fls.

1

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA DE
RELAÇÕES DE CONSUMO, CÍVEIS E COMERCIAIS DA COMARCA DE
SALVADOR – BAHIA.

CF 1988, Art. 5°, XXXII:

“O Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor”

ALDER DA SILVA ALMEIDA, brasileiro, administrador, filho de Osmar de Jesus
Almeida e Izildinha Cecilia da Silva Almeida, RG: 8009099-09 SSP/BA, CPF:
796.112.735-68 e FRANCISLEIDE BARBOSA ALMEIDA, brasileira, administradora,
filha de Francisco das Chagas de Lima Barbosa e Zuleide de Jesus Batista Barbosa,
RG: 8354037-77, CPF: 020.069.645-93, casados entre si, residentes e domiciliados
na Rua Parambu, Quadra 15, Loteamento Jardim Santa Tereza, subdistrito de Brotas,
Salvador-Ba, CEP: 40.265-060, vêm, perante V. Exª, por seus advogados in fine
firmados, com endereço profissional no timbre, onde recebem as comunicações
processuais propor a presente

AÇÃO ORDINÁRIA INDENIZATÓRIA COM PEDIDO DE TUTELA
ANTECIPADA
em face de BRF EMPREEDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA., pessoa jurídica de
direito

privado,

sociedade

empresarial

limitada,

inscrita

no

CNPJ/MF

03.812.505/0001-49, com endereço na Av. Tancredo Neves, nº 274, Ed. Centro
Empresarial Iguatemi, Bloco A, Sala 415, Caminho das Árvores, Salvador-Ba, CEP:
41.820.020, com fundamento na CF/88, art. 5ºXXXII, Lei 8078/1990 (CDC), arts. 6º, V,
39,V,

51,

I,III,IV

e

IX

e

no

Constitucional

princípio

da

razoabilidade

proporcionalidade, pelo que expõem, debatem, ponderam e, ao final, requerem:
Rua Alceu Amoroso Lima 470, Ed Empresarial Niemeyer Salas 802/ 803/804
Caminho das Árvores – Salvador Bahia CEP 41.820-770
Tel.: (71) 3272-6510 www.henriqueguimaraes.com.br

e

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Se impresso, para conferência acesse o site http://esaj.tjba.jus.br/esaj, informe o processo 0527550-70.2015.8.05.0001 e o código 16AD1ED.

1

fls. 2

ASSENTAMENTO PRELIMINAR DE COMPETÊNCIA NA SEARA
CONSUMERISTA

Embora não seja motivo de controvérsia doutrinária ou jurisprudencial, firma-se aqui

2

ser a relação entre construtoras/incorporadoras e os adquirentes (ou promitentes
compradores) de unidades imobiliárias, de natureza consumerista.

Art. 2º: Consumidor é toda pessoa física ou jurídica, que
adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final.
Art. 3º: Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou
privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes
despersonalizados, que desenvolvem atividades de produção,
montagem, criação, construção, transformação, importação,
exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou
prestação de serviços.(grifo aditado)
“Assim a expressão “fornecedor” é tratada como gênero, do
qual são consideradas espécies o produtor, montador, criador,
o fabricante, o construtor, o transformador, o importador, o
exportador, o distribuidor, o comerciante e o prestador de
serviço. Frise-se, que o referido rol é apenas exemplificativo”
(Código de defesa do Consumidor Anotado - Fábio vieira
Figueiredo e Simone Diogo Carvalho Figueiredo, 2009)
“APLICAÇÃO, CODIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR,
CONTRATO,COMPROMISSO DE COMPRA E VENDA,
IMOVEL,
CELEBRAÇÃO,CONSTRUTORA,INCORPORADOR,
PROMISSARIO
COMPRADOR,
DECORRENCIA,
ATIVIDADECOMERCIAL,
FORNECEDOR,
PRODUTO,
SERVIÇO,
CARACTERIZAÇÃO,
RELAÇÃO
DE
CONSUMO.”REsp 555763 / DF RECURSO ESPECIAL
2003/0095816-4 CARLOS ALBERTO MENEZES DIREITO
TERCEIRA TURMA Data do Julgamento18/12/2003 Data da
Publicação/Fonte DJ 22/03/2004 p. 305 (grifo aditado).
Assim é a matéria demandada consumerista, de ordem pública, com status de
garantia fundamental do cidadão, nos termos do inciso XXXII, art. 5°e Inciso V,
art.170 da Constituição Federal de 1988 e tratada por legislação especial,
codificada, Lei 8078/90.

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CDC:

fls. 3

DOS FATOS

Os autores celebraram com a Ré Contrato de Promessa de Compra e Venda, na
modalidade de adesão, da unidade imobiliária de nº de porta 1507, no

3

empreendimento denominado RESIDENCIAL VENEZA, localizado na Rua Parambu,
Quadra 15, Loteamento Jardim Santa Tereza, subdistrito de Brotas, Salvador-Ba,
descrito e caracterizado na matrícula nº 98862 no Cartório do 3º Ofício de Imóveis

O Quadro Resumo do Contrato de Promessa de Compra e Venda (item 8), informa
que o prazo de entrega da obra era 30 de abril de 2014. E contém no contrato,
cláusula de tolerância excessivamente dilatada de 90 dias (três meses), conferindo
prazo final apenas para Julho de 2014. (Cláusula Vigésima Quinta).

Ocorre que, o prazo de entrega, ainda que dilatado não fora cumprido, em
contrapartida,

os

Autores

sempre

adimpliram

com

todas

suas

obrigações,

antecipando, inclusive, o pagamento de algumas parcelas, justamente para não
atrasar ainda mais a entrega de sua unidade. Com muito esforço e trabalho
conseguiram quitar o imóvel antes do tempo estabelecido em contrato sem haver a
mesma postura da Construtora Ré.

Apenas em 03 de fevereiro de 2015 os Autores foram convocados para realizar
primeira a vistoria do apartamento, oportunidade em que visualizaram algumas coisas
ainda por fazer, como por exemplo: retoques em pinturas, janelas que não travavam
com a fechadura e instalação de armários na cozinha e banheiros conforme prometido
em contrato.

Em 10 de fevereiro de 2015 um funcionário da Construtora Ré, chamado Téo, entrou
em contato com os Autores para que estes fossem buscar a tão desejada chave do
imóvel, assinando o referente termo de recebimento. Assim fizeram.

Ocorre que, chegando ao empreendimento se depararam com funcionários da
Construtora ainda no prédio concluindo serviços de pintura, piscina, áreas de lazer
ainda sem equipamentos e tudo que relacionaram na vistoria do apartamento ainda
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desta Capital do Estado da Bahia.

fls. 4

sem fazer. Sem outra alternativa, tiveram os Autores que se mudar para o
apartamento do jeito que este se encontrava, vez que já tinham alugado o imóvel
anterior, confiando na palavra do funcionário Téo.

Ou seja, os prazos, acima esposados, não foram cumpridos, a unidade apenas foi

4

entregue aos Autores em 10 de fevereiro de 2015 (termo de entrega da chave em
anexo), quase um ano após a data aprazada e sem estar totalmente concluída.

credibilidade da empresa. Inúmeras foram as chateações e frustrações com os
atrasos, vez que a aquisição de um imóvel residencial é o sonho e objetivo de muitas
pessoas.
Todo o atraso na entrega da obra, sem sombra de dúvida repercutiu, de forma
negativa, na esfera pessoal do Autor, consoante adiante demonstrado, além de gerar
inúmeras consequências jurídicas a partir do contrato celebrado entre as partes, todas
individuadas e pormenorizadas nesta exordial.
Registre-se, ainda, que sendo a relação sub judice de natureza consumerista, a
responsabilidade do fornecedor por danos causados aos consumidores é
objetiva, ou seja, não admite sequer a discussão sobre culpabilidade e seus
elementos: negligência, imprudência ou imperícia. Basta que haja o dano e o nexo de
causalidade para nascer o dever reparatório.

NULIDADE DA CLÁUSULA DE TOLERÂNCIA
O item 8 do quadro resumo do contrato sem tela trata do prazo para término das
obras como sendo 30 de Abril de 2014, e no contrato contém uma cláusula
tolerância excessivamente dilatada de 90 dias, que projetaria o prazo final, apenas
para Julho de 2014. (Cláusula Vigésima Quinta).
O art. 47, do CDC, estatui que: ”As cláusulas contratuais serão interpretadas de
maneira mais favorável ao consumidor”. O que significa que, em havendo
divergência de informações passadas pelo fornecedor valerá sempre aquela que for a
mais benéfica ao consumidor.
A Cláusula Vigésima Quinta do contrato em tela traz hipóteses em que o prazo de
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Se impresso, para conferência acesse o site http://esaj.tjba.jus.br/esaj, informe o processo 0527550-70.2015.8.05.0001 e o código 16AD1ED.

Tal fato demonstra o total descaso da Ré com os adquirentes, que acreditaram na

requerem que seja declarada a abusividade completa de tal estipulação. (.2015. Se impresso. de modo abusivo e desproporcional as Rés. considerar prorrogado o prazo por 180 (cento e oitenta) dias ou até mesmo por 90 (noventa) dias. de plano requerida.br Este documento foi assinado digitalmente por MARCIO BESERRA GUIMARAES. uma ilegalidade.: (71) 3272-6510 www. entre outras. porém. “sem qualquer exigência” ou fundamentação legal. porque seria necessária a comprovação de justo motivo (fortuito ou força maior) que justificasse a utilização de tal prazo. Quando um projeto imobiliário é elaborado. São nulas de pleno direito.. fácil evidenciar-se que todo o disciplinamento alusivo aos prazos de entrega beneficia.br/esaj. III – transfiram a responsabilidade a terceiros.05. as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos ou serviços que: . exonerem ou atenuem a responsabilidade do fornecedor por vícios de qualquer natureza dos produtos e serviços ou implique em renúncia ou disposição de direitos. exige o equilíbrio contratual.fls. nos termos do CDC (arts. 5 entrega das chaves estaria indefinidamente prorrogado. reza os contratos celebrados entre as partes que a incidência de multa e juros em Rua Alceu Amoroso Lima 470. em seu art. I. faz parte dele o cálculo do prazo necessário à conclusão da obra.). porque prevêem desvantagem exagerada para os consumidores. § 1º. constituindo-se em cláusulas nitidamente desproporcionais e abusivas. sendo que simples inserção de “prazo de carência” no contrato já caracteriza.tjba. No contrato de promessa de compra e venda. é sabido. e IX).0001 e o código 16AD1ED. merecendo a 5 sua revisão judicial. 51 CDC: I – impossibilitem. Ademais. como margem de folga. 51. 39. IX – deixem ao fornecedor a opção de concluir ou não o contrato. Ed Empresarial Niemeyer Salas 802/ 803/804 Caminho das Árvores – Salvador Bahia CEP 41. que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada. V.8. colocando-os em estado de total sujeição ao interesse do fornecedor.henriqueguimaraes. O próprio Código de Defesa do Consumidor. ao seu capricho pode simplesmente.. IV – estabeleçam prestações consideradas iníquas. única e exclusivamente. não sendo necessário o tal prazo de tolerância. V. 6º. as construtoras estipulam prazo de entrega posterior ao necessário. Art. Protocolado em 15/05/2015 às 17:46:53. ou sejam incompatíveis com a boa-fé ou a equidade. para alguns. 51. consoante jurisprudência sobre o tema. Assim. que.jus. é obvio. informe o processo 0527550-70. para conferência acesse o site http://esaj. IV.820-770 Tel. embora obrigando o consumidor. abusivas. Em contrapartida. III.com.

É vedado pela Súmula 7/STJ o reexame do quantum fixado em multa contratual.820-770 Tel. que pode obstá-lo ou ensejá-lo. (AgRg no AgRg no Ag 652. DJ 08/10/2007. Assim. para conferência acesse o site http://esaj. 122. aplicável a hipótese subsidiariamente. Art. As regras de locação não admitem cláusula que conceda a uma das partes benefício ou vantagem que a torne mais poderosa. de modo a ter um “prazo de carência” para o cumprimento de suas obrigações – realização dos pagamentos. p. à ordem pública ou aos bons costumes. Ed Empresarial Niemeyer Salas 802/ 803/804 Caminho das Árvores – Salvador Bahia CEP 41. "São lícitas. Protocolado em 15/05/2015 às 17:46:53. pacífica a jurisprudência: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. 4. 1. SEXTA TURMA.503/RJ. 377). O Código Civil no art. veda cláusulas ou condições consideradas puramente potestativas. e Rosa Maria de Andrade Nery. ou o sujeitarem ao arbítrio de uma das partes. bastar a volição exclusiva e arbitrária de uma das partes. para seu implemento. Rel." (Artigo 115 do Código Civil de 1916). 3.0001 e o código 16AD1ED. ARTIGO 115 DO CÓDIGO CIVIL DE 1916. 6 desfavor dos Autores com apenas um dia de atraso no pagamento de qualquer parcela sob sua responsabilidade. A maioria das entidades de proteção dos consumidores entende que na medida em que o contrato confere à construtora o direito de atrasar o cumprimento de sua obrigação (entregar a unidade imobiliária). LOCAÇÃO. Agravo regimental improvido. . Neste ponto. PROCESSO CIVIL. ou ainda que a submeta ao arbítrio da outra.: (71) 3272-6510 www.05. em geral. PROIBIÇÃO PELO SISTEMA JURÍDICO. Entre as condições defesas se incluem as que privarem de todo efeito o ato.fls. considera-se puramente potestativa a condição se.br Este documento foi assinado digitalmente por MARCIO BESERRA GUIMARAES. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA. Eis a dicção do citado dispositivo: Segundo a doutrina de Nelson Nery Jr. ou o sujeitarem ao puro arbítrio de uma das partes. se o contrato concede esse direito à Rua Alceu Amoroso Lima 470.br/esaj. entre as condições defesas se incluem as que privarem de todo efeito o negócio jurídico. todas as condições não contrárias à lei. 2.henriqueguimaraes. é puramente potestativa a condição que faz a eficácia do contrato depender de uma simples e arbitrária declaração de vontade de uma das partes contratantes. entendidas estas como aquelas que 6 se sujeitam ao exclusivo arbítrio de uma das partes.tjba. que a lei não vedar expressamente. julgado em 20/09/2007. Em suma.com. o mesmo direito deve ser conferido ao adquirente.2015.jus. 122. Se impresso. seja para produzir (condição suspensiva). seja para conservar (condição resolutiva) os efeitos por elas previstos. O decaimento de parte mínima do pedido não caracteriza a ocorrência de sucumbência recíproca. todas as condições. informe o processo 0527550-70. CLÁUSULA PURAMENTE POTESTATIVA. 5.8. em geral. São lícitas.

