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O Processo de Inclusão do Aluno com Síndrome de Down no Ensino

Fundamental
Lorena Sant’Ana Bazílio (UNICENTRO) lorah_sb@hotmail.com
Ana Flávia Hansel (UNICENTRO) aflaviah@hotmail.com

Resumo:
A presente pesquisa nos mostra que no decorrer do tempo as crianças que possuem necessidades
educacionais especiais vem percorrendo um caminho de dificuldades para ter acesso as escolas de
ensino regular. Mesmo tendo o direito de frequentar as instituições escolares garantidos por lei,
ainda tem-se um longo caminho a percorrer para que os objetivos propostos pela inclusão sejam
executados com qualidade no meio escolar. Neste contexto, esta investigação tem como foco verificar
o “Processo de Inclusão do aluno com Síndrome de Down no Ensino Fundamental em uma escola da
Rede Municipal de Rebouças” e busca analisar como se dá essa inclusão, este trabalho priorizará o
estudo de caso de cunho qualitativo de um aluno com Síndrome de Down. O que pode-se vivenciar foi
que o verdadeiro objetivo do processo de inclusão não acontece, pois o que realmente acontece é a
integração desse aluno na sala de aula regular, pois não são disponibilizados todos os subsídios para
que o aluno se desenvolva integralmente na rede regular.
Palavras chave: Inclusão, Síndrome de Down, Integração.

The Process of Inclusion of Students with Down Syndrome in Primary
Abstract
This research shows that over time children who have special educational needs is blazing a path of
difficulties to have access to mainstream schools. Even having the right to attend educational
institutions guaranteed by law, still has a long way to go before the goals proposed by the inclusion
are executed with quality in schools. In this context, this research is focused on checking the "Process
of Inclusion of students with Down syndrome in elementary education in a school of the Municipal
Rebolledo" and seeks to analyze how is this inclusion, this work will prioritize the case study imprint
quality of a student with Down Syndrome. What you can experience is the true goal of the inclusion
process does not happen, because what really happens is the integration of this student in the regular
classroom, they are not available all allowances for the student to fully develop the network regular.
Key-words: Inclusion, Down Syndrome, Integration.

propõe-se responder ao seguinte questionamento que surge: Como promover a inclusão escolar do aluno com Síndrome de Down na rede regular de ensino? Com essa resposta busca-se oferecer informações que se fazem necessárias para compreender o processo de inclusão educacional do aluno com Síndrome de Down.1 Introdução Neste estudo. como a obrigatoriedade. O objetivo da integração é inserir um aluno ou um grupo de alunos que já foram anteriormente excluídos e a inclusão. sendo assim. atualmente pode-se perceber que a proposta de inclusão é o sistema adequar-se e não a criança ter que se adaptar as regras rígidas estabelecidas. ao ponto de se considerar alguns avanços. levando em conta suas potencialidades e suas limitações na aprendizagem. apresentam desafios às instituições escolares. desde o começo da vida escolar. gratuidade. para isso. Os alunos especiais não são problemas. e aprofundar conhecimentos referentes à inclusão. crianças com ou sem necessidades educacionais especiais. destacando que a educação inclusiva garante que todas as crianças tenham a mesma oportunidade de acesso e permanência na escola. O assunto “inclusão” deve ser tratado como um desafio e não considerado como um problema. mas sim. favorecendo a inclusão e o desenvolvimento de todos. é necessário que os alunos com necessidades especiais tenham o apoio que necessitam. ao contrário. igualdade e permanência do aluno. os pais e os professores podem auxiliar na construção de um novo olhar e uma nova realidade na questão da inclusão escolar de alunos com Síndrome de Down. considerando que a direção escolar. O direito do aluno com Síndrome de Down frequentar as instituições escolares e participar da sociedade vem sendo abordado e questionado frequentemente. A discussão em torno da integração e da inclusão cria ainda inúmeras e infindáveis polêmicas. Tendo em vista que o aluno incluso requer uma atenção especial. o tema de pesquisa refere-se ao “Processo de Inclusão do aluno com Síndrome de Down no Ensino Fundamental em uma escola da Rede Municipal de Rebouças” e busca analisar como se dá essa inclusão. As escolas inclusivas propõem . é o de não deixar ninguém fora ou á margem do ensino regular. a estrutura escolar é que deve adaptar-se as necessidades de todos os alunos. no que se refere ao histórico das pessoas com necessidades especiais e ás leis que asseguram o direito de todos à educação. pois as mesmas devem encontrar mecanismos que oportunizem e ofereçam uma educação de igualdade e qualidade para todos.

