamente este etanol gelado que é bombeado saindo e retornando em dois tanques é consumido em sua maioria pelos tanques ODs ( Outdoor – Unitanques ), para o processo de fermentação - produção do álcool da cerveja, com temperatura mantida entre 10 a 17 °C e maturação - sedimentação de partículas e produção de aromatizantes da cerveja , com temperatura em 0 °C . Deixando claro aqui que este outro processo, isto é, o de fermentação e maturação, já contém um sistema supervisório proprietário ( GE – Fanuc ) conforme figura n° 4 citado acima, para controlar e supervisionar as suas temperaturas. Estes tanques são revestidos por várias camisas externas que permitem a passagem deste fluído refrigerante sem ter contato com a cerveja, mantendo o sistema na temperatura desejada. Refrigeração é definida como sendo o processo de redução de temperatura de um corpo. Através do desenvolvimento de tecnologias de refrigeração tornou-se possível a manutenção de uma gama muito grande de atividades industriais, entre elas a indústria alimentícia em geral, frigoríficos, os laticínios, a indústria de bebidas entre outras.

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O sistema de refrigeração da empresa utiliza uma substância, denominada agente refrigerante que absorve grande quantidade de calor quando passa do estado líquido para o gasoso que é a amônia. No caso, da figura abaixo, é mostrado não somente o sistema de refrigeração que consiste de uma série de vasos e tubulações interconectados, que comprimem e bombeiam o refrigerante - amônia para um ou mais ambientes, com a finalidade de resfriá- los ou congelá-los a uma temperatura específica, mas também o lugar que fica armazenado o etanol que é constantemente agitado por um motor mexedor e bombeado, para entrar e sair nos tanques ODs, onde é feita a medição de temperatura do etanol nas tubulações, sendo supervisionada 24 horas por dia, em tempo real, pelo sistema ScadaBR. Este sistema de refrigeração é fechado, isto é, a partir do carregamento inicial, o agente somente é adicionado ao sistema quando da ocorrência de vazamento ou drenagem. Podemos perceber de uma forma simplificada e distinta , os principais componentes nos sistemas de refrigeração:( Fonte: Uhze químicos e Gases ). Compressor É geralmente constituído por uma bomba dotada de um tubo de aspiração e compressão, possuindo um dispositivo que impede fugas de gás e entrada de ar atmosférico. Situado entre o evaporador e o condensador, aspira a amônia evaporada e a encaminha ao condensador sob a forma de um vapor quente sob pressão elevada. Separador líquido de óleo Tem a função de separar e coletar o óleo do refrigerante – amônia, e então enviar o óleo de volta para o compressor, assegurando um funcionamento seguro e eficiente do compressor. Condensador É formado geralmente por uma série de tubos de diâmetro diversos, unidos em curvas, podendo ser dotados exteriormente de hélices que garantem um mais perfeito aproveitamento das superfícies de contato. É resfriado por uma corrente de água em seu exterior. Nas pequenas instalações, o resfriamento é normalmente feito pelo próprio ar atmosférico. A amônia gasosa vinda do compressor liquefaz-se ao entrar em contato com a temperatura fria do condensador, sendo em seguida encaminhada para um depósito, de onde passará ao evaporador.

Evaporador

Consiste geralmente de uma série de tubos, as serpentinas, que se encontram no interior do ambiente a ser resfriado. Os tanques de etanol possuem evaporador incorporado

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em sua estrutura. A amônia sob forma líquida evapora-se nesses tubos, retirando calor do ambiente na passagem ao estado gasoso. Sob a forma gasosa, volta ao condensador pelo compressor, fechando assim o ciclo.

88 em sua estrutura. A amônia sob forma líquida evapora-se nesses tubos, retirando calor do ambiente

Figura: 51 – Foto do Sistema de Refrigeração por Amônia com Armazenamento do Etanol, Bombeamento, Medição, Monitoramento e Supervisão da Temperatura pelo Sistema ScadaBR. Fonte: Heineken Brasil.