CLÁUSULA FIXANDO PRAZO DE TOLERÂNCIA DE 180 DIAS. ou seja. fora confirmada a abusividade da cláusula de tolerância e sua Apelação nº 0335286-31.com. e não o defere ao adquirente.henriqueguimaraes. COMPRA E VENDA DE IMÓVEL.br/esaj. publicado em 27/03/2014. APELO PROVIDO. PROVA DOCUMENTAL SUFICIENTE.8. Detalhe.: (71) 3272-6510 www. situações não inerentes ou não diretamente relacionadas com a própria atividade empresarial desenvolvida pelas rés. conseqüente nulidade. portanto. ULTRAPASSADO PRAZO DE ENTREGA DO IMÓVEL. Se impresso. Sob esse prisma é possível. Rua Alceu Amoroso Lima 470.0001 Foro de Origem: Salvador Órgão: Primeira Câmara Cível Apelante :Agda de Souza Amaral Advogado : Henrique Borges Guimarães Neto (OAB: 17056/BA) Advogado : Márcio Beserra Guimarães (OAB: 21323/BA) Apelado : Construtora Tenda S/A Advogado : Ary Fonseca Bastos Filho (OAB: 22237/BA) Advogado :Antonio Roberto Prates Maia (OAB: 4266/BA) Relator: Des. IV e XV do CDC).2012.05. senão vejamos: .820-770 Tel.br Este documento foi assinado digitalmente por MARCIO BESERRA GUIMARAES. para conferência acesse o site http://esaj. deve ser utilizado exclusivamente em se tratando de fortuito ou força maior passível de comprovação.05. NULIDADE À LUZ DO CDC. pode-se concluir que houve desrespeito à exigência do CDC no que se refere ao equilíbrio contratual. O prazo de carência. 7 construtora. AUSÊNCIA DE CONTESTAÇÃO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DO CASO FORTUITO OU FORÇA MAIOR. Protocolado em 15/05/2015 às 17:46:53. quando previsto no contrato. desde se tratasse comprovadamente daquilo que a doutrina e a jurisprudência chamam de fortuitos externos. Em recente julgado da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia.jus. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS.tjba. Ed Empresarial Niemeyer Salas 802/ 803/804 Caminho das Árvores – Salvador Bahia CEP 41. 51. DISPOSITIVO PREJUDICIAL AO ADQUIRENTE. REVELIA PARCIAL. PRESUNÇÃO JURIS TANTUM ACERCA DOS FATOS ALEGADOS PELO AUTOR. Augusto de Lima Bispo Assunto: Indenização por Dano Moral APELAÇÃO CÍVEL.2015.0001 e o código 16AD1ED.8. informe o processo 0527550-70. APLICAÇÃO DAS NORMAS CONSUMERISTAS. entender abusiva qualquer cláusula que simplesmente autorize injustificadamente a prorrogação do prazo da construtora 7 para o cumprimento da obrigação de entregar o imóvel (art.fls.

Ed Empresarial Niemeyer Salas 802/ 803/804 Caminho das Árvores – Salvador Bahia CEP 41. e III). ubicommoda. CONTRATO.tjba. MOMENTO. CORREÇÃO. Se impresso. MOTIVO. O risco da atividade econômica é do empresário.05. o STJ já tem jurisprudência refutando esse argumentoREsp331496/MGRECURSOESPECIAL2001/0086594-7: RESPONSABILIDADE CIVIL. para conferência acesse o site http://esaj. INDENIZAÇÃO.: (71) 3272-6510 www. COMPROVAÇÃO. CONSTRUTORA. “aquele que lucra com uma situação deve responder pelo risco ou pelas desvantagens dela resultantes” (ubiemolumentum. DISPONIBILIDADE.820-770 Tel. TERRENO. PRAZO. ALUGUEL. numa postura violadora da boa-fé objetiva e em nítido descompasso com as noções modernas de empresarialidade responsável ou cidadã. FATO.br Este documento foi assinado digitalmente por MARCIO BESERRA GUIMARAES. JUIZO. 51. assim como o lucro. CELEBRAÇÃO. sem exceção. seria na ocorrência de um caso fortuito ou de força maior (desde que externos!). É quando o sonho da casa própria vira pesadelo! Para se evitar as demandas judiciais seria ideal que as construtoras prometessem a entrega dos empreendimentos em data que efetivamente possam cumprir. ENTREGA DAS CHAVES. . Pela Teoria do Risco.br/esaj.0001 e o código 16AD1ED.fls. 8 A exceção que admitiria a utilização da cláusula de tolerância. ATRASO.henriqueguimaraes. O que desejam as construtoras em tais casos é gozar do bônus e transferir o ônus. AUTOR. I. BASE DE CALCULO. IMOVEL. INDEPENDENCIA. que exige que todas as suas ações sejam pautadas pela ética. ibiincommoda).com. A doutrina e a jurisprudência convergem no entendimento de que o fortuito e a força maior são apenas as situações imprevisíveis e inevitáveis. VALOR. normas que proíbem tais práticas (art. DATA. CONHECIMENTO. ibionus. DESCUMPRIMENTO. FORÇA MAIOR. DEFEITO. com base no princípio capitalista insculpido na Constituição Federal de 1988. ENTREGA. informe o processo 0527550-70. Como já mostrado acima. ALEGAÇÃO. CARACTERIZAÇÃO.8. TERMO FINAL. IMOVEL. EXISTENCIA. Protocolado em 15/05/2015 às 17:46:53. NÃO CARACTERIZAÇÃO. PROVA PERICIAL.2015. DATA. EMPRESA.jus. sem a Rua Alceu Amoroso Lima 470. O que realmente está por trás dos epidêmicos atrasos nas construções particulares de todo o Brasil são o acintoso desrespeito e despreocupação das construtoras com as famílias que adquirem imóveis e se planejam em cima do cronograma contratualmente firmado para a entrega do empreendimento. PRESUNÇÃO. POSSE. 8 Não se pode transferir a responsabilidade por um erro seu ao consumidor que confiou na qualidade e responsabilidade da empresa. UTILIZAÇÃO. CASO FORTUITO. II. o CDC possui Aliás.

51. informe o processo 0527550-70. e sem gerar toda a rede de prejuízos para os consumidores. para conferência acesse o site http://esaj. a clausula de tolerância (Cláusula Vigésima Quinta). J. anulando-se ainda. P. MIN. COM OBRIGAÇÕES INCOMPATÍVEIS COM A BOA-FÉ E A EQUIDADE” (STJ.tjba. 6º do CDC. sendo que a maioria dos materiais de construção são adquiridos no início da obra e estocados. 9 necessidade de prazos suplementares (carências). Nesta seara. supera a inflação.00 e perto da sua conclusão se retira metade deles. DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. 1º da Lei 8078/90. no que se refere à equação entre prestações x .8. o custo mensal da construtora cai pela metade. que por sua vez gerará uma remuneração adicional para a construtora em razão dos reajustes dos saldos devedores pelo INCC (índice nacional de custos da construção).. um equilíbrio na relação consumerista. Isso. por ser o direito do consumidor de ordem pública e interesse social.henriqueguimaraes. E AINDA. Por este princípio. Rua Alceu Amoroso Lima 470. ele ganha contornos ainda mais vivos. É preciso se perceber a indústria em que já se transformou os atrasos de obras de construção civil no Brasil. Protocolado em 15/05/2015 às 17:46:53.: (71) 3272-6510 www. COMETE A ABUSIVIDADE VEDADA PELO ART. ANOTE-SE QUE A REGRAPROTETIVA.2015.fls. porém.jus. E SE O FAZ. via de regra. porém.com. Se numa obra se tem 200 trabalhadores com um custo mensal de R$200. REFERE-SE A UMA DESVANTAGEM EXAGERADA DO CONSUMIDOR. Se impresso. EXPRESSAMENTE. RESP 158.br Este documento foi assinado digitalmente por MARCIO BESERRA GUIMARAES. deveres x obrigações entre as partes. Ed Empresarial Niemeyer Salas 802/ 803/804 Caminho das Árvores – Salvador Bahia CEP 41. 16/03/99. deve ser reconhecida como data prometida para a entrega da obra 30 de abril de 2014.05. O Princípio da proporcionalidade ou razoabilidade é um princípio de sede constitucional. reproduzido também no inciso V do art. e que informa todo 9 o ordenamento jurídico e não apenas o direito do consumidor. CARLOS ALBERTO MENEZES DIREITO. IV.br/esaj. nos termos do art. 3ª T. que. deve haver contraprestações.820-770 Tel. Neste sentido já se manifestou expressamente o STJ: “NÃO PODE A ESTIPULAÇÃO CONTRATUAL OFENDER O PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE.000.0001 e o código 16AD1ED. REL.DJ 17/05/99). conforme item 8 do quadro resumo. implicará no atraso da obra. diante da inexistência de justo motivo que a fundamente.728. transformando o atraso em obras em investimento!! Assim. Observe-se. A conclusão é obvia pelo ganho duplo das construtoras com o atraso: redução de custos e remuneração adicional pelo INCC.

pois.tjba. por qualquer motivo a este imputável.8. O pleito é devido. Quem esclarece sobre ela de forma brilhante é o festejado jurista. com a Cláusula Décima Segunda do Contrato. Assim. observar a estipulação contratual a tal respeito: CLÁUSULA DÉCIMA SEGUNDA – FRUIÇÃO: Na hipótese do imóvel já estar na posse direta do Promissário Comprador e vindo a ocorrer a rescisão do presente contrato. na pior das hipóteses.br/esaj. denotando a ausência de boa-fé das Acionadas. Some-se a isso o fato dos Contratos elaborados pelas acionadas já prever a hipótese de pagamento de aluguéis (denominados no contrato de taxa fruição) equivalentes a 1% sobre o preço de venda atualizado. Ed Empresarial Niemeyer Salas 802/ 803/804 Caminho das Árvores – Salvador Bahia CEP 41. por mês ou fração de mês. Como reputar indevido para outrem aquilo que estipula para si? Vale. pois . na modalidade “venire contra factum proprium”.com.br Este documento foi assinado digitalmente por MARCIO BESERRA GUIMARAES.henriqueguimaraes.: (71) 3272-6510 www. Ou seja. para conferência acesse o site http://esaj. ou proibição do comportamento contraditório. a Autora poderiam auferir do imóvel a renda locatícia como legítimo direito de proprietário na posse da sua unidade imobiliária. Se impresso. mas unicamente estipulado contra os consumidores. componente do direito do consumidor. não podendo se posicionar de forma contrária. professor e promotor baiano CRISTIANO Rua Alceu Amoroso Lima 470.2015. A modalidade de comportamento contraditório que se pretende inibir neste caso é denominada pela jurisprudência e doutrina como Tu Quoque. a jurisprudência do STJ é pacifica no sentido de serem devidos aluguéis no valor do imóvel em atraso aos promitentes compradores até a cumprisse a Ré com o prazo de entrega das chaves contratualmente estipulado e. quantia equivalente a 1% (hum por cento) sobre o preço total atualizado do contrato. fica patente que as rés esposam a mesma teoria dos aluguéis devidos em caso de mora na entrega da posse.jus.820-770 Tel. Protocolado em 15/05/2015 às 17:46:53. 10 DOS LUCROS CESSANTES DEVIDOS PELO ATRASO NA ENTREGA DA OBRA Conforme o princípio da reparação integral.fls. o Promissário Comprador pagará à Promitente Vendedora.05. sob pena de violar a boa-fé objetiva. a titulo de fruição do imóvel. 10 todo e qualquer prejuízo causado pelo fornecer ao consumidor deverá ser integralmente reparado. efetiva entrega das chaves a título de lucros cessantes. a partir da data em que for firmado por ele respectivo “Termo de Recebimento” do imóvel e até a data da efetiva desocupação do mesmo e sua devolução a Promitente Vendedora. independentemente de outros ônus estipulados no presente instrumento.0001 e o código 16AD1ED. informe o processo 0527550-70.

Isto é.543/RJ. é cabível a condenação por lucros cessantes. há presunção de prejuízo do promitente-comprador. Nesse caso.2015. Tu Quoque significa literalmente “até tu”. descumprido o prazo para entrega do imóvel objeto do compromisso de compra e venda. 2007): Em sentido jurídico. Protocolado em 15/05/2015 às 17:46:53. 2005). explicitando as origens da expressão. a expressão tu quoque é um tipo específico de proibição de critério valorativos distintos para reger situações jurídicas substancialmente idênticas (grifo aditado) O tu quoque é um tipo específico de proibição de comportamento contraditório na medida em que.0001 e o código 16AD1ED.820-770 Tel. julgado em 23/11/2010. em 44 a. para se eximir do dever de indenizar. Ministro ALDIR PASSARINHO JUNIOR.COMPRA E VENDA. fazer prova de que a mora contratual não lhe é imputável" (AgRg no REsp 1202506/RJ. (grifo aditado) Há certa semelhança do tu quoque com o venire contra factum proprium. Ed Empresarial Niemeyer Salas 802/ 803/804 Caminho das Árvores – Salvador Bahia CEP 41. informe o processo 0527550-70. Rel.05. para se eximir do dever de indenizar. decepção com a atuação inconsciente de determinada pessoa” conforme relato histórico de Anderson Schriber (Schreiber. que se mantém por seus próprios fundamentos. mais: "descumprido o prazo para entrega do imóvel objeto do compromisso de compra e venda.: (71) 3272-6510 www. IMÓVEL.PRESUNÇÃO CABIMENTO DECISÃO AGRAVADA MANTIDA IMPROVIMENTO. cabendo ao vendedor.Agravo Regimental improvido. DJe 03/12/2010. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Se impresso.henriqueguimaraes. 11 CHAVES DE FARIAS em Direito das Obrigações. é cabível a condenação por lucros cessantes. Marco Júnio Bruto. para conferência acesse o site http://esaj. AgRg no Ag 692. AgRg no Ag 1036023/RJ. ATRASO NA ENTREGA .. fazer prova de que a mora contratual não lhe é imputável. 1.8. DJe 24/02/2012.O agravo não trouxe nenhum argumento novo capaz de modificar o decidido.com. Rel. QUARTA TURMA. (grifo aditado).br/esaj.LUCROS CESSANTES . cabendo ao vendedor.. Rua Alceu Amoroso Lima 470. “também tu”. Nesse caso.br 11 Este documento foi assinado digitalmente por MARCIO BESERRA GUIMARAES. proscrevendo a duplicidade de comportamento”. julgado em 07/02/2012. 3. em face da incoerência dos critérios valorativos. TERCEIRA TURMA. pois ambos são espécies da teoria dos atos próprios. a indagação que se atribui a Júlio César. a quem considerava como filho. e é expressão universalmente consagrada como forma de designar espanto. há presunção de prejuízo do promitente-comprador..” E. a confiança de uma das partes é violada. tu quoque fili mili? – É no original..A jurisprudência desta Casa é pacífica no sentido de que. Precedentes. que importa reconhecer a existência de um dever de adoção de uma linha de conduta uniforme. “Tu quoque.jus. Ministro SIDNEI BENETI.C.tjba. 2. ao reconhecer entre aqueles que haviam conspirado para o seu assassinato. A posição da jurisprudência a tal respeito é uníssona: “AGRAVO REGIMENTAL . a parte adota um comportamento valorativamente distinto daquele outro adotado em hipótese objetivamente assemelhada.fls. Brutus. . surpresa.

