PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO

DEPARTAMENTO DE FILOSOFIA

TRABALHO SOBRE A OBRA QUE CHAMAMOS PENSAR.

Prof: Edgar Lyra

Débora Gill
Rio de Janeiro
Dez /2013

para a proteção do seu próprio e preestabelecido passo. Heidegger afirma que a coisa-a-considerar. sobretudo. No entanto. E justamente a partir daí. ou melhor. A frase que causou e causa grande polêmica aparece já na primeira parte da primeira aula quando ele nos descreve que a ciência e o pensar não são o mesmo. isto é. É justamente neste escapar que reside a possibilidade de pensar. Desta maneira. E o que seria esse mais problemático? O mais problemático é que ainda não pensamos. sendo ele pensado a partir da razão. Quando Heidegger começa a trilhar o caminho da questão que chamamos pensar e a se aproximar do que se compreende por pensamento. a razão para isso é “que a ciência. p. estridente. quer dizer. ainda o porque da ciência não pensar. Vamos nos aproximar mais dessa questão. mas o fato de não pensarmos diz respeito. e este algo que dá a pensar se afasta por si mesmo e se mantém num constante afastamento. aquilo que nos dá a pensar. vai ficando cada vez mais claro porque a ciência e o pensar não são o mesmo e. o fato de não pensarmos não significa que ainda não nos debruçamos o suficiente sobre tal questão. acreditamos que o pensamento pode se dar quando quisermos. dá a pensar. devemos primeiramente compreender a questão que chamamos pensar. A ciência não pensa. em verdade para sua sorte. como essa questão se desenvolve. temos que o considerado – o mais problemático. aí então.Questão escolhida: 1. O autor inicia sua obra Que chamamos pensar afirmando que não somos capazes de pensar e que.9) A frase a primeira vista soa polêmica e como o próprio autor nos diz. Em que sentido o autor afirma que “a ciência não pensa”? Que importância tem essa afirmação no enfrentamento da questão Que chamamos Pensar? Por que o autor trabalha com as ideias de “salto” e “problematicidade”? Para compreendermos porque Heidegger afirma que a ciência não pensa. não é o pensamento racional e lógico. bem como as ideias de “salto”e “problematicidade”. mas aquele que guarda e que nos remete a coisa-a-considerar. de sua parte. o considerado é o mais problemático.” (HEIDEGGER. que a ciência não pensa “para a proteção do seu próprio preestabelecido passo”. O próprio autor nos atenta para o fato de que tal frase pode se tornar complicada lida nos tempos de agora. visto que hoje temos tanto a pensar nas universidades e academias. talvez tenhamos uma pista e um respiro diante . mas se atentarmos para o que ele afirma em seguida. como Heidegger nos leva a compreensão de tal questão. principalmente. não pensa e não pode pensar. Mas o pensamento que é descrito nesta obra não é o que habitualmente pensamos ser. Esta é uma frase estridente.

