Anais do 2º Seminário Internacional de Ecologia Humana. Volume 1, Número 1. Salvador: EDUNEB, 2014.

ISSN: 2316-7777

O CONHECIMENTO DOS AGRICULTORES SOBRE O USO DE
AGROTÓXICOS EM SUA SAÚDE E NAS COMUNIDADES DE ABELHAS
POLINIZADORAS
Frederico Machado TEIXEIRA1; Katia Peres GRAMACHO2

RESUMO: Este estudo objetiva desmitificar a inocência dos produtores rurais em
relação à utilização de agrotóxicos em sua ação sobre a fauna silvestre, especialmente as
abelhas, atingida pela ação dos agroquímicos no desenvolvimento de suas atividades. O
estudo foi fundamentado na bibliografia existente, assim como na metodologia de
Observação participante durante a convivência de quatro anos em pesquisas de campo
no interior do estado do Rio de Janeiro e um ano no interior de Sergipe, com
agricultores e produtores rurais por parte dos autores. Esperamos, com base nos
resultados contribuir com discussões sobre o tema relacionado à agricultura sustentável
e conservação das abelhas polinizadoras.
Palavras-chave: agrotóxicos; polinizadores; agricultura.
1. Introdução
A Crise dos polinizadores
Alguns estudos têm demonstrado que a fragmentação e exploração não
sustentada dos habitats esta afetando negativamente a estrutura e os processos
ecológicos do ecossistema, com alterações na dinâmica populacional de insetos-praga e
inimigos naturais (Roland, 1993), parasitóides (Kruess; Tscharntke, 1994, 2000),
inclusive alterando a composição de polinizadores, o que afeta a qualidade da
polinização em geral (Aizen; Feinsinger, 2003; Ghazoul, 2005; Kremen, 2005; Vamosi
et al., 2006, Klein et al., 2007, Winfree et al., 2009, Santos, 2010). A comunidade de
abelhas das tribos Euglossini e Meliponini, por exemplo, tem sua abundância, riqueza e
composição afetadas significativamente pelo tamanho do fragmento e pelo tipo de
cobertura vegetal (Liow et al., 2001; Donaldson et al., 2002; Samejima et al., 2004;
Sofia; Suzuki, 2004; Souza et al., 2005; Ramalho, 2006), como visto também no
estudo de Roubik (1989), uma vez que as espécies de Meliponina dependem de locais
_________________________________
1

Pesquisador DCR – Fapitec/CNPQ. E-mail: teixeira_fm@yahoo.com.br; LBPN - Laboratório de Estudos
Biológicos e Produtos Naturais, ITP - Instituto de Tecnologia e Pesquisa, UNIT - Universidade Tiradentes,
Aracaju - SE.
2
Professora titular e colaboradora do programa de Pós Graduação em Saúde e Ambiente da Universidade
Tiradentes (Aracaju-SE) e pesquisadora do Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP); LBPN - Laboratório de Estudos Biológicos e
Produtos Naturais, ITP - Instituto de Tecnologia e Pesquisa, UNIT - Universidade Tiradentes, Aracaju - SE.

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190 . e em longo prazo.. 2007) e das ações sugeridas pela FAO (FOOD AND AGRICULTURE ORGANIZATION. microclima local e interações podem também afetar os padrões de forrageamento e nidificação das espécies de abelhas (Oliveira. e o impacto de seu declínio na produção de alimento e na agricultura sustentável (Imperatriz-Fonseca et al. fragmentos florestais e plantas ruderais presentes ao redor de cultivos agrícolas.. pois estas áreas naturais proporcionam às áreas cultivadas uma maior diversidade de agentes polinizadores e maior eficiência na polinização para as espécies agrícolas de grande valor econômico. podendo assim. Esta mudança gerada na composição da comunidade de polinizadores afeta a regeneração de determinadas espécies de plantas. Em contraponto ao desmatamento para agricultura. Teixeira et al.. os polinizadores. 2004). 2005. 2011). O intuito destas iniciativas são desenvolver políticas e ciência no âmbito dos produtores de serviços ambientais. Dixon (2009) enfatiza que é essencial o conhecimento dos polinizadores em áreas de hotspots e que é primordial que as pesquisas com polinizadores caminhem em conjunto com pesquisas ecológicas que visem às necessidades locais de restaurações ambientais. Salvador: EDUNEB... 2014. De acordo com os estudos de Aizen e Harder (2009) a demanda pela polinização feita por abelhas de mel (Apis mellifera) é superior à quantidade de abelhas existentes. que incentivam o estudo e a utilização de polinizadores nativos para o suprimento desta necessidade. Número 1. a iniciativa para a conservação e uso sustentável dos polinizadores teve início em 2000. ISSN: 2316-7777 específicos como troncos de árvores grandes para sua nidificação. sendo o serviço de polinização prestado por esta espécie insuficiente e preocupante para a produção agrícola mundial. Aizen et al. No Brasil. após a criação da Iniciativa Internacional de polinizadores (IPI) pela Convenção da Diversidade Biológica (CBD) na COP5. Chacoff. estudos vêm demonstrando que é extremamente importante manter as florestas.Anais do 2º Seminário Internacional de Ecologia Humana.. a composição florística da mata (Samejima et al. Fatores locais como o tipo de ecossistema. Os autores acompanham o pensamento da “Crise de polinizadores” e a importância destes polinizadores na produção de alimentos (SteffanDewenter et al. 2003. no intuito de traçar metas e modelagens de recuperação e potencialidades para estas áreas e para os polinizadores. 2006. Aizen. Biesmeijer et al. 2007). Volume 1. 2009). 2004). ajudar a aliar a conservação de fragmentos florestais e a agricultura (Ricketts. substrato este cada vez mais escasso nestas áreas antropizadas. 2006. 2004.. Klein et al.