Não prevalência de cláusula imposta em Termo de Entrega de unidade imobiliária isentando a construtora de qualquer ressarcimento pelo expressivo atraso na conclusão da unidade. DIREITO MATERIAL.com.br 12 Este documento foi assinado digitalmente por MARCIO BESERRA GUIMARAES. INDENIZAÇÃO. REsp 197622 / DFRECURSO ESPECIAL1998/0090333-0 DJ 02/05/2006. DIFERENÇA. FORNECEDOR. CARACTERIZAÇÃO. I. Recurso especial conhecido em parte e parcialmente provido. CONSTRUTOR. 51.05.8. 1. 2.820-770 Tel. DANO MATERIAL. RELAÇÃO DE CONSUMO. 234. CIVIL E PROCESSUAL.fls. apenas que contrárias ao autor. ACÓRDÃO A QUO. DANO MORAL. Rua Alceu Amoroso Lima 470.br/esaj. quando o adquirente. DECORRENCIA. Recurso especial não admitido. Nulidade não identificada no acórdão que. AÇÃO JUDICIAL. CODIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR (grifo aditado)REsp 411535 / SP (RECURSO ESPECIAL 2002/0014793-6 Ministro RUY ROSADO DE AGUIAR QUARTA TURMA Data do Julgamento20/08/2002) Agravo regimental. AUTOR. REPARAÇÃO DE DANOS. Atraso na entrega do imóvel. III. MATERIAL DE CONSTRUÇÃO. I. Se impresso. RELAÇÃO PROCESSUAL. informe o processo 0527550-70. Os danos materiais restaram comprovados. 12 Rel. apresentou fundamentação suficiente ao embasamento das suas conclusões. julgado em 09/08/2007. NULIDADE NÃO CONFIGURADA. Indenização. ACUMULAÇÃO. DECORRENCIA. Compra e venda.jus. insurgindo-se contra tal condicionante para a sua imissão na posse. ART. Agravo regimental desprovido. VEROSSIMILHANÇA. CONCESSÃO. Pedido indenizatório acolhido. 223). . IMPOSSIBILIDADE. DJ 27/08/2007. cujo montante será apurado em liquidação por arbitramento. IMOVEL. p. Ed Empresarial Niemeyer Salas 802/ 803/804 Caminho das Árvores – Salvador Bahia CEP 41. DIVERSIDADE. Esta Corte já decidiu no sentido de que cabe indenização em razão do atraso na entrega de imóvel. APRECIAÇÃO. Protocolado em 15/05/2015 às 17:46:53. CONSTRUTORA. TERCEIRA TURMA. DESNECESSIDADE. CAUÇÃO. APARTAMENTO. IMPOSIÇÃO. TERMO QUE CONTÉM CLÁUSULA DISPENSANDO A CONSTRUTORA DE QUALQUER RESSARCIMENTO. DIREITO. TUTELA ANTECIPADA.” CABIMENTO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. . NECESSIDADE. OBSERVANCIA. II. Precedentes da Corte.tjba. já notificara a ré para ressalvar seu direito à indenização pelo fato. CDC.henriqueguimaraes. objeto do contrato de compra e venda. estando a condenação imposta pelo Tribunal em harmonia com o posicionamento desta Corte. REQUISITO.2015. AgRg no Ag 445751 / RJ AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 2002/0038954-2 DJ 25/11/2002 p.0001 e o código 16AD1ED. Ministro HUMBERTO GOMES DE BARROS. CARACTERIZAÇÃO. EXECUÇÃO.: (71) 3272-6510 www. NÃO PREVALÊNCIA DA CLÁUSULA. PAGAMENTO. DENUNCIAÇÃO DA LIDE. ATRASO NA ENTREGA DO IMÓVEL. PREENCHIMENTO. desde antes. OBRIGAÇÃO DE FAZER. ALUGUEL. OBJETIVO. integrado pelos aclaratórios. IV. DEMORA. NOTIFICAÇÃO PRÉVIA DO ADQUIRENTE PARA RESSALVA QUANTO ÀS CONDIÇÕES DO TERMO DE ENTREGA. para conferência acesse o site http://esaj.grifos postos. CONTRACAUTELA.

como princípio. Protocolado em 15/05/2015 às 17:46:53. em homenagem à bilateralidade. para o caso de inadimplemento e mora.tjba. judicial e extrajudicial. Por tal razão. deve ser reconhecido o direito do Autor em receber 1% (hum por cento) sobre o valor atualizado do imóvel. independentemente de qualquer aviso. a construtora em mora na entrega dos apartamentos. pelos princípios da equidade.com.fls. 13 Assim. à título de lucros cessantes. a título de cláusula penal. em caso de mora de qualquer pagamento. multa de 0.. de imediato.2015. 406 DO CC – BILATERALIDADE.br Este documento foi assinado digitalmente por MARCIO BESERRA GUIMARAES. DA APLICAÇÃO DOS JUROS E MULTA DE MORA EM FACE DO 13 INADIMPLEMENTO DAS RÉS – ART.) Rua Alceu Amoroso Lima 470. calculados sobre o valor de contrato do imóvel.. Se impresso. ainda. . EQUIDADE. Ou seja. deve-se fazer uma interpretação sistemática destes contratos para analisar a cláusula abaixo transcrita no sentido de se conferir. até a data que efetivamente recebeu as chaves.0667% (zero vírgula zero seiscentos e sessenta e sete por cento) por dia de atraso até completar 2% (dois por cento). os mesmos direitos para ambas as partes. as relações de consumo. deverá ser condenada a arcar com juros de 1% ao mês e multa única de 2%. senão vejamos: SÉTIMA – MORA E INADIMPLEMENTO: O vencimento e não pagamento de qualquer parcela do preço avençado no presente contrato importará em mora do Promissário Comprador. juros de 1% ao mês e multa de 2% (Cláusula Sétima do contrato). informe o processo 0527550-70. c) sobre o valor atualizado do débito incidirá. Logo. Ed Empresarial Niemeyer Salas 802/ 803/804 Caminho das Árvores – Salvador Bahia CEP 41. bilateralidade e boa-fé objetiva.8.jus. como pedido autônomo. (. notificação ou interpelação. desde a data do vencimento da obrigação até a data de seu efetivo pagamento. sujeitando-o.0001 e o código 16AD1ED. havendo mora da construtora esta deve arcar com os mesmos encargos estipulados contra o consumidor.br/esaj. acrescido de sua variação “pro rata diae”. para conferência acesse o site http://esaj.: (71) 3272-6510 www. b) sobre o valor atualizado do débito incidirão juros moratórios de 1% (hum por cento) ao mês ou fração de mês. OBJETIVA – IGUALDADE DE DIREITOS E ESTIPULAÇÕES. equilíbrio contratual e boa-fé objetiva que devem presidir. às seguintes consequências: a) o valor da dívida vencida será atualizado monetariamente pelo indexador contratual.820-770 Tel.05.henriqueguimaraes. EQUILÍBRIO DOS CONTRATOS DE CONSUMO – BOA FÉ A construtora cobra do Autor.

pois não é fornecido ao Autor o mesmo direito e cobrar juros e multa moratória às Rés no caso de 14 atraso. O juiz deve partir de critérios definidos referenciáveis em abstrato. j. Min. IV)” (STJ.fls. prática das Rés não seja considerada abusiva. Paulo Lobo. O STJ recentemente reconheceu a “imposição de um novo paradigma de boa-fé objetiva.05. 2005.henriqueguimaraes. Se impresso. Assume. 14 Além disso. São Paulo: Método. para que haja o devido equilíbrio da relação contratual. Apesar de trabalhar com critérios objetivos. cores fortes. o Código de Defesa do Consumidor é claro ao considerar.. informe o processo 0527550-70. aqui.: (71) 3272-6510 www. faz-se essencial o reconhecimento do . o que ocorre no caso em tela. na busca do equilíbrio dos poderes privados.607. 39. e a direito do Autor ao recebimento dos juros e multa de mora. conformando-os à situação concreta. a equidade é entendida no referido sentido aristotélico de justiça do caso concreto. DJ 04/06/07. equidade contratual e proibição da vantagem excessiva nos contratos de consumo (art. Ed Empresarial Niemeyer Salas 802/ 803/804 Caminho das Árvores – Salvador Bahia CEP 41. mas não os podendo substituir por juízos subjetivos de valor” (Deveres Gerais de Conduta nas Obrigações Civis. cumpre-nos lembrar que.jus. faz com que a equidade seja particularmente valorizada no sistema de proteção ao consumidor. para conferência acesse o site http://esaj. argumenta: “O juízo de equidade conduz o juiz às proximidades do legislador. socialmente típicos. Por tal razão. no entanto. Protocolado em 15/05/2015 às 17:46:53.820-770 Tel. Rua Alceu Amoroso Lima 470.87).br Este documento foi assinado digitalmente por MARCIO BESERRA GUIMARAES. rel. 4ª T.2015. nos mesmos termos estipulados em sede contratual em favor da Construtora. Hélio Quáglia Barbosa.437. PRINCÍPIO DA EQUIDADE Sobre o tema acima evoquemos o concurso sapiente de Felipe Peixoto Braga Netto: Naturalmente.8. porém limitado à decidibilidade do conflito determinado. aliada à ampla utilização de cláusulas abertas conceitos jurídicos indeterminados.com. como abusiva a prática que exige do consumidor vantagem manifestamente excessiva. abaixo destrinchados. in Questões Controvertidas no direitos das obrigações e dos contratos. 15/05/07. com “Standards” valorativos. em seu art.br/esaj.tjba. sejam respeitados os princípios da equidade e boa fé objetiva. A necessidade do equilíbrio material entre as prestações.p. REsp. a equidade não é princípio exclusivo do sistema de consumo. 51. a propósito. V.0001 e o código 16AD1ED.

cooperando sempre para atingir o fim colimado no contrato.henriqueguimaraes. 187 do Codex (é a função limitadora ou restritiva). impedindo o abuso do direito subjetivo. mais não é que o respeito à dignidade da pessoa humana em atuação no âmbito negocial. realizando o interesse das partes”. conforme preconiza o art. e os usos do lugar de sua celebração.tjba. sem obstrução. quando se fala em boa-fé objetiva. na medida em que a consideração pelos interesses que a parte contrária espera obter de uma dada relação contratual. para conferência acesse o site http://esaj. Ed Empresarial Niemeyer Salas 802/ 803/804 Caminho das Árvores – Salvador Bahia CEP 41. 2002: Art.05. 113 da Lei Civil (é função interpretativa).0001 e o código 16AD1ED. promotor e professor baiano (CHAVES DE FARIAS. p.2015.jus. na atuação de cada uma das partes contratantes a fim de garantir respeito à outra. tanto no Código Civil. como reza o art. 15 CC. é interessante delimitar as três áreas de operatividade da boa-fé no novo Código Civil. sem causar lesão a ninguém. como em sua execução. 113: Os negócios jurídicos devem ser interpretados conforme a boa-fé. Art. informe o processo 0527550-70. seguindo a orientação da talentosa Judith Martins-Costa. Se impresso. inclusive. em várias oportunidades. o princípio da boa-fé objetiva.820-770 Tel. Sobre este tema tem-se o magistério abalizado do mestre Rizzato Nunes in DIREITO DO CONSUMIDOR.com.br Este documento foi assinado digitalmente por MARCIO BESERRA GUIMARAES. É um princípio que visa garantir a ação sem abuso. 2007): “O princípio da boa-fé atuará como modo de enquadramento constitucional do Direito das Obrigações. os princípios de probidade e boafé. Os contratantes são obrigados a guardar. pensa-se em comportamento fiel. qualificando-o. leal. 15 PRINCÍPIO DA BOA-FÉ OBJETIVA O ordenamento jurídico pátrio é profuso ao consagrar. eminente jurista. 4ª Edição.: (71) 3272-6510 www. 422. como ato ilícito.8. : a) desempenha papel de paradigma interpretativo na teoria dos negócios jurídicos. b) assume caráter de controle.br/esaj. assim na conclusão do contrato. como no de Consumo. e. Ainda sobre o tema acrescente-se o enriquecedor concurso de CRISTIANO CHAVES DE FARIAS. 605: “Desse modo. finalmente c) Rua Alceu Amoroso Lima 470. Para fins didáticos. .fls. Protocolado em 15/05/2015 às 17:46:53. A boa-fé é multifuncional.

820-770 Tel. ATRASO NA ENTREGA DO IMÓVEL. nada mais que justo. Se a cláusula penal compensatória funciona como pre-fixação das perdas e danos.com. que neste caso incide sobre o valor do imóvel. está claro que. 16 desempenha uma atribuição integrativa. informe o processo 0527550-70. Apenas a título de esclarecimento. incidirão os juros e a multa sobre o montante em atraso. norma orientadora da função jurisdicional.. ante a necessidade de se manter o equilíbrio da relação. impondo deveres anexos. como a mora da Construtora refere-se a entrega do imóvel. 47: “As cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao consumidor”. PERDAS E DANOS. devendo. Rua Alceu Amoroso Lima 470. que estão presentes nas mais diversas situações e negócios jurídicos (contratos. deve ser responsável por todos os prejuízos causados aos adquirentes pela mora injustificada. portanto. se a Construtora atrasa a entrega do bem. em favor dos Autores. Assim. o mesmo não ocorre com a cláusula penal moratória. POSSIBILIDADE.8.2015.br Este documento foi assinado digitalmente por MARCIO BESERRA GUIMARAES. Ed Empresarial Niemeyer Salas 802/ 803/804 Caminho das Árvores – Salvador Bahia CEP 41. discorre sobre a atividade interpretativa dos CDC. (grifos aditados) 16 Ainda se referindo ao Código de defesa do Consumidor. apenas pune a mora. 1. para conferência acesse o site http://esaj. inclusive no que pertine a juros e multa de mora.jus. PROMESSA DE COMPRA E VENDA DE IMÓVEL EM CONSTRUÇÃO. 47. como se pode extrair do comando do art. contratos de consumo.05. incidir as penalidades. senão o de cabimento da aplicação dos juros e multa de mora. CLÁUSULAPENAL.A obrigação de indenizar é corolário natural daquele que pratica ato lesivo ao interesse ou direito de outrem.TERCEIRA TURMA DJe 04/02/2013 DIREITO CIVIL. senão vejamos: REsp 1355554 / RJRECURSO ESPECIAL2012/0098185-2 Ministro SIDNEI BENETI (1137) T3 .0001 e o código 16AD1ED. MORA. art.: (71) 3272-6510 www. Se impresso.henriqueguimaraes.br/esaj. como pedidos autônomos.fls. mormente os de adesão: . portanto. quando o adquirente atrasa qualquer valor seja ele correspondente a uma parcela ou sobre a integralidade do bem adquirido. INADIMPLEMENTO PARCIAL. laterais. Protocolado em 15/05/2015 às 17:46:53. que não compensa nem substitui o inadimplemento. este em seu art. inclusive) independentemente de previsão expressa das partes. CUMULAÇÃO.tjba. Com a simples leitura deste artigo. não tem sido outro entendimento da jurisprudência pátria. 422 do código Cidadão”. que os juros e multa incidam sobre o valor da unidade imobiliária do Autor.

3. PARA A HIPÓTESE DE MORA OU INADIMPLEMENTO DO CONSUMIDOR. para conferência acesse o site http://esaj. Protocolado em 15/05/2015 às 17:46:53. a cominação contratual de uma multa para o caso de mora não interfere na responsabilidade civil decorrente do retardo no cumprimento da obrigação que já deflui naturalmente do próprio sistema. por comezinho imperativo de equidade.O promitente comprador. (. Min. Julg. 247.0001 e o código 16AD1ED. mantém-se a condenação do fornecedor-construtor de imóveis . caso seja deste a mora ou o inadimplemento. (. Ed Empresarial Niemeyer Salas 802/ 803/804 Caminho das Árvores – Salvador Bahia CEP 41. ainda. 52. a título de sucumbência.05. a mesma multa deverá incidir. o fornecedor.4. Assim.8. não alcançando indistintamente todos os gastos realizados pelo vencedor. prevendo o contrato a incidência de multa moratória para o caso de descumprimento contratual por parte do consumidor. § 1º.2015. CONTRATO DE PROMESSA DE COMPRA E VENDA DE IMÓVEL.com.fls. Rel. 5. Assim.. "custas dos atos do processo". seja pela principiologia adotada no Código de Defesa do Consumidor. em reprimenda do fornecedor. AÇÃO DE RESCISÃO CONTRATUAL.henriqueguimaraes.em situações de análogo descumprimento da avença. do Código de Processo Civil enumera apenas as consequências da sucumbência. ATRASO NA Rua Alceu Amoroso Lima 470.. quem deu causa à rescisão do contrato de compra e venda de imóvel. diária de testemunha e remuneração do assistente técnico". . DEFEITOS DE CONSTRUÇÃO. de valores despendidos pelo vencedor com a confecção de laudo extrajudicial.. em vista de ter sido aquele. Processo REsp 510472 / MG RECURSO ESPECIAL2003/00513020. mesmo que tardio da obrigação e ainda a indenização correspondente aos lucros cessantes pela não fruição do imóvel durante o período da mora da promitente vendedora. Ementa: CIVIL E PROCESSUAL.tjba.820-770 Tel.. 20. mediante a contratação de perito de sua confiança. Precedentes. Assim. por isso. Recurso especial parcialmente provido. GRIFO NOSSO. RECURSO ESPECIAL.br 17 Este documento foi assinado digitalmente por MARCIO BESERRA GUIMARAES. descabe o ressarcimento. ficando isento de tal reprimenda o fornecedor . CDC). além da multa moratória expressamente estabelecida no contrato. caput e § 2º. RESCISÃO POR CULPA DA CONSTRUTORA (VENDEDOR).. abatidos os aluguéis devidos. acrescidas de multa de 2% (art. 4. 17 REsp 955134/SCRECURSO ESPECIAL2007/0114070-5 Ministro Luis Felipe Salomão.jus. PROMESSA DE COMPRA E VENDA.) INVERSÃO DE CLÁUSULA CONTRATUAL QUE PREVIA MULTA EXCLUSIVAMENTE EM BENEFÍCIO DO FORNECEDOR.) 2. também o cumprimento. "a indenização de viagem. em caso de atraso na entrega do imóvel adquirido pode pleitear. ALDIR PASSARINHO JUNIOR 4ª TURMA. informe o processo 0527550-70.. 2. POSSIBILIDADE.em restituir integralmente as parcelas pagas pelo consumidor. para a hipótese de mora ou inadimplemento contratual.Recurso Especial a que se nega provimento. Se impresso.br/esaj.: (71) 3272-6510 www. devendo o vencido pagar ao vencedor as "despesas" que este antecipou.DJe 29/08/2012 DIREITO DO CONSUMIDOR E PROCESSUAL CIVIL.02/03/2004 Publicação/Fonte DJ 29/03/2004 p. seja.. mostra-se abusiva a prática de se estipular penalidade exclusivamente ao consumidor.Assim. O art. Seja por princípios gerais do direito. quais sejam. mas somente aqueles "endoprocessuais" ou em razão do processo.