12.4 Monitoramento dos dados do processo antes da instalação do sistema ScadaBR

Para monitorar os dados desta parte do processo a empresa utilizava um instrumento que era um registrador de temperatura. Este instrumento muito antigo, com sensor de expansão a gás e partes mecânicas, registrava uma só variável que era temperatura de saída de etanol, de forma imprecisa, com uma resolução de 1 em 1°C em uma carta gráfica de papel que ao chegar em 24 horas de registro era retirado pelo operador para análise, arquivamento e posterior tomada de decisão. No caso da foto abaixo o registro começou à meia-noite e foi até

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as 11:00 horas da manhã. E desta forma constituía a única maneira de interação com o processo real em questão. Segue abaixo foto do registrador de temperatura.

89 as 11:00 horas da manhã. E desta forma constituía a única maneira de interação com

Figura: 52 - Foto do Registrador de Temperatura de Saída de Etanol Fonte: Heineken Brasil

12.5 Representação gráfica do processo

Foi elaborado uma IHM no sistema ScadaBR que pudesse representar esta parte do processo que foi citado acima, com todas as características possíveis, para facilitar a interação com os usuários do sistema. Através destas interfaces gráficas o usuário pode visualizar o processo em tempo real com mais qualidade e confiabilidade nos dados, que são disponibilizados em formato eletrônico, permitindo tratar e gerar as informações de várias maneiras como o armazenamento histórico, geração de relatórios, alarmes, entre outras. Como exemplo, no caso da variável sair de um determinado limite o sistema pode gerar um alarme na tela ou mudar a cor do número de vermelho para verde, alertando o operador para um eventual problema no processo produtivo, garantindo que as intervenções no processo sejam feitas rapidamente e que o produto final sempre tenha as mesmas características, com menos perdas e altos níveis de qualidade. Abaixo segue a representação do processo real, contendo também alarmes de temperatura.

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90 Figura: 53 - Representação do Processo Real com Alarmes de Temperaturas Fonte: Heineken Brasil 12.6

Figura: 53 - Representação do Processo Real com Alarmes de Temperaturas Fonte: Heineken Brasil

12.6 Monitoramento e supervisão dos dados do processo depois da instalação do sistema ScadaBR

Através da implementação do sistema ScadaBR nesta parte do processo, houve uma evolução em termos de aquisição, monitoramento e supervisão destes dados que antes era conforme citado na figura n° 52 acima. Esta evolução trouxe de maneira positiva alguns aspectos e os mais importantes serão relacionados abaixo. Para começar mostraremos a forma de registro de temperaturas, entrada e saída em tempo real com gráficos de tendências instantâneas e histórico. Por exemplo, com os gráficos de tendências instantâneas o usuário pode ter uma análise mais precisa agindo mais rápido e ser mais eficiente dependendo da necessidade do processo. Com os gráficos de tendências históricos podem-se verificar o comportamento da variável num determinado período de tempo. Seguem as representações abaixo.

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91 Figura: 54 - Gráficos de Tendências Instantâneas e Históricos de Temperaturas Fonte: Heineken Brasil 12.7

Figura: 54 - Gráficos de Tendências Instantâneas e Históricos de Temperaturas Fonte: Heineken Brasil

12.7 Alarmes das temperaturas

Avisa ao usuário do sistema quando uma variável ou condição do processo de produção está fora dos valores previstos. Abaixo tela de alarmes.

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92 Figura: 55 - Alarmes de Temperaturas Fonte: Heineken Brasil 12.8 Relatórios O usuário ou operador

Figura: 55 - Alarmes de Temperaturas Fonte: Heineken Brasil

12.8 Relatórios

O usuário ou operador do sistema, através deste importante recurso, possui um histórico completo dos dados captados pelo sistema que podem ser importados para software de planilhas eletrônicas – Excel, como exemplo abaixo, agendados para serem gerados automaticamente, enviado por e-mail ou numa nova janela do navegador exibindo informações da criação de relatórios, com dados estatísticos, inicio, mínimo, máximo, média, soma, faixa de datas, registro e contagem dos dados, e também uma imagem do gráfico dos dados do relatório ao final de um período, seja ele minuto, hora, dia, mês ou ano com gráfico consolidado conforme figura a seguir.