Nos dias atuais a inclusão configura uma forma que busca superar as concepções biológicas e físicas. De acordo com Santin e Zych (2011) a inclusão necessita de mudanças de valores na sociedade e a vivência de um novo desafio. Com essa pesquisa. tende-se a generalizar as suas limitações e minimizar suas potencialidades. e sim um “direito de todos”. Acredita-se que a inclusão do aluno com Síndrome de Down. independente da realidade empírica que se apresenta. as pessoas com deficiência ainda são identificadas e socialmente rotuladas. A presente pesquisa priorizará o estudo de caso de cunho qualitativo de um aluno com Síndrome de Down. em uma escola da rede municipal. pretendo me aprofundar nessa temática. possibilitando assim uma melhor qualidade de educação para todos os alunos. Pode-se destacar que a inclusão é uma luta das pessoas com necessidades educacionais especiais e seus familiares buscando a garantia de seus direitos. seja mesmo um desafio. os quais serão relacionados com o processo de inclusão do mesmo. O seguinte trabalho tem o intuito de analisar e aprofundar conhecimentos no que se refere ao processo de inclusão do aluno com Síndrome de Down. que serão distribuídos aos profissionais que se encontram diretamente em contato com o aluno. barrando o desenvolvimento integral desse aluno. bem como. pode-se destacar que a educação não é um direito ou privilégio de alguns. a fim de verificar como se dá o processo de inclusão do mesmo. compreender. situada em Rebouças. incluso no 5° ano do Ensino Fundamental. os fatores que interferem nessa inclusão. conhecer a proposta de inclusão e a Síndrome de Down é o que representa toda a diferença na maneira de como agir e de contribuir para que a inclusão realmente aconteça. envolver. Pode-se perceber que a maior carência no atendimento das crianças com algum tipo de deficiência é o desconhecimento de suas capacidades e limites para a aprendizagem. considerando que tenho grande interesse de atuar futuramente na área da educação especial. mas é possível. através da observação direta e indireta e de questionários. que não ocorre com simples recomendações ou . Sendo assim. e busca analisar como se dá a inclusão desse aluno. 2 Inclusão Escolar A palavra inclusão tem origem do latim “inclusive”.um modo de organização do sistema educacional que considera as necessidades de todos os alunos e que é estruturado em função dessas necessidades. espera-se investigar as condições de inclusão do aluno com Síndrome de Down. pois. que refere-se ao ato de incluir.

que tem . A Lei nº 8. No artigo 205.. a qual iniciou-se somente no século XIX.cumprimento de leis. foi aprovada e dispõe sobre o apoio ás pessoas com deficiência. reiterando os direitos garantidos na Constituição Federal quanto ao atendimento educacional para as pessoas com deficiência. na Conferência Mundial sobre Necessidades Educativas Especiais: Acesso e Qualidade. Martins et al (2006. p. a qual garante a todos o direito à igualdade (Art. na Espanha. A inclusão teve seu marco histórico a partir de junho de 1994. 1988).069/90 dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente. tendo em vista que o ensino inclusivo é um direito de todos. Lei nº7. Em 1989. em 1990. mas sim com o conhecimento de reflexões dos profissionais da educação. pais. 1999 e a Declaração de Madrid. não era questionada a educação de pessoas com necessidades especiais no Brasil. a Declaração de Salamanca em 1994. Na legislação internacional referente às pessoas com deficiência. seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho” (BRASIL.31) destaca que a palavra inclusão refere-se à: “[. alunos e comunidade. em Salamanca. pode-se destacar a Declaração dos Direitos Humanos. No artigo 206. sua integração social. 1988). 5°). realizada pela UNESCO. a CORDE. apoiando-se na Constituição Federal de 1988 (BRASIL. É importante destacar que para as autoras a educação inclusiva relaciona-se a prática da inclusão de todos.] um momento histórico de um processo de progressão porque passa a visão de uma sociedade relativa à deficiência”. 1988). A educação inclusiva no Brasil visa inserir os alunos com necessidades educacionais especiais no ensino regular. levando em conta a realidade de cada pessoa e o contexto social no qual está inserido. em 1948. resultado de uma evolução histórica e social que foi conquistada. visando o “pleno desenvolvimento da pessoa. Segundo Santin e Zych (2012) até a década de 1950. inciso I. em 2002. a Convenção de Guatemala. em que 92 países assinaram o documento. e não algo que tenha que ser conquistado. em que a educação especial teve maior atenção das instituições educacionais e dos órgãos do governo. A Declaração Mundial de Educação para Todos.. apresenta como um dos princípios para o ensino a “igualdade de condições de acesso e permanência na escola” (BRASIL.853/89. assegurando o pleno exercício de seus direitos individuais e sociais. que aborda a deficiência como uma questão de direitos humanos. Sendo assim a educação regular e a educação especial passam a ser integradas ao Sistema Nacional de Educação. trata do direito de todos à educação. preferencialmente na rede regular de ensino.