br/esaj. INPC APLICÁVEL A PARTIR DE ENTÃO. A CONTRARIO SENSU. art. 29ª Câmara de Direito Privado. (4545685220108260000 SP 045456852. em face da previsão contratual expressa.8. POR EQÜIDADE. CORREÇÃO MONETÁRIA DAS PARCELAS A SEREM RESTITUÍDAS.05.c161 CTN. 406. Data de Julgamento: 30/01/2012. INADIMPLÊNCIA DA CONSTRUTORA RECONHECIDA PELO TRIBUNAL ESTADUAL. III. I.tjba. informe o processo 0527550-70. PROVA. MULTA E HONORÁRIOS. 25ª Câmara de Direito Privado. 161. juros e honorários estabelecidos de conformidade com a previsão contratual. Indevida a retenção de parcela do preço. CC .DECLARATÓRIA . REEXAME.fls. para a ocorrência da mora e inadimplemento supra transcritas. Firmado pelo Tribunal estadual. Por tais razões. IMPOSSIBILIDADE.0000.DESDE CADA DESEMBOLSO PELA AUTORA RECURSO NÃO PROVIDO.c. por vinculado.078. ante o óbice da Súmula n. até o pagamento. por aplicação da regra penal.APELANTE PARTE LEGÍTIMA - JUROS MORATÓRIOS - CITAÇÃO - PERCENTUAL . Data de Julgamento: 13/01/2010. Rua Alceu Amoroso Lima 470. 406.2010.ART.26. se o rompimento do contrato de promessa de compra e venda se deu por inadimplência da construtora e não do adquirente.CITAÇÃO DA CORRE AUSÊNCIA DE NULIDADE . de 11 de setembro de 1990) incide na relação jurídica de direito material travada entre as partes Juros de mora de 1% ao mês (CC. POR EQÜIDADE. que o atraso na entrega do imóvel foi por culpa da construtora. inviável a reapreciação do tema em sede especial. as Rés devem ser condenadas nas mesmas penalidades contratuais estipuladas ao Autor. soberano no exame da prova. ao contrato de construção. Relator: Ferraz Felisardo.henriqueguimaraes. (992050018590 SP. do CTN) Recurso não provido. para conferência acesse o site http://esaj.Código de Defesa do Consumidor 8. ENTREGA DO IMÓVEL. 7 do STJ.078CC406 c. 406CC. 18 BEM MÓVEL .8. V. à época. Correção monetária do preço a ser restituído pelo INCC até o ajuizamento da ação. Se impresso. art. Data de Publicação: 02/02/2012). ou seja. Protocolado em 15/05/2015 às 17:46:53.TEORIA DA APARÊNCIA .CORREÇÃO MONETÁRIA INCIDÊNCIA . POR VINCULAÇÃO À CONSTRUÇÃO. SÚMULA N.: (71) 3272-6510 www. IV.jus. . JUROS MORATÓRIOS. o INCC Salvador-FGV.com. II. Recurso especial conhecido em parte e parcialmente provido PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS (educacionais) AÇÃO DE COBRANÇA Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8. Ed Empresarial Niemeyer Salas 802/ 803/804 Caminho das Árvores – Salvador Bahia CEP 41. Data de Publicação: 23/01/2010). devendo ainda ser utilizado como índice para a atualização monetária. c. APLICAÇÃO EM CONSONÂNCIA COM A PREVISÃO CONTRATUAL. Relator: Antônio Benedito Ribeiro Pinto. INCC INCIDENTE ATÉ O AJUIZAMENTO DA AÇÃO.br 18 Este documento foi assinado digitalmente por MARCIO BESERRA GUIMARAES. Multa compensatória. 7STJ. RECURSO ESPECIAL.2015. pagar juros de 1% ao mês e 2% de multa moratória.0001 e o código 16AD1ED.820-770 Tel. e de acordo com a variação do INPC no período subsequente.

VI).henriqueguimaraes. o saldo devedor do Autor continuou a ser reajustado. faz-se necessário determinar a restituição em dobro dos valores pagos a maior do saldo devedor. 6º. calculando-se o valor deste que deveria ter sido pago à época do prazo previsto para entrega da obra até a data que efetivamente recebeu a unidade imobiliária (fevereiro de 2015).2015.jus. entende-se no mercado imobiliário o termo “poupança” como o conjunto dos pagamentos efetuados diretamente à construtora durante a construção do imóvel até a entrega das chaves. Apenas como esclarecimento. que deveria pagar ou financiar seu saldo devedor com reajuste somente até a data da entrega da obra.br/esaj. art. deve-se desconsiderar os reajustes feitos no período de atraso. MONETÁRIA. Mormente no caso em tela. quando da entrega das chaves e geralmente efetuado através de financiamento imobiliário. como se atraso não houvesse. Protocolado em 15/05/2015 às 17:46:53.: (71) 3272-6510 www. àquelas com vencimento até a entrega das chaves. nenhum prejuízo poderá advir para o consumidor.820-770 Tel. ou seja. onde a responsabilidade é exclusiva das Rés pelo descumprimento contratual.8. PELO INPC (OU OUTRO ÍNDICE MENOS GRAVOSO AO CONSUMIDOR) E QUE EXPRESSE APENAS A ATUALIZAÇÃO Em razão do princípio da reparação integral (CDC. Se impresso. congelando-se o saldo devedor do Acionante durante o período de atraso (mora) da obra. 19 DA RESTITUIÇÃO DO SALDO DEVEDOR PAGO A MAIOR DURANTE O PERÍODO DE ATRASO / CONGELAMENTO DO SALDO DEVEDOR /ALTERNATIVAMENTE: SUBSTITUIÇÃO DO INCC-SALVADOR/FGV COMO ÍNDICE DE REAJUSTE DO SALDO DEVEDOR DURANTE O PERÍODO DE 19 ATRASO. . em face do vício do produto ou na prestação do serviço.FGV) como índice de reajuste aplicável às parcelas da “poupança” do contrato. É conhecido como “saldo devedor” a parte do pagamento do imóvel a ser quitada após o pagamento da poupança.0001 e o código 16AD1ED. para conferência acesse o site http://esaj. impondo injusto prejuízo para o Demandante.05. No caso sub judice o contrato prevê a utilização do INCC (ÍNDICE CONSTRUÇÃO CIVIL . adiante destrinchado. durante o período de mora das Rés. Assim. Para tanto.com. Desta forma. Rua Alceu Amoroso Lima 470. seja direito ou indireto.br Este documento foi assinado digitalmente por MARCIO BESERRA GUIMARAES.fls. informe o processo 0527550-70. Ed Empresarial Niemeyer Salas 802/ 803/804 Caminho das Árvores – Salvador Bahia CEP 41.tjba. para evitar os referidos prejuízos.

05. Nos meses em que o INCC-FGV for maior. pela substituição do índice de correção dos mesmos pelo INPC. entre outras. para conferência acesse o site http://esaj.820-770 Tel. 20 Caso não acatado o pedido de congelamento do saldo devedor do Autor.2015. por consequência a cobrança indevida dos valores pagos a maior. por valor Rua Alceu Amoroso Lima 470.fls. IV. alternativamente. 39. pugna-se. 42. Protocolado em 15/05/2015 às 17:46:53. tendo. as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que: IV – estabeleçam obrigações consideradas iníquas. a consumidora sofreu prejuízos injustificáveis.henriqueguimaraes. que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada. . atendendo aos comandos legais supra expostos e aos princípios da razoabilidade e equidade. já que aquela não deu causa ao 20 atraso na entrega da obra. contribuiu para postergar a data de pagamento ou financiamento do “saldo devedor”.tjba. houve a quitação do saldo devedor. do art. Ocorre que toda vez que o INCC foi superior à inflação mensal calculada pelos indicadores oficiais.: (71) 3272-6510 www. Assim. Não parece difícil perceber como abusiva a prática de continuar reajustando o saldo devedor da consumidora que cumpriu devidamente e no prazo contratualmente assinalado as suas obrigações contratuais. restando demonstrado que a sua atualização.8.0001 e o código 16AD1ED. informe o processo 0527550-70. A respeito disso. portanto. elenca como prática abusiva e. vedada pela Lei: exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva. ao passo que as Rés estarão praticando enriquecimento sem causa. do CDC dispõe como nulas de pleno direito. o CDC estabelece a repetição do indébito dos valores pagos em excesso: CDC. Se impresso. art. “O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito. 51. durante o atraso da obra. Ademais. ou sejam incompatíveis com a boa-fé e a equidade. parágrafo único. Neste sentido o inciso V.jus. consequentemente.br Este documento foi assinado digitalmente por MARCIO BESERRA GUIMARAES. abusivas. depois de ultrapassado o prazo original para a entrega da obra (abril de 2014). somente poderá ser autorizada a atualização monetária do saldo devedor pelo INCC-FGV quando este índice for menor do que o INPC ou outro índice oficial menos gravoso ao consumidor (arbítrio judicial) e que expresse apenas a atualização monetária do valor do saldo devedor. favorecendo estritamente as Rés. O Art. deverá ser utilizado o índice requerido para realizar a atualização monetária. do CDC.br/esaj. quando o atraso na entrega das chaves se deve única e exclusiva à conduta (ilícita) das acionadas.com. foi indevida. Ed Empresarial Niemeyer Salas 802/ 803/804 Caminho das Árvores – Salvador Bahia CEP 41. nem.

br/esaj. 21 igual ao dobro do que pagou em excesso.br Este documento foi assinado digitalmente por MARCIO BESERRA GUIMARAES.0001 e o código 16AD1ED. foram obrigados a pagar corretagem.com. escolheram e se beneficiam da atuação da Corretora. 39.tjba. I: Art. tal ainda se configura como prática abusiva e ilegal da venda casada. sem justa causa.820-770 Tel. Ora. vedada pelo CDC. dedução lógica proveniente da simples análise dos fatos:  Quem está vendendo imóveis? As construtoras. se as construtoras Rés são quem vendem os imóveis. para aquisição da Unidade Habitacional. impondo o serviço de intermediação.é vedado ao fornecedor de produtos ou serviços. DA CORRETAGEM IMPOSTA AOS AUTORES – ABUSIVIDADE . para conferência acesse o site http://esaj.2015. as Rés devem restituir ao Autor a diferença em dobro do valor do Saldo Devedor que foi cobrado a maior indevidamente. Ed Empresarial Niemeyer Salas 802/ 803/804 Caminho das Árvores – Salvador Bahia CEP 41. informe o processo 0527550-70. salvo hipótese de engano justificável. Se impresso. Protocolado em 15/05/2015 às 17:46:53.” Desta forma.  Quem contratou a Corretora de imóveis? As construtoras.  Quem escolheu a Corretora? As construtoras. acrescido de correção monetária e juros legais.VENDA .fls.henriqueguimaraes.: (71) 3272-6510 www. porque essa conta deve ser paga pelos consumidores Autores? Não fosse o claro afronte à razoabilidade e à boa-fé objetiva a cobrança da intermediação imobiliária dos Autores.8. CASADA Os Autores. dentre outras práticas abusivas: Inciso I: “condicionar o fornecimento de produtos ou serviços ao fornecimento de outro produto ou serviço. dissimulando o repasse dos valores de corretagem ao consumidor como requisito à aquisição da unidade habitacional. a limites quantitativos”. As Construtoras ignoram as disposições consumeristas. 39 . quem contrataram.  A atuação da corretora beneficia o negócio de quem? Das construtoras. O Código de Defesa do Consumidor é claro ao estabelecer como nula a condição que determina a presença de um Rua Alceu Amoroso Lima 470. 30 de abril de 2014.05. bem como. daquele que deveria ter sido pago à 21 época da correta entrega das chaves. com a devida atualização monetária. quando em verdade a responsabilidade do custo da intermediação é das Demandadas. art.jus.

0001 e o código 16AD1ED. Protocolado em 15/05/2015 às 17:46:53.tjba. esta fornece um grupo de corretores que serão treinados. Pois. geralmente fundamentado sob os argumentos de que restam poucas unidades.br Este documento foi assinado digitalmente por MARCIO BESERRA GUIMARAES. Essa conduta seria aceitável se não houvesse a má-fé na atitude da Construtora e dos Corretores que deveriam prestar as informações corretas e claras ao consumidor como orienta o CDC. CC/02 que dispõe: CAPÍTULO XIII – Da Corretagem Art. qualquer imóvel no empreendimento em tela se não contratasse.imponham representante para concluir ou realizar outro negócio jurídico pelo consumidor. Se impresso.: (71) 3272-6510 www.com. O corretor é obrigado a executar a mediação com diligência e prudência. artigos 6º. a ação da Construtora ocorre da seguinte maneira: ela escolhe uma imobiliária que atua no ramo. que a procura está alta ou que a tabela de preços será reajustada. Os corretores que agem desta forma estão ferindo o art. informe o processo 0527550-70. No intuito de concluir o negócio.236. 51. uma espécie de taxa mínima caso haja descumprimento do contrato.fls.jus. entre outras. o consumidor é informado do preço total da compra e que se faz necessário pagar um “sinal”. 723. uniformizados. O consumidor só descobre que foi enganado quando recebe o contrato definitivo e identifica que o valor do imóvel adquirido não corresponde ao informado na proposta e a diferença é justamente a comissão paga em favor do corretor. nem nenhum outro consumidor conseguiria adquirir serviço de corretagem.br/esaj. espontaneamente. nem os Autores. incluindo aquele valor colocado como arras. (Redação dada pela Lei nº 12. São nulas de pleno direito. Elabora-se a proposta de compra. obrigatoriamente. III. e a prestar ao cliente. para conferência acesse o site http://esaj.8.2015. art.henriqueguimaraes. inciso VIII: Art. de 2010) Rua Alceu Amoroso Lima 470. 31 e 46. as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que: 22 VIII . que deveria ter sido paga pelo vendedor. 51.820-770 Tel. Dessa forma. equipados com material publicitário. Ed Empresarial Niemeyer Salas 802/ 803/804 Caminho das Árvores – Salvador Bahia CEP 41. o .05. 22 representante para a conclusão ou realização de outro negócio jurídico pelo consumidor. todas as informações sobre o andamento do negócio. 723. disponibilizando estrutura física e logística de Stand no local da construção do imóvel e em contrapartida têm exclusividade na venda das unidades imobiliárias do empreendimento.