. se movem por crenças 1. ou melhor. São.” (HEIDEGGER.272) Ou seja. a ciência estaria de alguma maneira com um caminho já dado e que não é o mesmo que o pensar. unilateralmente. Derrida afirma que as tentativas de se liquidar ou colocar algo no lugar do sujeito são da ordem de uma “opinião confusa” e que “l’effet doxique consiste à dire: tous ces philosophes [e aqui se refere aos filósofos que tentaram liquidar ou responder pelo lugar do sujeito] croient avoir mis le sujet derrière eux. no escapar-se do pensar. Onde. a ponto de acreditar e nivelar tudo a partir do modo como vê as coisas. é igualmente soterrado. ainda. Só que essa multilateralidade pode agora se disseminar numa medida tal que a unilateralidade sobre a qual se funda não esteja mais à vista. de modo que. 1992. A diferença entre os dois lados. (HEIDEGGER . caminhariam na ordem da opinião discursiva.9) E aqui arriscaríamos a dizer que a ciência é aquilo que assim como muito do que nos ocupamos. p. caminha a partir do habitual e do comum. “Nosso modo de vida cotidiano aí se move e. […] tudo da mesma forma à crença monocórdia. de uma maneira que o outro lado sempre transparece. p. Nesse sentido. possibilita o pensar. o que se situa entre ambos. necessariamente.” (DERRIDA. não obstante. que a exatidão lógica das falas cotidianas já se perdeu há muito tempo e que caminhamos na ordem das crenças. Mas em que medida essa crença seria unilateral? As ciências permanecem necessariamente num único lado (auf der einen Seite) [das coisas]. a fala de Derrida quando ele inicia seu texto Il fault bien manger (1992) a partir da pergunta de Jean-Luc Nancy sobre quem viria depois do sujeito. Ainda que de maneiras distintas de se pensar. justo por isso. pois ninguém teria o acesso puro a verdade do sujeito para poder dizer se há ou não algo como um sujeito. bem como a ciência.do primeiro instante de indignação. Tudo é nivelado num só plano. na medida em que não saberíamos ao certo o que é o sujeito. esta passagem acentua a partir de outro pensador. o que não é o mesmo que pensar. nos remete ao mais problemático.. O autor nos descreve esse movimento a partir da sentença “a privação é acontecimento”. partiríamos do pressuposto de que algo como sujeito já estaria dado. na verdade. todavia. como vimos. onde até mesmo o pensamento estaria nesse lugar. dá a pensar. O pensar. ainda que de maneira distinta. E deve ser assim. aí perdeu de vista também o outro lado. que não haveria nem mesmo acontecimento. que nos escapa e que. leitor assíduo de Heidegger. o homem absolutamente não enxerga mais o unilateral como “uni”. Mesmo a ciência aí se detém. para que daí possamos pensar. nesse sentido. Vale acentuar que ambos autores pedem atenção a isso. os filósofos. não haveria hábito. p. como diria Heidegger ou das doxas. O caráter unilateral das ciências retém a sua própria multilateralidade (Vielseitigkeit). talvez pudéssemos dizer. assim como todos. A ciência não pensa pois ela habita apenas a esfera do habitual. unilaterais. como diria Derrida. pois se caminhássemos apenas na privação.. Sua resposta trazia como crítica o próprio lugar onde a pergunta teria se apoiado.31) De que modo de vida Heidegger está falando? O cotidiano. aquilo que escapa e que por isso. nada seria comum. Ou seja. A frase nos fala de um passo já preestabelecido. O objeto 1 Essa passagem nos faz lembrar. o problemático diz respeito aquilo que nos priva de seu alcance.