que dispõe sobre a flexibilidade e a diversidade que cabe à educação especial e a Resolução n° 2/2001. como a Declaração Mundial sobre Educação para Todos e a Declaração de Salamanca. que trata da eliminação de todas as formas de discriminação contra a pessoa com deficiência e não permite o tratamento desigual aos deficientes (BRASIL. aprovou a lei baseada no disposto da Convenção da Guatemala. mas também o atendimento educacional especializado. a escola é a instituição responsável pela passagem da vida particular e familiar para o domínio público.como principal finalidade: “todos os alunos devem aprender juntos. No 2° parágrafo da referida Lei. no que se refere à educação inclusiva. Segundo Oliveira (2004). de 13 de junho de 2001. O Congresso Nacional. 1994). 2004). A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) nº 9394/96 (BRASIL. sempre que em função das condições específicas dos alunos não for possível a sua integração nas classes comuns de ensino regular”.. a qual estabelece para os sistemas escolares o desafio de se organizar para incluir os alunos e atender suas necessidades educacionais especiais. através do Decreto Legislativo n° 198. escolas e serviços especializados. para educandos portadores de necessidades especiais”. estabelece que deve ser exercido o direito de ser iguais na diferença. assegura: “[. aprovada pela Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação. no Brasil estabeleceu-se em Lei o principio de que a escolarização da criança com necessidades educacionais especiais deve ocorrer preferencialmente em escolas regulares e com atendimento de qualidade. a modalidade de educação escolar. A Convenção sobre os Direitos das pessoas com deficiência (2006/2008). Assim. substanciam movimentos em favor de uma educação inclusiva. Vale destacar as políticas educacionais do MEC.. tem por objetivo promover e assegurar o exercício pleno e equitativo de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais de todas as pessoas com deficiência e promover o respeito pela sua dignidade. sem qualquer tipo de discriminação. 1996) caracteriza a educação especial em seu artigo 58: “Entende-se por educação especial para os efeitos dessa lei. declarações internacionais. oferecida preferencialmente na rede regular de ensino. sempre que possível independente das dificuldades e diferenças que apresentem” (DECLARAÇÃO DE SALAMANCA.172/01. A Constituição não só garante o direito à educação. tendo assim função social reguladora e formativa . Segundo Magalhães (2006). com a Lei nº10.] que o atendimento educacional será feito em classes. paralelamente a estes documentos. afirmando uma situação de igualdade de direitos entre os cidadãos.

própria do pensamento científico moderno. . ações. É na convivência coletiva que aprendemos a exercer a cidadania. Essas atitudes diferem muito das que são típicas das escolas tradicionais em que ainda persiste e na qual fomos formados para ensinar. É necessário destacar que o processo de integração escolar tem sido entendido de diversas maneiras. nesta e naquela manifestação das diferenças. o aluno tem acesso às escolas por meio de um leque de possibilidades educacionais. pela distorção/redução de uma ideia. normais/deficientes – e em nível pessoal. o afetivo. A ela não constitui discriminação.Pela integração escolar. mecanicista. diferenciação ou preferência adotada para promover a integração social ou o desenvolvimento pessoal das pessoas com deficiência. as modalidades de ensino em regular e especial. mas não se pode reformar as mentes sem uma prévia reforma das instituições.integração e inclusão . interdependência entre as partes que se conflitavam nos nossos pensamentos. grupos de lazer. sem os quais não conseguimos romper com o velho modelo escolar. Essa reviravolta exige. flexibilidade. mas seu emprego é encontrado até mesmo para designar alunos agrupados em escolas especiais para pessoas com deficiência. sentimentos. De acordo com Mantoan (2006) os sistemas escolares também estão montados a partir de um pensamento que recorta a realidade. ou mesmo em classes especiais. O uso do vocábulo “integração” refere-se mais especificamente à inserção escolar de alunos com deficiência nas escolas comuns. Estas escolas são um dos principais espaços de construção de cidadania e tem papel fundamental em seu desenvolvimento. A lógica dessa organização é marcada por uma visão determinista. Os dois vocábulos . o qual busque articulação. uma vez que ao falar de Integração Inclusão entendemos. e sim o direito à igualdade dessas pessoas e que elas não sejam obrigadas a aceitar tal diferenciação ou preferência. os professores em especialistas. residências para deficientes. que ignora o subjetivo. a extinção das categorizações e das oposições excludentes – iguais/diferentes. que permite dividir os alunos em normais e deficientes. em nível institucional. que vai da inserção às salas de aula do ensino regular ao ensino em escolas especiais. Como afirma Morin (2001). a nos desviar dos desafios de uma mudança efetiva de nossos propósitos e práticas. a conhecer e a conviver com as diferenças.para os alunos. para se reformar a instituição temos de reformar as mentes. para produzir a reviravolta que a inclusão impõe.conquanto tenham significados semelhantes. são empregados para expressar situações de inserção diferentes e se fundamentam em posicionamentos teórico-metodológicos divergentes. o criador.