ainda que não sejam alcançados: o § 3 As seguintes condutas. Se impresso. independentemente de culpa. o corretor prestará ao cliente todos os esclarecimentos acerca da segurança ou do risco do negócio. obedecendo-se ao comando normativo do parágrafo único do art.602.” CORRETAGEM: INDEVIDO REPASSE DO ÔNUS AO CONSUMIDOR O contrato de corretagem é aquele em que uma pessoa se obriga a obter para outra. engendrando por via oblíqua a cognominada „venda casada‟. para conferência acesse o site http://esaj. ( Incluído pela Lei nº 12.fls. Sob pena de responder por perdas e danos. § 3º.529/2011 avançou e tipificou essa prática também como infração à ordem econômica.8. Luiz Fux. Constituem infração da ordem econômica. 01/03/07. art.: (71) 3272-6510 www. 744. caracterizam infração da ordem econômica: XVIII . informe o processo 0527550-70. Rel. das alterações de valores e de outros fatores que possam influir nos resultados da incumbência. (. “O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito.. ou subordinar a prestação de um serviço à utilização de outro ou à aquisição de um bem. sendo assim. 42 do CDC: CDC. impõe-se a sua condenação à restituição em dobro dos referidos valores aos Demandantes. salvo hipótese de engano justificável. 36.820-770 Tel.br Este documento foi assinado digitalmente por MARCIO BESERRA GUIMARAES.2015. 42. 23 Parágrafo único.com.0001 e o código 16AD1ED.jus. 36. Art. na medida em que configurem hipótese prevista no caput deste artigo e seus incisos.tjba. O Superior Tribunal de Justiça também já se manifestou sobre a questão: “A prática abusiva revela-se patente se a empresa cinematográfica permite a entrada de produtos adquiridos nas suas dependências e interdita o adquirido alhures. por valor igual ao dobro do que pagou em excesso.henriqueguimaraes. além de outras.br/esaj.05. não há que se Rua Alceu Amoroso Lima 470. inciso XVIII: . Min. os atos sob qualquer forma manifestados. no seu art. j. DJ 15/03/07) Configurada e demonstrada a prática abusiva e a infração à ordem econômica da “venda casada” pelas Acionadas. acrescido de correção monetária e juros legais. parágrafo único. Ed Empresarial Niemeyer Salas 802/ 803/804 Caminho das Árvores – Salvador Bahia CEP 41..subordinar a venda de um bem à aquisição de outro ou à utilização de um serviço. conforme as instruções recebidas. um ou mais negócios.236. que tenham por objeto ou possam produzir os seguintes efeitos. de 2010) 23 A prática é tão lesiva às relações de consumo que a Lei 15. Protocolado em 15/05/2015 às 17:46:53.)” (REsp.

presidente do IBEDEC.2015. de prestação de serviços ou por qualquer relação de dependência. O serviço de corretagem em encontra-se disciplinado no art.henriqueguimaraes. visto que. Se impresso.820-770 Tel. em recente publicação de reportagem no sítio da internet. de sorte que não houve a atividade da aproximação entre compradores e vendedores prestado pelo corretor.: (71) 3272-6510 www.8. visto que os mesmos não contrataram o corretor e nenhum serviço lhes foi prestado. lembra ainda que „o Código de Defesa do Consumidor é claro em estabelecer que o fornecedor de produto ou serviço é obrigado à vender o produto ou serviço anunciado. além do fato de que não houve intermediação propriamente dita. estes conduziram-se. no caso. Pelo contrato de corretagem. senão mera explicação padronizada das formas de pagamento.br/esaj. pois é ela quem se beneficia dos serviços prestados. 722. uma pessoa. in verbis: Art. a quem se disponha a comprar e pagar o preço pedido. conforme as instruções recebidas.fls.br Este documento foi assinado digitalmente por MARCIO BESERRA GUIMARAES. já que havia acordo comercial prévio mantido entre as . Ed Empresarial Niemeyer Salas 802/ 803/804 Caminho das Árvores – Salvador Bahia CEP 41. a construtora. informe o processo 0527550-70. por conta própria. A transferência desse ônus aos consumidores viola os termos da lei. resta evidente que o ônus da comissão de corretagem não poderia ser Construtoras Rés e a empresa imobiliária. ainda mais quando este intermediador não presta nenhum serviço ao consumidor e nem defende os seus interesses‟. não ligada a outra em virtude de mandato. Assim. para conferência acesse o site http://esaj. obriga-se a obter para a segunda um ou mais negócios. 24 falar em serviços de corretagem contratado pelos Autores.0001 e o código 16AD1ED. Em verdade os corretores que se postavam no stand de vendas eram previamente contratados pela construtora para ali estarem e atuarem em 24 nome e no interesse da construtora. o CDC reforça a desnecessidade de intermediador no negócio. 722 do Código Civil. Assim. transferido aos consumidores. Protocolado em 15/05/2015 às 17:46:53.05.jus. O IBEDEC (Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo) comunga deste mesmo raciocínio.tjba. o presidente da instituição fez a seguinte declaração: “José Geraldo Tardin.” E prossegue esclarecendo: Rua Alceu Amoroso Lima 470. até o stand de vendas da construtora ré. A orientação legal é clara ao disciplinar que a responsabilidade pelo pagamento da comissão de corretagem é de quem contrata/usufrui dos serviços do corretor.com.

Desnaturação do contrato de corretagem. fornecendo panfletos.jus. o consumidor é informado do preço total da compra e é instado a dar um “sinal” para concretizar o negócio. Em nenhum momento houve qualquer persuasão por parte de qualquer corretor.APELAÇÃO CIVEL NO JUIZADO ESPECIAL RELATOR: HECTOR VALVERDE SANTANA PROCESSO: 20120710218185ACJ Direito do consumidor.fls. em nada influenciou a conclusão do negócio. para conferência acesse o site http://esaj. Se impresso. Agentes atuando sob as instruções do fornecedor.REPETIÇÃO DO INDÉBITO DE FORMA SIMPLES PRECEDENTES JURISPRUDENCIAIS E DOUTRINA .br/esaj.AUSÊNCIA DE ANUÊNCIA EXPRESSA DO AUTOR .br 25 Este documento foi assinado digitalmente por MARCIO BESERRA GUIMARAES. uma espécie de multa prevista no Código Civil/02 se uma das partes desistir do negócio. ao invés de pagarem comissão à empresa imobiliária por ela escolhida e contratada. Os Requerentes foram atraídos ao stand de vendas pela robusta publicidade espalhada pela cidade.tjba.8. ou seja. que em verdade. transfere esse ônus aos adquirentes de forma totalmente abusiva e violadora da boa-fé objetiva.005397-6.” No caso em tela. servindo apenas como mero informante. Juiz JANSEN FIALHO DE ALMEIDA. TJ/ DF ACJ.com. elucidando acerca da forma de pagamento. informe o processo 0527550-70. na verdade era em grande parte a comissão de corretagem que foi cobrada dele e não do vendedor do imóvel.05.1. Transferência aos consumidores de serviço que não lhes foi prestado. Pratica Rua Alceu Amoroso Lima 470. O problema começa quando ao comprar um imóvel.henriqueguimaraes. Aqui reside a ilegalidade e foi exatamente o que ocorreu com a consumidora Marília da Silva. os Autores não conheciam e nem tampouco escolheram qualquer profissional de intermediação. Na presente relação o que ocorre em verdade é o repasse de custos. estrutura física e logística de stand no local da construção do imóvel e em troca lhes dá exclusividade na venda de suas unidades imobiliárias no empreendimento. . 25 “A prática abusiva funciona da seguinte forma: a construtora treina. muitas vezes sob o argumento de venda que restam poucas unidades ou que a tabela de preços vai ser reajustada. Ed Empresarial Niemeyer Salas 802/ 803/804 Caminho das Árvores – Salvador Bahia CEP 41.PEDIDO JULGADO PROCEDENTE. DJE 30/04/2013 EMENTA: CONTRATO DE PROMESSA DE COMPRA E VENDA DE IMÓVEL .COMISSÃO DE CORRETAGEM INDEVIDA . Nesse sentido manifesta-se recentíssima a jurisprudência pátria: TJ/DF Sentença – Proc. Comissão de corretagem.820-770 Tel. Quando chega o contrato definitivo o consumidor descobre então que aquele valor dado a título de arras. Até aqui não haveria nada de ilegal. as construtoras. É feito uma proposta de compra e aquele valor colocado como arras.01.: (71) 3272-6510 www. Protocolado em 15/05/2015 às 17:46:53. uniformiza e gerencia um grupo de corretores.0001 e o código 16AD1ED. n.2015. Construtora/incorporadora imobiliária. 2013.

00. mas não provido. Câmaras Cíveis Isoladas / 12ª CÂMARA CÍVEL. 364) . 722 do código civil: "pelo contrato de corretagem..0001 Relator(a): AISTON HENRIQUE DE SOUSA Julgamento: 13/03/2012 Órgão Julgador: 2ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal Publicação: 17/04/2012. Artigo 42.2015. pela “manobra” de desnaturação abusiva do serviço de intermediação imobiliária. terá o corretor direito à remuneração integral.0001 e o código 16AD1ED.. não ligada a outra em virtude de mandato. se não há prova da intermediação imobiliária nem de que o preposto que atendeu o consumidor é corretor autônomo. ABUSIVIDADE DE CLÁUSULA CONTRATUAL QUE IMPOE O PAGAMENTO.tjba. é abusiva. as empresas rés deverão ser condenadas a restituir em dobro os valores impostos a título de corretagem. custas processuais e honorários pelo recorrente. obriga-se a obter para a segunda um ou mais negócios. Assim. Protocolado em 15/05/2015 às 17:46:53. 26 abusiva. for ajustada a corretagem com exclusividade.fls. (TJMG. Violação à boa.COMISSÃO INDEVIDA.henriqueguimaraes. inciso iv do cdc). nos termos do § único do art.br 26 Este documento foi assinado digitalmente por MARCIO BESERRA GUIMARAES. que impõe o pagamento de valor. AÇÃO DE COBRANÇA . por escrito. conforme as instruções recebidas. AUSÊNCIA DE PROVA DA INTERMEDIAÇÃO. 42 da Lei Consumerista." 4. como definido no art.jus. TAXA DE CORRETAGEM. a existência de cláusula. Sentença parcialmente reformada. para conferência acesse o site http://esaj. Se impresso. 726 do código civil: "iniciado e concluído o negócio diretamente entre as p artes. conforme define o art. restou claro que a responsabilidade pelo pagamento da corretagem jamais poderia ter sido transferida ao consumidor. 51. Ed Empresarial Niemeyer Salas 802/ 803/804 Caminho das Árvores – Salvador Bahia CEP 41.Assim. Rua Alceu Amoroso Lima 470. DIREITO CIVIL. nenhuma remuneração será devida ao corretor. por representar vantagem exagerada (art.Se o consumidor procura o próprio vendedor para a realização do negócio.8.820-770 Tel. 3. Ex positis. somada à prática abusiva da venda casada. 08/07/2006. DJ-e Pág.A obrigação de pagar a taxa de corretagem pressupõe a prestação de serviço de mediação imobiliária.2011. salvo se comprovada sua inércia ou ociosidade.05. Consumidores não informados adequadamente.recurso conhecido.(.: (71) 3272-6510 www. 5. Não é devido o pagamento da comissão de corretagem se não restar comprovado que o negócio se concretizou em decorrência da intermediação do corretor na aproximação dos contratantes. Recurso provido. (Processo: ACJ 2028343720118070001 DF 020283437. uma pessoa. no valor de r$ 500. mas se. a título de taxa de corretagem.fé objetiva. sendo clara violação ao princípio boa-fé objetiva.br/esaj. Violação ao dever de informação. ainda que realizado o negócio sem a suamediação. Dje 08/07/2006). de prestação de serviços ou por qualquer relação de dependência.807. em contrato de adesão.CORRETAGEM .com. informe o processo 0527550-70.) 2. § único do CDC. descaracteriza-se a mediação imobiliária. 1. Repetição de indébito devida.

informe o processo 0527550-70.820-770 Tel.05. suspenso os seus projetos. gerando transtornos de 27 significativa monta e de variada ordem. área da piscina e áreas de lazer ainda sem equipamentos e tudo que relacionaram na vistoria do apartamento ainda sem fazer. quase um ano após a data aprazada e sem estar totalmente concluindo.henriqueguimaraes. a unidade apenas foi entregue aos Autores em 10 de fevereiro de 2015.0001 e o código 16AD1ED. etc. o inadimplemento contratual configurado no incomum atraso do empreendimento repercutiu. perda de tempo. Protocolado em 15/05/2015 às 17:46:53. planejamentos de realizações. que por todo esse período teve em .outorga expressivo valor ao tempo útil ou livre de cada indivíduo. refletindo-se em prejuízos emocionais a merecerem uma reparação de natureza compensatória e inibitória por parte dos seus responsáveis.fls. na esfera pessoal e familiar dos Promitentes Compradores. como bem da vida juridicamente relevante e indenizável quando indevidamente violado. basta analisar o tempo que as rés “roubaram” do Demandante até aqui e “roubarão” com a necessidade de ajuizamentos e tramitação processual para solucionarem o problema criado exclusivamente por eles. antecipando. justamente para não atrasar ainda mais a entrega de sua unidade. Com muito esforço e trabalho conseguiram quitar o imóvel antes do tempo estabelecido em contrato. vez que ainda haviam funcionários da Ré no prédio concluindo serviços de pintura..2015. a perdurar provavelmente por mais alguns anos de litígio processual e desgastes emocionais consequentes. 27 DA INDENIZAÇÃO POR DANOS EXTRAPATRIMONIAIS Como já explicitado.: (71) 3272-6510 www.br/esaj. Se impresso. Todavia. levando em consideração a velocidade e a complexidade da vida atual. como não poderia ser diferente. para conferência acesse o site http://esaj. profissionais. etc. Os prazos esposados pela Construtora não foram cumpridos.com. o pagamento de algumas parcelas. Rua Alceu Amoroso Lima 470. A moderna doutrina sobre responsabilidade civil. onde é generalizadamente reconhecida a dificuldade de conseguir tempo para satisfazer e atender todas as demandas pessoais. a Construtora Ré não cumpriu com o pactuado. Há de se mencionar que os Autores sempre cumpriram com todas suas obrigações. Projete-se o que isso significa para uma pessoa. em contrapartida. abalos psicoemocionais e perda de aproveitamento do patrimônio adquirido. Ed Empresarial Niemeyer Salas 802/ 803/804 Caminho das Árvores – Salvador Bahia CEP 41. de frustrações e ansiedades. de lazer.8. de forma negativa.jus. inclusive.tjba. Ademais.br Este documento foi assinado digitalmente por MARCIO BESERRA GUIMARAES.