estamos abandonados a univocidade técnica e é justamente neste movimento de abandono 3 que algo pode ser pensado. inclusive na sua morte. Caso contrário. senão se expor aos ventos desse movimento e aí se manter. habitualmente não há acesso ao mais problemático.18) . fogem para um abrigo. O homem é indicador daquilo que nos escapa. assemelha-se inevitavelmente aos homens que. Por isso ele é o mais puro pensador do Ocidente. e que Heidegger denominaria técnica2. o pensar. Ou seja. E justamente por isso. Parece que Heidegger nos diz que o movimento dos escritores e dos filósofos de hoje é escrever e assim acreditar que estaria fora deste movimento em direção a. começa a escrever. o movimento de privar e acontecer. a partir desta crença niveladora que se dá o pensar. por não ter escrito nada não teria fugido para um abrigo. Heidegger de maneira nenhuma parece estar querendo diminuir a ciência e tampouco apontar um caráter negativo no mais problemático. Neste sentido. segundo o autor. o que nos escapa parece nos lançar e nos abandonar num pretenso acontecer unívoco. p. Mas é justamente. (HEIDEGGER. seria visto como hostil e ameaçador da seriedade dos trabalhos científicos. E neste sentido. o próprio autor nos descreve que ele estaria num discurso defensivo. manteve o movimento privar e acontecer. na medida em que hoje elas seriam niveladas de modo unívoco. como sempre. pois aí também habita o privar que acontece. p. mas sem poder pensar. 3 Heidegger nos descreve que o homem é homem quando puxado para este movimento. no modo como estamos tratando aqui. deve se tornar visível o abismo que há entre o pensar e a ciência. tem que ser dito que elas não pensam”.32) Isso não significa de modo algum que devemos depreciar esta crença monocórdia que tudo nivela. já que a privação pode. Pois quem. O que está em jogo nesta distinção parece ser justamente a diferenciação do pensar e da ciência mesma. Na medida em que esta univocidade parece nos puxar e nos abandonar por Aquilo que escapa de nós – o mais problemático. pensa que pode estar muito afastado do que por si mesmo escapa. ou seja. só assim eles poderiam ter a ver. Por isso não escreveu nada.da ciência e a questão do pensamento são tratados com idêntica homogeneidade. Sócrates manteve o movimento em direção a.” (HEIDEGGER. De que questão Heidegger está falando? Da questão do mais problemático. E por isso. Pois o acontecer da técnica toma tudo e todos de modo a se fechar para outro modo possível de abertura do ente na totalidade. ele não se fechou. Tomados por este modo de ser não nos questionamos. E nesta passagem isso se esclarece “quando um homem está propriamente nesse movimento. ou seja. estaria ele 2 E o que Heidegger parece propor é justamente que pensemos sobre este acontecimento. diante do vento demasiadamente forte. Sócrates não fez outra coisa durante toda a sua vida. ou melhor não pensamos. Heidegger nos descreve que “na medida enquanto as ciências não tem acesso a essa questão. também ela permanecer encoberta. daquilo que nos escapa e que nos dá a pensar. partindo do pensamento. eles estariam abrigados.

compreender melhor porque Heidegger teria afirmado que a ciência não pensa. portanto. justamente neste extremo perigo vem à luz o pertencimento íntimo e indestrutível do homem àquilo que consente. Se atentarmos para isso. o único modo de desabrigar e. supostamente. essência da técnica] ameaça com a possibilidade de que a entrada num desabrigar mais originário possa estar impedida para o homem. por isso. p.” (HEIDEGGER.” (HEIDEGGER.” (HEIDEGGER. O que Heidegger parece propor é justamente ir em direção a ele. distinguir o pensar e a ciência e deste modo. . O que Heidegger defende é uma distinção entre o pensar e a ciência. assim. o pensar acontece no âmbito do considerado. outra possibilidade de desabrigar. por uma erudição ou pensamentos lógicos como faz a ciência. impulsionar o homem ao perigo do abandono de sua livre essência. ou apenas deixá-lo de lado seriam caminhos possíveis. Um lugar que é lugar algum. A crença cotidiana e a crença científica caminham de modo unilateral. Na medida em que esta questão feita propriamente carrega consigo a-coisa-aconsiderar. abrir-se-á para nós um âmbito totalmente diferente para a essência da técnica.defendendo o pensamento. ainda que de maneira sucinta. Não há aqui nenhuma ponte possível. Mas do que exatamente ele o estaria defendendo? Da absolutização da técnica. do mais problemático. 2007. ou seja. tentando nos lembrar do lugar deste pensar. Nesse sentido ele toma a frase de Hölderlin em que o poeta nos descreve que onde mora o perigo também cresce a salvação. p. Caminho este que jamais poderia ser avistado a partir de uma ponte. Nesta importante obra. são completamente danosos.6) Ou seja. possa se dar. só o salto. ou seja. 2007. a supor que comecemos a fazer a nossa parte atentando para a essência da técnica. que ameaça arrastar o homem no requerer enquanto. Por isso.4 Até agora pudemos. ou melhor nos questionarmos para o fato de que a técnica não é um meio. mas em que medida o perigo e a salvação estariam juntos? Heidegger nos responde: “Justamente na armação. mas um modo de desabrigar.19). temos agora que suportar o caráter chocante e 4 Para esclarecermos um pouco acerca da técnica retomemos a obra Heideggeriana A questão da técnica. avistá-lo como aquilo no qual estamos. como também o homem poderá estar impedido de perceber o apelo de uma verdade mais originária. se atentarmos.16) Mas se engana aquele que acredita que ir contra esse domínio. Pudemos esclarecer sobretudo que a distinção entre ciência e pensamento é fundamental para compreendermos mesmo a questão que chamamos pensar. Pois na dominação deste modo de desabrigar – a técnica – mora um perigo. daquilo que nos escapa. É um modo de desabrigar. 2007.para o pensamento. o autor nos descreve que “a técnica não é. p. O autor parece vislumbrar o risco de não mais haver espaço – lugar . mas se mantém em seu misterioso escape. não pensam. Por isso todos os paliativos (Notbrucken) e artifícios (Eselsbrucken) que querem hoje estabelecer um confortável comércio (Marktbetrieb) entre o pensamento e a ciência. se provimos da ciência. Que perigo seria esse? Heidegger nos responde a partir desta sentença: “o domínio da armação [Gestell. meramente um meio. o que parece ser característico do modo de ser técnico e. pois só assim um espaço de questionamento seria possível. mas pelo que Heidegger chamou de salto. onde as ciências caminham sem nem mesmo pensar. talvez.