como tem acontecido com a maioria de nossas políticas educacionais. somos igualados agora. Já a inclusão objetiva-se em incluir os alunos com necessidades educacionais especiais no ensino regular. preconceitos distorcem o sentido da inclusão escolar. Em uma palavra. desde o início da vida escolar. técnicas da educação especial às escolas regulares. podemos encaminhar o conceito de diferença no que se refere aos preconceitos. mas os alunos têm de mudar para se adaptarem às suas exigências. ou seja. A integração escolar pode ser entendida como o especial na educação. e por isso. a discriminação. Nem todas as diferenças necessariamente inferiorizam as pessoas. o princípio da inclusão afirma que todos nós somos diferentes. são indicados: a individualização dos programas escolares. a exclusão. afirmando que todos são iguais. oferecendo todo o suporte que o aluno necessita para seu desenvolvimento pessoal e social. recursos. a justaposição do ensino especial ao regular. agora. da classe regular ao ensino especial. Mantoan (2006) afirma que nem todos os alunos com deficiência cabem nas turmas de ensino regular. em todos os seus tipos de atendimento. currículos adaptados. Para esses casos. Problemas conceituais. pela diferença. o que temos de comum ou de igual é a evidente constatação de que todos nós somos diferentes.Mantoan (2006) destaca que o processo de integração ocorre dentro de uma estrutura educacional. interpretações tendenciosas de nossa legislação educacional. avaliações especiais. métodos. desrespeito a preceitos constitucionais. pois há uma seleção prévia dos que estão aptos à inserção. pelo deslocamento de profissionais. ocasionando um inchaço desta modalidade. a escola não muda como um todo. Dessa forma. Se antes a integração defendia o discurso da igualdade abstrata entre os homens. devemos permanecer juntos. Há diferenças e há igualdades. Como ressalta Santos (1995). 3 Aspectos referentes à Síndrome de Down . pois. reduzindo-a unicamente à inserção de alunos com necessidades educacionais especiais no ensino regular. Nas situações de integração escolar. que oferece ao aluno a oportunidade de transitar no sistema escolar. e nem tudo deve ser igual e nem tudo deve ser diferente. Mesmo sob a garantia da lei. redução dos objetivos educacionais para compensar as dificuldades de aprender. é preciso que tenhamos o direito de sermos diferentes quando a igualdade nos descaracteriza e o direito de sermos iguais quando a diferença nos inferioriza.

dentição irregular e tardia. nariz pequeno e um pouco achatado. p. problemas cardíacos. ZYCH. como a deficiência mental. má formação congênita e respiratória. As crianças com deficiência passam pelos mesmos estágios da criança normal.O diagnóstico clínico pode ser detectado nos primeiros momentos de vida. no início da gestação materna. que: “[. Além das características físicas citadas. a criança com Síndrome de Down senta. Ele conseguiu identificar que o cromossomo extra encontra-se no par 21. a Síndrome de Down não tem cura. a criança com Síndrome de Down apresenta outros aspectos. prega na pálpebra superior no canto interno dos olhos.. pés pequenos largos e grossos. Por se tratar de uma alteração na formação genética da criança. estudando os cromossomos dessas pessoas. Trata-se do resultado de um acidente genético que pode ocorrer com qualquer casal. sustenta a cabeça e fala mais tardiamente do que as crianças ditas normais e isto se dá devido a alteração no cromossomo 21. 55) conclui que: .] quer dizer conjunto de sinais e sintomas que caracterizam um determinado quadro clínico”.60) destaca que a palavra Síndrome vem do grego Syndromé. um a mais. rosto redondo. Algumas características físicas contribuem para a realização do diagnóstico da Síndrome de Down. independente da idade (SANTIN. percebeu que ao invés de 46 cromossomos. elas tinham 47. a síndrome também pode ser chamada de trissomia do par 21. orelhas pequenas. a Síndrome de Down: “é um atraso no desenvolvimento neuropsicomotor”. uma boa educação. 1995). o qual é realizado a partir dos cromossomos e que confirma o diagnóstico da síndrome de Down. pois geralmente são pessoas que apresentam baixo peso e tamanho no nascimento. a criança com Síndrome de Down apresenta características fenotípicas diferenciadas. mãos pequenas com dedos curtos.. entretanto. engatinha.Mantoan (1991. sendo a deficiência mental a única característica presente em todos os casos. assim. prega palmar única. cabelo liso e fino. leucemia e doença de Alzheimer em alguns casos (WERNECK. anda. A verdadeira causa da Síndrome de Down foi identificada pelo cientista francês Jerome Lejeune. Na visão de Werneck (1995. apenas com lentidão. p. estimulação e dedicação resultarão em um desenvolvimento máximo e independente do potencial da criança. pescoço curto e grosso. Na semelhança entre hierarquias das construções de conceitos. em 1958. os normais e deficientes não apresentam quaisquer diferenciações estruturais. ou seja. flacidez muscular. Werneck (1995) comenta que a ser percebidas as características é necessário fazer um exame chamado cariótipo. p. língua grande e flácida.Werneck (1995. 2012).57). mas funcionais. ou seja.