1981). onde estudos mostraram que cerca de 75% das espécies de plantas que produzem frutos (Angiospermas) são polinizadas exclusivamente. algumas espécies de plantas são também dependentes da polinização por abelhas.. Pijl. 1979. Lopes. Gottsberger. 2010). que desenvolvem melhor qualidade dos frutos e sementes quando polinizadas por abelhas (Lanham. 1983). algumas espécies de abelhas utilizam ainda de fragrâncias florais em comportamento pré-cópula (Faegri. 2005). Kremen. que possuem antera poricida e necessitam de abelhas com comportamentos vibratórios (buzz pollination) para realizar sua polinização (Buchmann. A eficiência das abelhas como polinizadores é devida a esta dependência aos recursos florais. Os recursos florais como pólen e néctar são utilizados pelas abelhas em sua própria alimentação. 1993. o que as tornam importantes polinizadores de várias espécies de plantas silvestres e de interesse econômico. Simpon. 2004). manejo da paisagem agrícola mantendo bordas com vegetação nativa. Número 1. Gonçalves. como as orquídeas devido à sua morfologia (Dressler. 2006. como morango. Baker. Melo. primária ou secundariamente. 2005). Greenleaf. Em contrapartida. 1983. 1982) e solanáceas. Volume 1.Anais do 2º Seminário Internacional de Ecologia Humana. podem ser usados para construção de ninhos. 1965. com controle do uso de pesticidas nas culturas em determinados horários ou nenhum uso. como as agrícolas. 191 . 1999. Salvador: EDUNEB. Crepet. Bawa. 2014. Gaglianone et al. Neff. 1983. Outros recursos extraídos de flores especializadas como as resinas e lipídios florais. ou de sua prole e são essenciais para sua sobrevivência (Percival. Kleinert 2007. e a sua morfologia e comportamento adaptados às complexas estruturas florais (Kevan. Abelhas e a polinização A importância das abelhas como polinizadores já foi constatada em diferentes ecossistemas. por abelhas (Silberbauer-Gottsberger. Um estudo em vegetação de Caatinga em Pernambuco indicou que aproximadamente 62% das espécies de plantas entomófilas foram polinizadas por abelhas (Machado. 1990). práticas agrícolas amigáveis que previnam durante a preparação da terra o cuidado com ninhos das abelhas que ocorrem no solo e. maracujá e tomate. 2010) e outras ainda. cercas-vivas e ruderais que possam oferecer recursos aos polinizadores (Imperatriz-Fonseca. algumas ações direcionadas são indicadas como: o incentivo ao agricultor para a utilização de um manejo agrícola sustentável. ISSN: 2316-7777 Para a manutenção destes polinizadores nativos como alternativa para a polinização de culturas agrícolas. Malagodi-Braga.. Nunes-Silva et al. 1988. Alves-DosSantos.