Processo que revela que o autor acreditava estar adquirindo um veículo zero km. oriundo não de uma ou algumas.820-770 Tel. depreendendo-se do recurso da concessionária a admissão dos fatos alegados na inicial e imputação de responsabilidade à montadora. Dano moral inconteste. em função do seguimento aos 2º e 3º apelos. 8ª Câmara Cível. com reiteradas idas e vindas. cooperação e transparência. para reparo sem solução do defeito na suspensão dianteira do veículo (cf. inaplicabilidade do CDC. ausência de prova dos lucros cessantes.21/30). maculam o bem a ponto de retirar seu valor econômico e condição de “carro zero km. 3ª Apelação (concessionária/revendedora) alegando sua ilegitimidade passiva.). 12. fato exclusivo do consumidor e falta de prova dos lucros cessantes. pela perda do tempo útil do consumidor que.. e (ii) danos materiais (lucros cessantes) pelo período que o consumidor ficara impossibilitado de utilizar o bem profissionalmente. com correção do desembolso e juros da citação.378.219/230). Como instrumento de trabalho.br/esaj.. apesar do uso acima da média pelo consumidor –o que não gera qualquer incompatibilidade com a pretensão deduzida (conclusões do laudo fls.// Matéria consumerista examinada estritamente à luz dos princípios e regras materiais e processuais contidos no estatuto de regência (CDC.219/230).Agravante 2: ITAVEMA RIO VEÍCULOS E PEÇAS LTDA. Laudo pericial (fls. Responsabilidade objetiva solidária do vendedor e fornecedor que determina a pertinência subjetiva à lide de ambas as rés: a primeira por ter produzido o bem com o vício estrutural apontado no laudo pericial. 28 Neste sentido: Violação aos deveres anexos pós-contratuais da boa-fé objetiva.Agravado: RUBENS GABRIEL SOBRINHO.: (71) 3272-6510 www.40.§1º.V. Apelações interpostas pelos três sujeitos da relação jurídica material controvertida. (ii) existência de excessivos e sucessivos defeitos reincidentes no bem. Decisão Monocrática da Relatoria provendo liminarmente em parte o 1º recurso (para impor condenação solidária das rés em danos morais – R$7.VII e VIII. fato exclusivo do consumidor. Arts.08). a segunda por tê-lo vendido e não fornecido os devidos serviços no sentido de sanar os reiterados vícios de forma satisfatória.fls. Se impresso.jus.05.18.230)–.”. 1ª Apelação (consumidor) pugnando pelo reconhecimento dos danos emergentes e dos danos morais.6º. fora reiteradas vezes à oficina da concessionária sem solucionar o defeito estrutural do bem. como também pela insuficiência técnica da concessionária em resolvê-los. Verba indenizatória que. ruídos excessivos na suspensão dianteira etc.000.2015.0001 e o código 16AD1ED. especialmente com relação à Rua Alceu Amoroso Lima 470. para conferência acesse o site http://esaj.20 e 23) em cotejo com visão panorâmica e finalista das considerações do laudo pericial formulado (fls. mas das repetidas frustrações das justas expectativas em função dos reiterados constrangimentos sofridos com um veículo novo (Perda do Tempo útil do consumidor).15. . Ed Empresarial Niemeyer Salas 802/ 803/804 Caminho das Árvores – Salvador Bahia CEP 41. Vício redibitório prematuro e recorrente que. Inexistência de fato exclusivo do fabricante. Preliminar.II. quando na verdade estava comprando inúmeros aborrecimentos e mais de quatro anos de disputa judicial sobre o bem.com. 2º Apelo (fabricante) sustentando ilegitimidade passiva.08). afigurando-se em nítida ofensa à dignidade da pessoa do consumidor.00) e negando maçaneta da porta.8. Dinâmica fática que extrapola os limites da súmula 75. fazendo com que o consumidor ficasse privado do uso regular do bem por mais de trinta dias (fls.VI. do veículo seria de R$29. informe o processo 0527550-70.CDC). adquirido pelo autor (fls.185.Relator: DES.Agravante 1: FIAT AUTOMÓVEIS S/A.// Sentença de procedência parcial dos pedidos condenando as rés solidariamente: (i) à devolução do valor pago pelo bem (R$29. a ser apontado em liquidação de sentença (Art. Protocolado em 15/05/2015 às 17:46:53.tjba. ORLANDO SECCO – 363. Agravos Inominados em Apelação Cível nº 04809/2008.18.henriqueguimaraes. mediante a devolução do bem (alienado) pelo consumidor à concessionária. por mais de um ano. inclusive com custos para o proprietário.// Mérito. Agravos Inominados interpostos pelas demandadas (fabricante e concessionária). guias de reparo de fls. no primeiro ano de uso.br 28 Este documento foi assinado digitalmente por MARCIO BESERRA GUIMARAES.14. Legitimidade passiva manifesta das rés. Agravos defensivos contraditórios. Ilícito fartamente caracterizado pelos vários documentos comprovadores de vícios e defeitos não resolvidos no veículo zero km.TJRJ.221/230) que é categórico em reconhecer (i) o bom estado de conservação do veículo.

acarretando a perda de tempo útil e tranqüilidade inadmissíveis na complexa vida moderna”. professor e promotor baiano CRISTIANO CHAVES DE FARIAS em Direito das Obrigações. o consumidor.com informações do TJ-RJ) . o valor de mercado.0001 e o código 16AD1ED. A conduta é elo primordial no estudo da responsabilidade civil e a partir dela poderemos aferir se às partes agiram umas com as outras baseadas na boa-fé objetiva. se espera que com as decisões aplicadas por nosso Judiciário. tendo a concessionária substituído a peça sem sucesso. sem maiores considerações. para conferência acesse o site http://esaj. Não conseguimos observar qualquer razão que limite o dano extrapatrimonial à responsabilidade extracontratual. uma vez que o consumidor experimentou aborrecimentos e contratempos que suplantam as chateações do cotidiano.8. em edificante artigo sobre o tema. Neste passo. pois caso isso aconteça têm estas pessoas o direito de serem indenizadas na proporção do dano sofrido. e (v) que. informe o processo 0527550-70. em função do vício estrutural e pelo desgaste natural do bem. gerando a perda do tempo livre deste lesado. o elo mais fraco e na maioria das vezes vulnerável. 29 suspensão.2015. (iii) que o kit gás instalado na traseira do veículo não possuía qualquer relação com as reclamações formuladas.2009. Sobre o dano moral contratual discorreu de forma brilhante o festejado jurista.com. afirmou o desembargador Rogério Souza na decisão. nada impede que o dano moral se apresente como efeito do inadimplemento de uma obrigação. Protocolado em 15/05/2015 às 17:46:53. nº: 0160927-20. observa seus direitos serem desrespeitados por fornecedores que não cumprem com o seu dever de lisura.8.br Este documento foi assinado digitalmente por MARCIO BESERRA GUIMARAES. “O dever de indenizar resta evidente.tjba.henriqueguimaraes. (iv) que desde baixa quilometragem o vício na suspensão já havia se manifestado. Assim.br/esaj.fls. Dr. Cristiano Vieira Sobral Pinto. Ed Empresarial Niemeyer Salas 802/ 803/804 Caminho das Árvores – Salvador Bahia CEP 41.: (71) 3272-6510 www.820-770 Tel. ANDRÉ GUSTAVO Rua Alceu Amoroso Lima 470. visando sempre uma relação contratual equilibrada.jus./2007). 2007: A nosso viso.05.0001 . correção e probidade. Se impresso. 29 Ainda sobre o mesmo tema: Assim o ensinamento do Especialista em Direito Civil e do Consumidor. no seu artigo: “Responsabilidade civil do fornecedor em razão da perda do tempo livre com fundamento no código de defesa do consumidor”. pois na ocorrência da quebra do princípio retro mencionado a violação estará caracterizada e o dano transparente. vício estrutural de fabricação que a 2ª ré não conseguira reparar durante todas as visitas feitas ao seu estabelecimento. (Proc.Rio de Janeiro: Lumen Juris. Nas relações de consumo. persistindo o defeito até o momento da vistoria (Fev. tais fornecedores comecem a respeitar mais àqueles que movimentam o mercado de consumo. A doutrina e a jurisprudência informam que as pessoas não podem ser injustamente invadidas em suas esferas de interesse.19.

tjba. gerando danos material e moral. tendo um valor que extrapola a sua dimensão econômica. É o caso da reparação por lesões decorrentes de cirurgias mal conduzidas. Mas. 30 de pessoa de sua família. porque ligado à sua saúde. liberdade e igualdade não tenham sido violados. A menor fração de tempo perdido de nossas vidas Rua Alceu Amoroso Lima 470. Lembra ANDRÉ GUSTAVO CORRÊA DE ANDRADE que “o tempo.br Este documento foi assinado digitalmente por MARCIO BESERRA GUIMARAES.05. SÉRGIO CAVALIERI FILHO (Programa de Responsabilidade Civil) pondera com razão que “o importante.: (71) 3272-6510 www. Não é preciso para a configuração deste último que a agressão tenha repercussão externa. Protocolado em 15/05/2015 às 17:46:53.br/esaj. Neste giro. não poderá o julgador se limitar a entender o evento como aborrecimento ou desconforto do credor. para a configuração do danos moral não é o ilícito em si mesmo. à sua educação aos seus projetos intelectuais” preexistente que tenha dado causa a lesão a direito da personalidade. ao seu lazer. acidentes com passageiros em transportes ou uma indevida inscrição do nome do devedor em cadastro de inadimplente. mas sim a repercussão que ele possa ter. para conferência acesse o site http://esaj. Também entendemos que. Certamente. pela sua escassez. destarte. à sua comodidade. apresentar um caráter extrapatrimonial. informe o processo 0527550-70. caracterizado o inadimplemento de obrigação . bem-estar e paz de espírito do credor.jus.8. Embora a prestação tenha conteúdo patrimonial.henriqueguimaraes. Se impresso. é um bem precioso para o indivíduo. 30 CORRÊA DE ANDRADE tranquilamente admite o chamado dano moral contratual e remete a solução da controvérsia à distinção entre ”a patrimonialidade da prestação e a extrapatrimonialidade do interesse do credor ou dos bens afetados. existem aqueles casos em que o dano moral decorrente da violação do contrato é evidente e indiscutível. mesmo que outros bens da personalidade como a vida. honra. se o bem da personalidade afetado se relaciona ao universo da tranqüilidade. o interesse do credor na prestação.2015.com. Trata-se de casos em que a integridade psíquico-física e a honra do credor são diretamente afetadas. haverá dano moral pelo simples inadimplemento da obrigação. conforme as circunstâncias. Ed Empresarial Niemeyer Salas 802/ 803/804 Caminho das Árvores – Salvador Bahia CEP 41.0001 e o código 16AD1ED.fls. sendo apenas indispensável que ela atinja o sentimento íntimo e pessoal de dignidade da vítima”. acreditamos que o transtorno anímico já será para impor o dano moral. naqueles casos em que a mora ou inadimplemento causam ao credor grande perde de tempo e energia na resolução da questão.Uma mesma agressão pode acarretar lesão em bem patrimonial e personalíssimo. ao seu bem-estar.820-770 Tel.

30306 – APELAÇÃO – 1ª Ementa”. que não entrega a unidade no prazo avençado.8.henriqueguimaraes. deve devolver as quantias pagas. FATO INCONTROVERSO. INADIMPLEMENTO CONTRATUAL. 2008. PREVISÃO CONTRATUAL DE RESSARCIMENTO. COMPROMISSO DE COMPRA E VENDA DE IMÓVEL. O dano moral se caracteriza em razão da demora na entrega da unidade e na frustração da realização do um sonho da casa própria. TRANSTORNOS QUE EXTRAPOLAM O MERO ABORRECIMENTO. ANTÔNIO SALDANHA PALHEIRO – Julgamento: 17/03/2009 – QUINTA CÂMARA CÍVEL DIREITO DO CONSUMIDOR. É a chamada função punitiva ou pedagógica do dano moral (“exemplaryorpunitivedamages”) Rua Alceu Amoroso Lima 470. DANO MORAL CARACTERIZAÇÃO. FRUSTRAÇÃO E CONSTRANGIMENTO DO CONSUMIDOR.001. RESPONSABILIDADE OBJETIVA.2015. QUE NÃO COMPROVA A .06238 – APELAÇÃO – 1ª EMENTA” DESEMBARGADOR LINDOLPHO MORAIS MARINHO –Julgamento: 07/10/2008 – DÉCIMA SEXTA CÂMARA CIVEL INCORPORAÇÃO IMOBILIÁRIA PROMESSA DE COMPRA E VENDA DE APARTAMENTO EM CONSTRUÇÃO.jus.05. não merecendo qualquer censura. estando a verba indenizatória bem fixada.001. Havendo inadimplemento contratual por parte da incorporadora. 31 constitui um bem irrecuperável. COM BASE NA TEORIA DO RISCO DO EMPREENDIMENTO. ainda que não implique prejuízo econômico ou material. ATRASO NA ENTREGA DA OBRA.br/esaj. NEGADO PROVIMENTO AO PRIMEIRO APELO. Ed Empresarial Niemeyer Salas 802/ 803/804 Caminho das Árvores – Salvador Bahia CEP 41. PARCIAL PROVIMENTO DO RECURSO ADESIVO 2009. Por isso afigura-se razoável que perda desse bem. DANO MORAL OCORRÊNCIA. faz o mesmo jus à reparação pretendida. PELO QUAL RESPONDO O PROMITENTE VENDEDOR. RESCISÃO DE CONTRATO.820-770 Tel. para conferência acesse o site http://esaj. Do outro. RETARDO EXISTÊNCIA DE CIRCUSTÂNCIA EXCLUDENTE. IMPUTAÇÃO DE CULPA DO EMPREITEIRO. RESTITUIÇÃO DAS IMPORTÂNCIAS PAGAS. De um lado. compensar a vítima. uma vez rescindido o contrato.fls. Protocolado em 15/05/2015 às 17:46:53.: (71) 3272-6510 www. informe o processo 0527550-70. punir o agressor. Recurso ao qual se nega provimento.tjba.0001 e o código 16AD1ED. Havendo cláusula no instrumento particular de incorporação prevendo ressarcimento do adquirente em caso de atraso na entrega das chaves. PERDAS E DANOS. e não logrando êxito em demonstrar as excludentes de responsabilidade.br Este documento foi assinado digitalmente por MARCIO BESERRA GUIMARAES. Se impresso.com. A DÚPLICE FUNÇÃO DO DANO MORAL (ASPECTO PUNITIVO OU PEDAGÓGICO) A indenização por dano moral tem função dúplice. COM INAFASTÁVEL DANO EM SUA ROTINA PSICOLÓGICA. ATRASO NA ENTREGA DA OBRA. CULPA EXCLUSIVA DO INCORPORADOR. dê ensejo a uma indenização”. Assim também a jurisprudência: 31 DES.

Ed Empresarial Niemeyer Salas 802/ 803/804 Caminho das Árvores – Salvador Bahia CEP 41. e punir o ofensor para que não reincida. 32 O valor do dano moral tem sido enfrentado no STJ com o escopo de entender a sua dupla função: reparar o dano.br/esaj. Min. Protocolado em 15/05/2015 às 17:46:53.p.com. 4ª T.207.henriqueguimaraes. Min.a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais. O dano moral deve ser indenizado mediante a consideração das condições pessoais do ofendido e do ofensor. 19/09/2000. como forma de “contribuir para desestimular o ofensor a repetir o ato.0001 e o código 16AD1ED. da intensidade do dolo ou grau de culpa e da gravidade dos efeitos. REsp. O sentido punitivo ou pedagógico tem sido reforçado em múltiplos julgados: “Responsabilidade civil. cobrindo todos os danos sofridos pela vítima. inibindo sua conduta antijurídica” (STJ. sem que entre na discussão jurídica o elemento culpa. Dano moral. de fato.. coletivos e difusos.2015.820-770 Tel. Assim é o entendimento absoluto da doutrina consumerista: “Havendo dano. 6º: São direitos básicos do consumidor: VI. Rel. (STJ.133.. para conferência acesse o site http://esaj. Ruy Rosado de Aguiar. Sálvio de Figueiredo Teixeira.j. que estabelece para o fornecedor o dever de reparar todo e qualquer dano causado ao consumidor da maneira mais ampla possível.: (71) 3272-6510 www. 01/06/99. j. 2ª T. patrimoniais (diretos e indiretos) e morais. DJ 13/06/2005). a fim de que o resultado não seja insignificantes a estimular a prática do ato ilícito. Rua Alceu Amoroso Lima 470. Rel. buscando minimizar a dor da vítima. nem o enriquecimento indevido da vítima” (STJ.Art. DJ 08/03/2000).br Este documento foi assinado digitalmente por MARCIO BESERRA GUIMARAES. REsp 265. PRINCÍPIO DA REPARAÇÃO INTEGRAL “RESTITUTIO IN INTEGRUM” CDC . 550. Rel.8.926.jus.05. individuais. a indenização terá que ser a mais completa possível.j. DJ 23/10/2000). p. a reparação é ampla. 07/12/2004. 32 O STJ já há algum tempo reconhece e adota essa tese quando aplica a condenação por dano moral: A indenização punitiva pode fixar uma punição exemplar. ou seja.317. Indenização. REsp. Para o Código. e de forma objetiva. Min. informe o processo 0527550-70. 4ªT.fls. ElianaCalmon. Se impresso. p.. O direito do consumidor tem entre os seus princípios informadores o da reparação integral “restitutio in integrum”.tjba. O caráter dúplice do dano moral tem sido reconhecido pela jurisprudência: .