até mesmo na fase adulta.. [. caretas. A estimulação da criança com Síndrome de Down em todos os seus aspectos é de grande relevância para o desenvolvimento da criança. Os bebês com Síndrome de Down parecem ser menos responsivos para as palavras ditas pela mãe. adequada e eficiente dos mesmos na resolução de situações-problemas (funcionamento intelectual).] a estimulação é fácil. . conseguirão superar. portanto de assegurar ao sujeito cognitivamente prejudicado uma ação concomitante de apoio e estimulação da construção de seus instrumentos intelectuais (estrutura mental) e de utilização mais ampla. de superar os limites de um diagnóstico medico possa ter dado ao seu filho. é no espaço de seu lar que terá mais experiências. envolve ações como: motivar. quando imita palavras que acabaram de serem ditas por outra pessoa. Evidentemente. normalmente sorriem e vocalizam menos do que outros bebês. bomsenso e vontade de ensinar. Têm-se. a qual consiste num processo contínuo de interação. Bibas (1999. Aos poucos.. do que quando ela própria tem que lembrar as palavras para comunicar-se. a ausência de estímulos na Síndrome de Down significa regressão. como sorrisos.. pois se bem estimulada a criança com Síndrome de Down poderá participar da vida familiar e assim estar inserida no meio social e consequentemente no contexto educacional. embora tardis etapas da vida [. Schwartzman (2003. 234) destaca que: A Síndrome de Down limita o desenvolvimento.]. assim como para estimulações não verbais. porque frágeis conexões neuronais podem diminuir por falta de estimulação.01) argumenta que: [. aproveitar momentos e objetos e relações para transformar em conhecimento e aprendizado. pois é na família que a criança passa a maior parte de seu tempo. ensinar. Sendo assim a estimulação é de grande importância.. os familiares se descobrirão estimulantes e estimuladores.Já ficou claro que a inteligência dos deficientes evolui na medida em que se atua pedagogicamente em duas frentes: a que se refere à solicitação do desenvolvimento das estruturas mentais e a que propicia uma melhoria de condições de funcionamento intelectual. pois a deficiência que as crianças apresentam as impedirá de absorver todos os estímulos oferecidos pelo meio.. p. e são seus pais e irmãos os maiores interessados em seus progressos. gestos. basta associar três sentimentos importantes: amor. á medida que a estimulação vai se tornando tão natural que passa a fazer parte do cotidiano de cada um.]. De acordo com Schwatzman (2003) a criança pode falar de forma mais clara.. p.

a segregação acontece.] à medida que a mulher envelhece. os riscos aumentam consideravelmente. a educação para alunos com Síndrome de Down deve estimular o desenvolvimento de suas habilidades e deve ser adaptada de acordo com o potencial e as necessidades de cada criança. 4 A Escola e a Síndrome de Down Segundo Mantoan (2006). favorecendo o pleno desenvolvimento social. Sendo assim. o desenvolvimento afetivo e emocional da criança também adquire papel importante [. [. e pode ser inserido no mercado de trabalho. p. seus óvulos envelhecem também. deficientes..76) destaca que: A maioria das pessoas ainda acredita que a idade materna é a única variável bem definida capaz de influenciar no nascimento de um filho com Síndrome de Down. mental e expressivo aceitando-a em seu meio. entre outros. assegurado por lei. pode vir a falar bem.] Os portadores de Síndrome de Down tem capacidade de aprender. sendo assim. dependendo da estimulação recebida e da maturação de cada um. maior será a incidência de Síndrome de Down. Werneck (1995..A idade materna ainda é um fator de risco no que se refere ao nascimento de um filho com Síndrome de Down. O aluno com Síndrome de Down pode ser educado. Werneck (1995. ressaltando que o professor se esconde na antiga maneira de ensinar e rotula seus alunos. Em relação à idade materna. Mantoan (2006) destaca que a escola apresenta-se em diversas formas de ser. sociais. ser independente nas atividades diárias. culturais e físicas.. estimulando e proporcionando sua inserção na sociedade. A autora continua. estão na escola para aprender a ser um cidadão crítico e autônomo e não devem ser rotulados em moldes e estereótipos... Nesse aspecto.]”. Após os 35 anos. p. desde que seja estimulado a ter sua vida social independente. hiperativos. a ler e escrever. em consequência. . a inclusão escolar é um meio de mudar o conceito de que o fracasso escolar é responsabilidade somente do aluno e com isso perceber que é um resultado do próprio sistema educacional ministrado nas instituições escolares. pois criam espaços e programas para atender aos alunos rotulados como agressivos. pois quanto maior for á idade materna. de maneira consciente ou não. Isto daria margem a maior ocorrência de fetos malformados de modo geral. uma escola que abriga o aluno em suas peculiaridades e manifestações intelectuais.. os alunos são simplesmente alunos.164) argumenta que: “[.