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93 Figura: 56 - Relatório de Importação Para o Excel e Gráfico Consolidado dos Dados Fonte:

Figura: 56 - Relatório de Importação Para o Excel e Gráfico Consolidado dos Dados Fonte: Heineken Brasil

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Foram apresentados neste trabalho, várias funções, características e aplicabilidades dos sistemas SCADA proprietários e open-source. Dentro deste contexto e de uma crescente complexidade dos processos industriais, tornam-se necessários cada vez mais o monitoramento e a supervisão dos dados destes processos em tempo real, para que depois de tratados, sejam fontes de informação para uma possível tomada de decisão. O gerenciamento destes dados na tela do computador, foram realizados através de uma interface de alto nível, que portanto, ampliaram as capacidades e funções do usuário para com o processo, isto é, permitiram uma visualização e acompanhamento do processo em forma de gráficos, que registraram o comportamento da variável temperatura, em tempo real, e que desta maneira, juntamente com as telas sinóticas, representaram o layout do processo, melhorando a precisão e qualidade dos dados coletados, aumentando a confiabilidade e a eficiência no processo, mantendo também a rastreabilidade dos dados gerados. O desenvolvimento e teste do protótipo foram importantes para adquirir mais confiança e conhecimento sobre o sistema. E desta forma, posteriormente conseguimos contribuir com a instalação do sistema de supervisão controle e aquisição de dados open- source – ScadaBR , com baixo custo para empresa, pois, foram gastos somente o mínimo em termos de hardware para automatizar o processo citado. Sem contar que a fase mais onerosa para empresa seria, se caso fosse, a de implantação e desenvolvimento do sistema, pois, envolveria mão de obra qualificada, isto é, o profissional teria que entender além de automação e instrumentação industrial, também da parte computacional referente a banco de dados, redes e de determinadas linguagens de programação. Com o sistema conseguiu-se também maior segurança e conforto para o operador, que não precisava mais circular pelo ambiente, que muitas vezes é insalubre e perigoso, pois, o monitoramento e supervisão das temperaturas passaram a ser feitos por um computador, que tanto poderia estar perto do processo, numa sala climatizada, como a quilômetros de distância, disponibilizando os dados em formato eletrônico e assim permitindo tratar e gerar as informações de várias maneiras diferentes. O sistema também permitiu que através desta exportação e visualização dos dados em tempo real a equipe de engenharia industrial respondesse muito mais rapidamente a alterações no processo, conseguindo atuar mais preventivamente sobre os pontos críticos da produção de frio da empresa. Notamos que a implementação de um sistema proprietário, inviabilizaria a automação do processo que acabava sendo pequeno, com poucos pontos, pois, aumentaria

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muito o valor com o pagamento da licença de uso do software, sua instalação e desenvolvimento, também no caso se precisassem de mais alguma alteração, em termos de novos pontos, ou outras telas, o sistema não iria permitir, só pagando. No caso o sistema ScadaBR conseguiu suprir as necessidades, pois, além de podermos instalá-lo em quantos computadores quiséssemos sem pagar nada, poderíamos modificá-lo, e também por possuir a vantagem de ser via Web, se mostrando estável e confiável no processo utilizado. Apesar de termos feito esta pequena automação, de parte de um processo, poderíamos estar futuramente implementando a parte de controle neste mesmo processo, podendo melhorá-lo ainda mais. E se tivéssemos mais tempo, poderíamos estar registrando outras aplicações com o sistema dentro da empresa, em que conseguimos contar, isto é, monitorar e supervisionar, remotamente, a produção total de enchimento de garrafas de cerveja na enchedora, no mesmo computador que usamos para automatizar o processo de frio e também o monitoramento e supervisão de oito indicadores/controladores de temperatura de uma máquina (pasteurizador de cerveja), remotamente, neste mesmo computador. Este trabalho também serviu para registrar e colaborar com mais uma forma de integração do sistema ScadaBR com um processo industrial , mostrando que com o uso deste tipo de tecnologia open-source de automação, com baixo custo, é possível não só automatizar uma parte de um processo, mas também uma produção inteira de uma planta industrial, desde que tenham pessoas qualificadas para isto. .

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