desequilíbrio na população de parasitas e por último e não menos importante. 2014. O presente estudo procura desmitificar a inocência dos produtores rurais em relação à utilização de agrotóxicos durante no desenvolvimento de suas atividades agrícolas em sua ação nociva sobre sua própria saúde e com relação a importantes polinizadores como as abelhas atingidas pela ação dos agroquímicos. a utilização de inseticidas . 1994. Clothianidine. Marques-Souza. Imidocloprid. Número 1.. sendo os visitantes mais frequentes em flores. Grande parte desta ação é realizada por espécies de abelhas solitárias que. 1989. 1990). 1993. Material e Métodos Área de estudo O estudo foi desenvolvido nos municípios de São José de Ubá. Carvalho. ou silvestres. Embora esses seres sejam de extrema importância para a manutenção e equilíbrio do ecossistema. 2003. 2008. 192 . entre os anos de 2007 a 2010. Bego. Vázquez et al. As abelhas indígenas. Trajano de Morais do estado do Rio de Janeiro. 1996. De acordo com Gonçalves (2012) os agrotóxicos neonicotinoides são os principais agentes da diminuição das populações de abelhas e os agroquímicos com os compostos Fipronil. o que as torna um dos mais importantes polinizadores das plantas entomófilas dos trópicos (Roubik. Aizen. Alguns estudos têm avaliado matematicamente esta especialização na interação planta-polinizador na tentativa de identificar e avaliar economicamente estas redes de polinizadores (Vázquez. 2. fato este relacionado ao desaparecimento de floresta nativa. Thiomethoxam são extremamente tóxicos para as abelhas... infelizmente está havendo uma queda no número de polinizadores. ISSN: 2316-7777 Sabe-se que diversos cultivares são polinizados exclusivamente pelas abelhas e que no mínimo 30% da produção de alimentos é devido ao seu trabalho (Kremen et al. 1997).. Bawa. Allsopp et al. São Francisco do Itabapoana.. Volume 1. 2012). 1993. Kerr et al. são fundamentais neste processo de polinização (Lanham. 2002). 1974).Anais do 2º Seminário Internacional de Ecologia Humana. Salvador: EDUNEB. Silveira et al. expressados mais fortemente sobre as abelhas. diferentemente da espécie social não se organizam em colônias (Michener.

Resultados e Discussão Agrotóxico e o agricultor Nas comunidades agrícolas estudadas. especialmente pelos pioneiros Malinowski e Boas. portanto. Foram utilizados os buscadores Google acadêmico e o Portal dos Periódicos CAPES. A Observação Participante é um método difundido inicialmente em pesquisas antropológicas. Refere-se. a uma situação de pesquisa onde observador e observados encontram-se numa relação face a face. Número 1. Para complementar a compreensão do conhecimento e práticas dos agricultores sobre o uso nocivo do uso dos agrotóxicos sobre sua saúde e danos causados ás abelhas polinizadoras de suas culturas agrícolas. Geer. foi possível perceber que o pequeno agricultor segue as indicações dos técnicos agrícolas. 193 .Anais do 2º Seminário Internacional de Ecologia Humana. agricultura sustentável. como um modo de pesquisar que coloca o pesquisador no meio da comunidade que ele está estudando (Angrossino. 1995). Estes incentivam os agricultores a aplicarem os agrotóxicos nas lavouras e plantações. verificamos uma superdosagem na preparação do produto químico. foram utilizados dados secundários. objetivos do desenvolvimento do milênio. contudo. 2009). os quais muitas vezes são financiados pelas grandes empresas produtoras dos chamados agroquímicos (agrotóxicos). amanha para a broca. de acordo com relatos dos agricultores “hoje é pra cigarrinha. no final do século XIX e início do XX. mas como sujeitos que interagem em um estudo (Serva. agricultura verde. que passam a ser vistos não mais como objetos de pesquisa. Volume 1. A aplicação dos diversos agrotóxicos é uma atividade quase que diária. polinizadores + agrotóxico. Salvador: EDUNEB. ISSN: 2316-7777 Procedimentos metodológicos Este artigo foi desenvolvido a partir de um enfoque etnoecológico.. e onde o processo da coleta de dados se dá no próprio ambiente natural de vida dos observados. 1997) para estabelecer relações com os agricultores e compreender o nível de conhecimento e informação que eles possuem em relação aos danos causados pelos agrotóxicos às comunidades de abelhas polinizadoras. 2014. buscando pelas seguintes termos de pesquisa: agrotóxico + agricultor. Jaime Jr. a partir da revisão da literatura científica. utilizando o método de Observação Participante (Becker. 3.