e conscientizar os demais alunos.] intervêm tanto na família. Nas palavras de Werneck (1995. É importante que todas as potencialidades do conhecimento sejam estimuladas. .45): “Em suma: as escolas de qualidade são espaços educativos de construção de personalidades humanas autônomas. na escola... p. exige reestruturar e dar um novo significado ao papel do professor.. a participação ativa da família é decisiva para o desenvolvimento integral da criança [. Sendo assim. A educação da criança com de Síndrome de Down inicia-se desde o seu nascimento. Schwartzman (2003. para que compreendam e contribuam para a inclusão social. p. para que de fato.. uma divisão categorial do roteiro da entrevista realizada com a professora da referida escola. como na sociedade. Em relação ao profissional da educação. muitos profissionais da educação esperam aprender técnicas e diretrizes pedagógicas de como ensinar crianças especiais. É uma atividade que deve começar a partir do nascimento. possa ser oferecido um ensino de qualidade não somente às crianças com necessidades especiais. Contudo. mas à todos.Segundo Mantoan (2006. com o auxílio de sua família e procede-se na escola e na sociedade. bem como..238) argumenta que: É importante não queimar etapas e seguir o roteiro adredemente fixado: estimular o desenvolvimento da criança. como uma estimulação capaz de integrá-la progressivamente ao meio ambiente e à vida social. onde crianças e jovens aprendem a ser pessoas”. ensinar dentro da perspectiva da inclusão.. é necessário estruturar melhor as instituições escolares e rever suas formas de atuação. p.] estudos vem demonstrando que o progresso de alunos que foram estimulados desde bebês é mais acelerado do que o dos que receberam tardiamente ou que nunca a tiveram. respeitar sua evolução gradativa e aguardar o momento exato para iniciar uma nova aprendizagem. Sem dúvida. críticas. principalmente no caso de alunos com Síndrome de Down. 5 Análise dos dados A análise dos dados coletados foi realizada por meio de obseravações feitas em sala de aula.. que necessitam de maior atendimento e atenção para que assim se desenvolvam integralmente. [.. Segundo Mantoan (2006).] devem levar em consideração as possibilidades de aprendizagem da criança e a motivação necessária para que participe ativamente [.].162) em relação à educação da criança com Síndrome de Down: [.

137) constitui um bom instrumento de indução para se investigarem as causas a partir de seus efeitos [. demonstra-se feliz e canta na sala de aula para chamar a atenção dos demais. que serve de apoio pedagógico para auxiliar o aluno incluso. No que se refere as atividades propostas. muda de comportamento constantemente. Se contrariado se isola de todos. Devido às suas dificuldades de linguagem e comportamento está em atendimento com a psicóloga e fonoaudióloga e frequenta a sala de recursos. um momento de atendimento individualizado por parte do professor que deve considerar as dificuldades do aluno. sem nenhum preconceito. pois prefere ficar sozinho. cansando rápido. família e sociedade. necessita de muita insistência e ajuda individual. dependo da situação e do ambiente. Mills (2003) argumenta que educar uma criança com Síndrome de Down exige além da integração social com os colegas. não consegue fazêlas de forma independente. disperça sua atenção rapidamente. realiza as que lhe convêm. diz que “já sabe. sendo impulsivo.]. participa de algumas . sendo difícil fazê-lo voltar novamente à sala de aula. melhores oportunidades na sociedade. uma professora e uma estagiária.. Sendo assim.1 Observação Foi realizada a observação em uma sala de 5º ano. na qual os dados coletados seram analisados pela técnica de “Análise de Conteúdo”. realiza suas atividades com atendimento individual. não concentra-se por muito tempo. no período matutino. para finalizar uma atividade. xinga e ameaça agredir os que tentam se aproximar dele.O tipo de pesquisa será qualitativa. Quanto está de bom humor. desistindo facilmente. 5. não gosta de ditado e cópia. localizada no município de Rebouças/PR. Pode-se perceber que o aluno é carinhoso e afetivo. Para que a educação inclusiva tenha um bom êxito é necessário o trabalho em conjunto: equipe pedagógica. às vezes é teimoso e agressivo. A autora afirma que a “a análise categorial serve de base para descrever as principais fases de uma análise de conteúdo”. todos. está cansado. Esta escola contém uma sala inclusiva. com a finalidade de proporcionar qualidade de ensino e garantir ao indivíduo com necessidades especiais. demonstra interesse na realização de caça-palavras e cruzadas. que de acordo com Bardin (1977. o profissional deve utilizar-se de todos os recursos de que dispõe. entretanto quando está nervoso é difícil a interação com ele. faz amanhã”. sendo necessária a adaptação curricular. na qual encontram-se 30 alunos. Tem bom relacionamento com todos da escola. p. Muitas vezes não controla suas emoções.. em uma escola municipal.