o problemático ao pensar. de um programa de etapas nos quais iríamos progredindo aos poucos. aproximaria a crise à salvação. (HEIDEGGER. ainda que de modos diferentes. lugar este no qual estaria a ciência e o cotidiano. e a possibilidade de atenção a própria abertura. autor que teve grande influência sobre o pensamento heideggerino. habitual e familiar.6 Mas para onde saltamos? Heidegger nos pergunta na sua aula IV. Em Ser e tempo (2009). O salto em sua obra tem grande importância e possui. em sua obra O conceito de angústia (2010) traz o salto qualitativo como aquilo que abre a possibilidade de transformação de um estado a outro. ainda. assim como onde mora o perigo cresce também a salvação. “Saltamos sobre o chão no qual vivemos e morremos. onde os três só se dariam em conjunto. aquilo a ser considerado e que nos dá a pensar. 6 Poderíamos pensar que em sintonia com sua obra A questão da técnica (2007) Heidegger. características similares ao salto descrito por Heidegger.14) O salto parece ser justamente em direção ao mais problemático.” (p. o mistério. mas a qualitativa que poderia levar o homem a conquistar-se como espírito.” Estranho que saltemos para onde nos encontramos. uma transformação. que agora se abre como técnica.estranho do pensamento – suposto que estejamos prontos para aprender o pensar. Ou seja. ele afirma em seguida. E por isso. Neste sentido. Mas aí nesta frase. 5 Kierkegaard. ele nos fala de um lugar que não é lugar algum e que nos remete ao desconcerto. é também por uma tomada abrupta da angústia que o ser-aí pode se singularizar. O autor dinamarquês indo contra a sistematização hegeliana apontava para uma transformação de uma outra ordem que não a lógica-racional. sobretudo. e na obra Que chamamos pensar. Nesse sentido. p. a atenção ao problemático dá o pensar. o que Heidegger parece propor é uma relação íntima entre o problemático. de modo confortável. Esta transformação seria possível dando espaço ao pensar. o aprender a pensar jamais poderia ser dado a partir de uma ponte. Para ter algum tipo de acesso a coisa desnorteante do pensamento é preciso ter disponibilidade para ouvir. e ir em direção a um terreno mais aberto.14) Só o salto nos levaria ao mais problemático. O autor nos confirma isso a partir da seguinte sentença: “Só o salto 5 nos leva à região do pensamento. As crises desconcertantes ao trazerem a estranheza e quebrarem o habitual e familiar acabam abrindo a possibilidade de algo distinto. se torna inviável descrever aqui qualquer caminho para trilhar esta quebra. devolvendo-o a si-mesmo. (HEIDEGGER. o espaço ao ser. ou seja. p. ao súbito e abrupto e que possibilita. não há pensamento sem o mais problemático e para acessá-los só é possível a partir do salto. o desconcerto do abismo que nos leva a pensar. ainda que de maneira distinta. Mas tal aprender está muito mais próximo de um sustentar ou suportar a estranheza. saltando para o pensar. ao estranho. o pensar e o salto. transpor as cercas da crença comum.9) Na descrição acima Heidegger nos esclarece que o caminho a seguir. dar uma especial atenção às crises que rompem com habitual e abrem espaço para o espaço. No caso de Kierkegaard esta transformação é de si-mesmo perante Deus e em Heidegger poderíamos dizer que a transformação é do modo de ser de uma época. Um salto que nos tomaria de modo abrupto e de súbito ao pensar. Heidegger parece em suas obras. isto é quando não nos iludimos. .

