Desafios para uma espiritualidade Cristocêntrica nos dias atuais

Jesus Cristo foi traído por seus discípulos, surrado, achincalhado,
escarnecido, crucificado e morto. No primeiro século seus discípulos foram
martirizados das formas mais cruéis, e seguir os ensinamentos de Jesus de
maneira pública significava assinar uma sentença de morte, muitas vezes.
Quase dois mil anos depois, os seguidores de Jesus são a maioria das
pessoas que habitam esse planeta, somando cerca de 2,2 bilhões de
seguidores entre todas as igrejas que se professam cristãs.
Mas, olhando o mundo e todas as dificuldades e mazelas que temos
defrontado, não é difícil perceber que há algo errado entre a fé que se professa
pela maioria e suas práticas e ações cotidianas. Há uma dicotomia muito
grande entre o discurso cristão da igreja e sua prática eficaz. E o cerne desse
problema encontra-se na espiritualidade fora da pessoa de Cristo.
Foi Richard C. Harverson que disse a propósito: “No início, a igreja era
um grupo de homens centrados no Cristo vivo. Então, a igreja chegou à Grécia
e tornou-se uma filosofia. Depois, chegou à Roma e tornou-se uma instituição.
Em seguida, à Europa e tornou-se uma cultura. E, finalmente, chegou à
América e tornou-se um negócio”. Quando a igreja deixa a sua origem e passa
a dar autoridade à outras fontes que não a Bíblia e Jesus Cristo, ela começa a
labutar em erro. Vãs filosofias, métodos de organização e, finalmente,
puramente negócios e dinheiro. A derrocada prossegue para cada vez mais
longe de Jesus, Autor da Igreja.
A espiritualidade centrada na pessoa de Cristo é a única forma pela qual
a Igreja de Cristo pode demonstrar o próprio Cristo e sua mensagem para um
mundo atribulado e cada dia mais perdido em seus pecados. Quando Jesus e
sua eterna Palavra deixam de ser o principal e passam a ser o trivial,
começamos a notar as mais severas aberrações no meio da igreja o que a
torna inócua num ambiente que urge a cada dia mais se salvação.

autor do livro “Celebrando a Disciplina”. é quase um milagre achar ainda cristãos que desenvolvam sua espiritualidade em Cristo. Tão combatido quanto a meditação por vários grupos cristãos. bens de consumo e que tais. ela pode passar facilmente para um balcão de negócios. O primeiro é a meditação. notando-a num momento em que somos transformados e não numa via de mão única.Somos desafiados no cultivo dessa espiritualidade de várias maneiras. Relegada pela maioria dos evangélicos. um manicômio. O desafio para o nosso tempo e para as gerações que se avizinham é de retornar esse caminho já trilhado por outros. Quando se esquece que Cristo é o motivo maior da Igreja existir e se manter. por ser considerada mística ou oculta. O desafio aumenta quando notamos que dentro da própria igreja as pessoas têm buscado mais satisfação pessoal. Depois ela fala sobre oração. Num mundo cada vez mais agitado. o jejum. Thiago da S. urge que a verdadeira Igreja de Cristo torne seus olhos novamente para Jesus. Leite da Costa . onde Deus é visto com um garçom. indica alguns passos para cultivar uma espiritualidade sadia na pessoa de Cristo. E por último. o Autor e Consumador de nossa fé. Richard Foster. por mais disparate que isso possa parecer. Num mundo cada dia mais escravo das realidades materiais ou voltado para uma espiritualidade embasada em vãs filosofias. é considerada por Foster como “a presença contínua de Jesus como uma realidade radiante”. ao invés de uma verdadeira e consolidada comunhão com Cristo. ou as vezes.