máscara. Ainda. a água utilizada é retirada de caixa d’água. no estado do Rio de Janeiro. dependendo da cultura agrícola. Não é a falta do EPI. são aplicados ainda o fungicida e o combate às ervas daninhas ou invasoras. devido á intensidade solar. levando a crer que este fato é um contexto sociocultural já impregnado na população. as secretarias municipais ou associações de agricultores possui o material que pode ser utilizado pelo agricultor quando solicitado. 2014. Número 1. A aplicação se dá no solo. Uma luva plástica de limpeza pode ser também utilizada. sendo esta usada como máscara. Estudo realizado em uma das regiões estudadas. de intoxicação humana e contaminação ambiental provocada pelos agrotóxicos. Entretanto estes cursos só podem ser proferidos durante o período noturno. muitas vezes. que faz com que os agricultores não se previnam. discordando de Soares e Porto (2007) que associa o não uso de EPI a falta de conscientização dos agricultores pelo não recebimento de estímulos para se comprometerem com práticas agrícolas. ficando a aplicação pressionada entre as 9h30 às 14h. no ar e planta. ou finais de semana devido às atividades diárias do público alvo. muitas vezes enfatizando a importância da utilização dos EPIs. São José de Ubá (Moura. Salvador: EDUNEB. já havia indicado a não utilização dos EPIs de maneira adequada. Em nosso estudo notamos que apesar dos cursos serem oferecidos em dias e horários eu normalmente seriam utilizados para descanso e lazer dos produtores/agricultores. O agrotóxico é aplicado somente após a primeira regada matinal e antes da regada vespertina. inclusive contra o vento. 194 . cisterna ou mangueira (vez ou outra esta também é utilizada para consumo). 2005). As secretarias estaduais como EMATER/Rio e EMBRAPA Solos. com possível contaminação. O produto quando não misturado com as mãos é mexido com qualquer material que esteja ao lado do local de preparo. oficinas e palestras de capacitação aos agricultores. o EPI (equipamentos de proteção individual) e aplicação das substâncias. o que geralmente não acontece porque os agricultores alegam que a utilização do EPI é desconfortável devido ao calor do macacão. esta prática que persistiu mesmo com as ações das associações e secretarias. ai aplica de novo!”. botas e luvas apropriadas à aplicação do produto. A aplicação dos produtos é quase sempre feita sem camisa. ISSN: 2316-7777 depois descansa. adaptada para a irrigação e consumo na lavoura. Volume 1. uma boa parte deles interessaram-se em participar. com a bomba manual presa às costas do agricultor e deixando escorrer o produto em seu corpo. Horas estas mais inapropriadas para a utilização do material de segurança. estão sempre oferecendo cursos.Anais do 2º Seminário Internacional de Ecologia Humana.

4.Anais do 2º Seminário Internacional de Ecologia Humana. fazem a aplicação dos agrotóxicos nos horários de maior pico de visitação das abelhas. ISSN: 2316-7777 O agrotóxico e a abelha Os horários de aplicação dos agrotóxicos coincidem com os horários de forrageamento das abelhas. Esta ação dos agrotóxicos sobre as abelhas já vem sendo relatada na literatura especializada. Número 1. sabe que são importantes para a produção dos frutos. quando indagado com a pergunta se ele acredita que o agrotóxico só afeta a cigarrinha. Salvador: EDUNEB. caindo ao chão e morrendo imediatamente. Considerações finais "agricultura sustentável é. alguns. Pinheiro e Freitas (2010) estudaram os efeitos letais dos agrotóxicos sobre diversos polinizadores. dão indício de perceberem que existiam mais abelhas antigamente. 1995) Os agricultores das regiões estudadas são capazes de reconhecer os perigos do mau uso dos agrotóxicos. não apenas um modelo ou um pacote a ser simplesmente imposto. ou seja. ou a si mesmas. ele sempre pensa um momento e conclui dizendo que deve afetar as abelhas também. 2014. assim como as consequências de uma intoxicação. Em um primeiro momento. pólen e outras substâncias. ao coletar esses materiais. já mais vividos. o horário em que as abelhas visitam as flores para a coleta do néctar. Entretanto. produzindo ainda o mel (abelhas sociais) contaminado. sendo muitas vezes atingidas pelo inseticida. ingerindo o néctar e carregando o pólen as abelhas levam o agrotóxico consigo para o ninho (quando solitárias) ou colmeia (abelhas sociais). citando artigos científicos que indicam associação da morte de abelhas com a ação de agrotóxicos e indicam ainda o horário propício de aplicação e formulação adequada para minimizar o efeito sobre a fauna silvestre. O agricultor (a) e as abelhas O agricultor é consciente do papel das abelhas nas lavouras. A não 195 . Volume 1. portanto. que provavelmente será também consumido por humanos. É mais um processo de aprendizagem" (PRETTY. Se não ocorre a morte imediata. para alimentar as larvas.

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