p 3) Sua produção escrita é limitada e lenta. o que acaba alterando a forma do céu da boca. O mesmo gosta de fantasiar. que dão origem à hipotomia. sendo assim. próprios da Síndrome de Down. imagens e gestos associados a fala do professor diminui as dificuldades de comunicação e melhora a fala. resolve atividades gramaticais somente com auxílio.] alterações na arcada dentária. com a boca aberta e a língua sempre para fora.atividades em grupo. em tom de voz baixa. um pouco meio sem ritmo e entonação. o uso de sinais. nem sempre segue e cumpre regras estabelecidas pela escola. dentre outros. projeção maximilar inferior e posição inadequada da língua e dos lábios. Bissoto (2005) destaca que estudos recentes referentes aos processos de aprendizagem e o desenvolvimento cognitivo de crianças com Síndrome de Down demonstram que eles necessitam do uso de recursos educacionais visuais que o auxiliem no processo educativo. 1989. fala dentro do possível. fazem com que os movimentos fiquem mal coordenados e a articulação dos fonemas imprecisa e prejudicadas. criando assim situações que despertem o interesse. tem dificuldade no cálculo mental e na interpretação de problemas. Na matemática faz uso frequente da calculadora para cálculos e operações. Benatti (1989) destaca que a criança com Síndrome de Down apresenta reações mais lentas do que as outras crianças. as atividades selecionadas pelo professor devem facilitar sua aprendizagem e não dificultá-la.. Os profissionais que atuam na educação e também com alunos com Síndrome de Down devem proporcionar todo o apoio necessário. entretanto ás vezes não consegue-se entendê-lo devido à problemas na fala. necessitando sempre de orientação para guardar e organizar seus pertences. devido a um atrasso no desenvolvimento das funções motoras e das funções mentais. Esses fatores. lê corretamente as palavras e textos. . apresenta boa oralidade e se expressa muito bem. a linguagem e todos os aspectos cognitivos da criança. Quanto a coordenação motora é lenta e seu traçado de letra é muito bom.. o que ocasiona: [. mas lê. sabe interpretar o que leu e conta oralmente uma história. a hipotomia muscular faz com que a criança apresente um desiquilíbrio de força nos músculos da boca e da face. (BENATTI. Sendo assim. possui alguns erros ortográficos. não memoriza as tabuadas. tendo em vista que o aluno com Síndrome de Down não concentram-se á atividades extensas. não tem cuidado com seu material e pertences. fala coisas que não tem muito a ver com o que está sendo trabalhado no momento. a interação e a participação dos alunos nas atividades propostas.

Pode-se perceber que a proposta de educação inclusiva não se concretiza. 5. normalmente fica retraído em um canto da escola e reage de forma negativa se alguém tenta se aproximar. Sendo assim.. socialização e relação professor e aluno d) Adaptação curricular com foco no ensino aprendizagem e aspectos pedagógicos da inclusão f) Inclusão na sala de aula e na escola A inclusão na sala de aula regular é um direiro garantido por lei. não continuando em locais segregados. mas sim em todo o contexto escolar. Como destaca Karagiannis (1999).58) afirma que: [. que a aprendizegem desse aluno ocorra de maneira produtiva .Nas aulas de Educação Física participa dos jogos e brincadeiras propostas.] crianças com Síndrome de Down tem grandes diferenças no que se refere ás suas personalidades e podem apresentar. gerando assim uma educação de qualidade. da mesma forma que indivíduos sem alterações cromossômicas. Schwartzman (2003. essa convivência facilita a oportunidade de interação e inserção no contexto social. ela respondeu: .. p. pois é essencial o convívio destas crianças com outras. o qual refere-se à inclusão de alunos com deficiência no ensino regular como uma barreira que precisa ser derrubada. distúrbios do comportamento. fica irritado e não participa das aulas devido a agitação da turma. pois a mesma deve proporcionar meios pelos quais o aluno possa se desenvolver integralmente e principalmente. nos quais não se valoriza a diversidade. não apenas na socialização do mesmo. Sobre a concepção de inclusão da professora. visando a qualidade de ensino para todos.2 Entrevista: O olhar da professora diante da inclusão do aluno com Síndrome de Down Foi realizada uma entrevista com a professora e com base no roteiro de questões levantaram-se as seguintes categorias para análise: a) Concepção de inclusão da professora b) Características do aluno com Síndrome de Down na inclusão c) Aprendizagem do aluno. desordens de conduta ou outros quadros neuropsiquiátricos. entretanto nas aulas de Ensino Religioso e Artes sai da sala frequentemente.