33 inclusive aqueles causados no próprio bem de consumo defeituoso... Benjamin. passando a teoria a se aperfeiçoar agora com apenas dois elementos: dano e nexo causal. prestigiando-a fortemente. tendo como a mais contundente a exclusão do elemento culpa (negligência. acolheu tal tendência. abrangendo. Se impresso. informe o processo 0527550-70..br Este documento foi assinado digitalmente por MARCIO BESERRA GUIMARAES. mundo.jus.br/esaj.)” (Antônio Herman V. o construtor. Protocolado em 15/05/2015 às 17:46:53.fls. Manual de Direito do Consumidor. O CDC.henriqueguimaraes. havendo dano material representado por perdas emergentes ou relativas a lucros cessantes. (Rizzatto Nunes.0001 e o código 16AD1ED. entre nós. PRINCÍPIO DA RESPONSABILIDADE OBJETIVA Art. imprudência e imperícia) que deixa de integrá-la. A modificação nasce primordialmente de duas constatações: 1º . efetivamente.tjba. que deixa este último em estado de vulnerabilidade em relação ao primeiro. Cláudia Lima Marques e Leonardo Bessa.05.. a teoria da responsabilidade civil. fazendo ver . “De todo modo.com.da desigualdade de forças existentes na relação fornecedor X consumidor. o produtor. em todo o que a vítima do dano é quem deve ser considerada em linha de princípio. Ademais. Curso de Direito do Consumidor. sua reparação tem de ser integral”. (. todos os danos causados. e o importador respondem.) Na seara consumerista a teoria da responsabilidade civil sofre algumas evoluções. (Felipe Peixoto Braga Netto. Esta vulnerabilidade se expressa de Rua Alceu Amoroso Lima 470. pela reparação de danos causados aos consumidores(. Se o consumidor sofre um dano.820-770 Tel. para conferência acesse o site http://esaj.8. a indenização é integral (. à frente de quaisquer outras ordens de consideração. O fornecedor de serviços responde. a reparação que lhe é devida deve ser a mais ampla possível.2015.. vem crescentemente se valendo deste princípio.) Art. Ed Empresarial Niemeyer Salas 802/ 803/804 Caminho das Árvores – Salvador Bahia CEP 41..2009).: (71) 3272-6510 www. nacional ou estrangeiro. 14. ou dano moral.2008). Manual de Direito do Consumidor. independente da existência de culpa. 12 – O fabricante. independente da existência de culpa. 2009). pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços. 33 Trata-se de um princípio relativo à reparação de danos causados. Na verdade.

Não se trata de mera presunção de culpa que o obrigado pode ilidir provando que atuou com diligência.br/esaj. Basta que a vítima prove o dano sofrido e o nexo causal”. a operação vai até o final mais o dinheiro não sai. do direito tradicional. A doutrina também brada uníssona nesse sentido: “A responsabilidade civil por danos causados ao consumidor é objetiva. Ed Empresarial Niemeyer Salas 802/ 803/804 Caminho das Árvores – Salvador Bahia CEP 41. Afastando-se.br Este documento foi assinado digitalmente por MARCIO BESERRA GUIMARAES. “A sociedade de consumo.: (71) 3272-6510 www. o mesmo já não acontece com a demonstração de culpa. comanda um saque. Reflete.2009). etc. Não mais importa se o responsável legal agiu com culpa (imprudência. independe do elemento culpa. parte mais vulnerável. Exs: a)fulano vai ao caixa eletrônico. “Se é relativamente fácil provar o prejuízo. a percepção da necessidade de privilegiar-se a vítima. a culpa do responsável.820-770 Tel.com. Aí entra a segunda constatação motivadora da evolução da teoria da responsabilidade civil.0001 e o código 16AD1ED. para conferência acesse o site http://esaj. raramente seria bem sucedida na sua pretensão de obter ressarcimento”. c) beltrano ingere uma medicação em casa e passa mal por causa do remédio. não convive satisfatoriamente com um regime de responsabilidade civil baseado em culpa. porém. em especial na proteção do consumidor. Não é sequer relevante tenha ele sido o mais cuidadoso possível. . Todos 34 esses exemplos têm em comum a dificuldade para o consumidor produzir a prova da culpa do fornecedor. A partir do Código – não custa repetir – o réu será responsável mesmo que esteja apto a provar que Rua Alceu Amoroso Lima 470.05.jus. numa maior dificuldade de produzir provas contra o fornecedor.2015. naturalmente. A substituição da culpa.henriqueguimaraes. econômica. também. Ressalte-se que tampouco ocorre mera inversão do ônibus da prova. Manual de Direito do Consumidor. como informadora do dever de reparar. por um outro critério.tjba. Se. Isto é. fosse obrigada a provar. Se impresso. (Felipe Peixoto Braga Netto. fática. em atenção ao princípio da efetividade dos direitos. Protocolado em 15/05/2015 às 17:46:53. vinha sendo reclamada de há muito. o Código dá um fundamento objetivo ao dever de indenizar. sempre e sempre. informe o processo 0527550-70. com seus produtos e serviços inundados de complexidades tecnológicas. 34 várias formas. jurídica. b) um hacker invade a sua conta bancária e transfere dinheiro ou paga contas. por conseguinte.8. técnica.fls. negligência ou imperícia) ao colocar no mercado produto ou serviço defeituoso.

para o consumidor. GARANTIAS CONTITUIDAS SOBRE AS UNIDADES PROMETIDAS – 35 INEFICÀCIA JURÍDICA .: (71) 3272-6510 www. reivindicasse futuramente o bem contra os Autores. não tem eficácia perante os adquirentes do imóvel. jurídicos para os contratantes. 35 agiu com a melhor diligência e perícia”. não deixa de ser o consumidor parte vulnerável nessa relação contratual. haja vista que violaria de forma frontal tal princípio constituir garantia real de uma dívida da construtora sobre o bem de terceiros (Promitentes Compradores). pois prevê a possibilidade de constituição de hipoteca . in verbis: Rua Alceu Amoroso Lima 470. como a hipoteca trata-se de um direito real de garantia sobre coisa alheia. Manual de Direito do Consumidor. Portanto.2015. informe o processo 0527550-70. adquirentes de boa-fé. Protocolado em 15/05/2015 às 17:46:53. não podem perder o imóvel perante o credor da construtora Ré.jus.0001 e o código 16AD1ED.henriqueguimaraes. (Antônio Herman V. que nada tem com isso e está em dia com as suas obrigações contratuais. Ed Empresarial Niemeyer Salas 802/ 803/804 Caminho das Árvores – Salvador Bahia CEP 41. Benjamin.SÚMULA 308 – STJ – LIBERAÇÃO HIPOTECÁRIA DO IMÓVEL Em face da súmula de nº 308 do STJ.820-770 Tel. 2009). A hipoteca firmada entre a construtora e o agente financeiro. pois esta não fez o repasse ao Banco a fim de quitar o débito. os consumidores. tornaria possível que o agente financiador. "Súmula nº 308. o devedor hipotecário tem legitimidade para discutir a hipoteca com o agente financeiro. Seria transferir o risco da atividade negocial. que tem direito de sequela. para conferência acesse o site http://esaj.tjba. A questão já foi diversas vezes decidida pelo STJ. a cláusula contratual não produzirá efeitos sobre os imóveis.fls. Além disso. Então. anterior ou posterior à celebração da promessa de compra e venda. Assim.br Este documento foi assinado digitalmente por MARCIO BESERRA GUIMARAES.com." É reconhecido pela doutrina que esta súmula foi calcada integralmente no princípio da boa-fé objetiva.8. Cláudia Lima Marques e Leonardo Bessa. bem como não podem ser responsabilizados pela conduta da mesma. Se impresso.br/esaj. que é do empresário.05. que comprou seu imóvel para desenvolver um empreendimento e se vê impedido pela postura maliciosa da Ré.

05. FINANCIAMENTO. BOA-FÉ.O entendimento pacificado no âmbito da Segunda Seção deste STJ é no sentido de que. . : MARSIAJ OLIVEIRA INCORPORAÇÕES IMOBILIÁRIAS LTDA EMBARGOS DE TERCEIRO. HIPOTECA.Agravo regimental não provido RECURSO ESPECIAL Nº 1. a hipoteca concedida pela incorporadora em favor do Banco credor. ARTIGO 20. § 4º. Processo AgRg no AREsp 14462 / SP AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL 2011/0071521-5 Relator(a): Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI (1145) Órgão Julgador T4 .218. Rua Alceu Amoroso Lima 470. IMÓVEL.br/esaj. INEFICÁCIA. Protocolado em 15/05/2015 às 17:46:53. do CPC. para conferência acesse o site http://esaj. informe o processo 0527550-70.CEF ADVOGADO : WILSON DE SOUZA MALCHER E OUTRO(S) RECORRIDO : CLÁUDIO FERREIRA BAQUES ADVOGADO : CRISTIANE NOSCHANG VIEIRA INTERES.br 36 Este documento foi assinado digitalmente por MARCIO BESERRA GUIMARAES. AGRAVO. a unidade imobiliária. PENHORA DECORRENTE DE HIPOTECA SOBRE BEM ADQUIRIDO MEDIANTE CONTRATO DE PROMESSA DE COMPRA E VENDA.fls. Súmula 308 do Superior Tribunal de Justiça.0001 e o código 16AD1ED. 3. § 4º.tjba.jus.QUARTA TURMA Data do Julgamento 06/03/2012 Data da Publicação/Fonte DJe 22/03/2012 Ementa AGRAVO REGIMENTAL.QUARTA TURMA Data do Julgamento 02/08/2005 Data da Publicação/Fonte DJ 22/08/2005 p.henriqueguimaraes.169 . PROMITENTE COMPRADOR. As instâncias ordinárias declararam a ineficácia da hipoteca firmada entre os agentes financeiro e construtor em face dos promitentes compradores. 2 . POSSUIDOR DE BOA-FÉ. 296 Ementa CIVIL E CONSUMIDOR. HIPOTECA.820-770 Tel.RS (2010/0195596-4) RELATOR : MINISTRO VASCO DELLA GIUSTINA (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/RS) RECORRENTE : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL . ainda que anterior. 1. INCORPORAÇÃO. NÃO PREVALÊNCIA DO GRAVAME. da Súmula do STJ. SFH.: (71) 3272-6510 www.2015. Ed Empresarial Niemeyer Salas 802/ 803/804 Caminho das Árvores – Salvador Bahia CEP 41. de provimento em que ausente a condenação. 308. com expressa adoção do entendimento firmado no enunciado n. RECURSO ESPECIAL. 1 . Agravo regimental a que se nega provimento. IMPOSSIBILIDADE. em contratos de financiamento para construção de imóveis pelo SFH. não prevalece sobre a boa-fé do terceiro que adquire. EQUIDADE. os honorários advocatícios devem ser fixados por equidade. nos termos do artigo 20. 36 Processo AgRg no Ag 664695 / RJ AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 2005/0038993-5 Relator(a) Ministro FERNANDO GONÇALVES (1107) Órgão Julgador T4 .8. SÚMULA N. Se impresso.com. em momento posterior. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. 2. DO CPC. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO. Tratando-se. 308-STJ. TERCEIRO ADQUIRENTE. SÚMULAS 84 E 308 DO STJ. portanto.

LIBERAÇÃO DO ÔNUS REAL.781/MG. que proporciona o direito de sequela. uma vez que houve transferência do domínio.05. Com efeito. 37 CIVIL E PROCESSUAL. "A hipoteca firmada entre a construtora e o agente financeiro. (REsp 248.: (71) 3272-6510 www. Recurso especial parcialmente conhecido e provido. Não merece prosperar a irresignação. não tem eficácia perante os adquirentes do imóvel" . julgado em 29/06/2006. Hipoteca. Brasília-DF. 308-STJ..8. anterior ou posterior à celebração da promessa de compra e venda. anterior ou posterior à celebração da promessa de compra e venda. OUTORGA DE ESCRITURA DEFINITIVA POR DETERMINAÇÃO JUDICIAL. Ed Empresarial Niemeyer Salas 802/ 803/804 Caminho das Árvores – Salvador Bahia CEP 41. informe o processo 0527550-70. nego seguimento ao recurso especial. os seguintes precedentes: Direito civil e processual civil. TERCEIRA TURMA. Protocolado em 15/05/2015 às 17:46:53. II.0001 e o código 16AD1ED.2015. de haver o bem gravado de que o possua enquanto não se verificar o adimplemento da obrigação à qual a garantia está vinculada (fl. para cancelar a hipoteca incidente sobre o imóvel. Agravo no agravo de instrumento não provido. ACÓRDÃO ESTADUAL. em síntese.tjba. Intimem-se. 1. Nesse sentido. . apenas que desfavoravelmente à parte.henriqueguimaraes. Consonância do acórdão recorrido com a jurisprudência do STJ. para conferência acesse o site http://esaj. . Se impresso. (Súmula 308/STJ). 18 de fevereiro de 2011. não tem eficácia perante os adquirentes do imóvel". Ministro ALDIR PASSARINHO JUNIOR. não tem eficácia perante os adquirentes do imóvel" (Súmula nº 308 do STJ). alega a agravante violação do artigo 755 do Código Civil/1916. Rel.]Nas razões do especial. Promessa de compra e venda. SÚMULA N..br/esaj.Inadmissível o recurso especial se o acórdão recorrido está em consonância com a jurisprudência do STJ.Súmula 308 -STJ. Sustenta. IMÓVEL DADO EM HIPOTECA PELA CONSTRUTORA A AGENTE FINANCEIRO. ou seja. Deve-se resguardar o terceiro possuidor e adquirente de boafé quando a penhora recair sobre imóvel objeto de execução e não mais pertencente ao devedor/alienante. DJ 04/09/2006 p. Ministro VASCO DELLA GIUSTINA Rua Alceu Amoroso Lima 470. 2. 272) Ante o exposto. verifica-se que o entendimento adotado pelo Tribunal de origem está em harmonia com a jurisprudência assente nesta Corte. DECIDO. anterior ou posterior à celebração da promessa de compra e venda. Efeitos contra terceiro adquirente de unidade imobiliária. 270) . Ministra NANCY ANDRIGHI. COMPRA E VENDA."A hipoteca firmada entre a construtora e o agente financeiro. [.fls. Não se configura nulidade em acórdão que enfrenta suficientemente as questões essenciais ao deslinde da controvérsia. QUITAÇÃO DO PREÇO PELO ADQUIRENTE. não tem eficácia perante os adquirentes do imóvel".br 37 Este documento foi assinado digitalmente por MARCIO BESERRA GUIMARAES.com. Rel. (AgRg no Ag 871973/RJ. Súmula 308 do STJ. Agravo no agravo de instrumento. "A hipoteca firmada entre a construtora e o agente financeiro. É o breve relatório.820-770 Tel.jus. DJ 08/10/2007 p. 255). verbis: "A hipoteca firmada entre a construtora e o agente financeiro. que a característica essencial dos direitos reais de garantia é sua oponibilidade erga omnes. consubstanciada na Súmula nº 308. anterior ou posterior à celebração da promessa de compra e venda. QUARTA TURMA. bem como divergência jurisprudencial. julgado em 20/09/2007. NULIDADE NÃO CONFIGURADA. III. I.