que há muito foram abandonados. Visto que as crenças científicas e cotidianas. cabe acentuar em última instancia que Heidegger em todo o seu texto parece apontar de modo indireto que o caminho para o pensar.39) E daí. encontremos uma pista a mais sobre o salto: talvez nós não saibamos muito bem onde nos encontramos. abandonamos a árvore. deve ou não valer como realidade. p. o autor continua. E do mesmo modo o salto que salta para onde estamos nos deixa onde nós propriamente nos encontramos. . Desta maneira. por uma espera em direção a. mas da onde a ciência tira a autorização para julgar a realidade de tal ou tal forma? Neste modo.talvez. E nesse sentido ele nos diz que “é a referida ciência que propriamente decide o que. na maior parte das vezes. logo correm com milhões de provas mostrando a todos o que na verdade aquilo significa ou deixa de significar. Desta maneira o autor sugere que ao menos uma vez deixemos a árvore como árvore.” (HEIDEGGER. mas muito mais por um manter-se a caminho de. como se daria esta floração? Poderíamos responder de milhões de maneiras e neste ponto. A ciência e o cotidiano não suportam a espera. onde fica a floração? e a árvore? e o homem? Estas são perguntas feitas que parecem questionar o caráter científico com que lidamos na maior parte das vezes com as coisas a nossa volta. do Sol. que deixemos onde ela está. por um deixar estar. ou melhor caminhamos sem saber. soa certa ironia ao modo de ser da técnica que tudo parece poder. não suportam o deixar. acabam por nos tirar da árvore. para a árvore em floração. a floração e ainda o pôr e o nascer do Sol. Neste instante o autor alemão nos atenta para a floração de uma árvore. Mas dentre as milhões de respostas que poderíamos dar. da floração e do chão onde nos encontramos. para o mais problemático a partir do salto se daria não por uma tentativa x ou y.

5 n. Trad. de Franklin Leopoldo e Silva. 2010. Petrópolis. RJ: Vozes. de Marco Aurélio Werle. [em processo]. In: Revista Scientia Studia. trad. 1992. Ser e Tempo. ----------. Trad. . In: Points de suspension. e WEBER. --------------.3 p. 2013. Álvaro Luiz Valls. E. HEIDEGGER. trad. 375-398. KIERKEGAARD. São Paulo. Galilée. Paris: Ed. S. SP: Editora Universitária São Francisco. O conceito de angústia. Departamento de Filosofia/USP. Petrópolis: Vozes. J. com apres. 2009. v.REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS DERRIDA. Il faut bien manger ou le calcul du sujet.Que chamamos pensar. Márcia Cavalcante. Edgar Lyra. 2007.A questão da técnica.