tendo dificuldade em ler e escrever. Outra categoria levantada é a adaptação curricular com foco no ensino aprendizagem e aspectos pedagógicos da inclusão. A relação professor/aluno se estabelece através da confiança e afeto que lhe é passada. Com o aluno Down deve-se aproveitar os momentos de bom humor e interesse na hora de ensinar. Apresenta também variação de comportamento. mas sim a toda equipe pedagógica analisar e estruturar um currículo diferenciado para esse aluno. E a inclusão realmente acontece quando. mais individual. se faz necessário a adaptação curricular. bem como. é um processo que se dá de forma distinta. A segunda categoria irá discutir as características do aluno com Síndrome de Down na inclusão. dependendo da situação e do ambiente. socialização e relação professor e aluno. pois quando se trabalha com o aluno com Síndrome de Down. na escola. de mudanças qualitativas e quantitativas. mais flexíveis. para que se possa acontecer uma aprendizagem de qualidade.258): “a inclusão resulta de um complexo processo de integração.Inclusão é permitir com que o indivíduo tenha acesso ao meio comum e tenha seus direitos garantidos. Outro aspecto de grande relevância no desenvolvimento dos processos cognitivos é a atenção. A professora entrevistada destacou que: . Para Fullan citado por Schwartzman (2003. Sendo assim é essencial que as instituições escolares criem um novo modelo. 1995). Cassarin (2003) destaca que estudos afirmam uma aparente desordem na sequência cronológica no desenvolvimento de pessoas com Síndrome de Down. necessárias para definir e aplicar soluções adequadas”. a professora argumentou: O aluno tem uma aprendizagem mais demorada. p. demonstra desordem de conduta. também devido ao seu desenvolvimento mental. mas permite que alguns alunos chegem até ele para ajudá-lo. desenvolvimento da fala. Sobre a aprendizegem do aluno. Em relação à socialização . Não cabendo somente aos professores. intrinsicamente na relação professor e aluno. sendo que o déficit de atenção observado em pessoas com Síndrome de Down pode comprometer seu envolvimento em tarefas e sua maneira de explorar o meio social (WERNECK. o mesmo apresenta dificuldade para socializar-se. demonstra carinho e se apega com quem lhe ensina. implantando escolas abertas a novos desafios. As crianças com Síndrome de Down também apresentam um atraso na aquisição da linguagem. sendo necessário considerar que o desenvolvimento cognitivo dessa criança não é somente mais lento. complexa. A professora entrevistada nos relatou que: É um aluno que apresenta afetividade. professores e alunos aprendem a conviver com as diferenças . mas principalmente. em todo processo de comunicação.

as crianças com Síndrome de Down necessitam de uma ação educativa adequada para atender suas necessidades educativas especiais. Apesar da complexidade que a educação das crianças com Síndrome de Down exige.Percebendo o que o aluno não consegue fazer ao mesmo tempo que a turma é feita a adaptação. o aluno com materiais específicos para que o mesmo possa aprender o conteúdo de maneira apropriada. já que a turma é bem compreensiva e se interage bem com o aluno Down. oriundas de sua deficiência. sem levar em conta às características da criança com deficiência. contribuindo para concretizar a desmistificação do preconceito. respeitando suas necessidades e procurando criar condições favoráveis à uma educação de qualidade. seu desenvolvimento integral será ainda mais afetado. Voivodic destaca que (2004. Os demais alunos e a escola aceitam e interagem muito bem com os alunos inclusos. O essencial é que as escolas estejam preparadas para incluir adequadamente as crianças com Síndrome de Down. incentivem e invistam na sua capacidade de desenvolvimento integral. Sendo assim. Auxilia-se. então. na qual a professora argumentou: Sim. A última categoria analisada é verificar se há realmente a inclusão na sala de aula e na escola. com o intuito de proporcionar melhores condições para as pessoas com necessidades educacionais especiais. é essencial que o trabalho seja em conjunto. com a finalidade de proporcionar qualidade de ensino e garantir ao aluno com necessidades educacionais especiais melhores oportunidades na sociedade. . p. A criança com Síndrome de Down nasce com limitações provenientes da própria necessidade especial. pois mesmo que o aluno resista em participar de algumas atividades sempre ele está se envolvendo. se ela encontrar mais dificuldades e limitações no meio em que vive.18): É evidente que devido ás suas características especificas. entretanto é necessário o apoio entre família e escola para o bom êxito da educação inclusiva. Não há como implementar processos de inclusão que visem de fato a uma escolarização de qualidade. 6 Considerações finais Para que a inclusão seja de qualidade é necessáro o apoio de políticas públicas voltadas à inclusão e que sejam realmente implantadas na sociedade. o que ela necessita são de pessoas à sua volta que acreditem. é possível que ela seja de qualidade.

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