fls. a recorrente que concedera o financiamento para a incorporadora. o acórdão recorrido. não eficaz a hipoteca constituída sobre o imóvel em face do adquirente da unidade condominial. Protocolado em 15/05/2015 às 17:46:53..com.8. Destacou a vinculação do bem dado em garantia ao adimplemento da obrigação correspondente. NÃO DEMONSTRAÇÃO DA VIOLAÇÃO AO ART. para conferência acesse o site http://esaj. na esteira do disposto no art. Ed Empresarial Niemeyer Salas 802/ 803/804 Caminho das Árvores – Salvador Bahia CEP 41. asseverou violados os arts.417 e 436. Passo a decidir. Não houve contrarrazões. Em suas razões recursais.br/esaj. tendo em vista o entendimento sumulado pelo egrégio Superior Tribunal de Justiça no sentido de que "a hipoteca firmada entre a construtora e o agente .015/73. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL.br 38 Este documento foi assinado digitalmente por MARCIO BESERRA GUIMARAES.PR (2011/0169851-0) RELATOR : MINISTRO PAULO DE TARSO SANSEVERINO RECORRENTE : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL . anterior ou posterior à celebração da promessa de compra e venda.820-770 Tel. não tem eficácia perante os adquirentes do imóvel" (Súmula n. 1. 38 (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/RS) Relator Rua Alceu Amoroso Lima 470. no caso. itens 9 e 18. Finalizou dizendo da inaplicabilidade das disposições contidas na Lei 4. A cumulação de pedidos somente pode ser acolhida quando o mesmo juízo é competente para responder a todos eles. 535 DO CPC. da Lei 6.: (71) 3272-6510 www. INCIDÊNCIA DOS ENUNCIADOS 308 E 83/STJ.] No mérito. É o relatório.234 . a ausência de registro do contrato de compra e venda entre o adquirente do imóvel e a incorporadora. não podendo. Salientou. DIREITO CIVIL..jus. limita-se o apelo excepcional ao tópico em que o acórdão do Egrégio Tribunal Regional Federal da 4ª Região reconheceu incidente o enunciado sumular n. tendo. descaracterizado o instituto da hipoteca. e do art. §1º.tjba. GARANTIA HIPOTECÁRIA CELEBRADA ENTRE CONSTRUTORA E AGENTE FINANCEIRO. 535 do CPC e 755 do CC/16 (1. assim. parágrafo único.0001 e o código 16AD1ED. INEFICÁCIA EM FACE DO ADQUIRENTE DO IMÓVEL.henriqueguimaraes.419 do CC/02). Se impresso. 308/STJ. assim. O apelo excepcional foi admitido pela Corte de origem.2015. [. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. 2.CEF ADVOGADO : MARGIT KLIEMANN FUCHS E OUTRO(S) RECORRIDO : MARIZA VIOLI MONTEIRO ADVOGADO : LUTERO DE PAIVA PEREIRA E OUTRO(S) RECURSO ESPECIAL.05. CUMULAÇÃO DE PEDIDOS.267. do Código de Processo Civil. e. SÚMULA 308 DO STJ. do CC/02. decisão que assim restou vazada: A questão trazida à baila não comporta maiores discussões. ADQUIRENTE DE IMÓVEL GRAVADO COM HIPOTECA INSTITUÍDA PELA CONSTRUTORA EM FAVOR DO AGENTE FINANCEIRO.864/65 e do seu direito de sequela. informe o processo 0527550-70. 308/STJ). 1. alcançar terceiros. II. postulando o provimento do recurso. "A hipoteca firmada entre a construtora e o agente financeiro. Processo REsp 1267234 Relator(a) Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO Data da Publicação 17/05/2013 Decisão RECURSO ESPECIAL Nº 1. ainda. retirandolhe os efeitos. conforme previsão expressa do artigo 292. 167.

308). no processo civil. Ed Empresarial Niemeyer Salas 802/ 803/804 Caminho das Árvores – Salvador Bahia CEP 41.tjba. inclusive com a inversão do ônus da prova. do CC/02. não estão devidamente prequestionados. assim. Ante o exposto.00. Nos termos do enunciado 308/STJ: A hipoteca firmada entre a construtora e o agente financeiro. anterior ou posterior à celebração da promessa de compra e venda. Intimem-se. Sequer arrazoou o recorrente eventual equívoco na aplicação do referido enunciado sumular. DA INVERSÃO ÔNUS DA PROVA O legislador federal brasileiro ao criar a Lei N. não tem eficácia perante os adquirentes do imóvel" (Súmula n.417 e 436. não há reparos a fazer na sentença hostilizada. estabeleceu no seu art. De início. assim como à não incidência aos dispositivos da Lei 4.henriqueguimaraes. 14/06/2010 Nessa equação. a critério do juiz.05. em face da súmula 308 do STJ. quando. MINISTRO PAULO DE TARSO SANSEVERINO Relator . não poderá ser prejudicado pelo inadimplemento do financiamento celebrado entre construtora e agente financeiro. [. à pretensa desatenção ao disposto nos arts. patentemente incidente na hipótese. delas não tendo tratado o acórdão recorrido. 39 financeiro..br 39 Este documento foi assinado digitalmente por MARCIO BESERRA GUIMARAES. itens 9 e 18. nego seguimento ao recurso especial. Se impresso.2015. para conferência acesse o site http://esaj. Quarta Turma.fls. O adquirente do imóvel. 6º. Federal MargaInge Barth Tessler. O aresto de origem.br/esaj.015/73. for verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente.864/65.: (71) 3272-6510 www.70. No mesmo sentido é a jurisprudência pacífica desta Corte: Por todo o exposto. segundo as regras da experiência. com supedâneo em orientação sumulada desta Corte Superior. Protocolado em 15/05/2015 às 17:46:53. 167. Brasília (DF).E..8. anterior ou posterior à celebração da promessa de compra e venda. a seu favor. informe o processo 0527550-70. como direito básico do consumidor a facilitação da defesa dos seus direitos. parágrafo único. devendo a cláusula contratual que dispõe sobre a garantia.] AC 2005. Relatora Des. estando o recurso fadado ao insucesso pela incidência do enunciado 83/STJ.º 8078/90 (Código do Consumidor). as questões relativas à ausência de registro e.0001 e o código 16AD1ED. reconheceu ineficaz a hipoteca em face dos adquirentes do imóvel cuja construção foi financiada pela CEF. mostrando-se à evidência. 1. da Lei 6.jus.005201-2. em suma. inciso VIII.com. Rua Alceu Amoroso Lima 470. não pode ser garantido ao agente financeiro o direito de efetuar a cobrança de débitos da Ré em face da aquisição de imóveis por terceiros com boa. 15 de maio de 2013. D. ser declarada nula de pleno direito. não tem eficácia perante os adquirentes do imóvel.fé.820-770 Tel.

Se impresso. etc. é indissociável da conjunção das relações de consumo e independe do grau cultural ou econômico.tjba. VI e VIII. seja concedida a tutela antecipada na forma a seguir: a) Seja o ônus da prova invertido. se tratar de mera presunção legal. 6°. é de se avaliar o efetivo reconhecimento da vulnerabilidade/ hipossuficiência (precariedade cultural e material). Rua Alceu Amoroso Lima 470.820-770 Tel. 423.br/esaj. pessoas físicas ou jurídicas. da Constituição Federal. § 3º da Lei n. .com.0001 e o código 16AD1ED. Protocolado em 15/05/2015 às 17:46:53. sejam estes ricos 40 ou pobres. ambos do CPC. 84. por não Registre-se por oportuno. assumirá. VIII. inclusive com a incidência das regras ordinárias de experiências em favor do consumidor.078/90 c/c art. da Lei 8078/90. conquanto se assim não agir.8. que cada contendor deverá nortear o seu lastro probatório de acordo com as provas que embasam o seu direito. Ed Empresarial Niemeyer Salas 802/ 803/804 Caminho das Árvores – Salvador Bahia CEP 41. interiorano ou não.br Este documento foi assinado digitalmente por MARCIO BESERRA GUIMARAES. incisos I.2015. 461 §3°. o que a coloca em situação de desvantagem e dificuldade para a produção de provas no presente feito. III.. o risco de sofrer a desvantagem da sua própria inércia. efetivamente. informe o processo 0527550-70. em face da vulnerabilidade técnica e fática da parte Acionante. Assim. letrados ou ignorantes. 39. 51. LV. IV e IX. do CC/2002. para conferência acesse o site http://esaj. DA TUTELA ANTECIPADA São fundamentos basilares desta ação os art.05.º 8.jus. incisos V.fls. e é a partir deste princípio que deve ser analisada a necessidade da inversão.078/90 e 113. 81. 40 Tendo em vista a ingente dificuldade na realização da prova pelo consumidor no caso concreto. inciso V. A inversão do ônus da prova tem em mira. 421. requerem os AUTORES. A vulnerabilidade é referência universal para todos os consumidores. permitir ao consumidor o exercício pleno da garantia constitucional prevista no artigo 5º. 422. como institui no art. 84 e demais específicos da Lei 8. nos termos do art. 83.henriqueguimaraes. contudo. 273 e seus incisos. não admitindo prova em contrário. crédulos ou espertos. 6º.: (71) 3272-6510 www.

2. nos termos do art.henriqueguimaraes.jus.tjba. Ed Empresarial Niemeyer Salas 802/ 803/804 Caminho das Árvores – Salvador Bahia CEP 41. DA RESTITUIÇÃO DO VALOR PAGO A MAIOR DO SALDO DEVEDOR. alternativamente pela substituição do índice de reajuste do “saldo devedor” do INCC (índice de nacional de custos da construção civil) ou do IGPM (índice geral de preço de mercado) pelo INPC ou outro índice oficial menos gravoso ao consumidor e que expresse apenas a atualização monetária.fls.8. Se impresso. confirmando-se a inversão do ônus da prova e sendo as 41 demandadas condenadas a: 1.820-770 Tel. informe o processo 0527550-70. qual seja. a partir de maio de 2014 com pagamentos retroativos. Pugna-se.0001 e o código 16AD1ED.2015. 4. 41 PEDIDO FINAL Diante das colocações retro escandidas. desde a data de prevista para a entrega da obra Rua Alceu Amoroso Lima 470. GERADO DURANTE O PERÍODO DE ATRASO .Pagar ao Autor. o valor equivalente a 1% (um por cento) sobre o valor do imóvel atual de mercado.: (71) 3272-6510 www.com. até a data da efetiva entrega do imóvel aos Autores. da Lei 8078/90. NULIDADE DA CLÁUSULA DE TOLERÂNCIA – Que seja reconhecida a nulidade da Cláusula Vigésima Quinta. 6º. VIII.05.Seja determinada a restituição ao Autor da diferença em dobro do Saldo Devedor que foi cobrado a maior indevidamente. daquele que deveria ter sido pago à época da correta entrega das chaves – 30 de abril de 2014 – com a devida atualização monetária. probandi. por ser meramente potestativa e prever vantagem exagerada e desproporcional às Rés. consoante jurisprudência pacífica do STJ supra transcrita. assim como pela procedência da ação. que os coloca em situação de dificuldade e desvantagem na produção de provas. violando o equilíbrio contratual entre as partes e a boa-fé objetiva que deve presidir as relações de consumo. através do congelamento do saldo devedor do Autor. Protocolado em 15/05/2015 às 17:46:53. ALUGUÉIS COMO LUCROS CESSANTES . fevereiro de 2015.br/esaj. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA Confirmação da inversão do ônus vulnerabilidade técnica e fática da Autora.br Este documento foi assinado digitalmente por MARCIO BESERRA GUIMARAES. em face da . por cada mês de atraso da obra. para conferência acesse o site http://esaj. 3. pena de revelia e confissão. propugna o Autor pela citação postal das rés para contestar o presente feito.

até a data que receberam a unidade. A referida indenização deverá atender à dúplice função consagrada pela jurisprudência do STJ: compensatória e punitiva ou pedagógica. divulgado pela Fundação Getúlio Vargas) ou IGPM/FGV (índice geral de preço de mercado). 42 até a data da quitação total e apenas nos meses em que o índice contratual for desfavorável ao Acionante. 6. escolhida e imposta pela Construtora). de 2% (dois por cento) sobre o valor do imóvel de contrato atualizado (valor devido e não adimplido). DANOS EXTRAPATRIMONIAIS Pagar ao Demandante. ressaltandose que a atualização deve ocorrer segundo a variação mensal do INCC/FGV (índice nacional de custos da construção. 42 5.br Este documento foi assinado digitalmente por MARCIO BESERRA GUIMARAES.000.05. corrigidos monetariamente. por cada mês de atraso da obra.henriqueguimaraes. a título de indenização por danos extrapatrimoniais. no importe de R$ 50.: (71) 3272-6510 www. sendo manifesta a prática da venda casada e em razão das particularidades com que foi realizado o negócio (corretora contratada. Se impresso. em face dos prejuízos de ordem psicológico/emocional suportados pelo mesmo a partir do inadimplemento contratual com o atraso excessivo e doloso da entrega do seu imóvel residencial. levando em consideração as condições do ofensor e do ofendido.2015. e de multa.Com base no art.0001 e o código 16AD1ED.jus. e sendo apta a desestimular a reincidência em práticas semelhantes. calculados ao mês ou fração de mês. 406 do CC e nos princípios da bilateralidade.8. também moratória. RESTITUIÇÃO EM DOBRO DO VALOR DE CORRETAGEM – Restituir aos Autores o dobro do valor indevidamente cobrado e pago pela intermediação imobiliária (corretagem).820-770 Tel.br/esaj. informe o processo 0527550-70.fls. Protocolado em 15/05/2015 às 17:46:53. 7. Ed Empresarial Niemeyer Salas 802/ 803/804 Caminho das Árvores – Salvador Bahia CEP 41. devidamente atualizado (com base no valor atualizado do imóvel constante .tjba. equidade e boa-fé objetiva em relação à Cláusula Sétima que seja determinado às Rés o pagamento de juros moratórios de 1% (um por cento) sobre o valor de contrato do imóvel do extrato de pagamentos anexado). a fim de que não haja prejuízo injustificado para o Autor e enriquecimento sem causa para as Rés. para conferência acesse o site http://esaj. JUROS E MULTA DE MORA . corrigidos monetariamente. Rua Alceu Amoroso Lima 470.00 (cinquenta mil reais).com.

Termos em que.72 (cento e cinquenta e sete mil trezentos e trinta reais e setenta e dois centavos) Salvador-Ba. a prova pericial.henriqueguimaraes. NULIDADE DAS GARANTIAS CONSTITUIDAS SOBRE A UNIDADE Declaração de nulidade da cláusula Vigésima Oitava.fls.jus.820-770 Tel.tjba. extrajudiciais e os honorários PROVAS Não obstante o requerimento de inversão do ônus probandi.056 Marcio Guimarães OAB/BA 21. pede e espera deferimento. informe o processo 0527550-70.323 Rua Alceu Amoroso Lima 470. advocatícios arbitrados em 20% sobre o valor da condenação. súmula 308 – STJ. Ed Empresarial Niemeyer Salas 802/ 803/804 Caminho das Árvores – Salvador Bahia CEP 41. propugna pela produção de provas ao seu alcance. Se impresso. 43 8.br/esaj. 43 9. como o depoimento pessoal. para conferência acesse o site http://esaj. e apenas por cautela.: (71) 3272-6510 www.8. 28 de abril de 2015. do Contrato. CUSTAS E HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS .0001 e o código 16AD1ED.br Este documento foi assinado digitalmente por MARCIO BESERRA GUIMARAES. Protocolado em 15/05/2015 às 17:46:53. Dá-se à causa o valor de R$ 157.Condenar as Rés a suportarem as despesas judiciais. . testemunhal e documental.330.05.com.2015. que oferece a unidade (imóvel) prometida ao Autor em garantia a terceiros. Henrique Guimarães OAB/BA 17.